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DIREITO DO TRABALHO

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Conceito: ramo do Direito que tem por objeto as normas, as


instituições jurídicas e os princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado,
determinam os seus sujeitos e as organizações destinadas à proteção desse trabalho em sua
estrutura e atividade.

Esse ramo do direito disciplina as relações entre empresários e


trabalhadores ou as entidades sindicais que os representam, visando a assegurar ao trabalhador
melhores condições de trabalho e sociais, por meio de medidas protetivas, que lhe são
destinadas, tendo em vista de o trabalhador, em razão de sua inferioridade econômica,
representar o lado mais fraco nas relações trabalhistas.

O Direito do Trabalho é um ramo do direito privado e regula as


relações entre empregados e empregadores, entretanto, com o advento da EC nº 19/1998,
voltou-se admitir a contratação de empregados públicos (agentes públicos vinculados à
administração por relação de emprego, contratual, regida pela CLT ).

As fontes do Direito do Trabalho

Constituição:
artigo 7º - Capítulo II – Direitos Sociais – Título II – Dos Direitos e Garantias fundamentais.

Direito internacional - OIT - Organização Internacional do Trabalho –

Ex.: Convenção 158 (que versa sobre garantia no emprego )

A Constituição Federal, de maneira indiscutível (arts. 7º, I, e 10, I, do ADCT), estabelece a via
pela qual há de se estabelecer a proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, assim
como os mecanismos de reparação respectivos: a Lei Complementar. A Lei Complementar, ao
contrário do que, de forma simplista, possa ser pretendido, não se equipara às demais
emanações legislativas.

A Lei não contém palavras inúteis e assim não se pode pretender em relação à Constituição
Federal.

Porque a Lei não traz termos inúteis e porque não se pode ignorar diretriz traçada pela
Constituição Federal, resta óbvio que a inobservância da forma exigível conduzirá à ineficácia
qualquer preceito pertinente à matéria reservada.

Fontes internas específicas: CLT – Convenção Coletiva do Trabalho; regulamento da


empresa.

Contrato Individual do Trabalho:

Conceito: existe uma discussão a respeito de como conceituar o contrato de trabalho, se tem
natureza contratual ou de simples relação de emprego.
O artigo 442 da CLT abraça os dois conceitos, porquanto equipara o contrato com a relação de
emprego.

Características principais:

1) bilateral: produz direitos e obrigações para ambos


2) oneroso: a remuneração é requisito essencial
3) comutativo: as obrigação são definidas no momento da celebração e se equivalem
4) consensual: basta a concordância das partes
5) adesão: o empregado limitar a aceitar as condições estabelecidas pelo empregador
6) pessoal: ( intuitu personae ) o empregado não pode fazer-se substituir na prestação laboral
sem o consentimento do empregador.
7) Execução continuada: a execução não se exaure numa única prestação

Prova:

O Contrato de Trabalho se prova com a realidade dos fatos, respeitando-se os requisitos


essencias definidos no artigo 3º da CLT:

Pessoa Física;
Continuidade e não eventualidade;
Subordinação ( ou dependência);
Salário; não podendo ser gratuito, porém a gratuidade está relacionada com a natureza do
serviço, ( religioso – familiar – assistencial etc...)
Pessoalidade: o contrato de trabalho é ajustado em função de uma determinada pessoa que não
pode fazer-se substituir por outra;

Trabalhadores Portuários: eles estão distintos da categoria acima, por lhe faltarem a
característica “intuitu personae” desde 1993 – criou-se OGMO através de Lei Especial,
substituiu-se os sindicatos, porém inclui-se solidariamente responsáveis os operadores
portuários – não é possível o benefício de ordem.

Trabalhadores e Estagiários:

Empregado: subordinação, local de prestação de serviços, rural, doméstico, pessoalidade,


pagamento, eventualidade. Empregador: individual, empresa e estatal. Trabalho: duração,
descanso, noturno, dsr’s, feriados, e férias.

Acidente de Trabalho; leis pertinentes, definição, “in itenere”, benefícios. Insalubridade e


periculosidade.Titulares da obrigação acidentária, empregador, órgão previdenciário, seguro,
empreiteiro – construção civil e prescrição.

Ação acidentária e o Ministério Público: parte principal, assistente, e interesse


público.Trabalho da Mulher e do Menor: proteção, proibições e maternidade ( proteção,
licença, dispensa e amamentação.

Remuneração: remuneração – salário, gorgetas, gratificações, participação nos lucros e ajuda


de custos.

Falsa Perícia – consequüências de natureza criminal e civil –CREA e perdas e danos.


Artigo 342 do CP
Aspectos práticos processuais – Indicação – compromisso – assistente técnico – valor da prova.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA


Avenida Rio Branco, 124 - 22° andar – Centro – Rio de Janeiro – RJ – CEP.: 20.148-900
www.sobes.org.br sobes@sobes.org.br

A importância da NR 10 na caracterização da periculosidade

Normalmente o que ocorre quando da perícia de periculosidade por energia


elétrica é que o perito ao inspecionar o local de trabalho, verificando as atividades
exercidas pelo reclamante, considere como parâmetros para suas conclusões dois
pontos fundamentais da Lei 7.369/85 e do Decreto 93.412/86, que a regulamenta.
São esses dois pontos: - comparação do local de trabalho com a área de risco
delimitada no quadro anexo ao Decreto em questão; - comparação das atividades
executadas pelo trabalhador com as definidas no referido quadro anexo. Tais
parâmetros têm sido considerados necessários e suficientes por grande número de
profissionais da área pericial, que ao verificarem o local de trabalho e as atividades
executadas pelo trabalhador, comparando-os com aqueles tipificados no quadro
anexo já mencionado, acreditam ter esgotado a diligência necessária para concluir
se o trabalho está ou não sendo executado em condições de periculosidade. Não
nega o autor que também foi esse o seu entendimento durante longo tempo,
todavia, uma leitura mais atenta da legislação concernente à matéria,
interpretando-a como devido, nos leva a entendimento diverso. Observemos o que
prescrevem os diplomas legais pertinentes: A Lei 7.369/85 , em seu art. 2º,
determina ao Poder Executivo sua regulamentação. O Decreto 93.412/86, ao
regulamenta-la, determina, em seu art.4º : "cessado o exercício da atividade ou
eliminado o risco, o adicional de periculosidade poderá deixar de ser pago. § 1º -
a caracterização do risco ou de sua eliminação far-se-á através de perícia,
observado o disposto no art. 195 e parágrafos , da CLT. "Constatamos, portanto,
que o Decreto 93.412/86 integra o artigo 195 da CLT ao contexto da Lei 7.369/85,
o que nos leva a refletir sobre o seu conteúdo. O art. 195 da CLT especifica que a
caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade, segundo as
normas do Ministério do Trabalho, far-se-ão através de perícia a cargo de médico
do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho. Prosseguindo nessa linha de
pensamento, vemos que a NR 10 - Instalações e Serviços em Eletricidade, norma
do MTE específica para os assuntos de energia elétrica, integra as prescrições da
lei especial e seu decreto regulamentador, trazida pela remissão feita ao art. 195
da CLT. Assim, vejamos o que consta da NR 10 - Instalações e Serviços em
Eletricidade. NR 10 - Item 10.1 "10.1. Esta Norma Regulamentadora - NR , fixa
as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que
trabalham em instalações elétricas , em suas diversas etapas, incluindo projeto,
execução, operação, manutenção, reforma e ampliação e, ainda, a segurança de
usuários e terceiros..
10.1.1 As prescrições aqui estabelecidas abrangem todos os que trabalham em
eletricidade, em qualquer das fases de geração, transmissão, distribuição e
consumo de energia elétrica. 10.1.2. nas instalações e serviços em eletricidade,
devem ser observadas no projeto, execução, operação, manutenção, reforma e
ampliação, as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e,
na falta destas, as normas internacionais vigentes." (grifei) Como se pode
observar, a NR 10 estabelece as condições mínimas de segurança exigidas para os
trabalhos que envolvem a energia elétrica em todas as suas etapas, desde a
geração, passando pela transmissão, distribuição e, por fim, a fase de consumo.
Portanto, constatamos que a NR 10 estabelece normas de procedimentos de
segurança para trabalhos em energia elétrica nos sistemas elétricos de potência
(geração,transmissão e distribuição) , dos quais também trata a legislação em
pauta. Assim, evidentemente, a NR 10 tem que ser considerada quando se tratar
de perícia tendo como escopo a lei e o decreto supra mencionados. Com isso, pode
a perícia desenvolver-se no sentido de esclarecer se: - as condições existentes no
ambiente estão em conformidade com os preceitos da NR 10 . Nesse caso, não se
configura a periculosidade , porque os riscos estão controlados. - as condições
existentes não estão em conformidade com os preceitos da NR 10.

Nesse caso, os riscos não estão totalmente controlados e o perito pode , agora ,
sim, aquilatar se as desconformidades existentes adquirem, em sua visão técnica,
o nível de risco acentuado caracterizando a periculosidade. Por isso , a nosso ver,
a perícia de periculosidade na área de energia elétrica tem como parâmetros legais
três preceitos: - caracterização da atividade, conforme o quadro anexo ao Decreto
93.412; caracterização da área de risco, conforme o mesmo quadro; - analise das
condições , segundo as prescrições da NR 10. Como subsídio para suas
conclusões, pode ainda o perito valer-se do quadro de classificação das infrações
, constante da NR 28, que enquadra ,segundo critérios técnicos, no que couber, o
grau de gravidade de cada descumprimento aos procedimentos indicados nas
Normas Regulamentadoras , entre elas a NR 10. Embora a NR 10 esteja em estudo
para sofrer modificações no sentido de atualiza-la, mesmo com sua atual redação
dispõe-se de um diploma legal de cunho eminentemente técnico que aplicado
criteriosamente nos permite avaliar o caráter do risco a que pode estar sujeito o
trabalhador. Sem dúvida, tal critério de avaliação técnica é muito mais eficaz que
a simples constatação da execução de uma atividade numa determinada área, sem
levar-se em conta as reais condições de trabalho.

VOCÊ CONHECE A DIFERENÇA ENTRE


INCIDENTE E ACIDENTE ?

Esta semana quando eu estava assessorando uma empresa a responder uma lista de verificação
sobre a implantação do seu Plano de Gestão de Segurança e Saúde, fui indagado em
determinado momento por um dos seus dirigentes, o que seria um incidente. Ele queria saber
com certeza qual é a diferença entre um incidente e um acidente. Um “incidente” pode ser
definido como sendo um acontecimento não desejado ou não programado que venha a
deteriorar ou diminuir a eficiência operacional da empresa. Do ponto de vista prevencionista,
um “acidente” é o evento não desejado que tem por resultado uma lesão ou enfermidade a um
trabalhador ou um dano a propriedade. Ao adotarmos as providências necessárias para prevenir
e controlar os incidentes, estamos protegendo a segurança física dos trabalhadores,
equipamentos, materiais e o ambiente. A eliminação ou o controle de todos os incidentes deve
ser a preocupação principal de todos aqueles que estiverem envolvidos nas questões de
prevenção de acidentes ou controle de perdas. Portanto, os incidentes podem ou não serem
acidentes, entretanto todos os acidentes são incidentes. Entendido o significado do conceito
acima, é que poderemos dar início aos processos de controle de todas as causas e origens dos
incidentes e dos acidentes. Outro conceito que deve ser fixado, é que os incidentes podem ser
classificados como “quase acidentes” e não os acidentes com danos a propriedade ou com lesões
leves não incapacitante. Estou levantando o assunto neste artigo, em função dos recentes
“acidentes” ocorridos seguidamente com uma grande empresa de capital brasileiro, que é
reconhecida nacional e internacionalmente, pelo seu elevado padrão tecnológico além de contar
nos seus quadros com profissionais altamente especializados e competentes. Entretanto,
acredito que a direção da referida empresa tenha se deixado influenciar pela pressão da mídia e
da sociedade como um todo, na análise e avaliação dos acidentes ocorridos, gerando como uma
das providências preventivas/corretivas a substituição de gerentes, e no caso do último acidente
ocorrido em julho, o desligamento de 4 empregados além da punição de outros 8 gerentes. Um
Diretor da empresa declarou que o motivo da punição foi pelo fato dos empregados não terem
cumprido as normas da empresa e cometerem falhas na operação. Já o Diretor da Federação
que representa os trabalhadores, considerou arbitrárias as punições e acusou a empresa, dizendo
que os acidentes foram conseqüência da redução de pessoal, do acúmulo de trabalho e da falta
de investimentos na segurança.

As causas dos acidentes podem ser determinadas e controladas através do conhecimento e


análise dos seguintes sub-sistemas: Pessoal; Equipamento; Material e Ambiente.

A empresa classificou como causa principal do acidente a “falha humana”, entretanto todos
sabemos que os fatores pessoais que dão origem às falhas humanas explicam por que as pessoas
não atuam como deveriam.

Ficando no ar a seguinte pergunta: Por que os procedimentos operacionais, sistemas de


comunicações, equipamentos e válvulas de segurança não foram eficientes para neutralizar as
falhas humanas como deveriam, deixando que um incidente se transformasse em um grande
acidente?

Saudações,
Jaques Sherique

O QUE MUDOU NA CARACTERIZAÇÃO DE


PERICULOSIDADE POR INFLAMÁVEIS?

Uma leitura atenta das Portarias 545 de 10/7/2000 do MTE, e 26, de 2/8/2000 da Secretaria de
Inspeção do Trabalho, que alteraram a NR 16 da Portaria 3214/78, nos permite concluir que o
entendimento sobre a caracterização de periculosidade nas atividades de manuseio,
armazenagem e transporte de inflamáveis , sofreu uma significativa modificação. Para permitir
um encadeamento de raciocínio,abordaremos em primeiro lugar neste artigo os termos técnicos
constantes do glossário da Portaria 26. Inicialmente, convém ser observado que o mesmo
baseou-se na Portaria 204, de 26/5/97, do Ministério dos Transportes, denominada "Instruções
Complementares ao Regulamento de Transporte Terrestre de Produtos Perigosos". Com
exceção da expressão "embalagem certificada", todas as demais constam das citadas
"Instruções" (algumas com irrelevantes modificações). Assim, temos que: Ø Embalagem
certificada A aprovada nos ensaios e padrões previstos pela NBR 11.564/91 da ABNT Ø
Embalagem ou embalagem simples Recipiente, ou qualquer outro componente com a função
de conter e proteger líquidos inflamáveis Ø Embalagem composta Conjunto de uma embalagem
externa e um recipiente interno, formando uma unidade integrada Ø Embalagem combinada
Conjunto de uma ou mais embalagens, denominadas internas, contidas em uma embalagem
externa Ø Recipiente Elemento de contenção destinado a receber e conter (sic) o líquido
inflamável Ø Tambor Elemento cilíndrico destinado a conter o líquido inflamável (sendo,
portanto, uma forma de recipiente) Entendidos os conceitos desses termos
técnicos,analisaremos as alterações introduzidas na NR16. No item 1, letra "j", foi introduzida
a expressão "quando não observado o disposto nos subitens 4.1 e 4.2 desse anexo". No item 4,
está estabelecido que não caracterizam periculosidade para fins da percepção do adicional de
remuneração o disposto nos subitens 4.1 e 4.2 . O subitem 4.1 trata do manuseio armazenagem
e transporte de embalagens certificadas (simples, compostas ou combinadas), quando
respeitadas as prescrições constantes do quadro I da Portaria 545. O item 4.2 trata dessas
mesmas atividades com recipientes de até 5 litros , independente de certificação, desde que
lacrados na origem. O quadro I explicita, para as embalagens certificadas, o relacionamento
entre os diversos tipos de embalagens (internas e externas) e os diferentes grupos de
embalagens, classificados em I, II e III. Estes grupos devem possuir características de
construção adequadas aos riscos apresentados pelos produtos embalados, os quais, por sua vez,
são função de certas características físico-químicas dos produtos, principalmente ponto de
fulgor, ponto de ebulição, toxicidade e capacidade de corrosão. Ainda o quadro I explicita quais
as cargas máximas das embalagens combinadas, as quais podem variar de até 60 Kg a até 450
Kg, conforme o tipo de embalagem e o grupo de embalagem ( I,II e III), sendo a carga mínima
líquida de cada embalagem interna arbitrada em 5 litros. Para embalagens simples, certificadas,
o quadro I impõe limites de capacidade máxima, os quais podem variar de até 60 litros a até
450 litros, segundo os mesmos critérios . Existe, portanto, uma íntima relação entre o subitem
4.1 e o quadro I.

A análise do subitem 4.2 , que trata de recipientes com volumes de até 5 litros, conduz à
conclusão que esses independem de certificação , desde que lacrados de forma a impedir o
vazamento do conteúdo.

Conclusões:

As atividades de manuseio, armazenagem e transporte de embalagens certificadas e recipientes


lacrados contendo líquidos inflamáveis (solventes, perfumes, produtos farmacêuticos, tintas ,
entre outros) perdem a caracterização de periculosidade, desde que obedecidos os preceitos
acima mencionados.

Observações:

Apenas como colaboração , já que somos testemunhas da dedicação e profissionalismo dos


integrantes do Departamento de Segurança e Saúde do MTE , apontamos alguns tópicos que
merecem ser, a nosso ver, objeto de análise e possível correção. No texto da NR 16 - O item
16.6, no que se refere a líquidos inflamáveis, perdeu a razão de ser. Ou ele é revogado, ou deve
ter redação semelhante a da letra "j" do item 1 do Anexo 2. De outra forma, dois preceitos da
NR 16 entrarão em conflito (o 16.6 e a letra "j" do item 1 do Anexo 2) - O anexo 3 em suas
letras "r", "s" e "t" deve ter a redação adequada ao prescrito pela letra"j" do item 1 do Anexo 2,
já que o conceito de área de risco está intimamente ligado à caracterização da periculosidade
por inflamáveis No texto do item 4.1, introduzido na NR 16 - Modificar para : "manuseio,
armazenagem e transporte de embalagens certificadas, simples, compostas ou combinadas,
contendo líquidos inflamáveis" , em lugar de "manuseio, armazenagem e transporte de líquidos
inflamáveis em embalagens certificadas, simples, compostas ou combinadas"

Justificativa: O manuseio, armazenagem e transporte referem-se às embalagens e não aos


líquidos.
Computadores provocam acidentes do trabalho?
* Ricardo Pereira de Mattos

(rpmattos@ism.com.br) é Engenheiro Eletricista, Engenheiro de Segurança, professor


convidado dos cursos de pós graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho da
Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Durante muito tempo a segurança do trabalho foi vista como um tema que se relacionava apenas
com o uso de capacetes, botas, cintos de segurança e uma série de outros equipamentos de
proteção individual contra acidentes.

A evolução tecnológica se fez acompanhar de novos ambientes de trabalho e de riscos


profissionais a eles associados. Muitos desses novos riscos são pouco ou nada conhecidos e
demandam pesquisas cujos resultados só se apresentam após a exposição prolongada dos
trabalhadores a ambientes nocivos à sua saúde e integridade física.

Hoje, o setor de segurança e saúde no trabalho é multidisciplinar e tem como objetivo principal
a prevenção dos riscos profissionais. O conceito de acidente é compreendido por um maior
número de pessoas que já identificam as doenças profissionais como conseqüências de
acidentes do trabalho.

A relação homem-máquina, que já trouxe enormes benefícios para a humanidade, também


trouxe um grande número de vítimas, sejam elas os portadores de doenças incapacitantes ou
aqueles cuja integridade física foi atingida. Entre as máquinas das novas relações profissionais,
os computadores pessoais têm uma característica ímpar: nunca, na história da humanidade, uma
mesma máquina esteve presente na vida profissional de um número tão grande e diversificado
de trabalhadores.
Diante desses fatos, muitas dúvidas têm sido levantadas sobre os riscos de acidentes no uso de
computadores. Entre eles destacam-se os chamados riscos ergonômicos. A Ergonomia é uma
ciência que estuda a adequação das condições de trabalho às características psicofisiológicas
dos trabalhadores de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho
eficiente.
A legislação trabalhista brasileira já reconhece a importância dessa ciência e dedicou ao tema
uma Norma Regulamentadora específica (NR-17). Entre os riscos ergonômicos, aqueles que
têm maior relação com o uso de computadores são: exigência de postura inadequada, utilização
de mobiliário impróprio, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas
de trabalho prolongadas, monotonia e repetitividade. Além desses riscos, as condições gerais
do ambiente de trabalho fazem parte da avaliação ergonômica, aqui incluídos o nível de
iluminamento, temperatura, ruído e outros fatores que, após analisados no local, tenham
influência no comportamento dos trabalhadores.
A exposição do trabalhador ao risco gera o acidente, cuja consequência nesses casos tem efeito
mediato, ou seja, ela se apresenta ao longo do tempo por ação cumulativa desses eventos
sucessivos. É como se a cada dia de exposição ao risco, um pequeno acidente, imperceptível,
estivesse ocorrendo. As consequências dos acidentes do trabalho desse tipo são as doenças
profissionais ou ocupacionais.
A maneira verdadeiramente eficaz de impedir o acidente é conhecer e controlar os riscos. Isso
se faz, no caso das empresas, com uma política de segurança e saúde dos trabalhadores que
tenha por base a ação de profissionais especializados, antecipando, reconhecendo, avaliando e
controlando os riscos. Para padronizar esse trabalho foi estabelecida a obrigatoriedade de os
empregadores elaborarem um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, conhecido pela
sigla PPRA. Esse programa, objeto de uma Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho
(NR-9), estabelece as diretrizes de uma política prevencionista para as empresas.
No caso específico dos profissionais que têm o computador como instrumento de um trabalho
diário, a prevenção dos riscos ergonômicos relacionados ao seu uso deverá ser motivo de
atenção e interesse, observando, entretanto, que a legislação e as normas técnicas estão inseridas
no contexto maior de uma avaliação completa do ambiente de trabalho. O bem estar físico e
psicológico dos trabalhadores reflete no seu desempenho profissional e é resultado de uma
política global de investimento em segurança, saúde e meio ambiente.
A doença profissional mais conhecida por apresentar-se em conseqüência do uso de
computadores é chamada de LER - Lesão por Esforços Repetitivos (Repetitive Strain Injury -
RSI). É mister que fique claro que essas lesões (LER) não ocorrem apenas com o uso de
computadores, mas em toda a atividade profissional que exija o uso forçado e repetido de grupos
musculares associado a posturas inadequadas. Uma das mais conhecidas manifestações dessas
lesões, em profissionais da área de processamento de dados, é a tenossinovite. Não é nosso
objetivo detalhar as características específicas dessas lesões, apenas registrar sua ocorrência e
recomendar uma pesquisa específica sobre o tema se houver um interesse especial. No Brasil,
a recomendação mais recente é pela utilização do termo DORT - Doenças Osteomusculares
Relacionadas ao Trabalho. Na Internet, usando em instrumentos de busca ( Alta Vista, por
exemplo ) as palavras chaves Repetitive Strain Injury - RSI, será encontrado um vasto material
de pesquisa.
Dores de cabeça e irritação nos olhos também são sintomas associados ao uso de computadores.
Eles ocorrem após o trabalho prolongado e contínuo e são conseqüências da fadiga visual. A
iluminação do ambiente é um fator fundamental para reduzir a incidência desses sintomas,
principalmente no que diz respeito a evitar reflexos na tela do monitor.
Além disso, os olhos também requerem pausas regulares para descanso, da mesma forma que
os pulsos, dedos, pescoço, enfim, as partes do corpo diretamente exigidas pelo trabalho.
O stress físico e psicológico é outra conseqüência de uma utilização sem controle do
computador, vinculado a jornadas longas, trabalhos em turno e noturnos. É interessante
observar que a interface do programa que é utilizado também influi diretamente no desempenho
e no estado geral do usuário. O trabalho intenso com um programa que tenha uma interface
pouco amigável gera maior número de erros, o que é acompanhado de irritação, desconforto e
cansaço. A Ergonomia também abrange estudos sobre esse aspecto da relação homem-máquina,
ou seja, o desenvolvimento ou o aperfeiçoamento da interface, tornando-a cada vez mais
intuitiva, direta e objetiva. Esses estudos envolvem o desenho das telas dos programas, a
distribuição dos ícones, janelas e as seqüências de comandos para se alcançar determinados
objetivos.
A utilização de mobiliário adequado é muito importante mas isso se constitui apenas em uma
parte de um processo mais amplo que é a construção de um ambiente de trabalho seguro e
saudável. O ambiente de trabalho precisa ser adequado ao homem e à tarefa que ele vai
desempenhar. Quando se fala em mesas, cadeiras e teclados ergonômicos, entre outros ítens, o
que efetivamente os caracteriza é a sua flexibilidade, sua capacidade de se ajustarem às
características específicas dos seus usuários, aqui compreendidas, em especial, a altura, peso,
idade e atribuições.
O fundamental para os usuários de computadores é saber que há procedimentos básicos para se
evitar acidentes no trabalho, mesmo quando esse trabalho se concentra em uma relação homem-
máquina aparentemente amigável e isenta de riscos, desenvolvida em escritórios ou mesmo em
casa. Apresentamos abaixo um resumo desses procedimentos:
O monitor deve estar com sua parte superior ao nível dos olhos do usuário; A distância entre o
monitor e o operador deve ser equivalente à extensão do braço; o monitor deve ser ajustado
para não permitir reflexos da iluminação do ambiente; os pés devem estar apoiados no chão ou
em um suporte; Os pulsos deverão estar relaxados, porém sem estarem flexionados; se há
entrada de dados, deve ser usado um suporte para documentos, para evitar os movimentos
repetidos do pescoço; o usuário deve fazer pausas regulares para descanso, levantar, caminhar
e exercitar os pulsos e pescoço com movimentos de flexão e extensão.
A adoção desses procedimentos irá contribuir para um trabalho mais seguro, desde que as
condições do ambiente estejam adequadas ao tipo de trabalho que ali se desenvolve, entendendo
essas condições como o controle dos níveis de iluminamento, ruído, temperatura, umidade do
ar e outros agentes cuja presença possa representar riscos.

Limpeza de banheiros de shopping gera adicional de insalubridade

Nº 170 ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. LIXO URBANO.


Inserida em 08.11.00 (cancelada em decorrência da sua incorporação à
nova redação da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SBDI-1, DJ
20.04.2005) A limpeza em residências e escritórios e a respectiva coleta
de lixo não podem ser consideradas atividades insalubres, ainda que
constatadas por laudo pericial, porque não se encontram dentre as
classificadas como lixo urbano, na Portaria do Ministério do Trabalho.

O serviço de limpeza e higienização de banheiros públicos localizados em shopping-centers dá


ao empregado que o executa o direito de receber adicional de insalubridade em grau máximo
em razão da exposição a agentes biológicos nocivos à saúde. Com base nesse entendimento, a
Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão regional que garantiu a uma
servente de limpeza do Rio Grande do Sul o pagamento do adicional em grau máximo (40% do
salário mínimo).
Ao rejeitar (não conhecer) o recurso da empresa Famil Sistema de Controle Ambiental Ltda., o
relator do caso, Juiz convocado Walmir Oliveira da Costa afirmou que se aplica à situação a
mesma regra prevista para o contato com lixo urbano, que gera o direito ao adicional de
insalubridade em grau máximo. A moça recebia adicional de insalubridade, mas em grau médio
(20% do salário mínimo).
De acordo com o TRT do Rio Grande do Sul (4ª Região), a prova pericial produzida aponta que
a empregada efetuava diariamente a limpeza de sanitários, pias, pisos e paredes das instalações
sanitárias localizadas no shopping-center, bem como a coleta de papéis higiênicos usados e
outros, expondo-se, dessa forma, à ação de agentes biológicos nocivos à saúde e corria risco de
contágio em agressão à sua saúde.
No entender do tribunal regional, a atividade enquadra-se perfeitamente na regra prevista no
Anexo 14 da NR 15 (Norma Regulamentadora), da Portaria 3.214/78, que assegura adicional
de insalubridade em grau máximo para o trabalhador em contato com reservatório de
microorganismos capazes de transmitir as mais variadas infecções. A defesa da empresa
argumentou que a utilização de equipamento de proteção individual, como luvas e máscaras,
afastaria o risco de contaminação, mas o argumento não foi aceito pelo TRT/RS.

"Conforme o quadro fático delineado no acórdão regional, mediante a valoração da prova


pericial, o serviço de limpeza de banheiros e vasos sanitários utilizados por público variado
expôs a reclamante à ação de agentes biológicos nocivos à saúde, em similitude com o lixo
urbano gerador de insalubridade em grau máximo", concluiu o Juiz convocado Walmir Oliveira
da Costa. (RR 764.477/2001.9).

Fonte: Tribunal Superior do Trabalho, 20/06/2005

http://gilbertomelo.com.br/a-pericia-judicial-do-trabalho-a-luz-do-novo-cpc/

NOVO Código de Processo Civil

Seção X
Da Prova Pericial

Art. 464. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação.

§ 1º O juiz indeferirá a perícia quando:

I - a prova do fato não depender de conhecimento especial de técnico;

§ 2º De ofício ou a requerimento das partes, o juiz poderá, em substituição à perícia,


determinar a produção de prova técnica simplificada, quando o ponto controvertido for
de menor complexidade.

§ 3º A prova técnica simplificada consistirá apenas na inquirição de especialista, pelo juiz,


sobre ponto controvertido da causa que demande especial conhecimento científico ou
técnico.

§ 4º Durante a arguição, o especialista, que deverá ter formação acadêmica específica na


área objeto de seu depoimento, poderá valer-se de qualquer recurso tecnológico de
transmissão de sons e imagens com o fim de esclarecer os pontos controvertidos da causa.

Art. 465. O juiz nomeará perito especializado no objeto da perícia e fixará de imediato o
prazo para a entrega do laudo.

§ 1º Incumbe às partes, dentro de 15 (quinze) dias contados da intimação do despacho de


nomeação do perito:

I - arguir o impedimento ou a suspeição do perito, se for o caso;


II - indicar assistente técnico;
III - apresentar quesitos.

§ 2º Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco) dias:


I - proposta de honorários;
II - currículo, com comprovação de especialização;
III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas
as intimações pessoais.

§ 3º As partes serão intimadas da proposta de honorários para, querendo, manifestar-se


no prazo comum de 5 (cinco) dias, após o que o juiz arbitrará o valor, intimando-se as
partes para os fins do art. 95.

§ 4º O juiz poderá autorizar o pagamento de até cinquenta por cento dos honorários
arbitrados a favor do perito no início dos trabalhos, devendo o remanescente ser pago
apenas ao final, depois de entregue o laudo e prestados todos os esclarecimentos
necessários.
§ 5º Quando a perícia for inconclusiva ou deficiente, o juiz poderá reduzir a remuneração
inicialmente arbitrada para o trabalho.
§ 6º Quando tiver de realizar-se por carta, poder-se-á proceder à nomeação de perito e à
indicação de assistentes técnicos no juízo ao qual se requisitar a perícia.

Art. 466. O perito cumprirá escrupulosamente o encargo que lhe foi cometido,
independentemente de termo de compromisso.

§ 1º Os assistentes técnicos são de confiança da parte e não estão sujeitos a impedimento


ou suspeição.
§ 2º O perito deve assegurar aos assistentes das partes o acesso e o acompanhamento das
diligências e dos exames que realizar, com prévia comunicação, comprovada nos autos,
com antecedência mínima de 5 (cinco) dias.

Art. 467. O perito pode escusar-se ou ser recusado por impedimento ou suspeição.
Correspondência do dispositivo no Código de Processo Civil de 1973 - art. 423.

Parágrafo único. O juiz, ao aceitar a escusa ou ao julgar procedente a impugnação,


nomeará novo perito.

Art. 468. O perito pode ser substituído quando:

I - faltar-lhe conhecimento técnico ou científico;


II - sem motivo legítimo, deixar de cumprir o encargo no prazo que lhe foi assinado.
§ 1º No caso previsto no inciso II, o juiz comunicará a ocorrência à corporação profissional
respectiva, podendo, ainda, impor multa ao perito, fixada tendo em vista o valor da causa
e o possível prejuízo decorrente do atraso no processo.
§ 2º O perito substituído restituirá, no prazo de 15 (quinze) dias, os valores recebidos pelo
trabalho não realizado, sob pena de ficar impedido de atuar como perito judicial pelo
prazo de 5 (cinco) anos.
§ 3º Não ocorrendo a restituição voluntária de que trata o § 2º, a parte que tiver realizado
o adiantamento dos honorários poderá promover execução contra o perito, na forma dos
arts. 513 e seguintes deste Código, com fundamento na decisão que determinar a
devolução do numerário.

Art. 469. As partes poderão apresentar quesitos suplementares durante a diligência, que
poderão ser respondidos pelo perito previamente ou na audiência de instrução e
julgamento.
Parágrafo único. O escrivão dará à parte contrária ciência da juntada dos quesitos aos
autos.

Art. 470. Incumbe ao juiz:

I - indeferir quesitos impertinentes;


II - formular os quesitos que entender necessários ao esclarecimento da causa.

Art. 471. As partes podem, de comum acordo, escolher o perito, indicando-o mediante
requerimento, desde que:

I - sejam plenamente capazes;


II - a causa possa ser resolvida por autocomposição.
§ 1º As partes, ao escolher o perito, já devem indicar os respectivos assistentes técnicos
para acompanhar a realização da perícia, que se realizará em data e local previamente
anunciados.
§ 2º O perito e os assistentes técnicos devem entregar, respectivamente, laudo e pareceres
em prazo fixado pelo juiz.
§ 3º A perícia consensual substitui, para todos os efeitos, a que seria realizada por perito
nomeado pelo juiz.

Art. 472. O juiz poderá dispensar prova pericial quando as partes, na inicial e na
contestação, apresentarem, sobre as questões de fato, pareceres técnicos ou documentos
elucidativos que considerar suficientes.

Art. 473. O laudo pericial deverá conter:

I - a exposição do objeto da perícia;


II - a análise técnica ou científica realizada pelo perito;
III - a indicação do método utilizado, esclarecendo-o e demonstrando ser
predominantemente aceito pelos especialistas da área do conhecimento da qual se
originou;
IV - resposta conclusiva a todos os quesitos apresentados pelo juiz, pelas partes e pelo
órgão do Ministério Público.

§ 1º No laudo, o perito deve apresentar sua fundamentação em linguagem simples e com


coerência lógica, indicando como alcançou suas conclusões.
§ 2º É vedado ao perito ultrapassar os limites de sua designação, bem como emitir opiniões
pessoais que excedam o exame técnico ou científico do objeto da perícia.
§ 3º Para o desempenho de sua função, o perito e os assistentes técnicos podem valer-se de
todos os meios necessários, ouvindo testemunhas, obtendo informações, solicitando
documentos que estejam em poder da parte, de terceiros ou em repartições públicas, bem
como instruir o laudo com planilhas, mapas, plantas, desenhos, fotografias ou outros
elementos necessários ao esclarecimento do objeto da perícia.

Art. 474. As partes terão ciência da data e do local designados pelo juiz ou indicados pelo
perito para ter início a produção da prova.

Art. 475. Tratando-se de perícia complexa que abranja mais de uma área de conhecimento
especializado, o juiz poderá nomear mais de um perito, e a parte, indicar mais de um
assistente técnico.
Art. 476. Se o perito, por motivo justificado, não puder apresentar o laudo dentro do
prazo, o juiz poderá conceder-lhe, por uma vez, prorrogação pela metade do prazo
originalmente fixado.

Art. 477. O perito protocolará o laudo em juízo, no prazo fixado pelo juiz, pelo menos 20
(vinte) dias antes da audiência de instrução e julgamento.

§ 1º As partes serão intimadas para, querendo, manifestar-se sobre o laudo do perito do


juízo no prazo comum de 15 (quinze) dias, podendo o assistente técnico de cada uma das
partes, em igual prazo, apresentar seu respectivo parecer.

§ 2º O perito do juízo tem o dever de, no prazo de 15 (quinze) dias, esclarecer ponto:
I - sobre o qual exista divergência ou dúvida de qualquer das partes, do juiz ou do órgão
do Ministério Público;
II - divergente apresentado no parecer do assistente técnico da parte.

§ 3º Se ainda houver necessidade de esclarecimentos, a parte requererá ao juiz que mande


intimar o perito ou o assistente técnico a comparecer à audiência de instrução e
julgamento, formulando, desde logo, as perguntas, sob forma de quesitos.
§ 4º O perito ou o assistente técnico será intimado por meio eletrônico, com pelo menos 10
(dez) dias de antecedência da audiência.

Art. 478. Quando o exame tiver por objeto a autenticidade ou a falsidade de documento
ou for de natureza médico-legal, o perito será escolhido, de preferência, entre os técnicos
dos estabelecimentos oficiais especializados, a cujos diretores o juiz autorizará a remessa
dos autos, bem como do material sujeito a exame.

§ 1º Nas hipóteses de gratuidade de justiça, os órgãos e as repartições oficiais deverão


cumprir a determinação judicial com preferência, no prazo estabelecido.
§ 2º A prorrogação do prazo referido no § 1º pode ser requerida motivadamente.
§ 3º Quando o exame tiver por objeto a autenticidade da letra e da firma, o perito poderá
requisitar, para efeito de comparação, documentos existentes em repartições públicas e,
na falta destes, poderá requerer ao juiz que a pessoa a quem se atribuir a autoria do
documento lance em folha de papel, por cópia ou sob ditado, dizeres diferentes, para fins
de comparação.

Art. 479. O juiz apreciará a prova pericial de acordo com o disposto no art. 371, indicando
na sentença os motivos que o levaram a considerar ou a deixar de considerar as conclusões
do laudo, levando em conta o método utilizado pelo perito.

Art. 480. O juiz determinará, de ofício ou a requerimento da parte, a realização de nova


perícia quando a matéria não estiver suficientemente esclarecida.

§ 1º A segunda perícia tem por objeto os mesmos fatos sobre os quais recaiu a primeira e
destina-se a corrigir eventual omissão ou inexatidão dos resultados a que esta conduziu.
§ 2º A segunda perícia rege-se pelas disposições estabelecidas para a primeira.
§ 3º A segunda perícia não substitui a primeira, cabendo ao juiz apreciar o valor de uma
e de outra.