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DESCRIÇÃO DE FUNCIONAMENTO E AUTOMATISMOS DA ALIMENTAÇÃO

DE ENERGIA NO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DO CAZENGA

Setembro 2017
INDICE

1 GENERALIDADES ACERCA DO MODO DE FUNCIONAMENTO DA ALIMENTAÇÃO


ENERGIA REDE GRUPOS DE EMERGÊNCIA DO CD CAZENGA............................................................3

2 MODO AUTOMÁTICO DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO


ELÉCTRICA...........................................................................................................................................................7

2.1 ENERGIA VIA REDE DE DISTRIBUIÇÃO...................................................................................................7

2.2 QUADRO QGBT............................................................................................................................... 7


2.3 QUADRO QGGE............................................................................................................................... 8
2.4 FUNCIONAMENTO E CONTROLO DO SISTEMA...................................................................................8

3 MODO DE FUNCIONAMENTO EM MANUAL.....................................................................................10

3.1 Funcionamento Manual..................................................................................................................10


GENERALIDADES ACERCA DO MODO DE FUNCIONAMENTO DA ALIMENTAÇÃO
ENERGIA REDE GRUPOS DE EMERGÊNCIA DO CD CAZENGA

O sistema de alimentação de energia ao CD de Cazenga é assegura por um posto de


transformação equipado com dois transformadores de 1600 KVAR sendo um a reserva
do outro.

Em alternativa como emergência no caso de falha de energia o CD é alimentado por


dois grupos de emergência com uma potência de 2x1250KVAR estes grupos estão
ligados em paralelo e podem funciona os dois em simultâneo (paralelo) na situação em
que as potências da instalação assim o obriguem.

Posto de transformação

O posto de transformação é constituído pelos seguintes equipamentos:

 2 Celas IS sendo uma de entrada da rede e outra de reserva para uma saída

 1 Cela SBM cela de contagem e de medida

 1 Cela DC sendo uma proteção do transformador 1

 1 Cela DC sendo uma proteção do transformador 2

 Um carregador de 110V DC para alimentação das proteções celas SBM e DC.

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Sala de Quadros Elétricos

A sala de quadros elétricos está situada ao lado do posto de transformação, e estão


instalados os seguintes quadros elétricos:

 Quadro QGBT

 Quadro QGGE

 Quadro QEE

 Quadro UPS

 Quadro Bateria de Condensadores

Quadro QGBT

Quadro de chegada da alimentação elétrica vinda do Transformador 1 ou transformador


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e saídas para alimentação de todos os quadros de energia do complexo.

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Quadro QGGE

Quadro de chegada da alimentação elétrica vinda do grupo de emergência 1 e do grupo


de emergência 2.

Este quadro está interligado com o quadro QGBT com um barramento pré-fabricado
para 4200A.

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Quadro QEE

Quadro que alimenta todos os sistemas de bombagem da instalação;

 Bombas de alimentação do Cazenga

 Bombas de alimentação Vila da Mata e Viana

 Bombas de alimentação fábrica da Cuca

 Bombas e alimentação do sistema de girafas

Quadro UPS

Este quadro é normalmente alimentado pela rede em caso de falha de energia a UPS de
10 KVA que se encontra One line garante que os sistemas de automação e controlo de
inversão da rede para os grupos seja alimentado durante o período de falha da energia.

NOTA: A autonomia desta UPS é de 60 minutos, durante o período de


autonomia os sistema de automação e controlo que estão alimentados por este
quadro, em situações que o operador esteja informado que a falta de energia
seja por períodos longos acima de 45 minutos todos os equipamentos que
sejam alimentados pela energia socorrida pela UPS devem de ser colocados
fora de serviço e desligados, sendo posteriormente ligados após a reposição de
energia na instalação, os operadores não devem deixar que a UPS seja
totalmente descarregada quando surge um corte de energia.

Bateria de condensadores

Sistema de correção do factor de potência constituído por baterias de condensadores.

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MODO AUTOMÁTICO DE FUNCIONAMENTO DO SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO
ELÉCTRICA

1.1 Energia via rede de distribuição

Em situação normal a alimentação é assegurada pela alimentação vinda da rede de


energia o operador faz a escolha de qual o transformador que vai ser ligado, esta
operação é manual junto das celas de média tensão e após as devidas precauções de
segurança para o manuseamento das celas devem de ligar a cela correspondente á
proteção do respetivo transformador cela DC transformador 1 e cela DC transformador
2.

Nota; Nunca devem de ligar os dois transformadores ou liga TF1 ou Liga TF2.

A rotatividade dos transformadores deve de ser assegurada de 6 em seis meses, o


procedimento de exploração do CD deve de garantir que ao fim de seis meses os
transformadores devem de ser alternados.

O aceso á zona dos transformadores só é possível com a obtenção de uma chave que se
encontra na cela DC de proteção do TF, esta chave só sai do disjuntor após desligar o
seccionador e encravamento das facas de terra

As operações descritas neste documento devem de ser executadas por pessoal


especializado e com conhecimentos técnica na área de média tensão.

Para uma melhor compreensão desta descrição consultar diagrama de energia DR.0301.

1.2 Quadro QGBT

Na entrada de alimentação do quadro QGBT está equipado com um inversor rede grupos
encravado da seguinte forma:

 QT1 quando está fechado não permite que ligue o QT2 a alimentação é
assegurada pelo transformador 1.

 QT2 quando está fechado não permite que ligue o QT1 alimentação é
assegurada pelo transformador 2.

 QGG Quando está fechado a alimentação é assegurada pelos grupos de


emergência não permite que sejam ligados QT1 (TF1) ou QT2 (TF2).

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 QRR disjuntor de corte geral do quadro QGBT, este disjuntor está sempre ligado
pode ser manobrado pela operação na eventualidade de se querer efetuar um
corte geral do quadro

1.3 Quadro QGGE

O quadro QGGE é o quadro Electrico que é alimentado pelos grupos de emergência

 Disjuntor QSG de saída para o quadro QGBT, este disjuntor é para ser
manobrado manualmente no próprio disjuntor e está normalmente sempre
ligado.

 Disjuntor QG1, este disjuntor é manobrado automaticamente pelo quadro de


controlo dos grupos de emergência Grupo 1

 Disjuntor QG2, este disjuntor é manobrado automaticamente pelo quadro de


controlo dos grupos de emergência Grupo 2

Os disjuntores QG1 e QG2 são manobrados pelo controlo dos grupos pois é com esta
manobra que se estabelece o paralelo entre os grupos de emergência em função das
cargas da instalação.

NOTA: O disjuntor de saída deste quadro corte geral QGGE está normalmente fechado.
Este disjuntor é manobrado sempre manualmente nos respetivos botões e serve
unicamente para corte de energia ao QGBT na eventualidade de uma intervenção no
próprio quadro.

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1.4 Funcionamento e controlo do sistema

Estando a energia a ser assegurada pela rede em caso de falha da mesma o funcionamento
processa-se da seguinte forma:

Quadro QGBT

Energia vinda do TF1

À entrada do disjuntor QT1 estamos a monitorizar a energia nos relés de falta de fase RFF antes do
corte, quando se processa uma falha de energia ou a tensão está fora dos parâmetros regulados no
relé, damos ordem de abertura ao disjuntor QT1 e de seguida ordem de arranque dos grupos de
emergência, aguardamos que a energia seja monitorizada nos relés de falta de fase RFF á entrada
do disjuntor QGG e damos ordem de fecho do disjuntor QGG, a partir deste momento a energia ao
complexo é assegurada pelos grupos de emergência.

Após a chegada de energia da rede que é detetado nos mesmos relés antes do corte geral QT1
aguardamos um tempo que se encontra entre 60 seg. a 180 seg. Este tempo é parametrizado pela
operação na supervisão após a tensão estar estável dentro do tempo escolhido, procedemos no
sentido inverso damos ordem de paragem dos grupos de emergência de seguida damos ordem de
abertura do disjuntor QGG, esperamos 15 Seg. e damos ordem de fecho do disjuntor QT1, todo este
controlo é automático sem intervenção do operador.

A partir deste momento a instalação é alimentada pela rede.

Alertamos para o facto de existirem alguns fenómenos em especial nas redes de alimentação
de energia com a problemas de falta de potência, que originam falhas na alimentação e um
abaixamento de tensão que provoca um mau funcionamento das instalações, nestas
circunstancias o cliente deve de optar alimentar a instalação pelos grupos de emergência
para evitar problemas maiores nos equipamentos para além do controlo que se torna difícil de
ser assegurado com eficiência.

Energia vinda do TF2

À entrada do disjuntor QT2 estamos a monitorizar a energia nos relés de falta de fase RFF antes do
corte, quando se processa uma falha de energia ou a tensão está fora dos parâmetros do relé,
damos ordem de abertura ao disjuntor QT2 e de seguida ordem de arranque dos grupos de
emergência, aguardamos que a energia seja monitorizada nos relés de falta de fase RFF á entrada
do disjuntor QGG e damos ordem de fecho do disjuntor QGG, a partir deste momento a alimentação
de energia ao complexo é assegurada pelos grupos de emergência.

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Após a chegada de energia da rede que é detetado nos mesmos relés antes do corte geral QT1
aguardamos um tempo que se encontra entre 60 seg. a 180 seg. este tempo é parametrizado pela
operação na supervisão após a tensão estar estável dentro do tempo escolhido procedemos no
sentido inverso damos ordem de paragem dos grupos de emergência de seguida damos ordem de
abertura do disjuntor QGG, esperamos 15 Seg. e damos ordem de fecho do disjuntor QT2.

A partir deste momento a instalação está é alimentada pela rede.

Alertamos para o facto de existirem alguns fenómenos em especial nas redes de alimentação
de energia com a problemas de falta de potência, que originam falhas na alimentação e um
abaixamento de tensão que provoca um mau funcionamento das instalações, nestas
circunstancias o cliente deve de optar alimentar a instalação pelos grupos de emergência
para evitar problemas maiores nos equipamentos para além do controlo que se torna difícil de
ser assegurado com eficiência.

Quadro QGGE

Como já descrito anteriormente o quadro QGGE está equipado com dois disjuntores de chegada
Grupo 1 (QG1) e Grupo 2 (QG2) e disjuntor de saída QSG para o quadro QGBT.

O funcionamento é o seguinte quando damos ordem de arranque dos grupos de emergência o


sistema de controlo dos mesmos manda fechar e abrir os disjuntores QG1 e QG2 em função das
cargas e da necessidade de ter os dois ou um só grupo em funcionamento é neste quadro que se
estabelece o paralelo dos dois grupos.

Quando damos ordem de paragem dos grupos com a reposição da energia o sistema de controlo dos
grupos faz a gestão de paragem em função dos tempos necessários de refrigeração dos mesmos.

Todas as operações contidas nesta descrição devem de ser realizadas por


técnicos autorizados ou pessoal interno devidamente qualificado.

Ter em atenção que estes modos de funcionamento terão de ser escolhidos na


supervisão (Scada) da instalação consultar o manual de operação.

MODO DE FUNCIONAMENTO EM MANUAL

1.5 Funcionamento Manual

É possível a colocação de energia na instalação em modo manual, esta operação obriga


a cuidados especiais pelo facto de só poder funcionar um grupo de emergência

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Passo a passo podemos colocar a instalação em funcionamento com a alimentação de
energia pelos grupos de emergência sem a intervenção da Automação seguindo o
seguinte procedimento:

 Colocar o seletor de energia existente no painel da consola na posição de


manual (este seletor deve de estar sempre em automático);

 Manualmente desligar os disjuntores no QGBT da rede, QT1 ou QT2;

 Ligar o disjuntor no QGBT QGG, chegada quadro QGGE;

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 Nos contentores dos grupos de emergência arrancar com um dos grupos em
manual;

 Esperar que no barramento do quadro QGBT esteja alimentado pelos


Grupos;

 Verificar as tensões nos restantes quadros nomeadamente quadro da UPS;

 Após a confirmação que temos todas os quadros alimentados podemos motor


a motor dar ordem de arranque em manual, na supervisão ou nos respetivos
quadros;

Seguir o procedimento do manual de condução da Supervisão para confirmar a forma de


condicionar que o Automatismo funcione nesta situação de funcionamento com
alimentação em manual da instalação.

Assim, é fundamental que a sua utilização seja versátil e de fácil compreensão.

Para melhor interpretação da descrição, a leitura deste manual deve ser acompanhado
com os seguintes elementos.

Para o funcionamento em manual dos sistemas de alimentação de Energia as


operações referidas nesta descrição devem de ser realizadas por técnicos
autorizados ou pessoal interno devidamente qualificado para o efeito.

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Seguir o procedimento do manual de condução da Supervisão para confirmar a forma
de condicionar que o Automatismo funcione nesta situação de funcionamento com
alimentação em manual da instalação.

Assim, é fundamental que a sua utilização seja versátil e de fácil compreensão.

Para melhor interpretação da descrição, a leitura deste manual deve ser acompanhado
com os seguintes elementos.

 Peças desenhadas.

 Diagrama de Energia em anexo.

12 – Setembro – 2017

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