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CEEE−GT ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

COMPANHIA ESTADUAL DE
GERAÇÃO E TRANSMISSÃO CRITÉRIOS DE PROJETOS EXECUTIVOS
DE ENERGIA ELÉTRICA
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS
ÁREA DA TRANSMISSÃO
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CRITÉRIOS DE PROJETOS EXECUTIVOS

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS


EXECUTIVOS EM SUBESTAÇÕES

Elaborado por: Verificado por: Aprovado por:


AT/DNET/DP/SPE AT/DNET/DP/SPE AT/DNET/DP/SPE
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ÍNDICE

1. GERAIS ......................................................................................8

2. PROJETO CIVIL.........................................................................9

2.1. FUNDAÇÕES 10
2.1.1. Fundação Direta ....................................................................................... 10
2.1.1.1. Destinada a Estruturas Metálicas ............................................................... 10
2.1.1.2. Destinada a Estruturas Pré-Moldadas ........................................................ 11
2.1.1.3. Destinada a Disjuntores.............................................................................. 11
2.1.2. Fundação Estaqueada.............................................................................. 11
2.1.3. Fundação do Transformador, Linha de Transferência e Sistema de
Coleta e Separação do Óleo. ................................................................... 12
2.1.3.1. Fundação do Transformador e Linha de Transferência .............................. 12
2.1.3.2. Sistema de Interligação da Caixa Coletora à Caixa Separadora de Óleo .. 13
2.1.3.3. Caixa Separadora de Óleo ......................................................................... 13
2.2. ESTRUTURAS 14
2.2.1. Esforços de dimensionamento ............................................................... 14
2.2.2. Estruturas Pré-fabricadas em Concreto Armado: ................................. 16
2.2.2.1. Identificação das peças das estruturas pré-moldadas ................................ 18
2.2.3. Estruturas Metálicas................................................................................. 18
2.2.3.1. Identificação das peças das estruturas metálicas ...................................... 19
2.3. PAREDE CORTA-FOGO 20
2.4. CANALETAS, BANCO DE DUTOS, CAIXAS DE PASSAGEM E LEITO DE
CABOS 20
2.5. CERCAS, MUROS, PORTÕES E ACABAMENTOS. 22
2.5.1. Cercas........................................................................................................ 22
2.5.2. Muros ......................................................................................................... 23
2.5.3. Portões ...................................................................................................... 23
2.5.4. Acabamentos ............................................................................................ 24
2.6. EDIFICAÇÕES 24
2.6.1. Prédio de Comando .................................................................................. 25
2.6.1.1. Projeto Arquitetônico .................................................................................. 25
2.6.1.2. Projeto Estrutural ........................................................................................ 27
2.6.1.3. Iluminação e Tomadas ............................................................................... 27
2.6.1.4. Telecomunicações ...................................................................................... 32
2.6.1.5. Projeto Hidrossanitário: .............................................................................. 33
2.6.1.6. Instalações Prediais de Água Fria .............................................................. 33
2.6.1.7. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários ................................................ 33
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2.6.1.8. Climatização da Casa de Comando ........................................................... 34


2.6.2. Prédio para Depósito................................................................................ 35
2.6.3. Prédio de Manutenção ............................................................................. 36
2.6.3.1. Projeto Arquitetônico .................................................................................. 36
2.6.3.2. Projeto Estrutural ........................................................................................ 37
2.6.3.3. Iluminação e Força ..................................................................................... 38
2.6.3.4. Projeto Hidrossanitário ............................................................................... 38
2.6.3.5. Instalações Prediais de Água Fria .............................................................. 38
2.6.3.6. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários ................................................ 39
2.6.4. Prédio de Gerador .................................................................................... 39
2.6.4.1. Projeto Arquitetônico .................................................................................. 40
2.6.4.2. Projeto Estrutural ........................................................................................ 40
2.6.4.3. Iluminação e Força ..................................................................................... 41
2.6.4.4. Projeto Hidrossanitário: .............................................................................. 41
2.6.5. Guarita para Vigilância ............................................................................. 41
2.7. DRENAGEM 42
2.7.1. Tubos de Concreto: .................................................................................. 44
2.7.2. Tubos flexíveis de PEAD (de forma corrugada espiralada): ................. 44
2.7.3. Caixas e Outros Detalhes: ....................................................................... 45
2.8. TERRAPLENAGEM E PAVIMENTAÇÃO 46
2.8.1. Acesso Principal ....................................................................................... 47
2.8.2. Arruamento ............................................................................................... 47
2.9. SONDAGEM 47

3. PROJETO CIVIL – DESENHOS, MEMÓRIAS, RELATÓRIOS,


TABELAS E LISTA DE MATERIAIS. .......................................48

3.1. Levantamento em Campo para Conferência e Levantamento Topográfico


Planialtimétrico 50
3.2. Fundações e Canaletas - Planta 51
3.3. Canaletas, Banco de Dutos, Caixas de Passagem, Leitos de Cabos e
Galerias 52
3.4. Sondagem SPT 52
3.5. Terraplenagem 52
3.6. Estruturas de Contenção 53
3.7. Drenagem 53
3.8. Fundações 53
3.9. Estruturas Pré-moldadas de Concreto 54
3.10. Estruturas Metálicas 55
3.11. Diagramas de Esforços 55
3.12. Parede Corta-Fogo 56
3.13. Edificações (prédios) 57
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3.14. Pavimentação, Acessos e Arruamentos 58


3.15. Cercas, Muros e Portões 58
3.16. Manual de Manutenção Civil 58

4. PROJETO ELETROMECÂNICO ..............................................60

4.1. ALTERNATIVAS DE ALIMENTAÇÃO DO TRANSFORMADOR DE


SERVIÇOS AUXILIARES, A PARTIR DO TERCIÁRIO DO
TRANSFORMADOR DE FORÇA 60
4.1.1. Com uso de Disjuntor, ao tempo: ........................................................... 60
4.1.2. Com uso de Disjuntor, em Cubículo: ...................................................... 61
4.2. INSTALAÇÃO DE TRANSFORMADOR DE SERVIÇOS AUXILIARES 62
4.3. ISOLAMENTO 62
4.4. CONEXÕES 65
4.5. INTERLIGAÇÃO 66
4.6. ACESSO DE VEÍCULOS 68
4.7. DIMENSIONAMENTO DE BARRAMENTOS 68
4.7.1. Características Técnicas Gerais ............................................................. 68
4.7.2. Dimensionamento Elétrico ...................................................................... 69
4.7.2.1. Barramentos Flexíveis, Rígidos e de Cobertura ......................................... 69
4.7.3. Dimensionamento Mecânico ................................................................... 71
4.7.3.1. Barramentos Rígidos .................................................................................. 71
4.7.3.2. Barramentos Flexíveis ................................................................................ 73
4.8. DIMENSIONAMENTO DE CABOS ISOLADOS DE MT E AT 77
4.8.1. Cabos Isolados de média tensão ............................................................ 77
4.8.2. Cabos Isolados 69/138/230 kV ................................................................. 79
4.9. INTERFERÊNCIAS 81
4.9.1. Campo Elétrico e Campo Magnético....................................................... 81
4.9.2. Rádio-Interferência e TVI ......................................................................... 82
4.9.3. Ruído Audível ........................................................................................... 83
4.9.4. Corona Visual ........................................................................................... 83
4.9.5. Memória de Cálculo do Campo Elétrico e Magnético ........................... 83
4.9.6. Memórias de Cálculo de Rádio Interferência e “TVI”, Ruído Audível e
Corona Visual ........................................................................................... 84
4.9.7. Medições ................................................................................................... 85
4.10. SISTEMA DE ATERRAMENTO 85
4.10.1. Malha de aterramento da SE.................................................................... 85
4.10.2. Malha de Aterramento da Casa de Comando, e aterramento dos
equipamentos instalados no interior da casa de comando: ................. 86
4.10.2.1. Aterramento dos painéis de comando e Oscilografia ................................. 87
4.10.2.2. Aterramento de Painéis de Serviços Auxiliares CA .................................... 87
4.10.2.3. Aterramento de Painéis de Serviços Auxiliares CC .................................... 88
4.10.2.4. Aterramento de Baterias ............................................................................. 88
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4.10.3. Conexões .................................................................................................. 89


4.10.4. Aterramento de Eletrodutos .................................................................... 89
4.10.5. Aterramento de Cerca com Tela Metálica e Portões ............................. 89
4.10.6. Aterramento das Canaletas de Pátio ...................................................... 90
4.10.7. Aterramento de Trilhos ............................................................................ 90
4.10.8. Aterramento de Equipamentos ............................................................... 90
4.10.9. Aterramento de Pilares e Vigas ............................................................... 93
4.10.10. Aterramento de Colunas de Isoladores 15/25 kV ................................... 94
4.10.11. Aterramento de Cadeias de Ancoragem e Suspensão.......................... 95
4.10.12. Memória de Cálculo da Malha de Terra .................................................. 96
4.10.13. Relatório de pontos de medição de resistividade do solo .................... 96
4.10.14. Sistema de Blindagem ............................................................................. 97
4.10.14.1. Blindagem da Subestação (SPDA) - Equipamentos, Barramentos,
Estruturas ................................................................................................... 97
4.10.14.2. Blindagem de Edificações (SPDA) ............................................................. 98
4.11. ILUMINAÇÃO E TOMADAS NO PÁTIO 100
4.11.1. Sistema de Iluminação ........................................................................... 100
4.11.2. Sistema de Tomadas .............................................................................. 101
4.11.3. Caixas de Passagem e Centros de Controle de Iluminação e Tomadas102
4.12. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL INDUTIVO E CAPACITIVO (TP E
TPC): 103
4.13. BANCO DE CAPACITORES 230KV: 103
4.14. BANCO DE CAPACITORES 23KV/13,8KV: 104
4.15. ELETRODUTOS PARA PASSAGEM DE CABOS, POR EQUIPAMENTO:104

5. PROJETO ELETROMECÂNICO - DESENHOS, MEMÓRIAS,


RELATÓRIOS, TABELAS E LISTA DE MATERIAIS .............107

5.1. LEVANTAMENTO EM CAMPO PARA CONFERÊNCIA 108


5.2. DISPOSIÇÃO DA SUBESTAÇÃO NO TERRENO 108
5.3. ARRANJO GERAL - PLANTA 108
5.4. ARRANJO GERAL - CORTES 109
5.5. REDE AÉREA - CORTES 109
5.6. REDE AÉREA - LISTA DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS 110
5.7. DETALHES DE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS, CAIXAS DE
PASSAGEM, CADEIAS DE ANCORAGEM, ISOLADORES SUPORTES E
BLINDAGENS 110
5.8. DETALHES DE INSTALAÇÃO - LISTA DE MATERIAIS 110
5.9. MALHA DE TERRA – ARRANJO GERAL - PLANTA 111
5.10. MALHA DE TERRA - DETALHES – “DESENHOS COMPLEMENTARES”111
5.11. MALHA DE TERRA - LISTA DE MATERIAIS 112
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5.12. SISTEMA DE BLINDAGEM (SPDA) – PLANTA 112


5.13. SISTEMA DE BLINDAGEM (SPDA) – CORTES 112
5.14. SPDA – PREDIO DE COMANDO – PLANTA E ELEVAÇÕES 112
5.15. SPDA – PREDIO DE COMANDO – DETALHES 113
5.16. SPDA – PREDIO DE COMANDO – LISTA DE MATERIAIS 113
5.17. ILUMINAÇÃO E TOMADAS - ARRANJO GERAL - PLANTA 113
5.18. ILUMINAÇÃO E TOMADAS - ESQUEMÁTICOS / QUADRO DE CARGAS114
5.19. ILUMINAÇÃO E TOMADAS – DETALHES DE INSTALAÇÃO 114
5.20. ILUMINAÇÃO E TOMADAS - LISTA DE MATERIAIS 114
5.21. MEMÓRIA DE CÁLCULO – DIMENSIONAMENTO DO GERADOR DE
EMERGÊNCIA 115

6. PROJETO ELÉTRICO ............................................................ 116

6.1. CABOS PARA CIRCUITOS DE FORÇA CA E CC 116


6.2. CABOS PARA CIRCUITOS DE ACIONAMENTO, COMANDO, PROTEÇÃO
E CONTROLE 117
6.3. INSTALAÇÃO DE NOVO TERMINAL/SISTEMA DE PROTEÇÃO, EM SE
EXISTENTE 118
6.4. APRESENTAÇÃO DE DESENHOS, LISTA DE MATERIAIS 119
6.4.1. Projeto Elétrico – desenhos e planilhas ............................................... 119
6.4.2. Painéis Esquemas Elétricos .................................................................. 119
6.4.3. Diagrama Unifilar Simplificado .............................................................. 119
6.4.4. Unifilares e Trifilares - Completos ........................................................ 120
6.4.5. Funcionais............................................................................................... 120
6.4.6. Projeto de Software ................................................................................ 121
6.4.7. Rota de Cabos – Canaletas/Eletrodutos - Planta ................................. 121
6.4.8. Planilha de “Rotas de Lançamento de Cabos” .................................... 121
6.4.9. Planilha de Lançamento de Cabos – Lista de Cabos .......................... 121
6.5. CONSIDERAÇÕES DIVERSAS – PROJETO ELÉTRICO 123
6.5.1. Atualização dos projetos ....................................................................... 123
6.5.2. Caixas de Ligação de Módulo ............................................................... 123
6.5.3. Padronização de TAG’s de identificação nos cabos ........................... 124

7. PROJETO - SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO127

7.1. PROJETO DE INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE EXTINTORES DE


INCÊNDIO 127
7.2. APRESENTAÇÃO DE DESENHOS, LISTA DE MATERIAIS 128
7.2.1. Sistema de Proteção Contra Incêndio - Planta .................................... 128
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7.2.2. Sistema de proteção Contra Incêndio - Detalhes ................................ 129


7.2.3. Sistema de Proteção Contra Incêndio – Memória de Cálculo ............ 129

8. PROJETO ESPECIAL DE SEGURANÇA PERIMETRAL ......130

8.1. CONCERTINA 130


8.2. CERCA ELÉTRICA 130

9. PROJETO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO .....133

10. TELECOM ..............................................................................134


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1. GERAIS

Quaisquer divergências e/ou propostas para itens não definidos neste


documento (e referenciados) devem ser justificados tecnicamente quando da
apresentação dos Projetos Executivos para fins de análise pela CEEE-GT.
Quando se tratar de ampliações de subestações existentes, deve ser
observado o padrão já adotado na instalação.
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2. PROJETO CIVIL

CONSIDERAÇÕES GERAIS:
Os critérios de projeto abaixo relacionados devem ser observados, quando
aplicáveis, de acordo com o Caderno de Informações Gerais.
Todos os projetos devem seguir os preceitos das normas vigentes da ABNT.
Para os esforços resultantes da ação do vento deverá ser considerando
velocidade básica de 45 m/s e fator estatístico S3 = 1,10. Para os demais fatores e
coeficientes de forma deverá ser seguido a NBR 6123, salvo casos especiais.
Para todos os tipos de concreto (simples, armado, pré-moldado, impermeável,
estacas, etc.) deverá ser utilizado: relação água/cimento em massa ≤ 0,55; fck ≥ 30 MPa,
salvo em casos especiais.
As tampas de canaletas, drenagem, passagem, etc., devem ser especificadas
em concreto armado utilizando brita 0. Para a Fundação do Transformador e Caixa
Separadora de Óleo, deve ser especificado concreto armado utilizando brita 1, devido à
alta taxa de armadura.
Nas obras de ampliações de Subestações as estruturas de Pórticos
(metálicos ou pré-moldados em concreto armado) devem, obrigatoriamente, seguir o
padrão existente no local. Para estruturas de Equipamentos e IP’s deve-se dar
preferencia à utilização do padrão local.
A tabela abaixo apresenta as cotas referenciais da subestação para novas
instalações (cota de topo ou conforme indicado).
Tabela 2.1-1 Cotas referenciais da Subestação

Descrição Cota (m)


Terraplenagem (nível do solo) 0,00
Fundação de Transformador e Linha Transferência (topo do trilho TR-57) +0,17
Fundação de Estrutura Metálica +0,25
Fundação de Estrutura Pré-Moldada 0,00
Tampas de Canaletas +0,20
Tampas de Canaletas Rebaixadas Reforçadas +0,10
Banco de dutos 0,00
Tampas de Drenagem +0,20
Prédio de Comando – piso interno acabado +0,60
Prédio de Comando – topo de viga de fundação +0,55
Prédio de Comando – vão livre entre piso acabado e fundo de laje/viga +3,00
(“pé direito livre”)
Prédio de Comando – canaleta (fundo) 0,00
Observação: nas ampliações em que envolver fundação de transformador e
linha de transferência, deve ser seguido o padrão de cotas do local.
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2.1. FUNDAÇÕES

As fundações a serem utilizadas em subestações da CEEE-GT, padronizadas


ou não, devem ser do tipo direta (também denominada superficial ou rasa) ou profunda,
conforme definição da NBR6122. As Normas NBR6118, NBR8044, NBR8681, NBR9061 e
NR18 também devem ser observadas para fins da elaboração do projeto.
As cargas e a segurança nas fundações devem ser determinadas conforme
Norma, adotando-se, ou fator de segurança global, ou fatores de segurança parciais. Os
tipos de camadas e os demais parâmetros geotécnicos dos solos de cada fundação,
obrigatoriamente, devem ser obtidos a partir da sondagem geotécnica realizada no local
da subestação. As correlações utilizadas devem ser justificadas nas Memórias de Cálculo.
Para o cálculo de fundações deve ser utilizado concreto conforme
especificado nas Considerações Gerais. Deve ser previsto lastro de regularização de
concreto segundo a mesma especificação e aplicado nas situações previstas em Norma.
Fica dispensada a apresentação da memória de cálculo estrutural das
fundações quando forem utilizadas fundações diretas padronizadas CEEE-GT. Entretanto,
não fica dispensada a apresentação da memória de cálculo geotécnica.
Preferencialmente devem ser utilizadas nas Subestações da CEEE-GT as
fundações do tipo diretas. Quando os testes indicarem que o solo na cota de
assentamento da fundação apresentar resistência insuficiente, deve ser adotado o
melhoramento do solo através da substituição de solo local por solo de jazida externa com
maior capacidade de suporte (de melhor qualidade).Quando a utilização de fundações
diretas for inviável (melhoria do solo não satisfatória ou muito onerosa), devem ser
adotadas fundações profundas (estacas).
Deve sempre ser projetada a solução de fundação que apresente o menor
custo global (solução completa), sem prejuízo técnico e funcional. Solução completa deve
ser entendida como: (i) bloco; (ii) sapata; ou (iii) estaca mais bloco.
As fundações que ficarem com partes expostas (acima da cota do solo)
devem ter esta parte pintada na cor concreto, com base de selador acrílico e duas
demãos de tinta acrílica.
Observação: Será aceita a utilização de fundação em blocos pré-moldados de
concreto simples ou sapatas pré-moldadas em concreto armado, para equipamentos
como: isoladores de pedestal, para-raios, transformadores de corrente e de potencial,
seccionadores e bobinas de bloqueio. Tais fundações devem ser submetidas à Inspeção
em Fábrica.

2.1.1. Fundação Direta

2.1.1.1. Destinada a Estruturas Metálicas


As fundações utilizadas para apoiar estruturas metálicas de equipamentos e
pórticos, serão, prioritariamente, do tipo bloco de concreto simples com faces planas. A
cota superior dos blocos deverá ficar a +25 cm (cota 0,25 m) em relação à cota de
terraplenagem (cota 0,0 m).
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A face superior destas fundações deve ser desempenada na concretagem e


devem ser previstas ranhuras no concreto para facilitar o escoamento da água, evitando
assim seu acúmulo junto à estrutura metálica.
Estes blocos devem prever cavas/nichos para fixação dos chumbadores das
estruturas metálicas.
Quando necessária a passagem de eletrodutos provenientes de Caixas de
Comando, Caixas de Terminais, etc., devem ser previstos espaços/rasgos na fundação
para a passagem dos mesmos.

2.1.1.2. Destinada a Estruturas Pré-Moldadas


As fundações utilizadas para estruturas de concreto armado pré-moldadas de
equipamentos e pórticos, serão dos tipos bloco ou sapata, ambos em concreto armado,
com cálice ,para encaixe da estrutura pré-fabricada.
A cota superior da fundação deverá ser a mesma da cota de terraplenagem
(cota 0,0 m).
Quando necessária a passagem de eletrodutos provenientes de Caixas de
Comando, Caixas de Terminais, etc., devem ser previstos espaços/rasgos na fundação
para a passagem dos mesmos.

2.1.1.3. Destinada a Disjuntores


No caso específico de Disjuntores deve ser sempre adotada fundação
armada. A cota superior da fundação deve ser definida a partir do desenho do disjuntor,
respeitando as distâncias mínimas de segurança sendo, no mínimo, +25 cm (cota 0,25 m)
em relação à cota de terraplenagem (cota 0,0 m).
De acordo com o desenho do fabricante deve ser previsto projeto para a
fundação da escada do disjuntor, o projeto da própria escada (caso a mesma não faça
parte do escopo do Fabricante) e o projeto das canaletas de interligação dos cabos de
comando entre os pólos do disjuntor.

2.1.2. Fundação Estaqueada

Devem ser utilizados apenas dois tipos de estaqueamento: estaca pré-


moldada ou estaca escavada. As estacas pré-moldadas podem ser de concreto armado
(conforme NBR9062) ou de aço (perfis laminados ou trilhos). As estacas escavadas
devem ser de concreto armado, no sistema hélice contínua ou no sistema escavado a
trado mecânico.
Para estacas pré-moldadas de concreto, a seção mínima a ser adotada deve
ser a estaca quadrada com 16 centímetros de aresta e comprimentos unitários de 6, 8, 10
ou 12 metros. O projeto deve prever a otimização dos comprimentos unitários que
compõem a estaca pré-moldada, considerando a definição da sua cota de arrasamento.
Caso existam esforços de tração não poderão ocorrer emendas (alterar dimensões ou
concepção estrutural), salvo em casos especiais onde estas deverão ser soldadas.
Para estacas escavadas, a seção mínima a ser adotada deve ser a estaca
circular com 30 centímetros de diâmetro. As estacas escavadas submetidas a esforços
horizontais ou a esforços de tração devem ser integralmente armadas. As estacas
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escavadas submetidas apenas a esforços de compressão poderão ser armadas apenas


com os ferros de ligação com o bloco (armadura de fretagem), desde que adequadamente
verificada à flambagem.
O cálculo da carga admissível das fundações profundas deve seguir o
disposto na Norma. Recomenda-se que sejam apresentados os cálculos e os resultados
de, no mínimo, dois métodos semi-empíricos consagrados, como Aoki-Veloso e Decourt-
Quaresma.
Quando forem utilizadas estacas, devem ser previstos blocos de coroamento
rígidos armados. Não será permitido o dimensionamento de blocos flexíveis.
Esforços horizontais devem ser absorvidos por grupos de estacas (em
número par).
Deve ser apresentada verificação entre a carga na estaca, ou grupo de
estacas, e a capacidade estrutural da estaca e de suporte do solo.
Os detalhes e memória de cálculo da estaca devem ser apresentados junto
com o desenho do bloco.

2.1.3. Fundação do Transformador, Linha de Transferência e Sistema de Coleta


e Separação do Óleo.

2.1.3.1. Fundação do Transformador e Linha de Transferência


A fundação do transformador pode ser dimensionada pela teoria das “vigas
assentes em meio elástico”, ou outra, desde que aprovado pela CEEE – GT.
A cota superior da base dos transformadores e linha de transferência deve ser
a cota +10cm em relação à cota de terraplenagem. No caso de ampliações destas
fundações as cotas superiores serão iguais às existentes.
A linha de transferência deve ter dimensões e localização que facilitem a
descarga e a substituição do transformador sendo definida no projeto Eletromecânico –
“Arranjo Geral – Planta”.
A linha de transferência poderá ser em vigas estaqueadas ou em lajes sobre
meio elástico. Em casos especiais, sobre dormentes pré-moldados de concreto, seguindo
o padrão CEEE-GT. Os dormentes deverão ser pintados na cor concreto.
Os trilhos usados nas fundações de transformadores e linhas de transferência
devem ser do tipo TR-57. No caso de ampliações destas fundações devem ser utilizados
o mesmo tipo de trilho existente.
Ao se unificar linhas de transferência que contemplem transformadores de
diferentes pesos, deve ser avaliada a necessidade de troca do trilho existente.
Deve ser previsto trilho soldado nas extremidades da Linha de Transferência
e da Fundação do Trafo para a movimentação do Transformador, conforme abaixo:
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A fundação do transformador deve contemplar um sistema de coleta de óleo,


com caixa coletora interligada à caixa separadora de óleo.
A Caixa Coletora de Óleo deve ser em concreto armado e preenchida com
brita n° 03 (NBR 13231). Deve ter dimensões que excedam em 0,5m a projeção do
equipamento e o seu volume total deve ser no mínimo de 50% do volume de óleo contido
no respectivo equipamento. O volume útil, após a colocação da pedra britada, deve ser no
mínimo de 20% do volume de líquido isolante. A profundidade da camada de pedra
britada deve ser no mínimo de 30 cm. Para os cálculos do volume total e volume útil
devem ser desconsiderados os primeiros 10cm da camada de brita.
O fundo da Caixa Coletora deve ter caimento no piso em direção ao ponto de
saída e deve ter um rebaixo neste ponto para facilitar a coleta da mistura água + óleo.
Neste ponto, deve ter uma grelha que impeça a passagem da brita. Deve ser projetada
uma Caixa de Inspeção, em concreto armado, externa, imediatamente ao lado da Caixa
Coletora. A interligação entre a Caixa Coletora e esta primeira Caixa de Inspeção deverá
ser com tubo de ferro fundido (classe K7), diâmetro ≥ 150mm.

2.1.3.2. Sistema de Interligação da Caixa Coletora à Caixa Separadora de Óleo


A interligação entre as Caixas de Inspeção, em concreto armado
impermeável, e a Caixa Separadora de Óleo, deve ser feita através de dutos de ferro
fundido (classe K7), diâmetro ≥ 150 mm, com junta elástica especial (borracha nitrílica
resistente a óleo). O número de Caixas de Inspeção é definido no Projeto Executivo e,
necessariamente, a cada troca de direção.
As tampas das Caixas de Inspeção devem ser particionadas para facilitar a
inspeção, e na face superior deve estar claramente identificado, em baixo relevo, a
palavra “ ”, na fonte StoneSans Bold na dimensão 32x10 cm centralizado.

2.1.3.3. Caixa Separadora de Óleo


A Caixa Separadora de óleo deve ser em concreto armado impermeável,
sendo composta por câmaras de entrada, de separação e de saída. O sistema de
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separação tem por finalidade separar a água e o óleo e recuperar o óleo eventualmente
derramado dos transformadores.
O volume a ser considerado para fins de dimensionamento deve ser de, no
mínimo, 110% do volume de óleo do maior transformador. Para garantir a eficiência da
separação, a câmara separadora deverá estar com, no mínimo, 50% do seu volume com
água. Deve ser previsto o arredondamento dos cantos internos verticais e horizontais com
argamassa de cimento e areia, traço 1:3. O vertedouro deve ter caimento para o tubo de
saída.
Devem ser previstos acessos às câmaras, com vão mínimo de 60x60 cm e
com escadas tipo marinheiro para acesso ao interior. As tampas dos acessos devem ser
particionadas e apoiadas na “chaminé” de acesso. As tampas devem estar posicionadas
com cota superior +0,20 m e deve ser identificada em baixo relevo, na face superior das
mesmas, a palavra “ÓLEO” para as tampas da câmara de armazenagem de óleo, a
palavra “ ” para a câmara de entrada e a palavra “ ” para a câmara de
saída. Prever ganchos nas tampas para facilitar a retirada das mesmas.
Deve ser previsto sinalização externa identificando o perímetro da caixa,
através de pilaretes de concreto pintado em amarelo e preto zebrado.
Para os locais onde o nível freático for elevado, deve ser considerado o
empuxo, o que deve ser minimizado com adoção de drenagem compatível.
Deve ser feito teste de estanqueidade, após a execução da caixa, com os
seguintes procedimentos: as câmaras devem ser cheias individualmente (uma por vez)
permanecendo cheias por 72 horas, após este período, caso ocorra uma variação no nível
igual ou maior a 1% da altura útil, a caixa deve ser impermeabilizada e novamente
testada.
Deve ser projetada uma Caixa de Inspeção externa, em concreto armado
impermeável, imediatamente ao lado do ponto de entrada da Caixa Separadora de Óleo.

2.2. ESTRUTURAS

2.2.1. Esforços de dimensionamento

Para fins de dimensionamento das Estruturas de Pórticos de Ancoragem,


Pórtico de Barramentos e Cabos de Cobertura, devem ser adotados os seguintes
Esforços de Carregamento Vertical (peso próprio), Transversal (vento) e Horizontal
(tração) por cabo condutor, cabo para-raios e isolador.
Tabela 2.2-1 Carregamentos Horizontais Mínimos por cabo condutor ou cabo para-raios

Carregamento Horizontal (tração)


Tipos de cabos mínimo por cabo condutor ou
cabo Para-raios (kgf)

Estruturas de Pórticos – Cabos do tipo: 230 kV 138 kV 69 kV


Ancoragem de Linhas de Transmissão – Condutor 1500 1200 800
Ancoragem de Linhas de Transmissão – Para-raios 500 500 350
Barramentos Internos da Subestação – Condutores 1000 800 550
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Barramentos Internos da Subestação – Para-raios 300 300 200

Tabela 2.2-2 Carregamentos Verticais e Transversais Mínimos para cabo de Alumínio

Cabo de Alumínio NU

Carregamento Carregamento
Tipo de
Condutor Vertical - Peso Transversal -
Condutor
próprio (kgf/m) Vento (kgf/m)
# 4/0 - Oxlip 0,2955 1,97
# 300 - Peony 0,419 2,38
# 336,4 - Tulip 0,4699 2,52
CA
# 477 - Cosmo 0,6663 3,00
# 636 - Orchid 0,8883 3,57
# 954 - Magnolia 1,3327 4,25
# 4/0 - Penguin 0,4332 2,13
# 300 - Pipper 0,6995 2,65
# 336 - Oriole 0,7846 2,81
# 397,5 - Ibis 0,8134 2,96
CAA
# 477 - Hen 1,1124 3,34
# 636 - Grosbeak 1,3028 3,75
# 715,5 - Starling 1,4659 3,98
# 954 - Cardinal 1,8282 4,53

Tabela 2.2-3 Carregamentos Verticais e Transversais Mínimos para cabo de blindagem

Condutor Utilizado no Sistema de Blindagem


Carregamento Carregamento
Condutor Vertical - Peso Transversal - Vento
Próprio (kgf/m) (kgf/m)
HS 3/8" 0,407 1,42

Tabela 2.2-4 Carregamentos Verticais Mínimos para isolador

Carregamento Vertical (peso


Isoladores próprio) mínimo por isolador
(kgf)
Estruturas de Pórticos – Cabos do tipo: 230 kV 138 kV 69 kV
Cadeia de Ancoragem 130 85 50
Cadeia de Suspensão 130 85 50
Isolador de Pedestal 190 125 75
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Tabela 2.2-5 Carregamentos Transversais Mínimos para isolador

Carregamento Transversal
Isoladores (vento) mínimo por isolador
(kgf)
Estruturas de Pórticos – Cabos do tipo: 230 kV 138 kV 69 kV
Cadeia de Ancoragem 89 56 34
Cadeia de Suspensão 89 56 34
Isolador de Pedestal 89 56 34

Todas as estruturas de concreto devem ser dimensionadas levando-se em


consideração os esforços no momento de içamento e também para possível carga
dinâmica (abalo sísmico).
O peso e demais cargas referentes aos equipamentos devem ser fornecidos
pelo fabricante. A carga acidental vertical considerada para as estruturas de
equipamentos será de 150 kgf correspondente ao peso de 2 (dois) homens sobre
qualquer parte das mesmas. A carga mínima horizontal de tração dos cabos é de 50 kgf.
Os projetos das estruturas devem prever dimensões mínimas que atendam aos esforços
solicitantes (peso do equipamento, carga de vento, carga acidental, trações, etc.).
O tipo de Estrutura a ser utilizada para pórticos e suportes de equipamentos,
metálica ou pré-fabricada em concreto armado, é definida no Projeto Básico
Para a continuação/sequencia de pórticos, em obras de ampliação, deverá
ser utilizado o mesmo tipo de estrutura existente na Subestação.

2.2.2. Estruturas Pré-fabricadas em Concreto Armado:

Os elementos pré-moldados devem ser pré-fabricados, ou seja, executados


industrialmente e sob rigoroso controle de qualidade.
Não serão aceitas soluções com a utilização de estruturas em concreto
protendido.
O presente item destina-se a orientar o projeto dos suportes para todos os
equipamentos (isoladores de pedestal, para-raios, transformadores de corrente, divisores
capacitivos de potencial, seccionadores, bobinas de bloqueio e disjuntores), postes,
pórticos de ancoragem e de barramento a serem utilizados nas subestações.
Sob sua responsabilidade a Contratada pode utilizar o projeto padrão CEEE-
GT adequado ao projeto específico da Subestação, ou qualquer outro de sua autoria
desde que aprovado pela CEEE-GT.
O material a ser considerado no projeto é aço CA 50 e CA 60 e o concreto
conforme especificado nas Considerações Gerais. Para lastros de regularização deve ser
usado concreto simples.
No caso de apresentação de novos Projetos de estruturas de concreto para
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Pórticos de Ancoragem e Barramentos devem ser apresentadas as respectivas memórias


de cálculo. Também devem ser apresentados os “Diagramas de Esforços” na forma de:
planta e cortes ou “Isométrico de Esforços”, onde estejam identificados todos os esforços,
devidamente quantificados, relativos à: trações, pesos dos equipamentos, pesos das
colunas dos isoladores de pedestal, peso dos cabos e cadeias, pesos próprios das vigas
e pilares, cargas acidentais, esforços devido ao vento nos: cabos, coluna de isolador
pedestal, equipamentos, cargas acidentais, esforço devido ao vento nas vigas/pilares, etc.
A apresentação do “Diagrama de Esforços” é necessária mesmo quando
utilizados os projetos padrão CEEE-GT de Pórticos de Ancoragem e Barramentos.
Deve ser previsto em cada pilar de Pórtico de Ancoragem, na face em que
será engastada a viga, a 1,80 m acima da mísula, a instalação de um olhal de aço
galvanizado para a fixação e instalação do cabo de aço HS 3/8" que servirá de linha de
vida horizontal. Prever também furo de diâmetro 32 mm à 10 cm do topo do pilar no
sentido de chegada da linha e furo de diâmetro 32 mm à 20 cm do topo do pilar no sentido
de apoio da viga, para instalação de parafuso olhal, para fixação de cabos de cobertura.
Nos Pórticos de Ancoragem devem ser previstas almofadas de elastômero
(“neoprene”) na mísula do pilar para o assentamento da viga.
Também deve ser previsto em pelo menos um dos pilares de Ancoragem, de
cada alinhamento, a instalação de uma escada para acesso às vigas superiores, O
detalhamento desta escada e sua fixação ao pilar deverá ser objeto do projeto executivo.
Os suportes pré-moldados de concreto armado para equipamentos, do tipo
pilar com laje superior, devem ser projetados e confeccionados em peça única. Devem
ser previstos os rasgos na laje superior dos suportes de TC’s,TP’s,TPC’s e PR’s para a
fixação de perfis metálicos os quais fazem a transição entre o suporte de concreto e o
equipamento. Tais perfis devem ser detalhados no mesmo desenho do suporte de
concreto armado.
Os suportes pré-moldados de concreto armado para seccionadores 230kV e
138kV (Abertura Vertical, Abertura Central e Dupla abertura Lateral) devem seguir o
modelo utilizado pela CEEE-GT, ou seja, são compostos por 06(seis) pilares e 02(duas)
vigas. Os suportes de concreto pré-moldado de concreto armado para seccionadores
69kV (Abertura Vertical, Abertura Central e Dupla Abertura Lateral) devem seguir o
modelo utilizado pela CEEE-GT, ou seja, são compostos por 04(quatro) pilares e 02(duas)
vigas.
Antes do içamento, as estruturas de concreto devem ser pintadas na cor
concreto, com base de selador acrílico e duas demãos de tinta acrílica. Após o içamento
devem ser feitos os retoques necessários.
Na hipótese de determinadas peças de concreto exigirem o emprego de
armaduras com comprimento superior ao limite comercial de 12 (doze) metros, as
emendas decorrentes deste fato obedecerão, rigorosamente, ao prescrito sobre o assunto
na NBR6118 e NBR9062 e nos projetos executivos.
A seção transversal dos Postes deve ser circular e a resistência nominal
mínima dos mesmos é de 600kgf para os setores de13,8kV e 23kV, relativamente aos
Módulos de : Alimentadores, Transferência, Banco de Capacitores, TP’s e Serviços
Auxiliares. Nos Módulos de Entrada dos TR’s deve ser adotada a resistência mínima de
1000kg. Os Postes destinados exclusivamente a Cabos de Cobertura devem ter
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resistência nominal mínima de 1000kgf.


As alturas dos Postes, quando não especificadas no Projeto Básico, devem
ser apresentadas no Projeto Executivo e analisadas pela CEEE-GT.

2.2.2.1. Identificação das peças das estruturas pré-moldadas


As peças devem ser identificadas em local de fácil visualização, gravadas de
forma legível (baixo relevo), ou em uma chapa metálica zincada (a ser fixada no concreto
pelo fabricante), através das indicações listadas a seguir:
 CEEE-GT;
 nome do fabricante; data de fabricação; exemplo: 08/07/2012.
 comprimento em metros e resistência nominal (somente para os
postes);
 código da estrutura conforme a Tabela 2.2-6.

Tabela 2.2-6 Identificação das Estruturas de Concreto

Estrutura Sigla
Pilar Ancoragem 230 kV PA-230
Viga Ancoragem 230 kV VA-230
Pilar Barramento 230 kV PB-230
Seccionadores 230 kV SC-230
Para-raios 230 kV PR-230
Para-raios 230 kV Jusante Trafo PRJ-230
Transformador de Corrente 230 kV TC-230
Transformador Potencial 230 kV TP-230
Transformador Potencial Capacitivo 230 kV TPC-230
Bobina de Bloqueio 230 kV BB-230
Isolador Pedestal 230 kV IP-230
Isolador Pedestal Duplo 230 kV IPD-230
Observação: para o caso de outras tensões (69 kV, 138 kV, etc.) deve
somente ser alterada a tensão na sigla.
Exemplo de como deve ser a identificação de um Pilar de Ancoragem 230 kV:
 “CEEE – Fabricante XYZ – 08/07/2012 – PA-230”
Exemplo de como deve ser a identificação de um Poste:
 “CEEE – Fabricante XYZ – 08/07/2012 – H=9m R=600”

2.2.3. Estruturas Metálicas

O presente item destina-se a orientar o projeto dos suportes metálicos para


todos os equipamentos (isoladores de pedestal, para-raios, transformadores de corrente,
divisores capacitivos de potencial, seccionadores e disjuntores) e pórticos de ancoragem
e barramento utilizados nas subestações.
Nas ampliações de Subestações os Pórticos de Ancoragem e Barramentos
devem ser compatíveis com os existentes utilizando-se os mesmos projetos dos pórticos
existentes.
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Para as estruturas dos demais equipamentos a Contratada poderá utilizar o


projeto padrão CEEE-GT adequado ao projeto específico da Subestação, ou qualquer
outro de sua autoria desde que aprovado pela CEEE-GT.
No caso de desenvolvimento de novos Projetos de estruturas metálicas para
Pórticos de Ancoragem e Barramento, devem ser apresentadas as respectivas memórias
de cálculo. Também devem ser apresentados os “Diagramas de Esforços” na forma de
Planta e Cortes ou Isométrico de Esforços, onde estejam identificados todos os esforços,
devidamente quantificados, relativos à: trações, pesos dos equipamentos, pesos das
colunas dos isoladores de pedestal, peso dos cabos e cadeias, pesos próprios das vigas
e pilares, esforços devido ao vento nos: cabos/cadeias, coluna de isolador pedestal,
equipamentos, cargas acidentais, esforço devido ao vento nas vigas/pilares, etc.
A apresentação do “Diagrama de Esforços” é necessária mesmo quando
utilizados os projetos padrão CEEE-GT de Pórticos de Ancoragem e Barramentos.
Para elaboração do projeto devem se considerados igualmente os requisitos
que compõem o Caderno Construção – Estrutura Metálica.
Na lista das peças não devem ser considerado as perdas de estruturas e para
a zincagem deverá ser considerado no máximo o valor de 5% do peso das estruturas.

2.2.3.1. Identificação das peças das estruturas metálicas


As peças devem ser identificadas em local de fácil visualização, gravadas de
forma legível (baixo relevo), através das indicações listadas a seguir:
 Símbolo do fabricante;
 código da estrutura conforme a Tabela 2.2-7.
Tabela 2.2-7 Identificação das peças das Estruturas Metálicas

Descrição Ident. Peça


Pilar Ancoragem PA*-NP
Viga Ancoragem VA*-NP
Pórtico Barramento PB*-NP
Viga Barramento VB*-NP
Seccionador SC*-NP
Para-raios PR*-NP
Transformador de Corrente TC*-NP
Transformador Potencial TPC*-NP
Isolador Pedestal IP*-NP
Isolador Pedestal Duplo IPD*-NP

NP = número da peça a ser gravado na mesma, conforme nº des. CEEE-GT


específico de cada estrutura. E o “*” deve ser alterado conforme a tensão:
 1 - para setor 230 kV;
 2 - para setor 138 kV;
 3 - para setor 69 kV;
Exemplo de como deve ser a identificação da peça 14 de um Pilar de
Ancoragem 230 kV:
 “PA1 - 14”
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Obs.: Os parafusos devem ser de cabeça hexagonal, rosca Whitworth e


deverão ser fornecidos com porcas e arruelas lisas.

2.3. PAREDE CORTA-FOGO

Quando na subestação estiverem previstos mais de um transformador e estes


não atenderem às distâncias de separação das tabelas 2 e 3 da NBR 13231, devem ser
previstas paredes corta-fogo entre os mesmos, e/ou entre estes e as edificações, formada
por estrutura portante composta por vigas e pilares em concreto armado, e paredes em
blocos de concreto ou concreto armado.
A parede tipo corta-fogo deve ser resistente ao fogo por 2 horas.
As paredes tipo corta-fogo construídas em materiais diferentes de bloco de
concreto ou concreto armado devem ter comprovadas sua capacidade de resistência de 2
horas ao fogo de óleo mineral em ambos os lados.
As dimensões devem ser estendidas em 0,3 m (altura) e 0,6 m (comprimento)
além dos componentes do transformador (Figura 5 da NBR 13231).
A distância livre mínima de separação física entre a parede e o equipamento
protegido deve ser de 0,5 m.
Os elementos em concreto armado devem apresentar cobrimento mínimo da
armadura de 5 cm.
Sendo a parede formada por blocos de concreto, os mesmos devem ser
preenchidos com areia ou concreto magro.
A parede deve receber base de selador e pintura com duas demãos de tinta
acrílica, cor concreto.
Devem ser capazes de suportar não menos que 25% da carga de vento total
de projeto à temperatura máxima de exposição ao fogo.
A parede, sofrendo colapso estrutural e caindo, não deve atingir edificações
ou bloquear rotas de fuga.
Em situações especiais, a critério da CEEE-GT, podem ser utilizadas paredes
corta-fogo em placas de concreto armado pré-moldadas, desde que comprovada
resistência a fogo por pelo menos 2 horas.

2.4. CANALETAS, BANCO DE DUTOS, CAIXAS DE PASSAGEM E LEITO DE


CABOS

As canaletas devem ser projetadas em tijolo a vista (21 furos), com


dimensões internas de: 25X15cm (CC0), 35X20cm (CC1) e 35X35cm (CC2). O tamanho
de canaleta a ser utilizado deve ser definido no Projeto Executivo. O fundo das canaletas
será em concreto simples de espessura 5 cm, assentado sobre uma camada de brita nº 2
de 10 cm de espessura, ao longo de toda extensão. Devem ser previstos drenos a cada
5m ligados por tubulação de PVC ao sistema de drenagem da subestação. As canaletas
devem ter o fundo com caimento para os drenos.
As tampas de canaletas devem ser em concreto armado com cota superior
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+20 cm acima da cota de terraplenagem. Devem possuir chanfros (1,5x1,5 cm) nas
laterais. Devem ter 5 cm de espessura e 25 cm de largura. A cada 4 tampas uma deverá
estar claramente identificada em baixo relevo, a palavra “ ”, na fonte StoneSans
Bold com tamanho 50x10 cm centralizado.

Nos locais onde for prevista a passagem de transporte pesado, as canaletas


devem ser substituídas por Banco de Dutos. Na transição entre canaletas e banco de
dutos, as canaletas devem ser projetadas mais profundas e com alargamento, ou com
caixa de passagem de concreto armado (em cada lado da via). O banco deve ser
constituído de dutos envelopados em concreto armado, capazes de suportar a carga
máxima por eixo dos veículos. O banco de dutos deve ser adequado às necessidades do
projeto eletromecânico. O diâmetro de cada duto deve ser 150 mm. A face superior do
banco de dutos deve receber pintura do tipo zebrada em amarelo e preto.
Devem ser devem ser utilizadas Canaletas Reforçadas (paredes e tampas),
rebaixadas, nos locais onde estejam previstos acessos para trânsito de veículos de
manutenção (Caminhão Caixa, Munck, Camioneta). As tampas destas canaletas
rebaixadas devem receber pintura do tipo zebrada em amarelo e preto.
As Caixas de Passagem para cabos de equipamentos devem ser em
alvenaria de tijolo a vista. As tampas destas caixas devem ser em concreto armado, com
cota superior +20 cm acima da cota de terraplenagem e deve estar claramente
identificado em baixo relevo, a palavra “ ”, na fonte StoneSans Bold com tamanho
40x10 cm centralizado.
Eventualmente as caixas de passagem podem ser em concreto armado,
devido as suas dimensões e/ou necessidades, devendo estar indicado em projeto. A
drenagem das caixas deve seguir o mesmo sistema da drenagem das canaletas.
Os Leitos de Cabos devem ser em areia e com tampas ao longo de toda a
sua extensão. As tampas devem ser em concreto armado com chanfros nas laterais e
devem ficar na cota +10 cm acima da cota de terraplenagem A face superior das tampas
deve receber pintura do tipo zebrada em amarelo e preto e deve estar claramente
identificado, em baixo relevo, a tensão dos cabos, como exemplo “ ”, ” ”,
” ”, na fonte StoneSans Bold com tamanho 40x10cm centralizado. A profundidade
do Leito e as alturas necessárias das camadas de areia estão definidas no itens 4.8.1 e
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4.8.2 dos Critérios de Projetos Eletromecânicos.

2.5. CERCAS, MUROS, PORTÕES E ACABAMENTOS.

2.5.1. Cercas

O projeto deve prever cercas com 2,50 m de altura, em tela e mourões


defletidos, circundando o limite de propriedade.
Deve ser previsto a colocação de placas de advertência (padrão CEEE) a
cada 40 metros ao longo da cerca.
Os mourões devem ser colocados alinhados à face interna da viga de
baldrame, com a deflexão voltada para dentro. Os mourões devem ter dimensões
mínimas 10x10 cm e devem ser instalados com espaçamento em torno de 2,50 m a 3,00
m, cravados no terreno e parcialmente engastados na viga.
Em todos os pontos de ângulo formados pelas cercas e aproximadamente a
cada 25m, devem ser colocados mourões esticadores de 20x20 cm fixados por blocos de
concreto no solo, com deflexão e altura igual aos demais mourões. Para esses mourões
esticadores prever utilização de escoras de concreto a 45°, colocadas de cada lado e na
mesma direção dos fios.
A viga de baldrame deve ter seção de 20x30 cm e ser provida de ganchos
espaçados de metro em metro para a fixação da tela.
Para dar rigidez à tela devem ser empregados 4 fios de arame galvanizado.
No braço inclinado superior, devem ser colocados 3 fios de arame farpado. Os materiais a
serem usados nas cercas possuem as seguintes características:
 Mourão de concreto armado, seção mínima de 10x10 cm, altura
total de 3,10 m e deflexão de 45°;
 Mourão de concreto armado, seção 20x20 cm, altura total 3,10 m e
deflexão 45º,
 Tela tipo losangular de 2,00 m de largura com malha nº5 (5x5 cm)
de arame galvanizado nº 12;
 Arame liso galvanizado nº 10 (3,4 mm);
 Arame farpado galvanizado nº 14 (2,0 mm);
 Arame liso galvanizado nº16.
Devem ser previstos seccionamentos na cerca, nas entradas e saídas de
linhas de transmissão, visando o aspecto segurança, os quais devem ser executados com
mourões 20x20, lado a lado. No seccionamento da cerca a viga de baldrame também
deve ser seccionada.
Caso o terreno possua desnível, deve ser projetado, onde necessário, um
escalonamento, para compensá-lo. Não devem existir espaços entre o terreno natural e o
muro/cerca, devendo ser utilizado, quando necessário, o preenchimento com pedras de
alicerce ou concreto.
As estruturas de concreto (mourões, vigas e fechamentos) devem ser
pintadas na cor concreto, com base de selador acrílico e duas demãos de tinta acrílica.
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2.5.2. Muros

Os muros devem ser em Alvenaria (com altura de 3,00 m) ou Concreto Pré-


Moldado Vazado (com altura de 2,60 m).
Os Muros de Alvenaria podem ser dos tipos:
Alinhados – são muros de alvenaria (tijolo maciço 15 cm) que seguem um
mesmo alinhamento sendo sua rigidez e estabilidade obtida com uso de pilares e vigas.
Este tipo é utilizado, normalmente, em divisas de terreno devendo ser, em ambas as
faces, rebocado, pintado na cor concreto, com base de selador acrílico e duas demãos de
tinta acrílica.
Não alinhados – são muros constituídos de painéis/panos de alvenaria
desalinhados entre si. Estes painéis devem ser intercalados, sendo um em tijolo à vista e
o outro em alvenaria (sendo rebocada se for em tijolos, e sem reboco caso blocos de
concreto) com selador e pintura (2 demãos) com tinta acrílica na cor concreto, e assim
sucessivamente.
De fachada (letreiro) – são muros de alvenaria (tijolo maciço e reboco -
19cm), usados junto ao acesso da SE, onde identificam em baixo relevo a subestação
(nome e logo). Sua rigidez e estabilidade são obtidas com uso de pilares e vigas de
concreto armado, devendo ser rebocado e pintado (2 demãos) em ambas as faces com
tinta Acrílica.
Os projetos devem apresentar detalhes da estrutura (pilares e vigas) e
obedecer à norma NBR-6118. Devem ser consideradas, no dimensionamento dos muros,
todas as cargas atuantes (permanentes e acidentais) dando-se especial atenção a ação
do vento sobre os mesmos
Os Muros de Concreto Pré-Moldado podem ser do tipo:
Concreto Pré-Moldado Vazado - devem ser pintados na cor concreto, com
base de selador e duas demãos de tinta acrílica. Sua fundação será em micro estaca.
Placas maciças com logotipo padrão CEEE-GT , devem ser previstas sua
colocação ao longo do muro, a cada 20 m aproximadamente.
Deve ser previsto, no projeto dos muros, a utilização de dutos para drenagem
ao longo do mesmo.
Caso o terreno possua desnível, deve ser projetado, onde necessário, um
escalonamento, para compensá-lo. Não devem existir espaços entre o terreno natural e o
muro/cerca, utilizado-se, quando necessário, o preenchimento destes espaços com
pedras de alicerce argamassadas ou concreto.

2.5.3. Portões

O portão de acesso pode ser de dois tipos: de duas folhas ou de correr,


conforme especificado no Caderno de Informações Gerais. As dimensões mínimas do
portão são: 2x(3,00x2,60)m para portão 2 folhas e 6,00x2,60 m para o portão de correr.
O material a ser empregado na confecção do portão deve possuir as
seguintes características:
 Tubo galvanizado de Ø 1 1/2”;
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 Tela Otis malha nº 4 (4x4 cm) de arame nº 12;


 Ferro chato 7/8” x 1/8” (arremate), 1”x 1/4”;
 Perfil cantoneira 25x25x2,5 mm.
Para o portão de duas folhas deve ser utilizado desenho padrão, onde o
portão deve ser fixado em pilares de concreto armado de 20x20 cm.
O portão de correr deve possuir automação, sendo acionado por controle
remoto. O projeto deve prever o deslocamento do portão sobre trilho guia para rodas e a
potência do motor deve ser compatível com os esforços requeridos.
Em ambos os portões (correr ou abrir) deve ser previsto piso de concreto
armado para dentro e para fora do portão, com largura mínima de 2,00m. No vão do
portão a viga de baldrame deve ser contínua.

2.5.4. Acabamentos

Na área energizada da subestação e até 2,0 metros além dos limites da


Malha de Terra, deve ser prevista uma camada de brita nº2 com altura mínima de 10cm (
a ser definida no Projeto da Malha de Terra). Esta área deve ser delimitada por meio-fio
em concreto pré-moldado (10x30) cm, pintado na cor branca. Nas áreas britadas,
quando necessário, deve ser previamente aplicado um tratamento com herbicidas.
No caso de cercas limítrofes aterradas diretamente à malha de terra principal,
a brita deve cobrir toda a extensão entre o último condutor da malha até 1,00m além da
cerca, com espessura mínima de 10 cm.
Na situação de cercas limítrofes não aterradas diretamente à malha de terra
principal, ou seja, com malha de terra independente e exclusiva da cerca, a área de brita
junto à cerca deve contemplar uma extensão de , no mínimo,1,00 m para dentro e 1,00 m
para fora da cerca, ao longo de toda a cerca, com espessura mínima de 10 cm.
A camada de brita deve receber manutenção periódica para remoção de
materiais estranhos, que reduzem sua efetividade, como: materiais orgânicos, ervas
daninhas, etc.
Nas áreas cercadas do Banco de Capacitores, o piso deve ser em concreto
armado com juntas, com cota superior +10 cm em relação à cota de terraplenagem,
caimento de 2% para evitar o acúmulo de água. Deve ser apresentado o detalhe da viga
rebaixada no trecho do portão de acesso.

2.6. EDIFICAÇÕES

Todas as edificações devem ser estruturadas (vigas e pilares), sendo a


alvenaria apenas de fechamento. O concreto deve ser utilizado conforme especificado
nas Considerações Gerais, inclusive para lastro de regularização e o aço a ser utilizado é
do tipo CA-50 e CA-60.
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2.6.1. Prédio de Comando

O projeto completo a ser apresentado pelo proponente deve conter as


informações necessárias para a execução do empreendimento. Deve ser constituído
pelos projetos Arquitetônico, Estrutural, Elétrico, Hidrossanitário e pelos seguintes
projetos complementares: Disposição de Painéis e Serviços Auxiliares, Canaletas Internas
e Eletrodutos, Climatização e Disposição das Eletrocalhas.

2.6.1.1. Projeto Arquitetônico


O projeto do prédio de comando deve prever 01 (um) pavimento com pé
direito de 3 m, estruturado e modulado de modo a facilitar futuras ampliações.
A vedação do prédio deve ser com paredes de tijolo maciço, 25 cm de
espessura, e sua compartimentação com tijolo maciço de 15cm.
O prédio deve ser constituído de: sala de comando, sala de manutenção, sala
de baterias, sanitário masculino, sanitário feminino e copa/cozinha.
As esquadrias externas do prédio devem ser de alumínio. A porta de acesso
da sala de comando deve ter dimensões que permitam a passagem dos painéis devendo
abrir no sentido de saída. Na sala de comando de prédios novos deve ser prevista, na
parede oposta à entrada principal, uma porta adicional, equipada com barra anti-pânico e
com dispositivo de fechamento automático, abrindo no sentido da rota de fuga (para o
exterior).
As portas internas devem ser preferencialmente em alumínio. Caso sejam em
madeira devem ser do tipo Resistente ao Fogo, isto é, o conjunto de folha de porta,
marco, alizares e acessórios devem resistir ao efeito do fogo, sem sofrer colapso, por
tempo não inferior a 60 minutos.
A cobertura deve ser com telhas onduladas de fibrocimento, 8mm, fixadas
em terças de madeira, sendo estas apoiadas e fixadas em tesouras.
O piso do Prédio de Comando deve estar na cota +60 cm em relação à cota
de terraplenagem.
O piso e o rodapé devem ser cerâmicos (1ª linha, antiderrapante e PEI5) na
cor bege, as soleiras e peitoris em basalto cortado e polido.
O piso do banheiro deve ter um rebaixo em relação ao piso do resto do
prédio. O piso do box deve ter caimento para o ralo. O box do chuveiro, no banheiro, deve
ser em divisória de PVC.
O forro deve ser em laje do tipo mista (vigotas e tavelas cerâmicas), rebocada
e pintada com tinta PVA látex, na cor branca, bem como o beiral, o qual deve ser previsto
em todas as fachadas do prédio, sendo no oitão o beiral inclinado.
O acabamento das paredes internas deve ser liso, com pintura de tinta PVA
látex, acetinado na cor amarelo claro, exceção do sanitário e copa/cozinha que devem ser
revestidos com azulejos (cor branca, 1ª linha) até o teto.
O acabamento das paredes externas deve ser liso, com pintura de tinta
acrílica na cor branca.
O acabamento das superfícies em concreto (vigas) devem ser lisas, com
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pintura de tinta acrílica na cor concreto.


Deve ser previsto uma calçada de 1,00 m de largura no entorno do prédio em
concreto alisado, com espessura de 10 cm e lastro de brita de 5 cm.
As canaletas da sala de comando devem ser previstas em alvenaria de tijolo
maciço com no mínimo 60 cm de profundidade e 80 cm de largura, com suas tampas
bipartidas em ferro de chapa xadrez (espessura de 6 mm) e apoiada em perfis metálicos,
ambos galvanizados. As chapas devem receber reforço em duas extremidades com
cantoneiras soldadas. Este sistema de perfis deve ser constituído por: cantoneiras junto
às bordas do piso, perfis “U” dispostos transversalmente ao longo da canaleta e
espaçados a cada 80 cm, por perfil “U” longitudinal apoiado nos perfis “U” transversais.
Devem ser previstos furos nas tampas para facilitar sua remoção quando necessário.
Devem ser previstas entradas de canaletas extras no prédio, para futuras
ampliações.
A sala de comando deve ter dimensões mínimas para permitir a instalação,
manutenção e operação dos painéis de comando, medição e proteção, painel de medição
de faturamento, oscilografia, painéis de serviços auxiliares e retificadores, necessários
para atender a concepção final da Subestação. Adicionalmente, devem ser previstos
espaços de, no mínimo 18m² destinado aos equipamentos do Sistema de
Telecomunicação, Supervisão e Controle.
A sala de manutenção deve ter dimensões aproximadas de 4,00x6,70 m,
devendo prever porta interna de acesso à sala de comando bem como porta de acesso à
parte externa. Este acesso externo deve ser através de porta de ferro com contrapeso,
com dimensão de 4x3 m, de maneira a permitir entrada de veículo do tipo pickup. A
circulação de ar nesta sala deve ser natural.
A sala de baterias, por ser um local sujeito à formação de uma atmosfera
explosiva, pela presença de gases combustíveis, deve ter características de área
classificada (conforme a NR-10). Devem ser atendidos no mínimo as especificações do
fabricante das baterias e os seguintes itens:
 Possuir caixa coletora de resíduos, externa ao prédio;
 Atender as questões de instalação elétrica em relação a áreas
classificadas;
 Utilizar equipamentos “a prova de explosão” e “com segurança
aumentada”;
 Interruptor de iluminação, e pontos de tomadas situadas fora da
sala;
 Deve possuir lavador ocular, lavatório com água corrente e
neutralizador, bem como chuveiro de ação rápida, atendendo a
NBR 16291;
 Piso com proteção contra ácidos;
 As aberturas devem estar localizadas de forma que a distância de
separação entre as mesmas seja de, no mínimo, de 2 m, e se
possível, devem estar em paredes distintas;
 O ar transportado deve ser emitido para a parte externa do
edifício, ao ar livre;
 Na sala de baterias não pode haver canaletas. Todas as
interligações elétricas com as salas de comando devem ser
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efetuadas através de eletrodutos embutidos.


Além disto, em função do tipo de baterias a ser instalado deve ser previsto:

a) Baterias de tipo Ventiladas


 Dois exaustores redundantes à prova de explosão, com circuito de
alimentação monitorado por “relé de monitoramento de faixa de
corrente com ajuste de valores mínimo e máximo de alarme”,
sendo o alarme na forma de contato seco a ser lido pelo sistema
de supervisão da subestação. Os exaustores devem estar
localizados na parte alta da parede, e devem ser dimensionados
em número de trocas de ar por hora compatível com as emissões
do sistema de baterias instalado na pior situação de recarga.

b) Baterias de tipo Seladas (VRLA)

 Dois aparelhos de ar-condicionado redundantes, tipo janela,


localizados na parte alta da parede, e colocados em modo de troca
de ar com o exterior. O modelo dos aparelhos de ar-condicionado
deve ser tal que a seleção de troca de ar (recirculação interna ou
externa) seja manual e mecânica através de chave seletora no
aparelho (tal medida visa evitar que automatismos por engano
alterem a configuração).
 Plaquetas grandes em fundo vermelho e letras brancas de altura
10mm, fixadas junto ao local da chave seletora de troca de ar com
o exterior com os dizeres: “ATENÇÃO: NÃO ALTERAR POSIÇÃO
DA SELEÇÃO DE TROCA DE AR. DEVE ESTAR NA POSIÇÃO
DE RENOVAÇÃO DE AR COM O EXTERIOR.”

2.6.1.2. Projeto Estrutural


O projeto estrutural do Prédio de Comando deve ser apresentado de maneira
a se conseguir o menor custo, sem prejuízo técnico e funcional. As cargas acidentais e as
deformações devem obedecer as Normas e Especificações Brasileiras.
O nível das vigas de fundações deve ser 55 cm acima da cota de
terraplenagem.
Os cobrimentos mínimos devem atender os critérios da norma considerando o
local de utilização e a classe de agressividade.
O projeto estrutural deve ser acompanhado da respectiva Memória de Cálculo
para aprovação.

2.6.1.3. Iluminação e Tomadas


O projeto da instalação elétrica deve ser feito em conformidade com as
Normas Técnicas aplicáveis da ABNT, em especial a NBR-5410.
O prédio de comando deve ser provido de iluminação normal em corrente
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alternada (127/220 Vca) e de emergência em corrente contínua (125 Vcc).


Centros de Distribuição:
Todos os circuitos de iluminação (CA e CC) e tomadas (CA), do prédio de
comando, devem partir de Centros de Distribuição (CD’s), distintos: em CA e CC,
convenientemente localizados na Sala de Comando, instalados à 1,30m do piso, de forma
a abrigar mini-disjuntores (cfe. Norma IEC 947-2) e dispositivos de “interrupção diferencial
residual” (IDR´s ou DDR´s) para os circuitos de tomadas e de entrada, devendo ainda ser
previsto espaço nos CD’s para eventual ampliação da rede, afora os Disjuntores
“Reserva”.
O Centro de Distribuição destinado aos circuitos CC, deve contemplar no
mínimo 02 (dois) circuitos de iluminação de emergência.
Outro Centro de Distribuição deve ser destinado aos circuitos CA, no qual
devem ser agrupados por setores: iluminação do prédio e tomadas do prédio
No Centro de Distribuição destinado ao(s) circuito(s) de “iluminação de
emergência” (CC-125V), devem ser instalados:
 01 (um) Disjuntor de Entrada, termomagnético bipolar, 125 Vcc, 10 kA,
de corrente nominal compatível à carga total da iluminação de
emergência;
 Mini-disjuntores de Saída, termomagnéticos bipolares, 125 Vcc, 10kA,
de correntes nominais compatíveis às cargas dos circuitos de
iluminação de emergência;
 Contator de Força com 01 (um) contato auxiliar aberto para
acionamento das luminárias de emergência, quando houver falta de
corrente alternada;
 Relé auxiliar temporizado com 01 (um) contato auxiliar reversível,
regulável de 2-20 segundos na desernegização, para acionamento da
iluminação de emergência quando houver falta de corrente alternada.
 01 (um) mini-disjuntor “reserva” para iluminação de emergência;

No Centro de Distribuição (CA-127/220V) destinado aos circuitos de


iluminação normal do prédio e de tomadas do prédio, devem ser instalados:
 01 (um) Disjuntor de Entrada, termomagnético tripolar, 127/220Vca-
20kA,, de corrente nominal compatível à carga total (iluminação e
tomadas);
 01 (um) Dispositivo Residual Tetrapolar, de corrente nominal
compatível à carga total (iluminação e tomadas), e corrente residual de
30mA;
 Mini-disjuntores de saída, termomagnéticos monopolares, 127/220Vca,
20kA, de correntes nominais compatíveis às cargas dos circuitos de
iluminação;
 Mini-disjuntores de saída, termomagnéticos monopolares e bipolares,
127/220 Vca, 20kA, de correntes nominais compatíveis às cargas dos
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circuitos de tomadas, com “dispositivo residual” (DR), corrente residual


de 30mA;
 03 (três) mini-disjuntores reserva (1 de cada tipo) no Centro de
Distribuição (CA-127/220V).

Iluminação:
As potencias em Watts (por ponto de iluminação) recomendadas para as
lâmpadas/luminárias no Prédio de Comando, em CA e CC, são:

CIRCUITO CA CC (emergência)
Sala de Comando 2x32W(Fluorescente 60W(incandescente)
tubular) ou bulbo LED 9W/10W
Sala de Manutenção 2x32W(Fluorescente 60W(incandescente)
tubular) ou bulbo LED 9W/10W
Sanitários/WC’s 2x16W(Fluorescente
tubular ou compacta)
Abrigo/Acesso 1x23W(Fluorescente
tubular ou compacta)
Parede externa do 1x23W(Fluorescente
Prédio de Comando compacta)
Sala de Baterias 100W (Incandescente) 100W(incandescente)
ou bulbo LED 9W/10W ou bulbo LED 9W/10W

Os Níveis de Iluminamento (Lux), desejados para os ambientes do Prédio de


Comando são:
- Sala de Comando – 300 lux
- Sala de Manutenção – 300lux
- Sala de Baterias – 200lux
- Sanitários/Cozinha – 150lux
As luminárias a serem usadas nas Salas de Comando e de Manutenção,
devem ser de “sobrepor” para 02(duas) lâmpadas fluorescentes, com reator eletrônico
AFP, e devem ser de grau elevado de proteção (choques acidentais).
As luminárias de “sobrepor” devem vir acompanhadas de “plug in” e tomada
2P+T-15 A, em caixa de chapa de aço galvanizado, instalada no “perfilado perfurado”.
As luminárias destinadas à “iluminação de emergência”, devem ser para
lâmpadas incandescentes ou, para lâmpada Bulbo LED E-27-9W/10W-fria-125Vcc
instaladas estrategicamente na Sala de Comando, Sala de Manutenção e Sala de
Baterias, utilizando-se no mínimo de 02 (dois) circuitos, com as luminárias ligadas de
forma intercalada (entre os circuitos), sendo as luminárias do tipo pendente, de sobrepor.
Nas áreas destinadas à Sala de Baterias, as luminárias devem ser para
lâmpadas incandescentes ou, para lâmpada Bulbo LED E-27-9W/10W-fria, bivolt, do tipo
pendente, de sobrepor, à prova de tempo, gases, vapores e pós (tipo PE – Prova de
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Explosão), fechada/fundida em liga de alumínio, grau de proteção IP-66, com entrada


roscada de ¾” BSP.
Nas paredes externas do prédio de comando, as luminárias devem ser para
lâmpadas fluorescentes compactas e do tipo “arandela”, à prova de tempo, gases,
vapores e pós, fechada/fundida em liga de alumínio, e fixação em paredes com ângulo de
45°, grau de proteção IP-66.
Nas áreas destinadas aos Sanitários/WC’s e Abrigo/Acesso, as luminárias
devem ser para lâmpadas fluorescentes, do tipo “pendente”, ou de “sobrepor”.
As luminárias instaladas nas paredes externas do prédio de comando, devem
ser acionadas por Relé Fotoelétrico, 127Vca-1000W, com sua respectiva base.
O comando das luminárias deve ser acionado por meio de interruptor de 1 ou
2 seções/teclas unipolares, montado á 1,10m do piso.
Os interruptores devem ser instalados em caixas de ligação de alumínio Ø ¾”,
com 1 ou 2 interruptores.
Tomadas:
Na Sala de Comando, devem ser previstos, no mínimo, 04 (quatro) conjuntos
de tomadas em CA, sendo 01(um) conjunto de tomadas em cada parede da sala,
instaladas à 30 cm do piso.
Cada conjunto de tomadas em CA, deve ser constituído de:
- 01(uma) tomada monofásica, de 15 A-127Vca, com 3 pólos (F+N+T);
- 01(uma) tomada bifásica de 15 A-220Vca, com 3 pólos (2F+T).
Sob a Mesa de Comando do Operador, devem ser previstas, as seguintes
tomadas em CA, de “embutir no piso”, para eletroduto de Ø ¾” , como segue:
- 02(duas) tomadas monofásicas de 15 A-127Vca, com 3 pólos(F+N+T);
- 03(três) tomadas bifásicas de 30 A-220Vca, com 3 pólos(2F+T).
Na Sala de Manutenção, devem ser previstas tomadas em CA, para uso em
bancada, à 1,30m do piso, como segue:
- 03(três) tomadas monofásicas de 15 A-127Vca, com 3 pólos (F+N+T);
- 03(três) tomadas bifásicas de 30 A-220Vca, com 3 pólos (2F+T).
As tomadas 127Vca e 220Vca, (2P+T), devem ser instaladas em caixas de
ligação de alumínio Ø ¾” , com 1 ou 2 tomadas, e devem estar adequadas ao novo
padrão de “plugues”.
Perfilados Metálicos, Eletrodutos de Aço e Eletrocalhas Perfuradas:
Na laje do forro, devem ser fixados os seguintes elementos de passagem de
cabos, das seguintes formas e finalidades:
- Perfilados Perfurados, em chapas de aço galvanizado, de dimensões
mínimas de 38x38mm, instalados à aproximadamente 25cm da laje, fixados no máximo a
cada 1,50m, através de: vergalhões Ø5/16”x200mm/arruela/porca e
cantoneira/chumbador de expansão parabolt Ø ¼” na laje, e de gancho
longo/arruela/porca/parafuso no perfilado.
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Nestes “perfilados perfurados”, devem ser instalados os cabos


correspondentes à iluminação normal e tomadas da Sala de Comando.
- Eletrodutos de Aço Galvanizado, instalados junto à laje, fixados no máximo a
cada 1,50m, através de chumbador de expansão parabolt Ø ¼” e abraçadeira tipo”D”.
Nestes “eletrodutos de aço galvanizados” devem ser instalados os condutores da:
“iluminação de emergência”, iluminação e tomadas da sala de manutenção, iluminação da
“sala de baterias” , bem como, a iluminação/tomadas dos sanitários/WC e copa/cozinha.
Devem ser utilizados eletrodutos de aço galvanizado, ou eletrodutos PVC conduletes, nas
paredes (aparentes), quando destinadosàs baixadas de Tomadas e Interruptores, e
conduletes (como caixas) de alumínio fundido (pintados com tinta esmalte sintético –
cinza).
Os eletrodutos instalados no piso, devem ser de “aço galvanizado”.
Os “eletrodutos de aço galvanizado”, devem ser do tipo pesado, e possuir
diâmetro mínimo ¾”.
- Eletrocalhas Perfuradas, metálicas em chapa #18, tipo “U”, com dimensões
mínimas de 150mm (largura) x 100mm (altura), instaladas à uma altura do forro de forma
a não prejudicar a iluminação, fixadas no máximo a cada 1,50m, através de barra roscada
Ø3/8”x300mm/arruela/porca e cantoneira/ 02 chumbadores de expansão parabolt Ø3/8”
na laje, ou, através de 01 (um) chumbador “UR” Ø3/8”x45mm (sem cantoneiras) e de
gancho vertical para eletrocalha/arruela/porca na eletrocalha.
As eletrocalhas perfuradas devem ser galvanizadas a quente,
preferencialmente, ou excepcionalmente podem ser galvanizadas eletroliticamente.
Nestas “eletrocalhas perfuradas” , devem ser instaladas as “fibras opticas” e
condutores do Sistema de Telecomunicações.
Nas conexões entre as “eletrocalhas perfuradas” e os Painéis de Comando
(parte superior), devem ser usados eletrodutos flexíveis de diâmetro mínima 11/2”, e
conectores macho fixo ou giratório/arruelas/buchas terminais junto aos Painéis e às
eletrocalhas.
As Eletrocalhas Perfuradas, devem ser instaladas por sobre todos os Painéis
com as derivações através de eletrodutos flexíveis. Caso necessário, no traçado das
eletrocalhas, devem ser usadas curvas metálicas perfuradas, “cruzetas perfuradas”, e
terminais, para eletrocalhas de: 150mm x 100mm e # 18 (dimensões mínimas).

Considerações Gerais:
Os condutores a serem usados nos circuitos de iluminação e tomadas do
Prédio de Comando devem ser de fios flexíveis, de cobre eletrolítico, tempera mole,
encordoamento classe 4, tensão de isolamento 450/750V, isolação de PVC, anti-chama,
de bitolas mínimas:: 2,5mm² para os circuitos de tomadas e 1,5mm² para os circuitos de
iluminação.
Os condutores a serem usados, devem atender às seguintes cores, em
função de suas aplicações:
- Preto....................para fase “A”;
- Branco.................para fase “B”;
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- Vermelho.............para fase “C”;


- Amarelo...............para o “retorno de iluminação”;
- Azul claro............para o “neutro”;
- Verde...................para o “terra”;
- Vermelho.............para “Corrente Contínua” (Positivo);
- Preto...................para “Corrente Contínua” (Negativo).
Em todas as emendas de fiação, proibidas dentro dos eletrodutos, devem ser
usadas solda estanho, fita de auto-fusão e fita isolante de recobrimento e proteção.
Devem ser instalados dois circuitos/condutores “terra”, um exclusivo para
iluminação e outro para tomadas.
Na Sala de Baterias, as luminárias, os componentes dos circuitos de
chaveamento/interrupção, eletrodutos e demais acessórios devem ser do tipo anti-
explosão.

2.6.1.4. Telecomunicações
Sob a Mesa de Comando do Operador, de embutir no piso, devem ser
previstos:

2 pontos telefônicos (uma caixa de passagem com duas tomadas),
para instalação de um ramal SEDE e um Push Boton. A
interligação com o painel de Telecomunicações, deve ser com
tubulação independente, PVC rígido 20mm;
 2 pontos de rede Ethernet (uma caixa de passagem com dois
pontos). A interligação com a sala de Telecomunicações, deve ser
com tubulação independente de PVC rígido 20mm;
 2 pontos telefônicos (uma caixa de passagem com duas tomadas),
para instalação de duas linhas telefônicas externas. Para este
caso, instalar DG para rede pública com aterramento e bloco de
proteção tipo Cook para dez pares. A interligação é da mesa do
operador ao DG telefônico, e deste à rede pública.
Deve ser previsto a Instalação de eletroduto de 50 mm interligando a mesa do
operador com as canaletas, para instalação de rádio VHF.
Na sala de manutenção deve ser prevista uma tomada telefônica na parede.
Em cada conjunto de 2 pontos deve ser feita a interligação em tubulação
totalmente independente. As tomadas telefônicas devem ser no padrão EMBRATEL. Toda
a tubulação telefônica deve ser em PVC rígido embutido, ou aparente, ou no piso.
Deve ser prevista uma tubulação de entrada telefônica, com PVC rígido 75
mm, interligando a rede da concessionária fixa até DG (40x40x12), localizado no prédio
de Comando.
Também deve ser prevista uma tubulação telefônica interna, PVC rígido
20mm, interligando a mesa do operados até o DG.
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2.6.1.5. Projeto Hidrossanitário:


O projeto hidrossanitário deve ser formado por, no mínimo: planta baixa de
água fria; isométrico de água fria; esquema vertical de água fria; planta baixa esgotos
sanitários; esquema vertical de esgotos sanitários; declaração da prefeitura quanto à
disponibilidade de alimentação do prédio através da rede de distribuição de água;
declaração da prefeitura quanto ao tipo de destinação do esgoto sanitário.
Os conceitos de projeto e a representação gráfica dos desenhos de projeto
devem seguir o disposto nas Normas ABNT vigente.
O projeto deve contemplar as seguintes necessidades para cada sanitário
(masculino e feminino): uma bacia sanitária, um chuveiro e um lavatório. O chuveiro e a
bacia sanitária devem ser instalados separadamente, individualizados por parede de
alvenaria de altura de 2,00 m. Os aparelhos sanitários devem ser abastecidos por
reservatório superior devidamente dimensionado.
A bacia sanitária, com caixa acoplada, e o lavatório devem ser na cor branca
e de primeira linha. Os metais devem ser de boa qualidade.
Deve ser previsto também uma torneira externa para jardim.
Na sala de baterias, o piso deve possuir caimento em direção a um ralo. A
saída deste ralo deve ser para uma caixa de coleta de resíduos externa ao prédio sem
ligação com a drenagem. Esta caixa de coleta deve possuir um compartimento mais
baixo, com torneira para possibilitar a coleta/retirada das águas ácidas através de
tonel/balde próprio para tal.
Deve estar detalhada a lista de materiais, legenda das peças, tipos de
tratamento (fossa, filtro, etc.) e encaminhamento final.
As tampas das caixas de inspeção do esgoto sanitário devem ser bipartidas e
estar claramente identificado em baixo relevo, a palavra “ ”, na fonte StoneSans
Bold com tamanho 48x10cm centralizado.

2.6.1.6. Instalações Prediais de Água Fria


A determinação das perdas de carga distribuídas ao longo de cada trecho de
canalização deve ser realizada segundo a fórmula de FLAMANT para tubulação em PVC,
recomendada para o cálculo de redes de água fria com pequenos diâmetros. O cálculo
das perdas de carga localizadas deve ser realizado através do MÉTODO DOS
COMPRIMENTOS EQUIVALENTES, segundo a ABTN.
Devido à baixa probabilidade de uso simultâneo dos aparelhos sanitários,
deve ser utilizado o critério dos PESOS ACUMULADOS para a determinação da vazão
dos diversos trechos.
Para o dimensionamento dos ramais dos aparelhos devem ser consideradas
as vazões mínimas por aparelho e diâmetros mínimos.
A alimentação deve ser subterrânea, a partir da rede pública ou, na ausência
desta, de poço artesiano a ser executado pelo contratado.

2.6.1.7. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários


Os diâmetros e declividades dos ramais de descarga, ramais de esgoto,
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subcoletores e coletores, diâmetros de canalização de ventilação, devem ser


dimensionados conforme as tabelas da NBR-8160.
Todas as instalações sanitárias devem ser mantidas à pressão atmosférica.
Os tubos ventiladores devem ser prolongados pelo menos 30cm acima da
cobertura do prédio.
A fossa séptica deve ser de concreto armado pré-moldado com capacidade
para 4 pessoas. A fossa recebe os despejos sanitários e daí são lançados ao poço
sumidouro.
Se existir rede pública de esgoto cloacal junto a SE, a saída da fossa deve ser
ligada a esta rede, caso contrário deve ser projetado poço sumidouro para receber os
efluentes da fossa séptica e facilitar sua infiltração.

2.6.1.8. Climatização da Casa de Comando


Deve ser previsto a instalação de “CLIMATIZAÇÃO” na Sala de Comando do
Prédio de Comando, utilizando-se condicionadores de ar (quente e frio) do tipo “SPLIT”,
com evaporadores instalados no teto ou paredes
Para a Sala de Baterias devem ser utilizados 02 (dois) Condicionadores de Ar
(quente e frio) do tipo “JANELA”, com a potência mínima de 12000 BTUs cada um.
Devem ser considerados equipamentos para uso industrial (24 horas de
funcionamento).
A alimentação do(s) Condicionador(es) de Ar deve ser prevista a partir do
Painel de Serviços Auxiliares – Corrente Alternada, através de disjuntores (circuitos)
independentes para cada Condicionador de Ar.
A(s) unidade(s) especificada(s) deve(m) possuir as seguintes funções
básicas: Ventilação, Aquecimento, Refrigeração, Desumidificação.
Para equipamentos do tipo ‘SPLIT’, o(s) condensador(es) devem ser
instalado(s) externamente ao Prédio de Comando. A interligação entre a(s) unidade(s) de
evaporação e condensação deve ser feita através de tubulação de cobre sem costura,
isolada termicamente.
O(s) condicionador(es) de ar devem possuir comando remoto sem fio e
termostato ambiente.
Quando o dimensionamento da sala de comando resultar em necessidade de
refrigeração maior que 30.000 BTU´s, devem ser utilizados no mínimo 2 conjuntos de
Condicionador de Ar (unidade condensadora e evaporadora).
Devem ser consideradas as seguintes “cargas térmicas” (em Watts) para
cada tipo de equipamento:
Tabela 2.6-1 Potências de cada equipamento

CARGA TÉRMICA
TIPO DE EQUIPAMENTO
POR EQUIPAMENTO
Painel de Linha 1000 W
Painel de Oscilógrafo 1000 W
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Painel UTR 1000 W


Painel Teleproteção 1000 W
Painel Serviços Auxiliares CA 1300 W
Painel Serviços Auxiliares CC 650 W
Painéis Retificadores 1600 W
Banco de Baterias 840 W
Banco de Baterias 48 Vcc 672 W
Demais painéis não listados 1000 W
Deve ser considerado no dimensionamento a ocupação total da Sala de
Comando, incluindo a previsão de instalação dos painéis futuros.
Especial atenção deve ser dada para prevenir que não haja interferência dos
dutos e equipamentos dos condicionadores de ar com os demais equipamentos do prédio
de comando, tanto em sua operação normal quanto em serviços de manutenção.

2.6.2. Prédio para Depósito

O prédio para depósito tem suas dimensões definidas no Caderno de


Informações Gerais, sendo subdividido em dois compartimentos, um para depositar
equipamentos reserva e outro para armazenar bobinas e ferragens.
O projeto completo a ser apresentado pelo proponente (arquitetônico,
estrutural, elétrico e hidrossanitário) deve conter as informações necessárias para a
execução do prédio.
O prédio terá um pavimento, pé direito 5,00 m e deve ser estruturado. O aço a
ser utilizado é do tipo CA-50 e CA-60 e deve ser utilizado concreto conforme especificado
nas Considerações Gerais, mesmo para lastro de regularização. As cargas acidentais e
as deformações devem obedecer as Normas e Especificações Brasileiras. Os
cobrimentos mínimos devem atender os critérios da norma considerando o local de
utilização e a classe de agressividade.
A cobertura deve ser com telhas tipo aluzinc, fixadas em terças metálicas.
As alvenarias externas devem ser de 20 cm e as internas de 15 cm,
executadas com tijolos de 06 furos, rebocadas e pintadas na cor branca, interna e
externamente.
O compartimento destinado a depósito de bobinas e ferragens tem somente
03 paredes sendo aberto na lateral/face com vista para o pátio da SE.
No compartimento de depósito de equipamentos reserva prever um banheiro
masculino e um feminino com: lavatório, bacia sanitária e chuveiro. Os banheiros devem
ter pé direito de 2,60 m e forro em PVC. O revestimento dos banheiros (piso/parede) é em
cerâmica, na cor branca e as louças também são na cor branca. As esquadrias são em
alumínio, sendo as dimensões da porta 0,60x2,10 m e da janela basculante 0,40x0,60 m.
O piso a ser utilizado nos dois compartimentos deve ser de concreto
industrial, armado e polido.
O portão de acesso ao depósito de equipamentos de reserva deve ser de
correr ou de contrapeso, de ferro, com dimensões aproximadas de 3,80m x altura até viga
(m), permitindo acesso de veículo. Incorporado a este portão prever uma porta de
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0,90x2,10 m para acesso exclusivo de pessoas. Esta esquadria deve receber tratamento
anti-corrosivo e pintura com tinta esmalte, cor cinza claro.
As janelas são em número de 05 (cinco), sendo 03 (três) no depósito de
equipamentos e 02 (duas) no depósito de bobinas e ferragens. As janelas devem ser em
alumínio, basculantes, com comando lateral, nas dimensões 2,00x1,00 m e localizadas
logo abaixo da viga.
A instalação elétrica é aparente, em aço galvanizado, com eletrodutos e
caixas externas seguindo normas da ABNT. As luminárias são compostas por lâmpadas
mistas de 250 W, ou fluorescentes de 32 W ou incandescente de 60 W, nas quantidades
previstas em norma. As tomadas de energia são: 4 monofásicas de 600 W e 2 trifásicas
em cada compartimento.
A alimentação de energia é a partir do Painel de Serviços Auxiliares
localizado no prédio comando. Faz parte do fornecimento o cabo de alimentação
(isolamento 1,0 kV) na bitola e comprimento necessários desde o CD do prédio para
depósito até o Painel de Serviços Auxiliares (prédio de comando). Também deve ser
previsto a instalação de eletroduto enterrado, em aço galvanizado, desde o CD do Prédio
para Depósito até a canaleta mais próxima existente na SE, incluindo Caixas de
Passagens, se necessário. A instalação/passagem deste cabo de alimentação através de
Eletroduto enterrado e canaletas deve ser executado pela CEEE.
A ligação de água é subterrânea, devendo ser projetada a partir de derivação
do prédio de comando, caso seja viável tecnicamente, ou ser projetada a partir da rede
pública.
A instalação de esgoto do prédio deve seguir as normas específicas,
utilizando, se possível, a rede de esgotos existente.

2.6.3. Prédio de Manutenção

O projeto completo do prédio de Manutenção a ser apresentado pelo


proponente (arquitetônico, estrutural, elétrico, hidrossanitário e climatização do prédio)
deve conter todas as informações necessárias para a execução do mesmo.

2.6.3.1. Projeto Arquitetônico


O projeto do prédio deve prever um pavimento com pé direito de 3m,
estruturado e modulado de modo a facilitar futuras ampliações.
É constituído de sala de manutenção, sala para guarda de materiais e
sanitários, tendo área total externa indicada no Caderno de Informações Gerais. As
alvenarias externas serão de 25 cm e as alvenarias internas serão de 15 cm, em tijolos
maciços.
A sala de manutenção deve ter dimensões mínimas de 7,00x6,50 m, a sala
para guarda de materiais 3,00x3,50 m e os sanitários (masculino e feminino) 3,00x3,50 m
(medidas aproximadas das salas).
A circulação de ar deve ser natural. Quando solicitado a sala de manutenção
pode ser climatizada devendo ser seguidos os critérios constantes no item 2.6.1.8.
As esquadrias de alumínio devem ser assim distribuídas:
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Sala de Manutenção – 04 janelas baixas (1,80 x1,10 m) de correr;

Sala para guarda de materiais – 02 janelas altas, basculantes
(2,20x0,50 m), bipartida e com comandos laterais; porta giro
simples (0,90x2,10);
 Sanitários - janelas altas, basculantes com comandos laterais e
dimensões compatíveis com a compartimentação adotada; porta
giro simples (0,80x2,10). As portas de acesso aos chuveiros e
bacia sanitária são do tipo giro simples.
Como medida de segurança prever gradil de ferro nas janelas baixas da sala
de manutenção.
O acesso da sala de manutenção à parte externa do prédio é através de porta
basculante com contrapeso (de ferro) com dimensão de 4x3 m de maneira a permitir
entrada de veículo do tipo pick-up. Incorporada a essa prever porta de 0,90x2,10 m para o
acesso normal. Essa esquadria, bem como o gradil, devem receber tratamento anti-
corrosivo e pintura com tinta esmalte, cor cinza claro.
A cobertura deve ser com telhas onduladas de fibrocimento, 8mm , fixadas
em terças de madeira, sendo estas apoiadas e fixadas em tesouras.
O forro é em laje do tipo mista (vigotas e tavelas cerâmicas), rebocada e
pintada com tinta PVA látex, na cor branca, bem como o beiral, o qual deve ser previsto
em 02 fachadas do prédio (frente e fundos).
O piso e o rodapé devem ser cerâmicos (1ª linha, antiderrapante e PEI5) na
cor bege, as soleiras e peitoris em basalto cortado e polido. Deve ser previsto uma
calçada de 1,00 m de largura no entorno do prédio em concreto alisado, com espessura
de 10 cm e lastro de brita de 5 cm.
O acabamento das paredes deve ser liso e lavável com pintura acrílica, na cor
branca, exceção do sanitário que deve ser revestido com azulejos (1ª linha) até o teto (cor
branca). As superfícies em concreto (pilares, vigas) são pintadas com tinta acrílica na cor
concreto.
Prever a instalação de 02 bancadas com 2,00x0,65 m cada, prancha de
madeira 5 cm espessura, sobre alvenarias de tijolo à vista, em uma das laterais da sala
de manutenção. A altura final da bancada deve ser 0,97 m.

2.6.3.2. Projeto Estrutural


O projeto estrutural deve ser apresentado de maneira a se conseguir o menor
custo, sem prejuízo técnico e funcional. As cargas acidentais e as deformações devem
obedecer as Normas e Especificações Brasileiras.
O nível das vigas de fundações deve ser 40 cm acima da cota de
terraplenagem.
O aço a ser utilizado é do tipo CA-50 e CA-60 e a devendo ser utilizado
concreto conforme especificado nas Considerações Gerais, mesmo para lastro de
regularização.
O projeto estrutural deve ser acompanhado da respectiva Memória de
Cálculo, para aprovação.
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2.6.3.3. Iluminação e Força


A sala de manutenção deve ser provida de iluminação normal em corrente
alternada (127/220 Vca), devendo o projeto seguir os preceitos ditados pela ABNT.
Todos os circuitos de iluminação e tomadas, do prédio de manutenção,
devem partir de um centro de distribuição (CD) instalado à 1,30m do piso,
convenientemente localizado na sala de manutenção de forma a abrigar mini-disjuntores e
dispositivos de “interrupção diferencial residual” para os circuitos de tomadas e de
entrada, devendo ainda ser previsto espaço no CD para eventual ampliação da rede,
afora os disjuntores “Reserva” ( 1 de cada tipo).
Toda a instalação deve ser aparente, com eletrodutos de aço galvanizado, na
parede e laje de forro, e embutido no piso. Devem ser do tipo pesado, e possuir diâmetro
mínimo de ¾”. O comando das luminárias deve ser acionado por meio de interruptor de 1,
2 ou 3 seções/teclas unipolares, montado à 1,10m do piso.
Nos eletrodutos a área utilizada não deve ser superior a 70% da área total e a
bitola mínima admissível deve ser de ¾”. A bitola mínima admissível dos condutores será
de 1,5 mm2 para os circuitos de iluminação, e 2,5mm² para os circuitos de tomadas. Os
condutores devem ser de cobre, anti-chama, 450/750V, com isolamento e capa de PVC.
A potência recomendada para as luminárias deve ser em torno de 200 W na
sala de manutenção e 100 W na sala de materiais e sanitários e devem ser do tipo mista,
incandescente e/ou LED. A relação entre o iluminamento mínimo e médio deve ser igual
ou maior que 1/3. Para o cálculo do número de luminárias devem ser seguidos os níveis
de iluminamento padronizados.
Devem ser previstas 06 tomadas de 600 W na sala de manutenção, sendo 02
em cada bancada; 02 tomadas de 300 W na sala de guarda de materiais; 01 tomada de
100 W e 02 esperas para ligação de chuveiros (4500W) no sanitário.
Deve ser prevista uma caixa tipo CD (Distribuição de Telefonia) para ligação à
rede pública de telefonia e ligação ao prédio de comando, bem como, duas tomadas
telefônicas padrão EMBRATEL na parede da sala de manutenção.

2.6.3.4. Projeto Hidrossanitário


Deve contemplar as seguintes necessidades para cada banheiro (masculino e
feminino): uma bacia sanitária, chuveiro e um lavatório. O chuveiro e a bacia sanitária
devem ser instalados separadamente, individualizados por parede de alvenaria de altura
de 2,00 m. Devem ser abastecidos por reservatório superior devidamente dimensionado.
A bacia sanitária e o lavatório devem ser na cor branca e de primeira linha. Os metais
devem ser de boa qualidade.

2.6.3.5. Instalações Prediais de Água Fria


A determinação das perdas de carga distribuídas ao longo de cada trecho de
canalização deve ser realizada segundo a fórmula de FLAMANT para tubulação em PVC,
recomendada para o cálculo de redes de água fria com pequenos diâmetros. O cálculo
das perdas de carga localizadas, deve ser realizado através do MÉTODO DOS
COMPRIMENTOS EQUIVALENTES, segundo a ABTN.
Devido à baixa probabilidade de uso simultâneo dos aparelhos sanitários,
deve ser utilizado o critério dos PESOS ACUMULADOS para a determinação da vazão
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dos diversos trechos.


Para o dimensionamento dos ramais dos aparelhos são consideradas as
vazões mínimas por aparelho e diâmetros mínimos.
A alimentação deve ser subterrânea, a partir de derivação da entrada geral,
antes do Prédio de Comando, ou diretamente da rede pública.

2.6.3.6. Instalações Prediais de Esgotos Sanitários


Os diâmetros e declividades dos ramais de descarga, ramais de esgoto,
subcoletores e coletores, diâmetros de canalização de ventilação, devem ser
dimensionados conforme as tabelas da NBR-8160.
Todas as instalações sanitárias devem ser mantidas à pressão atmosférica.
Os tubos ventiladores devem ser prolongados pelo menos 30 cm acima da
cobertura do prédio.
A fossa séptica deve ser de concreto armado pré-moldado com capacidade
para 4 pessoas. Recebe os despejos sanitários e daí são lançados ao poço sumidouro.
Se existir rede pública de esgoto cloacal junto à SE, a saída da fossa deve ser
ligada a esta rede, caso contrário deve ser projetado poço sumidouro para receber os
efluentes da fossa séptica para facilitar a sua infiltração subterrânea.

2.6.4. Prédio de Gerador

O projeto completo (arquitetônico, estrutural, elétrico e hidrossanitário) deve


conter as informações necessárias para a execução do mesmo.
Por ser um local sujeito à formação de uma atmosfera explosiva, pela
presença de combustíveis, o prédio deve ter características de área classificada
(conforme a NR-10).
Devem ser atendidos no mínimo as especificações do fabricante do gerador e
os seguintes itens:
 Isolação acústica, para que a 1,50 m do prédio tenha-se ruído
máximo de 85 dB;
 Possuir caixa coletora de resíduos;
 Atender as questões de instalação elétrica em relação a áreas
classificadas;
 Devem ser utilizados equipamentos “a prova de explosão” e “com
segurança aumentada”;
 Possuir junto à parede próxima ao tanque de combustível o
acesso para reabastecimento com válvula de segurança;
 A descarga dos gases de combustão para o exterior deverá ser
feita por tubulação de escapamento que deverá ser fixada através
de segmentos elásticos e deve possuir proteção térmica;
 Deve ser prevista ventilação natural, podendo ser completada por
ventilação forçada, através de venezianas que não permitam a
entrada de póOs painéis de controle devem ser instalados de
forma a constituírem riscos de incêndio independentes.
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 O banco de baterias do conjunto motogerador deve ser instalado


em local protegido e ventilado, podendo estar situado no próprio
compartimento do gerador.
 O tanque de óleo combustível, para alimentação do motogerador ,
deve ser instalado em local externo da edificação, sinalizado,
protegido contra intempéries, provido de drenagem, suspiro,
aterramento e meios de coleta de resíduos ou vazamento de
acordo com os requisitos da ABNT NBR 7821 e da NFPA 37.
 Mureta de contenção do tanque de combustíveis dentro do prédio.

2.6.4.1. Projeto Arquitetônico


O projeto do prédio de gerador deve prever um pavimento com pé direito de 3
m. Deve contemplar espaço necessário para o gerador e sua manutenção. As paredes
externas devem ser com paredes de tijolo maciço, 25 cm de espessura.
As esquadrias devem ser de alumínio. As portas de acesso devem ter
dimensões que permitam a entrada do gerador.
A cobertura deve ser com telhas onduladas de fibrocimento, 8 mm, pintadas
com tinta acrílica, na cor branca, fixadas em terças de madeira, sendo estas apoiadas e
fixadas em tesouras.
O forro deve ser em laje do tipo mista (vigotas e tavelas cerâmicas) rebocada
e pintada com tinta PVA látex, na cor branca, bem como o beiral, o qual deve ser previsto
em 02 fachadas do prédio (frente e fundos). O piso deve ser em concreto alisado.
Deve ser previsto uma calçada de 1,00 m de largura no entorno do prédio em
concreto alisado, com espessura de 10 cm e lastro de brita de 5c m.
O acabamento das paredes deve ser liso e lavável com pintura acrílica, na cor
branca. As superfícies em concreto (pilares, vigas) devem ser pintadas com tinta acrílica
na cor concreto.
A canaleta para cabos deve ser prevista em alvenaria de tijolo maciço com
dimensões apropriadas, com suas tampas em ferro de chapa xadrez (espessura de 6mm)
e apoiada em perfis metálicos, ambos galvanizados. Devem ser previstos furos nas
tampas para facilitar sua remoção quando necessário.
O piso do Prédio do Gerador deve estar na cota +60 cm em relação à cota de
terraplenagem. Deve ser prevista rampa para acesso do gerador em frente à porta.

2.6.4.2. Projeto Estrutural


O prédio deve ser estruturado devendo ser apresentado de maneira a se
conseguir o menor custo, sem prejuízo técnico e funcional. As cargas acidentais e as
deformações devem obedecer as Normas e Especificações Brasileiras.
Deve ser dimensionado (e ser entregue acabado) de forma que suporte uma
ponte rolante ou sistema de “talha” móvel que permita/facilite o carregamento e
deslocamento do gerador.
Sob o gerador deve ser projetada uma base nivelada e estruturada de forma a
suportar o peso e as vibrações do gerador.
O nível das vigas de fundações deve ser 55 cm acima da cota de
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terraplenagem.
O aço a ser utilizado é do tipo CA-50 e CA-60. Deve ser utilizado concreto
conforme especificado nas Considerações Gerais, inclusive para lastro de regularização.
Os cobrimentos mínimos devem atender os critérios da norma considerando o
local de utilização e a classe de agressividade.
O projeto estrutural deve ser acompanhado da respectiva Memória de
Cálculo, para aprovação.

2.6.4.3. Iluminação e Força


As lâmpadas, os circuitos de chaveamento/interrupção, eletrodutos e demais
acessórios devem ser do tipo anti-explosão.
O prédio do Gerador deve ser provido de iluminação normal em corrente
alternada (127/220 Vca) e de emergência em corrente contínua (125 Vcc).
Todos os circuitos de iluminação e tomadas devem partir de centros de
distribuição (CD) convenientemente localizados, de forma a abrigar disjuntores
termomagnéticos, devendo ainda ser previstas esperas para eventual ampliação da rede.

2.6.4.4. Projeto Hidrossanitário:


O piso deve possuir caimento em direção a um ralo. A saída deste ralo deve
ser para uma caixa de coleta de resíduos externa ao prédio sem ligação com a drenagem.
Esta caixa deve possuir um compartimento mais baixo, com torneira para possibilitar a
coleta/retirada das águas com óleo/combustível através de tonel/balde próprio para tal.
A mureta para contenção de combustíveis também deve possuir ralo e este
ser interligado à caixa coletora de resíduos.

2.6.5. Guarita para Vigilância

O tipo de guarita a ser adotado está definido no Caderno de Informações


Gerais podendo ser de dois tipo: guarita térrea ou de dois andares.
O projeto completo a ser apresentado constitui-se dos seguintes itens: Projeto
arquitetônico, estrutural, elétrico, hidrossanitário e memórias de cálculo para análise e
aprovação.
A guarita térrea deve ter dimensões 3,00x3,50m, pé direito 2,60m, com sala
para a vigilância e sanitário.
A guarita de vigilância de 2 andares deve ter pé direito 2,60 m, com área
aproximada de 13m², sanitário no pavimento inferior e sala de vigilância no pavimento
superior, com acesso através de escadaria externa em ferro galvanizado.
A guarita a ser projetada deve seguir o modelo arquitetônico adotado para o
prédio de comando.
As alvenarias devem ser de tijolos maciços, 25 cm (externas) e 15 cm
(internas), rebocadas e pintadas, interna e externamente, com tinta acrílica fosca, na cor
branca.
As esquadrias devem ser em alumínio. A porta de acesso tem a dimensão
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0,80x2,10 m e a do banheiro 0,60x2,10 m. As janelas da sala do vigilante devem ser de


correr e devem proporcionar ampla visibilidade para todos os lados da SE. A janela do
banheiro é do tipo basculante, 0,40x0,60 m.
A laje de forro e intermediária (para guarita de 02 andares) devem ser do
tipo mista (vigotas e tavelas cerâmicas). A laje de forro deve ser rebocada e pintada com
tinta PVA látex, na cor branca, bem como o beiral, o qual deve ser previsto em 02
fachadas do prédio (frente e fundos). Para a guarita de 02 andares a laje de forro deve
acompanhar a inclinação da cobertura
A cobertura deve ser com telhas onduladas de fibrocimento, 8 mm.
O piso e rodapés internos devem ser cerâmicos (1ª linha, antiderrapante e
PEI5) na cor bege. O piso externo (calçada) deve ser em concreto alisado, numa faixa de
1,00 m em torno de toda a guarita, com espessura de 10 cm e lastro de brita de 5 cm. As
paredes do sanitário devem ser revestidas com azulejos branco (1ª linha) até 1,50 m. As
soleiras e peitoris devem ser em basalto cortado e polido.
O aço a ser utilizado é do tipo CA-50 e CA-60 devendo ser utilizado
concreto conforme especificado nas Considerações Gerais, mesmo para lastro de
regularização.
A guarita deve ser provida de iluminação normal em corrente alternada 127
Vca. O circuito de iluminação e tomadas, deve partir do Centro de Distribuição (CD). A
alimentação elétrica do prédio da Guarita deve ser proveniente do Painel de Serviços
Auxiliares CA instalado no Prédio de Comando da Subestação. Toda a instalação deve
ser aparente com eletrodutos de aço galvanizado, na parede e laje de forro, e embutido
no piso. Os comandos das luminárias deverá ser normal, por meio de interruptor de 1 ou 2
teclas. A potência recomendada para as luminárias são: Sala (2x32 W – Fluorescente) e
sanitário (60 W). Tomadas: devem ser previstas, no mínimo, 2 (duas) tomadas na sala e 1
(uma) no banheiro. A iluminação externa deve ser feita por lâmpada 60 W com fotocélula.
Deve ser prevista uma caixa tipo CD (Distribuição de Telefonia) para ligação à
rede pública de telefonia, duas tomadas telefônicas padrão EMBRATEL na parede da sala
do vigilante.
As louças sanitárias devem ser compostas por uma bacia sanitária com caixa
de sobrepor e um lavatório, ambos em cor branca e de primeira linha. Os metais devem
ser de boa qualidade. A tubulação deverá ser em PVC. A alimentação deve ser
subterrânea, a partir de derivação da entrada geral antes do Prédio de Comando ou
diretamente da rede pública.
A instalação de esgoto do prédio deve seguir as normas específicas,
utilizando, se possível, a rede de esgotos existente.

2.7. DRENAGEM

O projeto de drenagem da subestação visa promover a intercepção e


escoamento das águas superficiais e o rebaixamento do lençol freático, evitando assim
interferência na capacidade suporte do solo, alagamento superficial e saturação do solo.
Compreende a quantificação das linhas de drenos e seu dimensionamento, bem como o
encaminhamento da água captada, para um ou mais pontos de saída na rede pública
pluvial ou, na ausência desta, a um local convenientemente escolhido.
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Os fatores a serem considerados no cálculo da drenagem são: a área a ser


drenada, o índice pluviométrico local e a inclinação dos tubos drenantes. A distância entre
as linhas de drenos deve ser entre 20 e 30 m.
O projeto deve prever a utilização de tubos de concreto ou tubos flexíveis de
polietileno de alta densidade (PEAD).
As novas linhas de drenagem devem ser projetadas com PEAD.
Os tubos de concreto, liso ou drenante, devem ser utilizados em pequenas
adequações de trechos existentes, para linhas finais de drenagem e na saída para
drenagem externa.
O cobrimento mínimo dos tubos nas valas é de 30 cm (acima da geratriz
superior do tubo).
Em travessias utilizar tubos de concreto armado e considerar cobrimento
mínimo de 80 cm, de forma a suportar a passagem de veículos
Como meio drenante deve ser utilizada brita n° 2 ou brita graduada, que ao
ser colocada ao redor do tubo dreno, tem a finalidade de facilitar o fluxo de água do solo
para o interior do tubo dreno.
As valas de brita (tanto para tubos dreno de concreto ou de PEAD) devem ser
envelopadas por geotêxtil não tecido com gramatura mínima de 200 g/m² e devem
atender às especificações técnicas de projeto (resistência a tração, resistência ao
puncionamento, permeabilidade normal e abertura aparente). As bordas do geotêxtil
devem ser transpassadas de pelo menos 0,30 metros, tanto no fechamento do
“envelope”, quanto na transversal.
Croqui da seção transversal das valas de dreno:
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2.7.1. Tubos de Concreto:

Deve ser observado o diâmetro mínimo do tubo dreno de 20 cm.


O início de uma linha de drenagem não necessitará de caixa de inspeção.
Neste caso, deve ser usado tubo dreno com a ponta selada.
A destinação final da drenagem deve ser em tubos de concreto armado liso
(condutores).
Toda mudança de direção ou alteração de diâmetro dos tubos deve ser feita
com a utilização de caixa de inspeção conforme item 2.7.3.

2.7.2. Tubos flexíveis de PEAD (de forma corrugada espiralada):

Deve ser observado o diâmetro mínimo dos tubos de 10 cm.


O início de uma linha de drenagem não necessita de caixa de inspeção.
Neste caso, deve ser usado tubo dreno com a ponta selada (tampão).
A destinação final (água drenada) deve ser em tubos terminais (tubos
condutores), de mesmo material, conforme indicação do fabricante e com os mesmos
cuidados no que se refere à cobertura, de forma a suportar a passagem de veículos
quando for o caso.
As mudanças de direção e emendas devem ser feitas dentro da especificação
do fabricante e com as peças/conexões próprias para cada caso.
A seguir é apresentado a figura do tubo de PEAD e um orientativo de sua
instalação (desenho em planta).
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1-Tubo dreno flexível de PEAD


(de forma corrugada espiralada)
2- Luva de emenda para tubos
3- Meio drenante (brita n°2)
4- Geotêxtil conforme projeto D=diâmetroexterno;
d=diâmetro interno
5- Caixa de inspeção
6- Tampão

2.7.3. Caixas e Outros Detalhes:

As caixas de inspeção devem ser em alvenaria de tijolo maciço (com paredes


internas rebocadas totalmente e externas somente na parte aparente) com parede de 15
cm até 1,70 de profundidade e, acima deste valor devem ser com paredes de 25 cm; ou
blocos de concreto, com paredes de 14 cm (com preenchimento de concreto e armadura
nos cantos). Devem ter tampas de concreto armado e a distância máxima prevista entre
as caixas deve ser de 30 m.
Nas tampas das caixas de inspeção de drenagem deve estar claramente
identificado em baixo relevo, a palavra “ ”, na fonte StoneSans Bold com tamanho
40x10 cm centralizado.

Prever ganchos nas tampas para facilitar a retirada das mesmas.


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Deve ser previsto o uso de meias canas em concreto (Ø mínimo de 50 cm) no


topo e pés de taludes visando interceptar águas de terrenos vizinhos e proteger os
taludes da erosão provocada pelas chuvas. Estas águas devem ser encaminhadas ao
sistema de drenagem da subestação.
Os detalhes de colocação dos dutos nas valas, execução das caixas, etc.,
devem estar contidos no projeto.
Quando houver necessidade da utilização de dissipador de energia, este pode
ser composto de ala em concreto armado, degraus em concreto armado, caixa em blocos
de concreto e pedras de mão argamassadas (Ø 10 a 15 cm).

2.8. TERRAPLENAGEM E PAVIMENTAÇÃO

O Projeto de Terraplenagem deve ser desenvolvido considerando o Arranjo


da Subestação em sua fase de implantação.
Em situação em que a movimentação de terra seja considerável, a CEEE-GT
admite a execução da Subestação em plataformas, em cotas diferenciadas de até 2,0
metros. Pode ser admitida declividade de até 2% nas plataformas, exclusivamente no
sentido do eixo ortogonal/transversal aos dos Barramentos de Operação.
Os taludes máximos a serem implantados devem ter relação 1:1 (45º) nas
situações de Corte, e 1:1,5 nas situações de Aterro, devidamente
compactados/consolidados e revestidos com o enleivamento indicado.
A terraplenagem, em qualquer situação, deve considerar a retirada da
camada vegetal de no mínimo 30 cm, devendo a mesma ser considerada no cômputo
como decapagem.
O material escavado a ser descartado deve ser depositado em local próprio
para aterro/bota-fora com Licença atualizada junto aos órgãos ambientais responsáveis (a
ser obtida pela Contratada). Este local deve ser aprovado pela CEEE-GT.
O material importado para aterro deve ser proveniente de jazida também
licenciada e aprovada.
Para efeito de estabelecimento de Volumes (quantificação e qualificação da
movimentação de terra), o Projeto de Terraplenagem deve prever:
 Decapagem
 Corte com reaproveitamento para aterro;
 Aterro proveniente de jazida externa;
 Corte com retirada e descarte de material.

Caso necessite a utilização de estrutura de contenção, esta deve ser
apresentada em projeto especifico.
O projeto de Enleivamento deve considerar a cobertura dos taludes e de
1,00m no topo e pé do mesmo, com a utilização de Grama (de tipo adequado à região)
e/ou Hera (hedera helix) sobre camada de terra vegetal de 15 cm. No caso de Grama
deve ser prevista a utilização em placas ou rolo e no caso de Hera deve ser prevista a
utilização de mudas pré-enraizadas, com espaçamento máximo de 15 cm entre elas.
Faz parte do projeto de terraplenagem o “Plano de Trabalho”, que deve
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apresentar: os procedimentos de execução, ordem cronológica de execução,


equipamentos a serem utilizados, acompanhamento topográfico, ensaios, origem e
destino dos materiais, drenagens provisórias, acessos, contenções, acabamentos.

2.8.1. Acesso Principal

Deve ser previsto acesso entre a via pública existente e o terreno da CEEE.
Deve-se considerar o uso e a carga a serem deslocadas na Subestação para o
dimensionamento dos raios de curvatura, largura, rampas necessárias.
Em se tratando de terrenos de Subestações junto à Rodovias Federais ou
Estaduais, o projeto deve contemplar as exigências de recuos, aceleração/desaceleração,
rótulas, larguras de acesso, etc., estabelecidas pelos órgãos responsáveis, bem como a
autorização e aprovação do projeto nestes órgãos.

2.8.2. Arruamento

No projeto do(s) arruamento(s) da(s) plataforma(s) da subestação, deve ser


previsto acabamento em brita nº 2, com sub-base preparada para receber as cargas
correspondentes ao tipo de transporte previsto. Para declividade da plataforma maior que
2% deve ser prevista a utilização de placas de concreto.

2.9. SONDAGEM

Nesta especificação entende-se por sondagem aquela caracterizada pela


NBR6484, do tipo sondagem de reconhecimento à percussão (Standard Penetration
Test). Em caráter complementar, deve-se observar o exposto nas Normas NBR6122 e
NBR6502.
Para efeito de projeto construtivo devem ser feitas as sondagens geotécnicas
necessárias para o melhor e adequado dimensionamento das fundações com vistas à
seleção do tipo de fundação a ser adotada na Subestação. Cabe à Contratada
providenciar a sondagem e fornecer o seu laudo a CEEE-GT. A quantidade e a
localização dos furos da sondagem devem ser previamente aprovadas pela CEEE-GT.
A CEEE-GT fornecerá ao proponente, se possível, cópias de laudos de
sondagem realizados anteriormente no terreno.
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3. PROJETO CIVIL – DESENHOS, MEMÓRIAS, RELATÓRIOS,


TABELAS E LISTA DE MATERIAIS.

CONSIDERAÇÕES GERAIS:
Todos os projetos de engenharia (plantas e documentos) devem atender ao
padrão de formatação, identificação do selo e numeração, conforme os modelos e o
documento “Especificação Técnica de Codificação”.
Devem ser utilizados os formatos padrão: A0, A1, A2, A3 para projetos e A4
para memórias de cálculo e memoriais descritivos.
Deve ser apresentada para aprovação da CEEE-GT, antes do início do
desenvolvimento e apresentação dos projetos, uma “Lista de Desenhos” previstos para
serem elaborados, com seus respectivos títulos e numeração, também identificando os
desenhos “predecessores”.
Em todos os projetos, relatórios, memórias de cálculo, memoriais descritivos e
demais documentos técnicos deve estar destacado o nome, número de registro no
conselho de classe e respectiva ART do profissional responsável, bem como a assinatura
do mesmo.
As memórias de cálculo devem apresentar todas as informações utilizadas
para execução dos cálculos, métodos utilizados (modelo matemático), croqui com
esforços, etc., de forma que possam ser verificadas facilmente.
Os critérios de projeto devem ser observados, quando aplicáveis, de acordo
com as especificações do “Caderno de Informações Gerais” e a “Reunião Inicial de
Projeto Civil e Eletromecânico”.
Todo o material produzido pela CONTRATADA a ser entregue para CEEE-GT
deve ser em formato editável e desbloqueado. Os projetos devem ser elaborados em
formato Autodesk® AutoCad – extensão DWG. Os demais documentos devem ser
elaborados em formato Microsoft® Office (Word ou Excel) – extensão DOC ou XLS
respectivamente.
O nome dos arquivos devem ser elaborados com o formato do nome
conforme padronização da CEEE-GT. Exemplo ilustrativo:
 T_S0059_C_1100_290_01_001 - PR 69 kV – estrutura metálica,
fundação e montagem (pos.xx)
 T_S0059_C_1100_290_11_001 - PR 69 kV – estrutura de
concreto, fundação e montagem (pos.xx)
 T_S0059_C_1100_290_02_001 - PR 69 kV – estrutura metálica,
fundações e montagem (pos.xx) – Memória de Cálculo
 T_S0059_C_1100_290_12_001 - PR 69 kV – estrutura de
concreto, fundações e montagem (pos.xx) – Memória de Cálculo
Todos os projetos, desenhos, memoriais, memórias de cálculo, manuais
relatórios, listas de materiais, e outros documentos tornam-se propriedade da CEEE-GT e
seu custo é considerado como incluído no fornecimento.
A CEEE-GT tem o direito de copiar qualquer documento, desenho ou
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informação, para uso em seus trabalhos de projeto, construção e manutenção.


Na versão “Como Construído” de todos os projetos que envolvam concreto
deve ser inserido um quadro com os resultados dos ensaios de corpo de prova aos 28
dias, conforme exemplo a seguir:

Identificação Limite De N° Nº Corpo Data


do Local Resistência Relatório De Prova Moldagem
Parede CF – Viga 31,6 35790/155608 735 02/02/13
Parede CF – Pilares 32,6 35790/155608 737 04/02/13

Em relação à apresentação dos projetos, os mesmos devem ser elaborados


conforme indicado na tabela a seguir:

Tabela 2.9-1 Como devem ser apresentados os projetos

Descrição Formato Conteúdo de cada prancha


Pranchas 1ª- Planta Baixa
Fundações e Canaletas
separadas 2ª- Detalhes
TPC, TP, TC, PR, IP, Fundação, estrutura,
Prancha única
IPD, BB e Seccionadora montagem e detalhes
Fundação, montagem, escada
Disjuntor Prancha única
e detalhes
Pórtico de Ancoragem e Fundação, estrutura,
de Barramento em Prancha única montagem e detalhes
Estrutura Concreto
1ª - Fundação e montagem
Pórtico de Ancoragem Pranchas
2ª - pilar
Estrutura Metálica separadas
3ª - viga
Pórtico de Barramento Pranchas 1ª - fundação e montagem
Estrutura Metálica separadas 2ª - estrutura
Transformador ou Fundação e detalhes
Prancha única
Reator
Banco de Capacitor Prancha única Fundação, estrutura e detalhes
Caixa Separadora de Formas, armaduras e detalhes
Prancha única
Óleo
1ª - disposição de painéis,
canaletas e tampas
2ª – arquitetônico - Planta
baixa e cortes
Pranchas 3ª – arquitetônico - fachadas e
Edificações esquadrias
separadas
4ª - Estrutural*
5ª - Elétrico
6ª - Hidrossanitário
7ª - Climatização
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Pranchas 1ª – planta baixa,


Terraplenagem
separadas 2ª - seções
Pranchas 1ª – planta baixa,
Drenagem
separadas 2ª - detalhes
Levantamento Levantamento e detalhes
Prancha única
Planialtimétrico
Muro de Contenção Prancha única Formas, armaduras e detalhes
Diagrama de Esforços Prancha única Perspectiva isométrica
Parede Corta-Fogo Prancha única Fundação, estrutura e detalhes

*Obs.: Nos casos de prédios novos, poderá ser desmembrado o projeto


estrutural em mais de uma prancha.

3.1. Levantamento em Campo para Conferência e Levantamento Topográfico


Planialtimétrico

Antes de iniciar quaisquer projetos civis deve ser realizado um “levantamento


em campo” que assegure uma perfeita e atualizada locação das instalações existentes na
subestação (fundações, canaletas, prédios, limites de terreno, taludes, etc). Estes
levantamentos atualizados servem para subsidiar a elaboração dos projetos:
 Fundações e Canaletas – Planta;
 Drenagem – Planta;
 Prédio de Comando – Disposição de Painéis e Canaletas;
 Terraplenagem;

Levantamento em Campo para Conferência deve contemplar, no mínimo, as


seguintes informações:
 Locação de instalações existentes e outros pontos de interesse;
 Disposição de Painéis e Canaletas do Prédio de Comando;
 Canaletas, Banco de Dutos, Caixas de Passagem;
 Drenagem: tampas de caixas e outros dispositivos;
 Limites de propriedade, taludes, cercas externas, meio-fios,
portões e acessos;
 Mapa ou planta de situação, em escala reduzida, no canto superior
direito, localizando a subestação em relação às cidades ou
concentração urbanas, as estradas e/ou vias urbanas próximas
incluindo a quilometragem, acidentes geográficos do exército, bem
como uma relação das vias de trânsito adjacentes;
 Marcos, área e localização geográfica (latitude/longitude) do
terreno;
 Estruturas terminais das torres das LT’s que aportam a SE;
 Eixos principais de referências (150 a 250);
 Norte Magnético;
 Fundações e estruturas desativadas;
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Levantamento Topográfico Planialtimétrico, é necessário para subsidiar o


projeto de Terraplenagem, devendo apresentar as curvas de nível a cada metro

3.2. Fundações e Canaletas - Planta

O desenho “Fundações e Canaletas-Planta” deve estar baseado no


levantamento de conferência e levantamento topográfico (atualizado). Este desenho deve
ser apresentado na escala 1:300 ou 1:250.
Este desenho deve contemplar toda a Subestação e permitir a perfeita
locação de:

Fundações dos Equipamentos, Pórticos de Ancoragens e
Barramentos, Bases para Transformadores com Caixa Coletora de
Óleo, Caixas Separadoras de Óleo, Paredes Corta-fogo,
isoladores de pedestal, postes, linhas de transmissão (poste ou
torre);
 Projeção em planta das vigas de pórticos;
 Canaletas (definindo o tipo), Banco de Dutos, Leito de Cabos,
Caixas de Passagem e eletrodutos (definindo o tipo);
 Edificações permanentes;
 Cercas/Muros, Portões e acessos, calçada das edificações e
externa do muro/cerca;
 Taludes, meio-fios e muros de contenção;
 Eixos principais de referência do pátio da SE (150 e 250), cotados,
em conformidade com o desenho Eletromecânico de “Arranjo
Geral – Planta”;
 Nome dos módulos;
 Tabela de resumo das fundações identificando: tipo de
equipamento com sua posição (nº) no desenho, número do
desenho da fundação, número do desenho da estrutura, e
observações;
 Limites da propriedade, identificando marcos, ruas, comprimentos
dos trechos em alinhamentos e deflexões em ângulos nos trechos
retos não contíguos;
 Caso o terreno tenha dimensões muito maiores do que a área
energizada, deverá ser indicado no arranjo interno da SE, alguma
referência que vincule esse desenho parcial, algum acidente
interno ou externo a SE (rua, parte da cerca, etc.). Nesses casos
deve ser representado no canto superior direito do desenho, em
escala reduzida o terreno com a indicação da área ocupada pela
SE;
 Indicação do Norte magnético, no canto superior direito.
Observação: caso a obra possua diversas etapas de execução, as mesmas
devem ser identificadas.
Adicionalmente pode ser necessário a apresentação dos seguintes projetos
complementares:
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 Locação de Estacas – Planta;


 Fundações e Canaletas – Planta com Identificação de Etapas de
Obra;
 Fundações e Canaletas – Planta Existente com Identificação de
Demolições necessárias (com estimativa de quantitativos a
demolir).

3.3. Canaletas, Banco de Dutos, Caixas de Passagem, Leitos de Cabos e


Galerias

Devem ser apresentadas as Plantas de Formas e Armaduras, Detalhes,


Memória de Cálculo, Lista de Materiais.
Sempre que possível devem ser adotados os padrões CEEE-GT.

3.4. Sondagem SPT

Este desenho deve ser feito sobre o desenho “Fundações e Canaletas –


Planta”, identificando, perfeitamente, a quantidade e a posição dos pontos a serem
sondados, devendo ser apresentados:
 Planta de Locação dos Furos de Sondagem;
 Relatório de Sondagem.

3.5. Terraplenagem

O projeto de Terraplenagem, elaborado a partir do “Levantamento


Planialtimétrico”, deve ser desenvolvido considerando a projeção do desenho “Fundações
e Canaletas - Planta” , contemplando os seguintes desenhos:
 Terraplenagem – Planta;
 Terraplenagem - Seções;
 Terraplenagem - Memória de Cálculo de Volumes;
 Terraplenagem - Plano de Trabalho
 Terraplenagem - Enleivamento - Planta e Detalhes;

O desenho “Terraplenagem - Planta” deve indicar:


 Norte magnético no canto superior direito;
 Marcos do limite da área; Cercas e portões;
 Locação das áreas terraplenadas;
 Cotas das plataformas; Crista e pé dos taludes; Indicação da
declividade das plataformas;
 Acessos entre plataformas; Acessos com o exterior da
subestação;
 Taludes, Enleivamentos, Detalhes
 Volumes: decapagem, cortes, aterros, enleivamento;
O desenho “Terraplenagem – Seções” deve representar os perfis do terreno a
cada 10m, indicando decapagem, corte, aterro, volumes, detalhes dos taludes, etc.
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O relatório “Terraplenagem – Plano de Trabalho” deve apresentar: os


procedimentos de execução, ordem cronológica de execução, equipamentos utilizados,
acompanhamento topográfico, ensaios, origem e destino dos materiais, drenagens
provisórias, acessos, contenções, acabamentos.
O desenho “Terraplenagem – Enleivamento” deve representar as áreas
enleivadas, o tipo de enleivamento, especificações de execução, detalhes e quantitativos.
Quando utilizado aterro de jazida externa deverá ser apresentado Relatório de
Caracterização de Solo de Jazida e Ensaios de Controle de Compactação.
Devem ser apresentados os documentos de licenciamento de jazidas e bota-
foras.

3.6. Estruturas de Contenção

Deve ser apresentado projeto especifico com todos os detalhamentos


necessários (locação, seções, detalhes, geotêxtil, drenos, especificações, memorial de
execução, quantificação de materiais e memória de cálculo de dimensionamento).

3.7. Drenagem

O projeto Drenagem - Planta, elaborado sobre a projeção do desenho


“Fundações e Canaletas - Planta”, na mesma escala (1:300 ou 1:250), deve contemplar:
 Locação das linhas de drenagem, inclinação, nível de
assentamento, diâmetro e tipo dos tubos e caixas de inspeção;
 Detalhes das caixas de inspeção, das valas, da saída da
drenagem, e todos os detalhes pertinentes;
 Tabela dos quantitativos;
 Adequações, demolições e remoções,
 Lista de Materiais.
Deve ser representado também as tubulações e caixas referentes ao sistema
de coleta e separação de óleo dos transformadores (Ferro Fundido - FºFº).
Na memória de cálculo deve ser apresentada a metodologia e a planta com
as áreas consideradas. Também deve ser apresentado o cálculo do dimensionamento do
Geotêxtil.

3.8. Fundações

Os projetos de fundações de equipamentos, pórticos, postes,


transformadores, caixa coletora de óleo, caixas separadoras de óleo e linhas de
transferência devem apresentar:
 Plantas de Formas e Armaduras
 Memórias de Cálculo Geotécnico/Estrutural
 Lista de Materiais
 Relatório da Dosagem e Definição do Traço do Concreto
 Relatórios do Controle de Resistência à Compressão do Concreto
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Os desenhos devem indicar:


 Características do concreto, ferragens, cobrimento mínimo, volume
de concreto, área de formas, etc.
 Desenho em planta e cortes .
 Cotas do solo, britamento, topo da fundação, etc.
 Detalhes e materiais de chumbadores, no caso fundações para
estruturas metálicas.
 Detalhes do colarinho, no caso de fundações para estruturas pré-
moldadas.
 Tabela de ferragens.
 Detalhe de escadas de Disjuntores.

Quando houver estaqueamento, deve ser apresentado:


 Projeto “Fundações e Canaletas - Locação das Estacas”, no qual
conste a projeção em planta das fundações, das estacas, o tipo de
estacas.
 Memorial geotécnico com o dimensionamento das estacas, cargas
e, profundidades.
 Detalhamento das estacas, capacidades de compressão e tração.
 Planilha de Controle do Estaqueamento (identificando data,
estaca, dimensão, profundidade, nega, sobra, volumes, etc.).
 O relatório “Estaqueamento – Plano de Trabalho” deve apresentar:
os procedimentos de execução, ordem cronológica de execução,
equipamentos utilizados, ensaios, etc.

As memórias de cálculo devem contemplar as premissas adotadas e todas as


etapas do cálculo, bem como, detalhes construtivos julgados necessários. A Contratada,
sob sua responsabilidade, pode utilizar projeto padronizado CEEE-GT, devendo também
apresentar as memórias de cálculo.
Nas Fundações de Transformador com Caixa Coletora deve ser apresentado
também: detalhe das paredes laterais, da grelha de fundo, dos caimentos do piso e
passagens pelas vigas, da tubulação de Ferro Fundido, preenchimento com brita, cálculo
da altura de brita.
Nas Fundações da Linha de Transferência deve ser apresentado também: o
detalhamento de juntas e dos trilhos (tipo, fixação, cruzamentos, trilho de rodagem e de
movimentação dos Transformadores - tracionamento).
Nas Caixas Separadoras de Óleo deve ser apresentado também: a Memória
de Cálculo Dimensional e detalhe de tampas, escada de acesso interna e tubulação de
chegada e saída.

3.9. Estruturas Pré-moldadas de Concreto

Os projetos de estruturas de equipamentos, pórticos devem apresentar:


 Planta, Cortes e Detalhes - Formas e Armaduras;
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 Memórias de Cálculo
 Lista de Materiais
 Plano de Inspeção e Boletim de Inspeção de Materiais.
 Relatório da Dosagem e Definição do Traço do Concreto
 Relatórios do Controle de Resistência à Compressão do Concreto
 Romaneio dos Fornecedores.
Os desenhos devem indicar:
 Características do concreto, ferragens, cobrimento mínimo, volume
de concreto, área de formas, etc.
 Tabela de ferragens.
 Detalhes de Montagem, ligação, peças de fixação, furação de
equipamentos, preenchimento do colarinho para fixação da
estrutura, furos de içamento, etc.

As memórias de cálculo devem contemplar as premissas adotadas, croquis
de esforços e todas as etapas do cálculo, bem como, detalhes construtivos julgados
necessários. A Contratada, sob sua responsabilidade, poderá utilizar projeto padronizado
CEEE-GT, devendo também apresentar as memórias de cálculo.

3.10. Estruturas Metálicas

Os projetos de estruturas de equipamentos e pórticos devem apresentar:


 Vista superior e frontal, cortes, detalhes construtivos das peças.
 Memórias de Cálculo
 Plano de Inspeção e Boletim de Inspeção de Materiais.

Os desenhos devem indicar:


 Lista de Materiais identificando: nº da peça ou posição, descrição
da peça, comprimento da peça, quantidade, peso unitário, peso
total e observações gerais.
 A Lista de materiais deve contemplar os perfis metálicos, chapas,
parafusos, porcas, arruelas, estribos, calços, manilhas, etc. Abaixo
da Lista de Materiais deverá ser identificado o peso total da
estrutura sem galvanização, e com galvanização.
 Romaneio dos Fornecedores.
 Detalhes de Montagem.

As memórias de cálculo devem contemplar as premissas adotadas, croquis


de esforços e todas as etapas do cálculo, bem como, detalhes construtivos julgados
necessários. A Contratada, sob sua responsabilidade, poderá utilizar projeto padronizado
CEEE-GT, devendo também apresentar as memórias de cálculo.

3.11. Diagramas de Esforços

Devem ser apresentados os desenhos de Diagrama de Esforços (Planta e


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Cortes) ou o Diagrama Isométrico de Esforços, para Pórticos de Ancoragem e de


Barramentos, sejam em Estruturas de Concreto ou Metálicas.
O desenho “Diagrama de Esforços - Planta” deve representar no mínimo: a
projeção em planta dos pilares e vigas, os eixos principais de referências (150 a 250), a
identificação dos tipos/denominações de colunas e vigas, os esforços de tração nos
cabos, os esforços do vento (nos cabos, colunas isoladoras e cadeias de isoladores), e
também, legenda identificando todos os esforços atuantes sobre as estruturas, tabela de
cargas de trabalho em kgf, identificação de “Cortes”, indicação do Norte magnético no
canto superior direito, e tabela indicando tipos/denominações e quantidades de vigas e
pilares.
O desenho “Diagrama de Esforços - Cortes” deve representar no mínimo: os
pilares e vigas com suas cotas/dimensões, a identificação dos tipos/denominações de
colunas e vigas, os esforços de tração nos cabos, os esforços de vento: nos cabos,
colunas isoladoras, cadeias de isoladores, os pesos de: cabos, colunas isoladoras,
cadeias de isoladores, seccionadores e outros equipamentos sobre vigas, bem como, os
pesos próprios das vigas e dos pilares. Devem se levados em consideração também as
Cargas Acidentais e os Esforços devido ao vento nas Vigas e Pilares.
No desenho de “Diagrama Isométrico de Esforços” devem ser considerados
todos os carregamentos descritos anteriormente.
A partir do “Diagrama de Esforços” (Planta e Cortes) ou do “Diagrama
Isométrico de Esforços” devem ser desenvolvidos os projetos executivos das estruturas
de pórticos, pelo projetista responsável pela elaboração do projeto civil ou pelo fabricante
das estruturas.

3.12. Parede Corta-Fogo

O projeto de Paredes Corta-Fogo deve apresentar:


 Plantas de Formas e Armaduras das Fundações e Estrutura
 Memórias de Cálculo Geotécnico/Estrutural
 Lista de Materiais
 Relatório da Dosagem e Definição do Traço do Concreto
 Relatórios do Controle de Resistência à Compressão do Concreto
Os desenhos devem indicar:
 Características do concreto, ferragens, cobrimento mínimo, volume
de concreto, área de formas, alvenarias, etc.
 Desenho em planta, cortes e em perspectiva.
 Cotas: do solo, britamento, fundação, topo, etc.
 Tabela de ferragens.
Quando houver estaqueamento, deve ser utilizado os mesmos critérios de
fundações (item 3.8)
As memórias de cálculo devem contemplar as premissas adotadas e todas as
etapas do cálculo, bem como, detalhes construtivos julgados necessários. A Contratada,
sob sua responsabilidade, pode utilizar projeto padronizado CEEE-GT, devendo também
apresentar as memórias de cálculo.
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3.13. Edificações (prédios)

O projeto de Edificações deve apresentar:


Projeto Arquitetônico:
 Planta Baixa, Cortes, Fachadas, Esquadrias, Detalhes e Memorial
Descritivo.
Projeto Estrutural:
 Planta Baixa, Formas, Armação, Detalhes e Memória de Cálculo.
 Planta Baixa e Detalhes de Escoramento.

Projeto de Disposição de Painéis e Canaletas (para Prédio de Comando):


 Planta Baixa, detalhe de canaletas, tampas e perfis, memória de
cálculo estrutural de suporte de painéis e cabos, lista de materiais.
 Projeto de Distribuição de Eletrocalhas no Prédio de
Comando:
 Planta, Detalhes
Projeto Hidrossanitário:
 Planta Baixa, Cortes, Estereograma, Água Fria, Pluvial e Esgoto,
Memória de Cálculo, Lista de Materiais.
Projeto Elétrico:
 Planta Baixa, Cortes, Quadro de Cargas, Quadro de Distribuição,
Lista de Materiais.
Projeto Extintores:
 Planta Baixa, Cortes e detalhes de instalação e sinalização.
Projeto de Climatização:
 Memorial Descritivo;
 Memória de Cálculo indicando os dados considerados para definir
a carga térmica, as condições ambientais (internas e externas), as
fontes internas de calor, etc., para o dimensionamento do(s)
condicionador(es) de ar;
 Planta baixa do prédio, com a localização do(s) equipamento(s):
condensador(es) e evaporador(es), identificação das tubulações e
dos condutores de alimentação e comando.
 Corte(s), detalhando as cotas e fixação dos equipamentos;
 Detalhes de instalação;
 Especificações Técnicas e/ou Catálogos das Unidades
Condicionadoras, identificando: marca, modelo, capacidade de
refrigeração/aquecimento, potência, vazão interna, nível de ruído,
dimensões, peso, alimentação elétrica, etc. Além disto, devem ser
descritas as formas construtivas dos evaporadores,
condensadores, compressor, ventiladores e serpentinas das
unidades, filtros de ar, quadro elétrico de controle e tubulações de
refrigeração.
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3.14. Pavimentação, Acessos e Arruamentos

O projeto Pavimentação, Acessos e Arruamentos, elaborado sobre a projeção


do desenho “Fundações e Canaletas - Planta”, deve contemplar:
 Pavimentação, Acessos e Arruamentos – Planta;
 Cortes e Detalhes,
 Memória de Cálculo,
 Lista de Materiais.
Os desenhos devem indicar:
 Largura do acesso, rótula, com suas características perfeitamente
definidas (quando for o caso);
 Raios de curvaturas do acesso;
 Corte no eixo de acesso, marcando cota da via pública, da
plataforma e intermediárias;
 Tipo de pavimentação;
 Arruamento interno com suas características perfeitamente
definidas: largura, demarcação, raios de curvatura, tipo de
pavimentação, etc.
 Representação orientativa dos limites do terreno, disposição da
SE, taludes, etc.

3.15. Cercas, Muros e Portões

O projeto de Cercas, Muros e Portões deve contemplar:


 Planta elaborada sobre a projeção do desenho “Fundações e
Canaletas – Planta”;
 Estrutural, Cortes e Detalhes;
 Memória de Cálculo Geotécnico/Estrutural;
 Lista de Materiais;
Deve ser representada em “planta” toda a extensão da cerca de tela, os
mourões defletidos simples e reforçados, os pontos de seccionamento de cerca, a
localização do portão. O desenho também deve mostrar detalhes de :fixação da tela, da
viga de baldrame, dos mourões de concreto e dos seccionamentos de cerca.
O desenho do portão deve indicar/contemplar: o tipo de portão e seu material,
detalhes de fixação, trincos, etc.
No caso de utilização de muros de alvenaria e/ou de Gradil Pré-moldado de
concreto, os mesmos devem ser representados em planta, em toda sua extensão. Neste
caso também devem ser identificados os detalhes de : viga de baldrame, estrutura
(pilares/vigas), placas com logotipo, etc.

3.16. Manual de Manutenção Civil

Este relatório deve conter as instruções para vistorias de:


 Drenagem: caixas, dissipadores, drenos; tampas, meias-canas;
 Prédios: estruturas, canaletas, instalações Hidráulicas e elétricas,
climatização, pintura, esquadrias; telhamento;
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 Estruturas de concreto: pintura, fissuras;


 Estruturas metálicas: peças, zincagem, drenos nas fundações;
 Caixas inspeção cabos, canaletas, tampas;
 Terraplenagem: taludes, drenos, enleivamento;
 Muros, cercas e portões, acionamento elétrico portão;
 Parede corta-fogo: estrutura e pintura;
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4. PROJETO ELETROMECÂNICO

Os critérios de projeto abaixo relacionados devem ser observados, quando


aplicáveis, de acordo com o Caderno de Informações Gerais.
Todos os projetos devem seguir os preceitos das normas vigentes da ABNT.
O projeto eletromecânico executivo deve ter como referência o projeto básico
aprovado pela CEEE-GT. Todos os itens que necessitam ser dimensionados devem levar
em conta a potência instalada (presente e futura), a potência de passagem (presente e
futura), os níveis de curto circuito (presente e futuros) e o NBI da instalação. Os
espaçamentos mínimos e de segurança, e a locação dos para-raios em relação aos
demais equipamentos, devem observar as normas NBR de coordenação de isolamento
vigentes.

4.1. ALTERNATIVAS DE ALIMENTAÇÃO DO TRANSFORMADOR DE


SERVIÇOS AUXILIARES, A PARTIR DO TERCIÁRIO DO
TRANSFORMADOR DE FORÇA

4.1.1. Com uso de Disjuntor, ao tempo:

O trecho entre o terciário do TR até o Transformador de Serviços Auxiliares


(TSA) deve estar protegido e manobrado da seguinte forma:
 Utilização de Seccionador Unipolar 13,8 kV e Para-Raios 18 kV na saída
do terciário do TR;
 Utilização de 01 (um) Módulo completo 13,8 kV, para proteção e
manobra do terciário do TR, instalado de forma “convencional” (ao tempo), e denominado
como “Módulo de Conexão do Terciário”, e composto de:
- 01 (um) Disjuntor 15 kV, à vácuo ou SF6;
- 03 (três) TC’s 13,8 kV com 02 (dois) enrolamentos secundários, um deles
para sensibilização das funções “proteção” 50/51 e 50/51N, e outro para
medição;
- 03 (três) TP’s 13,8 kV, ligação em “delta aberto” (num dos enrolamentos
secundários), para sensibilização das funções “proteção” 59G/64, e outros
enrolamentos secundários (em estrela aterrado) destinados à função
“proteção” 27 e à medição;
- 06 (seis) Seccionadores Unipolares 13,8 kV, como isoladores do
Disjuntor.
 Instalação de Barramento Aéreo 13,8 kV (Tubular), ao tempo, destinado
às conexões para alimentação do Transformador de Serviços Auxiliares (TSA), e às
conexões destinadas ao suprimento do barramento aéreo proveniente do terciário do TR
(Módulo de Conexão do Terciário);
 Utilização de 01 (um) Módulo 13,8 kV destinado à proteção e manobra
do Transformador de Serviços Auxiliares (TSA), contemplando a instalação de:
Seccionador Unipolar 13,8 kV associado com fusível HH (em base apropriada, separada
do Seccionador Unipolar), e para-raios;
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A ligação entre o terciário do TR e o “Módulo de Conexão do Terciário” pode


ser efetuada através de condutores aéreos (cabos ou tubos), ou, através de cabos
isolados 12/20 kV e muflas terminais. Neste último caso, deve ser instalado Seccionador
Unipolar 13,8 kV, como isolador do cabo isolado 12/20 kV, montado na chegada do cabo
isolado junto ao barramento aéreo;
Caso não haja TC’s de bucha, no Terciário do Transformador de Força,
destinados à “Proteção Diferencial” (função: 87), deve ser prevista a instalação de 03
(três) TC’s 13,8 kV, uso externo, para esta finalidade.
O projeto executivo deve contemplar o dimensionamento do elemento fusível
HH e de todos os demais equipamentos 13,8 kV, que devem ser compatíveis aos
níveis/correntes de curto-circuito no terciário do TR/Barra 13,8 kV.

4.1.2. Com uso de Disjuntor, em Cubículo:

O trecho entre o terciário do TR até o Transformador de Serviços Auxiliares


(TSA) deve estar protegido e manobrado da seguinte forma:
 Utilização de Seccionador Unipolar 13,8 kV e Para-Raios 18 kV na saída
do terciário do TR;
 Utilização de 01 (um) Módulo completo 13,8 kV, para proteção e
manobra do terciário do TR, instalado em “Cubículo Blindado 13,8 kV”, ao tempo, e
denominado como “Módulo de Conexão do Terciário”, e composto de:
- 01 (um) Disjuntor “extraível” 15 kV, à vácuo, uso abrigado;
- 03 (três) TC’s 13,8 kV, uso abrigado, com 02 (dois) enrolamentos
secundários, um deles para sensibilização das funções “proteção” 50/51 e
50/51N, e outro para medição;
- 03 (três) TP’s 13,8 kV, uso abrigado, ligação em “delta aberto” (num dos
enrolamentos secundários), para sensibilização das funções “proteção”
59G/64, e outros enrolamentos secundários (em estrela aterrado)
destinados à função “proteção” 27 e à medição;
 Instalação de “Cubículo Blindado 13,8 kV”, ao tempo, com barramentos
isolados 15 kV, destinado às conexões para alimentação do Transformador de Serviços
Auxiliares (TSA), e às conexões destinadas ao suprimento do barramento isolado 15 kV
proveniente do terciário do TR (Módulo de Conexão do Terciário).
 Conexões através de cabos isolados 12/20 kV, e muflas terminais
instaladas no Cubículo Blindado, destinadas ao Terciário do TR e ao TSA.
 Utilização de 01 (um) Módulo 13,8 kV, com barramento tubular ao
tempo, destinado à proteção e manobra do Transformador de Serviços Auxiliares (TSA),
contemplando a instalação de: Seccionador Unipolar 13,8 kV associado com fusível HH
(em base apropriada, separada do Seccionador Unipolar), de Seccionador Unipolar 13,8
kV, como isolador do cabo isolado 12/20 kV proveniente do Cubículo Blindado (instalado
próximo ao TSA), e de para-raios.
Caso não haja TC’s de bucha, no Terciário do Transformador de Força,
destinados à “Proteção Diferencial” (função: 87), deve ser prevista a instalação de 03
(três) TC’s 13,8 kV, uso externo, para esta finalidade.
O projeto executivo deve contemplar o dimensionamento do elemento fusível
HH e de todos os demais equipamentos 13,8 kV, que devem ser compatíveis aos
níveis/correntes de curto-circuito no terciário do TR/Barra 13,8 kV.
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4.2. INSTALAÇÃO DE TRANSFORMADOR DE SERVIÇOS AUXILIARES

Os Transformadores de Serviços Auxiliares (TSA’s) com potência maior ou


igual a 150 kVA, devem ser instalados apoiados em plataformas metálicas, seja em
estruturas próprias, ou, sobre perfis metálicos instalados entre 2 postes.
Para TSA’s com potência menores ou iguais a 112,5 kVA, os mesmos podem
ser instalados de forma “suspensos”, fixados em 2 perfis metálicos, colocados entre 2
postes.
Não é permitido o uso de Transformador de Serviços Auxiliares (TSA) dentro
de Cubículos Blindados.

4.3. ISOLAMENTO

Os espaçamentos fase-fase (Seccionador Abertura Vertical, Barramentos e


Seccionador Abertura Horizontal), fase-terra, e entre terminais de equipamentos e o solo
(mínimo) a serem adotados, devem ser os recomendados pela norma NEMA SG6 de
modo a garantir o NBI da instalação, os quais estão abaixo indicados:

Tabela 4.3-1

Tensão Nominal (kV) NBI (kV)


230 kV 950 kV
138 kV 650 kV
69 kV 350 kV
23 kV 150 kV
13,8 kV 110 kV

A distância mínima entre a parte inferior da porcelana e a brita será de 2,50


m.
As distâncias mínimas a serem observadas da parte viva mais próxima do
equipamento à brita, serão as seguintes:

Tabela 4.3-2

Tensão nominal (kV) Distância (m)


230 5,50
138 4,50
69 3,50
23 3,05
13,8 3,05
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Quando houver a instalação de seccionadores unipolares na posição vertical


em barramentos de média tensão, a altura desta instalação deve ser de 4,80 m do solo
até a fixação do isolador inferior do seccionador.
Nas instalações de média tensão, que contemplem o uso de Disjuntores, a
distancia do topo do Disjuntor ao solo deve ser, no máximo, de 3,80m.

Isoladores de Cadeias de Ancoragem e Suspensão


Os isoladores utilizados nas cadeias de ancoragem e de suspensão, devem
ser somente de vidro temperado.
As cadeias, para os níveis de tensão abaixo discriminados, devem ser
compostas de:
 230 kV: no mínimo 16 (dezesseis) isoladores de vidro temperado
Ø254x146 mm-ruptura: 12000 kgf, tipo concha e bola, com luva de
zinco;
 138 kV: no mínimo 10 (dez) isoladores de vidro temperado
Ø254x146 mm-ruptura: 8000 kgf, tipo concha e bola, com luva de
zinco;
 69 kV: no mínimo 6 (seis) isoladores de vidro temperado
Ø254x146 mm-ruptura: 8000 kgf, tipo concha e bola, com luva de
zinco.
 23 kV: no mínimo 3 (três) isoladores de vidro temperado
Ø254x146 mm-ruptura: 8000 kgf, tipo concha e bola, com luva de
zinco.
 13,8 kV: no mínimo 3 (três) isoladores de vidro temperado
Ø254x146 mm-ruptura: 8000 kgf, tipo concha e bola, com luva de
zinco.

Colunas Isoladoras
Preferencialmente, devem ser compostas por “Isoladores de Pedestal” tipo
pesado, sendo no mínimo: em 230 kV (6xTR-140), em 138 kV (1xTR-53 + 2xTR-140) e
em 69 kV (2xTR-140), todos montados em sub-bases quando em estruturas de concreto.
Alternativamente, podem ser usadas colunas, em invólucro tipo porcelana, do tipo:
“isolador multicorpo”, ou “isolador monocorpo” (suporte maciço/núcleo sólido), com NBIs
compatíveis aos níveis de tensão que venham a ser aplicados, bem como, apresentar
características mecânicas (flexão, compressão, e eventualmente tração e torção), no
mínimo iguais aos das colunas compostas (TR).
Deve também ser observada a distância Específica de Escoamento Fase-
Fase igual ou maior à 20mm/kV, e 31mm/kV para ambientes com teor de poluentes
crítico.
Para o cálculo da “Distância Específica de Escoamento”, devem ser
consideradas as Tensões Máximas (kV fase-fase, eficaz, estabelecidas na Tabela 1 do
Procedimentos de Rede do ONS, submódulo 2.3 – Subestações, conforme resolução
autorizativa nº 75/16 de 16/12/16). Para o sistema de 23 kV, não citado na Tabela 1, deve
ser adotado o valor de 24,1 kV como Tensão Máxima (fase-fase).
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“Nos setores 13,8 kV e 23 kV , devem ser usados , “Colunas de Isoladores de


Pedestal” , de porcelana , dos tipos TR-4 e TR-7 , respectivamente , e que atendam as
seguintes características técnicas :

- TR-4 :
- diâmetro da saia maior................................................. 203 mm ;
- diâmetro da base......................................................... 108 mm ;
- diâmetro do circulo de furação no topo e na base.......... 76 mm ;
- altura total.................................................................... 254 mm ;
- distância de escoamento............................................... 305 mm ;
- tensão suportável à frequência industrial sob chuva....... 45 kV ;
- NBI ( Nível Básico de Impulso )....................................... 110 kV ;
- ruptura à tração............................................................. 23 kN ;
- ruptura de flexão na base.............................................. 9 kN ;
- ruptura de flexão no topo.............................................. 4,5 kN ;
- ruptura à torção............................................................. 800 kN .

- TR-7 :
- diâmetro da saia maior................................................. 266 mm ;
- diâmetro da base......................................................... 108 mm ;
- diâmetro do circulo de furação no topo e na base.......... 76 mm ;
- altura total.................................................................... 305 mm ;
- distância de escoamento............................................... 508 mm ;
- tensão suportável à frequência industrial , sob chuva .... 60 kV ;
- NBI ( Nível Básico de Impulso )....................................... 110 kV ;
- ruptura à tração............................................................. 23 kN ;
- ruptura de flexão na base.............................................. 9 kN ;
- ruptura de flexão no topo.............................................. 4,5 kN ;
- ruptura à torção............................................................. 900 kN .

No caso de Isoladores de Pedestal instalados sobre Vigas de Pórticos,


destinados à passagem de cabos aéreos, devem ser instalados sobre os mesmos Tubos
de Alumínio (SCH40), dentro dos quais devem passar os cabos aéreos de interligação, de
forma a garantir as distancias mínimas de isolamento, bem como, permitir a execução de
atividades com “linha viva”.

Isoladores em Subestações Urbanas


Em subestações “Urbanas” de 230 kV, além das disposições precedentes, as
Cadeias e Colunas Isoladores devem ser fornecidas com “anéis distribuidores de
potencial”, para melhorar a distribuição do campo elétrico que envolve os isoladores, e
reduzir os níveis de rádio-interferência.
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4.4. CONEXÕES

Setor 230 kV
Todos os conectores e grampos de ancoragem/suspensão devem ser do tipo
“anticorona” (parafusos encapsulados), explicitamente especificado pelo fabricante e
descrito no Projeto Executivo.
Excepcionalmente, se previsto no Projeto Básico da subestação, em função
da localização da SE (distante de área urbana), podem ser usados conectores
convencionais (ditos não anti-corona), mas, que atendam aos requisitos técnicos
relativamente aos níveis de Rádio Interferência (RIV), estabelecidos nas Normas
Técnicas, como limites para sistema de 230 kV, desde que sejam devidamente
comprovados por “Ensaios de Tipo” específicos para cada tipo de conector.
Os conectores da rede aérea devem ser fabricados em liga de alumínio
fixados com parafusos de aço galvanizado a fogo, não sendo aceitos em aço inoxidável
(deformação de rosca após 1º torque). As emendas dos tubos devem ser soldadas, com
uso de luvas de acoplamento, sempre que for possível.
Os conectores terminais devem ser de tipo aparafusado, com parafuso de aço
galvanizado a fogo. Os conectores terminais devem ser em liga de alumínio quando o
terminal do equipamento for de alumínio e em liga de cobre estanhado quando o terminal
do equipamento for de cobre.

Disposições Gerais
Nos setores de 138 kV, 69 kV, 23 kV e 13,8 kV devem ser usados conectores
“tipo cunha”. No caso de derivação de Barramentos Tubulares de alumínio, devem ser
usados conectores tipo “T” soldados nos tubos, preferencialmente, ou, podem ser usados
conetores do tipo “T” convencionais.
No setor 230kV, devem ser usados conetores tipo “anti-corona” (parafusos
encapsulados), afora em situações especiais e devidamente explicita na documentação
técnica que compõe o Edital.
No caso de derivação de Barramentos Tubulares 230kV, devem ser usados
conetores tipo ”T” convencionais.
No caso de Barramentos Tubulares, em vãos superiores à 10 metros, devem
ser usados cabos soltos no interior do tubo, para fins de amortecimento das vibrações
eólicas.
Nas extremidades de Barramentos tubulares, devem ser usados conectores
tipo: “tampão”, aparafusados.
Nos Barramentos Tubulares de alumínio, devem ser usados conectores
suportes tipo: “Fixo/Deslizante” e “de Expansão”. As emendas dos tubos devem ser
soldadas, sempre que possível, e atendendo as seguintes premissas:
- para tubos de diâmetro até 3” IPS,os mesmos devem ser simplesmente
soldados, ou soldados com uso de “luva de acoplamento”;
- para uso de tubos de diâmetros superiores à 3” IPS, os mesmos devem ser
soldados com uso de “luva de acoplamento” soldada.
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- podem ser usados conetores de “emenda reta”, aparafusados, em situações


especiais (ampliação de barramentos).
Devem ser usados, sempre que possível, derivações/baixadas até
equipamentos a partir de grampos de ancoragem, evitando-se assim pontos adicionais de
conexões através de conectores tipo “T” ou Paralelo.
Devem ser usados reforços (duplicação de cabos) em todas as derivações de
circuitos de corrente, na rede aérea da subestação.
Nas ligações “tubulares” entre Equipamentos que envolvam: Transformador
de Força, Disjuntor, TC e TP/TPC, devem ser usados necessariamente, um conetor
terminal de expansão, num dos terminais de um dos Equipamentos. Quando tais ligações
“tubulares”, se conectarem à buchas de Transformador de Força, os conetores terminais
das buchas devem ser, obrigatoriamente, do tipo “expansão.

Disposição de Conectores nos Isoladores Suporte


Deve ser apresentado um esquema de montagem do barramento rígido,
indicando para cada Isolador Suporte os tipos de conectores a serem usados:
 F – Conector Fixo;
 E – Conector Expansão;
 D – Conector Deslizante.

4.5. INTERLIGAÇÃO

Equipamentos
Todos os equipamentos de pátio devem apresentar as descidas dos seus
cabos de comando, controle e acionamento, preferencialmente, acondicionados em
eletrodutos de aço galvanizado ou em eletrodutos rigidos de PVC, tipo pesado. Quando
os mesmos estiverem sob a camada de brita, estes tubos devem ser envelopados em
concreto.
Quando se fizer necessário tubulações/ligações em curvas, junto às caixas
terminais/comando e/ou caixas de junção, devem ser usados eletrodutos metálicos
flexíveis, em fitas de aço galvanizado revestido com PVC extrudado anti-chama.

Caixas de Passagem para TC’s e TP’s/TPC’s


Para cada agrupamento de 03 (três) TC’s, ou TP’s, ou TPC’s, deve ser
instalada uma Caixa de Passagem/Interligação, para junção dos cabos de corrente ou de
tensão provenientes dos “transformadores de instrumentos” (fases: A, B e C), e para
saída/encaminhamentos dos cabos destinados aos circuitos de corrente ou de potencial
de cada respectivo Módulo (Proteção/Medição).
Estas Caixas devem estar localizadas junto às estruturas dos Equipamentos
das fases “B” (fase central), e devem ficar sob os Terminais “P1” (no caso dos TC’s), e os
centros destas caixas devem ficar à 1,50 m do terreno com brita.
Quando os Equipamentos também se destinarem à “Medição de
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Faturamento”, deve ser instalada uma outra Caixa, idêntica, para conexões dos circuitos
destinados à Medição e Faturamento, e a sua localização deve ser no lado oposto à
primeira caixa.
Estas Caixas de Passagem/Interligação devem ter dimensões mínimas de:
810x350x220 mm, serem à prova de tempo, grau de proteção mínimo IP-54, com
dispositivo de lacre, com tampas planas, e serem confeccionadas em liga de alumínio
fundida e com chapas de espessura 5 mm.
Deve ser apresentada “Memória de Cálculo” para dimensionamento dos
Cabos dos Circuitos de Corrente dos IED’s de Proteção, para verificação de saturação de
TC’s por Correntes de Curto-Circuito (Simétricas ou Assimétricas, em função das
características dos TC’s correspondentes).
Estas Caixas devem contemplar em seu interior, no mínimo, os seguintes
componentes:
 Termostato tipo bulbo capilar, ou bimetálico, 220 Vca, com seletor
de temperatura da faixa de 0° à 60° C, preferencialmente colocado
no sentido da menor dimensão da caixa;
 Resistor de Aquecimento, 30 W – 220 Vca, preferencialmente
colocado no sentido da menor dimensão da caixa;
 Mini Disjuntor termomagnético, bipolar, 2 A, ruptura mínima: 10 kA
em 380 Vca, e com trilho para fixação do disjuntor;
 06 (seis) Mini Disjuntores termomagnéticos, monopolar, mínimo 6
kA, In= 3 A à 6 A, com 02 (dois) contatos auxiliares reversíveis
para indicação de estado, com trilhos para fixação dos Disjuntores
(nas Caixas destinadas à TP’s e TPC’s);
 30 (trinta) Bornes de passagem, tipo “olhal”, no mínimo, para
condutores de 1,5 mm² à 6 mm² - tipo RSC5 (nas Caixas
destinadas à TP’s e TPC’s), com respectivo Trilho e Ponte de
fixação para conetor de passagem, Poste e suporte terminal, placa
separadora e tampa para fechamento;
 36 (trinta e seis) Bornes de passagem, tipo “olhal”, para
condutores de 2,5 mm² à 6 mm² - tipo RSC5 (nas Caixas
destinadas à TC’s), com respectivo Trilho e Postes de fixação para
conetor de passagem e Ponte/Tampa para fechamento, ou, 21
(vinte e um) Bornes de passagem, tipo “olhal”, para condutores de
bitolas superior a 6 mm² até 35mm² (máxima) - tipo RSC6 (nas
caixas destinadas à TC’s) com respectivo Trilho e Ponte de fixação
para conector de passagem, Poste e Suporte Terminal, placa
separadora e tampa para fechamento.
 04 (quatro) Bornes de passagem, tipo “olhal”, para condutores de
1,5 mm² à 2,5 mm², do tipo RSC4, com respectivo Trilho e Ponte
de fixação para conector de passagem, Poste e Suporte Terminal,
placa separadora e tampa para fechamento.
As Caixas devem permitir acessos/entradas rosqueáveis para eletrodutos,
necessariamente, pelas suas faces inferiores, das seguintes formas:
 eletrodutos flexíveis tipo SEAL TUBO, Ø1 ½ “ BSP ou Ø 2” BSP ,
fabricados em fita de aço galvanizado, revestidos externamente
com PVC extrudado, nas ligações entre Equipamentos (fase B) e
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as Caixas, e, se necessário, nas saídas das caixas de terminais


dos equipamentos até emendas com eletrodutos de PVC Ø3”;
 eletrodutos de PVC rígido Ø3”, ou aço galvanizado
(preferencialmente), nas ligações até as canaletas, entre os
Equipamentos (fases A e C) e as Caixas, e entre as Caixas e os
Painéis do SDPC.

4.6. ACESSO DE VEÍCULOS

O Projeto Executivo Eletromecânico deve prever o acesso e movimentação


de veículos a todos equipamentos, barramentos e estruturas (respeitando as distâncias
de segurança para a movimentação de veículos em áreas energizadas).

Considerar as seguintes dimensões mínimas do veículo:

Altura: 4 m
Largura: 3 m
Comprimento: 10 m
Peso Máximo: 45 ton

4.7. DIMENSIONAMENTO DE BARRAMENTOS

O objetivo do cálculo do Barramento tem como finalidade básica:


Definir eletricamente, com base na potência instalada e de passagem
(presente e futuras) e níveis de curtos-circuitos futuros definidos no início deste capítulo,
as bitolas mínimas e as que devem ser adotadas para os condutores;
Definir os Esforços de Tração e as Flechas, em função dos comprimentos dos
vãos e das temperaturas;
Estabelecer “Tabelas de Esticamento”/ “Tabelas de Regulação de Cabos” dos
condutores flexíveis e cabos de cobertura;
Definir esforços relativos ao efeito dinâmico da corrente de curto circuito.
Devem ser apresentadas memórias de cálculo para dimensionamento elétrico
e mecânico dos barramentos.

4.7.1. Características Técnicas Gerais

Inicialmente, devem ser identificadas as seguintes características técnicas


gerais:
1. Características do Sistema e Geográficas:
Tensão nominal, correntes nominais por módulo, correntes nominais em
situação de emergência, potências de curto-circuito, correntes de curto-circuito,
temperatura ambiente, temperatura máxima, velocidade do vento, vento máximo, altura
de implantação.
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2. Características do Cabo Condutor:


Tipo do condutor/nome, área, diâmetro, peso, coeficiente de dilatação linear,
módulo de elasticidade, carga de ruptura, resistência em CC à 20ºC.
3. Características do Cabo de Cobertura:
Tipo do condutor, área, diâmetro, peso, coeficiente de dilatação linear, módulo
de elasticidade e carga de ruptura.
4. Características da Cadeia de Isoladores:
Carga de ruptura, peso unitário, dimensão de um isolador (diâmetro x passo),
número de isoladores, peso da ferragem, peso da cadeia completa, comprimento da
cadeia completa.
5. Características de Montagem:
Altura de montagem dos barramentos, distâncias entre fases.
6. Características do tubo (barramento rígido):
Diâmetro externo, diâmetro interno, peso, módulo de elasticidade, coeficiente
de variação de resistência a 20ºC, coeficiente de expansão linear, resistividade elétrica a
20ºC, limite de escoamento, módulo de resistência à flexão, momento de inércia.
7. Características do Cabo Amortecedor (interno ao barramento rígido):
Tipo de condutor/nome, área, peso.

OBS.: todas essas informações devem constar do memorial descritivo e


memória de cálculo, sendo partes integrantes do Projeto Executivo.

4.7.2. Dimensionamento Elétrico

4.7.2.1. Barramentos Flexíveis, Rígidos e de Cobertura


Devem ser calculados/identificados os seguintes dados técnicos, a partir de
formulários próprios e seus desenvolvimentos.

Capacidade Térmica:
Devem ser adotadas as seguintes premissas básicas para determinação da
secção transversal mínima do condutor, quais sejam:
 Corrente curto-circuito = maior capacidade de ruptura dos
disjuntores;
 Tempo de duração do curto-circuito: 0,5 segundos;
 Temperatura máxima admissível no condutor: 90ºC (regime de
emergência);
 Temperatura máxima admissível no condutor, na ocorrência de
curto-circuito: 200ºC.

Capacidade de Corrente:
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Devem ser calculadas as quantidades de calor, a partir de formulários


apropriados, claramente identificados, com seus desenvolvimentos a partir dos valores
numéricos adotados para cada variável ou coeficiente/constante, quais sejam:
 Cálculo da quantidade de calor absorvido devido a “Radiação
Solar” (W/m)
Deve ser adotado o valor de 0,5 para o coeficiente de absorção solar.
 Cálculo da quantidade de calor dissipado devido a “Radiação da
Superfície do Condutor” (W/m)
Deve ser adotado o valor de 0,5 para o fator de emissividade relativa da
superfície do condutor.
 Cálculo da quantidade de calor dissipada por “Convecção devido
ao fluxo de Ar Ambiente” (W/m)
 Cálculo da quantidade de calor absorvido devido ao “Efeito Joule”
(W/m)
Para tanto se faz necessário calcular a “Resistência Efetiva”.
 Cálculo da capacidade de Corrente (A)
Este cálculo deve ser obtido, a partir do equilíbrio térmico, para tanto
considera-se:
A elevação da temperatura de um condutor ocorre até que se consiga o
equilíbrio entre a quantidade de calor absorvida e quantidade de calor dissipada.
Quantidade de calor absorvida, é a soma da quantidade do calor devido ao
“Efeito Joule” e a “Radiação Solar”.
Quantidade de calor dissipada, é a soma da quantidade de calor devido a
“Radiação da Superfície do Condutor” e a “Convecção devido ao fluxo de ar ambiente”.

Verificação dos Gradientes de Potencial


Deve ser considerado o valor de 19 kV/cm, como o máximo valor do gradiente
de potencial para as subestações externas.
Devem ser verificados os diversos Gradientes de Potencial para todas as
alturas, tipos de cabos e configurações de cabos estabelecidos para a Subestação.

Verificação do SKIN-EFFECT (Barramento Rígido)


Deve ser apresentado formulário apropriado, bem como, o desenvolvimento
dos cálculos com os valores numéricos adotados, de forma a verificar o efeito “SKIN”.

Condições de Referência: deve ser verificada, para todos os módulos e


barramentos, se os cabos ou condutores rígidos adotados satisfazem as exigências por
curto-circuito, capacidade de corrente e gradiente de potencial.
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4.7.3. Dimensionamento Mecânico

4.7.3.1. Barramentos Rígidos

Devem ser calculados/identificados os seguintes dados técnicos a partir de


formulários apropriados, claramente identificados, com seus desenvolvimentos a partir de
valores numéricos adotados para cada variável ou coeficiente/constante, quais sejam:

Flechas em Barramentos Rígidos:


A limitação da flecha em barramentos rígidos, desde que respeitados os
limites de tensões admissíveis no alumínio, tem caráter qualitativo, pois uma flecha
grande torna o barramento anti-estético.
Deve ser considerado uma Flecha Máxima de 1/250 do vão, e de no máximo
5 cm. A partir desta flecha máxima deve ser calculado o Vão Máximo.
Deve ser apresentada a equação da “Flecha Máxima”, e apresentado o seu
desenvolvimento com os valores numéricos adotados para cada variável ou
coeficiente/constante.
Devem ser calculados os “Vãos Máximos” em função das quantidades de
vãos.
Deve ser comprovado que os valores calculados de “Vãos Máximos” são
superiores ao vão real, para todas as quantidades de vãos, o que torna o barramento
esteticamente aceitável.

Limitação do vão pelo isolador:


O vão máximo devido ao isolador deve ser aquele que produz uma reação
igual ao valor máximo no topo do isolador. A força horizontal máxima de curta duração
não pode ser superior a 75% da carga de ruptura à flexão do isolador.
Para tanto, devem ser calculado os Valores Máximos de Ruptura à Flexão do
Isolador, em função das quantidades de vãos.
Deve ser escolhido e identificado o tipo de isolador, sua marca, que apresente
carga de ruptura à flexão superior aos valores máximos de Ruptura à Flexão calculados.

Tensão Máxima admissível no Alumínio:


A liga de alumínio recomendada é D5OS (código ALCAN), têmpera T6(código
ALCAN) e condutibilidade mínima (IACS) de 55%.
A “Tensão Máxima Admissível” a ser adotada deve ser igual a 1096 kg/cm²,
devido a um fator de segurança igual a 1,50 e ao processo de solda utilizado na
tubulação.
Limite devido à expansão:
Deve ser calculada a variação de comprimento do tubo por metro de
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tubulação, devido à variação da Temperatura ambiente mínima e a Temperatura máxima


de operação do barramento.

Carregamento Resultante (kg/m):


Para determinação dos vãos máximos, devem ser calculados o Carregamento
Horizontal: esforço devido ao vento e esforço devido à corrente de curto-circuito e o
Carregamento Vertical: peso do tubo, acrescido do cabo amortecedor, e o Carregamento
Resultante: soma vetorial.

Esforço devido ao Vento:


A velocidade máxima do vento a ser adotada deve ser igual à 50m/s ou
180km/h.

Esforço devido a Corrente de Curto-circuito:


Deve ser considerado barramento Tubular com mais de 3 vãos contínuos,
para cálculo do Esforço devido a Corrente de Curto-circuito, e também, para a freqüência
própria do barramento.

Carregamento Vertical:
Deve ser acrescido um valor de 5% à 10% sobre o somatório do peso devido
ao tubo + peso devido ao cabo amortecedor, correspondente ao peso das derivações +
conectores, para efeito do cálculo do Carregamento vertical.

Limite devido ao alumínio:


O vão máximo devido ao Alumínio é aquele que deve provocar uma tensão de
trabalho na fibra mais solicitada de valor igual à máxima tensão admissível.
Para tanto, deve ser calculado o Momento Máximo e em conseqüência, o vão
máximo em função das quantidades de vãos.
Deve ser comprovado, que o vão real é menor que qualquer dos valores de
vãos máximos calculados o que define que o tubo não fica mecanicamente solicitado.

Escolha do Cabo Amortecedor – Vibração Eólica:


Devem ser apresentados as fórmulas, e seus desenvolvimentos com valores
numéricos adotados para cada variável ou constante/coeficiente, para cálculos da:
“Freqüência Própria” do barramento rígido, “Freqüência do Vento” atuando sobre o
barramento tubular, bem como, a velocidade no qual o sistema mecânico entra em
ressonância (vento crítico).
Para o amortecimento das vibrações, em vãos superiores a 10 metros, pode
ser usado o método de instalação de cabos soltos no interior do tubo. Neste caso, é
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recomendado usar cabo amortecedor cujo peso esteja entre 10% a 25% do peso do tubo.
Considerações Gerais:
Os barramentos com tensão superiores a 23 kV quando executados em
tubos de alumínio, a bitola mínima deve ser de Ø5”IPS (com exceção de SE’s em
ampliação, com tubos existentes de bitola menor), levando-se em consideração as
potências instaladas e de passagem (futuras) e os níveis de curto circuito.
Os barramentos “modulares” de 13,8 kV e 23 kV devem ser rígidos em tubo
de liga de alumínio ASTM 6101-T6, de diâmetros mínimos de 2 ½” IPS (Operação) e 1 ½”
(Transferência), schedule 40.
No caso de barramento de operação 13,8kV “modular”, suprido por
Transformador de Força com potencia superior à 37,5 MVA e até 60 MVA, o mesmo deve
ser rígido em tubo de liga de alumínio, diâmetro 4” IPS.

4.7.3.2. Barramentos Flexíveis

Devem ser calculados e identificados os seguintes dados técnicos, a partir


de formulários apropriados, adequadamente identificados, com seus desenvolvimentos a
partir de valores numéricos adotados para cada variável ou coeficiente/constante, quais
sejam:
Condições de Referências:
Devem ser verificadas para todos os vãos x cabos, se as seguintes condições
foram respeitadas:
 à – 5ºC, sem vento, se a tração calculada é menor que a Carga de
Ruptura na pior condição (25% da carga de ruptura do condutor);
 à 10°, com vento, se a tração calculada é menor que a Carga de
Ruptura na pior condição (25% da carga de ruptura do condutor);
 à 20ºC, sem vento, se a tração calculada é menor que a Carga de
Ruptura na maior duração da carga (20% da carga de ruptura do
condutor);
 à 90ºC, sem vento, se a Flecha total é menor que 3% do
comprimento do vão.

Determinação da “Tensão de Ruptura”:


A condição de maior duração da carga nunca deve ultrapassar 20% da carga
de ruptura, para 20ºC sem vento.
A pior condição não deve ultrapassar 25% da carga de ruptura, para 10ºC
com vento ou – 5ºC sem vento.

Determinação da “Velocidade do Vento” de projeto:


Em função da velocidade de vento para o período de retorno T (30 m/s), do
coeficiente de rugosidade do terreno, do coeficiente de variação da velocidade do vento
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com a altura, etc., deve ser estabelecido para o cálculo da velocidade do vento de projeto
(VP) o valor de 180 km/h = 50 m/s.

Determinação da “Pressão Dinâmica” (N/m²):


A massa específica do ar deve ser considerada como igual a 1,218 kg/m³.

Determinação da Ação do Vento nos cabos (kg):


Deve ser considerado coeficiente de arrasto igual a 1 e fator de efetividade
igual a 0,96.
Para o comprimento do vão, a ser considerado, devem ser descontadas as
medidas das cadeias e vigas.

Determinação da Ação de Vento nos Isoladores (somente para barramentos


flexíveis):
Deve ser considerado coeficiente de arrasto igual a 1,2 e área da cadeia de
isoladores igual a 0,736 m².

Determinação do Peso do Condutor (kg):


Deve ser considerada a especificação fornecida pelo fabricante.

Tabelas de Esticamento de Cabos Condutores/Tabelas de Regulação de


Cabos:
A partir dos dados/grandezas técnicas calculadas, devem ser desenvolvidos
cálculos por via digital para se obter os valores de “Trações” e “Flechas” para diversas
temperaturas.
Desta maneira, devem ser elaboradas para cada vão e tipo de Cabo
Condutor, Tabela de Esticamento contemplando:
 Temperatura (ºC) – variando de 5ºC em 5ºC, desde – 5ºC até
100ºC, sem vento. E a condição especial de: 10ºC, com vento.
 Tração (kgf)
 Flecha Total (cm)
 Vão (m)
 Verificação das “condições de referências”.

Verificação de Aproximação de Fases Durante Curto-circuito:


Deve ser apresentado formulário apropriado para calcular a deflexão do
condutor na horizontal, a partir da linha de centro, no caso de um curto-circuito bifásico.
Para tanto, deve ser calculada a “Força entre 2 condutores devido à corrente
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de curto-circuito”.
Devem ser verificadas que todas as distâncias mínimas entre duas fases
calculadas são superiores às distâncias mínimas recomendadas pela Norma NEMA SG6
e/ou outras Normas mais atuais que venham a substituir a NEMA SG6.

Memória de Cálculo – Flechas e Trações:


O objetivo desta Memória é o de estabelecer Tabelas com os valores de
Flechas e Trações Horizontais para os Cabos Condutores e Cabos Para-raios, visando os
seus lançamentos.
Devem constar nas “Considerações Gerais” os seguintes dados:
 Condutores (bitola, área, encordoamento, diâmetro, peso, carga
de ruptura, coeficiente de dilatação linear inicial, módulo de
elasticidade inicial, número de sub-condutores por fase, etc.) por
Setor e por Módulo da Subestação;
 Cabos Para-raios (bitola, diâmetro, peso, carga de ruptura, etc.)
por Setor;
 Cadeias de Isoladores (nº de isoladores, diâmetro do isolador,
passo do isolador, peso aproximado da cadeia de isoladores
completa com ferragens, comprimento aproximado da cadeia de
isoladores completa com ferragens);
 Estabelecimento de: condições de partida quanto às flechas
máximas, temperaturas máximas, trações máximas dos
condutores e de ruptura dos mesmos, dos vãos úteis considerados
e das temperaturas consideradas (ocorrência do vento máximo,
mínima absoluta, máxima absoluta).

Devem ser referenciados, identificados as Metodologias estabelecidas para


os cálculos das flechas e trações.
Devem ser apresentados, passo à passo, com fórmulas os cálculos para
determinação dos carregamentos dos Cabos e Cadeias de Isoladores, definindo por
Setor:
 Comprimento da Cadeia;
 Peso da Cadeia;
 Pressão do Vento;
 Carregamento sobre Cabo Condutor, sem vento e com vento;
 Carregamentos sobre Cadeia de Isoladores, sem vento e com
vento;
 Carregamentos sobre Cabo Para-raios, sem vento e com vento.
Devem ser apresentadas as Tabelas completas (-5ºC à 40ºC) com os valores
das flechas e trações, por condutor e por vão, para subsidiar o preparo das tabelas de
lançamento dos Cabos Condutores e Para-raios.

Tabelas de Lançamento – Condutores:


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Devem ser apresentadas, separadamente, Tabela de Lançamento de Cabos


Condutores e Tabela de Lançamento de Cabos Para-raios.
As Tabelas de lançamento devem ser baseadas nas premissas adotadas na
“Memória de Cálculo”, e nas Tabelas completas que fazem parte integrante da “Memória
de Cálculo”.
As Tabelas devem ser aplicadas a todas fases do condutor, para os vãos em
referência, sendo obtidas a partir das trações horizontais iniciais sem vento e as
respectivas flechas correspondentes aos pontos das catenárias.
As Tabelas devem ser apresentadas de forma a identificar claramente os
seguintes dados:
 Setor (kV);
 Vão (m);
 Eixos de Referência (para melhor identificar o vão);
 Tensão (kgf);
 Flecha (m);
Temperatura em ºC (Variação: de 5ºC em 5ºC a partir de 0ºC até 40ºC).

Considerações Gerais:
A definição das bitolas dos cabos e do número de condutores dos
barramentos flexiveis é estabelecida pela CEEE-GT no Projeto Básico ou pelo projetista
com a devida concordância da CEEE-GT, a partir dos tipos e bitolas abaixo relacionados,
padronizados pela CEEE-GT, o que melhor se adapta ao projeto considerando; as
instalações existentes, a potência instalada e futura, bem como, a potência de passagem
(presente e futura).

# 954 MCM – Magnólia ou Cardinal


# 636 MCM – Orchid ou Grosbeak
# 477 MCM – Cosmos ou Hen
# 336,4 MCM – Tulip ou Oriole
# 4/0 AWG - Oxlip ou Penguin

Preferencialmente, devem ser utilizados cabos de alumínio com alma de aço


(CAA). No entanto, a seleção definitiva do condutor será realizada conforme a situação de
cada projeto específico (cabo de alumínio CA ou CAA).

A flecha máxima a ser adotada para fins de projeto para os barramentos


flexíveis corresponde a no máximo 3% do vão, a uma temperatura máxima de operação
de 90°C (emergência), no estado final. A tração máxima nos condutores dos barramentos
será obtida a temperatura mínima de - 5°C sem vento, devendo situar-se na faixa de 20 a
25% de tração de ruptura do condutor.
O comprimento de vão livre máximo, para Barramentos flexíveis, deve ser de,
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no máximo, três módulos adjacentes.


Para os cabos de cobertura a flecha máxima adotada para fins de projeto
deve corresponder a no máximo 3% do vão a uma temperatura máxima de operação de
40°C no estado final.
A tração máxima é obtida à temperatura mínima de -5°C sem vento, devendo
situar-se na faixa de 20 a 25% de tração de ruptura do condutor.
A velocidade máxima do vento a ser adotada deve ser igual à 50m/s ou 180
km/h, independente da altura de montagem do condutor.
A temperatura máxima admissível em regime nos condutores para fins de
dimensionamento da capacidade de corrente é de 70°C (30°C de sobre elevação acima
da ambiente 40°C) e a temperatura máxima admissível em regime emergência é de 90°C.
Para verificação de área mínima dos Condutores para correntes de curto
circuito, deve ser adotado 70°C como temperatura do condutor quando do início do curto
circuito e 200°C como temperatura após a ocorrência de um curto circuito. O tempo a ser
adotado para duração do curto circuito será de 0,5s. O gradiente de potencial na
superfície do condutor deve ser menor do que 19 kV/cm.

4.8. DIMENSIONAMENTO DE CABOS ISOLADOS DE MT E AT

Os cabos isolados de 69kV, 138kV e 230kV, quando em percurso subterrâneo


devem ser instalados em banco de dutos ou em leito de areia (em profundidade
adequada). Para cabos isolados de Média Tensão (15kV e 25kV), podem ser utilizadas
canaletas específicas/exclusivas ou quaisquer das formas de instalação anteriormente
mencionadas. No caso de dutos, deve haver um duto exclusivo por cabo, e deve ser
previsto caixas de passagem em numero e dimensões adequadas para facilitar a remoção
e acomodar sobras de cabo.
Para todas as formas de instalações deve ser previsto uma sobra de cabo
que permita a conexão ou reconexão deste cabo em suas terminações.
Nas caixas de passagem, deve ser deixada uma folga mínima de cabo, que
corresponde a uma volta completa do cabo na caixa em questão, respeitando o raio
mínimo de curvatura do cabo.
O banco de dutos deve ser envelopado em concreto em locais de travessia de
veículos. Em trechos de menor risco, o banco de dutos pode ser envelopado com areia,
mas acrescido de proteção mecânica e sinalização que protejam de escavações.

4.8.1. Cabos Isolados de média tensão

Os cabos isolados devem ser “Unipolares” a seco, de cobre eletrolítico –


tempera mole, isolados com borracha etileno propileno (EPR) ou com polietileno
reticulado (XLPE), com capa externa protetora de cloreto de polivinila (PVC), e com
blindagem metálica sobre o isolamento, aterrada em um só ponto ao longo da instalação.
O dimensionamento dos cabos isolados deve ser apresentado em memoria
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de cálculo contendo: o tipo do condutor, bitola, classe de tensão, tipo material isolante,
tipo do material da capa, avaliação da corrente admissível do cabo x corrente exigida na
Subestação, verificação da corrente de curto-circuito do Cabo x curto-circuitos na
Subestação, cálculo da queda de tensão do Cabo no circuito, o tipo de isolamento do
Cabo (para NI ou NA), raio mínimo de curvatura, e demais características pertinentes ao
projeto.
Os Cabos devem resistir: em regime contínuo a temperatura de trabalho de
90°C, em regime de sobrecarga a temperatura de 130°C, e em condição de curto-circuito
a temperatura de até 250°C.
Para o dimensionamento do condutor devem ser considerados e descritos, no
mínimo, os seguintes dados:
 Tipo de Instalação adotado;
 Nível de Curto-Circuito na Subestação, no Setor;
 Potência /carga considerada;
 Fator de sobrecarga adotado;
 Fator de correção da corrente em função da profundidade dos
cabos;
 Fator de correção da corrente em função do agrupamento.

Os cabos isolados de média tensão, quando utilizados em secundários de


Transformadores de Força, devem ser dimensionados considerando-se uma sobrecarga
de 120% da maior potência nominal (VF-VF) durante 04 (quatro) horas, e uma sobrecarga
de 140% da maior potencia nominal (VF-VF) durante 30 (trinta) minutos, para quaisquer
condições de carregamentos que antecederem a sobrecarga.
Os cabos isolados de média tensão, quando utilizados no terciário, devem ser
dimensionados considerando-se as cargas dos “serviços auxiliares” a serem supridas.
Para esta aplicação, os cabos isolados também devem suportar a corrente de
curto-circuito no terciário do transformador de força, tomando-se como o tempo para o
cálculo desta corrente suportável de curta duração, o intervalo de atuação da proteção de
retaguarda, considerando o uso ou não de “Reatores Limitadores de Corrente de Curto-
Circuito em 13,8 kV” (saída do terciário).
Nos extremos dos Cabos isolados 15/25 kV, devem ser instalados Para-raios
tipo: ‘estação’, de tensão nominal compatível ao Sistema, e 10 kA de corrente residual.
Nos extremos dos Cabos isolados 15/25 kV, de acordo com o proposto no
projeto da instalação, podem ser instalados Seccionadores Unipolares 15/25 kV.
Os cabos isolados 15/25kV em seus extremos, devem ser conectados à
Terminais externos de porcelana ou material polimérico.
Os cabos isolados 15/25kV, nos trechos internos da subestação, quando
instalados “diretamente enterrados”, devem ser em valas/leitos de areia, numa
profundidade mínima de 70cm, envolvidos por uma camada de areia de altura mínima de
30cm e complementada com argila, acrescida de proteção mecânica e sinalização que os
protejam de escavações.
Quando os cabos isolados de 15/25kV forem enterrados em “valas/leitos de
areia”, podem ser usadas nos extremos desses cabos, ”caixas de areia” e/ou de
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alvenaria. Se utilizada “caixa de areia”, a mesma deve ter profundidade tal, que permita a
inclinação necessária desde o “leito de areia”, observando o raio mínimo de curavatura do
cabo e a subida (dentro da caixa) até a mufla terminal. Nos limites desta “caixa de areia”
deve ser prevista cinta de concreto armado de 10x20 cm (largura x altura), para a
delimitação da caixa e confinamento da areia.

4.8.2. Cabos Isolados 69/138/230 kV

Os Cabos Isolados devem ser “Unipolares” a seco, de cobre eletrolítico –


tempera mole, isolados com borracha etileno propileno (EPR) ou com polietileno
reticulado (XLPE), com blindagem semicondutora do condutor+isolação+blindagem
semicondutora da isolação extrudadas simultaneamente – tríplice extrusão, com capa
externa protetora de polietileno de alta densidade (HDPE) ou de cloreto de polivinila
(PVC). A blindagem metálica deve ser com fios de cobre combinados com capa de
alumínio laminada, aterrada em 02 (dois) pontos ao longo da instalação, ou,
excepcionalmente em um só ponto.
O dimensionamento dos cabos isolados deve ser apresentado em memória
de cálculo definindo: a bitola do condutor, classe de tensão, tipo do material isolante, tipo
do material da capa, avaliação da corrente admissível do cabo x corrente exigida na
Subestação, verificação da corrente de curto-circuito do Cabo x curto-circuitos na
Subestação, bem como ser indicado, raio mínimo de curvatura, e demais características
pertinentes ao projeto. Devem ser apresentados, quando da definição do Cabo a ser
proposto, cópias de Relatórios de Ensaios de “Tipo” e de “Rotina” de Cabos, com
caracteristivas técnicas construtivas, iguais ou semelhantes ao cabo a ser ofertado,
realizados.
Os Cabos devem resistir em regime contínuo permanente à temperatura de
trabalho de 90°C, em regime de sobrecarga a temperatura de 130°C, e em condição de
curto-circuito a temperatura de até 250°C.
Os cálculos para determinação/validação da capacidade de condução de
corrente do cabo, avaliação da amplitude térmica do cabo para o “regime de carga”, e
verificação das correntes admissíveis de curto-circuito no cabo, bem como para identificar
as características construtivas de cabos isolados, devem seguir os critérios estabelecidos
na norma NBR 11301:1990 (“Cálculo da capacidade de condução de corrente de cabos
isolados em regime permanente (fator de carga: 100%)”), e referenciados pelas normas
internacionais abaixo relacionadas:
- Norma IEC 60287-1-1:2006 – Electric Cables – Calculation of the current
rating – Part 1-1: Current Rating Equations (100% load fator) and calculation of losses,
General;
- Norma IEC 60287-2-1:2006 – Electric Cables - Calculation of the current
rating – Part 2-1: Thermal Resistance – Calculation of Thermal Resistance
- Norma IEC 60840:2011 – Power Cables with Extruded Insulation for Rated
Voltages above 30 kV up to 150 kV
- Norma IEC 60228:2011 – Conductors of insulated cables
- Norma IEC 60949:1988 – Calculation of thermally permissible short-circuit
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currents, taking into account non adiabatic heating effects


No dimensionamento do condutor devem ser considerados e descritos, no
mínimo, os seguintes dados:

 Tipo de Instalação adotado;


 Nível de Curto-Circuito na Subestação, no Setor;
 Potência /carga considerada;
 Fator de sobrecarga adotado;
 Fator de correção da corrente em função da profundidade dos
cabos;
 Fator de correção da corrente em função do agrupamento.

Para fins de cálculo da “resistência térmica” externa do cabo (T4) em


instalações diretamente enterradas, com cabos envolvidos por areia, deve ser
considerada uma resistividade térmica do solo entre 1,2 a 1,5 m.K/W.
No entanto, pode ser usado uma resistividade térmica do solo igual à 0,9
m.k/W, desde que seja utilizado um enchimento especial (backfill estabilizados),
reconstituição da vala/leito em torno dos cabos.
Os cabos isolados, quando utilizados em transformadores de força, devem
ser dimensionados considerando-se uma sobrecarga de 120% da maior potencia nominal
(VF-VF) durante 04 (quatro) horas, e uma sobrecarga de 140% da maior potencia nominal
(VF-VF) durante 30 (trinta) minutos, para quaisquer condições de carregamentos que
antecederem a sobrecarga.
Os Cabos isolados 69/138/230 kV em seus extremos, devem ser conectados
à Terminais externos de porcelana ou material polimérico, devendo ser respeitada a
distância de escoamento igual ou maior a 25mm/kV.
Nos extremos dos cabos isolados 69/138/230 kV, devem ser instalados Para-
raios tipo: estação, de tensão nominal compatível ao Sistema, e 10 kA de corrente
residual, classe 3.
Nos dois extremos ou em um dos extremos dos Cabos isolados 69/138/230kV
de acordo com o proposto no projeto da instalação, podem ser instalados Seccionadores
Tripolares motorizados 69/138/230 kV.
Os cabos isolados 69/138/230kV, sempre que exigido pela CEEE-GT, devem
ser submetidos a “Ensaio de Isolamento”, em campo (TAC), para atestar que não há falha
de isolação entre o condutor do cabo e sua blindagem.
Os cabos isolados 69/138/230 kV, nos trechos internos da subestação
quando instalados “diretamente enterrados”, devem ser em valas/leitos de areia, estando
os cabos numa profundidade mínima de 120 cm, envolvidos por uma camada de areia de
altura mínima de 50cm, acrescido de proteção mecânica e sinalização que protejam as
escavações. A vala deve ser complementada com argila.
O raio de curvatura mínimo para os cabos, a ser adotado nas instalações, é
de no mínimo 12 vezes o diâmetro externo do cabo.
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4.9. INTERFERÊNCIAS

4.9.1. Campo Elétrico e Campo Magnético

Deve ser apresentada Memória de Cálculo dos Campos Elétricos e


Magnéticos nas áreas internas e externas próximas/contíguas a Subestação. Os cálculos
devem ser efetuados com relação à setores com tensão igual ou superior a 138 kV. Para
o desenvolvimento destes, deve ser utilizada metodologia consagrada e devem ser
consideradas as seguintes premissas básicas:
 Tensão nominal;
 Temperatura máxima admissível de projeto;
 Carregamento máximo do condutor para os regimes de operação
e emergência;
 A distância mínima do condutor ao solo;
 Configuração típica dos circuitos e sequência de fases associadas;
e
 Considerar 1,5 m de altura em relação ao solo para fins de
avaliação da exposição da população.
Considera-se que as avaliações dos níveis do Campo Elétrico e Campo
Magnético devem abranger principalmente as áreas de circulação de pessoas, tendo em
vista a determinação do tempo máximo suportável pelo corpo humano quando submetido
à ação dos campos elétrico/magnético.
Devem ser adotados os seguintes parâmetros na análise de campos
elétrico/magnético:
 Corrente de toque (60 Hz, eficaz), limiar de percepção: 1,1 mA.
 Corrente de toque (60 Hz, eficaz), limiar da perturbação: 2,0 mA.
 Corrente máxima suportável pelo ser humano sem que haja perda
de controle muscular: 5 mA.
Devem ser observados/atendidos os limites para exposição, de acordo com a
ICNIRP (Comissão Internacional de Proteção contra Radiação não Ionizantes), a NBR
15415 de 2006, os Procedimentos de Rede do Operador Nacional do Sistema, a Lei nº
11.934, de 5 de maio de 2009 e a Resolução Normativa Nº 398 e 413 (de 2010) da
ANEEL, no que se refere à Campos Elétricos e Magnéticos em áreas com equipamentos
energizados.
Os “Níveis de Referência” para exposição da população a Campos Elétricos e
Campos Magnéticos em 60 Hz, devem ser os recomendados pela OMS (Organização
Mundial de Saúde), quais sejam:
 - Exposição Ocupacional (8 horas/dia) – permanência
temporária
 Campo Elétrico: E [kV/m], limite: 8,33 kV/m
 Campo Magnético: B [T], limite: 1000 (µT)
 - Exposição Ambiental (população, 24horas/dia) – permanência
ilimitada
 Campo Elétrico: E [kV/m], limite: 4,17 kV/m
 Campo Magnético: B [T], limite: 200 (µT).
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O atendimento aos Níveis de Referência garantem o cumprimento das


Restrições Básicas: limites máximos de exposição humanos a campos Elétricos e
Magnéticos, conforme Resolução ANEEL nº 398 em seu artigo 4º e 413 (de março/2010).
Nos estudos a serem desenvolvidos devem se considerados os seguintes
fatores relevantes: proximidade à fonte, o tempo de exposição, a carga em função do
horário.
A sequência de fases de módulos adjacentes deve ser do tipo ABC/ABC, visto
que outra disposição (ex. ABC/CBA) certamente deve provocar aumento sensível nos
níveis do Campo Elétrico na área entre os módulos.
Devem ser identificadas as distâncias horizontais mínimas entre:
 barramentos 138 kV e/ou 230 kV e os limites de arruamentos
internos;
 barramentos 138 kV e/ou 230 kV e os limites dos arruamentos
externos.
Devem ser determinados níveis de Campo Elétrico e Magnético em diversas
áreas da Subestação e adjacências:
 Áreas de circulação de veículos: Um dos objetivos nestas áreas, é
avaliar o risco de encontrar-se valores elevados de corrente de
toque acima do valor 5 mA, em uma pessoa em contato com um
veículo.
 Arruamento interno, na SE;
 Arruamento externo (ruas, avenidas), fora da SE.
 Áreas de circulação de pessoas:
- Pátio da SE, com permanência não prolongada de pessoas (ex. serviços
de inspeção ou manutenção de equipamentos);
- Pátio da SE, com permanência prolongada e freqüente de pessoas (ex.
prédio de comando, guarita, oficina, etc.);
 Área adjacente e próxima à Subestação, externa ao pátio da
Subestação.

4.9.2. Rádio-Interferência e TVI

O nível de rádio-interferência na área de influência da SE, em setores de 138


kV e 230 kV, não deve exceder à 16 db sob as seguintes condições:
 relação sinal-ruído: 24 db (Comissão Federal de Comunicações
dos EUA);
 nível mínimo de sinal: 40 ou 66 db (Norma NTG 19 do Ministério
das Comunicações do Brasil), respectivamente, para pequenas
cidades ou para área metropolitana residencial;
 nível de ruído deve ser calculado em condições de tempo bom, na
freqüência de 1 MHz (Norma ANSI) e nas tensões máximas de
operação do sistema (145 kV e 245 kV kV);
 Relação sinal-ruído: 40 db para “TVI”.
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 O valor de tensão de rádio-interferência externa à subestação, não


deve exceder 2500 uV/m à 1MHz, com 110% da tensão nominal
do sistema (152 kV e 253 kV).

4.9.3. Ruído Audível

O máximo valor do ruído audível tolerável não deve exceder a 59 db em


condições de tempo bom e considerando-se as seguintes fontes distintas de ruídos:
 ruído devido ao corona;
 ruído devido a magnetostricção dos núcleos dos transformadores
(Norma ABTN 5356/1981).
 o Projeto Executivo deve apresentar estudos dos níveis de ruído.

4.9.4. Corona Visual

O gradiente superficial de tensão nos barramentos deve ser inferior ao


gradiente crítico visual em condições atmosféricas favoráveis. Desta forma, não devem
ocorrer efeitos visíveis nas seguintes condições:
 barramentos energizados com máxima tensão operativa do
sistema;
 barramentos com poucas farpas e arranhões, decorrentes de uma
montagem cautelosa dos condutores (fator de superfície dos
condutores igual a 0,75);
 pressão ambiente de 1 atm;
 temperatura do ar nas proximidades dos condutores de 35°C;
 umidade relativa do ar até 75% .

As instalações das subestações, nos setores de 138 kV e 230 kV,


especialmente condutores e ferragens, não devem apresentar efeito corona visual em
90% do tempo para as condições atmosféricas predominantes na região da subestação.
As tensões mínimas fase-terra eficaz para tensão de início e extinção do corona visual a
serem consideradas são 97 kV e 161 kV.

4.9.5. Memória de Cálculo do Campo Elétrico e Magnético

Quando solicitado pela CEEE-GT deve ser apresentado “Memória de Cálculo”


com relação aos Campos Elétricos e Magnéticos, nas áreas internas e externas próximas
a Subestação.
Para efeito do desenvolvimento dos cálculos, devem ser atendidos os
requisitos elencados neste documento.
Devem ser calculados os Campos Elétricos/Magnéticos para: os Barramentos
Inferiores (interligação entre Equipamentos), os Barramentos de Operação/Transferência
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(sejam tubulares ou flexíveis), os Barramentos Superiores Transversais dos Módulos


(LT’s, Transformadores e Paralelo).
Devem ser calculados as Correntes induzidas ou de toque resultantes, em
pessoas que transitem ou permaneçam no interior da Subestação, na presença de
Campos Elétricos/Magnéticos, e em áreas adjacentes e próximas à Subestação (ruas,
avenidas).
Devem ser considerados, para cálculos das correntes de descarga/toque, os
seguintes veículos: automóveis/pick-up e caminhões (circulando nos arruamentos
internos), e carretas (circulando nos arruamentos externos).
Devem ser apresentadas na memória as conclusões e recomendações finais,
bem como, os cálculos demonstrativos de forma elucidativa, e as referências das
bibliografias adotadas e cópias das mesmas.

4.9.6. Memórias de Cálculo de Rádio Interferência e “TVI”, Ruído Audível e


Corona Visual

Quando solicitado pela CEEE-GT devem ser apresentados “Memórias de


Cálculo” para verificação de:
 Níveis de “Rádio Interferência” e “TVI” produzidas pela SE;
 Níveis de “Ruído Audíveis” produzidos pela SE (Corona e
Magnetoestricção), nas direções perpendiculares às Ruas onde se
localiza a Subestação e nas suas calçadas opostas, bem como,
nos limites internos do terreno da SE;
 Valores do “Gradiente Superficial de Tensão” em todos os
barramentos de 138 kV e 230 kV.
Com relação aos cálculos de Rádio Interferência, devem ser comprovados
que os níveis mínimos de sinal-ruído nas áreas de influência da SE, estão dentro dos
limites adotados como critério básico. Para tanto, devem ser pesquisados os níveis de
rádio-ruído gerados pelos barramentos, TP’s, TC’s, Disjuntores, Transformadores,
ferragens de cadeias, etc., bem como, estabelecidas as distâncias máximas com
influência do rádio-ruído.
Devem ser verificados os níveis de “TVI” produzidos por “descargas corona”
em barramentos, equipamentos e ferragens para as distâncias correspondentes às
fachadas dos prédios situados nas calçadas opostas das ruas onde se localiza a SE de
maneira que fique comprovado que não há interferências nos sinais de TV (vídeo).
Com relação aos níveis de Ruído Audíveis, devem ser pesquisados e
calculados os valores do ruído audível gerados por descargas corona em barramentos,
equipamentos, bem como, os ruídos gerados pelos transformadores de força, e devem
ser comprovados que os mesmos não excedam 59 dB em condições de tempo bom.
Os resultados devem ser fornecidos em função das distâncias ao longo das
direções principais a serem estabelecidas pelo estudo, e de seus afastamentos da
subestação.
Devem ser calculados os valores do “Gradiente Superficial de Tensão” em
todos os barramentos de 138 kV e 230 kV da SE, inclusive os transversais, considerando-
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se a máxima tensão operativa do Sistema (145 kV e 245 kV).


Para determinação do “Gradiente Superficial de Tensão”, deverá ser
calculado o “Gradiente de Tensão Crítico Visual”.
Devem ser apresentadas nas Memórias, as conclusões e recomendações
finais, bem como, os cálculos demonstrativos de forma elucidativa, e as referências das
bibliografias adotadas e cópias das mesmas.

4.9.7. Medições

Devem ser realizadas as medições de Campos Elétricos e Magnéticos na


periferia externa e no pátio da SE, além da apresentação da metodologia de cálculo
(modelagem numérica).
Devem ser fornecidos cópia dos certificados dos instrumentos, seguindo as
orientações da NBR 15415/2006, sendo que o certificado deve ser emitido por laboratório
internacional reconhecido pelo INMETRO, uma vez que não há laboratório credenciado
em território nacional. Caso o INMETRO, ou órgão credenciado, não consiga emitir tais
certificados em tempo hábil para o cumprimento da Resolução, a CONTRATADA deve
entregar cópia dos certificados de calibração vigentes dos medidores, emitidos por
entidade competente, que poderá ser nacional ou internacional.
Deve, após a conclusão dos serviços, ser apresentado “Relatório de
Conformidade” (conforme § 1º do Art. 5º da Resolução nº398 da ANEEL), e entregues à
CEEE-GT, cópias em meio físico da Memória de Cálculo, dos Relatórios das Medições.
Esses documentos devem conter: valores lidos, critérios de medição, conclusões, fotos,
condições climáticas no momento da execução, etc. bem como, cópia em meio eletrônico,
os quais tornar-se-ão propriedade da CEEE-GT. Além dos relatórios citados, a Contratada
deve também entregar um arquivo no formato .XML - padrão ANEEL, de tal forma que os
mesmos possam ser enviados à ANEEL, via “túnel de Informações”. A CEEE-GT se
reserva o direito de copiar qualquer documento, desenho ou informação, para seu uso ou
uso de outros órgãos públicos, a seu exclusivo critério.

4.10. SISTEMA DE ATERRAMENTO

O Projeto Executivo, quando solicitado pela CEEE-GT, deve apresentar


Memória de Cálculo para o Sistema de Aterramento, de forma detalhada para que se
possa verificar: a origem dos valores adotados, como foram obtidos os resultados, o
programa e metodologia aplicada no cálculo, observando a norma ABNT 15751:2009 no
desenvolvimento do projeto do sistema de aterramento.

4.10.1. Malha de aterramento da SE

A malha principal de aterramento deve ser constituída por condutores de


cobre nu, meio duro, formação mínima 19 fios, bitola mínima 95 mm², na profundidade de
no mínimo 50 cm. Os cantos da malha devem ser arredondados, e considerando um
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espaçamento menor entre os condutores (reticulado menor).

Devem ser instaladas hastes de terra em aço revestidas em cobre (Ø 3/4”) e


com no mínimo 3 metros, pelo menos nos seguintes pontos:
 uma para cada para-raios de AT;
 uma para cada neutro dos transformadores de força;
 uma para cada conjunto de 3 TP’s, TC’s e TPC’s;
 neutro de reatores;
 extremidades dos cantos arredondados da malha;
 nas proximidades das caixas de comando dos seccionadores;
 ancoragem de Cabos Para-raios, nas saídas/entradas de LT’s;
 no pórtico de 15/25 kV, para cada 02 (dois) módulos de
alimentador.

Prever a instalação de uma haste de terra o mais próximo possível das caixas
de comando dos secionadores para aterramento das mesmas e redução dos efeitos de
alta frequência em circuitos eletrônicos, gerado pelo arco na abertura da chave.
As hastes de aterramento devem manter um afastamento mínimo entre si de
duas vezes o seu comprimento.
Toda área energizada do pátio da SE ocupada por equipamentos e
estruturas, com exceção das áreas pavimentadas, deve ser recoberta com uma camada
de brita 2 de pelo menos 10 cm (a ser definido na memória de cálculo), numa extensão de
até 2,0 m do último cabo (periférico) da malha principal de aterramento.
Todos os equipamentos devem ser aterrados no mínimo em um ponto,
observando as recomendações do fabricante de cada equipamento.

4.10.2. Malha de Aterramento da Casa de Comando, e aterramento dos


equipamentos instalados no interior da casa de comando:

A Casa de Comando, oficina, e demais instalações prediais, devem ser


envolvidas pela malha de terra principal com o cabo acompanhando todos os contornos
das mesmas, devendo ser instaladas hastes de aterramento em, pelo menos, cada
lado/face da Casa de Comando.
No interior das canaletas, internas ao prédio de comando, devem ser fixados
cabos de cobre nu #70mm² (cabo de blindagem/aterramento), têmpera mole ou meio
mole, um cabo em cada lateral das paredes internas das canaletas, a 10 cm da borda, por
meio de bucha de nylon S12, parafuso autoatarrachante/ e arruela lisa de bronze silício ou
“durium”, a cada 1 m, e usando abraçadeira tipo unha de cobre, ou conector de cobre, ou
bronze estanhado, tipo paralelo ou unha. Estes cabos de blindagem devem ser
interligados entre si e conectados à Malha de Terra principal nos pontos previstos de
ligação, conforme projeto executivo.
Os painéis de comando devem apresentar barras de equalização, utilizados
para o aterramento de todos os instrumentos e relés montados em cada painel. Estes
painéis devem ser aterrados por meio de condutores de cobre 70 mm², têmpera mole ou
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meio mole, conectado a um dos cabos de cobre nu #70 mm², fixados nas paredes das
canaletas internas ao prédio de comando.
A Casa de Comando, sempre que possível, deve ficar afastada de pontos de
zonas de influência (próxima a pontos de injeção de surto – estruturas com descidas de
cabos de cobertura), para evitar os efeitos das tensões transitórias de alta frequência nos
equipamentos eletrônicos.

4.10.2.1. Aterramento dos painéis de comando e Oscilografia


Em se tratando de instalação de “novos” painéis de comando, deve ser criada
uma “Barra de Terra de Referência”, com as seguintes características: Barra de Cobre
dobrada, formato U, com dimensões: 6,35x76,2x605mm. Nesta barra de cobre, com 8
furos de 12mm de diâmetro, devem ser conectados, através de cabos de cobre #70mm²
(mínima) – isolação 1kV: as barras de terra (PE) de cada Painel de Comando
(individualmente), num número máximo de 07 (sete) painéis.
Cada Barra de Terra de Referência deve ser ligada a malha de terra principal
que circunda o Prédio de Comando, através de uma única conexão / ponto, usando-se no
mínimo cabo de cobre # 70-95 mm² - isolação 1 kV.
Cada Barra de Terra de Referência deve ser instalada na parede lateral da
canaleta à 20cm do fundo da mesma, localizada de uma forma centralizada em relação
aos painéis a serem aterrados, sendo a mesma fixada através de parafuso “durium” auto-
atarrachante e arruela de bronze-silicio para bucha de Nylon S12.
As conexões dos cabos de cobre – isolação 1kV à “Barra de Terra de
Referência” (Painéis de comando para a malha de terra), devem ser executadas
utilizando-se: conector de cobre ou liga de cobre para cabo de cobre 70-95mm² a barra
com 1 furo (Φ 12mm), parafuso sextavado M10, porca sextavada e arruelas lisas, todos
em bronze silício.
No caso de grupos de Painéis de Comando estarem localizados em posições
físicas diferentes (afastados entre si), e separados como exemplo por: níveis de tensão,
telecomunicações, oscilografia, “RDP’s”, etc, para cada grupo de painéis deve ser
considerada uma “Barra de Terra de Referência”.
Na situação em que os painéis estejam alinhados e juntos, para cada “nível
de tensão”, ou para um número não superior à 07 painéis, deve ser identificada uma
“Barra de Terra de Referência”.

4.10.2.2. Aterramento de Painéis de Serviços Auxiliares CA


Em se tratando de instalação de “novos” painéis PSA-CA, deve ser criada
uma “Barra de Terra de Proteção CA”, com as seguintes características: Barra de Cobre
dobrada, formato U, com dimensões: 6,35x76,2x520mm ou 605mm. Nesta barra de
cobre, com 6 ou 8 furos de 12mm de diâmetro, devem ser conectados, através de cabos
de cobre #70mm² (mínima) – isolação 1kV: as carcaças dos diversos Painéis
individualmente, que compõe os Serviços Auxiliares CA, CD’s de distribuição em CA
(individualmente) se próximos à “Barra de Terra de Proteção CA”.
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Esta “Barra de Terra de Proteção CA” deve ser ligada a malha de terra
principal que circunda o Prédio de Comando, através de uma única conexão / ponto,
usando-se no mínimo cabo de cobre # 70-95 mm² - isolação 1 kV.
A “Barra de Terra de Proteção CA” deve ser instalada na parede lateral da
canaleta à 20cm do fundo da mesma, localizada o mais próximo possível dos Painéis de
Serviços Auxiliares CA, sendo a mesma fixada através de parafuso “durium” auto-
atarrachante e arruela de bronze-silicio para bucha de Nylon S12.
As conexões dos cabos de cobre – isolação 1kV à “Barra de Terra de
Proteção CA”, devem ser executadas utilizando-se: conector de cobre ou liga de cobre
para cabo de cobre 70-95mm² a barra com 1 furo (Φ 12mm), parafuso sextavado M10,
porca sextavada e arruelas lisas, todos em bronze silício.

4.10.2.3. Aterramento de Painéis de Serviços Auxiliares CC


Em se tratando de instalação de “novos” painéis PSA-CC, deve ser criada
uma “Barra de Terra de Proteção CC”, com as seguintes características: Barra de Cobre
dobrada, formato U, com dimensões: 6,35x76,2x605mm. Nesta barra de cobre, com 8
furos de 12mm de diâmetro, devem ser conectados, através de cabos de cobre #70mm²
(mínima) – isolação 1kV: as carcaças dos diversos Painéis individualmente, que compõe
os Serviços Auxiliares CC, carcaças de retificadores, CD’s de distribuição em CC
(individualmente) se próximos à “Barra de Terra de Proteção CC”, polos positivos de
retificadores de telecomunicações.
Esta “Barra de Terra de Proteção CC” deve ser ligada a malha de terra
principal que circunda o Prédio de Comando, através de uma única conexão / ponto,
usando-se no mínimo cabo de cobre # 70-95 mm² - isolação 1 kV.
A “Barra de Terra de Proteção CA” deve ser instalada na parede lateral da
canaleta à 20cm do fundo da mesma, localizada a médio caminho entre retificadores e
Painéis de Serviços Auxiliares CC, sendo a mesma fixada através de parafuso “durium”
auto-atarrachante e arruela de bronze-silicio para bucha de Nylon S12.
As conexões dos cabos de cobre – isolação 1kV à “Barra de Terra de
Proteção CC”, devem ser executadas utilizando-se: conector de cobre ou liga de cobre
para cabo de cobre 70-95mm² a barra com 1 furo (Φ 12mm), parafuso sextavado M10,
porca sextavada e arruelas lisas, todos em bronze silício.

4.10.2.4. Aterramento de Baterias


O aterramento de cada Banco de Baterias (125 Vcc e 48 Vcc) deve ser
efetuado através do “terminal terra” do conjunto de baterias ou da carcaça da estante
metálica do conjunto de baterias, que deve ser ligada / conectada à um ponto da malha
de terra que circunda o Prédio de Comando (malha de terra principal), através de cabo de
cobre nú 70-95mm², de forma individual.
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4.10.3. Conexões

São admitidos os seguintes processos para conexões em sistemas de


aterramento:
 conectores de cobre a compressão para conexões não enterradas e/ou
enterradas, desde que o sistema de conexão: conectores, matrizes e
ferramentas seja do mesmo fabricante;
 conectores de cobre a compressão para conexões dos “rabichos” da
malha a estruturas ou a equipamentos, e na Casa de Comando nas
conexões dos painéis a um dos condutores de aterramento das
canaletas, desde que o sistema de conexão: conectores, matrizes e
ferramentas seja do mesmo fabricante;
 conectores de cobre aparafusados para conexões não enterradas,
quando não usadas as formas de conexões acima descritas;
 solda exotérmica para conexões enterradas.
Na elaboração da lista de material deve ser considerada a utilização de no
máximo 30 soldas para cada molde de solda exotérmica.

4.10.4. Aterramento de Eletrodutos

Todos os eletrodutos metálicos devem ser aterrados com cabos de cobre nu


#10 mm², a serem conectados à malha de terra ou a um dos cabos de cobre nu no interior
das canaletas da casa de comando ou do pátio.
O aterramento deve ser a cada 10 m no máximo.

4.10.5. Aterramento de Cerca com Tela Metálica e Portões

No caso de cerca aterrada diretamente à malha de terra principal, a brita deve


cobrir toda a extensão entre o último condutor da malha até 1,00m além da cerca.
Quando a cerca estiver localizada a mais de 5,0 m do último cabo periférico
da malha de terra, a cerca deve ter um aterramento/malha própria, independente da
Malha Principal (sem ligação à malha principal). A área de brita, junto à cerca, deve
contemplar uma extensão de, no mínimo, 1,00m para dentro e 1,00m para fora da cerca,
ao longo de toda a cerca.
O aterramento de cerca deve ser realizado com cabo bimetálico aço-cobre.
A cerca deve ser aterrada a cada 10 m no máximo, e em todos os cantos.
Trechos de cerca sob linhas de transmissão devem ser seccionados, com o uso de
mourões de madeira, sendo que este trecho da cerca interrompido não deve ser aterrado.
A bitola mínima para os aterramentos da cerca de tela à malha própria da
cerca, ou à malha da subestação, deve ser 70 mm².
Nos pontos de aterramento da cerca, o aterramento deve ser ao longo da sua
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altura, incluidos os arames farpados. Para fixação/amarração do cabo bi-metálico aço-


cobre #70 mm² à tela da cerca, será usado fio de cobre nú # 6AWG, enrolado no mínimo
10 voltas, a cada 1,0m de altura. Tal procedimento também deve ser adotado, no
encontro do cabo bi-metálico aço-cobre # 70 mm² com os arames farpados (parte superior
da cerca).
Os portões devem ser aterrados com cordoalhas de cobre nas suas partes
móveis, e cabo de cobre #70 mm² nas partes fixas.

4.10.6. Aterramento das Canaletas de Pátio

No interior das canaletas de pátio, devem ser fixados cabos de cobre nu # 70


mm², destinados à blindagem e aterramento das canaletas, tempera mole ou meio mole,
um cabo em cada lateral/parede interna das canaletas, à 10cm da borda, por meio de
bucha de nylon S12 e parafuso autoatarrachante/arruela (em aço galvanizado), a cada 3
m, e usando abraçadeira tipo unha de cobre ou, conetor de cobre ou liga de cobre/bronze
estanhado, tipo paralelo ou “Unha”.
Estes cabos de blindagem/aterramento devem ser interligados entre si e
conectados à Malha de Terra principal, a cada 15m, através de conexões exotérmicas.

4.10.7. Aterramento de Trilhos

Os trilhos das bases dos Transformadores de Força e das Linhas de


Transferencia, devem ser aterrados, com cabo de cobre nú # 70mm², tempera meio-dura,
usando-se, preferencialmente, Conetores Terminais tipo ”chapa-cabo” e parafusos de aço
inoxidável, ou, através de conexões dos cabos às superfícies de aço usando-se solda
exotérmica.

4.10.8. Aterramento de Equipamentos

O cabo utilizado para aterramento de para-raios, neutro de transformadores


de potência, reatores, disjuntores, transformadores de potencial indutivo/capacitivo,
transformadores de corrente, isoladores de pedestal, chaves seccionadoras, deve ser de
têmpera mole, de bitola no mínimo igual ao da malha principal.
Quando os Equipamentos forem montados em “suportes de concreto”, os
conetores devem ser fixados, por meio de bucha de nylon S-12, com parafusos durium e
arruela lisa de bronze silício, no mínimo a cada 1,50m.
Quando forem montados em “suportes metálicos” os conectores devem ser
fixados com parafuso sextavado M12, porcas sextavadas e arruelas lisas todas em
bronze silício, no mínimo a cada 1,50m.

a) Transformadores de Força/Reatores
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As buchas de neutro devem ser aterradas independentemente, e diretamente


por 02 (dois) condutores (cada bucha) de, pelo menos, mesma bitola da malha de terra
principal, e nunca inferior a 95mm². Nos pontos de conexão dos referidos condutores à
malha de terra, devem ser instaladas hastes de aterramento.
O aterramento do terciário, não acessível (buchas y1-y2), deve ser
independente e exclusivo, e diretamente por um condutor de, pelo menos, mesma bitola
da malha principal. No ponto de conexão do referido condutor à malha de terra deve ser
instalada haste de aterramento. Os condutores de aterramento (tempera mole), devem
ser conduzidos dentro de eletrodutos de PVC rígidos (diâmetro mínimo de 2”), ao longo
da caixa/tanque do transformador de força.
Os comprimentos dos condutores utilizados devem ser os menores possíveis.
O tanque/carcaça do TR deve possuir somente uma conexão à malha de
terra, em quaisquer um dos lados através de 2 condutores conectados à cabos distintos
da malha de terra. O condutor de cobre utilizado deve ser no mínimo de bitola 70 mm²
(tempera mole ou meio mole).
Os terminais e conectores de aterramento devem atender ao descrito na
Especificação Técnica de Transformadores.

b) Disjuntores
Os suportes dos disjuntores ou suas carcaças devem ser aterrados por
condutores de cobre com a mesma bitola da malha de terra principal (95-120mm2),
tempera mole ou meio mole, separadamente, por Polo do Disjuntor ou, de acordo com os
pontos indicado para o aterramento pelo fabricante quando o suporte for único.
A partir dos conectores terminais (mais próximos à brita). Deve ser executada
a ligação à malha de terra, com 02 (dois) condutores conectados a cabos/ramais distintos
da malha de terra.
O armário de comando deve ser também aterrado, com o cabo de cobre de
bitola mínima de 70 mm², têmpera mole.
Os terminais e conectores de aterramento devem atender ao descrito na
Especificação Técnica de Disjuntores.

c) Seccionadores
Os seccionadores tripolares, em suporte único, devem ser aterrados por meio
de condutores de cobre, têmpera mole ou meio mole, com a mesma bitola da malha de
terra principal (95-120mm2), e no mínimo através de 2 pontos.
Os seccionadores tripolares, em suportes individuais por polo, devem ser
aterrados através de 1 ponto por polo, com condutores de cobre, tempera mole ou meio
mole de, com a mesma bitola da malha de terra principal (95-120mm2).
A partir dos conectores terminais (mais próximos à brita). Deve ser executada
a ligação à malha de terra, com 02 (dois) condutores conectados a cabos/ramais distintos
da malha de terra.
A caixa de comando deve ser aterrada na malha auxiliar por meio de cabo de
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cobre, tempera mole ou meio mole, com a mesma bitola da malha de terra principal (95-
120mm2). Junto às Caixas de Comando, deve ser formada pequena “sub malha/malha
auxiliar” (na forma de quadrados concêntricos, o mais próximo possível da Caixa de
Comando), na mesma profundidade e com cabo da mesma bitola da Malha Principal,
conectada à Malha de Terra principal em 2 pontos e ao mecanismo de comando em 1
ponto.
Deve ser instalada “haste de aterramento”, próxima à caixa de comando.
Os terminais e conectores de aterramento devem atender ao descrito na
Especificação Técnica de Seccionadoras.
d) Transformadores de Instrumentos
Os transformadores de instrumentos devem ser aterrados por meio de
condutores de cobre com a mesma bitola da malha de terra principal (95-120mm2),
tempera mole ou meio mole. Deve ser usada uma haste de aterramento para o conjunto
de cada três equipamentos.
A partir dos conectores terminais (mais próximos à brita). Deve ser executada
a ligação à malha de terra, com 02 (dois) condutores conectados a cabos/ramais distintos
da malha de terra.

e) Para-raios
Devem ser instaladas hastes de aterramento, uma para cada para-raio de AT
(230 kV, 138 kV e 69 kV), o mais próximo possível dos mesmos, instalados nos Módulos
de Linha de Transmissão, Transformação, Reatores e Banco de Capacitores.
Os aterramentos dos Para-raios devem ser com Cabos de cobre da mesma
bitola do Cabo da Malha Principal, ou maior, tempera mole ou meio mole.

Para o setor de média tensão (13,8 kV e 23 kV) deve ser usado uma haste
para cada conjunto de 3 PR’s. Os PR’s de MT quando instalados em vigas de estrutura de
concreto ou metálicas /perfis, devem ser aterradas por meio de condutores de cobre com
a mesma bitola da malha de terra principal (95-120mm2), tempera mole ou meio mole,
partindo do terminal de aterramento do para-raios ao condutor exclusivo (aterramento dos
para-raios) lançado ao longo da viga (perfil nos quais estão os PR’s, e fixado no mínimo à
cada 0,80m (quando perfil metálico), ou a cada 1,50m para as outras situações.
Este condutor exclusivo (aterramento dos para-raios de MT) deve ter
continuidade, descendo apoiado nas estruturas dos pilares ou postes de concreto, e
fixado a cada 1,50m, no mínimo, e deste para a ligação à malha de terra.
A partir dos conectores terminais (mais próximos à brita). Deve ser executada
a ligação à malha de terra, com 02 (dois) condutores conectados a cabos/ramais distintos
da malha de terra.

f) Estruturas e Demais Componentes/Materiais metálicos


Todas as partes metálicas tais como estruturas, suportes, armários de
comando, caixas de interligação, etc, devem ser efetivamente aterradas por meio de cabo
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de cobre, tempera mole ou meio mole, de bitolas mínimas, como segue:


- 70 mm² para estruturas, suportes, armários de comando (Disjuntor, Transf.
de Força), e Caixas de Interligação / Junção de TC’s e TP’s / TPC’s.
- 35 mm² para caixas de interligação/passagem de cabos, caixas de ligação
de Módulo, centros de controle (CCIT), postes, luminárias, projetores;
- 10 mm² para eletrodutos e canalizações metálicas.

4.10.9. Aterramento de Pilares e Vigas

Os Pilares e Vigas de Concreto e/ou metálicas que compõe os Pórticos de


Ancoragem do de Barramentos de 230 kV, 138 kV e 69 kV, devem ser aterrados através
de condutores de cobre nú, tempera meio dura (preferencialmente).
Os condutores de aterramento ao longo dos Pilares (do topo à base), devem
ser da mesma bitola do condutor da malha de terra principal.
Os condutores de cobre bitolas: 70-120mm2 devem estar lançados ao longo
de todas as extensões dos Pilares e Vigas, e fixados no mínimo a cada 1,50m.
As conexões / fixações em Estruturas Metálicas, devem ser executadas com
conectores de bronze estanhado para fixação de 01 (um) cabo de cobre nú # 70-120mm2,
em face plana de chapa de aço, ou, com conectores tipo “paralelo” para fixação/
derivação de 02 (dois) cabos de cobre nú # 70-120mm², em face plana de chapa de aço.
Os parafusos sextavados M12, porcas sextavadas e arruelas lisas, devem ser em bronze
silício.
As conexões / fixações em Estruturas Concreto, devem ser executadas com
conectores de cobre ou bronze estanhado, tipo “unha”, para fixação de 01 (um) cabo de
cobre nú # 70-120mm2, em superfície de concreto, ou, com conectores tipo “paralelo” com
berço, para fixação/ derivação de 02 (dois) cabos de cobre nú # 70-120mm², em
superfície de concreto. Acompanham tais conectores: parafuso “durium” autoatarrachante,
e arruela lisa em bronze-silício, para bucha de nylon S14.
O condutor de aterramento, lançado ao longo da viga, e devidamente fixado à
mesma, deve ser conectado em seus extremos aos cabos de aterramento lançados ao
longo dos Pilares (condutores de descidas) e destes para ligações à malha de terra. Ou
seja, o condutor da viga deve ser conectado aos condutores de aterramento dos 02 (dois)
pilares instalados nos extremos da viga (viga aterrada duplamente).
Os conectores destinados à fixação dos cabos de aterramento nos pilares e
que sejam os últimos mais próximos da brita, devem ser do tipo “paralelo” para fixação de
02 (dois)o cabos de cobre, e devem estar no máximo à 40 cm acima da brita (no caso de
pilar de concreto), ou no máximo à 20 cm acima do topo da fundação (no caso de pilar
metálico). A partir destes conectores, deve ser executada à ligação à malha de terra, com
02 (dois) condutores conectados a cabos/ramais distintos da malha de terra. No caso de
aterramento de pilares, nos quais se tenha ancoragem de “Cabos de Cobertura”, na
ligação à malha de terra um dos 2 cabos deve ser conectado à uma haste de aterramento
e o outro cabo ligado à um ramal distinto da malha de terra.
No caso de ligação dos Cabos de Cobertura (Aço HS ou Alumoweld) aos
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cabos de aterramento de cobre, que se localizem nos pilares, tais conexões devem ser
executadas com conector de bronze estanhado, tipo “paralelo”, para fixação / derivação
bimetálica de 02 (dois) cabos #40-120mm². Os parafusos, porcas e arruelas lisas devem
ser de bronze-silicio. Estes conectores bimetálicos devem estar fixados, no máximo, à
80cm abaixo dos pontos de ancoragem dos respectivos cabos de cobertura às estruturas.

4.10.10. Aterramento de Colunas de Isoladores 15/25 kV

As Colunas de Isoladores 15/25 kV, instaladas em perfis metálicos para


sustentarem barramentos tubulares, ou, como elementos de passagem / isolamento
instalados em perfis metálicos dos Módulos que compõe os setores de 13,8 /23 kV,
devem ser aterrados (individualmente) através de condutores de cobre nú, tempera mole,
preferencialmente.
Os condutores de cobre bitolas: 70-95mm2, devem estar lançados ao longo
dos perfis metálicos em que se encontram instaladas as colunas de isoladores 15/25 kV,
e fixados no mínimo a cada 0,80m.
Cada coluna de Isoladores 15/25 kV deve ser aterrada através de uma das 2
maneiras, como abaixo:
- conector terminal a compressão, de bronze estanhado, um furo, para cada
cabo de cobre nú 70-95mm². Para tanto, deve ser usado o parafuso de fixação do isolador
de pedestal para fixar o conector à compressão, em um dos 02 (dois) pontos usados para
fixa-lo, ou;
- barra / chapa adaptadora, em cobre estanhado, ou cobre eletrolítico, com 02
(dois) furos e conetor terminal aparafusado tipo “cabo / barra”, de cobre ou em bronze
estanhado, para cabo de cobre nú # 70-95 mm². Para tanto, deve ser usado o parafuso de
fixação do isolador de pedestal , para fixar a barra /chapa adaptadora, em um dos 02
(dois) pontos usados para fixa-lo. A fixação do conector terminal à barra/chapa
adaptadora, deve ser efetuada com parafuso sextavado M12, porca sextavada e arruelas
lisas, em bronze silício
A partir deste os conectores terminais (à compressão ou aparafusado),
usando uma das 2 formas de ligação acima descritas, os cabos serão conectados/fixados
aos perfis metálicos.
As conexões/fixações nos perfis metálicos devem ser executadas com
conectores de bronze estanhado, para fixação de 01 cabo de cobre nú #70-95mm², em
face plana de chapa de aço, ou, com conectores tipo “paralelo para fixação/derivação de
02 cabos de cobre nú #70-95mm², em face plana de aço. Os parafusos sextavados,
porcas sextavadas e arruelas lisa devem ser em bronze silício.
Os condutores de aterramento lançados ao longo dos perfis metálicos (onde
se localizam os IP’s), e devidamente fixados aos mesmos, devem ser conectados ao cabo
de aterramento ao longo do poste correspondente (condutor de descida) e deste para
ligação à malha de terra.
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4.10.11. Aterramento de Cadeias de Ancoragem e Suspensão

As ferragens das cadeias de isoladores de ancoragem e/ou suspensão, de


todos os níveis de tensão, instaladas em vigas de concreto ou metálicas, devem ser
aterradas através de condutores de cobre nú, tempera mole, preferencialmente.
As ferragens das cadeias de isoladores, quando instaladas em vigas de
concreto, devem ser aterradas através de peças específicas através de peças
específicas, através de uma das seguintes formas:
- Instalando uma chapa dobrada (em formato de “L”) em cobre, estanhada,
sendo uma das faces fixada ao parafuso da manilha, e na outra deve ser fixado um
conector terminal aparafusado, tipo cabo/barra, em cobre ou bronze estanhado para cabo
de cobre nú #70mm². O parafuso sextavado, a porca sextavada e as arruelas lisas,
devem ser em bronze silício, para fixação do conector terminal à chapa dobrada;
- Instalando uma “barra de cobre, estanhada”, com 02 furos, sendo que num
dos furos deve ser fixada a barra de cobre, entre a porca e a contra-porca do parafuso
olhal (junto á viga). No outro furo da barra de cobre, deve ser colocado um conector
terminal aparafusado tipo cabo/barra em cobre ou bronze estanhado, para cabo de cobre
nú #70mm². Para fixação do conector terminal à barra de cobre, devem ser usados:
parafuso sextavado, porca sextavada e as arruelas lisas, devem ser em bronze silício.

As ferragens das cadeias de isoladores, quando instaladas em vigas de


metálicas, devem ser aterradas através de peças específicas através de peças
específicas, através de uma das seguintes formas:
- Instalando uma chapa dobrada (em formato de “L”) em cobre, estanhada,
sendo uma das faces fixada ao parafuso do prolongador garfo e bola, para cadeias de
isoladores de 13,8 kV e 23 kV, e na outra deve ser fixado um conector terminal
aparafusado, tipo cabo/barra, em cobre ou bronze estanhado para cabo de cobre nú
#70mm². O parafuso sextavado, a porca sextavada e as arruelas lisas, devem ser em
bronze silício, para fixação do conector terminal à chapa dobrada;
- Instalando uma chapa dobrada (em formato de “L”) em cobre, estanhada,
sendo uma das faces ligadas ao parafuso do cavalote, e na outra deve ser fixado um
conector terminal aparafusado, tipo cabo/barra, em cobre ou bronze estanhado para cabo
de cobre nú #70mm². O parafuso sextavado, a porca sextavada e as arruelas lisas,
devem ser em bronze silício, para fixação do conector terminal à chapa dobrada.

A partir destes conectores terminais aparafusados, usando uma das maneiras


acima descritas, os cabos serão conectados/fixados às vigas, no cabo instalado ao longo
da extensão da viga.
Estas conexões/fixações nas vigas de concreto e/ou metálicas, devem ser
executadas de acordo com o item específico deste documento.
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4.10.12. Memória de Cálculo da Malha de Terra

Deve ser apresentada Memória de Cálculo, quando solicitado pela CEEE-GT,


com o objetivo de dimensionar o Sistema de Aterramento da Subestação, levando em
conta os dados da medição de resistividade do terreno e as correntes de curto-circuito
(próximos 5 anos).
A Memória de Cálculo visa o estabelecimento de condições de segurança ao
pessoal que circula na subestação, cercas externas e suas adjacências, bem como,
condições adequadas à operacionalidade do sistema de proteção.
A Memória de Cálculo deve preferencialmente utilizar o método IEEE Std 80 –
2000 em conjunto com a ABNT NBR 15751:2009, detalhada de tal forma que se possa
verificar, com facilidade, a origem dos valores adotados e como foram obtidos os
resultados.
As medições devem ser efetuadas pelo método dos quatros pontos e
segundo prescrições da IEEE Std 81 – 2012 - “Recomended Guide for Measuring Ground
Resistance and Potencial Gradients in the Earth” e da ABNT NBR 7117:2012. Na
memória de cálculo devem constar a medição de resistência de aterramento e quando
solicitado em edital, dos potenciais na superfície do solo, conforme ABNT NBR
15749:2009.
Devem ser apresentados os cálculos dos potenciais de passo e de toque
toleráveis /admissíveis e os produzidos no solo (máximos) bem como a elevação de
potencial de terra.
Deve ser apresentado o dimensionamento térmico do condutor da malha,
bem como, o cálculo da resistência de aterramento e da corrente da malha (corrente que
efetivamente escoa pelo solo através da malha de terra da subestação).
Para efeitos de desenvolvimento dos cálculos, devem ser adotados: o tempo
de eliminação da falta = 0,5 segundos, uma resistividade superficial = 3000 ohms x metro
(brita) e profundidade mínima da malha = 0,5 m.
Devem ser identificados na Memória, os programas utilizados e as
metodologias adotadas.
Devem ser apresentados na memória: as conclusões e recomendações finais,
bem como, elencadas as referências bibliográficas adotadas.

4.10.13. Relatório de pontos de medição de resistividade do solo

Deve ser elaborado um relatório com o objetivo de apresentar o tratamento


analítico dado aos resultados das medições de resistividade da subestação, visando à
determinação de um modelo de solo estratificado.
As medições da resistividade do terreno devem ser feitas após a retirada da
camada vegetal superficial, num período mínimo de 2 semanas após a última precipitação
pluviométrica e antes da instalação das tubulações e cablagens.
Deve ser identificado o método de medição (quadripolo de Werner), o
instrumento utilizado (marca, tipo e número de série) e o nome do responsável pela
medição.
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O relatório deve apresentar os resultados das medições realizadas no terreno


da subestações, na forma de “Tabela”, na qual deve constar: identificação dos pontos
medidos, espaçamento dos eletrodos (m), o valor da resistência medida e da resistividade
calculada, data da medição, natureza do solo e o estado do solo (seco, úmido, muito
úmido, alagado, lama).
Deve fazer parte do Relatório, desenho de Terreno - Disposição da SE, no
qual devem estar localizados os pontos onde serão realizadas as medições.
O Relatório deve contemplar a análise dos resultados, bem como, a
determinação dos parâmetros do solo (ρ1, ρ2 e h). Para tanto, deve ser identificado no
Relatório, o programa utilizado e o método de cálculo adotado.

4.10.14. Sistema de Blindagem

4.10.14.1. Blindagem da Subestação (SPDA) - Equipamentos, Barramentos,


Estruturas
O sistema de “blindagem de subestações” contra “descargas atmosféricas
diretas” deve atender aos requisitos estabelecidos no método/modelo eletromagnético de
“Gilmann- Whithead 3D.
O desempenho do “Sistema de Blindagem” deve ser avaliado identificando o
risco de falha da Blindagem, expresso em “anos/falha”.
Como referencia para a avaliação pretendida, deve ser admitido o índice
máximo de uma falha de blindagem em 50 anos, para correntes superiores à 2kA.
A proteção contra descargas atmosféricas deve utilizar cabos para-raios como
a solução básica. A adoção de hastes pode ser cogitada como complemento em alguns
pontos específicos da subestação.
Os aterramentos dos cabos de blindagem das Linhas de Transmissão e da
parte interna da Subestação devem ser feitos com os próprios cabos para-raios das LT’s
(presos nas estruturas de pelo menos 1,5 a 1,5 m), e a partir dos pés das estruturas com
cabo de cobre nu da mesma bitola da malha principal, tempera meio-dura, ou, com cabos
de cobre da mesma bitola da malha principal a partir da ancoragem do cabo de
cobertura. Os cabos devem ser fixados com conetores de cobre ou cobre estanhado. Nos
pontos de conexões à malha provenientes dos cabos de blindagem de Linhas de
Transmissão e de blindagem interna da Subestação, devem ser usados hastes (no
mínimo de Ø 3/4”x 3 m), e destes conectores terminais (mais próximos à brita), deve ser
executada a ligação à malha de terra, com 02 (dois) condutores conectados à cabos /
ramais distintos da malha de terra.
Os cabos de blindagem provenientes das Linhas de Transmissão devem ser
ancorados nos pórticos da subestação por meio de isolador de disco nas chegadas de
linha, de tal forma que esse aterramento possa ser desconectado. O isolador será de
disco, em vidro temperado Ø 254x146mm, carga de ruptura mínima de 8000 kgf.
Deve ser apresentado Memória de Cálculo, quando solicitado pela CEEE-GT,
com relação ao Sistema de Blindagem da subestação contra descargas atmosféricas,
baseada no método de “Gilmann Whitead 3D”. Devem ser apresentados na Memória, as
conclusões e recomendações finais, bem como, elencadas as referências bibliográficas
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adotadas.
O método probabilístico de cálculo da “falha de blindagem”, baseia-se no
confronto das probabilidades de ”suportabilidade da blindagem” com as ocorrências de
descargas atmosféricas (raios)”, identificando e calculando:
 Risco de Falha da Blindagem;
 Impedância de Surto dos Condutores (Z);
 Corrente Crítica de Descarga (Ic);
 Distância Disruptiva (Rs);
 Distância de Proteção (Xp);
 Análise de sobre elevação do condutor de proteção;
 Taxa de Exposição (E)
A partir dos valores de “Risco de Falha” e “Taxa de Exposição”, deve ser
verificado se a instalação tem a “Blindagem” adequada.
Para fins de dimensionamento, devem ser adotados:
 Nível Ceráunico (NC): 50 dias de tempestade/ano;
 Vida útil da Subestação : 50 anos;
 Descarga para o Solo por Ano (GFD)≤ 7,8645 raios/km².ano.

4.10.14.2. Blindagem de Edificações (SPDA)


As “edificações” instaladas em área de uma Subestação (ex.: Prédio de
Comando, Oficina..), desde que não abrangidas/protegidas por Cabos de Cobertura das
instalações, devem ser objeto de avaliações específicas com relação à blindagem contra
“descargas atmosféricas”.
Devem ser seguidas as instruções e recomendações contidas na Norma
ABNT NBR-5419-2005- Proteção de Estruturas Contra Descargas Atmosféricas.
As avaliações devem ser realizadas a partir da análise dos seguintes
parâmetros:
 Tipo de ocupação do imóvel;
 Natureza de sua construção;
 Altura e posição topográfica do imóvel;
 Localização e risco para as imediações.
Seguindo os procedimentos da NBR-5419, o “cálculo do risco” deve levar em
conta:
 Parâmetros da edificação: comprimento máximo, largura máxima e
altura;
 Área de exposição equivalente (Ae);
 Densidade de descarga para terra (Ng), igual a 7,8645
descargas/km²/ano, para 50 trovoadas por ano;
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 Frequência média anual previsível de descarga (Nd), dado pela


fórmula:
 Nd=NgxAex10-6
 Valor ponderado de Nd (Np).
Considerando a NBR-5419, define-se:
 Se Np≥10-3 , a edificação requer um SPDA;
 Se Np≤10-5 , a edificação não requer um SPDA;
 se 10-3>Np>10-5 ,a decisão fica a critério da CEEE-GT.
O Nível de proteção (conforme Tabela B.6 da NBR-5419) para as edificações
instaladas na área de uma Subestação, é o Nível 1 – “estrutura com risco confinado-
subestação de energia elétrica”.
Sendo altura da edificação inferior à 20m, deve ser usado, preferencialmente,
o método orientado na NBR-5419 correspondente à “malha” ou “gaiola de Faraday”.
Excepcionalmente pode ser aceito o Método Franklin (c0m ângulo de
proteção de 25°) ou o Método Eletrogeométrico (com esfera rolante de raio igual a 20m),
conforme NBR-5419.
No caso de “malha” ou “gaiola de Faraday”, os seguintes procedimentos
devem ser observados:
 o módulo máximo para as malhas captoras deve ser de 5mx10m;
 o espaçamento máximo entre descidas, deve ser de 10m;
 devem ser utilizados cabos de cobre com seção mínima de 50 mm²
(tempera mole), como material do conjunto captor e de descida
localizados no telhado, na platibanda da edificação e no beiral, até a
caixa de inspeção;
 o cabo de cobre deve ser fixado a cada 0,50m à 1,0m, através de
presilhas/fixadores de latão e/ou suportes guia de aço galvanizado.
 cada descida do SPDA deve ser conectada diretamente ao anel da
Malha de Terra que circunda a edificação;
 em cada descida do SPDA, deve ser instalada uma “caixa de
inspeção”;
 o rabicho de cabo de cobre nú, que vem da Malha de Terra, deve ser
de bitola mínima #70mm², e ligado ao conetor de emenda e medição,
na “caixa de inspeção”;
 o eletroduto, em cada descida do SPDA, deve ter no mínimo 2,5m de
comprimento;
 as conexões entre cabos (no telhado e na platibanda) devem ser
executadas com grampos;
 os cabos de descida do SPDA, devem estar afastados das portas, de
no mínimo 0,50m.
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Os procedimentos acima relacionados, só não deverão ser seguidos, salvo


indicações em contrário identificadas na Norma NBR-5419.

4.11. ILUMINAÇÃO E TOMADAS NO PÁTIO

Os disjuntores termomagnéticos tripolares, bipolares e monopolares,


localizados nos CCIT (Centro de Controle de Iluminação e Tomadas), devem possuir
capacidade mínima de curto circuito de 20 kA. Os circuitos destinados às Tomadas e na
entrada do CCIT, devem possuir proteção diferencial-residual (DR) para corrente residual
de 30 mA.
Os CCITs devem estar localizados no pátio da subestação nas quantidades
definidas no Projeto Executivo, em função da extensão da área e das abrangências dos
setores a serem iluminados e providos de tomadas.
Para os circuitos de iluminação e tomadas de pátio, admite-se uma queda de
tensão de no máximo 7% nas cargas, a partir dos terminais secundários do transformador
de serviços auxiliares (TSA).

4.11.1. Sistema de Iluminação

O pátio de manobra da subestação será provido de dois sistemas de


iluminação em 220 Vca.
O primeiro sistema de iluminação (essencial) deve ser projetado com Relé-
Fotoelétrico, com acionamento automático (via relé-fotoelétrico) e com acionamento
manual (para by-pass do relé-fotoelétrico caso necessário) instalado em “posto de
comando de iluminação”, localizado na Sala de Comando. Os seguintes níveis mínimos
de iluminamento devem ser atendidos, para luminárias instaladas em postes ou em
pórticos á 6,0m ou acima:
 20 lux nas áreas dos transformadores de força, seccionadores e
disjuntores;
 10 lux nos acessos às edificações e no entorno das mesmas;
 5 lux nas circulações secundárias e demais áreas.
A relação entre o iluminamento mínimo e médio deve ser igual ou maior do
que 1/3.
O segundo sistema de iluminação (não-essencial) deve ser projetado por
comando manual exclusivamente, desde os CCITs, para iluminação específica adicional
definida no Projeto Executivo.
As luminárias ou projetores a serem utilizados no sistema de iluminação CA
devem operar com lâmpadas a vapor de sódio de 400 W e respectivos reatores, podendo
ser usadas lâmpadas de vapor de sódio de 250W para circulação. Devem ter o corpo em
alumínio fundido, refletor em alumínio anodizado e nível de proteção IP 65. As luminárias
devem ter refrator em policarbonato e os projetores devem ter o refrator em Lente Plana
de Cristal Temperado.
A instalação das luminárias específicas para os módulos de equipamentos
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deve ser preferencialmente no pórtico em plataformas metálicas a um metro de altura da


brita ou em bases de concreto a 60 cm do nível da brita, com facho luminoso voltado para
cima e dotadas de dois graus de liberdade (360º no eixo horizontal e 180º no eixo
vertical). No caso de ampliações de subestações, pode vir a ser adotado o padrão já
existente.
Postes, luminárias e projetores devem ser aterrados por condutores de cobre
de 35 mm² (mínimo).
Deve ser privilegiada a iluminação dos equipamentos de manobra e
transformadores de força.
Devem ser utilizadas “caixas de ligação” de alumínio, tipos: “LR”, “T” nas
conexões e interligações de eletrodutos para alimentação de luminárias e projetores.

4.11.2. Sistema de Tomadas

O pátio de manobra da subestação deve ser provido de um sistema de


tomadas em corrente alternada em 127 e 220 Vca.
As Tomadas podem ser instaladas, separadamente, ao tempo, com base e
tampa em liga de alumínio, fechamento da tampa de proteção por rosca, e protegidas por
guarnição de neoprene.
Outra forma de instalação, é o uso de caixas destinadas às Tomadas, em liga
de alumínio, à prova de tempo, IP 65.
A alimentação das Tomadas ou das caixas de tomadas deve ser a partir do
CCIT.
As Tomadas ou as caixas destinadas à tomadas, próximas a módulos, devem
ser constituídas de: 01 (uma) Tomada Trifásica de 30 A, 220Vca (11418 W), com 3P+T
(4-polos industrial), e 01 (uma) Tomada Monofásica de 15 A, 127 Vca (1905 W) com
P+N+T (3 polos). As Tomadas devem estar dispostas, 01 (um) conjunto a cada 02 (dois)
Módulos, o mais próximo possível dos Disjuntores, não superando a distância máxima de
20 metros entre caixas.
Devem ser instaladas, em estrutura própria para esta finalidade, ou, em
estruturas de pilares.
Também devem ser contempladas Tomadas Trifásicas, localizadas
junto/próximas dos Transformadores de Força, sendo 01 (um) tomada para cada 2 TR’s
e/ou para cada Banco de Transformadores.
As tomadas trifásicas devem ser de “tipo industrial”, e devem ser
acompanhadas de seus respectivos plugues, e conforme dimensões abaixo:
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Diâmetro A: 57 mm
Distancia B: 154,9 mm
Diâmetro C: 71,5 mm
Plugue – Referência Técnica: Plugue marca Steck 3P + Terra 32A, código N-
4276

Distancia B: 123 mm
Distancia C: 102 mm
Distancia D: 61 mm
Distancia E: 109 mm

Tomada – Referência Técnica: Tomada de Sobrepor marca Steck 3P + Terra


32A, código N 4206.
Devem ser utilizadas “caixas de ligação” de alumínio, tipos: “LR”, “T”, nas
conexões e interligações de eletrodutos para alimentação de Tomadas.

4.11.3. Caixas de Passagem e Centros de Controle de Iluminação e Tomadas

No pátio da Subestação (ao tempo), devem ser instalados Centros de


Controle de Iluminação e Tomadas – CCIT em liga de alumínio, à prova de tempo, IP 65,
com resistência de aquecimento (150W-220Vca) e termostato (0° à 60°C), nas
quantidades definidas no Projeto Executivo, em função da abrangência dos Setores 230
kV, 138 kV, 69 kV, 23 kV e 13,8 kV e da extensão da área, com dimensões mínimas de
810x600x220 mm, instalados a 1,00m de altura do terreno com brita até o centro dos
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CCIT’s. Os CCIT’s devem ser providos de: termostato, resistor de aquecimento (150W -
220V) contator de força, disjuntores termomagnéticos dos circuitos e da entrada do CCIT,
e dispositivo residual tetrapolar na entrada. Os CCIT’s também devem contemplar em seu
interior, Bornes de Passagem, tipo “olhal”, de tipo RSC4 (para condutores de 1,5mm² a
2,5mm²), RSC5 (para condutores de 2,5mm² a 6mm²) e RSC6 (para condutores de 6mm²
à 35mm²), com respectivo trilho e demais acessórios de fixação, separação e fechamento.
Esses CCIT’s devem ser alimentados desde os painéis de Serviços Auxiliares CA,
individualmente.
Nestes CCIT’s devem ser usados Barramentos de cobre rígido para
interligações e conexões do: Disjuntor de Entrada, Dispositivo Residual e Disjuntores dos
circuitos destinados às tomadas e iluminação. Não são aceitos os usos de réguas de
bornes para derivações/pontes e alimentações dos circuitos/conexões dos disjuntores.
Também devem ser previstos nos CCIT’s: Barra de Cobre para Neutro e
Barra de Cobre para Aterramento/Proteção.
A partir dos CCITs, devem ser alimentados os circuitos de iluminação e
tomadas de pátio, do setor abrangido pelo CCIT, conforme projeto executivo.
Todos os eletrodutos devem ser de PVC rígido, tipo pesado ou de aço
galvanizado, diâmetro mínimo de ¾”, enterrados à 30 cm do terreno terraplenado ou, sob
a camada de brita, devidamente envelopados em concreto. As distâncias máximas para
lances de eletrodutos, sem uso de caixas intermediárias deve ser de 12,00 m.
Nas derivações das instalações destinadas à luminárias e projetores, devem
ser instaladas “Caixas de Bornes de Interligação”, à prova de tempo (IP-54), em liga de
alumínio, dimensões: 210x140x120 mm.

4.12. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL INDUTIVO E CAPACITIVO (TP E


TPC):

Sempre que possível, não devem estar posicionados diretamente sob os


barramentos, tampouco nas suas extremidades a fim de facilitar as atividades de
manutenção e futuras ampliações. Além disso, os TPs de 23 kV ou 13,8 kV devem ser
conectados aos barramentos de operação por meio de chave faca unipolar mais Base
Fusível (em separado) tipo HH, com corrente de curto-circuito compatível à instalação.

4.13. BANCO DE CAPACITORES 230KV:

O Banco de Capacitores 230kV, com seus equipamentos principais: Células


Capacitivas, Reatores, Transformadores de Corrente de desbalanço, deve ser localizado
em área cercada, com altura mínima de 2,00m, com acesso através de um portão de
4,00m de largura (com 2 folhas).
A distancia entre os limites da cerca e os eixos dos equipamentos, deve ser
de 3,00m, no mínimo.
O Banco de Capacitores com seus equipamentos principais deve estar
protegido contra descargas atmosféricas, através de blindagem adequada.
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Devem compor o módulo do Banco de Capacitores 230kV, além dos


equipamentos anteriormente mencionados, os seguintes: uma Chave Seccionadora
Tripolar com lamina de terra, para isolamento e aterramento da Banco de Capacitores, e
03 (três) Pára-Raios. Tais equipamentos devem ser dispostos a partir do Reator,
preferencialmente nesta sequencia, e o mais próximo possível do Reator.
Além dos equipamentos acima citados, devem fazer parte do módulo, de
acordo com o “arranjo” da Subestação, os seguintes equipamentos 230kV:
- Disjuntor tripolar;
- Chave Seccionadora tripolar para by-pass do disjuntor;
- Chaves Seccionadoras tripolares, seletoras de barras e/ou isoladoras do
disjuntor;
- Transformadores de potencial capacitivos (preferencialmente do módulo, ao
invés da barra);
- Transformadores de corrente.
Deve ser previsto um sistema de intertravamento elétrico que impeça a
abertura do portão de acesso à área cercada do Banco de Capacitores, quando o mesmo
estiver energizado ou em processo de descarga, e também, que impeça a energização do
Banco de Capacitores quando o portão de acesso estiver aberto.

4.14. BANCO DE CAPACITORES 23KV/13,8KV:

A configuração do Módulo destinado aos Bancos de Capacitores


23kV/13,8kV, deve atender necessariamente à seguinte sequencia:
Barra de Operação – Seccionador – Disjuntor – Transf. Corrente – Banco
Capacitores.

4.15. ELETRODUTOS PARA PASSAGEM DE CABOS, POR EQUIPAMENTO:

Os eletrodutos de interligação das caixas de comando/caixas de interligação


de TC’s, TP’s, TPC’s, às canaletas/caixas de passagem, devem ser de PVC rígido, tipo
pesado, ou aço galvanizado (preferencialmente) de “qualidade comprovada”. Podem ser
usados, excepcionalmente, eletrodutos metálicos flexíveis (sealtubo), em situações que
resultem como melhor solução.
Os eletrodutos de interligação das caixas de terminais de TI’s às caixas de
interligação (para junção dos cabos de corrente ou de tensão), preferencialmente, devem
ser de eletrodutos metálicos flexíveis (sealtubo), ou, PVC rígido tipo pesado.
Nas caixas de terminais dos TI’s e nas caixas de interligação, quando
interligadas por eletrodutos metálicos flexíveis, devem ser usados conetores macho
giratório para eletroduto metálico flexível, terminais contra-porca, anéis de vedação em
borracha, e buchas terminais todos em liga de alumínio.
Nas transições/emendas de eletrodutos flexíveis x eletrodutos rígidos, devem
ser usados conetores femea giratório ou fixo para eletroduto metálico flexível, buchas de
redução de liga de alumínio em caso de bitolas diferentes dos eletrodutos (flexíveis X
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PVC rígidos), e luvas de PVC rígido.


Para os Transformadores de Força, desde as suas caixas de comando, em
passando pela caixa coletora de óleo, devem ser usados somente eletrodutos de aço
galvanizado, até a canaleta ou caixa de passagem junto à caixa coletora, passando os
eletrodutos de aço por sobre a parede da caixa coletora.
Nas caixas de comando de equipamentos/caixas de interligação, quando
acessadas por eletrodutos de PVC rígido, devem ser usadas arruelas/buchas terminais ou
terminais contra-porca de liga de alumínio, e quando possível anel de vedação em
borracha.
Nas conexões entre as caixas de comando de equipamentos / caixas de
interligação de TC’s, TP’s, TPC’s às canelatas, devem ser usados, sempre que possível,
eletrodutos de aço galvanizado, usando-se arruelas / buchas terminais de aço
galvanizado.
As seguintes Bitolas e Quantidades de eletrodutos (PVC rígido, aço
galvanizado ou metálicos flexíveis), mínimas, devem ser usadas, por Equipamento, como
segue:
 Disjuntores 230kV/138kV
- Armário de “polo individual” – 02 (dois)x Ø3”
- Armário Central de Disjuntor (com 3 polos individuais) – 03 (três)x Ø3”
- Armário de Disjuntor tripolar (só 1 Caixa de Comando) – 03 (três)x Ø3”
 Disjuntores 69kV - 03 (três)x Ø3”
 Disjuntores 23kV/13,8kV - 02 (dois)x Ø3”
 Seccionadores 230/138kV, sem LT – 03 (três) x Ø2”
 Seccionadores 230/138kV, com LT - 03 (três) x Ø2” (da Cx. de
Comando) e 01 (um) x Ø2” (da Cx. de Comando da LT)
 Seccionadores 69kV, sem LT - 02 (dois)x Ø2”
 Seccionadores 69kV, com LT - 02 (dois) x Ø2” (da Cx. de Comando) e
01 (um) x Ø2” (da Cx. de Comando da LT)
 Transf. de Corrente 230kV/138kV/69kV - 02 (dois) x Ø3” de PVC (da
caixa de interligação / junção) a canaleta, e, 03(três) x Ø3” PVC e/ou
flexíveis (proveniente de cada Cx. de Terminais do Equipamento) por
polo/fase, até a caixa de interligação / junção, podendo ser utilizado
reduções para Ø3” nos eletrodutos oriundos das caixas de terminais
dos TC’s.
 Transf. de Corrente 23kV/13,8kV - 01 (um) x Ø3” flexível desde o
último condulete até a caixa de junção. Nas ligações das Caixas de
terminais dos TC’s até os conduletes, deverão ser usados eletrodutos
flexíveis de 2” (por polo/fase) podendo ser usado reduções para Ø2”,
nas saídas dos eletrodutos oriundos das caixas de terminais dos TC’s.
Nas ligações entre as caixas “conduletes”, devem ser usados
eletrodutos de PVC Ø3”. Para a canaleta, a partir da caixa de junção,
devem ser usados eletrodutos de PVC de Ø3”.
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podendo ser utilizado reduções para Ø3” nos eletrodutos oriundos das
caixas de terminais dos TC’s. Para o painel de comando, devem ser
usados eletrodutos de Ø3”, podendo ser utilizado reduções para Ø3”
nos eletrodutos oriundos das caixas de terminais dos TC’s. (de cada
Cx. Terminais do Equipamento até “Condulete”) por polo/fase, e as
ligações entre os conduletes com Ø11/2” ou Ø2” PVC rígido.
 Transf. Potencial Capacitivo e Indutivo 230kV/138kV/69kV (conjunto
trifásico) 02 (dois) x Ø2” (da caixa de interligação / junção para os
painéis de comando), e, 01(um) x Ø1¹/²" ou Ø2” (proveniente de cada
Cx. de Terminais do Equipamento) por polo/fase.
 Transf. Potencial Indutivo 138kV/69kV (1 unidade, por módulo de LT) –
01 (um) x Ø2” (da caixa de interligação / junção para os painéis de
comando), e, 01(um) x Ø1¹/²" ou Ø2” (proveniente de cada Cx. de
Terminais do Equipamento).
 Transf. Potencial Indutivo 13,8kV/23kV (conjunto trifásico) : 03 (tres) x
Ø2” sendo 01(um) flexível desde o último condulete até a caixa de
junção para o painel de comando e também deve ser usado 01 (um) x
Ø11/2” ou Ø2” flexível (da Cx. Terminais do Equipamento até o
condulete) por polo/fase, e as ligações entre conduletes com Ø11/2” ou
Ø2” PVC rígido.
 Banco de Capacitores 13,8kV/23kV – 02 (dois) x Ø2”
 Transformadores de Força – 04 (quatro) x Ø3”, de aço galvanizado
 Transf. Serv. Auxiliares (saída cabos BT) – 03 (três) x Ø4”
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5. PROJETO ELETROMECÂNICO - DESENHOS, MEMÓRIAS,


RELATÓRIOS, TABELAS E LISTA DE MATERIAIS

CONSIDERAÇÕES GERAIS:
As exigências e recomendações para apresentação dos projetos a seguir
relacionados, devem ser observadas, quando aplicáveis, de acordo com o Caderno de
Informações Gerais de cada empreendimento.
Todos os projetos devem seguir os preceitos das normas vigentes da ABNT.
Todos os projetos de engenharia (plantas e documentos) devem atender ao
padrão de formatação, identificação do selo e numeração, conforme os modelos
identificados no documento “Especificação Técnica de Codificação”.
Devem ser utilizados os formatos padrão: A0, A1, A2, A3 para projetos e A4
para memórias de cálculo e memoriais descritivos.
Deve ser apresentada para aprovação da CEEE-GT, antes do início do
desenvolvimento e apresentação dos projetos, uma “Lista de Desenhos” previstos para
serem elaborados, com seus respectivos títulos e numeração/codificação, também
identificando os Desenhos “predecessores”.
Em todos os projetos, relatórios, memórias de cálculo, memoriais descritivos e
demais documentos técnicos deve estar destacado o nome, número de registro no
conselho de classe e respectiva ART do profissional responsável, bem como a assinatura
do mesmo.
A ordem de apresentação dos projetos deve seguir o estabelecido no
documento Reunião Inicial de Projetos Civis e Eletromecânicos, e de acordo com os
“predecessores” definidos.
As memórias de cálculo devem apresentar todas as informações utilizadas
para execução dos cálculos, métodos utilizados (modelo matemático), croqui com
esforços, etc., de forma que possam ser verificadas facilmente.
Todos os quantitativos devem estar apresentados nas lista de materiais.
Estes quantitativos devem ser calculados com precisão mínima de 1 (uma) casa decimal.
Todo o material produzido pela CONTRATADA a ser entregue para CEEE-GT
deve ser em formato editável e desbloqueado. Os projetos devem ser elaborados em
formato Autodesk® AutoCad – extensão DWG. Os demais documentos devem ser
elaborados em formato Microsoft® Office (Word ou Excel) – extensão DOC ou XLS
respectivamente.
Quando da utilização de algum outro software para dimensionamento, o
arquivo original também deve ser fornecido, além de apresentar os resultados em DOC ou
XLS.
O nome dos arquivos deve ser elaborado com o formato do nome conforme
padronização da CEEE-GT.
Todos os projetos, desenhos, memoriais, memórias de cálculo, manuais
relatórios, listas de materiais, e outros documentos tornam-se propriedade da CEEE-GT e
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seu custo é considerado como incluído no fornecimento.


A CEEE-GT tem o direito de copiar qualquer documento, desenho ou
informação, para seu uso nas atividades de projeto, construção e manutenção.

5.1. LEVANTAMENTO EM CAMPO PARA CONFERÊNCIA

Antes do início de quaisquer projetos eletromecânicos deve ser realizado um


“levantamento em campo” que assegure uma perfeita e atualizada locação do arranjo e
instalações “existentes”. Desta forma, os desenhos principais de “Arranjo” devem estar
atualizados, e elaborados a partir deste levantamento em campo.
Estes levantamentos devem subsidiar a elaboração dos seguintes projetos:
 Disposição da Subestação no terreno;
 Arranjo Geral – Planta e Cortes;
 Malha de Terra – Arranjo Geral;
 Iluminação e Tomadas - Arranjo Geral – Planta.

5.2. DISPOSIÇÃO DA SUBESTAÇÃO NO TERRENO

Este desenho deve ser em escala 1:500, 1:400, 1:300 ou 1:250, e deve
indicar os limites externos (cercas) e o arranjo interno da subestação, incluindo:
 Indicação do Norte magnético no canto superior direito ou
esquerdo;
 Edificações permanentes;
 Cercas, portões, arruamentos, acesso, taludes;
 Eixos principais de referência do pátio da SE (150 a 250),
devidamente cotados em relação a um marco definido;
 Estruturas (pórticos de ancoragem, barramentos e sua sequência
de fase representadas pelas letras A, B e C);
 Saídas de LT’s com a indicação da sequência de fases,
procedência ou destino;
 Projeção em planta dos equipamentos do pátio, edificações, vigas
e pilares. Trata-se do desenho “Arranjo Geral – Planta” nos limites
do terreno. No caso em que o terreno tenha dimensões muito
maiores do que a área energizada, deve ser representado no
canto superior direito do desenho, em escala reduzida o terreno
com a indicação da área energizada/ocupada na SE;
 Limites de propriedade, com comprimentos dos trechos em
alinhamentos, e deflexões em ângulos nos trechos retos não
contíguos.

5.3. ARRANJO GERAL - PLANTA

Este desenho deve ser em escala 1:400, 1:300,1:250 ou 1:200. Trata-se de


um desenho em escala ampliada do desenho Disposição da Subestação no Terreno, e
deve conter:
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 Indicação do Norte Magnético;


 Edificações permanentes, cercas, portões internos e arruamentos,
quando na área energizada.
 Eixos de referência cotados entre si;
 Projeção em planta dos equipamentos, das estruturas, dos
barramentos, a indicação da tensão e do faseamento dos
barramentos, e das linhas de transmissão, bem como, suas
procedências/destinos;
 Indicação dos cortes necessários a uma prefeita visualização do
arranjo físico;
 A bitola dos condutores flexiveis, tubos e cabos de blindagem.
 A identificação dos equipamentos no alinhamento de seus eixos.

5.4. ARRANJO GERAL - CORTES

Os cortes indicados devem ser desenhados por setores de tensão, se


necessário, em folhas separadas. Os desenhos devem ser apresentados nas escalas
1:400, 1:300, 1:250, 1:200 ou 1:100.
Devem mostrar sempre o que estiver em primeiro plano.
Devem aparecer no corte as distâncias entre os equipamentos identificados
através de simbologia literal (DJ, TC, etc.), identificando os eixos de referência.
Devem também ser indicadas as alturas das partes energizadas até a
superfície da brita, tais como: terminais de equipamentos, barramentos, ancoragem de
cabos condutores e de cabos de cobertura.
Devem também ser indicadas as alturas das estruturas suportes dos
equipamentos e isolador de pedestal até a brita , e as alturas dos equipamentos e isolador
de pedestal.
Quando os módulos são típicos (exatamente iguais) deve ser colocado no
corte a indicação de “TÍPICO” e indicada a tensão.

5.5. REDE AÉREA - CORTES

Além das informações contidas no Arranjo Geral – Cortes, este desenho deve
mostrar as posições de todos os elementos da rede aérea, tais como: conectores, cabos,
cadeia de isoladores. Deve possuir ainda, no canto superior direito uma “Tabela”
identificando os equipamentos com suas características nominais, e os conectores, cabos
e cadeias de isoladores, com suas descrições, e respectivas posições, e separando por
módulo (CT-AT, CT-BT, EL, CCA, GERAL).
Os detalhes de Instalação de Cadeias Isoladoras (ancoragem, suspensão,
simples, dupla, isoladora de corrente, isoladora de tensão, suspensão para bobina de
bloqueio, etc.), devem ser listados logo abaixo da “Tabela” anteriormente citada,
indicando o número da posição do detalhe, o título do detalhe e o número do desenho que
identifica o detalhe. Essa relação é denominada “Desenhos Complementares”.
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5.6. REDE AÉREA - LISTA DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

Deve ser apresentada uma Lista de Materiais e Equipamentos contemplando


todos os materiais da Rede Aérea e os Equipamentos principais da SE, descritos de
forma sucinta e clara, com suas quantidades totais a serem instalados na Subestação. Os
itens da Lista de Materiais e Equipamentos devem corresponder com as posições
estabelecidas no desenho “Rede Aérea – Cortes”.

5.7. DETALHES DE INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS, CAIXAS DE


PASSAGEM, CADEIAS DE ANCORAGEM, ISOLADORES SUPORTES
E BLINDAGENS

Devem mostrar claramente as fixações de cada equipamento no seu


respectivo suporte, bem como, os seus aterramentos, e também do Gerador de
Emergência. Devem ser identificadas as tubulações e acessórios necessários para
passagem de condutores elétricos (comando e força).
No canto superior direito deve ser elaborada “Tabela” indicando a posição no
desenho, a quantidade, a posição na Lista de Materiais, a unidade e a descrição sucinta e
precisa de cada material usado em determinado “Detalhe de Instalação”.
As Caixas de passagem devem ser apresentadas no desenho “Detalhes de
Instalação” para TC’s, TP’s e TPC’s, com identificação dos componentes internos,
dimensões e fixações às estruturas, ou, em desenhos separados, com o título: “Detalhes
de Instalação – Caixas de Passagem (TC’s, TP’s e TPC’s)”.
Podem ser apresentados desenhos em separado de “Detalhes Instalação”
relativos à: aterramento, dutos/tubulação e fixação.
Os desenhos devem ser elaborados no formato A3 ou A2.

5.8. DETALHES DE INSTALAÇÃO - LISTA DE MATERIAIS

Deve ser elaborada Lista de Materiais dos Detalhes de Instalação,


contemplando todos os materiais mencionados nos desenhos de “Detalhes de
Instalação”, em suas quantidades totais relativamente às fixações dos Equipamentos às
estruturas, aterramentos, tubulações e acessórios para a passagem de condutores
elétricos (comando e força), desde as canaletas ou caixas de passagem até os
equipamentos.
Também devem ser contemplados na “Lista de Materiais”, os materiais
relativos à Cadeias de Ancoragem, Isoladores de Pedestal, Blindagem e Caixas de
Passagem.
As Listas de Materiais dos Detalhes de Instalação podem ser apresentados
por setor.
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5.9. MALHA DE TERRA – ARRANJO GERAL - PLANTA

É o desenho que mostra a Malha de Terra principal da subestação no qual


estão identificados as bases, fundações, canaletas, edificações, acessos, arruamentos,
cercas e portões.
A área abrangida, por esse desenho, é no mínimo a área do desenho
“Terreno - Disposição da SE”.
Devem constar nas Notas do desenho, o valor da corrente de curto-circuito e
a resistividade do solo considerada nos cálculos.
A Malha de Terra principal deve ser cotada em relação aos eixos de
referência, definindo as dimensões das “quadrículas”, identificando os pontos de conexão
à malha de terra dos aterramentos dos equipamentos, estruturas, canaletas, cercas,
trilhos, caixas de interligação / junção, caixas de comando, submalhas / malha auxiliar,
etc.
Neste desenho também devem ser identificadas as localizações da “hastes
de aterramento”, e os pontos de conexão dos “reticulados” da malha de terra principal
(cruzamento dos cabos).
Os cabos e conexões identificados no desenho devem ser listados em
“Tabela” , localizada no canto superior direito do desenho, indicando: a posição no
desenho, a posição na Lista de Materiais, a unidade e a descrição sucinta e precisa do
material ou conexão (soldada) e um espaço reservado a observações.
Os “Detalhes de Aterramento” devem ser listados abaixo da “Tabela” dos
materiais da Rede de Terra, indicando o número da posição do detalhe, o título do detalhe
e o número do desenho que identifica o detalhe. Essa relação será denominada
“Desenhos Complementares”.
Em se tratando de “ampliação” da subestação, deve ser adotada a mesma
“simbologia”, usada na última “versão” do desenho de Malha de Terra – Arranjo Geral.

5.10. MALHA DE TERRA - DETALHES – “DESENHOS COMPLEMENTARES”

Devem detalhar aterramentos das canaletas, cercas, trilhos, portões, postes


para luminárias, painéis/quadros/caixas de interligação, malha para mecanismo de
seccionador, indicando materiais e posições dos mesmos.
Para facilitar a visualização do detalhe no campo, os desenhos devem ser
elaborados no formato A3.
Os “Detalhes de Aterramento” dos Equipamentos: Para-raios, TP’s, TC’s,
TPC’s, Disjuntores, Seccionadores em Cavalete, Seccionadores em vigas, Transformador
de Força, Transformador de Serviço Auxiliar, Pórticos de 230kV, 138kV e 69kV, Pórtico
15/25 kV e seus módulos, Caixas de Comando de Seccionadores, Reatores, Banco de
Capacitores, etc., devem ser elaborados em formato A3, mostrando claramente a forma
de aterrar tais equipamentos.
No entanto, tais detalhes podem ser mostrados nos desenhos “Detalhes de
Instalação”, desde que os mesmos estejam elucidativos/claros para fins de execução.
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No canto superior direito deve ser elaborada Tabela indicando a posição no


desenho, a posição na Lista de Materiais, a unidade e a descrição sucinta e precisa do
material usado em determinado “Detalhes de Aterramento”.

5.11. MALHA DE TERRA - LISTA DE MATERIAIS

Deve ser elaborada Lista de Materiais da Rede de Terra, contemplando todos


os materiais em suas quantidades totais, a serem usados no Sistema de Aterramento da
Subestação, constantes dos desenhos: Malha de Terra – Arranjo Geral e Planta e Malha
de Terra – Detalhes – Desenhos Complementares.
No caso dos aterramentos de Equipamentos, Pórticos,...etc serem mostrados
nos Desenhos de “Detalhes de Instalação”, os materiais correspondentes aos
“aterramentos”, devem ser listados e descritos na “Lista de Materiais – Detalhes de
Instalação”.

5.12. SISTEMA DE BLINDAGEM (SPDA) – PLANTA

Este desenho deve ser em escala 1:400, 1:300, 1:250 ou 1:200, tendo como
base o desenho de “Arranjo Geral – Planta”, e deve conter:
- Todos os Cabos de Cobertura da Subestação;
- Identificação da área de cobertura, estabelecida pela memória de cálculo do
Sistema de Blindagem.

5.13. SISTEMA DE BLINDAGEM (SPDA) – CORTES

- Este desenho deve ser em escala 1:400, 1:300, 1:250, 1:200 ou 1:100, por
Setores e/ou Módulos, tendo como base os desenhos de “Arranjo Geral – Cortes”, e deve
conter:
- Planos de Corte da Zona de Proteção criada por Cabos de Cobertura, e/ou
Hastes Pára-Raios por Módulos e/ou Setor, mostrando a efetiva proteção dos
Equipamentos, Barramentos, Estruturas.

5.14. SPDA – PREDIO DE COMANDO – PLANTA E ELEVAÇÕES

Este desenho deve ser em escala 1:50 ou 1:100 representando a Planta do


telhado/cobertura do Prédio de Comando, e as Elevações do Prédio, e deve conter:

-- na planta, o arranjo do cabo do “conjunto captor” no telhado/cobertura, as


conexões dos cruzamentos, os pontos das baixadas e conexões à malha principal;
- nas elevações/cortes, as locações do cabo na platibanda/beiral, as descidas
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pelas paredes, as conexões, as representações das caixas de inspeção, as


representações das janelas e portas, e as ligações à malha principal;
- lista de materiais, na parte superior do desenho (à direita).

5.15. SPDA – PREDIO DE COMANDO – DETALHES

Este desenho deve ser apresentado “sem escala”, representando “Detalhes”


da instalação, com “Lista de Materiais” na parte superior do desenho (à direita).
Entre outros, devem ser apresentados “Detalhes” de:
- Fixação de cabo no beiral;
- Fixação de Eletroduto e Caixa de Inspeção/conetor de Emenda – Medição;
- Fixação do cabo no telhado (telha fibrocimento, rufo metálico,..);
- União entre cabos (“T”, “X”, ...).

5.16. SPDA – PREDIO DE COMANDO – LISTA DE MATERIAIS

Deve ser elaborada Lista de Materiais, contemplando todos os materiais em


suas quantidades totais, que devem ser usados no Sistema de Blindagem (SPDA) do
Prédio de Comando/Conetor de Emenda e Medição.

5.17. ILUMINAÇÃO E TOMADAS - ARRANJO GERAL - PLANTA

Este desenho deve mostrar a localização dos Centros de Controle de


Iluminação e Tomadas (CCIT), das luminárias, tomadas, caixas de interligação, e as
tubulações entre esses elementos e caixas de passagem e/ou canaletas.
Neste desenho, devem aparecer todas as fundações, bases, canaletas,
cercas, portões, arruamentos e edificações.
Se houver necessidade para melhorar a visualização, o desenho “Planta”
pode ser fracionado em mais de um desenho “Planta” por setores (230 kV, 138 kV, 69 kV,
etc.). Neste(s) desenho(s) devem aparecer os eixos de referência (150 a 250).
Devem ser identificadas as bitolas dos eletrodutos (mm), e dos condutores
(mm²). Os circuitos devem ser identificados de forma clara e devem corresponder aos
listados no Quadro de Cargas.
Neste desenho também devem ser localizadas as “Caixas de igação de
Módulo (CLM), de todos os módulos.
Em se tratando de “ampliação” de subestação, deve ser adotada a mesma
simbologia usada na última versão do desenho de Iluminação e Tomadas – Arranjo Geral.
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5.18. ILUMINAÇÃO E TOMADAS - ESQUEMÁTICOS / QUADRO DE CARGAS

Devem ser apresentados os diagramas unifilares apropriados, para os


circuitos CA e CC.
Os circuitos devem ser mostrados desde a sua alimentação proveniente dos
painéis de serviços auxiliares CA e CC.
Devem ser informados as correntes nominais, as correntes de curto-circuito,
identificação dos disjuntores, seções dos condutores e cabos, de cada circuito de
alimentação.
Devem ser identificados os Barramentos e os Disjuntores dos Centros de
Controle de Iluminação e Tomadas (nº de polos, corrente nominal, nº circuito protegido),
as Luminárias e Tomadas, as Caixas de Interligação, bem como a forma de ligação das
luminárias, tomadas e as fases a que estão ligadas. Também, devem ser representados a
bitola (mm²) e o número de condutores que compõem cada circuito.
Neste mesmo desenho deve constar o “Quadro de Cargas” de CA e CC,
relativos aos circuitos que alimentam a Iluminação e Tomadas do pátio da subestação,
correspondente a cada CCIT. O “Quadro de Cargas” deve possuir as seguintes
informações/colunas: circuito, luminárias, tomadas, carga, bitola do alimentador, distância
do circuito, queda de tensão %, disjuntor (ampères, nº de polos).

5.19. ILUMINAÇÃO E TOMADAS – DETALHES DE INSTALAÇÃO

Devem detalhar com clareza a fixação das luminárias, projetores, postes,


tomadas, caixas de interligação, caixas de bornes de interligação, etc, bem como, seus
aterramentos.
Devem mostrar esquemas elétricos de ligações das luminárias e tomadas,
identificando fusíveis, relés fotoelétricos, equipamentos auxiliares, lâmpadas, tomadas,
fiação.
Também, devem identificar a tubulação e acessórios necessários para
passagem de condutores elétricos que alimentam as luminárias e tomadas, e demais
detalhes, vistas que forem necessárias para perfeito entendimento daquela instalação.
Os desenhos devem ser elaborados no formato A3 (mínimo).
No canto superior direito deve ser elaborada “Tabela” indicando a posição no
desenho, a posição na Lista de Materiais, a unidade, e a descrição sucinta e precisa de
cada material usado em determinado “Detalhe de Instalação”.

5.20. ILUMINAÇÃO E TOMADAS - LISTA DE MATERIAIS

Deve ser elaborada Lista de Materiais, contemplando todos os materiais em


suas quantidades totais, que devem ser usados no Sistema de Iluminação e Tomadas do
Pátio.
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5.21. MEMÓRIA DE CÁLCULO – DIMENSIONAMENTO DO GERADOR DE


EMERGÊNCIA

Deve ser apresentada “Memória de Cálculo” para dimensionar a potência do


grupo motor-gerador, para suprir as cargas essenciais.
A determinação da potência nominal do “Grupo Diesel” – gerador de
emergência, depende das características do conjunto motor diesel do gerador e das
características da carga.
O dimensionamento do “Grupo Diesel” gerador deve ser considerado para
suprir as seguintes cargas, no mínimo:
 Central de Manobra de Transformadores de Força;
 Iluminação de Pátio;
 Iluminação da Casa de Comando e da(s) Guarita(s);
 Retificadores de Baterias da Subestação e do Sistema de
Telecomunicações;
 Reserva a ser estipulada.
Para as cargas, deve ser considerado um “fator de diversidade” igual a 0,9.
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6. PROJETO ELÉTRICO

6.1. CABOS PARA CIRCUITOS DE FORÇA CA E CC

A – Os Condutores de Alimentação dos Painéis de Serviços Auxiliares CA


desde os Transformadores de Serviços Auxiliares, devem ser “Unipolares” 0,6/1,0 kV, de
cobre eletrolítico, isolamento “EPR” e capa “PVC”, e “Blindados”.
Os Condutores de Alimentação (fases e neutro) devem ser dimensionados
pelos critérios de: capacidade de condução de corrente, queda de tensão e curto-circuito,
conforme demonstrado / definido em Memória de Cálculo – Dimensionamento de
Condutores (Alimentação PSA em CA), a ser apresentada.
Devem ser levados em conta, no dimensionamento por capacidade de
condução de corrente, os fatores de “redução’ por temperatura (“ft”) e por
agrupamento/quantidade de condutores (“fa”).
Os condutores de Alimentação devem atender a condição de que a
capacidade de condução de corrente admissível do cabo seja maior que a corrente
nominal do dispositivo de segurança.
Pode ser admitida uma “queda de tensão máxima” de 3% no Painéis de
Serviços Auxiliares CA, desde os TR’s Serviços Auxiliares.
Podem ser usados até 02 (dois) condutores por fase e para o neutro, com
bitola mínima de 2x70 mm² (por fase) e 2x35 mm² (para o neutro).
B – Os Condutores de Alimentação dos “Centros de Controle de Iluminação e
Tomadas” (CCIT), desde os Painéis de Serviços Auxiliares CA, devem ser individuais por
centro, e serem “Unipolares” 0,6/1,0 kV, de cobre eletrolítico, isolamento “EPR” e capa
“PVC”, e “Não Blindados”.
Os Condutores devem ser dimensionados pelos critérios de: capacidade de
condução de corrente e queda de tensão, conforme demonstrado/definido em “Memória
de Cálculo – Dimensionamento de Condutores” (Iluminação e Tomadas do Pátio), a ser
apresentada.

C – Os Condutores de Alimentação dos Retificadores desde os Painéis de


Serviços Auxiliares CA, dos Painéis de Serviços Auxiliares CC desde os Retificadores, e
dos Retificadores desde as Baterias, devem ser “Unipolares” 0,6/1,0 kV, de cobre
eletrolítico, isolamento “EPR” e capa “PVC”, e “Não Blindados”.
É admissível uma queda de tensão de no máximo: 7% nos pontos de carga,
desde os Painéis de Serviços Auxiliares CC (PSA-CC).
Os Condutores de Alimentação (desde as fontes até as cargas), devem ser
dimensionados pelos critérios de: capacidade de corrente e queda de tensão, e devem ter
no mínimo a bitola de #16 mm² , conforme demonstrado/definido em “Memória de
Cálculo”, a ser apresentada.
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Deve ser apresentada “Memória de Cálculo- Dimensionamento dos


Condutores destinados aos Retificadores, Baterias e Painéis de Serviços Auxiliares CC”.

6.2. CABOS PARA CIRCUITOS DE ACIONAMENTO, COMANDO, PROTEÇÃO


E CONTROLE

A – Os Cabos destinados às funções de comando, proteção, supervisão e


controle devem ser “Blindados”.
Os Cabos devem ser flexíveis, anti-chama, de cobre eletrolítico, tempera
mole, 0,6/1,0kV, encordoamento classe 4 ou 5, com boa resistência à estanqueidade
(umidade e água) e à agentes químicos, isolamento “PVC” ou “EPR” e capa “PVC”, para
uso em canaletas, eletrodutos, dutos subterrâneos e bandejas, e com formação (nº de
veias) e bitolas conforme projeto da instalação.
Para os cabos destinados aos circuitos de comando de disjuntor e
seccionador (Abertura e Fechamento), admite-se uma queda de tensão máxima de 7%
nas cargas, desde os terminais secundários dos TR’s de Serviços Auxiliares (TSA’s).
Os Cabos devem ter formação mínima de 4x2,5 mm² e máxima de 9#2,5mm2
(blindados) para os circuitos destinados à Comando, Proteção e de Potencial.
Os Cabos destinados às UTR’s devem ter bitola de 1,5 mm² (blindados).
Podem ser usados cabos com formação de 2x2,5mm² (blindados), quando
destinados à interligações entre Painéis e intertravamento.
Os Cabos destinados aos circuitos de corrente devem ter formação mínima
4x4 mm² (blindados) para medição, e 4x10mm² a 4x35mm² (blindados) para proteção no
caso de TC’s convencionais, devendo ser dimensionados levando em conta critérios de
corrente de curto-circuito simétrico e assimétrico (no caso de uso, de TC’s convencionais
ou TPY). No caso de uso de TC’s do tipo “TPY”, os cabos destinados aos circuitos de
proteção e medição devem ter formação mínima de 4x4mm², com a devida comprovação
através de cálculos de dimensionamento.
O número máximo de veias (formação) de cada cabo é de 7 veias para bitola
de até 2,5 mm², de 6 veias para bitola de 4 mm² e de 4 veias para bitola igual ou maior de
6 mm².
No projeto elétrico, nas planilhas/listas de interligação, devem ser
identificados os locais de aterramento da blindagem (dos cabos blindados), numa só
extremidade dos cabos, preferencialmente nos Painéis de Comando.
Devem ser apresentadas as seguintes memórias de cálculo:
-Dimensionamento dos cabos condutores destinados à Circuitos de Corrente
(TC’s) e Potencial (TP’s).
- Dimensionamento dos condutores dos circuitos de comando dos disjuntores
e Seccionadores.

B- Os Cabos destinados à alimentação/acionamento de motores trifásicos


devem ter formação mínima de 4x2,5 mm² (não blindados), e formação mínima de 2x2,5
mm² (não blindados) para alimentação/acionamento de motores monofásicos. O
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dimensionamento dos condutores de alimentação de motores deve levar em conta


critérios de queda de tensão para a corrente de partida.
Os Cabos devem ser flexíveis, anti-chama, de cobre eletrolítico, tempera
mole, 0,6/1,0kV, com boa resistência à estanqueidade (umidade e água) e à agentes
químicos, isolamento “PVC” ou “EPR” e capa “PVC”, para uso em canaletas, eletrodutos,
dutos subterrâneos e bandejas, e com formação (nº de veias) e bitolas conforme projeto
da instalação.
Pode ser admitido uma queda de tensão máxima de 7% nas cargas, desde os
teminais secundários dos TR’s de Serviços Auxiliares para correntes nominais de
acionamentos dos motores, e queda de tensão máxima de 10% nas cargas para
correntes de partida de motores.
Deve ser apresentada “Memoria de Cálculo – Dimensionamento dos
condutores de acionamento dos motores dos disjuntores, seccionadores, e ventilação
forçada de transformadores”.
C – Todos os Cabos destinados ao “Sistema de Iluminação e Tomadas do
Pátio”, bem como, ao “aquecimento e iluminação” de caixas de comando e de
interligação/junção, podem ser “Não Blindados”.
Os Cabos devem ser flexíveis, anti-chama, de cobre eletrolítico, tempera
mole, 0,6/1,0 kV, com boa resistência à estanqueidade (umidade e água) e à agentes
químicos, isolamento “PVC” ou “EPR” e capa “PVC”, para uso em canaletas, eletrodutos,
dutos subterrâneos e bandejas, e com formação (nº de veias) e bitolas conforme projeto
da instalação.
Os Cabos destinados a estes circuitos devem ter formação mínima 4x2,5 mm²
(3F+T),ou, 3x2,5 mm² (2F+T) , ou 2x2,5 mm² (F+N), não blindados.
Pode ser admitido uma queda de tensão máxima de 7% nas cargas, desde os
teminais secundários dos TR’s de Serviços Auxiliares.
Deve ser apresentada “Memoria de Cálculo – Dimensionamento dos
condutores destinados à Iluminação e Tomadas de Pátio e Aquecimento/Iluminação de
Caixas de Comando e Interligação”;

6.3. INSTALAÇÃO DE NOVO TERMINAL/SISTEMA DE PROTEÇÃO, EM SE


EXISTENTE

Nos casos de instalações de “Novos Terminais/Sistema de Proteção” em


Subestações existentes, com o uso de “Relés Digitais”, necessariamente, todas as
cablagens decorrentes de conexões provenientes (a partir) de Painéis existentes,
Equipamentos de Pátio, Remotas (UTR) e Oscilógrafos(RDP), que aportem/liguem no
“Novo Sistema/Terminal de Proteção”, devem ser constituídos por “Cabos Novos”, tipo:
Blindados.
Tal procedimento se faz necessário, com as finalidades de eliminar eventuais
interferências eletromagnéticas, e de trocar as cablagens antigas.
Nestas situações, os Cabos existentes conectados aos Relés (a serem
retirados), não podem ser reaproveitados, devem ser substituídos e retirados.
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6.4. APRESENTAÇÃO DE DESENHOS, LISTA DE MATERIAIS

6.4.1. Projeto Elétrico – desenhos e planilhas

As exigências e recomendações para apresentação dos projetos a seguir


relacionados, devem ser observadas, quando aplicáveis, de acordo com o Caderno de
Informações Gerais de cada empreendimento.
Todos os projetos devem seguir os preceitos das normas vigentes da ABNT.

6.4.2. Painéis Esquemas Elétricos

Deve ser apresentado o Projeto Elétrico da Subestação, constituído de:


Unifilares, Trifilares, Funcionais.
Deve ser apresentado o projeto eletromecânico dos painéis, constituído de:
furação das chapas, vistas frontais/laterais/posteriores, tabelas de fiação, detalhes de
localização/dimensões/fixação/de calhas elétricas e réguas terminais, bem como, a lista
de material com todos os aparelhos instalados nos mesmos.
Os esquemas elétricos devem ser desenvolvidos por módulos e setores,
desenhados em formato A3, dividido em 14 colunas que serão usadas para referências
verticais, de tal forma que o projeto elétrico fique constituído por um só volume. Devem
ser numerados em seqüência por três dígitos, da seguinte forma:
O primeiro dígito identifica o módulo, o segundo o assunto e o terceiro a
seqüência das folhas.
A simbologia deve ter os dois primeiros dígitos representados por zeros
(0,0,X).
A simbologia deve identificar todos os símbolos empregados no projeto, a
identificação dos números que dão sequência das folhas e que servem como referência
dentro do projeto.
Os seccionadores e disjuntores devem ter sua nomenclatura de acordo com a
ANSI-C-37-2.
Cada nível de tensão deve ser desenhado com traço proporcional, mais
espesso para maior tensão.
A polaridade P1 dos transformadores de corrente deve estar sempre voltada
para a barra.
A sequência de fases deve ser representada pelas letras A, B e C.

6.4.3. Diagrama Unifilar Simplificado

Deve refletir o arranjo físico da subestação.


Deve ser elaborado no formato A1 ou A2.
Deve contemplar as instalações existentes, a etapa de implantação e
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instalações futuras (tracejado).


Neste desenho devem constar, todos os Equipamentos Principais da SE
existentes, os que devem ser instalados, bem como, os destinados às ampliações futuras
(tracejado), com as seguintes características mínimas:
 Todos as seccionadores com suas posições (identificação
operacional pela CEEE), corrente nominal (A), e corrente de
curto-circuito simétrica (kA);
 Todos os disjuntores com suas posições (identificação operacional
pela CEEE), corrente nominal (A) e capacidade curto-circuito
simétrica (kA);
 Todos transformadores de potencial e transformadores de
potencial capacitivos, com relação de transformação, identificação
de quantidades de enrolamentos secundários e suas relações,
potência térmica nominal (VA) e classe de precisão por
enrolamento;
 Todos transformadores de corrente, com relação de transformação
identificação de quantidades de enrolamentos secundários,
capacidade de curto-circuito simétrica (kA), fator térmico nominal,
e classe de precisão por enrolamento (proteção ou medição);
 Todos para-raios, com tensão nominal (kV) e corrente residual
(kA);
 Todos os transformadores de força, com potência nominal nos
seus estágios de ventilação (MVA), relações de transformação
(kV) e identificação das ligações dos seus enrolamentos;
 Reatores, compensadores indutivos ou capacitivos com suas
ligações e potências (MVAR);
 Tensões das barras (kV), tipos de configurações e identificação
das Barras, e seções dos condutores e barramentos.

6.4.4. Unifilares e Trifilares - Completos

Nesses desenhos devem constar as codificações dos equipamentos, suas


marcas, tipos e características elétricas principais.
Devem ser representados todos os relés, medidores, chaves de aferição,
alarmes, fusíveis/disjuntores (para proteção de transformadores de potencial), e suas
ligações, bem como, endereçamentos para outros módulos ou folhas.

6.4.5. Funcionais

Devem ser apresentados os desenhos funcionais e listas de interligações


(planilhas DE – PARA), bem como, todos os desenhos necessários para descrever o
projeto elétrico de medição, comando, controle e proteção.
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6.4.6. Projeto de Software

Deve ser apresentado o projeto do software a ser desenvolvido, juntamente


com os diagramas lógicos e tabelas de parametrização, bem como, todos os programas
aplicativos auxiliares ou ferramentas que, de alguma forma, se façam necessários para a
operação do sistema.

6.4.7. Rota de Cabos – Canaletas/Eletrodutos - Planta

Este desenho deve representar as Fundações, as Canaletas, as Caixas de


Passagem, bem como os Eletrodutos destinados às interligações entre Equipamentos e
Caixas de Passagem/Canaletas, com quantidades e bitolas usadas em cada trecho.
Também devem ser identificados, por trecho (eletrodutos e canaletas) as
“Rotas de Lançamento de Cabos”.
No desenho em questão deve haver uma Tabela que identifique: cada trecho
da “rota de Lançamento de Cabos”, o comprimento correspondente, e o trecho: eletroduto
ou canaleta ou interno painel, ou, através de “Lista” a parte do Desenho.
Este mesmo Desenho, deve contemplar “Planilhas/Tabelas” por ”Módulo” e do
“Prédio de Comando” (Lista de Painéis), onde consta a posição do Equipamento ou Painel
no Desenho, a descrição do Equipamento ou Painel, e a respectiva denominação do
Equipamento ou Painel no Projeto Elétrico.

6.4.8. Planilha de “Rotas de Lançamento de Cabos”

Deve ser apresentada “Planilha”, por “Módulo”, ou ”UCS”, ou ”RDP” ou ”I/O


BOX” que identifique, em colunas, as seguintes informações:
 Rota Principal:1....à n;
 Origem (Equipamento, Caixa de Ligação ou Painel) e Destino
(Equipamento, Caixa de Ligação ou Painel) da Rota Principal
correspondente;
 “Rotas de Lançamento”’ por Trechos, que compõem a Rota
Principal;
 Distancia total da Rota Principal (somatório das Rotas por
Trechos).

6.4.9. Planilha de Lançamento de Cabos – Lista de Cabos

Deve ser apresentada “Planilha/Lista”, por “Módulo”, ou “UCS”, ou “RDP”, ou


“I/O BOX”, que identifique em colunas, as seguintes informações:
 Número do Cabo;
 Formação e bitola do Cabo;
 Veias do Cabo;
 Rota Principal;
 Comprimento do Cabo, relativo à Rota Principal;
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Origem do Cabo, subdividido em:

- Painel, ou UCS, ou RDP, ou I/OBox, ou Equipamento, ou Caixa
de Ligação;
- Régua do Painel, ou da UCS, ou da RDP, ou do I/O Box, ou do
Equipamento, ou da Caixa de Ligação, correspondente;
- Terminais/Bornes do Painel, ou da UCS, ou da RDP, ou do I/O Box, ou do
Equipamento, ou da Caixa de Ligação, correspondente;
- Páginas do Projeto Elétrico.
 Destino do Cabo, subdividido em:
- Painel, ou UCS, ou RDP, ou I/OBox, ou Equipamento, ou Caixa de
Ligação;
- Régua do Painel, ou da UCS, ou da RDP, ou do I/O Box, ou do
Equipamento, ou da Caixa de Ligação, correspondente;
- Terminais/Bornes do Painel, ou da UCS, ou da RDP, ou do I/O Box, ou do
Equipamento, ou da Caixa de Ligação, correspondente;
- Páginas do Projeto Elétrico.
 Anilha na Origem (por veia), descrição completa;
 Anilha no Destino (por veia), descrição completa;
 Função do Cabo, resumida;
 Observações.

No final da “Planilha/Lista” de cada “Módulo”, ou “UCS”, ou “RDP”,ou “I/O


Box” deve ser elaborada uma Planilha “resumo”, contendo (em colunas):
 Por Cabos “Blindados”:
- Formações e Bitolas dos Cabos, usados no projeto elétrico;
- Totais de comprimentos, por formações e bitolas dos cabos (indicando
“Zero”, se determinado cabo não for usado no Módulo em questão);
- Total dos cabos.
 Por Cabos “Não Blindados”/ Comuns:
- Formações e Bitolas dos Cabos, usados no projeto elétrico;
- Totais de comprimentos, por formações e bitolas dos cabos (indicando
“Zero”, se determinado cabo não for usado no Módulo em questão);
- Total dos cabos.

Na última folha da “Planilha de Lançamento de Cabos” – “Lista de Cabos”,


deve ser apresentada uma Planilha/Lista “resumo” – Geral, identificando por “Cabos
Blindados’ e “Não Blindados”/Comuns os totais correspondentes, discriminados por
“Formações e Bitolas dos Cabos” usados no Projeto Elétrico.
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6.5. CONSIDERAÇÕES DIVERSAS – PROJETO ELÉTRICO

6.5.1. Atualização dos projetos

No caso de ampliações e reformas de SE’s existentes, para a etapa de


execução, deve ser apresentado cópia do projeto elétrico existente da subestação que
venha a sofrer alterações. Devem ser indicadas as alterações (tracejado, colorido, etc) por
acréscimos/modificações de componentes e circuitos, bem como, identificados aqueles
que devem ser retirados.
A versão “conforme construído” deve contemplar todas as modificações
realizadas, devidamente atualizadas, conforme comissionamento em campo (TAC).

6.5.2. Caixas de Ligação de Módulo

Para cada Módulo de LT, Transformador, Transferência, e para cada 06 (seis)


Módulos de setores 13,8 kV / 23 kV, deve ser prevista 01 (uma) “Caixa de Ligação”, na
qual serão acessadas e distribuídas as alimentações em CA e CC de: motores de
acionamento (Seccionadores e Disjuntores), de iluminação e aquecimento de Caixas de
Comando (Seccionadores e Disjuntores) e de Passagem (TC’s, TP’s / TPC’s), de cada
respectivo Módulo.
Estas Caixas devem estar localizadas junto às estruturas de Pilares ou de
Equipamentos do Módulo, ou de um dos 06 (seis) Módulos de setores 13,8 kV / 23 kV,
de forma que as distâncias das Caixas aos Equipamentos do Módulo (a serem
alimentados), sejam as mais equidistantes possíveis.
Estas “Caixas de Ligação” devem ter dimensões mínimas de:
950x600x220mm, serem a prova de tempo, grau de proteção mínimo IP-65, com tampas
planas, confeccionadas em liga de alumínio fundida e com chapas de espessura 5mm.
Nestas Caixas deve chegar um circuito de CC, provenientes dos Painéis de
Serv. Auxiliares-CC, destinados, respectivamente, à alimentação dos motores de
acionamento (Seccionadores e Disjuntores), de cada respectivo Módulo.
Nestas Caixas deve chegar um circuito de CA, alimentado desde o Painel de
Proteção/Controle, de cada respectivo Módulo. No caso de Transformadores, cada
módulo de conexão (alta e baixa) deve ter a sua caixa, sendo cada uma alimentada por
uma coluna distinta do painel de Transformador (o qual é composto por duas colunas),
sendo cada coluna alimentada por mini-disjuntores distintos a partir dos Painéis de
Serviços Auxiliares CA.
A partir destas Caixas devem partir os circuitos de CC, de forma
individual/independente, protegidos por mini disjuntores, para alimentação do motor do
disjuntor e de cada motor de Seccionador, de cada respectivo Módulo.
Nestas caixas, deve haver 01 (um) disjuntor geral na entrada, e a partir das
réguas de borne, devem derivar circuitos de CA, de forma individual / independente (sem
disjuntores), para alimentação da iluminação e aquecimento do conjunto de
Seccionadores do módulo, do Disjuntor, e dos aquecimentos das Caixas de Passagem
dos TC’s e TP’s / TPC’s, e da própria caixa de ligação, de cada respectivo Módulo.
Estas Caixas devem contemplar em seu interior, no mínimo, os seguintes
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componentes:
 Termostato tipo bulbo capilar 220 Vca, com seletor de temperatura
na faixa de 0° à 60° C;
 Resistor de Aquecimento, 30 W – 220 Vca;
 Mini Disjuntores, bifásicos, termomagnéticos, ruptura:10 kA em
380 Vca, com “Amperagens” compatíveis com as cargas dos
circuitos e com trilhos para fixações dos Disjuntores;
 Bornes de passagem, tipo”olhal”, para condutores de 1,5 mm² à 6
mm², (tipo RSC5) e/ou para condutores de 10mm² à 25mm² (tipo
RSC6), com respectivo Trilho e Postes de fixação para conetor de
passagem e Ponte/Tampa para fechamento, na quantidade
necessária para atender aos requisitos de projeto;
 01 (um) Mini Disjuntor termomagnético, bifásico, 10 A, ruptura 10
kA em 380 Vca, e com trilho para fixação do Disjuntor (para
aquecimento da própria caixa de ligação);
 02 (dois) Bornes de passagem, tipo “olhal”, para condutores de 1,5
mm² à 2,5 mm², do tipo RSC4, com respectivo Trilho e Poste de
fixação para conetor de passagem e Ponte/Tampa para
fechamento.
 Mini Disjuntores termomagnéticos, bifásico, ruptura: 10 kA em 125
Vcc, com “Amperagens” compatíveis com as cargas dos circuitos,
e com trilhos para fixações dos Disjuntores (para acionamento do
Motor de cada Seccionador, do motor do disjuntor e dos motores
de acionamento VF do Transformador).

6.5.3. Padronização de TAG’s de identificação nos cabos

Este subitem detalha o padrão de TAG’s de identificação nos condutores. O


objetivo é reduzir o número de caracteres impressos nas anilhas (e, como conseqüência,
a largura destas).
O padrão deve ser seguido para:
 Painéis;
 Equipamentos de Pátio;
 Caixas de ligação;
 Caixas de passagem / junção;
 Cabos

O objetivo é limitar a largura das anilhas em 18 caracteres (e, como


conseqüência, em 18 mm). Supondo como exemplo a anilha [X1:23]X4:56/ORIG1 que
identifica a conexão local ao borne X1:23, vindo do equipamento ORIG1, borne X4:56,
pode-se concluir que a identificação de origem deve limitar-se em 5 caracteres – ou seja,
toda identificação de caixas, equipamentos e painéis deve ficar limitada a 5 caracteres
Abaixo os exemplos de como devem ser os TAGs conforme o caso:
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TAGs de disjuntores e chaves seccionadoras:


Equipamento TAG
52-2 52002
52-32 52032
89-14 89014
89-132 89132
29-3 29003
29-160 29160

Caixas de ligação e passagem/junção:


Caixa TAG
de junção de TC A0000
de junção de TP V0000
de ligação de módulo L0000
a) onde 0000 é igual ao número de módulo no código de documentação
técnica (já utilizado nos projetos)
b) observar que os números de módulo de AT/MT/BT dos TRs são diferentes
entre si

Painéis:
Painéis TAG
alimentadores P0000
BC-1, col. alternada PBC1A
BC-1, col. principal PBC1P
diferencial de barras PDB1
estação de operação PEO1
IB-1, col. alternada PIB1A
IB-1, col. principal PIB1P
IB-3, coluna única PIB3
LT CBO 230 kV C1, col. alternada CBO1A
LT CBO 230 kV C1, col. principal CBO1P
LT CBO 230 kV C2, col. alternada CBO2A
LT CBO 230 kV C2, col. principal CBO2P
LT CIN 230 kV C2, col. alternada CIN2A
LT CIN 230 kV C2, col. principal CIN2P
LT CIN 230 kV C3, col. alternada CIN3A
LT CIN 230 kV C3, col. principal CIN3P
LT CIN 230 kV C4, col. alternada CIN4A
LT CIN 230 kV C4, col. principal CIN4P
LT PAL6 230 kV C1, col. alternada PA61A
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LT PAL6 230 kV C1, col. principal PA61P


LT PAL6 230 kV C1, col. única PAL61
LT PAL6 230 kV C2, col. alternada PA62A
LT PAL6 230 kV C2, col. principal PA62P
LT PAL6 230 kV C2, col. única PAL62
LT PAL8 230 kV, col. alternada PA81P
LT PAL8 230 kV, col. principal PA81A
LT PAL8 69 kV, col. única PAL82
LT VIA3 230 kV, col. alternada VIA3P
LT VIA3 230 kV, col. principal VIA3A
LT VIA3 230 kV, col. única PVIA3
RDP-1 PRDP1
RL-1, col. alternada PRL1A
RL-1, col. principal PRL1P
TR-1, col. alternada PTR1A
TR-1, col. principal PTR1P
TR-13, col. alternada PT13A
TR-13, col. principal PT13P
UCS-1 PUCS1

Para LTs, abreviar TAG em 5 caractéres, dando preferência por


1. manter os 3 ou 4 caracteres que denominam a LT (CBO ou VIA3)
2. manter o caracter que indica o circuito
3. indicar a existência de painel principal ou alternado
4. diferenciar níveis de tensão por número
Os painéis de alimentadores/módulos de 13,8 kV e 23 kV devem receber a
numeração do menor módulo a ele conectado – utilizando o número de módulo no código
de documentação técnica.

Cabos:
Cabo TAG
veia 1, do cabo 2, do móulo
0000 C0000.2

a) onde 0000 é igual ao número de módulo no código de documentação


técnica (já utilizado nos projetos)
b) neste caso, utilizar apenas o número de módulo de AT do TR
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7. PROJETO - SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

Este Sistema somente deve ser instalado em situações especiais, quando


claramente identificado pela CEEE-GT a necessidade do seu uso (Planilha “PO” de
Projeto).
O sistema de proteção contra incêndio tem por finalidade, a proteção do
transformador de potência, da casa de controle e dos demais equipamentos da
Subestação. Deve ser concebido de tal forma que não obstaculize uma eventual troca de
transformador, bem como, não prejudique a circulação para fins de manutenção.
O projeto deve prever sistema de proteção por extintores de incêndio portáteis
e sobre rodas. Os extintores devem ser dimensionados conforme as ABNT´s NBR´s
12693, 15808 e 15809.
O projeto, excepcionalmente, se identificado na Planilha “PO”, deve prever
sistema de água nebulizada (que deve estar de acordo com ABNT NBR 8674) para
proteção do transformador, sistema de abastecimento de água para suprir o sistema de
água nebulizada, sistema automático de detecção para o transformadores com
sinalização e alarme, painel de controle e comando dos motores elétricos e todos os
componentes elétricos, além de todos os instrumentos necessários tais como presostatos,
manômetros chaves de nível etc.
Outros sistemas de proteção, como hidrantes podem ser utilizados desde que
estejam em conformidade com suas respectivas normas específicas.
Meios de comunicação para emergências devem ser previstos para garantir a
comunicação do evento as entidades previstas no plano de emergência da subestação
tais como: brigadas de emergência, Corpo de Bombeiros e/ou subestações mais
próximas.

7.1. PROJETO DE INSTALAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE EXTINTORES DE


INCÊNDIO

O projeto se destina a determinar as quantidades e tipos de extintores de


incêndio, necessários à proteção contra incêndio das edificações e dos equipamentos
instalados no pátio de manobra da Subestação.
A quantidade de extintores é determinada em função da classe de risco: A -
leve, B - moderado e C – alto, e da área a ser protegida.
O agente extintor (Água, CO2 e PQS) é definido de acordo com a classe de
incêndio da área a ser protegida.
As edificações de uma subestação devem ser protegidas, de preferência, por
extintores de incêndio portáteis de gás carbônico (CO2) e pó químico seco à base de
bicarbonato de sódio (faixa II de operação), de acordo com as normas ABNT NBR 12693
e ABNT NBR 15808.
Os extintores devem ser instalados em locais de fácil acesso, sinalizados,
abrigados contra intempéries e identificados.
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Na determinação das áreas expostas ao fogo devem ser consideradas, para


efeito de cálculo, as áreas projetadas dos equipamentos.
A base de cálculo para a definição do número de unidades extintoras deve
obedecer os seguintes requisitos:
 Área máxima de cobertura: 250 m2;
 Distância máxima a percorrer: 22,5 m;
 Dois extintores de pó químico seco com capacidade de 6 kg por
unidade.
Para equipamentos com grande volume de óleo (transformadores de força),
independentemente dos mesmos serem ou não protegidas por sistema de água
nebulizada, deve ser considerado a instalação de uma carreta de 50 kg de PQS para
cada dois transformadores instalados próximos.
Os abrigos de extintores portáteis sem carreta, devem possuir extintores de
pó químico seco com capacidade de 6 kg cada um.
Os abrigos dos extintores portáteis sem carreta, e dos extintores com carreta,
devem ser de alvenaria de tijolo maciço rebocado e pintado de vermelho, e com cobertura
de laje de concreto, sem porta, conforme desenhos padrão da CEEE-GT.
Para fins de desenvolvimento do Projeto, devem ser considerados as
seguintes referências:
• ABNT NBR 13231 - Proteção contra incêndio em subestações elétricas;
• ANSI/NFPA 10 – Standard for Portable Fire Extinguishers;
• ABNT NBR 8674 - Execução de sistemas fixos automáticos de proteção
contra incêndio, com água nebulizada para transformadores e reatores de potência;
• ABNT NBR 10721 – Extintores de Incêndio com Carga de Pó Químico;
• ABNT NBR 11716 – Extintores de Incêndio com Carga de Gás Carbônico;
• ABNT NBR 12693 – Sistemas de proteção por extintores de incêndio;
• ABNT NBR 15808 – Extintores de incêndio portáteis;
• ABNT NBR 15809 – Extintores de incêndio sobre rodas;
• ABNT NBR 17240 – Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio
• PUB. nº 49 (IRB) - Tarifa de Seguro – Incêndio do Brasil.
Os extintores de incêndio devem ser fornecidos com os respectivos selos de
marca de conformidade ABNT.

7.2. APRESENTAÇÃO DE DESENHOS, LISTA DE MATERIAIS

7.2.1. Sistema de Proteção Contra Incêndio - Planta

Para o Pátio:
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O desenho de Planta deve apresentar a localização dos extintores


(identificados por tipo) e área de cobertura dos mesmos, no qual estarão representados
as instalações da Subestação (Equipamentos, Estruturas, Edificações, acessos, Limites
do Terreno...).
Para o Prédio de Comando
O desenho deve apresentar a localização dos extintores (identificados por
tipo) no prédio de comando e área de cobertura dos mesmos tendo como base o
Desenho Arquitetônico – Prédio de Comando – Planta, acrescido das localizações dos
Painéis de Comando/Serviços Auxiliares CA/CC, Baterias, Retificadores.

7.2.2. Sistema de proteção Contra Incêndio - Detalhes

Devem detalhar a instalação dos Extintores, seus Abrigos, formas e altura de


fixação, sinalização necessária.

7.2.3. Sistema de Proteção Contra Incêndio – Memória de Cálculo

Deve ser apresentada Memória de Cálculo com relação ao Sistema de


Proteção Contra Incêndio, baseada nas premissas e requisitos estabelecidos no item 7.1.
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8. PROJETO ESPECIAL DE SEGURANÇA PERIMETRAL

Este Sistema somente deve ser instalado em situações especiais, quando


claramente identificado pela CEEE-GT e necessidade de seu uso (Planilha “PO” de
Projeto). As subestações devem ter um sistema especial de segurança perimetral a ser
definido dentre as duas alternativas a seguir: ou instalação de concertinas, ou instalação
de cerca elétrica.

8.1. CONCERTINA

Deve ser prevista a instalação do sistema de concertina (ou cerca ouriço), do


tipo dupla clipada, ao longo de todo o perímetro da subestação, inclusive no portão. A
instalação deve ser realizada de forma completa (hastes/ suportes/pontaletes, parafusos,
buchas, arame, placas de advertência) sobre muros de alvenaria, gradis de concreto e
cercas metálicas. Todos os elementos deste sistema devem ser de aço galvanizado ou
aço inox (concertina, arames, suportes e parafusos). A concertina deve ser de diâmetro
igual a 450 mm e deve ser instalada de forma a conter, no mínimo, oito (8) espirais por
metro instalado. Também deve conter lâminas de, no mínimo, 30 mm e, no máximo, 60
mm de comprimento, com extremidades pontiagudas. A cada pilar do muro de alvenaria
ou pilar de cerca metálica deve ser instalado um suporte para a fixação da concertina. No
caso de gradis, deve ser instalado um suporte para cada dois painéis de gradil. Devem
ser instaladas placas de advertência a cada vinte (20) metros. Cada suporte deve ser
fixada por, no mínimo, dois parafusos com bucha. Os arames devem ser de aço.
Nas situações de instalação da concertina na divisa com outros terrenos,
deve ser considerada uma inclinação do suporte para dentro do terreno, não permitindo
que a concertina ultrapasse a divisa (conforme o diagrama abaixo).

Terreno vizinho Muro ou


Gradil
Terreno CEEE-GT

A posição da instalação da concertina no portão deve ser definida conforme o


tipo de abertura do portão.

8.2. CERCA ELÉTRICA

A cerca elétrica deve ser disposta em todo o perímetro da subestação,


incluindo o portão de acesso, de uma barreira física monitorada, ou seja, dotada de
alarme e ao mesmo tempo ativa que reaja a qualquer tentativa de violação ou
ultrapassagem. Para atender o objetivo acima deve ser instalado um sistema de cerca
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energizada que fundamentalmente seja seguro e eficiente. O projeto deve ser concebido
de tal forma a não anular o efeito do seccionamento da cerca da subestação.
O sistema de cerca energizada a ser instalado deve ser constituído
basicamente de uma Unidade de Controle, Sistemas de aterramento e Rede física.
Acessoriamente devem ser utilizados outros componentes que complementem o sistema
visando seu aperfeiçoamento e facilitar sua manutenção. O sistema deve permitir controle
e supervisão a distância via modem/rádio.
Unidade de Controle – Tem a função de transmitir para os cabos da cerca
energizada uma corrente elétrica com as seguintes características técnicas:
 Tensão: 5 a 8 kV
 Corrente: 0,001 A
 Tipo de corrente: Intermitente ou pulsante (duração dos pulsos
entre 10 e 10.000 microsegundos e intervalo da ordem de 0,5 a 5
segundos).
 Potência: mínima – 3 joules
 Potência: máxima – 5 joules
A unidade de controle da cerca, obrigatoriamente, deve ser constituída de
capacitor e transformador projetados e desenvolvidos para a função específica de
energizar a rede de arames da cerca. Não podem ser utilizadas Unidades de Controle
fabricadas a base de bobinas automotivas, “fly-backs” de televisão ou outras
improvisações.
Sistemas de Aterramentos – São fundamentais para o perfeito
funcionamento do sistema e por isso devem obedecer aos seguintes padrões técnicos:
Deve ser instalado, no mínimo, um sistema de aterramento individual para
cada Unidade de Controle e um sistema de aterramento para a rede física dos arames da
cerca energizada.
Os cabos isolados de conexão do sistema de aterramento com a Unidade de
Controle e com a cerca propriamente dita devem ter a capacidade de isolamento de 10
kV, no mínimo.
O condutor interno destes cabos, visando evitar corrosão eletrolítica, deve ser
de material galvanizado.
A resistência elétrica destes cabos não deve superar 100 ohms/km.
As hastes e os conectores utilizados para aterramento da Unidade de
Controle devem ser de material galvanizado afim de evitar corrosão eletrolítica.
Rede física – Entende-se como rede física a cerca propriamente dita. Seus
componentes básicos devem ser os seguintes:
 Hastes metálicas- destinadas a fixação dos isoladores da cerca.
 Isoladores - Devem possuir capacidade de isolamento para, no
mínimo 10 kV.
 Arames- devem ser tipo liso com resistência elétrica - 0,024
ohms/metro; galvanização- 200 g. de zinco por metro e carga de
ruptura de 500 kg.
Segundo a ABNT não existem normas técnicas que disciplinem a utilização
de sistemas de cercas energizadas. Por esta razão seguindo orientação da própria ABNT
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devem ser obedecidas as normas técnicas da IEC abaixo relacionadas:


 IEC 1011 – Safety requeriments for mains-operated eletric fence
energizers;
 IEC 1011-1 – Safety requeriments for battery-operated eletric
fence energizers suitable for connection to de supply mains;
 IEC 1011-2 - Safety requeriments for battery –operated eletric
fences energizers not for connection to the supply mains;
 IEC 335-1 – Safety of household and similar electrical appliances;
 IEC 479-2 – Effects of currents passing through the human body-
special aspects.
A observância de normas técnicas de outros países não substitui a
observância às normas IEC pelo fato de que não são normas internacionais e sim
específicas de um determinado país ou região.
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9. PROJETO DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

Para orientações sobre o projeto de segurança e saúde do trabalho, observar


documento específico constante nos documentos da licitação.
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10. TELECOM

No que se refere ao sistema de Ondas Portadoras em Linhas de Alta Tensão


(OPLAT - Enlace de Onda Portadora / Sistema de Teleproteção), em todas as ancoragens
de chegadas de linhas de transmissão superiores a 138 kV devem ser previstos espaços
destinados à pedestais para apoio de bobinas de bloqueio junto as três fases, conforme o
padrão da subestação estabelecido pelo Departamento de Projetos da CEEE-GT. As
interligações do Sistema de Telecomunicações devem ser feitas através de canaletas de
uso comum no pátio da SE, devidamente identificadas e protegidas.
Para demais requisitos técnicos e especificações dos sistemas de
telecomunicações, consultar os documentos específicos constante nos documentos da
licitação, vide:
 Especificação Técnica e Requisitos de Telecomunicações para
Projeto e Construção de Subestações – CEEE-GT
 Sistema Digital de Telecomunicações – CEEE-GT.

Os documentos acima devem ser plenamente atendidos nos seus requisitos


de espaços, tipificações e padrões.

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