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MENTE E CÉREBRO
MENTE E CÉREBRO
MENTE E CÉREBRO

Mente e Cérebro

Como compatibilizar um mundo (partículas físicas) com um mundo que contenha consciência?
Como a mente se relaciona com o cérebro?
Porque a mente parece mais misteriosa que o cérebro?
Como o pensamento (intencionalidade) pode ter algum efeito causal sobre o mundo físico?

misteriosa que o cérebro? ◻ Como o pensamento (intencionalidade) pode ter algum efeito causal sobre o
misteriosa que o cérebro? ◻ Como o pensamento (intencionalidade) pode ter algum efeito causal sobre o
misteriosa que o cérebro? ◻ Como o pensamento (intencionalidade) pode ter algum efeito causal sobre o

Consciência

0 termo consciência origina-se da junção de dois termos latinos:

cum (com) e scio (conhecer), indicando o conhecimento compartilhado com outro e, por extenso, o conhecimento "compartilhado consigo mesmo", apropriado pelo individuo (Zenan e cols., 1997). Na língua portuguesa a palavra consciência tem pelo menos três acepções diferentes:

A definição neuropsicológica

A definição psicológica

A definição ético- filosófica

➢ A definição neuropsicológica ➢ A definição psicológica ➢ A definição ético- filosófica
➢ A definição neuropsicológica ➢ A definição psicológica ➢ A definição ético- filosófica

Neuropsicologia da consciência

0 conceito de sistema reticular ativador

ascendente (SRAA)

Neuropsicologia da consciência ➢ 0 conceito de sistema reticular ativador ➢ ascendente (SRAA)
Neuropsicologia da consciência ➢ 0 conceito de sistema reticular ativador ➢ ascendente (SRAA)
➢ A capacidade de estar desperto e agir conscientemente depende da atividade do tronco cerebral

A capacidade de estar desperto e agir conscientemente depende da atividade do tronco cerebral e do diencéfalo, os quais exercem uma poderosa influencia sobre os hemisférios cerebrais, ativando-os e mantendo o tônus necessário para seu funcionamento normal.

influencia sobre os hemisférios cerebrais, ativando-os e mantendo o tônus necessário para seu funcionamento normal.
influencia sobre os hemisférios cerebrais, ativando-os e mantendo o tônus necessário para seu funcionamento normal.
➢ O SRAA origina-se no tronco cerebral e sua ação estende-se até a córtex ,

O SRAA origina-se no tronco cerebral e sua ação estende-se até a córtex, por meio de projeções talâmicas.

➢ O SRAA origina-se no tronco cerebral e sua ação estende-se até a córtex , por
➢ O SRAA origina-se no tronco cerebral e sua ação estende-se até a córtex , por
➢ Elementos do SRAA particularmente importantes para a ativação cortical são os neurônios da porção

Elementos do SRAA particularmente importantes para a ativação cortical são os neurônios da porção tegmentar, os

da parte superior da ponte e os do mesencéfalo.

cortical são os neurônios da porção tegmentar , os ➢ da parte superior da ponte e
cortical são os neurônios da porção tegmentar , os ➢ da parte superior da ponte e
➢ Embora a importância do SRAA para o nível de consciência seja aceita até hoje,

Embora a importância do SRAA para o nível de consciência seja aceita até hoje, sabe-se agora que varias estruturas do telencéfalo tem uma participação critica na gênese da consciência. Verificou-se, por exemplo, que a ação sincrônica de numerosas áreas corticais visuais, contendo amplas redes neuronais bidirecionais, é uma pré-condição para a visão consciente.

áreas corticais visuais, contendo amplas redes neuronais bidirecionais, é uma pré-condição para a visão consciente.
áreas corticais visuais, contendo amplas redes neuronais bidirecionais, é uma pré-condição para a visão consciente.

Campo da Consciência

Ao voltar-se para a realidade, a consciência demarca um campo, no qual se pode delimitar um ,foco, ou parte central mais iluminada da

consciência,e uma margem ( franja ou umbral), que seria a periferia menos iluminada, mais nebulosa, da consciência

consciência,e uma margem ( franja ou umbral), que seria a periferia menos iluminada, mais nebulosa, da
consciência,e uma margem ( franja ou umbral), que seria a periferia menos iluminada, mais nebulosa, da

O Insconsciente

Agora, porém, o caminho é escuro. Passamos da

consciência

para a inconsciência, onde se faz a

elaboração confusa das ideias, onde as reminiscências dormem ou cochilam Aqui pulula a vida sem formas, os germes e os detritos, os rudimentos e os sedimentos; é o desvão imenso do espirito"

Machado de Assis ( O Cônego ou Metafisica do Estilo, em Várias histórias, 1896)

imenso do espirito" ➢ Machado de Assis ( O Cônego ou Metafisica do Estilo, em Várias
imenso do espirito" ➢ Machado de Assis ( O Cônego ou Metafisica do Estilo, em Várias

Alterações normais da Consciência

Sono

O sono é um estado especial da consciência, que ocorre de forma recorrente e cíclica nos organismos superiores Características:

o ciclo do sono-vigília
o ciclo do sono-vigília

estado comportamental

fase fisiológica normal necessária ao organismo

obedece a regulação rítmica circadiana (ritmos fisiológicos)

Osciladores biológicos (“relógios vivos”) e sincronizadores (ciclos

de luz) estruturam

O sono sincronizado No-REM

Sono sincronizado (lento) NÃO REM

sem movimentos oculares rápidos

registro EEG específico (ondas lentas de grande amplitude)

diminuição da atividade do sistema nervoso autônomo simpático

Parâmetros fisiológicos estáveis (freqüência cardíaca e respiratória estável)

nervoso autônomo simpático ➢ Parâmetros fisiológicos estáveis (freqüência cardíaca e respiratória estável)
nervoso autônomo simpático ➢ Parâmetros fisiológicos estáveis (freqüência cardíaca e respiratória estável)

O sono REM

Padrão de movimentos oculares rápidos

Nesta fase ocorre a maior parte dos sonhos

Não é leve nem profundo, mas qualitativamente diferente.

Instabilidade do sistema nervoso simpático.

Parâmetros fisiológicos instáveis (Variação freqüência cardíaca e respiratória, pressão arterial, fluxo sanguíneo cerebral).

instáveis (Variação freqüência cardíaca e respiratória, pressão arterial, fluxo sanguíneo cerebral).
instáveis (Variação freqüência cardíaca e respiratória, pressão arterial, fluxo sanguíneo cerebral).

O sonho

0 sonho, fenômeno associado ao sono, pode ser considerado uma "alteração normal" da consciência. É, sem dúvida, uma experiência humana fascinante e enigmática.

Na “Interpretação dos Sonhos” (1900), Freud busca demonstrar que o sonho não é um resíduo fisiológico do funcionamento cerebral (produto aleatório) tão pouco uma “mensagem do além”. Ele afirma que o sonho tem uma lógica interna, o sonho tem um sentido.

O sonho é a realização de desejos inconscientes. É uma solução de compromisso, resultado de intensas “negociações”

entre as instâncias do Incs e Cs

É uma solução de compromisso, resultado de intensas “negociações” entre as instâncias do Incs e Cs
É uma solução de compromisso, resultado de intensas “negociações” entre as instâncias do Incs e Cs

Alterações Patológicas da Consciência

ALTERACOES QUANTITATIVAS DA CONSCÊNCIA: REBAIXAMENTO DO NÍVEL D E CONSCIÊNCIA

DA CONSCÊNCIA: REBAIXAMENTO DO NÍVEL D E CONSCIÊNCIA ➢ Obnubilação da consciência ➢ Sopor ➢ Coma

Obnubilação da consciência

Sopor

Coma

DA CONSCÊNCIA: REBAIXAMENTO DO NÍVEL D E CONSCIÊNCIA ➢ Obnubilação da consciência ➢ Sopor ➢ Coma
➢ Síndromes psicopatológicas associadas ao ➢ rebaixamento do nível de consciência: ➢ delirium ➢

Síndromes psicopatológicas associadas ao

rebaixamento do nível de consciência:

delirium

estado onírico

psicopatológicas associadas ao ➢ rebaixamento do nível de consciência: ➢ delirium ➢ estado onírico
psicopatológicas associadas ao ➢ rebaixamento do nível de consciência: ➢ delirium ➢ estado onírico

ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA CONSCIÊNCIA

Estados crepusculares

Dissociação da consciência Transe

Estado hipnótico

DA CONSCIÊNCIA ➢ Estados crepusculares Dissociação da consciência ➢ Transe ➢ ➢ Estado hipnótico
DA CONSCIÊNCIA ➢ Estados crepusculares Dissociação da consciência ➢ Transe ➢ ➢ Estado hipnótico

Atenção e suas alterações

A atenção pode ser definida como a direção da consciência, o estado de concentração da atividade mental sobre determinado objeto (Cuvillier, 1937)

a direção da consciência, o estado de concentra ção da atividade mental sobre determinado objeto (Cuvillier,
a direção da consciência, o estado de concentra ção da atividade mental sobre determinado objeto (Cuvillier,

NEUROPSICOLOGIA DA ATENÇÃO

A atenção resulta da interação de diversas

áreas do sistema nervoso

Sistema reticular ativador ascendente

áreas corticais pré frontais (seleção e concentração)

Estruturas límbicas mesotemporais (interesse afetivo)

áreas corticais pré frontais (seleção e concentração) ➢ Estruturas límbicas mesotemporais (interesse afetivo)
áreas corticais pré frontais (seleção e concentração) ➢ Estruturas límbicas mesotemporais (interesse afetivo)

Psicologia da Atenção

natureza : voluntária e espontânea

Direção: interna e externa

Amplitude: focal e dispersa

atenção seletiva e atenção sustentada

Tenacidade: capacidade do indivíduo de fixar sua atenção sobre determinada área ou objeto

A vigilância: qualidade da atenção que permite ao individuo mudar seu foco de um objeto para outro

ou objeto ➢ A vigilância: qualidade da atenção que permite ao individuo mudar seu foco de
ou objeto ➢ A vigilância: qualidade da atenção que permite ao individuo mudar seu foco de

Alterações da Atenção

Hipoprosexia, hiperprosexia e aproxesia

Distrabilidade, ao contrario da distração, é um estado patológico que se exprime por instabilidade marcante e mobilidade acentuada da atenção voluntária

, é um estado patológico que se exprime por instabilidade marcante e mobilidade acentuada da atenção
, é um estado patológico que se exprime por instabilidade marcante e mobilidade acentuada da atenção

Orientação e suas alterações

A capacidade de situar-se quanto a si mesmo e ao ambiente é um elemento básico da atividade mental

A orientação autopsíquica é a orientação do individuo em relação a si mesmo

básico da atividade mental ➢ A orientação autopsíquica é a orientação do individuo em relação a
básico da atividade mental ➢ A orientação autopsíquica é a orientação do individuo em relação a
➢ A orientação alopsíquica diz respeito a capacidade de orientar-se em relação ao mundo (temporal

A orientação alopsíquica diz respeito a capacidade de orientar-se em relação ao mundo (temporal e espacial)

➢ A orientação alopsíquica diz respeito a capacidade de orientar-se em relação ao mundo (temporal e
➢ A orientação alopsíquica diz respeito a capacidade de orientar-se em relação ao mundo (temporal e

Neuropsicologia da atenção

Transtornos da orientação são frequentes em pacientes com lesões cerebrais.

Alzheimer: lesões corticais difusas

Delirium: lesões cerebrais bilaterais

Síndrome de Korsacoff: lesões do sistema límbico

difusas ➢ Delirium: lesões cerebrais bilaterais ➢ Síndrome de Korsacoff: lesões do sistema límbico
difusas ➢ Delirium: lesões cerebrais bilaterais ➢ Síndrome de Korsacoff: lesões do sistema límbico

Alterações da Orientações

Desorientação em relação ao nível de consciência

Desorientação por déficit de memória

Desorientação apática ou abúlica

Desorientação delirante

apática ou abúlica ➢ Desorientação delirante ➢ Desorientação oligofrênica ➢ Desorientação

Desorientação oligofrênica

Desorientação histérica

Desorientação por desagregação

Desorientação quanto à própria idade

➢ Desorientação histérica ➢ Desorientação por desagregação ➢ Desorientação quanto à própria idade

Vivência do tempo e espaço

As vivências do tempo e do espaço constituem dimensões fundamentais de todas as experiências humanas. O ser, de modo geral, só é possível nas dimensões reais e objetivas do espaço e do tempo. Portanto, o tempo e o espaço e são, ao mesmo tempo, condicionantes fundamentais do universo e estruturantes básicos da experiência humana.

o espaço e são, ao mesmo tempo, condicionantes fundamentais do universo e estruturantes básicos da experiência
o espaço e são, ao mesmo tempo, condicionantes fundamentais do universo e estruturantes básicos da experiência
➢ Tempo subjetivo ➢ Tempo objetivo

Tempo subjetivo

Tempo objetivo

➢ Tempo subjetivo ➢ Tempo objetivo
➢ Tempo subjetivo ➢ Tempo objetivo

Anormalidades da vivência do tempo

Bradpsiquismo

Taquipsiquismo

Ilusão sobre a duração do tempo Atomização do tempo

Inibição do fluir do tempo

Taquipsiquismo Ilusão sobre a duração do tempo ➢ Atomização do tempo ➢ ➢ Inibição do fluir
Taquipsiquismo Ilusão sobre a duração do tempo ➢ Atomização do tempo ➢ ➢ Inibição do fluir

Anormalidades da vivência do espaço

Estado de êxtase

Vivência do espaço nos transtornos da afetividade

Vivência do espaço nos quadros paranóides

Agorafobia

Vivência do espaço nos transtornos da afetividade ➢ Vivência do espaço nos quadros paranóides ➢ Agorafobia

sensopercepção

Todas as informações do ambiente, necessárias à sobrevivência do individuo, chegam até o organismo por meio das sensações

informações do ambiente, necessárias à sobrevivência do individuo, chegam até o organismo por meio das sensações
informações do ambiente, necessárias à sobrevivência do individuo, chegam até o organismo por meio das sensações

sensação

Define-se sensação como o fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados, originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos orgãos receptores, estimulando-os

variados, originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos orgãos receptores, estimulando-os
variados, originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos orgãos receptores, estimulando-os

percepção

Por percepção entende-se a tomada de consciência, pelo individuo, do estímulo sensorial.

percepção ➢ Por percepção entende-se a tomada de consciência, pelo individuo, do estímulo sensorial.
percepção ➢ Por percepção entende-se a tomada de consciência, pelo individuo, do estímulo sensorial.
➢ O elemento básico do processo de sensopercepção é a imagem perceptiva real

O elemento básico do processo de sensopercepção é a imagem perceptiva real

➢ O elemento básico do processo de sensopercepção é a imagem perceptiva real
➢ O elemento básico do processo de sensopercepção é a imagem perceptiva real

imagem perceptiva real

Nitidez

Corporeidade

Estabilidade

Extrojeção

Ininfluenciabilidade voluntária

completitude

➢ Corporeidade ➢ Estabilidade ➢ Extrojeção ➢ Ininfluenciabilidade voluntária ➢ completitude
➢ Corporeidade ➢ Estabilidade ➢ Extrojeção ➢ Ininfluenciabilidade voluntária ➢ completitude

imagem representativa

Pouca Nitidez

Pouca Corporeidade

Instabilidade

Introjeção

Incompletude

representativa ➢ Pouca Nitidez ➢ Pouca Corporeidade ➢ Instabilidade ➢ Introjeção ➢ Incompletude
representativa ➢ Pouca Nitidez ➢ Pouca Corporeidade ➢ Instabilidade ➢ Introjeção ➢ Incompletude

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO

Hiperestesia: aumento global da intensidade perceptiva.

Hipoestesia: diminuição global da intensidade perceptiva.

Agnosias: distúrbio do reconhecimento de estímulos visuais, auditivos ou táteis, na ausência de déficits sensoriais.

Agnosias: distúrbio do reconhecimento de estímulos visuais, auditivos ou táteis, na ausência de déficits sensoriais.
Agnosias: distúrbio do reconhecimento de estímulos visuais, auditivos ou táteis, na ausência de déficits sensoriais.

ALTERAÇÕES QUALITATIVAS DA SENSOPERCEPÇÃO

Ilusão: Percepção falseada, deformada, de um objeto real presente.

Nos estados de rebaixamento do nível de consciência

Nos estados de fadiga grave

estados afetivos

real presente. Nos estados de rebaixamento do nível de consciência Nos estados de fadiga grave estados
real presente. Nos estados de rebaixamento do nível de consciência Nos estados de fadiga grave estados
➢ Alucinação: Percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, imagem) sem a presença

Alucinação: Percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, imagem) sem a presença objeto estimulante real. Possuem todas as características de uma imagem perceptiva real: corporeidade, localização no espaço externo, estabilidade, irresistível força de convencimento.

perceptiva real: corporeidade, localização no espaço externo, estabilidade, irresistível força de convencimento.
perceptiva real: corporeidade, localização no espaço externo, estabilidade, irresistível força de convencimento.

VIVÊNCIAS ALUCINATÓRIAS

Alucinações auditivas : são consideradas as mais comuns. Elas podem ser simples (ruídas, estalidos) ou complexas (alucinação audio-verbais). São vozes que ameaçam, conteúdo depreciativo e/ou perseguição, alguns casos ordenam (vozes de comando).

Alucinações visuais: podem ser simples ( pontos brilhantes, chamas) ou complexas ( figuras, objetos, cenas em movimento).

Alucinações olfativas e gustativas.

Alucinações táteis (cutâneas)

( figuras, objetos, cenas em movimento). Alucinações olfativas e gustativas. Alucinações táteis (cutâneas)
( figuras, objetos, cenas em movimento). Alucinações olfativas e gustativas. Alucinações táteis (cutâneas)
● ● ● ● ● Alucinações cenestésicas (viscerais) Alucinações cinestésicas (movimento)

Alucinações cenestésicas (viscerais)

Alucinações cinestésicas (movimento)

Alucinações sinestésicas (combinadas)

Alucinações visuais extracampinas: objeto percebido encontra-se fora do campo perceptivo.

sinestésicas (combinadas) Alucinações visuais extracampinas: objeto percebido encontra-se fora do campo perceptivo.
sinestésicas (combinadas) Alucinações visuais extracampinas: objeto percebido encontra-se fora do campo perceptivo.
● Alucinações funcionais: desencadeada por estímulos sensoriais reais. ● Alucinações liliputianas ●

Alucinações funcionais: desencadeada por estímulos sensoriais reais.

Alucinações liliputianas

Heutoscopias: percepção externa de si mesmo.

Sonorização de pensamentos: o paciente ouve o próprio pensamento.

Heutoscopias: percepção externa de si mesmo. ● Sonorização de pensamentos: o paciente ouve o próprio pensamento.
Heutoscopias: percepção externa de si mesmo. ● Sonorização de pensamentos: o paciente ouve o próprio pensamento.
➢ Alucinoses: fenômeno pelo qual o paciente percebe tal alucinação como estranha à sua pessoa.

Alucinoses: fenômeno pelo qual o paciente percebe tal alucinação como estranha à sua pessoa. São imediatamente criticadas pelo indivíduo, que reconhece o fenômeno como algo patológico.

estranha à sua pessoa. São imediatamente criticadas pelo indivíduo, que reconhece o fenômeno como algo patológico.
estranha à sua pessoa. São imediatamente criticadas pelo indivíduo, que reconhece o fenômeno como algo patológico.
➢ Curiosamente,a pesar de as alucinações serem ➢ estudadas há quase 200 anos pelos médicos

Curiosamente,a pesar de as alucinações serem

estudadas há quase 200 anos pelos médicos

e cientistas, ainda são controversas as suas

possíveis causas e mecanismos fisiológicos,

neuropsicológicos e psicológicos

são controversas as suas ➢ possíveis causas e mecanismos fisiológicos, ➢ neuropsicológicos e psicológicos
são controversas as suas ➢ possíveis causas e mecanismos fisiológicos, ➢ neuropsicológicos e psicológicos

ALTERACOES DA REPRESENTACÃO OU DAS IMAGENS REPRESENTATIVAS

Pseudo-alucinações: é um fenômeno que, embora se pareça com a alucinação, dela se afasta por não apresentar os aspectos vivos e corpóreos de uma imagem perceptiva real. A pseudo-alucinação tem mais as características de uma imagem representativa.

de uma imagem perceptiva real. A pseudo-alucinação tem mais as características de uma imagem representativa.
de uma imagem perceptiva real. A pseudo-alucinação tem mais as características de uma imagem representativa.
➢ Alucinações negativas: ausência de visão de objetos reais, presentes no campo visual do paciente

Alucinações negativas: ausência de visão de objetos reais, presentes no campo visual do paciente (falha perceptiva correlacionada com fatores psicogênicos)

visão de objetos reais, presentes no campo visual do paciente (falha perceptiva correlacionada com fatores psicogênicos)
visão de objetos reais, presentes no campo visual do paciente (falha perceptiva correlacionada com fatores psicogênicos)

O EXAME DA SENSOPERCEPÇÃO

a) Verificar se o paciente apresenta atenção comprometida,

fisionomia de terror, proteção do ouvidos, mudanças súbitas da posição da cabeça.

b) Solilóquio, mussitação, para-respostas, risos imotivados.

c)

O olhar fixo em determinada direção, desvios súbitos do

olhar, movimentos defensivos com a mão.

d)

e)

Recusa sistemática de alimentos.

Movimentos das mão como que afastando algo do corpo

com a mão. d) e) Recusa sistemática de alimentos. Movimentos das mão como que afastando algo
com a mão. d) e) Recusa sistemática de alimentos. Movimentos das mão como que afastando algo

SENSOPERCEPÇÃO NOS PRINCIPAIS TRANSTORNOS MENTAIS

PSICOSES: A Esquizofrenia apresenta grande riqueza alucinatória (auditivas, pseudo-alucinações, cinestésicas, sonorização de pensamentos)

TRANSTORNO DE HUMOR: hipoestesia, hiperestesia, alucinações auditivas (quadros afetivos com sintomas psicóticos)

DELIRIUM : alucinações visuais, auditivas, táteis, zoopsias, ilusões.

DEMÊNCIA: pode cursas agnosias

NEUROSE HISTÉRICA: anestesia, alucinações negativas.

táteis, zoopsias, ilusões. DEMÊNCIA: pode cursas agnosias NEUROSE HISTÉRICA: anestesia, alucinações negativas.
táteis, zoopsias, ilusões. DEMÊNCIA: pode cursas agnosias NEUROSE HISTÉRICA: anestesia, alucinações negativas.

O Pensamento

Devem-se inicialmente distinguir os elementos constitutivos do pensamento que, segundo a tradição aristotélica, são o conceito, o juízo e o raciocínio, das diferentes dimensões do processo de pensar, delimitadas como curso, forma e conteúdo do pensamento.

das diferentes dimensões do processo de pensar , delimitadas como curso, forma e conteúdo do pensamento.
das diferentes dimensões do processo de pensar , delimitadas como curso, forma e conteúdo do pensamento.

Os conceitos formam-se a partir das representações:

eliminação dos caracteres de sensorialidade e generalização

Os conceitos formam-se a partir das representações: eliminação dos caracteres de sensorialidade e generalização
Os conceitos formam-se a partir das representações: eliminação dos caracteres de sensorialidade e generalização

Os juízos: formar juízos é o processo que conduz ao estabelecimento de relações significativas entre os conceitos básicos

formar juízos é o processo que conduz ao estabelecimento de relações significativas entre os conceitos básicos
formar juízos é o processo que conduz ao estabelecimento de relações significativas entre os conceitos básicos

O raciocínio: a função que relaciona os juízos recebe a denominação de raciocínio.

O raciocínio: a função que relaciona os juízos recebe a denominação de raciocínio .
O raciocínio: a função que relaciona os juízos recebe a denominação de raciocínio .

Alterações dos conceitos

Desintegração dos conceitos: o corre quando os conceitos

sofrem um processo de perda de seu significado original.

Condensação dos conceitos: o corre quando dois ou mais

conceitos são fundidos, o paciente involuntariamente condensa duas ou mais idéias em um único conceito, que se expressa por uma nova palavra.

o paciente involuntariamente condensa duas ou mais idéias em um único conceito, que se expressa por
o paciente involuntariamente condensa duas ou mais idéias em um único conceito, que se expressa por

Alterações dos juízos

Juízo deficiente ou prejudicado

Alterações dos juízos Juízo deficiente ou prejudicado Juízo de realidade ou delírio

Juízo de realidade ou delírio

Alterações dos juízos Juízo deficiente ou prejudicado Juízo de realidade ou delírio

Alterações do raciocínio e do estilo de pensar

pensamento normal:

regido pela lógica formal e orienta- se segundo

a realidade e os princípios de racionalidade da cultura na qual o indivíduo se insere.

formal e orienta- se segundo a realidade e os princípios de racionalidade da cultura na qual
formal e orienta- se segundo a realidade e os princípios de racionalidade da cultura na qual

Tipos Alterados de Pensamento

Pensamento mágico Pensamento concreto

Pensamento inibido Pensamento prolixo (tangencialidade) Pensamento confusional Pensamento demencial Pensamento desagregado

prolixo (tangencialidade) Pensamento confusional Pensamento demencial Pensamento desagregado Pensamento obsessivo

Pensamento obsessivo

prolixo (tangencialidade) Pensamento confusional Pensamento demencial Pensamento desagregado Pensamento obsessivo

O PROCESS0 DO PENSAR

Curso do Pensamento Aceleração do pensamento Lentificação do pensamento Bloqueio ou interceptação do pensamento

Curso do Pensamento Aceleração do pensamento Lentificação do pensamento Bloqueio ou interceptação do pensamento
Curso do Pensamento Aceleração do pensamento Lentificação do pensamento Bloqueio ou interceptação do pensamento

Forma do Pensamento

Fuga de idéias Afrouxamento das associações/descarrilhamento Desagregação do pensamento

Forma do Pensamento Fuga de idéias Afrouxamento das associações/descarrilhamento Desagregação do pensamento
Forma do Pensamento Fuga de idéias Afrouxamento das associações/descarrilhamento Desagregação do pensamento

Conteúdo do pensamento

É aquilo que dá substância ao pensamento, seus temas predominantes, o assunto em si.

Conteúdo do pensamento É aquilo que dá substância ao pensamento, seus temas predominantes, o assunto em
Conteúdo do pensamento É aquilo que dá substância ao pensamento, seus temas predominantes, o assunto em

O juízo de realidade e suas alterações (o delírio)

Todo juízo implica, certamente, um julgamento, que, por um lado, é subjetivo, individual e, por outro, social, produzido historicamente, em consonância com os determinantes socioculturais.

subjetivo, individual e, por outro, social, produzido historicamente, em consonância com os determinantes socioculturais.
subjetivo, individual e, por outro, social, produzido historicamente, em consonância com os determinantes socioculturais.

ERRO SIMPLES X DELÍRIO

Segundo a escola psicopatológica de Jaspers (1979), os erros são psicologicamente compreensíveis,pois admite- se que possam surgir e persistir em virtude de ignorância, fanatismo religioso ou político, enquanto o delírio tem como característica principal a incompreensibilidade. Nessa concepção, não se pode compreender psicologicamente o delírio.

característica principal a incompreensibilidade. Nessa concepção, não se pode compreender psicologicamente o delírio.
característica principal a incompreensibilidade. Nessa concepção, não se pode compreender psicologicamente o delírio.

ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DO JUÍZO

Idéias prevalentes ou sobrevaloradas (idéias errôneas por superestimação afetiva)

ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DO JUÍZO Idéias prevalentes ou sobrevaloradas (idéias errôneas por superestimação afetiva)
ALTERAÇÕES PATOLÓGICAS DO JUÍZO Idéias prevalentes ou sobrevaloradas (idéias errôneas por superestimação afetiva)

Delírio – delirare = “fora dos trilhos”. Segundo Jaspers, delírios são juízos patologicamente falseados.

Características:

certeza extraordinária Impossível modificação pela experiência Conteúdo impossível (improvável) Produção associal Não se confunde com o erro que é originado da ignorância, no julgamento apressado, e por passível de correção pelos dados da realidade.

o erro que é originado da ignorância, no julgamento apressado, e por passível de correção pelos
o erro que é originado da ignorância, no julgamento apressado, e por passível de correção pelos

Dimensões do delírio

Grau de convicção Extensão Bizarrice ou implausibilidade Desorganização Pressão ou preocupação Resposta afetiva ou afeto negativo Comportamento desviante

ou implausibilidade Desorganização Pressão ou preocupação Resposta afetiva ou afeto negativo Comportamento desviante
ou implausibilidade Desorganização Pressão ou preocupação Resposta afetiva ou afeto negativo Comportamento desviante

Delírio Primário

É a idéia delirante autêntica. Está relacionada com uma profunda transformação da personalidade, uma quebra radical na biografia, transformação qualitativa de toda a existência.

tais como alterações do humor, da
tais
como alterações do humor,
da

Delírio Secundário (idéias deliróides):

origina-se de forma compreensível psicopatologicamente de outras manifestações

psíquicas,

de forma compreensível psicopatologicamente de outras manifestações psíquicas, sensopercepção e consciência.

sensopercepção e consciência.

Estrutura dos delírios

Delírios simples (monotemáticos) X Delírios complexos (pluritemáticos)

simples (monotemáticos) X Delírios complexos (pluritemáticos) Delírios não-sistematizados X Delírios sistematizados

Delírios não-sistematizados X Delírios sistematizados

simples (monotemáticos) X Delírios complexos (pluritemáticos) Delírios não-sistematizados X Delírios sistematizados

Surgimento e evolução do delírio:

estados pré-delirantes

Em geral, os delírios surgem após período pré-delirante, denominado humor delirante (Jaspers,1979).

pré-delirante, denominado humor delirante (Jaspers,1979). Em relação ao curso, os delírios podem ainda ser agudos

Em relação ao curso, os delírios podem ainda ser agudos ou crônicos.

denominado humor delirante (Jaspers,1979). Em relação ao curso, os delírios podem ainda ser agudos ou crônicos.

Para a formação do delírio, podem contribuir diversos fatores e tipos de vivências. Como em relação à maioria dos sintomas psicóticos, a interação de fatores cerebrais, psicológicos, afetivos, da personalidade pré-mórbida e socioculturais é complexa e provavelmente multifatorial.

psicológicos, afetivos, da personalidade pré-mórbida e socioculturais é complexa e provavelmente multifatorial.
psicológicos, afetivos, da personalidade pré-mórbida e socioculturais é complexa e provavelmente multifatorial.

Deve-se pensar o delírio como uma construção. Tal construção está inserida em um processo de tentativa de reorganização do funcionamento mental

construção . Tal construção está inserida em um processo de tentativa de reorganização do funcionamento mental
construção . Tal construção está inserida em um processo de tentativa de reorganização do funcionamento mental

Tipos de Delírios

Delírios persecutórios Delírio religioso Delírio de grandeza Delírios de ciúmes Delírio de ruína Delírio de influência Delírio de auto-referência

Delírio de grandeza Delírios de ciúmes Delírio de ruína Delírio de influência Delírio de auto-referência
Delírio de grandeza Delírios de ciúmes Delírio de ruína Delírio de influência Delírio de auto-referência

Delírio de reivindicatório Delírio compartilhado Delírio sexual (erotomania) Delírio de filiação Percepções delirantes Idéias obsessivas Mitomania

compartilhado Delírio sexual (erotomania) Delírio de filiação Percepções delirantes Idéias obsessivas Mitomania
compartilhado Delírio sexual (erotomania) Delírio de filiação Percepções delirantes Idéias obsessivas Mitomania

Possíveis causas e teorias etiológicas dos delírios

Mesmo sendo o delírio um dos fenômenos mais centrais da psicopatologia, não há uma única teoria que explique satisfatoriamente sua etiologia.

dos fenômenos mais centrais da psicopatologia, não há uma única teoria que explique satisfatoriamente sua etiologia.
dos fenômenos mais centrais da psicopatologia, não há uma única teoria que explique satisfatoriamente sua etiologia.

Pensamento nas Psicoses (Esquizofrenia)

Curso: acelerado (agitações), lentificado (estupor), normal, Bloqueio de pensamento. Forma: Desconexão de idéias, formalismo rígido, prolixo/perseverante, afrouxamento das associações/desagregação. Neologismos, Fusão de pensamentos, imposição de pensamentos, roubo de pensamentos.

das associações/desagregação. Neologismos, Fusão de pensamentos, imposição de pensamentos, roubo de pensamentos.
das associações/desagregação. Neologismos, Fusão de pensamentos, imposição de pensamentos, roubo de pensamentos.

Pensamento na Oligofrenia

Prolixo/perseverante, concreto, repetitivo, pouco imaginativo, pueril, pouco produtivo. Abstração ocorre com dificuldade, sem consistência ou grande alcance.

pouco imaginativo, pueril, pouco produtivo. Abstração ocorre com dificuldade, sem consistência ou grande alcance.
pouco imaginativo, pueril, pouco produtivo. Abstração ocorre com dificuldade, sem consistência ou grande alcance.

Pensamento na Epilepsia Pode ocorrer comprometimento cognitivo, prolixidade, minuciosidade, viscosidade. Neurose Obsessiva pensamento minucioso, presença de idéias obsessivas.

prolixidade, minuciosidade, viscosidade. Neurose Obsessiva pensamento minucioso, presença de idéias obsessivas.
prolixidade, minuciosidade, viscosidade. Neurose Obsessiva pensamento minucioso, presença de idéias obsessivas.

Transtorno de Humor

Acelerado (mania), lentificado (depressão). Fuga de idéias, afrouxamento das associações Delírios de culpa, ruína, hipocondria (depressão), grandeza (mania)

Fuga de idéias, afrouxamento das associações Delírios de culpa, ruína, hipocondria (depressão), grandeza (mania)
Fuga de idéias, afrouxamento das associações Delírios de culpa, ruína, hipocondria (depressão), grandeza (mania)

AFETIVIDADE

A afetividade é uma atividade do psiquismo que constitui a vida emocional do ser humano. O prazer, a alegria, a euforia, o êxtase, a tristeza, o desânimo, a depressão, o medo, a ansiedade, a raiva, a hostilidade, a calma – estas e outras emoções contribuem para a riqueza de nossa vida pessoal e conferem paixão e caráter às nossas ações.

estas e outras emoções contribuem para a riqueza de nossa vida pessoal e conferem paixão e
estas e outras emoções contribuem para a riqueza de nossa vida pessoal e conferem paixão e

Humor: Tônus afetivo do indivíduo, disposição afetiva de fundo, estado de ânimo. Emoções: estado afetivo curto, curta duração, grande intensidade, acompanha alterações corporais.

estado de ânimo. Emoções: estado afetivo curto, curta duração, grande intensidade, acompanha alterações corporais.
estado de ânimo. Emoções: estado afetivo curto, curta duração, grande intensidade, acompanha alterações corporais.

Sentimentos: estados afetivos estáveis, duradouros, complexos, menos reativos, associados a conteúdos emocionais. Paixão: estado emocional intenso canalizado em uma só direção.

menos reativos, associados a conteúdos emocionais. Paixão: estado emocional intenso canalizado em uma só direção.
menos reativos, associados a conteúdos emocionais. Paixão: estado emocional intenso canalizado em uma só direção.

CATATIMIA influencia que a vida afetiva, o estado de humor, as emoções, sentimentos e paixões exercem sobre as demais funções psíquicas

que a vida afetiva, o estado de humor, as emoções, sentimentos e paixões exercem sobre as
que a vida afetiva, o estado de humor, as emoções, sentimentos e paixões exercem sobre as

REAÇÃO AFETIVA

sintonização afetiva Irradiação afetiva rigidez afetiva

REAÇÃO AFETIVA sintonização afetiva Irradiação afetiva rigidez afetiva
REAÇÃO AFETIVA sintonização afetiva Irradiação afetiva rigidez afetiva

ALTERAÇÕES DO HUMOR

Distimia Depressiva: tristeza patológica vazio vital, ausência de prazer, queixas somáticas difusas. Distimia Expansiva: exaltação patológica do humor Atividade ininterrupta, expansividade afetiva, ntusiasmo constante, taquipisiquismo. Distimia Colérica: estado de humor irritável, suscetível à crises de fúria,explosões agressivas, agitação psicomotora.

Colérica: estado de humor irritável, suscetível à crises de fúria,explosões agressivas, agitação psicomotora.
Colérica: estado de humor irritável, suscetível à crises de fúria,explosões agressivas, agitação psicomotora.

ALTERAÇÕES DAS EMOÇÕES E DOS SENTIMENTOS

Ansiedade: sensação vaga difusa, desagradável, tensão que acompanha manifestações físicas (dispnéia, taquicardia, tensão muscular, sudorese, tremor). Medo: refere-se a um objeto específico ligado a autopreservação. Fobia: estado de medo patológico, desproporcional, sem relação direta com a periculosidade do objeto.

Fobia: estado de medo patológico, desproporcional, sem relação direta com a periculosidade do objeto.
Fobia: estado de medo patológico, desproporcional, sem relação direta com a periculosidade do objeto.

0 termo angustia relaciona-se diretamente com a sensação de aperto no peito e nó na garganta, de compressão, e sufocamento. Assemelha-se muito a ansiedade, mas tem conotação mais corporal e mais relacionada ao passado. Do ponto de vista existencial, a angustia têm um significado mais marcante, é algo que define a condição humana, é um tipo de vivência mais "pesada", mais fundamental do que a experiência da ansiedade.

a condição humana, é um tipo de vivência mais "pesada", mais fundamental do que a experiência
a condição humana, é um tipo de vivência mais "pesada", mais fundamental do que a experiência

Apatia: é a diminuição da excitabilidade emotiva e afetiva. Labilidade Afetiva: instabilidade afetiva,dificuldade no controle dos afetos. Incontinência Afetiva: perda completa de controle da expressão afetiva Rigidez Afetiva: perda da capacidade de modular a resposta afetiva de acordo com a situação de cada momento. Paratimia: incongruência entre o afeto expresso e a situação vivenciada. Ambitimia: sentimentos opostos que são simultâneos e que se referem ao mesmo objeto, pessoa ou situação.

vivenciada. Ambitimia: sentimentos opostos que são simultâneos e que se referem ao mesmo objeto, pessoa ou
vivenciada. Ambitimia: sentimentos opostos que são simultâneos e que se referem ao mesmo objeto, pessoa ou

AFETIVIDADE NOS PRINCIPAIS TRANSTORNOS MENTAIS

Mania: euforia, irritabilidade patológica (hipertimia), labiliadade ou incontinência afetiva. Depressão: Tristeza patológica (hipotimia), ansiedade ou irritabilidade intensa, rigidez afetiva. Esquizofrenia: Hipotimia nos sintomas negativos do esquizofrênico. Em quadros delirantes ou de agitação psicomotora: ansiedade intensa (hipertimia). Pode ser encontradas paratimias, ambitimias e neotimias. Demências: Labilidade e incontinência afetiva, rigidez afetiva. Ansiedade, tristeza e irritabilidade são manifestações freqüentes.

e incontinência afetiva, rigidez afetiva. Ansiedade, tristeza e irritabilidade são manifestações freqüentes.
e incontinência afetiva, rigidez afetiva. Ansiedade, tristeza e irritabilidade são manifestações freqüentes.

VONTADE

Definição: é um processo psíquico de escolha de uma entre várias possibilidades de ação, uma atividade consciente de direcionamento. Trata-se de uma elaboração cognitiva realizada a partir de impulsos (Pulsão x instinto)

consciente de direcionamento. Trata-se de uma elaboração cognitiva realizada a partir de impulsos (Pulsão x instinto)
consciente de direcionamento. Trata-se de uma elaboração cognitiva realizada a partir de impulsos (Pulsão x instinto)

Processo Volitivo (Ação voluntária) fase de intensão fase de deliberação fase de decisão fase de execução

Processo Volitivo (Ação voluntária) fase de intensão fase de deliberação fase de decisão fase de execução
Processo Volitivo (Ação voluntária) fase de intensão fase de deliberação fase de decisão fase de execução

Ato Impulsivo: “curto circuito” do ato voluntário

Ser realizado sem fase prévia de intenção, deliberação e decisão.

Realizado de forma egossintônica

Ser associado à impulsos patológicos de natureza inconsciente, incapacidade de tolerância à frustração.

Ser associado à impulsos patológicos de natureza inconsciente, incapacidade de tolerância à frustração.
Ser associado à impulsos patológicos de natureza inconsciente, incapacidade de tolerância à frustração.

Ato Compulsivo

Vivência de desconforto subjetivo Egodistônico Tentativas de resistir Sensação de alívio Associados à idéias obsessivas

de desconforto subjetivo Egodistônico Tentativas de resistir Sensação de alívio Associados à idéias obsessivas
de desconforto subjetivo Egodistônico Tentativas de resistir Sensação de alívio Associados à idéias obsessivas

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA VONTADE

Hipobulia

Abulia

ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA VONTADE Hipobulia Abulia
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS DA VONTADE Hipobulia Abulia

ALTERAÇÕES QUALIITATIVAS DA VONTADE

Impulsos relacionados a agressividade

Automutilação: comportamento de auto-lesão voluntária Impulso ou ato suicída Frangofilia: impulso patológico de destruir objetos que circundam o indivíduo. Piromania: propensão a atear fogo, provocar um incêndio.

patológico de destruir objetos que circundam o indivíduo. Piromania: propensão a atear fogo, provocar um incêndio.
patológico de destruir objetos que circundam o indivíduo. Piromania: propensão a atear fogo, provocar um incêndio.

Impulsos relacionados à ingestão de alimentos

Bulimia: Aumento patológico do apetite. Anorexia (anorexia nervosa): perda auto-induzida do apetite. Sitiofobia rejeição sistemática à alimentos Polidipsia: sede desmedida, exagerada. Malácia: desejos de comer coisas imprópias à alimentação Geofagia: hábito de comer terra. Cropofagia: hábito de comer alimentos Dispomania: ingestão de grandes quantidades de álcool.

hábito de comer terra. Cropofagia: hábito de comer alimentos Dispomania: ingestão de grandes quantidades de álcool.
hábito de comer terra. Cropofagia: hábito de comer alimentos Dispomania: ingestão de grandes quantidades de álcool.

ATOS E COMPULSÕES RELACIONADAS AO DESEJO E AO COMPORTAMENTO SEXUAL

Fetichismo

Exibicionisrno

Voyeurismo

Pedofilia

Pederastia

Zoofilia

Necrofilia

Coprofilia

Ninfomania/satiríase

Fetichismo Exibicionisrno Voyeurismo Pedofilia Pederastia Zoofilia Necrofilia Coprofilia Ninfomania/satiríase
Fetichismo Exibicionisrno Voyeurismo Pedofilia Pederastia Zoofilia Necrofilia Coprofilia Ninfomania/satiríase

OUTRAS ALTERAÇÕES DA VONTADE

Negativismo Obediência automática Fenomênos de eco (ecopraxia, ecolalia, ecomimia, ecografia) automatismo mental

Negativismo Obediência automática Fenomênos de eco (ecopraxia, ecolalia, ecomimia, ecografia) automatismo mental
Negativismo Obediência automática Fenomênos de eco (ecopraxia, ecolalia, ecomimia, ecografia) automatismo mental

PSICOMOTRICIDADE

Ações psicomotoras são uma expressão do psiquismo. Encontram-se diretamente relacionadas à etapa final do ato volitivo (fase de execução).

uma expressão do psiquismo. Encontram-se diretamente relacionadas à etapa final do ato volitivo (fase de execução).
uma expressão do psiquismo. Encontram-se diretamente relacionadas à etapa final do ato volitivo (fase de execução).

Agitação psicomotora Lentificação psicomotora O estupor é a perda de toda atividade espontânea, que atinge o indivíduo globalmente, na vigência de um nível de consciência aparentemente preservado e da capacidade sensitivo-motora para reagir ao ambiente.

vigência de um nível de consciência aparentemente preservado e da capacidade sensitivo-motora para reagir ao ambiente.
vigência de um nível de consciência aparentemente preservado e da capacidade sensitivo-motora para reagir ao ambiente.

Flexibilidade Cerácea: rigidez muscular

Esteriotipias: ações motoras desprovidas de finalidade e sentido repetidas de maneira uniforme e com freqüência.

Maneirismo: movimentos expressivos que se tornam exagerados, rebuscados e extravagantes.

uniforme e com freqüência. Maneirismo: movimentos expressivos que se tornam exagerados, rebuscados e extravagantes.
uniforme e com freqüência. Maneirismo: movimentos expressivos que se tornam exagerados, rebuscados e extravagantes.

Na conversão há o surgimento abrupto de sintomas físicos (paralisias, anestesias, parestesias, cegueira, etc.) de origem psicogênica. A conversão motora (paralisias, contraturas conversivas) ocorre geralmente em uma situações estressante, de ameaça ou conflito intrapsíquico ou interpessoal significativos para o individuo

em uma situações estressante, de ameaça ou conflito intrapsíquico ou interpessoal significativos para o individuo
em uma situações estressante, de ameaça ou conflito intrapsíquico ou interpessoal significativos para o individuo

A marcha do paciente histérico é descrita como irregular, mutável, bizarra, podendo ter elementos de ataxia (deficiência de coordenação) , espasticidade (aumento do tônus

e outras alterações, mas raramente
e outras alterações, mas raramente

muscular)

revela um padrão preciso e estável de determinada "marcha neurológica“ (Marcha espástica

mas raramente muscular) revela um padrão preciso e estável de determinada "marcha neurológica“ (Marcha espástica

Apragmatismo (ou hipopragmatisrno) e a dificuldade ou a incapacidade de realizar condutas volitivas e psicomotoras minimamente complexas, como cuidar da higiene pessoal, limpar o quarto, participar de trabalhos domésticos, envolver-se em qualquer tipo de atividade produtiva para si ou para seu meio (ausência de déficit neurológico).

envolver-se em qualquer tipo de atividade produtiva para si ou para seu meio (ausência de déficit
envolver-se em qualquer tipo de atividade produtiva para si ou para seu meio (ausência de déficit

Apraxia (lesões neuronais): é a impossibilidade ou grande dificuldade de realizar atos intencionais, gestos complexos, voluntários, conscientes, sem que haja paralisias, paresias (disfunção ou

sem que haja paralisias, paresias (disfunção ou interrupção dos movimentos ) ou ataxias que o

interrupção dos movimentos ) ou ataxias que o

impossibilitem, e sem que falte também o entendimento da ordem para fazê-lo ou a decisão de fazê-lo.

ou ataxias que o impossibilitem, e sem que falte também o entendimento da ordem para fazê-lo

Os psicofarmácos, principalmente os neurolépticos de primeira geração (haloperidol/Haldol, Clorpromazina/Amplictil ) utilizados no tratamento das psicoses, produzem uma série de alterações do tônus muscular, da postura e da movimentação voluntária e involuntária.

produzem uma série de alterações do tônus muscular, da postura e da movimentação voluntária e involuntária.
produzem uma série de alterações do tônus muscular, da postura e da movimentação voluntária e involuntária.

Distonia aguda (Contração muscular lenta)

Acatisia (Inquietação motora)

Discinesia tardia: Síndrome conseqüente ao uso prolongado de neurolépticos, que se expressa por movimentos bucolínguo-mastigatorios

Síndrome conseqüente ao uso prolongado de neurolépticos, que se expressa por movimentos bucolínguo-mastigatorios
Síndrome conseqüente ao uso prolongado de neurolépticos, que se expressa por movimentos bucolínguo-mastigatorios

Avaliação da Psicomotricidade

O paciente vem a consulta por sua iniciativa ou é trazido por alguém? A atitude geral do paciente é passiva ou ativa? Colabora com o entrevistador, é indiferente ou se opõe a ele? Como são os seus movimentos espontâneos? Seus gestos são lentos e "difíceis" ou rápidos e "fáceis"? Como é sua mímica de repouso? Mostra-se hostil, contrariado, agressivo? Parece ter dificuldades em controlar seus impulsos ? Faz movimentos inadequados? Faz movimentos ou gestos bizarros?

Parece ter dificuldades em controlar seus impulsos ? Faz movimentos inadequados? Faz movimentos ou gestos bizarros?
Parece ter dificuldades em controlar seus impulsos ? Faz movimentos inadequados? Faz movimentos ou gestos bizarros?

CONSCIÊNCIA DO EU

1. A consciência do eu representa a propriedade através da qual “o eu se faz consciente de si mesmo” (Jaspers)

DO EU 1. A consciência do eu representa a propriedade através da qual “o eu se
DO EU 1. A consciência do eu representa a propriedade através da qual “o eu se

2.Características da Consciência do Eu

Consciência da Unidade do Eu Consciência da Identidade do Eu Consciência da Atividade do Eu Consciência dos Limites do Eu

da Unidade do Eu Consciência da Identidade do Eu Consciência da Atividade do Eu Consciência dos
da Unidade do Eu Consciência da Identidade do Eu Consciência da Atividade do Eu Consciência dos

Alterações da Consciência da Unidade do Eu

O indivíduo vivencia uma divisão do seu eu em duas ou mais partes de forma conflituosa; ou então ele sente ser duas ou mais pessoas ao mesmo tempo. “o meu lado direito está feliz , mas o meu lado esquerdo está triste. Dupla orientação alopsíquica pode expressar uma alteração da Consciência da Unidade do Eu.

esquerdo está triste. Dupla orientação alopsíquica pode expressar uma alteração da Consciência da Unidade do Eu.
esquerdo está triste. Dupla orientação alopsíquica pode expressar uma alteração da Consciência da Unidade do Eu.

Alterações da Consciência da Identidade do Eu

O indivíduo vivencia profunda transformação de sua personalidade e de seu corpo. Sente-se como se não fosse mais a mesma pessoa, especialmente em comparação à pessoa que era antes do primeiro surto psicótico.

se não fosse mais a mesma pessoa, especialmente em comparação à pessoa que era antes do
se não fosse mais a mesma pessoa, especialmente em comparação à pessoa que era antes do

Alterações da Consciência da Atividade do Eu

O indivíduo torna-se um mero observador passivo de suas vivências psíquicas, as quais não reconhece como próprias.

Imposição de pensamentos, delírios de influência, roubo de pensamentos e etc.

as quais não reconhece como próprias. Imposição de pensamentos, delírios de influência, roubo de pensamentos e
as quais não reconhece como próprias. Imposição de pensamentos, delírios de influência, roubo de pensamentos e

despersonalização

Em toda a vida psíquica em que há o aspecto de ação “minha”, do “eu”, do “pessoal”, ocorre o que se denomina personalização: é meu pensamento, motricidade. Tudo o que a pessoa faz é ela ou é dela. Se ao contrário, esses elementos psíquicos aparecem com a consciência de não me pertencerem, de serem estranhos a mim, de serem automáticos, de surgirem de outra parte, chamam-se fenômenos de despersonalização (não sou dono das coisas que realizo).

de surgirem de outra parte, chamam-se fenômenos de despersonalização ( não sou dono das coisas que
de surgirem de outra parte, chamam-se fenômenos de despersonalização ( não sou dono das coisas que

desrealização

Comumente associada à

despersonalização, pode

ocorrer a desrealização, que é a transformação e a

perda da relação de familiaridade com o mundo

pode ocorrer a desrealização, que é a transformação e a perda da relação de familiaridade com
pode ocorrer a desrealização, que é a transformação e a perda da relação de familiaridade com

Alteração da Consciência dos Limites do Eu

Um comprometimento da consciência dos limites do eu caracteriza-se por uma fusão do eu com o mundo externo: o paciente identifica-se com objetos do mundo externo e não se distingue deles.

Apropriação: se cortam um galho de uma árvore, o paciente sente dor.

do mundo externo e não se distingue deles. Apropriação : se cortam um galho de uma
do mundo externo e não se distingue deles. Apropriação : se cortam um galho de uma

Transitivismo: Indivíduo sente capaz de ler os pensamentos das outras pessoas, ou acredita influir diretamente no mundo externo através do poder de seus pensamentos. Publicação de pensamentos: mal acaba de pensar e todos já conhecem seus pensamentos.

do poder de seus pensamentos. Publicação de pensamentos: mal acaba de pensar e todos já conhecem
do poder de seus pensamentos. Publicação de pensamentos: mal acaba de pensar e todos já conhecem