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Plano de Controle Ambiental - PCA

VOLUME ÚNICO

Abril/2015
Pág.
Plano de Controle Ambiental (PCA) Apresentação
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APRESENTAÇÃO

A Ápice Projetos de Gestão LTDA apresenta a Companhia das Docas do


Espírito Santo – CODESA, o Plano de Controle Ambiental (PCA), referente à
instalação de Portarias Automatizadas no Porto de Vitória (Cais de Cabuaba e
Cais de Vitória), em atendimento Termo de Referência Elaborado pelo Instituto
Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA).

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ÍNDICE GERAL

1. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO ................................... 8


1.1 INFORMAÇÕES GERAIS ..................................................................... 8
1.1.1 Objetivos e Justificativas.................................................................... 8
1.1.2 Localização e Caracterização do Empreendimento e Seu Entorno 8
2. INFORMAÇÕES SOBRE A FASE DE IMPLANTAÇÃO..................... 13
2.1 MARGEM VITÓRIA ............................................................................. 13
2.1.1 Memorial Descritivo das obras......................................................... 14
2.2 MARGEM VILA VELHA ....................................................................... 19
2.2.1 Memorial Descritivo das obras......................................................... 19
2.3 MEDIDAS DE SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES ........ 22
2.4 CONSUMO E SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA ............... 22
2.5 CONSUMO E SISTEMA DE ENERGIA ELÉTRICA E/OU
COMBUSTÍVEL ................................................................................... 22
2.6 EFLUENTES LÍQUIDOS ..................................................................... 22
2.7 RESÍDUOS SÓLIDOS ......................................................................... 23
2.8 RUÍDO E EMISSÕES ATMOSFÉRICAS............................................. 24
3. INFORMAÇÕES SOBRE A FASE DE OPERAÇÃO .......................... 25
3.1 INFRAESTRUTURA, EQUIPAMENTOS E PROCESSO
OPERACIONAL................................................................................... 25
3.2 REGIME DE TRABALHO E MÃO DE OBRA....................................... 27
3.3 EFLUENTES LÍQUIDOS ..................................................................... 28
3.4 EMISSÕES ATMOSFÉRICAS............................................................. 28
3.5 RESÍDUOS SÓLIDOS ......................................................................... 28
3.6 MEDIDAS DE SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES ........ 28
3.7 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS............................................................... 29
3.8 ABASTECIMENTO DE ÁGUA. ............................................................ 29
4. AVALIAÇÃO DE RISCOS E IMPACTOS AMBIENTAIS .................... 30
4.1 IDENTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS..................................................... 34

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4.2 PREVISÃO E AVALIAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DOS RISCOS E


IMPACTOS.......................................................................................... 37
5. PROGRAMAS AMBIENTAIS.............................................................. 39
5.1 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS....... 39
5.1.1 Metodologia ....................................................................................... 40
5.1.2 Produto Final...................................................................................... 41
5.2 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS ... 43
5.2.1 Metodologia ....................................................................................... 43
5.2.2 Produto Final...................................................................................... 44
5.3 PROGRAMA DE CONTROLE DE EMISSÕES ATMOSFÉRICAS ...... 45
5.3.1 Metodologia ....................................................................................... 45
5.3.2 Produto Final...................................................................................... 46
5.4 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL ....................................... 47
5.4.1 Metodologia ....................................................................................... 47
5.4.2 Produto Final...................................................................................... 48
6. CONCLUSÃO...................................................................................... 49
7. ANEXOS ............................................................................................. 50
8. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ........................................................ 58
9. EQUIPE TÉCNICA .............................................................................. 62

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TABELAS

TABELA PÁG.
Tabela 4-1: Matriz dos principais riscos e impactos das novas
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portarias.

QUADROS

QUADRO PÁG.
Quadro 4-1: Avaliação dos atributos para os impactos
33/62
significativos.

Quadro 4-2: Descrição dos riscos e impactos ambientais. 34/62

FIGURAS

FIGURA PÁG

Figura 1-1: Localização do Porto de Vitória. 9/62

Figura 1-2: Entrada principal do Porto de Vitória - margem Vitória. 10/62

Figura 1-3: Margem Vila Velha. A: Portaria avançada; B: Portaria do


10/62
Terminal Codesa.
Figura 1-4: Vista do local onde será construída a nova portaria na
11/62
margem de Vitória.

Figura 1-5: Vista do local onde será construída a nova portaria na


12/62
margem de Vila Velha.

Figura 2-1: Elementos que deverão ser removidos ou demolidos


para a construção da nova portaria na margem de Vitória. A: 15/62
balança; B: Casa do balanceiro; C: Canteiro; D: torre de iluminação.

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Figura 2-2: Vista completa da torre de iluminação a ser removida. 16/62

Figura 2-3: Layout da estrutura esperada para o pavimento. 18/62

Figura 2-4: Elementos que deverão ser removidos ou demolidos


para a construção da nova portaria na margem de Vila Velha. A:
20/62
Guarita Portuária; B: Canteiros com postes de iluminação na via de
acesso.
Figura 2-5: Elementos que deverão ser removidos ou demolidos
para a construção da nova portaria na margem de Vitória. A: 21/62
Guarita da balança; B: Balança.

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INFORMAÇÕES GERAIS

IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR

Razão Social: Companhia das Docas do Espírito Santo - CODESA


CNPJ: 27.316.538/0001-66
Inscrição Estadual: Isenta
Pessoa de Contato: Guilherme Fernandes Magalhães
Endereço: Avenida Getúlio Vargas, nº 556, Centro – Vitória/ES
Telefone: (27) 2104-3423

RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO DO PCA

Razão Social: Ápice Projetos de Gestão Ltda


CNPJ: 00.585.544/0001-62
Inscrição Estadual: Isento
Pessoa de Contato: Leonardo José de Castro Veloso
Endereço: Rua General Câmara, 109, 1º pavimento, Praia do Suá
– Vitória/ES
Telefone: (27) 3227-7097
E-mail: apice@apiceprojetos.com.br

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1. CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

1.1 INFORMAÇÕES GERAIS

1.1.1 Objetivos e Justificativas

Racionalizar o tráfego de veículos no entorno portuário e monitoraras


cargas desde sua origem, viabilizando o fornecimento de informações com
antecedência à comunidade portuária e aos anuentes, de forma a facilitar a
programação dos recursos para agilizar as operações portuárias.

1.1.2 Localização e Caracterização do Empreendimento e Seu Entorno

O Porto de Vitória, administrado pela Companhia Docas do Espírito


Santo (CODESA), está localizado nas cidades de Vitória e Vila Velha, no
Estado do Espírito Santo e possui cais e terminais destinados à movimentação
de contêineres, granéis líquidos, granéis sólidos, carga geral, dentre outras. A
Figura 1-1 apresenta a localização do Porto através de imagem de satélite. Os
pontos marcados no mapa (“Margem Vitória” e “Margem Vila Velha”)
representam a localização das novas portarias.

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Figura 1-1: Localização do Porto de Vitória.


Fonte: Google Earth 2015.

O Porto é composto por sete trechos de cais e dolfins, os quais são


divididos em duas margens, sendo uma delas situada no município de Vitória e,
a outra, no município de Vila Velha. Na margem de Vitória existem dois trechos
(Cais Comercial e Flexibras Technip), enquanto na de Vila Velha, cinco trechos
(Capuaba, Paul, São Torquato, Atalaia, CPVV e Prysmian).
O Porto possui duas portarias de acesso principal, sendo uma delas
localizada na margem de Vitória (Figura 1-2), e outra na margem de Vila Velha
(portaria avançada controlada pela Guarda Portuária, a qual realiza as
conferências documentais e direciona os motoristas para os gates dos
terminais) (Figura 1-3 A).
Tanto em Vitória quanto em Vila Velha tais portarias visam controlar a
entrada e a saída de cargas e transportes nas áreas alfandegadas, com a

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ressalva de que em Vila Velha também é feito o controle da entrada e saída de


caminhões, ônibus e automóveis que se dirigem aos cinco terminais portuários
(Terminal de Vila Velha (TVV), Peiú, Codesa (Figura 1-3 B), Companhia
Portuária de Vila Velha (CPVV), além do terminal retro portuário da
Hiperexport).

Figura 1-2: Entrada principal do Porto de Vitória - margem Vitória.

A B

Figura 1-3: Margem Vila Velha. A: Portaria avançada; B: Portaria do Terminal


Codesa.

Com relação às vias públicas de acesso, tanto em Vitória quanto em Vila


Velha, muitas delas apresentam congestionamentos e interrupções do fluxo de
veículos devido a diversos fatores, como, por exemplo, as péssimas condições

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em que algumas vias se encontram a incapacidade destas em atender ao fluxo


de veículos, o excesso de veículos nelas trafegando, entre outros, além da
ocorrência do fechamento de vias em virtude de protestos e manifestações.
Além disso, hoje, são encontrados constantemente na Estrada de Capuaba,
que possui pistas simples, caminhões estacionados em locais indevidos.
Os locais de implantação das novas portarias, em ambas as margens,
configuram-se como regiões planas, sem a identificação de aclives ou declives
acentuados.
O entorno dos referidos locais caracteriza-se como uma zona urbana,
pela edificação contínua e pela existência de infraestrutura urbana, que
compreende o conjunto de serviços públicos que possibilitam a vida da
população.
A nova portaria de acesso ao Porto de Vitória, em Vitória, será
executada em local um pouco mais recuado das portarias atuais, a
aproximadamente 170 metros (Latitude 20°19’18.73” S e Longitude
40°20’42,36” O) (Figura 1-4), compatibilizando com o projeto existente do
“Portal do Príncipe”, do Governo do Estado.

Figura 1-4: Vista do local onde será construída a nova portaria na


margem de Vitória.

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Já em Vila Velha, será executada na Estrada de Capuaba (Rodovia BR-


447; Latitude 20°19’57.89” S; e Longitude 40°19’38.42” O), principal via de
acesso ao Porto em Vila Velha (Figura 1-5), atendendo a demanda de veículos
até 2030.

Figura 1-5: Vista do local onde será construída a nova portaria na margem
de Vila Velha.

Com a implantação da Cadeia Logística Portuária Inteligente (CLPI), a


qual será operacionalizada por meio de pontos de controle situados nos locais
de origem, nos pátios, nas vias de acesso ao porto e na entrada e saída dos
terminais portuários, será promovida a sincronização dos processos
operacionais com o consequente aprimoramento da eficiência das operações
portuárias. Além disso, será assegurado um fluxo contínuo na movimentação
de carga, com maior agilidade na liberação das mesmas e com decorrente
redução de custos operacionais e ineficiências. Outros benefícios gerados com
a implantação da CLPI serão o aumento da produtividade na operação
portuária, a racionalização do tráfego de veículos no entorno do porto, com
redução das filas de veículos, bem como o aumento da competividade e
atratividade do porto.

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2. INFORMAÇÕES SOBRE A FASE DE IMPLANTAÇÃO

Estima-se que o custo total do empreendimento seja da ordem de R$


10.000.000,00 (dez milhões de reais). Tendo em vista que a implantação do
empreendimento depende de licitação, e que a empresa vencedora será
responsável pela elaboração dos projetos básicos e executivos, bem como
pelas obras e serviços de engenharia necessários à implantação do projeto
CLPI no Porto de Vitória, o presente item do documento foi elaborado tendo
como base as diretrizes gerais e especificações técnicas mínimas exigidas pela
Codesa à empresa que executará a obra.
As obras acontecerão simultaneamente nas margens de Vitória e Vila
Velha, sendo o período de duração estimado em 8 a 12 meses. Estima-se uma
quantidade de 80 funcionários para a implantação do empreendimento.
Com relação ao canteiro de obras, estes possuirão estrutura com
banheiros e refeitório, que atenderão às demandas dos funcionários durante a
obra. Na margem de Vila Velha, ficará localizado na retroária de Capuaba. Já
na margem de Vitória, a construtora deverá realizar estudos e definir o melhor
local para instalação do canteiro.

2.1 MARGEM VITÓRIA

O anteprojeto arquitetônico é apresentado no Anexo I. O projeto prevê a


construção de portaria com 2 gates reversíveis de acesso, com instalação de
tecnologias tais como: Identificação por Radiofrequência (RFID),
Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR), Circuito Fechado de Televisão
(CFTV), biometria, balanças estáticas e cancelas, assim como a construção de
uma edificação de apoio à portaria, o qual será equipado com guarita de apoio
aos gates, sanitário e copa, possuindo área de aproximadamente 41,57 m2, e a
implantação de um portão reversível para entrada e saída de cargas de projeto.
Além dos novos gates, o projeto arquitetônico também prevê o acesso
controlado de pedestres, o qual inclui a implantação de 2 torniquetes, 2
detectores de metal, biometria e portão de acesso para portadores de
necessidades especiais (PNE).

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Cada gate possuirá 3,20m de largura de vão livre para acesso de


caminhões e uma balança rodoviária embutida, com exceção do gate de
cargas de projeto, que não possuirá balança. Além disso, cada gate será
composto em suas adjacências por grades metálicas, com pintura
eletroestática na cor cinza, e plataforma em concreto, as quais possuirão, em
suas extremidades, floreiras com 1,10 m de altura.
As duas cabines previstas próximas às balanças, possuem a finalidade
de garantir o controle, a segurança e a manutenção nos gates, quando for
necessário. Cada cabine terá, aproximadamente, 1,25 m de largura, 2,00 m de
comprimento e 2,80 m de altura.
O portão para cargas de projeto será produzido em ferro e possuirá, no
mínimo, 7,00 m de largura e 2,10 m de altura.
A cobertura metálica, com área de 286,53 m2, será estruturada por
pilares em concreto, treliças metálicas, calhas e telhas metálicas (trapezoidais
em alumínio, providas de isolamento térmico e pintura eletrostática na cor cinza
claro, o que proporciona resistência a intempéries à cobertura).
O edifício de apoio será estruturado por pilares, vigas e lajes em
concreto armado (impermeabilizadas). A estrutura será vedada com alvenaria
(blocos de concreto) e revestida externamente com pintura epóxi na cor cinza
claro. Além disso, a edificação possuirá duas floreiras em concreto e
devidamente impermeabilizadas.
O Anexo II apresenta o memorial descritivo do anteprojeto de
arquitetura.

2.1.1 Memorial Descritivo das obras

Para a implantação do empreendimento, ocorrerão algumas intervenções na


portaria de acesso principal. Dentre elas estão:
 Demolição da casa do balanceiro (aproximadamente 70 m 3);
 Remoção da balança rodoviária (18,00 m de comprimento e 3,20 m de
largura);
 Remoção de canteiros (450,60 m2);

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 Remoção de torre de iluminação;


 Troca de pavimentação das intermediações da nova portaria, remoção
de pavimento intertravado e implantação de pavimento rígido
(aproximadamente 1.052,10 m2);
 Construção de calçada em concreto para pedestres (aproximadamente
350 m2).

O Anexo III apresenta o anteprojeto de demolição/construção. As


Figuras 2-1 e 2-2, a seguir, apresentam os elementos que serão
demolidos/removidos.

Figura 2-1: Elementos que deverão ser removidos ou demolidos para a


construção da nova portaria na margem de Vitória. A: balança; B: Casa do
balanceiro; C: Canteiro; D: torre de iluminação.

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Figura 2-2: Vista completa da torre de iluminação a ser removida.

Antes do início dos serviços será realizado um exato levantamento das


edificações ou áreas a serem demolidas e/ou retiradas, considerando-se
aspectos como natureza da estrutura, condições da construção, condições das
construções vizinhas, estruturas e instalação que deverão ser conservadas,
método executivo apropriado, etc.
Além disso, será previsto a remoção e/ou isolamento dos ramais de
abastecimento de energia elétrica, gás, água e canalizações de esgoto e águas
pluviais, observando-se as determinações das concessionárias de serviços
públicos, bem como a manutenção dos devidos abastecimentos, quando estes
forem imprescindíveis aos serviços.
Os serviços de demolição serão iniciados pela parte superior das
edificações, mediante o emprego de calhas ou outros condutores, evitando o
lançamento dos produtos de demolição diretamente em queda livre. A fim de
evitar a poeira em excesso, as partes a serem demolidas deverão ser
previamente molhadas. Os materiais provenientes das demolições serão
removidos para os locais adequados e, ao término dos serviços, será
executada a limpeza de todas as áreas.

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As demolições poderão ser manuais ou mecânicas. Entretanto,


recomenda-se que se iniciem pelas manuais e, quando o entulho de demolição
não for retirado imediatamente, o mesmo deve ser molhado, evitando a
propagação de poeira e outros elementos.
Com a desmontagem e retirada da torre de iluminação, também serão
removidos os cabos dos circuitos que alimentam os projetos da torre. Na casa
do balanceiro, os circuitos e equipamentos que alimentam todo o sistema
auxiliar da casa serão retirados, além do circuito alimentador. Quanto aos
sistemas de aterramento que estejam aflorando, estes serão embutidos ao
solo, para que não haja nenhum ressalto acima do nível do piso. Com a
retirada da balança, os circuitos de força e controle também deverão ser
removidos e desconectados. Ressalta-se que todo o trabalho será executado
em conformidade com as normas brasileiras vigentes e normas
regulamentadoras (NR-10 e NR-15).
Com a remoção da infraestrutura viária, cuja área pavimentada é
composta basicamente de pavimentação em blocos intertravados, o material
gerado (blocos) será estocado de maneira tal que o mesmo tenha condições de
ser reaproveitado. Para tanto, os blocos devem ser estocados em superfície
plana e nivelada, que garanta a estabilidade da pilha, além de protegidos do
contato com a água e outros elementos que possam prejudicar a constituição
dos mesmos.
Já o material oriundo da remoção por escavação das estruturas de base
e sub-base existentes, será encaminhado para bota-fora devidamente
licenciado. Destaca-se que o pavimento encontra-se em bom estado, porém,
para atendimento ao Projeto Cadeia Logística Portuária Inteligente, será
substituído por pavimento rígido (concreto).
O dimensionamento para tal pavimento será refeito com base em
estudos geológicos, geotécnicos e de tráfego, pela empresa a ser contratada
para execução do serviço, entretanto, espera-se que a estrutura seja
semelhante a apresentada na Figura 2-3, a qual é resultado dos estudos
realizados pela Codesa (2013) para o “Projeto Executivo de reabilitação da

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Estrada de acesso ao Cais de Capuaba, a partir da ponte do Rio Aribiri até a


portaria principal do cais”.

Figura 2-3: Layout da estrutura esperada


para o pavimento.
Fonte: Codesa (2013).

Como dispositivo de drenagem, serão utilizadas canaletas em concreto


armado além dos outros sistemas e dispositivos definidos no Manual de
Drenagem de Rodovias do DNIT (2006). Entretanto, a concepção do projeto
será definida pela equipe contratada através da análise dos elementos básicos
condicionantes do projeto.
O projeto básico de sinalização seguirá as recomendações do Manual
de Sinalização Rodoviária do DNIT (2010) e do Manual de Sinalização de
Trânsito (DENATRAN), e se constituirá no estabelecimento dos dispositivos de
sinalização ao longo dos trechos rodoviários na fase de projeto, inclusive em
ramos, vias interceptadas que atendam às necessidades normativas e de
circulação estabelecidas pelo plano funcional. O projeto envolve a sinalização
tanto vertical quanto horizontal.
As fundações da nova portaria e das balanças serão, preferencialmente,
do tipo indireta (estacas), uma vez que a área é proveniente de aterro e os
equipamentos necessitam de precisão. Já com relação ao edifício de apoio,
será verificado a viabilidade de se empregar a fundação direta (sapatas/radier).

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O projeto básico das estruturas de concreto armado, a ser elaborado


pela empresa contratada para execução da obra, como critério geral de
agressividade ambiental deverá ser adotado Classe tipo III, forte, em função da
proximidade com o mar, levando ao emprego de elementos estruturais de
concreto armado com fck ≥ 30 Mpa, com relação água/cimento em massa, não
superiores a 0,55.

2.2 MARGEM VILA VELHA

O anteprojeto arquitetônico é apresentado no Anexo IV. O projeto é


similar ao previsto para Vitória (ver item 2.1), sendo que em Vila Velha estão
previstas a construção de 8 gates de acesso, sendo 4 de entrada e 4 de saída
e a edificação de apoio possuirá área de aproximadamente 103 m2. Também
estão previsto acessos controlados para pedestres, o qual segue a mesma
especificação já apresentada (ver item 2.1).
Com relação ao dimensionamento e caracterização das estruturas
utilizadas para as novas portarias, serão mantidas as mesmas já descritas para
Vitória (ver 2.1). Entretanto, em Vila Velha serão quatro cabines (duas na
entrada e duas na saída) próximas às balanças; a cobertura metálica possuirá
área de 1.470,00m2 e será estruturada por pilares metálicos com perfil “l”,
treliças metálicas, calhas e telhas metálicas (trapezoidais em alumínio,
providas de isolamento térmico e pintura eletrostática na cor cinza claro, o que
proporciona resistência a intempéries à cobertura).
O Anexo V apresenta o memorial descritivo do anteprojeto de
arquitetura.

2.2.1 Memorial Descritivo das obras

Para a implantação do empreendimento, ocorrerão algumas intervenções na


portaria de acesso principal. Dentre elas estão:
 Demolição da guarita da guarda portuária (aproximadamente 340 m 3);
 Demolição da guarita da balança (aproximadamente 280 m3);

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 Remoção da balança rodoviária (aproximadamente 88 m3);


 Remoção de canteiros na via de acesso (aproximadamente 2.636 m2);
 Remoção da calçada (aproximadamente 946 m2) e de 15 postes de
iluminação nos canteiros;
 Alargamento da via para implantação da nova portaria
(aproximadamente 3.940 m2);
 Remoção do pavimento flexível existente na área do alargamento
(aproximadamente 3.940 m2).

O Anexo VI apresenta o anteprojeto de demolição/construção. As


Figuras 2-4 e 2-5, a seguir, apresentam os elementos que serão
demolidos/removidos.

Figura 2-4: Elementos que deverão ser removidos ou demolidos para a


construção da nova portaria na margem de Vila Velha. A: Guarita
Portuária; B: Canteiros com postes de iluminação na via de acesso.

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Figura 2-5: Elementos que deverão ser removidos ou demolidos para a


construção da nova portaria na margem de Vitória. A: Guarita da balança;
B: Balança.

A execução das obras está prevista para ocorrer observando as mesmas


especificações já descritas para Vitória (ver item 2.1.1), com as ressalvas
apresentadas a seguir.
Com a retirada da balança, sendo os circuitos de força e controle
também removidos e desconectados, além da retirada dos cabos que
alimentam os postes de iluminação. Na casa do balanceiro e na guarita da
Guarda Portuária, os circuitos e equipamentos que alimentam todo o sistema
auxiliar da casa serão retirados, além do circuito alimentador.
Na área onde será realizado o alargamento da via para implantação da
nova portaria, o pavimento flexível será removido, dando lugar ao pavimento
rígido. Este pavimento também será implantado nas áreas onde houver
remoção de canteiros. Já na área onde já existe pavimento rígido, o mesmo
sofrerá apenas alguns reparos, tento em vista que se encontra em bom estado
de conservação. O serviço será executado com base no Manual de Pavimentos
Rígidos do DNIT (2005).

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Como dispositivo de drenagem, a escolha da solução definitiva será


definida pela equipe contratada através da análise dos elementos básicos
condicionantes do projeto e dos sistemas e dispositivos definidos no Manual de
Drenagem de Rodovias do DNIT (2006).

2.3 MEDIDAS DE SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

A empresa contratada para execução da obra deverá, antes do início


dos serviços, apresentar à Codesa os programas referentes à Saúde e
Segurança do Trabalho, tais como: Análise Preliminar de Risco (APR),
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) – NR-9, Programa de
Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) – NR-7, Programa de
Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Civil
(PCMAT) – NR-18, dentre outros.

2.4 CONSUMO E SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Para suprir as necessidades da frente de trabalho, o abastecimento de


água será feito através da rede pública de abastecimento que já atende à
Codesa.

2.5 CONSUMO E SISTEMA DE ENERGIA ELÉTRICA E/OU COMBUSTÍVEL

Para suprir as necessidades da frente de trabalho, a energia consumida


durante a obra será proveniente do sistema já existente na Codesa. É possível
que haja a necessidade do uso de gerador à diesel para o funcionamento de
máquinas/equipamentos enquanto o cabeamento não estiver finalizado.

2.6 EFLUENTES LÍQUIDOS

Durante as atividades de implantação das novas portarias, os efluentes


líquidos gerados serão sanitários, originados nos banheiros existentes na obra
(canteiro de obras).

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De acordo com a NBR 7229 e NBR 13969, estima-se que seja gerado
um volume entre 50 e 80 litros de efluente/funcionário/dia.

2.7 RESÍDUOS SÓLIDOS

Durante as atividades de implantação das novas portarias, serão


gerados resíduos resultantes do trabalho dos funcionários, compreendendo,
em sua maioria, resíduos da construção civil. Tais resíduos serão gerenciados
pela empresa contratada para a implantação do empreendimento, sendo esta a
responsável por garantir a destinação final destes materiais em local
devidamente licenciado, devendo observar as normas ABNT NBR nº s 15.112,
15.113, 15.114, 15.115 e 15.116, de 2004.
A composição e a quantidade dos resíduos da construção civil estão
estritamente associadas às diversas características de sua fonte geradora
(construções, reformas, demolições), ao momento de coleta da amostra relativo
ao cronograma de execução, bem como à qualidade da mão de obra, técnicas
construtivas empregadas e adoção de programas de qualidade (CARNEIRO,
2005; ZORDAN, 1997 apud COSTA et al, 2014).
O levantamento feito por Paliari (1999) aponta que são gerados cerca de
200 kg de entulho para cada metro quadrado construído. Já Pinto (1999),
estima que a taxa de geração de resíduos de construção e demolição chegam
à ordem de 150 kg/m2. E, segundo Novaes e Mourão (2008), a geração de
resíduos da construção civil em canteiros de obras no Brasil variam de 100
kg/m2 a 300 kg/m2.
Os resíduos domiciliares gerados (restos de alimento, papel, plástico,
etc.) serão gerenciados pela construtora responsável pela execução da obra,
devendo seguir as recomendações apresentadas no Programa de
Gerenciamento de Resíduos (item VI.1). De acordo com Mota (1997), estima-
se que a população mundial produz 0,5 e 1,0 kg/habitante/dia. Dados do
Diagnóstico do manejo dos resíduos sólidos urbanos (BRASIL, 2009) mostram
que no Brasil, a quantidade de resíduos gerados na região sudeste é de 0,94

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kg/habitante/dia. Assim, estima-se que os resíduos domiciliares gerados no


empreendimento sejam da ordem de 1,0 kg/funcionário/dia.

2.8 RUÍDO E EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

O ruído gerado durante a fase de instalação do empreendimento será


ocasionado, principalmente pela movimentação de máquinas, equipamentos,
veículos e pessoas, bem como pelas demolições e remoções necessárias. O
número de máquinas e equipamentos será um dos fatores determinantes na
produção do campo sonoro. Além disso, uma máquina ou equipamento pode
ser ligada/desligada várias vezes durante uma jornada de trabalho.
As emissões atmosféricas geradas durante a implantação das novas
portarias serão provenientes das descargas e sistemas de combustão dos
veículos para transporte de equipamentos e materiais e movimentação de
máquinas durante a obra (fontes móveis). Os poluentes emitidos por essas
fontes são: COx, NOx e SOx. Além disso, haverá a geração de material
particulado proveniente das atividades de demolições e remoções necessárias.

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3. INFORMAÇÕES SOBRE A FASE DE OPERAÇÃO

3.1 INFRAESTRUTURA, EQUIPAMENTOS E PROCESSO OPERACIONAL

As novas portarias funcionarão em regime de 24 horas, 7 dias por


semana.
Para a operação das novas portarias, na margem de Vila Velha será
implantada uma central de controle para o projeto Cadeia Logística Portuária
Inteligente e uma recepção para o atendimento às pessoas. Já na margem de
Vitória, haverá uma guarita de apoio aos gates. Os dados das novas portarias
serão transmitidos através de rede lógica.
Além disso, as portarias contarão com os sistemas descritos abaixo, os
quais serão dimensionados para atender, no mínimo, 3 anos de operação sem
a necessidade de upgrade de hardware:

 Sistema de Circuito Fechado de Televisão (CFTV)

O sistema especificado para as novas portarias é semelhante ao já


existente no Porto de Vitória, com câmeras em todo o complexo portuário.
Assim, os novos equipamentos seguirão o mesmo padrão.
Será necessário instalar, no mínimo, duas câmeras de CFTV por faixa
de rodagem. As câmeras externas terão a finalidade de capturar a imagem da
parte frontal do veículo com a placa dianteira, e da parte traseira, identificando
a placa traseira dos veículos no momento da passagem pelos gates.
Além disso, também serão instaladas câmeras internas para o controle
(entrada/saída) de cada um dos seguintes ambientes: acesso de pedestres
(torniquetes), recepção/triagem e central de controle do projeto Cadeia
Logística Portuária Inteligente.
Destaca-se que todas as câmeras irão utilizar o protocolo TCP/IP para
conexão com a rede, possibilitando a comunicação com o sistema de
monitoramento e gravação de imagens.

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 Sistema Gerenciador de Controle de Acesso

Para o gerenciamento e controle das áreas portuárias, o Porto de Vitória


conta com o sistema SURICATO. Assim, a fim de complementar o este
gerenciamento e o controle de acesso de pessoas e veículos, serão instalados
os equipamentos e as licenças adicionais necessários, seguindo o padrão já
existente.
Serão utilizados os seguintes equipamentos: placa controladora
eletrônica, torniquete para controle de acesso de pedestres, leitor biométrico de
reconhecimento facial, fechadura eletromagnética, cancela automática,
detector de metal e os equipamentos necessários para o funcionamento do
cartão de proximidade Mifare (leitor de proximidade, gravador de cartões,
impressora de cartões e totem com urna coletora para cartões).

 Sistema de Reconhecimento Óptico de Caracteres (OCR)

Este sistema destina-se ao reconhecimento e identificação automática,


sem intervenção humana direta, dos caracteres das placas de licenciamento de
veículos rodoviários e, quando existir, do código ISSO de contêineres.
Para seu funcionamento, serão instalados em todos os gates da nova
portaria, tanto em Vitória quanto em Vila Velha, um software e os seguintes
equipamentos: dispositivos de captura OCR, iluminadores com caixa de
proteção, sensoriamento, quadro de comando, servidor principal, servidor
failover e pórticos metálicos.

 Sistema de Identificação por Radiofrequência (RFID)

Este sistema será capaz de efetuar a leitura de tags (transponders) em


veículos rodoviários no momento de sua passagem pela zona de detecção dos
sistemas (gates) e integrar a informação coletada ao Sistema Integrador.
Os equipamentos atenderão às seguintes resoluções e portarias:
 Resolução nº 506, de 1º de julho de 2008, da Agencia Nacional de
Telecomunicações (ANATEL);
 Portaria DENATRAN nº 570, de 27 de junho de 2011 (SINIAV);

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 Resolução CONTRAN nº 412, de 9 de agosto de 2012.


Além disso, as antenas/leitores necessários a este sistema serão
instaladas nos pórticos metálicos, contendo os dispositivos de captura de OCR,
tanto no sentido de entrada quanto no de saída das novas portarias.

 Sistema de PesagemEletrônica – balanças rodoviárias

O projeto para este sistema será elaborado em conformidade com as


normas brasileiras (NBRs) cabíveis e vigentes e contará com a implantação de
balanças rodoviárias eletrônicas nos gates de acesso da nova portaria das
margens de Vitória (duas balanças) e de Vila velha (oito balanças).
O sistema contará com um software para gerenciamento e automação
de operações de pesagem possibilitando realizar o processo de pesagem
automaticamente, sem necessidade de operador, verificando o correto
posicionamento do veículo, orientando os motoristas, dificultando fraudes e
reduzindo perdas. Além disso, a balança possuirá um aplicativo desenvolvido
para disponibilizar e monitorar as informações via Ethernet/Wi-Fi.

 Sistema Integrador

Este sistema possui o objetivo de receber/coletar os dados dos sistemas


RFID e OCR nas portarias, enviando, em tempo real, tais dados ao sistema
PORTLOG (sistema de informação operado pela CODESA responsável pelo
sequenciamento e agendamento de caminhões que acessam o Porto). Assim,
haverá uma comunicação entre os sistemas das novas portarias e o sistema já
existente no Porto de Vitória.

3.2 REGIME DE TRABALHO E MÃO DE OBRA

Com relação à mão de obra necessária, estima-se 5 equipes de 5


funcionários cada, revezando em um período de 24 horas, totalizando 25
trabalhadores.

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3.3 EFLUENTES LÍQUIDOS

Os efluentes líquidos gerados durante a operação das novas portarias


serão os efluentes sanitários. Na margem de Vitória, o sistema de esgoto
sanitário será interligado ao sistema de esgotamento existente/projetado do
Porto de Vitória e encaminhado ao sistema de tratamento de efluentes.
Uma vez que não há rede de esgoto sanitário nas intermediações do
Porto, na margem de Vila Velha, o sistema de tratamento será constituído por
fossas sépticas e filtros biológicos, projetados em conformidade com as normas
NBR 7229 e NBR 13969, além de atender às exigências dos órgãos
ambientais.
Quando os efluentes possuírem resíduos gordurosos provenientes de
copas e cozinhas, por exemplo, os mesmos passarão por caixas de gordura as
quais devem ser instaladas em locais de fácil acesso e boa ventilação.

3.4 EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

As emissões atmosféricas serão provenientes da movimentação de


veículos que circulam diariamente do Porto de Vitória, portanto, fontes móveis.

3.5 RESÍDUOS SÓLIDOS

Durante a operação os resíduos gerados serão, em sua maioria,


administrativos (papel, plástico, grampo, clipe, etc.) e originados no prédio de
apoio às portarias. Eventualmente, serão gerados resíduos eletroeletrônicos
provenientes de manutenção dos sistemas das novas portarias. A destinação
final de tais resíduos será feita em conformidade com o gerenciamento já
adotado pela Codesa.

3.6 MEDIDAS DE SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

As dependências das novas portarias possuirão sistema de combate e


prevenção a incêndio o qual será elaborado pela construtora responsável pelas

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obras, obedecendo às normas brasileiras (NBRs) cabíveis e vigentes, bem


como as legislações, os regulamentos e as padronizações adotadas pelo
Corpo de Bombeiros da região.

3.7 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

O suprimento de energia para toda portaria a ser construída (prédio de


apoio, cancelas, balanças, etc.), será derivado do sistema de baixa tensão da
ESCELSA.

3.8 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

Os sistemas prediais de água fria serão elaborados em consonância


com a NBR 5626. As instalações deverão ser projetadas de forma a promover
economia de água, possibilitar manutenção fácil e econômica, evitar níveis de
ruído inadequados à ocupação do ambiente, proporcionar conforto aos
usuários, prevendo peças de utilização adequadamente localizadas, de fácil
operação, com vazões satisfatórias e atendendo às demais exigências do
usuário.
Para a margem de Vitória, o prédio terá alimentação direta, ou seja, o
ramal predial interligado à rede existente do porto alimentará os aparelhos que
necessitam de demanda diária de água de forma direta.
Para a margem de Vila Velha, será realizada uma consulta prévia à
concessionária local, visando obter informações sobre as características da
oferta de água no local da instalação e, caso seja prevista a utilização de poços
artesianos como fonte de abastecimento, o Instituto Estadual de Meio Ambiente
e Recursos Hídricos (IEMA) deverá ser consultado previamente.

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4. AVALIAÇÃO DE RISCOS E IMPACTOS AMBIENTAIS

A seguir é apresentada uma análise dos riscos e impactos ambientais


relacionados às atividades desenvolvidas nas fases de implantação e operação
das novas portarias. Para tal, foram utilizados os conceitos e definições de
aspecto ambiental e de impacto ambiental constantes da NBR ISO
14001:2004:
 Aspecto Ambiental – Elemento das atividades, produtos ou serviços de
uma organização que pode interagir com o meio ambiente;
 Impacto Ambiental – Qualquer alteração, adversa (negativa) ou
benéfica (positiva), decorrente das atividades, produtos e serviços da
organização.
A literatura técnica dispõe de variadas metodologias que visam
identificar impactos ambientais, alguns privilegiando os aspectos quantitativos,
outros os qualitativos (Patin, 1999; Guerra & Cunha, 1999).
Buscou-se, com base nas metodologias disponíveis (Leopold et al.,
1971; GTZ/SUREHMA,1992), uma conjugação de alguns métodos que
permitisse a análise qualitativa dos impactos e aproveitasse a experiência
acumulada pelos técnicos envolvidos na elaboração deste Plano de Controle
Ambiental.
Enquanto a identificação enumera as prováveis consequências futuras
de uma ação, no caso deste estudo, com informação sobre magnitude, a
avaliação está associada à sua importância ou significância.
Para realizar uma identificação apropriada dos prováveis impactos
ambientais, há dois requisitos: (i) o entendimento do projeto proposto e (ii) um
reconhecimento das principais características do ambiente afetado (Sanchez,
2006).
A identificação e a avaliação dos riscos e impactos ambientais levaram
em conta as principais interferências do empreendimento na região e sua
repercussão nos diversos elementos ambientais. Assim, o primeiro passo foi
identificar as atividades que pudessem afetar os recursos naturais e
socioeconômicos.

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Plano de Controle Ambiental (PCA) Impactos Ambientais 31/62
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Procurou-se utilizar uma metodologia focada em listagens (checklist),


reuniões de equipe multidisciplinar da Ápice Projetos e revisão dos técnicos,
no sentido de identificar de que maneira(s) a qualidade dos recursos
ambientais poderia ser afetada pelas atividades decorrentes da implantação e
operação das novas portarias do projeto Cadeia Logística Inteligente no Porto
de Vitória.
Posteriormente, foi desenvolvido um procedimento que permitiu avaliar
quais atividades foram efetivamente capazes de causar impacto sobre os
diferentes recursos de acordo com sua significância, sendo que essa
determinação é definida pela ponderação dos seguintes atributos: Qualificação,
incidência, abrangência, duração, reversibilidade, efeito, temporalidade,
magnitude/importância para se definir a significância.
Assim, os riscos e impactos foram confrontados com os fatores
ambientais (meio) numa Matriz de Riscos e Impactos (ver Tabela V.2-1), sendo
avaliados qualitativamente, de acordo com os seguintes atributos:

 Qualificação
Positivo/Benéfico: quando o impacto traduz uma melhoria de qualidade de um
fator ou parâmetro socioambiental.
Negativo/Adverso: quando o impacto traduz danos à qualidade de um fator ou
parâmetro socioambiental.

 Incidência
Direto: quando o impacto é decorrente de uma simples relação de causa e
efeito.
Indireto: quando o impacto é decorrente de uma reação secundária em relação
à ação, ou quando é parte de uma cadeia de reações.

 Abrangência
Local: impactos cujos efeitos se fazem sentir apenas nas imediações ou no
próprio local onde se dá a ação.

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Linear: impacto cujos efeitos se fazem sentir ao longo das rodovias de


transporte de insumos ou de produtos.
Municipal: impacto cujos efeitos se fazem sentir nos limites administrativos
municipais.
Regional: impactos cujos efeitos ultrapassam as duas categorias anteriores,
podendo incluir todo território nacional.
Global: impacto cujos efeitos potencialmente afetam todo planeta.
Estratégico: impactos cujos efeitos têm interesse coletivo ou se fazem sentir
em nível nacional.

 Duração
Cíclicos: impactos cujos efeitos se manifestam em intervalos de tempo
determinados.
Temporários: impactos cujos efeitos têm duração limitada.
Permanentes: quando, uma vez executada a ação, os efeitos não cessam de
se manifestar num horizonte temporal conhecido.

 Reversibilidade
Reversível: impacto para o qual o fator ou parâmetro ambiental afetado, assim
que cessada a sua ação, retorna às suas condições originais, com ou sem a
adoção de medidas de controle.
Irreversível: impacto para o qual o fator ou parâmetro ambiental afetado, uma
vez cessada a ação, não retorna às suas condições originais.

 Efeito
Cumulativo: quando o impacto induz ou potencializa outro(s) impacto(s); é
induzido ou potencializado por outro(s) impacto(s); apresenta algum tipo de
interação com outro(s) impacto(s); ou representa incremento em ações
passadas, presentes e razoavelmente previsíveis no futuro.
Sinérgico: é aquele que exerce um efeito multiplicador sobre um processo
ecológico, econômico ou social, ou seja, quando o efeito conjunto gerado
supera o que teria a soma das ações, se considerado de forma isolada.

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 Temporalidade
Imediato: quando o impacto se dá no instante da ação causadora.
Médio prazo: quando o impacto ocorre após o término da ação causadora.
Longo prazo: quando o impacto se dá em um intervalo de tempo
consideravelmente afastado do instante imediato da ação causadora.

 Magnitude/Importância
Refere-se ao grau de incidência de um impacto sobre o fator de sensibilidade,
em relação ao universo deste. A magnitude está relacionada à dimensão e
extensão espacial/temporal do impacto, podendo ser Alta/Severa,
Média/Moderada ou Baixa, segundo a intensidade de transformação da
situação pré-existente do fator sensibilidade impactado.

 Significância
Os impactos podem ser classificados como significativo ou não significativo de
acordo com a combinação dos atributos: expressão/natureza (e) origem/forma
(e) duração (e) reversibilidade (e) magnitude/intensidade, como mostra os
quadros a seguir:

Quadro 4-1: Avaliação dos atributos para os impactos significativos.


Atributos

Magnitude/ Significância
Qualificação + Incidência + Duração + Reversibilidade +
Importância
Negativo/ =
+ Direto + Permanente + Irreversível + Alta/Severa
adverso SIGNIFICATIVO
Negativo/ =
+ Direto + Permanente + Irreversível + Média/Moderada
adverso SIGNIFICATIVO
= NÃO
Para qualquer outra combinação dos atributos considerados o impacto será não significativo.
SIGNIFICATIVO

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4.1 IDENTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS

Nessa fase, o processo contempla a descrição dos impactos


identificados com base na análise das atividades e o meio no qual as novas
portarias serão instaladas.
Os principais impactos relacionados às fases de Implantação e
Operação estão apresentados no Quadro 4-2.

Quadro 4-2: Descrição dos riscos e impactos ambientais.


Impacto/Risco Medidas Adotadas
Descrição
Ambiental
- Aumento durante as fases
de implantação devido à
movimentação de pessoas
e máquinas. Seguir as orientações
Alteração do
- Redução durante a fase estabelecidas no plano de
tráfego local
de operação, uma vez que sinalização.
será feito agendamento
prévio, o que permitirá
fluidez ao trânsito local.
- Emissão de particulados
devido à movimentação de
máquinas e pessoas na fase
de implantação do
Seguir as orientações do
Alteração da empreendimento.
Programa de Controle de
qualidade do ar
Emissões Atmosféricas.
- Emissão de particulados
devido à demolição de
estruturas e troca de
pavimentação.
- Geração de resíduos Armazenar os resíduos
Alteração da
durante as fases de gerados em local adequado,
qualidade do
implantação e operação do conforme orientação do
solo
empreendimento. Programa de Resíduos

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Impacto/Risco Medidas Adotadas


Descrição
Ambiental
Sólidos.

- Geração de esgoto sanitário


oriundo dos banheiros
instalados nos canteiros de
obras durante a fase de
Aumento da Dar o destino adequado aos
implantação do
geração de efluentes gerados; seguir o
empreendimento.
efluente Programa de Gerenciamento
sanitário de Efluentes Líquidos.
- Geração de esgoto sanitário
oriundo das instalações
hidrossanitárias durante a
fase de operação.
Alteração da Manter o local sempre limpo;
- Carreamento de sólidos
qualidade das evitar que material e resíduo
oriundos de atividades como
águas em pó fiquem expostos a céu
movimentação de solo.
superficiais aberto.
- Durante as fases de
implantação, com o
funcionamento de
equipamentos e máquinas
Geração de
são gerados ruídos. Fazer uso de EPI adequado.
ruídos
- As demolições necessárias
para a implantação do
empreendimento também
geram ruídos.
- Durante a fase de Procurar coincidir os horários
implantação serão operados de demolições (e demais
Vibração no
equipamentos e serão atividades que causem
terreno
realizadas atividades que vibrações) com os períodos
causam vibração no terreno: de maior atividade na

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Impacto/Risco Medidas Adotadas


Descrição
Ambiental
equipamentos de vizinhança;
terraplanagem, remoção e Adotar as medidas
demolição de estruturas. recomendadas no Programa
de Comunicação Social para
informação à população do
entorno.

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4.2 PREVISÃO E AVALIAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DOS RISCOS E IMPACTOS

Os impactos e riscos ambientais relacionados às fases descritas nos capítulos anteriores foram inferidos e
prognosticados na Tabela 4-1 de forma que a situação prevista em campo é confrontada com os fatores ambientais, atributos
e com os possíveis impactos relacionados à atividade.

Tabela 4-1: Matriz dos principais riscos e impactos das novas portarias.

FASE MEIO ATRIBUTOS

Reversibilidade

Temporalidade
Abrangência
Implantação
IMPACTO/RISCOS

Significância
Qualificação

Importância
Magnitude/
Incidência
Antrópico
Operação

Duração
Biótico

Efeito
Físico
Diminuição do tráfego local x POS DIR LOC TEM REV SIN CP BAI NSIG

Aumento do tráfego local x NEG DIR LOC TEM REV SIN CP BAI NSIG

Alteração da qualidade do ar x NEG DIR LOC TEM REV SIN CP BAI NSIG

Alteração da qualidade do solo x NEG DIR LOC TEM REV SIN MP BAI NSIG

Aumento da geração de efluente sanitário x NEG DIR REG TEM REV SIN IME BAI NSIG

Alteração da qualidade das águas superficiais x NEG DIR REG TEM REV SIN MP BAI NSIG

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FASE MEIO ATRIBUTOS

Reversibilidade

Temporalidade
Abrangência
Implantação

Significância
IMPACTO/RISCOS

Qualificação

Importância
Magnitude/
Incidência
Antrópico
Operação

Duração
Biótico

Efeito
Físico
Geração de ruídos x NEG DIR LOC TEM REV SIN IME BAI NSIG

Vibração do terreno x NEG DIR LOC TEM REV SIN CP BAI NSIG

Legenda:
QUALIFICAÇÃO: INCIDÊNCIA: ABRANGÊNCIA:
POS - Positivo DIR - Direta LOC - Local REG - Regional
NEG - Negativo IND - Indireta LIN - Linear GLO - Global
MUN - Municipal EST - Estratégico
DURAÇÃO: REVERSIBILIDADE: EFEITO: TEMPORALIDADE:
CIC - Cíclico REV - Reversível CUM - Cumulativo IME - Imediato
TEM - Temporário IRR - Irreversível SIN - Sinérgico MP - Médio Prazo
PER - Permanente INE - Inerte LP - Longo Prazo
CP - Curto Prazo
MAGNITUDE/IMPORTÂNCIA: SIGNIFICÂNCIA:
ALT – Alta/Severa SIG - Significativo
MED – Média/Moderada NSIG – Não Significativo
BAI - Baixa

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5. PROGRAMAS AMBIENTAIS

5.1 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Os resíduos da construção civil, na maioria dos centros urbanos


brasileiros, constituem um dos maiores problemas para o poder público e para
as empresas, principalmente por causa do gerenciamento inadequado que
pode acarretar danos ambientais (NICARI e PAULINO, 2012).
Segundo SindusCon-SP (2005), o consumo de materiais pela
construção civil nas cidades é pulverizado, sendo que cerca de 75% dos
resíduos gerados provêm de eventos informais (obras de construção, reformas
e demolições), geralmente realizadas pelos próprios usuários dos imóveis.
Ainda de acordo com SindusCon-SP (2005), a falta de efetividade ou,
em alguns casos, a inexistência de políticas que disciplinam e ordenam os
fluxos da destinação dos resíduos da construção civil nas cidades, associada
ao descompromisso dos geradores no manejo e, principalmente, na destinação
dos resíduos, provocam os seguintes impactos ambientais:
 Degradação das áreas de manancial e de proteção permanente;
 Proliferação de agentes transmissores de doenças;
 Assoreamento de rios e córregos;
 Obstrução dos sistemas de drenagem;
 Ocupação de vias e logradouros públicos por resíduos, com prejuízo à
circulação de pessoas e veículos, além da própria degradação da
paisagem urbana;
 Existência e acúmulo de resíduos que podem gerar risco por sua
periculosidade.
A fim de nortear e estabelecer diretrizes, critérios e procedimentos para
a gestão dos resíduos da construção, disciplinando as ações necessárias de
forma a minimizar os impactos ambientais, o Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA) elaborou a Resolução nº307, em 5 de julho de 2002
(BRASIL, 2002).

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Assim, este Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS)


tem como objetivo definir as diretrizes para o adequado gerenciamento dos
resíduos gerados em função da construção das novas portarias de acesso ao
Porto de Vitória.

5.1.1 Metodologia

A responsabilidade pelo gerenciamento dos resíduos referentes às obras


do Projeto Cadeia Logística Portuária Inteligente será da construtora contratada
para a execução do serviço. Assim, a empresa deverá disponibilizar, em cada
canteiro de obra, local para coleta seletiva, separando os resíduos,
preferencialmente, em recicláveis (vidro, plástico, papel e metal) e não
recicláveis. Os coletores deverão ser dispostos em local de fácil acesso aos
trabalhadores, protegidos de chuva e vento e identificados de acordo com o
código de cores estabelecido na Resolução CONAMA 275/2001 (BRASIL,
2001). O coletor para resíduos não recicláveis deverá possuir tampa, evitando
a atração de vetores.
A coleta dos resíduos recicláveis dispostos nesses coletores deverá ser
feita, no mínimo, a cada 7 (sete) dias, sendo os sacos plásticos acondicionados
em local fechado, preferencialmente em tambores contendo tampa (ou
bombonas, bags, etc), até seu envio para a reciclagem. Já os resíduos não
recicláveis deverão ser coletados diariamente e enviados à aterro sanitário
devidamente licenciado.
Com relação aos resíduos da construção civil, deve-se observar a
possibilidade da reutilização de materiais ou mesmo a viabilidade econômica
da reciclagem dos resíduos no canteiro, evitando assim sua remoção e
destinação. Quando não houver a possibilidade de reutilização ou reciclagem
de tais resíduos, os mesmos devem ser encaminhados ao aterro de resíduos
da construção civil.
O acondicionamento deve ser em caçambas dispostas em local
adequado, até o seu destino final. Ressalta-se que os resíduos em pó devem

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ser armazenados em local fechado, evitando que sejam dispersos pela ação do
vento.
Caso haja a geração de resíduos perigosos, os mesmos deverão ser
armazenados em local separado dos demais resíduos e encaminhados de volta
ao fornecedor, quando for o caso, ou para aterro sanitário classe I que possua
licença ambiental.
Ao final de cada dia de serviço, a empreiteira deverá providenciar a
limpeza do local. Deve-se evitar a utilização de jatos d’água para varrição, uma
vez que os resíduos podem chegar à baía de Vitória. Porém, se houver a
necessidade da utilização de água (de forma a evitar a dispersão dos resíduos
em pó, por exemplo), a mesma deverá ser preferencialmente proveniente de
reuso. Destaca-se que a empreiteira deverá se responsabilizar pela origem de
tal água, não sendo necessariamente proveniente do empreendimento em
questão.
Para fins de acompanhamento do desempenho da obra, todo resíduo
deve ser quantificado e anotado em planilha, de acordo com seu agrupamento
(recicláveis, não recicláveis, resíduos da construção). Além da quantificação,
também deverá ser informada a destinação. Com isso, será possível controlar
os resíduos gerados durante a obra. A partir dessas planilhas serão gerados
relatórios periódicos de monitoramento.
A eficácia deste PGRS depende da colaboração de todos os envolvidos
com a obra. Assim, todos os envolvidos devem passar por treinamento antes
do início do serviço. Além disso, sempre que houver a entrada de novos
funcionários, estes também deverão receber o treinamento.
Durante a fase de operação, o gerenciamento dos resíduos seguirá o
sistema adotado na Codesa.

5.1.2 Produto Final

Os relatórios de monitoramento de resíduos, os quais deverão conter


introdução, justificativa, objetivo, metodologia, resultados e discussão,
conclusão e relatório fotográfico (em anexo) deverão ser protocolados junto ao

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IEMA a cada 3 (três) meses a partir do início do serviço, sendo o primeiro


protocolado até o final do quarto mês, conforme mostra a Tabela 5-1.

Tabela 5-1: Cronograma das atividades do Programa de Gerenciamento de Resíduos


Sólidos.
Meses
Atividades
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Realização de treinamento de funcionários
Acompanhamento de resíduos gerados
(inspeções)*
Elaboração e entrega dos relatórios ao IEMA*
*Deverão ter sequência conforme o andamento da obra.

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5.2 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE EFLUENTES LÍQUIDOS

A coleta e o tratamento de esgotos contribuem significativamente para a


melhoria da qualidade de vida, uma vez que além da água servida, o esgoto
contém dejetos e, se não receber o tratamento adequado, contamina o meio
ambiente e prejudica a saúde pública, trazendo inúmeras doenças parasitárias
e infeciosas. Por isso, o tratamento de esgotos é um serviço tão importante
para a qualidade de vida da população.
Conforme mencionado anteriormente, os efluentes gerados durante a
instalação e operação do empreendimento são caracterizados como sanitários
e, na margem de Vila Velha, onde não há rede de esgoto nas intermediações,
serão tratados por meio de fossas sépticas e filtros biológicos, projetados em
conformidade com as normas NBR 7229 e NBR 13969, além de atender às
exigências dos órgãos ambientais. O dimensionamento dos mesmos é de
responsabilidade da empreiteira responsável pela obra das novas portarias.
Já na margem de Vitória, será feita ligação com o sistema já existente na
Codesa.
De acordo com Von Sperling (2005), os efluentes sanitários contêm
cerca 99,9% de água e 0,1% de sólidos (orgânicos e inorgânicos). Assim,
devido a essa fração de sólidos, há a necessidade de se tratar tais efluentes,
uma vez que podem ocasionar problemas de poluição.

5.2.1 Metodologia

Este monitoramento, durante a fase de instalação, será de


responsabilidade da construtora que executará a obra. Já na fase de operação,
a responsabilidade do monitoramento será da Codesa.
Na margem de Vila Velha deverão ser realizadas análises mensais do
efluente gerado, sendo as amostras coletas na entrada e saída das fossas
sépticas, a fim de avaliar a eficiência do sistema de tratamento adotado. Este
monitoramento deve ser realizado durante as fases de implantação e operação
do empreendimento e deverão ser analisados os seguintes parâmetros físicos
químicos e microbiológicos: DBO, DQO, nitrogênio amoniacal, fósforo total,

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óleos e graxas, pH, turbidez, sólidos sedimentáveis, sólidos suspensos totais,


surfactantes, temperatura, eficiência na remoção de carga orgânica (%) e
coliformes fecais.
Os resultados das análises devem estar de acordo com o estabelecido
na Resolução CONAMA 357/2005 (BRASIL, 2005), sendo apresentados em
relatórios trimestrais de monitoramento.

5.2.2 Produto Final

Os relatórios do monitoramento de efluentes deverão ser protocolados


no IEMA a cada 3 (três) meses, sendo o primeiro protocolado até 30 dias após
o terceiro mês de coleta.
Cada relatório deverá conter: introdução, justificativa, objetivo,
metodologia, resultados e discussão, conclusão. Os laudos das análises
laboratoriais deverão ser apresentados em anexo ao relatório, bem como a
anotação de responsabilidade técnica do responsável pelo monitoramento.
A Tabela 5-2, a seguir, apresenta o cronograma a ser seguido neste
programa.

Tabela 5-2: Cronograma das atividades do Programa de Gerenciamento de


Efluentes Líquidos.
Meses
Atividades
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Início do funcionamento do sistema fossa filtro
Realização das campanhas de amostragem*
Elaboração e entrega dos relatórios ao IEMA*
*Deverão ter sequência conforme o andamento da obra.

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5.3 PROGRAMA DE CONTROLE DE EMISSÕES ATMOSFÉRICAS

A poluição atmosférica pode causar vários problemas à saúde humana.


A poeira lançada no ar pode provocar desde coceira nos olhos e na pele até
problemas respiratórios e cardíacos. Também afeta a vegetação, uma vez que
a poeira depositada nas folhas causa interferência no processo de fotossíntese,
altera o pH do solo e os níveis de pigmentação das plantas, reduz seu
crescimento e as deixa suscetíveis a doenças. Além disso, causa outros
impactos ao meio ambiente, como danos ao solo, aos recursos hídricos e ao
próprio ar (RESENDE, 2007).
Os padrões de qualidade do ar (PQAr), segundo publicação da
Organização Mundial da Saúde – OMS (2005 apud MMA, 2015), variam de
acordo com a abordagem adotada para balancear riscos à saúde, viabilidade
técnica, considerações econômicas e vários outros fatores políticos e sociais,
que por sua vez dependem, entre outras coisas, do nível de desenvolvimento e
da capacidade nacional de gerenciar a qualidade do ar (MMA, 2015).
Assim, a fim de evitar desconforto à comunidade vizinha ao Porto de
Vitória, durante a fase de implantação do empreendimento, a construtora deve
se atentar para as medidas propostas neste programa.

5.3.1 Metodologia

Onde houver a necessidade de demolições, com consequente emissão


de particulado, estas deverão ocorrer, sempre que possível, do topo para a
base e possuir barreiras físicas, como redes de proteção. Além disso, os
resíduos da demolição deverão ser constantemente umedecidos (após a
demolição ou ao final do dia, caso a mesma não ocorra em um único dia,
mantendo os resíduos úmidos até seu descarte final), preferencialmente com
água de reuso, para evitar a dispersão de material particulado. Destaca-se que
a empreiteira deverá se responsabilizar pela origem de tal água, não sendo
necessariamente proveniente do empreendimento em questão.
Outra medida recomendada é proteger os locais de armazenamento de
materiais e resíduos em pó, evitando que sejam carregados pela chuva ou

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espelhados pelo vento. Ou seja, tais resíduos devem estar dispostos em locais
fechados ou onde haja a proteção de telas que minimizem sua dispersão.
A fim de acompanhar se as medidas estão sendo adotadas de forma
efetiva, a construtora deverá fazer medições da qualidade do ar com no
máximo 15 dias antes do início do serviço e, após o início, de forma mensal. Os
resultados deverão ser apresentados em relatórios trimestrais.
Deverão ser analisados os seguintes parâmetros, estabelecidos pela
Resolução CONAMA 3/1990: partículas totais em suspensão, fumaça,
partículas inaláveis, dióxido de enxofre, monóxido de carbono, ozônio e dióxido
de nitrogênio (BRASIL, 1990). Os resultados devem estar de acordo com esta
mesma legislação, bem como com o Decreto Estadual Nº 3463/2013.

5.3.2 Produto Final

Os relatórios do monitoramento de emissões atmosféricas deverão ser


protocolados no IEMA a cada 3 (três) meses, sendo o primeiro protocolado até
30 dias após o terceiro mês de análise da qualidade do ar.
Cada relatório deverá conter: introdução, justificativa, objetivo,
metodologia, resultados e discussão, conclusão. Os laudos das análises
laboratoriais deverão ser apresentados em anexo ao relatório, bem como a
anotação de responsabilidade técnica do responsável pelo monitoramento.
A Tabela 5-3, a seguir, apresenta o cronograma a ser seguido neste
programa.

Tabela 5-3: Cronograma das atividades do Programa de Controle de Emissões


Atmosféricas.
Meses
Atividades
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Campanha com 15 dias de antecedência ao início
das obras
Realização das campanhas de amostragem*
Elaboração e entrega dos relatórios ao IEMA*
*Deverão ter sequência conforme o andamento da obra.

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5.4 PROGRAMA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Sabe-se que a história do complexo portuário que hoje constitui a


Codesa confunde-se com a história da cidade de Vitória. A determinação
geográfica que fez dela uma cidade porto estabeleceu profunda relação com o
seu desenvolvimento e com a estrutura econômica do Espírito Santo
(MORAES, 1974).
Assim, o Programa de Comunicação Social tem o objetivo de aproximar
ainda mais o Porto de Vitória coma comunidade em seu entorno.

5.4.1 Metodologia

Para a aproximação entre Porto e comunidade, deverão ser feitas


reuniões com os principais representantes de cada comunidade na área de
influência direta do Porto de Vitória, tanto em Vitória quanto em Vila Velha,
antes do início das obras.
Em tais reuniões, será apresentado à comunidade o projeto Cadeia
Logística Portuária Inteligente, dando ênfase aos benefícios socioambientais
que o projeto trará, como a redução do tráfego de veículos ao porto, tendo em
vista que a entrada dos mesmos será pré agendada. Neste momento, também
será apresentado o cronograma da fase de implantação das novas portarias
bem como os possíveis impactos causados durante esta fase, além dos
programas que serão implantados com a finalidade de prevenir tais impactos.
Após o início das obras, deverão ser feitas reuniões trimestrais com as
comunidades, onde serão apresentados os resultados obtidos em tais
programas. Todas as reuniões deverão ser documentadas através de registro
fotográfico e lista de presença.
Deverão ser contempladas por este programa as seguintes
comunidades: Centro de Vitória, Paul, Argolas, Ilha das Flores, Sagrada
Família, Chácara do Conde e São Torquato.
Como o Projeto Cadeia Logística Portuária poderá afetar de forma
negativa o trânsito local durante sua fase de implantação, recomenda-se que
as obras sejam divulgadas em meio de comunicação local (jornal, rádio, etc).

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Internamente, também é importante que seja feita a divulgação do novo


projeto. A Codesa já possui um canal de comunicação interno, através de seu
site e de jornais de tiragem mensal, onde o projeto poderá ser divulgado.

5.4.2 Produto Final

Deverão ser apresentados ao IEMA, trimestralmente, relatórios contendo


as reuniões com as comunidades. O relatório deve conter os seguintes tópicos:
introdução, justificativa, objetivos, metodologia, resultados e considerações
finais.
A Tabela 5-4, a seguir, apresenta o cronograma que deverá ser seguido.

Tabela 5-4: Cronograma das atividades do Programa de Comunicação Social.


Meses
Atividades
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
Reunião inicial com as comunidades
Início da obra
Reunião trimestral com as
comunidades*
Elaboração e entrega dos relatórios
ao IEMA*
*Deverão ter sequência conforme o andamento da obra.

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Conclusão Pág.
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6. CONCLUSÃO

O Projeto Cadeia Logística Portuária Inteligente, que visa racionalizar o


tráfego de veículos no entorno portuário bem como monitorar as cargas desde
sua origem, viabilizando o fornecimento de informações com antecedência à
comunidade portuária e aos anuentes, de forma a facilitar a programação dos
recursos para agilizar as operações portuárias, trará benefícios não só para o
Porto de Vitória, mas também para a comunidade do seu entorno, tendo em
vista que, após o início da operação das novas portarias, haverá melhoria no
trânsito local, tanto em Vitória quanto em Vila Velha, gerando menor impacto
em sua vizinhança.
De acordo com a matriz de avaliação dos principais riscos e impactos
ambientais, não foram identificados eventos significativos, sendo recomendada
a construção do empreendimento com a aplicação efetiva das medidas
preventivas propostas para minimização dos impactos bem como os programas
ambientais aqui sugeridos.

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Pág. Anexos Plano de Controle Ambiental (PCA)
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7. ANEXOS

Anexo I: Anteprojeto arquitetônico Margem Vitória


Anexo II: Memorial descritivo arquitetura Margem Vitória
Anexo III: Anteprojeto de demolição/construção Margem Vitória
Anexo IV: Anteprojeto arquitetônico Margem Vila Velha
Anexo V: Memorial Descritivo arquitetura Margem Vila Velha
Anexo VI: Anteprojeto de demolição/construção Margem Vila Velha
Anexo VII: Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)

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Anexos Pág.
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Bibliográfica Plano de Controle Ambiental (PCA)
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8. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7229: Projeto,


construção e operação de sistemas de tanques sépticos. Rio de janeiro: ABNT,
1993, 15p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13969: Tanques


sépticos – Unidades de tratamento complementar e disposição final dos
efluentes líquidos – Projeto, construção e operação. Rio de janeiro: ABNT,
1997, 60p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15112: Resíduos


da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de transbordo e triagem –
Diretrizes para projeto, implantação e operação. Rio de janeiro: ABNT, 2004,
7p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15113: Resíduos


sólidos da construção civil e resíduos inertes – Aterros – Diretrizes para projeto,
implantação e operação. Rio de janeiro: ABNT, 2004, 12p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15114: Resíduos


sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Diretrizes para projeto,
implantação e operação. Rio de janeiro: ABNT, 2004, 7p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15115:


Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil. Execução de
camadas de pavimentação. Procedimentos. Rio de janeiro: ABNT, 2004, 10p.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15116:


Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil. Utilização em
pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural. Requisitos. Rio de
janeiro: ABNT, 2004, 12p.

BRASIL. Ministério das Ciidades. Sistema Nacional de Informações sobre


Saneamento (SNIS). Diagnóstico do manejo dos resíduos sólidos urbanos
– 2013. Brasília. Disponível em <http://www.snis.gov.br/>. Acesso em 28 de
abril de 2015.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho nacional do Meio Ambiente –


CONAMA. Resolução nº307, de 05 de julho de 2002. Estabelece diretrizes,
critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. 2002.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho nacional do Meio Ambiente –


CONAMA. Resolução nº275, de 25 de abril de 2001. Estabelece o código de
cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de

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Pág. Referência
Bibliográfica Plano de Controle Ambiental (PCA)
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coletores e transportadores, bem como nas campanhas informativas para a


coleta seletiva. 2001.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho nacional do Meio Ambiente –


CONAMA. Resolução nº357, de 17 de março de 2005. Dispõe sobre a
classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu
enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento
de efluentes, e dá outras providências. 2005.

BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Conselho nacional do Meio Ambiente –


CONAMA. Resolução nº3, de 28 de junho de 1990. Dispõe sobre padrões da
qualidade do ar, previstos no PRONAR. 1990.

CARNEIRO, F. P. Diagnóstico e ações da atual situação dos resíduos de


construção e demolição na cidade do Recife. João Pessoa, 2005.
Dissertação – Escola de Engenharia, Universidade Federal da Paraíba, João
Pessoa, 2005.

COSTA, R. V. G. DA; ATHAYDE JÚNIOR, G. B.; OLIVEIRA, M. M. DE. Taxa


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João Pessoa. Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 14, n. 1, p. 127-137,
jan./mar. 2014.

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES –


DNIT. Manual de Pavimentos Rígidos. 2. Ed. Rio de Janeiro, 2005.

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES –


DNIT. Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos
Rodoviários: Escopos Básicos/Instruções de Serviço. 3. Ed. Rio de Janeiro,
2006.

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES –


DNIT. Manual de Sinalização Rodoviária. 3. Ed. Rio de Janeiro, 2010.

LEOPOLD, L. B. et al.A procedure for evaluating environmental impact.U.S.


Geologial Servey Circular, v. 645, Washington, 1971.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA. Padrões de qualidade do ar.


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MORAES, C. Geografia do Espírito Santo. Fundação Cultural do Espírito


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NICARI, D.A.; PAULINO, E. de C. O monitoramento como instrumento de


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NOVAES, M. V.; MOURÃO, C. A. M. A. Manual de gestão ambiental de


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PALIARI, J. C. Metodologia para coleta e análise de informações sobre


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PINTO, T. DE P. Metodologia para gestão diferenciada de resíduos sólidos


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RESENDE, F. Poluição atmosférica por emissão de material particulado:


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SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de Impacto Ambiental: Conceitos e Métodos.


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SECRETARIA DE PORTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA – SEP/PR.


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9. EQUIPE TÉCNICA

Profissional – Coordenador de Equipe Leonardo José de Castro Veloso


Instituição Ápice Projetos de Gestão
Registro no Conselho de Classe CRBio 38.851/02
Cadastro Técnico Federal/Estadual de
CTF 3198411
Atividades e Instrumentos de Defesa
CTEA 40173534
Ambiental – IBAMA/IEMA

Assinatura

Profissional – Técnico Responsável Paula Vieira Lessa Ribeiro


Instituição Ápice Projetos de Gestão
Cadastro Técnico Federal/Estadual de
CTF 5520125
Atividades e Instrumentos de Defesa
CTEA 65486595
Ambiental – IBAMA/IEMA
Registro no Conselho de Classe CRBio 91.658/02

Assinatura

Profissional: Revisor Bárbara Campos Fernandes


Instituição Ápice Projetos de Gestão
Registro no Conselho de Classe CREA-ES 035957/D

Assinatura

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