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Gliconeogênese

É uma via anabólica que ocorre no fígado e, excepcionalmente no córtex renal, que é responsável pela
síntese de glucose a partir de fontes que não são carboidratos
Percursores :
• LACTATO,
• PIRUVATO,
• GLICEROL,
• AMINOÁCIDOS GLICOGÊNICOS,
• INTERMEDIÁRIOS DO CICLO DE KREBS

Ácidos graxos e Aminoácidos cetogênicos NÃO SÃO precursores para Glicose

Não é a simples reversão da Glicólise


7 reações enzimáticas são compartilhadas - Os 3 passos “irreversíveis” da glicólise,muito exergônicas ,
precisam ser contornados
1) Formação do PEP - Contornada em 2 etapas
2) Formação da F6-P - Contornada em 1 etapa
3) Formação de Glicose - Contornada em 1 etapa
1: Piruvato a fosfoenolpiruvato (PEP)
3 maneiras diferentes:
Piruvato e alanina/aspartato Piruvato e lactato
Piruvato e Alanina
• Piruvato entra na mitocôndria ou é gerado dentro
dela a partir da transaminação da alanina
• Piruvato é convertido em oxaloacetato pela
enzima piruvato carboxilase (o oxaloacetado
pode ser trasportado para o citosol) (PIRUVATO
CARBOXILASE tem biotina (b7) e Sofre
ativação Alostérica pela Acetil-CoA )
• Oxaloacetato é convertido a malato pela enzima
malato desidrogenase
• Malato é transportado para o citosol e novamente
convertido a oxaloacetato pela enzima malato
desidrogenase citosólica
• Aspartato é transportado para citosol e
novamente convertido em OXALOACETATO
• Oxaloacetato é convertido a fosfoenolpiruvato
(PEP) pela enzima fosfoenolpiruvato
carboxicinase citosólica
Piruvato e lactato
• Lactato é convertido a piruvato pela enzima
lactato desidrogenase
• Piruvato entra na mitocôndria e é
convertido à oxaloacetato pela enzima
piruvato carboxilase.
• Oxaloacetato formado é convertido em
Fosfoenolpiruvato (PEP) pela enzima
fosfoenolpiruvato carboxicinase
mitocondrial.
• PEP é transportado para o citosol.

2: Frutose-1,6- bifosfato a Frutose6-fosfato


• A frutose-1,6-bifosfato é convertida em frutose-6-fosfato pela enzima frutose-1,6- bifosfatase

3: Glucose-6- fosfato a Glucose


• Em muitos tecidos a Gliconeogênese para na
GLICOSE 6-FOSFATO
• Somente nos tecidos importantes para a
homeostase de Glicose – Fígado, Rins e Intestino
– existe a GLICOSE 6-FOSFATASE no ER
• Cérebro e músculo não a possuem e não liberam
Glicose
O balanço energético da produção de 1 GLICOSE a partir de 2 PIRUVATOS
A simples reversão da Glicólise é um processo desfavorável termodinamicamente.
Ciclo de Cori
Reciclagem de NAD+
via glicolítica inibida

Sem ATP

Na-K-ATPase não funiona

Entrada de água

Turgidez

Hemólise

Estudos dirigidos gliconeogênese


1. Quais tecidos “realizam”
gliconeogênese de forma mais
significativa nos animais?
Fígado e rim
2. Em que parte da célula ocorre a
gliconeogênese? Existem organelas
citoplasmáticas envolvidas?
A gliconeogênese ocorre no
citoplasma, apenas uma perquena
parte das reações ocorre nas
mitocôndrias para que o lactato
seja convertido em uma
substância gliconeogênica
(oxaloacetato)
3. Quais passos que diferenciam a
glicólise da gliconeogênese?
3 passos, dos 10. Hexoquinase (1) - substituída por glicose-6-fosfatase;
Fosfofrutoquinase (3) - substituída por frutose-1,6-bisfosfatase e Piruvato
quinase (10) - substituído por piruvato carboxilase e fosfoenolpiruvato
carboxicinase (PEPCK)
4. Quais as principais fontes de carbono para a gliconeogênese?
• LACTATO,
• PIRUVATO,
• GLICEROL,
• AMINOÁCIDOS GLICOGÊNICOS,
• INTERMEDIÁRIOS DO CICLO DE KREBS
5. Defina e explique sucintamente a regulação da gliconeogênse. Cite os principais
efetores alostéricos positivos e negativos
Mantém os níveis de glicose durante o jejum. Enquanto está ativada, inibe a
glicólise.- Função: síntese de glicose a partir de compostos não-carboidratos no
estado de jejum e exercício prolongado.- Esse processo é ativado no jejum para
manter os níveis de glicose quando asreservas terminam.
• Glucagon→ inibição da fosfofrutocinase , estimula a conversão da piruvato-cinase
em sua forma inativa (fosforilada). Isso diminui a conversão do PEP em
piruvato, O glucagon aumenta a transcrição do gene da PEP-carboxicinase
• A disponibilidade de precursores gliconeogênicos, especialmente de aminoácidos
glicogênicos, influencia significativamente a velocidade da síntese
hepática de glicose. Níveis diminuídos de insulina favorecem a mobilização
de aminoácidos a partir das proteínas musculares e fornecem esqueletos
carbonados para a gliconeogênese.
• Ativação alostérica pela acetii-CoA
Durante o jejum, ocorre a at ivação alostér ica da piruvato -carboxilase
hepática pela acetii-CoA
• Inibição alostérica pelo AMP A frutose-1,6-bisfosfatase é inibida por AMP
6 Explique o que acontece no metabolismo durante um jejum muito prolongado (fome).
Relacione com a gliconeogênese.
A gliconeogênese faz com que ocorra o desvio dos intermediários do ciclo de Krebs,
aumentando a concentração de corpos cetônicos além do que os tecidos são capazes
de utilizar, sendo assim o organismo poupa a glicose e faz com que outros nutrientes
sejam utilizados.
Metabolismo do glicogênio
Glicogênese e Glicogenólise
• Os principais estoques de glicogênio no corpo são encontrados nos músculos
esqueléticos , onde servem como reserva de combustível para a síntese de ATP durante a
contração muscular, e no fígado , onde o glicogênio é usado para manter a concentração de
glicose sanguínea, especialmente nos estágios iniciais do jejum.
• Polímero de glucose – armazenamento;
• Ligações α 1→4 na cadeia principal e ramificações α 1→6
• Armazenamento de energia – estado alimentado;
• Fígado e músculo – diferenças sutis;
• Armazenamento em grânulos – enzimas e componentes regulatórios;
Estrutura do glicogênio
Ramificações feitas para aumentar solubilidade e velocidade de síntese e degradação.
Ligações α 1→4 na cadeia principal e ramificações α 1→6

Variação do conteúdo do glicogênio hepático


• Fosforilase do glicogênio : cliva as ligações α-1,4 entre os resíduos glicosil nas
extremidades não-redutoras das cadeias de glicogênio por fosforólise.
• Esta reação ocorre durante a mobilização intracelular do glicogênio armazenado e
é diferente da hidrólise das ligações glicosídicas pela amilase (degradação
intestinal do amido ou do glicogênio exógeno).
Fosforilase do glicogênio
Quais são as principais características da molécula do glicogênio? Qual é a
importância de estocar a glicose desta forma?
Ramificações feitas para aumentar solubilidade e velocidade de síntese e degradação.
Ligações α 1→4 na cadeia principal e ramificações α 1→6

- Quais são as principais diferenças funcionais entre a glicogenólise hepática e a


muscular?
• Os principais estoques de glicogênio no corpo são encontrados nos músculos
esqueléticos , onde servem como reserva de combustível para a síntese de ATP durante a contração
muscular, e no fígado , onde o glicogênio é usado para manter a concentração de glicose
sanguínea,
- Quais são as etapas da glicogênese e da glicogenólise?

- De que forma a glicogenólise e a glicogênese muscular e hepática são reguladas?


Explique.
ESTUDO DIRIGIDO – GLICOGÊNESE E GLICOGENÓLISE

1- Descreva a molécula de glicogênio (estrutura, função, propriedades, etc.).


Principal meio de estoque de glicose. Homopolissacarideo formado por moleculas de glicose ligadas
por ligaçoes glicidicas ( alfa 1 → 4 ). Abundande no figado ( até 10% da massa do figado), também
está presente em outros tecidos, como o musculo esqueletico ( 1 a 2% da massa do músculo). Os
granulos de glicogenio são compostos por particulas de glicogenio na forma BETA ( até 55.000
moleculas de glicose). A cada 20 a 40 particulas há a formação de uma roseta alfa; observadas após a
alimentação mas ausente em jejuns de 24 hotas. Nos granulos de glicogenio encontram-se agregados
complexos de glicogenio e as enzimas que o sintetizam e o degradam. Como uma cadeia, o polimero
possui 2 extremidades. A formação do anel com a união do C1 com a hidroxila cria um grupo funcional
capaz de realizar reaçoes de redução. Assim, no polimero, temos a extremidade redutora e a
extremidade não redutora

2 - O que é a extremidade redutora do glicogênio? Quantas extremidades redutoras


uma molécula de glicogênio possui?
O glicogenio possui 1 extremidade redutora com a união do C1 com a hidroxila cria um grupo funcional
capaz de realizar reaçoes de redução. Extremidade não redutoras tem inumeras.
3 - O que é glicogênese e quais as enzimas participam desta via metabólica?
É a quebra da molecula de glicogenio e ocorre pela ação de 3 enzimas : glicogenio
fosforilase, enzima desramificadora de glicogenio e a fosfoglicomutase
4 - Como agem as enzimas da glicogênese?
• Catalizam as reaçoes de quebra das ligaçoes ( alfa 1→ 4) entre os residuos de
glicose da extremidade não redutora, removendo o residuo e liberando a
alfa-D-glicose-1-fosfato. Parte da energia perdida com a quebra da molecula é preservada
com a formação da ligação com o fosfato
• A glicogenese ocorre em todo recido animal, especialmente no figado e no musculo
esqueletico. Iniciam-se com a formação de glicose-6-fosfato a partir de glicose
pelas enzimas hexoquinase I ou II no musculo; e hexoquinase IV (glicoquinase) no
figado. Em seguida, a glicose-6-fosfatoé convertida em glicose-1-fosfato pela
fosfoglicomutase

5 - Qual a importância da utilização de nucleotídeos na glicogênese?


• Sua formação é irreversivel, tornando moleculas estaveis
• Sua conformação permite uma melhor ligação com enzimas
• Facilitam reaçoes por poder ser dissociar da molecula à qual estão ligados
• Podem ser usados como marcação de moleculas para diferencia-las
6 - Explique o papel da glicogenina na glicogênese.
A proteina glicogenina é tanto o indicador quanto a enzima que monta esse indicador. A
sintese do indicador começa com a trasferencia da glicose do UDP-glicose para a
glicogenina. Quando a cadeia de glicideos atinge 8 residuos, a glicogenio sintase começa
a atuar realizando as ligaçoes ( alfa 1→4) . A glicogenina permanece ligada à molecula de
glicogenio, mesmo depois de finalizada a sintese.

7- Explique como se dá a regulação do metabolismo de glicogênio mediante a ação


de glucagon, epinefrina e insulina e como se comportam as enzimas reguladas
neste metabolismo.
As principais enzimas no controle do metabolismo de glicogenio ( glicogenio fosforilase →
degradação; e glicogenio sintase → sintase) são reguladas por mecanismos alostericos e
por modifcaçoes covalentes. A atividade de fosforilação e desfoforilação dessas enzimas
é o que vai ativar/inibir e aumentar/diminuir suas atividades.
• Insulina → é consequencia de elevadas taxas de glicose. Assim, a insulina sinaliza
que é necessario diminuir a glicose. Ou seja, realiza produção de glicogenio
( armazenamento ) ou glicolise (gasto). Consequentemente, a insulina age como
modulador negativo da glicenolise ( quebra de glicogenio) e a gliconeogenese
( produção de glicose)
• Glucagon → é consequente de elevadas taxas de glicose. Assim, o glucagon
sinaliza o que necessario para disponibilizar a glicose. Ou seja, realizar produção
de glicose (gliconeogenese) ou quebra de glicogenio ( glicogenolise).
Consequentemente, o glucagon age como modulador negativo da glicolise ( quebra
de glicose) e da glicogenese (produção de glicogenio )
• Epinerfina → desencadeia ''luta-ou-fuga'' com a quebra de glicogenio e
fornecimento de energia rapida
8 – Descreva a degradação do glicogênio enfocando seus aspectos regulatórios.
9 - O glicogênio é um homopolissacarídeo constituído de unidades de glicose.
Responda:
a) Qual a localização do glicogênio em células de mamíferos?
Citosol
b) Qual o papel do glicogênio nestes animais?
Musculo → Epinefrina desencadeia ''luta-ou-fuga'' com a quebra de glicogenio e
fornecimento de energia rapida
Figado → Glucagon ativa quebra de glicogenio para disponibilização de glicose no
sangue
Ciclo de Krebs
Os destinos do Piruvato
Aerobico → Respiração Oxidação completa da glicose
Anaerobico → Fermentação Láctica/ Alcoólica

Glicólise é apenas a primeira etapa da oxidação completa da glicose; Ocorre em três estágios principais.
1º estágio: glicose, ácidos graxos e alguns aminoácidos Fragmentos de 2 C → grupo acetil da Acetil-CoA
2º estágio: oxidação dos grupos acetil
→ CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO ENERGIA
ENERGIA liberada é conservada nos transportadores de elétrons reduzidos NADH e FADH2
3º estágio: Oxidação das coenzimas reduzidas;
Transferência de e- para o O2 → Cadeia transportadora de elétrons
Conservação de energia → fosforilação oxidativa

Ciclo do ácido Cítrico / Ciclo de Krebs /


Ciclo do ácido Tricarboxílico
• Tem papel central no metabolismo
• Destino do Piruvato, aminoácidos e ácidos graxos no
metabolismo aeróbico
• Oxidação de Combustíveis à CO2 e H20
• Ocorre na mitocôndria
• - Necessita de O2 molecular para ocorrer
• Porta de entrada do Piruvato → Acetil-CoA
• Oxidar acetil-CoA em CO2 e H2O
• Fornecer elétrons para a Cadeia Respiratória
• Gerar ATP
• Gerar precursores bioquimicamente importantes

Características
• É um ciclo metabólico → Oxaloacetato inicia o ciclo e é
regenerado no final
• Ocorre somente em aerobiose
• É comum ao metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas
• Via anfibólica
→ degrada acetil-CoA em CO2 e H2O (catabolismo)
→ Intermediários são utilizados para a síntese de outros
compostos (anabolismo)

Acetil-COA é a entrada da maioria dos combustíveis do ciclo


Esqueletos de C dos açúcares e ácidos graxos ao grupo são convertidos em acetil da acetil-CoA
A Coenzima A = Grupo reativo tiol – SH + Ácido Pantotênico + Fosfoadenosina difosfato

• A atividade da enzima é
desligada quando as
substâncias combustíveis
estão aumentadas
• Atividade enzimática
ligada quando a demanda
de energia é necessária
• Fosforilação E1 (inativa)
quando ATP elevada
Produção do Acetil-CoA - Resumo
• O piruvato produzido pela glicólise é convertido em acetil-CoA pela PDH
• PDH é um complexo formado por 3 enzimas: E1, E2, E3. Necessita 5 co-enzimas
• E1 catalisa a descaboxilação do piruvato produzindo hidroxietil-TPP e posteriormente sua
oxidação em acetil
• Os elétrons produzidos nessa oxidação reduzem a ligação S-S de E2 fazendo com que o
acetil seja transferido para o grupo SH do lipoato reduzido
• E2 catalisa a transferencia de acetil para CoA formando o acetil-CoA
• E3 catalisa a regeneração da forma dissulfeto do lipoato, os eletrons passam primeiro para o
FAD e depois para o NAD+
• O braço longo da lipoil-lisina move-se do sitio ativo de E1 para E2 e para E3 conduzindo os
intermediários permitindo a canalização dos substratos
Passo 1 – Formação do Citrato
Acetil-CoA + Oxaloacetato → Citrato
enzima :citrato sintase
Passo 2 – Formação do Isocitrato via cis-aconitato
Citrato → ( perde água, enzima : Aconitase )→ Cis-Aconitato → (msm enzima agora coloca
agua)→ Isocritrato
Passo 3 – Oxidação do isocitrato a alfa-cetoglutarato e CO2
Passo 4 – Oxidação alfa-cetoglutarato a succinil-CoA e CO2
Passo 5 – Conversão do succinil-CoA em succinato
Passo 6 – Oxidação do succinato a fumarato
enzima : Succinato desidrogenase
Nos eucariotos a succinato desidrogenase é firmemente ligada à membrana mitocondrial interna;
Passo 7 – Hidratação do fumarato produzindo malato
Passo 8 – Oxidação do malato a oxaloacetato
Ciclo do ácido cítrico – uma via
anfibólica (catabólica e anabólica)

• Nos organismos aeróbicos é


uma anfibólica: catabolismo e
anabolismo;
• Precursores para muitas vias
biossintéticas;
• À medida que os intermediários
do ciclo vão sendo
retirados, eles são
repostos pelas reações
anapleróticas
• Estas reações produzem
intermediários com 4
atomos de carbono
Resumo - Reações do Ciclo de Krebs
• O ciclo é uma via central quase universal onde compostos derivados da quebra de
carboidratos, gorduras e proteínas são oxidados ate CO2 e FADH2 e NADH
• O acetil-CoA entra no ciclo à medida que a citrato sintase catalisa sua condensação com
oxaloacetato para formar o citrato
• Em 7 reações, o ciclo converte citrato em oxaloacetato e libera 2 CO2 . A via é ciclica pois
os intermediários não são consumidos. Para cada oxaloacetato consumido, um é produzido;
• Cada acetil-CoA oxidado ocorre um ganho energético – 3 NADH e 1 FADH2 e um GTP ou
ATP
• Qualquer composto que der origem a um intermediário do ciclo de 4 ou 5 pode ser oxidado
pelo ciclo;
• O Ciclo é anfibólico, isto é, serve tanto ao catabolismo quanto ao anabolismo. Os
intermediários podem ser desviados para outras vias
• Quando os intermediários são desviados do ciclo, eles são repostos pelas reações
anapleróticas
Resumo – Regulação do Ciclo
de Krebs
• A velocidade global do
ciclo é controlada pela
velocidade de conversão
do piruvato em acetil-
CoA e pelo fluxo através
das reações da 3 enzimas
que catalisam as reações
exergônicas
• Os fluxos são largamente
determinados pelas
concentrações de
substrato e produtos: ATP e NADH são inibidores e NAD+ e ADP são ativadores
• A produção de acetil-CoA é inibida de forma alostérica pelos metabólitos que sinalizam
produção suficiente de energia (ATP, acetil-CoA, NADH e ácidos graxos) e estimulada pelos
que indicam suprimento reduzido de energia (AMP, NAD+, CoA)
ESTUDO DIRIGIDO
1. Que classe de biomoléculas pode ser utilizada para a produção de ATP em anaerobiose? E em
aerobiose?

Em anaerobiose, somente os carboidratos podem ser utilizados como combustíveis para a


produção de ATP, enquanto que, em aerobiose, tanto carboidratos, quanto lipídeos e proteínas
podem ser oxidados para a produção de energia.
2. Quais são as vias metabólicas do metabolismo oxidativo (aeróbico)?
O metabolismo aeróbico de carboidratos inicia-se com a glicólise, e é seguido pelas vias
específicas do metabolismo aeróbico, que são o ciclo de Krebs e a fosforilação oxidativa.
3. Qual o papel da mitocôndria na célula?
A mitocôndria é a usina de força da célula! É nela que é produzido grande parte do ATP
celular pelas vias do metabolismo aeróbico (ciclo de Kresbs, transporte de elétrons e
fosforilação oxidadtiva).
4. Descreva a morfologia da mitocôndria:
A mitocôndria é uma organela celular de formato ovalado e apresenta duas membranas, uma
externa e lisa, e uma interna e cheia de invaginações denominadas cristas mitocondriais. A
membrana interna divide a mitocôndria em dois compartimentos, o espaço intermembrana e
a matriz mitocondrial.
5. Uma célula que não contenha mitocôndrias apresenta metabolismo aeróbico?
Não, sem mitocôndria não há metabolismo aeróbico!
6. Cite exemplo de uma célula que não contém mitocôndria:
Os glóbulos vermelhos do sangue (hemácias) têm como função transportar oxigênio e não
possuem mitocôndrias, ou seja, assim essas células não consomem o oxigênio que devem
transportar. Portanto, para obter energia, as hemácias realizam o tempo todo metabolismo
anaeróbico (fazem fermentação láctica o tempo todo).
7. Qual o destino do piruvato em aerobiose?
Em aerobiose, o piruvato é transportado para a mitocôndria, onde será completamente
degradado. Inicialmente, o piruvato sofre uma descaboxilação, gerando acetil-CoA, o qual
entra no ciclo de Krebs para a produção de energia (lembrar que os NADH e FADH gerados
no ciclo de Krebs vão doar seus hidrogênios para o oxigênio e, assim, a célula produzirá ATP).
8. Onde ocorre a descarboxilação do piruvato? Que enzima catalisa essa reação?
O piruvato é descarboxilado na matriz mitocondrial em reação catalizada pela piruvato
desidrogenase.
9. E quais são os produtos da descarboxilação do piruvato?
Para cada piruvato que é descarboxilado, são formados um acetil-CoA e um NADH e uma
molécula de CO2 é liberada.

10. Onde ocorre o ciclo de Krebs?


O ciclo de Krebs ocorre na matriz mitocondrial.
11. Que molécula inicia o ciclo de Krebs?
A molécula chave que entra no ciclo de Krebs para ser degradada é o acetil-CoA.
12. Quais são os produtos do ciclo de Krebs?
Os produtos do ciclo de Krebs são: 2 CO2, 3 NADH, 1 FADH2 e 1 ATP.

13. Qual a principal função do ciclo de Krebs?


A principal função do ciclo de Krebs é remover hidrogênios e a energia associada a esses
hidrogênios de vários combustíveis metabólicos.
14. O ciclo de Krebs funciona em anaerobiose? Justifique!
Não, o ciclo de Krebs não funciona em anaerobiose! Na ausência de oxigênio, não existe quem
receba os hidrogênios do NADH e do FADH 2 gerados no ciclo de Krebs; como o NADH e o
FADH2 não têm como passar a diante seus hidrogênios eles não podem mais receber os
hidrogênios das moléculas que são degradadas pelo ciclo de Krebs; assim, o ciclo de Krebs
pára.
15. Onde está localizada a cadeia de transporte de elétrons?
A cadeia de transporte de elétrons se encontra na membrana mitocondrial interna.
16. Quando se fala em transporte de elétrons na cadeia respiratória, “quem” está transferindo
elétrons para “quem”?
O transporte de elétrons ocorre, porque o NADH e o FADH 2 transferem os seus elétrons para
o oxigênio; ou seja, o NADH e o FADH2 são oxidados pelo O2, que é reduzido a H2O.

17. Quantos ATPs são produzidos para cada NADH que transfere seus hidrogênios e elétrons ao
O2? E quando o FADH2 é o doador de hidrogênios e elétrons?

Para cada NADH que transfere seus hidrogênios e elétrons ao O 2 são produzidos 3 ATPs,
enquanto que, quando é o FADH2 o doador de hidrogênios e elétrons, são produzidos 2 ATPs.

18. O que é fosforilação oxidativa?


Fosforilação oxidativa é a síntese de ATP promovida pelo gradiente de prótons.
19. Explique as seguintes expressões: “teoria quimiosmótica” e “força próton-motriz”.
A teoria quimiosmótica diz que a energia do transporte de elétrons é conservada pelo
bombeamento de H+ da matriz mitocondrial para o espaço intermembrana, criando um
gradiente eletroquímico de H+ através da membrana mitocondrial interna, e que a energia
desse gradiente é aproveitada para a síntese de ATP. A energia seqüestrada pelo gradiente
prótons é denominada de força próton-motriz.
20. Qual o papel e a importância do oxigênio no metabolismo aeróbico?
O papel do oxigênio no metabolismo aeróbico é atuar como aceptor final de elétrons!
21. Compare o balanço energético do metabolismo anaeróbico (fermentação) com o do
metabolismo aeróbico (respiração):
O metabolismo anaeróbico da glicose produz apenas 2 ATPs, enquanto que o metabolismo
aeróbico da glicose produz 38 ATPs, ou seja, 19 vezes mais!
22. Quais são as vias metabólicas de produção de energia a partir da glicose em anaerobiose? E em
aerobiose?
Em anaerobiose: sistema fosfagênico; glicólise seguida de fermentação láctica.
Em aerobiose: glicólise, ciclo de Krebs, transporte de elétrons e pela fosforilação oxidativa.
23. Em que situação fisiológica (em que tipo e momento do exercício) as vias anaeróbicas estão
mais ativas? E as aeróbicas?
No exercício físico de explosão, ou seja, de curta duração e alta intensidade, estão mais ativas
as vias anaeróbicas de produção de ATP. Já as vias aeróbicas prevalecem no exercício
prolongado.
ESTUDO DIRIGIDO: CICLO DE CORI, GLICONEOGÊNESE, GLICOGENÓLISE E
GLICOGÊNESE

1. Descreva o ciclo de Cori?


O ciclo de Cori é a transferência de lactato e glicose entre o músculo e o fígado. O lactato
produzido no músculo é transportado para o fígado, onde é transformado em glicose, a qual é
transportada do fígado de volta para o músculo.
2.Defina gliconeogênese e diga onde ela ocorre e qual a sua importância:
Gliconeogênese é a síntese de glicose a partir de precursores não-glicídicos. Ela ocorre
principalmente no fígado (90%) e, em pequena quantidade, nos rins (10%). Ela é importante
para garantir que os níveis de glicose do sangue sejam mantidos relativamente constantes.
3. A gliconeogênese consome energia?
Sim. Como toda via biossintética, a gliconeogênese necessita de ATP, ou seja, consome energia.
4. Que classe de biomoléculas são utilizadas pelo fígado para a gliconeogênese?
Lactato, glicerol e aminoácidos.
5. No fígado, a gliconeogênese e a glicólise funcionam ao mesmo tempo?
Não! Quando uma está ativa, a outra está inibida! Ou seja, quando o fígado está produzindo
glicose pela gliconeogênese para liberá-la para a corrente sangüínea, essa glicose não é
consumida pela glicólise!
6.Em que situações fisiológicas a gliconeogênese estará ativa?
Em situações que diminuem a glicose sangüínea, ou seja, durante o jejum e durante atividade
física vigorosa.
7. Defina glicogenólise e glicogênese:
Glicogenólise é a via metabólica de degradação do glicogênio, enquanto que glicogênese é a via
de síntese de glicogênio.
8. Em que órgãos o metabolismo do glicogênio é especialmente importante?
No fígado e nos músculos esqueléticos.
9. Quais são as enzimas chave da glicogênese e glicogenólise, respectivamente? Quando a carga
energética da célula está alta, qual das duas está ativa?
A glicogênio sintase é a enzima específica da via de síntese do glicogênio (glicogênese),
enquanto que a glicogênio fosforilase é a enzima específica da via de degradação do
glicogênio. Quando a carga energética da célula está alta, não há necessidade de se degradar
glicose para produção de ATP e, portanto, a glicose é armazenada na forma de glicogênio;
sendo assim, quando a carga energética da célula está alta, é a glicogênio sintase está ativa,
enquanto que a glicogênio fosforilase está inibida.
10. Qual o destino da glicose liberada pela glicogenólise hepática? E o da glicose liberada pela
glicogenólise muscular?
A glicogenólise hepática visa liberar glicose para a corrente sangüínea, enquanto a
glicogenólise muscular fornece glicose para ser degradada pelo próprio músculo para a
produção de ATP.
11. As vias biossintéticas e de degradação de uma molécula são o simples inverso um do outro?
Qual a importância deste fato?
Os caminhos de síntese NÃO são simplesmente o inverso dos caminhos de degradação, e isso é
importante pois proporciona uma melhor capacidade de regulação das vias metabólicas.
12. De que forma o fígado repõe a glicose sangüínea?
Uma das principais funções do fígado é atuar na manutenção dos níveis de glicose sangüínea.
O fígado repõe a glicose sangüínea tanto pela degradação do glicogênio (glicogenólise), quanto
pela síntese de glicose (gliconeogênese).
14.O que são corpos cetônicos? Quais são os corpos cetônicos?
Corpos cetônicos são substâncias produzidas pelo fígado durante o jejum. São três os
compostos referidos como corpos cetônicos: aceto-acetato, acetona e -hidroxi-butirato.
15. Onde e como são produzidos os corpos cetônicos?
Os corpos cetônicos são produzidos no fígado (na matriz mitocondrial) a partir de acetil-CoA.
16. Qual é a importância da cetogênese?
Os corpos cetônicos são hidrossolúveis e importantes nutrientes para tecidos extra-hepáticos
durante o jejum, inclusive para o cérebro, que tem nos corpos cetônicos uma fonte de energia
alternativa.
17. O fígado pode utilizar corpos cetônicos como combustível energético?
Não, o fígado produz os corpos cetônicos, mas não pode utilizá-los.
18. Descreva brevemente o metabolismo hepático durante o jejum prolongado:
Durante o jejum, o fígado não utiliza glicose como fonte de energia, pois esta é escassa. Pelo
contrário, o fígado degrada glicogênio (glicogenólise) e sintetiza glicose (gliconeogênese) para
repor o déficit de glicose (O principal substrato para a gliconeogênese será o glicerol
proveniente da lipólise dos triglicerídeos do tecido adiposo). Sendo assim, a principal fonte de
energia para o fígado durante o jejum são os ácidos graxos. A -oxidação dos ácidos graxos
gera grandes quantidades de acetil-CoA e o excesso é utilizado na síntese de corpos cetônicos
(cetogênese), que servirão como combustível alternativo para os tecidos periféricos, inclusive o
cérebro.
19. O excesso de corpos cetônicos circulantes muito comum em pacientes diabéticos causa que tipo
de distúrbio do equilíbrio ácido-base?
O excesso de corpos cetônicos circulantes causa cetoacidose (acidose metabólica).

ESTUDO DIRIGIDO DE METABOLISMO DE LIPIDEOS


1. De onde vem as fontes de lipídeos para degradação?
Os lipídeos utilizados para fins energéticos, os triglicerídeos, são oriundos dos óleos e
gorduras da alimentação (fonte exógena) e da gordura armazenada no tecido adiposo (fonte
endógena).
2. Onde e como é metabolizado o glicerol?
O glicerol proveniente da degradação dos triglicerídeos é metabolizado no fígado, onde é
convertido a diidroxiacetona fosfato, um intermediário da glicólise e da gliconeogênese; assim,
dependendo do estado fisiológico do organismo, o glicerol tanto pode participar da glicólise
hepática, quanto servir como substrato para a gliconeogênese do fígado.
3. Qual o papel da albumina no metabolismo de lipídeos?
A albumina é um proteína encontrada no plasma humano e atua no metabolismo de lipídeos
transportando os ácidos graxos provenientes da degradação dos triglicerídeos do tecido
adiposo através da corrente sangüínea.
4. O catabolismo de lipídeos ocorre em anaerobiose?
Não, os lipídeos não são degradados para fins energéticos em anaerobiose. O catabolismo de
lipídeos é exclusivamente aeróbico.
5. Em que local são degradados os ácidos graxos?
Os ácidos graxos são degradados na matriz mitocondrial.
6. Qual o papel da carnitina no metabolismo de ácidos graxos?
A carnitina tem a função de transportar os ácidos graxos através da membrana mitocondrial
interna do citoplasma da célula para a matriz mitocondrial.
7. Como se chama a via de degradação dos ácidos graxos e onde ela ocorre?
A via de degradação dos ácidos graxos chama-se -oxidação e ocorre na matriz mitocondrial.
8. Que produtos são gerados após um ciclo de -oxidação?
O principal produto da -oxidação é o acetil-CoA. Além disso, a cada ciclo de -oxidação são
formados um NADH e um FADH2.

9. Qual o destino dos produtos da -oxidação?


O acetil-CoA gerado pela -oxidação entra no ciclo de Krebs, onde será completamente
degradado para a geração de energia (a energia será produzida subseqüentemente pelo
transporte de elétrons e fosforilação oxidativa). O NADH e o FADH 2 irão transferir seus
elétrons/hidrogênios ao O2 pelo transporte de elétrons e fosforilação oxidativa.

10. A degradação completa de um ácido graxo com 18 carbonos passa por quantos ciclos de -
oxidação? Neste caso, são formados quantos acetil-CoA, NADH e FADH2?

A degradação completa de um ácido graxo com 18 carbonos passa por 8 ciclos de -oxidação,
sendo formadas 9 moléculas de acetil-CoA, 8 NADH e 8 FADH2.

11. Quantos ATPs são gerados pela degradação de um ácido graxo com 18 carbonos?
São gerados 148 ATPs, menos 2 ATPs utilizados na ativação do ácido graxo, portanto o ganho
líquido é de 146 ATPs.

12. Qual ou quais as vantagens de se armazenar energia na forma de gordura?


O armazenamento de energia na forma de gordura é duplamente vantajoso, pois pesa menos e
gera mais energia.
13. Defina cetogênese:
Cetogênese é a via metabólica de síntese de corpos cetônicos que ocorre no interior das
mitocôndrias hepáticas a partir do excesso de acetil-CoA.
Cadeia de Transporte de Elétrons e Fosforilação Oxidativa

A oxidação das Coenzimas


Por que re-oxidar os coenzimas?
(1) Para que a forma oxidada possa participar das vias de degradação dos nutrientes;
(2) Porque é partir desta oxidação que a energia conservada nela pode ser aproveitada para síntese de ATP
(fosforilação oxidativa)
Como ocorre esta oxidação?
Os coenzimas reduzidos vão doar os pares de elétrons para moléculas especiais - complexos que
formam a cadeia transportadora de elétrons até o aceptor final de elétrons - OXIGÊNIO
Energia armazenada nas coenzimas
(NADH e FADH2 )
1. Possibilita a re-utilização das
coenzimas.
2. A re-oxidação possibilita que a
energia mantida nas coenzimas possa
ser utilizada para a síntese de ATP.

Respiração Celular Processo em que as células aeróbicas produzem seu ATP pela oxidação das
coenzimas pelo oxigênio. Processo efetuado pela cadeia de transporte de elétrons (cadeia
respiratória)
Fosforilação oxidativa Síntese do ATP (ADP +Pi → ATP) utilizando a energia da oxidação das
coenzimas.
RESUMO GERAL
• A variação na energia livre ( delta G) que ocorre durante uma reação prediz o sentido no
qual aquela relação ocorrerá espontaneamente. Se delta G é negativo ( ou seja, o produto
apresenta menor energia livre que o substrato), a reação ocorre espontaneamente. Se delta
G é positivo a reação não ocorre espontaneamte. Se delta G = 0, os reatante estão em
equilibrio. A variação na energia livre de uma reação no sentido direto ( A → B ) é igual em
magnitude, mas de sinal oposto, àquela da reação inversa ( B→ A ). Variaçoes-padrão de
energia livre ( delta G) são aditivas em qualquer sequencia de reaçoes consecutivas.
Portanto, a ocorrencia de reaçoes ou processos que apresentem um delta G bastante positvio
torna-se possível pelo aclopamento com a hidrolise de trifosfato de adenosina ( ATP), que
apresenta um delta G bastante negativo.
• As coenzimas reduzidas NADH e FAH2 doam, cada uma dela, um par de elétrons para
um conjunto especializado de transportadores de eletrons, constistindo de FMN,
coenzima Q e uma serie de citocromos, coletivamente denominados cadeia
transportadora de eletrons. Essa via está presente na membrana mitocondrial
interna e é a via final comum, pela qual os eletrons provenientes de diversos
combustiveis do organismo fluem até o oxigenio. O ultimo citocromo, o citocromo a +
a3, é o único citocromo capaz de ligar oxigenio. O transporte de eletrons está
acoplado ao transporte de protons (H+) atraves da membrana mitocondrial interna,
desde a matriz até o espaço intermembranas. Esse processo cria um gadiente de pH
atraves da membrana mitocondrial interna. Após os protons serem transferidos para o
lado citosólico da membrana mitocondrial interna, eles podem voltar à matriz
mitocondrial, passando por um canal no complexo ATP-sintase, oq ue resulta na
sintese de ATP a partir de ADP e |P,e ,ao mesmo tempo, dissipa os gradientes de pH e
eletrico. Desse modo, diz-se que o transporte de eletrons e a fosforilação estão
fortemente acoplados. Esses processos podem ser desacoplados por proteinas
desacopladoras encontradas na membrana mitocondrial interna e por compostos
sintenticos como o 2,4-dinitrofenol e a Aspirina, os quais aumentam a permeabilidade
da membrana mitocondrial interna a protons. A energia produzida pelo transporte de
eletrons é, nesse caso, liberada como calor, em vez de ser utilizada para a sintese de
ATP. Mutaçoes no DNA mitocondrial ( DNAmt) são responsaveis por alguns casos de
doenças mitocondriais como a neuropatia optica hereditaria de leber

Teoria Quimiosmótica de Mitchel Postulados


• A membrana mitocondrial interna é impermeável aos íons H+
• O transporte de elétrons através da cadeia respiratória está associado ao transporte de H+ da
matriz ao espaço intermembranas
• A energia de oxidação dos processos metabólicos se conserva na forma de um potencial
eletroquímico, já que se gera um gradiente eletroquímico de H+ .
• A cadeia respiratória está acoplada à síntese de ATP pela ATP sintase
• São sintetizados 2,5 ATPs por cada par de elétrons passados ao O2 se o doador for o NADH
e 1,5 ATPs se o doador for FADH2 .

1) Analise a velocidade da cadeia de transporte de elétron em função da razão ATP/ADP.
Quando a razão ATP/ADP é alta, a disponibilidade de ADP é baixa o que faz com que o complexo V trabalhe mais
lentamente (ADP é substrato do complexo V). Consequentemente, menos prótons retornarão à matriz
mitocondrial e o potencial eletroquímico (acúmulo de prótons no espaço intermembranoso) estará sempre alto.
Com isso, os complexos I, III e IV não bombearão tantos prótons para o espaço intermembranoso, já que este está
saturado com prótons, o que diminuirá drasticamente a oxidação do NADH e do FADH2 e o transporte de seus
elétrons através dos complexos até a quebra de O2. Quando a razão ATP/ADP é baixa, há bastante ADP disponível
e, portanto, o complexo V trabalhará com força total, permitindo a volta de bastante prótons para a matriz
mitocondrial. O raciocínio contrário ao apresentado acima é totalmente válido neste caso.
2) O gráfico abaixo mostra o resultado de um experimento de consumo de O2 em mitocôndrias isoladas de
células musculares de camundongo, em meio de cultura.
a) No tempo 10 min, foi adicionado ao meio excesso de
NADH, substrato do Complexo I, e no tempo 20 min, foi
adicionado excesso de ADP + Pi, substrato do Complexo V.
Por que só houve um real consumo de oxigênio pelas
mitocôndrias quando NADH e ADP + Pi estavam presentes
juntos no meio?

Todos os processos realizados na cadeia respiratória são


integrados: se um falha, geralmente os outros pararão de funcionar/não funcionarão. Neste caso, a adição de
NADH leva a saturação do Complexo I, que transfere elétrons para o Complexo III e depois IV. Este último é o
responsável pela quebra do oxigênio molecular (ou consumo de O2 mostrado no gráfico). Os complexos I, III e
IV, durante a transferência de elétrons, bombearão prótons para o espaço intermembranas, criando o potencial
eletroquímico. Quando não há ADP + Pi, não há como o complexo V funcionar e, portanto, não há a reentrada de
prótons para a matriz mitocondrial. Quando há uma alta concentração de prótons no espaço intermembranoso, os
complexos I, III e IV não conseguem funcionar e param de bombear prótons e consequentemente de transferir
elétrons. A quebra de oxigênio é então terminada. Apenas quando ADP + Pi é incluído no meio é que o complexo
V consegue funcionar, permitindo a entrada de prótons para a matriz. Com a redução dos prótons no espaço
intermembranoso, os complexos I, III e IV voltam a bombear mais prótons e a transferir mais elétrons, que
acabarão sendo usados na quebra do O2. Do tempo 20 ao 30 min, observa-se um aumento linear no consumo de
oxigênio, que depois (do tempo 30 ao 50 min) é estabilizado.
b) No tempo 50 min, foi adicionado ao meio excesso de FADH2, substrato do Complexo II. Por que o
consumo de oxigênio aumenta nesta situação?
O consumo de oxigênio se estabilizou com a adição de NADH e ADP + Pi (entre 30 e 50 min) pois houve uma
saturação dos complexos I presentes. Pode-se estimar que todos os complexos I, nesta condição, estarão
funcionando à capacidade máxima. Adicionando FADH2, mais elétrons entram na cadeia respiratória através do
complexo II e isso causa um aumento significativo do transporte de elétrons pelos complexos III e IV. Mais
oxigênio então é consumido até uma nova estabilização entre os tempos 60 e 80 min.

c) No tempo 80 min, foi adicionado ao meio excesso de antimicina A, um potente inibidor do Complexo III.
Sabendo que a quebra de O2 é realizada no Complexo IV, por que o bloqueio do Complexo III leva a total
inibição do consumo de oxigênio pelas mitocôndrias?
Apesar do complexo IV ser a oxidase que quebra O2, este realiza o processo apenas quando recebe elétrons
provindos do complexo III. Sem complexo III, o complexo IV não funciona e, portanto, o consumo de oxigênio é
totalmente bloqueado (como observado a partir do tempo 80 min). Mais uma vez, fica aqui a idéia de que o
funcionamento de todos os complexos da cadeia respiratória são interdependentes.
3) Explique como é possível ocorrer consumo de oxigênio pela cadeia respiratória sem que haja síntese de
ATP.
Isso só pode ocorrer se a mitocôndria estiver desacoplada, ou seja, se o consumo de oxigênio (que é realizado pelo
complexo IV) não estiver acoplado à fosforilação do ADP em ATP (que acontece no complexo V). O
desacoplamento pode ocorrer caso haja uma via diferente de entrada de prótons para a matriz mitocondrial, uma
que não seja o complexo V. Por exemplo, prótons poderiam entrar na matriz através de proteínas desacopladoras
chamadas UCPs, ou através de poros criados por químicos na membrana interna mitocondrial. Estes químicos são
chamados desacopladores. O desacoplamento também pode ocorrer caso enzimas alternativas da cadeia
respiratória sejam usadas durante o transporte de elétrons. Estas enzimas transferem os elétrons ao oxigênio
molecular (promovendo então o consumo de oxigênio), sem bombear prótons para o espaço intermembranoso.
Com isso, não há formação do gradiente eletroquímico entre o espaço intermembranoso e a matriz mitocondrial e,
portanto, não há funcionamento do complexo V (sem síntese de ATP)

Em relação ao ciclo de Krebs e a Cadeia de transporte de elétrons


a) Qual a importância da condensação do acetil-CoA com oxaloacetato?
membrana da mitocôndria é impermeável aos acetil-CoA por isso para que a energia
proveniente da acetil- CoAseja transferida para que seja formada no ciclo de Krebs a
acetil CoA necessita se condessar com o oxalacetato e formar um composto permeável a
membrana.
b) Qual a importância das seguintes enzimas: citrato sintease, acenitase,
isocitrato desidrogenase e alfa ceto glutarato desidrogenase
A enzima citrato sintetase é a catalisadora da primeira reação do ciclo de Krebs, e produz
a condensação do acetil CoA com o oxaloacetato para formar coenzima A e citrato, sendo
esta reação irreversível. A enzima é inibida pelo ATP/NADH, succinil CoA e ésteres do
acetil CoA graxos. A velocidade da reação é determinada pela disponibilidade de acetil
CoA e oxaloacetato
Isocitrato desidrogenase: enzima alostérica que catalisa a oxidação do isocitrato a ?-
cetoglutarato, passando pelo intermediário oxalossucinato.

c) Quais os pontos de regulação do ciclo de Krebs?


O ciclo de Krebs é controlado fundamentalmente pela disponibilidade de substratos,
inibição pelos produtos e por outros intermediários do ciclo.
* piruvato desidrogenase: é inibida pelos próprios produtos, acetil-CoA e NADH
* citrato sintase: é inibida pelo próprio produto, citrato. Também inibida por NADH e
succinil-CoA (sinalizam a abundância de intermediários do ciclo de Krebs).
* isocitrato desidrogenase e a-cetoglutarato desidrogenase: tal como a citrato sintase, são
inibidas por NADH e succinil-CoA. A isocitrato desidrogenase também é inibida por ATP,
e estimulada por ADP.Todas as desidrogenases mencionadas são estimuladas pelo ião
cálcio.
d) Quais os pontos onde ocorrem a liberação de NADH e FADH2?
NAD: nas reações de descarboxilação e desidrogenação do isocitrato, descarboxilação e
desidrogenação do alfa cetoglutarato e na desidrogenação do succinato.
e) Explique a via anfibólica e as reações anapleoróticas?
Reações anfibólicas quando tem a capacidade de participar em reações de catabolismo e
de anabolismo
Reações anapleuróticas quando um outro composto que não é intermediário do ciclo de
Krebs origine um intermediário do ciclo.
f) Explique a teoria quimiosmotica de Mitchell
Peter D. Mitchell propôs a hipótese quimiosmótica em 1961. A teoria sugere
essencialmente que a maioria da síntese de ATP na respiração celular seja proveniente
do gradiente eletroquímico formado entre os dois lados da membrana
interna mitocondrial ao utilizar a energia do NADH e FADH 2 , formados
no catabolismo de moléculas como a glicose.Determinadas moléculas, tais como
a glicose, são metabolizadas de forma a produzir acetil-CoA, um intermediário
energeticamente rico. A oxidação do acetil-CoA na matriz mitocondrial
está acoplada à elétrons de moléculas transportadoras como o NAD e o FAD.Estas
moléculas transportam elétrons para a cadeia de transporte eletrônico na membrana
mitocondrial interna. A energia eletrônica é utilizada para bombear prótons da matriz
através da membrana mitocondrial interna, armazenando energia sob a forma de um
gradiente eletroquímico transmembranar. Os prótons passam então novamente para
dentro da matriz através da ATP sintase. O fluxo de prótons através desta enzima fornece
a energia necessária para a fosforização do ADP a ATP. Os elétrons e prótons que
passam através da última bomba protônica da cadeia são adicionados ao oxigênio,
formando água(na respiração aeróbia) ou outra molécula aceitadora de elétrons

g) Explique os complexos 1, 2, 3 da cadeia de elétrons


A cadeia respiratória é dividida em quatro complexos. Os complexos I e II catalisam a
transferência de elétrons para ubiquinona a partir de dois doadores de elétrons diferentes
o NADH (complexo I) e o succinato (complexo II). O complexo III transporta elétrons da
ubiquinona até o citocromo c, e o complexo IV completa a seqüência transferindo elétrons
do citocromo c para o complexo II
h) Qual a importância do sistema ubiquinona oxiredutase?
Complexo I: NADH – ubiquinona oxirredutase. Realiza a transferência de elétrons do
NADH para a ubiquinona, formando ubiquinol (QH2).
i) Quais os transportadores universais de elétrons?
nucleotídeos de nicotinamida (NAD + ou NADP + ) ou nucleotídeos de flavina ((FMN ou
FAD).
j) Como o NAD citoplasmático atravessa a membrana mitocondrial
È necessário que a desidrogenase especifica esteja presente em ambos os lados da
membrana mitocondrial o mecanismo de transferência usando a lançadeira do gliceridio
fosfato. Deve-se notar que a enzima mitocondrial est á ligada a cadeia respiratória via
uma flavoproteina ao invés do NAD, assim somente 2 ao invés de 3 moles de ATP são
formados por átomo de oxigênio consumido
k) Explique ciclo Q? Ubiquinona
Como apenas um dos elétrons pode ser transferido em cada passo do doador QH 2 para
um citocromo aceitador, o mecanismo de reação do complexo III é mais elaborado que
aqueles de outros complexos respiratórios e ocorre em dois passos coletivamente
designados "ciclo Q No primeiro passo, a enzima liga três substratos: primeiro o QH 2 , que
sofre oxidação, passando um electrão para o segundo substrato, o citocromo c, e dois
portões para o espaço intermembranar. O terceiro substrato é Q, que aceita o segundo
elétron de QH 2 , reduzindo-se ao radical Q .- (ubisemiquinona). Os primeiros dois
substratos são libertados, enquanto que o intermediário ubisemiquinona permanece
ligado. No segundo passo, liga-se uma segunda molécula de QH 2 , passando novamente
um eletron a outro citocromo c. O segundo eletron é transferido para a ubisemiquinona,
reduzindo-a a QH 2 ao mesmo tempo que são captados dois prótons a matriz mitocondrial.
QH 2 é então libertado da enzima.
À medida que a coenzima Q é reduzida a ubiquinol no lado interno da membrana e
oxidada a ubiquinona no outro lado, existe uma transferência líquida de portões através
da membrana, que contribui para o gradiente de prótons. Este mecanismo é relativamente
complexo mas assegura um aumento da eficiência da transferência de prótons: se apenas
uma molécula de QH 2 fosse utilizada para reduzir directamente dois citocromos, a
eficiência seria a metade, havendo apenas a transferência de um proton por citocromo
reduzido.

l) Qual a importância da ubiquinona no transporte de elétrons de hidrogênio?


A ubiquinona pode aceitar um elétron, originando o radical semiquinona (QH') , ou dois
eletrons para formar ubiquinol (QH,) semelhantemente aos transportadores flavoproteinas
ela deve atuar na junção entre um doador de dois eletrons e um receptor de um eletron.
Como a ubiquinona pequena e hidrofóbica ela se difunde livremente na camada lipidica
da membrana interna mitocondrial e pode transportas equivalentes redutores entre outros
transportadores de elétrons menos moveis na membrana como carrega tanto prótons
quanto elétrons ela desempenha um papel central no acoplamento
do fluxo de elétron ao movimento de próton"
m) Explique membrana mitocondrial interna e externa?
Membrana externa: Contêm enzimas de degradação dos lipídios a àcidos graxos .
Permeável a molécula de até 10.000 daltons.Membrana interna: Impermeável, contém
os componentes da cadeia de transporte de elétrons.Transporte transmembrana de
prótons.
n) Qual a importância do citocromo e das proteínas ferro -enxofre?
Os citocromos são proteínas que apresentam como característica uma intensa absorção
da luz, devido aos seus grupos prostéticos heme, que contém ferro As mitocôndrias
contém três classes de citocromos designados por a, b e c que podem ser distinguidos
por diferenças nos seus espectros de absorção de luz. Cada tipo de citocromo no seu
estado reduzido (Fe 2+ ) possui três bandas de absorção na região do visível Grupos
prostéticos dos citocromos. Cada um deles consiste de quatro anéis de cinco átomos,
contendo nitrogênio numa estrutura cíclica chamada de porfirina. Os quatro átomos de
nitrogênio estão coordenados com um íon Fe central que pode estar na forma Fe 2+ ou
Fe 3+ . A ferro protoporfirina IX é encontrada nos citocromos do tipo b, na hemoglobina e
mioglobina O heme C está covalentemente ligado à proteína do citocromo c através de
ligações tioésteres de dois resíduos de Cis. O heme A, encontrado nos citocromos do
tipo a, possui uma longa cauda isoprenóide ligada a um dos anéis de cinco átomos. O
sistema de dupla ligação conjugada (sombreada em vermelho) do anel da porfirina é
responsável pela absorção da luz visível por estes hemes.
As proteínas ferro-enxofre Rieske (denominadas após sua descoberta) são uma
variação neste tema, onde um átomo de Fe está coordenado a dois resíduos de His ao
invés de dois resíduos de Cis. Todas as proteínas ferro-enxofre participam de
transferências de um elétron onde cada átomo de ferro do arranjo ferro-enxofre está
oxidado ou reduzido. Pelo menos oito proteínas ferro-enxofre funcionam na transferência
de elétrons da mitocôndria. O potencial de redução das proteínas ferro-enxofre varia de –
0.65 V a +0.45 V, dependendo do microambiente do ferro na proteína.

Vitaminas lipossolúveis
Lipossolúveis: Vitaminas insolúveis em água e solúveis em lipídios e solventes orgânicos
A (retinol)
D (calciferol)
E (tocoferol)
K (fitomenadiona, filoquinona, menadiona e menaquinona)

Vitamina A: Termo genérico que identifica, Retinol, Retinal, Ácido Retinóico


• Nos vegetais é encontrada como uma pró- vitamina A B-caroteno e outros carotenóides que Podem ser

convertidos em retinol na mucosa intestinal


• Carência de Vitamina A: Principais sintomas • Cegueira noturna • Pele seca • Disfunção Imune • Rara no
Mundo industrializado Principal causa de cegueira nas zonas de pobreza

•  precursor imediato de dois metabólitos ativos importantes:


- Retinal: que desempenha um papel crítico na visão;
- ácido retinóico: que funciona como um mensageiro intracelular que regula a transcrição de diversos genes.
• A vitamina A não é encontrada em plantas, mas muitos vegetais contêm carotenóides, como o B-caroteno,
que pode ser convertido à vitamina A no intestino ou em outros tecidos.
Vitamina D :
Esteróides que apresentam função hormonal
Fontes: Ergocalciferol e Calciferol Intermediários do metabolismo do colesterol
Organismo possui capacidade de produzir desde que exposto ao sol tempo suficiente Obtida a partir do 7-
deidrocolesterol na pele
Hidroxilação no fígado e rins para levar para forma ativa
Ergocalciferol (D2 )  plantas
Precursor endógeno  7-desidrocolesterol
Colecalciferol (D3 )  tecidos animais
Deficiências: Raquitismo: ocorre em crianças com deficiência de vitamina D. Distúrbios na calcificação das
cartilagens, ossos deformados. Osteomalácia: deficiência de vitamina D em adultos.
Vitamina K:
Fundamental para possibilitar que os fatores II, VII, IX, X da coagulação sangüínea possam
interagir com o cálcio qdo a cascata de coagulação for ativada
Proteínas sintetizadas na forma inativa e sua atividade é dependente carboxilações dependentes da
vitamina K
Ocorre a formação de um resíduo y-carboxiglutamato
Facilita a ligação da protrombina com o cálcio e sua posterior interação com as plaquetas.
Sua absorção é dependente da absorção de gorduras
fontes :Sintética, Plantas e algas, Bactérias
Deficiência: Muito rara, exceto em pessoas que possuem dificuldade de absorção de lipídeos (ex.
Doença Crohn) ou pela destruição da flora intestinal Sintoma: Hemorragia.
Vitamina E
Mistura de diversos compostos conhecidos como tocoferóis, sendo o α-tocopherol o principal.
Nozes, azeite,ovos
Biossíntese de ácidos graxos
• A síntese de ácidos graxos ocorre no estado alimentado, quando a razão insulina/glucagon
está aumentada
• Glicose (principalmente) e o esqueleto carbonado de excesso de aminoácidos, são desviados
para a síntese de ácidos graxos.

A digestão dos lipideos da dieta começa no estomago e continua no intestino delgado. A natureza hidrofobica dos
lipedos exige que os lipideos da dieta – particularmente aqueles que contem acidos graxos de cadeia longa
(AGCL) sejam emulsificados para uma degradação eficiente. Os triglicerois(TAG) obtidos do leite contem acidos
graxos de cadeia curta ou media que podem ser dragadados no estomago pelas lipases acidas ( lipases lingual e
gastrica). Esteres de colesterol(EC), fosfolipideos(FL) e TAG e contendo AGCL são degradados no intestino
delgado por enzimas secretadas pelo pancreas. As mais importantes dessas enzimas são a lipase pancreatica, a
fosfolipase A2 e a colesterol-esterases. Os lipideos da dieta são emulsificados no intestino delgado usando a ação
peristaltica e os sais biliares, os quais servem como detergentes. Os produtos resultantes da degradação enzimatica
dos lipideos da dieta são 2-monoaciglicerol, colesterol não esterificado e acidos graxos livre ( mais alguns
fragmentos resultantes da digestão dos FL). Esses compostos, mais as vitaminas lipossoluveis, formam as micelas
mistas, que facilitam a absorção dos lipideos da dieta pelas celulas da muscosa intestinal ( enterócitos). Essas
celulas sintetizam novamente TAG,EC e FL, também sintetizam proteinas ( apolipoproteina B-48). Todos esses
compostos são então associados com as vitaminas lipossoluveis, formando os quilomicra. Essas particulas de
lipoproteinas sericas são liberadas pela linfa, a qual as transporta até o sangue. A seguir, os lipideos da dieta são
transportados para os tecidos perifericos. A deficiencia na capacidade de degradar os componentes dos quilomicra
ou remover os seus remanescentes após a remoção dos TAG resulta em hipercolesteromia massiva.