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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA Processamento Digital de Imagens de Sensoriamento Remoto

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA

Processamento Digital de Imagens de Sensoriamento Remoto

Profa. Dra. Thais A. Carrino

thais.carrino@gmail.com

Relação escala e resolução espacial

Parte 1

RESOLUÇÃO ESPACIAL: tamanho individual do elemento de área imageado no terreno

Um elemento somente pode ser resolvido (detectado), quando o tamanho do mesmo é, no mínimo, igual ou maior do que o tamanho do elemento de resolução no terreno

(Meneses, 2012)

o tamanho do mesmo é, no mínimo, igual ou maior do que o tamanho do elemento

RESOLUÇÃO ESPACIAL: determinada pela altura (H) e ângulo do IFOV (β)

Tamanho de resolução de elemento no terreno (D)

D = H × β

(Meneses, 2012)
(Meneses, 2012)

RESOLUÇÃO ESPECTRAL: associada com a largura do comprimento de onda das bandas

É de interesse também o número de bandas e suas posições no espectro eletromagnético

RESOLUÇÃO RADIOMÉTRICA: medida da

intensidade de radiância da área de cada

elemento da imagem.

(Meneses, 2012)

Relação da quantização 2 n , onde n é o número de bits

da quantização 2 n , onde n é o número de bits Depende da capacidade do

Depende da capacidade do detector de medir as diferentes intensidades dos níveis de radiância

obs.: lembrando que, a resposta de saída dos detectores é convertida, eletronicamente, em um número digital discreto (bits)

Maior quantização melhor visualização dos detalhes da imagem

RESOLUÇÃO TEMPORAL: tempo ou

frequência com que um mesma área leva para

ser imageada novamente

(Meneses, 2012)

*Tempo de revisita:

um termo mais usual à questão de aquisição de imagem de uma mesma área, usando-se do artifício de visadas off-nadir

um termo mais usual à questão de aquisição de imagem de uma mesma área, usando-se do

Relação resolução

Relação resolução

espacial e escala

espacial e escala

RelaçãoRelação resoluçãoresolução espacialespacial ee escalaescala

Tobler W. 1988. Resolution, resampling, and all that. In: Mounsey H. & Tomlinson R. Building data bases for Global Sciences. London, Taylor and Francis, 129-137.

Resolução espacial Feição detectável* Escala 5 m 10 m 1:10.000 25 m 50 m 1:50.000
Resolução espacial
Feição detectável*
Escala
5 m
10
m
1:10.000
25
m
50
m
1:50.000
50
m
100
m
1:100.000
125
m
250
m
1:250.000
250
m
500
m
1:500.000
500
m
1000 m
1:1.000.000

* Ex.: IDEALMENTE, para se detectar uma feição no terreno com tamanho de 10 m, é preciso de, no mínimo, uma imagem com resolução espacial equivalente à metade deste tamanho (ou seja, 5 m!) (princípio da Teoria da Amostragem)

Basear-se a resolução espacial e não no tamanho do pixel (são conceitos diferentes) pixel pode ser reamostrado para diferentes tamanhos, mas a resolução espacial da imagem é sempre a mesma!

RelaçãoRelação resoluçãoresolução espacialespacial ee escalaescala

Exemplo: uma imagem do sensor hiperespectral HyMap (125 bandas!!!!!), com resolução espacial e tamanho de pixel de 5 m:

Seguindo a proposta de Tobler (1988), pode-se fazer uma interpretação em escala de até 1:10.000
Seguindo a proposta de Tobler (1988), pode-se fazer uma interpretação em
escala de até 1:10.000
fazer uma interpretação em escala de até 1:10.000 Boa identificação de alvos terrestres, sem “saturar”

Boa identificação de alvos terrestres, sem “saturar” pixels!!!!

háTodavia

Todavia

propostas

outrasoutras propostas

Meneses P.R. 2012. Princípios de sensoriamento remoto. In: Meneses P. R. & Almeida T. (Orgs.) Introdução ao processamento de imagens de sensoriamento remoto, UnB/CNPq, Brasília, 1-33.

Resolução espacial

Ex. de sensor

Escala

1

m

PAN (IKONOS)

1:<10.000

2,5 m

PAN (SPOT)

1:10.000

5

m

XS (IKONOS)

1:20.000

10

m

HRG (SPOT)

1:40.000

20

m

CCD (CBERS)

1:75.000

30

m

TM (bandas ópticas) do Landsat

1:100.000

60

m

TM (banda TIR) do Landsat

1:200.000

90

m

ASTER (TIR)

1:350.000

EXEMPLO DE IMAGEM DIGITAL ANALISADA EM DIFERENTES ESCALAS

Resolução espacial versus escala - 1:4.000

ESCALAS Resolução espacial versus escala - 1:4.000 pixel ~25 cm Slide de aula do Prof. Dr.
ESCALAS Resolução espacial versus escala - 1:4.000 pixel ~25 cm Slide de aula do Prof. Dr.

pixel ~25 cm

Slide de aula do Prof. Dr. Alvaro Penteado Crósta (IG- UNICAMP)

EXEMPLO DE IMAGEM DIGITAL ANALISADA EM DIFERENTES ESCALAS

Resolução espacial versus escala - 1:2.000

ESCALAS Resolução espacial versus escala - 1:2.000 pixel ~25 cm Slide de aula do Prof. Dr.
ESCALAS Resolução espacial versus escala - 1:2.000 pixel ~25 cm Slide de aula do Prof. Dr.

pixel ~25 cm

Slide de aula do Prof. Dr. Alvaro Penteado Crósta (IG- UNICAMP)

EXEMPLO DE IMAGEM DIGITAL ANALISADA EM DIFERENTES ESCALAS

Resolução espacial versus escala - 1:1.000

ESCALAS Resolução espacial versus escala - 1:1.000 pixel ~25 cm Slide de aula do Prof. Dr.
ESCALAS Resolução espacial versus escala - 1:1.000 pixel ~25 cm Slide de aula do Prof. Dr.

pixel ~25 cm

Slide de aula do Prof. Dr. Alvaro Penteado Crósta (IG- UNICAMP)

Exemplo de diferentes imagens (diferentes resoluções espaciais) para análise de um mesmo alvo

Landsat-5 TM : 30 metros :

SPOT-1 : 20 metros :

SPOT-5 : 5 metros: 2002

IKONOS-2 : 1 metro : 2000

1984
1984
1986
1986
SPOT-5 : 5 metros: 2002 IKONOS-2 : 1 metro : 2000 1984 1986 QuickBird : 0.61m
SPOT-5 : 5 metros: 2002 IKONOS-2 : 1 metro : 2000 1984 1986 QuickBird : 0.61m
QuickBird : 0.61m : 2002 QuickBird (61cm) - Junho/02
QuickBird : 0.61m : 2002
QuickBird (61cm) -
Junho/02

Foto Aérea 1:8.000 -

Abril/02

(61cm) - Junho/02 Foto Aérea 1:8.000 - Abril/02 Campus da UNICAMP visto por vários sensores remotos,

Campus da UNICAMP visto por vários sensores remotos, em diferentes resoluções espaciais

Slide de aula do Prof. Dr. Alvaro Penteado Crósta (IG- UNICAMP)

Exemplo no ArcGis: 1:50.000

Landsat ETM+ (30m) versus HRC/CBERS-

2B

Sensor ETM+ (Landsat 7): 30 m

Sensor ETM+ (Landsat 7): 30 m

Sensor HRC (CBERS-2B): 2,7 m

Sensor HRC (CBERS-2B): 2,7 m

Referências citadas

Meneses, P.R. 2012. Princípios de sensoriamento remoto. In: Meneses, P.R.; Almeida, T. Introdução ao processamento de imagens de sensoriamen to

Disponível em:

<http://www.cnpq.br/documents/10157/56b578c4-0fd5-4b9f-b82a-

e9693e4f69d8>. Acesso em 30 set. 2015.

remoto. UnB-CNPq, p. 1-33.

Tobler W. 1988. Resolution, resampling, and all that. In: Mounsey H. & Tomlinson R. Building data bases for Global Sciences. London, Ta ylor and Francis, 129-137.