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Iridologia: Conceitos e

Mapas Revistos
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POSIÇÃO FETAL NA ÍRIS
A sabedoria popular sempre associou os
olhos como "o espelho da alma". Mesmo
assim, a Iridologia "clássica"
considerou mais como "um retrato do
CORPO", o que é até natural, já que os
autores eram médicos do século 19 e
20.
Felizmente, as décadas mais recentes nos brindaram

com inúmeras versões de mapeamentos iridológicos que almejam analizar a

personalidade e os estados emocionais. Para esta primeira etapa, nos deteremos às

linhas que associam a anatomia humana às suas respectivas zonas da iris.

Como toda forma de Reflexologia, a idéia é que a região eleita atue como um

espelho, um microcosmo do indivíduo como um todo. Para tanto, os mais diversos

praticantes desenvolveram "mapas" que associam cada setor da zona reflexa, com

determinada região corpórea, ou função. E, como sempre, cada autor discorda do

outro... Para superar este impasse, abordaremos alguns tópicos em que a grande

maioria concorda.

As Reflexoterapias, de modo geral, apresentam uma lógica similar: "projetam" a

figura humana sobre a zona a ser trabalhada (mão, pé, orelha, como exemplos

mais comuns...) e extrapolam quais partes atuarão como "espelho" de cada

respectiva região corpórea. A que mais se assemelha à projeção iridológica é a

Auriculoterapia, que reflete um "feto invertido" aplicado à orelha, enquanto que a

Iridologia parece desenhar um embrião de 6 semanas, ainda em fase espiralada:


O "insight" do bebê na orelha, devemos a Paul Nogier, enquanto que a associação

iridológica com um embrião se credita a Bernard Jensen, cujos mapeamentos são

os mais utilizados aqui no Brasil.

O SINTE - Sindicato dos Terapeutas, por meio do Projeto Iridologia,

desenvolveu uma versão traduzida para o português, baseada justamente na

versão mais atual do mapeamento de Jensen:

Clique e Abra O Mapa Completo com Zoom (utilize botão direito do mouse,

na nova janela que abrir):

Uma das formas mais usuais de apresentação das zonas reflexas da íris é a a que

se assemelha ao mostrador de um relógio analógico, com o círculo dividido em

diversos raios, sendo que podemos nos referir às posições, como um "horário".

Por exemplo: a região correspondente às funções cerebrais se encontra refletida na

porção superior da iris, ou seja, "12 horas".

Outra disposição bastante utilizada, e que se soma à anterior, é a de subdividir a

região iridológica em "anéis" concêntricos, cada qual correspondente a uma


determinada zona anatômica e/ou função. Na ordem, da região mais interna, em

direção à externa:

1 - Estômago

2 - Intestino

3 - Circulação sanguínea e linfática - profunda

4 - Musculatura

5 - Estrutura Óssea

6 - Circulação sanguínea e linfática - superficial

7 - Pele e Orifícios

Para realizar a avaliação iridológica, basta nos munirmos de um mapeamento para

referência e termos uma boa iluminação e, preferencialmente, uma lupa de

aumento. Se for necessária uma luz além da natural, pode fazer uso de uma

simples lanterna, estando atento para JAMAIS apontá-la diretamente aos olhos,

mas sim, lateralmente, que é mais confortável. Há, também, equipamentos

fotográficos e softwares específicos para Iridologia, que proporcionam maior

praticidade aos profissionais, outrossim, não se tratam de requisitos fundamentais,

sendo apenas acessórios.

Para a maior parte dos iridólogos, o olho esquerdo reflete os órgãos deste lado do

corpo e o mesmo princípio é aplicado ao lado direito e, por esta razão, é que se

examinam as duas íris. Eu, particularmente, por compreender as zonas

reflexoterápicas como um “holograma”, ou seja, contém sempre o TODO,

respeitosamente discordo. Inclusive, com satisfação que constatei que as versões

ATUAIS dos mapeamentos do próprio Bernard Jensen (o Iridólogo que possui a

abordagem mais bem aceita no Brasil...) já retrata TODOS as mesmas zonas, tanto

na íris destra, quanto na canhota.

Na ausência de um programa de computador específico, basta munir-se de um

desenho de dois círculos (um para cada iris...), lembrar da analogia com um

"relógio" e marcar as regiões que se destaram na análise, ou, mais prático ainda,

realizar as marcações diretamente numa cópia miniatura do mapa da íris.

Ao inspecionarmos os olhos, procuraremos por "sinais", tais como "manchas"

(zonas com coloração diferente do restante), regiões com "texturas" que fujam ao
padrão geral da iris (tipo "nuvens", "rasgos" nas fibras...), tanto no sentido radial

("raios" do centro para a periferia), quanto em formas de "anéis" (círculos e

semicírculos concêntricos).

Pressupõe-se que os sinais esbranquiçados signifiquem plena atividade na região

reflexa correspondente; o organismo está empreendendo um esforço em sanar

algum distúrbio, ou seja, uma ocorrência aguda. Quando acinzentados, implica que

os esforços não estão sendo suficientes e que se instalou uma somatização; o

desequilíbrio está crônico. Por sua vez, sinais escuros, implicam em um grau maior

de somatização e/ou uma zona intoxicada; a primeira hipótese geralmente se

apresenta em formas de "pétala", "balões" enegrecidos, enquanto que a segunda,

"pontos" e/ou círculos pequenos.

De modo geral, se as "pétalas" formam um desenho "aberto", implica em maior

facilidade de equilíbrio, se comparado aos sinais em que o "desenho" é "fechado",

sem aberturas. Quanto a somatização está em processo de reversão, podemos

perceber fibras e pontos brancos surgindo dentro das manchas escuras.

A posição destes "sinais", tomando por base um Mapa Iridológico, nos permite

cogitar qual região corpórea está afetada e, a partir disso, estabelecermos uma

linha terapêutica, com a inclusão de outras técnicas, tais como Fitoterapia,

Ortomolecular, Cromoterapia, dentre muitas outras.

Os Iridólogos também destacam outros tipos de sinais, como por exemplo, "raios"

escuros que atravessem a região intestinal (existe uma certa obsessão da maioria

dos autores americanos e brasileiros em relação às fezes...), implicando em zonas

com putrefações, atingindo também os órgãos para os quais "apontam" e/ou

"atravessam". Já os "raios" claros, também no sentido radial, mas iniciando fora da

zona dos intestinos, indicam estados dolorosos nas regiões reflexas

correspondentes.
Existe, ainda, outros tipos de manifestações de desequilíbrios, que se apresentam

de forma concêntricas, formando "anéis" e "cemicírculos". Os chamados "anéis

nervosos", por exemplos, formam circunferências de linhas claras, indicando fortes

tensões musculares nas regiões correspondentes, não raro acompanhados de

estados doloridos. Por sua vez, na região reflexológica correspondente à pele,

quando apresenta-se escurecida ("anel de pele"), implicará em dificuldade de

eliminação de toxinas, que já se acumulam no indivíduo; se o tom for azulado,

pressupõe-se pouca oxigenação do sangue, comumente devido à pouca atividade

física; quando a cor for esbranquiçada e opaca, pode indicar problemas arteriais,

tais como obstruções, desequilíbrio de pressão e acúmulo de sais. Outrossim, se o

"anel" for de um branco transparente, "brilhoso", a dificuldade circulatória tende a

ser nas extremidades (membros frios...). Se, ao invés de um "anel" que tende a

formar um círculo completo, este sinal esbranquiçado formar um semicírculo da

região superior da iris, teremos o chamando "arco senil", indicando que sintomas

de envelhecimento estão se instalando.

Clique em cada imagem para abrir ampliado em nova "janela".


Com estas orientações básicas, qualquer pessoa pode iniciar-se no universo da

reflexologia dos olhos.

Durante o evento Holística 2009, o SINTE - Sindicato dos Terapeutas coletou


imagens dos olhos de cerca de 50 voluntários, que servirão de base de estudos

no Projeto Iridologia. Os participantes analisarão caso a caso, sem ter acesso à

identidade, nem sequer informações anônimas, como idade ou gênero, tecendo

hipóteses unicamente pelo que conseguirem extrair de cada iris. Os resultados

finais serão disponibilizados aos voluntários e estes, por sua vez, retornarão o

quanto houve de acerto e/ou erro, gerando dados estatísticos que certamente

impulsionarão a técnica a novos patamares, confirmando o que é verdade e o que é

mito nesta fascinante forma de reflexologia.

Fica aqui registradas as minhas congratulações a todos os corajosos colegas que

participam deste procedimento histórico, que certamente irá direcionar os novos

rumos da Iridologia, no Brasil e em todo o mundo.

Henrique Vieira Filho - Terapeuta Holístico - CRT 21001, é


autor de diversos livros da profissão, ministra aulas na CEATH
- Comunidade de Estudos Avançados em Terapia Holística.
contato@sinte.com.br
(11) 3171-1913

Texto original
de: http://www.sinte.com.br/revistaterapiaholistica/naturoterapia
/iridologia/246-iridologia-novosrumos#ixzz2taiojc6T
Direitos Autorais: SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS