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Serviços técnicos e administrativos preliminares

a) ESCOLHA DO LOCAL - Inclui analise do Código de Obras e Lei de Uso e Ocupação do Solo do
municipio, para colher informacoes sobre as possibilidades de construir determinado tipo de
estabelecimento (habitacional, comercial, etc) no local escolhido.
b) AQUISIÇÃO DO TERRENO - Qualidades que um terreno deve possuir:
dimensões de acordo com o que se pretende construir; pouca ou nenhuma exigência de movimento de
terra; seco; facilidade de acesso; solo resistente que não exija solução onerosa para as fundações;
c) SERVIÇO DE TOPOGRAFIA - Fundamental para a execução do projeto arquitetônico - conhecimento
de perfis longitudinais e transversais do terreno
d) SONDAGEM - Pesquisa da qualidade e características do solo para conhecer a constituição de suas
camadas e respectivas profundidades, com vistas à aplicação e distribuição das cargas do edifício a
construir. O serviço constitui-se na perfuração do solo por percussão e circulação de água, com retirada
de amostras de solo em uma pequena cápsula metálica. De acordo com a quantidade de golpes
necessários para a perfuração, feita com a queda padronizada de um determinado peso sobre uma haste
metálica, estima-se a resistência das diferentes camadas de solo naquele local.
Número de furos
A NBR 8036/83 - "Programação de sondagens de simples reconhecimento dos solos para fundações de
edifícios" - estabelece o
número de perfurações a serem feitas, em função do tamanho do edifício, conforme segue:
• no mínimo uma perfuração para cada 200m² de área da projeção em planta do edifício, até 1.200m² de
área;
• entre 1.200 m² e 2.400m²: fazer uma perfuração para cada 400 m² que excederem aos 1.200 m2
iniciais;
• acima de 2.400m² o número de sondagens será fixado de acordo com o plano particular da construção.
Em quaisquer
circunstâncias o número mínimo de sondagens deve ser de 2 para a área da projeção em planta do
edifício até 200m², e três para
área entre 200m² e 400m².
e) PROJETOS - arquitetura, estrutural e instalações (elétrica, hidráulica, esgoto, gás, incêndio, ar
condicionado), além de especificações, orçamento e cronogramas.
f) LEGALIZAÇÃO DA OBRA – série de providências a serem tomadas antes e durante a construção,
junto a órgãos públicos (prefeitura, concessionária de energia elétrica, companhia de água e esgoto,
corpo de bombeiros, etc) e CREA.
PROJETO → APROVAÇÃO DO PROJETO (CREA, taxas; PREFEITURA - Requerimento de
licença para construção (padrão),certidão negativa de débito
do imóvel (terreno), Entrada do projeto; Projeto passa por diferentes secretarias e departamentosda
prefeitura; Notificação para tirar cópias e pagamento de taxas; PROJETO APROVADO - Alvará de
licença paraconstrução, Plantas carimbadas) → LIGAÇÕES PROVISÓRIAS
(Cemig,Telefone,Cesama,Bombeiros) → NBR 12721 (NB 140); Livro de registro de empregados; Livro
para fiscalização; Min. Trabalho; Matrícula INSS → CONSTRUÇÃO → VISTORIAS/ LIGAÇÕES
DEFINITIVAS → HABITE-SE - Comprovantes de atendimento às normas de Cemig, Cesama, Cia.
telefônica, Corpo de bombeiros; IPTU e Certidão ; Negativa S. M. Fazenda; Pagamento de taxa → INSS
- Providenciar CND apresentando: Matrícula, CGC ou CPF, Alvará para construção, Plantas aprovadas,
Folhas de pagamento e guias de recolhimento → AVERBAÇÃO- Cartório de registro de imóveis,
apresentando: HABITE-SE e CND do INSS.

O incorporador somente poderá negociar sobre unidades autônomas de moradia em


condomínio após ter registrado no cartório competente de registro de imóveis:
− projeto de construção aprovado pelos órgãos competentes;
− cálculo das áreas das edificações (área global, partes comuns, área por unidade);
− especificações (acabamento) da obra projetada;
− avaliação do custo global da obra e do custo de cada unidade.
Limpeza do terreno / Instalações provisórias / Locação da obra
a) DEMOLIÇÃO
Serviço que pode surgir em caso de antigas construções existentes no terreno.
Recomendações gerais:
− regularização da demolição na prefeitura local;
− cuidados para evitar danos a terceiros - providenciar vistorias nas edificações
vizinhas antes de iniciar a demolição;
− atenção para reaproveitamento dos materiais que saem da demolição, por questões
ecológicas e porque podem servir para outra construção (janelas, portas, maçanetas,
pisos, vidros, calhas, etc) ou para as instalações provisórias da nova obra.

b) LIMPEZA DO TERRENO

Capina, remoção de matacões e casas de cupim, desmonte de rocha, etc. Árvores: obrigatória a obtenção
de licença ambiental - IEF - Instituto Estadual de Florestas ou IBAMA. Adequar o projeto ao que existe
de natural e belo no local da construção.
c) LOCAÇÃO DA OBRA

Consiste em marcar no terreno a exata posição do prédio, transportando as dimensões desenhadas no


projeto arquitetônico em escala reduzida para a escala natural 1:1. Marcam-se no terreno as posições das
paredes, fundações e pilares, tomando-se por base a planta de locação, o projeto de fundações e o
projeto de formas fornecidos pelo projetista de estrutura. Procedimento: construir uma "tabeira"
(cercado de tábuas em torno da posição da obra no terreno) com o auxílio de um carpinteiro.
Ferramentas e equipamentros: nível de mangueira, nível de mão, teodolito, trena, esquadro, metro,
martelo. Usar pincel ou caneta para escrever informações na tabeira correspondentes à identificação dos
pilares.

Como localizar e marcar o eixo de um pilar no terreno: esticar dois fios de arame perpendiculares
correspondentes a um determinado pilar, amarrados nos quatro pregos da tabeira. Em seguida, achar a
projeção do cruzamento dos dois fois, com a ajuda de um prumo de centro. Posicionar um piquete de
madeira no terreno, indicando a posição correta do eixo do pilar e repetir a operação para os diferentes
pilares da obra, de acordo com a planta de locação, cada vez que for necessária a abertura de cava de
fundação, concretagem da fundação, confecção de formas, etc.

d) INSTALAÇÃO DA OBRA

• TAPUME - O tapume deve ser também durável e de bom aspecto. São muito utilizadas chapas de
madeira compensada (espessura 10 mm).

1-GENERALIDADES- DEFINIÇÕES
A construção civil, segundo definição já consagrada pelos trataditas, é a ciência que estuda as
disposições e métodos seguidos na realização de uma obra arquitetônica sólida, útil e econômica. A
denominação arquitetônica se da quando a obra se reveste de atributos belos. Naturalmente que para se
obter beleza completa, segundo Cloquet ,teremos que atender ás condições seguintes:
a) Harmonia do objeto com o ambiente;
b) Harmonia entre as diferentes partes;
c) Harmonia o objeto com o espectador
Edifício: é toda construção que se destina ao abrigo e proteção contra as intempéries e contra o perigo de
ataques não só do homem propriamente dito como suas atividades de ordem social, seus bens materiais
e espirituais.
O estudo e técnicas de construção compreende, geralmente, quatro grupos de conceitos diferentes:
a) O que se refere ao conhecimento dos materiais que nos oferece a natureza ou que nos brinda a indústria
para a utilização nas obras, assim como a forma de sua melhor aplicação, origem, particularidades e
aplicações desses materiais.
b) O que se refere a resistências dos materiais empregados na construção e os esforços a que estarão
submetidos, assim como o cálculo da estabilidade das construções que um dia estaram terminadas e
postas em serviço
c) O que concerne aos métodos construtivos em que cada caso convém aplicar, os quais variam com a
natureza dos materiais, com as condições de clima em que se vai trabalhar, com os meios de execução
disponíveis em cada caso e com o estado social geral;
d) O que se refere ao conhecimento da arte para que a construção possa ser realizada de acordo com as
normas do bom gosto e em conseqüência com o caráter e estilo arquitetônico escolhido para a
construção.
PRINCÍPIO FUNDAMENTAL: Todo edifício deve ser praticamente perfeito, executado no tempo
mínimo razoável e pelo menor custo, aproveitando-se o melhor material e o máximo rendimento das
ferramentas e dos artífices.
FASES DA CONSTRUÇÃO: Trabalhos preliminares, trabalhos de execução, trabalhos de acabamento.
PROGRAMA: para organizar um projeto de uma construção, isto é , sua representação gráfica, tal
como a imaginará o arquiteto, torna-se necessário que ele conheça:
a) O exato mecanismo dos serviços a serem instalados
b) A lista de todos os compartimentos que terá a obra.
LOCAL DA CONSTRUÇÃO: determinada a construção de um edifício, podemos nos defrontar com
duas espécies de problemas:
a) Escolha do terreno terá que ser feita para uma futura construção;
b) A construção será para um determinado terreno já adquirido
Na primeira hipótese, torna-se imprescindível que façamos uma série de pesquisas, tendo como
finalidade o maior benefício para a obra. Entre as pesquisas citaremos:
a) Se a conformação topográfica do terreno é adequada á implantação da obra
b) Se a área disponível é suficiente, permitindo um projeto que atenda a legislação;
c) Se a natureza o subsolo comporta economicamente uma fundação compatível com o prédio a ser
projetado;
d) Se há facilidade de abastecimento de água e energia elétrica para que não fique a construção sujeita a
futuros ônus.
LOCALIZAÇÃO: quanto a situação do terreno no conjunto ou no quadro urbano, distinguem-se três
aspectos de grande importância: valor locativo , conveniência e efeito estético.
MEIO AMBIENTE: o meio que nos cerca, por seus fatores naturais, pode exercer influência acentuada
na concepção da forma arquitetônica da obra e , portanto , o custo da construção também. (acidentes
topográficos , orientação , clima, dimensões úteis).
AQUISIÇÃO DO TERRENO: compra, desapropriação, doação, aforamento.
REGIMES DE EXECUÇÃO DE UMA OBRA
-Empreitada global (material + mão de obra);
-Empreitada por preço unitário;
-Administração contratada;
-Empreitada de mão de obra.
Comparação e discussão sobre administração e empreitada. Obra X preço justo.
O objetivo será conseguido em duas condições:
a)Nos trabalhos por administração ,quando o profissional for honesto e capaz;
b)Nos trabalhos por empreitada,quando o orçamento for exato.

1- Considerações a cerca do regime de empreitada


O contrato de empreitada está previsto nos artigos 610 a 626 do código civil brasileiro e é uma
modalidade contratual largamente utilizada nos mais diversos ramos do mercado de serviços. Nos
termos da lei “ o empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e os
materiais” . Assim, o contrato de empreitada é aquele pelo qual uma das partes assume a obrigação de
executar e entregar uma obra certa a outra parte, com material próprio ou fornecido pela parte
contratante, mediante remuneração determinada ou proporcional ao serviço efetivamente executado e
sem vínculo de subordinação ou dependência.
O objetivo do contratio de empreitada é a realização de determinada obra/atividade certa; mediante
contraprestação. Assim, na empreitada a parte contratada obriga-se pela entrega da obra em si a outra
parte e não somente a sua execução. Nessa esteira, a empreitada é frequentemente utilizada nas
atividades ligadas a construção civil, tais como a construção de casas, prédios, pontes, estradas, muito
embora não se limite a esta finalidade, podendo ter como objeto tudo que for lícito e de possível
execução humana. Até mesmo as atividades de caráter imaterial e intelectual, tais como a composição de
melodias, músicas, escrituras de livros, peças de teatro, dentre outras.
A complexidade e, por vezes os longos prazos e os grandes valores envolvidos em contratos dessa
natureza exigem um cuidado maior das partes na elaboração, na discussão e na revisão do instrumento
contratual, para que, ao final, possam retratar fielmente a verdadeira intenção das partes, evitando-se
assim demandas judiciais e prejuízos financeiros as empresas. È importante ainda atentar as seguintes
fatos;

 Deverá ser orçado os serviços com pelo menos três empreiteiros e deverá ser negociado ( prazo, valor e
condição de pagamento, preferencialmente por tarefa executada)

 Elaborar um contrato de serviço por escrito. Neste deverá constar tarefas, responsabilidades, prazos,
multas e inclusive serviços extras;

 Recolher o INSS dos funcionários, pois será necessário apresentá-lo pra o requerimento do habite-se;

 Exigir do empreiteiro ou responsável pela segurança do trabalho, que todos os funcionários estejam de
posse de todos os EPI ( equipamentos de proteção individual), adequados a sua função.
2- Considerações sobre o regime de administração
O regime de administração, ou a preço de custo, dar-se a através da qual a construtora ou responsável
pela administração da obra, recebe um percentual do custo da obra, podendo ser um premio, na hipótese
de o custo final da obra ser inferior a montante prefixado.
A opção de contratação pelo regime de administração pode trazer a vantagem no preço, que na prática,
depende de boa administração da obra, que acarreta a redução da carga tributária, uma vez que os
tributos incidentes, especialmente, sobre materiais, assim como os demais ( instalações e mão de obra,
por exemplo), não são cobrados pela construtora e portanto, repassados ao dono da obra.
Muitas construções passaram a ser feitas ainda pelo regime de empreitada, ou a preço fixo,
flexibilizando, porém, a compra direta, pelo dono da obra, de um percentual dos materiais, sendo
enfatizado, no entanto, que o contrato se trata de empreitada. No caso sob exame, conquanto haja ao
aspecto positivo de, teoricamente, o preço da obra, no contrato de administração, ser mais baixo, o
aspecto negativo diz respeito a responsabilidade do dono da obra. De fato , a obra por administração ,
quem contrata diretamente os empreiteiros a e mão de obra é o dono da obra.
È fundamental um extremo cuidado com a contratação seja de mão de obra , seja de materiais em que a
qualidade destes deva ser aliada a um custo competitivo, visando a gerar um efetivo benefício no custo
final da obra comparando com o de construção pelo regime de empreitada. Acresça-se que na
construção por administração, deve haver uma preocupação maior na verificação da qualidade e
quantidade dos materiais, já que é do dono da obra essa responsabilidade, bem como os riscos de
perecimento destes materiais.
A responsabilidade solidária trabalhista, previdenciária e tributária pelas obrigações dos empreiteiros e
subempreiteiros da obra também recai sobre o dono da obra, englobando os recolhimentos de tributos e
contribuições, salários e vantagens trabalhistas, do que decorre a necessidade de uma excelente
fiscalização destes aspectos, visando a minimizar possíveis contingências. Por essas razões, a
contratação de uma experiente empresa de fiscalização de obra é indispensável, nas obras de custo muito
elevado. É certo que a empresa contratada pelo regime de administração, para coordenar a obra, assume
a responsabilidade solidária com as empreiteiras, pelos danos causados Por estas e seus subempreiteiros.
Ocorre que o dono da obra tem, em relação à construtora, a ser contratada pelo regime de construção por
administração, por força de lei, o direito de regresso, isto é, o direito de exigir o ressarcimento das
perdas e danos e dos prejuízos que lhe forem imputados, decorrentes da construção. Enquanto na obra
por empreitada, essa responsabilidade é direta do empreiteiro.

PROJETO:é o principal elemento de trabalho de um profissional da construção: é nele que as


informações de execução estão inseridas ,tais como:

 Locação: orientação do posicionamento da obra em relação a um terminado ponto ou lugar.

 Planta baixa (executiva/arquitetura): desenho com as informações básicas como cotas horizontais,
destinação dos cômodos, materiais de acabamento, peças de mobiliário ou de instalações, entre outros.

 Cortes: onde se encontram as informações não mostradas em planta baixa, tais como as medidas
verticais e outros detalhes.

 Fachada: são os desenhos que mostram detalhes e aspectos finais da obra.

 Urbanização: são mostrados os detalhes de acabamento externo, como, por exemplo, o ajardinamento.

 Instalações: são vários projetos ,conforme a obra,os quais se verificam os detalhes de instalações como
hidrossanitárias, elétrica , de incêndio ,telefonia etc.

 Memorial de especificações ( memorial descritivo): caderno no qual se encontram, por escrito ,todos os
detalhes ,materiais e especificações a serem empregados na obra.
SERVIÇOS INICIAIS
1- LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO DO TERRENO
A planta do levantamento planialtimétrico do imóvel deverá conter informações referentes a topografia,
aos acidentes físicos,a vizinhança e a logradouros . A elaboração da planta precisa ser em escala
conveniente, variando de 1: 100 a 1:250 , data do levantamento e assinatura do profissional que a
executou. O levantamento planialtimétrico partirá do alinhamento da via pública, existente para o
imóvel. Com referência à topografia do imóvel terão que ser prestadas as seguintes informações:

 Indicação a linha note-sul;

 Indicação das medidas de cada segmento do perímetro que define o imóvel, norteando a extensão
levantada e a constante do título de propriedade, para verificação de eventual divergência tolerada de até
5% quanto as dimensões ( planimetria e área) convencionando-se em “R’ a medida real de cada
segmento e em “E” a medida da escritura.

 Indicação dos ângulos entre os segmentos que definem o perímetro do imóvel ou seus rumos:

 Demarcação do perímetro d edificações eventualmente existente no imóvel;

 Se a comprovação de propriedade da área for constituída por mais um título, deverão ser demarcados os
vários imóveis que a compõem, relacionando-os com os títulos de propriedade, indicando suas áreas e
os respectivos números de contribuintes do IPTU.

 Indicação da área real do imóvel resultante do levantamento, bem como a área constante do título de
propriedade.

 Apresentação de curvas de nível, de mero em metro, devidamente cotadas, ou de planos cotados ( para
caso de terreno que apresenta desnível não superior a 2 metros).

 Localização de árvores existentes, de caule ( tronco) com diâmetro superior a 5cm ( medido a 1,30
acima do terreno circundante- altura do peito)- lei 10.365 de 22/09/87.

 Demarcação de córregos ou quaisquer outros cursos de água existentes no imóvel em sua divisa;

 Demarcação de faixas non aedificandi e galerias de águas pluviais existentes no imóvel ou em suas
divisas,

 Indicação das cotas de nível guias, nas extremidades da testada do imóvel em referencia a vizinhança e
ao(s) logradouro(s) , boca-de-lobo, fiação , necessitam ser prestadas as informações seguintes;
 Localização de potes, árvores, boca-de-lobo, fiação e mobiliários urbanos existentes em frente ao
imóvel;
 Indicação da largura do(s) logradouro(s) medido no centro da testada do imóvel em vários pontos ( no
mínimo três) do trecho do logradouro, se houver variação de medida, completando a indicação com a
dimensão dos passeios;
 Código do logradouro onde se situa o imóvel e número de contribuinte do IPTU;
 Inexistindo emplacamento do imóvel, deverão ser indicadas as distâncias compreendidas ente o eixo da
estrada das edificações vizinhas e as divisas do imóvel. Medidas no alinhamento bem como as
respectivas numerações de emplacamento ( posição do lote na quadra em que se situa);
 Em caso de dúvida ou de inexistência e emplacamento dos imóveis vizinhos, deverá ser indicada a
distância entre o imóvel e o início do logradouro ou a distância entre o imóvel e o eixo das vias
transversas mais próximas;
 Indicação do tipo de pavimentação do (s) logradouro(s) e do(s) passeio(s) e do número do imóvel ( se
existir);
 Quando se tratar de terrenos com acentuado aclive ou declive, o levantamento terá de conter dados
genéricos e implantação das eventuais edificações vizinhas, correspondendo a uma faixa de, no mínimo
3 metros de largura ao longo das divisas.

ESTUDO GEOTÉCNICO
Para fins de projeto das fundações, deverão ser programadas no mínimo sondagens a percurssão SPT de
simples reconhecimento dos solos, abrangendo o número, a localização e a profundidade dos furos em
função de uma referência nível (RN) bem definida e protegida contra deslocamentos. As sondagens a
percurssão necessitam ser, no mínimo, de uma para cada 200m2 área de projeção em planta de
edificação, até 1200 m2 de área. Entre 1200 m2 e 2400 m2, precisará ser feito um furo para cada 400m2
que excederem a 1200m2. Em quaisquer circunstâncias, o mínimo de sondagem será:

 Dois para área de projeção em planta de edificação até 200m2;

 Três para área entre 200m2 e 400m2.


Os furos de sondagem não poderão ser distribuídos ao longo do mesmo alinhamento. O resultado das
sondagens terá de ser apresentado graficamente com a discriminação: do tipo de solo encontrado em
cada camada e sua consistência, da resistência oferecida à penetração do amostrador padrão e do nível
de água na data da perfuração.
A sondagem a percurssão SPT( standard penetration test) é realizada com um amostrador cravado por
meio de golpes de um martelo de 65 Kg em queda livre de 75 cm. Durante o ensaio é registrado o
número de golpes necessários a penetração de 15cm da camada investigada , além de observação das
características do solo trazido no amostrador. O relatório final traz a planta de localização, a situação e a
RN dos furos, a descrição das camadas do solo, o índice de resistência a penetração, o gráfico de
resistência por profundidade, a classificação macroscópica das camadas, a profundidade e o limite da
sondagem a percurssão por furo e, ainda a existência ou não de lençol freático e o nível inicial e após 24
horas.
Sempre que as características da obra e/ou terreno exigirem, será estabelecido um programa de
investigação direta do subsolo, que inclua, conforme o caso, ensaio in loco do tipo SPT-T ( standard
penetration test com torque): possibilita informar o momento torsor entre o amostrador e o solo: CPT(
cone penetration test): consiste na cravação estática lenta de um cone, mecânica ou elétrica, que
armazena em um computador os dados a cada 20 cm; sondagem rotativa ; com uso de uma coroa
amostrador de aço, na qual são encrustados pequenos diamantes: pressiômetro ( para estabelecer
estimativas de recalque ou para previsão de capacidade de carga-limite) , cisalhamento de palheta (
Vane test): uma palheta de seção cruciforme é cravada em argilas saturadas, de consistência mole, e é
submetida ao torque necessário para cisalhar o solo por rotação etc.
Nos casos em que houver necessidade de estudos aprofundados das condições de trabalho do terreno, o
programa de investigação do subsolo deverá contar com a extração de amostras indeformadas e
consequentemente análises laboratoriais, que determinem os limites de plasticidade e de liquidez, a
granulometria , a permeabilidade, a capilaridade etc. das camadas de interesse. Nos casos de obra
pequena, poderão ser admitidos processos simples de investigação do subsolo, como a sondagem com
trado cavadeira (broca), para a obtenção de amostras ( então deformadas) e caracterização tátil-visual.
Os serviços de sondagem necessitam serem executados por empresa especializadas, com o
acompanhamento de um consultor de mecânica dos solos.
VISTORIA DA ÁREA DA OBRA
Antes do início da construção, terá de ser feito um levantamento minucioso e completo da área do
canteiro de obras e imediações, para verificar se existem, entre outros:
 Desníveis perigosos

 Fragilidades perigosas do terreno

 Drenos ou tubulações enterradas de utilidade pública ou de terceiros

 Possibilidade de enfraquecimento de construções vizinhas por escavações, vibrações etc.

 Ninhos de cupim, que nessa hipótese deverão ser destruídos.


Serão feitos o exame e a vistoria geral das construções vizinhas que apresentarem fundações rasas, como
também quando a obra a ser executada tenha desníveis de fundações inferiores, contenha subsolos ou,
ainda , no caso de terrenos de pouca consistência.No caso da obra necessitar de fundações Por estacas,
deverá ser prevista a responsabilidade quanto a danos a vizinhos, por parte da construtora, com
tolerância de pelo menos, um mês após a cravação da última estaca.

DEMOLIÇÃO
Boa parte das empresas demolidoras é constituída por pessoal experiente, mas sem formação técnica
acadêmica. Sem deixar de valorizar a experiência que a prática tras, muitas vezes o conhecimento
técnico é fundamental para se fazer uma demolição. Assim, a construtora, mesmo contratando uma
demolidora, deverá verificar:

 Se a obra a demolir tem estrutura de concreto armado ou de alvenaria

 Se for de alvenaria, qual o plano de desmonte das paredes estruturais,

 Se for de concreto, quais as vigas de rigidez da estrutura;

 Se a estrutura a demolir fizer parte de estrutura restante de outras edificações (paredes de meação em
casas geminadas etc.), quais os reforços a executar e outras obras complementares, tais como vedação
etc.
SEGURANÇA NA DEMOLIÇÃO - O enfoque e segurança nas demolições é muito
importante.Trabalhando com mão-de-obra de características peculiares e executando atividades de
difícil programação e rotina , a demolição é um serviço de forte potencial de risco. A construtora, ao
contratar a demolição, terá que exigir que a demolidora atenda as normas de proteção pão trabalho,
orientando a execução.
RESPONSABILIDDE CIVIL- Independente do contrato entre a construtora e a empresa demolidora ,
existe a responsabilidade da construtora quanto aos danos que a demolidora venha a causar a terceiros (
pessoas e coisas), tais como a edificações, a transeuntes e a empregados da própria demolidora o da
construtora. Assim, a contratação de seguro de responsabilidade civil é uma medida cautelar.
CUIDADOS NA OBRA
Antes de iniciada qualquer obra de demolição, as linhas de abastecimento de energia elétrica,água,gás e
outros inflamáveis, substâncias tóxicas e as canalizações de esgoto e de escoamento de água pluvial
deverão ser desligadas, retiradas ou protegidas ou isoladas,respeitando ás normas e determinações em
vigor.
As construções vizinhas á obra de demolição tem que ser examinadas, prévia e periodicamente, para ser
preservada a sua estabilidade e a integridade física de terceiros.
Toda demolição será programada e dirigida por responsável técnico legalmente habilitado.
Antes de iniciada a demolição de um pavimento, deverão ser fechadas todas as aberturas existentes no
piso, salvo as que forem utilizadas para escoamento de materiais, ficando proibida a permanência de
pessoas no pavimento imediatamente abaixo ou qualquer outro que possa ter sua estabilidade
comprometida no processo e demolição.
As escadas terão que ser mantidas desimpedidas e livres para circulação de emergência e somente serão
demolidas á medida que forem sendo retirados os materiais dos pavimentos superiores.
Na demolição de edificação com mais de dois pavimentos ou de altura equivalente a 6m e distando
menos de 3 m do alinhamento do terreno, terá de ser construída galeria de 3m de altura sobre o passeio.
As bordas de cobertura da galeria possuirão tapume fechado com 1 m de altura, no mínimo, com
inclinação em relação a horizontal de 45◦.Quando a distância da demolição ao alinhamento do terreno
for superior a 3m será feito um tapume no alinhamento do terreno.
A remoção do entulho, por gravidade, terá de ser feita em calhas fechadas, de madeira,metal ou plástico
rígido, com inclinação máxima de 45◦, fixadas a edificações em todos os pavimentos. Na extremidade
de descarga de calha precisa existir dispositivo de fechamento. Objetos pesados ou volumosos serão
removidos mediante o emprego de dispositivos mecânicos, ficando proibido o lançamento em queda
livre de qualquer material.
Os elementos da edificação em demolição não poderão ser abandonados em posição que torne viável o
seu desabamento, provocado por ações eventuais.
Os materiais da construção, durante a demolição e remoção, deverão ser previamente umedecidos.
As paredes somente poderão ser demolidas antes da estrutura (quando for de concreto ou metálica).
Durante a execução dos serviços de demolição, terão de ser instaladas plataformas especiais de proteção
( bandejas salva vidas)com inclinação de aproximadamente e 45◦ e mínima de 2,50m e todo o perímetro
da obra. As plataformas de proteção serão instaladas, no máximo, dois pavimento abaixo do que será
demolido.
LIMPEZA DO TERRENO
Os serviços de roçado e destocamento serão executados de modo a não deixar raízes ou tocos de árvores
que possam prejudicar os trabalhos ou a própria obra, podendo ser feitos manual ou mecanicamente.
Toda a matéria vegetal resultante do roçado e destocamento bem como todo entulho depositado no
terreno terão de ser removidos do canteiro de obras. O corte de vegetação de porte arbóreo fica
subordinado ás exigências e as providências seguintes:

 Obtenção de licença em se tratando de árvores com diâmetro de caule ( tronco) igual ou superior a 5cm,
medindo a altura de 1,30 m acima do terreno circundante.

 Em se tratando de vegetação de menor porte, isto é arvoredo com diâmetro de caule inferior a 5cm, o
pedido de licença poderá ser suprido por comunicação prévia a municipalidade , que procederá á
indispensável verificação e fornecerá comprovante.
PREPARATIVOS INICIAIS- CANTEIRO DE OBRAS

PREPARAÇÃO- limpeza do terreno consiste na retirada de todos os eventuais entulhos e obstáculos pra a
construção. Eles devem ser removidos e destinados a local apropriado. Em alguns casos se pode proceder
a abertura de buracos para que sejam enterrados ou, ainda, se for possível, aproveitá-las para um aterro,
dependendo da qualidade do material.

Feita a limpeza dos entulhos e outros materiais, deve-se proceder a retirada de toda a vegetação, inclusive
da camada vegetal do solo, que normalmente não ultrapassa 20cm. Isso pode ser feito com ferramentas
manuais (enxadas) ou equipamentos apropriado ( tratores com lâminas, patrol etc.) dependendo do
tamanho da área a ser edificada. A remoção da camada vegetal é necessária porque pode comprometer a
estabilidade da base dos aterros ou de pisos. Cuidado especial também requerem as árvores que não serão
retiradas , e que estejam próximo das construções ,pois as suas raízes são sérios problemas para as
fundações e as redes de abastecimento.Na remoção de árvores, é preciso verificar com antecedência o
procedimento com os orgãos florestais competentes.

MOVIMENTO DE TERRA- que são os cortes e ou escavações executadas após a intervenção topografia
, definindo as cotas e marcos necessários.

FECHAMENTO E CERCAS- A economia é um item que deve sempre estar presente em todos os
aspectos da obra sem, no entanto, comprometer o projeto e a segurança. No canteiro de obras isso não é
diferente. Os fechamentos e cercas devem ser sempre de material que não comprometa os custos.
Lembre-se de que, no final da obra, essas instalações serão desfeitas para dar lugar no fechamento
definitivo e nem sempre os materiais utilizados são reaproveitados.

Os materiais comumente utilizados para o fechamento (também chamado TAPUME) são placas ou
chapas de madeira compensada resinada na medida de 1,22X2,44m com seis ou oito mm de espessura, de
segunda qualidade e quando muito pintadas com tinta látex de segunda linha ou tinta a base de cal. Não
devemos esquecer a necessidade de um portão de pelo menos 3,20m de largura , destinado a entrada e
saída de equipamentos. Em canteiros de obra de grande porte esses acessos podem ser independentes.
Quanto a execução, procede-se da seguinte maneira:

 Limpeza e alinhamento do local do tapume a ser executado;


 Escavação de buracos de pelo menos 20cm a 40 cm de profundidade, e espaçados a cada 1,22m;
 Colocação de pontaletes de madeira na bitola de 7X7 cm com pelo menos 2,90 m de comprimento nos
buracos escavados, na posição vertical e a prumo. Apiloar na terra o buraco com os pontaletes
posicionados;
 Fixação das chapas nos pontaletes por intermédio de pregos.
 È bom que, pelo menos a cada oito chapas de fechamento, seja feito um apoio de sustentação no sentido
vertical ao tapume executado. Outro sistema a ser considerado é a execução do fechamento utilizando
cerca de arame ,com o uso de mourões de concreto ou de madeira.

4-DRENAGEM- A água torna-se, as vezes um inconveniente para as obras de construção civil, portanto
devemos nos prevenir de sua ação. Seria desagradável uma atividade ser interrompida porque houve
empoçamento de água no canteiro de obras. Deve-se verificar a necessidade de construção de valas com
inclinação mínimade 1% para o escoamento rápido das águas pluviais e tomar o cuidado de mantê-las
sempre desobistruídas. Não esquecer de prever dutos de passagem para águas nas vias de acesso. È
evidente que a dimensão das valas deve ser compatível com a expectativa do volume pluviométrico e a
sua intensidade, prevendo assim surpresas desagradáveis.

5- ACESSOS- item pouco considerado num canteiro de obras , são os acessos de entrada, saída de
materiais e sua distribuição. De acordo com a obra, tais acessos devem ser o mais simples possível,
tomando cuidado de ter sempre condições de transito. No planejamento de uma obra, dependendo do
porte da obra, é de fundamental importância. Os acessos e o sistema viário devem ser feitos com material
de boa procedência e qualidade, compatível com os custos previstos da obra.

6- EDIFICAÇÕES PROVISÓRIAS- são as instalações destinadas ao apoio as obras de construção Elas


devem ser executadas com materiais de baixo custo, mas sem comprometer os objetivos e as
especificações da NR18 ( Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção).

ÁREAS OPERACIONAIS: são destinadas a: escritório, almoxarifado, deposito, instalações de preparo


de formas, armação e concreto; manutenção de máquinas e equipamentos. Essas instalações requerem o
mínimo possível e necessário, para a operacionalidade da obra. Devem-se prever instalações elétricas e
hidráulicas compatíveis com o número de pessoas que vão ocupar tais instalações.
ÁREAS DE VIVÊNCIA; são as instalações destinadas: refeitórios, sanitários, lazer,
dormitórios,ambulatórios,vestiários. Para os funcionários que terão permanência na obra devem ser
previstas instalações que propiciem conforto mínimo, as quais devem obedecer aos requisitos
mencionados na NR18.

7-FORNECIEMNTO DE ÁGUA- Uma obra que não tem bom desempenho se não for garantido um
suprimento de água confiável e constante. Para isso é bom tomar algumas providencias.

Rede publica: o volume fornecido ou de fornecimento é compatível com o consumo da obra? Se não é
necessário solicitar ligação de maior fornecimento. O fornecimento não sofre interrupção constante? se
sim, providenciar condições de estoque de água, seja por meio de tambores apropriados,construções de
cisternas ou cacimbas, ou contratação de fornecimento externo de água ( caminhões Pipa).

Não há rede de abastecimento: neste caso é necessária a construção de cisternas,que consiste na


escavação de um buraco no subsolo de aproximadamente 80cm de diâmetro até a profundidade suficiente
onde se encontre água em volume necessário para o abastecimento da obra.Essa cisterna deve ser
revestida com alvenaria de tijolos furados no sentido transversal ou com manilhas de concreto no
diâmetro da escavação. Esse procedimento visa a proteção do poço contra eventuais desabamentos. O
local deve ser protegido na superfície quanto a queda de materiais e pessoas. A retirada da água deve ser
por meio de baldes, utilizando um sarilho ou mesmo bombas de água acionadas eletricamente. Muita
atenção quanto á época da escavação do poço.Em período de seca ,o lençol freático é mais profundo.
Deve-se também observar o volume de reposição da água no poço, quando o consumo é muito grande.

Em alguns casos quando não se e encontra água em profundidade compatível a um poço( cisterna ) a céu
aberto,nestes casos é necessário um poço artesiano.

8- FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA: em primeiro lugar verificam-se os equipamentos e


máquinas elétricas que serão utilizadas na obra e suas respectivas potências elétricas com o cuidado de
anotar o equipamento de maior potência e consumo. Não esquecer as instalações próprias do canteiro
,tais como iluminação ,tomadas de energia, chuveiros,equipamentos de escritório ,entre outros. De posse
dessas informações solicita-se a concessionária local e devida ligação provisória de energia elétrica. È
interessante uma consulta prévia a concessionária, pois exigências para tal ligação podem variar de
acordo com o local em função de disponibilidade de fornecimento de energia por parte da concessionária.

Não há rede pública de energia elétrica. Neste caso é necessária a instalação de um gerador de energia
elétrica para suprir a demanda de energia da obra.

9-ESGOTO- Feitas as instalações hidráulica, também deve haver preocupação com o destino dos esgotos
gerados pela obra.Se não houver rede pública de coleta,serão então construídas fossas sépticas e
sumidouros,quando for o caso.

Se for preciso construção de fossas, elas devem ser esvaziadas no final da obra, e devidamente aterradas.
Uma alternativa bastante interessante e que deve ser considerada é o uso de sanitários químicos, pois
proporcionam uma rápida instalação, principalmente nos momentos iniciais da implantação de uma obra.

INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

ÁREA DE VIVÊNCIA: O canteiro de obras tem de dispor de: instalações sanitárias, vestiário; alojamento
(*); local de refeições; cozinha ( quando houver preparo de refeições); lavanderia (*); ambulatório (
quando se tratar de frente de trabalho com 50 ou mais operários). O cumprimento do disposto nos itens
assinalados (*) é obrigatório nos canteiros que tiverem trabalhadores alojados. As áreas de vivência terão
de serem mantidas em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza. Serão dedetizadas
preferencialmente a cada seis meses. Quando da utilização de instalações móveis de áreas de vivência,
precisa ser previsto projeto alternativo que garanta os requisitos mínimos de conforto e higiene aqui
estabelecidos.

1-INSTALAÇÃO SANITÁRIA: entende-se como instalação sanitária o local destinado ao asseio corporal
e/ou ao atendimento das necessidades fisiológicas de excreção. È proibida a utilização sanitária para
outros fins que não aqueles previstos acima. A instalação sanitária deve:

 Ser mantida em perfeito estado de conservação e higiene, desprovida de odores, especialmente durante a
jornada de trabalho;
 Ter portas de acesso que impeçam o devassamento e ser construída de modo a manter o resguardo
conveniente;
 Possuir paredes de material resistente e lavável, podendo ser de madeira;
 Ter pisos impermeáveis, laváveis e de acabamento não escorregadio;
 Não se ligar diretamente com os locais destinados as refeições;
 Ser independente para homens e mulheres, quando for o caso;
 Ter ventilação e iluminação apropriada;
 Possuir instalação elétrica adequadamente protegida;
 Ter pé-direito mínimo de 2,3m ou respeitar o que determina o código de edificações do município da
obra;
 Estar situada em local de fácil e seguro acesso, não sendo permitido o deslocamento superior a 150m do
posto de trabalho aos gabinetes sanitários, mictórios e lavatórios.

A instalação sanitária será constituída de lavatório, vaso sanitário e mictório , na proporção de um


conjunto para cada 20 trabalhadores ou fração,bem como de chuveiro, na proporção de um para cada
grupo de 10 operários ou fração.

LAVATÓRIO

 Ser individuais ou coletivo tipo calha; possuir torneira(s); ficar á altura de 90 cm a medir do piso; ser
ligado diretamente á rede de esgoto,quando houver; ter revestimento interno de material liso,
impermeável e lavável; possuir espaçamento mínimo entre as torneiras de 60cm, quando coletivos; dispor
de recipiente para coleta de papéis usados.

VASO SANITÁRIO

 O local destinado ao vaso sanitário necessita: ter área mínima de 1m2; ser provido de porta com trinco
interno e borda inferior de no máximo 15 cm acima do piso; possuir divisórias com altura mínima de
1,80m; ter recipiente com tampa, para depósitos de papéis usados, sendo obrigatório o fornecimento de
papel higiênico.
 Os vasos sanitários devem: ser do tipo turca ou de assentamento, sinfonados; possuir caixa de descarga ou
válvula automática; ser ligados á rede de esgotos ou possuir fossa séptica, com interposição de sifões
hidráulicos.

MICTÓRIO

 Ser individuais ou coletivo tipo calha; ter revestimento interno de material liso, impermeável e lavável;
ser provido de descarga provocada ( ou automática); ficar á altura máxima de 50 cm do piso; estar
ligados diretamente a rede de esgoto ou a fossa séptica , com interposição de sifões hidráulicos.
 No mictório tipo calha, cada segmento de 60 cm deve corresponder a um mictório tipo cuba.
CHUVEIRO

 Área mínima necessária para utilização é de 0,80m2 com altura de 2,1 m do piso. O piso dos locais onde
forem instalados os chuveiros terá caimento que assegura o escoamento da água para a rede de esgoto,
quando houver, e ser de material não escorregadio ou provido de estrado de madeira. Os chuveiros serão
individuais ou coletivos,dispondo de água quente. Haverá um suporte para sabonete e cabide para toalha
correspondente a cada chuveiro. Os chuveiros elétricos terão de ser aterrados adequadamente.

2-VESTIÁRIO: Em todo canteiro de obras, haverá vestiário para trocar de roupas dos trabalhadores que
não residem no local. A situação do vestiário tem de ser próxima aos alojamentos e /ou na entrada da
obra, sem ligação direta com o local destinado a refeições. Os vestiários necessitam:
 Ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente;
 Possuir piso cimentado, de madeira ou material equivalente, ter cobertura que os proteja contra as
intempéries;
 Possuir área de ventilação correspondente a 1/10 da área do piso, no mínimo;
 Ter iluminação natural e/ou artificial; possuir armários individuais dotados de fechadura ou dispositivo
com cadeado;
 Ter pé-direito mínimo de 2,5m de ou respeitar o que determina o código de edificações do município da
obra;
 Ser mantido em perfeito estado de conservação, higiene e limpeza;
 Possuir bancos em números suficiente para atender aos usuários, com largura mínima de 30 cm.

3-ALOJAMENTO: devem ter:

 Ter paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente;


 Possuir piso cimentado, de madeira ou material equivalente;
 Ter cobertura que os proteja das intempéries
 Possuir área de ventilação de, no mínimo 1/10 da área do piso;
 Ter iluminação natural e/ ou artificial;
 Possuir área mínima de 3m2 por módulo cama/armário , incluindo a área de circulação;
 Ter pé-direito mínimo de 2,5 m para cama simples e de 3m para camas duplas;
 Não estar situados em subsolos ou porões das edificações;
 Possuir instalação ética adequadamente protegida.

È proibido o uso de três ou mais camas na vertical. A altura livre permitida entre uma cama e outra e
entre a última cama e o teto é de, no mínimo 1,2m. A cama superior do beliche precisa ter proteção
lateral e escada. As dimensões mínimas das camas tem de ser de 80 cm para 1,90m e a distancia entre o
ripamento do estrado de 5 cm, dispondo de colchão com densidade 26 e espessura mínima de 10cm. As
camas devem dispor de lençol, fronha e travesseiro em condições adequadas de higiene, bem como
cobertor quando as condições climáticas assim o exigirem. Os alojamentos terão armários duplos ou
individuais ,com a seguintes dimensões mínimas:

 1,2 m de altura por 30 cm de largura, 40 cm de profundidade, com separação ou prateleira, de modo que
um compartimento, com altura de 80cm, se destine a abrigar a roupa de uso comum e o outro
compartimento ,com altura de 40 cm , guardar a roupa de trabalho ou;
 80 cm de altura por 50 cm de largura e 40 cm de profundidade, com divisão vertical, de forma que os
compartimentos, com largura de 25 cm, estabeleçam, rigorosamente, o isolamento das roupas de uso
comum e de trabalho.
È terminantemente proibido cozinhar e aquecer qualquer tipo de refeição dentro do alojamento. Ele deve
ser mantido em permanente estado de conservação, higiene e limpeza. É obrigatório, no alojamento, o
fornecimento de água potável, filtrada e fresca, para os trabalhadores, por meio de bebedouros de jato
inclinado (ou equipamentos similar que garanta as mesmas condições), na proporção de um para cada
grupo de 25 trabalhadores ou fração. È vedada a permanência de pessoas com moléstia infecto-contagiosa
nos alojamentos.

4- LOCAL PARA REFEIÇÕES; nos canteiros de obras é obrigatória a existência de abrigo adequado
para as refeições. O local para refeições precisa:

 Ter paredes que permitam o isolamento durante as refeições;


 Possuir piso cimentado ou de outro material lavável;
 Ter cobertura que proteja das intempéries;
 Possuir capacidade para garantir o atendimento de todos os operários no horário das refeições;
 Ter ventilação e iluminação natural e/ou artificial;
 Possuir lavatório instalado em suas proximidades ou no seu interior;
 Ter mesas com tampo liso e lavável;
 Possuir assentos em números suficientes para atender aos usuários;
 Ter depósito, com tampa, para o lixo;
 Não estar situado em subsolos ou porões de edificação;
 Não possuir comunicação direta com instalação sanitária;
 Ter pé-direito mínimo de 2,5m ou respeitar o que determina o código de edificações do município da
obra.

Independentemente do número de trabalhadores e da existência ou não de cozinha, em todo canteiro de


obras haverá local,exclusivo para o aquecimento das refeições ,dotado de equipamentos adequado e
seguro. È proibido preparar, aquecer e tomar refeições fora dos locais estabelecidos neste item. É
obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca, para os trabalhadores, por meio de
bebedouro de jato inclinado( ou dispositivo equivalente) , sendo proibido o uso de corpos coletivos.

5-COZINHA (QUANDO HOUVER PREPARO DE REFEIÇÕES): quando houver no canteiro de obras,


ela necessita: Possuir ventilação natural e /ou artificial que permita boa exaustão dos vapores; Ter pé-
direito mínimo de 2,5m ou respeitar o que determina o código de edificações do município da obra.;
Possuir paredes de alvenaria, madeira ou material equivalente; Ter piso cimentado ou de outro material de
fácil limpeza; Possuir cobertura de material resistente ao fogo; Ter iluminação natural /e ou artificial;
Possuir pia para lavar os alimentos e utensílios; Ter instalação sanitária que não se comunique com a
cozinha, de uso exclusivo dos encarregados de manipular gêneros alimentícios, refeições e utensílios, não
podendo ser ligada a caixas de gorduras; Dispor de recipientes, com tampa, para coleta de lixo; Possuir
equipamento de refrigeração para preservação de alimentos; Ficar adjacente ao local para as refeições;
Ter instalação elétrica adequadamente protegida; Quando utilizado gás liquefeito de petróleo (GLP), os
bujões tem que ser instalados fora do ambiente de utilização, em área perfeitamente ventilada e coberta. É
obrigatório o uso de aventais e gorros para os que trabalhem na cozinha.

6- LAVANDERIA: as áreas de vivência devem possuir local próprio, coberto, ventilado e iluminado para
que o trabalhador alojado possa, lavar, secar e passar suas roupas de uso pessoal.Esse local tem de ser
dotado de tanques individuais ou coletivos em número adequado.

7-ÁREA DE LAZER: nas áreas de vivência, precisam ser previstos locais para recreação dos operários
alojados, podendo ser utilizado o abrigo de refeições para esse fim.
8- ALMOXARIFADO DA OBRA:

 Responsabilidade: controlar a entrada e saída de material; controlar a contagem do material entregue;


controlar a saída do material requisitado pelo pessoal da obra; guardar equipamento de terceiros (
ferramentas de empregados,por exemplo); guardar sob cuidados de segurança ,produtos tóxicos
,inflamáveis ou perigosos; alertar quando o estoque de alguns materiais chega ao limite crítico ( areia,cal,
cimento,etc) ; armazenar de forma organizada o que lhe for entregue.
 Divisão: geral; de material elétrico; de material hidráulico; de esquadrias de madeira ) ferragens e
ferramentas); de pintura. De um modo geral, estoca-se: material de segurança do trabalho, material de uso
geral ( cal , cimento,etc), ferramentas em geral, material administrativo( cartões de ponto,impressos etc).
 Localização: permitir fácil acesso do caminho de entrega; ter área para descarregamento de material;
localizar-se estrategicamente junto a obra, de tal modo que o avanço da obra não impeça o abastecimento
de materiais; ser afastado dos limites do terreno pelo menos 2m , mantidos como faixa livre, para evitar
saídas não controladas de material.

REGRAS DE SEGURANÇA PATRIMONIAL

São recomendados os seguintes cuidados:

 Toda obra precisa ser fechada com tapumes; os tapumes serão construídos de forma a resistir a impactos e
observar a altura mínima de 2,5 m em relação ao nível do passeio;
 Terá de haver uma única entrada e saída de caminhões; Não se recomenda descarregar material
misturando-o com material já existente na obra;
 Ninguém poderá entrar ou sair no início ou fim de expediente pela saída de caminhões; qualquer
funcionário terá de sair por porta especifica e com revista incerta;
 O vigia da porta de caminhões necessita ser trocado periodicamente;
 Em todas as chegadas de caminhão será anotada, no impresso próprio, a hora e o número da chapa do
veículo, a desproporção entre o número de viagens e a distância do fornecedor até a obra será indicativa
de problemas;
 Os extintores serão mantidos carregados e em condições de ser utilizados.

ESTOCAGEM DE MATERIAIS

Os materiais utilizados na obra podem ser perecíveis, como o cimento, a cal, o gesso, e devem ser
estocados apropriadamente e protegidos das intempéries. Os não perecíveis , como por exemplo ,areia,
brita , tijolos podem ser armazenados ao ar livre.

 Cimento e cal: protegidos do sol, da chuva e da umidade, em depósitos cobertos, arrumados sobre
estrados de madeira afastados das paredes e do piso cerca de 10 cm.
 Areia e pedra: armazenados em depósitos em forma de baías, separadas por divisórias de madeira, de
acordo com a sua granulometria. A declividade do solo na região das baias deve ser suficiente para que
não haja acumulo de água sob o material estocado.
 Tijolos: armazenados em área nivelada, arrumada em pilhas de 500 unidades, ocupando uma área de
aproximadamente 1,30m2. Em época de muita chuva, devem-se proteger as pilhas com lonas plásticas
para que a umidade constante não prejudique os tijolos.
 Madeira: armazenado em galpões cobertos, tomando cuidado de colocar sob as pilhas de madeira
espaçadores sobre o solo para evitar que a umidade atinja a madeira;
 Ferro- Não há necessidade de área coberta, devendo ser reservada uma área, no mínimo de 15 m de
comprimento e 0,50m de largura para cada bitola. Essas barras devem ser assentadas sob cavaletes de
madeira ou mesmo de ferro, distanciadas de 4m pra as bitolas maiores e de 2m a 3m pra as bitolas mais
finas. Não se esquecer , quando possível , de espaço suficiente para a entrada e saída de caminhões com a
finalidade de descarregamento de material.

DISTRIBUIÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

As instalações das máquinas e equipamentos necessárias a execução dos trabalhos em canteiros de obras,
tais como betoneiras, serra de fita, serra de disco, bancadas de cortes e dobramentos de aço, devem
obedecer a critérios de uso racional para evitar deslocamentos desnecessários e improdutivos.

Estudo específico deve haver sobre o canteiro de obras quando for destinados, também, a produção de
peças pré-moldadas, pois o uso de equipamentos de médio ou grande porte se faz necessário, a exemplo
de utilização de gruas ,pórticos e guindastes, especificamente dimensionados para tal atividade.

É importante que esses locais sejam muito bem iluminados ( para trabalhos noturnos) e suas instalações
elétricas muito bem executadas.

LOCAL PARA PREPARO DE ARGAMASSAS E CONCRETOS

Esse local consiste em uma área de aproximadamente 6m2 com revestimento de tijolos, tábuas ou
cimentado com ligeiro caimento para o centro e protegido por tábuas laterais numa altura de
aproximadamente 30 cm para evitar o espalhamento dos materiais quando do preparo. Deve-se posicionar
a área próximo a um ponto de água e ser estrategicamente colocada junto as baias de agregados e
depósitos de cimento. O mesmo princípio deve ser aplicado quando da montagem de uma betoneira.

PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Num canteiro de obras, os extintores portáveis de combate ao incêndio são os equipamentos básicos e
somente devem ser utilizados aqueles que atendem as normas vigentes. Para efeito prático relacionamos
locais e tipos de extintores apropriados que devem ser colocados em locais de fácil acesso e totalmente
desobstruídos:

 Escritório de administração: extintos de água pressurizada (AP) , água-gás(AG) ou de espuma;


 Depósito de inflamáveis: extintos de CO2, pó químico seco (PQS) ou espuma;
 Cozinha e refeitório: extintos de CO2, pó químico seco (PQS) ou espuma;
 Serra circular: : extintos de água pressurizada (AP) , água-gás(AG) para madeira extintor de CO2 para
equipamento elétrico energizado;
 Máquinas e equipamentos: extintos de CO2, pó químico seco (PQS)

È sempre bom lembrar que chamas e dispositivos de aquecimento devem ser mantidos afastados de
madeira e outros inflamáveis e que a areia é um bom aliado no combate ao incêndio.