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Idalberto Comportamento Organizacional A Dinamica do Sucesso das Organizacées Segunda Edicao Comportamento Organizacional A Dinimica do Sucesso das Organizagies Segunda Edigio Em outros tempos, os autores e especialstas se preocupavam em estudar a estrutura das organizagoes para apresentar formas ou arquiteturas mais adequadas. Assim, durante sécadas, 0 estudo das onganizagbes ficou restrito a seu conteido e formatacto. O objetivo era ‘estruturar as organizagbes para que fossem eficientes « pudesem durar a vida toda. Embora necescirio, hoje isso nao ¢ mais suficiente. Em um munsto repleto de mudanas¢incertezas, o mais importante conhecer a dinimica organizacional oa ‘como as organizagies se comportamh es tornam bem-sucedidas, E por que isso? Porque o mundo atualestdrepleto de onganizacbes, com as quais estamos sempre em, contato, Vivernos¢ trabalhamos nas organizagées 0a com elas. Dependemos delas para grande parte das atividades que se tornam fundamentais em nossas. vidas, como para trabalhar, cuidar da sade, estudar, comprar, alugar,financiar,dirigi, abasteer 0 carto, sar estrada, cruzar sematoros, descansat etc Enfim, ligado is organizacBes. Por todas css rant, preciso conhecé-las melhor. Como ela so e como funcionam. Como se tomam bem-sucedsdas. Como crescem se desenvolver, Como inovam ¢ 6 reinventam constantemente, Tanto faz estarmos dentro ou fora dls, 0 importante équefazem parte de nossas vidas. Pertencemos simultancamente a muita dlas, em rarko do trabalho, proissho cstudos,relgit, politica, esportes, divertimento, cidadania, ilantropia etc. E quase sempre sdo esas onganizagies que nos possbiltam alcargar noses objetivos individuais (dinheiro, conhecimento, o aque faremos est, de alguna forma, sucesso profissional, carrera, competéncias, seguranca, status, prestigio). Est livo trata do Comportamento Organizacional, isto, de como as organizacées funcionam, desenvolvem estratégias ¢akcangam resultados, contribuem para 0 bem-estar da sociedade € da comaniddade, produrem ¢ distribvem riquera, abeigam pesinas que nels trabalham ¢proporcionam o dinamismo das nagtes, Idalberto Chiavenato ¢ um dos av nacionais mais conhecidos ¢ respeitados na dea es de administragao de empresas ¢ de recursos raduado em Filosofia/ Pedagogia, Jogia Educacional pela Universidade humanas. E com especializacao em Psica pela USP, em Direit Mackenzie ‘aduado em Administragao de Empresas pela EAESP-PGV. E mestre M.B.A.}¢ Doutor (ph.D.) em AdministragSo pela City University of L Estados Unidos, Foi professor da EAESP-FGV s Angeles, California, como também de varias universidades # exterior, akém de consultor Sua extensa bibliografia abrange n dee jvros de grande destaque no mercado, além de uma infi expecializadas, £ provavelmente o unice idade de artigos em revistas brasileiro a ostentar mais de 12 livros sobre administracio traduzidos para a lingua espanhola. Recebeu varios prémios e distingges por sua atuacdo na drea de administracio geral e de recursos humanos. Site do autor: www.chiavenate.com, fp lore coovalie mm catalog cmp «limos laacammenton em www.cam pus. comBE ‘O-Comportamento Organizacional (CO) representa uma érea do conhecimento humano ‘extremamente sensivel a certas caracteristicas que existem nas organizagdes ¢ no seu am- biente. Por essa razio, € uma diseiplina contingencial ¢ situacional. Depende fortemente da mentalidade que existe em cada organizacio. Depende também da estrutura organiza- cional adotada como plataforma para as decisdes € operagdes. Além disso, também de- pende das caracteristicas do contexto ambiental, do negécio da organizagio, dos seus processos internos, do capital intelectual envolvide ¢ de intimeras outras variaveis impor- tantes. E, principalmente, depende das pessoas que participam de cada organizagio. O tema é fundamental para quem queira participar direta ou indiretamente de uma organi- zagdo, qualquer que seja ela - como membro, cliente, fornecedor, dirigente, investidor, consultor, analista ou admirador -, pois. quem precisa fazer negécios, parcerias, desenvol- ver relacionamentos ou atividades com organizages precisa conhecé-las bem. E impor- tante conhecer como sio ¢ como funcionam as organizagées para entender as suas mani- festaghes, caracteristicas e, conseqiientemente, seus sucessos ¢ fracassos, Embora as orga- nizagdes sejam avatiadas no mundo financeiro dos negécias por meio de alguns indicado- res contibeis ¢ quantitativos que tentam explicar seus resultados financeiros € operagdes mercantis, na verdade, é necessirio conhecer mais profundamente a vida organizacional para se ter uma idéia da sua tremenda potencialidade no mundo moderno. Na verdade, o valor intrinseco de uma organizagi vos intangiveis. Aqueles ativas que néo se vé,mas que constituem a verdadeira riqueza da organizacioe proporcionam a base fundamental ¢ dindmica que a leva diretamente ao su- cesso organizacional. Esses ativos intangiveis constiruem a mola mestra da inovagio e da competitividade das organizages em um mundo mutivel, competitivo ¢ globalizado. ‘Quase sempre, esses ativos so dependentes daquilo que denominamos capital humano. E ‘© que é capital humano? Apenas um conjunte de talentos? Depende. © capital humano € realmente um conjunto de talentos, mas para que seja excelente ele precisa atuar em um contexto organizacional que Ihe dé estrutura, retaguarda ¢ impulso. E ai surge 0 compor- tamento organizacional, O-capital humano precisa trabalhar dentro de uma estrutura or- ganizacional adequada ¢ de uma cultura organizacional que the dé impulso ¢ alavanca gem. Quando estes trés elementos estio juntos ¢ conjugados — talentos, organizagio © ‘comportamento =, temos todas as condigdes para o desempenho organizacional em ter- mos excepcionais. E ¢ isso que veremos no decorrer deste livro, Em um mundo em forte transigdo ¢ mudanga, onde a competitividade € a base funda- mental do sucesso, as organizasdes de hoje requerem continua mudanga reside principalmente em seus ati- werna ¢ inova om Comportamento Organizacional « IDALBERTO CMAVENATO ELSEVIER ‘so para poderem permanecer surfando sobre as ondas intranqiilas de oceano de trans- formagies ripidase sucessivas. Se 0 nivel de mudanga externa for maior do que o de mu- danga interna, significa quea organizagio esti se tornando letda, obsoleta e ultrapassada. Para se manterem na crista da onda, as organizagées precisam utilizar todos os seus mcios recursos em uma atuagae holistica ¢ integrada. Tudo isso por meio das pessoas. E por essa razio que algumas organizagdes vio disparadas na frente, sio bem-sucedidas, cres- ‘cem ¢ se desenvolvem, ajudam a comunidade, sio admiradas, cnquanto outras seguem atrds tentando copiar ou imitar suas caracteristicas ¢ as demais ficam paradas sem saber ‘exatamente para onde ir. ‘A competigio acérre quando outras organizagdes tentam fazer o que uma organizacio faz, mas de maneira ainda melhor. Uma organizagao-cria vantagem competitiva quando faz algo que os concorrentes acham dificil copiar. Essa vantagem competitiva ¢ sustenta- vel quando 0s concorrentes no conseguem copiar nada daquilo que a organizagio conse- gue fazer. E onde reside a vantagem competitiva das organizagées modernas? Natecnolo- gia? Nos recursos financeiros? Nos recursos materiais? Nao. Tecnologia, equipamentos € dinheiro sio recursas estiticas ¢ inertes. Podem ser comprados ou alugades por qualquer organizagio. O segredo da vantagem competitiva esta em saber utilizar a inteligéncia e a competéncia das pessoas que formam as organizagbes. Esse € 0 capital humane responsi- vel pela competitividade organizacional, Afinal, o-desempenho das organizagées depende diretamente do desempenho das pessoas que as formam. Uma questio de comportamen- to organizacional. Este livro baseia-se no que hé de mais maderno em termos de conceitos, priticas ¢ de~ sempenho organizacional. Além do mais, retine exemplos, aplicagdes ¢ pesquisas tipicos da nossa cultura latino-americana ¢ que podem ser utilizados vantajosamente em nossas organizagées sem necessidade de adaptagdes, corregées, transposighes, decodificagées ou interpretagdes. Alids, a falta de uma literatura sobre comportamento organizacional em nossa lingua tem sido umalamentivel lacuna que pretendemos preencher com este livro, IDALBERTO CHIAVENATO. (wiew.chiavenato.com) SUMARIO RESUMIDO nizacional Introdugae ao Comportamento Organizacional © Mundo das Organizagées: Globalizacao, Tecnologia, Diversidade e Etica As Organizagées e sua Administracao Desenho Organizacional Cultura Organizacional Organizagées de Aprendizagem e Conhecimento Corporativo Diferencas Individuais e Personalidade Percepcao, Atribuicao, Atitude e Decisio Motivagao Equipes ¢ Empowerment 2 23 59 93 121 149 187 219 241 279 @ Comportamento Organizacional + !IOALBERTO CHIAVENATO PARTE Iv A Dindmica Organizacional Macroperspectiva do CO CAPITULO 1 capiTuLo 12 CAPITULO 13 CAPITULO 14 CAPITULO 15 Comunicagao Lideranga, Poder e Politica Estresse, Contlito e Negociagéo Mudanga.e Desenvolvimento Organizacional Estratégia Organizacional Glossario de Termos Bibliografia indice de Nomes (Autores) indice de Assuntos H3 425 471 SUMARIO PARTE | INTRODUGAO AO COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL Conceituagao de Comportamento Organizacional Introdugao ao CO Caracteristicas do CO. Os Trés Niveis do CO Modelo de CO. Variaveis independentes do CO Variaveis dependentes do CO As variavels intermediarias Varidveis resultantes ou finais Os Novos Desafios do CO Utilidades do CO ‘Questées Resumo ‘Questées Referéncias bibliograficas CAPiTULO2 © MUNDO DAS ORGANIZAGOES: GLOBALIZACAO, TECNOLOGIA, DIVERSIDADE E ETICA ‘Conceito de Organizagao 0 Estudo das Organizagdes Do que Sao Formadas as Organizacées? ‘Os Parceiros da Organizagaio Relagdes de Reciprocidade O que as pessoas esperam da organizagao ‘© que as organizacbes esperam das pessoas Contrato psicolégico ‘O Ambiente ‘Ambiente geral ou macroambiente Ambiente especifico ou ambiente de tarefa Selegdo ambiental Percepgao ambiental 23 25 a7 28 32 35 a7 a om Comportamento Organizacional + IOALBERTO CHIAVENATO ‘Consonancia € dissonancia ‘Organizagdes como Sistemas Abertos ‘Organizacdes como Sisternas Sociais A Sociedade de Organizagées Globalizagao Tecnologia Diversidade Etica Fatores que influenciam as decisbes éticas Cédigo de ética Responsabilidade Social das Organizacoes ‘Abordagens quante a responsabilidade social Graus de envalvimento organizacional na responsablidade social Responsabilidades da Sociedade Resumo Questées Referéncias bibliograficas. BSSBSSSFERESSESSEBS CAPITULO3 AS ORGANIZAGOES E SUA ADMINISTRAGAO As Organizagées Precisam Ser Administradas, As Teorias Administrativas ‘APrimeira Onda: A Entase nas Tarefas Administragao Cientifica A Segunda Onda: A Enfase na Estrutura Organizacional Teoria Classica da Administragao Modelo burocratico Teoria Estruturalista da Administragéo Teoria Neoclassica da Administragao: A Terceira Onda: A Entase nas Pessoas Escola das Relagdes Humanas Teoria Comportamental da Administracao ‘A Quarta Onda: A Entase no Ambiente Teoria de Sistemas Teoria da Contingéncia Os Tempos Modernos Complexidade Teoria do Caos A Infindavel Busca de Eficiéncia e de Eficacia Resumo Questees Referéncias bibliogréficas N2SSSLBBIS 2exaaa SBsssge CAPITULO4 — DESENHO ORGANIZACIONAL Conesito de Desenho Organizacional Tamanho e ciclo de vida Diferenciagdo e integragao Qual E 0 Negécio da Organizagao? Miss4o Organizacional ‘iso Organizacional seesae 8 > Objetivos Globais 100 Dimensées Basicas do Desenho Organizacional 103 Modelo mecdnico e modelo organico de organizagao 103 Depanamentalizagao 106 Modelos Organizacionais 109 Estrutura simples 109 Burocracia 110 rutura matricial m1 Novos Modelos Organizacionais 113 Estrutura de equipe: 113 Estrutura em rede 14 Anava légica das organizagées 115 Resumo 118 Questoes 118 Reteréncias bibliagrétficas 119 cAPiTULOS CULTURA ORGANIZACIONAL iat Coneeito de Cultura 122 Dimensées culturais segundo Hotstede 123, Dimensées culturais segundo Trompenaar 124 Cultura Organizacional 125 Caracteristicas da Cultura Organizacional 128 Tipos de Culturas e Perfis Organizacionais 129 Culturas conservadoras e culturas adaptativas 131 Cutturas tradicionais 6 cuturas participativas 192 Caracteristicas de Cuituras Bem-sucedidas. 132 Valores culturais 135 Socializagao Organizacional 129 Q Espirito Empreendedor 142 Fatares psicolégicos 143, Fatores sociolégicos 144 Resumo 146 Questes 148 Roferéncias bibliograficas 147 capituLo6 ORGANIZAGOES DE APRENDIZAGEM E CONHECIMENTO CORPORATIVO 149 Natureza do Conhecimento: 150 Uso do conhecimento 154 Conhecimento Organizacional 156 Aprendizagem 158 Meios de aprendizagem 160 Processo de Aprendizagem 160 ‘Candicionamento classico 160 ‘Condicionamento operante 161 Aprendizagem por observacao. 162 Aprendizagem emocional 162 Aprendizagem em equipes 163 Aprendizagem organizacional 163 om Gomportamento Organizacional - IOALGERTO CHIAVENATO Gestdo do Conhecimento Corporativo 164 Da gestae do conhecimento para a capacitagao para o -conhecimento 165 Organizagées de Aprendizagem 166 Capital intelectual 174 Resumo 178 Questées 178 Referéncias bibliograticas 179 PARTE 11 As Pessoas nas Organizacées Microperspectiva do CO DIFERENGAS INDIVIDUAIS E PERSONALIDADE 187 As Pessoas @ as Organizagbes 168 Caracteristicas Individuais 190 A Imponaincia das Diferencas Individuais 192 © Capital Humano 192 Diferancas Individuais em Aptiddes 194 Aptidai fisica 196 Aptidéio cognitiva 196 Diterencas Individuais:em Personalidade 199 ‘As cinco dimensées da personalidade 199 Come utilizar 0s testes de personalidade 202 As Competéncias Essenciais 204 Beneficios da Diversidade 210 Resumo 214 Questées: 21 Reteréncias bibliograficas 215 PERCEPCAO, ATRIBUICAO, ATITUDE E DECISAO 219 Conceituacdo de Percep¢ao 220 © Proceso Perceptivo 23 Fatores que Influem sobre a Percepgao 224 Fatores na situagao 224 Fatores situados no alvo- 224 Fatores internos: 225 Distorgbes da Percepgio 225 Dissonancia Cognitiva 226 Atribuigao 227 Os Paradigmas 228 Atitudes 231 Deciso 232 Tipos de decisto organizacional 232 Teoria da deciso 283 Proceso decisério 235 Resumo 238 Questées 238 Referéncias bibliograficas 239 ELSEVIER CAPITULO9 MOTIVAGAO Conceito de Motivagao Processo Motivacional Teorias sobre Motivacao Hierarquia de necessidades de Maslow Teoria ERC Teoria des dois fatores de Herzberg Teoria das necessidades adquiridas de McClelland Teoria da eqiidade Teoria da definigéo de objetives Teoria da expectancia Teoria do reforgo Visio Integrada das Teorias da Motivago Motivagao e Cultura Clima Organizacional Utilizagao das Teorias da Motivagao Efeito da Administragao sobre a Motivagao Resumo Questées Releréncias bibliogréficas PARTE Os Grupos nas Organizacées Perspectiva Intermediaria do CO CAPITULO 10 EQUIPES E EMPOWERMENT Natureza dos Grupos Tipos de grupos Estagios de desenvolvimento do grupo Mapeamento da rede social Estrutura do grupo ‘Condigdes organizacionais para © trabalho em grupo Eficiéncia e eficdcia grupal Tomada de decisées em grupo Equipes Tipos de equipes ‘Como Desenvolver e Gerenciar Equipes Eficazes Empowerment 0 Continuum do Empowerment Equipes de alto desempenho. Resumo Quesiées Referéncias bibliograficas 247 273. 273. 273. 279 a Comportamento Organizacional + IDALBERTO CHIAVENATO PARTE IV A Dinamica Organizacional capiTuLo 11 COMUNICACAO Sociedade da Informagao ‘Coneeituagio de Comunicagao Fungées da Comunicagdo © Processo de Comunicagao Comunicagéo Humana Fatores de persuasao da fonte Fatores de persuasdo da mensagem Fatores de persuasio no destino Consonancia Tipos de comunicagao interpessoal Canais informais de comunicagao Barreiras & Comunicagéo- Comunicagdo Organizacional Como melhorar a comunicagao organizacional Comunicacio em equipes Acesso e uso da informacdo na organizagio Reunises Resumo Questées Reteréncias bibliograficas CAPITULO 12 LIDERANCA, PODER E POLITICA Conceito de Poder e Dependéncia Dependéncia Taticas de poder Geréncia ou Lideranga? Poiitica Conceito de Lideranga Teoria dos Tragos de Personalidade Teorias Comportamentais Pesquisa da Universidade de lowa Pesquisa da Universidade de Michigan Pesquisa da Universidade de Ohio State Grade de Lideranga Teorias Situacionais e Contingenciais de Lideranga Aescolha de padrées de lideranga, ‘Teoria da contingéncia em lideranga de Fiedler ‘Teoria da lideranga em passos gradatives de House ‘Teoria situacional da lideranga de Hersey e Blanchard Novas Abordagens sobre Lideranca Lideranga carismatica Lideranga transacienal ¢ lideranga transformacional Abordagem social cognitiva Visio ampliada da lideranga Substitutos da lideranga Macroperspectiva do CO 376 + Sumario om ‘Como Ampliar © Gontexto da Lideranga 379 Resuma 34 ‘Questoes 384 Reteréncias bibliograficas 385 1a ESTRESSE, CONFLITO E NEGOCIACAO 389 Estresse 390 7 Conceituagao de estresse 390 : Dinamica do estresse 392 Causas do estresse 393, Conseqléncias do estresse 396 Como reduzir a insatistagao @ o estresse 397 Aconselnamento 400 ‘Confiito 401 ‘Coneeituagao de Contiito 403 Niveis de gravidade do conflito 403, Condigées antecedentes dos conflitos 403 © processo de conflito: 404 Niveis de abrangéncia dos conflitos. 406 Eteitos do conflito 408 Estilos de gestao de conflitos: 409 Técnicas de gestae de contlitos 410 Negeciagdio 4t2 Conceituagae de negociagao 413 Abordagens de negociagao 414 Habilidades de negociagdo 416 Proceso de negociagao 417 Negociagao coletiva 417 Resumo 420 ‘Questées 420 Referéncias bibliogréficas 421 CapITULO 14 MUDANCA E DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL 425 ‘As Mudangas no Cenério 426 Ciclo de Vida das Organizagées 429 0 Processo de Mudanga 430 Mudanga Requer Habilidades Humanas 432 Renovar Organizagées Significa Impulsionar as Pessoas 433 Agentes de Mudanca 438 Resisténcia a Mudanga 438 Como Superar a Resisténcia a Mudanga 442 Mudanga Organizacional 447 Reconhecimenio do problema 447 Identificagdo das causas: esquemas de diagnéstico a7 Implementagao da mudanga 4348 Avaliagao da mudanca 449 Pesquisa-ago 450 O que Mudar? 450 Desenvolvimento Organizacional 451 om Comportamento Organizacional + IDALBERTO CHIAVENATO ELSEVIER Técnicas de 00 453 A Necessidade de Inovagao. 454 Encorajando uma Cuttura de Aprendizado @ de Mudanga 456 Incentivando ¢ Impulsionando Estorgos de Mudanga 459 Resumo 467 Questées 467 Referéncias bibliograficas. 467 CAPITULO 15 ESTRATEGIA ORGANIZACIONAL amt Conceito de Estratégia Organizacional 472 Os Niveis Administrativos da Organizagao 474 Nivel institucional 475 Nivel intermediario 475 Nivel operacional 478 Gestdo Estratégica 475 Objetivos organizacionais 477 Racionalidade organizacional 479 Hierarquia de objetivos 430 ‘Compatibilidade entre objetivos organizacionais e objetivos individuais 430 Formulagdo da Estratégia Organizacional 481 Andlise @ mapeamento ambiental 484 Andlise organizacional 485 Tipos de estratégias organizacionais 485. Implementagio da Estratégia Organizacional 489 Avaliagdo da Estratégia Organizacional 490 Desempenho Organizacional 492 Balanced Scorecard 493. Eficacia Organizacional 498 Como a sociedade avalia as organizagdes 499 Resumo 502 Questées 503 Referéncias bibliograficas 503, GLOSSARIO DE TERMOS 507 BIBLIOGRAFIA 527 INDICE DE NOMES (AUTORES) 529 INDICE DE ASSUNTOS 533 PARTE | 0 Contexto Ambiental e Organizacional Comportamento Orga AS ORGANIZACOES REPRESENTAM A INVENCAO. mais sofisticada ¢ complexa de toda a histéria da humanidade. Elas constituem a base da invengio-de todas as demais invengSes, Ficamos encantades com as maravilhas criadas pelo conhecimento humano ~ como o computador, a nave espacial, 0 aviio a jato, 0 tclefone celular € outras tecnologias avangadas - mas nos esquecemos de que todas essas invengdes inventadas, criadas ¢ desenvolvidas dentro das organizagées. Na verdade, todas as invengdes mo- dernas sto produtos das organizagées. Sao as orga- hizagdes que projetam, criam, aperfeigoam, desen- volvem, produzem, distribuem e entregam tudo 0 ‘que precisamos para viver. Produtos, servigas, faci- lidades, entretenimento, informagio, inovagies ~ tudo isso € continuamente gerado e desenvolvido por organizagées. Na verdade, vivemos em uma sociedade de orga nizagdes, em que quase tudo € projetado, feito ¢ produzido por organizagées. Nascemos em organi- ages, aprendemos nelas, trabalhamos nelas ¢ até morremos nelas. Vivemos a maior parte de nosso tempo ¢ de nossas vidas dentro delas. E incrivel a quantidade € a heterogeneidade de organizagées: empresas, baneos, financeiras, escolas ¢ univers des, hospitais, lojas e comércio, shopping centers, supermercados, postos de gasolina, restaurantes, estacionamentos, organizagées ndo-governamen- tais (ONGs), igrejas, repartigges publicas, Exército, fabricas, ridio ¢ televisio, além de uma interminé. vel lista de exemplas, As organizagbes produzem bens ¢ servigos das mais diversas naturezas ¢ cara: teristicas. Produzem divertimento e conveniéncias, proporcionam informagio, geram ¢ distribuem co- nhecimento, cuidam da satide da educagio, im- pulsionam a inovagio ¢ facilitam o desenvolvimen- to tecnolégico e social. Acima de tudo, elas agregam valor ¢ criam riqueza. O desenvolvimento de uma nagdo se baseia primariamente no desenvolvimento na atuagio de suas organizagées. Sio as organiza- ‘g6¢3 que criam o desenvolvimento humane ¢ social. Sio elas que tocam a economia de cada pais para a frente, Nilo existem duas organizagées iguais. Flas sto profundamente diferentes entre si. Existem organi- zagbes de todos os tamanhos possiveis, desde 2s mi- icional + IDALBEATO CHIAVENATO croorganizagées — como microempresas ou peque- nas ¢ simples empresas individuais — até enormes ¢ complexas organizagées multinacionais € globais que estendem a sua influéncia pelo mundo todo € ultrapassam as fronteiras dos paises. Existem orga: nizagdes compostas de um invejével patriménio fisi- coe recursos tangiveis, como também existem orga- nizagdes virtuais que no requerem os tradicionais. conceitos de espago ¢ tempo para funcionar. ‘As organizagSes fazem parte de um mundo maior, Elas no existem isoladas ou insuladas ¢ nem sioau- to-suficientes, No vivem sozinhas, Na verdade, elas sido sistemas atuando dentro de sistemas ¢ esto inseridas em um meio ambiente constituide por ou- tras organizagdes. De um mode geral, as organiza- gies dependem umas das autras para poderem so- breviver e competir em um complexo mundo de or- ganizagdes. Elas fornecem os insumos ¢ recursos para que as outras organizagdes possam funcionar € trabalhar. H4, portanto, um universo de organiza- ges. O-dinimico intercdmbio entre as organizagées ultrapassa as fronteiras dos pases e se projeta em es- cala global. A interdependéncia organizacional € cada vez maior gragas as aliangas estratégicas entre as organizagbes que se telacionam em redes integra- das ¢ complexas. Afinal, auniio faz.a forga. E isso se aplica principalmente as organizagées, ‘© Comportamento Organizacional (CO) esté-vol- tado para oestudo da dindmica ¢ do funcionamento das organizagées. Seu foco central esta em compreen- det como a organizagio funciona e como se com- porta. Como as organizacées sio profundamente diferentes entre si, o Comportamento Organizacio- nal se preocupa em definir as bases. caracteristicas principais do seu funcionamento. As organizagées ‘se caracterizam por um desenho estrutural, ou seja, cada organizagio tem uma estrutura organizacional, que serve de plataforma bisica para o sew funciona: mento. Além disso, cada organizagio tem a sua pré- pria cultura organizacional, ou seja, um conjunto de crengas, valores ¢ comportamentos que Ihe dio a dindmica necessiria para o seu funcionamento. Co- nhecer o ambiente externo é @ passo fundamental para © entendimento do comportamento de uma organizagio, Além do conhecimento do contexto ambiental, torna-se necessirio conhecer também 0 Figui PARTE I + © Contexto Ambiental @ Organizacional contexto organizacional: 0 desenho organizacional ca cultura organizacional. Assim, 0 contexto am- biental ¢ © contexto organizacional sie os pasos preliminares para. compreensio do comportamen+ tode uma organizacio. Esta primeira parte est constituida de seis capi- tulosintrodutérios que representam o-contextoam- biental ¢ organizacional ao estude do Comporta: mento Organizacional 1. Introdugio a0 Comportamento Organiza- cional 2. O Mundo das Organizagdes: Globalizacio, Tecnologia, Diversidade ¢ Etica As Organizagées ¢ sua Administragéo |. Desenho Organizacional . Cultura Organizacional . Organizagies de Aprendizagem ¢ Conheci- mento Corporative eaee Com todo esse pano de fundo, reremos as condi- {ges preliminares para entrar em detalhes no estudo do Comportamento Organizacional. CAPITULO 1 Objetivos de aprendizagem INTRODUGAO AO COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL © Definiro que 6.0 Gompartamento Organizacionall © Sumariar as principais caracteristicas do Comportamento Organizacional. © Apresentar 0s trés niveis do Comportamento Organizacional. © Demonstrar a utiidade-do estude do Comportamento Organizacional © Mostrar os novos desafios e paradigmas de Compertamento Organizacional. CS CONSULTORIA ORGANIZACIONAL Frederic Rodriguez 6 consultor organizacional. Seus. clientes so empresas de grande porte que atuam nos. mais variades ramos de negécios. Para ganhar novos clientes, Frederico faz reunides com dirigentes empre- sariais a fim de conquistar novos contratos de presta- ao de servigos. Frederico precisa conhecer profunda- mente @ vida organizacional, 08 seus problemas ¢ solu- 9808, para conseguir “vender © seu peixe”. Feito 0 con: trato, o trabalho inicial de Frederico consiste em fazer um diagnéstice privie sobre os problemas entrenta. dos pola empresa cliente. Para tanto, procura obter da- dos por meio de entrevistas com seus executivos @ fun~ ciondrios @ verificar os relatorios internos a respeito, A medida que colige dados @ informagdes, faz anctacées @ registros na tentativa de elaborar um quadro geral de referéncias sobre os problemas e suas causas. A se- guir, faz reunides com grupos intemos para debater, checar @ confirmar suas conclusées. Quando esti se- guro de que 9 seu diognéstico esta proparado, Frederi- co comeca a planejar as intervengées @ solupdes ne- cessérias para oliminar ou reduzir @ problema que afll- 9¢ a empresa cliente, Nessa altura, volta a fazer reu- nides com a diretoriada organizac-so para apresentar 0 seu diagnéstice @ o plano de agéo terapéutica a fim de resolver 0 problema da empresa e receber 0 seu aval dar prossequimento acs trabalhos. Para conduzir to- das essas a¢ées preliminares de consultoria, Frederico: precisa reunir protundos conhecimentos sobre com- portamento erganizacional. Na sua opiniso, quais se- riam esses conhecimentos? @ 8 © Comportamento Organizacianal + !OALBEATO GHIAVENATO ‘Vivemos a maior parte de nossas vidas dentro de organizagdes ou em contato com elas. Seja traba- thande, aprendendo, divertindo, comprando ou usando os produtos ou servigos por elas oferecidos. Por essa razio, é fundamental que conhegamos co~ me elas sio ¢, principalmente, como elas se com- portam, A dindmica organizacional rem os seus se- gredos, meandros, macetes © caracteristicas prd- prias. E importante conhecer como funcionam as organizagdes para podermos viver ¢ trabalhar nelas, relacionar-nos com elas ¢, principalmente, dirigislas adequadamente. Qualquer que seja a atividade es. colhida come profissio basiea de qualquer pessoa — administragio, medicina, engenharia, direito, psi- cologia, sociologia, turismo, servigo social, enfer- magem —o conheeimento do comportamento orga- nizacional € imprescindivel para 0 sew sucesso pro fissional. Grande parte dessas profissées send neces- sariamente realizada dentro ou por meio de orgat zagées = em hospitais, clinicas, construgdes, tribu- foruns, companhias aéreas, hotéis, empresas, indiistrias ete. Dai a importincia do conhecimento sobre © comportamento organizacional. Além disso, as organizagdes no funcionam ao acaso, E nem sio bem-sucedidas aleatoriamente. Elas precisam ser administradas, E os executivos que as dirigem ou gerenciam precisam conhecer profundamente o fator humano nas organizagées. © sucesso ou 0 fracasso da maioria dos projetos or- ganizacionais depende do fator humano: é preciso saber lidar com pessoas de diferentes personalida- des e saber se relacionar e comunicar com elas. Isso nada tem a ver com os conhecimentos técnicos ¢ es- pecializados da formagio de cada executivo, ¢ sim com o desenvolvimento de habilidades no relacio- namente interpessoal. © conhecimento puramente técnico é eapaz de levar até um certo ponto. Mas, depois disso, as habilidades interpessoais se tornam imprescindiveis. Somente hi pouce tempo as esco- lay de administragio ~que antes limitavam seus cur- riculos focados quase exclusivamente nos aspectos técnicos da administragio, enfatizando economia, finangas, contabilidade, produgio e técnicas quanti- tativas ~ passaram a privilegiar a compreensio do comportamento humano no aleance da eficiéncia ¢ eficécia das organizagées. O Comportamento Organizacional (CO) refere-se 20 estudo de individuos grupos atuando em o das organizagées sobre as pessoas ¢ gru- pos. Na realidade, o CO retrata a contfnua intera~ cimento para toda pessoa que necessite lidar com organizagdes ~ seja para criar novas organiea~ cies, mudar organizagées j4 existentes, trabalhar em organizagbes, investirem organizagées ou, mais importante ainda, dirigir organizagées. No fundo, o CO é uma disciplina académica que surgi como um corpo interdisciplinar de conheci- mentos para estudar ¢ retratar 0 comportamento humano nas organizagées. A. denominagio perma- neceu, mas, na verdade, nio sio as organizages que apresentam um comportamento, mas sim as pessoas © grupos que delas participam e que nelas aruam, Introdugao ao CO O CO esti relacionado com as agdes das pessoas, no trabalho em organizagdes. Baseado predomi- nantemente na contribuigio de psicéloges, o CO. € uma Area que trata do comportamento indivi- dual, isto é, de tépicos como personalidade, aticu- des, percepgio, aprendizado, motivagio. Além disso, 0 CO também esti relacionado com o com- portamento grupal, isto é, inclui tpicos como normas, papéis, construgio de equipes ¢ conflito €, nesse sentido, baseia-se na contribuigio de so- cidlogos ¢ de psicélogos sociais. Todavia, 0 com- portamento de um grupo de pessoas nao pode sei sa caracteristica torna-se mais visivel em casos ex- tremos, quando uma gangue de rua ataca cida- dios inocentes, por exemplo, Os membros da gangue, quando agem sozinhos, raramente se en= CAPITULO t + tntradugo ao Comportamento Organizacional | HISEVIER QUADRO 1.1 Algumas detinigées de Comportamento Organizacional © CO pode ser datinide come o compreenstc, predigto @ gextto de comportomente humans nas organizoytes." @ C06 um compo de estudo voltode pora prever, explicor. compreender madificar o comportomento humane na cons texto das empresas. © CO enlace comportamentas abiaretvels (convertor, trabolsr), Iida com ogbes internat (pen sor, parcobar a decidir), estuda scornpartsmants des pesteos(comaindividuas ou coma mambrosda unidadessociais ‘molores] © onatisa 0 comportamento dessas unidedes maiores (grupos © orgonizocbes).? © CO 6.0 estudo dos individuos ¢ grupos nos orgonizogbes.” | Oe ocompo de extudos qve investige o impacto que individvos, grupos wesirvturo orgenizocionol Him sobre o com ertamento dentro das orgonizagé-es, com @ propésite de oplicor fais conhecimentos para melhorar a eficécia orgon'- rocional.* C06 oestdo © oplicogso do conhecimento sobre come as pessoos otuam deniro das orgonizogées. Troto-se de uma farramenta humana para beneficio humano.? Figura 1.1. © Comportamento Organizacional como um iceberg. gajam em tal comportamento. Nas organizagées, as_pessoas_agem_tanto_como _individuos como membros de grupos. Pissim, ne mos estudar ‘Scomportamento sob esses Angulos. Por outro lado, um dos desafios para a compre- ensio do CO é que ele pode ser visivel a cialmente] Existem aspectos visivels € superficiais do CO, como as estratégias adotadas pela organiza- 40, a fixagio de abjetivos globais a serem aleanga- dos, as politicas ¢ os procedimentos adorados, a es- trutura organizacional, a autoridade formal ¢ cadeia de comando e a tecnologia utilizada. Todos esses as- pectos visiveis e superficiais do CO sio facilmente percebidos nas organizagdes. a Comportamente Organizacional JOALBEATO CHIAVENATO. ELS ‘Contudo, existem também aspectos invisiveis ¢ profundos do CO, como percepgées ¢ atitudes indi- viduais, normas grupais, interagdes informais © con- flitos interpessoais e intergrupais que sto dificil mente percebidos nas organizagbes, mas que dina- mizam c influenciam.o comportamento de pessoas ¢ grupos. CASO DE APOIO CONSULTORIA ORGANIZACIONAL ‘Ap6s relatar seu diagnéstico preliminar e seuplano de agio terapéutica & diretoria da empresa cliente, Frede- rice Redriguez jétem todos os elementos necessirios para dar continuidade a seu trabalho. O paso seguin- te 6 desencadear uma série de intervengées na orga- nizagéo para entrentar o problema onto dlognostica- do, Mas Frederico ¢ consultor endo executor. O papel do consultor erganizacional ¢ preparar cabegas @ ¢o- ragées para desenvolver e implementar pianos de mu- danga. Quase sempre o trabalho de consultoria orga- nizacional esté em mudare nao-em manter situages. probleméticas que geraimente ocorremnas empresas © organizagées. Frederico ¢ um agente de mudanca. Mas isso requer lidar com aspectos visivels ¢ superfi- clals do CO, bem come com os seus aspectos invisi- vols ¢ protundos. Como tazé-lo? @ Caracteristicas do CO 0 CO apresenta caracteristicas préprias € marcan- ‘tes. Trata-se de uma drea do conhecimento humano que € vital para a compreensio do funcionamento: das organizagSes. As principais caracteristicas do CO sto: 1. O CO € wna disciplina cientifica aplicada. Esté ligado a questées priticas no sentido de ajudar pessoas ¢ organizagées a alcangar nf- veis elevados de desempenho nunca antes al- cangados, Sua aplicabilidade est em simulta- neamente buscar aumentar a satisfagio das pessoas no trabalho ¢ clevar os padrdes de competitividade e de sucesso da organizasio. 2, O CO adota wna abordagem contingencial. Procura identificar as diferentes situag6es or- ganizacionais para que se possa lidar com elas ¢ extrair omaximo proveito delas. 0 CO utiliza a abordagem situacional, j4 que nda 3 “OrRANTTAT OCS cS sciam em uma metodologia cientifica de pes- quisasistemitica ————SSSOSCSCSCS~S 4, O.CO ajude a lidar com as pessoas nas organi ‘zagdes. AS organizagbes sto entidades vivas. ‘Mais do que isso, so entidades sociais, pois sio constitudas de pessoas. O objetive bisico do CO é ajudar as pessoas ¢ organizagées a se ‘entenderem cada vex melhor. De um lado, 0 CO ¢ fundamental para os administradores que dirigem organizagées ou unidades delas, assim como ¢ indispensivel para toda e qual- quer pessoa que pretenda ser bem-sucedida na sua atividade com as organizagdes, dentro ou fora delas, 5.0CO contribuiches de wirias ciéncias