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UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES


PRÓ-REITORIA DE ENSINO
CÂMPUS DE FREDERICO WESTPHALEN
DEPARTAMENTO DAS ENGENHARIAS E CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ANDRÉ AUGUSTO FORBRIG


MARCO ANTONIO TATSCH
MATEUS CORREA CENTENARO
RICARDO BARIVIERA

PATOLOGIAS PRÉDIO 10 BLOCOS A E B

FREDERICO WESTPHALEN – RS
2018
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ANDRÉ AUGUSTO FORBRIG


MARCO ANTONIO TATSCH
MATEUS CORREA CENTENARO
RICARDO BARIVIERA

PATOLOGIAS PRÉDIO 10 BLOCOS A E B

Trabalho elaborado e apresentado na


disciplina de Patologia das Construções,
curso de Engenharia Civil do Departamento
de Engenharias e Ciência da Computação
URI – Campus de Frederico Westphalen.

Prof. Fábio Dischkaln Amaral

FREDERICO WESTPHALEN - RS
2018
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IDENTIFICAÇÃO

Instituição de Ensino/Unidade
URI - Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões
Campus de Frederico Westphalen

Direção do Campus
Diretor Geral: Silvia Regina Canan
Diretora Acadêmica: Elisabete Cerutti
Diretor Administrativo: Clovis Quadro Hempel

Departamento/Curso
Departamento de Engenharias e Ciência da Computação - Chefe: Mauro Cesar Marchetti
Curso de Engenharia Civil - Coordenador:Prof. Me. William Widmar Cadore

Disciplina
Patologia das Construções

Professor
Fábio Dischkaln Amaral

Alunos
André Augusto Forbrig
Marco Antonio Tatsch
Mateus Correa Centenaro
Ricardo Bariviera
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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Identificação Prédio 10 .............................................................................................. 6


Figura 2 - Laje Prédio 10 ............................................................................................................ 9
Figura 3 - Piso Prédio 10 ............................................................................................................ 9
Figura 4 - Rampa de Acesso Prédio 10 .................................................................................... 10
Figura 5 - Parede Prédio 10 ...................................................................................................... 10
Figura 6 - Viga Prédio 10 ......................................................................................................... 11
Figura 7 - Fachada Prédio 10.................................................................................................... 11
Figura 8 - Revestimento da Viga Prédio 10 ............................................................................ 12
Figura 9 - Fissura da Parede Prédio 10 ..................................................................................... 12
Figura 10 - Revestimento Viga Prédio 10 ................................................................................ 13
Figura 11 - Fissura Janela Prédio 10 ........................................................................................ 13
Figura 12 - Possível Corrosão de Armadura Prédio 10 ............................................................ 14
Figura 13 - Patologia Localizada na Pintura Prédio 10 ............................................................ 14
Figura 14 - Consolo da Viga Prédio 10 .................................................................................... 15
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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 5
1.1 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................................... 6
1.2 OBJETIVOS ............................................................................................................................. 6
1.2.1 Objetivos Gerais ................................................................................................................ 6
1.2.2 Objetivos Específicos......................................................................................................... 7
2 REFERENCIAL TEORICO ................................................................................................ 8
2.1 IDENTIFICAÇÃO DAS PATOLOGIAS ......................................................................................... 8
3 METODOLOGIA................................................................................................................ 16
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 17
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 18
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1 INTRODUÇÃO

A evolução na área da construção civil vem em uma crescente constante. Conforme a


necessidade humana tem sua demanda aumentada, as exigências no ramo da construção vão
ficando maiores, com isso, o grau de complexidade das obras vai sendo somado criando um
efeito dominó, pois tudo deve ser aperfeiçoado afim de se obter um parâmetro de excelência
construtiva.
De fato, se compararmos as edificações atuais com as mais antigas conseguiremos
observar uma grande evolução. Cientificamente a descoberta de novos materiais e métodos
construtivos fazem com que o trabalho seja realizado mais rapidamente. Essa rapidez muitas
vezes vem com algum efeito colateral, pois na ambição de realizar a construção em um tempo
menor podem ocorrer erros que acabam levando a problemas futuros.
Patolgias são efeitos indesejáveis em estruturas de concreto atmado. Desde os
primórdios da construção civil podemos observar que a busca pela durabilidade é constante
afim de fazer com que a estrutura possa ser utilizada por um grande tempo sem que haja a
necessidade de manutenção. De acordo com Souza e Ripper (1998) A deterioração estrutural
pode ter inúmeras causas, que vão desde o envelhecimento simples da estrutura, até
imprudência de profissionais que utilizam materiais fora dos padrões para economizar no
valor gasto.
A verificação das patologias existentes no prédio 10 blocos A e B da Universidade
Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI – Campus de Frederico Westphalen,
pode ser descrita como uma atividade prática, que para muitos será corriqueira no dia-a-dia.
Em suma, os métodos construtivos na região do médio Alto Uruguai são muito parecidos, o
que faz com que esses problemas, vistos na Universidade, sejam vistos em edificações com
tempo de utilização menor que do próprio edifício em análise.
O edifício foi construído em 1992 e é um dos mais antigos da universidade. Com o
passar dos anos foi dada manutenção ao mesmo porém ainda assim existem problemas
aparentes, que acabam por influenciar a parte estética da edificação, e no caso de leigos, a
acharem que pode ser um problema muito maior. A figura 1 a seguir, mostra a localização do
prédio em análise.
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Figura 1 - Identificação Prédio 10

1.1 Justificativa

No Brasil existe muita mão de obra desqualificada. Esses profissionais geralmente


cobram um valor abaixo do preço de mercado, que leva o dono do empreendimento a
acreditar estar realizando economias. O problema é que posteriormente aparecerão problemas
que poderiam ter sido evitados se o profissional fosse mais capacitado. De acordo com Souza
e Ripper (1998) os defeitos construtivos podem gerar patologias significativas, e são gerados
pela deficiência da qualificação profissional da equipe técnica.
As patologias encontradas no prédio em questão terão sua verificação, se o problema
gerado foi por falha humana, ou de materiais. Porém de acordo com um estudo da Faculdade
de Engenharia da Fundação Armando Álvares Penteado (1991) 52% dos problemas ocorrem
na fase de execução. Por esse motivo é de suma importância a verificação de onde existem os
erros, para tentar minimizá-los e assim diminuir os custos de reparo das patologias.

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivos Gerais

O presente trabalho visa observar as patologias encontradas no prédio 10, blocos A e


B da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões – URI – campus de
Frederico Westphalen.
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1.2.2Objetivos Específicos

Identificar as patologias nos blocos A e B do prédio 10 e suas possíveis causas e


soluções, e comparar com os trabalhos de anos anteriores se as patologias antigas ainda
existem.
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2 REFERENCIAL TEORICO

As edificações são projetadas para suportar um determinado tempo de utilização.


Conforme Bertolini (2010) o tempo para o qual a estrutura foi projetada pode garantir toda a
sua funcionalidade e estabilidade. Com essa afirmação podemos definir limites para a
estrutura, materiais e métodos construtivos, de modo que venha a se obter o melhor
desempenho possível dentro do tempo de vida útil.
As patologias em uma edificação podem se apresentar de várias maneiras. Trincas,
rachaduras e desplacamento do concreto são alguns dos exemplos que podemos citar. De
acordo com Thomaz (1989) as variações de temperatura sazonais e diárias repercutem em
uma modificação dimensional dos materiais de construção, ocasionando assim tensões que
podem acarretar no aparecimento de fissuras.
Existem meios de fazer com que durante a vida útil a estrutura não sofra com o
surgimento de patologias. Bertolini (2010) afirma que é necessário definir ainda na etapa de
projeto os materiais mais adequados para o fim a que se destina a obra. Identificar os erros na
etapa de projeto faz com que a correção não se torne tão onerosa ao dono da edificação.
Com o surgimento de patologias a medida em que a demanda da construção civil
vem crescendo, os materiais utilizados no canteiro de obras vão se industrializando. Segundo
Souza e Ripper (1998) a grande contribuição dos produtos industrializados é o ganho de
tempo, redução de custos, riscos e incertezas.
Além dos fatores anteriormente citados existem muitas outras variáveis que podem
acarretar em grandes problemas em uma edificação. Cunha Lima e Souza (1998) destacam
que alguns engenheiros, mestres de obra e construtores em geral possuem uma elevada
confiança em sua experiencia profissional. Tal excesso de confiança pode vir a trazer graves
problemas futuros, já que muitas vezes tais profissionais não buscam atualizações sobre
métodos construtivos e materiais de construção.

2.1 Identificação das Patologias

A seguir serão apresentadas as principais patologias encontradas no prédio 10 blocos


A e B, para que se possa compreender seus efeitos e possíveis correções.
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Figura 2 - Laje Prédio 10

A imagem mostra uma retração do concreto na face superior da laje. Como o local
está exposto, o mesmo se encontra em situação inadequada, pois sofre com a movimentação
térmica da laje (THOMAZ, 1989). Esses fatores acarretaram fissuras e trincas na laje.
Para solucionar o problema Thomaz (1989) sugere que seja criado uma junta de
dilatação, posteriormente preenchida com selante flexível, absorvendo assim as
movimentações oriundas da retração e pela oscilação de temperatura. Para a retirada dos
mofos uma boa lavagem se faz necessária, e posteriormente Thomaz (1989) sugere a
impermeabilização da mesma.
Em comparação dessa imagem há 1 (ano) atrás, não houve solução. Notou-se
também que as trincas não aumentaram de forma significativa.

Figura 3 - Piso Prédio 10

Nota-se retração do concreto devido à exposição forte ao calor e mudanças de


temperatura Thomaz, (1989) sugere a criação de juntas de dilatação para a absorção das
mudanças devido a alterações de temperatura, e posteriormente a utilização de um selante
flexível sobre a fissura.
. Em comparação a um ano atrás verificou-se que essa fissura é ativa, pelo fato de ter
aumentado.
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Figura 4 - Rampa de Acesso Prédio 10

Na imagem observamos rachaduras no começo da rampa. De acordo com Thomaz


(1989) esse tipo de fissura ocorre pela deflexão da viga de fundação (inferior).Em
comparação, surgiram pequenas fissuras na vertical, observando assim que a viga inferior já
recalcou totalmente, não expandindo assim as rachaduras. Deste modo para que ocorra a
correção da fissura deve ser aplicado um produto mata-junta, para corrigir o defeito estético
da rampa.

Figura 5 - Parede Prédio 10

A imagem mostra o desprendimento do concreto na parede e fissuras a 45º. Os


possíveis problemas são a não execução de verga e contra-verga, e uma sobrecarga da janela
(OLIVARI, 2003). As possíveis correções são a retirada da janela e a substituição por uma de
menor carga, além da criação de verga e contra-verga..
Em comparação, ao ano passado o problema não foi resolvido, e houve um pequeno
desplacamento do concreto com a parede.
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Figura 6 - Viga Prédio 10

Nessa imagem percebe-se uma fissura entre a laje e a viga. De acordo com Souza e
Ripper (1998) a solução pode se encontrar na injeção técnica com material rígido, como epóxi
ou grouts. Já as manchas laranjadas podem indicar uma possível corrosão da armadura, porém
é necessário um aparelho raio-x para a verificação, ou a quebra de um pedaço da viga e da laje
para fazer essa verificação.
Em comparação ao ano passado, estão surgindo pequenas trincas no consolo da viga
com o pilar.

Figura 7 - Fachada Prédio 10

Problema na figura pode ser identificado como umidade, é comum ela se fazer
presente e gerar manchas em qualquer lugar mal impermeabilizado, a presença da umidade
afeta a pintura, o piso e até mesmo a estrutura em concreto.
A primeira ação ao detectar umidade é retirar o revestimento afetado e higienizar o
local com água sanitária, removendo todo tipo de sujeira. Posteriormente a aplicação de uma
camada impermeabilizante se faz extremamente necessária para que a água não penetre mais
na laje (THOMAZ 2009).
. Nos trabalhos passados também foi apresentada a patologia, cuja qual desenvolveu-
se em pequenas proporções.
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Figura 8 - Revestimento da Viga Prédio 10

Patologia localizada em uma viga, de acordo com Thomaz (1989) é causada pela
retração na argamassa de revestimento. Ele ainda acrescenta que esse tipo de patologia é
gerado pela quantidade insuficiente de cimento na argamassa e faz com que parte dela se solte
do concreto, criando um aspecto desagradável para a estrutura. O conserto da parte danificada
pode ser feito desprendendo a argamassa de toda a viga, e refazendo-a, com um traço que
aumente a quantidade de cimento em relação aos outros materiais.
Nos trabalhos passados também foi apresentada a patologia, cuja qual desenvolveu-
se em pequenas proporções.

Figura 9 - Fissura da Parede Prédio 10

Na imagem podemos observar a existência de uma fissura presente na alvenaria do


edifício onde a mesma entra em contato com a viga. De acordo com Thomaz (1989) as trincas
horizontais em paredes podem ser geradas pela ruptura por compressão dos elementos de
alvenaria, ou pela própria argamassa de assentamento, ou ainda por questões de sobrecarga,
sendo essa última a mais provável causa patológica. Para solucionar o problema é necessário a
utilização de um material deformável, como a resina epóxi, capaz de absorver os esforços de
compressão.
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. Nos trabalhos anteriores não foi fotografada a patologia para uma eventual
comparação.

Figura 10 - Revestimento Viga Prédio 10

Na imagem podemos observar a viga exposta pelo desprendimento do revestimento


de argamassa sobre a mesma. De acordo com Thomaz (1989) essa patologia é gerada pela
retração na argamassa de revestimento, causa que ocorre quando o traço da argamassa contém
menos cimento do que o necessário. Para solucionar o problema é necessário remover toda a
argamassa de revestimento da viga, e posteriormente refazê-la utilizando um traço com maior
quantidade de cimento perante os outros materiais
Nos trabalhos anteriores não foi fotografada a patologia para uma eventual
comparação.

Figura 11 - Fissura Janela Prédio 10

Na figura acima nota-se uma fissura que tem duas principais possíveis causas: Excesso
de carga da janela, e/ou não execução de verga e contra-verga (OLIVARI 2003). Uma
possível solução para o problema seria a substituição da janela por uma com um peso menor,
e a execução de verga e contra-verga.
Em comparação com análise de anos anteriores, não ocorreu nenhuma mudança.
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Figura 12 - Possível Corrosão de Armadura Prédio 10

Na figura acima pode-se observar manchas na viga provavelmente oriundas da


corrosão da armadura ou de infiltração através do pavimento superior. Porém tal afirmação só
poderá ocorrer com a retirada do material para análise, ou a verificação com aparelho raio-x.
Podemos ver também falhas na interação entre elementos estruturais (viga e laje). Para
possível correção desta patologia, Souza e Ripper (1998) sugerem a colocação de algum
material de enchimento e vedação, como resina epóxi, de modo que promova a correção da
fissura e permita acomodações futuras das peças.
E em comparação com analises passadas não aconteceu correção da patologia e
também ocorreu um aumento da degradação.

Figura 13 - Patologia Localizada na Pintura Prédio 10

Na figura acima nota-se o descascamento da tinta que de acordo com Souza e Ripper
(1998) pode ser causada pela umidade, ou pela má qualidade do material. Para solucionar o
problema deve ser removida toda a pintura existente e refeita, com outra marca de tinta e
posteriormente aplicar um produto impermeabilizante.
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Através da análise com trabalhos passados não foi corrigido o problema e continua cada
vez ocorrendo mais degradação.

Figura 14 - Consolo da Viga Prédio 10

Na figura acima nota-se fissuras com ângulos de 90 graus, provavelmente causadas pela
compressão da laje e a dilatação térmica (THOMAZ, 1989). Para resolver esse problema é
necessário o preenchimento das fissuras com material deformável, como a resina epóxi.
Comparando com análises anteriores não aconteceram correções e nem mudanças nas
dimensões das fissuras.
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3 METODOLOGIA

Para a realização do trabalho, foram realizadas pesquisas bibliográficas, acerca do


tema patologias. Nessa etapa conseguimos descobrir os tipos de problemas que poderíamos
encontrar em nosso edifício.
Posteriormente foi realizado o levantamento fotográfico no prédio 10, blocos A e B,
para a verificação das patologias existentes. Após isso foi feito o comparativo com os
trabalhos passados, e verificação dos problemas e possíveis soluções para estes.
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

É nítido que o prédio 10 possui muitas patologias que afetam em sua grande maioria
a parte estética do mesmo. Grande parte desses problemas deveria ser resolvido para manter
um ambiente agradável esteticamente, e que não gere dúvidas quanto seu desempenho
estrutural.
As verificações realizadas pelo grupo constataram diversos problemas, porém
nenhum deles compromete a estrutura de fato. Os levantamentos realizados a campo
acabaram por mostrar que as patologias das construções podem ser consideradas um vasto
campo de trabalho, visto que os defeitos encontrados na Universidade são normalmente
encontrados em nosso dia-a-dia nos mais variados tipos de obras, desde residências
unifamiliares, até obras de grande porte.
É necessária uma imersão mais profunda a respeito do assunto, para que futuramente
as patologias sejam resolvidas ainda na etapa de projeto, onde o custo é menor, e a incidência
de erros não causa danos prejudiciais aos (futuros) usuários da edificação.
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REFERÊNCIAS

BERTOLINI, Lucca. Materiais de construção: patologia, reabilitação e prevenção. 1. ed.


São Paulo: Oficina de Textos, 2010. 414 p.

SOUZA, Vicente Custódio Moreira de ; RIPPER, Thomaz . Patologia, recuperação e


reforço de estruturas de concreto. 1. ed. São Paulo: PINI, 2009. 255 p.

THOMAZ, Ercio. Trincas em Edificios: causas, prevenção e recuperação. 1. ed. São


Paulo: PINI, 1989. 192 p.

OLIVARI, Giorgio. Patologia em edificações. 2003. 83 p. Trabalho de conclusão de curso


(graduação em engenharia civil)- Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, 2003.