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I – A Verdadeira noção de

Casamento – Mons. De Segur (A ser


publicado pela Editora Loreto)

O casamento é a legítima
união entre um homem e uma
mulher. Ele é uma instituição divina
e remonta à própria criação do
homem, quando Deus deu uma
companheira, primeiro a fim de
multiplicarem o gênero humano por
meio dele, depois para os fazer
felizes através de uma intima
sociedade, doce e repleta de
encantos.
Desde sua origem, o
casamento foi um contrato sagrado,
essencialmente religioso,
abençoado solenemente pelo
próprio Senhor, que foi o seu autor.

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Em todos os tempos e em toda
parte, o casamento sempre foi
considerado um grande ato
religioso, soleníssimo e adornado
por ritos sagrados de bênçãos e
de festas.
Quando o Filho eterno de
Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, se
manifestou aos homens para lhes
salvar e santificar, ele elevou o
casamento à dignidade de um
sacramento, isto é, de uma fonte de
graças onde os cristãos
que abraçarem esse gênero de
vida encontrarão graças e
assistências eficazes para viver
santamente e cumprir com mais
facilidade todos os seus deveres.
Desde então, não há mais
no casamento, um contrato

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assinado, de um lado, e um
sacramento, do outro: o próprio
contrato tornou-se o
sacramento. Ele não foi destruído;
ele foi feito sobrenatural e elevado,
através da onipotência de Jesus
Cristo, a uma dignidade divina, à
dignidade do sacramento. No
casamento cristão, o sacramento
absorve, por assim dizer, o contrato.
Ele não é nada mais que um
sacramento sob a forma de um
contrato.
É dogma de fé que, para os
cristãos, o casamento é um dos sete
Sacramentos instituídos por Nosso
Senhor Jesus Cristo para nos
santificar e que não há outro
casamento verdadeiro e legítimo
além do sacramento do matrimônio.

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Isso foi definido pelo santo Concílio
de Trento como parte da revelação
e da doutrina católica.