Você está na página 1de 10

O que é o

mais importante

Bispo Aleksandr Mileant

Traduzido por Boris Petrovich Poluhoff

Conteúdo: A trágica ambiguidade do mundo. A origem do mal. A única salvação está em Cristo: Êle é o Caminho, a
Verdade e a Vida. A importância da Igreja. A verdadeira igreja é una e indivisível. Conclusões.

A trágica

ambiguidade do mundo.

Desde que nascemos, nós constantemente estamos deparando-nos com o inevitável e desgradável fato de que o mundo
em que vivemos é ambíguo e contraditório.

Por um lado êle é majestoso e belo! A natureza envolve-nos com sua beleza, grandiosidade e ternura, o mundo atrai-nos
com fatos inexplicáveis e com possibilidades aparentemente ilimitadas. Dentro de nós mesmos frequentemente
experimentamos forças poderosas e diversos talentos. Parece-nos que tudo foi criado para a nossa felicidade, desfrutar e
desenvolvimento de nossas potencialidades.

Mas em paralelo a isto, nós constantemente deparamo-nos com o fato, que muito disto tudo que é maravilhoso e
encantador termina em destruição e morte. Na natureza são as tempestades, terremotos, sêcas, epidemias, em resultado do
que os animais e plantas sofrem e desaparecem. Na sociedade — nós observamos conflitos, roubos, violência, mentiras e
guerras; em família — desconfiança e brigas. E até em cada um de nós mesmos, nós frequentemente sentimos-nos
inquietos e com uma falta de unidade interna: Dúvidas invadem-nos num momento, súbitamente desilusões e fatos
desgradáveis ocorrem, em outras situações são as doenças que tiram de nós nossa capacidade de agir. Como resultado,
parece que não existe nada no mundo e na vida que seja durável e eterno: A fama não permanece, a riqueza escorrega
entre as mãos, raros momentos de felicidade são trocados por longos períodos de vazio e falta de objetivos, tudo é
cansativo, os amigos enganam-nos, os amados traem-nos, nossos sonhos não se realizam, minutos de alegria
inevitávelmente transformam-se em situações de vazio e desgosto, em troca da juventude chega a velhice, a todos em
todas as idades espreita a morte — aquela que transforma em pó todas as esperanças e planos dos seres humanos.

No que consiste a razão desta ambiguidade e contradição do mundo? Porque aparentemente êle dá com uma das mãos,
para depois tirar com a outra, primeiro constroi para depois destruir. Será que êle de tempos em tempos nos alegra
sómente para depois nos desapontar amargamente, primeiro nos atrai para depois agredir, alegra nossa vida para depois
impiedosamente amargurar-nos com a morte?

Se o mundo é ambiguo em sua natureza, como são por exemplo as partículas positivas e negativas de um átomo, então
porque nós que organicamente pertencemos a êle, não conseguimos nos acostumar com sua ambiguidade, e vivemos
sempre carentes de harmonia plena e inteireza? De onde surge em nós esta insaciável sêde de viver e de felicidade
inesgotáveis, quando a morte e a destruição são tão óbvias como a vida e o crescimento? E mais ainda: Por mais que nós
nos convencemos que de uma forma ou de outra iremos morrer, e que a morte é o destino natural de qualquer ser
existente, o nosso subconsciente teimosamente recusa-se a aceitar êste raciocínio e exige o prolongamento da vida —
mesmo quando isto vai de encontro a esforços enormes e sofrimento!

Desta forma com esta análise, podemos concluir que a principal contradição está em nós mesmos e mais precisamente, de
que algum aspecto da nossa personalidade pensa e sente não de acordo com as leis do mundo físico, mas através de outras
leis espirituais. Por isso o ser humano nunca se conforma com situações de destruição ou morte e que sempre serão para
êle, incoerentes e inaceitáveis! Cada um de nós em seu íntimo, gostaria de se tranferir para um mundo livre de conflitos,
onde reinam a harmonia e a justiça, onde a alegria não é obscurecida pelo sofrimento, onde a vida não conhece fim.

É possível que, como pensavam alguns filósofos na Antiguidade (o mundo das idéias de Platão), que a nossa alma certo
tempo atrás habitava em algum outro mundo melhor, repleto de harmonia e que transferida contra sua vontade para este
mundo imperfeito, ela subconscientemente sente saudades do mundo ideal? Êste raciocínio é agradável e pode
parcialmente explicar a insatisfação geral da humanidade. Mas não será isto apenas um devaneio?

A fé em Deus — e também que Êle é infinitamente bom e todo-poderoso, nos explica que Êle criou-nos para sermos
felizes. Foi Êle que colocou dentro de cada um de nós a inesgotável vontade de nos aperfeiçoarmos cada vez mais e
conquistarmos a nossa felicidade. Portanto, deve existir um outro mundo, perfeito e melhor que o nosso. Mas onde êle
está e como chegar até êle?

Uma clara e precisa resposta para esta importantíssima pergunta, que há muito tempo procura a humanidade, é fornecida
pelo Cristianismo. Êle afirma objetivamente que de fato existe um outro mundo muito melhor, que se chama Paraíso ou
Reino dos Céus., onde vivem anjos e as almas dos santos. Neste outro mundo não há contradições, conflitos ou injustiças,
êle é livre de crimes, violências, doenças e morte. Nêle reina a vida infinita e a harmonia plena. Lá todos os seres
racionais, iluminados pela Luz do Criador, incessantemente desfrutam de Sua beleza e alegram-se com Suas infinitas
graças.

O nosso mundo físico também foi criado por Deus, para o bem, a vida e a felicidade, mas o pecado estragou e danificou
tudo.

A origem do mal

As escrituras sagradas explicam que a tragédia que alcançou toda a humanidade, começou própriamente no mundo dos
anjos — provávelmente antes do surgimento do cosmos físico. Um dos anjos de hierarquia superior, criado por Deus,
concluiu que êle sendo poderoso e resplandescente, não precisava mais do Criador e que não era mais obrigado a servi-
Lo. Êste anjo caído fixou para sí a meta de êle mesmo tornar-se uma espécie de um novo deus e objeto de culto e
veneração para os outros anjos. Assim êste anjo caído, chamado posteriormente de Satanás ou Demônio (o que significa o
falso, o mentiroso, o que ilude), começou a criar os mais terríveis pecados — o orgulho e a vaidade — dos quais
decorrem todos os outros pecados, êrros e tentações. Êste anjo caído planejou criar um reinado à parte de Deus,
constituído por anjos "livres" e "independentes", mas êste reinado, chamado de inferno ou perdição, erguido
exclusivamente sobre pecados, evidentemente não teve sucesso. No lugar de ser um tipo de um "paraíso" prometido, êle
tornou-se um lugar de escuridão total e de um horror interminável. Êle tornou-se tão assustador, que todos os outros anjos
caídos (demônios e espíritos do mal), tem medo dêle e desejam escapar dele, como se fosse de uma prisão (Lucas 8:31).

Criando esta tragédia no mundo de almas puras e erguendo o seu reino do mal, o demonio não sentiu-se satisfeito.
Odiando a Deus e a tudo criado por Êle, êle decidiu atingir pelo mal ao primeiro ser humano criado por Deus. Com esta
meta, êle adotando a imagem de uma serpente, seduziu Adão e Eva convencendo-os a ir contra o mandamento de Deus e
comer do fruto proibido (Gênesis 3cap.). Sendo um sedutor muito esperto, êle convenceu-os para que experimentassem
comer do fruto do bem e do mal, e com isso eles adquiririam uma sabedoria imensa e tornariam-se iguais a Deus. Dessa
forma, êle convenceu-os daquilo que êle próprio no passado acreditava: A falsa possibilidade fácil e rápida, num "estalar
de dedos" alheio a Deus e contra a Sua vontade ficarem idênticos a Êle! Desta forma os primeiros seres humanos foram
aniquilados pelos mesmos pecados que anteriormente destruíram o anjo caído: o orgulho e a vaidade! Assim a tragédia
vinda do mundo dos anjos desceu ao nosso mundo físico, em resultado do que nossa vida terrena ficou repleta de
contradições, sofrimento e destruição. Como efeito da queda, os primeiros seres humanos privaram-se de sua relação com
Deus, tornaram-se mortais e perderam sua vida no paraíso. Mas o pior de tudo isso, é que a epidemia do pecado como um
rio contaminado em sua nascente, espalhou-se por todos os seus descendentes, de modo que todas as pessoas começaram
a nascer com sua natureza danificada. Predispostos a pecar os descendentes de Adão e Eva, seguiram pelo caminho do
menor esfôrço e começaram a praticar todo o tipo de mal — magoar, enganar e até aniquilar uns aos outros. De sua vida
em pecado a consciência das pessoas tornou-se mais e mais obscura, de forma que com o passar do tempo eles perderam a
perspectiva correta sobre seu Criador e começaram a reverenciar e adorar objetos criados por suas próprias mãos —
diversos ídolos e manifestações decorrentes deles, tais como riqueza, fama, inúmeros prazeres físicos, os bens terrestres,
hipocrisia, etc. E a medida que a humanidade cada vez mais e mais afundava no lôdo dos êrros e contravenções, o
comandante do mal — o demônio, tornou-se cada vez mais forte e com imensa crueldade apoderou-se de todos os seus
habitantes. Assim, com o tempo, o nosso maravilhoso mundo criado por Deus, representado por Seus semelhantes criados
à imagem Dêle — os seres humanos, afundou no elemento do mal, onde reinam o ódio, a mentira, o crime, sofrimento, e a
morte. Pior do que isso: A infeliz humanidade tornou-se indefesa, frágil e impotente, para arrancar de sí as algemas do
pecado e virar-se para Deus. Manipulando com muita habilidade as fraquezas humanas e tentações, a serpente do mal,
desejou transformar este mundo criado por Deus e que tinha sido maravilhoso há algum tempo atrás, similar ao inferno.

Em tal desesperador estado daas coisas, salvar as pessoas, seria possível sómente ao Criador, nosso amado Pai Celeste.
Quando as pessoas convenceram-se plenamente de sua impotência e amadureceram esiritualmente para aceitar a Cristo,
Deus enviou ao mundo Seu Filho, O Qual não deixando de ser Uno com Seu Pai, junto com o Espírito Santo encarnou-se
através da puríssima e belíssima filha de seres humanos — A Virgem Maria e tornou-se Homem, em tudo semelhante
porém sem pecados!

O objetivo de sua vinda foi libertar as pessoas da tirania de Satanás, do reduto do pecado e colocá-las no caminho da
renovação espiritual, que leva a Deus e a abençoada vida eterna.

A única salvação

está em Cristo
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (João 14:6).

Cristo é o Caminho

Num determinado momento estabelecido por Deus e previsto pelos profetas na história da humanidade, aproximadamente
2000 atrás, numa antiquíssima cidade do povo de Israel, nasceu o Salvador do mundo — Jesus Cristo, aguardado pelos
antigos profetas — como o Messias.

Em seu nascimento aconteceu um grande e inexplicável mistério, quando em um único aspecto do Filho de Deus para
todo o sempre ficaram ligadas

2 naturezas — a Sua natureza Divina que antecedendo a todos os tempos, também aquela natureza aceita e adotada por
Êle — a humana, desta forma Êle tornou-se em tudo semelhante a nós.
Vivendo entre as pessoas, Jesus Cristo através de Suas palavras e de seu exemplo pessoal, ensinava-as a ter fé, acreditar
corretamente e viver de acordo com o bem. Muito curto êste período — são apenas 3 anos e meio — durante os quais
continuou a servir o mundo. Mas foi um periodo muito rico em fatos e situações. Cada palavra, cada ato ou gesto de
Cristo refletia sua infinita sabedoria, amor e sua natureza perfeita. Êle brilhava como uma imensa luz, que chegou até nós
de um mundo ideal das alturas e que iluminou e sempre iluminará cada ser humano em busca do bem.

Apesar dos ensinamentos de Jesus Cristo conterem em sí a plenitude daquilo que as pessoas precisam saber para viver
corretamente e no bem, elas ficaram extremamente debilitadas em suas naturezas, para sómente através de seus eforços
pessoais conseguirem renovar-se. O pecado criou raizes extremamente profundas na natureza humana, o mal aumentou
extraordináriamente em todas as esferas da vida humana, para que as pessoas sómente através de seus esforços individuais
pudesssem libertar-se de seu aprisionamento.

Então através de Sua inimaginável compaixão conosco — os pecadores, em virtude de seu imenso amor, Êle em Sua
bondade atraiu para Sí, os pecados de todas as pessoas, os pecados de cada um de nós, e ofereceu por êles o Seu
sacrifício na cruz. Com Seu sangue puríssimo Êle limpou a nossa culpa frente a Deus, e com a Sua morte venceu a nossa
morte. Depois, descendo as profundezas do Inferno, Êle como Deus onipotente, libertou e tirou de lá as almas de todos os
que desejavam voltar a Deus e viver para o bem. Êle tirou de Satanás o poder sobre as pessoas e determinou o dia do
julgamento final do fogo do inferno.

Porque foi necessário exatamente este tipo de sacrificio terrível, uma morte dolorossíssima na cruz, do Cristo-Deus-
Homem? Será que Deus não dispunha de outros caminhos para salvar as pessoas? — Êste é um mistério sem respostas.
Sabemos apenas que os sacrifícios redentores de Cristo, junto com a sua maravilhosa ressureição dos mortos, contém em
sí, uma magnifica fôrça que dá vida. É agradecendo Sua fôrça que a tudo vence, que qualquer pecador, por mais que êle
esteja atolado em êrros e tentações, pode integralmente renovar-se espiritualmente, ser uma pessoa que vive para o bem e
até tornar-se até um santo.

Depois de Sua ressureição dos mortos, Jesus Cristo no 40o dia elevou-se aos Céus, e agora como Deus-Homem encontra-
se lá, encabeçando a Igreja junto com Seu Pai e Espírito Santo, dirigindo os destinos do mundo. Enviando sobre os seus
apóstolos e discípulos o Espírito Santo no 50o dia depois de Sua ressureição, Jesus Cristo estabeleceu entre as pessoas a
Igreja, a qual transmitiu tudo o indispensável para a salvação dos que tem fé.

Se para o próprio Filho de Deus foi necessário realizar tão difíceis tarefas, como descer à Terra, tornar-se semelhante aos
homens, sofrer e morrer na cruz da forma mais desumana e sofrida, então fica claro, que não há nenhum outro caminho
para a salvação, a não ser o demonstrado a nós por Jesus Cristo.

E agora, graças a tudo o que foi feito por Nosso Senhoir Jesus Cristo, cada ser humano tem a possibilidade de livrar-se de
seus pecados, romper com seus êrros, renovar-se espiritualemente e com a Sua ajuda, começar uma nova vida dedicada ao
bem.

Agora cada um que deseja pode alcançar a vida eterna no Reino dos Céus e o demônio não pode opôr-se a isto, se nós por
causa de nossas próprias fraquezas e despreocupação não nos afastarmos de Cristo.

Desta forma, graças ao Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, a vida na eternidade e o paraíso — não são mais
devaneios de poetas ou fantatias de filósofos, mas uma realidade possível para todos! Cada um de nós pode chegar ao
Reino dos Céus, indo pelo caminho apontado pelo Salvador, e procurando em tudo imitá-Lo. Êle é o ideal do
aperfeiçoamento de nossa natureza mais íntima, o mais alto critério da Verdade, a única autoridade espiritual, e
infinita fonte de ressurreição da alma.

Em verdade Êle é o nosso Caminho, A verdade e a Vida! Todos os outros chamados "mestres" da humanidade
(Confúcio, Zoroastro, Buda, Krishna, Maomé e também os iniciadores contemporâneos de cultos totalitários) se nós os
tentarmos coloca-los ao lado de Cristo, e mesmo com a ajuda deles tentarmos "melhorar ou consertar" o que Êle disse ou
fez, no máximo torna-os pálidas paródias.

Cristo é a Verdade

Deus Pai decidiu salvar as pessoas através de Seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo o que Jesus Cristo fez e ensinou
encontra-se no Livro do Novo Testamento constante da Bíblia nos chamados Evangelhos, os quais são 4 no total. A parte
da Bíblia que contêm o Antigo Testamento, contêm os escritos dos Profetas, que viveram antes de Jesus Cristo e tinha
como objetivo preparar a humanidade para receber Cristo, como o Messias, isto é o Salvador abençoado por Deus.

Os escritos do Novo Testamento redigidos pelos discípulos de Cristo — os apóstolos — narram de forma mais detalhada e
explicativa os ensinamentos de Jesus Cristo.

O primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, ensina que tudo o que é visível e invisível foi criado por Deus do nada. No início
Deus criou o mundo invisível (o Céu) habitado pelos anjos, depois Deus criou o nosso mundo visível — o mundo real (a
Terra). Para coroar o mundo do visível — o mundo real, Deus com Sua graça criou o homem à sua imagem e semelhança
(Gênesis 1:26-27).

O mundo real — o mundo físico, Deus não criou todo de uma só vez, mas gradativamente em períodos chamados na
Bíblia de "dias". Deus criou o mundo não porque era indispensável ou necessário para Êle, mas pela Sua vontade, para
que todos os outros seres criados por Êle pudessem desfrutar da vida.

Sendo infinitamente bom, Deus a tudo criou bom, maravilhoso e puro. As pessoas como os anjos, foram destinadas para
a vida eterna e para o eterno estado de graça em eterno contato com seu Criador. Para que eles pudessem evoluir e
aperfeiçoar-se o Criador presenteou-os com a preciossísima liberdade de escolha (o livre arbítrio). Com essa graça, Êle
ofereceu aos seres humanos racionais, um grande privilégio que os distingue de todo o resto dos seres animais irracionais,
juntamente com provações para testá-los. Sendo um infinito oceano de amor (1 João 4:8-12) Deus quer que todos O
amem com o mais puro e sincero amor, como crianças carinhosas que amam seu Pai que tudo provê.

Êle quer que todos nós por nossa própria vontade e escolha nos encaminhemos em direção a Êle, e em tudo esforçando-
nos em tornar-se semelhantes a Êle e nos aperfeiçoemos cada vez mais e mais.

Para que nós possamos conhecê-Lo melhor, Deus nos ensina, que Êle não é uma simples unidade (monada), mas Tri-uno
ou Três-em-um ou Santissima Trindade, isto é, que Nêle numa única natureza Divina há 3 aspectos distintos: Pai, Filho
e Espírito Santo, os Quais permanecem em completa harmonia e amor Um ao Outro. Nesta natureza Divina, Deus-Pai é a
fonte e é a matriz comum aos outros aspectos (esta é a Sua essência). Deus-Filho antes de todos os tempos "nasceu" do
Deus-Pai, e o Deus-Espírito-Santo origina-se do Deus-Pai (estas são Suas características e efeitos essenciais). Os têrmos
"nasceu e origina-se" não tem em sí nenhuma conotação de tempo. Deus sempre foi a Santíssima Trindade — Pai, Filho e
Espírito Santo.

Sendo Triplice em seus aspectos, mas UM em Sua essência, Deus quis que a humanidade criada por Êle, em alguma
medida refletisse os Seus 3 aspectos.

Em outras palavras, para que as pessoas vivessem, não como indivíduos isolados, solitários "eus", mas como "nós," isto é,
como grupos sociais, unidos pelo amor, no qual cada um adota para sí as alegrias e tristezas do próximo, como se fossem
suas. Êste é claro foi o ideal planejado pelo Criador. E esse tipo de união não deveria abafar as características individuais
dos seres racionais. Mas pelo contrário, assim como no Criador, cada aspecto Seu tem Suas características próprias,
mesmo que dífíceis para nós assimilarmos entre os seres humanos, cada pessoa em separado deve conservar suas
características individuais e únicas, seus "talentos" particulares. É para esta forma de vida — para a individualidade
dentro do coletivo é que foi criado o ser humano, antes de tudo inserido em relações familiares, depois na sociedade e
finalmente na humanidade.

Mas como nós já haviamos mencionado, o pecado atingiu profundamente a natureza humana, em resultado do que a
humanidade não só rompeu-se em sua relação como Criador, mas pulverizou-se numa imensa quantidade de individuos
em guerra e conflitos uns com os outros.

Fixando como meta devolver as pessoas ao caminho da unidade com o seu Criador e união uns com os outros, Jesus
Cristo começa seus sermões com boas-novas (em grego significa Evangelho), sobre o fato de que o Reino dos Céus está
aproximando-se das pessoas. Deus está disposto a perdoar cada ser humano e recebê-lo como a um filho, com a condição
que êle acredite no Salvador enviado a êle, receba Seus ensinamentos e começe a viver de forma correta. Tudo o quer
Jesus Cristo disse e fez, tem como objetivo ensinar as pessoas e renová-las espiritualmente para viverem para Deus e para
o bem. O Reino dos Céus pregado por Jesus Cristo deve iniciar-se no íntimo dos que crêem — em seus corações
renovados pelo amor.

Depois de Sua magnífica ressureição dos mortos, um pouco antes de Sua Ascenção aos Céus, Jesus Cristo anunciou aos
homens, que antes do final do mundo, Êle uma vez mais virá à Terra. Esta Sua segunda aparição não ocorrerá como a
primeira. Na vez anterior Êle veio ao mundo como o Salvador compadecido e oferecendo graças, através da imagem de
um homem comum. Êle viveu na pobreza e com humildade suportou pacientemente os castigos dos pecadores.

Antes do final do mundo Êle virá em Toda a Sua Majestade Celeste, cercado de anjos e santos, como o terrível e justo
Juiz, para dar a cada um o que é merecido.

Inevitávelmente antes da segunda vinda de Cristo e de acordo com Suas palavras, acontecerá um milagre a nível mundial
através da ressurreição dos mortos. Então os corpos de todas as pessoas que viveram em todos as épocas ressucitarão e
irão unir-se com suas almas. Cada ser humano será reconstitído em sua natureza original onde corpo e alma serão uma
coisa só.

Lembremo-nos que o ser humano foi criado para a vida eterna. A morte, como desaparecimento pleno e absoluto — a
transformação no nada — não existe! Aquilo que nós chamamos de morte, é apenas uma separação temporária entre o
corpo e a alma. Na ausência de seu início vital que é a alma, o corpo deteriora-se até os seus elementos básicos. A alma —
a principal característica do ser humano, em plena consciência transfere-se para algumas esferas desconhecidas da
existência, onde permanece até o dia do temído Juizo Final de Cristo. Em Seu segundo retorno Cristo irá restabelecer para
as pessoas em sua natureza original reunindo o corpo e a alma. Durante a segunda vinda de Cristo terminará a história
terrena da humanidade. Serão envolvidas em chamas a Terra e tudo o que há nela — a matéria e o cosmos. Mas êste fogo
terrível não será a destruição do mundo material, mas a sua tranformação de uma forma conhecida numa forma nova,
assim como numa fundição e que eliminará todas as impurezas e defeitos. Então o mundo físico se transformará "em um
novo céu e uma nova terra, onde habitará a verdade" (2 Carta de São Pedro? 3:13; Apocalipse 21:1-2).

O Julgamento de Cristo não ocorrerá sómente sobre as pessoas, mas também sobre Satanás e os demônios. Nêste
julgamento será proferida a sentença eterna de cada ser racional e de todos aqueles que não quiseram restituir a Deus
amor com amor, quem praticou o mal e espalhou a mentira, serão condenados ao fogo eterno. Esta será a segunda morte
que não será através da destruição, mas o desligamento de Deus e infinito e inesgotável sofrimento.

Na "nova Terra" e sob o "novo Céu" na "nova Jerúsalem" começará aquela nova, alegre e infinita vida, que Deus na
eternidade planejou oferecer aos que O amam. É lá que sucederá a verdadeira salvação que deseja cada pessoa, mesmo
que não conscientemente. Então, finalmente, ficará claro, para o que Deus em Seu infinito amor criou cada um de nós!

Cristo é vida!

Portanto, a meta de nossa vida temporária é conquistar a vida eterna no Reino dos Céus. Para conquistá-la, o Criador que
nos ama, não espera de nós nada diferente, mas sómente que nós respondamos a Êle com o mesmo sincero, puro e
incondicional amor que Êle nos ama. Êsse amor é a fonte do rio que corre desta vida temporária para a maravilhosa vida
eterna. O significado da vida do ser humano é evoluir cada vez mais e aperfeiçoar-se em tudo imitando a Deus e
aproximando-se Dêle. O conteúdo de nossa vida deve ser uma contínua afirmação dentro de sí, de tudo o que é unir-se a
Deus e afastarmo-nos de tudo aquilo que nos distancia Dêle.

Mas como reascender em nossas almas êste tipo de amor e êstes esfôrços? E depois como conserva-los, não permitindo
que esta chama se apague e na medida do possível, transforme-se num fogo salvador, que com seu calor aniquila em
nossos corações qualquer impureza? Até nos esforços mais sinceros, as pessoas não conseguem realizar isto
exclusivamente através de seus esforços individuais, porque são muito forte os ventos e as ondas das tentações
provenientes de origens agressivas do homem: o mundo que está caido no mal, o corpo que não consegue evitar os
pecados e Satanás — comandante de todo o mal.

Por isso para a salvação é indispensável firmemente unir-se a Cristo, ser Um com êle. Então Sua fôrça Divina, Seu amor
irão preencher nossas almas e salvaguardar-nos, iluminando-nos, dando-nos força e guiando-nos, no caminho que apesar
de estreito e difícil, é o seguro caminho da vida eterna.

Cristo fala-nos da necessidade de estarmos com Êle: "Eu sou a videira, vós as varas. O que permanece em Mim e Eu nêle,
êsse dá muito fruto, porque sem mim, nada podeis fazer" (João 15:5). Em outras palavras, a verdadeira vida espiritual, que
trás bons frutos, é impossivel se as pessoas não se unirem de forma mais intensa com a Fonte da fôrça espiritual que é
Cristo.

Como se consegue isto? — Sómente na Igreja de Cristo! Pois a Igreja, conforme as palavras do apóstolo Paulo, é o
Corpo de Cristo, cuja cabeça é Êle próprio; nós os cristãos, somos membros ou pedacinhos deste Corpo em mistério
(Rom.12:4-5; Corif.10:17; 12:12-30; Ef.1.22-23; 4:15-16; 5:23-30).

A importância da Igreja

Êsse grande, sábio e que ultrapassa toda nossa racionalidade, o mistério da Igreja (o reino de Deus), Nosso Senhor Jesus
Cristo estabeleceu da seguinte forma: Primeiramente ao ser batizado por São João Batista no rio Jordão, recebendo o
Espírito Santo e com a voz do Pai Celeste, Êle abençoou a água como entidade. Isto é, a água do Batismo ( e da data em
que é celebrado o Batismo de Cristo), tornou-se o condutor da graça e da benção de Deus, na qual renasce o ser humano.
Cristo ensinava, que o ser humano nasce espiritualmente e torna-se membro da Igreja exclusivamente "nascendo da água
e do Espírito" no mistério do Batismo (João 3:5).

Mas como para o recém-nascido é indispensável o alimento "Espiritual" é o que Cristo nos dá no mistério da Comunhão.
Sobre ela, Nosso Senhor falava assim: "Eu sou o Pão da vida... o Pão que Eu dou, é o Meu corpo, o qual Eu entregarei
pela vida do mundo... Se não comeres do Corpo do Filho do Homem e se não beberes de Seu Sangue, então não tereis
vida em sí... Aquele que come o Meu Corpo e o que bebe Meu sangue está em Mim e Eu nêle. Como enviou-Me Meu Pai
que Me dá vida, e Eu vivo do Pai, assim Aquele que come do Meu Corpo viverá Comigo" (João 6:45-57).

Na vespera de Seus sofrimentos na Cruz, Cristo Êle mesmo, pela primeira vez na Santa Ceia transformou o pão em Seu
Corpo e o vinho em Seu verdadeiro Sangue e comungou com Seus discípulos, demonstrando com isso, como deveria ser
realizado o mistério da Comunhão.

Desta época em diante, o mistério da Comunhão é realizado permanentemente nas missas, chamadas de Liturgias. Nelas
os fiéis, comungando do Corpo e Sangue de Jesus Cristo unem-se a Êle — não em uma situação simbólica ou mistica,
mas na realidade! Isto é, toda a natureza espiritual-física do ser humano recebe e beneficia-se da vida espiritual-física
Deus-Homem de Jesus Cristo. O amor abre caminho para o encontro espiritual, mas graças exclusivamente à Comunhão é
que os seres humanos, unem-se à Cristo, e ao mesmo tempo unem-se uns aos outros e Nêle tornam-se UM, organismo
vivo denominado Igreja. Por isso o apóstolo Paulo chamou-a de Corpo de Cristo (Col.1:24).

Assim o nascimento do Filho de Deus foi possível graças ao fato da Virgem Maria ter recebido o Espírito Santo, O Qual
Jesus Cristo a partir de Seu Pai, enviou aos apóstolos no 50o dia após a Sua ressureição. Deste dia em diante o Espírito
Santo permanentemente está na Igreja, dando vida, iluminando, ajudando-a a crescer, como um organismo vivo do Corpo
de Cristo, constituído de muitos "membros" que são os seus fiéis cristãos. É muito importante não esquecermos
principalmente nos tempos atuais, o cada vez maior fracionamento do cristianismo em incontáveis igrejas e jurisdições, de
modo que o ser humano é chamado para salvar-se não apenas através de sua percepção intelectual das verdades cristãs, e
também não apenas através de sua vocação para o bem, mas principalmente através de sua filiação orgânica a tudo o que
é vivo na Igreja. Sómente nela, neste mistério do Corpo de Cristo, o cristão fiel conquista a correta orientação e as forças
indispensáveis para uma permanente vida cristã.

A verdadeira igreja é uma

única e portanto é indivisível

Nascida na época dos apóstolos, a Igreja de Cristo em seu caminho histórico, aproximando para sí pessoas de inúmeros
povos, gradualmente cresce e fortalece-se "na medida do tamanho pleno de Cristo" (Ef 4:13). Assim como de uma pquena
semente cresce uma árvore imensa, ou de um bebê surge um homem adulto e maduro, assim a Igreja de Cristo, tempos
atrás constituída de 12 pescadores, nos tempos atuais evoluiu até seu florescimento pleno, transformando-se numa árvore
cheia de galhos e folhas (Mat.13:32), e com ensinamentos desenvolvidos, liturgias, simbolismo, canones e procedimentos
que envolvem todos os aspectos de sua vida e a vida de cada cristão. Os canones da Igreja são procedimentos
indispensáveis para as atitudes e comportamentos corretos, assim como o organismo de um ser humano tem mecanismos
para existir.

Assim como para Cristo, não podem existir diversos "corpos" exatamente assim a Igreja de Cristo sómente pode ser UMA
e ÚNICA!

Mas em nossas atividades atuais nós nos confrontamos com o fato de que existem igrejas com as mais variadas
denominações todas preetendendo ser chamadas de "Igrejas"". Católicos e protestantes de segmentos diferentes, batistas,
adventistas, pentecostais e até os seguidores de cultos os mais estranhos — todos afirmam e defendem seus ensinamentos
como verdadeiros.

Uma das razões da fragmentação do cristianismo, assim como a toda outra idéia original, podemos ver na 2a lei da
termodinâmica, de acordo com a qual cada sistema físico esforça-se aumentar a entropia, isto é, o caos máximo. Mas
como Cristo fundou a Igreja exatamente para a salvação das pessoas, então sem dúvida que na fragmentação do
cristianismo o papel mais ativo e da liderança sempre foi de Satanás — êste eterno inimigo de Deus e dos homens.
Chamando Satanás de "mentiroso e o pai da mentira" (João 8:44), Cristo evidenciou o método principal usado por êle,
mais precisamente a mentira! E realmente, para convencer a maior quantidade possível de pessoas da Igreja, Satanás, em
primeiro lugar esforça-se em convencer as pessoas de falsas idéias sobre religiosidade. As pessoas iludidads por uma idéia
qualquer, assumem que ela é uma verdade de Deus, a enxergam a sí próprios como a enviados de Deus — e começam a
espalhar o seu ensinamento errôneo com muito esfôrço e sacrifício. Êles fazem isso para" melhorar, limpar e completar" o
ensinamento cristão. Mas quando a Igreja condena êste tipo de ensinamento, então êstes pseudo-profetas separam-se dela,
separam dela os cristãos e fundam suas igrejas, as quais denominam de verdadeiras, e falam que a Igreja de Cristo errou o
caminho e que não entende de ensinamentos de Cristo. Assim desde os tempos dos apóstolos até os nosssos tempos
surgiram e continuaram a surgir todos os tipos de inverdades. Antes por exemplo, surgiram os monofisitas, os
iconoclastas, os seguidores de Árias, depois da Igreja original surgiu a Igreja católica de Roma, da qual provenieram os
protestantes, os reformistas e a partir destas surgirm as inúmeras novas seitas. Todas as citadas por último repetem as
inverdades já condenadas desde os tempos mais antigos, apenas utilizando frases mais modernas.

Aquelas pessoas que apoiam-se firmemente no verdadeiro ensinamento, Satanás esforça-se em arrancar e separar da Igreja
através de cisões e conflitos internos na Igreja. Mais uma vez êle tenta convencer as pessoas através de argumentos
aparentemente bem intencionados que tudo é para a melhoria das condições existentes.

O problema está não exatamente nos hábitos ou ações tomadas, que nem sempre poderão resultar em melhorias, mas está
no fato que as pessoas começam a brigar umas com as outras e com isso repartem-se em grupos cada vez menores. Mas
então como um simples cristão pode situar-se no meio desta confusão de igrejas, denominações e cultos? Para achar uma
resposta a esta pergunta, é necessário entender que a verdadeira Igreja deve ininterruptamente estar ligada às épocas dos
apóstolos, conservando os ensinamentos destes apóstolos, tradições e heranças, e conservando inteiro o fio que une a
herança apostólica que é transferida de bispo para bispo. A igreja como um organismo vivo, desenvolve-se e cresce, mas
ao mesmo tempo deve conservar sua unidade e afirmar sua natureza Deus-Homem.

No Credo nós dizemos "Creio na única sagrada e unida Igreja apostólica""., onde essa crença pressupõe a unidade da
Igreja, como unidade de um organismo vivo, onde de uma forma muito intima tudo está ligado, isto é, a unidade dos
ensinamentos da fé cristã, a vida liturgica e a estrutura canônica. Tudo isso garante o relacionamento dos cristãos com o
mais importante — o mistério da comunhão e as orações. Neste relacionamento encontravam-se as antigas Igrejas cristãs
ortodoxas, representando em sí, em sua essência, numa única Igreja mas em faces distintas, a Trindade de Deus.

Algumas pessoas defendem a teoria, que talvez numa época no passado a Igreja de Cristo subdidvidiu-se em diversas
frações de ortodoxos, de católicos, protestantes e assim por diante, e que cada uma destas frações ou "igrejas cristãs"
guardam dentro de sí pedaços da verdade e representam com isso "cacos" de uma Igreja Apostólica uma vez existente no
passado. E que por isso todas elas deveriam agora unir-se num único "diálogo de amor" logo depois nas orações, e
finalmente na Eucaristia. E que com isso cada igreja iria conservar seus ensinamentos, isto é inverdades. Com este tipo de
abordagem sobre a unificação é ignorado o fato, que a verdadeira Igreja estabelecida pelos apóstolos, existe nos nosso
dias e de acordo com a promessa de Cristo irá existir até o final do mundo (Mat.16:18). E se é assim,o correto será que os
que se separaram dela, voltarem a ela. Pois a Igreja não é apenas um encontro social, mas o Corpo de Cristo! Se a
conversa é sobre a unificação da Igreja, então tudo o humano deve ser afastado para o lado. É necessário voltar para
Cristo, receber seus ensinamentos em sua totalidade, sem "correções" ou "modernizações," procurando restaurar aquela
estrutura que foi estabelecida pelos seus apóstolos.
Como para Jesus Cristo não existem vários "corpos" é assim que também não podem existir inúmeras igrejas verdadeiras
— pois a Igreja — corpo de Cristo, que não é divisível, como qualquer organismo vivo. Por isso nunca houve, e por
princípio, nenhum sub-divisão da Igreja. Existiram sim as cisões que separaram-se Dela! Eis porque as antigas regras
(canones) da Igreja, ‘ proíbem severamente qualquer tipo de orações conjuntas com os separatistas e os que afastaram-se
dela, até que êles confessos de seus êrros voluntáriamente retornem à Igreja.

Sómente numa Igreja Cristã Ortodoxa, assim como no verdadeiro corpo de Cristo, é prevista a salvação para cada ser
humano! Quem verdadeiramente ama a Deus, obrigatóriamente quer estar com Êle. Neste amor está a essência do
cristianismo! Para aqueles que sinceramente amam Cristo, seu amor deve levá-los a Igreja verdadeira! E mesmo quando
alguns "Sábios" contemporâneos afirmam, que todos os caminhos levam a Deus, assim como para o alto de uma
montanha levam várias trilhas, é necessário lembrar, que O que ofereceu a Sí mesmo, como o único Caminho, Verdade e
Vida, é o próprio Filho de Deus, Deus-Homem. E a todos os que ensinam outros caminhos e levam pessoas por eles "são
iguais a ladrões e criminosos" (João 10:8).

Conclusão

Então o principal motivo de nosso desequilibrio e desarmonia interna, das contradições e males do mundo é o pecado.
Cristo abriu aos seres humanos o caminho para a Salvação, para livrarem-se dos pecados. Com isso nós somos chamados
para salvarmo-nos não um de cada vez, como pequenos barquinhos espalhados num imenso oceano em plena tempestade,
mas no grande "navio" denominado Igreja dirigida por Cristo.

Deus é Um na Santíssima Trindade, na Sua Verdade única, Jesus-Cristo é Um, Uma é a Sua Igreja, Uma é a Sua
Comunhão, e não há "outros" "caminhos" e "igrejas" a não ser a única verdadeira Igreja cristã ortodoxa, existente desde o
início dos tempos, sempre conservando e crescendo em tudo aquilo que ela conquistou e continua recebendo de seu Pai —
Cristo e Espírito Santo que vive atuando nela.

Ela não é numerosa nos dias atuais. Mas a ela destinam-se as palavras de Deus: "Não tenha medo meu pequeno rebanho,
pois o Pai de vocês decidiu dar-lhes o Reino. Tenham coragem: Eu venci o mundo" (Lucas 12:32; João 16:33), e mais
"Mesmo você não tendo muita força, você conservou a Minha palavra, e não renegou o Meu nome. Então Eu farei para
que da reunião do mal, daqueles que falam de tí, que eles são de Judéia, que não são verdadeiros, mas mentem — então
Eu farei com que eles venham e ajoelhem-se frente a você e saibam, que Eu amo você. E assim como você conservou
pacientemente a minha palavra, então Eu protegerei você das tentações, que atingirão toda a humanidade, para testar
todos os que vivem na Terra" (Apocalipse 3:8-10).

O mais importante nesta nossa viagem da nossa breve vida é conservar a Verdade, o Caminho e a Vida — de Nosso
Senhor Jesus Cristo existente em Sua Igreja.

go to the top

Folheto Missionário número P80

Edição da Igreja da Proteção de Nossa Senhora

Copyright © 2000 and Published by

Holy Protection Russian Orthodox Church

2049 Argyle Ave. Los Angeles, California 90068

Editor: Bishop Alexander (Mileant)


(mais_importante.doc, 03-09-2000)