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2º ano do Ciclo da Alfabetização

GUIA DO ALFABETIZADOR
1º Bimestre

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais


Belo Horizonte- 2008
ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO

2º ANO DO CICLO DA ALFABETIZAÇÃO

GUIA DO ALFABETIZADOR
1º BIMESTRE

Belo Horizonte
2008
GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS Aécio Neves da Cunha

SECRETÁRIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO DE MINAS GERAIS Vanessa Guimarães Pinto

SECRETÁRIO - ADJUNTO DE EDUCAÇÃO João Antônio Filocre Saraiva

CHEFE DE GABINETE Felipe Estábile Moraes

SUBSECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA Raquel Elizabete de Souza Santos

SUPERINTENDENTE DE EDUCAÇÃO INFANTIL E FUNDAMENTAL Maria das Graças Pedrosa Bittencourt

DIRETORA DE ENSINO FUNDAMENTAL Maria Helena Brasileiro


Caro Professor Alfabetizador,

Há cinco anos, inauguramos em Minas Gerais um novo tempo na construção de uma escola
pública de qualidade e comprometida com a cidadania, por meio de ações que, somando o
esforço de todos os educadores, nos permitiram avançar significativamente no
cumprimento de nossas metas. Dentre essas, avançamos muito em nossa prioridade
maior: garantir que toda criança esteja lendo e escrevendo com fluidez até os oito anos de
idade.

Os resultados da avaliação do Proalfa de 2006/2007 deixaram claro para nós, mais uma
vez, que você pode fazer a diferença na sala de aula, desde que tenha a seu lado uma
direção e supervisão eficazes, um plano de intervenção pedagógica coerente, uma
comunidade atuante e uma organização educacional que apóie e garanta as condições
didático-pedagógicas indispensáveis ao seu trabalho. E é exatamente isso que temos
procurado fazer.

Ao entregar a você este Guia do Alfabetizador, buscamos renovar o diálogo que mantemos
desde o início de nossa gestão e que se repetirá, ao longo deste ano, a cada bimestre.

O Guia contém sugestões práticas para o seu trabalho diário com os alunos, necessárias ao
desenvolvimento das capacidades próprias da alfabetização. Essas sugestões,
naturalmente, deverão ser enriquecidas por você, pela sua experiência e criatividade, pois
o material não esgota as possibilidades e necessidades de cada alfabetizador em sua sala
de aula, mas apenas oferece alguns passos a serem dados no processo de alfabetização e
que precisam ser seguidos por outros tantos passos indispensáveis ao ofício de ensinar a
ler e a escrever.

Esperamos que o Guia seja instrumento eficaz para ajudá-lo a alfabetizar com sucesso as
nossas crianças e temos certeza de que você sabe de que esta tarefa passa, também, pelo
esforço do estudo contínuo e pelo cuidar do afago, do afeto, do carinho, da compreensão,
da ternura e do acolhimento a cada criança que, dia após dia, entra pela porta de nossa
escola.

Confiamos em você. Conte conosco.

Bom trabalho!

Vanessa Guimarães Pinto


Secretária de Educação
PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

DADOS PESSOAIS DO ALFABETIZADOR

NOME COMPLETO:_______________________________________________________

DATA DE NASCIMENTO:___________________________________________________

ENDEREÇO DA RESIDÊNCIA

RUA:____________________________________________N°:_______COMP:________
BAIRRO:_________________________________CIDADE:________________________
ESTADO:__________________________________________CEP:__________________
TELEFONES:______________/_________________EMAIL:________________________

TRABALHO NA ESCOLA____________________________________________________
RUA:____________________________________________N°:________COMP:________
ESTADO:__________________________________________CEP:__________________
TELEFONES:______________/_________________EMAIL:________________________

SAÚDE
GRUPO SANGUÍNEO: ______________________ FATOR :________________

EM CASO DE EMERGÊNCIA, FAVOR ENTRAR EM CONTATO COM :

NOME:_______________________________________TEL:________________________
NOME:_______________________________________TEL:________________________

CONVÊNIO MÉDICO:______________________________________________________
MÉDICO: ________________________________________________________________
TEL:______________________________

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O GUIA DO ALFABETIZADOR (Fichário) integra o Programa de Intervenção


Pedagógica (PIP) e foi elaborado para auxiliar os professores alfabetizadores das
escolas da rede pública do Estado de Minas Gerais na organização da rotina de sala de
aula e de um ambiente alfabetizador no Ciclo da Alfabetização. O Alfabetizador
receberá, ao longo do ano letivo, quatro fichários:

Exemplar 1/ 1º Bimestre 1º ano do Ciclo da Alfabetização


2º ano do Ciclo da Alfabetização
3º ano do Ciclo da Alfabetização

Exemplar 2/ 2º Bimestre 1º ano do Ciclo da Alfabetização


2º ano do Ciclo da Alfabetização
3º ano do Ciclo da Alfabetização

Exemplar 3/ 3º Bimestre 1º ano do Ciclo da Alfabetização


2º ano do Ciclo da Alfabetização
3º ano do Ciclo da Alfabetização

Exemplar 4/ 4º Bimestre 1º ano do Ciclo da Alfabetização


2º ano do Ciclo da Alfabetização
3º ano do Ciclo da Alfabetização

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Cada GUIA se refere a um ano do Ciclo da Alfabetização e cada ano é


identificado por uma cor diferente:
? 1º ano do Ciclo da Alfabetização - vermelho
? 2º ano do Ciclo da Alfabetização - verde
? 3º ano do Ciclo da Alfabetização - azul

No início de cada bimestre será entregue ao alfabetizador um fichário com o


exemplar referente ao ano do Ciclo da Alfabetização que ele está
trabalhando.

O alfabetizador receberá, ao todo, quatro fichários (material de capa dura)


cada um referente a um bimestre.

Este material está em construção.


Ficaremos satisfeitos com a sua colaboração.
Escreva dando sugestões para que, no próximo exemplar, a
reformulação contenha a sua contribuição.
Entre em contato conosco:

ZAF Consultoria Pedagógica zaf.educacional@gmail.com

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

ÍNDICE

Apresentação do GUIA DO ALFABETIZADOR

Estrutura do GUIA DO ALFABETIZADOR

Planejando seu trabalho

Calendário Escolar 2008

Conhecendo o aluno
- dados dos alunos
- registro da apropriação da escrita
- auto-avaliação da leitura
- ficha de avaliação do ciclo da alfabetização

Roteiro de Planejamento

Capacidades Lingüísticas

Práticas Pedagógicas

Atividades

Indicações

Avaliação do GUIA

Referências

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

LISTA DE ÍCONES

Apresentamos os ícones que representam a inter-relação entre os eixos,


capacidades, práticas pedagógicas e atividades.

Considerações para o alfabetizador Aluno e Aluna

Desenvolvimento da Oralidade Leitura

Compreensão, produção e
valorização da cultura escrita Apropriação do sistema de escrita

Arte Atividades que demandam orientação


do responsável ou pessoa da família
que acompanha a criança

Atividades extra-sala de aula Pesquisa

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

APRESENTAÇÃO DO GUIA DO ALFABETIZADOR

Caro professor alfabetizador,

Apresentamos o GUIA DO ALFABETIZADOR nas versôes impressa e digital, referente


ao 1º bimestre do ano letivo. Este exemplar faz parte do Programa de Intervenção
Pedagógica - Alfabetização no Tempo Certo da Secretaria de Estado de Educação do
Estado de Minas Gerais. Ele é destinado aos professores das escolas da rede pública
que atuam no Ciclo da Alfabetização.

Este GUIA é um material prático e deve ser utilizado de acordo com a necessidade do
alfabetizador, como uma diretriz que venha facilitar o processo de ensino e de
aprendizagem. Trata-se de um instrumento facilitador da prática pedagógica, um
organizador de idéias, um orientador no planejamento diário da alfabetização e
letramento. Ele deve ser usado como suporte, uma vez que apresenta sugestões de
atividades que não se esgotam e vão além da sala de aula. Na interação entre
alfabetizador e aluno no cotidiano da sala de aula surgirão novas contribuições para a
aplicação das orientações metodológicas que estão contidas neste Guia.

Este material tem como foco principal contribuir para a ressignificação da prática
pedagógica, com ênfase no processo de alfabetização e letramento. Ele foi elaborado
a partir das orientações contidas nos documentos da Secretaria de Estado de
Educação, da Coleção “Orientações para a Organização do Ciclo de Alfabetização”, de
1
discussões com professores alfabetizadores, o apoio e a interlocução dos analistas da
SEE/MG.

1 Material produzido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais Subsecretaria de Desenvolvimento da
Educação Básica, Superintendência de Educação Infantil e Fundamental e Diretoria de Ensino Fundamental.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O GUIA se divide em doze exemplares referentes aos 1°, 2° e 3° anos do Ciclo da


Alfabetização e serão distribuídos em 4 bimestres do ano letivo.
Ele é organizado da seguinte forma:

1. Apresentação e instrumentos para a organização da rotina do alfabetizador e de


sua turma;
2. Organização das capacidades lingüísticas;
3. Sugestões de práticas e recursos didáticos;
4. Sugestões de atividades relacionadas às capacidades indicadas no item 2;
5. Instrumentos de avaliação da aprendizagem;
6. Instrumento de avaliação do GUIA;

É fundamental que este material (fichário) seja utilizado como um todo e não de forma
fragmentada, visto que existem capacidades que devem ser introduzidas, outras
2
trabalhadas sistematicamente, outras retomadas e outras consolidadas nos três anos
de escolaridade de acordo com o desenvolvimento do aluno. As capacidades não se
associam apenas à dimensão temporal do Ciclo e sim à trajetória de aprendizagem da
3
criança, sendo importante que os alfabetizadores adotem a avaliação formativa para
que se assegure que, ao final do Ciclo, todas as capacidades estejam consolidadas.

2 Este assunto pode ser estudado no Caderno 2, Alfabetizando, da Coleção Orientações para a Organização do Ciclo
Inicial de Alfabetização.

3 Para saber mais, leia Acompanhando e Avaliando, Caderno 4, da Coleção Orientações para Organização do Ciclo
Inicial de Alfabetização.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

As informações e orientações contidas neste GUIA não conseguirão responder a todos


os desafios do alfabetizar – é preciso que, paralelo à sua utilização, vinculem-se
momentos de formação continuada, estudo, pesquisa e discussões em grupos de
estudo. A escola e a sala de aula devem ser espaços onde a teoria e a prática
dialoguem, transformando e construindo conhecimentos coletivos.

ESTRUTURA DO GUIA DO ALFABETIZADOR

Este GUIA foi estruturado em folhas avulsas a serem organizadas no fichário. Para sua
identificação anote seus DADOS PESSOAIS.
Apresentamos o CALENDÁRIO ESCOLAR DE D S
1 2
T
JANEIRO
Q
3
Q S
4 5
S D S T
1 2
CALENDÁRIO ESCOLAR 2008
FEVEREIRO- 15 dias letivos
Q Q S
MARÇO- 19 dias letivos
S D S T Q Q S S
1
D
ABRIL-21 dias letivos
S T
1 2 3 4 5
Q Q S S

6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9 2 3 4 5 6 7 8 6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16 9 10 11 12 133 14 15 13 14 15 16 17 18 19

2008, para você se organizar e ter condições de 20 21 22 23


27 28 29 30
24
31
25 26 17 18 19 20 21 22 23 16
24 25 26 27 28 29 23
30
17 18 19 20
24 25 26 27
31
21
28
22 20 21 22 23 24 25 26
29 27 28 29 30

MAIO- 18 dias letivos JUNHO- 21 dias letivos JULHO- 12 dias letivos AGOSTO- 20 dias letivos

planejar os dias letivos. Observe a legenda que D S

4 5 6 7 8
T
1

11 12 13 14 15
Q Q S S D
2 3 1 2 3 4 5 6 7
S T Q Q S
1 2 3 4 5
S D S

9 10 8 9 10 11 12 13 14 6 7 8 9 10 11 12 3 4 5 6 7 8 9
T Q
1 2
Q

16 17 15 16 17 18 19 20 21 13 14 15 16 17 18 19 10 11 12 13 14 15 16
S S D S T Q Q S S

18 19 20 21 22 23 24 22 23 24 25 26 27 28 20 21 22 23 24 25 26 17 18 19 20 21 22 23
25 26 27 28 29 30 31 29 30 27 28 29 30 31 24 25 26 27 28 29 30

apresenta os recessos escolares comuns às escolas D


SETEMBRO- 22 dias letivos
S T Q Q S S D
OUTUBRO- 19 dias letivos
S T Q Q S S D
31

NOVEMBRO-20 dias letivos


S T Q Q S S D
DEZEMBRO-13 dias letivos
S T Q Q S S
1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 1 1 2 3 4 5 6

da rede e os dias indicados para planejamento. 7 8 9 10 11 12 13 5 6 7


14 15 16 17 18 19 20 12 13 14
21 22 23 24 25 26 27 19 20 21
28 29 30 26 27 28
8 9 10 11 2 3 4 5 6
15 16 17 18 9 10 11 12 133
22 23 24 25 16 17 18 19 20
29 30 31 23 24 25 26 27
7
14
21
28
8 7 8 9
15 14 15 16
22 21 22 23
29 28 29 30
10
17
24
31
11 12 13
18 19 20
25 26 27

30

Para que o trabalho a ser desenvolvido atenda a realidade de sua turma, indicamos
alguns instrumentos que o auxiliarão a CONHECER O ALUNO; são observações
importantes sobre as crianças e suas características. Estas fichas deverão ser
preenchidas no início do ano letivo e durante todo o processo de apropriação da escrita.

OBSERVAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

MESES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

1º BIMESTRE

2º BIMESTRE

3º BIMESTRE

4º BIMESTRE

RESPONSÁVEL
NOME ANIVERSÁRIO
(nome e endereço de contato ou telefone)

01 OBSERVAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

PROCURO SABER SEI DIFERENCIAR OS


DEMONSTRO TENHO CUIDADO CONSIGO
02 INTERESSE COMO MATERIAL
QUEM SAO OS TIPOS DE TEXTOS
LER SOZINHO?
PERSONAGENS (CARTA, POEMA,
PELA LEITURA DE LEITURA DO TEXTO? BILHETE, ETC.)
03
1º BIMESTRE

04 2º BIMESTRE

3º BIMESTRE
05
4º BIMESTRE

VERDE- SIM VERMELHO- NÃO AMARELO-


TEM QUE MELHORAR

Na seqüência, você encontrará sugestões de


HORÁRIOS SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUART A-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

quadros referentes às semanas de cada bimestre, INÍCIO

com espaços em branco, para que você anote o


RECREIO

ROTEIRO DE PLANEJAMENTO do seu trabalho.


Nesses quadros você poderá anotar suas práticas,
observações diárias, tópicos do planejamento,
atividades, bem como livros, revistas, sites ou
softwares que utilizará.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Para preencher o roteiro de planejamento é


imprescindível consultar os quadros onde está
contida a organização das CAPACIDADES
LINGÜÍSTICAS referente ao trabalho a ser
desenvolvido em cada bimestre.
Para se consolidar o trabalho realizado em sala de
aula, além do quadro citado acima, você terá em

mãos algumas dicas metodológicas para que a sua PRÁTICA PEDAGÓGICA contribua
para a alfabetização e letramento de seus alunos.

As ATIVIDADES são sugestões que devem ser personalizadas e adequadas à


realidade de sua turma. Elas poderão se transformar em matrizes de estêncil, em
fotocópias ou impressas a partir do software do Guia do
Alfabetizador. Esperamos que elas sejam utilizadas de maneira
simultânea a outros portadores textuais como: livros de histórias,
livros didáticos, agendas, jornais, panfletos e revistas em geral, entre
outros, que durante o processo de alfabetização já são utilizados.

Veja ao final do Guia, listas de INDICAÇÕES de livros de literatura,


sites, softwares, filmes entre outros.

O GUIA não indica o método de alfabetização a ser aplicado. Ele busca organizar a sua
forma de trabalhar, apresenta algumas estratégias, cita alguns recursos didáticos e
detalha procedimentos de atuação e de AVALIAÇÃO formativa. A escolha do método e
dos processos de alfabetização será feita pelo alfabetizador ou a partir da organização
político pedagógica da escola.

Com o objetivo de aperfeiçoar nosso trabalho você encontrará o instrumento de


AVALIAÇÃO DO GUIA DO ALFABETIZADOR, que deverá ser encaminhado às
Superintendências Regionais de Ensino, com sugestões para que, de fato, possamos
auxiliar a sua prática alfabetizadora.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

PLANEJANDO SEU TRABALHO

O planejamento do trabalho de alfabetização e letramento é fundamental para uma


efetiva aprendizagem dos alunos. A partir do diagnóstico da turma e da definição das
capacidades a serem desenvolvidas, o alfabetizador terá condições de selecionar os
melhores recursos, procedimentos e atividades a serem trabalhados nas aulas.

Leia as orientações de como o GUIA poderá ser utilizado para auxiliá-lo em seu planejamento:

1 Inicie o bimestre CONHECENDO O ALUNO, anote na ficha de DADOS algumas


informações para que você possa acompanhá-lo. Além dessa ficha, o GUIA
apresenta três instrumentos (REGISTRO DA APROPRIAÇÃO DA ESCRITA,
AVALIAÇÃO DO CICLO DA ALFABETIZAÇÃO e FICHA DE AVALIAÇÃO DO
CICLO DA ALFABETIZAÇÃO) que auxiliarão no diagnóstico para o
desenvolvimento do aluno em relação ao sistema de escrita e leitura. Para ter o
perfil da sua turma preencha os instrumentos citados, a partir das suas
4
observações e dos resultados das avaliações dos alunos.

Criando condições para o planejamento. É preciso planejar. Mas como conseguir planejar?
O ideal é... Consulte o caderno 3 Preparando a Escola e a sala de Aula da Coleção
Orientações para a Organização do Ciclo de Alfabetização.

2
Após o levantamento do perfil da turma, sugerimos a leitura e estudo dos
quadros referentes às CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS a serem
introduzidas, trabalhadas e consolidadas no Ciclo da Alfabetização de
acordo com a necessidade de seu aluno.

3
Selecione as capacidades a serem desenvolvidas por seus alunos, conforme a
análise das necessidades apresentadas pela turma por meio do diagnóstico.

4
Consulte no GUIA as sugestões de PRÁTICAS PEDAGÓGICAS e
ATIVIDADES, contextualize-as de acordo com a realidade de sua turma e
de seus alunos.

4 No GUIA você encontrará algumas sugestões. Para aprofundar o tema, leia o Caderno 5, Avaliação Diagnóstica:
Alfabetização no Ciclo Inicial da Coleção Orientações para a Organização do Ciclo Inicial de Alfabetização

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Selecione as metodologias e recursos didáticos necessários ao

5 desenvolvimento das capacidades, procurando ser criativo na escolha


das diversas atividades para alcançar o objetivo proposto. Registre no
ROTEIRO DE PLANEJAMENTO.

As ATIVIDADES deverão ser selecionadas para introduzir, trabalhar,

6 retomar e consolidar as capacidades. Em outros momentos elas poderão


ser retomadas com o mesmo objetivo, trabalhando de forma diferenciada.
Outras práticas devem contribuir para o trabalho sistemático garantindo a
consolidação da capacidade determinada 5.

7
Retome o item 2 abordando novas capacidades a serem trabalhadas a
partir da avaliação processual de sua turma. Por meio do uso destes
instrumentos você poderá avaliar os avanços dos alunos e planejar
continuamente para o alcance dos objetivos do Programa de Intervenção
Pedagógicas - Alfabetização No Tempo Certo.

5 Consulte o caderno 2, Alfabetizando da Coleção Orientações para a Organização do Ciclo Inicial de


Alfabetização

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
CONHECENDO O ALUNO

Alfabetizador,
Propomos o preenchimento do quadro abaixo, ao iniciar o ano letivo, para que você possa lembrar-se da data de aniversários de seus alunos ( o
que é muito significativo para eles ) , o nome do responsável e a forma de contato em caso de emergência.
No seu diário de classe, registre as informações importantes para que você possa intervir e apoiar seu aluno adequadamente em suas interações
com as outras crianças e com toda a comunidade escolar. Exemplo: Se seu aluno tem alguma necessidade especial, se faz uso de algum
medicamento, se necessita de alguma orientação ou acompanhamento, entre outros.

Nome da Escola:____________________________________________________Ano:_________Ciclo:______________________________
Professor:_______________________________________________Turma:______________________________ Turno:________________

RESPONSÁVEL
NOME ANIVERSÁRIO
(nome e endereço de contato ou telefone)

01

02

03

04

05

06

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

RESPONSÁVEL
NOME ANIVERSÁRIO
(nome e endereço de contato ou telefone)

07

08

09

10

11

12

13

14

15

16

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

RESPONSÁVEL
NOME ANIVERSÁRIO
(nome e endereço de contato ou telefone)

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

RESPONSÁVEL
NOME ANIVERSÁRIO
(nome e endereço de contato ou telefone)

27

28

29

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31

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34

35

36

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

REGISTRO DA APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

Aluno: ______________________________________________

Ciclo: _________ Turma: __________ Turno: ______________

Professor:___________________________________________

Escola:______________________________________________

OBSERVAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA ESCRITA

MESES 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

1º BIMESTRE

2º BIMESTRE

3º BIMESTRE

4º BIMESTRE

1 Escreve utilizando grafismos e 5 Estabelece relação entre fala e 9 Produz escritas alfabéticas,
outros símbolos escrita (faz corresponder para cada mesmo não observando as
sílaba oral um grafismo)
convenções ortográficas da escrita
2 Utiliza as letras para escrever 6 Estabelece relação entre fala e
escrita, utiliza letras mas sem fazer 10 Produz escritas alfabéticas,
observando algumas convenções
3 Produz escritas diferenciadas uso do valor sonoro convencional
ortográficas da escrita
(exigência de quantidade mínima
de letras e variedade) 7 Estabelece relação entre fala e
escrita, fazendo uso do valor sonoro 11 Produz escritas alfabéticas,
sempre observando as convenções
4 Estabelece relação entre fala e convencional
ortográficas da escrita
escrita (faz corresponder para cada
sílaba oral uma marca) utilizando 8 Estabelece relação entre fala e OBS: Alfabetizador, marcando
grafismos e outros símbolos com um X o que seu aluno já
escrita, ora utilizando uma letra
consegue realizar, você poderá
para cada sílaba, ora utilizando
traçar o perfil da sua turma e
mais letras
planejar práticas de ensino e
atividades que os possibilitem
avançar ainda mais em suas
capacidades e competências para

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

AUTO-AVALIAÇÃO DA LEITURA

Aluno: ______________________________________________

Ciclo: _________ Turma: __________ Turno: ______________

Professor:___________________________________________

Escola:______________________________________________

OBSERVAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE APROPRIAÇÃO DA LEITURA

DEMONSTRO TENHO CUIDADO CONSIGO


INTERESSE COM O MATERIAL LER SOZINHO?
PELA LEITURA DE LEITURA

1º BIMESTRE

2º BIMESTRE

3º BIMESTRE

4º BIMESTRE

VERDE- SIM VERMELHO- NÃO AMARELO-


TENHO QUE MELHORAR

Prezado aluno, marque com as devidas cores das legendas, o que você já
consegue realizar e reflita sobre o que você deve se empenhar mais para
melhorar a cada dia sua leitura.

Para o Alfabetizador: Se necessário, leia cada item junto com os alunos,


levando-os a refletirem sobre cada questão e orientando-os a marcarem
as respostas.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

FICHA DE AVALIAÇÃO PARA O CICLO DA ALFABETIZAÇÃO

Conhecimentos e capacidades a serem atingidos ao longo do Ciclo da Alfabetização


----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Ficha de avaliação de conhecimentos e capacidades: Compreensão e valorização da cultura escrita

Aluno________________________________________________________Idade_____________________
Escola_______________________________________________________ Alfabetizador_______________
Nível do Ciclo_________________________________________________Turno_____________________
Período de avaliação___________________________________________Data de registro_____________

Conhecimentos e Situação da Não Em Observações quanto as


capacidades avaliadas aprendizagem desenvolveu desenvolvimento Consolidada dificuldades específicas
do aluno

Demandas Introduzir Trabalhar Avançar para


para o ensino conteúdos e conteúdos e novos
atividades atividades conteúdos e
atividades
Conhece, utiliza e valoriza os modos de
produção e circulação da escrita na
sociedade

Identifica textos em diversos espaços

Identifica e utiliza portadores em espaços


escolares nos quais circulam textos (murais,
jornais escolares, cartazes, quadros de
avisos entre outros)
Identifica e utiliza livrarias, bancas e
bibliotecas como locais de acesso a livros ,
jornais e revistas, etc.
Utiliza a biblioteca da escola e do bairro para
manuseio e leitura de livros, jornais, revistas.
Envolve-se na produção e organização de
espaços para realização de leituras, tais
como canto de leitura, biblioteca de classe,
jornais escolares
Conhece os usos e funções sociais da
língua escrita
Identifica diversos suportes da escrita tais
como livros, revistas, jornais, folhetos
Identifica as finalidades e funções da leitura
de alguns textos a partir do exame de seus
suportes
Conhece os usos da escrita na cultura
escolar
Identifica as particularidades físicas dos
objetos de escrita presentes na escola
(disposição e organização do texto escrito,
tipo usual de letra, interação entre linguagem
verbal e linguagens visuais, etc)
Dispõe-se a ler, sozinho ou com colegas, as
atividades escritas da escola, parando para
observar onde essas se encontram

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
Domina capacidades necessárias ao uso Situação da Não desenvolveu Em Consolidada
da escrita no contexto escolar aprendizagem desenvolvimento

Apresenta evidências de que apreende a


sequenciação do texto nas páginas de livros e
cadernos

Apresenta evidências de que apreende os


recursos de disposição do escrito nas páginas
de livros e cadernos (margens, parágrafos,
espaçamento entre partes, títulos)

Lê e escreve observando a sequenciação


adequada do texto nas páginas de livros e
cadernos

Lê e escreve inter-relacionando
adequadamente o escrito e as ilustrações nos
livros e cadernos

Lê e escreve observando a disposição


adequada do escrito na página (margens,
parágrafos, espaçamento entre as partes,
títulos, cabeçalhos)

Sabe usar indicadores editoriais (título, autor,


editora, data de publicação)

Sabe usar sumários ou índices para localizar


informações desejadas

Apresenta conhecimentos básicos sobre a


organização de textos no computador

Sabe dar aos textos produzidos apresentação


adequada ao suporte

Evidencia capacidades específicas


relacionadas ao ato de escrever (uso
adequado de instrumentos de escrita, clareza
e legibilidade)

Outras observações do alfabetizador sobre


competências e habilidades da turma, de
acordo com o perfil do grupo

[Outras]:

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

ROTEIRO DE PLANEJAMENTO

Para que haja coerência entre teoria e prática e você possa se organizar, sugerimos uma
síntese para o ROTEIRO DE PLANEJAMENTO. Anote nos quadros semanais as atividades
selecionadas para trabalhar as capacidades relativas ao desenvolvimento da oralidade,
leitura, apropriação do sistema de escrita e compreensão, produção e valorização da cultura
escrita (consulte as práticas indicadas no GUIA). Registre ainda nomes de livros, revistas,
sites ou softwares que serão utilizados.

HORÁRIOS SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUART A-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

INÍCIO

RECREIO

Alfabetizador,
Preencha o quadro de roteiro de planejamento com as atividades relativas às
capacidades de desenvolvimento da oralidade, leitura, apropriação do sistema
de escrita e compreensão, produção e valorização da cultura escrita que queira
desenvolver a cada dia.

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PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

HORÁRIOS SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

INÍCIO

RECREIO

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

HORÁRIOS SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

INÍCIO

RECREIO

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

HORÁRIOS SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

INÍCIO

RECREIO

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

HORÁRIOS SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

INÍCIO

RECREIO

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

HORÁRIOS SEGUNDA-FEIRA TERÇA-FEIRA QUARTA-FEIRA QUINTA-FEIRA SEXTA-FEIRA

INÍCIO

RECREIO

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS
Os quadros em que foram organizadas as capacidades lingüísticas destinam-se a
instrumentalizar o alfabetizador na seleção de práticas pedagógicas. Pretende-se com
isso que o alfabetizador alcance os objetivos do “Programa Alfabetização no Tempo
Certo” fazendo com que todos os alunos estejam lendo e escrevendo até os 8 anos.

Os quadros auxiliam o alfabetizador dando-lhe uma visão geral das práticas


pedagógicas e das capacidades a serem consolidadas. Auxiliam também no processo
de acompanhamento da frequência de tais práticas e de suas avaliações processuais.

?A primeira coluna apresenta as CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS que


os alunos deverão desenvolver durante o bimestre.

?A segunda coluna indica sugestões PRÁTICAS que possibilitarão ao


alfabetizador visualizar a metodologia de trabalho, estabelecendo o que deve ser
ensinado.

?A terceira coluna, indica a FREQÜÊNCIA da atividade a ser realizada,


isto é, sugestão de quantas vezes o alfabetizador deverá inserir, em seu
planejamento, as práticas pedagógicas indicadas para o alcance dos objetivos
propostos.

?E finalmente, a coluna AVALIAÇÃO apresenta algumas


sugestões e estratégias para, caso seja necessário, fazer as intervenções frente às
dificuldades apresentadas pelos alunos durante o processo de alfabetização.

O quadro, na horizontal, se dividirá em quatro eixos fundamentais para a alfabetização


e letramento: desenvolvimento da oralidade, leitura, apropriação do sistema de
escrita, compreensão, produção e valorização da cultura escrita.

Os eixos estão interligados e devem ser trabalhados de forma simultânea,


exercendo influência uns sobre os outros.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

É nesse momento que a escola pode cumprir um de seus papéis


principais, o de ajudar o aluno a se desenvolver melhor neste
mundo, dotando-o dos instrumentos e recursos lingüísticos que lhe permitirão viver de
um modo mais participativo e dinâmico na sociedade. Falar bem, tanto com a sintaxe
adequada quanto com uma estruturação lógica do pensamento, permitirá aos alunos
maior inserção nos grupos sociais.

Convivemos com diversas formas de expressão oral – a


diversidade lingüística. É fundamental o respeito à
diversidade de comunicação, conhecendo e aceitando os
dialetos e sotaques próprios de cada região.

O mundo torna-se cada vez mais exigente, e a capacidade de expressão oral pode
contribuir para a valorização da pessoa.

A oportunidade de usar a fala em situações reais permite ao aluno desenvolver as


competências necessárias para decidir o que falar, como falar e a maneira mais correta
de se expressar, bem como adequar a fala às situações em que ocorre a comunicação.
Na vida familiar e nos grupos da escola, a capacidade de expressão correta associada
à abertura para o diálogo e à possibilidade de escuta e argumentação podem
favorecer, entre outros, a harmonia nos relacionamentos.

Para desenvolver a capacidade de falar seja em rodas de conversas, em público, em


sala de aula e se expressar em geral, o aluno precisa vivenciar esses momentos
mediados pelo alfabetizador. Deve-se criar um ambiente, na sala de aula onde todos
tenham a oportunidade de expressar suas opiniões, sentimentos e desejos, transmitir
e receber mensagens, contar e inventar histórias.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

LEITURA

Pense nos diferentes modos em que a leitura pode acontecer,


"desde um recital público de poesia até uma consulta individual de
listas de preços ou de horários de ônibus” SMITH (1999). Num mundo onde a escrita é
um meio importante na circulação de idéias, é fundamental a análise do ato de ler.

"...Ler as letras de uma página é apenas um de seus poucos disfarces. O


astrônomo lendo um mapa de estrelas que não existem mais; o arquiteto
japonês lendo a terra sobre a qual será erguida uma casa, de modo a
protegêla das forças malignas; o zoólogo lendo os rastros de animais na
floresta; o jogador lendo os gestos do parceiro antes de jogar a carta
vencedora; a dançarina lendo as notações do coreógrafo e o público lendo os
movimentos da dançarina no palco; o tecelão lendo o desenho intrincado de
um tapete sendo tecido; o organista lendo várias linhas musicais simultâneas
orquestradas na página; os pais lendo no rosto do bebê sinais de alegria,
medo ou admiração; o adivinho chinês lendo as marcas antigas na carapaça
de uma tartaruga; o amante lendo cegamente o corpo amado à noite, sob os
lençóis; o psiquiatra ajudando os pacientes a ler seus sonhos perturbadores;
o pescador havaiano lendo as correntes do oceano ao mergulhar a mão na
água; o agricultor lendo o tempo no céu - todos eles compartilham com os
leitores de livros a arte de decifrar e traduzir signos. Algumas dessas leituras
são coloridas pelo conhecimento de que a coisa lida foi criada para aquele
propósito específico por outros seres humanos - a notação musical ou sinais
de trânsito, por exemplo - ou pelos deuses - o casco da tartaruga, o céu à
noite. Outras pertencem ao acaso." Alberto Manguel , 2002

Ler, mais do que simplesmente decodificar, é atribuir sentidos, interpretar e criticar,


esse é o nosso desafio. Enquanto os olhos passam pelas letras, que eles sejam mais
do que olhos que conhecem as letras, as sílabas, as formas das palavras. A leitura dos
gêneros textuais tais como fábulas, contos, relatos, causos populares, em geral
sempre estiveram presentes no imaginário social, e servem de ponte entre a oralidade
e a escrita.

No quadro em que estão organizadas as capacidades haverá indicações de variadas


maneiras de trabalhar com os portadores textuais. O objetivo do quadro é apresentar
sugestões metodológicas que envolvem a leitura e a utilização de diversos portadores
textuais que poderão ser encontrados em sua cidade nos out-doors, nas placas com
nomes das ruas, nas praças e comércios, na internet, por meio de listas com títulos dos
livros da literatura infantil e outros que são fundamentais para o desenvolvimento do
leitor crítico e reflexivo.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

A apropriação do sistema de escrita envolve a aquisição das regras que orientam a


leitura e a escrita no sistema alfabético e o domínio da ortografia da Língua
Portuguesa.

É necessário que a criança compreenda as diferenças entre a escrita alfabética e


outras formas gráficas; compreenda convenções gráficas como a organização da
escrita da esquerda para a direita na linha, de cima para baixo na página e a função dos
espaços em branco; reconheça unidades fonológicas como sílabas, rimas,
terminações de palavras; identifique as letras do alfabeto; domine as relações entre
grafema e fonema e as regularidades e irregularidades ortográficas.

“Vivemos um momento histórico de renovação: pouco a pouco, vamos


conseguindo que a língua ensinada na escola tenha propósitos e
características semelhantes aos que adotamos quando lemos e escrevemos
fora do ambiente escolar. Assim, sem abrir mão da leitura e produção de
textos como eixos orientadores do trabalho com a língua, é preciso ensinar
ortografia. E fazê-lo de uma maneira sistemática.”
Artur Gomes de Morais

A apropriação do sistema de escrita é um processo gradual que demanda sistematização e


organização por parte do alfabetizador. É importante organizar o trabalho tendo em vista que
cada criança tem seu próprio ritmo e por isso deverá ser respeitada e sempre estimulada a
avançar. Há de considerar também, que as capacidades que envolvidas nesse eixo, muitas
vezes poderão não ser consolidadas no primeiro ano de escolaridade e, por isso, precisarão
ser retomadas nos anos posteriores.

ALFABETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

COMPREENSÃO, PRODUÇÃO E
VALORIZAÇÃO DA CULTURA ESCRITA

A criança ao entrar na escola já está, de algum modo, inserida no mundo das letras por
meio do contato com a televisão, reconhecendo rótulos, bulas, gibis, revistas,
panfletos, contas de água e luz, etc. Esse contato faz com que os alunos compreendam
os usos sociais da escrita, como funciona, e como utilizá-la em diferentes situações e,
conseqüentemente, proporciona aprendizagem significativa. Esse é um dos eixos a
serem trabalhados desde os primeiros momentos do percurso da alfabetização e
letramento.

Ensinar a escrever requer conhecimento, sistematização e afeto. Ensinar uma criança


a escrever é ensiná-la a produzir textos em uma situação contextualizada de
comunicação. Para escrever é necessário desenvolver estratégias de produção de
texto que envolvam: capacidade de discernir a situação e o tipo de texto que será
produzido; competências para selecionar entre variados textos aquele que mais
convém à situação e identificar suas principais características; e também
competências lingüísticas (sintática, lexicais e ortográficas) para serem utilizadas nas
produções dos textos.

“Os alfabetizadores devem propiciar um encontro adequado entre as


crianças e os textos. Se alguns alunos chegarem a serem escritores graças à
intervenção escolar, a missão do professor estará cumprida. Caso isto não
ocorra, é dever da escola que todos que egressem de suas aulas sejam
pessoas que escrevem, isto é, sejam pessoas que, quando necessário,
possam valer-se da escrita com adequação, tranqüilidade e autonomia.”

Kaufman e Rodriguez

É importante que cada criança compreenda a utilidade da escrita e o seu poder, e que,
por meio dela é possível se expressar de forma a resolver conflitos, convocar e
convidar pessoas para diversos eventos, inventar histórias, fazer rir e chorar.

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Participar das interações cotidianas em • Criar situações em que as crianças Diária • Observar se a criança se expressa com
sala de aula: transmitam recados e informações aos seqüência lógica de idéias, coerência e
-escutando com atenção e compreensão; pais, funcionários da escola e colegas. atenção ao transmitir recados.
-respondendo às questões propostas pelo • Propiciar atividades de reconto de tre- Quinzenalmente • Observar, com atenção, como as crianças
se comportam numa situação que têm de
alfabetizador; chos de filmes e desenhos animados, ouvir e falar uma de cada vez.
-expondo opiniões nos debates com os contos de fadas e histórias (conhecidas • Identificar, por meio de observação,
colegas e com o alfabetizador. ou pessoais) e outros. quais alunos precisam ser convidados a
• Respeitar a diversidade das formas de • Fazer exposição oral, com a ajuda dos Semanal relatar, expor (desenvoltura), etc.
expressão oral manifestas por colegas, colegas, de objetos, materiais de pesqui- • Verificar em situações diversas as dife-
professores e funcionários da escola, sa e trabalhos em grupos. rentes formas de expressão dos alunos.
bem como por pessoas da comunidade • Criar situações que permitam às crian- Diária • Proporcionar momentos em que os alu-
extra-escolar. ças emitir opiniões sobre acontecimentos, nos participem de diversas situações ga-
fatos de sua rotina e curiosidades, etc. rantindo que todas sejam respeitadas em
Exemplo: conversa sobre os combinados relação às diferentes formas de expres-
para a boa convivência e formação de há- são.
bitos; apresentação oral das entrevistas
realizadas.

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Participar das interações cotidianas em • Desenvolver atividades que envolvam Semanal • Observar a participação de todos os alu--
sala de aula: declamar poemas, apresentar jograis, nos na apresentação do jogral.
-escutando com atenção e compreensão; cantar músicas, expressar oralmente • Identificar, por meio de observação,
-respondendo às questões propostas pelo histórias, ler bilhetes, mensagens, avisos quais alunos precisam ser convidados a
alfabetizador; e notícias para a turma, com entonação e comentar a atividade realizada.
-expondo opiniões nos debates com os ritmo adequados. • Observar com atenção como as crianças
colegas e com o alfabetizador. • Desenvolver atividades de interpretação se comportam numa situação em que têm
• Respeitar a diversidade das formas de (interlocução) a partir da fala/leitura do de ouvir e executar o que é proposto.
expressão oral manifestas por colegas, alfabetizador. Exemplo: seguir instruções
professores e funcionários da escola, do Jogo Trilha de Letras e Receita do
bem como por pessoas da comunidade Bonequinho Doce. Bimestral
extra-escolar. • Propor apresentação de jogral envolven-
do declamação das frases memorizadas. Diária
• Realizar atividades de livre expressão
(desenho, pintura, modelagem recorte,
colagem) e fazer comentários sobre os
trabalhos realizados.

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

DESENVOLVIMENTO DA ORALIDADE

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Participar das interações cotidianas em • Propor brincadeiras que possibilitem 2 vezes por semana
sala de aula: trabalhar com mensagem e recepção. O
-escutando com atenção e compreensão; alfabetizador (ou um aluno) fala e os ou-
-respondendo às questões propostas pelo tros alunos executam. Exemplo:
alfabetizador; - brincadeira do morto-vivo;
-expondo opiniões nos debates com os - imagem e ação;
colegas e com o alfabetizador. - telefone sem fio;
• Respeitar a diversidade das formas de - macaco disse;
expressão oral manifestas por colegas, - forca com interlocução e interatividade,
professores e funcionários da escola, - complete a história (por meio de ges-
bem como por pessoas da comunidade tos),
extra-escolar. - adivinhe o que é (mímica ou cantando
uma música).

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

LEITURA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Desenvolver atitudes e disposições • Instituir a Hora da História, leitura de • Observar se o aluno acompanha
favoráveis a leitura. história que poderia ser uma “novela” Semanalmente
atentamente a Hora da História.
• Desenvolver capacidades relativas ao contada pelo alfabetizador seguida das • Promover a participação de todos no
código escrito especificamente necessário cenas para os próximos capítulos (ler para Sarau Lítero Musical, a cada mês um
à leitura: o aluno de forma criativa e com entonação grupo será responsável pela
- saber decodificar palavras e textos diversificada.) apresentação.
escritos; • Propor Sarau Lítero Musical: momento • Apresentar por meio de um relatório
- saber ler reconhecendo globalmente as de declamação de poesias, poemas, Mensal
individual ou coletivo (desenho, frase ou
palavras; contos e músicas. pequeno texto) sobre o local visitado.
- saber decodificar palavras e textos • Fazer excursões em espaços que • Verificar se as crianças concluem as
escritos; proporcionem acesso ao universo da Sempre que possível
atividades propostas.
- saber ler reconhecendo globalmente as cultura escrita: biblioteca da escola, • Observar se as crianças são capazes de
palavras. livrarias, laboratórios de informática, associar imagens às palavras
• Desenvolver capacidades necessárias à museus. trabalhadas no Dicionário de Invenções
leitura com fluência e compreensão: • Tr a b a l h a r t e x t o s l a c u n a d o s , ou Dicionário de Bichos.
- identificar as finalidades e funções da adivinhações, frases enigmáticas e outras Diária
leitura em função do reconhecimento do atividades sugeridas neste Guia.
suporte, do gênero e da contextualiza - • Propor a associação de palavras às
ção do texto. imagens sugeridas no Dicionário de
- antecipar conteúdos de textos a serem Invenções ou Dicionário de Bichos. Diária
lidos em função do reconhecimento de seu • Propor momentos de leitura de pequenos
suporte, seu gênero e sua contextualiza - textos informativos ou histórias curtas. Diária
ção.

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

LEITURA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Levantar e confrmar hipóteses relati - • Propor análise do gênero textual (his- Sempre que necessário • Identificar quais gêneros textuais fa -
vas ao conteúdo do texto que está sendo tórias, poemas, listas, notícias, receitas, zem parte do cotidiano das crianças.
lido. instruções de jogos, etc.) a partir da ob- • Observar se o aluno acompanha atenta-
• Avaliar afetivamente o texto, fazer extra- servação dos suportes (livros de história, mente e participa da Hora da História.
polações. livros de poesia, quadros de avisos, folhe- • Observar com atenção como as crian-
tos que acompanham o jogo, jornais, em- ças se comportam numa situação em que
balagens de produtos, livros de receitas). têm de ler (pseudoleitura) e ouvir.
• Propor atividades de interpretação e an- • Observar atentamente se as crianças
tecipação dos acontecimentos do texto Sempre que necessário demonstram interesse em pesquisar so-
lido. Exemplo: análise do título do texto, bre os autores e temas sugeridos por
descrição das ilustrações, diálogo sobre elas.
o texto. • Observar com atenção como as crian-
• Propor comentários sobre os sentimen- ças se comportam numa situação em que
tos e as emoções expressas pelas crian- Sempre que necessário têm de refletir sobre os diferentes símbo-
ças após a leitura do texto. los utilizados na escrita.
• Pesquisar outros textos produzidos pelo • Identificar e anotar quais são as hipóte-
autor. Exemplo: procurar outras poesias Sempre que necessário ses levantadas pelos alunos.
de José Paulo Paes ou Toquinho.

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

LEITURA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Buscar outros textos sobre o mesmo Sempre que necessário • Identificar quais gêneros textuais fazem
tema do texto lido. Exemplo: trabalhar parte do cotidiano das crianças.
com outras poesias com o tema relacio- • Observar se o aluno acompanha atenta-
nado a nome e sobrenome (conforme a mente e participa da Hora da História.
poesia Gente Tem Nome e Sobrenome – • Observar com atenção como as crian-
Toquinho). ças se comportam numa situação em que
• Selecionar vários materiais de leitura e Diária têm de ler (pseudoleitura) e ouvir.
incentivar os alunos a folheá-los; assim • Observar atentamente se as crianças
que começarem a fazê-lo, propor pergun- demonstram interesse em pesquisar so-
tas sobre os diferentes sinais gráficos, bre os autores e temas sugeridos por
por meio de questões como: elas.
O que se pode ler na página? • Observar com atenção como as crian-
Onde está escrito com letras? ças se comportam numa situação em que
Quais as letras que você conhece? têm de refletir sobre os diferentes símbo-
Onde há desenhos e onde há “coisas” es los utilizados na escrita.
critas? - • Identificar e anotar quais são as hipóte-
Onde há números? ses levantadas pelos alunos.
E sinais?

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Compreender diferenças entre a escrita •Propor situações em que o aluno diferen-- Diária • Avaliar se o aluno é capaz de diferenciar
e outras formas gráficas (outros sistemas cie letras de desenhos, letras e rabiscos, letras dos demais símbolos nas atividades
de representação) letras e números, letras e símbolos gráfi- sugeridas.
• Dominar convenções gráficas: cos (como setas, asteriscos e sinais), por • Observar a postura e o jeito de ler e es-
- compreender a orientação e o alinha- meio da exploração em livros, revistas e crever (traçado) de cada aluno.
mento da escrita da língua portuguesa. outros impressos. • Registrar, através, das atividades o modo
• Compreender a função da segmentação • Brincar com os alunos, de ler poemas, de resolver a contagem e separação de
dos espaços em branco e da pontuação textos informativos, músicas e textos já sílabas.
de final de frase. conhecidos (Dicionário de Invenções ou
Dicionário de Bichos), passando o dedo Diária
pelas palavras, chamando a atenção para
o movimento e usando os termos esquerda
e direita, em cima e embaixo.
• Desenvolver atividades de leitura e
escrita de pequenos textos familiares
(histórias, adivinhas, poesias, quadrinhas)
contando o número de palavras, separan-
do-as com traços coloridos, identificando
e marcando palavras que se repetem.
Diária

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Compreender a natureza alfabética do • Trabalhar com palavras parecidas, cuja Duas vezes por semana • Apresentar uma palavra escrita e pedir
sistema de escrita. diferença se deve a um fonema repre- aos alunos que desenhem o que ela re-
• Compreender a categorização gráfica e sentado na escrita por uma letra. Exem- presenta. (Ditado e auto-ditado).
funcional das letras utilizando diferentes plo: vaca/faca, rato/gato, mala/mola. • Oferecer desenhos e a partir dos mes-
tipos de letras (de fôrma e cursiva). • Utilizar material manipulativo (conjunto Duas vezes por semana mos pedir aos alunos para nomeá-los,
• Dominar as relações entre grafemas e de letras móveis) para escrever sobre a oralmente e em forma de registros livres.
fonemas. carteira os nomes dos colegas, algumas • Fazer a comparação entre os registros
• Dominar regularidades ortográficas. listas temáticas, dias da semana, e ou- dos alunos sem indicar o nome do aluno
tros. que o fez, apenas apresentando e compa-
• Comparar os diferentes tipos de letras Duas vezes por semana rando coletivamente.
através de leitura e recorte de manchetes • Confrontar a escrita dos alunos e a es-
de jornais, panfletos, folder e outros. crita-padrão.
• Propor atividades de escritaem duplas Diária • Construir, coletiva e individualmente, lis-
(um aluno dita e outro escreve). tas e ditados variados ( de alunos presen-
• Apresentar a primeira ou a última síla- tes e ausentes, de livros de histórias, de
ba da palavra para que os alunos possam poesias, de ingredientes para receita, de
percebe-la e completá-la. nomes de animais, de invenções, e ou-
tros).

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CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Consultar (com a ajuda do alfabetizador) Diária • Verificar, através do preenchimento das


o dicionário (tradicional, infantil, ou o di- atividades do Guia, do livro didático e do
cionário de sala). Esse dicionário deverá caderno do aluno se os registros livres
ser consultado por todos quando houver são auto-corrigidos e marcar as correções
alguma dúvida ou desconhecimento so- seguindo uma legenda para correção de
bre o significado da palavra. palavras, expressões e produções escri-
• Comparar a escrita do aluno com a es- Diária tas em geral.
crita ortográfica do dicionário e a escrita • Observar se as crianças participam aten-
de diversos textos. tamente dos jogos de forca, cruzadinhas e
• Trabalhar com palavras contextualiza- Diária caça-palavras, propostos tanto na versão
das, evitando as listas de palavras isola- impressa quanto na versão digital.
das e a cobrança das mesmas, embora,
de acordo com as dificuldades da turma,
o alfabetizador possa organizar um ban-
co de palavras com a mesma dificuldade
ortográfica, por exemplo, palavras com m
antes de p e b.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Fazer com que o aluno compreenda que 1 vez por semana


a ortografa é um conjunto de regras e
que é preciso compreendê-las. Ler sobre
essas convenções em registro feitos pelos
alunos.
• Trabalhar, por meio de jogos, palavras 2 vezes por semana
em que os alunos apresentam dificuldades.
• Adaptação e utilização de forca, cruzadi-
nhas e caça-palavras.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Compreender e valorizar o uso da escri- • Ler em voz alta histórias, poesias, no- Diária • Observar a atenção dos alunos e a ma-
ta com diferentes funções, em diferentes tícias, avisos, cartas e circulares para os neira de retransmitirem os recados e as
gêneros. pais. notícias para os pais e outros colegas.
• Produzir textos escritos em gêneros, • Proporcionar momentos de leitura de Semanal • Proporcionar registros e exposições dos
adequados aos objetivos, ao destinatário diferentes gêneros e suportes (leitura de diversos gêneros produzidos em sala de
e ao contexto de circulação. bilhetes, poemas, histórias, noticias, pro- de aula. (Varal de poesias, jornal Mural,
• Conhecer os usos da escrita na cultura pagandas e outros) e explorar o material Jornal do Poste e outros).
escolar. com os alunos levantando questões sobre • Analisar os textos e as diferentes manei-
• Saber usar os objetos de escrita presen- como, quem, o que e o tipo de redação e ras do aluno interagir com a proposta
tes na cultura escolar. suporte relacionam-se ao gênero. de cada atividade.
• Fazer uso da escrita com diferentes fina- Diária • Observar a organização e a participação
lidades, desde a rotina no quadro de giz das crianças durante a rotina da turma.
até a marcação da pontuação dos jogos • Observar a organização e a participação
em sala de aula. das crianças nas tarefas propostas.
• Trabalhar com textos e atividades con- Diária • Verificar se todos escreveram e cumpri-
textualizados e que apresentem sentido ram o combinado (escrito).
para a turma na busca e resolução de
problemas e projetos de sala.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

COMPREENSÃO, PRODUÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA ESCRITA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Propor que as crianças escrevam listas Diária • Observar as variadas maneiras e


de alunos ajudantes ou das tarefas do dia, procedimentos das crianças ao utilizarem
brinquedos, telefones ou endereços, os instrumentos em diversos suportes e
empréstimos dos livros (com nome do produzirem diferentes gêneros.
livro, nome da pessoa que pegou • Analisar a organização, destreza,
emprestado e data de entrega em ordem cuidado e a relação estabelecida entre o
alfabética). Explorar os diferentes instrumento, o objetivo da atividade e a
suportes e instrumentos de escritas usuais proposta de trabalho.
na sala de aula por meio de perguntas.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


CAPACIDADES LINGÜÍSTICAS PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
2º ANO DO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO - 1º BIMESTRE
EIXOS

COMPREENSÃO, PRODUÇÃO E VALORIZAÇÃO DA CULTURA ESCRITA

CAPACIDADES PRÁTICAS FREQÜÊNCIA AVALIAÇÃO

• Ao trabalhar com um texto (história, Diária


poemas, listas) perguntar como se faz
para localizar a informação, ou qual é a
sequenciação e a lógica daquela informa-
ção. Diária
• Escrever o bilhete para o dia da apre-
sentação do Jogral. Mensal
• Escrever recados para os pais sobre
algum material ou atividade do próximo
dia. Semanal
• Propor e experimentar com os alunos o
uso de diversos instrumentos para escrita
e leitura, como utilizar carvão ou giz no
chão para Amarelinha e desenho livre,
utilizar caneta para passar a limpo uma
história já corrigida e expor o que escre-
veu no varal ou mural de sala, ler na tela
do computador e escrever um texto uti-
lizando o editor de texto, ou até mesmo
desenhar utilizando o mouse e o editor de
desenho. Diária
• Diversificar o uso das ferramentas e ao
mesmo tempo apresentar os cuidados e
procedimentos para o seu uso.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Alfabetizador,
Este é o segundo volume (primeiro bimestre) do Guia do Alfabetizador, para alunos do
2º ano do Ciclo da Alfabetização. Trata-se de um material de apoio com sugestões
de práticas pedagógicas, orientações metodológicas e propostas de atividades que
você poderá inserir em seu planejamento, para organizar a aula e avaliar o proces-
so de aprendizagem dos alunos. Algumas delas já foram abordadas no quadro, porém
as retomaremos para detalhamento didático de suas ações e reforço da importância
do uso diário e sistematizado. As práticas sugeridas possibilitarão a construção das
capacidades estabelecidas para o segundo ano do Ciclo da Alfabetização já apresen-
tadas no quadro das Capacidades.

A organização da sala de aula deve transformá-la em um ambiente alfabetizador


como elemento essencial para a qualidade do trabalho com foco na alfabetização1.
A qualidade na escolha e diversidade dos suportes escritos com diferentes usos e
gêneros de textos, em sala de aula serão fundamentais para o sucesso e criação desse
ambiente. A organização pode estar relacionada à exposição de rótulos, manchetes
de jornais, os próprios jornais, panfletos e revistas, recortes dos alunos e cartazes
produzidos por eles com a intervenção e auxílio do alfabetizador. Nesse ambiente
alfabetizador não poderá faltar recursos que indiquem a organização do alfabeto e
da numeração. As letras e números devem ficar expostos na sala em situações
contextualizadas e de acordo com a necessidade da turma.

Como pode-se ler no Guia Teórico do Alfabetizador, LEMLE 1998, ou no caderno de


Orientações da Secretaria de Educação (2001) e Pró-Letramento do Governo Fede-
ral(2007), trabalhar os conhecimentos e capacidades envolvidos na compreensão
dos usos e funções sociais da escrita implica, em primeiro lugar, trazer para a sala
de aula e disponibilizar para observação e manuseio pelos alunos, muitos textos,
pertencentes a gêneros diversificados, presentes em diferentes suportes. E, em se-
gundo lugar, orientar a exploração desses materiais, valorizando os conhecimentos
prévios do aluno, possibilitando a eles fazerem deduções e descobertas, explicitando
informações desconhecidas.

Na rotina da turma você deverá:

• Aproveitar situações em que a leitura se faz necessária: notícias, informativos,


bilhetes, cartazes, cartas, regras de jogos e etc.
1 - Para saber mais consultar o Caderno 3 Preparando Escola e a Sala de aula - CEALE e Guia prático do professor alfabetiza-

dor.
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS - CONTINUAÇÃO

• Instituir a “Hora da História”, dando um “caráter mágico” e lúdico à atividade. Usar uma
caixa de papelão colorida contendo o livro a ser lido pelo alfabetizador. Posicionar as
crianças assentadas em um tapete, fácil de ser transportado, aproveitando diferentes
espaços disponíveis na escola. No quadro de capacidades também indicamos a hora
do Sarau de Literatura, que é um momento reservado para que as crianças possam de-
clamar poesias conhecidas e memorizadas, apresentar um conto lido em sala, cantar
e falar em público.

• Estabelecer combinados e discutir sobre as relações entre alunos, professores, funcio-


nários da escola, enfim, entre todos que fazem parte da comunidade escolar.

• Organizar uma biblioteca de sala, o “Cantinho da Leitura”. Esse espaço poderá ser di-
ferenciado dos outros em sala, com cadeiras ou almofadas em roda. Esse cantinho
deve conter textos, livros, jornais, revistas, cartas, redações e desenhos dos alunos,
entre outros.

Atitudes como gostar de ler e interessar-se pela leitura e pelos livros são cons-
truídas, por algumas pessoas, no espaço familiar e em outras esferas de con-
vivência em que a escrita circula. Mas, para outros, é principalmente na esco-
la que este gosto pode ser incentivado. Por isso, é importante que a criança
perceba a leitura como ato prazeroso e que tenha os adultos como modelo.
Nessa perspectiva, não é necessário que a criança espere aprender a ler para
ter acesso ao prazer da leitura: pode ler através dos “olhos” do alfabetizador e
de outros mediadores culturais. Para adquirir uma atitude descontraída com os
textos, é importante também que o aluno manuseie livros e outros impressos,
que tente ler e adivinhar o que está escrito.
Orientações para a Organização do Ciclo Inicial de Alfabetização
http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt10/t104.pd
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS - CONTINUAÇÃO 2

Ao abordar o conhecimento das crianças por meio da exploração em livros, revistas e outros
impressos é importante que você observe e aponte as diferenças gráficas entre o texto escri-
to e o desenho, entre a escrita alfabética, os ícones e sinais usados atualmente, mas que
não representam a pauta sonora. Quanto às letras e aos números, é possível propor aos
alunos que procurem saber ou levantem hipóteses sobre a presença de símbolos que repre-
sentem os números em calendários, outros sinais presentes em listas telefônicas, folhetos
com preços de mercadorias, etc.

Um conhecimento importante a ser construído no 2º ano do processo de alfabetização se


refere à compreensão das sílabas e palavras. O método deverá e poderá ser escolhido
pelo alfabetizador.
DICAS PARA ROTINA DA TURMA DO 2º ANO DO CICLO DA
ALFABETIZAÇÃO

• Organizar rodinhas de conversa onde as crianças possam relatar fatos ocorridos em


seu dia-a-dia.

• Utilizar uma caixa de papelão grande ou uma carcaça de televisão ou rádio para criar
situações onde as crianças possam expressar-se oralmente, simulando um programa
de televisão ou rádio.

• Distribuir gravuras para que cada criança relate a cena e o alfabetizador lance o
desafio interrogando o que aconteceu antes? - o que irá acontecer depois? Elas podem
trazer notícias de jornais, revistas ou fatos assistidos pela televisão ou ouvidos pelo rádio.

• Criar o momento do Sarau Lítero Musical: estimular as crianças a cantar músicas, re-
citar poesias, contar piadas e adivinhas (o que é? o que é?). O Sarau deverá ser orga-
nizado com a ajuda das crianças e apresentado para outras salas, com a divisão de
tarefas e participação mediada e organizada pelo alfabetizador.

• Lançar o desafio de trava-línguas e das adivinhas.(Em forma de desafio ou campeo-


nato).

• Organizar com as crianças e outros alfabetizadores, dramatizações de histórias pes-


soais, contos e histórias fantásticas (ficção). A discussão do tema e da peça poderá
começar na roda de conversa. O trabalho poderá ser sistematizado em grupos com um
número menor de alunos encarregados a desenvolver partes da peça. Preste atenção
para que todos participem dos Saraus e Hora da História ao longo do ano.

• Entrevistar quem trabalha na escola e pessoas da comunidade sobre temas de inte -


resse das crianças.

• Apresentar histórias mudas com cenas diversas e construir, coletiva ou individualmente,


textos com as crianças.

• Após a leitura de textos convencionais (artigos de jornal, reportagens, etc.) pedir que
relatem o que entenderam.
PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO PARA PRIMEIRA SEMANA

Na primeira semana de aula, concentre-se na acolhida aos alunos. Receba-os com alegria e
entusiasmo. No primeiro dia de aula, apresente-se e faça uma dinâmica de interação entre
as crianças. Cada aluno pode se apresentar dizendo o nome, o que mais gosta de fazer e
o que espera aprender no 2º ano. Peça que cada criança registre o que falou por meio de
desenho ou escrita. Cante com as crianças, brinque em roda, apresente as dependências da
escola, aproveite e converse sobre a manutenção da limpeza e conservação do mobiliário e
dos materiais escolares. Providencie os crachás dos alunos para facilitar o reconhecimento e
a identifcação da turma.

Nos próximos dias continue promovendo brin-


cadeiras e distribuição dos crachás para so-
Prática Pedagógica: Trabalho cialização, pois nem todos os alunos chegam
com combinados no primeiro dia e é importante que as crian-
Nas primeiras semanas do ano letivo é funda- ças conheçam o alfabetizador e umas às ou-
mental que o alfabetizador possa conhecer e tras. Devem ser realizadas diariamente as
estabelecer uma relação dialógica e respeitosa. rodas de conversas para a sondagem das ex-
Para uma boa convivência no espaço escolar é periências escolares e para interação entre
preciso estabelecer com a turma as regras e com- os alunos e alfabetizadores.
binados, bem como os tipos de intervenções.
No segundo dia, promova uma nova discus-
Logo nos primeiros dias de aula, o alfabetizador são, ou entrevista, uma excursão dentro e fora
deverá observar e fazer um relatório de sonda- da escola detalhando o seu funcionamento, as
gem dos hábitos que as crianças trazem de casa atribuições de cada funcionário. Visite as de-
e que, às vezes, prejudicam o bom andamento pendências da escola, apresentando os sinais
do trabalho, uma vez que cada criança tem a símbolos que indicam os locais como os banhei-
sua história de vida construída em famílias com ros masculino e feminino, cantina, biblioteca,
valores diferentes. (Ver fcha CONHECENDO O números das salas e outros. Após a excursão
ALUNO) e a entrevista, o aluno deverá desenhar o es-
Algumas atitudes de respeito para com os cole- paço que mais gostou e o funcionário que tra-
gas e adultos que trabalham na escola, a manu- balha naquele local. Nos arredores da escola
tenção dos materiais de uso coletivo e individual você poderá traçar com os alunos os espaços
e conservação da escola devem ser trabalhadas da vizinhança e a relação que eles estabele-
com os alunos. Ao elaborar os COMBINADOS cem nestes espaços.
DA TURMA as crianças se sentirão co-responsáveis
para colocá-los em prática, facilitando o trabalho
do alfabetizador na rotina.
PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO PARA PRIMEIRA SEMANA -
CONTINUAÇÃO

No terceiro dia construa os combinados da turma para a convivência, formação de


hábitos e regras fundamentais para o sucesso neste ano letivo. Apresente a rotina da
turma: dia do brinquedo, da leitura, do empréstimo do livro na biblioteca, da educação
física, e outros, de acordo com o planejamento anual e prática da escola. É um mo-
mento muito propício para estimular a participação de todos, a trocarem idéias e para
reforçar a importância do respeito ao próximo, a responsabilidade e compromisso de
tudo o que será combinado.

Além dos combinados é importante informar sobre os horários das aulas e como o al-
fabetizador trabalha ao escrever as rotinas no quadro, sobre o capricho dos cadernos,
algumas regras e comportamentos que deverão ser sempre indicados e resgatados.

No quarto dia proponha a organização dos materiais escolares etiquetando-os, dese-


nhando as capas de cada caderno para organização e conservação dos mesmos. Nes-
te dia é importante conversar sobre o capricho, o uso da régua, dos lápis e giz colorido
e já iniciar alguma atividade diagnóstica que envolva os eixos citados no quadro das
capacidades. Apresente modelos de traços através do uso pedagógico e organizado
do quadro negro, apresente procedimentos para o uso da régua, para a organização
do material na carteira, para o encape e a forma de nomear os materiais.

No quinto dia apresente os temas, projetos e assuntos que serão tratados no bimestre.
Estabeleçam a rotina diária e semanal, conte sobre os livros que irão conhecer, histórias
que serão trabalhadas, o uso de um novo instrumento para pesquisa (dicionário,
computador, livros,etc.).
PRÁTICA PEDAGÓGICA: AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

No primeiro dia da segunda semana de aula, depois que você já recebeu seus alunos
e a turma já está organizada, é o momento de realizar a primeira avaliação diagnós-
tica. Essa avaliação é fundamental, pois possibilita que você conheça seu aluno e,
a partir daí, planeje seu trabalho, considerando as capacidades que ele já domina e
quais precisam ser desenvolvidas por meio de suas propostas de trabalho e estraté-
gias de ensino.

A avaliação diagnóstica é um precioso instrumento para o seu trabalho, pois lhe pos-
sibilita avaliar e acompanhar os avanços da turma e que o aluno reflita sobre o que já
é capaz de ler, escrever, compreender e opinar.

É necessário que haja periodicidade de aplicação dessas avaliações. Propomos que


seja feita a cada início de bimestre. Anote no quadro de observações o processo de
apropriação da escrita e, em outros instrumentos que você já utiliza, tudo que foi obser-
vado na avaliação e acompanhe, a cada bimestre, se o aluno tem avançado em suas
aprendizagens.

Para que você tenha um resultado geral das aprendizagens da turma, recorra a outros
instrumentos, como a observação diária dos alunos, como se dão as interações entre
eles, se têm dificuldades de atenção e concentração, como reagem diante de situa-
ções de conflitos, entre outros. (Ver quadro de CAPACIDADES – AVALIAÇÃO)

A avaliação diagnóstica deve contemplar a produção de escrita espontânea e sem


apoio de outras fontes escritas. Pode ser uma lista de palavras conhecidas dos alunos
ou frases simples e contextualizadas, por exemplo, o que o aluno mais gosta de fazer
em casa ou na escola. É fundamental que ele leia em voz alta o que escreveu para
que seja observado se estabelece relação entre o que escreveu e o que leu, ou entre
a fala e a escrita. Se a avaliação envolve ditado, dite normalmente as palavras ou a
frase sem silabar. Prefira o papel sem pauta para que possa observar o alinhamento
e a direção da escrita do aluno. Se possível, faça a avaliação em grupos menores e
deixe o restante da turma envolvido em outras atividades que não necessitem da sua
intervenção, um desenho livre, por exemplo.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: RODAS DE CONVERSAS

Uma proposta de trabalho pedagógico voltado para formar cidadãos que participem ativa-
mente da sociedade deve preocupar-se em estimular a criança a se manifestar em situações
coletivas. Portanto, o alfabetizador deverá criar situações interativas em sala de aula, em que
todos aprendem a ouvir com atenção e compreensão, emitindo opiniões e sugestões, respei-
tando o modo de falar dos colegas e do alfabetizador. Rodas de conversas é um recurso pe-
dagógicos muito rico que o alfabetizador não pode deixar de explorar. Algumas destas práticas
de roda serão listadas e deverão ser desenvolvidas em sala de aula:

• Organize uma roda onde se discutirá sobre a criação da biblioteca de sala, combinados
da turma e outros temas de interesse geral.

• Entregue às crianças uma cesta ou uma caixa de sapato para que elas repassem ao
colega do lado. Logo após, o alfabetizador lançará o desafio: “Lá vai a cestinha carre-
gadinha de... (frutas, brinquedos, animais, etc). O que ... (dizer o nome da criança) leva
aqui?”.

• Outra dinâmica interessante: Vou viajar de foguete para a Lua o que eu devo levar?
Normalmente o código secreto para esta viagem à lua é levar um objeto que comece
com a mesma sílaba do nome da criança. Exemplo: a aluna chama-se MARIA ela
poderá chegar a lua levando MALA, MAMADEIRA, MACACO e outras palavras que
iniciam com MA, Lucas vai para a lua levando LUVA ou LUPA.

• Promova entrevistas com pessoas que trabalham na escola, pessoas da comunidade,


pais, avós, e vários profissionais sobre temas de interesse dos alunos.

• Proponha a apresentação de jogral, por exemplo, sobre a Dengue ou outro tema qual-
quer.

• Estimule o aluno a participar de Sarau para recitar poesias, cantar músicas, contar
piadas, etc.

• Lance desafio do trava-línguas e adivinhações (O que é? O que é?),

• Proponha dramatização de histórias.

• Faça leitura de textos convencionais (artigos de jornal, reportagens, etc.) solicitando às


crianças que relatem o que entenderam.
USO DA PESQUISA ESCOLAR COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA

Pesquisar – buscar com diligência; adquirir, perquirir, investigar, informar-se, todos esses sig -
nificados remetem a uma ação que pressupõe um objetivo. Eis a essência da pesquisa. A
pesquisa nunca esteve tão presente na linguagem e na vida, quanto na atualidade. Pesqui-
samos para tudo... Seja para saber qual é o preço mais baixo, o melhor produto, os maiores
benefícios, etc.

Na escola, a pesquisa é um importante recurso a ser utilizado para ampliar os conhecimentos


do aluno, aumentar suas possibilidades de conhecer, avançar e reinventar. Com a pesquisa,
os conhecimentos deixam de ser superficiais para assumir um caráter mais complexo. O co-
nhecimento do assunto pesquisado possibilita o questionamento sobre o objeto estudado, a
criação de novas hipóteses e a aprendizagem a partir da análise.

É desejável que o alfabetizador incentive o aluno a pesquisar e o oriente nesta tarefa de como
utilizar os procedimentos da metodologia científica. A pesquisa escolar deve ter como objetivo
a formação de práticas pensantes e criativas. A intenção da pesquisa escolar não é fazer com
que os alunos façam cópias de trechos de livros ou na Internet, tão pouco apresentem muitas
páginas somente para dar volume e visibilidade, mas consigam ressignificar o conhecimento
proposto, entendê-lo e ser capaz de relacioná-lo nos diversos contextos sociais e culturais.
A informação deve ser criticada e apreendida não somente visualizada e transcrita para o
papel.

A pesquisa auxilia o aluno a estudar com independência, desenvolve habilidade de plane-


jamento e promove interação entre o grupo. Sugerimos que o alfabetizador desenvolva nos
alunos o hábito de utilizar a biblioteca a fim de criar o gosto pela leitura e estes aprendam as
técnicas de identificação, seleção, recuperação, uso, aplicação e interpretação da informa-
ção, independente do suporte (livro, jornal, revista, internet, etc.). A escola deve formar pes -
quisadores e desenvolver a autonomia no processo do conhecimento.

O Guia do Alfabetizador propõe a pesquisa de temas para os alunos desenvolverem entre os


pares. Exemplo: Lista de invenções com descrição do que foi inventado, o nome e o ano de
sua invenção. Outros temas poderiam ser a vida de bichos, tipos de plantas, doenças trans-
mitidas por insetos e assuntos que se problematizem na interação alunos e alfabetizador e
que podem ser trabalhados a partir das informações coletadas pelos alunos, mediados pelo
alfabetizador e transformado em textos informativos e significativos para turma.
USO DA PESQUISA ESCOLAR COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA -
CONTINUAÇÃO

Outra maneira de pesquisar até mesmo a origem dos sinais seria por meio da exploração de
calendários, lista telefônica, folhetos com preços de mercadorias, etc. É possível propor aos
alunos que identifiquem, questionem e levantem hipóteses sobre a presença de símbolos que
representem os números ou outros sinais. Explorando livros, revistas e outros impressos as
crianças têm oportunidade de perceber as diferenças gráficas entre o texto escrito e o dese-
nho, entre a escrita alfabética, os ícones e sinais. Esta seria uma interessante pesquisa para
o início do ano. O que você acha, professor alfabetizador?
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ATRAVÉS DE JOGOS DE TABULEIROS

O ser humano desde os tempos mais antigos é fascinado pelo jogo. O jogo é uma atividade
que reúne diversão, estratégia e aprendizado. Para vencer é preciso raciocínio lógico e às
vezes sorte.

Existem inúmeras histórias que narram o surgimento dos primeiros tabuleiros. Algumas nar-
ram que os homens primitivos brincavam de adivinhar o pensamento dos deuses e como
estes transmitiam os acontecimentos a um escolhido, estes seriam as peças do tabuleiro.
Outros dizem que o desenho de algumas cidades medievais, como Cambridgeshire na Ingla-
terra, que teria sua planta quadriculada são as origens dos tabuleiros. Algumas histórias nar-
ram que os tabuleiros derivam das plantas de templos sagrados e cidades santas que teriam
o formato de um tabuleiro com 64 quadros.

Como vimos, há muitas histórias sobre a origem do tabuleiro e é difícil precisar qual é a
correta, entretanto mais do que ter ciência sobre esse fato histórico importa-nos perceber a
importância do jogo para o desenvolvimento humano.

Os jogos de tabuleiro são todos aqueles disputados, por uma ou mais pessoas, em uma
base, o tabuleiro. Este pode ser de madeira, metal, pedra, plástico, papelão, ou simplesmen-
te desenhado no chão com giz. Nele as peças são movimentadas, colocadas ou retiradas,
obedecendo a regras pré-estabelecidas. Alguns exemplos de jogos de tabuleiro são: xadrez,
damas, gamão e mancala.

Nos jogos de tabuleiro, sempre se busca a dominação, ou através da conquista de peças


ou de territórios. No xadrez e no jogo de damas, por exemplo, conquistam-se peças do ad-
versário; no gamão busca-se a retirada das peças do tabuleiro e na mancala, conquista-se
pedras.

Na educação os jogos de tabuleiro podem ser utilizados como importantes instrumentos de


aprendizagem colaborativa, pois aumentam a atenção e a concentração, despertam a curiosi-
dade, aguçam a imaginação, exercita a paciência, ameniza a ansiedade, promove o respeito
e a tolerância com diversos pontos de vista. Outro ponto favorável a considerar é o fato
de serem extremamente lúdicos e por isso promovem interação entre os alunos e desinibirem
os mais tímidos.

Com os jogos de tabuleiro os alunos aprendem a construir estratégias, elaborar planos e es-
tabelecer metas. Aprendem a seguir regras, a criá-las ou adaptá-las para um novo jogo. Enfim
aprendem a administrar melhor o maior jogo que é sua própria vida.
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ATRAVÉS DE JOGOS DE TABULEIROS -
CONTINUAÇÃO

O Guia apresenta um jogo de tabuleiro (jogo de trilha), embora seja bem provável que os alu-
nos já o tenham jogado. É fundamental que o alfabetizador apresente as regras do jogo, leia
cada tópico e observe o comportamento dos grupos no processo do jogo.

Outra dica é o trabalho com diversos jogos que as crianças podem trazer de casa ou até mes-
mo criar em sala de aula, seja para a leitura de regras, de símbolos ou mesmo com foco na
relação entre colegas, limites e respeito entre eles. Alguns jogos indicados e de fácil acesso
são os de damas, ludo, imagem e ação júnior ou o xadrez.
2
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM NOME E SOBRENOME

O desenvolvimento de um trabalho sistemático e freqüente com o nome próprio representa


importante estratégia didática voltada para a alfabetização inicial dos alunos. Esse trabalho
pode favorecer a refexão pelos alunos sobre o sistema da escrita. No primeiro mês de aula,
o fato de nem todos os alunos se conhecerem, proporciona contextos interessantes para a
exploração da escrita do próprio nome e para a leitura dos nomes dos colegas. Por isso, é
possível iniciar o trabalho por meio de uma seqüência de atividades na qual o principal desafio
para os alunos será o de escrever o próprio nome e sobrenome em contextos reais de comu-
nicação, para identificar-se, reconhecer os seus pertences e os de seus colegas em contextos
de organização do material e da rotina escolar.

• Proponha a pesquisa sobre a origem do nome de seus alunos:

• Porque tenho este nome?

• Porque tenho este sobrenome?

• Documentos com o nome e sobrenome (certidão de nascimento, cartão de saúde, car-


teira de clube e outros)

• A importância do uso do nome.

• O estudo do sobrenome das famílias.

IMPORTANTE: Para que a criança perceba e compreenda que se escreve da esquer-


da para a direita marque com fita adesiva colorida que deverá estar posicionada no
canto esquerdo do crachá ou da ficha do primeiro nome da criança.

• Faça a chamada individual apresentando a ficha com o primeiro nome para que cada
aluno reconheça o seu.

• Escreva o nome dos ajudantes do dia.

• Elabore atividades para exercitar a memorização dos nomes dos colegas: ex: concurso
para verificar quem sabe identificar nomes dos colegas, por meio das fichas.

• Esconda as letras do nome da ficha, deixando apenas a letra inicial, para que os alunos
tentem adivinhar de quem é a ficha.

• Entregue a ficha e letras móveis para cada grupo. Os alunos devem formar os nomes
observando o modelo (a ficha).

2 - PETRY Rose Mary, QUEVEDO Zélia. A Magia dos Jogos na Alfabetização. Editora Karup. São Paulo. 1989
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM NOME E SOBRENOME -
CONTINUAÇÃO

• Distribua uma folha com os nomes de todos os alunos da turma dividida em grupos
para que observem e realizem várias atividades, tais como:

– colorir as letras iniciais dos nomes;

– ligar os nomes com a mesma letra inicial;

– copiar os nomes dos colegas do grupo;

– contar e escrever o número de letras de cada colega do grupo.

– recortar todos os nomes e organizar conjuntos, a partir de critérios como: núme-


ro de letras, mesmas letras iniciais, terminações iguais, colegas do grupo, etc.

• Distribua uma folha com os nomes dos colegas do grupo, mas em cada nome faltando
uma letra. A criança deverá descobrir a letra que falta em cada nome.

• Distribua para cada grupo uma folha com os nomes de seus integrantes, mas faltando
o nome de um dos colegas para que as identifiquem.

• Faça ditado com as iniciais dos nomes dos alunos, ditando o nome de alguns ou de
todos os colegas. Os alunos deverão escrever apenas a letra inicial de cada nome. Se
a tarefa for ainda difícil para a classe, mostre a ficha.

• Distribua folha onde se encontra um texto trabalhado em sala de aula. Os alunos deve-
rão descobrir letras de seu nome no mesmo. Cada criança circula com lápis de cor a
letra inicial ou todas as letras que aparecem no texto e que constam no seu nome.

• Agrupe os nomes conforme a letra inicial:

• A • L • M

• ANA • LUIZA • MARIANA

• Promova a brincadeira da forca com os nomes e sobrenomes dos alunos. Escolha o


nome de uma criança e registre no quadro “tracinhos” com a quantidade de letras do
nome escolhido. Os alunos vão ditando as letras. A cada acerto o alfabetizador regis -
trará no lugar correto e a cada erro completa a fgura humana na forca (cabeça, tronco,
braços, pernas, etc). O objetivo é acertar o nome e não “morrer na forca”.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM NOME E SOBRENOME
CONTINUAÇÃO 2

• Faça a atividade de caça-nomes. Em uma folha escreva o nome dos alunos e algumas
letras aleatoriamente. Os alunos deverão procurar e circular os nomes encontrados.
Exemplo: AMANDA – ANA – CLARA - IOLANDA

A M A N D A Z X B Q A N A K P H T R S N
R P I O L A N D A W E S X G C L A R A M

• Promova bingo com assinatura dos alunos.

• Promova bingo de número de letras X nome dos alunos.

• Faça a brincadeira do nome mágico. Com a fcha do nome do aluno ou o nome do co -


lega o grupo deverá tentar formar palavras trocando as letras de lugar.

• Distribua fichas com os nomes dos alunos com as letras embaralhadas. Os alunos
tentarão organizar as letras e descobrir qual é o nome. Exemplo: AAICML – SUCAL
CAMILA – LUCAS.

• Organize baralho com o nome dos alunos e o nome das alunas.

• Organize jogo da memória de nomes. Distribua duas fichas com o nome de cada crian-
ça. As fichas deverão ser dispostas de cabeça para baixo e cada jogador tem o direito
a levantar duas cartelas de cada vez, permitindo que todos os jogadores visualizem
a localização das fichas. Quando a criança descobrir um par de fichas com o mesmo
nome, ela terá o direito de jogar novamente. Ganha quem encontrar o maior número
de nomes.

• Realize cruzadinha com os nomes dos alunos. Distribua folha de papel contendo qua-
drados em que os alunos preencherão com letras formando o nome dos colegas. Algu-
mas pistas são deixadas para facilitar a tarefa:

A
N
A

AMANDA – ANDRÉ - ANGÉLICA

• Elabore listas com os nomes de meninos e meninas de cada grupo.


PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM NOME E SOBRENOME
CONTINUAÇÃO 3

• Apresente adivinhações com o nome de um aluno a partir de informações recebidas pelo


alfabetizador. Exemplo: Começa com a letra O e termina com a letra O (OtÁ- VIO).

• Apresente fichas com nome dos alunos. Solicite que todos fechem os olhos enquanto retira
um dos nomes. A turma deverá descobrir o nome que está faltando.

• Escreva nomes parecidos no quadro e peça que os alunos identifiquem as semelhanças e


diferenças. Exemplo: MARIANA–RAFAELA.Têm a mesma quantidade de letras, ou seja, 7;
Terminam com a mesma letra A. A entrega dos crachás deverá fazer parte da rotina diária da
turma por meio de músicas e brincadeiras.

Este é o modelo de crachá individual que facilitará o reconhecimento da criança pelas


pessoas que trabalham na escola.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM NOME E SOBRENOME -
CONTINUAÇÃO 4

Ficha de Mesa

Dobrar a linha central

Alfabetizador você deverá fazer a ficha com o nome de cada aluno, usando
letra maiúscula de imprensa para ser usado na mesa da criança. Assim a turma
vai se familiarizando com os nomes dos colegas. Depois das fichas prontas,
colocá-las nas mesas.

É o momento de levantar questões e trabalhar grupos de palavras, usando o


nome dos alunos.

• Realize bingo com a ficha de nome dos alunos, cada um receberá sua ficha e marca-
dores na quantidade de letras de seu primeiro nome (tampinhas, retalhos de E.V.A.,
pedrinhas, etc.) O alfabetizador mostra uma das letras do alfabeto e diz: “quem possui
em seu nome a letra apresentada, marque na cartela”. Será considerado vencedor
aquele que marcar todas as letras em primeiro lugar.

• Realize BINGO DE LETRAS - cada criança recebe uma cartela com 9 sílabas e pega 9
marcadores (tampinhas de garrafa, feijões, milho, retalhos em EVA, ou outro objeto).

• Em seguida o alfabetizador vai retirando de um saquinho uma letra sorteada de


cada vez, falando em voz alta e registrando-as no quadro. Ganha quem primeiro
marcar todas as letras de sua cartela. O ganhador avisa gritando - BINGO!
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM NOME E
SOBRENOME - CONTINUAÇÃO 5

COMO CONFECCIONAR AS CARTELAS

Em meia folha de papel ofício faça 3 colunas com 3 linhas. Dentro de cada quadrado
escreva as letras seguindo a ordem alfabética. Continue a próxima cartela sucessiva-
mente.

BINGO DE LETRAS

A B C
D E F
G H I
J K L
M N O
P Q R
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM NOME E
SOBRENOME - CONTINUAÇÃO 6

S T U
V W X
Y Z A
SUGESTÃO: pode-se jogar o Bingo de sílabas a partir de palavras e temas combinados
(DICIONÁRIO DE INVENÇÕES). Em meia folha de papel ofício faça 9 retângulos, ou seja, 3
colunas com 3 linhas. Dentro de cada retângulo escreva as 9 sílabas, aleatoriamente e con-
soantes. Você poderá trabalhar com cartelas com consoantes diversas e uma vogal diversifi-
cando-as.

MA BA PA
DA CA FA
GA PE RA

JA GO LU
ME NA A
PE TA RU

Observação: o alfabetizador poderá utilizar sílabas movéis para o bingo de sílabas.


PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM ALFABETO ATRAVÉS DO
BICHONÁRIO OU DICIONÁRIO DE INVENÇÕES

Conhecer os nomes das letras é fundamental para os alunos que estão se alfabetizando, pois
em alguns casos eles fornecem pistas sobre um dos sons que elas podem representar na es-
crita. Além disso, os alunos têm de conhecer a forma gráfica das letras e a ordem alfabética.
Essa aprendizagem, porém, pode ocorrer de forma lúdica e divertida por meio de jogos, par-
lendas, adivinhações ou organização de palavras e conceitos em formato de um dicionário.

Algumas sugestões de atividades:

• Escreva os nomes das invenções em ordem alfabética num cartaz.

• Escreva os nomes dos bichos que serão estudados ou das invenções em ordem alfa-
bética.

• Utilize a ordem alfabética como por exemplo, sortear os ajudantes do dia, os alunos
que irão iniciar uma brincadeira etc.

• Afixe as letras do alfabeto junto com os alunos, transformando esse momento de orga-
nização do espaço da sala de aula também em um momento de aprendizagem. Apro-
veite e afixe os nomes das invenções ou dos animais que serão estudados.

• Faça uma ficha com o alfabeto completo em letra bastão para que os alunos a colem
em seu caderno.

• Faça uma lista com os nomes dos bichos em ordem alfabética.

• Faça uma lista, em ordem alfabética, com os nomes das invenções a serem estuda-
das.

• Promova bingo de letras.

• Faça um marcador de livro ou ficha avulsa com o alfabeto completo para que possam
consultá-lo sempre que precisar.

• Organize atividades de completar as letras do alfabeto, utilizando suportes variados: o


alfabeto afixado na sala de aula, cobrindo algumas das letras com um pedaço de papel
e/ou uma tabela com a seqüência do alfabeto incompleta (produzida no computador ou
mimeografada).

• Produza com os alunos o “Cartaz de Aniversários” com o nome das crianças organiza-
dos em ordem alfabética.

• Procure no dicionário o significado de palavras novas e produza dicionários com as


palavras desafiadoras.
ALFABETIZAÇÃO COM LETRA DE FORMA MAIÚSCULA

Alguns a chamam de letra bastão, outros de caixa alta, ainda imprensa ou maiúscula. Todas
essas nomenclaturas identificam o mesmo tipo de letra que é o tipo sugerido, pela equipe
elaboradora deste Guia para a alfabetização dos alunos de sete anos. A letra bastão é ideal
para iniciar o processo de alfabetização, pois requer menos coordenação motora, é fácil de
ser copiada e é assimilada rapidamente pelos alunos, pois eles conseguem reproduzir as
palavras que o alfabetizador escreve no quadro de giz e a identificam nos mais diversos con-
textos, como: televisão, jornais, revistas, outdoors, livros, placas de transito, sinalizações de
hospitais, ambulâncias, rótulos de embalagens, letreiros, teclas de computadores, etc.

A escrita inicial dos alunos não é uma simples reprodução mecânica da língua, mas um pro-
cesso de assimilação e percepção dos objetos, pessoas, lugares, fatos, enfim, tudo na vida
tem um nome. Esse nome pode ser representado de forma escrita e quando escrito pode ser
entendido por todos, pois a língua possui padrões construídos pelo homem para que o enten-
dimento das palavras seja mantido ao longo da história. Portanto, quando a criança ainda está
sendo alfabetizada não é aconselhável utilizar vários tipos de letras, pois essa diversidade só
complicará e dificultará o processo de assimilação e entendimento da língua. A apresentação
dos diversos tipos de letras deve ser feito após assimilação do código da escrita, aproveitando
palavras significativas utilizadas pelas crianças da turma. A alfabetização deve ser natural e
refletir os contextos sociais para que ocorra de forma eficaz e os alunos colham dela o gosto
pela leitura e pela prática da língua nos mais diversos contextos sociais e culturais.

Utilize o alfabeto móvel com letra bastão ou o Varal do Alfabeto que também pode ser encon -
trado em algumas editoras para produzir as palavras do dicionário de invenções, de bichos ou
outro tema proposto pela turma.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: ALFABETO MÓVEL

A A A B B C C D
D E E E F F G G
H H I I I J J K
K L L M M N N O
O O P P Q Q R R
R S S T T U U U
V V W W X X Y Y
Z Z A A E I O U
PRÁTICA PEDAGÓGICA: HORA DA HISTÓRIA, DA PIADA OU
DA NOVELA CONTADA (TELENOVELA OU RADIONOVELA)

A prática de contar histórias, piadas ou poemas deve fazer parte do cotidiano da escola. O
alfabetizador poderá usá-la como recurso para formação de leitores atentos e interessados
pela língua escrita. Uma boa história contribui para estimular a imaginação, despertar a curio-
sidade e ser fonte de alegria. O interesse do aluno pela história poderá levar o alfabetizador
a atingir outros objetivos tais como: introdução de um novo tema, solução de alguns conflitos
surgidos em sala de aula, compreensão de problemas que ocorrem com os alunos em sua
vida pessoal, favorecendo a aceitação de situações desagradáveis.

A escolha da história precisa ser criteriosa, pois ela deve ser adequada à faixa etária, aten-
der aos interesses dos alunos e aos objetivos do alfabetizador. Não é necessário um talento
especial para contar histórias, o alfabetizador poderá aprimorar-se, levando em consideração
algumas características que um bom contador de histórias deve ter.

Segundo, Malba Tahan 3, é necessário:

1º - Sentir, ou melhor, viver a história; ter a expressão viva, ardente, sugestiva.

A história deve despertar a sensibilidade de quem a conta, sem emoção, não terá su-
cesso.

2º - Narrar com naturalidade, sem afetação.

O vocabulário utilizado deve ser adequado ao público ouvinte. Na oralidade é pre-


ciso ser mais claro e objetivo, sendo necessário, às vezes, completar as idéias da
história.

3º - Conhecer com absoluta confança o enredo.

O contador tem que estar seguro sobre o que vai contar, do contrário é melhor não contar.

4º - Dominar o interesse do público.

Sempre buscar maneiras de fazer com que os ouvintes permaneçam concentrados na histó-
ria.

5º- Contar dramaticamente.

O contador pode se passar por algum dos personagens ou por todos.

3 TAHAN, Malba. A arte de ler e de contar histórias. Rio de Janeiro: Conquista, 1957.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: HORA DA HISTÓRIA, DA PIADA OU
DA NOVELA CONTADA (TELENOVELA OU RADIONOVELA) -
CONTINUAÇÃO

6º - Falar com voz adequada, clara e agradável.

Não convém falar em falsete ou impostando a voz, a não ser que seja em momentos es-
pecíficos para caracterizar um personagem.

7º - Ser comedido nos gestos.

Se exagerar em gestos sem objetivos, quando fizer um que seja necessário para melhor
fazer entender a história, não será notado.

8º - Ter espírito inventivo e original.

Contar as histórias com suas próprias palavras – contar o que está velho de forma nova.
Se a história for de livro deve ser adaptada, pois a linguagem escrita é diferente da oral.

9º - Ter estudado a história.

Não é necessário decorar, mas sim testar diversas possibilidades de exploração oral para
contar com espontaneidade.
PRÁTICA PEDAGÓGICA NA BIBLIOTECA DE SALA

Faça a CIRANDA DO LIVRO, CANTINHO DA LEITURA ou BIBLIOTECA DE SALA. Incentive


os alunos a trocarem os livros que estão disponíveis para o empréstimo, tanto na biblioteca
da escola quanto em sala de aula. A troca do livro deverá acontecer semanalmente e a partir
de uma apresentação oral realizada entre os alunos. Cada um poderá fazer o reconto, contar
em forma de sinopse, desenhar o que mais chamou a atenção, modificar o final da história,
anunciar o livro como se fosse uma propaganda.

A organização desta ciranda poderá acontecer por meio do rodízio de uma sacola (um recurso
para proteção e cuidado com o livro) para empréstimo semanal, tornando-se parte da rotina da
turma. No interior do livro deverá haver uma ficha para o registro do empréstimo com o nome
do aluno e a data de devolução. Além desses cuidados fundamentais para a organização da
CIRANDA, poderá se elaborar um cartaz sobre os títulos mais lidos e os menos lidos ou
sobre os mais indicados e a razão de sua indicação. É fundamental para a formação de hábi-
tos do leitor que o aluno compreenda a necessidade de se preservar o acervo tanto de livros,
quanto de discos, cds, gibis etc., num ambiente de cooperação e solidariedade e que enten-
da a leitura com forma de aprendizagem e entretenimento.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM POESIA,
ADIVINHAÇÕES, RIMAS E CANTIGAS

São atividades coletivas que devem ser orientadas pelo alfabetizador de várias maneiras4:

• Antes de iniciar a atividade, recite a poesia, adivinhação, rima, música com os alunos
várias vezes, de modo a garantir que todos as saibam de cor.

• Em seguida, faça uma leitura utilizando um cartaz onde elas deverão estar escritas,
apontando onde você está lendo.

• Distribua as cópias dos textos e solicite que acompanhem a sua leitura, cada um olhan-
do para o próprio texto.

• Leia uma vez e certifique-se de que todos estão acompanhando a leitura, recitando
junto com você.

• Leia uma segunda vez, mas peça-lhes agora que tentem acompanhar a leitura, pas-
sando o dedo por cima do texto e tentando ajustar o que lêem com ao que falam.

• Leia palavra por palavra, mostrando para os alunos que cada frase é uma linha, pois
assim fica mais fácil acompanharem.

• Repita a leitura mais uma vez, para que tenham mais uma chance de ajustar o que
falam com o texto impresso.

• Deixe-os levar o texto para casa para leitura e trazendo-o de volta para colar no cader-
no.

4 Projeto Toda Força ao 1º Ano: guia para o planejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação

do trabalho com o 1º anos do Ensino Fundamental / Secretaria de Educação. – São Paulo: SME / DOT, 2006
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHANDO COM POESIA,
ADIVINHAÇÕES, RIMAS E CANTIGAS - CONTINUAÇÃO

• Depois de ter lido algumas poesias, adivinhas ou músicas, solicite que procurem-
uma determinada palavra, e se música, coloque o CD e faça uma parada em um
determinado momento, para que encontrem a última palavra cantada. Aqueles que
a encontrarem primeiro, não podem dizer onde a palavra está, mas dar pistas (a
primeira letra da palavra, como ela termina, em que verso ela se encontra) para que os
outros colegas a encontrem.

É fundamental que os alunos tenham a oportunidade de participar de práticas de leitura com


textos que já memorizaram (adivinhações, poemas, canções, quadrinhas, etc.), diariamente,
no início do ano, ou enquanto a maior parte da turma ainda não estiver lendo convencional-
mente.

As atividades de leitura e escrita com esses textos que pertencem à tradição oral (e que eles
sabem de cor) podem possibilitar avanços em suas hipóteses a respeito da língua escrita.
Com o texto na mão, o aluno tem o desafio de ajustar aquilo que fala com o que está escrito,
e, nessa tentativa, vai analisando o texto e buscando relações entre as letras e os sons.

Cada aluno solucionará esse problema na medida de suas possibilidades, uns chegam ao fim
do texto antes de terminar de ler, posteriormente tentam apontar com o dedo mais devagar.
Outros, ao chegar ao final das frases, procuram analisar as pistas qualitativas, ou seja, che-
car se o som corresponde à letra do fim da frase. Enfim, é uma atividade que cria desafios
para diferentes níveis de conhecimento, o que promoverá a aprendizagem de todos os
alunos.

Esses textos, além de propiciar ótimas situações de reflexão sobre o sistema de registro, são
adequados a essa faixa etária, pois são divertidos, próprios das brincadeiras de infância e têm
forte componente lúdico.

SUGESTÔES DE ADIVINHAÇÕES

As adivinhações possibilitam trabalhar a interpretação, o raciocínio lógico, a identificação com


objetos e dados da realidade, a ludicidade, além do prazer em ser desafiado para a descober-
ta.

Leia alguns exemplos e descubra novos em livros e sites.

O que é pior do que encontrar um bicho na goiaba?


R: Encontrar meio bicho, a outra metade você já deve estar mastigando...
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM POESIA,
ADIVINHAÇÕES, RIMAS E CANTIGAS - CONTINUAÇÃO 2

Para que se molha o pastel no leite?


R: Para beber leite “pasteurizado”.

O que a esfera disse para o cubo?


R: Deixa ser quadrado!

O que é que nasce grande e morre pequeno?


R: O lápis.

O que é o que é todos tem 2, você tem 1 e eu não tenho nenhum?


R: A letra “o” das palavras.

Por que quando o moço vai ao cinema assistir a um filme de comédia, ele se senta na
última cadeira?
R: Porque quem ri por último ri melhor.

Quanto mais curto for, mais rápido é?


R: O tempo.

Qual é a doença que o pneu mais pega?


R: pneumonia.

Como se faz para ouvir um monte de piadas?


R: É só carregar um saco de pintinhos nas costas.

Por que a manga cai do pé?


R: Porque ela não sabe descer.

Quem é filho do meu pai e da minha mãe, mas não é meu irmão?
R: Eu.

Por que o abominável homem das neves nunca ganha na loteria?


R: Porque ele é pé-frio.

O que é que tem 5.000 olhos, 6.693 pernas e 528 bocas?


R: Eu não sei, mas deve ser muito feio.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM POESIA,
ADIVINHAÇÕES, RIMAS E CANTIGAS - CONTINUAÇÃO 3

Qual é o lugar da casa que está sempre com pressa?


R: O corredor.

O que passa na água, mas não se molha?


R: A sombra

Porque a coca-cola e a fanta sempre se deram bem?


R: Porque se a fanta quebra, a coca cola.

O que é que o Brasil produz, e nenhum outro país sabe fazer?


R: Brasileiros.

O que é que está direito quando está torto?


R: O anzol.

O que é que nasce grande e morre pequeno?


R: O lápis.

O que é que é surdo e mudo, mas conta tudo?


R: O livro.

O que é que está sempre na nossa frente?


R: O futuro.

O que é que fala, mas não é gente?


R: O telefone.

O que é que quanto mais cresce, mais baixo fica?


R: O buraco.

O que é que tem capa mas não é super-homem, tem folha mas não é árvore, tem orelha
mas não é gente?
R: O livro.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM POESIA,
ADIVINHAÇÕES, RIMAS E CANTIGAS - CONTINUAÇÃO 4

O que é que tem escamas, mas não é peixe, tem coroa, mas não é rei?
R: O abacaxi.

O que é o que é: quando estamos em pé ele está deitado, e quando estamos deitados
ele está em pé?
R: O pé!

O que é que atravessa o rio sem se molhar?


R: A ponte.

O que aconteceu com o ferro de passar roupa que caiu da mesa?


R: Ficou passando mal.

O que o canibal vegetariano come?


R: A planta do pé e a batata da perna.

O que mais pesa no mundo?


R: A balança.

O que está no meio da lua?


R: A letra “u”.

O que aconteceu na briga entre um dentista e uma manicure?


R: Lutaram com unhas e dentes.

O que é cego, mudo e surdo, mas sempre diz a verdade?


R: O espelho.

O que é que fca no meio do gol?


R: É a letra “o”.

O que tem debaixo do tapete do hospício?


R: Louco varrido!

Por que a comida foi presa?


R: Porque matou a fome.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM POESIA,
ADIVINHAÇÕES, RIMAS E CANTIGAS - CONTINUAÇÃO 5

E onde ela foi presa?


R: Na cadeia alimentar.

Sabe por que a água foi presa?


R: Porque matou a sede.

Quem fala errado: a Mônica ou o Cebolinha?


R: A Mônica, pois o Cebolinha fala “elado”.

Qual é a moeda que é campeã brasileira de futebol?


R:O cruzeiro.

Qual a parte do corpo que mais coça?


R: A unha.

Qual o sapato que está sempre quebrado?


R: O “tá manco”...

Qual a brincadeira predileta dos tímidos?


R: Esconde-esconde

Qual o único prato que ninguém consegue fazer direito?


R: A torta.

Rafaela tinha quatro irmãs: Lalá, Lelé, Lili, Loló e... qual é o nome da quinta irmã?
R: Rafaela!

O que é uma molécula?


R: É uma menina muito sapécula.

Dois caminhões estavam voando de repente, um caminhão parou e disse: - Ora, cami -
nhão não voa.
E desceu.
Mas o outro continuou voando.
- Por quê?
R: Ele era um caminhão pipa.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHANDO COM POESIA,
ADIVINHAÇÕES, RIMAS E CANTIGAS - CONTINUAÇÃO 6

Por que você vai para a cama quando está com sono?
R: Porque a cama não pode ir até você!

Eram três homens no barco. O barco virou. Só dois molharam o cabelo.


Por quê?
R: Um deles era careca.

Como se faz para acordar em cima da hora?


R: É só colocar o relógio embaixo do travesseiro e dormir.

Como se faz para ganhar um “chokito”?


R: É só colocar o dedito na tomadita.

Tenho apenas um fósforo e preciso acender um cigarro, uma vela e uma lareira. O que
acendo primeiro?
R: Fósforo.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHANDO COM RIMAS

Canções tradicionais apresentam rimas e repetições, recursos que facilitam a


memorização do texto por parte dos alunos. E por serem facilmente memorizá-
veis, as cantigas são textos bastante adequados para trabalhar o sistema de
escrita.

O ritmo, a seqüência lógica e a repetição são elementos que auxiliam a leitu -


ra de textos e o prazer da leitura e escrita.

A barata diz que tem

A barata diz que tem


Sete saias de filó
É mentira da barata
Ela tem é uma só

Ah aha aha
Oh oh oh
Ela tem é uma só

A barata diz que tem


Um anel de formatura
É mentira da barata
Ela tem é casca dura

Ah aha aha
Oh oh oh
Ela tem é casca dura

A barata diz que tem


Uma cama de marfim
É mentira da barata
Ela tem é de capim

Ah aha aha’
Oh oh oh
Ela tem é de capim
versão do site www.carnaxe.com. br
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHANDO COM RIMAS -
CONTINUAÇÃO
TÍTULO: A BARATINHA
A barata diz que tem
Sete saias de filó
É mentira da barata
Ela tem é uma só

Ah aha aha
Oh oh oh
Ela tem é uma só

A barata diz que tem


Carro, moto e avião
É mentira da barata
Ela tem é caminhão

Ah aha aha
Oh oh oh
Ela tem é caminhão

A barata diz que come


Frango, arroz e feijão
É mentira da barata
Ela come é macarrão

Ah aha aha
Oh oh oh
Ela come é macarrão

Versão do livro “Quem canta seus males espanta, volume 1, publicado pela Editora Cara-
melo.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: O TRABALHO COM ARTES
Todo indivíduo se serve de formas diversas para expressar suas experiências pessoais. Como
essas experiências acompanham o crescimento do indivíduo, a sua auto-identifcação envolve as
mudanças sociais, intelectuais, emocionais e psicológicas que se operam no íntimo do ser. Para
assegurar o equilíbrio psíquico, tanto da criança como do adulto, é importante o ato de se exprimir,
seja qual for o conteúdo ou a forma dessa expressão.

A arte que nasce da auto-expressão representa importante papel no desenvolvimento do eu,


principalmente no caso de crianças menores. Esse papel merece do professor/alfabetizador
especial atenção.

A criança demonstra sua criatividade através da expressão verbal e corporal, do desenho, da


música, das brincadeiras. Ela é criativa, na medida em que consegue realizar suas
potencialidades como ser humano, isto é, quando lhe é permitido fazer aquilo que sente e que quer
expressar e não o que o adulto acha bonito.

Um desenho criado livremente por uma criança pode constituir-se em um indicador de seu
desenvolvimento emocional e intelectual e de sua capacidade criadora. As atividades criativas em
grupo proporcionam oportunidades às crianças, para observar e assimilar a experiência dos
outros, integrar-se ao grupo, sentir seu trabalho valorizado pelos colegas, compartilhar o material.

As atividades criativas favorecem também o desenvolvimento afetivo, especialmente por


facilitarem a livre expressão e permitirem a descarga das tensões, assegurando o equilíbrio
emocional. A criança exercita a independência e a iniciativa quando lhe é dada oportunidade de
escolher o trabalho a fazer. Ela conquista a expressão de sentimentos e emoções quando objetiva
seu modo de sentir e descobre a si mesma através das obras.

A criança exprime de várias maneiras, mas é através das artes plásticas, visuais, musicais e
cênicas que pode criar sua própria obra. A maior contribuição que o alfabetizador pode dar a favor
da evolução artística de seus alunos é:

• Não interferir na atividade criadora da criança.

• Fazer com que a criança sinta que é compreendida.

• Oferecer à criança um ambiente que lhe permita experimentar, ensaiar, procurar e encontrar suas
próprias soluções.

• Prover meios para que a criança vivencie diversas técnicas de arte.

• Valorizar e prestigiar a obra criadora da criança.


PRÁTICA PEDAGÓGICA: O TRABALHO COM ARTES -
CONTINUAÇÃO
• Mostrar a utilização correta dos materiais (tinta, pincel, lápis de cera, argila, etc).

• Propiciar o livre acesso ao material.

O papel do alfabetizador é o de ajudar os alunos na exploração de sua criatividade, auxilian-


do-os a desenvolver habilidades de observar e expressar-se oralmente5.Os trabalhos que
envolvem o conceito artístico têm como objetivo satisfazer as necessidades infantis e desen-
volver sua criatividade e autonomia.

Pintura, desenho, recorte e colagem, trabalhos com sucata, modelagem, entre outros, todos
enfatizados igualmente, contribuem para o pleno desenvolvimento infantil. Todas as produ -
ções dos alunos devem ser aproveitadas para embelezar a sala de aula. É importante que se
organize álbuns e livrinhos visando prestigiar sua obra criadora.

É preciso estabelecer vínculos entre o desenho e as demais atividades de artes visuais, plás-
ticas, musicais e cênicas para que sejam incentivos à alfabetização, evitando o risco de que
possam ser refúgio para alunos hábeis nesse campo e que nele se alienem para fugir de pos-
síveis dificuldades de assimilação do sistema de escrita.

Veja algumas sugestões:

• Pintura “livre”.

• Colagem “livre”.

• Desenho “livre”.

• Pintura usando esponja e molde vazado (película de RX recortado).

• Texturas diversas - folha de ofício e giz de cera deitado - propor às crianças que pro-
procurem texturas diversas (formas com lixa, paredes da escola, folhas secas, azule-
jos, toalhas de renda, etc).

• Pintura com guache aguado e barbante (molhar o barbante no guache e deixa-lo cair
sobre a folha branca; usar cores diferentes em tons fortes e claros dão um efeito muito
bonito!).

• Pintura assoprada com canudinho de refrigerante com guache aguado.

5 RIBEIRO, Loudes Eustáquio Pinto, Para casa ou para sala? Volume 1, página 69, São Paulo,
Editora Didática Paulista, 1999
PRÁTICA PEDAGÓGICA: O TRABALHO COM ARTES -
CONTINUAÇÃO 2
Pintura surpresa com guache (não colocar água). Dobre a folha de papel ofício ao
?
meio e deixe a criança escolher quais as cores que vai usar colocando o guache em
pequena quantidade, com uma colher, na dobra da folha. Dobrar o papel novamente
e pedir à criança que passe a mão suavemente por sobre o papel dobrado. Desdobre
o papel cuidadosamente. Usando a criatividade, cada um procura dar um significado
para a forma que apareceu.

Pintura das mãos e dos pés com guache. Com a mão, é possível fazer um galinho:
?
onde o polegar é a cabeça e os outros dedos o rabo.

Desenho no papel camurça preto usando giz de cera branco. Colorir o desenho
?
usando cores claras.

Desenho no papel ofício sobre o estêncil reaproveitado. Depois de algum tempo, vire
?
a folha e pinte usando giz de cera.

Dobraduras usando círculos, quadrados, retângulos.


?

Quebra-cabeça usando gravuras de revistas. Pinte a folha branca com guache ou giz
?
de cera deitado, peça à criança que recorte a figuras na marca das dobras que o
alfabetizador fez (inicialmente 2 ou 3 partes e vá graduando a dificuldade conforme o
número de dobras). Monte o quebra-cabeça com as partes ligeiramente longe uma
das outras.

Recorte em revista de uma figura humana, colagem em folha branca somente do


?
rosto completar o corpo com desenho.

Entrega pelo alfabetizador de folha com alguma figura geométrica traçada e a criança
?
completa o desenho conforme sua criatividade.

Colagem usando figuras geométricas conforme a criatividade ou seguindo um


?
modelo.

Colagem usando penas, folhas secas, papéis variados.


?

Com tiras de papel colorido enrolado no lápis é possível montar caracóis para um
?
jardim ou o cabelo de personagens de fantoche de vara.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: A BRINCADEIRA E A CORPOREIDADE

O lúdico pode estar presente nas práticas de alfabetização em sala de aula? Ou aprendizado e
diversão não se relacionam? A atividade de brincar é muito importante para a criança e ao
contrário do que alguns pensam, envolve complexos processos de articulação entre experiência
e memória. As crianças processam com mais naturalidade as informações através das
brincadeiras. Na brincadeira, a inteligência criativa das crianças é aguçada e o imaginário torna-
se real. Dessa forma, percebe-se que brincar é muito importante para o desenvolvimento
infantil.

Aos sete anos, o brincar não só é desejável, mas necessário, pois as crianças estão
acostumadas a aprender dessa forma na sociedade. O rompimento desse interessante método
pode levar, a escola ao estereótipo de lugar enfadonho, de passar o tempo para adquirir uma
certificação e a rua e a casa serem os espaços da diversão e do aprendizado para a vida.

O processo de alfabetização precisa ser transformado em um jogo enriquecido com atividades


corporais, expressão gráfica e plástica por meio de desenhos e pinturas, expressão oral em
rodas de conversas, registros escritos, entre outros. Quanto mais estímulos estiverem
presentes, mais significativa será a aprendizagem e mais sólido será o conhecimento e a
assimilação dos conceitos pelos alunos. É aconselhável que a alfabetização aconteça a partir do
corpo, dos gestos, do que está próximo da realidade da criança, do que é palpável.

O brincar, o lúdico, o simbólico no cotidiano das crianças são elementos essenciais para o seu
desenvolvimento, pois através das brincadeiras elas interpretam o mundo.

Neste guia sugerimos o levantamento de listas de brincadeiras da cultura popular que as


crianças já dominam. A partir da relação dos elementos elencados nessa lista, é possível que
todos os alunos da turma possam brincar e se expressar corporalmente. Há também uma outra
proposta de lista, em relação a gênero, com brincadeiras próprias de meninas e de meninos.
Nesse caso, a proposta é: - após a produção coletiva de listas, mediadas pelo alfabetizador, que
as crianças brinquem de Vivo - Morto, Bente Altas, Amarelinha, Mia Gato, Três Marias, Cabo de
Guerra, Bolinhas de Gude, Casinha, Mãe da Rua, Elástico e outras brincadeiras que resgatem a
infância e a convivência entre pares.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: O TRABALHO COM LISTAS

As listas compõem um tipo de texto muito presente no dia-a-dia das pessoas. Listar significa
relacionar nomes de pessoas ou coisas para a organização de uma ação. Exemplo: lista de
convidados para uma festa, lista dos produtos para comprar, lista dos compromissos do dia,
lista das atividades que serão realizadas na sala de aula, etc.

Por ter uma estrutura simples, a lista é um texto privilegiado para o trabalho com alunos que
não sabem ler e escrever convencionalmente, mas é importante que o alfabetizador proponha
a escrita de listas que tenham alguma função de uso na comunidade ou na sala de aula.

A escrita de listas de palavras que começam com a mesma letra ou outras similares é inade-
quada, pois descaracteriza a função social deste texto. Por isso, ao planejar atividades com
esse tipo de texto, é importante considerar:

• atividades de leitura de listas: é fundamental propor atividades de leitura em que os


alunos são os leitores. Exemplo: atividades em que recebam uma lista com os títulos
dos contos lidos ou dos personagens conhecidos e tenham de localizar determinados
personagens ou títulos (é possível, por exemplo, entregar uma cédula para que os
alunos elejam, entre os títulos de duas ou mais histórias já conhecidas, qual será relida
pelo alfabetizador); leitura da lista de ajudantes do dia; da lista de atividades que serão
realizadas no dia; da lista dos aniversariantes do mês, etc;

• por ser um gênero de estrutura simples, as atividades de escrita de listas possibilitam


que os alunos pensem muito mais na escrita das palavras como: que letras usar,
quantas usar, comparar outras escritas etc,. Vale ressaltar que, quando propomos a
escrita de um texto visando a reflexão sobre o sistema de escrita e em que não há um
destinatário específico, é fundamental aceitar as idéias das crianças e colocar ques-
tões para que confrontem suas hipóteses. Nesses casos também não é aconselhável
corrigir, escrever embaixo, enfim, fazer uso de recursos similares, pois o objetivo não é
a escrita convencional nem a legibilidade do texto;

• ao planejar atividades de produção de listas, considere que é possível propor que os


alunos ditem o texto; para o alfabetizador escrever, que escrevam reunidos em grupos
ou duplas ou ainda que escrevam utilizando outros suportes como as letras móveis,
além do lápis e papel;

• atividades de reflexão sobre a escrita: sempre que for possível favorecer a refexão
pelos alunos sobre a escrita, proponha comparações entre palavras que começam
ou terminam da mesma forma (letras, partes da palavra). A prática envolvendo listas
são ótimos textos para a realização dessas atividades. Como é um texto que favorece
a reflexão sobre o sistema de escrita, sua utilização deve ser mais intensa enquanto
houver alunos que não lêem e escrevem convencionalmente.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM RECEITAS

A receita é um gênero textual muito adequado para incluir na rotina das turmas que estão na
fase inicial de alfabetização. É um gênero de circulação social bastante corrente, presente em
todas as classes sociais (mesmo nas cozinhas mais precárias se podem encontrar receitas
que estão impressas nas embalagens de produtos como óleo ou o arroz). Sua estrutura – uma
pequena ficha (tempo de preparo, rendimento e grau de dificuldade, em alguns casos), uma
lista e depois um parágrafo, geralmente com os verbos no imperativo ou infinitivo – facilita as
antecipações e permite que se coloque em prática uma série de comportamentos de leitores
relacionados a ler para fazer alguma coisa, um dos importantes propósitos sociais de leitura
que nossos alunos precisam aprender.

A seguir algumas considerações para o trabalho com receitas:

• Coloque diferentes portadores de texto no centro da roda como calendários, listas te-
lefônicas etc.,

• Peça às crianças que encontrem portadores de receitas entre aquelas publicações que
ali estão.

• Solicite que, em primeiro lugar, descartem aqueles portadores que não contêm recei-
tas e explicitem o porquê.

• Depois que tiverem sido eliminados os calendários, listas telefônicas, os livros de histó-
ria e outros portadores, peça que algum aluno escolha, entre os materiais que ali estão,
um que possa conter receita. Ele deve justificar sua escolha.

• Quando alguém escolher um livro ou revista de receitas, pergunte como podem tentar
descobrir se ele tem a receita que procura sem ter de folhear todas as páginas.

• Se ninguém se referir ao sumário, você pode mostrar como utilizá-lo.

• Depois de encontrar a receita, leia com as crianças e, na seqüência, o modo de fazer.


PRÁTICA PEDAGÓGICA: TRABALHO COM RECEITAS -
CONTINUAÇÃO

MASSINHA DO BONEQUINHO DOCE

Ingredientes

1 pacote de leite em pó;

1 pacote de açúcar refinado;


suco em pó ou gelatina para colorir a mistura;

1 vidro de leite de coco;

chocolate granulado e confeitos para fazer os detalhes do boneco (cabelo,


olhos, boca e nariz).

Modo de preparo:

Coloque numa vasilha grande o açúcar e o leite em pó, misture colocando leite
de coco aos poucos até a massa ficar homogênea atingindo o ponto de soltar
das mãos. Separe a massa e misture os colorantes conforme desejar.

Modelar o Bonequinho Doce.


PRÁTICA PEDAGÓGICA: REFLEXÕES E PROCEDIMENTOS

Escrever envolve trabalho cognitivo, raciocínio deliberado6. O ato de escrever é, também,


uma atividade motora, seja traçando letras na superfície de um papel, seja digitando num te-
clado de computador. As atividades motoras devem ser aprendidas e, na maioria das vezes,
treinadas. O uso do material escolar de escrita _ lápis, caneta, borracha, teclado de compu-
tador – inclui, além das capacidades cognitivas, uma habilidade específica, que exige conhe-
cimento e treinamento.

A aquisição dessa habilidade específca ultrapassa os limites de mera destreza motora quan -
do é associada ao conhecimento da cultura escrita. Uma das mais importantes funções da es-
crita é possibilitar a comunicação entre pessoas distantes ou em situações em que não é possível
falar. O que se escreve é para ser lido pelos outros e por nós mesmos, algum tempo depois.
Se os alunos compreenderem isso, fará sentido para eles esforçarem-se para conseguir uma
escrita legível e com boa apresentação estética. Nesse sentido, também irão empenhar-se
na organização adequada da escrita nos cadernos, nos cartazes, nos murais, enfim, nos di-
versos textos que produzirem (etiquetas, agendas, listas, histórias, poemas, cartas, etc).

No primeiro semestre, deve-se trabalhar com a letra bastão (ver justificativa no título Letra
Bastão) e apresentar a letra de fôrma minúscula. No segundo semestre, fazer a transição da
letra de fôrma para cursiva, conforme o perfil da turma. Não existe o momento certo para a
transição dos tipos de letras, fundamentais são leitura e diagnóstico do alfabetizador sobre a
maturidade e a realidade de sua turma. Uma dica seria escrever no quadro, utilizando os dois
formatos, para que a criança escolha o tipo de letra que apresenta mais facilidade e seguran-
ça para ela.

A primeira informação que a criança precisa ter logo ao iniciar a alfabetização é o que repre-
sentam aqueles “risquinhos” pretos em uma página branca. Esse conhecimento não é tão
simples quanto parece a quem já o incorporou há muitos anos ao seu saber. Observe que,
para entender que os risquinhos pretos no papel representam os sons da fala, é necessário
compreender o que é um símbolo.

“A idéia de símbolo é bastante complicada. Uma coisa é o símbolo de outra sem que nenhuma
característica sua seja semelhante a qualquer característica da coisa simbolizada..”

6
LEMLE, Miriam. Guia Teórico do Alfabetizador. São Paulo:Ática, 1988.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: REFLEXÕES E PROCEDIMENTOS -
CONTINUAÇÃO

Dicas metodológicas para o trabalho com a idéia de símbolo:

Trazer para escola exemplos de símbolos: escudos de times de futebol, bandeiras de clubes
e de países, sinais de trânsito, apitos convencionais de guardas de trânsito, gestos conven-
cionais, gestos da língua de sinais (LIBRA – Linguagem Brasileira de Sinais) manuais dos
surdos-mudos, símbolos religiosos, emblemas, amuletos e outros.

Uma criança que não consegue compreender o que seja uma relação simbólica entre dois
objetos não conseguirá aprender a ler.

Para quem não foi alfabetizado as letras são “risquinhos” pretos em uma
página branca, o aluno precisa ser capaz de entender que cada um daqueles
“risquinhos” vale como símbolo de um som da fala. Assim sendo, o aluno deve
poder discriminar as formas das letras. As letras do nosso alfabeto têm formas
bastante semelhantes, e por isso a capacidade de distingui-las exige refina-
mento na percepção. B D / P B/ P Q/ M N/ V A..

LEMLE, Miriam. Guia Teórico do Alfabetizador

Dicas metodológicas para o trabalho com a técnica de escrever e


discriminar letras:

• Exercícios com desenho de pequenas formas: círculos, traços, cruzes, quadrados, ân-
gulos, curvas, espirais, composições com várias unidades de formas diferentes.

• Trabalho com jogos tradicionais de registro: jogo da velha, marcação de pontos em


pequenas brincadeiras, jogo da forca, jogos de 7 erros, registro dos símbolos (letras e
sinais) reconhecimento do que é letra, número e outros símbolos, brincar de amareli-
nha e marcar o jogo no chão e leitura de pauta musical.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: REFLEXÕES E PROCEDIMENTOS -
CONTINUAÇÃO 2

É preciso cultivar a boa técnica da escrita com o trabalho de registro apresentando a forma
de redigir para criança. No caso da redação (produção escrita) e do desenho das letras, um
recurso indicado é a prática de cartas, bilhetes e cartazes para que outras pessoas possam e
consigam ler a mensagem do aluno.

Outro aspecto é a consciência da percepção auditiva. Se as letras simbolizam sons da fala, é


preciso saber ouvir diferenças lingüisticamente relevante entre esses sons, de modo a esco-
lher a letra certa para simbolizar cada som. Exemplo, a diferença sonora entre Pé e Fé, Toca
e Doca, Tia e Dia.

Dicas metodológicas para o trabalho com a discriminação dos sons da fala:

• Criar listas de palavras que começam com o mesmo som, de palavras que rimam (ri-
mas perfeitas, rimas imperfeitas).

• Trabalho com canções que apresentem repetições de sílabas. Tomar uma mesma me -
lodia e cantá-la trocando sílabas. Exemplo: “O sapo não lava o pé, não lava porque não
quer, ele mora na lagoa, não lava o pé porque não quer”. “A sapa nãa lava a pá, naa
lava parca naa cá, ala mara na lagaa naa lava a pá parca naa cá.... e... i...o.... u.....”

• Brincar de telefone sem fio.

• Imitar sotaques.

A consciência da unidade PALAVRA é fator importante para o aluno. É fundamental, na idéia


da unidade PALAVRA, que a criança a relacione aos sons que ela representa e consequente-
mente o seu conceito e significado. Exemplo: para representar a palavra pato, a crianca tem
a idéia de pato, pensa pronunciando a palavra [pato] e apresenta os sons da palavra pronun-
ciada por meio da seqüência de letras p-a-t-o. A relação entre conceitos e seqüências de sons
da fala é a unidade escrita.

Dicas metodológicas para o trabalho com a unidade palavra:

• Dizer nomes dos objetos que estão à vista. Aprender palavras novas: partes do corpo,
termos de parentesco, acidentes geográficos, profissões, nomes de bichos, plantas,
frutas, sentimentos, atividades, comidas, instrumentos, invenções e outras.

• Localizar a mesma palavra colocada em duas posições diferentes em sentenças dife-


rentes.
PRÁTICA PEDAGÓGICA: REFLEXÕES E PROCEDIMENTOS -
CONTINUAÇÃO 3

• Contar palavras:

– MACACO FEIO - quantas palavras tem?

– ÁGUA FRIA - quantas palavras tem?

– RONALDINHO GAÚCHO FEZ GOL - quantas palavras tem?

A unidade da estrutura da língua é importante na escrita: SENTENÇA, grafada começando


com letra maiúscula no início e terminando com ponto. Se considerarmos que o aluno já pre-
cisa ser capaz de identificar, no fluxo da fala, as partes que são sentenças, estabelecerão
como outra questão para o aluno o desafio de reconhecer sentenças. Mas essa necessidade
não precisa ser trabalhada logo no início do processo de alfabetização, pois pode aprender a
tomar consciência dessa unidade no decorrer de suas primeiras leituras.

Outro saber que precisa ser estabelecido logo no início do trabalho de alfabetização é a com-
preensão da organização espacial da página em nosso sistema de escrita. A ordem significati -
va das letras é da esquerda para a direita na linha, e a ordem significativa das linhas é de cima
para baixo, na página. Isso precisa ser ensinado, pois desta compreensão decorre uma ma-
neira muito particular de efetuar os movimentos dos olhos na leitura. A maneira de olhar uma
página de texto escrito é muito diferente da maneira de olhar uma figura ou uma fotografia.

Dicas metodológicas para organização da página escrita:

• Brincar de ler.

• Colocar pequenos textos no quadro e recitá-los.

• Memorizar trechos das mesmas.

• Guardar de memória algumas poesias.

Outros tipos de leitura virão enriquecer esta prática: leitura de revistas em quadrinhos com-
parando-as aos mangás (revistas em quadrinhos japonesa), livros de histórias, enciclopédias,
leitura de tela utilizando a barra de rolagem entre outros. É fundamental ressaltar as formas di-
ferenciadas, pois por meio da comparação é possível entender os mecanismos de leitura
e as várias formas de ler.
PRÁTICA PEDAGÓGICA E O USO DO QUADRO DE GIZ

O quadro de giz pode ser um bom suporte para a organização da rotina e ao mesmo tempo
aquisição do sistema de escrita (leitura e escrita). A organização da rotina diária pode ser
redigida no quadro tanto pela professora quanto por algum aluno, o modo de redação dessa
rotina precisa ser objetivo e fazer sentido para o aluno, por isto é fundamental que as crianças
saibam sobre a proposta e não precisam copiá-las, e sim acompanhá-la (marcando com um
x ou estrela o que já foi concluído).

O contato com este tipo de redação (lista com os nomes das atividades ou disciplinas) e seu
conceito possibilitará a construção de uma referência e organização do material e ritmo de
trabalho dos alunos e maior autonomia a turma.

O alfabetizador deverá escrever no quadro tudo que considerar importante para a apropriação
da leitura e da escrita de seus alunos, desde a rotina com as listas das atividades do dia até
a lista de ajudantes e de aniversariantes do dia, a data (dia da semana e mês) e outros textos
e atividades diárias. O capricho e organização indicados aos alunos devem ser demonstrados
no uso do quadro, fazendo traços e por que não, até mesmo colorindo ou desenhando algo
significativo nos registros e atividades do quadro.

A atitude de redação da rotina requer discussão com a turma, disciplina para cumprimento da
proposta indicada e ao mesmo tempo a seqüência contínua e gradativa para o alcance dos
objetivos estabelecidos pelo alfabetizador e turma.

Os instrumentos de planejamento e o Roteiro Semanal podem auxiliar no desenvolvimento


das rotinas escritas no quadro, caso alguma atividade não tenha sido contemplada escreva
em seu roteiro para que possa ser resgatada e retomada nos próximos dias da semana. Veja
um exemplo de roteiro que poderá ser escrito no quadro.
RODA DE CONVERSA
LEITURA
BIBLIOTECA DE SALA
RECREIO
MATEMÁTICA
LIÇÃO DE CASA
PRÁTICA PEDAGÓGICA E O USO DO DICIONÁRIO DE INVENÇÕES

Nesse primeiro bimestre, o Guia do 2º ano apresenta uma proposta de DICIONÁRIO DE IN-
VENÇÕES que trabalha com todas as letras do alfabeto. É importante o trabalho com dicio-
nários infantis ou tradicionais. As crianças devem manipular esses suportes, compará-los e
principalmente aprender a consultá-los.

A consulta exige uma técnica simples mas, que ao mesmo tempo, as crianças saibam a organi-
zação das letras do alfabeto e a ordenação das letras nas palavras consultadas ( quer seja a
primeira, a segunda, a terceira ou até mesmo a quarta letra que se apresenta na palavra). Os
procedimentos de consulta devem ser informados e trabalhados de forma sistematizada.

Além do trabalho com os dicionários disponíveis na escola e na sala de aula, o Guia propõe
que a turma organize um dicionário com palavras que possam ampliar o vocabulário e ordene
as palavras indicadas. O dicionário poderá ser temático e organizar o projeto de pesquisa da
turma (os temas já foram indicados, mas podem ser modificados de acordo com a interlocução
e o interesse das crianças).

Propõe-se que se desenvolva essa atividade com a letra selecionada durante uma semana. O
Dicionário de Invenções encontra-se na seção ATIVIDADES. Acesse esse material, modifique-
o, personalize-o de acordo com a realidade da sua turma. Apresentamos nomes de animais
de A até Z como dicas para o trabalho com o alfabeto e a produção de um livro com as carac -
terísticas dos animais e organização alfabética dos mesmos.
PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

A BOLA É NORMALMENTE
O AVIÃO É O MEIO DE
ESFÉRICA, MAS PODE TER
TRANSPORTE MAIS RÁPIDO
OUTRAS FORMAS. PODE SER
DO MUNDO. ELE VOA
OCA, CHEIA DE AR, COMO A
GRANDES DISTÂNCIAS
BOLA DE FUTEBOL, OU
LEVANDO PESSOAS E
SÓLIDA COMO A BOLA DE
CARGAS DE UM LUGAR PARA
BILHAR E OU DE BOLICHE.
O OUTRO.

EXISTEM VÁRIOS
ALBERTO SANTOS
ESPORTES OU JOGOS QUE
DUMONT, O INVENTOR DO
USAM BOLAS. A BOLA PODE
AVIÃO 14 BIS, FICOU
SER ARREMESSADA,
CONHECIDO NA MAIOR
CHUTADA OU LANÇADA
PARTE DO MUNDO COMO
COM O AUXÍLIO DE
PAI DA AVIAÇÃO
INSTRUMENTOS.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O NOME COMPUTADOR TEM

ORIGEM NO LATIM
DVD SIGNIFICA “DISCO
“COMPUTARE”, QUE
DIGITAL VERSÁTIL”.
SIGNIFICA CONTAR OU

COMPUTAR, OU SEJA, É TEM A FORMA DE UM DISCO.

“AQUELE QUE FAZ DIGITAL SE REFERE A

CONTAS”. É UMA MÁQUINA T E C N O L O G I A D E

À BASE DE CIRCUITOS ARMAZENAMENTO DE

ELETRÔNICOS QUE EFETUA DADOS BEM MAIOR QUE A

GRANDES OPERAÇÕES DE DO CD, POR ISSO É

MANEIRA ULTRA RÁPIDA. VERSÁTIL

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O FOGUETE É UMA

MÁQUINA QUE SAI DO

PLANETA TERRA E VAI ATÉ


O ELEVADOR É UM Elevador O ESPAÇO LEVANDO
DISPOSITIVO DE
A S T R O N A U T A S E
TRANSPORTE UTILIZADO
SATÉLITES ARTIFICIAIS.
PARA MOVER BENS E

PESSOAS VERTICALMENTE É CONSTITUÍDO POR UMA

PARA SUBIR OU DESCER. O ESTRUTURA BASTANTE

ELEVADOR BASEIA-SE NUM RESISTENTE E COM UM

SISTEMA DE CONTRA-PESO MOTOR QUE PRODUZ

BEM PARECIDO COM A ENERGIA SUFICIENTE

GANGORRA. PARA SE DESLOCAR,

ATRAVÉS DA EXPLOSÃO DO

GÁS QUE SAI DA PARTE

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO INFERIOR.


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

A GARRAFA É UM

RECIPIENTE COM O

GARGALO MAIS ESTREITO


O HELICÓPTERO É UMA
QUE O CORPO, QUE
AERONAVE QUE TEM DUAS
NORMALMENTE SERVE
H É L I C E S , A S A S
PARA GUARDAR LÍQUIDOS
ROTATIVAS, QUE
ENTRE OUTROS. PODE SER
QUANDO GIRADAS PELO
DE PLÁSTICO, VIDRO OU DE
M O T O R , C R I A M
METAL NÃO IMPORTA O
SUSTENTAÇÃO E
MATERIAL. COLORIDA OU
PROPULSÃO NECESSÁRIAS
TRANSPARENTE, GARRAFA
PARA O VÔO.
É TUDO IGUAL?

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
A PALAVRA “IOIÔ” VEM DO

FILIPINO, E QUER DIZER

“VOLTE AQUI”.

É CONSTITUÍDO DE DOIS
Jornal
DISCOS, UNIDOS NO CENTRO
Ioiô JORNAL É UM MEIO DE
POR UM PEQUENO CILINDRO COMUNICAÇÃO IMPRESSA
NO QUAL PRENDE-SE UM QUE SERVE PARA:
CORDÃO. NOTIFICAR, INFORMAR,

PUBLICAR E DIVULGAR
DEIXANDO-SE CAIR O IOIÔ,
ACONTECIMENTOS E
DE CERTO MODO ELE SOBE
FATOS RELACIONADOS À
COM O IMPULSO, E DEVERÁ
SOCIEDADE.
OUTRA VEZ CAIR E SUBIR,

SUCESSIVAMENTE, AtÉ QUE

TERMINE O IMPULSO

INICIAL.
ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO
PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

LATA LATINHA: PODE SER

GRANDE OU PEQUENA. JÁ PENSOU O QUE SERIA


Martelo
Lata ENFEITADA OU

FORMADA POR UMA FOLHA DE


LISA. DO PREGO SEM O MARTELO?

ALUMÍNIO, FOI INVENTADA O MARTELO É UMA DAS

PARA GUARDAR NOSSO FERRAMENTAS MAIS

LÍQUIDO E DAR MAIS PRIMITIVAS E ATUAIS.

SUSTENTABILIDADE AO POSSUI VÁRIAS FORMAS E

NOSSO AMBIENTE. MODELOS, NA ATUALIDADE

É USADO PELA MEDICINA,


PODE SER RECICLADA. VOCÊ PELA JUSTIÇA E POR
SABE COMO RECICLAR? ESCULTORES.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O ÔNIBUS É USADO PARA

O T R A N S P O R T E

COLETIVO. É UTILIZADO
Neon ELEMENTO QUÍMICO, GÁS
ÔNIBUS NO BRASIL

ATENDER AS MASSAS.
PARA

NOBRE, LEVE E INCOLOR

MUITO UTILIZADO NOS SUA INVENÇÃO DATA DO

A N Ú N C I O S SÉCULO XIX.

PUBLICITÁRIOS PARA ÚTIL PARA LEVAR AS

ENCHER DE LUZ OS OLHOS PESSOAS À VÁRIOS

DO CONSUMIDOR E AO PONTOS DAS CIDADES.

PRODUTO DAR MAIS VALOR. SEJA GRANDE OU

PEQUENO LEVA VOCÊ DE

QUALQUER JEITO, A UM

LUGAR LONGE OU PERTO,

SEMPRE SEGUINDO O SEU

CAMINHO.
ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO
PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Pá Patins JÁ PENSOU EM ANDAR


TRADICIONALMENTE USADA
SEM SE ESFORÇAR? OS
PARA CAVAR, A PÁ VEIO PARA
PATINS PODEM TE LEVAR
NOS AJUDAR, TAMBÉM A
DE UM LUGAR A OUTRO
RECOLHER E ENTERRAR. DE
SEM CANSAR. É SÓ
ACORDO COM O QUE VOCÊ
CALÇAR E COMEÇAR A
PRECISAR, ELA PODE
BRINCAR, MAS PRIMEIRO
FACILITAR.
PRECISA SABER SE

EQUILIBRAR.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

Pneu Quadrado
O QUADRADO NÃO É

REDONDO, TEM QUATRO


O QUE É? O QUE É? RODA NO
LADOS IGUAIS E PODE SE
CARRO, ÔNIBUS, CAMINHÃO
TRANSFORMAR EM UM
OU ATÉ MESMO NO AVIÃO É
PARALELOGRAMO,
O ARTEFATO DE BORRACHA
L O S A N G O O U
QUE ENCOSTA NO CHÃO VAI
RETÂNGULO, TANTO
RODANDO DE MONTÃO?
FAZ... BASTA VOCÊ

DESENHAR.

VAMOS LÁ?

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

O RÁDIO É UM APARELHO QUE


O SUBMARINO FOI FEITO PARA
PERMITE A RECEPÇÃO DE
O MAR E MESMO QUE VOCÊ NÃO
O N D A S S O N O R A S ,
SAIBA NADAR, NELE É
CONSIDERADO COMO UMA
Rádio POSSÍVEL MERGULHAR...
Submarino
REVOLUÇÃO NA ÁREA DE

TELECOMUNICAÇÕES. APÓS VÁRIAS TENTATIVAS, A

EMBARCAÇÃO PARA OPERAR


A TRANSMISSÃO E RECEPÇÃO
SUBMERSA SOMENTE FOI
DE ONDAS SONORAS É
POSSÍVEL NO INÍCIO DO
UTILIZADA EM CELULARES,
S É C U L O X X S E N D O
ANTENAS DE RADARES E
AMPLAMENTE UTILIZADO NA
TRANSMISSÕES OFICIAIS DO
1ª GUERRA MUNDIAL.
GOVERNO E DE PARTICULARES.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

INVENTADO NO INÍCIO DO

SÉCULO XVII. O TELESCÓPIO É

Telescópio UM INSTRUMENTO QUE

PERMITE ESTENDER A
V X Y Z ...
CAPACIDADE DOS OLHOS

HUMANOS DE OBJETOS
VOTE EM UMA LETRA.
L O N G Í N Q U O S .
E S C R E V A U M A
I N I C I A L M E N T E
INVENÇÃO.
DESENVOLVIDO PARA A

GUERRA, FOI UTILIZADO POR PRESTE ATENÇÃO!


GALILEU PARA OBSERVAR AS

ESTRELAS NO ESPAÇO.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DAS ATIVIDADES E CADERNOS

Chegamos ao final do primeiro bimestre e agora você já tem o mapa de sua sala, conhece um
pouco mais seus alunos, já traçou um perfil inicial da turma e estabeleceu paulatinamente o seu
jeito de trabalhar. Sugerimos uma reflexão sobre a relação entre as atividades e práticas e a
correção das atividades tanto nos cadernos, nas folhas avulsas ou livros didáticos.

Gostaríamos que você fizesse uma viagem no tempo e recordasse do seu tempo de
escolarização. Como eram feitas as correções das atividades? Eu não estava presente nesse
momento, mas tenho certeza que algumas delas lhes trazem boas lembranças e outras, não. São
esses sentimentos que quero que você resgate para nossa discussão nesse momento.

Quais comportamentos pedagógicos seus professores tiveram que tanto lhe agradaram e que
ficaram para sempre em sua memória? Talvez uma expressão diferente no olhar ou um jeito
carinhoso e educado de dizer que sua atividade não havia sido realizada do modo correto, mas
que não precisa se preocupar, pois com esforço, você conseguiria superar mais esse obstáculo.

E como foram muitos os obstáculos. Mesmo assim, você não desistiu, seguiu em frente, se
formou ou graduou. Seus alunos talvez estejam precisando desse empurrãozinho, desse ânimo e
incentivo que tanto lhe auxiliaram nos estudos.

Todo o relato acima foi para mostrar, resgatar a importância e zelo que devemos ter na correção
das atividades e cadernos dos alunos. Todos gostam de receber um retorno sobre o que produz
(redação, pesquisa, apresentação oral ou leitura). Quando fazemos algo para alguém, ficamos
ansiosos para saber se atendemos ou não as suas expectativas. Na escola não é diferente. Os
alunos ficam ansiosos para saber como está seu aprendizado. Nesse momento, o professor tem
um papel crucial, pois a partir desses recados deixados no caderno e nas atividades, os alunos se
sentirão motivados ou desmotivados para realizar a próxima atividade.

É incomensurável a alegria que sentimos quando nosso professor escreve em nosso caderno
palavras gentis que explicitam nosso sucesso na atividade. Por outro lado, também são
importantes aquelas que não nos elogiam, mas nos dão força para persistir e seguir em frente ou
nos dão orientações de como melhorar. Nem sempre acertamos. E desde cedo aprendemos essa
lição e a levamos por toda a vida. Contudo, quando amadurecemos, às vezes, perdemos a
sensibilidade de ver as necessidades do outro para percebermos somente as nossas. E nesse
momento, não damos aos alunos a atenção que eles merecem.
ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DAS ATIVIDADES E CADERNOS
CONTINUAÇÃO
Informar aos alunos como procederam nas atividades realizadas é tão importante quanto a
atenção, o cuidado e o zelo dedicados na sua preparação. A análise das atividades possibilita
um acompanhamento da aprendizagem dos alunos. Ter ciência desse aprendizado é
fundamental para o planejamento das próximas aulas.

Agora que já conversamos um pouco sobre a importância dos elogios e orientações na


correção das atividades e do caderno, o que acha de começar a praticar?

Sugerimos que você escreva sobre o fato e não sobre a pessoa, o incentivo não deve ser um
juízo de valor. Ele deve ser descritivo e apresentar o fato de forma a avançar ou refazer a ação
pedagógica.

Seguem algumas dicas, nos próximos balões, que podem ser copiadas e utilizadas nas
atividades, podem ser personalizadas ou até mesmo modificadas de acordo com a
necessidade da turma.

Cada uma destas frases estarão no interior de um balão

- Gosto de ler o que você escreve!

- Reveja o que marquei, sei que você é capaz!

- Sua atividade está caprichada e colorida!

- Sei que você é capaz de caprichar mais. Onde está aquele colorido?

- O traçado da letra está legível e bonito.

- Você poderia rever os seguintes enganos: __________________

- Reveja a forma de escrever, sei que você poderá escrever de forma mais nítida.

- Gosto de ouvir sua leitura!

- Sua leitura precisa ser mais ritmada.. ou sua leitura precisa ser mais pausada....

- Converse com os colegas sobre o seu comportamento. Ter amigos é muito bom.

- Reveja o seu comportamento ___________________. Sei que é capaz de melhorar em


_______________. (escrever sobre o quesito, sem atribuir adjetivos)

- Converse com seus pais. Eles podem ajudar a organizar o material.


ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DAS ATIVIDADES E CADERNOS
CONTINUAÇÃO 2

- Organize o seu material e lembre-se de trazer __________________________

- Gosto de ouvir suas novidades.


ORIENTAÇÕES PARA CORREÇÃO DAS ATIVIDADES E CADERNOS
CONTINUAÇÃO 3
ATIVIDADE JOGRAL

ALFABETIZADOR,

A DENGUE E A FEBRE AMARELA TÊM MATADO MUITOS BRASILEIROS E MUITA


GENTE EM TODO O MUNDO.

SÓ A MOBILIZAÇÃO DE TODA A POPULAÇÃO PODE COMBATER A ROLIFERAÇÃO


DO MOSQUITO AEDES AEGYPTI, TRANSMISSOR DO VÍRUS.

PEÇA, NO POSTO DE SAÚDE DE SUA CIDADE, PORTADORES DE TEXTO QUE


ORIENTEM SOBRE O ASSUNTO E EXPLORE-OS COM SEUS ALUNOS.

DEPOIS DE ANALISAR AS GRAVURAS E O TEXTO PEÇA ÀS CRIANÇAS QUE


DRAMATIZEM O QUE APRENDERAM. PARA A SOCIALIZAÇÃO ORGANIZE UM
JOGRAL COM AS CRIANÇAS PARA UMA APRESENTAÇÃO NA ESCOLA.

ORGANIZE O JOGRAL, DIVIDINDO AS FRASES PARA QUE OS ALUNOS AS


MEMORIZEM. FAÇA A REDAÇÃO DO CONVITE COM AS SUGESTÕES DAS
CRIANÇAS. ESTA PRODUÇÃO COLETIVA DEVERÁ SER COPIADA E CADA ALUNO
ENTREGARÁ A MENSAGEM PARA OS FUNCIONÁRIOS E PROFESSORES DE
OUTRAS TURMAS.

Oriente os alunos na construção do convite: (confecção coletiva para enviar para


casa)

Converse sobre:
- quem receberá o convite?
- qual será o evento?
- onde acontecerá o evento?
- quando? (data e horário)
- quem assinará o convite?
ATIVIDADE JOGRAL - CONTINUAÇÃO

TODOS : VOCÊS CONHECEM O MOSQUITO AEDES AEGYPTI ? ELE É


ESCURO E TEM PONTOS BRANCOS NAS PERNAS E NO DORSO.

É PARECIDO COM UM PERNILONGO COMUM.

GOSTA DE FICAR DENTRO DAS CASAS E TEM HÁBITOS DIURNOS.

SÓ A FÊMEA PICA, PORQUE PRECISA DE SANGUE PARA


DESENVOLVER SEUS OVOS.

EM CONTATO COM A ÁGUA LIMPA PARADA, OS OVOS SE


TRANSFORMAM EM ADULTOS EM 10 A 12 DIAS.

TODOS : QUEM É PICADO PELA FÊMEA CONTRAI A DENGUE. OS SINTOMAS


SÃO:

FEBRE ALTA

DOR DE CABEÇA

DOR NAS ARTICULAÇÕES E EM TORNO DOS OLHOS

DORES MUSCULARES

FRAQUEZA

FALTA DE APETITE

ENJÔOS

VÔMITOS ERUPÇÕES NA PELE

PEQUENOS SANGRAMENTOS
ATIVIDADE JOGRAL - CONTINUAÇÃO 2

TODOS : SE VOCÊ ESTIVER COM ESSES SINTOMAS PROCURE UM POSTO


DE SAÚDE

PROFESOR: VAMOS COMBATER A DENGUE?

ELIMINE A ÁGUA LIMPA ACUMULADA EM VASOS, VIDROS, PLANTAS E


PNEUS.

TAMPE AS CAIXAS D’ÁGUA

OS OVOS RESISTEM MAIS DE UM ANO FORA DA ÁGUA

TODOS : NÃO PODEMOS FICAR PARADOS . ESTA LUTA É DE TODO MUNDO


MÁSCARA PARA RECORTAR:
ATIVIDADE ADIVINHAÇÕES

ALFABETIZADOR, LEIA AS ADIVINHAS PARA OS ALUNOS RESPONDE-


REM ORALMENTE. (Não escreva a resposta)

AONDE O BATMAN FOI COM SEU BAT SAPATO SOCIAL E SEU BAT-
BLAZER?

R: FOI A UM BAT-ZADO!

O QUE É QUE QUANTO MAIS SECA, MAIS MOLHADA FICA?

R: A TOALHA.

O QUE É QUE QUANTO MAIS A GENTE PERDE, COM MAIS A GENTE


FICA?

R: O SONO.

QUAL A SEMELHANÇA ENTRE A NUVEM E O CHEFE?

R: QUANDO ELES SOMEM, O DIA FICA LINDO.

HARRY POTTER

O QUE É UM PONTINHO PRETO EM AZKABAN?

R: É O SIRIUS BLACK.

QUAL É A BEBIDA QUE OS MARCIANOS MAIS GOSTAM?

R: CHÁ “MARTE”.

O QUE ESTÁ EM CIMA DE NÓS?

R: O ACENTO AGUDO.
ATIVIDADE

PARA CADA QUADRO ABAIXO EXISTE UM CÓDIGO, DESCUBRA O SEU


SEGREDO E COMPLETE COM MAIS UM ELEMENTO:
ATIVIDADE

RECORTE OS QUADRINHOS.

COLE-OS NO CADERNO ORGANIZANDO DOIS GRUPOS.

QUAL NOME VOCÊ DARIA PARA CADA GRUPO?

CONVERSE COM SEUS COLEGAS E REGISTRE O NOME DE CADA GRU-


PO COM A AJUDA DE SEU PROFESSOR.
ATIVIDADE

VAMOS FAZER UMA LISTA DE ANIMAIS?

JÁ COMECEI A ESCREVER A LISTA, AGORA CONTINUE:

A _______

B _______

C _______

D _______

E _______
ALFABETIZADOR, CONTINUE ESTA ATIVIDADE ATÉ A ÚLTIMA LETRA DO
ALFABETO – ANIM AIS DE A a Z...

APROVEITE PARA PESQUISAR COM OS ALUNOS SOBRE A VIDA DE CADA UM


DESSES ANIMAIS E ESCREVER TEXTOS INFORMATIVOS E COLETIVOS.

FOCA GIRAF A H IPOPÓT AMO

IGUANA JABUTI KOMODO (DRAGÃO)

LEÃO MACACO N AJA


LETRAS E PALAVRAS DO ALFABETO

DOS ANIMAIS - BICHONÁRIO...

ORNITORRINCO PATO QUATI

RINOCERONTE SAPO TATU

URUBU VEADO ZEBRA


ATIVIDADE

OBSERVE A LISTA DOS BICHOS E, DEPOIS, ORGANIZE AS LETRAS,


ESCREVENDO SEUS NOMES.
CAÇA – PALAVRAS
ENCONTRE O NOME DOS SEGUINTES ANIMAIS

AVESTRUZ - BODE – CACHORRO – DROMEDÁRIO (Resposta –não imprima)


ATIVIDADE

ENCONTRE E PINTE NA POESIA ABAIXO AS LETRAS QUE APARECEM EM


SEU NOME.

GENTE TEM SOBRENOME


TOQUINHO
Composição: Indisponível
TODAS AS COISAS TÊM NOME,
CASA, JANELA E JARDIM.
COISAS NÃO TÊM SOBRENOME,
MAS A GENTE, SIM.
TODAS AS FLORES TÊM NOME:
ROSA, CAMÉLIA E JASMIM.
FLORES NÃO TÊM SOBRENOME,
MAS A GENTE, SIM.

O JÔ É SOARES, CAETANO É VELOSO,


O ARY FOI BARROSO TAMBÉM.
ENTRE OS QUE SÃO JORGE
TEM UM JORGE AMADO
E UM OUTRO QUE É O JORGE BEN.
QUEM TEM APELIDO,
DEDÉ, ZACHARIAS, MUSUM E A FAFÁ DE BELÉM.
TEM SEMPRE UM NOME E DEPOIS DO NOME
TEM SOBRENOME TAMBÉM.

TODO BRINQUEDO TEM NOME:


BOLA, BONECA E PATINS.
BRINQUEDOS NÃO TÊM SOBRENOME,
MAS A GENTE, SIM.
COISAS GOSTOSAS TÊM NOME:
BOLO, MINGAU E PUDIM.
DOCES NÃO TÊM SOBRENOME,
MAS A GENTE, SIM.

RENATO É ARAGÃO, O QUE FAZ CONFUSÃO,


CARLITOS É O CHARLES CHAPLIN.
E TEM O VINÍCIUS, QUE ERA DE MORAES,
E O TOM BRASILEIRO É JOBIM.
QUEM TEM APELIDO, ZICO, MAGUILA, XUXA,
PELÉ E HE-MAN.
TEM SEMPRE UM NOME E DEPOIS DO NOME
TEM SOBRENOME TAMBÉM.
E VOCÊ TEM ALGUM APELIDO?________________________________________

ESCREVA NESTE ESPAÇO O SEU APELIDO?_____________________________

ESCREVA O APELIDO DE UM COLEGA DE TURMA. DESCUBRA A RAZÃO DESSE


APELIDO E SE ELE GOSTA DE SER CHAMADO ASSIM:
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
____________________________________________________________________

ESCREVA O NOME E O SOBRENOME DE ALGUNS FAMILIARES:

PAI/MÃE____________________________________________________________
AVÓ/AVÔ___________________________________________________________
TIO/TIA____________________________________________________________
ATIVIDADE

ANA BELA COMILONA


COME TUDO O QUE VÊ.
BASTA LIGAR A TV
NHAC, NHAC, NHAC.
ERA UMA VEZ
A BOLACHA,
A PIPOCA,
OU QUALQUER
MAÇAROCA.
ANA BELA COMILONA
SÓ NÃO ERA
MUITO SABICHONA.
NA MESA, ENTENDIA DE TUDO.
NA ESCOLA NADA DE ABC.
SUA MÃE PENSOU,
PENSOU, PENSOU,
ATÉ QUE – OPA! -
A SOLUÇÃO ESTAVA
NA SOPA.
ANA BELA COMILONA
LOGO APRENDEU O
ABC
COMENDO O PRATO REPLETO
COM AS LETRAS DO ALFABETO.
Sopa de letrinhas: Tereza Noronha, ed. Moderna

AJUDE A MÃE DE ANA BELA A PREPARAR UMA SOPA. RECORTE DE REVISTAS


E JORNAIS TODAS AS LETRAS DO ALFABETO E COLE NO PRATO AO LADO
DO TEXTO.
ATIVIDADE

O POETA JOSÉ PAULO PAES ESCREVEU UM POEMA MUITO INTERESSANTE


PARA O NOSSO ALFABETO. REPARE COMO TODAS AS LETRAS SÃO
APRESENTADAS DE MANEIRA CRIATIVA.

ALFABETO

O A É UMA ESCADA BEM ABERT A, PELA QUAL SE SOBE OU SE DESCE.


AS DUAS BARRIGAS DO B NOS AJUDAM A ESCREVER “BALOFO”.
O C É UM A FOICE SEM CABO , MAS CORTA. ALIÁS , NÃO HÁ “CORTE ” SEM C.
EMBORA PRINCÍPIO DA PALAVRA “DEDO”, O D PARECE UMA UNHA.
TEM JEITO DE GARFO A LETRA E, ASSIM NO FIM DA PALAVRA “FOME”.
O F DEVE IR A UM DENTISTA, CORRIGIR OS DENTES DE CIMA.
O G ENGOLIU A PRÓPRIA LÍNGUA. POR ISSO, É A LETRA DE “GAGO”.
O H, UMA CAMA DE LADO, MAS SEM NENHUM DORMINHOCO EM CIMA.
NA ORQUESTRA DAS LETRAS, O I, DE TÃO FINO, É FLAUTA OU ENTÃO FLAUTIM.
NESSA MESMA ORQUESTRA, DO J, UM TROMBONE JORRA MÚSICA TAMBÉM.
O L É A ÚNICA PERNA DO SACI PERALTA: ELE, PULA QUE PULA.
O S, A SERPENTE SINUOSA, OU A MINHOCA NO CHÃO, ESTORCENDO-SE.
NO ALTO DO TELHADO, O T É UMA ANTENA DE TV QUE TE VÊ.
O U, UM BURACO NA CALÇADA, QUE ATRAVESSO NUM ÚNICO PULO.
ASA DE GAIVOTA, O V. LÁ VÃO ELAS, VEJAM: VVVVV.
X, DUAS ESPADAS QUE SE CRUZAM, NA SEMI-FINAL DO ALFABETO .
O Z, UM RELÂMPAGO CORTA ZÁS! O CÉU AZUL ANTES DO TROVÃO.

Poema retirado do livro : leitura, escrita e reflexão. Márcia Leite e Cristina


Bassi. ftd. 1998 – p.24, 25 e 26
1- ESCREVA AS LETRAS QUE APARECEM EM NEGRITO NO POEMA:

_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
______________________________________________________________

2- APÓS A ESCRITA, BRINQUE COM AS LETRAS MÓVEIS E TRANSFOR-


ME OS MOVIMENTOS DAS LETRAS FAZENDO UMA DRAMATIZAÇÃO.

3- BRINQUE DE ESCREVER AS LETRAS COM O CORPO.


ATIVIDADE

JOGO DA TRILHA DE LETRAS

1- UM DADO

2- MARCADORES COLORIDOS

3- O TABULEIRO ANEXO

REGRAS
• SE VOCÊ NÃO TIVER NENHUM MARCADOR, PEGUE UMA CAIXA DE
FÓSFOROS VAZIA, COLE UM PAPEL BRANCO E ESCREVA O SEU NOME OU
FAÇA UM DESENHO. ESSE SERÁ SEU MARCADOR NOS DEMAIS JOGOS.

• CADA JOGADOR DEVERÁ JOGAR O DADO UMA VEZ. AQUELE QUE TIRAR O
NÚMERO MAIOR SERÁ O PRIMEIRO A JOGAR.

• JOGUE O DADO E MOVIMENTE SEU MARCADOR CONSIDERANDO O


NÚMERO DE CASAS CORRESPONDENTES.

• VOCÊ DEVE FALAR UM NOME OU UMA PALAVRA QUE COMECE COM A


LETRA EM QUE VOCÊ PAROU.

• SE NÃO SOUBER, CADA JOGADOR DEVERÁ AVANÇAR UMA CASA.

• GANHA O JOGO QUEM TERMINAR O PERCURSO PRIMEIRO.

• ATENÇÃO: VALE APONTAR E PEDIR AJUDA PARA LER.


ATIVIDADE

JOGO DA TRILHA DE LETRAS


AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA

ESCREVA AS LETRAS EM ORDEM ALFABÉTICA.

SEU PROFESSOR VAI DITAR AS LETRAS DE FORMA DESORDENADA.


COLOQUE-AS NOS QUADRADINHOS QUE SE RELACIONAM A CADA UMA
DELAS.

DEIXE EM BRANCO QUANDO NÃO SOUBER.


ATIVIDADE

RECORTE AS FICHAS E COLE-AS NO CADERNO EM ORDEM ALFABÉTI-


CA: E- F- G- H- I- J

PALAVRAS RETIRADAS DO DICIONÁRIO DE INVENÇÕES:


ELEVADOR
FOGUETE
GARRAFA
HELICÓPTERO
IÔIÔ
JORNAL
(OUTRAS ILUSTRAÇÕES E TERMOS PODEM SER UTILIZADOS)
ATIVIDADE

USE LÁPIS DE COR PARA SEPARAR AS PALAVRAS NO TEXTO ABAIXO:

A L B E R T O S A N T O S D U M O N T,
O I N V E N T O R D O AV I Ã O 1 4 B I S ,
FICOU CONHECIDO NA MAIOR
P A R T E D O M UN D O C O M O
P A I D A A V I A ÇÃ O .

COPIE DO TEXTO O NOME E O SOBRENOME DO INVENTOR DO AVIÃO.

_____________________________________________________________

_____________________________________________________________

AGORA ESCREVA O SEU NOME E SOBRENOME:

_____________________________________________________________

___________________________________ __________________________
ATIVIDADE

VAMOS BRINCAR DE DETETIVE?

PROCURE A PALAVRA BOLA NO TEXTO ABAIXO.

QUANTAS VEZES A PALAVRA APARECEU?

REGISTRE O NUMERAL.

EXISTEM VÁRIOS ESPORTES OU


JOGOS QUE USAM BOLAS.
A BOLA PODE SER
A R R E M E S S A D A , C H U TA D A O U
L A NÇ A D A
COM O AUXÍLIO DE
INSTRUMENTOS.
ATIVIDADE

VAMOS PENSAR SOBRE AS PALAVRAS?

ESCREVA SEU NOME:


QUANTAS LETRAS VOCÊ UTILIZOU?
QUAIS LETRAS NÃO SE REPETIRAM?
QUAIS LETRAS SE REPETIRAM
VOCÊ SABE POR QUÊ?

ESCREVA O NOME DA INVENÇÃO ILUSTRADA ACIMA:


QUANTAS LETRAS VOCÊ UTILIZOU?
QUAIS LETRAS NÃO SE REPETIRAM?
QUAIS LETRAS SE REPETIRAM
VOCÊ SABE POR QUÊ?
ATIVIDADE

VAMOS CONTINUAR PENSANDO SOBRE AS PALAVRAS?

ESCREVA O NOME DA INVENÇÃO ILUSTRADA ACIMA :


QUANTAS LETRAS VOCÊ UTILIZOU?
QUAIS SÃO AS LETRAS UTILIZADAS?

ESCREVA O NOME DA INVENÇÃO ILUSTRADA ACIMA :


QUANTAS LETRAS VOCÊ UTILIZOU?
QUAIS SÃO AS LETRAS UTILIZADAS?
DITADO INTERATIVO

O que é o que é?

TEM QUATRO RODAS


MAS NÃO É CARRO.
VOCÊ SOBE NELE
MAS NÃO É ESCADA.
LEVA A QUALQUER LUGAR MAS NÃO É ÔNIBUS?

O QUE É? ______________

consultar o dicionário de invenções


resposta: patins

Poderá ser feito mais adivinhações, de acordo com O DICIONÁRIO


DE INVENÇÕES.

O dicionário de invenções é uma sugestão e poderá ser modificado


de acordo com a realidade e a necessidade da turma.
DITADO DE PALAVRAS

ESCREVA N A S LINHA S AB AIXO , A S PA L AVRAS QUE


SERÃO DITA D A S - SUGESTÃO DE DITA DOS TEMÁTI-
COS E DE LISTA S DE PA L AVRAS JÁ TR AB AL H ADA S
EM S ALA DE AULA - DITA DO COM OS NOMES DA S
INVENÇÕES

1__________________2______________

3__________________4______________

5__________________6______________

7_________________ 8______________

9_________________10______________

11________________12______________
Atividade

ESCREVA O NOME DE UM A INVENÇÃO NO ESPA ÇO


ABAIXO. DE A CORDO COM O DICIONÁRIO DE INVENÇÕES PRO -
DUZIDO EM S A L A DE A ULA

PINTE OS QUA DRIN HOS QUE TÊM A S LETR A S QUE


USAMOS PA R A ESCREVER A PAL AVRA
DICIONÁRIO DE INVENÇÕES
LEIA OS TEXTOS SUGERIDOS NO DICIONÁRIO DE INVENÇÕES E
TRA B A L HE COM OS SEUS A LUNOS AS LETR AS DO ALFABETO

BRINCANDO DE A DED A N H A!!!


COMPLETE COM OUTR A S INVENÇÕES QUE COME-
CEM COM A S SEGUINTES LETR AS

NEON
PALAVRAS QUE COMECEM COM
A LETRA N

QUADRADO
PALAVRAS QUE COMECEM COM
A LETRA Q

DVD
PALAVRAS QUE COMECEM COM
D

XÍCARA
PALAVRAS QUE COMECEM COM
X
A- DE- DA- NHA!

LATA

TELESCÓPIO

ÔNIBUS

ZARABATANA

VELA
Atividade

ESCREVA, NO QUA DRO AB AIXO , INFORMA ÇÕES


SOBRE DU A S INVENÇÕES , CONSULTE ENCICLOPÉ -
DI A S OU A INTERNET:

SUBMARINO

WIKIPEDIA
Atividade

ESCREVA OU COLE A S LETR A S QUE ESTÃO FA LTA N-


DO:
CAÇA - PALAVRAS

DESCUBRA NOMES DE PRODUTOS QUE PODEM SER


UTILIZADOS EM NOSSA HIGIENE PESSOAL.

SABONETE – PERFUME – ESCOVA – PENTE – PASTA

ENCONTRE PROPAGANDAS EM PANFLETOS


E REVISTAS COM ESSES PRODUTOS, LEIA E
COLE EM SEU CADERNO
COMPRAS NA MERCEARIA

RECORTE OS RÓTULOS E FAÇA UM X NOS PRODUTOS


QUE TÊM NOMES COM MAIS DE 5 LETRAS:
(UTILIZE OS RÓTULOS DE ACORDO COM A REALIDADE )
PARA CASA
MAMÃE FOI AO SUPERMERCADO OU À MERCEARIA
COMPRAR ALIMENTOS .

ESCREVA ABAIXO O NOME DE 3 PRODUTOS QUE ELA


COMPROU
__________________________________________
__________________________________________
__________________________________________
__________________________________________
__________________________________________
ESCREVA, EM LETRA DE FÔRMA, O NOME DA EMBALAGENS
QUE VOCÊ LEVARÁ PARA ESCOLA. DEPOIS, ESCREVA EM

Letra Cursiva
__________________________________________
__________________________________________
__________________________________________
__________________________________________
__________________________________________
TRAGA EMBALAGENS VAZIAS E LIMPAS.
TROCAR OU COMPRAR?

OS NÚMEROS APARECEM EM MUITOS LUGARES E,


GERALMENTE, TRAZEM INFORMAÇÕES IMPORTANTES.

ESCOLHA UMA EMBALAGEM VAZIA DE ALIMENTO E


PESQUISE:
PODEMOS ENCONTRAR LETRAS NESTE RÓTULO? QUAIS?

ENCONTRAR NÚMEROS NESSA EMBALAGEM? QUAIS?

Todas as embalagens devem conter a data em que o alimento foi


fabricado e a data que indica até quando o produto é válido.

Não devem ser consumidos alimentos com data de validade


vencida, pois podem fazer mal à saúde.

Na hora de comprar um alimento, é importante ler todas as


informações contidas em seu rótulo.
ATIVIDADE

C ON V ER S E COM SEU S AMIGOS SOB R E SU AS BR IN -


C A D EIR A S PR E D IL E T A S .
ESCREVA UMA LISTA COM OS NOMES DAS BRINCADEIRAS
DE MENINAS E DE MENINOS DO SEU GRUPO.

BRINCADEIRAS DE MENINOS BRINCADEIRAS DE MENINAS


ATIVIDADE

FAÇA UM A ENTREVISTA COM A SUA PROFESSORA, SEUS


PAIS, TIOS OU AVÓS SOBRE AS BRINCADEIRAS ANTIGAS.

SIGA O SEGUINTE ROTEIRO PARA A ENTREVISTA:

A- COMO VOCÊ BRINCAVA?


B- ONDE BRINCAVA?
C - OS BRINQUEDOS ERAM FEITOS OU COMPRADOS?
D- QUEM FAZIA OS BRINQUEDOS?
F- QUAL É O BRINQUEDO OU A BRINCADEIRA DE QUE VOCÊ
MAIS GOSTAVA? POR QUÊ?

(ESCREVA AS RESPOSTAS NO CADERNO OU FOLHA


SEPARADA)

DEPOIS DE FAZER A SUA PESQUISA, APRESENTE AOS SEUS


COLEGAS. ASSIM VOCÊS VÃO TER MAIS CHANCES DE
CONHECER VÁRIAS BRINCADEIRAS.
ATIVIDADE

BRINCAR É MUITO DIVERTIDO !

ÀS VEZES, BRINCAMOS SOZINHOS OU COM VIZINHOS,


AMIGOS E COLEGAS DA ESCOLA.

DESENHE E ESCREVA NO ESPAÇO ABAIXO A SUA


BRINCADEIRA PREFERIDA.
ESCREVA ACIMA O SEU NOME E SOBRENOME

VAMOS APRENDER POESIA?

SEU NOME É PARA SEMPRE


QUANTAS VEZES VOCÊ VAI OUVIR SEU NOME?
QUANTAS VEZES VOCÊ VAI FALAR SEU NOME?
QUANTAS VEZES VOCÊ VAI ESCREVER SEU NOME?
MUITAS, MUITAS VEZES
MILHARES, MILHARES DE VEZES
SEU NOME SERÁ SEMPRE SUA MARCA
SEU NOME SERÁ SEMPRE A SUA GRAÇA.

REGINA SHUDO

TENTE RESPONDER AS PERGUNTAS DE REGINA:


H OR A DA PIA D A
A MÃE DO BOCÃO
A MÃE DO BOCÃO VINHA ANDANDO PELA RUA QUANDO
ENCONTROU A MÃE DO JOÃOZINHO. AS DUAS COMEÇARAM
A CONVERSAR SOBRE AS ÚLTIMAS NOVIDADES,
P R I N C I PA L M E N T E SOBRE AS COMPRAS NO
SUPERMERCADO.
A MÃE DO ZEZINHO CONTOU A ÚLTIMA:
– VOCÊ SABIA QUE O QUILO DO ARROZ BAIXOU?
E A MÃE DO BOCÃO, SURPRESA:
– FOI MESMO? E AGORA, ESTÁ PESANDO QUANTO?

DESENHE O QUE ENTENDEU DESSA PIADA.

ESCREVA OUTRA PIADA QUE CONHEÇA, LEMBRE-SE QUE ESTAMOS


EM SALA DE AULA E SÓ PODE PIADA “LEVE”...AH!AH!AH! CONTA AQUELA
DO ELEFANTE?
COMBINADOS DA TURMA

VAMOS COMBIN A R ?

DESENHE OU ESCREVA SUGESTÕES PAR A OS COM-


BINADOS D A S A L A :
PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

INDICAÇÕES DE SITES PARA CRIANÇAS

As crianças, na atualidade, lidam com as novas tecnologias em vários contextos em seu dia
a dia, vídeo game, roleta de ônibus que utilizam cartão magnético, lan house com
computadores, jogos e Internet. O aumento no convívio e utilização dessas tecnologias exige
das crianças comportamentos e raciocínios específicos. Por isso, alguns estudiosos alertam
para o surgimento de um novo modelo de letramento, o Letramento Digital. Ser letrado digital
signifca estar preparado e ser capaz de se adaptar às mudanças nos modos de ler e escrever
os códigos verbais e não-verbais como sinais, desenhos e imagens; compreender o novo su-
porte que é a tela digital, a leitura de links e hipertextos. Segundo os pesquisadores, é muito
importante que nossos alunos desenvolvam e dominem informações e habilidades mentais
que os capacitem para viverem como verdadeiros cidadãos neste século cada vez mais in-
fluenciado por máquinas eletrônicas e digitais. Assim, a escola é a instituição privilegiada para
apresentar e trabalhar sistematicamente com as crianças o desenvolvimento dessas novas
habilidades.

Os sites indicados deverão ser acessados pelo alfabetizador ou pelos alunos com um
propósito pedagógico.

Os sites devem ser lidos anteriormente pelo alfabetizador e a indicação de trabalho precisa
ser mediada e indicada às crianças com o objetivo de desenvolver algum assunto específico
de sala de aula.

É preciso explorar os sons, as imagens em movimento, os textos e as interações propostos.


Ao final da aula, as duplas ou grupos que trabalharam no site poderão desenhar, escrever ou
comentar o que perceberam de mais importante ou o que foi significativo, partilhando a nave-
gação e o aprendizado.

• www.recreioonlinde.com.br

Apresenta diversos temas, atividades, brincadeiras e curiosidades para crianças


em fase escolar.
• www.terra.com.br/criancas
Aborda curiosidades e assuntos relacionados a animais e plantas.
• www.guiainfantil.com.br

Apresenta a Declaração Universal dos Direitos dos Animais. Aborda ainda o ciclo da água, origem
da vida, fotossíntese, animais em extinção, efeito estufa, entre outros.
• www.canaldids.com.br

Disponibiliza à criança, links relacionados à literatura, matemática, jogos, ciências, geografa,


bibliotecas, entre outros. Vale a pena navegar!

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

INDICAÇÕES DE SITES PARA CRIANÇAS - continuação

• www.turmadamonica.com.br

Valoriza as histórias em quadrinhos e os personagens da Turma da Mônica, do autor


Maurício de Sousa.

• www.cambito.com.br/jogos
Apresenta Cambito, o mascote do site. Ele acompanha o usuário por uma Vila,
apontando diversos portadores e suportes, tais como jornal do poste, adivinhações,
palavras secretas, e outros.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

INDICAÇÕES DE PARADIDÁTICOS PARA ALFABETIZADORES

• SILVA , Maria Betty Coelho. Contar histórias: uma arte sem idade. São Paulo: Ática, 1986.

• ÁLVARES, Juan M. Avaliar para conhecer,examinar para excluir. Porto Alegre: Artmed,
2002. (Coleção Inovação Pedagógica)

• ANDRÉ, M.; DAIRSE, M. Novas Práticas de avaliação e a escrita do diário: atendimen-


to às diferenças? In: André, Marli (Org). Pedagogia das diferenças na sala de aula.
Campinas: Papirus, 1999.

• ESTEBAN, Maria Teresa (Org). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos.
Rio de Janeiro: DP & A, 2000.

• KLEIMAN, Ângela. Ofcina de Leitura: teoria e prática. Campinas: Pontes/ED. UNI -


CAMP, 1993.

• SMOLA, Ana Luiza B. A criança na fase da escrita: a alfabetização como processo dis -
cursivo. 2 ed., São Paulo: Cortez/Campinas: Editora Unicamp, 1989.

• CHIAPPINI, Ligia (Org). Aprender e ensinar com textos. São Paulo: Córtex, 1997.

• CURTO, MORILO e TEIXIDÓ. Escrever e Ler: como crianças aprendem e como o


professor pode ensiná-las. (V.1); Materiais e recursos para a sala de aula (V.2). Porto
Alegre: Artes Médicas, 2002.

• JOLIBERT, J. Formando crianças leitoras. Porto Alegre: Artmed, 1999.

• JOLIBERT, J. Formando crianças produtoras de textos. Porto Alegre: Artmed, 2000.

• MORAIS, Artur Gomes de. Ortografa: ensinar e aprender. São Paulo: Editora Ática,
1998.

• MORAIS, Artur Gomes de (Org.). O aprendizado da ortografa. Belo Horizonte: Autên -


tica, 2000.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

AVALIAÇÃO DO GUIA DO ALFABETIZADOR

O objetivo deste GUIA é constituir-se em apoio para o seu trabalho diário. Ele tem o pro -
pósito de ajudá-lo a sistematizar, organizar, ou seja, propor uma rotina de sala de aula para
que você obtenha êxito no processo de alfabetização e letramento de seus alunos. Queremos
que você nos ajude a melhorá-lo.

Quanto à utilização ( ) sim ( ) não Por quê?_______________________________________


do Guia. ____________________________________________________________
Ele facilitou o seu ____________________________________________________________
trabalho? ____________________________________________________________

_________________________________________________________________________
Aponte,
_________________________________________________________________________
resumidamente,
_________________________________________________________________________
as difculdades
_________________________________________________________________________
encontradas.
_________________________________________________________________________

Apresente
_________________________________________________________________________
sugestões que
_________________________________________________________________________
possam contribuir
_________________________________________________________________________
para melhoria do
_________________________________________________________________________
Guia

_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Outros
_________________________________________________________________________
comentários
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

Envie esta folha para sua Superintendência.


A síntese sobre a avaliação do GUIA do Alfabetizador deverá ser enviada para
Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, para o e-mail
zaf.educacional@gmail.com
Acesse o www.guiadoalfabetizador.com

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

REFERÊNCIAS

• ALMEIDA, Theodora Maria Mendes de. Quem canta seus males espanta (VOL 1). São Paulo: Editora
Caramelo, 2000.

• BAJARD, Elie. Ler e Dizer – compreensão e comunicação do texto escrito. São Paulo: Cortez, 1994.

• BATISTA, Antônio Augusto Gomes e GALVÃO, Anamaria de Oliveira (org.). Leitura: práticas, impressos,
letramento. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

• BUORO, Anamélia Bueno. Olhos que pintam – a leitura da imagem e o ensino da arte. São Paulo: EDUC
FAPESP/Cortez, 2003.

• FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez, 1994.

• FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não – Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olhos D água,
1997.

• KATO, Mary Aizawa(org.). A concepção da escrita pela criança. Campinas, São Paulo: Pontes, 1988.

• KAUFMAN, Ana Maria e RODRIGUES, Maria Elena. Escola, leitura e produção de textos. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1995.

• KLEIMAN, Ângela. Ofcina de leitura – teoria & prática. Campinas, São Paulo: Editora da Universidade
Estadual de Campinas, 1995.

• LEMLE, Mirian. Guia Teórico do Alfabetizador. São Paulo: Ática, 1988.

• MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Educação. Coleção Veredas. Guias de Estu-


do. Belo Horizonte: SEE-MG, 2002-2005.

• MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Educação. Conteúdos Básicos – Ciclo Bási-


co de Alfabetização à 4ª série do Ensino Fundamental. (VOL.1). Belo Horizonte, SEE/
MG, 1993.

• MORAIS, Artur Gomes de(org). O aprendizado da ortografa. Belo Horizonte: Autêntica,


1999.

• MORAIS, Artur Gomes de. A ortografa: ensinar e aprender. São Paulo. Editora Ática,
1998.
.
• RAMAL, Andréa Cecília. Linguagem oral: usos e formas – uma abordagem a partir da
educação de jovens e adultos, p. 8 a 27. Brasília: Boletim do MEC/TVE, 1998.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO


PROGRAMA DE I NTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

• RIBEIRO, Lourdes Eustáquio Pinto. Para casa ou para a sala? (V.1) p. 53 e 69. São
Paulo: Editora Didática Paulista, 1999.

• ROCHA, Gladys. A apropriação das habilidades textuais pela criança: fragmentos de


um percurso. Campinas, São Paulo: Papirus, 1999.

• SÃO PAULO. Secretaria de Educação. Projeto Toda Força ao 1º ano: Guia para o pla-
nejamento do professor alfabetizador – orientações para o planejamento e avaliação
do trabalho com o 1º ano do Ensino Fundamental. São Paulo: SME/DOT, 2006.

• SMITH, Frank. Leitura Signifcativa. Porto Alegre: Artmed, 1999.

• SOARES, Magda. Letramento – um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica,


1998.

• SOUZA, Ari José. Estratégias de Leitura no Curso de Letras: Um estudo com Forman-
dos. Maringá: Paraná, 2003.

• UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Faculdade de Educação. Centro de


Alfabetização, Leitura e Escrita. Coleção Orientações para a Organização do Ciclo Ini-
cial de Alfabetização. Belo Horizonte: CEALE/SEE-MG, 2003, 2004, 2005.

• UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Faculdade de Educação. Centro de


Alfabetização, Leitura e Escrita. Avaliação Diagnóstica. Belo Horizonte: CEALE/SEE-
MG, 2005.

SITES CONSULTADOS:

• http://www.ple.uem.br/defesa/pdf/ajsouza.pcf - acesso em dezembro de 2007.

• http:professorasimtianao - acesso em dezembro de 2007.

• www.pt.wikipedia.org.br/wiki/Xilogravura - acesso em dezembro de 2007.

• www.wikipedia.org.br - acesso em janeiro de 2008.

• www.teatrodecordel.com.br - acesso em dezembro de 2007.

• www.carnaxe.com.br acesso em dezembro de 2007.

ALFA BETIZAÇÃO NO TEMPO CERTO