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LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA III

SÃO LUÍS – MA
2017
Universidade Federal do Maranhão – UFMA
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia – CCET
Curso de Engenharia Química
Laboratório de Engenharia Química III
Prof. Dr. Fabio Alejandro Carvajal Flórez

Beatriz Cristine Reis Collins – 2013041318


Drielle Nayara Nunes Soares – 2013030806
Juliana Silva Mendes – 2013053328
Thyago Sousa e Sousa – 2013027847

TROCADOR DE CALOR DE PLACAS

Relatório sobre trocador de calor de


placas para obtenção de nota da disciplina
de Laboratório de Engenharia Química
III orientada pelo Prof. Dr. Fabio
Alejandro Carvajal Flórez.

SÃO LUÍS – MA
2017
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ................................................................................... 4
2. EQUAÇÕES ........................................................................................ 5
2.1 Coeficiente Global de Transferência de Calor .................................... 5
2.2 Dimensionamento e Análise do Trocador de Calor............................. 6
2.3 Método DTML para Análise dos Trocadores de Calor ....................... 7
2.4 Método da Efetividade......................................................................... 7
2.5 Determinação do Coeficiente Convectivo ........................................... 8
3. OBJETIVO GERAL ............................................................................ 9
4. METODOLOGIA ................................................................................ 9
5. RESULTADOS ESPERADOS .......................................................... 10
6. QUESTIONÁRIO .............................................................................. 11
7. CONCLUSÃO .................................................................................... 15
8. REFERÊNCIAS ................................................................................. 15
ANEXOS ............................................................................................ 16
1. INTRODUÇÃO

A crescente competitividade entre as indústrias de processamento químico tem


incentivado a otimização de processos e o desenvolvimento de novos equipamentos
objetivando a redução de custos operacionais ou a maximização de receitas. Atenção especial
é reservada para a conservação de energia (em virtude da necessidade do seu uso racional e
eficiente), e para os processos de recuperação de calor. Através de políticas de melhora
contínua, as indústrias vêm aperfeiçoando e inovando processos e princípios de operação
(Bejan et al., 1996). Neste sentido, são fundamentais o projeto e a operação de unidades de
transferência de calor visando a minimização de custos fixos e operacionais e a maximização
de sua eficiência termodinâmica.

Trocadores de calor mais econômicos, compactos e eficientes vêm sendo


desenvolvidos para atender às crescentes exigências da indústria e nesta área o trocador de
calor a placas tem um grande destaque. Devido a contínuos aperfeiçoamentos, o seu uso vem
se intensificando desde a década de 30, não só a indústria alimentícia e farmacêutica, mas
também em áreas onde a escolha tradicional para processos de aquecimento ou resfriamento
era o robusto trocador casco – e – tubos (Pearce, 2001). Atualmente, os trocadores de calor a
placas são extensamente empregados em operações líquido – líquido com temperaturas e
pressões moderadas e que exijam flexibilidade e alta eficiência térmica (Hewitt et al., 1994).
A Figura 1 a seguir mostra um modelo de trocador de calor de placas.

Figura 1 – Trocador de calor de placas.

Este tipo de trocador de calor consiste basicamente de um pacote de finas placas


metálicas corrugadas comprimido por parafusos de aperto em um pedestal. Entre cada par de

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placas são usadas gaxetas para formar canais de escoamento pelos quais os fluidos quente e
frio circulam alternadamente, trocando calor através das placas metálicas. As maiores
vantagens dos trocadores a placas são a flexibilidade, versatilidade, economia de espaço,
grande facilidade de limpeza e manutenção, alto rendimento térmico e bom controle de
temperatura. Entretanto, como este equipamento faz um uso extensivo de gaxetas, ele possui
limitações de pressão e temperatura de operação. Outra importante desvantagem é a alta perda
de carga devido aos estreitos canais corrugados por onde os fluidos escoam. Entretanto, a
turbulência gerada provoca também uma melhoria significativa dos coeficientes convectivos.

2. EQUAÇÕES

Para Çengel e Ghajar (2012), a transferência de calor em um trocador geralmente


envolve convecção em cada fluido e condução através da parede que separa os dois fluidos.
Na análise de trocadores de calor, é conveniente trabalhar com o coeficiente global de
transferência de calor U, que representa a contribuição de todos estes efeitos sobre a
transferência de calor. A taxa de transferência de calor entre os dois fluidos em um local de
um trocador de calor depende da magnitude da diferença de temperatura no local, que varia ao
longo do trocador de calor.

2.1 COEFICENTE GLOBAL DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR

A equação básica para trocador de calor é dada pela Equação 1 a seguir.

Q  U A Tml (1)

Onde:

 Q é a taxa de transferência de calor (W);


 A é a área de troca térmica (m2);
 U é o coeficiente global de transferência de calor (W/m2 ºC);
 ΔTml é a diferença média de temperatura entre os fluidos (ºC).

Assumindo-se também que, a transferência de calor dos fluidos do trocador e a


vizinhança sejam desprezíveis e que ocorrem mudanças de fase dos fluidos é possível chegar
às taxas de transferência de calor dos fluidos quente e frio, respectivamente, conforme as
Equações 2 e 3.

q  mh c p , h Th , e  Th , s  (2)
5
q  mhc p , c Tc , e  Tc , s  (3)

Onde:

 mh é a vazão mássica do fluido quente (kg/s);


 cp,h é o calor específico a pressão constante do fluido quente (W/ºC);
 Th,e e Th,s são, respectivamente, as temperaturas de entrada e saída, relativos ao fluido
quente (ºC);
 mc é a vazão mássica do fluido frio (kg/s);
 cp,c é o calor específico a pressão constante do fluido frio (W/ºC);
 Tc,e e Tc,s são, respectivamente, as temperaturas de entrada e de saída relativos ao
fluido frio (ºC).

Trocadores de calor de placas possuem coeficiente de transferência que chegam a ser


de 3 a 5 vezes maiores que os trocadores casco e tubo projetados para o mesmo fim, o que
resulta em uma área de troca bem menor para uma mesma aplicação. Estes valores altos para
U se devem à indução de fluxo turbulento entre placas que também contribui para reduzir
problemas relacionados a incrustação. Como a resistência à transferência de calor, dada pelo
inverso do coeficiente global, é a soma das resistências individuais à transferência de calor, o
coeficiente global de transferência pode ser obtido através da Equação 4.

1 1 1 x
   (4)
U hg h f K placa

O termo Δx/Kplaca representa a resistência do material ao processo de transferência de


calor por condução, sendo Δx a espessura da placa e Kplaca a condutividade térmica do
material da placa, hg e hf são os coeficientes convectivos de transferência de calor dos fluidos
quente e frio, respectivamente.

2.2 DIMENSIONAMENTO E ANÁLISE DO TROCADOR DE CALOR

O equacionamento do trocador de calor tem como fonte de referência os trabalhos de


Incropera e DeWitt (2003) e Çengel e Ghajar (2012), onde destacam-se dois procedimentos
para efetuar o dimensionamento e análise do trocador de calor, sendo eles:

 O método DTML (Diferença da Temperatura Média Logarítmica);


 O método ε – NUT (Número de Unidade de Transferência e da Efetividade).

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2.3 MÉTODO DTML PARA ANÁLISE DOS TROCADORES DE CALOR

A busca da solução de um problema em um trocador de calor é facilitada através da


utilização de um método adequado ao problema, onde o mesmo pode ser classificado como
problema de projeto e problema de desempenho.

Uma diferença de temperatura cria a força motriz que determina a transmissão de


calor de uma fonte a um receptor. Sua influência sobre um sistema de transmissão de calor é o
objeto para o esse experimento. Os tubos concêntricos mostrados na Figura 2, conduzem duas
correntes e, em cada uma destas duas, existe um coeficiente de película particular e suas
respectivas temperaturas, da entrada e da saída, variam.

Figura 2 – Perfis de temperatura em trocadores de calor.

Para Çengel e Ghajar (2012), este método é mais adequado para determinar o
tamanho de um trocador de calor quando todas as temperaturas de entrada e saída são
conhecidas, de acordo com a Equação 5.

(T1  t2 )  (T2  t1 ) t2  t1


DTML  Tml   (5)
 T1  t2   t 
ln   ln  2 
 T2  t1   t1 

2.4 MÉTODO DA EFETIVIDADE – NUT

Quando as temperaturas dos fluidos de saída em um trocador de calor são


desconhecidas, o uso do método DTML torna-se bastante complexo. Por isso, um método
alternativo torna-se viável. E tal método é conhecido como ε – NUT.

Antes de definir a expressão da efetividade de um trocador de calor, inicialmente


determina-se a taxa de transferência de calor máxima do trocador, o qual é calculado pela
Equação 6, onde Cmín é a menor capacidade calorífera entre os fluidos quente e frio.

7
Qmax  Cmín (Tq , ent  T f , ent ) (6)

A efetividade é definida como o quociente entre a taxa de transferência de calor real


e um trocador ideal (máxima capacidade possível em iguais condições de operação. Tal
relação está representada pela Equação 7.

Q
 (7)
Qmaz

Por definição, a efetividade é adimensional e apresenta intervalo 0 ≤ ε ≤ 1. O número


de unidades de transferência de calor, NUT, é um parâmetro adimensional extensamente
utilizado na análise de trocadores de calor e para aplicá-la, diversas considerações para
simplificações são estabelecidas:

 Regime permanente;
 Calores específicos independentes da temperatura;
 Escoamento totalmente desenvolvido para que o coeficiente global de troca térmica
não varie com a posição.

Relacionando a NUT com a transferência de calor, Equação 8:

UA
NTU  (8)
Cmín

2.5 DETERMNAÇÃO DO COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE CALOR


CONVECTIVO

O coeficiente de calor convectivo pode ser calculado utilizando números


adimensionais como mostra a Equação 9.

hD 1
Nu  a Reb Pr c  (9)
K 2

Nu, Re e Pr são, respectivamente, os números de Nussel, Reynolds e Prandlt. O valor


do parâmetro c pode ser considerado igual a 0,4. Contudo os valores de a e b dependem do
tipo de regime de escoamento (laminar ou turbulento). A região de transição em trocadores de
placas lisas normalmente é maior que em trocadores de placas corrugadas.

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3. OBJETIVO GERAL

Determinar o coeficiente global de troca de calor térmica em um trocador de calor de


placas, que é a medida do desempenho do trocador de calor; e a transição do regime de
escoamento de laminar para turbulento.

4. METODOLOGIA

Os materiais utilizados para a realização do experimento são:

 Trocador de calor de placas confeccionado em aço inoxidável, com medidores de


temperatura na entrada e saída dos fluidos quente e frio;
 Tanque pulmão com resistência elétrica para armazenagem de água quente;
 Bomba para circulação de fluido quente;
 Medidores de vazão tipo rotâmetro;
 Painel de aquisição de dados;
 Tubulações, válvulas e mangueiras.

Inicialmente, serão ligados a bomba e a resistência, esperando que entrem em regime


permanente. Em seguida, realizar a variação de vazão de frio três vezes, mantendo a vazão de
água quente constante, anotando as temperaturas de entrada e saída de quente e de frio.
Posteriormente, realizar a variação da vazão de água quente mantendo a de frio fixa, anotando
os valores das temperaturas de entradas e saídas de fluidos frio e quente. O preenchimento da
Tabela 1 a seguir será necessário para a coleta de dados.

Tabela 1 – Dados Experimentais

VAZÕES
Água Quente Água Fria
(L/h)
Fluido
Fluido Frio Te (°C) Ts (°C) Te (°C) Ts (°C)
Quente
100
600 200
350
100
300 200
350
100
200 200
350

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5. RESULTADOS ESPERADOS

Os dados do experimento foram obtidos em duplicata para minimizar possíveis


erros de estabilização térmica do sistema e estão disponíveis na Tabela 1 em anexo.

O rotâmetro utilizado forneceu os valores de vazão em termos volumétricos,


assim foi necessário transformá-la para vazão mássica, que é a requerida para os cálculos
através das formas teóricas.

É importante mencionar que a densidade específica ρ utilizada na conversão para


vazão mássica foi de 1000 kg/m³, e este foi obtido através de interpolações de dados
encontrados na literatura com base no valor médio de temperatura do sistema
experimental.

Para cada vazão e para cada temperatura foram calculadas as propriedades físicas
da água tais como condutividade térmica (k), viscosidade (μ) e a capacidade calorífica a
pressão constante (cp).

A Tabela 2 em anexo apresenta os valores de temperatura média logarítmica,


calor transferido para o fluido frio e recebido do quente, bem como os coeficientes globais
de transferência de calor, cuja média foi 71,0391W/K.m². Comparando este valor com o
valor teórico que varia de 1000 – 2500 W/K.m2 (Çengel, 2012) percebe-se uma grande
disparidade, ocasionada provavelmente pelos erros experimentais e do equipamento
usado.

Para o cálculo do calor cedido e recebido pelo fluido, foram utilizadas as


Equações 2 e 3, sendo considerado o cp médio, que apresentou valor de cp (médio) = 4178,9
J/Kg.K.

O método utilizado para análise do trocador de calor usado no experimento foi


o Método DTML, já que as temperaturas de entrada e saída são conhecidas, de acordo
com a Equação 5. Para o cálculo do coeficiente global (Equação 1) tornou-se necessário
a determinação da área de troca térmica, sendo realizadas as medições da seção do
equipamento que apresentou uma área de 1,782 m2. A variação do coeficiente global de
transferência de calor cresce com o aumento da vazão empregada, isto é, quanto maior a
vazão do fluido frio, ocasiona maior turbulência, aumentando a transferência de calor,
isto condiz com a literatura já que aumentando a velocidade do fluido implica em um
aumento na transferência de calor.

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Percebeu-se que ocorreu uma disparidade de valores entre o calor cedido pelo
fluido quente e o absorvido pelo fluido frio, pois como se trata de um trocador de calor
onde o fluido usado é o mesmo (água), a quantidade de calor cedida pelo fluido quente
deveria ser a quantidade absorvida pelo fluido frio, isto é, ambos deveriam sofrer uma
variação de temperatura proporcional. Dessa maneira, a quantidade de calor recebida e
cedida deveriam ser aproximadamente iguais. Um dos possíveis motivos de ter ocorrido
essa disparidade é a consideração do calor específico da água ter sido constante para a
faixa de temperatura usada. Outra fonte de erro pode ter sido advinda da leitura dos
valores de temperatura ocasionada por defeitos no termostato. Considera-se também a
presença de incrustações, por se tratar de um equipamento antigo, reduzindo a eficiência
da troca térmica.

Para determinação do coeficiente convectivo utilizou-se a Equação 9. O número


de Reynolds foi calculado para todas as vazões e apresentou um valor menor que 10000,
o que caracterizou o regime de fluxo como laminar. Sendo assim, o número de Nusselt
foi 4,36 conforme literatura (Çengel, 2012). Logo, calculou-se o coeficiente convectivo
através da Equação 9, cujo valor foi 33,85 W/m²K.

6. QUESTIONÁRIO
a. Aplicação industrial de troca térmica, contextualizando em um determinado
processo químico, a qual utilizará água como fluido frio;

O trocador de calor é normalmente inserido num processo com a finalidade de


arrefecer ou aquecer um determinado fluido. São amplamente usados em aquecedores,
refrigeração, condicionamento de ar, usinas de geração de energia, plantas químicas,
plantas petroquímicas, tratamento de águas residuais e etc.

Um exemplo de trocador de calor é o radiador em um carro, no qual a fonte de


calor, a água, sendo um fluido quente de refrigeração do motor, transfere calor para o ar
fluindo através do radiador. Já a utilização da água como fluido frio, é utilizada em
camisas em torno de reatores químicos, a fim de manter um controle da temperatura no
interior do reator.

b. Análise crítica do experimento, com sugestão de possíveis melhorias e


principalmente uma análise de todas as fontes de erros experimentais que o
grupo julgar importante e significativa, com uma projeção das variáveis que
mais influenciam nos cálculos das grandezas desejadas;

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Alguns dos problemas mais comuns dos trocadores de calor, problema esse que
pode reduzir drasticamente sua eficiência, são as incrustações. Esse problema é mais
frequente quando se usa água rica em detritos biológicos, que pode se vincular/precipitas
as placas do trocador de calor, formando camadas, diminuindo os coeficientes de
transferência térmica. Esse problema pode existir mesmo utilizando fluidos isentos de
detritos ou qualquer outro tipo de sujeira, pois a agua é uma substancia que pode
potencializar a corrosão dos materiais, placas e placas do trocador. Outro problema
comum é o "tártaro", ou incrustação calcária, que é composto de camadas depositadas de
compostos químicos, como carbonato de cálcio ou carbonato de magnésio, relacionados
com a dureza da água. As precipitações dessas impurezas podem ser causadas pelo uso
frequente do trocador de calor, ausência de limpeza do mesmo, redução da velocidade
dos fluidos movendo-se através do trocado de calor, superdimensionamento do trocador
de calor.

Trocadores de calor de placas precisam ser desmontados e limpos


periodicamente. Alguns tipos de trocadores de calor podem ser limpos por métodos tais
como a limpeza ácida, jateamento, jato de água de alta pressão, limpeza por bala, ou por
hastes. É importante que a agua utilizada seja destilada de forma a reduzir os problemas
de incrustações.

Entre as variáveis que mais influenciam nos cálculos das grandezas desejadas,
podemos destacar as variáveis intrínsecas da configuração do trocador de calor, tais como
as áreas das placas, a espessura das placas, a condutividade das placas e número de placas.
Vale ressaltar que as condições de escoamento, laminar ou turbulento, também altera a
eficiência ou capacidade do trocador de calor, essa condição pode ser avaliada alterando
a vazão volumétrica testada no trocador.

c. Determinação do coeficiente global de transferência de calor, os parâmetros


a e b para cálculo de Nu e a quantidade de calor trocada;

Para a determinação do coeficiente global de transferência de calor utilizou-se a


Equação 1, que apresentou um valor médio de 71,0391W/K.m². Comparando este valor
com o valor teórico que varia de 1000 – 2500 W/K.m2 (Çengel, 2012) percebe-se uma
grande disparidade, ocasionada provavelmente pelos erros experimentais e do
equipamento usado. Os valores dos parâmetros a e b não se julgou necessário serem
verificados, pois o regime de fluxo encontrado para o experimento foi laminar, o número

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de Nusselt apresenta um valor de 4,36 segundo a literatura (Çengel, 2012). A quantidade
de calor trocada entre os fluidos não apresentou valores aproximadamente iguais, o que é
considerado um erro já que na literatura afirma que o calor recebido deverá ser igual ao
calor cedido pelo fluido quente.

d. Análise e discussão dos resultados obtidos e também comentários sobre a


influência da vazão do escoamento dos fluidos quente e frio.

As propriedades físicas de maior interesse na troca térmica são a condutibilidade


térmica, a densidade, a viscosidade e o calor específico. Elas influem, juntamente com
algumas variáveis geométricas e de operação, decisivamente no desempenho de um
trocador de calor. Vale lembrar que os valores dessas propriedades variam em função da
temperatura que, por sua vez, se altera ao longo de um trocador de calor. Na maioria das
vezes, é aceitável como simplificação que se adotem os valores das propriedades à
temperatura média entre a entrada e a saída.

A velocidade de escoamento influi em quatro aspectos fundamentais: a


eficiência de troca térmica, a perda de carga, a erosão e o depósito de sujeira. Quanto
maior a velocidade de escoamento num trocador de calor, maior a intensidade de
turbulência criada e melhor deve ser o coeficiente de transporte de energia.
Consequentemente, a área do trocador necessária para uma dada carga térmica será
menor. Nesse aspecto, é desejável que a velocidade de escoamento seja alta. Mas essa
turbulência intensa também implica num atrito maior e uma perda de carga maior,
podendo até ultrapassar valores máximos admissíveis. Nesse aspecto, não é desejável
uma velocidade de escoamento exagerada.

Então, há um compromisso entre melhorar a eficiência de troca térmica sem


acarretar uma perda de carga excessiva. A busca desse compromisso constitui um dos
principais objetivos no projeto de um trocador de calor.

Além desses dois pontos, a velocidade de escoamento está ligada à erosão e ao


depósito de sólidos. Uma velocidade muito pequena pode favorecer o depósito de sujeira
e a dificuldade da sua remoção. Por outro lado, uma velocidade exageradamente alta pode
acarretar uma erosão intensa; se o fluido é corrosivo ou contém sólidos em suspensão, o
efeito será mais danoso ainda. Então, de novo, a velocidade de escoamento não pode ser
nem muito alta nem muito baixa.

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e. Comparação entre dados experimentais obtidos e dados da literatura,
discutindo as causas de possíveis diferenças encontradas entre eles.

A Tabela 3 a seguir apresenta uma comparação entre os valores obtidos


experimentalmente e os encontrados na literatura que se encaixam nesse experimento
realizado.

Tabela 3 – Comparação dos valores teóricos e experimentais

Variável Coeficiente Global (W/m2 K) Coeficiente Convectivo (W/m2 K)


Experimental 71,0391 33,85 W/m²K
Teórico 1000 – 2500 500 – 10000

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7. CONCLUSÃO

O equacionamento de trocadores de calor demonstra que a taxa de transferência


de calor é o dado mais importante na seleção de trocadores de calor. Sua função é
transferir calor entre dois fluidos em uma taxa especificada, a fim de atingir a temperatura
desejada do fluido para uma vazão mássica especificada.

É perceptível a dificuldade de abordar o fenômeno de transmissão de calor, pois


a utilização de fórmulas empíricas dificulta a modelagem deste fenômeno, resultando em
erros que podem ser essenciais para a determinação do coeficiente global de transferência.
Desta forma, várias medidas devem ser tomadas para garantir que esses erros não
comprometam o resultado final.

8. REFERÊNCIAS

BEJAN, A.; TSATSARONIS, G.; MORAN, M. Thermal Design and Optimization.


New York: John Wiley & Sons, 1996.

ÇENGEL, A. Y.; GHAJAR, A.J. Transferência de calor e massa. 4ª ed. Editora


McGraw– Hill, 2012.

INCROPERA, F. P.; DEWITT, D. P. Fundamentos de transferência de calor e massa.


Rio de Janeiro: 4ª ed. Livros técnicos e científicos, Editora S.A, 1998.

PEARCE, N. Plate Exchanger Defeats Industry Conservatism. European Power News.


P.16 – 17, Oct. 2001.

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ANEXOS

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