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AULA PO – TEMA 01: “A PRODUÇÃO DO MEU CORPO: SAÚDE E BELEZA” - 22/04/2010

PROFº. DYOZEPE

TEXTO:
“ A PEDAGOGIA CULTURAL E A PRODUÇÃO DE CORPO ADOLESCENTE FEMININO NA
MÍDIA IMPRESSA”

Vivemos um momento em que o culto ao corpo se tornou quase uma


obrigação. Essa primeira afirmação nos remete a pensar que, ao longo da história
da humanidade, nunca se tenha falado e vivido tão plenamente o “desnudar” dos
corpos como hoje. Os corpos não só se tornaram mais visíveis como foram,
também, tornados objetos de investigação. Sobre eles se criam imagens,
discursos, formas de admirá-lo, de negá-lo, de representá-lo.
Seja nas passarelas da moda, no teatro, na dança, nos esportes, nas
revistas, na venda de objetos pela publicidade, nas novelas e programas de
televisão, nos filmes, nas ruas, parques e academias, o corpo, ao mesmo tempo
em que se exibe e é exibido, torna-se também objeto de diferentes anseios e
desejos.
Tais representações interpelam diferentes sujeitos de diferentes formas
provocando
o despontar de várias e sutis questões relacionadas ao seu corpo, sua aparência e
comportamento: mudar ou não seu estilo de vida? Fazer ou não uma dieta
balanceada? Recorrer ou não às cirurgias estéticas? Manter ou modificar seu
corpo?
Perguntas como estas povoam não apenas o imaginário de mulheres,
homens, adolescentes, mas, estão estampadas em diferentes locais urbanos: na
mídia televisiva, nos jornais e revistas, nos out-doors que recheiam com imagens
as ruas das cidades. Pensar o próprio corpo é pensar a si mesmo, a identidade de
cada um de nós. Afinal, nesta sociedade onde o corpo adquiriu grande evidência,
como não deixar de notá-lo?
Diante dessa constante indagação, especulação e exposição do corpo cabe
perguntar: será que essa permanente visibilidade do corpo e a profusão de
intervenções que sobre ele se operam, ao mesmo tempo em que lhe possibilitam
diferentes liberdades também não estariam criando um sistema de valores,
elaborando diferentes estratégias de autocontrole que acabam também por limitá-
lo? Não estaríamos, a todo o momento, afirmando que é preciso estar atento ao
corpo?
Enfim, não são poucas as estratégias e os discursos elaborados e divulgados
em nome do culto ao corpo dirigindo-se, por exemplo, à valorização da eterna
juventude, à associação da saúde com a beleza e desta com a felicidade. Já não
basta apenas ser saudável: há que ser belo, jovem, estar na moda e ser ativo. Há
que ter um estilo criado e valorizado consoante às possibilidades e às informações
disponíveis a quem quiser acessá-las. A opção é individual e depende do esforço,
da dedicação, da disciplina e dos cuidados de cada um/a para construí-lo.
Pensar o corpo assim é pensá-lo como um constructo cultural é, compreendê-lo
situado no tempo onde vive. É percebê-lo não apenas vinculado a sua natureza
biológica, mas construído também na e pela cultura. É perceber sua provisoriedade
e as infinitas possibilidades de modificá-lo, aperfeiçoá-lo, significá-lo e ressignificá-
lo. É, sobretudo, entender que sua construção é constantemente atravessada por
diferentes marcadores sociais como, por exemplo, raça, gênero, geração, classe
social e sexualidade.

Conceitos centrais:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define saúde como: o estado de


completo bem-estar físico, mental e social e não simplesmente a ausência de
doença ou enfermidade. Mas, o que este conceito mostra?
• que saúde não significa ausência de doença. Ao desvincularmos a saúde da
doença temos grandes mudanças conceituais;
• que saúde não se limita apenas ao corpo. Inclui também a mente, as emoções,
as relações sociais, a coletividade;
• que existe a necessidade do envolvimento de outros setores sociais e da
própria economia para que as pessoas possam de fato ter saúde;
• a saúde de todos nós, além de ter um caráter individual, também envolve
ações das estruturas sociais, incluindo necessariamente as políticas públicas;

ALGUNS DICIONÁRIOS DEFINEM BELEZA COMO:

1. Combinação de qualidades que impressionam agradavelmente a visão ou outros


sentidos.
2. Qualidade de uma pessoa bela.
3. Fig. Caráter do que é intelectualmente ou moralmente digno de admiração.
4. Fig. Pessoa muito bela, atraente e sedutora.
5. tudo aquilo que constitui a atração de um lugar

ATIVIDADE:

01 – A partir do que foi discutido em sala, faça grupo com no máximo 3 pessoas, e
recorte e cole em sulfite, qualquer imagem que represente saúde e/ou beleza para
você. Depois de terminar a colagem, apresente e explique porque o grupo escolheu
as imagens. O objetivo é que a turma possa perceber na imagem aquilo que só o
grupo viu, caracterizando assim o conceito de beleza como algo pessoal.

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