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Capítulo II

Capítulo II
Capítulo II
Capítulo II
Capítulo II

Pensar verde, responsabilidade ambiental e desenvolvimento sustentável são termos comuns no ambiente de trabalho da Bio Extratus.

responsabilidade ambiental e desenvolvimento sustentável são termos comuns no ambiente de trabalho da Bio Extratus.

Em 04/2010, a empresa passou por um processo de auditoria realizado pela ABNT, a qual lhe concedeu a Certificação ISO 14001.

Para conseguir esse Certificado, a Bio Extratus apresentou evidências de todo o cuidado ambiental desempenhado pela

empresa ao longo de sua história, o que inclui: não fazer

testes em animais, projetos de recuperação de nascentes e preservação da mata nativa, controle de todos os resíduos sólidos, eficiente sistema de tratamento de efluentes, treinamento e capacitação da equipe de colaboradores,

atendimento à legislação ambiental e rigorosos

procedimentos internos para prevenir a poluição. O compromisso de desenvolvimento sustentável assumido pela empresa induz os colaboradores a trabalhar em prol da melhoria contínua e a se esforçar cada dia mais para proteger o meio ambiente, fazendo deste um objetivo a ser constantemente perseguido.

O tratamento de efluentes

Em 2002 a empresa inaugurou um processo de tratamento de todos os resíduos, gerados nos processos

e atividades da empresa e recebeu o certificado de licença ambiental da FEAM. Neste processo todo o sistema de efluentes (industrial e sanitário) é canalizado para tanques apropriados onde recebem um tratamento

adequado para devolver à natureza uma água

compatível ao meio ambiente. A partir de 2006, devido o crescimento da empresa houve a necessidade de ampliação do tratamento de

efluentes. Sendo assim, a empresa investiu em um novo

tratamento por processo biológico anaeróbico seguido de valas de filtração onde todo o efluente é devolvido à natureza como água reutilizável. A parte sólida do efluente é retirada e transformada em adubo orgânico.

Todo processo é monitorado pelo laboratório da própria

empresa e de empresas credenciadas pela FEAM.

Paisagismo e Arborização

O investimento em paisagismo tornou o parque

industrial dessa empresa uma paisagem bonita de se apreciar: belos gramados (que evitam a erosão),

bouganvilles coloridas, palmeiras, flores ornamentais

Por possuir uma área bastante extensa a empresa

desenvolve atualmente um projeto de arborização que inclui a plantação de árvores nativas como jacarandás,

mulatos, coqueiros e árvores frutíferas, atraindo

pássaros de várias espécies, oferecendo à natureza um espaço para a preservação tanto da fauna quanto da flora.

De acordo com Vera, no terreno de 150 mil alqueires,

há um trabalho constante de plantio de árvores cujos frutos são consumidos no refeitório pelos funcionários.

Recuperação de nascentes de água

Outro investimento da empresa na preservação ambiental é a recuperação de

nascentes de água, através da arborização e da construção de um complexo de lagoas.

A preservação e os cuidados com a natureza

são para a Bio Extratus motivo de orgulho e compromisso com a natureza, com toda a sociedade atual e futura.

Novos Investimentos

A sustentabilidade em energia elétrica também fez parte do novo projeto a empresa investiu no maior sistema privado de energia solar fotovoltaica do país. Para isso, foram

instalados mais de 2 mil módulos sobre a cobertura da fábrica

e o retorno do investimento deve ocorrer em até 10 anos.

Essa preocupação com a parte energética prova mais uma vez o compromisso da Bio Extratus com o meio ambiente. “Já que não temos mar e vento, aproveitamos o sol para gerar essa energia 100% limpa”, afirma Lindouro.

Além de estar situada em um terreno com nascentes que foram recuperadas e área verde totalmente preservada, os empresários se orgulham de cuidar da natureza.

Mais um lado

Pensar na comunidade é outro ponto forte da empresa. A Fundação Bio Extratus, criada em 2005,

teve como primeiro projeto social o Flauta Mágica,

que oferecia aulas de música para crianças de 8 a

12 anos. Depois, vieram outros e, atualmente, existem o Arte & Dança, com aulas de expressão

corporal para crianças e adolescentes, e a Bateria

Colibri, que tem participantes de todas as idades.

Cada projeto atende cerca de 60 alunos e conta também com o trabalho de voluntários. “No

decorrer desses anos, muitos alunos passaram pela

Fundação e, além de arte e cultura, conseguimos

contribuir para a formação desses cidadãos”, finaliza Vera.

2.1 Evolução Histórica da Preocupação

Ambiental

Década de 60
Década
de 60
Década de 70
Década
de 70
Década de 80
Década
de 80
Década de 90
Década
de 90
Século XXI
Século
XXI

Fases da preocupação ambiental e

estágio evolutivos

Primeira fase = início do século XX até 1972 estágio reativo

Segunda fase = 1972 até 1992 estágio preventivo

Terceira fase = 1992 até os dias de hoje estágio proativo

2.2 Desenvolvimento Sustentável

Consumo e meio ambiente são indissociáveis. O ato de consumir é inerente à espécie humana e implica em fazer parte da cadeia trófica. Significa, portanto, depender da natureza.

Consumir é uma ação individual. O consumo não

é inato e invariável, e sim é dinâmico e modifica- se. As necessidades de consumo são culturais e mutáveis. Logo, consumir é uma ação social.

Toda a sociedade tem uma forma própria de

governar a produção e de controlar a natureza. São formas dinâmicas que originam novas organizações sociais, econômicas e políticas.

Figura 2.1: Relação entre consumo e meio ambiente Fonte: CTISM

2.2.2 Relações do sistema econômico

com o meio ambiente

A atuação do sistema econômico é baseada no sistema natural que lhe sustenta, visto que ele interage com o meio ambiente, utilizando recursos

naturais e devolvendo resíduos. Por sua

vez, o meio ambiente interage com a economia, sendo fornecedor de insumos e receptor de dejetos/resíduos resultantes

dos processos de produção e consumo

Figura 2.2: Relação entre sistema econômico e sistema natural Fonte: CTISM

Crescimento econômico x

desenvolvimento econômico

Crescimento econômico x desenvolvimento econômico

Conservação x preservação

ambiental

Visando uma melhor compreensão da

questão ambiental, é necessário conhecer duas atitudes e posturas que dividem, filosoficamente, os que se preocupam com

meio ambiente: a conservação e a

preservação ambiental.

O preservacionismo A corrente conservacionista

Desenvolvimento Sustentável

O conceito de desenvolvimento sustentável apresenta pontos básicos que devem considerar, de maneira harmônica, o crescimento econômico, maior percepção com os resultados sociais decorrentes e equilíbrio ecológico na utilização dos recursos naturais. (Meyer, 2000)

Assume-se que as reservas naturais são finitas, e que as soluções ocorrem através de tecnologias mais adequadas ao meio ambiente - atender às

necessidades básicas usando o princípio da

reciclagem.

VÍDEOS RECICLAGEM

O desenvolvimento sustentável requer o

aperfeiçoamento dos sistemas:

Sistema político Sistema econômico Sistema social Sistema de produção Sistema tecnológico Sistema internacional Sistema administrativo

A interligação dos sistemas cria um tripé que

apóia o desenvolvimento sustentável,

adotando medidas que envolvam o poder público, a iniciativa privada e a sociedade.

Agenda 21

A Agenda 21 foi um dos principais resultados obtidos da conferência Rio-92. É um documento que estabeleceu a importância de cada país com o

compromisso de refletir, global e localmente, sobre a

forma pela qual governos, empresas, organizações

não governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os

problemas socioambientais. Os temas fundamentais

da Agenda 21 estão tratados em 41 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:

Dimensões sociais e econômicas; Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento;

Fortalecimento do papel dos principais grupos sociais;

e, Meios de implementação.

2.3 Gestão ambiental e

responsabilidade social empresarial

A incorporação da variável ambiental dentro da gestão empresarial se tem

convertido em uma necessidade inexplicável para aquelas empresas que não queriam

atuar e cumprir com as obrigações perante

a sociedade. Esta incorporação se desenvolve

eficientemente com a inclusão do Sistema

de Gestão Ambiental, que deve

instrumentar-se mediante os meios e estruturas necessárias para que não fique só como uma mera declaração de intenções.

O sistema de gestão ambiental é um conjunto de procedimentos que visa ajudar a organização empresarial a entender, controlar e diminuir os impactos ambientais de suas atividades, produtos ou serviços. Está baseado no cumprimento da legislação ambiental vigente e na melhoria contínua do desempenho ambiental da organização.

baseado no cumprimento da legislação ambiental vigente e na melhoria contínua do desempenho ambiental da organização.

Os avanços ocorridos na área ambiental quanto

aos instrumentos técnicos, políticos e legais, são inegáveis e inquestionáveis, em especial no que se refere à consolidação de práticas e formulação

de diretrizes que tratam a questão ambiental de

forma sistêmica e integrada. Neste sentido, o desenvolvimento da tecnologia deverá ser direcionado para metas de equilíbrio com a natureza e de incremento da capacidade de inovação dos países em desenvolvimento, e o programa será atendido como fruto de maior riqueza, maior benefício social eqüitativo e equilíbrio ecológico.

parte-se

maior descentralização do processo

pequena escala será prioritária

do pressuposto de que haverá uma

que a

aumenta a

participação dos segmentos sociais envolvidos, prevalecendo as estruturas democráticas. O retorno do investimento, antes, entendido simplesmente como lucro e enriquecimento de seus acionistas, passa, fundamentalmente, pela contribuição e criação de um mundo sustentável.

(Donaire, 1999)

As estratégias de marketing ecológico, adotadas pela maioria das empresas, visam a melhoria de imagem tanto da empresa quanto de seus produtos, através da criação de novos produtos verdes e de ações voltadas pela proteção

ambiental. (Souza, 1993)

2.3.1.1 Aspectos e impactos

ambientais

2.3.1.1 Aspectos e impactos ambientais

Dano Ambiental

O art 3º, I, Lei nº

6938/1981 conceitua o meio ambiente como o conjunto de condições, leis,

influências e interações de ordem física,

química e biológica,

que permite, abriga e rege a vida em todas

as suas formas.

e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em

“Dano é a lesão de interesses juridicamente protegidos” (Severo, 1996)

Dano no que se refere à responsabilidade civil, “é toda ofensa

a bens ou interesses alheios protegidos pela ordem jurídica” (Costa, 1994) Dano voltado para o meio ambiente

“Dano ambiental significa uma

alteração indesejável ao conjunto

de elementos chamados meio ambiente, em seu aspecto amplo”

(Célia Braga org)

Exemplos tristes

Exemplos tristes Remoção do lixo contaminado com césio 137. (Goiânia) Em 11/2011, foi a vez do

Remoção do lixo contaminado com césio 137. (Goiânia)

Em 11/2011, foi a vez do

petróleo causar estragos

ambientais sérios na Bacia de Campos/RJ. Um vazamento ocorrido no campo de Frade, uma área de exploração petroleira offshore (em águas

profundas) gerou o

vazamento de milhares de litros de petróleo no mar, provocando um dos maiores acidentes deste tipo no país.

Classificação (segundo Leite, 2003)

a)Quanto à amplitude do bem protegido:

1. Dano ecológico puro

2. Dano ambiental de maior amplitude

3. Dano individual ambiental ou reflexo

b)Quanto à reparabilidade e ao interesse envolvido:

1.Dano ambiental de reparabilidade direta 2.Dano ambiental de reparabilidade indireta

c)Quanto à extensão do dano ambiental:

1. Dano patrimonial ambiental 2. Dano extrapatrimonial ou moral ambiental

d) Quanto aos interesses objetivados:

1.Dano ambiental de interesse da coletividade 2.Dano ambiental de interesse subjetivo fundamental 3.Dano ambiental de interesse individual

Impacto

Ambiental

A expressão A definição jurídica

“considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por

qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas, que direta

ou indiretamente, afetam-se: a saúde, a segurança e o bem-estar da população; as

atividades sociais e econômicas; a biota; as

condições estéticas e sanitárias do meio

ambiente e a qualidade dos recursos naturais”.

O que caracteriza o impacto ambiental, são as alterações que provocam desequilíbrio das relações constitutivas do ambiente, tais como as alterações que excedam a capacidade de

absorção do ambiente considerado. Antes de se colocar em prática um projeto

A maioria dos impactos se deve ao rápido desenvolvimento econômico, sem o controle e

manutenção dos recursos naturais / conseqüências.

Outras vezes as áreas são impactadas por causa do subdesenvolvimento / conseqüências.

Os impactos ambientais mais significativos

Principais impactos ambientais

a)Garimpo de ouro b)Mineração industrial, Ferro, Manganês, Cassiterita, Cobre, Bauxita, etc.

c)Agricultura e pecuária extensivas (grandes projetos agropecuários)

d)Grandes Usinas Hidrelétricas e)Pólos industriais e/ou grandes indústrias f)Caça e pesca predatórias g)Indústrias de Alumínio h)Crescimento populacional vertiginoso (migração interna)

ANTES

Hoje: exploração excessiva e desordenada dos recursos naturais

ANTES Hoje: exploração excessiva e desordenada dos recursos naturais

Alguns problemas resultantes

Alguns problemas resultantes
Alguns problemas resultantes
Alguns problemas resultantes
Alguns problemas resultantes

Proteção ambiental no direito

brasileiro

O Direito Ambiental brasileiro O desenvolvimento científico e a realidade em que vivemos Exploração desenfreada do meio ambiente Diante desta realidade é concebido o direito a um meio ambiente sadio como um dos diretos de 4ª geração, direitos de ordem pública titularizados por todos e

por ninguém especificamente (CF/88, art

225 - base constitucional da legislação ambiental.)

todos

os danos devem ser

evitados, pela visão ética e de

eqüidade, assim como porque tais elementos impactam

negativamente o patrimônio da

empresa.

pela visão ética e de eqüidade, assim como porque tais elementos impactam negativamente o patrimônio da

Estado de Direito Ambiental

A concretização do Estado de Direito

Ambiental “converge obrigatoriamente

para mudanças radicais nas estruturas existentes da sociedade organizada. E não há como negar que a conscientização global da crise ambiental exige uma cidadania participativa, que compreende uma

ação conjunta do Estado e da

coletividade na proteção ambiental”.

(Leite, 2003)

A proteção ambiental tem em vista os reflexos das atividades do homem sobre outros seres

A proteção ambiental tem em vista os reflexos das atividades do homem sobre outros seres humanos, pois o meio ambiente

é um sistema formado por complexas e

recíprocas interações entre os elementos naturais e os seres vivos.

Art 3º, Lei 6938/81

A noção leiga de meio ambiente e degradação ambiental muito se

distancia da amplitude que lhe confere a

lei - todas as atividades humanas aptas a gerar qualquer alteração ambiental

estão sob a alçada do direito ambiental,

mas, somente algumas recebem previsão específica e sancionamento.

De qualquer forma, ainda assim, a

quantidade de situações potencialmente

passíveis de ensejar a proteção ambiental e a responsabilização do

agente infrator é consideravelmente

maior do que costumeiramente

pensamos. Este aspecto merece atenção: para trabalharmos na área

ambiental, temos de desconsiderar

muitas noções culturais “leigas” a respeito da matéria.

Princípios do
Princípios do

Direito Ambiental

Legalidade Supremacia do Interesse Público Indisponibilidade do Interesse Público Obrigatoriedade da Proteção Ambiental

Prevenção e Precaução

Obrigatoriedade da Avaliação Prévia em Obras potencialmente danosa ao meio ambiente

Publicidade

Reparabilidade do dano ambiental

Participação

Informação

Função sócio-ambiental da propriedade

Poluidor-pagador

Compensação

Responsabilidade

Desenvolvimento sustentável

Educação ambiental

Cooperação internacional

Soberania dos Estados na Política Ambiental

Qual a diferença entre a prevenção e a precaução?

O princípio da prevenção visa prevenir danos quando as conseqüências da realização de determinado ato são

conhecidas - o nexo causal já foi comprovado, ou decorre de lógica.

O princípio da precaução é utilizado quando não se conhece, ao certo, quais as conseqüências do ato

determinado - ou seja, ele é imperativo quando a falta de certeza científica absoluta persiste. Esta falta de certeza não pode ser escusa para a não adoção de medidas eficazes a fim de impedir a degradação.

"Em caso de certeza do dano ambiental, este deve ser prevenido,

como preconiza o princípio da prevenção. Em caso de dúvida ou incerteza, também se deve agir prevenindo. Essa é a grande

inovação do princípio da precaução. A dúvida científica, expressa com argumentos razoáveis, não dispensa a prevenção". (Paulo

Afonso Leme Machado)

Portanto, conclui-se que o princípio da

prevenção tem lugar para evitar danos que são, ou poderiam ser

sabidos; enquanto o da precaução

opera quando não há certeza científica quanto ao dano, mas faz permanecer o dever de evitá-lo

2.3.1.2 Auditoria Ambiental

A auditoria ambiental é uma ferramenta

imprescindível para a verificação e fiscalização

das empresas e uma avaliação de seus

sistemas de gestão. Permite avaliar o desempenho dos

equipamentos instalados, visando fiscalizar e

limitar o impacto de suas atividades sobre o

meio ambiente.

Deve ser independente, sistemática, periódica, documentada e objetiva - realizada

por equipe multidisciplinar de auditores (contábil, financeiro, econômico e ambiental).

As normas sobre auditoria ambiental fornecem os princípios comuns gerais e os

procedimentos para a condução de auditorias

ambientais incluindo os critérios para qualificação de auditores ambientais (NBR ISO 19011:2012 e a NBR ISO 19015:2003). A definição de auditoria ambiental pode variar dependendo do seu âmbito de aplicação. Classifica-se as auditorias ambientais como

aquelas realizadas por órgãos fiscalizadores,

entidades de controle externo e empresas

privadas - cada tipo de auditoria apresenta uma definição e objetivo específicos.

2.3.1.3 Avaliação de desempenho

ambiental

De acordo com a ABNT NBR ISO

14001:2004, o desempenho ambiental traduz os resultados mensuráveis da gestão de uma organização sobre seus

aspectos ambientais. No contexto de

sistemas da gestão ambiental, os resultados podem ser medidos com base na política ambiental, objetivos ambientais

e metas ambientais da organização e outros requisitos de desempenho ambiental.

2.3.1.4 Rotulagem ambiental

A rotulagem ambiental, ou ecolabeling, é uma metodologia voluntária de certificação e

rotulagem de desempenho ambiental de produtos ou serviços, que vem sendo praticada ao redor do mundo. É um importante mecanismo de

implementação de políticas ambientais dirigido aos consumidores, auxiliando-os na escolha de

produtos menos agressivos ao meio ambiente

(ABNT, 2013).

Tem a função de comunicar os benefícios ambientais do produto/embalagem,

objetivando aumentar o interesse do

consumidor por produtos de menor impacto, levando a melhoria ambiental contínua orientada pelo mercado. Com a finalidade de harmonizar os programas

de rotulagem, previamente existentes, a série

ISO 14000 incluiu normas com validade

internacional, que são terminologias, símbolos,

testes e verificações metodológicas. Os rótulos devem salientar as características ambientais

dos produtos por meio de expressões corretas

e comprováveis para o usuário.

a) Rotulagem ambiental do tipo I:

a) Rotulagem ambiental do tipo I:

b) Rotulagem ambiental do tipo II:

b) Rotulagem ambiental do tipo II:

c) Rotulagem ambiental do tipo III:

É definida pela ISO 14025, encontra-se em fase de formatação pela ABNT, mas tem alto grau de complexidade devido à inclusão da ferramenta

avaliação do ciclo de vida.

formatação pela ABNT, mas tem alto grau de complexidade devido à inclusão da ferramenta avaliação do

2.3.2 Responsabilidade social

empresarial

A responsabilidade social empresarial é um tema de grande relevância - nos Estados Unidos e na Europa, os fundos de investimento formados por

ações de empresas socialmente responsáveis tem

apresentado considerável crescimento.

Brasil = década de 90 = trabalho do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas IBASE, na promoção do balanço social, é uma de suas expressões e tem logrado progressiva

repercussão.

Normas e certificações foram criadas com

o objetivo de atestar que a organização,

além de ter procedimentos internos corretos, participa de ações não lucrativas.

Estão relacionadas ao processo produtivo, as relações com a comunidade e as relações com os empregados - são analisadas as

relações trabalhistas, o respeito aos direitos

humanos, a contratação de mão de obra, inclusive fornecedores, a gestão ambiental e

a natureza do produto/serviço.

Normas brasileiras: ABNT NBR ISO

26000:2010

Selos sociais no Brasil:

 Normas brasileiras: ABNT NBR ISO 26000:2010  Selos sociais no Brasil:

2.4 Avaliação de Impactos Ambientais

AIA

2.4 Avaliação de Impactos Ambientais – AIA

Relação entre poluição e impactos

ambientais

Relação entre poluição e impactos ambientais

Representação esquemática dos

conceitos utilizados em AIA

Representação esquemática dos conceitos utilizados em AIA

2.4.2 Legislação ambiental

2.4.2 Legislação ambiental

O licenciamento ambiental federal foi instrumentalizado pela PNMA (Lei 6.938/1981),

art. 9º.

O licenciamento e a revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras foi instituído

pelo Decreto 99274/1990, Capítulo IV, artigo 17.

A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem com as capazes, sob qualquer forma de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento de órgão estadual competente, integrante do SISNAMA, sem prejuízo de outras licenças exigíveis.

O licenciamento ambiental é de incumbência compartilhada entre a União e

os Estados da Federação, Distrito Federal e

os Municípios, de acordo com as respectivas

competências.

O objetivo do licenciamento ambiental é regulamentar as atividades e os

empreendimentos que utilizam os recursos naturais e que podem causar degradação ambiental. É realizado em 3 partes:

licença prévia licença de instalação licença de operação.

Vinculação do Licenciamento Ambiental (LA) e Avaliação de Impactos Ambientais

(AIA): o Estudo de Impactos Ambientais (EIA) e

respectivos relatórios (RIMA) são exigidos no processo de licenciamento ambiental em função

da dimensão e da significância dos impactos

relacionados às atividades do empreendimento.

Cabe ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente IBAMA, o licenciamento de empreendimentos de significativo impacto ambiental, de âmbito nacional e regional (CONAMA 237/97). Os empreendimentos ou atividades de competência de Estados e Distrito Federal são definidos pela Resolução CONAMA 237/1997.

Na outra ponta estão os Municípios que, por delegação do Estado, podem licenciar

empreendimentos e atividades de menor porte e

com potencial de impacto ambiental local, cujas

alterações ambientais restringem-se aos limites do

município (Resolução CONAMA 237/1997).

Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança (EIV): é um instrumento de política urbana

instituído pela Lei 10.257/2001 (Estatuto da

Cidade) - uma lei municipal definirá os

empreendimentos e atividades privados ou públicos em área urbana que dependerão de elaboração de estudo prévio de impacto de

vizinhança (EIV) para obter as licenças ou

autorizações de construção, ampliação ou funcionamento a cargo do Poder Público municipal.

2.5 Processos produtivos e poluição

atmosférica

A atmosfera é essencial para a vida. Além de funcionar como um escudo protetor para as espécies

vivas foi pela existência dela que se originaram as primeiras formas de vida no planeta. A composição da atmosfera é principalmente nitrogênio (N) e

oxigênio (O).

as primeiras formas de vida no planeta. A composição da atmosfera é principalmente nitrogênio (N) e

2.5.2 Poluentes atmosféricos

Um poluente atmosférico é qualquer forma de matéria ou energia, em quantidade, concentração,

intensidade, intervalo de tempo ou demais características que pode afetar a saúde, segurança e bem estar da população.

Os poluentes primários são aqueles originados diretamente das fontes de emissão. Eles são o resultado de processos industriais, gases de

exaustão de motores de combustão interna, entre

outros. E, os poluentes secundários são aqueles

formados na atmosfera através da reação química entre poluentes primários e constituintes naturais da atmosfera.

2.5.2.3 Principais poluentes

atmosféricos

O nível de qualidade do ar resulta da

interação entre as fontes de poluição e a

atmosfera. Esse resultado determina o

surgimento de efeitos adversos da poluição do ar sobre o homem, os animais, as plantas e os materiais.

A medição da qualidade do ar é realizada para um número restrito de poluentes que são definidos devido a sua importância, assim como pelos recursos disponíveis para seu acompanhamento.

Esses poluentes medidos são utilizados como indicadores de qualidade do ar e usados globalmente.

Eles foram escolhidos por causa da frequência de ocorrência e dos efeitos adversos resultantes e são:

material particulado (Partículas Totais em Suspensão (PTS), Partículas Inaláveis (MP10), Partículas Inaláveis Finas (MP2,5)

e Fumaça (FMC)) compostos nitrogenados dióxidos de enxofre monóxido de carbono (CO) dióxido de carbono (CO2) metano (CH4) componentes sulfurosos ozônio e oxidantes fotoquímicos.

2.5.3 Efeitos da poluição atmosférica

A poluição atmosférica causa efeitos sobre a

saúde humana, assim como na fauna e flora.

Os efeitos da poluição do ar podem alterar

as características da própria atmosfera,

ocasionando fenômenos como o efeito estufa, a chuva ácida e a diminuição da

camada de ozônio.

2.5.3.1 Diminuição da camada de

ozônio

2.5.3.1 Diminuição da camada de ozônio Reações químicas do ozônio na estratosfera Estrutura da atmosfera
2.5.3.1 Diminuição da camada de ozônio Reações químicas do ozônio na estratosfera Estrutura da atmosfera

Reações químicas do ozônio na

estratosfera

Estrutura

da

atmosfera

C h u v a á c i d a Efeito estufa Smog

Chuva ácida

Efeito estufa

C h u v a á c i d a Efeito estufa Smog

Smog

2.5.4 Controle de emissões

Tecnologias integradas: com a evolução da tecnologia e a partir de um melhor entendimento dos mecanismos de formação das emissões é

possível retardar a formação das emissões in situ,

através da oxidação e outras reações químicas. Tecnologias de final de linha.

reações químicas.  Tecnologias de final de linha. Tecnologias de final de linha, como o próprio

Tecnologias de final de linha, como o próprio nome diz, são tecnologias de controle das emissões no final do

processo, sendo geralmente, muito

simples em termos de princípios físicos e/ou químicos

2.5.5 Qualidade do ar e legislação

Os padrões de qualidade do ar são definidos em legislação através de concentrações máximas de poluentes na atmosfera para determinados períodos de exposição, visando

a proteção da saúde das pessoas, animais e

plantas. Esses padrões são estabelecidos em estudos científicos, que relacionam os efeitos dos poluentes com a saúde ambiental. A partir

dessa relação são estabelecidos limites de concentração, que garantem uma margem de segurança adequada.

2.6 Gestão da qualidade da água

2.6 Gestão da qualidade da água Distribuição da água no planeta

Distribuição da água no planeta

Ciclo da água

Distribuição da água no Brasil

2.6.2 Classificação e usos da água

Os principais usos da água são:

abastecimento doméstico; abastecimento público; abastecimento industrial; abastecimento

comercial; abastecimento agrícola e pecuário;

recreacional; geração de energia elétrica; e, saneamento.

A resolução CONAMA 357/2005 classifica os

corpos dágua, segundo a qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze classes subdivididas em águas doces, águas

salinas e águas salobras.

2.6.3 Poluição da água

2.6.3 Poluição da água Despejos de esgoto na água (a) e escoamento superficial de água contaminada

Despejos de esgoto na água (a) e

escoamento superficial de água

contaminada (b)

Fontes de

contaminação das águas subterrâneas

Classificação da poluição hídrica Zonas de depuração

Classificação da poluição hídrica

Zonas de depuração

Processo de eutrofização

Tipos de tratamento de efluentes

Lagoa aerada Lagoa fotossintética

Lagoa aerada

Lagoa

fotossintética

Lagoa

anaeróbia

Lagoa anaeróbia Lodo ativado

Lodo ativado

2.7 Resíduos sólidos e logística

reversa

Os resíduos sólidos são externalidades

negativas resultantes da atividade humana, nos estados sólido ou semissólido, assim também, como gases contidos em recipientes

e líquidos, cujas particularidades tornem

inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d´agua, ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente

inviáveis em face da melhor tecnologia disponível. Essa é a definição pela Lei

12.305/2010.

A logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos

resíduos sólidos ao setor empresarial, para

reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final, ambientalmente,

adequada. Concentra-se nos fluxos em que

existe valor a ser recuperado, possibilitando a reentrada dos resíduos em uma cadeia de

abastecimento.

Fluxo de informações do inventário de resíduos

2.7.4 Classificação dos resíduos sólidos

Os resíduos sólidos podem ser classificados de acordo com a origem, tipo de resíduo,

composição química e periculosidade.

Classificação do lixo quanto à origem (domiciliar, limpeza urbana, industrial, comercial, serviço de

saúde, transporte (portos, aeroportos, terminais

rodoviários e ferroviários), agro silvopastoril, mineração e , construção civil.

Quanto à periculosidade os resíduos sólidos são classificados pela ABNT NBR 10.004 em: Classe I

Perigosos; Classe II Não perigosos (Classe IIA Não inertes e Classe IIB Inertes).

2.7.5 Tratamento dos resíduos

sólidos

2.7.5 Tratamento dos resíduos sólidos Aterro sanitário

Aterro sanitário

Esquema da unidade e

triagem e compostagem de resíduos sólidos

domiciliares

Incineração

Esquema da unidade e triagem e compostagem de resíduos sólidos domiciliares Incineração

Biodigestão anaeróbia

2.8 Ecoeficiência

A ecoeficiência é alcançada através da disponibilização de bens e serviços a preços

competitivos, que satisfaçam as necessidades humanas e promovam a qualidade de vida. Ao mesmo tempo, reduz os impactos ao meio ambiente e a intensidade do uso de recursos ao longo da vida útil do bem ou serviço, em níveis equivalentes aos da capacidade de

suporte da Terra.

Tem o objetivo de promover a economia de recursos, o incremento da produtividade e a

busca de competitividade.

Nesse contexto, a ecoeficiência é implementada para otimizar processos,

transformando os subprodutos ou os resíduos

de uma indústria ou empresa em recursos para outra, pela inovação que leva a produtos com uma nova funcionalidade, e por aumento de conhecimento e conteúdo de serviço.

A ecoeficiência baseia-se nos três pilares da sustentabilidade: econômico, ambiental e

social.

Uma empresa ou processo ecoeficiente precisa ser economicamente rentável,

ambientalmente compatível e socialmente justo.

Fluxograma

qualitativo

do processo de P+L

Absorção de carbono pelas

árvores

O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é uma ferramenta de

flexibilização incluída no Protocolo de Kyoto, em que os países ricos que necessitam reduzir suas emissões de GEE investem em projetos nos países em desenvolvimento, visando transferir suas obrigações. Trata-se de subsídio na busca do desenvolvimento sustentável ao promover a ecoeficiência, energias renováveis e projetos de reflorestamento, entre

outras ações.

Categorias de projetos:

Tipos de projetos:

Etapas dos projetos:

Setor 1. Geração de energia renovável e não renovável

Setor 2. Distribuição de

energia Setor 3. Demanda de

energia. Setor 4. Indústrias de produção.

Setor 5. Indústrias químicas.

Setor 6. Construção.

Setor 7. Transporte. Setor 8. Mineração e produção de minerais. Setor 9. Produção de metais. Setor 10. Emissões de gases

Captura de gás em aterro sanitário.

Tratamento de dejetos

suínos e reaproveitamento de biogás.

Geração fontes

Troca de combustível.

de energia por renováveis

(biomassa,

energia

eólica,

pequenas

e

médias

hidroelétricas,

energia

solar).

Compostagem de resíduos sólidos urbanos.

a

partir de resíduos orgânicos

Geração

de

metano

• Concepção do projeto.

• Preparo do Documento de Concepção do Projeto (DCP). • Validação. • Obtenção da aprovação do país anfitrião. • Registro. • Implementação do projeto. • Monitoramento. • Verificação e certificação. • Emissão dos RCEs (créditos de carbono).

fugitivos de combustíveis.

(biogasificação).

 

Setor 11. Emissão de gases

Pirólise de resíduos.

fugitivos na produção e

Florestamento

e

consumo de compostos de

reflorestamento

em

áreas

enxofre.

degradadas.

Setor 12. Uso de solventes.

Setor 13. Gestão e

tratamento de resíduos. Setor 14. Reflorestamento e florestamento. Setor 15. Agricultura.

2.9 Responsabilidade ambiental no

âmbito jurídico

2.9 Responsabilidade ambiental no âmbito jurídico  No Brasil o conceito de responsabilidade ambiental, para além

No Brasil o conceito de responsabilidade ambiental, para

além do dever de reparação, estabelece que os operadores

devem atuar de forma preventiva

quando se verificar uma ameaça

eminente de dano ao ambiente

ou de novos danos subseqüentes a uma lesão já ocorrida. Esta

responsabilidade assenta

num critério de nexo de probabilidade e não de causalidade, ou seja, bastará o fato danoso ser apto a provocar uma lesão.

A responsabilidade ambiental in genere é entendida como a imputação de

conseqüências ao infrator da legislação ambiental.

Juridicamente, a infração ambiental pode ter repercussão em três esferas distintas e

independentes ou uma pode ter repercussão em outra - poderá ter reflexos penais, civis e

administrativos, conforme a natureza da

norma em pauta.

A apuração destas três modalidades de responsabilidade não é feita por um mesmo

órgão, tem conseqüências jurídicas diversas,

ressalvando alguns pontos em comum. Constatada a existência de uma infração ambiental, terá uma série de procedimentos de ordem legal e administrativa, respeitando-se o principio da ampla defesa e do contraditório. A apuração da responsabilidade em uma

esfera pode ter reflexos em outra, como por exemplo, a condenação criminal, que torna certa a obrigação de reparar o dano: “Verificado

o dano ambiental, coexistem a obrigação civil

de indenizar, a responsabilidade administrativa e a penal.”

Responsabilidade Civil

Quando falamos em responsabilidade civil decorrente de infração ambiental não estamos

falando em aspectos econômicos da questão,

que também estão presentes e que podem dar ensejo à atuação do proprietário ou de terceiro

prejudicado.

Exemplo: a derrubada de uma área de mata

poderá ensejar responsabilização ambiental de ordem civil e, além disso, uma ação de indenização

por parte do proprietário.

Sob a ótica do direito ambiental está em apuração a conseqüência do ato sobre um

direito que é difuso ou coletivo e, não o aspecto econômico, ao passo que o direito

civil apura o aspecto econômico. Quando à forma de reparação do dano

poderá haver acordo, mas não sobre o direito em si. Já na ação civil pública só cabe

reparação.

E ainda, não haverá extinção por desistência da ação, a outra entidade ou ao Ministério

Público assumir o processo.

A responsabilidade geral encontra previsão no art 14, § 1º, Lei nº

6.938/81:

§ 1º - Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o

poluidor obrigado, independentemente da

existência de culpa, a indenizar ou reparar os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua

atividade. O Ministério Público da União e

dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal, por danos causados ao meio ambiente.

a responsabilidade civil por dano ambiental é objetiva, pois não se há de perquirir culpa ou dolo, bastando o nexo causal.

A simples condição de proprietário não basta para responsabilização por

eventuais danos ali existentes

até mesmo o adquirente pode ser

responsabilizado por danos já existentes

(somente em caso de omissão sua).

Embora a obrigação de reparação do dano ambiental seja considerada uma

obrigação propter rem , o proprietário

somente poderá ser responsabilizado por danos anteriormente existentes se acaso se omitir, permitindo, por

exemplo, que seus perpetradores

continuem na prática, ou impedindo que área se regenere.

“Conquanto seja objetiva a

responsabilidade por dano ambiental, não

se pode dispensar o nexo de causalidade, que decorre do fato e da conduta

considerada lesiva, não podendo ser

responsabilizado quem já adquiriu o imóvel totalmente desmatado e não

assumiu nenhum risco pela degradação

existente, pois é da norma constitucional que ninguém será obrigado a fazer ou não fazer alguma coisa senão em virtude de lei nos casos desta ordem devem ser punidos

É necessário, que o infrator tenha ciência do fato, pois não pode ser responsabilizado

por dano cuja existência lhe é desconhecida,

havendo, porém, o dever do proprietário de manter vigilância em sua propriedade, cuja

violação pode ensejar a configuração de

culpa. Desta forma, é afastada a responsabilidade somente quando o dano é decorrente de causas totalmente alheias à

condição de proprietário, como por exemplo,

a inesperada invasão da área.

No caso das reservas legais, o adquirente tem, ou deve ter, conhecimento de que a

área de reserva encontra-se degradada, e ao adquiri-la assume o ônus de recuperá-la.

A obrigação de reparação independe da responsabilidade administrativa e penal (art 225, § 3º, CF/88). A quem compete a apuração da

responsabilidade civil por danos ao meio ambiente? A constatação da existência de danos pode ser feita por qualquer agente

estatal, notadamente aqueles que tem

por finalidade a fiscalização nesta área, mas a apuração da responsabilidade civil,

entendida como o processo de

responsabilização, é levada a efeito pelo Ministério Público (art 129, III, CF/88).

A notícia da existência de dano ambiental pode chegar a este órgão por várias

formas (comunicação de cidadãos,

informação obtida em autos processuais, ação de agentes públicos, etc.)

oportunidade em que passará a dispor de dois mecanismos básicos de atuação, quais sejam o inquérito civil e a ação civil

pública.

O Inquérito Civil é um procedimento administrativo destinado a fornecer elementos de informação para a formação

da convicção do órgão do Ministério Público,

podendo viabilizar, também, a composição através de compromisso de ajustamento.

Admitindo o infrator, no inquérito civil, a infração e os danos e concordando com a

obrigação de indenizá-los, abre-se oportunidade de celebração de compromisso de ajustamento, que

constitui título executivo extrajudicial (art

5º, § 6º, Lei nº 7.437/85).

A reparação do dano ambiental deve ser feita mediante reparação específica e

relacionada ao dano em si. Isto porque,

estamos diante de interesses de toda a coletividade e não há um interesse econômico em pauta sob este prisma.

A transformação da obrigação de reparação específica em pecuniária somente ocorrerá se

justificadamente impossível aquela, o que não significa que a obrigação de reparação deve ter o conteúdo inverso do dano é que a reparação específica absoluta quase nunca é possível.

Veja-se, por exemplo, a derrubada de uma área de mata com árvores centenárias ou de outra com vegetação em fase inicial de desenvolvimento. O mesmo vale para um derrame de agente poluente em curso de água causando queda da qualidade de

água. Embora a reparação possa fazer com a retomada

da qualidade da água, jamais se poderá aquilatar

efetivamente o dano causado, pois a morte de um peixe significa milhares de alevinos a menos.

O que se quer dizer é que há sempre um dano marginal, materializado no tempo perdido,

que jamais poderá ser recuperado.

Por isso é que se fala em possibilidade de reparação específica de conteúdo diverso do

dano efetivado, pois são voltadas à temática ambiental.

Nos desmatamentos, além da recuperação da área, podemos arbitrar à doação de

mudas ao poder público para reflorestamento; e,

No derrame do agente poluente, podemos arbitrar a possibilidade de doação de

alevinos por período determinado.

Desta forma, ainda que a reparação específica seja impossível, ou quando tenha

sido feita, mas restar um dano secundário, as

obrigações impostas devem ser relacionadas à

preservação ambiental, até para se evitar que a questão ambiental se torne mais uma fonte de arrecadação anômala.

Responsabilidade Penal

Está disciplinada na Lei nº 9.605/98 e está calcada na culpabilidade, tanto da pessoa física como da jurídica.

quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade” (art 2º, Lei nº 9.605/98).

A culpabilidade está fundamentada na presença de elementos psicológicos (sentidos pelos seres humanos - entes abstratos).

Quem tem ciência dos fatos, dos valores, e determina sua conduta de acordo com uma

potencial consciência da ilicitude é uma

pessoa física. A pessoa jurídica é apenas um

ente abstrato, um instrumento da vontade de

seres humanos. O artigo 173, § 5º, da CF/88, dispõe:

“Art. 173.

[ ]

§ 5º - A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-

a às punições compatíveis com sua natureza, nos

atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular.”

Responsabilidade Administrativa

A responsabilidade administrativa decorre de regras próprias e implica um “processo

administrativo” próprio, conforme previsto no § 4º, art 70: “As infrações ambientais são

apuradas em processo administrativo próprio,

assegurado o direito de ampla defesa e o contraditório, observadas as disposições desta Lei”. Nenhuma relação direta tem com a responsabilidade penal ou civil, até porque o fundamento das obrigações pode não ser o mesmo.

As infrações administrativas encontram amparo no art 70, Lei nº 9.605/98:

Considera-se infração administrativa

ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção,

proteção e recuperação do meio ambiente.” A constatação e apuração das infrações ambientais será apurada pelas autoridades

referidas no § 1º, Lei nº 9.605/98, que são:

“os funcionários de órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA, designados para as

atividades de fiscalização, bem como os

agentes das Capitanias dos Portos, do Ministério da Marinha”.

Normalmente, a partir da constatação do dano, cumulada com a lavratura do Boletim de Ocorrência Ambiental e do Auto de Infração, já

se inicia a apuração das responsabilidades civil e

penal, pois cópias destes documentos são encaminhados ao Ministério Público para abertura

do inquérito civil, e cópias são remetidas para a

autoridade policial instaurar o pertinente

procedimento.

Na esfera administrativa, a constatação da infração pode dar oportunidade à tomada de

medidas administrativas prévias como a

apreensão de coisas e animais, mas somente

após o processamento do feito, respeitando-se o principio do contraditório e da ampla defesa, é

lícita a imposição de penalidade.

A responsabilidade administrativa é independente - não há previsão de que o resultado de eventual processo civil ou criminal venha a interferir nesta. A aplicação de sanções administrativas também pode encontrar esteio em normas estaduais e municipais, já que é

competência comum da União, Estados,

Distrito Federal e Municípios a proteção ao meio ambiente (CF/88, artigo 23, inc. VI e VII), havendo competência legislativa

concorrente para as questões ambientais (CF/88, artigo 24, inc. VI).

Reconhecimento da receita

Iudicibus define receita como: A expressão monetária, validada pelo mercado, do agregado de bens e serviços da entidade, em sentido amplo (em determinado período de

tempo), que provoca um acréscimo concomitantemente no ativo e no patrimônio liquido, considerado separadamente

da diminuição do ativo (ou do acréscimo do passivo) e do

patrimônio liquido provocados pelo esforço em produzir tal receita.

No que tange ao conceito de receita, Iudicibus argumenta

que: (

reconhecê-la, mas, mais profundamente, significa que

)

termos “ganho” uma receita, significa podermos

temos direito de fazê-lo, porque realizamos uma troca, porque realizamos uma parcela substancial de um compromisso com clientes, porque realizamos uma parcela

pre-combinada de um contrato de longo prazo com um cliente, ou porque existem condições objetivas de atribuir

um valor de saída ao nosso estoque de produtos, mesmo

que não tenha sido vendido.

O Principio da Realização da Receita escolhe, como ponto normal de reconhecimento e registro da receita

nos livros da empresa, aquele em que produtos ou serviços são transferidos ao cliente, o que normalmente coincide com o momento da venda.

Devemos observar as três condições que determinam quando uma receita pode ser reconhecida

pela Contabilidade:

a) a transferência do bem ou serviço normalmente se

concretiza quando todo ou praticamente todo o

esforço para obter a receita já foi desenvolvido;

b) o ponto em que se configura com mais objetividade

e exatidão o valor de mercado (de transação) para a

transferência; e,

c) o ponto em que já se conhecem todos os custos de

produção do produto ou serviço transferido e outras despesas ou deduções da receita diretamente associáveis ao produto ou serviço.

Freqüentemente, as três condições anteriores são observadas na transferência efetiva do

produto ou do serviço, entretanto, podem existir

situações em que a receita pode ser reconhecida antes, durante e no final da produção, tais como:

1) As receitas serão reconhecidas proporcionalmente a certo período contábil já decorrido: esta situação consiste em reconhecer, em cada período, uma parcela da receita total (correspondente ao serviço total) proporcionalmente a certo período ou evento decorrido, em lugar de esperar ate o final para reconhecê-la totalmente, de uma vez só. À medida que as horas vão se acumulando, vai também crescendo a receita, numa base continua de tempo decorrido.

O Momento de Reconhecimento da Receita Proveniente da Venda de Créditos de

Carbono: o Caso de uma Operadora de

Aterro Sanitário no Estado do Espírito Santo trabalho ou todos os serviços, como um

todo, podem não estar terminados, ou o

contrato global pode cobrir um período maior, mas presume-se que uma parcela da

receita possa ser reconhecida na proporção

direta do tempo decorrido. O valor da

receita a ser reconhecido não e, necessariamente, proporcional ao esforço

realizado, nem mesmo, aos custos incorridos

no mesmo período, mas diretamente proporcional ao tempo decorrido.

2)

Produtos cuja produção e contratada para

execução a longo prazo: neste caso, as

receitas são reconhecidas proporcionalmente

as etapas físicas de produção completadas (grau de acabamento) ou aos custos incorridos

no período de apuração, observadas as

seguintes condições:

a) o preço global do produto e determinado

objetivamente, mediante contrato ou a partir

da correção contratual de seu preço atual;

b) da mesma forma, a incerteza, com relação

ao recebimento em dinheiro da transação, e mínima ou passível de boa estimativa; e,

c) os custos a ocorrer para completar a produção são razoavelmente bem estimados.

3)

por valoração de estoques: este reconhecimento ocorre

para produtos cujo processo de produção encerra

características especiais, como crescimento natural ou acréscimo de valor vegetativo (entidades agropecuárias,

produtoras de vinho, exploradoras de reservas florestais, mineradoras, estufas de plantas, etc.). Ocorre ainda,

para outros produtos em que o valor de mercado e tão

prontamente determinável, que o risco da não venda e praticamente nulo (como na mineração e lapidação de metais e pedras preciosas). Assim, e possível, em circunstancias bem determinadas, reconhecer receita

antes do ponto de transferência ao cliente, observadas

as seguintes condições:

a)

são avaliados pelo valor de realização naquele momento, desde que seja objetivamente determinável pelo

mercado e seja possível deduzir o necessário para o

acabamento e o suporte de todos os custos e despesas a

ocorrer para, efetivamente, se vender o produto; se este estiver totalmente maturado ou acabado, deverão ser deduzidas as despesas para vende-lo como produto final;

O reconhecimento da receita antes da transferência

os estoques, no final do período de apuração contábil,

b) a atividade e primaria e seu custo de

produção e muito difícil de ser

mensurado por não conter o custo de oportunidade do capital aplicado na

obtenção do produto, ou seja, o custo se

revelasse muito pequeno em face do

valor liquido de realização caracterizado na condição a; e,

c) o processo de obtenção de lucro

nessa atividade caracteriza-se muito

mais (podendo-se dizer quase que unicamente) pela atividade física de crescimento, de nascimento, de

envelhecimento ou outra qualquer, do

que pela operação de venda e entrega do bem.

4)

O reconhecimento da receita apos o período de transferência

do produto ou serviço: Somente em casos excepcionais, a

receita poderá ser reconhecida apos o ponto de transferência, a

saber:

a)

venda efetuada, se esse ativo não tiver um valor reconhecido de mercado; nesse caso, o custo do ativo vendido e transferido para

o ativo recebido em troca, e somente quando este ultimo for

vendido, e que reconheceremos um resultado;

b) nos casos de venda a prazo, quando, mesmo por experiências

estatísticas, não for possível estimar a porcentagem dos recebimentos duvidosos; e,

c) no caso de negócios altamente especulativos, em que os

recebimentos são realizados em prestações, e o recebimento das prestações finais e duvidoso.

Os casos b e c são raros na pratica e não caracterizam indústria ou setor econômico, mas sim alguma operação em particular de uma empresa. Foram vistos casos em que a receita pode ser

reconhecida. Entretanto, de acordo com o Ibracon (2002, p.

341), “a receita não e reconhecida quando ha simplesmente a intenção de adquirir ou fabricar as mercadorias para a entrega”.

no caso de ativo não monetário ser recebido em troca de uma

Bibliografia

Artigos:

Responsabilidade Ambiental (Decreto-Lei n.º 147/2008, de 29/07/2008). Elaborado pela Equipa do Ideias Ambientais e, publicado no site http://www.ideiasambientais.com.pt Responsabilidade ambiental. Elaborado por Marcelo

Colombelli Mezzomo (Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas pela Universidade Federal de Santa Maria-RS, Assessor Jurídico do Ministério Público do Estado do Rio Grande do

Sul).

Responsabilidade civil ambiental. Elaborado em 06/2009, por Ricardo Diego Nunes Pereira. Gestão ambiental: um enfoque no desenvolvimento sustentável. Elaborado por Maria Elisabeth Pereira Kraemer.

Site: http://www.institutocarbonobrasil.org.br