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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS

DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIA E DROGARIAS

2018
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIAS E DROGARIAS

1. IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO:
Nome e Endereço do Estabelecimento
Nome Fantasia: Farmácia do Trabalhador do Brasil
Razão Social: AZEVEDO BARROS PRODUTOS FARMACÊUTICOS LTDA
Endereço: AVENIDA INDEPENDÊNCIA Nº 29
CNPJ: 09.504.163/009566

2. RESPONSABILIDADE TÉCNICA E RESPONSABILIDADE LEGAL:


Responsabilidade Técnica:
Danilo Jordão de Menese CRF/PA: 5568

Responsabilidade Legal:
CPF:

3. OBJETIVOS DO ESTABELECIMENTO:
Fornecer assistência farmacêutica confiável, visando o uso racional de medicamentos ao
paciente, procurando sempre manter uma estreita relação (farmacêutico – paciente), objetivando
assim, prevenir, identificar e resolver seus problemas, para que eles obtenham o máximo beneficio
na utilização do medicamento, verificando a adesão e a eficácia da terapia medicamentosa. Visa,
também, estabelecer procedimentos aplicados ao recebimento, armazenamento, conservação e
dispensação de produtos, assim como, a limpeza e higiene do ambiente de trabalho e dos
colaboradores para que assim possamos fornecer produtos e medicamentos em ótima qualidade e
dentro dos parâmetros exigidos pelos órgãos fiscalizadores.

4. OBJETIVOS DO MANUAL:
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FARMÁCIAS E DROGARIAS

Estabelecer procedimentos, bem como instituir os registros gerais de boas práticas voltadas
ao recebimento, armazenamento, conservação e dispensação dos produtos comercializados pela
Farmácia, assim como a limpeza e higiene do ambiente de trabalho e dos colaboradores.
5. DEFINIÇÕES ADOTADAS:

 Atenção Farmacêutica: É o compêndio das atitudes, dos comportamentos, dos


compromissos, dos valores éticos, das funções e conhecimentos, das responsabilidades e das
destrezas do farmacêutico na prestação da farmacoterapia, com o objetivo de alcançar
resultados terapêuticos definidos na saúde e na qualidade de vida do paciente.
 Armazenamento: Conjunto de procedimentos técnicos e administrativos que envolvem as
atividades de recebimento, estocagem e guarda, conservação, segurança e controle de
estoque.
 Correlato: Substância, produto, aparelho, cujo uso ou aplicação esteja ligado à defesa e
proteção da saúde individual ou coletiva.
 Dispensação: Ato de fornecimento e orientação ao consumidor de drogas, medicamentos,
insumos farmacêuticos, e correlatos a título remunerado ou não.
 Drogaria: Estabelecimento de dispensação e comércio de drogas, medicamentos, insumos
farmacêuticos e correlatos em suas embalagens originais.
 Embalagem: Envoltório, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível ou
não, destinado a cobrir, embalar, envasar, proteger ou manter os produtos farmacêuticos.
 Estocagem e Guarda: Estocar consiste em ordenar, adequadamente, os produtos nas áreas
apropriadas, de acordo com suas características e condições de conservação exigidas (termo
lábeis, psicofármacos, etc.).
 Farmacêutico Titular ou Responsável Técnico: Profissional habilitado na forma da lei,
inscrito no Conselho Regional de Farmácia.
 Lote: Quantidade definida de um produto fabricado em um ciclo de fabricação e cuja
característica essencial é a homogeneidade.
 Número do Lote: Qualquer combinação de números ou letras, através do qual se pode
rastrear a história completa da fabricação desse lote e da distribuição no mercado.
 Medicamento: Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade
profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.
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 Prazo de Validade: Data limite para utilização do produto.


 Medicamentos Avariados: São medicamentos impróprios ao consumidor (quebrados,
amassados, sem data de validade ou número de lote apagado).
 Medicamentos Vincendos: São medicamentos cujo prazos de validade estão próximos ao
fim.
 Medicamentos Vencidos: São medicamentos que já estão vencidos.
 Produto Descartável: Qualquer produto de uso único.
 Produto Farmacêutico: Preparado que contém princípio(s) ativo(s) e os excipientes,
formulados em uma única forma farmacêutica e que passou por todas as fases de produção,
acondicionamento, embalagem e rotulagem.
 Promoção: Técnica de comércio que visa aumentar as vendas.
 Sanitização: Conjunto de procedimentos que visam à manutenção das condições de higiene.

6. ESTRUTURA FÍSICA:
 Instalações:
A drogaria foi projetada e construída com uma infraestrutura adequada às atividades
desenvolvidas.
O acesso é independente de forma a não permitir a comunicação com residências ou qualquer
outro local distinto do estabelecimento.

 Características Físicas:
As instalações possuem superfícies (piso, paredes, teto) lisas e impermeáveis, sem
rachaduras, resistentes aos agentes sanitizantes e facilmente laváveis.
A drogaria dispõe de ventilação e iluminação natural e artificial em quantidade suficiente, não
havendo incidência de luz solar sobre os medicamentos.
As instalações elétricas e hidráulicas são bem conservadas e estão em boas condições de
segurança e uso.
O sanitário é de fácil acesso, mantido em boas condições de limpeza e possui pia com água
corrente.
O estabelecimento dispõe de local para a guarda dos pertences dos funcionários.
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FARMÁCIAS E DROGARIAS

O mesmo possui equipamentos de combate a incêndio em quantidade suficiente, conforme


legislação específica.

 Layout (equipamentos, utensílios e acessórios)


 Prateleiras;
 Central de Ar (Ar condicionado);
 Cestos de lixo;
 Sistema preventivo contra incêndio: Extintor e placas de sinalização;
 Termô-higrometros
Outros:
 Armários, escrivaninha e cadeiras;
 Linha telefônica direta;
 Calculadoras;
 Cadernetas, papéis e canetas;
 Computadores;
 Impressoras;
 Caixa d’água ( X )S ( )N

7. CONDIÇÕES GERAIS:
Seguem abaixo as condições gerais pertinentes à drogaria:
 Dispensar somente produtos regularizados no órgão competente no Ministério da Saúde;
 Possuir licença de funcionamento, atualizada, expedida pela autoridade sanitária local;
 Manter a licença de funcionamento, emitida pela autoridade sanitária local, e certificado de
regularidade junto ao Conselho Regional de Farmácia, devidamente afixados em local
visível ao público;
 Possuir Atestado de Funcionamento do Estabelecimento (AFE);
 É vedado o fracionamento de medicamentos, aviamento de receitas contendo formulações
magistrais e a utilização de aparelhos de uso médico ambulatorial.
 Os medicamentos são organizados nas prateleiras e no balcão de acordo com a indicação
terapêutica e a substância.
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8. LIMPEZA E SANITIZAÇÃO:
Limpeza geral da drogaria:
 O local de trabalho e a área de armazenamento são mantidos limpos, isentos de pó e
contaminação e isento de roedores;
 É proibido fumar, beber e comer;
 O lixo é depositado em cestos e serão esvaziados e limpos fora da área de
armazenamento;
 São realizados processos de dedetização e desratização trimestralmente;
 A limpeza do ar condicionado é realizada semestralmente.

Responsabilidade de execução:
 É de responsabilidades dos higienizadores executarem a limpeza descrita neste manual e
dos demais colaboradores a sua manutenção;

Descrição do Procedimento:
 Começar o procedimento de limpeza pela última parte das instalações da farmácia e
avançar para o início, finalizando com a limpeza dos banheiros;

- Limpeza diária no início de no final do expediente:


 Realizar o procedimento de limpeza na seguinte ordem: teto, paredes, prateleiras,
equipamentos, balcão e piso, fazendo os movimentos na superfície de cima para baixo,
prevenindo assim que ocorra a contaminação das áreas limpas;
 Esvaziar lixeiras;
 Verificar no teto e nos cantos das paredes a presença de teias de aranha. Caso ocorra,
retirá-las com auxílio de pano úmido;
 Passar nas paredes pano umedecido em detergente com auxílio de uma vassoura;
 Passar nos vidros limpador de vidro ou álcool comercial;
 Passar nos equipamentos, balcões e mobiliários, panos umedecidos em solução
detergente ou saponáceo;
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 Para limpeza do piso, utilizar dois baldes: um com água limpa e um com solução
detergente;
 Mergulhar o pano de chão em solução detergente, retirar o excesso e passar no piso, no
sentido do final para entrada da farmácia;
 Mergulhar o pano de chão em água limpa, enxaguar, torcer e passar no piso, no sentido do
final para entrada da farmácia;
 As superfícies devem secar ao ar livre;
 Lavar o pano de chão com sabão e água sanitária e colocar para secar;
 Trocar flanela e pano de chão mensalmente.
 Preencher a planilha de Escala de limpeza (Anexo 01).

9. HIGIENE PESSOAL:
Campo de Aplicação:
 Todos os colaboradores da Farmácia.

Descrição do Procedimento:
Apresentação:
 Todos os colaboradores se apresentarão asseados, com roupas limpas, desodorização
sem cheiro forte, cabelos penteados, barba aparada, unhas limpas e aparadas.

Uniforme:
 O uniforme deve estar sempre limpo e em boas condições de uso;
 O uniforme do farmacêutico deve permitir distingui-lo dos outros profissionais;

Procedimento para lavagem das mãos:


 Molhar as mãos;
 Adicionar sabonete líquido bactericida;
 Ensaboar friccionando as palmas das mãos, entre os dedos, as unhas e o antebraço, até a
proximidade dos cotovelos por 20 segundos;
 Enxaguar retirando totalmente os resíduos do sabonete;
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 Secá-las com papel toalha, utilizando o papel para fechar a torneira.


Freqüência para higienização das mãos:
 Antes de iniciar as atividades;
 Imediatamente após o uso do sanitário;
 Ao tossir, espirrar ou assuar o nariz;
 Depois de retirar o lixo ou manipular qualquer produto químico;
 Ao pegar em dinheiro.
 Toda vez em que estiverem sujas e em todos os momentos necessários.
Cuidados:
 Durante a execução das tarefas não colocar a mão na boca, nariz e olhos;
 É expressamente proibido fumar, beber ou ingerir alimentos nas dependências da drogaria.

10. SAÚDE, SEGURANÇA E CONDUTA:


Admissão:
 A admissão dos funcionários é precedida de exames médicos, sendo obrigatória à
realização de avaliações médicas dos funcionários atendendo ao Programa de Controle
Médico Ocupacional – PCMSO;

Exame periódico:
 Para permanência do funcionário na empresa, torna-se obrigatório a realização de
avaliação médica periódica (anual), atendendo ao Programa de Controle Médico
Ocupacional – PCMSO, com intuito de fazer o acompanhamento preventivo à saúde do
trabalhador;
 Caso, no dia-a-dia, algum funcionário apresente alguma doença (ou suspeita), este será
afastado de suas atividades conforme legislação específica;

Exame demissional:
 A saída de qualquer colaborador é sempre precedida do exame demissional. É neste
exame que serão documentadas as condições de saúde do empregado naquele
momento.
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Segurança Coletiva:
 O estabelecimento possui equipamento de combate a incêndio em quantidade suficiente,
conforme legislação específica, afixado na parede e em local visível ao público.

Cuidados:
 Todos os colaboradores são orientados quanto às práticas de higiene pessoal, assim como
sobre manutenção da saúde e segurança ocupacional;
 Todos os colaboradores são instruídos e incentivados a reportar aos seus superiores
imediatos quaisquer condições de risco relativas aos produtos, ambiente, equipamento ou
pessoal.

11. RESPONSABILIDADES E ATRIBUIÇÕES:


Gerente:
 É o profissional responsável administrativamente pela drogaria.

- São Inerentes ao gerente as seguintes atribuições:


 Estar comprometido com as Boas Práticas documentadas neste manual voltado à
drogaria;
 Monitorar o desempenho dos demais colaboradores;
 Representar os responsáveis legais pela drogaria a fim de prever e prover qualquer
recurso que visa o bom funcionamento da mesma, assim como o atendimento qualificado
ao cliente;
 Receber medicamentos e/ou produtos na drogaria e lançá-los no sistema Procfit.
 Controlar a movimentação de estoques (entrada, saída e estoque existente).
 Trabalhar em conjunto com o responsável técnico da loja.

Farmacêutico Titular (Responsável e substituto técnico):


 É o profissional que representa legalmente e tecnicamente a drogaria junto aos órgãos
competentes.
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 É o responsável pela supervisão da dispensação, possui conhecimento científico


capacitado para as atividades afins a que se destinam.
- São Inerentes ao profissional farmacêutico as seguintes atribuições:

 Estar comprometido com as Boas Práticas documentadas neste manual voltado à


drogaria;
 Conhecer, interpretar e estabelecer condições para o cumprimento da legislação
pertinente;
 Estabelecer critérios e supervisionar o processo de recebimento de medicamentos e
demais produtos;
 Avaliar a prescrição médica;
 Assegurar condições adequadas de conservação e dispensação dos produtos;
 Organizar e operacionalizar as áreas e atividades da drogaria;
 Prestar assistência farmacêutica necessária ao consumidor;
 Promover o treinamento inicial e contínuo dos colaboradores para a adequação da
execução de suas atividades;
 Verificação da temperatura ambiente da drogaria a fim de verificar se a mesma se
encontra dentro dos limites de tolerância de armazenamento dos medicamentos e
produtos (15°C a 30°C);
 Controlar a movimentação de estoques (entrada, saída e estoque existente);
 Assegurar envios ao SNGPC de forma rotineira;
 Monitoramento de medicamentos vincendos, vencidos e avariados e garantir a sua
destinação responsável.

Balconistas:
 É o profissional que realiza o atendimento ao cliente e a dispensação do medicamento.

- São Inerentes ao balconista as seguintes atribuições:


 Estar comprometido com as Boas Práticas documentadas neste manual voltado à
drogaria;
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 Atender aos usuários, cadastrando-os e alimentando o banco de dados do sistema


 Fornecer os medicamentos com a orientação adequada, encaminhando-os ao
farmacêutico àqueles que requerem acompanhamento específico;
 Repor os medicamentos de dispensação diária;
 Realizar a limpeza das prateleiras;
 Receber medicamentos e materiais, registrar e organizar os mesmos nas prateleiras;
 Controlar a movimentação de estoques (entrada, saída, estoque existente);
 Monitorar e retirar da área de vendas os medicamentos com prazo de validade curto.

Proprietário:
- São Inerentes ao proprietário do Estabelecimento as seguintes atribuições:
 Prever e prover os recursos financeiros, humanos e materiais necessários ao
funcionamento do estabelecimento;
 Estar comprometido com as Boas Práticas de Dispensação na drogaria;
 Favorecer e incentivar programas de educação continuada para todos os profissionais
envolvidos nas atividades da drogaria.

12. RECEBIMENTO:
O recebimento dos medicamentos é realizado pelo gerente, de acordo com os procedimentos
estabelecidos.

- Os medicamentos serão submetidos à inspeção de recebimento, para verificar os requisitos


mínimos:
 Nome do Produto;
 Identificação do Fabricante/Origem;
 Identificação do Fornecedor/Procedência
 Data de Fabricação;
 Data de Validade (Legível);
 Número do Lote atribuído pelo fabricante;
 Quantidade de Unidades Recebidas;
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 Integridade da embalagem (Os produtos devem estar em suas embalagens originais,


sem sinais de violação, umidade e inadequação em relação ao seu conteúdo);
 Concentração e Apresentação.

- Assinar as notas fiscais, dando entrada das mesmas no sistema Procfit;


- Encaminhar as notas fiscais, conforme orientação da empresa;
- Encaminhar a mercadoria recebida para o armazenamento.

Cada lote é levado em consideração, separadamente durante a inspeção de recebimento.


Os medicamentos são estocados em locais identificados, de modo a facilitar sua localização,
uma vez que os mesmos são organizados por indicação terapêutica e nome da substância. A
rotatividade do estoque obedece a regra: primeiro que expira, primeiro que sai (PEPS).

Cuidados:
 Caso haja qualquer avaria, desvio de qualidade, erro no envio dos produtos ou nas notas
fiscais, o(a) Farmacêutico(a) deve ser imediatamente informado;
 É de fundamental importância que todas as etapas sejam feitas corretamente para a
manutenção do controle de estoque e a garantia da qualidade dos produtos.

13. ARMAZENAMENTO/ESTOCAGEM:
A área ou local de dispensação tem capacidade suficiente para assegurar a estocagem ordenada
de diversas categorias de produtos. Os medicamentos e os produtos são expostos em prateleiras
uma vez que a entrada dos mesmos, na drogaria, é realizada em pouca quantidade e as faltas são
supridas de acordo com a saída.

14. DISPENSAÇÃO:
Orientar ao paciente/cliente o uso adequado do medicamento no momento da dispensação,
colaborando para o uso racional do medicamento.
Ao dispensar o medicamento alertar sobre a automedicação e suas consequências.
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A saída do medicamento e/ou produtos é registrada em um sistema único da drogaria (Procfit)


para controlar o estoque dos mesmos e ter o controle sobre a demanda dos produtos pertinentes ao
estabelecimento. No momento do registro de saída é emitido um cupom fiscal para o cliente.
No ato da dispensação é necessário atenção para alguns aspectos importantes:
 Nome do Medicamento;
 Finalidade Terapêutica do Produto;
 Posologia;
 Modo de Usar (Via de Administração);
 Precauções;
 Efeitos Colaterais;
 Interações Medicamentosas;
 Instruções de Armazenamento;
 Assegurar que o paciente tenha sido esclarecido corretamente quanto ao uso do
medicamento;
 Verificar com o cliente qual sua necessidade: medicamento isento de prescrição,
medicamento sujeito à prescrição ou outro produto do estabelecimento farmacêutico;
 Localizar o produto no estoque virtual - sistema Procfit
 Realizar a inspeção visual do produto: a identificação do medicamento, o prazo de
validade e a integridade física da embalagem;
 Registrar a venda do produto – PDV (Operadora de Caixa);
 Embalar de acordo, colocando o encarte (material de divulgação) dentro da sacola;
 Entregar o produto ao cliente.

Cuidados:
- Para medicamentos sujeitos à Prescrição:
 Somente podem ser dispensados mediante apresentação de respectiva receita;
 Verificar legibilidade e ausência de rasuras e emendas nas receitas, verificando a
identificação profissional do prescritor, bem como seu registro no respectivo conselho
profissional;
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 Observar a identificação do medicamento, concentração, dosagem, forma farmacêutica e


quantidade;
 Verificar identificação do usuário (crianças, idosos, gestantes, hipertensos, histórico de
alergias e/ou reações adversas, etc.);
 Orientar o cliente acerca do medicamento prescrito, modo de usar, posologia e duração
do tratamento;

- Para medicamentos Genéricos:


 Esclarecer ao usuário sobre existência do medicamento genérico, substituindo, se for o
caso, o medicamento prescrito exclusivamente pelo seu correspondente genérico, salvo
restrições expressas de próprio punho consignadas no documento pelo profissional
prescritor. Deve-se deixar o cliente à vontade para tomar a decisão de aceitar ou não a
adesão ao medicamento genérico;
 Indicar a substituição realizada na prescrição, carimbar (somente farmacêutico), datar e
assinar. No carimbo do profissional farmacêutico deve conter as seguintes informações:
Nome completo, graduação e número de inscrição no CRF/PA.

15. CONTROLE DE TEMPERATURA E UMIDADE:


Responsabilidade de Execução:
 É de responsabilidade dos Farmacêuticos, sendo eles Responsável técnico, Assistente
técnico ou Plantonista, verificar a temperatura e umidade no turno da manhã e no turno da
tarde, respectivamente;

Descrição do Procedimento:
- Registro de Temperatura e umidade:
 Proceder diariamente, às 9h00 e às 15h00, a leitura das temperaturas máxima, mínima e
da registrada no momento, bem como das leituras de umidade nos termômetros da área
de dispensação.
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 Registrar na planilha de REGISTRO DIÁRIO DA TEMPERATURA (Anexo 02), o mês, o


ano, os valores de temperatura máxima, mínima, ambiente e umidade, hora e o
responsável pela leitura e registro;
 Zerar os termômetros após a realização da leitura e registro dos dados da planilha de
temperatura;
 O Farmacêutico deve assinar e carimbar a planilha de Registro Diário da Temperatura ao
final de cada mês, e as mesmas devem ser arquivadas por 5 (cinco) anos.

Cuidados:
- A temperatura ambiente ideal varia de 15°C a 30°C;
- A umidade ambiente ideal varia de 30% a 70%;
- Quando a temperatura e/ou umidade estiver acima ou abaixo desses valores, o farmacêutico
presente fará a correção da refrigeração do ambiente.

16. MEDICAMENTOS VINCENDOS:


Na drogaria é feita uma planilha (Anexo 03) anual para manter o controle dos medicamentos
e/ou produtos que irão vencer no ano em exercício.
Os medicamentos são segregados em área específica 3 meses antes do vencimento.
A planilha segue os seguintes parâmetros:
 Código do produto e/ou produto;
 Nome do medicamento e/ou produto;
 Lote dos medicamentos e/ou produtos;
 Mês que irão vencer os mesmos;
 Quantidade
Mensalmente esta planilha é revisada, para que os medicamentos vincendos, e que não
podem ser consumidos, sejam retirados da área de vendas.

17. MEDICAMENTOS VENCIDOS:


Na drogaria é feita uma planilha para controle e registro dos medicamentos vencidos (Anexo
04) para o controle maior dos mesmos.
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A planilha segue os seguintes parâmetros:


 Código do produto e/ou produto;
 Nome do medicamento e/ou produto;
 Lote dos medicamentos e/ou produtos;
 Mês que irão vencer os mesmos;
 Quantidade
Obs.: Os medicamentos e/ou produtos vencidos são retirados da área de vendas 1 mês antes
do vencimento. A lista é entregue à supervisão para conferência in loco e emissão de nota fiscal de
saída. Logo após esse procedimento, os medicamentos são entregues à Incineradora Clean,
empresa responsável pelo recolhimento dos mesmos, munidos da respectiva nota fiscal.

18. MEDICAMENTOS AVARIADOS:


Os produtos e/ou medicamentos que por algum motivo tornaram-se impróprios para consumo
(quebra, amassados, sem número de lote ou sem data de validade) são retirados da área de vendas
e enviados ao fabricante. Estes são chamados de medicamentos avariados.
No caso de medicamentos recolhidos/retirados do mercado pela ANVISA ou pelo próprio
laboratório, verificamos o produto e o lote específico. Estes são retirados imediatamente do local de
produtos comercializáveis e separados em uma área própria segregada, até que seja completada a
operação, de acordo com as instruções do titular do registro do produto ou determinadas pelas
Autoridades Sanitárias competentes.
Ressalta-se que os medicamentos avariados são documentados em uma planilha específica
(Anexo 05) para controlar o destino de saída dos mesmos.
- A planilha segue os seguintes parâmetros:
 Código do produto e/ou produto;
 Nome do medicamento e/ou produto;
 Lote dos medicamentos e/ou produtos;
 Mês em que irão vencer;
 Quantidade.
Obs.: Os medicamentos e/ou produtos avariados que não são substituídos pela distribuidora
são retirados da área de vendas e entregue à supervisão para conferência in loco e emissão de nota
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fiscal de saída. Logo após esse procedimento, os medicamentos são entregues à Incineradora
Clean, empresa responsável pelo recolhimento dos mesmos, munidos da respectiva nota fiscal.

19. PROMOÇÃO DE MEDICAMENTOS:


A drogaria realiza a promoção de medicamentos e produtos de acordo com o que rege a RDC
nº 199, de 17 de agosto de 2004. Seguem abaixo os meios de comunicação utilizados pela Farmácia
do Trabalhador para a promoção dos medicamentos e/ou produtos comercializáveis:
 Rádio;
 Televisão;
 Material gráfico (Encartes) e
 Material Sonoro (caixa amplificada).

20. TREINAMENTOS E EDUCAÇÃO CONTINUADA:


Para o melhor atendimento ao consumidor é ofertado à todos os colaboradores a plataforma
de treinamento individual. Cada colaborador possui Login e senha e ao acessar a plataforma
encontrará diversos temas pertinentes ao atendimento ao público em drogarias. Cada tema é
seguido de uma avaliação e o treinamento só pode ser finalizado após nota superior à média.

Além disso, o responsável técnico também possui liberdade de avaliar a real necessidade de
treinamento da equipe e caso necessário, ministrar treinamento para os mesmos. Neste caso é feito
um relatório de treinamento (Anexo 06) para documentar a participação dos funcionários assistidos,
assim como relatar o profissional que executou o treinamento. Além disso, em todo treinamento
proporcionado pela empresa deverá ser passada uma lista de freqüência para que seja verificada a
assiduidade dos colaboradores.

21. AUTOINSPEÇÃO:
A auto inspeção tem como objetivo avaliar o cumprimento das Boas Práticas de Dispensação.
Será realizada com uma frequência mínima anual, ou sempre que seja detectada qualquer
deficiência ou necessidade de ação corretiva.
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Depois de finalizada a auto inspeção, será elaborado relatório incluindo os resultados da


inspeção, as avaliações (Anexo 07), conclusões e ações corretivas adotadas, à disposição da
Autoridade Sanitária em qualquer momento.
Os procedimentos operacionais de auto inspeção incluem freqüência e registro, monitorar a
implementação e a observância do estabelecido no presente Manual de Boas Práticas.
- Seguem abaixo os itens avaliados na auto inspeção:
 Atendimento ao cliente;
 Limpeza da área física;
 Higiene Pessoal;
 Controle de medicamentos vencidos;
 Controle de medicamentos avariados.

NOTA: Os itens avaliados serão classificados quanto ao nível regular (R), Bom (B) e Ótimo
(O). Ressalta-se que também será reservado um local para as observações cabíveis para serem
ajustadas de acordo com cada colaborador, visando o cumprimento das Boas Práticas
Farmacêuticas constantes neste manual.

Data: 22/01/2018

Danilo Jordão de Menese


Farmacêutico RT
CRF/PA5568
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22. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

NBR – 16725 - Resíduo químico - Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente – de
Agosto de 2014.
RDC nº 5.991 de 13 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de
drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos e dá outras providências.
RDC nº 6.360 de 23 de Setembro de 1976. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos
os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, cosméticos, saneantes e outros
produtos, e dá outras providências.
RDC nº 328 de 22 de julho de 1999. Dispõe sobre requisitos exigidos para a dispensação de
produtos de interesse à saúde em farmácias e drogarias.
RDC n° 305 de 14 de Novembro de 2002. Estabelece condições para importação, comercialização,
exposição ao consumo dos produtos incluídos na RDC nº 305, de 14 de novembro de 2002.
RDC nº 199 de 17 de agosto de 2004. Permitem às farmácias e drogarias afixação dos preços dos
medicamentos nos locais internos dos estabelecimentos, visíveis ao público em geral.
RDC n°. 44 de 17 de Agosto de 2009. Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle
sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de
serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências.
RDC nº 20 de 5 de Maio de 2011. Dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias
classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição, isoladas ou em associação.
RDC nº 108 de 6 de Setembro de 2016. Dispõe sobre os requisitos mínimos para inspeção em
estabelecimentos que trabalham com produtos sujeitos a controle especial.
Lei Municipal nº 9268 de 13 de Janeiro de 2017. Dispõe sobre o regulamento técnico para o
gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
Resolução do CFF nº 296 de 26 de abril de 1996. Aprova o Código de Ética Farmacêutica.
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ANEXOS
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FARMÁCIAS E DROGARIAS

ANEXO 01

ESCALA DE LIMPEZA
FRENTE DE
BANHEIRO ESCRITORIO PDV
LOJA
DIA 8:00 12:00 18:00 8:00 12:00 18:00 8:00 12:00 18:00 8:00 12:00 18:00
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
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ANEXO 02

REGISTRO DE TEMPERATURA
ANO: 2018
LOJA: _____________________________ MÊS: _________________________________________ AREA:________________________________

T. T. T. T. T.
T. UMIDA UMIDA
DIA MÁXIMA
MOME MÍNIM
DE
HORA RESP. MÁXI MOMEN MÍNIM
DE
HORA RESP.
NTO A MA TO A
01
02
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RESPONSÁVEL TÉCNICO: Danilo Jordão de Menese


MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIAS E DROGARIAS

Farmacêutico RT
CRF/PA5568

ANEXO 03

PLANILHA DE MEDICAMENTOS VINCENDOS

CODIGO DO MEDICAMENTO FABRICANTE LOTE VALIDADE QUANTIDADE


PRODUTO

RESPONSÁVEL TÉCNICO: Danilo Jordão de Menese


Farmacêutico RT
CRF/PA556
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIAS E DROGARIAS

ANEXO 04

PLANILHA DE MEDICAMENTOS VENCIDOS

CODIGO DO MEDICAMENTO FABRICANTE LOTE VALIDADE QUANTIDADE


PRODUTO

RESPONSÁVEL TÉCNICO: Danilo Jordão de Menese


Farmacêutico RT
CRF/PA5568
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIAS E DROGARIAS

ANEXO 05

PLANILHA DE AVARIAS

CODIGO DO MEDICAMENTO FABRICANTE LOTE VALIDADE QUANTIDADE


PRODUTO

RESPONSÁVEL TÉCNICO: Danilo Jordão de Menese


Farmacêutico RT
CRF/PA5568

___
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIAS E DROGARIAS

ANEXO 06

REGISTRO DE TREINAMENTO

DESCRIÇÃO DO TREINAMENTO:

CONTEUDO:

PALESTRANTE:

Nome Assinatura Nota

Assinatura do ministrante: Danilo Jordão de Menese


Farmacêutico RT
CRF/PA5568
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIAS E DROGARIAS

ANEXO 07

RELATÓRIO DE AUTOINSPEÇAO
ITENS RUIM BOM ÓTIMO OBSERVAÇÕES
AVALIADOS
ATENDIMENTO

LIMPEZA DE
AREA FISICA

HIGIENE
PESSOAL

CONTROLE DE
VENCIDOS

CONTROLE DE
AVARIAS

CONCLUSÃO: ______________________________________________________________

___________________________________________________________________________

AÇÃO CORRETIVA? ( )SIM ( )NÃO.

QUAL? ____________________________________________________________________

___________________________________________________________________________

RESPONSÁVEL TÉCNICO: Danilo Jordão de Menese


Farmacêutico RT
CRF/PA5568
MANUAL DE BOAS PRÁTICAS DE DISPENSAÇÃO EM
FARMÁCIAS E DROGARIAS