Você está na página 1de 50
* Dio deCamon — A antroptogi xo degre — Carts Raiue «Gis de Outro Saco ~ Whe Gago 1 hrrsa ch Vidern — CPC Vantaa aDestunde 195070 Hels 8. avs + Latur cmos ~ Tees soc sgn ct re Prmetafepuca ~ Meta evento ‘+ ONacion! eo Fopuarra Care Bose — Anes sees © ertre— Cains 20a Cia a Laos « Siplemono Lidro — Aimaaqua 3 — Crasocavors Cols PirsivesPastos que Ate ~ Jorge Ca ue Lita ~ Mar Hein Mars * O ques us ~ Ferrando Page ‘+ Ogue € Poesia Nargind ~ Ghuco Maroso (Colegio Tao & Wists + Qutuee Paris os Anus 0 — Halla 8, de tad ‘Macos A Gonos Cole Ercan Rasicat «Rand Bars — 0 Sibucon Sab — Lol Porone Masts | Masa Lajolo Q QUEE LITERATURA 1 egg 1982 St edigin prio © Mars ajo me “128 (antge27) Asti pbeor ato, Hie Caran id: Jox6 8 Ande wy itrabrasienses., 223 — ¢. genealiardimy 160 lo pauio = basi ". ., alitertura existe, Ela Gide, vend estude- a, Ela ocupa proveleras de bibioeeas,clunas de statistics, horéios de aula, Flas cla nos Jor ras ena TV. Ela torn sia intituicbs, so ites, sous boris, seus conflitos, suas exgérizs, Ela 6 ‘vida coticlanamenta polo homer ciizado © contemporineo coma ume experénca epefi quens seaseeliaanentuna ta” (R, Escait Le Litt at Social) Pecuntarse 0 que pode a tratura?6jé une at tue mais inte do que perguntarse 0 ue 6 ftentra?, as ste relhor ainda pergntarse que goss fcr Hertura?” (ter, ibider) socidiogo norte-amaricano Marshal eS teu a especial delicadezs do clizer a ore sritores reunices hum eangressa do. es, esciisonas ebam nadia mis nai ne “96 ditimice sobravivantes. do uma espe ee de extipeko pais “a nia serve: para’ nade escreve ‘a publicar livros” (Teoria ofa Litarat Un fra qua = atarnonte aor sara i fegisira © difunde © prognértico de McLuh Manuel do Aguiar e Silvey” igen penetra ee ma sociedade desoracia, Anas} | ‘ties que, sob mulsiformes, e continua a ag caste Maria Lolo OoueéLitenare ‘nem, Fai assim com Esculo e com Ovici, com Patrica e com Shakespeare, com Racine @ com Stherdal, com Epa e com Janes Joyce; cantinua a ser asim com Sartre © som Becker, com Jorge ‘Amaco e com Nelly Sats, com Norman Maller © com Cholakhou, com Miguel Torga ou com Her barta Helder. E assim fd de continue a ser com os evoritres de aman, Apenas varé 0 tempo © 0 rode” (Ider Ms, tnt MeLuhan cuenta Vitor Manuel so estos multe especis: do intelectuts, ans ris, produtors de conheciment. Freqjientan con- esses, escrevem ivios, tim sua opinido ouvida, ddscutida, conenteda. Asim, 2or mais civergontes, contractorios que slam sAus pentos de vise so- bre @ literature, hi algo camum entre ees ambos ausumem sus posigées a pair de una tadipio cultual cue vr se cansvuindo hi seul, O que 4 liteatura, para qualquer um dels ~ como pare (qualquer intelectual ce sus case « qulate— exige una resposta que retome,atualzeeprlonge tudo ‘que fo, a6 hoje, pensado sobre oesunt. Para ercutar a conver, a pos que cada um les assure porante a fiteratua€ sma posi cul 2, ibarida numa tratigéo cutuel que, s2 tem 0 ‘eipaida de muitos sézulos, ten tumbém aciviiza 0 burg.aa por horizon ‘Aquém @ além dees, ume multiéo ce gente ndnima; voc, eu, nds tedos wentuelmentej& nos erguntemos ¢ [8 nos responders 0 que ieee tua, Pruntas permanente, reposss prov Tio permanentes ungse provhiat outs quanta so as peguntas eresosts com cue idam os ‘wlctuais co time dos McLuhan e Vitor Nene, Sb que sar 0 flxo oo asal, dis cares, cs interlocutor, Ent, en iqualdade de conces, 6 areigaras mange pga pra er, Oque éLitertura At I Ser que ¢orrado tzer que literatura ¢ auilo que cada um de nds corsidea livrature? Por que. no indluir num conceito amplo.e aberto jo ltoratura a lishas quo cada um abs em mo smentos esperiis? Ou aqule conto que alguim escreveu eesti quedad nagaveta? Porque exc de teratuta 9 poema que su anigo [ec para ane- imorada 8 mostreu para ela @ para rai ningud? Por que no share delitature ahs de bru 223 e bichos que de noite, & hora de dormir, sua ime inentava ara vo e sus imios? Porque no ger 0 nome de literatura acs pormas mimeogrete- tos que 0 jovem ator vend par a plata dapols do epetictlo ov re fei hope ce domingo? _ ste texts ndo tém a mesma ciidania ited fig. que ¢ rorrance faoso com erties no joral © coentado ne escola? E abit ot olhas eolhar em volta, pare as pha de lives que habitam biblioteca elari, pare os textos que ros cantenplam disribuidos am vlan: ter mimeogtafads os pinados a spray em abuns rmuros«edilolos da ida, e remeter a Hes aper guntare que 6 iteratura? ;: Certes vos sio muito sonteides, Esti aven- ia em qualquer livaa, todos conhecen 0 rome dequen os screreu. 0 todos acme & um mode de dizer. Digamos, ‘uase todos, ou, melhor anda, quas todos deuma certe clase, pos nenhurn HOBRAL consguiv ain da trarsfornar rem am letores € muito menes em consuridores de livres 2 pecentocem des certo @ vite ils de raseires, que, por dre de ide- ie, poderia tor scesso a biblioteca e cengeetes ‘Mos anti, exes quae tndoscle ums eta dase dlivem ter ido ou pretender le tal ou qual astor. doe Amato, Vinicus de Morais e Catto Aes parecer se incluir neste caso, SS0 badoladls, atu- datos nas eools, ciados, Os vivos eso sempre reteberdo sonvites para conferénces, nites de autogrefos, fora de into, E &s vers biigam, Co- mo diz Dunmow Opoetamanipal cicurosom opt etatel ual dese jar tat 0 post ll rau i pst fla tin ou do rt. (Rewnito) ‘Meri Eas J outres esrtares nfo desrutan deste por sim dizer unanimidade, Esto em outro equema Seusnomes slo desconhecdcs, suas obras 380 di cals de seram encontraas em iraras, nfo cons tam das biliotecs,nirguém fla dels... so es cites que inrimem seus lvtos& propria caste @ vo vendBlos de porte em porta cu de mesa em mes, em restaurantes, bares, cinemas teatros ds yan cidade Enquanco so tems notte de que em peque- nas cidade, eantadoros do fee repentista, conta cores do tstvies — enbora amados e rspltados por seu pobico ~ raramenteprojetam seus noes paraalém dos locas por onde pasar, Num mmaviment oposto, em segmentes ext ements modernos erequintados de sciedade, os Ge grande sucesso ~ os bestsellers ~ 80 eset tos por una espe de tratalho em links indus tra: a produgdo da obra comega com um levant- mento das expectativsdopiblico: io dehstia ‘que prefer, toleréncia maior ou menor ¢ sexo @ violinis,cendrios e anbienes de maior IBOPE coiss asim, Com baw nests pescuise ecrovese ‘um romanco por astm dizer sob medi pera op blco, Cro investimento comercial, vrs dest gutno corer ricos minimos em termos de rete. no finance. af? Gom formas to diferentes de pradugdo e ciralagio de objtosigialmentederominals te ‘atu, ser que possiel deni? Vamos chamar que Literatura iualmente de itrature 0: romances de autores consogrados como Erico Verlsimo e as produrdes ‘quese andrimas de cancadores de fara © autores marginais? Vdo para o mesmo saco (de gatos...) bestsllersescritos ques: que de encomenta ¢ re quintadas obras de vanguard que apanas poucos € eleits entender? E cabe tembm actiquet tere ‘ura pera aquees eutors como Rui Earbosae Coe tho Neto, que sobrevivem apanas em manuals € aula coretisimes? ‘Antes que voce dea e feche es lvo, fique sabendo que o probleme nto alge eitors« tores anénimas. Confunde também gante mais gyaica, diretemente envolvida a questéo, Por axemplo,exrtors, mesmo os de rename, Mario de Andrade estritorbrasieko da primeite retade deste sécuo, parece tr resolvido a questlc cde maneira exemplar: nitado com as interinvels cliseusées sobre 0 conto, vrou a mesa e puxOU @ tapete das polémicas siudas: "Tanto andam agora preoeupades em definiro canto que nos bem st © que vou conta conto ou no, 8 que & verde de" (Conte: Novos) Em outro monnento, mesmo Mério de Andrade explede de novo: "Contoé tudo aquilo que o autor ckama de conto”, Primaria absolute da inten do autor, dendnca raced do aritrdrio e relativo da toras que define, rebe ‘tem, discutem e muito pouco dizam eo autor eo Ito, Fubem Braga pode ser outeexerplo de de “ Hera ajo fo, Sentindoseexouko do ura di iis tras dao Iieretursbraiera gue corren mune (I!) consideruse ving no momento om que ume antolgi de suas xis fl inilda rua cole gio com umn tuo explicanente teri, Outros eritores ~ pots, oneness, tate logos — tveram e tém momentos semeanter de revoir: aum esto lrg de independ, der bern ap indriduo que etree, atituindo ¢ tle ~ aoe tera seusleltres ~ odiita de chomar eu a slum esis delitrtira Voi. lotor eos fel or inovererte quando sevai de mios dads com Natio de Andzad Ru ben Bre, Embore no seam de Acateri, ele $80 ce pata, Somos incrrigives, no €? Gator pela torga que nos deram, voltamos a indagar de noses bots, Sed qu so Iieretua cs poerasedormecitos er gets «pists pelo mundo afora os romarcet aut «fla de oportnidace imped que fost publieds, a poss de twat ae, coo dia Fer nando Psa, jaals ercartrareo ovis de en te) Seré que tudo iss 6iteraturl E, see 8 por ‘qe ro 8 Para ums cosa sor consdrade lito twa tem de tr etre? Tem de ered? Tom tidade, Impice epeas ert assum sua lative a n Horie taoln TWeses temor 2 dissin de 0 cue iterate costume ser séria,Pofunda Bem fomulada, J ax ‘muitos sfoulos que certas pessoas vém se emoe- shard em defi, ara melhor compreender odo. init, cnatureza dos textos que os encantam, Esse esforga contfnuo de deni fz com aue a for ‘ulapes mais moderns constitam um forma de cllogo que retoma, rebate b prolong as antero- res, corpora coreeites de outescirias uma ‘nas. Exigem, de quem quer discuti-lo, un mfnimo di farilridade com @ finguagem da fos, da higtdria, ct lingustia, ta seciologa, da antropolo- aia, de qvantas foa/as mais se quiser. Cilme, fitorincignadoe mpecere, Para entrar na participa 6 peniiia cesta dlsusso, erect 40 ter ingreso, Para der «verdad, comprar i sreso, Nao dé para peg © bord ardando, que 6 tomo 6 quase certs, os ingresos — fos, cr. 40s, escolas~ nem esto por ai, nem so oferta ‘i, Custam exatarmente 0 que cute pertencer &