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PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

CARINA APARECIDA DE SOUZA SILVA

Graduanda o Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFSCar


(Universidade Federal de São Carlos), Campus Sorocaba

“MELIPONÁRIOS COMO FERRAMENTA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL


VIVENCIAL LÚDICA”

SOROCABA-SP

JULHO/2012
RESUMO

O presente trabalho tem a finalidade de incentivar a integração da ciência e da


sociedade. Atualmente, para que possamos entender a nossa vivência num mundo tão
complexo é necessária a difusão do conhecimento da ciência e do cotidiano. Há algum
tempo vem aumentando globalmente a necessidade em construir um conhecimento
juntamente com a população para que se tornem preparados a lidar com problemas
ambientais. A Educação Ambiental (EA) tem como objetivo principal utilizar a
educação como ferramenta para relações da humanidade para com o meio ambiente. As
abelhas nativas ou sem ferrão são consideradas um ótimo instrumento para a EA devido
a sua baixa agressividade em relação às Apis mellifera. Além disso, as abelhas são
consideradas espécies carismáticas pela sua popularidade e de seus produtos. Os
meliponíneos possuem grande importância na polinização, e sua extinção causará um
problema ecológico de enormes proporções, uma vez que as mesmas são responsáveis,
dependendo do bioma, pela polinização de 80 a 90% das plantas nativas no
Brasil. Assim, o desaparecimento das abelhas causaria a extinção de boa parte
da flora brasileira e de toda a fauna que depende dessas espécies vegetais para
alimentação ou nidificação. Por tais motivos é muita importante utilizar a criação de
meliponídeos, como ferramenta em atividades especificas na EA, já que as abelhas são
fundamentais para o equilíbrio da natureza como no processo de polinização e outros.
Além, disso as abelhas são consideradas materiais com grande importância para a
humanidade. Sendo assim, a utilização das melíponas buscará realmente “educar”
visando o equilibrar diretamente problemas socioambientais.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.................................................................................................. 3

1.1.Educação Ambiental Vivencial.................................................................... 3

1.2.Lúdico............................................................................................................ 4

1.3.Abelhas sem ferrão....................................................................................... 4

1.3.1. Meliponíneos.................................................................................. 5

1.4.Criação de abelhas sem ferrão – “Meliponicultura”................................. 6

2. JUSTIFICATIVA...................................................................................................... 6

3. OBJETIVOS............................................................................................................... 7

3.1. Objetivos Gerais........................................................................................... 7

3.2. Objetivos Específicos................................................................................... 7

4. METODOLOGIA....................................................................................................... 7

4.1. Caracterização da área de implantação..................................................... 8

4.2. Implantação do “Meliponário”................................................................... 8

4.3. Atividades .................................................................................................. 11

4.3.1. Palestras........................................................................................11

4.3.2. Atividades Lúdicas...................................................................... 11

5. FORMA DE ANÁLISES DAS ATIVIDADES...................................................... 12

6. RESULTADOS ESPERADOS................................................................................ 12

7. CRONOGRAMA...................................................................................................... 12

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................... 13

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1. INTRODUÇÃO

Atualmente é cada vez mais frequente discutir sobre questões ambientais,


principalmente termos como “preservação”, “conservação” e “qualidade de vida” na
sociedade (JACOBI, 2005; RICCI, 2011). Devido à essas questões ambientais, houve a
necessidade de trabalhar a educação para que fosse construído um conhecimento e
buscar a utilização dos recursos naturais, tendendo ao equilíbrio da natureza e da
humanidade (RICCI, 2011).
A Educação Ambiental (EA) tem como objetivo principal utilizar a educação
como ferramenta para relações do homem para com o meio ambiente (LAFFAYETT,
2011; SAUVÉ, 2005).

Segundo a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), pela lei 9.765/99,


“define-se à educação ambiental os processos pelos quais o indivíduo e a coletividade
constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas
para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia
qualidade de vida e sua sustentabilidade”.

Segundo Paduá (2001) cabe aos educadores a responsabilidade de incentivar e


despertar o senso de auto-estima e confiança para que o sujeito possa acreditar no seu
potencial de exercer sua cidadania. O mundo atual precisa de educadores
“provocadores”, os quais possam estimular os educandos a pensarem, refletir e agir em
favor de questões sócio-ambientais e outras. Através desses fatores, surgiu a EA, em
resposta à crise educacional e ambiental.
A EA desperta a necessidade da reflexão do indivíduo a respeito da sua relação
com o meio, além de colaborar para a formação ética e responsabilidades e possibilita a
intervenção individual e coletiva, para a solução de problemas já existentes quanto para
a prevenção de novos problemas (SATO, 2003; FEAM, 2002, MUGGLER et al., 2005)

1.1. Educação Ambiental Vivencial

Essa perspectiva da EA relaciona-se com a necessidade de práticas e dinâmicas


que possuem cunho educativo, as quais elevam o nível das experiências do sujeito,
fazendo com que suas vivências se tornem intensas e duradouras ao invés de simples
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realizações de recreação, as quais não agregam valor aos indivíduos (FALCÃO-NETO
et al., 2006). Sendo assim, EA vivencial tem como objetivo validar as ações e valores, a
partir da construção do conhecimento oriundo das experiências e do cotidiano
vivenciado pelo indivíduo no mundo no qual está inserido. Contudo, contribuir também
para a transformação humana e social-ambiental (TEDASSRG, 1992: 01; FALCÃO-
NETO et al., 2006).

1.2. Lúdico

Nos dias atuais a sociedade valoriza muito a diversão, lazer e o entretenimento.


A qual torna o lúdico tão necessário e fundamental para o resgate de sua essência, nos
estudos e nas pesquisas na intenção de remomerar o seu real significado. Segundo Sá
Carlam (2004) vivência lúdica é uma forma de intervenção no mundo, não como
“estar”, mas como “ser”. Contudo, o conhecimento, a prática e reflexão são
instrumentos essenciais para exercer o lúdico.

Atividade lúdica é todo e qualquer movimento que tem como objetivo produzir
prazer quando em sua execução, ou seja, divertir e entreter o indivíduo.

1.3. Abelhas sem ferrão

As abelhas são excelentes polinizadores, sendo considerados imprescindíveis


para a polinização de 35% das culturas agrícolas de importância econômica (KLEIN et
al., 2007), além da promoção da polinização de áreas naturais como florestas
(KREMEN et al., 2007). Dentre os polinizadores, destacam-se as abelhas, as quais
possuem um importante papel ecológico na reprodução vegetal. As abelhas sem ferrão
ou indígenas realizam grande parte do processo de polinização em culturas agrícolas,
como o morango e pimentão, os quais sem esse processo diminuem à qualidade dos
seus frutos (MALAGODI-BRAGA & KLUINERT, 2002; IMPERATRIZ-FONSECA et
al., 2004), além de outras monoculturas polinizadas por espécies-especifícas de abelha
indígenas. Além disso, são generalistas e de manejo fácil, apresentam grande relevância
para a produção agrícola mundial (MORETI et al., 1996), bem como apresentam grande
valor econômico devido aos seus produtos (MORSE & CALDERONE, 2000).
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As abelhas sem ferrão são nativas do território brasileiro, sendo conhecidas
também como indígenas. Portanto, a flona nativa e endêmicas são muito dependente
desses animais (NOGUEIRA-FERREIRA et al., 1999).

Devido ao impacto do desflorestamento, da fragmentação do habitat e de práticas


agriculturais hostis, acredita-se que esses possam causar uma diminuição em populações
selvagens de polinizadores, tais como as abelhas, as quais atualmente estão sofrendo
com declínio de abundância e diversidade de diversas espécies (ALAUX et al., 2010).
Como consequência, a baixa produtividade de alimentos, no caso de frutas e sementes
em muitas plantas de colheita é observada em diferentes partes do mundo (VAISSIÈRE
et al., 2011). Adicionalmente, a produtividade de plantas selvagens pode ser afetada, e
esta pode conduzir à extinção local das populações daquelas plantas, assim como dos
animais dependendo deles (IMPERATRIZ-FONSECA et al., 2006).

1.3.1. Meliponíneos

O presente trabalho utilizará a classificação mais didática segundo Keer et al.


(1996); Cámara et al., (2004) e Villas-Bôas (2012), mesmo não sendo a mais atual e
nem a linguagem estritamente científica.

Reino Animalia
Filo Arthropoda
Classe Insecta
Ordem Hymenoptera
Subordem Aprocrita
Superfamília Apoidea
Família Apidae
Subfamília Meliponinae
Tribos Meliponini e Trigonini

Os Meliponíneos são popularmente conhecidos como abelhas em ferrão, pois


possuem o aparelho ferroador atrofiado. São abelhas nativas da América do Central e
Sul e, por isso, são chamadas também abelhas indígenas (BEGO et al., 1999).

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1.4. Criação de abelhas sem ferrão – “Meliponicultura”

A criação de meliponíneos é uma atividade humana sendo considerada muito


importante para a conservação das abelhas e de sua população. Essas abelhas são
conhecidas como indígenas, pois esses povos antigos foram os pioneiros na
domesticação destes insetos sociais. Além disso, atualmente no Brasil ainda utiliza-se
nomes populares oriundos desses povos, como: jataí, urucu, manduri e outras (VILLAS-
BÔAS, 2012; NOGUEIRA-FERREIRA et al., 1999). Os Meliponinae possui ampla
distribuição pelo mundo, porém muitas de suas espécies correm risco de extinção.
A meliponicultura está associada ao trabalho de esclarecimento e
conscientização da população sobre a importância da polinização. Utiliza-se essa
ferramenta para programas de reflorestamento e de restauração ambiental, na qual
utiliza o plantio e a manutenção das populações silvestres. É uma atividade com alto
potencial de desenvolvimento sustentável, pois utilizamos como forma de reprodução,
produção e consumo sempre respeitando a preservação das abelhas sem ferrão e dos
direito humanos (IMPERATRIZ-FONSECA et al., 2004).
O processo de polinização é considerado muito importante para as plantas, sendo
fundamental na formação de sementes e frutos (apresentam melhor qualidade e sabor) e
auxilia a regeneração da vegetação natural. Sendo um serviço ambiental realizado
naturalmente por diversos animais, especialmente pelas abelhas (IMPERATRIZ-
FONSECA et al., 2004)

2. JUSTIFICATIVA

O Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (PZMQB) é considerado


pioneiro e centro de referência em Educação Ambiental e meio ambiente na cidade de
Sorocaba. O projeto juntamente com o PZMQB propõe que haja uma interação da
sociedade com espécies importantes para o ambiente natural, buscando oferecer
recreação através do meliponário, para que possam conscientizar as pessoas da
importância do conhecimento da ciência (preservação, plano de manejo e outros) em

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sua realidade. Esse processo educacional entende que a conservação das abelhas sem
ferrão seja essencial para meio ambiente, para a vida, as quais devem ser protegidas da
degradação ambiental.

3. OBJETIVOS

3.1. Objetivos Gerais

Esse trabalho tem como objetivo geral construir um conhecimento juntamente com a
comunidade, sobre a preservação de abelhas sem ferrão e seus principais benefícios à
sociedade, tentando sensibilizar e promover o interesse para conservação ambiental,
bem como uso de seus recursos sustentáveis. Além disso, pretende-se abordar neste
estudo outros ambientes de ensino, além de buscar uma ferramenta pedagógica para um
maior entendimento da população em lugares fora do ambiente escolar.

3.2. Objetivos Específicos

 sensibilização e conscientização da população para a importância e conservação


das abelhas;

 ampliar o acesso da sociedade para com os conhecimentos construídos pela


comunidade científica na área de meliponicultura;

 identificar temas geradores relacionados com a conservação ambiental partindo


de percepções e vivências da população, motivando-os a problematizar a sua
realidade;

 trabalhar a partir da concepção da conservação das abelhas no meio ambiente


tem importância fundamental na manutenção da flora;

4. METODOLOGIA

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4.1. Caracterização da área de implantação

O Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (PZMQB) localizado na


cidade de Sorocaba possui uma área de 128.339 metros quadrados, sendo situado nos
bairros da Vila Hortência e Vila Haro. Uma parte deste parque (17.500 metros) é
ocupada pelo lago e outra parte (38.700 metros) por mata secundária, a qual serve de
habitat para habitam muitos animais (bichos preguiça, cutias, gambás, garças e
pequenas cobras). O parque também possui recintos modernos para melhor alojar e
exibir os animais, além de proporcionar uma melhor visualização dos mesmos pelos
visitantes (PREFEITURA DE SOROCABA, 2012). Especialmente o PZMQB trabalha
destacando a fauna nativa, oriunda do território brasileiro (meliponíneos),
principalmente os que sofrem ameaças de extinção (PREFEITURA DE SOROCABA,
2012).
O Zoológico de Sorocaba está entre os mais completos da América Latina (site),
sendo considerado também um símbolo para o município (Site). Atendendo milhares de
visitantes regulares da cidade e de outras cidades, o PZMQB também atende alunos da
rede pública e privada (PREFEITURA DE SOROCABA, 2012).
O meliponário será instalado em terreno limpo e um pouco sombreado, mas
livres da cobertura de árvores com frutos grandes que possam danificar as telhas e
colmeias.

4.2. Implantação do “Meliponário”


É conhecido como meliponário todo local, no qual se instala colônias de
meliponíneos. Cada local possui uma especificidade, variando sua localização e
criatividade do produtor. Além disso, há diversos objetivos na criação de abelhas ferrão,
sendo o principal deste trabalho: garantir a viabilidade para as abelhas e facilitar a o
manuseio e a observação da população. É importante que se escolha as espécies de
abelhas sem ferrão, dependendo do local de implantação, pois elas dependem muito do
ambiente e seus recursos, sendo algumas endêmicas em algumas regiões brasileiras.
Segundo a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) no
346/2004: “(...) Art 3o – É somente permitida a utilização e o comércio de abelhas e
seus produtos, procedentes dos criadouros autorizados pelo órgão ambiental

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competente, na forma de meliponários, bem como a captura de colônias e espécimes a
eles destinados por meio da utilização de ninhos-isca.

Neste projeto de EA juntamente com a parceria da Associação Paulista de


Técnicos Apícolas (A.P.T.A.) será implantado um meliponário contendo as seguintes
estruturas

 Jardim para forrageamento


Na área reservada para a implantação do projeto serão construídas hortas
urbanas (plantio dentro de garrafas pets) e vasos com flores específicas para que as
abelhas sem ferrão possam forragear (buscar alimento) e realizar a polinização.

 Suportes individuais
Tais suportes ficarão protegidos da chuva com coberturas simples (pedaço de
telha de fibrocimento), protegendo a caixa da chuva e ajudar o sombreamento das
mesmas. Segundo Villas-Bôas (2012) a altura dos suportes deve estar associada com o
individuo que fará o manejo das caixas, e também no caso deste trabalho proporcionar
um conforto aos visitantes. É importante utilizar caixas que consigam: Garantir a
proteção do ninho; Otimizar o processo de divisão de colônias e Facilitar a coleta do
mel.

 Obtenção das colônias


Após serem escolhidas as espécies a serem utilizadas nesse projeto, serão
adquiridas através da compra ou doações, disponibilizadas por meliponicultores.

 Divisão de colônias
A multiplicação das colônias será meio artificial, sendo um mecanismo de
grande importância para conservação das abelhas sem ferrão, pois está se realizando um
repovoamento de populações nos ambientes já degradados e evita-se a predação das
colmeias em habitats naturais (VILLAS-BÔAS, 2012). Além disso, esse processo
possibilita gerar uma alternativa econônica com a comercialização das colônias.
O método que será utilizado para a divisão das colônias neste projeto, será:

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Método de perturbação mínima
Depende da utilização de um modelo de caixa específico, conhecido como
“Fernando Oliveira”. Assim como o nome, o método causará “perturbação mínima” na
divisão dos enxames. Não há necessidade do manuseio manual dos favos de cria,
obtém-se duas colônias através da divisão de uma única. Esse processo também
promove uma rápida e a menor incidência de pragas após a divisão (VILLAS-BÔAS,
2012).

 Monitoramento de colônias
Apesar de não existir regras quanto à frequência do exame de uma colônia para
observar seu desenvolvimento, essa intensidade vai depender da especificidade da
espécie, local, época do ano, objetivos, além da disponibilidade do criador. Como neste
projeto pretende-se trabalhar uma EA vivencial lúdica, o qual proporcionará uma maior
proximidade do sujeito com esses animais através da observação, será de extrema
importância um monitoramento rotineiro dessas colônias. A importância dessa
frequência é importante para que evite possíveis danos a esses animais.

Alimentação complementar
As abelhas produzem seu próprio alimento, porém Villa-Bôas (2012) descreveu
sua criação como “semi-domesticada”, pois dependendo da época (menor
disponibilidade de flores no ambiente) e do enxame, há necessidade que as colônias
sejam tratadas com “alimentação complementar”. Essa por sua vez, auxilia o suporte da
colmeia e a economia de energia de alguns indivíduos, no caso das operárias que
forrageariam na busca de alimento. Consequentemente, o desenvolvimento da colônia
será maior, colaborando para a defesa, organização, limpeza e posturas de ovos.
O trabalho utilizará como alimento complementar o xarope (quantidade variada).
O modo de preparo é fácil sendo proporção 1:1 (1Kg para 1 L) basta adicionar açúcar
(preferência cristal – cor escura) há uma determinada quantidade de água e misturar.
Essa substância adquirida no final dos procedimentos será colocada na colônia através
de um recipiente de plástico. Não há necessidade de utilizar essa alimentação
diariamente.

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Monitoramento do ninho
Será realizado semanalmente, pois devido há alta exposição dos ninhos pode
gerar um enfraquecimento dos mesmos. É importante que haja essa avaliação, para que
verifica-se o tamanho populacional dos indivíduos e a saúde da colônia. Esse
procedimento auxilia na identificação da necessidade da “alimentação complementar”.

4.3. Descrição das Atividades


As atividades deste projeto serão realizadas com visitantes regulares e estudantes
da rede pública e privada de Sorocaba e região. A ideia é atender um público
diversificado, com diferentes faixas etárias, classes sociais e escolares. As atividades
necessitarão de monitores para que haja um bom atendimento a população, devido há
grande movimentação no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros (PZMQB).

A proposta é promover a sensibilização e a interação da comunidade para com


importantes espécies nativas e sua conservação no ambiente. Buscando uma Educação
Ambiental (EA) vivencial lúdica para uma maior compreensão do conhecimento
adquirido.

4.3.1. Palestras

Serão preparadas palestras sobre assuntos relacionados à Biologia, Fisiologia,


Ecologia e Manejo Sustentável de abelhas sem ferrão. Utilizará materiais de apoio como
painéis, cartazes, materiais multimídia e apresentações de Power Point. As palestras
poderão ser ministradas num ambiente reservado para trabalhar a EA ou no próprio do
meliponário, ambos no Zoológico. Esse projeto de EA poderá ser apresentado para a
comunidade em forma de folders como fonte de divulgação científica.

4.4.2. Atividades lúdicas

Serão realizadas atividades com quadrinhos para trabalhar a biologia, fisiologia e


ecologia das abelhas sem ferrão e jogos com figuras de alimentos para os educandos
possam compreender a importância da polinização dessas abelhas nativas na produção
de alimento. Além, de outras imagens contendo os produtos derivados desses animais e

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seus benefícios. Pretende-se distribuir pequenas amostras de mel jataí para incentivar o
consumo e conhecer esse produto tão saboroso e importante.

5. FORMA DE ANÁLISES DAS ATIVIDADES

Será realizado um questionário para cada grupo, contendo o nome do município,


número de pessoas por grupo, faixa etária, opinião dos grupos sobre as atividades. Os
dados serão compilados em planilhas e transformados em gráficos e tabelas. Todo o
material elaborado nas palestras, interpretação das atividades será apresentado
previamente a gestão da Educação Ambiental (EA) do Zoológico, para avaliação e
autorização de implementação. Todo o conteúdo e a programação das atividades serão
apresentados aos monitores do PZMQB para promover a integração.

6. RESULTADOS ESPERADOS

Espera-se construir um conhecimento acerca de um recurso ambiental,


possibilitando maior integração não apenas com a natureza e sua complexidade, mas
também com a forma de compreensão e aprendizado do sujeito, sendo ele parte ativa do
meio. Nesse contexto, o projeto de educação ambiental vivencial lúdica utilizando a
implantação de meliponário no Zoológico de Sorocaba, visa uma maior compreensão do
público visitante do PZMQB para com o conhecimento sobre a importância, o manejo
sustentável e a conservação de abelhas sem ferrão. Espera-se realizar parcerias com a
Secretária Municipal do Meio Ambiente, com o Conselho Municipal de Agricultura e
Abastecimento (Comapa), além de Instituições e Secretárias de Ensino.

7. CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

O período proposto para viabilização das atividades é de um ano. Nesse período será
realizado à implantação do meliponário (construção do jardim para forreamento e
inserção de caixas para criação dos meliponíneos) e das atividades de Educação
Ambiental. Além, das avaliações das atividades para diagnosticar se os objetivos do
projeto foram alcançados.

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14 de Outubro/2012 a 15 de Outubro/2013

Outubro e Dezembro Fevereiro Abril e Junho e Agosto e


Novembro e Janeiro e Março Maio Julho Setembro
2012 2012/2013 2013 2013 2013 2013
Idas à área de
implantação
Construção do jardim
para forreamento
Inserção de caixas

Transferências das
colônias
Atividades de EA

Análise das
atividades

Preparação do
relatório

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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