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A sociedade francesa, na época do Antigo Regime era oficialmente dividida em

três segmentos chamados de “Estados”. Esses segmentos representavam as


seguintes partes da sociedade.
(a) Primeiro Estado:. clero .
(b) Segundo Estado:. nobreza .
(c) Terceiro Estado:. povo .
2) Cite os seguimentos da sociedade que gozavam de privilégios.
R:. O clero e a
nobreza
.
3) Quais eram as camadas sociais enquadradas como “povo” (terceiro Estado), no
Antigo Regime?
R: área rural - pequenos proprietários, lavradores sem terra (servos); área
urbana - trabalhadores pobres, artesãos, lojistas e desempregados (sans culottes),
além da bur-
guesia
.
4) Aponte os grupos que eram considerados participantes da burguesia, na época
do Antigo Regime.
R:. alta burguesia – banqueiros, industriais e grandes comerciantes; baixa
burguesia – pequenos comerciantes, profissionais liberais e donos de oficinas de
artesanato .
5) Quais eram os gastos excessivos da monarquia absolutista francesa?
R:. a monarquia gastava muito para manter a corte e o
luxo .
6) Apresente a principal razão da dívida do Estado Francês no final do Antigo
Regime.
R:.aumentou muito com a participação na guerra de independência dos Estados
Unidos .
7) Explique as consequências das más colheitas entre 1787 e 1789.
R:. causaram falta de alimentos e elevação de preços, tornando a crise
insuportável para o
povo
.
8) Para que o rei Luiz XVI convocou os representantes dos três Estados (Estados
Gerais)?
R:. convocou os representantes dos três Estados para encontrarem soluções para
a crise
financeira
.
9) O que queriam os representantes do Terceiro Estado que gerou discussão
tumultuada?
R:. discordavam do sistema de votação com um voto por Estado; exigiam o voto
por cabe-ça (individual) para que tivessem chances de fazer valer seus
interesses .
10) O que aconteceu na Assembleia dos Estados Gerais depois que o rei e os
representantes dos estados privilegiados recusaram as propostas do Terceiro
Estado?
R:. os representantes do Terceiro Estado reuniram-se a parte e se proclamaram
Assem-bleia Nacional
Constituinte .
11) Qual foi o fato ocorrido em Paris que é considerado início da Revolução
Francesa?
R:. foi a queda da Fortaleza da Bastilha (14 de julho de
1789) .
12) Quais foram os principais documentos aprovados pela “Assembleia Nacional
Constituinte Francesa”?
R:. “o fim da servidão e dos privilégios feudais”, “Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão”, “Constituição Civil do Clero” e a “Constituição de
1791” .
13) Quais foram as inovações criadas na França pela Constituição de 1791?
R:. a monarquia hereditária (o rei sujeito às leis), a divisão do poder do Estado
em três partes (Executivo, Legislativo e Judiciário), fim da isenção de impostos
para os membros do clero e da
nobreza .
14) O rei Luiz XVI tentou fugir, foi. capturado . e levado de volta
à. Paris .
15) A Assembleia aboliu a. monarquia ., proclamou a. república .

e convocou a. Convenção Nacional .

16) Relacione os partidos políticos da época revolucionária francesa com as ideias


que defendiam.

(A) Girondino. ( C ) indefinido.


. ( A ) conservador.
(B) Jacobino. ( A ) Alta burguesia.
.( B ) radical.
(C) Planície. ( B ) pequena burguesia.
18) Qual foi o destino do rei Luiz XVI após ser julgado?
R:. Foi condenado à morte na
guilhotina .

19) O que fizeram os reis de outros países da Europa ao saberem do destino


final do rei da França?
R:. os soberanos de outros países ficaram indignados e ameaçaram invadir a
França .

20) O governo da Convenção nasceu . democrático .e transformou-se

em uma. ditadura .

21) Muitos inimigos da Revolução foram condenados e executados


na. guilhotina ., por isso, o período do governo da “Convenção” ficou

conhecido como . Terror .

22) O principal líder do governo da Convenção, chamado. Robespierre .,

não atendeu ao desejo popular que pedia o fim das. execuções . e

do. extremismo . dos jacobinos.

23) Após o “Golpe de 9 Termidor” os girondinos anularam as decisões do


governo jacobino.

(a) Quem perdeu?

R:. os sans culottes (a parte mais pobre do Terceiro Estado nas áreas

urbanas) .

(b) Quem ganhou?

R:. a burguesia ( a parte mais rica do Terceiro

Estado) .

24) No governo do “Diretório”, liderado pelos girondinos,


a. economia .e as . finanças .

estavam arruinadas. Os assalariados sofriam com os . preços

altos .e a. falta de alimentos .


25) Quem foi o líder do “Golpe do 18 Brumário” que acabou com o regime do
Diretório?

R:. o general Napoleão

Bonaparte .

1. Associe cada letra a um item.


A. Girondinos
B. Terror
C. Jacobinos
D. Termidor
E. Sans-culottes

(C) Representavam a pequena burguesia e a classe média de Paris e governaram a França durante a fase do Terror.
(E) Grupos urbanos radicais, composto por artesãos, operários e lojistas.
(B) Fase da revolução em que cerca de 17 mil pessoas foram executadas na guilhotina.
(A) Republicanos moderados, representavam a grande burguesia comercial.
(D) Mês do calendário republicano em que um golpe derrubou a Convenção Nacional.

2. Leia o texto e responda.

“O próprio Napoleão Bonaparte (...) era um carreirista típico daquela espécie. Nascido em 1769, ambicioso,
descontente e revolucionário, subiu vagarosamente na artilharia, um dos poucos ramos do exército em que competência técnica
era indispensável. Durante a revolução, e especialmente sob ditadura jacobina que ele apoiou firmemente, foi reconhecido por
um comissário local em um fronte de suma importância (...) como um soldado de dons esplêndido e muito promissor. O ano II
fez dele um general. (...) Agarrou a sua chance na campanha italiana de 1796, que fez dele o inquestionado primeiro soldado da
República.

A. A que revolução o autor se refere?

R: O autor está se referindo à Revolução Francesa, apoiada por Bonaparte.

B. Transcreva o trecho em que o autor salienta que Napoleão era um oficial competente.

R: O aluno deverá transcrever o seguinte trecho: “subiu vagarosamente na artilharia, um dos poucos ramos do exército
real em que a competência técnica era indispensável”.

C. Quais foram, segundo o texto, as condições necessárias à subida de Napoleão ao poder?

R: Devido a sua competência militar, atestada nos combates contra os adversários da revolução por toda a Europa,
Napoleão passou a ser encarado pela burguesia como o único homem capaz de recompor a França depois das etapas
da Revolução.

3. Podemos apontar como uma das principais causas da Revolução Francesa:


A. ( ) As guerras de conquistas promovidas e comandadas por Napoleão Bonaparte.
B. ( ) A grande influência da burguesia e dos trabalhadores urbanos no sistema político da França.
C. ( ) As fraudes eleitorais que existiam na França durante as eleições para monarca e ministros.
D. (X) A revolta de grande parte da população francesa (burguesia, camponeses e trabalhadores urbanos) gerada pelas
injustiças sociais promovidas pela monarquia absolutista.

4. Sobre o contexto histórico da França pré-revolução, é verdadeiro afirmar que:


A. (X) O clero e a nobreza possuíam muitos privilégios, entre eles a isenção tributária (não pagavam impostos).
B. ( ) A estrutura social da população francesa não era estratificada.
C. ( ) Havia igualdade de direitos, sendo que não havia camadas sociais privilegiadas.
D. ( ) Não havia pobreza, nem miséria, pois existia uma justa distribuição de renda.

5. Um dos fatos históricos mais importantes da Revolução Francesa foi:


A. ( ) A decretação de leis que garantiam igualdade de direitos na França em 1789.
B. ( ) A união do clero e da burguesia em prol da derrubada da monarquia e implantação da República.
C. (X) A Queda da Bastilha (principal prisão política da monarquia francesa) em 14 de julho de 1789.
D. ( ) O apoio de Napoleão Bonaparte ao governo do monarca Luís XVI.

6. Durante o processo revolucionário quem eram os girondinos e o que defendiam?


A. ( ) Eram representantes da monarquia que queriam reestabelecer o regime monárquico na França.
B. (X) Era um grupo político que representava a alta burguesia e queria evitar uma participação maior dos trabalhadores
urbanos e rurais na política.
C. ( ) Eram representantes da baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo.
D. ( ) Eram integrantes do clero e defendiam maior participação da Igreja na política francesa.
7. Qual era o lema dos revolucionários francesa, que resumia muito bem os anseios do Terceiro Estado?
A. ( ) "Liberdade, Paz e Justiça".
B. ( ) "Paz, Pão e Terra".
C. (X) "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".
D. ( ) "Liberdade ainda que tardia".

8. O que foi a fase do Terror?


A. ( ) Foi uma fase onde os monarquistas, insatisfeitos, mataram muitos
B. (X) Foi uma fase onde os Jacobinos matavam que fosse acusado de ser monarquista
C. ( ) Foi quando os Girondinos tentaram dar um golpe
D. ( ) Foi quando os monarquistas matavam quem fosse acusado de ser revolucionário.

9. A charge acima ilustra uma das fases da Revolução Francesa. Explique-a com base no conhecimentos adquiridos em
sala de aula.

R: A charge mostra o período conhecido como "período do grande terror", em que os Jacobinos tomaram o poder e
governaram de uma maneira autoritária.

10. O que foi o Golpe 18 de Brumário?


A. ( ) Foi um alto golpe para tirar os jacobinos do poder
B. ( ) Foi um golpe contra Robespierre
C. (X) Foi um alto golpe para por Napoleão no poder
D. ( ) Foi o fim do Diretório pelo exército da Planície que poriam Napoleão como novo comandante

A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão terá grande repercussão no mundo inteiro. O documento é uma manifestação
contra a sociedade hierárquica de privilégios nobres, mas não um manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária.
A propriedade privada era um direito natural, sagrado, inalienável e inviolável. (HOBSBAWM, Eric J. – A Era das Revoluções.
RJ: Paz e Terra, p. 98).

11. A respeito da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, assinale a alternativa correta:
A. ( ) Foi elaborada na Inglaterra, durante a Revolução Gloriosa.
B. ( ) Foi elaborada na Revolução Francesa, na fase da Convenção Nacional.
C. ( ) Foi elaborada na Independência dos Estados Unidos.
D. (X) Foi elaborada na Revolução Francesa, na fase da Assembleia Nacional.
E. ( ) Foi elaborada na Inglaterra, durante a Revolução Puritana.

12. Explique o episódio conhecido como a “Tomada da Bastilha”.

R: A queda da Bastilha foi o momento em que o Terceiro Estado se revoltou contra a situação de desigualdade da
França e invadiu a Bastilha (local onde os presos políticos se encontravam e estavam guardadas as armas do rei
absolutista).
13. Explique a imagem acima de acordo com seus conhecimentos referentes ao período pré-revolucionário.

R: A charge mostra que o Primeiro Estado (a igreja) e o Segundo Estado (a nobreza) estavam com medo de que o
Terceiro Estado (camponeses e burgueses) se revoltasse contra a cobrança forçada de impostos e promovesse a
revolução.

“Art. 6.º A lei é a expressão da vontade geral. Todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou através de
mandatários, para a sua formação. Ela deve ser a mesma para todos, seja para proteger, seja para punir. Todos os cidadãos
são iguais a seus olhos e igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo a sua capacidade
e sem outra distinção que não seja a das suas virtudes e dos seus talentos.”

14. O texto acima corresponde a um fragmento da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, documento
produzido durante o período da Revolução Francesa. Qual a relação deste documento com o lema da Revolução
Francesa?

R: O documento abordava a questão da liberdade, fundamental no planejamento da Revolução francesa.

Exercícios
1 - Considere os valores enfatizados pelo Iluminismo. Explique a associação desses valores com
o desenvolvimento do ato do comércio.

a) Igualdade : As possíveis desigualdades de riqueza entre os participantes do ato de comércio


não são levadas em conta

b) Tolerância religiosa : No ato do comércio não importam convicções religiosas dos


participantes

c) Liberdade : O comércio só pode desenvolver-se numa sociedade de homens juridicamente


livres para vender e comprar

2 - O Iluminismo combatia vários elementos do chamado Antigo Regime. Cite o motivo pelo
qual cada elemento era combatido.

a) Absolutismo monárquico : Impedia o predomínio dos interesses políticos da burguesia (


grandes comerciantes ) Impedia o princípio da igualdade entre os grupos sociais. A burguesia
pagava altos impostos e não tinha poder de decisão politica. Muitos burgueses entravam para
a nobreza justamente para obter privilégios !
b) Mercantilismo : Prejudicial ao desenvolvimento do livre comércio, pois feria o
individualismo burguês

c) Poderio da Igreja : Chocava-se com a autonomia intelectual defendida pelo pensamento


racional. A igreja impedia o avanço da ciência, defendida pelo iluminismo

3 - Segundo Montesquieu, qual a finalidade básica da separação dos poderes do Estado ?

Evitar abusos dos governantes e proteger as liberdades individuais. Frear o poder dos reis,
colocando um limite nesse poder que desejava ser absoluto. Esperava eliminar a base
centralizadora do absolutismo com poderes paralelos

4 - Qual a tese fundamental defendida por Rousseau em sua obra " O Contrato Social " ?

O soberano deveria conduzir o Estado segundo a vontade geral de seu povo, sempre tendo em
vista o atendimento do bem comum. Somente este Estado, de bases democráticas, teria
condições de oferecer a todos os cidadãos um regime de igualdade jurídica. Os cidadãos
teriam o direito de destituir soberano caso este se mostrasse um tirano, isto é, um governo
que não atendesse os anseios do povo e governasse de forma absolutista

5 - Quais eram em sintese, as ideias defendidas por Adam Smith ?

Smith criticava a intervenção do Estado nos assuntos econômicos afirmando que a economia
deveria ser dirigida pelo jogo livre da oferta e da procura. Afirmava que a verdadeira fonte de
riqueza para as nações era o trabalho

6 - Por que o controle da natalidade é defendida pelo teórico Thomas Malthus ?

Para evitar futuras crises de carência de alimentos, dado que para este teórico , a população
tende a crescer mais do que a produção de alimentos para supri-la

7 - Qual era o modelo de organização social presente no que ficou conhecido como "Antigo
Regime" durante a época moderna ?
A sociedade do antigo regime , tinha os seus membros organizados em estamentos, divididos
em 3 estados.
1° Estado ( constituido pelo Clero, que detinha direitos na política )
2° Estado ( constituido pela Nobreza, que detinha direitos politicos e era sustentada com os
impostos do 3° Estado )
3° Estado ( constituida pelo povo, restante da população que não pertencia ao clero nem a
nobreza, aí incluidos a burguesia . Este grupo pagava altos impostos e não tinham direitos
políticos )

Vale lembrar que a Igreja num dado momento da história ofereceu apoio ideologico aos reis
afirmando que a legitimidade do poder real estava numa origem divina. Ideia esta contestada
pelo pensamento iluminista

8 - Leia o trecho e a seguir responda as questões.

“É na minha pessoa que reside o poder soberano... é só de mim que os meus tribunais
recebem a sua existência e a sua autoridade; a plenitude dessa autoridade, que eles não
exercem senão em meu nome, permanece sempre em mim, e o seu uso não pode nunca ser
voltado contra mim; é a mim unicamente que pertence o poder legislativo sem dependência
e sem partilha... a ordem pública inteira emana de mim, e os direitos e interesses da
Nação, de que se ousa fazer um corpo separado do Monarca, estão necessariamente
unidos com os meus e repousam unicamente nas minhas mãos.”

(Rei Luís XIV, Paris- França, 1766)

a) A sociedade do Antigo Regime não era igualitária. Sendo assim, descreva como ela estava
dividida e especifique os direitos e deveres de cada categoria

a) A sociedade do Antigo Regime tinha como principal característica o fato de ser estamental,
assim sendo, era dividida em classes sociais muito bem determinadas (também chamadas de
estamentos) que, por sua vez, não se misturavam. Tais classes eram também chamadas de
Estados. O Primeiro Estado era composto pelos integrantes da Igreja que era possuidora de
grandes porções de terra, participava politicamente se aliando ao Rei e possuía o privilégio da
isenção do pagamento de impostos. O Segundo Estado era formado pelos nobres que,
juntamente com o Rei e o Clero, dominavam as questões políticas e viviam ou da pensão paga
pelo Estado ou dos tributos recolhidos dos camponeses. Tal como o Clero era isenta de
obrigações tributárias. As camadas populares e a crescente burguesia se concentravam no
Terceiro Estado. Essa grande parcela da população era responsável pelo pagamento de
impostos altíssimos e tinha sua participação política limitada. Acima de todas as classes e
demais cidadãos estava o Rei, com poderes absolutos, intervinha em todas as questões
políticas e econômicas

b) Descreva como Montesquieu no livro “ espirito das leis” escreveu em poucas linhas uma
maneira de eliminar a base centralizadora do poder absolutista dos reis
b) Com base na teoria da divisão do poder em três categorias distintas e independentes :
Executivo, Legislativo e Judiciario

9 - Cite algumas características do pensamento Iluminista

Valorização da razão como instrumento primordial para compreensão da sociedade e do


mundo e para se alcançar qualquer tipo de conhecimento

Crença nos direitos naturais, que todos os indivíduos possuem em relação à vida, à liberdade

Valorização do questionamento, da investigação e da experiência como forma de


conhecimento tanto da natureza, quanto da sociedade

Crença nas leis naturais, normas da natureza que regem todas as transformações que
ocorrem

Essa questão abaixo é com vocês !

10 - Analise as afirmativas abaixo referentes ao Iluminismo:

I - Muitas das idéias propostas pelos filósofos iluministas representavam uma nova forma de
ver e entender o mundo partindo muitas vezes do questionamento
II - O pensamento iluminista caracterizou-se pela ênfase conferida à razão, entendida como
inerente à condição humana de buscar na própria capacidade de raciocinar um entendimento
para as coisas
III - Diversos pensadores iluministas conferiram uma importância central à educação enquanto
instrumento importante para o desenvolvimento do homem
IV - A filosofia iluminista proclamou a liberdade como direito incontestável de todo ser
humano.

Assinale:

(A) se apenas a afirmativa II estiver correta.


(B) se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.
(C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
(D) se apenas as afirmativas I, II e IV estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

sexta-feira, 31 de maio de 2013


BATERIA DE EXERCÍCIOS SOBRE ILUMINISMO – HISTÓRIA – 8º ANO

1. Analise as afirmações abaixo sobre o Iluminismo e assinale a única alternativa incorreta.


a) Muitas das ideias propostas pelos filósofos iluministas são, hoje, elementos essenciais da
identidade da sociedade ocidental.

b) O pensamento iluminista caracterizou-se pelo destaque dado à razão, entendida como


própria da condição humana.

c) Diversos pensadores iluministas conferiram uma importância central à educação enquanto


instrumento promotor da civilização.

d) A filosofia iluminista proclamou a liberdade como direito incontestável de todo ser humano.

e) O Iluminismo constituiu-se importante instrumento político das monarquias absolutas.

2. Responder à questão com base nas afirmativas sobre o Iluminismo, a revolução intelectual
que se efetivou na Europa, no século XVIII.

I. As ideias iluministas surgiram como resposta a problemas concretos enfrentados pela


burguesia, como, por exemplo, a intervenção do Estado na economia, que impunha limites à
expansão dos negócios empreendidos por essa camada social.

II. As bases do pensamento iluminista - o racionalismo, o liberalismo e o desenvolvimento do


pensamento científico - foram estabelecidas a partir das ideias de pensadores do século XVII,
como René Descartes, John Locke e Isaac Newton.

III. Os iluministas, em suas obras, criticavam os resquícios feudais, como a servidão, assim
como o regime absolutista e o mercantilismo, que limitavam o direito à propriedade.

IV. A filosofia iluminista incentivava a influência da Igreja Católica sobre a sociedade,


principalmente no âmbito da educação e da cultura, o que resultou no aumento do poder
político da Igreja, pela emergência da Teoria do Direito Divino.

Estão corretas apenas:

a) I e II.

b) I e IV.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) II, III e IV.

3. Igualdade social, liberdade de pensamento, ação e soberania popular são manifestações do


Iluminismo, que basicamente se caracterizou como:
a) Um movimento de retorno aos valores místicos e transcendentes, anteriores ao
Renascimento.

b) Uma substituição da religião, da tradição e da ordem absolutista, pelo pensamento racional


em prol dos liberalismos político e econômico.

c) Uma ilusão social fundada na ideologia cristã, base das correntes humanistas do Ocidente.

d) Uma reação contrária à sistematização do saber e à soberania popular.

e) Um movimento artístico com ênfase na expressão livre da vontade criadora dos artistas.

4. O Despotismo Esclarecido marcou a atuação de alguns monarcas europeus no século XVIII,

promovendo o progresso de seus povos. A fórmula política associava:

a) feudalismo – filosofia iluminista.

b) absolutismo real – filosofia iluminista.

c) absolutismo real – democracia.

d) democracia – socialismo.

e) absolutismo real – feudalismo.

5. Defina os termos liberalismo político e despotismo esclarecido.

6. Qual era o centro do pensamento fisiocrata?

7. Que palavra pode ser considerada sinônimo de luz, ou de iluminação, de acordo com o
pensamento iluminista?

8. O escritor e filósofo francês Voltaire, que viveu no século XVIII, é considerado um dos
grandes pensadores do Iluminismo ou Século das Luzes. Ele afirma o seguinte sobre a
importância de manter acesa a chama da razão:

“Vejo que hoje, neste século que é a aurora da razão, ainda renascem algumas cabeças da
hidra do fanatismo. Parece que seu veneno é menos mortífero e que suas goelas são menos
devoradoras. Mas o monstro ainda subsiste e todo aquele que buscar a verdade arriscar-se-á a
ser perseguido. Deve-se permanecer ocioso nas trevas? Ou deve-se acender
um archote onde a inveja e a calúnia reacenderão suas tochas? No que me tange, acredito que
a verdade não deve mais se esconder diante dos monstros e que não devemos abster-nos do
alimento com medo de sermos envenenados”.

Identifique a opção que melhor expressa esse pensamento de Voltaire.

a) Aquele que se pauta pela razão e pela verdade não é um sábio, pois corre um risco
desnecessário.

b) A razão é impotente diante do fanatismo, pois esse sempre se impõe sobre os seres
humanos.

c) Aquele que se orienta pela razão e pela verdade deve munir-se da coragem para enfrentar o

obscurantismo e o fanatismo.

d) O fanatismo e o obscurantismo são coisas do passado e por isso a razão não precisa mais
estar alerta.

e) A razão envenena o espírito humano com o fanatismo.

9. A respeito do iluminismo, movimento filosófico que se difundiu pela Europa ao longo do


século XVIII, considere as seguintes afirmativas:

1. Muitos filósofos franceses, entre eles Montesquieu, Voltaire e Diderot, foram leitores,
admiradores e divulgadores da filosofia política produzida pelos ingleses, como John Locke
com sua crítica ao absolutismo.

2. Quanto à organização do Estado, os filósofos iluministas não eram contra a monarquia, mas
contra as ideias de que o poder monárquico fora constituído pelo direito divino e de que ele
não poderia ser submetido a nenhum freio.

3. A descoberta da perspectiva e a valorização de temas religiosos marcaram as expressões


artísticas durante o iluminismo.

4. Em Portugal, o pensamento iluminista recebeu grande impulso das descobertas marítimas.

Assinale a alternativa correta:

a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.

b) Somente a alternativa 2 é verdadeira

c) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras

d) As alternativas 2,3 e 4 são verdadeiras


e) Todas as alternativas são verdadeiras.

10.

I. A liberdade é um direito intransferível, mesmo em sociedades com governos centralizadores.

II. A divisão dos poderes em três foi uma das bandeiras defendidas pelo iluminismo.

III. O homem só pode se considerar livre caso não seja governado por um governo autoritário.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

a) I.

b) II.

c) I e II

d) II e III.

e) Todas estão corretas

11. A televisão é o meio de comunicação mais poderoso inventado pelo homem. Ela é o maior
veículo de lazer e informação da nossa sociedade. Sua onipresença é uma característica do
mundo atual. Sendo um veículo de cultura de massa, ela é um fato social. Está à disposição de
todos, independente de classe social ou nível cultural. Penetra na intimidade cotidiana de cada
indivíduo de uma forma tão absoluta que, é capaz de influenciar e modificar seus hábitos, seu
comportamento, sua linguagem de maneira incontestavelmente forte.

(TRANZILLO, Márcia. A Televisão como difusora de interesses da classe dominante, Rio de


Janeiro, Revista Atlas,1997, p. 14)

Editou-se muito no século XVIII. A tal ponto que o filósofo Hegel disse que a leitura diária do
jornal "era a oração do homem moderno". Somente na América do Norte daquele século,
estima-se que mais de dois mil títulos de jornais tenham vindo à luz. Mas o panfleto foi o
veículo soberano da comunicação no Século das Luzes. Infelizmente perdeu-se a maior parte
deles, mas Voltaire debatia com eles utilizando-os em suas célebres campanhas (pela
introdução do teatro em Genebra ou em defesa da família Calais e no affair Sirven). Eram de
baixo custo, fáceis de serem transportados e escondidos, e geralmente eram escritos em
linguagem sintética e objetiva, que depois veio a ser a escrita comum de quase toda a
imprensa moderna. Era também uma publicação democrática, pois atingia tanto o salão do

aristocrata, como a taverna operária e o café do literato.

(DARTON, Robert., A voz iluminista. Cadernos de Pós Graduação da UFBA, 2001, nº 11, p.72.)
Compare os textos verificando o poder de propaganda da televisão e do principal veículo de
comunicação do período Iluminista.

12. Na segunda metade do século XVIII, surgiram monarcas que implementaram novas feições
ao Absolutismo, adequando seus Estados e governos às ideias da época.

Assinale a alternativa que apresenta elementos do Despotismo Esclarecido.

a) A igualdade jurídica entre os cidadãos, o anticlericalismo, o combate às ideias fisiocratas, a


supressão do liberalismo econômico e a separação dos três poderes.

b) O anticlericalismo, o fim do Absolutismo, a reformulação das relações entre o Estado e a


Igreja e o fortalecimento da Monarquia.

c) O estímulo à organização e à tolerância religiosa, a abolição do Antigo Regime, a


desregulamentação dos ofícios, a contestação ao Estado e ao sistema monárquico.

d) O fim das práticas mercantilistas, a organização do ensino nos moldes dos enciclopedistas e
a adoção das propostas do filósofo iluminista Montesquieu para o fortalecimento dos
privilégios feudais.

e) A reformulação das relações entre o Estado e a Igreja, o desenvolvimento das atividades


manufatureiras

e a realização de algumas reformas sociais, sem o abandono do absolutismo na prática política.

13. Leia as frases de pensadores iluministas.

“(...) encontramos nossos lucros no prejuízo de nossos semelhantes e a perda de um quase


sempre determina a prosperidade de outro.” (Jean-Jacques Rousseau)

“(...) aquele que alimenta a sua loucura com o crime é um fanático (...). Há também fanáticos
de sangue-frio: são juízes que condenam à morte aqueles cujo único crime consiste em não

pensarem como eles (...)” (Voltaire)

Explique o significado das afirmativas acima, utilizando exemplos de situações reais da vida
política, econômica ou social do Brasil.

14. Acerca do movimento de ideias que teve início no século XVII e propagou-se no século
XVIII, denominado Iluminismo, assinale a alternativa correta:
a) Para os iluministas, o conhecimento era fruto da observação e da experiência, sendo os
homens aptos a pensar por si mesmos.

b) A elaboração da Enciclopédia foi um marco na crítica iluminista ao princípio da razão,


presente nas concepções científicas vigentes.

c) Como projeto social, os iluministas defendiam a vida comunal e o retorno ao coletivismo dos
povos primitivos.

d) Os filósofos iluministas foram responsáveis por propagar, pelos dois lados do Atlântico, a
teoria do direito divino dos reis.

e) No campo da política, os filósofos iluministas propunham a revolução, a transformação


radical e a tomada do poder pelas classes populares.

15. Entre as principais propostas formuladas no século XVIII por Montesquieu, em sua obra “O
Espirito das Leis”, podemos citar:

a) separação dos poderes em executivo, legislativo e judiciário;

b) sufrágio universal;

c) direito divino dos reis;

d) Parlamento composto por membros da nobreza;

e) regime presidencialista.

16. Adam Smith, em A Riqueza das Nações (1776), lançou os fundamentos da economia
Política Clássica.

Para esse autor, o crescimento da riqueza de uma nação depende:

a) da intervenção do Estado na economia.

b) da natureza e do uso correto do solo nas atividades agrícolas.

c) da produtividade do trabalho, em função de seu grau de especialização.

d) da quantidade de metais preciosos e recursos minerais, acumulados com a exploração das


colônias.

e) do incremento das atividades comerciais, através da criação de companhias de comércio.

17. O Liberalismo como ideologia da burguesia está construído sobre quais princípios
fundamentais?
a) Propriedade privada, liberdade de pensamento, igualdade jurídico-política.

b) Igualdade de classe, liberdade de pensamento, materialismo.

c) Propriedade privada, corporativismo, liberdade de expressão.

d) Igualdade jurídico-politica, fraternidade, exaltação ao misticismo.

e) Igualdade de classes, liberdade religiosa, corporativismo.

18. Caracterize as principais ideias dos fisiocratas:

19. Na apresentação da Enciclopédia, D’Alembert diz que essa obra tinha dois objetivos “(...)
expor, na medida do possível, a ordem e o encadeamento dos conhecimentos humanos;(...)
deverá conter, a respeito de cada ciência ou arte(...), os princípios gerais que constituem suas
respectivas bases(...)”.

Discorra sobre a Enciclopédia dirigida por Diderot e D’ Alembert?

20. O mercantilismo foi criticado pelos economistas do Iluminismo. Caracterize o


mercantilismo e aponte as razões que levaram à essas críticas.

colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:

- Colônias do Norte :

região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das
perseguições religiosas.
Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar
para a habitação de suas famílias.
Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as
seguintes características :
mão-de-obra livre,
economia baseada no comércio,
pequenas propriedades e
produção para o consumo do mercado interno.

- Colônias do Sul :

colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de
exploração.
Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial.
Eram baseadas no latifúndio,
mão-de-obra escrava,
produção para a exportação para a metrópole e
monocultura.

Guerra dos Sete Anos

Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763.
Foi uma guerra pela posse de territórios na América do Norte
Inglaterra saiu vencedora.
Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas dos colonos que
habitavam, principalmente, as colônias do norte.
Com o aumento das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e
manifestações contra a Inglaterra.

Metrópole aumenta taxas e impostos

A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas,


além de criar novas leis que tiravam a liberdade dos norte-americanos.
Dentre estas leis podemos citar:
Lei do Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa),
Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos
ingleses),
Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos de
protesto mais conhecidos foi a

Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party ).


Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos de índios,
jogaram todo carregamento no mar.
Este protesto gerou uma forte reação da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos,
além de colocar soldados ingleses cercando a cidade.

Primeiro Congresso da Filadélfia

Os colonos do norte resolveram promover, no ano de

1774, um congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo.
Este congresso não tinha caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação
anterior.
Queriam o fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e
maior participação na vida política da colônia.

Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo contrário,
adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo,

as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como


Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era obrigado a fornecer
moradia, alimento e transporte para os soldados ingleses.
As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia, influenciando diretamente no processo
de independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o

objetivo maior de conquistar a independência.


Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos Estados
Unidos da América.
Porém, a Inglaterra não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra.
A Guerra de Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos
com o apoio da França e da Espanha.

Constituição dos Estados Unidos ( leia AQUI )

Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características
iluministas.
Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia),
manteve a escravidão,
optou pelo sistema de república federativa e
defendia os direitos e garantias individuais do cidadão.
GABARITO

1. E

2. D

3. B

4. B

5. O liberalismo político determinava que a economia possuía leis próprias que funcionariam
sem a intervenção do Governo. Ao liberais adotavam o tema laissez-faire, laissez-passer (deixe
fazer, deixe passar), observando a liberdade que julgavam necessária para o bom
funcionamento das leis econômicas. O despotismo esclarecido foi a influencia do iluminismo
em algumas monarquias europeias que implementaram reformas políticas,
econômicas e sociais na administração dos seus reinos.

6. Para os fisiocratas a terra era a única fonte de riqueza e a agricultura era a única atividade
verdadeiramente produtiva. O comércio e a indústria seriam atividades secundárias.

7. Razão

8. C

9. C

10. C

11. O texto deverá ser analisado à luz das semelhanças e potencialidades dos dois meios de
comunicação utilizados para a difusão de ideias. Na comparação deverá verificar o alcance dos
veículos de comunicação, cada um ao seu tempo, mas com a mesma intensidade.

12. E

13. O aluno deverá associar as ideias contidas nos dois textos com situações onde há abuso de
poder político e econômico na sociedade brasileira, que acabam por interferir na ordem social.
Poderá citar exemplos claros pesquisando em jornais, revistas ou outros meios de
comunicação que poderão fornecer a ele os elementos necessários para essa análise. Não
poderá esquecer que existe aí uma análise comparativa.

14. A

15. A

16. C

17. A

18. Os fisiocratas defendiam a ideia da não interferência do Estado na economia. Para eles
as riquezas da nação vinham da terra e comercio e indústria seriam atividades secundárias.

19. Era a obra suprema do Iluminismo. Uma síntese do conhecimento científico que se tornou
o maior veiculo de propaganda das ideias iluministas.

20. O mercantilismo era o sistema econômico adotado pelos sistemas absolutistas. Sua
principal característica era a intervenção total do Estado na economia. Para os economistas do
iluminismo o mercado deveria se autorregular. Sendo assim, essa intervenção do Estado não
deveria existir de maneira tão drástica, deveria apenas existir para não ocorrer injustiças entre
os mercadores
ININDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS

Introdução
Antes da Independência, os EUA era formado por treze colônias controladas pela
metrópole: a Inglaterra. Dentro do contexto histórico do século XVIII, os ingleses
usavam estas colônias para obter lucros e recursos minerais e vegetais não
disponíveis na Europa. Era também muito grande a exploração metropolitana, com
relação aos impostos e taxas cobrados dos colonos norte-americanos.

Colonização dos Estados Unidos

Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano é


importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os ingleses
começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu dois tipos de
colonização com diferenças acentuadas:

Colônias do Norte : região colonizada por protestantes europeus, principalmente


ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte
com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas
famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de
povoamento com as seguintes características : mão-de-obra livre, economia
baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do
mercado interno.

Colônias do Sul : colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia


sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham
que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão-de-obra escrava,
produção para a exportação para a metrópole e monocultura.

Guerra dos Sete Anos

Esta guerra ocorreu entre a Inglaterra e a França entre os anos de 1756 e 1763. Foi
uma guerra pela posse de territórios na América do Norte e a Inglaterra saiu
vencedora. Mesmo assim, a metrópole resolveu cobrar os prejuízos das batalhas
dos colonos que habitavam, principalmente, as colônias do norte. Com o aumento
das taxas e impostos metropolitanos, os colonos fizeram protestos e manifestações
contra a Inglaterra.
Metrópole aumenta taxas e impostos

A Inglaterra resolveu aumentar vários impostos e taxas, além de criar novas leis que
tiravam a liberdade dos norte-americanos. Dentre estas leis podemos citar: Lei do
Chá (deu o monopólio do comércio de chá para uma companhia comercial inglesa),
Lei do Selo ( todo produto que circulava na colônia deveria ter um selo vendido pelos
ingleses), Lei do Açúcar (os colonos só podiam comprar açúcar vindo das Antilhas
Inglesas).
Estas taxas e impostos geraram muita revolta nas colônias. Um dos acontecimentos
de protesto mais conhecidos foi a Festa do Chá de Boston ( The Boston Tea Party
). Vários colonos invadiram, a noite, um navio inglês carregado de chá e, vestidos
de índios, jogaram todo carregamento no mar. Este protesto gerou uma forte reação
da metrópole, que exigiu dos habitantes os prejuízos, além de colocar soldados
ingleses cercando a cidade.
Primeiro Congresso da Filadélfia

Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um congresso para


tomarem medidas diante de tudo que estava acontecendo. Este congresso não tinha
caráter separatista, pois pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o
fim das medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida
política da colônia.

Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso, muito pelo
contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas como, por exemplo, as
Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida como Lei do Aquartelamento, dizia que
todo colono norte-americano era obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte
para os soldados ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia,
influenciando diretamente no processo de independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior de


conquistar a independência. Durante o congresso, Thomas Jefferson redigiu a
Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra
não aceitou a independência de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de
Independência, que ocorreu entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos
com o apoio da França e da Espanha.

A Guerra de Independência

No mês de junho de 1776, a Virgínia declarou a sua independência, após publicar a


Declaração dos Direitos Humanos. No mês seguinte, inspirados pela ação da
primeira colônia, os demais partidários norte-americanos promulgaram a Declaração
de Independência, redigida pela ação dos líderes Samuel Adams, Benjamin Franklin
e Thomas Jefferson. Antes disso, as tropas norte-americanas tomaram a cidade de
Boston, ação que demarcou os primeiros confrontos contra as forças britânicas.
Inicialmente, sem contar com uma organização militar coesa, os colonos sofreram
derrotas para as já experientes e bem munidas tropas inglesas. Em muitos casos,
os colonos dividiam-se entre a manutenção de suas colheitas e a participação nos
campos de guerra. Mesmo obtendo êxito na Batalha de Saratoga (1777), os líderes
norte-americanos bem sabiam que não poderiam vencer esse confronto sem o
vindouro apoio de alguma potência europeia.

Por isso, Benjamin Franklin foi enviado para negociar o apoio militar da França, que
desejava uma revanche após a derrota imposta pela Inglaterra na Guerra dos Sete
Anos (1756 - 1763). Pela ação do marquês de La Fayette, o governo francês enviou
um destacamento de 7500 homens a serem liderados pelo general Rochambeau.
Logo em seguida, os próprios franceses convenceram a Espanha a também lutarem
contra os ingleses.

Graças ao apoio militar recebido, os colonos conseguiram finalmente derrotar as


forças metropolitanas inglesas na batalha de Yorktown, em 1781. Dois anos mais
tarde, as autoridades políticas da Inglaterra reconheceram a independência das
Treze Colônias com a assinatura do Tratado de Versalhes. Na França, o
conhecimento da tonalidade ideológica liberal tomada nas guerras de independência
inspirou o desenvolvimento da Revolução Francesa, em 1789.

Constituição dos Estados Unidos

Em 1787, ficou pronta a Constituição dos Estados Unidos com fortes características
iluministas. Garantia a propriedade privada (interesse da burguesia), manteve a
escravidão, optou pelo sistema de república federativa e defendia os direitos e
garantias individuais do cidadão.

Pré-Socráticos
Período pré-socrático (séc. VII-V a.C.)

Período Naturalista pré-socrático, em que o interesse filosófico é voltado para o


mundo da natureza.

O primeiro período do pensamento grego toma a denominação substancial de


período naturalista, porque a nascente especulação dos filósofos é
instintivamente voltada para o mundo exterior, julgando-se encontrar aí
também o princípio unitário de todas as coisas; e toma, outrossim, a
denominação cronológica de período pré-socrático, porque precede Sócrates e
os sofistas, que marcam uma mudança e um desenvolvimento e, por
conseguinte, o começo de um novo período na história do pensamento grego.
Esse primeiro período tem início no alvor do VI século a.C., e termina dois
séculos depois, mais ou menos, nos fins do século V.

Surge e floresce fora da Grécia propriamente dita, nas prósperas colônias


gregas da Ásia Menor, do Egeu (Jônia) e da Itália meridional, da Sicília,
favorecido sem dúvida na sua obra crítica e especulativa pelas liberdades
democráticas e pelo bem-estar econômico. Os filósofos deste período
preocuparam-se quase exclusivamente com os problemas cosmológicos.
Estudar o mundo exterior nos elementos que o constituem, na sua origem e
nas contínuas mudanças a que está sujeito, é a grande questão que dá a este
período seu caráter de unidade. Pelo modo de a encarar e resolver,
classificam-se os filósofos que nele floresceram em quatro escolas: Escola
Jônica; Escola Itálica; Escola Eleática; Escola Atomística.

Os filósofos

Tales de Mileto (624-548 a.C.) "Água"

Tales de Mileto, fenício de origem, é considerado o fundador da escola jônica.


É o mais antigo filósofo grego. Tales não deixou nada escrito, mas sabemos
que ele ensinava ser a água a substância única de todas as coisas. A terra era
concebida como um disco boiando sobre a água, no oceano. Cultivou também
as matemáticas e a astronomia, predizendo, pela primeira vez, entre os gregos,
os eclipses do sol e da lua. No plano da astronomia, fez estudos sobre
solstícios a fim de elaborar um calendário, e examinou o movimento dos astros
para orientar a navegação. Provavelmente nada escreveu. Por isso, do seu
pensamento só restam interpretações formuladas por outros filósofos que lhe
atribuíram uma idéia básica: a de que tudo se origina da água. Segundo Tales,
a água, ao se resfriar, torna-se densa e dá origem à terra; ao se aquecer
transforma-se em vapor e ar, que retornam como chuva quando novamente
esfriados. Desse ciclo de seu movimento (vapor, chuva, rio, mar, terra) nascem
as diversas formas de vida, vegetal e animal. A cosmologia de Tales pode ser
resumida nas seguintes proposições: A terra flutua sobre a água; A água é a
causa material de todas as coisas. Todas as coisas estão cheias de deuses. O
imã possui vida, pois atrai o ferro.
Anaximandro de Mileto (611-547 a.C.) "Ápeiron"

Anaximandro de Mileto, geógrafo, matemático, astrônomo e político, discípulo e


sucessor de Tales e autor de um tratado Da Natureza, põe como princípio
universal uma substância indefinida, o ápeiron (ilimitado), isto é,
quantitativamente infinita e qualitativamente indeterminada. Deste ápeiron
(ilimitado) primitivo, dotado de vida e imortalidade, por um processo de
separação ou "segregação" derivam os diferentes corpos. Supõe também a
geração espontânea dos seres vivos e a transformação dos peixes em
homens. Anaximandro imagina a terra como um disco suspenso no ar. Eterno,
o ápeiron está em constante movimento, e disto resulta uma série de pares
opostos - água e fogo, frio e calor, etc. - que constituem o mundo. O ápeiron é
assim algo abstrato, que não se fixa diretamente em nenhum elemento
palpável da natureza. Com essa concepção, Anaximandro prossegue na
mesma via de Tales, porém dando um passo a mais na direção da
independência do "princípio" em relação às coisas particulares. Para ele, o
princípio da "physis" (natureza) é o ápeiron (ilimitado). Atribui-se a
Anaximandro a confecção de um mapa do mundo habitado, a introdução na
Grécia do uso do gnômon (relógio de sol) e a medição das distâncias entre as
estrelas e o cálculo de sua magnitude (é o iniciador da astronomia grega).
Ampliando a visão de Tales, foi o primeiro a formular o conceito de uma lei
universal presidindo o processo cósmico total. Diz-se também, que preveniu o
povo de Esparta de um terremoto. Anaximandro julga que o elemento
primordial seria o indeterminado (ápeiron), infinito e em movimento perpétuo.

Anaxímenes de Mileto (588-524 a.C.) "Ar"

Segundo Anaxímenes, a arkhé (comando) que comanda o mundo é o ar, um


elemento não tão abstrato como o ápeiron, nem palpável demais como a água.
Tudo provém do ar, através de seus movimentos: o ar é respiração e é vida; o
fogo é o ar rarefeito; a água, a terra, a pedra são formas cada vez mais
condensadas do ar. As diversas coisas que existem, mesmo apresentando
qualidades diferentes entre si, reduzem-se a variações quantitativas (mais raro,
mais denso) desse único elemento. Atribuindo vida à matéria e identificando a
divindade com o elemento primitivo gerador dos seres, os antigos jônios
professavam o hilozoísmo e o panteísmo naturalista. Dedicou-se
especialmente à meteorologia. Foi o primeiro a afirmar que a Lua recebe sua
luz do Sol. Anaxímenes julga que o elemento primordial das coisas é o ar.

Heráclito de Éfeso

Heráclito nasceu em Éfeso, cidade da Jônia, de família que ainda conservava


prerrogativas reais (descendentes do fundador da cidade). Seu caráter altivo,
misantrópico e melancólico ficou proverbial em toda a Antigüidade. Desprezava
a plebe. Recusou-se sempre a intervir na política. Manifestou desprezo pelos
antigos poetas, contra os filósofos de seu tempo e até contra a religião. Sem ter
sido mestre, Heráclito escreveu um livro Sobre a Natureza, em prosa, no
dialeto jônico, mas de forma tão concisa que recebeu o cognome de Skoteinós,
o Obscuro. Floresceu em 504-500 a.C. - Heráclito é por muitos considerados o
mais eminente pensador pré-socrático, por formular com vigor o problema da
unidade permanente do ser diante da pluralidade e mutabilidade das coisas
particulares e transitórias. Estabeleceu a existência de uma lei universal e fixa
(o Lógos), regedora de todos os acontecimentos particulares e fundamento da
harmonia universal, harmonia feita de tensões, "como a do arco e da lira".

Suas filosofias eram:

A. Dialética exterior, um raciocinar de cá para lá e não a alma da coisa


dissolvendo-se a si mesma;

B. Dialética imanente do objeto, situando-se, porém, na contemplação do


sujeito;

C. Objetividade de Heráclito, isto é, compreender a própria dialética como


princípio.

Pitágoras de Samos
Pitágoras, o fundador da escola pitagórica, nasceu em Samos pelos anos 571-
70 a.C. Em 532-31 foi para a Itália, na Magna Grécia, e fundou em Crotona,
colônia grega, uma associação científico-ético-política, que foi o centro de
irradiação da escola e encontrou partidários entre os gregos da Itália meridional
e da Sicília. Pitágoras aspirava - e também conseguiu - a fazer com que a
educação ética da escola se ampliasse e se tornasse reforma política; isto,
porém, levantou oposições contra ele e foi constrangido a deixar Crotona,
mudando-se para Metaponto, aí morrendo provavelmente em 497-96 a.C.

Segundo o pitagorismo, a essência, o princípio essencial de que são


compostas todas as coisas, é o número, ou seja, as relações matemáticas. Os
pitagóricos, não distinguindo ainda bem forma, lei e matéria, substância das
coisas, consideraram o número como sendo a união de um e outro elemento.
Da racional concepção de que tudo é regulado segundo relações numéricas,
passa-se à visão fantástica de que o número seja a essência das coisas.

A doutrina e a vida de Pitágoras, desde os tempos da antiguidade, jaz envolta


num véu de mistério.

A força mística do grande filósofo e reformador religioso, há 2.600 anos vem,


poderosamente, influindo no pensamento Ocidental. Dentre as religiões de
mistérios, de caráter iniciático, a doutrina pitagórica foi a que mais se difundiu
na antiguidade.

Não consideramos apenas lenda o que se escreveu sobre essa vida


maravilhosa, porque há, nessas descrições, sem dúvida, muito de histórico do
que é fruto da imaginação e da cooperação ficcional dos que se dedicaram a
descrever a vida do famoso filósofo de Samos.

O fato de negar-se, peremptoriamente, a historicidade de Pitágoras (como


alguns o fazem), por não se ter às mãos documentação bastante, não impede
que seja o pitagorismo uma realidade empolgante na história da filosofia, cuja
influência atravessa os séculos até nossos dias.

Demócrito de Abdera
De sua vida sabemos poucas coisas seguras, mas muitas lendas. Viagens
extraordinárias, a ruína material, as honras que recebeu de seus concidadãos,
sua solidão, seu grande poder de trabalho. Uma tradição tardia afirma que ele
ria de tudo. . .

Demócrito e Leucipo partem do eleatismo. Mas o ponto de partida de


Demócrito é acreditar na realidade do movimento porque o pensamento é um
movimento. Esse é seu ponto de ataque: o movimento existe porque eu penso
e o pensamento tem realidade. Mas se há movimento deve haver um espaço
vazio, o que equivale a dizer que o não-ser é tão real quanto o ser. Se o
espaço é absolutamente pleno, não pode haver movimento.

São características de seu pensamento:

 Gosto pela ciência. Aitíai. Viagens.


 Clareza. Aversão ao bizarro.
 Simplicidade do método.
 Arrojo poético (poesia do atomismo).
 Sentimento de um progresso poderoso.
 Fé absoluta em seu sistema.
 O Mal excluído de seu sistema.
 Paz de espírito, resultado do estudo cientifico. Pitágoras.
 Inquietações míticas: racionalismo.
 Inquietações morais: ascetismo.
 Inquietações políticas: quietismo.
 Inquietações conjugais: adoção de filhos.

Além desses Filósofos outros merecem destaques dentre as quatro escolas


pré-socráticas, conforme explicitado no gráfico abaixo.
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Sócrates – Filosofia no Enem. Revise com
aula gratuita.




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Veja o pensamento e a vida (trágica) do filósofo Sócrates.


Ainda na Grécia Antiga ele lançou pilares fundamentais da
Filosofia. Mas, foi condenado à morte por se manter fiel a
seus princípios. Vem com a gente para arrebentar no Enem
e conquistar sua vaga na universidade!

Filosofia Enem: Você conhece Sócrates? Ele foi um dos mais famosos
filósofos que já existiram. Talvez você esteja pensando: “Mas, espera
aí, não é o Sócrates jogador do Corinthians, irmão do Raí?” Não! O
Sócrates tema deste post é o filósofo que viveu entre 469 a.C e 399
a.C, em Atenas, na Grécia Antiga!

Sócrates era filho de um escultor e de uma parteira, humilde por natureza e de uma
sabedoria ímpar. Foi considerado pelo Oráculo de Delfos “o homem mais sábio entre
todos”. Afirmação que intrigou a Sócrates, pois a única certeza que possuía era a de que
muito pouco sabia. Daí da sua famosa afirmação “Só sei que nada sei”. Ele foi condenado
à morte por se manter fiel aos próprios pensamentos. Confira:

<img class="wp-image-43943
size-full" src="https://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2016/03/1-22.gif" alt="1"
width="350" height="200" />Fonte: https://opiniaocentral.files.wordpress.com – Desenho
de Sócrates
Sócrates tinha como método o diálogo. O famoso diálogo socrático, onde se dirigia a
todos, convidando-os a analisarem suas supostas certezas e se abrirem à novos
conhecimentos.

Bolsas de Estudo 2018: veja as vagas

Seu diálogo era dividido em duas partes sucessivas: a primeira chamada de ironia e a
segunda chamada de maiêutica. A ironia consistia em demonstrar ao seu interlocutor o
quanto suas certezas eram frágeis e infundadas.

A maiêutica, ou “parto de idéias”, consistia em fazer com que o interlocutor elaborasse


suas próprias idéias e entendesse como às adotou para si, começando assim a viver uma
vida autêntica. ele ensinava os homens a pensarem por si mesmos, o que sabemos nunca foi
bom para nenhum governo.

<img class="wp-image-43944 size-full" src="https://blogdoenem.com.br/wp-


content/uploads/2016/03/2-12.gif" alt="2" width="650" height="201" />Fonte:
www.umsabadoqualquer.com – Tirinha mostrando a ironia socrática

Apesar das boas intenções, seu modo de viver a vida não era bem visto por alguns cidadãos
de Atenas, principalmente sua popularidade entre os jovens (que tem maior propensão a
desafiar as leis e curiosidade pelo diferente).

Além disso, o filósofo tornou públicos seus pensamentos em relação à existência dos
deuses. Para Sócrates os homens deveriam assumir a sua participação nos acontecimentos e
não mais atribuírem tudo aos deuses.
<img class="wp-image-43945 size-full" src="https://blogdoenem.com.br/wp-
content/uploads/2016/03/3-18.gif" alt="3" width="650" height="399"
/>Fonte:www.umsabadoqualquer.com – Tirinha mostrando discurso de Sócrates perante a
religião

Sócrates foi então acusado de corromper a juventude e condenado à morte. Sua pena foi a
ingestão de um veneno chamado cicuta. Sua morte foi um evento público, todos os
cidadãos atenienses foram convidados a assisti-la na praça pública.

Confira as faculdades mais procuradas!


 Universidade de Franca
 Centro Universitário do Distrito Federal
 Faculdade Pitágoras (MG)
 Universidade Cidade de São Paulo
<img class="wp-image-43946" src="https://blogdoenem.com.br/wp-
content/uploads/2016/03/4-15.gif" alt="Sócrates" width="582" height="384" />Fonte:
www.afilosofia.com.br – Pintura de Jacque Louis David retratando a morte de Sócrates

Importante salientar que foi concedido a Sócrates a chance de libertar-se, desde que
assumisse que estava errado quanto aos seus posicionamentos. O que, obviamente, ele não
fez.

Sua vida, seus ensinamentos, sua moral e também sua morte foram descritas e registradas
por Platão, um de seus discípulos, já que Sócrates não se preocupou em registrar nada.

Últimas palavras de Sócrates: “Enquanto eu puder respirar e exercer minhas faculdades


físicas e mentais, jamais deixarei de praticar a filosofia, de elucidar a verdade e de exortar
todos que cruzarem meu caminho a buscá-la […] Portanto, senhores […] seja eu absolvido
ou não, saibam que não alterarei minha conduta, mesmo que tenha de morrer cem vezes.”

Platão – O discípulo que registrou o pensamento de Sócrates

Uma dica importante do Blog do Enem para você: Mesmo condenado à morte Sócrates teve
a sua filosofia preservada pelo discípulo Platão, que transcreveu diálogos com os
ensinamentos do mestre. Veja aqui um resumo completo sobre Platão, que também
apresentou contribuições importantes para a filosofia. Confira uma aula sobre O Mito da
Caverna, um clássico de Platão.
<img class="wp-image-42758 "
src="https://blogdoenem.com.br/wp-content/uploads/2014/07/platao.jpg" alt="platao"
width="365" height="192" srcset="https://blogdoenem.com.br/wp-
content/uploads/2014/07/platao.jpg 600w, https://blogdoenem.com.br/wp-
content/uploads/2014/07/platao-300x158.jpg 300w" sizes="(max-width: 365px) 100vw,
365px" />Veja uma aula sobre O Mito da Caverna

De volta a Sócrates:

A filosofia socrática pode ser resumida como uma filosofia de conteúdo moral, que
pretendia alcançar um bom convívio entre os homens.

Aula Gratuita

<iframe src="https://www.youtube.com/embed/FsV1jIcw_pk" width="560" height="315"


frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>
Vamos exercitar nossos conhecimentos sobre Sócrates e a Filosofia?

Exercícios:

Questão 1

Após o período cosmológico, surge outro movimento muito importante para a filosofia
(nascente) no ocidente. Passa a ser abordado agora um novo tipo de problema e teremos,
então, não só as figuras principais do novo cenário da filosofia grega, mas de toda a história
da razão ocidental: Sócrates, Platão e Aristóteles. Com Sócrates, a filosofia ganha uma nova
“roupagem”.

Sócrates viveu em Atenas no momento de apogeu da cultura grega, o chamado período


clássico (séculos V e IV a.C.), fase de grande expressão na política, nas artes, na literatura e
na filosofia. O que há de mais forte na filosofia de Sócrates é o seu método e a maneira pela
qual ele buscava discutir os problemas relacionados à filosofia .
A partir do texto acima e dos conhecimentos que você possui sobre a filosofia de Sócrates, é
CORRETO afirmar QUE: (QUESTÃO SOMATÓRIA, SOME OS NÚMEROS DOS
ITENS CORRETOS E COLOQUE O VALOR NO QUADRADO ABAIXO)

(01) Sócrates oferecia grande importância às experiências sensíveis, o que caracterizou


fortemente o seu método filosófico.

(02) Ao proceder em suas investigações, Sócrates partia sempre de sua “dúvida metódica”.

(04) Sócrates sempre buscava pessoas em praça pública para dialogar e questionar.

(08) A célebre frase de Sócrates, que caracterizava parte de seu método é: “só sei que nada
sei”, por isso questionava as ideias de seus interlocutores.

(16) Para fazer com que os seus interlocutores enxergassem a verdade por si próprios,
Sócrates praticava o método “maiêutico” (assinalado por ele), ou “parto das ideias”, no qual
ele demonstrava os erros e opiniões comuns entre os homens.

Questão 2 (UEM/2008)

Sócrates representa um marco importante da história da filosofia; enquanto a filosofia pré-


socrática se preocupava com o conhecimento da natureza (physis), Sócrates procura o
conhecimento indagando o homem.ASSINALE o que for CORRETO. (QUESTÃO
SOMATÓRIA, SOME OS NÚMEROS DOS ITENS CORRETOS E COLOQUE O
VALOR NO QUADRADO ABAIXO)

(01) Sócrates, para não ser condenado à morte, negou, diante dos seus juízes, os princípios
éticos da sua filosofia.

(02) O método socrático compõe-se de duas partes: a maiêutica e a ironia.

(04) Tal como os sofistas, Sócrates costumava cobrar dinheiro pelos seus ensinamentos.

(08) Sócrates, ao afirmar que só sabia que nada sabia, queria, com isso, sinalizar a
necessidade de adotar uma nova atitude diante do conhecimento e apontar um novo
caminho para a sabedoria.

(16) Discípulo de Sócrates, Platão utilizou, como protagonista da maior parte de


seus diálogos, o seu mestre.

Questão 3
Sócrates era um cidadão comum de Atenas, até o oráculo de Delfos indicar que ele era o
homem mais sábio de seu tempo. A partir daí, ele tomou como missão a Maiêutica, que
significava a “arte de trazer à luz” (“parto das ideias”), através de longas conversas com
interlocutores de todas as classes sociais. O QUE SIGNIFICAVA ESSA ARTE?QUESTÃO
3

A) Sócrates, que também era médico, auxiliava nos partos de Atenas.

B) A luz do pensamento de Sócrates ofuscava todo o conhecimento da outra pessoa.

C) Nenhuma das anteriores está correta.

D) Através do diálogo promovido por Sócrates, a pessoa podia formular suas ideias e
pensamentos.

E) A luz indicava que a pessoa não precisava se esforçar para adquirir conhecimento.

Questão 4

Sócrates foi um dos mais importantes filósofos da antiguidade. Para ele, a filosofia não era
um simples conjunto de teorias, mas uma maneira de viver. Sobre o pensamento e a vida de
Sócrates, assinale o que for incorreto.

( ) Sócrates acreditava que passar a vida filosofando, isto é, a examinar a si mesmo e a


conduta moral das pessoas.

( ) Nas conversações que mantinha nos lugares públicos da Atenas do século V a.C.,
Sócrates repetia nada saber para, assim, não responder às questões que formulava e motivar
seus interlocutores a darem conta de suas opiniões.

( ) Em polêmica com Aristóteles, para quem a cidade nasce de um acordo ou de um contrato


social, Sócrates escreveu a República, na qual demonstra ser o homem um animal político.

( ) O exercício da filosofia, para Sócrates, consistia em questionar e em investigar a


natureza dos princípios e dos valores que devem governar a vida. Assim se comportando,
Sócrates contraiu inimizades de poderosos que o executaram sob a acusação de impiedade e
de corromper a juventude.

( ) A maiêutica socrática é a arte de trazer à luz, por meio de perguntas e de respostas, a


verdade ou os conhecimentos mais importantes à vida que cada pessoa retém em sua alma

Gabarito: Questão 1= 28 Questão2= 28 Questão3= D Questão 4= C


Pitágoras é um dos pensadores mais originais da Antiga Grécia. Ele nasceu na ilha Samos
e viveu no período de 580 a.C. a 500 a.C. Viajou

para o Egito e viveu por lá durante 22 anos. Nessa época, familiarizou-se com a ciência
Oriental – com a Aritmética dos fenícios, com a Astronomia

dos caldeus, com os princípios morais dos magos.

Pitágoras foi o primeiro a criar uma Escola filosófica, bem como o primeiro mestre grego.
A sua Escola possuía em torno de 200 pessoas, embora fosse a primeira forma organizada
da vida científica. Ela foi, simultaneamente, também, uma sociedade religiosa.

Segundo alguns relatos, os pitagóricos viviam juntos em comunidade, possuíam bens


comuns, vestiam as mesmas roupas brancas, acordavam juntos antes de amanhecer. O seu
principal objetivo era a formação moral e o desenvolvimento das faculdades

intelectuais do homem, as quais realizam uma catarse radical na alma.

Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga
emocional provocada por um drama. Para suscitar a catarse era preciso que o herói
passasse da dita para a desdita, ou seja, da graça para a desgraça. E mais ainda: não pode
ser por acaso, e sim por uma desmedida, ou seja, por uma ação ou escolha mal feita do
herói.

A atividade científica da Escola é concentrada em três áreas principais: Matemática,


Astronomia e teoria da Música. As idéias naturalistas dos pitagóricos determinam-se pela
função predominante da Matemática. Aos elementos naturais, atribuem-se formas

geométricas: a terra é composta por elementos simples em forma de cubo, o fogo possui
a forma de pirâmide etc. Todos os fenômenos naturais possuem uma estrutura
matemática. Em outras palavras, a Matemática é a unidade fundamental de todas as

ciências. Cabe notar, aqui, que Pitágoras foi o primeiro a libertar a Matemática da
servidão dos comerciantes, direcionando-a diretamente à lógica do conhecimento
científico e, com isso, transformando- a em disciplina teórica.

Pré-Socráticos - Zenão de Eléia – o ser é uno e imóvel


Foi considerado por Aristóteles o inventor da dialética, no sentido de diálogo que parte
das premissas do adversário e o põe em contradição, numa posição insustentável.
Defendeu as teorias do ser de seu mestre, Parmênides, contra os seus adversários,
notoriamente os pitagóricos, que pregavam o ser múltiplo e divisível. O infinito não pode
ser percorrido num tempo finito, só em um tempo infinito. Seus argumentos ficaram
conhecidos como paradoxos de Zenão.

"Se Deus é o mais poderoso de tudo, então Ihe é próprio que seja um; pois, na medida em
que dele houvesse dois ou ainda mais, ele não teria poder sobre eles; mas enquanto Ihe
faltasse o poder sobre os outros não seria Deus. Se, portanto, houvesse mais deuses, eles
seriam mais poderosos e mais fracos um em face do outro; não seriam, por conseguinte,
deuses; pois faz parte da natureza de Deus não ter acima de si nada mais poderoso; pois
o igual não é nem pior nem melhor que o igual - ou não se distingue dele. Se, portanto,
Deus é e se ele é de tal natureza, então só há um Deus; não seria capaz de tudo o que
quisesse, se houvesse mais deuses".

Paradoxo de Aquiles: o mais lento na corrida jamais será alcançado pelo mais rápido, pois
o que persegue deve sempre começar a atingir o ponto de onde partiu o que foge. Outro
argumento pretende afirmar que uma flecha está em repouso ao ser projetada. É a
conseqüência da suposição de que o tempo seja composto de instantes.

Ele demonstra que quando há o múltiplo, há o grande e o pequeno. Quando grande, o


múltiplo é infinito, segundo a grandeza.

Para Hegel, a dialética de Zenão possui mais objetividade que a atual. Ele ainda se conteve
com os limites da metafísica.

Segundo muitas lendas, tornou-se célebre em sua morte, quando salvou um Estado de seu
tirano, sacrificando sua vida, pois foi torturado e não delatou seus companheiros de
conjura. Por isso foi assassinado.
Pré-Socráticos: Heráclito - o fogo - tudo flui
Como já foi ressaltado, o primeiro período do desenvolvimento do pensamento filosófico, o período pré-
socrático, estende-se entre o século 6º a.C. e o século 5º a.C. Entre os primeiros pensadores, uma atenção
especial cabe a Heráclito e a Parmênides.

A citação a seguir dá-nos mostras do inegável gênio atribuído a Heráclito, um pensador


que se destacou entre os filósofos de seu tempo e, também, adquiriu a admiração de toda
a história da Filosofia.

Só vejo o devir. Não vos deixais enganar! É a vossa vista curta e não a essência das
coisas que se deve o facto de julgardes encontrar terra firme no mar do devir e da
evanescência. Usais os nomes das coisas como se tivessem duração fixa; mas até o
próprio rio, no qual entrais pela segunda vez, já não é o mesmo que era da primeira vez

(HERÁCLITO apud NIETZSCHE, 1987, p. 40).

Em seu pensamento, a concepção dialética entre "perto" e "longe", entre "para cima" e
"para baixo" e entre "bem" e "mal" fundamenta a sua teoria de que tudo está em constante
transformação – "tudo flui " –, sendo o permanente fluir a única característica constante
no universo.

Uma característica marcante dos primeiros filósofos é associar a arché (princípio do qual
todas as coisas provêm) a um elemento natural.

O fogo, em Heráclito, realiza completamente as funções dialéticas de seu pensamento.


Ele entende o fogo não apenas como arché, mas como princípio objetivo, fundamento
substancial e não temporal da realidade.

Os outros elementos naturais (água, terra e ar) são as formas passageiras e imediatas do
fogo, que representa a essência permanente e, também, a base ontológica do fluir. No
Fragmento 22, o pensador grego esclarece: "Todas as coisas se trocam por Fogo, e o Fogo
por todas as coisas, como mercadorias por ouro e ouro por mercadorias" (HERÁCLITO
apud BURNET, 2006, p. 152). Trata-se de uma visão muito sofisticada de Heráclito de
que a passagem do múltiplo ao uno é, na verdade, uma justiça suprema.

Fonte: UOL e Brasil Escola

Pré-Socráticos: Anaxímenes - o ar
Foi discípulo de Anaximandro, tendo vivido na segunda metade do séc. 6 a.C. Assume
como princípio de tudo o ar, embora este tenha uma conotação de grandeza infinita, mas
não indeterminada e, continuando a ideia de movimento, agrega os conceitos de
condensação e rarefação.

Adotando o ar como elemento primordial, o filósofo explica o movimento de criação das


coisas, pois sopro (pneuma) para os antigos traduzia o conceito de alma como algo muito
leve, delicado, gracioso, etéreo, sem peso e o filósofo associa a ideia de sopro, alma ou
espírito à de ar. Esse elemento primordial tinha seus movimentos de união (condensação)
e desunião (rarefação) produzindo em diversos níveis as realidades das coisas. O ar
condensado forma o vento, as nuvens e, em grau mais denso, a água; num sentido
contrário, quando rarefeito, forma o fogo. O movimento assim descrito associa a causa
dinâmica das coisas a uma noção mais harmonizada com conceito de princípio,
estabelecendo racionalmente uma diferença qualitativa das coisas numa relação
quantitativa do elemento primordial. Todas as coisas diferem-se entre si em qualidade por
força de um movimento quantitativo do princípio de tudo.
Pré-Socráticos - Tales de Mileto - a água

Tales de Mileto se perguntou: "De que é feito o mundo?".(+ ou- 640-548 a. C) Tales é
considerado o pai da filosofia grega, o primeiro homem sábio. Foi um homem que viajou
muito. Os pensadores de Mileto iniciaram uma física e uma cosmologia. O universo era
considerado um campo com pares opostos das qualidades sensíveis. É de Tales a frase de que
á água é a origem de todas as coisas. Tudo seria alteração da água, em diversos graus. O
alimento de toda a coisa é úmido. Aristóteles afirmou que ele foi o primeiro a atribuir uma
causa material para a origem do universo. Também era matemático, geômetra e físico. Outra
frase que pode ser dele é a de que tudo está cheio de deuses, ou seja, a matéria é viva. Dizem
que previu um eclipse solar e calculou a altura de uma pirâmide. Em Aristóteles há um trecho
dizendo que era sabido ser uma afirmação de Tales que a alma é algo que se move. Teve como
discípulo Anaximandro.

A filosofia surgiu na Grécia, no século VI a.C. Seus primeiros filósofos foram os chamados pré-
socráticos. De acordo com o texto, assinale a alternativa que expressa o principal problema
por eles investigado.

a) A ética, enquanto investigação racional do agir humano.

b) A estética, enquanto estudo sobre o belo na arte.

c) A epistemologia, como avaliação dos procedimentos científicos.

d) A cosmologia, como investigação acerca da origem e da ordem do mundo.

e) A filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.

2. (Uncisal 2012) O período pré-socrático é o ponto inicial das reflexões filosóficas. Suas
discussões se prendem a Cosmologia, sendo a determinação da physis (princípio eterno e
imutável que se encontra na origem da natureza e de suas transformações) ponto crucial de
toda formulação filosófica. Em tal contexto, Demócrito afirma ser a realidade percebida pelos
sentidos ilusória. Ele defende que os sentidos apenas capturam uma realidade superficial,
mutável e transitória que acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os sentidos apreendam “as
mutações das coisas, no fundo, os elementos primordiais que constituem essa realidade
jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o real outra.

Para Demócrito a physis é composta:

a) pelas quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio.

b) pela água.

c) pelo fogo.
d) pelo ilimitado.

e) pelos átomos.

3. (Uff 2010) Como uma onda

“Nada do que foi será/ De novo do jeito que já foi um dia/ Tudo passa/ Tudo sempre passará/

A vida vem em ondas/ Como um mar/ Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é/ Igual ao que a gente/ Viu há um segundo/ Tudo muda o tempo todo/
No mundo

Não adianta fugir/ Nem mentir/ Pra si mesmo agora/ Há tanta vida lá fora/ Aqui dentro
sempre/ Como uma onda no mar/ Como uma onda no mar/ Como uma onda no mar”

(Lulu Santos e Nelson Motta)

A letra dessa canção de Lulu Santos lembra ideias do filósofo grego Heráclito, que viveu no
século VI a.C. e que usava uma linguagem poética para exprimir seu pensamento. Ele é o autor
de uma frase famosa: “Não se entra duas vezes no mesmo rio”.

Dentre as sentenças de Heráclito a seguir citadas, marque aquela em que o sentido da canção
de Lulu Santos mais se aproxima

a) Morte é tudo que vemos despertos, e tudo que vemos dormindo é sono.

b) O homem tolo gosta de se empolgar a cada palavra.

c) Ao se entrar num mesmo rio, as águas que fluem são outras.

d) Muita instrução não ensina a ter inteligência.

e) O povo deve lutar pela lei como defende as muralhas da sua cidade.

GABARITO

1. E

Resolvendo passo-a-passo:

Tales de Mileto foi o primeiro filósofo. Ele surgiu em uma fase em que a questão central era a
origem do mundo. Com a emergência da filosofia, os pré-socráticos passaram a analisar esse
objeto não como cosmogonia, mas cosmologia, ou seja, uma análise racional acerca da origem
do mundo. Apenas a partir de Sócrates a filosofia adquiriu temas pertinentes ao homem e à
forma de conhecimento humano.
2. E

Resolvendo passo-a-passo:

a) O pré-socrático que defendeu as quatro raízes como sendo a physis foi Empédocles.

b) O pensador que afirmou ser a água a physis foi Tales.

c) O pensador que defendeu o fogo como sendo símbolo da mudança e do devir e por tanto
physis foi Heráclito.

d) O pensador que afirmou que a physis era o ilimitado foi Anaximandro.

e) Demócrito afirmou que a physis era os átomos que se uniam de diversas formas para
originar tudo que existe.

3. C

Resolvendo passo-a-passo:

Essa música é uma clara menção ao fragmento supracitado na alternativa “C”. No pensamento
de Heráclito, o mundo está em constante mudança. Nesse caso, ele afirma não ser possível
entrar duas vezes no mesmo rio, porque a cada segundo tudo o que existe se transforma, de
modo que nada possa permanecer o mesmo. Isso se aplica às pessoas e a todas as coisas.

1. (Enem 2015) A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a
água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e leva-la
a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre
a origem das coisas; em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação; e enfim, em
terceiro lugar, porque nela embora apenas em estado de crisálida, está contido o pensamento:
Tudo é um.

NIETZSCHE. F. Crítica moderna. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural. 1999

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

a) O impulso para transformar, mediante justificativas, os elementos sensíveis em verdades


racionais.

b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.

c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.

d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.

e) A tentativa de justificar, a partir de elementos empíricos, o que existe no real.

2. (Uema 2015) Leia a letra da canção a seguir.

Nada do que foi será

De novo do jeito que já foi um dia


Tudo passa

Tudo sempre passará

A vida vem em ondas

Como um mar

Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é

Igual ao que a gente

Viu há um segundo

Tudo muda o tempo todo

No mundo […]

Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda. In: Álbum MTV ao vivo. Rio de Janeiro:
Sony-BMG, 2004.

Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo, que vê a realidade passando como uma
onda, assim também pensaram os primeiros filósofos conhecidos como Pré-socráticos que
denominavam a realidade de physis. A característica dessa realidade representada, também,
na música de Lulu Santos é o(a)

a) fluxo.

b) estática.

c) infinitude.

d) desordem.

e) multiplicidade.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Leia o texto a seguir e responda à(s) próxima(s) questão(ões).

De onde vem o mundo? De onde vem o universo? Tudo o que existe tem que ter um começo.
Portanto, em algum momento, o universo também tinha de ter surgido a partir de uma outra
coisa. Mas, se o universo de repente tivesse surgido de alguma outra coisa, então essa outra
coisa também devia ter surgido de alguma outra coisa algum dia. Sofia entendeu que só tinha
transferido o problema de lugar. Afinal de contas, algum dia, alguma coisa tinha de ter surgido
do nada. Existe uma substância básica a partir da qual tudo é feito? A grande questão para os
primeiros filósofos não era saber como tudo surgiu do nada. O que os instigava era saber como
a água podia se transformar em peixes vivos, ou como a terra sem vida podia se transformar
em árvores frondosas ou flores multicoloridas.

Adaptado de: GAARDER, J. O Mundo de Sofia. Trad. de João Azenha Jr. São Paulo: Companhia
das Letras, 1995. p.43-44.
3. (Uel 2015) Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgimento da filosofia, assinale
a alternativa correta.

a) Os pensadores pré-socráticos explicavam os fenômenos e as transformações da natureza e


porque a vida é como é, tendo como limitador e princípio de verdade irrefutável as histórias
contadas acerca do mundo dos deuses.

b) Os primeiros filósofos da natureza tinham a convicção de que havia alguma substância


básica, uma causa oculta, que estava por trás de todas as transformações na natureza e, a
partir da observação, buscavam descobrir leis naturais que fossem eternas.

c) Os teóricos da natureza que desenvolveram seus sistemas de pensamento por volta do


século VI a.C. partiram da ideia unânime de que a água era o princípio original do mundo por
sua enorme capacidade de transformação.

d) A filosofia da natureza nascente adotou a imagem homérica do mundo e reforçou o


antropomorfismo do mundo dos deuses em detrimento de uma explicação natural e regular
acerca dos primeiros princípios que originam todas as coisas.

e) Para os pensadores jônicos da natureza, Tales, Anaxímenes e Heráclito, há um princípio


originário único denominado o ilimitado, que é a reprodução da aparência sensível que os
olhos humanos podem observar no nascimento e na degeneração das coisas.

4. (Uel 2013) No livro Através do espelho e o que Alice encontrou por lá, a Rainha Vermelha diz
uma frase enigmática: “Pois aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para continuar
no mesmo lugar.”

(CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou por lá. Rio de Janeiro: Zahar, 2009.
p.186.)

Já na Grécia antiga, Zenão de Eleia enunciara uma tese também enigmática, segundo a qual o
movimento é ilusório, pois “numa corrida, o corredor mais rápido jamais consegue ultrapassar
o mais lento, visto o perseguidor ter de primeiro atingir o ponto de onde partiu o perseguido,
de tal forma que o mais lento deve manter sempre a dianteira.” (ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239
b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN, J. E.; SCHOFIELD, M. Os Pré-socráticos. 4.ed. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.)

Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em Zenão de Eleia, é correto afirmar
que seu argumento

a) baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão,


numa explicação naturalista pautada pelos sentidos.

b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o
sensível por condições que lhe são estranhas.

c) ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual


se chegaria pelos sentidos.

d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois
isso nos apontam as evidências dos sentidos.
e) pressupõe a noção de continuidade entre os instantes, contida no pressuposto da
aceleração do movimento entre os corredores.

5. (Ufu 2013) De um modo geral, o conceito de physis no mundo pré-socrático expressa um


princípio de movimento por meio do qual tudo o que existe é gerado e se corrompe. A
doutrina de Parmênides, no entanto, tal como relatada pela tradição, aboliu esse princípio e
provocou, consequentemente, um sério conflito no debate filosófico posterior, em relação ao
modo como conceber o ser.

Para Parmênides e seus discípulos:

a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o movimento está em tudo o que


existe.

b) O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de um não-ser.

c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de imaginação especulativa.

d) O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso a realidade empírica é puro ser, ainda
que em movimento.

6. (Ufu 2013) A atividade intelectual que se instalou na Grécia a partir do séc. VI a.C. está
substancialmente ancorada num exercício especulativo-racional. De fato, “[…] não é mais uma
atividade mítica (porquanto o mito ainda lhe serve), mas filosófica; e isso quer dizer uma
atividade regrada a partir de um comportamento epistêmico de tipo próprio: empírico e
racional”. SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-socráticos. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998, p. 32.

Sobre a passagem da atividade mítica para a filosófica, na Grécia, assinale a alternativa


correta.

a) A mentalidade pré-filosófica grega é expressão típica de um intelecto primitivo, próprio de


sociedades selvagens.

b) A filosofia racionalizou o mito, mantendo-o como base da sua especulação teórica e


adotando a sua metodologia.

c) A narrativa mítico-religiosa representa um meio importante de difusão e manutenção de um


saber prático fundamental para a vida cotidiana.

d) A Ilíada e a Odisseia de Homero são expressões culturais típicas de uma mentalidade


filosófica elaborada, crítica e radical, baseada no logos.

7. (Unioeste 2013) “Não é fácil definir se a ideia dos poemas homéricos, segundo a qual o
Oceano é a origem de todas as coisas, difere da concepção de Tales, que considera a água o
princípio original do mundo; seja como for, é evidente que a representação do mar inesgotável
colaborou para a sua expressão. Em todas as partes da Teogonia, de Hesíodo, reina a vontade
expressa de uma compreensão construtiva e uma perfeita coerência na ordem racional e na
formulação dos problemas. Por outro lado, a sua cosmologia ainda apresenta uma irreprimível
pujança de criação mitológica, que, muito mais tarde, ainda age sobre as doutrinas dos
“fisiólogos”, nos primórdios da filosofia “científica”, e sem a qual não se poderia conceber a
atividade prodigiosa que se expande na criação das concepções filosóficas do período mais
antigo da ciência.” Werner Jaeger.

Considerando o texto acima sobre o surgimento da filosofia na Grécia, seguem as afirmativas


abaixo:

I. O surgimento da filosofia não coincide com o início do uso do pensamento racional.

II. O surgimento da filosofia não coincide com o fim do uso do pensamento mítico.

III. Tales de Mileto, no século VI a.C., ao propor a água como princípio original do mundo,
rompe, definitivamente, com o pensamento mítico.

IV. Mitos estão presentes ainda nos textos filosóficos de Platão (século IV a.C.), como, por
exemplo, o mito do julgamento das almas.

V. Os primeiros filósofos gregos, chamados “pré-socráticos”, em sua reflexão, não se


ocupavam da natureza (Physis).

Das afirmativas feitas acima

a) apenas a afirmação V está correta.

b) apenas as afirmações III e V estão corretas.

c) apenas as afirmações II e IV estão corretas.

d) apenas as afirmações I, II e IV estão corretas.

e) apenas as afirmações I, III e V estão corretas.

8. (Upe 2013) Atente ao texto a seguir sobre a filosofia na história:

A história da filosofia é a exposição crítica e metódica dos principais sistemas e das mais
importantes escolas filosóficas. Seguir o pensamento humano nas diferentes fases de seu
desenvolvimento através das idades, inventariar os esforços e as tentativas feitas nas diversas
épocas, pelas mais poderosas inteligências, para dar uma solução racional e científica às mais
altas questões acerca de Deus, do homem e do universo, tal é o seu objeto. Como a história de
todas as ciências, também a da filosofia deve ser crítica e metódica. FRANCA, Leonel. Noções
de História da Filosofia, 1990, p. 19. Disponível em: filosofiaefilosofiadaeducacao.blogspot.com

Sobre esse assunto, coloque V nas afirmativas Verdadeiras e F nas Falsas.

( ) Na história da filosofia, os sofistas operaram uma verdadeira revolução espiritual,


deslocando o eixo da reflexão filosófica do enfoque sobre aquilo que concerne à vida do
homem como membro de uma sociedade para o que concerne à natureza e ao cosmos.

( ) A história da filosofia moderna é a história do desenvolvimento do cartesianismo em seu


aspecto de idealismo e de mecanicismo.

( ) A filosofia moderna se caracterizou pela preocupação com as questões do conhecer


capazes de produzir a nova ciência, ou seja, recursos que pudessem proporcionar a passagem
da especulação metafísica para as explicações experimentais.
( ) Na história da filosofia grega, o período pré-socrático (séc. VII-V a.C.) é aquele em que os
filósofos se preocupam quase exclusivamente com os problemas cosmológicos.

( ) Entre as filosofias da Antiguidade Greco-latina e as chamadas filosofias modernas, a


transição é a filosofia da Idade Média, na qual o pensamento é dominado pela religião
triunfante – o cristianismo, que como todas as religiões, contém um certo número de ideias
filosóficas.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

a) F, F, V, V, V

b) V, F, V, V, F

c) F, V, V, V, V.

d) V, V, F, F, V.

e) F, F, F, V, V.

9. (Uncisal 2012) O período pré-socrático é o ponto inicial das reflexões filosóficas. Suas
discussões se prendem a Cosmologia, sendo a determinação da physis (princípio eterno e
imutável que se encontra na origem da natureza e de suas transformações) ponto crucial de
toda formulação filosófica. Em tal contexto, Leucipo e Demócrito afirmam ser a realidade
percebida pelos sentidos ilusória. Eles defendem que os sentidos apenas capturam uma
realidade superficial, mutável e transitória que acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os
sentidos apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os elementos primordiais que
constituem essa realidade jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o real outra.

Para Leucipo e Demócrito a physis é composta

a) pelas quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio.

b) pela água.

c) pelo fogo.

d) pelo ilimitado.

e) pelos átomos.

10. (Unioeste 2012) O que há em comum entre Tales, Anaximandro e Anaxímenes de Mileto,
entre Xenófanes de Colofão e Pitágoras de Samos? “Todos esses pensadores propõem uma
explicação racional do mundo, e isso é uma reviravolta decisiva na história do pensamento”
(Pierre Hadot).

Com base no texto e nos conhecimentos sobre as relações entre mito e filosofia, seguem as
seguintes proposições:

I. Os filósofos pré-socráticos são conhecidos como filósofos da physis porque as explicações


racionais do mundo por eles produzidas apresentam não apenas o início, o princípio, mas
também o desenvolvimento e o resultado do processo pelo qual uma coisa se constitui.
II. Os filósofos pré-socráticos não foram os primeiros a tratarem da origem e do
desenvolvimento do universo, antes deles já existiam cosmogonias, mas estas eram de tipo
mítico, descreviam a história do mundo como uma luta entre entidades personificadas.

III. As explicações racionais do mundo elaboradas pelos pré-socráticos seguem o mesmo


esquema ternário que estruturava as cosmogonias míticas na medida em que também
propõem uma teoria da origem do mundo, do homem e da cidade.

IV.O nascimento das explicações racionais do mundo são também o surgimento de uma nova
ordem do pensamento, complementar ao mito; em certos momentos decisivos da história da
filosofia as duas ordens de pensamento chegam a coexistir, exemplo disso pode ser
encontrado no diálogo platônico Timeu quando, na apresentação do “mito mais verossímil”, a
figura mítica do Demiurgo é introduzida para explicar a produção do mundo.

V. Tales de Mileto, um dos Sete Sábios, além de matemático e físico é considerado filósofo – o
fundador da filosofia, segundo Aristóteles – porque em sua proposição “A água é a origem e a
matriz de todas as coisas” está contida a proposição “Tudo é um”, ou seja, a representação de
unidade.

Assinale a alternativa correta.

a) As proposições III e IV estão incorretas.

b) Somente as proposições I e II estão corretas.

c) Apenas a proposição IV está incorreta.

d) Todas as proposições estão incorretas.

e) Todas as proposições estão corretas.

11. (Ueap 2011) O VÉU E A ASA

O VOO

O ALVO

de TALES: ÁGUA

ALMA

(Herbert Emanuel, do Livro Nada ou Quase Uma Arte)

O poema faz referências explícitas a um filósofo pré-socrático. Na história da filosofia,


entende-se por pré-socráticos aqueles filósofos que antecederam Sócrates. Entre as
alternativas abaixo, assinale a que contém somente filósofos pré-socráticos.

a) Tales de Mileto / Santo Agostinho / Heráclito.

b) Parmênides / Anaximandro / Empédocles.

c) Parmênides / Pitágoras / Aristóteles.

d) Anaxágoras / Platão / Demócrito.

e) Anaxímenes / Xenófanes / Boécio.


12. (Ueg 2011) A influência de Sócrates na filosofia grega foi tão marcante que dividiu a sua
história em períodos: período pré-socrático, período socrático e período pós-socrático. O
período pré-socrático é visto como uma época de formação da filosofia grega, na qual
predominavam os problemas cosmológicos. Ele se desenvolveu em cidades da Jônia e da
Magna Grécia. Grandes escolas filosóficas surgem nesse período e muitos pensadores se
destacam. Entre eles, um jônico, que ficou conhecido como pai da filosofia. Seu nome é:

a) Tales de Mileto

b) Leucipo de Abdera

c) Sócrates de Atenas

d) Parmênides de Eléia

13. (Uenp 2011) As discussões iniciais sobre Lógica foram organizadas por Aristóteles no texto
conhecido como “Organon”, onde o filósofo sistematiza e problematiza algumas das
afirmações que tinham sido feitas pelos pré-socráticos (Parmênides, Heráclito) e por Platão.
Sobre a lógica aristotélica é incorreto afirmar:

a) Aristóteles considera que a dialética não é um procedimento seguro para o pensamento,


tendo em vista posições contrárias de debatedores, e a escolha de uma opinião contra a outra
não garante chegar à essência da coisa investigada, por isso sugere a substituição da dialética
pela lógica.

b) Entre as principais diferenças que existem entre a lógica aristotélica e a dialética platônica
estão: a primeira é um instrumento para o conhecer que antecede o exercício do pensamento
e da linguagem; a segunda é um modo de conhecer e pressupõe a aplicação imediata do
pensamento e da linguagem.

c) A lógica aristotélica é um instrumento para trabalhar os contrários, e as contradições para


superá-los e chegar ao conhecimento da essência das coisas e da realidade.

d) A lógica aristotélica sistematiza alguns princípios e procedimentos que devem ser


empregados nos raciocínios para a produção de conhecimentos universais e necessários.

e) Contemporaneamente não se pode considerar a lógica aristotélica como plenamente


formal, tendo em vista que Aristóteles não afasta por completo os conteúdos pensados, para
ficar com formas vazias (como se faz na lógica puramente formal). Embora tenha avançado no
sentido da lógica formal, se comparada com a dialética platônica, que dependia
absolutamente do conteúdo dos juízos.

14. (Uenp 2011) Sobre os períodos da filosofia grega antiga, relacione as colunas e assinale a
alternativa que contém a combinação correta:

Período

Problema
I. Período pré-socrático (séc. VII – V a.C.)

A. Problemas morais

II. Período socrático (séc. IV a.C.)

B. Problemas cosmológicos

III. Período pós-socrático (séc. IV a.C. – VI d.C.)

C. Problemas antropológicos

a) I – A; II – B e III – C.

b) I – B; II – A e III – C.

c) I – C; II – B e III – A.

d) I – A; II – C e III – B.

e) I – B; II – C e III – A.

15. (Unicentro 2010) Leia o fragmento de um texto pré-socrático:

“Ainda outra coisa te direi. Não há nascimento para nenhuma das coisas mortais, como não há
fim na morte funesta, mas somente composição e dissociação dos elementos compostos:
nascimento não é mais do que um nome usado pelos homens”.

(EMPÉDOCLES. Apud ARANHA/ MARTINS. Filosofando: Introdução à Filosofia. 3ª Ed., São


Paulo: Moderna, 2006 – p. 86.).

A respeito da relação entre mythos e logos (razão) no início da filosofia grega, analise as
assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. O fragmento acima denota a “luta de forças” opostas na massa dos membros humanos, que
ora unem-se pelo amor – no início todos os membros que atingiram a corporeidade da vida
florescente –, ora divididos pela força da discórdia, erram separados nas linhas da vida. Assim
ocorre também com todos os outros seres na natureza.

II. A verdade filosófica apresenta-se no pensamento de Empédocles através de uma estrutura


lógica muito distante da “verdade” expressa nos relatos míticos dos gregos arcaicos.

III. Nascimento e morte, no texto de Empédocles, são apresentados por meio de


representações míticas que o filósofo retira de uma tradição religiosa presente ainda em seu
tempo. Essas imagens, consequentemente, se transpõem, sem deixarem de ser místicas, em
uma filosofia que quer captar a verdadeira essência da realidade física.

IV. O fragmento denota continuidade do pensamento mítico no início da filosofia, pois estão
presentes ainda o uso de certas estruturas comuns de explicação.

a) Apenas II, III e IV estão corretas.

b) Apenas I, III e IV estão corretas.


c) Apenas I e II estão corretas.

d) Apenas I e IV estão corretas.

e) Apenas I, II e IV estão corretas.

16. (Unimontes 2010) O primeiro filósofo de que temos notícias é Tales, da colônia grega de
Mileto, na Ásia Menor. Tales foi um homem que viajou muito. Entre outras coisas, dizem que,
certa vez, no Egito, ele calculou a altura de uma pirâmide medindo a sombra da mesma no
exato momento em que sua própria sombra tinha a mesma medida de sua altura. Dizem ainda
que, em 585 a.C., ele previu um eclipse solar.

(GAARDER, J. O Mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995).

Aos primeiros filósofos que se debruçaram sobre os problemas do cosmo, podemos chamá-los,
além de pré-socráticos, de

a) naturalistas ou fisicistas.

b) existencialistas.

c) empiristas.

d) espiritualistas.

17. (Ufu 2010) Em um importante trecho da sua obra Metafísica, Aristóteles se refere a
Sócrates nos seguintes termos:

Sócrates ocupava-se de questões éticas e não da natureza em sua totalidade, mas buscava o
universal no âmbito daquelas questões, tendo sido o primeiro a fixar a atenção nas definições.

Aristóteles. Metafísica, A6, 987b 1-3. Tradução de Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002.

Com base na filosofia de Sócrates e no trecho supracitado, assinale a alternativa correta.

a) O método utilizado por Sócrates consistia em um exercício dialético, cujo objetivo era livrar
o seu interlocutor do erro e do preconceito − com o prévio reconhecimento da própria
ignorância −, e levá-lo a formular conceitos de validade universal (definições).

b) Sócrates era, na verdade, um filósofo da natureza. Para ele, a investigação filosófica é a


busca pela “Arché”, pelo princípio supremo do Cosmos. Por isso, o método socrático era
idêntico aos utilizados pelos filósofos que o antecederam (Pré-socráticos).

c) O método socrático era empregado simplesmente para ridicularizar os homens, colocando-


os diante da própria ignorância. Para Sócrates, conceitos universais são inatingíveis para o
homem; por isso, para ele, as definições são sempre relativas e subjetivas, algo que ele
confirmou com a máxima “o Homem é a medida de todas as coisas”.

d) Sócrates desejava melhorar os seus concidadãos por meio da investigação filosófica. Para
ele, isso implica não buscar “o que é”, mas aperfeiçoar “o que parece ser”. Por isso, diz o
filósofo, o fundamento da vida moral é, em última instância, o egoísmo, ou seja, o que é o bem
para o indivíduo num dado momento de sua existência.
18. (Unicentro 2010) Após as primeiras discussões dos filósofos “pré-socráticos” no século VI
a.C. (período cosmológico), surge outro movimento muito importante na história da filosofia.
Passa a ser abordado uma nova modalidade de problemas e discussões (período
antropológico), e assim teremos não só as figuras principais do novo cenário da filosofia grega,
mas de toda a história da razão ocidental: Sócrates, Platão e Aristóteles. Com Sócrates, a
filosofia ganha uma nova “roupagem”. Sócrates viveu em Atenas no momento de apogeu da
cultura grega, o chamado período clássico (séculos V e IV a.C.), fase de grande expressão na
política, nas artes, na literatura e na filosofia. O que há de mais forte na filosofia de Sócrates é
o seu método e a maneira pela qual ele buscava discutir os problemas relacionados à filosofia.

A partir desta informação, e de seus conhecimentos sobre a filosofia socrática, analise as


assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.

I. Sócrates sempre buscava pessoas em praça pública para dialogar e questionar sobre a
realidade de seu tempo.

II. A célebre frase de Sócrates, que caracterizava parte de seu método é: “só sei que nada sei”,
por isso questionava as ideias de seus interlocutores.

III. Sócrates oferecia grande importância às experiências sensíveis, o que caracterizou


fortemente o seu método filosófico.

IV. Para fazer com que os seus interlocutores enxergassem a verdade por si próprios, Sócrates
elaborou um método composto de duas partes centrais: a ironia e a maiêutica.

a) Apenas I e II estão corretas.

b) Apenas I, II e IV estão corretas.

c) Apenas III e IV estão corretas.

d) Apenas I, II e III estão corretas.

e) Apenas I e IV estão corretas.

19. (Unicentro 2010) “A filosofia vai surgir ligada a esses dois tipos de palavras, isto é, à
alétheia e à dóxa. Essa ligação é diferenciada, ou seja, não será sempre a mesma nos
diferentes períodos da filosofia grega. Assim, na fase inicial, os filósofos procuravam falar nos
dois campos: falam como poetas e adivinhos, isto é, no campo da palavra-verdade, e falam
como chefes políticos, isto é, no campo da palavra persuasão. A seguir, com os filósofos
Pitágoras de Samos e Parmênides de Eléia, afastam a dóxa e fortalecem apenas a alétheia. No
entanto, a partir do desenvolvimento da democracia, sobretudo em Atenas, um grupo de
filósofos novos, os sofistas, afastam a alétheia e fortalecem exclusivamente a dóxa.
Finalmente, com Sócrates e Platão, será feito um esforço gigantesco (decisivo para todo
pensamento ocidental) para colocar a alétheia no lugar da dóxa. Será o momento em que a
filosofia, em vez de ocupar-se com a origem do mundo e as causas de suas transformações, se
interessará exclusivamente pelos homens, pela vida social e política”

(CHAUÍ, M. Introdução à História da Filosofia – Dos pré-socráticos a Aristóteles. Volume I. 1ª


ed. – São Paulo: Brasiliense, 1994).
Com base no texto, e em seus conhecimentos sobre o tema, informe se é verdadeiro (V) ou
falso (F) e, em seguida, assinale a alternativa correta.

( ) Essas observações sobre a alétheia e a dóxa nos ajudam a compreender por que a
filosofia nascente, embora sendo uma cosmologia (isto é, uma explicação racional sobre a
origem do mundo e as causas de suas transformações), emprega um vocabulário político e
humano para referir-se o cosmos. É que a linguagem disponível para a filosofia é a linguagem
da pólis e esta é projetada na explicação da natureza ou do universo.

( ) A palavra dóxa deriva do verbo dokéo, que significa: 1) tomar o partido que se julga o
mais adaptado a uma situação; 2) conformar-se a uma norma; 3) escolher e decidir. A dóxa
pertence ao vocabulário político da decisão, deliberação e opinião.

( ) Exercício do pensamento e da linguagem, a filosofia nascente não irá diferenciar-se da


palavra dos guerreiros e dos políticos, pois não possui uma pretensão específica, deseja
apenas argumentar e persuadir.

( ) No pensamento mítico e na organização sociopolítica que antecede o surgimento da pólis,


a alétheia possui uma relação intrínseca com os procedimentos oraculares e divinatótios: é a
lembrança do que foi contemplado no oráculo e ouvido, ali, dos deuses, que é a verdade,
alétheia.

( ) F – V – F – V.

( ) V – F – V – F.

( ) V – V – F – V.

( ) V – V – F – F.

( ) V – F – F – V.

20. (Ueg 2008) Tales foi o iniciador da reflexão sobre a physis, pois foi o primeiro filósofo a
afirmar a existência de um princípio originário e único, causa de todas as coisas que existem,
sustentando que esse princípio de tudo é a água. Tudo se origina a partir dela. Essa proposta é
importantíssima […] podendo com boa dose de razão ser qualificada como a primeira proposta
filosófica daquilo que se costuma chamar de começo da formação do universo.

REALE, Giovanni. História da filosofia. São Paulo: Loyola, 1990.

A passagem do mito à filosofia iniciou-se com os pré-socráticos. O primeiro deles foi Tales de
Mileto, que iniciou o estudo da cosmologia. A cosmologia é definida como:

a) A investigação racional do agir humano

b) A investigação acerca da origem e da ordem do mundo

c) O estudo do belo na arte

d) O estudo do estado civil e natural e seu ordenamento jurídico

21. (Ufu 2008) Leia atentamente o texto a seguir.


Na filosofia de Parmênides preludia-se o tema da ontologia. A experiência não lhe apresentava
em nenhuma parte um ser tal como ele o pensava, mas, do fato que podia pensá-lo, ele
concluía que ele precisava existir: uma conclusão que repousa sobre o pressuposto de que nós
temos um órgão de conhecimento que vai à essência das coisas e é independente da
experiência. Segundo Parmênides, o elemento de nosso pensamento não está presente na
intuição mas é trazido de outra parte, de um mundo extrassensível ao qual nós temos um
acesso direto através do pensamento.

NIETZSCHE, Friedrich. A filosofia na época trágica dos gregos. Trad. Carlos A. R. de Moura. In Os
pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 151. Coleção Os Pensadores

Marque a alternativa INCORRETA.

a) Para Parmênides, o Ser e a Verdade coincidem, porque é impossível a Verdade residir


naquilo que Não-é: somente o Ser pode ser pensado e dito.

b) Pode-se afirmar com segurança que Parmênides rejeita a experiência como fonte da
verdade, pois, para ele, o Ser não pode ser percebido pelos sentidos.

c) Parmênides é nitidamente um pensador empirista, pois afirma que a verdade só pode ser
acessada por meio dos sentidos.

d) O pensamento, para Parmênides, é o meio adequado para se chegar à essência das coisas,
ao Ser, porque os dados dos sentidos não são suficientes para apreender a essência.

22. (Uel 2007) “A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda, com a proposição: a
água é a origem e a matriz de todas as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la
a sério? Sim, e por três razões: em primeiro lugar, porque essa proposição enuncia algo sobre
a origem das coisas; em segundo lugar, porque faz sem imagem e fabulação; e enfim, em
terceiro lugar, porque nela, embora apenas em estado de crisálida, está contido o
pensamento: ‘Tudo é um’. A razão citada em primeiro lugar deixa Tales ainda em comunidade
com os religiosos e supersticiosos, a segunda o tira dessa sociedade e no-lo mostra como
investigador da natureza, mas, em virtude da terceira, Tales se torna o primeiro filósofo
grego”.

Fonte: NIETZSCHE, F. Crítica Moderna. In: Os Pré-Socráticos. Tradução de Rubens Rodrigues


Torres Filho. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 43.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre Tales e o surgimento da filosofia, considere as
afirmativas a seguir.

I. Com a proposição sobre a água, Tales reduz a multiplicidade das coisas e fenômenos a um
único princípio do qual todas as coisas e fenômenos derivam.

II. A proposição de Tales sobre a água compreende a proposição ‘Tudo é um’.

III. A segunda razão pela qual a proposição sobre a água merece ser levada a sério mostra o
aspecto filosófico do pensamento de Tales.

IV. O Pensamento de Tales gira em torno do problema fundamental da origem da virtude.


A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:

a) I e II

b) II e III

c) I e IV

d) I, II e IV

e) II, III e IV

Gabarito:

1: C

2: A

3: B

4: C

5: B

6: C

7: D

8: C

9: E

10: E

11: B

12: A

13: C

14: E

15: A

16: A

17: A

18: B

19: C

20: B

21: C

22: A