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Quando ouvimos falar em sustentabilidade pensamos que se trata de

algo relacionado apenas ao meio ambiente, porém, assim como a


responsabilidade social, elas não se limitam em ações ou investimentos
em projetos sociais. A responsabilidade social corporativa tem como
objetivo entender e agir em resposta a demanda da sociedade que
consiste em que tudo que uma empresa gera de valores sejam revertidos
não somente em benefícios para seus diretores e donos, mas que
abranja todo o conjunto de colaboradores que de alguma forma
contribuíram, com ênfase na comunidade (funcionários e sociedade) e
meio ambiente, preservando os valores culturais e com transparência e
ética.

Responsabilidade social corporativa tem como conceito de partir pelo


princípio de que a atividade empresarial tem compromisso com toda a
cadeia produtiva da empresa, desde clientes, funcionários, fornecedores,
até as comunidades, o ambiente e a sociedade. Esta concepção se
relaciona com a teoria dos stakeholders– as pessoas ou grupos que
dependem da organização para alcançar suas metas são as mesmas que
a empresa depende para funcionar.

Segundo a OIT – Organização Internacional do trabalho, uma das


principais características da responsabilidade social corporativa é a
importância de ter Qualidade de Vida no trabalho.

A implementação desta característica visa a melhoria da vida do


colaborador em relação as tarefas que exerce ao longo do dia, visando
uma rotina equilibrada, flexibilidade, adaptações, serviços sem
sobrecargas para assim trazer um melhor resultado tanto para
empregado como para empregador. A remuneração oferecida é um
dos fatores decisório na motivação e desempenho dos funcionários.

Há tempos o estudo sobre o programa qualidade de vida no trabalho vem


sendo realizado, são muitas as empresas com hipóteses de implantação,
porém poucas as que realmente implementaram, são estas, empresas
preocupadas com melhorar tanto seus resultados quanto a motivação de
seus funcionários. As que não aderiram continuam com vários problemas
como, por exemplo: rotatividade de funcionários, doenças causadas por
repetição de movimentos, maior número de acidentes, problemas de
comportamento, etc.

Basicamente há dois movimentos principais na gestão de qualidade de


vida no trabalho:

Movimento Individual – é o estudo das condições relacionadas ao


ambiente de trabalho e o estresse do funcionário.

Movimento Organizacional - está relacionada a qualidade total, que não


trata somente de produtos e processos, trata de tudo que abrangem
aspectos comportamentais e satisfação de expectativas humanas em
busca de melhores resultados para a organização.

Para Walton (LIMONGI, 2002, p. 297), a qualidade de vida no trabalho


deve prover a geração de uma organização mais humanos, na qual o
trabalho envolva responsabilidades e autonomia no que se refere a
cargo, recebimento de recursos, tarefas adequadas, variedade,
enriquecimento do trabalho e plano de carreira.