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DIREITO ADMINISTRATIVO EM EXERCÍCIOS - TRIBUNAIS


PROFESSOR: ANDERSON LUIZ

AULA 06

ASSUNTO:
Serviços Públicos: conceito e princípios; delegação: concessão, permissão e
autorização

311. (FCC/TCE-GO/2009) Determinada concessionária de serviço público


contraiu financiamento, perante instituições financeiras, para o regular
desempenho de suas atividades. Todavia, deixou de honrar os compromissos
assumidos relativamente ao financiamento e, nos termos do respectivo
contrato, a instituição credora poderá assumir o controle societário da
concessionária devedora. Se isto vier a acontecer, o contrato de concessão
a) será automaticamente rescindido, pois é proibida a alteração do controle
societário da concessionária.
b) poderá ser rescindido pela Administração, se não for conveniente a
alteração do controle societário da concessionária.
c) não será rescindido, se este contrato assim o permitir e os financiadores
atenderem às exigências de regularidade jurídica e fiscal.
d) não será rescindido, se este contrato assim o permitir e os financiadores
atenderem às qualificações técnicas de prestação do serviço.
e) não será rescindido, porque a relação jurídica decorrente da concessão
não se altera em função da alteração do controle societário da
concessionária.

Comentários:

Nas condições estabelecidas no contrato de concessão, o poder


concedente autorizará a assunção do controle da concessionária por seus
financiadores para promover sua reestruturação financeira e assegurar a
continuidade da prestação dos serviços (Lei nº 8.987/95, art. 27, §2º). Nesta
hipótese, o poder concedente exigirá dos financiadores que atendam às
exigências de regularidade jurídica e fiscal (art. 27, §3º).
Portanto, a resposta desta questão é a letra c.

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312. (FCC/TJ-PA/2009) Com referência aos serviços públicos é INCORRETA


a afirmação:
a) Os serviços públicos podem ser gerais ou individuais, sendo aqueles o que
a Administração presta sem ter usuários determinados; e estes quando os
usuários são determinados e a utilização é particular e mensurável para
cada destinatário.
b) Os serviços industriais são impróprios do Estado, por consubstanciarem
atividade econômica que só pode ser explorada diretamente pelo Poder
Público quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a
relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
c) O Estado pode delegar a execução de serviço público por meio de
concessão a empresas ou consórcios de empresas, os quais o executa por
sua conta e risco.
d) As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos
respondem pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos
casos de dolo ou culpa.
e) Os serviços públicos são incumbência do Estado, que os presta sempre
diretamente, podendo fazê-lo de forma centralizada ou por meio de
entidades da Administração indireta.

Comentários:

• “Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob


regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a
prestação dos serviços públicos” (CF, art. 175).
• “Serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por
seus delegados, sob normas e controle estatais, para satisfazer
necessidades essenciais e secundárias da coletividade ou simples
continência do Estado” (Hely Lopes Meirelles).
• “Serviço público é uma atividade administrativa desempenhada pelo
Estado ou por quem lhe faças as vezes, sob regime jurídico ora
exclusivamente público, ora híbrido (regime privado derrogado por
normas públicas), destinada a atender concretamente os interesses
públicos e coletivos” (Maria Sylvia Zanella Di Pietro).

Com base nas definições acima concluímos que a letra e está errada.
Pois, os serviços públicos podem ser prestados de forma direta ou indireta.
Logo, a resposta desta questão é a letra e.

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313. (FCC/MPE-SE/2009) É modalidade de transferência da execução de


serviço público a particulares, caracterizada pela contratualidade e pela
possibilidade de revogação unilateral pelo poder concedente, a:
a) encampação.
b) autorização.
c) permissão.
d) reversão.
e) delegação.

Comentários:

De acordo com o art. art. 2º, IV, da Lei nº 8.987/95, considera-se


permissão de serviço público a delegação, a título precário, mediante
licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à
pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho,
por sua conta e risco.
Ademais, a permissão de serviço público será formalizada mediante
contrato de adesão, que observará os termos desta Lei, das demais normas
pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à
revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente (art. 40).
Por isso, a resposta desta questão é a letra c.

314. (FCC/PGE-RJ/2009) A retomada da execução do serviço pelo poder


concedente, quando a concessão se revelar contrária ao interesse público, antes
do prazo estabelecido, denomina-se:
a) reversão, sem pagamento de indenização ao concessionário.
b) concessão patrocinada, na qual mais de 70% da remuneração é paga pela
Administração.
c) encampação, fazendo jus o concessionário ao ressarcimento dos prejuízos
regularmente comprovados.
d) concessão administrativa, na qual a remuneração pode ser
exclusivamente por contraprestação de natureza não pecuniária.
e) caducidade, indenizando-se apenas a parcela não amortizada do capital.

Comentários:

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Segundo o art. 37 da Lei nº 8.987/95, considera-se encampação a


retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da
concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa
específica e após prévio pagamento da indenização.
Logo, a resposta desta questão é a letra c.

315. (FCC/TCE-PI/2009) Na concessão comum de serviços públicos,


a) a responsabilidade civil por danos causados aos usuários dos serviços
será objetiva, mesmo sendo a concessionária pessoa jurídica de direito
privado.
b) as desapropriações eventualmente necessárias à prestação do serviço
público pela concessionária deverão ser promovidas pelo poder
concedente.
c) se aplica amplamente a regra da exceptio non adimleti contractus
(exceção do contrato não cumprido), em favor da concessionária.
d) não é aplicável o instituto da reversão de bens, com fundamento no
princípio da continuidade do serviço público.
e) a encampação é definida legalmente como o modo de extinção da
concessão em razão da inexecução do contrato por parte da
concessionária.

Comentários:

Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-


lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos
usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente
exclua ou atenue essa responsabilidade (Lei nº 8.987/95, art. 25).
Além disso, nos termos do art. 37, §6º da CF, as pessoas jurídicas de
direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos
responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de
dolo ou culpa.
Assim, a resposta desta questão é a letra a.

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316. (FCC/TCE-PI/2009) Com base nas contribuições doutrinárias em


matéria de serviços públicos, classifica-se o serviço de saúde, quanto ao objeto,
como serviço público
a) próprio.
b) não exclusivo.
c) uti singuli.
d) administrativo.
e) social.

Comentários:

Quanto ao objeto, os serviços públicos classificam-se em:


administrativos; comerciais (ou industriais); e sociais.
• Serviços públicos administrativos: são aqueles que a Administração
executa para atender às suas necessidades internas ou preparar outros
serviços que serão prestados ao público, tais como os da imprensa oficial.
• Serviços públicos comerciais ou industriais: são aqueles que a
Administração executa, direta ou indiretamente, para atender às
necessidades coletivas de ordem econômica. São remunerados por
tarifas ou preços públicos. Esses serviços são executados por
empresas comerciais ou industriais, por concessão ou permissão.
Exemplos: telecomunicações, energia elétrica etc.
• Serviços públicos sociais: são aqueles que atendem as necessidades
coletivas em que a atuação do Estado é essencial, mas que convivem com
a iniciativa privada, tal como ocorre com os serviços de saúde, educação,
previdência, cultura, meio ambiente etc.

Por isso, a resposta desta questão é a letra e.

317. (FCC/TRT-18ªRegião/2008) Explorar diretamente, ou mediante


concessão, os serviços locais de gás canalizado; organizar e prestar,
diretamente ou sob regime de concessão ou permissão os serviços de
transporte coletivo; promover, no que couber, adequado ordenamento
territorial, mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e da
ocupação do solo urbano, são serviços públicos de competência,
respectivamente,
a) da União, do Estado e do Município.

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b) do Estado; do Município e do Município.


c) do Estado; do Estado e do Município.
d) do Município; do Estado e do Estado.
e) do Município, do Estado e da União.

Comentários:

Estado Explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais


de gás canalizado (CF, art. 25, §2º).

organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou


permissão os serviços de transporte coletivo (CF, art. 30, V).
Município
promover, no que couber, adequado ordenamento territorial,
mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e da
ocupação do solo urbano (CF, art. 30, VIII).

Com efeito, a resposta desta questão é a letra b.

318. (FCC/TRT-19ªRegião/2008) Associação representativa de moradores


de determinado bairro de um município pretende instalar serviço de
radiodifusão comunitária. Tratando-se de serviço público, mas que pode ser
explorado por particular, a associação depende de autorização do poder público,
cuja competência é
a) exclusiva da União.
b) exclusiva do Estado Membro onde se localiza a associação.
c) exclusiva do município onde se localiza a associação.
d) concorrente entre a União e o Estado Membro onde se localiza a
associação.
e) comum entre a União e o Estado ou Município onde se localiza a
associação.

Comentários:

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Compete à União explorar, diretamente ou mediante autorização,


concessão ou permissão, os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e
imagens (CF, art. 21, XII, a).
Logo, a resposta desta questão é a letra a.

319. (FCC/TCE-AM/2008) É item estranho ao rol de direitos dos usuários de


serviços públicos, nos termos da lei geral sobre concessões,
a) receber serviço adequado.
b) receber do poder concedente informações para a defesa de interesses
individuais ou coletivos.
c) receber da concessionária informações para a defesa de interesses
individuais ou coletivos.
d) receber o serviço, observados os princípios da universalidade, gratuidade
e continuidade.
e) obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários
prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas do
poder concedente.

Comentários:

São direitos e obrigações dos usuários:


• receber serviço adequado;
• receber do poder concedente e da concessionária informações
para a defesa de interesses individuais ou coletivos;
• obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários
prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas
do poder concedente.
• levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as
irregularidades de que tenham conhecimento, referentes ao serviço
prestado;
• comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela
concessionária na prestação do serviço;
• contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos
através dos quais lhes são prestados os serviços.

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Dentre outros, os serviços públicos são regidos princípio da modicidade


das tarifas, segundo o qual as tarifas devem ser cobradas em valores que
facilitem o acesso ao serviço posto a disposição do usuário. Ou seja, o serviço
público deve se prestado da forma mais barata possível, de acordo com a tarifa
mínima. Contudo, isso não significa que os serviços públicos deverão ser
prestados de forma gratuita.
Assim, a resosta desta questão é a letra d.

320. (FCC/TCE-AL/2008) Com relação a formas de delegação de serviços


públicos, é correto afirmar:
a) Os chamados consórcios públicos ou administrativos consistem em
acordos firmados entre pessoas jurídicas políticas ou entre pessoa jurídica
política e entidade privada, com vistas ao fomento de atividade privada
caracterizada como serviço público.
b) Dos convênios decorre, por força de lei, a constituição de nova pessoa
jurídica, responsável pela execução do serviço público, podendo revestir-
se de personalidade jurídica de direito público ou de direito privado.
c) A transferência da execução de um serviço público de uma entidade
ministerial para uma autarquia constitui mera redistribuição interna de
funções entre os vários órgãos da Administração Direta e não uma forma
de delegação de serviço público.
d) Nas concessões de serviço público (concessões comuns), a modalidade
licitatória adequada é a concorrência.
e) Considera-se caducidade a retomada do serviço pelo poder concedente
durante o prazo de concessão, por motivo de interesse público, mediante
lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização.

Comentários:

Considera-se concessão de serviço público a delegação de sua


prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade de
concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre
capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo
determinado (Lei nº 8.987/95/05, art. 2º, II).
Pelo exposto, a resposta desta questão é a letra d.

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321. (FCC/Metrô-SP/2008) Sobre concessão, autorização e permissão,


considere:
I. Concessão é forma de delegação de serviço público feita mediante licitação,
na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas.
II. Permissão é forma de delegação de serviço público feita por licitação
somente à pessoa física.
III. Permissão é forma de delegação de serviço público feita a título precário,
mediante licitação, à pessoa física ou jurídica.
IV. Autorização é ato administrativo vinculado ou discricionário, por meio do
qual o Poder Público permite ao interessado o exercício de uma atividade.
V. Concessão é forma de delegação de serviço público, a título precário,
mediante qualquer modalidade de licitação.
Está correto o que consta SOMENTE em
a) I, II e V.
b) I, III e IV.
c) II e V.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.

Comentários:

• Características básicas da concessão de serviços públicos:


9 É celebrada por contrato administrativo;
9 É por tempo determinado;
9 Exige licitação, na modalidade concorrência;
9 Pode ser feita por pessoas jurídicas e consórcios de empresas;
9 Exige lei autorizativa prévia.

• Características básicas da permissão de serviços públicos:


9 É celebrada por contrato de adesão, de caráter precário
(revogável a qualquer tempo pela Administração);
9 É por tempo determinado;
9 Exige licitação, mas não necessariamente na modalidade
concorrência;
9 Pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas;

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9 Exige lei autorizativa prévia.

• Características básicas da autorização de serviços públicos:


9 É formalizada por ato administrativo, unilateral, de
caráter precário (revogável a qualquer tempo pela Administração);
9 Pode ser feita por prazo indeterminado;
9 Não exige licitação;
9 Pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas;
9 Não exige lei autorizativa prévia.

Pelo exposto, a resposta desta questão é a letra b.

322. (FCC/TCE-SP/2008) Determinada concessionária de serviço público,


agindo no cumprimento do contrato de concessão, promove desapropriação de
terreno urbano, previamente declarado de utilidade pública para essa finalidade
pelo poder concedente. Ao fazê-lo, porém, ocupa irregularmente terreno vizinho
por acreditar que estava compreendido no âmbito da desapropriação,
demolindo construção ali existente. Neste caso, a responsabilidade por danos
ao imóvel vizinho é imputável
a) à concessionária, porque não poderia promover a desapropriação por
conta própria.
b) à concessionária, desde que se comprove que agiu com dolo ou culpa
grave.
c) exclusivamente ao poder concedente, na qualidade de ente
desapropriante.
d) ao poder concedente, desde que se comprove erro na descrição das
confrontações do imóvel desapropriado.
e) à concessionária, mesmo que se trate de pessoa privada não integrante
da Administração.

Comentários:

Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-


lhe responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos
usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão competente
exclua ou atenue essa responsabilidade (Lei nº 8.987/95, art. 25).

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Ademais, as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado


prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus
agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa (CF, art. 37, §6º).
Logo, a resposta desta questão é a letra e.

323. (FCC/TCE-AM/2007) Nos contratos de concessão de serviço público, a


subconcessão
a) é em regra admitida, independentemente de previsão contratual
expressa.
b) é em regra admitida, desde que haja previsão contratual expressa e
independentemente de autorização do poder concedente.
c) é em regra admitida, desde que haja autorização do poder concedente e
nos termos do contrato.
d) só é admitida quando autorizada pelo poder concedente, ainda que
proibida pelo contrato.
e) é em regra inadmitida, independentemente de previsão contratual
expressa.

Comentários:

É admitida a subconcessão, nos termos previstos no contrato de


concessão, desde que expressamente autorizada pelo poder concedente
(Lei nº 8.987/95, art. 26).
Portanto, a resosta desta questão é a letra c.

324. (FCC/TCE-AM/2007) A rescisão de contrato de concessão de serviço


público é medida que compete
a) exclusivamente ao concessionário, que pode tomá-la por meio de ação
judicial intentada com essa finalidade.
b) exclusivamente ao concessionário, que pode tomá-la unilateralmente,
desde que haja inadimplemento do poder concedente por 3 (três) meses
consecutivos.
c) exclusivamente ao poder concedente, que pode tomá-la apenas por meio
de ação judicial intentada com essa finalidade.

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d) exclusivamente ao poder concedente, que pode tomá-la unilateralmente,


havendo inadimplemento do concessionário.
e) tanto ao concessionário quanto ao poder concedente, havendo
inadimplemento da parte contrária.

Comentários:

O contrato de concessão poderá ser rescindido por iniciativa da


concessionária, no caso de descumprimento das normas contratuais pelo
poder concedente, mediante ação judicial especialmente intentada para esse
fim (Lei nº 8.987/95, art. 39).
Nessa hipótese, os serviços prestados pela concessionária não poderão
ser interrompidos ou paralisados, até a decisão judicial transitada em
julgado (art. 39, parágrafo único).
Por isso, a resposta desta questão é a letra a.

325. (FCC/TCE-MG/2007) Segundo a Lei nº 8.987/95, na concessão de


serviço público
a) há a delegação da titularidade de determinado serviço público a pessoa
jurídica ou a consórcio de empresas.
b) exige-se prévia licitação, na modalidade tomada de preços, sendo vedada
qualquer preferência em razão da nacionalidade dos licitantes.
c) é necessário que este se constitua em empresa antes de celebrar o
contrato de concessão, em sendo o licitante vencedor um consórcio.
d) os respectivos contratos poderão prever o emprego de mecanismos
privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao
contrato, como a arbitragem.
e) a encampação dispensa lei autorizativa específica, mas exige prévio
pagamento da indenização à concessionária.

Comentários:

O contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos


privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato,
inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil e em língua portuguesa (art.
23-A).
Assim, a resposta desta questão é a letra d.

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326. (FCC/TCE-MG/2007) Consoante a Lei nº 11.079/04, as parcerias


público-privadas são firmadas pelo Poder Público e pela entidade privada
interessada mediante
a) consórcio administrativo.
b) contrato de concessão.
c) convênio.
d) permissão de serviço público.
e) autorização de serviço público.

Comentários:

De acordo com o art. 2º da Lei nº 11.079/04, parceria público-privada


é o contrato administrativo de concessão, na modalidade patrocinada ou
administrativa.
• Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras
públicas de que trata a Lei no 8.987/95, quando envolver, adicionalmente
à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado.
• Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que
a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que
envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.

Por isso, a resposta desta questão é a letra b.

327. (FCC/TCE-MG/2007) Sobre a parceria público-privada prevista na Lei


federal nº 11.079/04, é correto afirmar que
a) se formaliza por meio de contrato de consórcio celebrado entre o Poder
Público e a entidade privada interessada, depois de constituída sociedade
de propósito específico incumbida de implantar e gerir o objeto da
parceria.
b) se formaliza por meio de contratos de concessão ou de permissão
celebrados entre o Poder Público e a entidade privada interessada, depois
de constituída sociedade de propósito específico incumbida de implantar e
gerir o objeto da parceria.

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c) se formaliza por meio de contratos de consórcio ou de concessão


celebrados entre o Poder Público e a entidade privada interessada, depois
de constituída sociedade de propósito específico incumbida de implantar e
gerir o objeto da parceria.
d) admite a concessão patrocinada de obra ou serviço públicos, segundo a
qual a entidade privada é remunerada exclusivamente mediante
contraprestação pecuniária do Poder Público.
e) somente admite concessões de obras ou serviços públicos que envolvam
contraprestação pecuniária do Poder Público à entidade privada.

Comentários:

Não constitui parceria público-privada a concessão comum, assim


entendida a concessão de serviços públicos ou de obras públicas de que trata a
Lei no 8.987/95, quando não envolver contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado. (art. 2º, §3º).
Com efeito, a resposta desta questão é a letra e.

328. (FCC/ISS-SP/2007) Nos termos do tratamento legal da matéria, a


a) concessão e a permissão de serviços públicos são contratos.
b) concessão de serviços públicos é contrato, mas a permissão é ato
unilateral.
c) permissão de serviços públicos é contrato, mas a concessão é ato
unilateral.
d) concessão e a permissão de serviços públicos são atos unilaterais.
e) concessão de serviços públicos é contrato e a permissão de serviços não
mais existe.

329. (FCC/TCE-CE/2006) A permissão de serviços públicos distingue-se da


concessão em razão
a) de sua precariedade.
b) da possibilidade de ser rescindida unilateralmente pela Administração.
c) da desnecessidade de prévia licitação.
d) da prescindibilidade de contrato escrito.
e) de não ter natureza contratual.

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Comentários:

• Características básicas da concessão de serviços públicos:


9 É celebrada por contrato administrativo;
9 É por tempo determinado;
9 Exige licitação, na modalidade concorrência;
9 Pode ser feita por pessoas jurídicas e consórcios de empresas;
9 Exige lei autorizativa prévia.

• Características básicas da permissão de serviços públicos:


9 É celebrada por contrato de adesão, de caráter precário
(revogável a qualquer tempo pela Administração);
9 É por tempo determinado;
9 Exige licitação, mas não necessariamente na modalidade
concorrência;
9 Pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas;
9 Exige lei autorizativa prévia.

Portanto, a resposta das questões 328 e 329 é a letra a

330. (FCC/ARCE/2006) A legislação vigente prevê algumas hipóteses em que


o concessionário pode, licitamente, paralisar ou interromper a execução do
serviço. Dentre essas hipóteses incluem-se
a) razões de ordem técnica ou segurança das instalações e imposição de
prazos rigorosos ao contratado.
b) inadimplemento do usuário e razões de ordem técnica ou segurança das
instalações.
c) inadimplemento do usuário e aplicabilidade da exceptio non adimplementi
contractus contra a Administração por descumprimento de normas
contratuais.
d) desinteresse da concessionária em continuar a prestar o serviço e razões
de ordem técnica ou segurança das instalações.
e) ausência de fiscalização pelo poder concedente e inadimplemento do
usuário.

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Comentários:

Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua


interrupção em situação de emergência ou após prévio aviso, quando (Lei
no 8.987/95, art. 6º, §3º):
• motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das
instalações; e,
• por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da
coletividade.

Logo, a resposta desta querstão é a letra b.

331. (FCC/ARCE/2006) São princípios inerentes ao regime jurídico de


concessões dos serviços públicos:
a) qualidade e irregularidade.
b) cortesia e pontualidade.
c) faculdade de prestação e neutralidade.
d) insegurança e gratuidade.
e) modicidade nas tarifas e universalidade.

Comentários:

São princípios regedores dos serviços públicos:


• Princípio da continuidade (ou da permanência): os serviços públicos
devem ser prestados de forma contínua, sem interrupções, a fim de evitar
que a paralisação provoque prejudique as atividades particulares.
• Princípio da eficiência: o Estado deve prestar um serviço adequado
com o menor custo possível.
• Princípio da mutabilidade do regime jurídico: permite a alteração do
regime incidente sobre a prestação dos serviços públicos a fim de adaptá-
lo às exigências sempre variáveis do interesse público, da vida coletiva e
de novas técnicas.
• Princípio da flexibilidade ou da adaptabilidade: o Estado dever
adequar os serviços públicos à modernização e atualização das
necessidades dos administrados.

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• Princípio da cortesia na prestação (ou da urbanidade no


tratamento): exige que o administrado seja tratado de modo educado e
cortês.
• Princípio da obrigatoriedade do Estado de prestar o serviço
público: é um encargo inescusável que deve ser prestado pelo Poder
Público de forma direta ou indireta.
• Princípio da supremacia do interesse público: os serviços devem
atender as necessidades da coletividade.
• Princípio da universalidade (ou da generalidade): os serviços devem
estar disponíveis a todos (erga omnes).
• Princípio da impessoalidade: não pode haver discriminação entre os
usuários.
• Princípio da motivação: o Estado tem que fundamentar as decisões
referentes aos serviços públicos.
• Princípio da modicidade das tarifas: as tarifas devem ser cobradas em
valores que facilitem o acesso ao serviço posto a disposição do usuário.
Ademais, o serviço público deve se prestado da forma mais barata
possível, de acordo com a tarifa mínima. Contudo, isso não significa
que os serviços públicos deverão ser prestados de forma gratuita.
• Princípio do controle: deve haver um controle rígido e eficaz sobre a
correta prestação dos serviços públicos.
• Princípio da regularidade: exige a manutenção da qualidade do serviço
prestado.
• Princípio da atualidade: exige que os serviços sejam prestados de
acordo com as técnicas mais atuais.
• Princípio da segurança: o serviço público não pode colocar em risco a
vida dos administrados, os administrados não podem ter sua segurança
comprometida pelos serviços públicos.

Por isso, a resposta desta questão é a letra e.

332. (FCC/ARCE/2006) Determinado ente público celebra, com particular,


contrato por meio do qual outorga a este a concessão de serviço público, por
prazo determinado e em caráter não-precário, tendo como elemento essencial a
necessidade de o ente público aportar recursos próprios para a realização de
obra vinculada à execução do serviço. Esta modalidade de avença é tipificada
como concessão
a) administrativa.

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b) patrocinada.
c) precedida de obra.
d) simples.
e) onerosa.

Comentários:

Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão,


na modalidade patrocinada ou administrativa (Lei nº 11.079/04, art. 2º).
• Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras
públicas de que trata a Lei no 8.987/95, quando envolver, adicionalmente
à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado.
• Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que
a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que
envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.

Assim, a resposta desta questão é a letra b.

333. (FCC/PC-MA/2006/Adaptada) O Governo do Estado de São Paulo,


conforme disposto na Lei nº 8.987/95, delegou a um particular a execução de
um serviço público que, entretanto, foi retomada pelo poder concedente,
durante o prazo da concessão, por motivos de interesse público e mediante lei
autorizativa específica. Nesse caso, a extinção da concessão configura a
a) reintegração de serviço público, tendo o concessionário direito ao prévio
pagamento de indenização.
b) caducidade, situação esta que desonera o concedente do ressarcimento
de prejuízos sofridos pelo particular ante a supremacia do interesse
público.
c) encampação, hipótese em que o particular fará jus ao prévio
ressarcimento dos prejuízos regularmente comprovados.
d) rescisão, situação em que não resulta para o contratante qualquer espécie
de responsabilidade em relação aos encargos da concessionária.
e) reversão, hipótese em que o concessionário terá direito ao ressarcimento
de quaisquer prejuízos suportados.

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Comentários:

De acordo com o art. 37 da Lei nº 8.987/95, considera-se encampação a


retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da
concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa
específica e após prévio pagamento da indenização.
Assim, a resposta desta questão é a letra c.

334. (FCC/Manaus-AM/2006). Em matéria de concessão de serviços


públicos, considere:
I. A retomada do serviço, antes de findar-se o prazo da concessão, em
decorrência de rescisão unilateral do contrato, ou ainda, por motivo de
interesse público, mediante lei autorizativa específica e prévio pagamento de
indenização.
II. A incorporação dos bens da concessionária ao patrimônio do concedente, ao
cabo da concessão de serviço, seja qual for a hipótese de extinção, deve ser
feita com indenização dos bens ainda não amortizados.
III. A extinção antecipada da concessão de serviço público em conseqüência de
uma lei dispondo que determinado serviço público deixe de ser oferecido
mediante esse regime de direito público.
Tais situações, dizem respeito, respectivamente, a
a) intervenção, afetação e reversão.
b) intervenção, encampação e afetação.
c) reversão, desafetação e encampação.
d) afetação, intervenção e desafetação.
e) encampação, reversão e afetação.

Comentários:

Encampação A retomada do serviço, antes de findar-se o prazo da


concessão, em decorrência de rescisão unilateral do contrato,
ou ainda, por motivo de interesse público, mediante lei
autorizativa específica e prévio pagamento de indenização.

Reversão A incorporação dos bens da concessionária ao patrimônio do


concedente, ao cabo da concessão de serviço, seja qual for a
hipótese de extinção, deve ser feita com indenização dos bens

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ainda não amortizados.

Afetação A extinção antecipada da concessão de serviço público em


conseqüência de uma lei dispondo que determinado serviço
público deixe de ser oferecido mediante esse regime de direito
público.

Assim, a resposta desta questão é a letra e.

335. (ESAF/RFB/2009) Em se tratando de permissão e concessão da


prestação de serviço público, ante o disposto na Lei n. 8.987/95, marque a
opção incorreta.
a) Ocorrerá a caducidade da concessão caso a concessionária não cumpra as
penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos.
b) Caracteriza-se como descontinuidade do serviço a sua interrupção em
situação de emergência ou após prévio aviso quando por inadimplemento
do usuário, considerado o interesse da coletividade.
c) O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar
a adequação na prestação do serviço.
d) Sempre que forem atendidas as condições do contrato, considera-se
mantido seu equilíbrio econômico-financeiro.
e) Extinta a concessão, haverá a imediata assunção do serviço pelo poder
concedente que ocupará as instalações e utilizará todos os bens
reversíveis.

Comentários:

A letra a está certa. A caducidade da concessão poderá ser declarada


pelo poder concedente quando (art. 38, §1º):
• o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou
deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e
parâmetros definidores da qualidade do serviço;
• a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições
legais ou regulamentares concernentes à concessão;
• a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto,
ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior;
• a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou
operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido;

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• a concessionária não cumprir as penalidades impostas por


infrações, nos devidos prazos;
• a concessionária não atender a intimação do poder concedente no
sentido de regularizar a prestação do serviço; e
• a concessionária for condenada em sentença transitada em
julgado por sonegação de tributos, inclusive contribuições sociais.

A letra b está errada. Não se caracteriza como descontinuidade do


serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio
aviso, quando (art. 6º, §3º):
• motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das
instalações; e,
• por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da
coletividade.

A letra c está certa. O poder concedente poderá intervir na concessão,


com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço, bem como o
fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais
pertinentes (art. 32). Essa intervenção será feita por decreto do poder
concedente, que conterá a designação do interventor, o prazo da intervenção
e os objetivos e limites da medida.

A letra d está certa. Sempre que forem atendidas as condições do


contrato, considera-se mantido seu equilíbrio econômico-financeiro (art. 10).

A letra e está certa. Extingue-se a concessão por (art. 35): advento do


termo contratual; encampação; caducidade; rescisão; anulação; e falência ou
extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no
caso de empresa individual.
Com a extinção da concessão:
• retornam ao poder concedente todos os bens reversíveis, direitos e
privilégios transferidos ao concessionário conforme previsto no edital e
estabelecido no contrato.
• haverá a imediata assunção do serviço pelo poder concedente,
procedendo-se aos levantamentos, avaliações e liquidações necessários

Logo, a resposta desta questão é a letra b.

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336. (ESAF/SEFAZ-SP/2009) Acerca dos serviços públicos, assinale a opção


correta.
a) Vários são os conceitos encontrados na doutrina para serviços públicos,
podendo-se destacar como toda atividade material que a lei atribui ao
Estado para que a exerça diretamente ou por meio de outras pessoas
(delegados), com o objetivo de satisfazer às necessidades coletivas,
respeitando-se, em todo caso, o regime jurídico inteiramente público.
b) Pode-se dizer que toda atividade de interesse público é serviço público.
c) A legislação do serviço público tem avançado, apresentando modelos mais
modernos de prestação, em que se destaca, por exemplo, a parceria
público-privada, com duas previsões legais: patrocinada ou
administrativa.
d) São princípios relacionados ao serviço público: continuidade do serviço
público, imutabilidade do regime jurídico e o da igualdade dos usuários.
e) Para que seja encarada a atividade do Estado como serviço público, deve-
se respeitar a gratuidade quando de sua aquisição pelo usuário.

Comentários:

A letra a está errada. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, serviço


público é uma atividade administrativa desempenhada pelo Estado ou por quem
lhe faças as vezes, sob regime jurídico ora exclusivamente público, ora
híbrido (regime privado derrogado por normas públicas), destinada a
atender concretamente os interesses públicos e coletivos.

A letra b está errada. Nem toda atividade de interesse público constitui


serviço público. No Brasil, a atividade em si não define se um serviço é público
ou não. Pois, existem atividades essenciais, como educação, que são exploradas
por particulares sem regime de delegação, bem como há serviços totalmente
dispensáveis, como as loterias, que são prestados pelo Estado como serviços
públicos.

A letra c esta certa. Parceria público-privada é o contrato


administrativo de concessão, na modalidade patrocinada ou
administrativa (Lei nº 11.079/04, art. 2º).
• Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras
públicas de que trata a Lei no 8.987/95, quando envolver, adicionalmente
à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado.

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• Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que


a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que
envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.

As letra d e e estão erradas. São princípios regedores dos serviços


públicos:
• Princípio da continuidade (ou da permanência): os serviços públicos
devem ser prestados de forma contínua, sem interrupções, a fim de evitar
que a paralisação provoque prejudique as atividades particulares.
• Princípio da eficiência: o Estado deve prestar um serviço adequado
com o menor custo possível.
• Princípio da mutabilidade do regime jurídico: permite a alteração do
regime incidente sobre a prestação dos serviços públicos a fim de adaptá-
lo às exigências sempre variáveis do interesse público, da vida coletiva e
de novas técnicas.
• Princípio da flexibilidade ou da adaptabilidade: o Estado dever
adequar os serviços públicos à modernização e atualização das
necessidades dos administrados.
• Princípio da cortesia na prestação (ou da urbanidade no
tratamento): exige que o administrado seja tratado de modo educado e
cortês.
• Princípio da obrigatoriedade do Estado de prestar o serviço
público: é um encargo inescusável que deve ser prestado pelo Poder
Público de forma direta ou indireta.
• Princípio da supremacia do interesse público: os serviços devem
atender as necessidades da coletividade.
• Princípio da universalidade (ou da generalidade): os serviços devem
estar disponíveis a todos (erga omnes).
• Princípio da impessoalidade: não pode haver discriminação entre os
usuários.
• Princípio da motivação: o Estado tem que fundamentar as decisões
referentes aos serviços públicos.
• Princípio da modicidade das tarifas: as tarifas devem ser cobradas em
valores que facilitem o acesso ao serviço posto a disposição do usuário.
Ademais, o serviço público deve se prestado da forma mais barata
possível, de acordo com a tarifa mínima. Contudo, isso não significa
que os serviços públicos deverão ser prestados de forma gratuita.
• Princípio do controle: deve haver um controle rígido e eficaz sobre a
correta prestação dos serviços públicos.

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• Princípio da regularidade: exige a manutenção da qualidade do serviço


prestado.
• Princípio da atualidade: exige que os serviços sejam prestados de
acordo com as técnicas mais atuais.
• Princípio da segurança: o serviço público não pode colocar em risco a
vida dos administrados, os administrados não podem ter sua segurança
comprometida pelos serviços públicos.

Assim, a resposta desta questão é a letra c.

337. (ESAF/MPOG/2008) O serviço público, modernamente, busca melhorar


e aperfeiçoar o atendimento ao público. Analise os itens a seguir:
I. considera-se concessão de serviço público a delegação de sua prestação, feita
pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência, à
pessoa jurídica ou consórcio de empresas;
II. considera-se permissão de serviço público a delegação, a título precário,
mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder
concedente à pessoa física ou jurídica ou consórcio de empresas;
III. toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado
que satisfaça as condições de atualidade compreendendo a modernidade das
instalações e a sua conservação;
IV. as concessionárias de serviços públicos de direito privado, nos Estados, são
obrigadas a oferecer ao usuário, dentro do mês de vencimento, o mínimo de
seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está correto.
b) Apenas o item III está correto.
c) Todos os itens estão corretos.
d) Apenas o item IV está incorreto.
e) Apenas o item II está incorreto.

Comentários:

O item I está certo. Considera-se concessão de serviço público a


delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação,
na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de

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empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e
risco e por prazo determinado (Lei nº 8.987/95, art. 2º, II).

O item II está errado. Considera-se permissão de serviço público a


delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços
públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica (consórcio
de empresas não!) que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua
conta e risco (Lei nº 8.987/95, art. 2º, IV).

O item III está certo. De acordo do o art. 6º da Lei nº 8.987/95, toda


concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado ao pleno
atendimento dos usuários.

O item IV está certo. As concessionárias de serviços públicos, de


direito público e privado, nos Estados e no Distrito Federal, são
obrigadas a oferecer ao consumidor e ao usuário, dentro do mês de
vencimento, o mínimo de seis datas opcionais para escolherem os dias de
vencimento de seus débitos (Lei nº 8.987/95, art. 7-A).

A resposta desta questão, portanto, é a letra e.

338. (ESAF/CGU/2008) Sobre o regime de concessão e permissão da


prestação de serviços públicos é correto afirmar:
a) nos contratos de financiamento, as concessionárias não poderão oferecer
em garantia os direitos emergentes da concessão.
b) para garantir contratos de mútuo de longo prazo, destinados a
investimentos relacionados a contratos de concessão, em qualquer de
suas modalidades, não se admite que as concessionárias cedam ao
mutuante, em caráter fiduciário, parcela de seus créditos operacionais
futuros.
c) incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe
responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos
usuários ou a terceiros. A responsabilização será atenuada em razão da
existência da fiscalização exercida pelo órgão competente.
d) o contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos
privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao
contrato, inclusive a arbitragem, nos termos da lei.

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e) a encampação e a caducidade não extinguem a concessão, vez que sua


extinção ocorrerá pelo advento do termo contratual, pela rescisão, ou
pela anulação.

Comentários:

A letra a está errada. Nos contratos de financiamento, as


concessionárias poderão oferecer em garantia os direitos emergentes da
concessão, até o limite que não comprometa a operacionalização e a
continuidade da prestação do serviço (art. 28).

A letra b está errada. Para garantir contratos de mútuo de longo


prazo, destinados a investimentos relacionados a contratos de concessão, em
qualquer de suas modalidades, as concessionárias poderão ceder ao
mutuante, em caráter fiduciário, parcela de seus créditos operacionais futuros,
observadas as condições previstas em lei (art. 28-A).

A letra c está errada. Incumbe à concessionária a execução do serviço


concedido, cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados ao
poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização
exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa
responsabilidade (art. 25).

A letra d está certa. O contrato de concessão poderá prever o emprego


de mecanismos privados para resolução de disputas decorrentes ou
relacionadas ao contrato, inclusive a arbitragem, a ser realizada no Brasil
e em língua portuguesa, nos termos da Lei no 9.307, de 23 de setembro de
1996 (art. 23-A).

A letra e está errada. Extingue-se a concessão por (art. 35): advento


do termo contratual; encampação; caducidade; rescisão; anulação; e
falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade
do titular, no caso de empresa individual.

Portanto, a resposta desta questão é a letra d.

339. (ESAF/TCE-GO/2007) Sobre a intervenção, pelo poder concedente, na


concessão de serviço público, assinale a opção correta.

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a) A intervenção dá direito à indenização prévia.


b) Não se admite declaração de intervenção sem prévia observância do
princípio da ampla defesa, em favor da concessionária.
c) O procedimento atinente à intervenção deve ser conduzido em juízo,
constituindo hipótese de jurisdição voluntária.
d) A intervenção, da mesma forma da declaração de caducidade, dá-se por
decreto do poder concedente.
e) Por não se tratar de hipótese de extinção da concessão, o término da
intervenção conduzirá ao direito da concessionária de retomada da
concessão.

Comentários:

A letra a está errada. Se ficar comprovado que a intervenção não


observou os pressupostos legais e regulamentares será declarada sua nulidade,
devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária, sem prejuízo
de seu direito à indenização (art. 33, §1º). Portanto, se for o caso, a
indenização será posterior a intervenção.

As letras b e c estão erradas. Declarada a intervenção, o poder


concedente deverá, no prazo de 30 dias, instaurar procedimento
administrativo para comprovar as causas determinantes da medida e apurar
responsabilidades, assegurado o direito de ampla defesa (art. 33).
Portanto, admite-se a intervenção sem prévia observância do princípio da
ampla defesa. Ademais, o procedimento atinente à intervenção não deve ser
conduzido em juízo. Na verdade, o poder concedente deverá instaurar
procedimento administrativo.

A letra d está certa. A intervenção será feita por decreto do poder


concedente, que conterá a designação do interventor, o prazo da intervenção
e os objetivos e limites da medida (art. 32, parágrafo único).
Instaurado o processo administrativo e comprovada a inadimplência, a
caducidade será declarada por decreto do poder concedente,
independentemente de indenização prévia, calculada no decurso do processo
(art. 38, §4º).

A letra e está errada. Cessada a intervenção, se não for extinta a


concessão, a administração do serviço será devolvida à concessionária,
precedida de prestação de contas pelo interventor, que responderá pelos atos

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praticados durante a sua gestão (art. 34). Logo, a concessão pode ser extinta
após a intervenção.

Por isso, a resposta desta questão é a letra d.

340. (ESAF/SEFAZ-CE/2007) Assinale a opção que contenha condições que


não são tidas como necessárias para a caracterização do serviço adequado, nos
termos da Lei n. 8.987/95.
a) Regularidade/modicidade das tarifas.
b) Continuidade/cortesia.
c) Controle/economicidade.
d) Eficiência/generalidade.
e) Atualidade/segurança.

Comentários:

Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade,


continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia
na sua prestação e modicidade das tarifas (art. 6º, §1º).
Logo, a resposta desta questão é a letra c.

341. (ESAF/MTE/2006) Quanto ao serviço público, assinale a afirmativa


verdadeira.
a) Pela Constituição Federal, no Brasil, só é possível a prestação de serviços
públicos de forma indireta.
b) A permissão e a autorização para a prestação de serviços públicos
depende de prévia licitação.
c) Os serviços públicos, no Brasil, são prestados sob regime jurídico
especial, distinto do comum, seja exercido pelo Estado ou por empresas
privadas.
d) Os serviços públicos, quando prestados pelo Poder Público, só podem ser
executados por entidades ou órgãos de direito público.
e) A fórmula do denominado "serviço adequado" não foi positivada pelo
direito brasileiro.

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Comentários:

A letra a está errada. Nos termos do art. 175 da Constituição Federal de


1988, “incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob
regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a
prestação dos serviços públicos.”

A letra b está errada.

Concessão Exige licitação, na modalidade concorrência.

Permissão Exige licitação, mas não necessariamente na modalidade


concorrência.

Autorização Não exige licitação.

A letra c está certa. Na lição de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo,


nos termos da Constituição Federal e das leis em geral, sempre que um serviço
for um serviço público ele será prestado, obrigatoriamente, sob regime jurídico
de direito público. Por outro lado, sempre que um serviço for prestado sob
regime jurídico de direito privado ele será um serviço privado.

A letra d está errada. As empresas públicas e as sociedades de


economia mista podem prestar serviços públicos, embora sejam entidades de
direito privado.

A letra e está errada. Serviço adequado é o que satisfaz as condições


de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade,
generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas (Lei nº
8.987/95art. 6º, §1º).

Com efeito, a resposta desta questão é a letra c.

342. (ESAF/Analista/ANEEL/2006) Ainda com relação às prescrições da Lei


n. 8.987, de 13/2/1995, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão
da prestação de serviços públicos, assinale a opção correta.

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a) No julgamento da licitação, deverão ser considerados simultaneamente,


pelo menos, os critérios do menor valor da tarifa do serviço público a ser
prestado e da melhor proposta técnica, com preço fixado no edital.
b) São várias as cláusulas essenciais do contrato de concessão, porém elas
não incluem as relativas à obrigatoriedade, forma e periodicidade da
prestação de contas da concessionária ao poder concedente e aos direitos
dos usuários para a obtenção e utilização do serviço: essas cláusulas
devem ser tratadas em lei.
c) É incumbência do poder concedente intervir na prestação do serviço
sempre que houver denúncia de que ela é inadequada ou de qualidade
insuficiente.
d) O poder concedente poderá intervir na concessão, sendo que a
intervenção será feita por decreto do poder concedente, que conterá a
designação do interventor e o prazo da intervenção.
e) A não-regularização pela concessionária da prestação do serviço após
intimação do poder concedente neste sentido pode gerar a encampação,
que é uma das razões para a extinção unilateral da concessão sem
pagamento de indenização.

Comentários:

A letra a está errada. Toda concessão de serviço público, precedida ou


não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da
legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade,
publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao
instrumento convocatório (art. 14).
No julgamento da licitação será considerado um dos seguintes
critérios (art. 15):
I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado;
II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela
outorga da concessão;
III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e
VII;
IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital;
V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor
da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica;
VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior
oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica; ou

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VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de


propostas técnicas

A letra b está errada. São cláusulas essenciais do contrato de concessão


as relativas:
• ao objeto, à área e ao prazo da concessão;
• ao modo, forma e condições de prestação do serviço;
• aos critérios, indicadores, fórmulas e parâmetros definidores da qualidade
do serviço;
• ao preço do serviço e aos critérios e procedimentos para o reajuste e a
revisão das tarifas;
• aos direitos, garantias e obrigações do poder concedente e da
concessionária, inclusive os relacionados às previsíveis necessidades de
futura alteração e expansão do serviço e conseqüente modernização,
aperfeiçoamento e ampliação dos equipamentos e das instalações;
• aos direitos e deveres dos usuários para obtenção e utilização do
serviço;
• à forma de fiscalização das instalações, dos equipamentos, dos métodos e
práticas de execução do serviço, bem como a indicação dos órgãos
competentes para exercê-la;
• às penalidades contratuais e administrativas a que se sujeita a
concessionária e sua forma de aplicação;
• aos casos de extinção da concessão;
• aos bens reversíveis;
• aos critérios para o cálculo e a forma de pagamento das indenizações
devidas à concessionária, quando for o caso;
• às condições para prorrogação do contrato;
• à obrigatoriedade, forma e periodicidade da prestação de contas
da concessionária ao poder concedente;
• à exigência da publicação de demonstrações financeiras periódicas da
concessionária; e
• ao foro e ao modo amigável de solução das divergências contratuais.

A letra c está errada e a letra d está certa. O poder concedente


poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a adequação na
prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas
contratuais, regulamentares e legais pertinentes (art. 32). Portanto, a
intervenção é facultativa. Ademais, a intervenção será feita por decreto do

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poder concedente, que conterá a designação do interventor, o prazo da


intervenção e os objetivos e limites da medida.

A letra e está errada. A caducidade da concessão poderá ser


declarada pelo poder concedente quando (art. 38, §1º):
• o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou
deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e
parâmetros definidores da qualidade do serviço;
• a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições
legais ou regulamentares concernentes à concessão;
• a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto,
ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior;
• a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou
operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido;
• a concessionária não cumprir as penalidades impostas por
infrações, nos devidos prazos;
• a concessionária não atender a intimação do poder concedente no
sentido de regularizar a prestação do serviço; e
• a concessionária for condenada em sentença transitada em
julgado por sonegação de tributos, inclusive contribuições sociais.

Portanto, a resposta desta questão é a letra d.

343. (ESAF/ANEEL/2006) A respeito das prescrições da Lei n. 8.987, de


13/2/1995, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação
de serviços públicos, assinale a opção incorreta.
a) As concessões estão sujeitas à fiscalização contínua e exclusiva pelo
poder concedente responsável pela delegação. Por sua vez, as
permissões, por serem delegações a título precário, sujeitam-se à
fiscalização pelo poder concedente com a cooperação dos usuários.
b) Um município de um estado brasileiro que, no passado, tenha sido
território pode ser poder concedente.
c) As condições de prestação de um serviço adequado incluem continuidade,
cortesia na prestação e modicidade das tarifas.
d) Os usuários devem levar ao conhecimento do poder público e da
concessionária as irregularidades de que tomem conhecimento, relativas
ao serviço prestado.

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e) Os contratos relativos à concessão de serviços públicos poderão prever


mecanismos de revisão tarifária, com a finalidade de manter-se o
equilíbrio econômico-financeiro.

Comentários:

A letra a está errada. As concessões e permissões estarão sujeitas à


fiscalização pelo poder concedente responsável pela delegação, com a
cooperação dos usuários (art. 3º).

A letra b está certa. U, E DF ou M, em cuja competência se encontre o


serviço público, precedido ou não da execução de obra pública, objeto de
concessão ou permissão são considerados poderes concedentes (art. 2º, I).

A letra c está certa. Serviço adequado é o que satisfaz as condições de


regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade,
generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas (art.
6º, §1º).

A letra d está certa. São direitos e obrigações dos usuários (art. 7º):
• receber serviço adequado;
• receber do poder concedente e da concessionária informações para a
defesa de interesses individuais ou coletivos;
• obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários
prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas do
poder concedente.
• levar ao conhecimento do poder público e da concessionária as
irregularidades de que tenham conhecimento, referentes ao
serviço prestado;
• comunicar às autoridades competentes os atos ilícitos praticados pela
concessionária na prestação do serviço;
• contribuir para a permanência das boas condições dos bens públicos
através dos quais lhes são prestados os serviços.

A letra e está certa. A tarifa do serviço público concedido será fixada


pelo preço da proposta vencedora da licitação e preservada pelas regras de
revisão previstas na Lei nº 8.987/95, no edital e no contrato (art. 9º). Os
contratos poderão prever mecanismos de revisão das tarifas, a fim de
manter-se o equilíbrio econômico-financeiro (art. 9º, §2º).

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Logo, a resposta desta questão é a letra a.

344. (ESAF/CGU/2006) Na concessão de serviços públicos federais, a


União, que os tenha como seus próprios e privativos, delega a sua prestação a
terceiros, os quais se remuneram pela respectiva exploração, como é o caso
a) da educação escolar.
b) da informática
c) da assistência à saúde.
d) das telecomunicações.
e) do gás canalizado.

Comentários:

Compete à União explorar, diretamente ou mediante autorização,


concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da
lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão
regulador e outros aspectos institucionais (CF, art. 21, XI).
Ademais, cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante
concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a
edição de medida provisória para a sua regulamentação (CF, art. 25, §2º).
Logo, a resposta desta questão é a letra d.

345. (ESAF/PGFN/2006) A legislação federal estabelece como formas de


Parceria Público-Privada apenas:
a) a concessão comum.
b) a concessão patrocinada.
c) a concessão patrocinada e a concessão administrativa.
d) as concessões comum, patrocinada e administrativa.
e) as formas de concessão admitidas em direito, e demais contratos
administrativos.

Comentários:

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Parceria público-privada é o contrato administrativo de concessão,


na modalidade patrocinada ou administrativa (Lei nº 11.079/04, art. 2º).
• Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras
públicas de que trata a Lei no 8.987/95, quando envolver, adicionalmente
à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado.
• Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que
a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que
envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.

Assim, a resposta desta questão é a letra c.

346. (ESAF/TCU/2006) De acordo com a Constituição Federal, a prestação


de serviços públicos dar-se-á diretamente pelo Poder Público ou mediante
concessão ou permissão. O texto constitucional prevê, ainda, lei que regrará
esta prestação. Assinale, no rol abaixo, o instituto que não está mencionado na
norma constitucional como diretriz para esta mencionada lei.
a) Direitos dos usuários.
b) Política tarifária.
c) Obrigação de manter serviço adequado.
d) Condições de caducidade e rescisão da concessão ou permissão.
e) Critérios de licitação para a escolha dos concessionários ou
permissionários.

Comentários:

Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de


concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços
públicos (CF, art. 175). A lei disporá sobre:
• o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços
públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem
como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da
concessão ou permissão;
• os direitos dos usuários;
• política tarifária;

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• a obrigação de manter serviço adequado.

Portanto, a resposta desta questão é a letra e.

347. (ESAF/SRF/2005) Na concessão de serviço público, considera-se


encargo da concessionária
a) arcar com as indenizações de desapropriações promovidas pelo Poder
Público de bens necessários à execução do serviço concedido.
b) permitir acesso da fiscalização do poder concedente e dos usuários aos
seus registros contábeis.
c) captar recursos financeiros, junto ao poder concedente, necessários à
prestação do serviço.
d) dar publicidade periódica de seus resultados financeiros aos usuários, nos
termos contratuais.
e) constituir servidões administrativas autorizadas pelo poder concedente,
conforme previsto no edital e no contrato.

Comentários:

Incumbe à concessionária (Lei nº 8.987/95, art. 31):


• prestar serviço adequado, na forma prevista nesta Lei, nas normas
técnicas aplicáveis e no contrato;
• manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à
concessão;
• prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos
usuários, nos termos definidos no contrato;
• cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas
contratuais da concessão;
• permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso, em qualquer
época, às obras, aos equipamentos e às instalações integrantes do
serviço, bem como a seus registros contábeis;
• promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas
pelo poder concedente, conforme previsto no edital e no contrato;
• zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço,
bem como segurá-los adequadamente; e

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• captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à


prestação do serviço.

Logo, a resposta desta questão é a letra e.

348. (ESAF/TRT-7ªRegião/2005) A forma mais moderna de prestação de


serviços públicos é a denominada parceria público-privada, regida pela Lei nº
11.079/04. No âmbito dessa norma, foram previstas várias formas de garantia
para sustentar as obrigações pecuniárias contraídas pelo Poder Público.
Assinale, no rol abaixo, aquela garantia que não está prevista na norma citada.
a) Instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei.
b) Contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não
sejam controladas pelo Poder Público.
c) Garantias prestadas por empresa estatal criada para essa finalidade.
d) Garantia prestada por instituição financeira, de qualquer natureza.
e) Garantia prestada por organismos internacionais.

Comentários:

As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública em


contrato de parceria público-privada poderão ser garantidas mediante (Lei nº
11.079/04, art. 8º):
• vinculação de receitas, observado o disposto no inciso IV do art. 167
da Constituição Federal (o referido dispositivo constitucional veda a
vinculação de receitas de impostos a fundo, órgão ou despesa,
ressalvadas as hipóteses de vinculação previstas na própria Constituição)
• instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei;
• contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que
não sejam controladas pelo Poder Público;
• garantia prestada por organismos internacionais ou instituições
financeiras que não sejam controladas pelo Poder Público;
• garantias prestadas por fundo garantidor ou empresa estatal criada
para essa finalidade;
• outros mecanismos admitidos em lei.

Com efeito, a resposta desta questão é a letra d.

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349. (ESAF/MPOG/2005) Com referência à política tarifária do regime de


prestação de serviços públicos mediante concessão ou permissão, é correto
afirmar:
a) as tarifas não poderão ser diferenciadas em relação ao atendimento de
distintos segmentos de usuários.
b) é possível a previsão, no edital e a favor da concessionária, de outras
fontes complementares de receitas, com vistas a favorecer a modicidade
das tarifas, desde que com exclusividade.
c) somente nos casos expressamente previstos em lei, a cobrança da tarifa
poderá ser condicionada à existência de serviço público alternativo e
gratuito para o usuário.
d) os mecanismos de revisão de tarifas, para a manutenção do equilíbrio
econômico-financeiro do contrato, poderão ser alterados unilateralmente
pelo Poder concedente.
e) a criação, alteração ou extinção de qualquer tributo ou encargo legal
poderá implicar a revisão da tarifa, caso se comprove o seu respectivo
impacto.

Comentários:

A letra a está errada. As tarifas poderão ser diferenciadas em função


das características técnicas e dos custos específicos provenientes do
atendimento aos distintos segmentos de usuários (Lei nº 8.987/95, art. 13).

A letra b está errada. No atendimento às peculiaridades de cada serviço


público, poderá o poder concedente prever, em favor da concessionária, no
edital de licitação, a possibilidade de outras fontes provenientes de receitas
alternativas, complementares, acessórias ou de projetos associados,
com ou sem exclusividade, com vistas a favorecer a modicidade das
tarifas (Lei nº 8.987/95, art. 11).

A letra c está certa. A tarifa não será subordinada à legislação específica


anterior e somente nos casos expressamente previstos em lei, sua
cobrança poderá ser condicionada à existência de serviço público
alternativo e gratuito para o usuário (Lei nº 8.987/95, art. 9º, §1º).

A letra d está errada. Os contratos poderão prever mecanismos de


revisão das tarifas, a fim de manter-se o equilíbrio econômico-financeiro.
Em havendo alteração unilateral do contrato que afete o seu inicial

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equilíbrio econômico-financeiro, o poder concedente deverá restabelecê-lo,


concomitantemente à alteração (Lei nº 8.987/95, art. 9º, §§2º e 4º).

A letra e está errada. Ressalvados os impostos sobre a renda, a


criação, alteração ou extinção de quaisquer tributos ou encargos legais,
após a apresentação da proposta, quando comprovado seu impacto,
implicará a revisão da tarifa, para mais ou para menos, conforme o caso
(Lei nº 8.987/95, art. 9º, §3º).

Logo, a resposta desta questão é a letra c.

350. (ESAF/STN/2005) A inovação na prestação de serviços públicos no


Brasil é a recente legislação sobre PPP - parceria público-privada. Por essa
norma, entende-se por concessão patrocinada:
a) a concessão de serviços públicos ou de obras públicas, de que trata a Lei
nº 8.987/95, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos
usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro
privado.
b) o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a
usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou
fornecimento ou instalação de bens.
c) a concessão comum, abrangida pela Lei nº 8.987/95, que não envolve a
contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.
d) a concessão de serviços ou de obras públicas, regidas pela Lei nº
8.987/95, quando envolver, adicionalmente ao recebimento da tarifa
cobrada pelo usuário, o pagamento de contraprestação do parceiro
privado ao parceiro público.
e) o contrato de prestação de serviços ou de obras públicas, nos quais o
parceiro privado é patrocinado por um terceiro, entidade financeira,
nacional ou internacional, com responsabilidade de pagamento pelo
parceiro público.

Comentários:

De acordo com o art. 2º da Lei nº 11.079/04, parceria público-privada


é o contrato administrativo de concessão, na modalidade patrocinada ou
administrativa.

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• Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras


públicas de que trata a Lei no 8.987/95, quando envolver, adicionalmente
à tarifa cobrada dos usuários, contraprestação pecuniária do parceiro
público ao parceiro privado.
• Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que
a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que
envolva execução de obra ou fornecimento e instalação de bens.

Por isso, a resposta desta questão é a letra a.

351. (ESAF/MRE/2004) Tratando-se de serviço público, assinale a afirmativa


verdadeira.
a) O conceito de atualidade previsto na noção de serviço adequado refere-se
ao valor das tarifas.
b) Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção,
após aviso prévio, por inadimplemento do usuário, considerado o
interesse geral.
c) Os critérios de julgamento na licitação para concessão de serviço público
são os mesmos da lei geral de licitação.
d) Na licitação, em caso de igualdade de condições, será dada preferência à
proposta apresentada pela empresa com o maior número de empregados.
e) É facultada a outorga da subconcessão, a critério da concessionária,
desde que previamente admitida pelo poder concedente e prevista no
contrato.

Comentários:

A letra a está errada. Serviço adequado é o que satisfaz as condições de


regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade,
cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. A atualidade compreende a
modernidade das técnicas, do equipamento e das instalações e a sua
conservação, bem como a melhoria e expansão do serviço (Lei no
8.987/95, art. 6º, §§1º e 2º).

A letra b está certa. Não se caracteriza como descontinuidade do


serviço a sua interrupção em situação de emergência ou após prévio
aviso, quando (Lei no 8.987/95, art. 6º, §3º):

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• motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das


instalações; e,
• por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da
coletividade.

A letra c está errada. No julgamento da licitação será considerado um


dos seguintes critérios (Lei no 8.987/95, art. 15):
I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado;
II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela
outorga da concessão;
III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e
VII;
IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital;
V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor
da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica;
VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior
oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica; ou
VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de
propostas técnicas.

A letra d está errada. Em igualdade de condições, será dada


preferência à proposta apresentada por empresa brasileira (Lei no 8.987/95,
art. 15, §4º).

A letra e está errada. É admitida a subconcessão, nos termos previstos


no contrato de concessão, desde que expressamente autorizada pelo
poder concedente. Portanto, a outorga da subconcessão, que será sempre
precedida de concorrência, não é a critério da concessionária (Lei no 8.987/95,
art. 26).

Por isso, a resposta desta questão é a letra b.

352. (ESAF/MTE/2003) Tratando-se de concessão de serviços públicos,


assinale a afirmativa verdadeira quanto à caducidade da concessão.
a) A caducidade pode ser declarada pelo poder concedente ou por ato
judicial.

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b) Declarada a caducidade, o poder concedente responde por obrigações


com os empregados da concessionária.
c) A declaração de caducidade depende de prévia indenização, apurada em
processo administrativo.
d) A caducidade pode ser declarada caso a concessionária seja condenada
por sonegação de tributos, em sentença transitada em julgado.
e) Constatada a inexecução parcial do contrato impõe-se, como ato
vinculado, a declaração de caducidade.

Comentários:

A letra a está errada. A caducidade da concessão poderá ser declarada


pelo poder concedente, mas não por ato judicial (Lei no 8.987/95, art. 38,
§1º).

A letra b está errada. Declarada a caducidade, não resultará para o


poder concedente qualquer espécie de responsabilidade em relação aos
encargos, ônus, obrigações ou compromissos com terceiros ou com
empregados da concessionária (Lei no 8.987/95, art. 38, §6º).

A letra c está errada. Instaurado o processo administrativo e


comprovada a inadimplência, a caducidade será declarada por decreto do
poder concedente, independentemente de indenização prévia, calculada no
decurso do processo (art. 38, §4º).

A letra d está certa. A caducidade da concessão poderá ser declarada


pelo poder concedente quando (Lei no 8.987/95, art. 38, §1º):
• o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente,
tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros definidores
da qualidade do serviço;
• a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou
regulamentares concernentes à concessão;
• a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas
as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior;
• a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou
operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido;
• a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos
devidos prazos;

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• a concessionária não atender a intimação do poder concedente no sentido


de regularizar a prestação do serviço; e
• a concessionária for condenada em sentença transitada em
julgado por sonegação de tributos, inclusive contribuições sociais.

A letra e está errada. A inexecução total ou parcial do contrato


acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de caducidade da
concessão ou a aplicação das sanções contratuais (Lei no 8.987/95, art. 38).
Portanto, a declaração de caducidade da concessão é ato discricionário.

Logo, a resposta desta questão é a letra d.

353. (Cespe/TRE-MT/2010) Assinale a opção correta quanto aos serviços


públicos.
a) Serviço público é toda atividade material que a lei atribui diretamente ao
Estado, sob regime exclusivo de direito público; assim, as atividades
desenvolvidas pelas pessoas de direito privado por delegação do poder
público não podem ser consideradas como tal.
b) Serviços públicos impróprios são aqueles que o Estado assume como seus
e os executa diretamente, por meio de seus agentes, ou indiretamente,
por meio de concessionários e permissionários.
c) Tanto os serviços públicos prestados por pessoas da administração
descentralizada quanto os prestados por particulares colaboradores
devem ser controlados pela administração, devendo a entidade federativa
respectiva aferir a forma de prestação, os resultados e os benefícios
sociais alcançados, entre outros aspectos.
d) Considera-se de execução direta o serviço público que é prestado
diretamente pelo Estado ou que, mesmo executado por entidades
diversas das pessoas federativas, é objeto de regulamentação e controle
por parte delas.
e) Em atenção ao princípio da livre iniciativa, apenas os serviços prestados
pelas pessoas de direito privado que integram a administração pública
indireta podem sofrer uma disciplina normativa que os regulamente.

Comentários:

A letra a está errada. “Serviço público é todo aquele prestado pela


Administração ou por seus delegados, sob normas e controle estatais, para

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satisfazer necessidades essenciais e secundárias da coletividade ou simples


continência do Estado” (Hely Lopes Meirelles).
Portanto, as atividades desenvolvidas pelas pessoas de direito privado por
delegação do poder público são consideradas como tal.

A letra b está errada. Serviços públicos próprios são aqueles que o


Estado assume como seus e os executa diretamente, por meio de seus agentes,
ou indiretamente, por meio de concessionários e permissionários (Maria Sylvia
Zanella Di Pietro).

A letra c está certa. Se a determinada pessoa federativa foi outorgada


competência para instituir o serviço, é seu dever auferir as formas de
prestação, os resultados alcançados, os benefícios sociais, a necessidade de
ampliação, redução ou substituição (José dos Santos Carvalho Filho).

A letra d está errada. Considera-se de execução direta o serviço público


que é prestado diretamente pelo Estado. Por outro lado, diz-se que há execução
indireta quando os serviços são prestados por entidades diversas das pessoas
federativas.

A letra e está errada. Os serviços públicos só podem ser executados


(pelas pessoas de direito público ou de direito provado) se existir uma disciplina
normativa que os regulamente.

Por isso, a resposta desta questão é a letra c.

354. (Cespe/TRE-MT/2010) Tendo em vista os conceitos de autorização,


permissão e concessão de serviço público, assinale a opção correta.
a) A autorização é ato administrativo vinculado por meio do qual a
administração consente que o indivíduo desempenhe serviço público que
não seja considerado de natureza estatal.
b) Permissão de serviço público é a delegação, a título precário, da
prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa
física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por
sua conta e risco.
c) A concessão pode ser contratada com pessoa física ou jurídica e por
consórcio de empresas.

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d) A concessão, caracterizando-se como contrato administrativo, pode ser


outorgada por prazo indeterminado.
e) A permissão de serviço público, diferentemente da concessão, configura
delegação a título precário e não exige licitação.

Comentários:

São modalidades de delegação de serviço público: concessão,


permissão e autorização.

• Concessão de serviço público: a delegação de sua prestação, feita pelo


poder concedente, mediante licitação, na modalidade de concorrência, à
pessoa jurídica ou consórcio de empresas que demonstre capacidade para
seu desempenho, por sua conta e risco e por prazo determinado; (Lei nº
8.987/ 95, art. 2º, II).

IMPORTANTE:
Características básicas da concessão de serviços públicos:
9 É celebrada por contrato administrativo;
9 É por tempo determinado;
9 Exige licitação, na modalidade concorrência;
9 Pode ser feita por pessoas jurídicas e consórcios de
empresas;
9 Exige lei autorizativa prévia.

• Permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante


licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à
pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu
desempenho, por sua conta e risco. (Lei nº 8.987/ 95, art. 2º, IV).

IMPORTANTE:
Características básicas da permissão de serviços públicos:
9 É celebrada por contrato de adesão, de caráter precário
(revogável a qualquer tempo pela Administração);

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9 É por tempo determinado;


9 Exige licitação, mas não necessariamente na modalidade
concorrência;
9 Pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas;
9 Exige lei autorizativa prévia.

• Autorização de serviço público: é modalidade de delegação adequada


para satisfazer interesses coletivos instáveis ou situações de emergência
transitória, em que não se faz necessário grandes especialização do
prestador de serviço, nem grandes investimentos para a sua implantação.

IMPORTANTE:
Características básicas da autorização de serviços públicos:
9 É formalizada por ato administrativo, unilateral, de caráter
precário (revogável a qualquer tempo pela Administração);
9 Pode ser feita por prazo indeterminado;
9 Não exige licitação;
9 Pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas;
9 Não exige lei autorizativa prévia.

Logo, a resposta desta questão é a letra b.

355. (Cespe/Bacen/2009) No que se refere a concessões, permissões e


autorizações, assinale a opção correta.
a) Se uma empresa apresentar-se como licitante para firmar contrato de
concessão e, na fixação da tarifa apresentada como proposta, estiverem
incluídos subsídios específicos que a empresa possua, não disponíveis
para os demais licitantes, nesse caso, a proposta deverá ser analisada.
b) Diante do princípio da indisponibilidade do interesse público, o contrato de
concessão não poderá prever o emprego de mecanismos privados para a
resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, como a
arbitragem.
c) Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido e cabe-lhe
responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos

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usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão


competente exclua ou atenue essa responsabilidade.
d) Nas concessões de parcerias público-privadas, não se admite a emissão
de empenho em nome dos financiadores do projeto em relação às
obrigações pecuniárias da administração pública.
e) A constituição da sociedade de propósito específico dar-se-á após a
celebração do contrato de concessão, no âmbito das parcerias público-
privadas.

Comentários:

A letra a está errada. Considerar-se-á desclassificada a proposta que,


para sua viabilização, necessite de vantagens ou subsídios que não
estejam previamente autorizados em lei e à disposição de todos os
concorrentes (Lei no 8.987/95, art. 17).

A letra b está errada. O contrato de concessão poderá prever o


emprego de mecanismos privados para resolução de disputas
decorrentes ou relacionadas ao contrato, inclusive a arbitragem, a ser
realizada no Brasil e em língua portuguesa, nos termos da Lei no 9.307, de 23
de setembro de 1996 (art. 23-A).

A letra c está certa. Incumbe à concessionária a execução do


serviço concedido, cabendo-lhe responder por todos os prejuízos causados
ao poder concedente, aos usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização
exercida pelo órgão competente exclua ou atenue essa
o
responsabilidade (Lei n 8.987/95, art. 25).

A letra d está errada. Os contratos de PPP poderão prever


adicionalmente (Lei nº 11.079/04, art. 5º, §2º):
• os requisitos e condições em que o parceiro público autorizará a
transferência do controle da sociedade de propósito específico para os
seus financiadores, com o objetivo de promover a sua reestruturação
financeira e assegurar a continuidade da prestação dos serviços;
• a possibilidade de emissão de empenho em nome dos financiadores
do projeto em relação às obrigações pecuniárias da Administração
Pública;
• a legitimidade dos financiadores do projeto para receber indenizações por
extinção antecipada do contrato, bem como pagamentos efetuados pelos
fundos e empresas estatais garantidores de parcerias público-privadas.

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A letra e está errada. Antes da celebração do contrato, deverá ser


constituída sociedade de propósito específico, incumbida de implantar e
gerir o objeto da parceria (Lei nº 11.079/04, art. 9º).

Com efeito, a resposta desta questão é a letra c.

356. (Cespe/MCT/2009) No que concerne às concessões e permissões de


serviços públicos, assinale a opção correta.
a) A concessão de serviço público é a delegação, a título precário sem
licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à
pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu
desempenho.
b) Apenas mediante lei específica, o poder concedente pode intervir na
concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço,
bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e
legais pertinentes.
c) Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra
pública, deve ser objeto de prévia licitação, segundo a legislação própria
observando aos princípios da legalidade, moralidade, publicidade,
igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao
instrumento convocatório.
d) Encampação é a retomada do serviço pelo poder concedente, mediante
decreto, após o prazo da concessão, por motivo de interesse público e
independentemente de pagamento da indenização.
e) A permissão de serviço público deve ser formalizada mediante contrato de
adesão, que não pode ser revogado de forma unilateral pelo poder
concedente.

Comentários:

A letra a está errado. Considera-se concessão de serviço público a


delegação de sua prestação, feita pelo poder concedente, mediante licitação,
na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de
empresas que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e
risco e por prazo determinado (Lei nº 8.987/95, art. 2º, II).

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A letra b está errada. O poder concedente poderá intervir na


concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço,
bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e
legais pertinentes (Lei nº 8.987/95, art. 32). Essa intervenção será feita por
decreto do poder concedente, que conterá a designação do interventor, o
prazo da intervenção e os objetivos e limites da medida.

A letra c está certa. Toda concessão de serviço público, precedida ou


não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da
legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade,
publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao
instrumento convocatório (Lei nº 8.987/95, art. 14).

A letra d está errada. Considera-se encampação a retomada do


serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo
de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio
pagamento da indenização (Lei nº 8.987/95, art. 37).

A letra e está errada.

IMPORTANTE:
Características básicas da permissão de serviços públicos:
• É celebrada por contrato de adesão, de caráter precário
(revogável a qualquer tempo pela Administração);
• É por tempo determinado;
• Exige licitação, mas não necessariamente na modalidade
concorrência;
• Pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas;
• Exige lei autorizativa prévia.

Logo, a resosta desta questão é a letra c.

357. (Cespe/TRE-MA/2009) A prestação de serviço público não abrange o


desempenho de atividades de natureza comercial e industrial.

Comentários:

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Errado. Quanto ao objeto, os serviços públicos classificam-se em:


administrativos; comerciais (ou industriais); e sociais.
• Serviços públicos administrativos: são aqueles que a Administração
executa para atender às suas necessidades internas ou preparar outros
serviços que serão prestados ao público, tais como os da imprensa oficial.
• Serviços públicos comerciais ou industriais: são aqueles que a
Administração executa, direta ou indiretamente, para atender às
necessidades coletivas de ordem econômica. São remunerados por
tarifas ou preços públicos. Esses serviços são executados por
empresas comerciais ou industriais, por concessão ou permissão.
Exemplos: telecomunicações, energia elétrica etc.
• Serviços públicos sociais: são aqueles que atendem as necessidades
coletivas em que a atuação do Estado é essencial, mas que convivem com
a iniciativa privada, tal como ocorre com os serviços de saúde, educação,
previdência, cultura, meio ambiente etc.

358. (Cespe/TRE-MA/2009) No contrato de concessão de serviço público,


havendo a encampação, o concessionário não tem direito à indenização por
eventuais prejuízos.

Comentários:
Errado. Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder
concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse
público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da
indenização (Lei nº 8.987/95, art. 37).

359. (Cespe/TRE-MA/2009) A autorização de serviço público constitui ato


administrativo bilateral, vinculado e precário.

Comentários:
Errado.

IMPORTANTE:
Características básicas da autorização de serviços públicos:
• É formalizada por ato administrativo, unilateral, de caráter
precário (revogável a qualquer tempo pela Administração);

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• Pode ser feita por prazo indeterminado;


• Não exige licitação;
• Pode ser feita por pessoas físicas ou jurídicas;
• Não exige lei autorizativa prévia.

360. (Cespe/OAB/2009) Conforme dispõe a lei geral de concessões, a


encampação consiste
a) no retorno dos bens públicos aplicados na execução do objeto do contrato
de concessão ao poder concedente.
b) na declaração de extinção do contrato de concessão em face da
inexecução total ou parcial do contrato, desde que respeitados o devido
processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
c) na retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da
concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa
específica e após prévio pagamento da indenização.
d) no fim do contrato de concessão, por iniciativa do concessionário, quando
houver descumprimento das condições do contrato pelo poder
concedente.

Comentários:

Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder


concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse
público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da
indenização (Lei nº 8.987/95, art. 37).

Assim, a resposta desta questão é a letra c.

Até a próxima aula!


Bons estudos,
Anderson Luiz

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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

311. (FCC/TCE-GO/2009) Determinada concessionária de serviço público


contraiu financiamento, perante instituições financeiras, para o regular
desempenho de suas atividades. Todavia, deixou de honrar os compromissos
assumidos relativamente ao financiamento e, nos termos do respectivo
contrato, a instituição credora poderá assumir o controle societário da
concessionária devedora. Se isto vier a acontecer, o contrato de concessão
a) será automaticamente rescindido, pois é proibida a alteração do controle
societário da concessionária.
b) poderá ser rescindido pela Administração, se não for conveniente a
alteração do controle societário da concessionária.
c) não será rescindido, se este contrato assim o permitir e os financiadores
atenderem às exigências de regularidade jurídica e fiscal.
d) não será rescindido, se este contrato assim o permitir e os financiadores
atenderem às qualificações técnicas de prestação do serviço.
e) não será rescindido, porque a relação jurídica decorrente da concessão
não se altera em função da alteração do controle societário da
concessionária.

312. (FCC/TJ-PA/2009) Com referência aos serviços públicos é INCORRETA


a afirmação:
a) Os serviços públicos podem ser gerais ou individuais, sendo aqueles o que
a Administração presta sem ter usuários determinados; e estes quando os
usuários são determinados e a utilização é particular e mensurável para
cada destinatário.
b) Os serviços industriais são impróprios do Estado, por consubstanciarem
atividade econômica que só pode ser explorada diretamente pelo Poder
Público quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a
relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
c) O Estado pode delegar a execução de serviço público por meio de
concessão a empresas ou consórcios de empresas, os quais o executa por
sua conta e risco.
d) As pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos
respondem pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos
casos de dolo ou culpa.
e) Os serviços públicos são incumbência do Estado, que os presta sempre
diretamente, podendo fazê-lo de forma centralizada ou por meio de
entidades da Administração indireta.

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313. (FCC/MPE-SE/2009) É modalidade de transferência da execução de


serviço público a particulares, caracterizada pela contratualidade e pela
possibilidade de revogação unilateral pelo poder concedente, a:
a) encampação.
b) autorização.
c) permissão.
d) reversão.
e) delegação.

314. (FCC/PGE-RJ/2009) A retomada da execução do serviço pelo poder


concedente, quando a concessão se revelar contrária ao interesse público, antes
do prazo estabelecido, denomina-se:
a) reversão, sem pagamento de indenização ao concessionário.
b) concessão patrocinada, na qual mais de 70% da remuneração é paga pela
Administração.
c) encampação, fazendo jus o concessionário ao ressarcimento dos prejuízos
regularmente comprovados.
d) concessão administrativa, na qual a remuneração pode ser
exclusivamente por contraprestação de natureza não pecuniária.
e) caducidade, indenizando-se apenas a parcela não amortizada do capital.

315. (FCC/TCE-PI/2009) Na concessão comum de serviços públicos,


a) a responsabilidade civil por danos causados aos usuários dos serviços
será objetiva, mesmo sendo a concessionária pessoa jurídica de direito
privado.
b) as desapropriações eventualmente necessárias à prestação do serviço
público pela concessionária deverão ser promovidas pelo poder
concedente.
c) se aplica amplamente a regra da exceptio non adimleti contractus
(exceção do contrato não cumprido), em favor da concessionária.
d) não é aplicável o instituto da reversão de bens, com fundamento no
princípio da continuidade do serviço público.
e) a encampação é definida legalmente como o modo de extinção da
concessão em razão da inexecução do contrato por parte da
concessionária.

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316. (FCC/TCE-PI/2009) Com base nas contribuições doutrinárias em


matéria de serviços públicos, classifica-se o serviço de saúde, quanto ao objeto,
como serviço público
a) próprio.
b) não exclusivo.
c) uti singuli.
d) administrativo.
e) social.

317. (FCC/TRT-18ªRegião/2008) Explorar diretamente, ou mediante


concessão, os serviços locais de gás canalizado; organizar e prestar,
diretamente ou sob regime de concessão ou permissão os serviços de
transporte coletivo; promover, no que couber, adequado ordenamento
territorial, mediante planejamento e controle do uso, parcelamento e da
ocupação do solo urbano, são serviços públicos de competência,
respectivamente,
a) da União, do Estado e do Município.
b) do Estado; do Município e do Município.
c) do Estado; do Estado e do Município.
d) do Município; do Estado e do Estado.
e) do Município, do Estado e da União.

318. (FCC/TRT-19ªRegião/2008) Associação representativa de moradores


de determinado bairro de um município pretende instalar serviço de
radiodifusão comunitária. Tratando-se de serviço público, mas que pode ser
explorado por particular, a associação depende de autorização do poder público,
cuja competência é
a) exclusiva da União.
b) exclusiva do Estado Membro onde se localiza a associação.
c) exclusiva do município onde se localiza a associação.
d) concorrente entre a União e o Estado Membro onde se localiza a
associação.
e) comum entre a União e o Estado ou Município onde se localiza a
associação.

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319. (FCC/TCE-AM/2008) É item estranho ao rol de direitos dos usuários de


serviços públicos, nos termos da lei geral sobre concessões,
a) receber serviço adequado.
b) receber do poder concedente informações para a defesa de interesses
individuais ou coletivos.
c) receber da concessionária informações para a defesa de interesses
individuais ou coletivos.
d) receber o serviço, observados os princípios da universalidade, gratuidade
e continuidade.
e) obter e utilizar o serviço, com liberdade de escolha entre vários
prestadores de serviços, quando for o caso, observadas as normas do
poder concedente.

320. (FCC/TCE-AL/2008) Com relação a formas de delegação de serviços


públicos, é correto afirmar:
a) Os chamados consórcios públicos ou administrativos consistem em
acordos firmados entre pessoas jurídicas políticas ou entre pessoa jurídica
política e entidade privada, com vistas ao fomento de atividade privada
caracterizada como serviço público.
b) Dos convênios decorre, por força de lei, a constituição de nova pessoa
jurídica, responsável pela execução do serviço público, podendo revestir-
se de personalidade jurídica de direito público ou de direito privado.
c) A transferência da execução de um serviço público de uma entidade
ministerial para uma autarquia constitui mera redistribuição interna de
funções entre os vários órgãos da Administração Direta e não uma forma
de delegação de serviço público.
d) Nas concessões de serviço público (concessões comuns), a modalidade
licitatória adequada é a concorrência.
e) Considera-se caducidade a retomada do serviço pelo poder concedente
durante o prazo de concessão, por motivo de interesse público, mediante
lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização.

321. (FCC/Metrô-SP/2008) Sobre concessão, autorização e permissão,


considere:
I. Concessão é forma de delegação de serviço público feita mediante licitação,
na modalidade de concorrência, à pessoa jurídica ou consórcio de empresas.
II. Permissão é forma de delegação de serviço público feita por licitação
somente à pessoa física.

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III. Permissão é forma de delegação de serviço público feita a título precário,


mediante licitação, à pessoa física ou jurídica.
IV. Autorização é ato administrativo vinculado ou discricionário, por meio do
qual o Poder Público permite ao interessado o exercício de uma atividade.
V. Concessão é forma de delegação de serviço público, a título precário,
mediante qualquer modalidade de licitação.
Está correto o que consta SOMENTE em
a) I, II e V.
b) I, III e IV.
c) II e V.
d) II, III e IV.
e) III, IV e V.

322. (FCC/TCE-SP/2008) Determinada concessionária de serviço público,


agindo no cumprimento do contrato de concessão, promove desapropriação de
terreno urbano, previamente declarado de utilidade pública para essa finalidade
pelo poder concedente. Ao fazê-lo, porém, ocupa irregularmente terreno vizinho
por acreditar que estava compreendido no âmbito da desapropriação,
demolindo construção ali existente. Neste caso, a responsabilidade por danos
ao imóvel vizinho é imputável
a) à concessionária, porque não poderia promover a desapropriação por
conta própria.
b) à concessionária, desde que se comprove que agiu com dolo ou culpa
grave.
c) exclusivamente ao poder concedente, na qualidade de ente
desapropriante.
d) ao poder concedente, desde que se comprove erro na descrição das
confrontações do imóvel desapropriado.
e) à concessionária, mesmo que se trate de pessoa privada não integrante
da Administração.

323. (FCC/TCE-AM/2007) Nos contratos de concessão de serviço público, a


subconcessão
a) é em regra admitida, independentemente de previsão contratual
expressa.
b) é em regra admitida, desde que haja previsão contratual expressa e
independentemente de autorização do poder concedente.

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c) é em regra admitida, desde que haja autorização do poder concedente e


nos termos do contrato.
d) só é admitida quando autorizada pelo poder concedente, ainda que
proibida pelo contrato.
e) é em regra inadmitida, independentemente de previsão contratual
expressa.

324. (FCC/TCE-AM/2007) A rescisão de contrato de concessão de serviço


público é medida que compete
a) exclusivamente ao concessionário, que pode tomá-la por meio de ação
judicial intentada com essa finalidade.
b) exclusivamente ao concessionário, que pode tomá-la unilateralmente,
desde que haja inadimplemento do poder concedente por 3 (três) meses
consecutivos.
c) exclusivamente ao poder concedente, que pode tomá-la apenas por meio
de ação judicial intentada com essa finalidade.
d) exclusivamente ao poder concedente, que pode tomá-la unilateralmente,
havendo inadimplemento do concessionário.
e) tanto ao concessionário quanto ao poder concedente, havendo
inadimplemento da parte contrária.

325. (FCC/TCE-MG/2007) Segundo a Lei nº 8.987/95, na concessão de


serviço público
a) há a delegação da titularidade de determinado serviço público a pessoa
jurídica ou a consórcio de empresas.
b) exige-se prévia licitação, na modalidade tomada de preços, sendo vedada
qualquer preferência em razão da nacionalidade dos licitantes.
c) é necessário que este se constitua em empresa antes de celebrar o
contrato de concessão, em sendo o licitante vencedor um consórcio.
d) os respectivos contratos poderão prever o emprego de mecanismos
privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao
contrato, como a arbitragem.
e) a encampação dispensa lei autorizativa específica, mas exige prévio
pagamento da indenização à concessionária.

326. (FCC/TCE-MG/2007) Consoante a Lei nº 11.079/04, as parcerias


público-privadas são firmadas pelo Poder Público e pela entidade privada
interessada mediante

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a) consórcio administrativo.
b) contrato de concessão.
c) convênio.
d) permissão de serviço público.
e) autorização de serviço público.

327. (FCC/TCE-MG/2007) Sobre a parceria público-privada prevista na Lei


federal nº 11.079/04, é correto afirmar que
a) se formaliza por meio de contrato de consórcio celebrado entre o Poder
Público e a entidade privada interessada, depois de constituída sociedade
de propósito específico incumbida de implantar e gerir o objeto da
parceria.
b) se formaliza por meio de contratos de concessão ou de permissão
celebrados entre o Poder Público e a entidade privada interessada, depois
de constituída sociedade de propósito específico incumbida de implantar e
gerir o objeto da parceria.
c) se formaliza por meio de contratos de consórcio ou de concessão
celebrados entre o Poder Público e a entidade privada interessada, depois
de constituída sociedade de propósito específico incumbida de implantar e
gerir o objeto da parceria.
d) admite a concessão patrocinada de obra ou serviço públicos, segundo a
qual a entidade privada é remunerada exclusivamente mediante
contraprestação pecuniária do Poder Público.
e) somente admite concessões de obras ou serviços públicos que envolvam
contraprestação pecuniária do Poder Público à entidade privada.

328. (FCC/ISS-SP/2007) Nos termos do tratamento legal da matéria, a


a) concessão e a permissão de serviços públicos são contratos.
b) concessão de serviços públicos é contrato, mas a permissão é ato
unilateral.
c) permissão de serviços públicos é contrato, mas a concessão é ato
unilateral.
d) concessão e a permissão de serviços públicos são atos unilaterais.
e) concessão de serviços públicos é contrato e a permissão de serviços não
mais existe.

329. (FCC/TCE-CE/2006) A permissão de serviços públicos distingue-se da


concessão em razão

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a) de sua precariedade.
b) da possibilidade de ser rescindida unilateralmente pela Administração.
c) da desnecessidade de prévia licitação.
d) da prescindibilidade de contrato escrito.
e) de não ter natureza contratual.

330. (FCC/ARCE/2006) A legislação vigente prevê algumas hipóteses em que


o concessionário pode, licitamente, paralisar ou interromper a execução do
serviço. Dentre essas hipóteses incluem-se
a) razões de ordem técnica ou segurança das instalações e imposição de
prazos rigorosos ao contratado.
b) inadimplemento do usuário e razões de ordem técnica ou segurança das
instalações.
c) inadimplemento do usuário e aplicabilidade da exceptio non adimplementi
contractus contra a Administração por descumprimento de normas
contratuais.
d) desinteresse da concessionária em continuar a prestar o serviço e razões
de ordem técnica ou segurança das instalações.
e) ausência de fiscalização pelo poder concedente e inadimplemento do
usuário.

331. (FCC/ARCE/2006) São princípios inerentes ao regime jurídico de


concessões dos serviços públicos:
a) qualidade e irregularidade.
b) cortesia e pontualidade.
c) faculdade de prestação e neutralidade.
d) insegurança e gratuidade.
e) modicidade nas tarifas e universalidade.

332. (FCC/ARCE/2006) Determinado ente público celebra, com particular,


contrato por meio do qual outorga a este a concessão de serviço público, por
prazo determinado e em caráter não-precário, tendo como elemento essencial a
necessidade de o ente público aportar recursos próprios para a realização de
obra vinculada à execução do serviço. Esta modalidade de avença é tipificada
como concessão
a) administrativa.
b) patrocinada.

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c) precedida de obra.
d) simples.
e) onerosa.

333. (FCC/PC-MA/2006/Adaptada) O Governo do Estado de São Paulo,


conforme disposto na Lei nº 8.987/95, delegou a um particular a execução de
um serviço público que, entretanto, foi retomada pelo poder concedente,
durante o prazo da concessão, por motivos de interesse público e mediante lei
autorizativa específica. Nesse caso, a extinção da concessão configura a
a) reintegração de serviço público, tendo o concessionário direito ao prévio
pagamento de indenização.
b) caducidade, situação esta que desonera o concedente do ressarcimento
de prejuízos sofridos pelo particular ante a supremacia do interesse
público.
c) encampação, hipótese em que o particular fará jus ao prévio
ressarcimento dos prejuízos regularmente comprovados.
d) rescisão, situação em que não resulta para o contratante qualquer espécie
de responsabilidade em relação aos encargos da concessionária.
e) reversão, hipótese em que o concessionário terá direito ao ressarcimento
de quaisquer prejuízos suportados.

334. (FCC/Manaus-AM/2006). Em matéria de concessão de serviços


públicos, considere:
I. A retomada do serviço, antes de findar-se o prazo da concessão, em
decorrência de rescisão unilateral do contrato, ou ainda, por motivo de
interesse público, mediante lei autorizativa específica e prévio pagamento de
indenização.
II. A incorporação dos bens da concessionária ao patrimônio do concedente, ao
cabo da concessão de serviço, seja qual for a hipótese de extinção, deve ser
feita com indenização dos bens ainda não amortizados.
III. A extinção antecipada da concessão de serviço público em conseqüência de
uma lei dispondo que determinado serviço público deixe de ser oferecido
mediante esse regime de direito público.
Tais situações, dizem respeito, respectivamente, a
a) intervenção, afetação e reversão.
b) intervenção, encampação e afetação.
c) reversão, desafetação e encampação.
d) afetação, intervenção e desafetação.

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e) encampação, reversão e afetação.

335. (ESAF/RFB/2009) Em se tratando de permissão e concessão da


prestação de serviço público, ante o disposto na Lei n. 8.987/95, marque a
opção incorreta.
a) Ocorrerá a caducidade da concessão caso a concessionária não cumpra as
penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos.
b) Caracteriza-se como descontinuidade do serviço a sua interrupção em
situação de emergência ou após prévio aviso quando por inadimplemento
do usuário, considerado o interesse da coletividade.
c) O poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar
a adequação na prestação do serviço.
d) Sempre que forem atendidas as condições do contrato, considera-se
mantido seu equilíbrio econômico-financeiro.
e) Extinta a concessão, haverá a imediata assunção do serviço pelo poder
concedente que ocupará as instalações e utilizará todos os bens
reversíveis.

336. (ESAF/SEFAZ-SP/2009) Acerca dos serviços públicos, assinale a opção


correta.
a) Vários são os conceitos encontrados na doutrina para serviços públicos,
podendo-se destacar como toda atividade material que a lei atribui ao
Estado para que a exerça diretamente ou por meio de outras pessoas
(delegados), com o objetivo de satisfazer às necessidades coletivas,
respeitando-se, em todo caso, o regime jurídico inteiramente público.
b) Pode-se dizer que toda atividade de interesse público é serviço público.
c) A legislação do serviço público tem avançado, apresentando modelos mais
modernos de prestação, em que se destaca, por exemplo, a parceria
público-privada, com duas previsões legais: patrocinada ou
administrativa.
d) São princípios relacionados ao serviço público: continuidade do serviço
público, imutabilidade do regime jurídico e o da igualdade dos usuários.
e) Para que seja encarada a atividade do Estado como serviço público, deve-
se respeitar a gratuidade quando de sua aquisição pelo usuário.

337. (ESAF/MPOG/2008) O serviço público, modernamente, busca melhorar


e aperfeiçoar o atendimento ao público. Analise os itens a seguir:
I. considera-se concessão de serviço público a delegação de sua prestação, feita
pelo poder concedente, mediante licitação, na modalidade concorrência, à
pessoa jurídica ou consórcio de empresas;

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II. considera-se permissão de serviço público a delegação, a título precário,


mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder
concedente à pessoa física ou jurídica ou consórcio de empresas;
III. toda concessão ou permissão pressupõe a prestação de serviço adequado
que satisfaça as condições de atualidade compreendendo a modernidade das
instalações e a sua conservação;
IV. as concessionárias de serviços públicos de direito privado, nos Estados, são
obrigadas a oferecer ao usuário, dentro do mês de vencimento, o mínimo de
seis datas opcionais para escolherem os dias de vencimento de seus débitos.
Assinale a opção correta.
a) Apenas o item I está correto.
b) Apenas o item III está correto.
c) Todos os itens estão corretos.
d) Apenas o item IV está incorreto.
e) Apenas o item II está incorreto.

338. (ESAF/CGU/2008) Sobre o regime de concessão e permissão da


prestação de serviços públicos é correto afirmar:
a) nos contratos de financiamento, as concessionárias não poderão oferecer
em garantia os direitos emergentes da concessão.
b) para garantir contratos de mútuo de longo prazo, destinados a
investimentos relacionados a contratos de concessão, em qualquer de
suas modalidades, não se admite que as concessionárias cedam ao
mutuante, em caráter fiduciário, parcela de seus créditos operacionais
futuros.
c) incumbe à concessionária a execução do serviço concedido, cabendo-lhe
responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos
usuários ou a terceiros. A responsabilização será atenuada em razão da
existência da fiscalização exercida pelo órgão competente.
d) o contrato de concessão poderá prever o emprego de mecanismos
privados para resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao
contrato, inclusive a arbitragem, nos termos da lei.
e) a encampação e a caducidade não extinguem a concessão, vez que sua
extinção ocorrerá pelo advento do termo contratual, pela rescisão, ou
pela anulação.

339. (ESAF/TCE-GO/2007) Sobre a intervenção, pelo poder concedente, na


concessão de serviço público, assinale a opção correta.
a) A intervenção dá direito à indenização prévia.

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b) Não se admite declaração de intervenção sem prévia observância do


princípio da ampla defesa, em favor da concessionária.
c) O procedimento atinente à intervenção deve ser conduzido em juízo,
constituindo hipótese de jurisdição voluntária.
d) A intervenção, da mesma forma da declaração de caducidade, dá-se por
decreto do poder concedente.
e) Por não se tratar de hipótese de extinção da concessão, o término da
intervenção conduzirá ao direito da concessionária de retomada da
concessão.

340. (ESAF/SEFAZ-CE/2007) Assinale a opção que contenha condições que


não são tidas como necessárias para a caracterização do serviço adequado, nos
termos da Lei n. 8.987/95.
a) Regularidade/modicidade das tarifas.
b) Continuidade/cortesia.
c) Controle/economicidade.
d) Eficiência/generalidade.
e) Atualidade/segurança.

341. (ESAF/MTE/2006) Quanto ao serviço público, assinale a afirmativa


verdadeira.
a) Pela Constituição Federal, no Brasil, só é possível a prestação de serviços
públicos de forma indireta.
b) A permissão e a autorização para a prestação de serviços públicos
depende de prévia licitação.
c) Os serviços públicos, no Brasil, são prestados sob regime jurídico
especial, distinto do comum, seja exercido pelo Estado ou por empresas
privadas.
d) Os serviços públicos, quando prestados pelo Poder Público, só podem ser
executados por entidades ou órgãos de direito público.
e) A fórmula do denominado "serviço adequado" não foi positivada pelo
direito brasileiro.

342. (ESAF/ANEEL/2006) Ainda com relação às prescrições da Lei n. 8.987,


de 13/2/1995, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da
prestação de serviços públicos, assinale a opção correta.

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a) No julgamento da licitação, deverão ser considerados simultaneamente,


pelo menos, os critérios do menor valor da tarifa do serviço público a ser
prestado e da melhor proposta técnica, com preço fixado no edital.
b) São várias as cláusulas essenciais do contrato de concessão, porém elas
não incluem as relativas à obrigatoriedade, forma e periodicidade da
prestação de contas da concessionária ao poder concedente e aos direitos
dos usuários para a obtenção e utilização do serviço: essas cláusulas
devem ser tratadas em lei.
c) É incumbência do poder concedente intervir na prestação do serviço
sempre que houver denúncia de que ela é inadequada ou de qualidade
insuficiente.
d) O poder concedente poderá intervir na concessão, sendo que a
intervenção será feita por decreto do poder concedente, que conterá a
designação do interventor e o prazo da intervenção.
e) A não-regularização pela concessionária da prestação do serviço após
intimação do poder concedente neste sentido pode gerar a encampação,
que é uma das razões para a extinção unilateral da concessão sem
pagamento de indenização.

343. (ESAF/ANEEL/2006) A respeito das prescrições da Lei n. 8.987, de


13/2/1995, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação
de serviços públicos, assinale a opção incorreta.
a) As concessões estão sujeitas à fiscalização contínua e exclusiva pelo
poder concedente responsável pela delegação. Por sua vez, as
permissões, por serem delegações a título precário, sujeitam-se à
fiscalização pelo poder concedente com a cooperação dos usuários.
b) Um município de um estado brasileiro que, no passado, tenha sido
território pode ser poder concedente.
c) As condições de prestação de um serviço adequado incluem continuidade,
cortesia na prestação e modicidade das tarifas.
d) Os usuários devem levar ao conhecimento do poder público e da
concessionária as irregularidades de que tomem conhecimento, relativas
ao serviço prestado.
e) Os contratos relativos à concessão de serviços públicos poderão prever
mecanismos de revisão tarifária, com a finalidade de manter-se o
equilíbrio econômico-financeiro.

344. (ESAF/CGU/2006) Na concessão de serviços públicos federais, a


União, que os tenha como seus próprios e privativos, delega a sua prestação a
terceiros, os quais se remuneram pela respectiva exploração, como é o caso
a) da educação escolar.

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b) da informática
c) da assistência à saúde.
d) das telecomunicações.
e) do gás canalizado.

345. (ESAF/PGFN/2006) A legislação federal estabelece como formas de


Parceria Público-Privada apenas:
a) a concessão comum.
b) a concessão patrocinada.
c) a concessão patrocinada e a concessão administrativa.
d) as concessões comum, patrocinada e administrativa.
e) as formas de concessão admitidas em direito, e demais contratos
administrativos.

346. (ESAF/TCU/2006) De acordo com a Constituição Federal, a prestação


de serviços públicos dar-se-á diretamente pelo Poder Público ou mediante
concessão ou permissão. O texto constitucional prevê, ainda, lei que regrará
esta prestação. Assinale, no rol abaixo, o instituto que não está mencionado na
norma constitucional como diretriz para esta mencionada lei.
a) Direitos dos usuários.
b) Política tarifária.
c) Obrigação de manter serviço adequado.
d) Condições de caducidade e rescisão da concessão ou permissão.
e) Critérios de licitação para a escolha dos concessionários ou
permissionários.

347. (ESAF/SRF/2005) Na concessão de serviço público, considera-se


encargo da concessionária
a) arcar com as indenizações de desapropriações promovidas pelo Poder
Público de bens necessários à execução do serviço concedido.
b) permitir acesso da fiscalização do poder concedente e dos usuários aos
seus registros contábeis.
c) captar recursos financeiros, junto ao poder concedente, necessários à
prestação do serviço.
d) dar publicidade periódica de seus resultados financeiros aos usuários, nos
termos contratuais.

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e) constituir servidões administrativas autorizadas pelo poder concedente,


conforme previsto no edital e no contrato.

348. (ESAF/TRT-7ªRegião/2005) A forma mais moderna de prestação de


serviços públicos é a denominada parceria público-privada, regida pela Lei nº
11.079/04. No âmbito dessa norma, foram previstas várias formas de garantia
para sustentar as obrigações pecuniárias contraídas pelo Poder Público.
Assinale, no rol abaixo, aquela garantia que não está prevista na norma citada.
a) Instituição ou utilização de fundos especiais previstos em lei.
b) Contratação de seguro-garantia com as companhias seguradoras que não
sejam controladas pelo Poder Público.
c) Garantias prestadas por empresa estatal criada para essa finalidade.
d) Garantia prestada por instituição financeira, de qualquer natureza.
e) Garantia prestada por organismos internacionais.

349. (ESAF/MPOG/2005) Com referência à política tarifária do regime de


prestação de serviços públicos mediante concessão ou permissão, é correto
afirmar:
a) as tarifas não poderão ser diferenciadas em relação ao atendimento de
distintos segmentos de usuários.
b) é possível a previsão, no edital e a favor da concessionária, de outras
fontes complementares de receitas, com vistas a favorecer a modicidade
das tarifas, desde que com exclusividade.
c) somente nos casos expressamente previstos em lei, a cobrança da tarifa
poderá ser condicionada à existência de serviço público alternativo e
gratuito para o usuário.
d) os mecanismos de revisão de tarifas, para a manutenção do equilíbrio
econômico-financeiro do contrato, poderão ser alterados unilateralmente
pelo Poder concedente.
e) a criação, alteração ou extinção de qualquer tributo ou encargo legal
poderá implicar a revisão da tarifa, caso se comprove o seu respectivo
impacto.

350. (ESAF/STN/2005) A inovação na prestação de serviços públicos no


Brasil é a recente legislação sobre PPP - parceria público-privada. Por essa
norma, entende-se por concessão patrocinada:
a) a concessão de serviços públicos ou de obras públicas, de que trata a Lei
nº 8.987/95, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos

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usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro


privado.
b) o contrato de prestação de serviços de que a Administração Pública seja a
usuária direta ou indireta, ainda que envolva execução de obra ou
fornecimento ou instalação de bens.
c) a concessão comum, abrangida pela Lei nº 8.987/95, que não envolve a
contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.
d) a concessão de serviços ou de obras públicas, regidas pela Lei nº
8.987/95, quando envolver, adicionalmente ao recebimento da tarifa
cobrada pelo usuário, o pagamento de contraprestação do parceiro
privado ao parceiro público.
e) o contrato de prestação de serviços ou de obras públicas, nos quais o
parceiro privado é patrocinado por um terceiro, entidade financeira,
nacional ou internacional, com responsabilidade de pagamento pelo
parceiro público.

351. (ESAF/MRE/2004) Tratando-se de serviço público, assinale a afirmativa


verdadeira.
a) O conceito de atualidade previsto na noção de serviço adequado refere-se
ao valor das tarifas.
b) Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção,
após aviso prévio, por inadimplemento do usuário, considerado o
interesse geral.
c) Os critérios de julgamento na licitação para concessão de serviço público
são os mesmos da lei geral de licitação.
d) Na licitação, em caso de igualdade de condições, será dada preferência à
proposta apresentada pela empresa com o maior número de empregados.
e) É facultada a outorga da subconcessão, a critério da concessionária,
desde que previamente admitida pelo poder concedente e prevista no
contrato.

352. (ESAF/MTE/2003) Tratando-se de concessão de serviços públicos,


assinale a afirmativa verdadeira quanto à caducidade da concessão.
a) A caducidade pode ser declarada pelo poder concedente ou por ato
judicial.
b) Declarada a caducidade, o poder concedente responde por obrigações
com os empregados da concessionária.
c) A declaração de caducidade depende de prévia indenização, apurada em
processo administrativo.

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d) A caducidade pode ser declarada caso a concessionária seja condenada


por sonegação de tributos, em sentença transitada em julgado.
e) Constatada a inexecução parcial do contrato impõe-se, como ato
vinculado, a declaração de caducidade.

353. (Cespe/TRE-MT/2010) Assinale a opção correta quanto aos serviços


públicos.
a) Serviço público é toda atividade material que a lei atribui diretamente ao
Estado, sob regime exclusivo de direito público; assim, as atividades
desenvolvidas pelas pessoas de direito privado por delegação do poder
público não podem ser consideradas como tal.
b) Serviços públicos impróprios são aqueles que o Estado assume como seus
e os executa diretamente, por meio de seus agentes, ou indiretamente,
por meio de concessionários e permissionários.
c) Tanto os serviços públicos prestados por pessoas da administração
descentralizada quanto os prestados por particulares colaboradores
devem ser controlados pela administração, devendo a entidade federativa
respectiva aferir a forma de prestação, os resultados e os benefícios
sociais alcançados, entre outros aspectos.
d) Considera-se de execução direta o serviço público que é prestado
diretamente pelo Estado ou que, mesmo executado por entidades
diversas das pessoas federativas, é objeto de regulamentação e controle
por parte delas.
e) Em atenção ao princípio da livre iniciativa, apenas os serviços prestados
pelas pessoas de direito privado que integram a administração pública
indireta podem sofrer uma disciplina normativa que os regulamente.

354. (Cespe/TRE-MT/2010) Tendo em vista os conceitos de autorização,


permissão e concessão de serviço público, assinale a opção correta.
a) A autorização é ato administrativo vinculado por meio do qual a
administração consente que o indivíduo desempenhe serviço público que
não seja considerado de natureza estatal.
b) Permissão de serviço público é a delegação, a título precário, da
prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa
física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por
sua conta e risco.
c) A concessão pode ser contratada com pessoa física ou jurídica e por
consórcio de empresas.
d) A concessão, caracterizando-se como contrato administrativo, pode ser
outorgada por prazo indeterminado.

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e) A permissão de serviço público, diferentemente da concessão, configura


delegação a título precário e não exige licitação.

355. (Cespe/Bacen/2009) No que se refere a concessões, permissões e


autorizações, assinale a opção correta.
a) Se uma empresa apresentar-se como licitante para firmar contrato de
concessão e, na fixação da tarifa apresentada como proposta, estiverem
incluídos subsídios específicos que a empresa possua, não disponíveis
para os demais licitantes, nesse caso, a proposta deverá ser analisada.
b) Diante do princípio da indisponibilidade do interesse público, o contrato de
concessão não poderá prever o emprego de mecanismos privados para a
resolução de disputas decorrentes ou relacionadas ao contrato, como a
arbitragem.
c) Incumbe à concessionária a execução do serviço concedido e cabe-lhe
responder por todos os prejuízos causados ao poder concedente, aos
usuários ou a terceiros, sem que a fiscalização exercida pelo órgão
competente exclua ou atenue essa responsabilidade.
d) Nas concessões de parcerias público-privadas, não se admite a emissão
de empenho em nome dos financiadores do projeto em relação às
obrigações pecuniárias da administração pública.
e) A constituição da sociedade de propósito específico dar-se-á após a
celebração do contrato de concessão, no âmbito das parcerias público-
privadas.

356. (Cespe/MCT/2009) No que concerne às concessões e permissões de


serviços públicos, assinale a opção correta.
a) A concessão de serviço público é a delegação, a título precário sem
licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à
pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu
desempenho.
b) Apenas mediante lei específica, o poder concedente pode intervir na
concessão, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço,
bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e
legais pertinentes.
c) Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra
pública, deve ser objeto de prévia licitação, segundo a legislação própria
observando aos princípios da legalidade, moralidade, publicidade,
igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao
instrumento convocatório.

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d) Encampação é a retomada do serviço pelo poder concedente, mediante


decreto, após o prazo da concessão, por motivo de interesse público e
independentemente de pagamento da indenização.
e) A permissão de serviço público deve ser formalizada mediante contrato de
adesão, que não pode ser revogado de forma unilateral pelo poder
concedente.

357. (Cespe/TRE-MA/2009) A prestação de serviço público não abrange o


desempenho de atividades de natureza comercial e industrial.

358. (Cespe/TRE-MA/2009) No contrato de concessão de serviço público,


havendo a encampação, o concessionário não tem direito à indenização por
eventuais prejuízos.

359. (Cespe/TRE-MA/2009) A autorização de serviço público constitui ato


administrativo bilateral, vinculado e precário.

360. (Cespe/OAB/2009) Conforme dispõe a lei geral de concessões, a


encampação consiste
a) no retorno dos bens públicos aplicados na execução do objeto do contrato
de concessão ao poder concedente.
b) na declaração de extinção do contrato de concessão em face da
inexecução total ou parcial do contrato, desde que respeitados o devido
processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
c) na retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da
concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa
específica e após prévio pagamento da indenização.
d) no fim do contrato de concessão, por iniciativa do concessionário, quando
houver descumprimento das condições do contrato pelo poder
concedente.

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GABARITO

311-C 312-E 313-C 314-C 315-A 316-E 317-B 318-A 319-D 320-D

321-B 322-E 323-C 324-A 325-D 326-B 327-E 328-A 329-A 330-B

331-E 332-B 333-C 334-E 335-B 336-C 337-E 338-D 339-D 340-C

341-C 342-D 343-A 344-D 345-C 346-E 347-E 348-D 349-C 350-A

351-B 352-D 353-C 354-B 355-C 356-C 357-E 358-E 359-E 360-C

BIBLIOGRAFIA

ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Administrativo Descomplicado.


São Paulo: Método, 2009.
BARCHET, Gustavo. Direito Administrativo. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. Rio de
Janeiro: Lumen Juris, 2010.
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Processo Administrativo Federal:
Comentários à Lei nº 9.784 de 29/1/1999. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2009.
CUNHA JÚNIOR, Dirley da. Curso de Direito Administrativo. Salvador: 2008.
DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2008.
GARCIA, Emerson; ALVES, Rogério Pacheco. Improbidade Administrativa. Rio de
Janeiro: Lumen Juris, 2008.
JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitações e Contratos
Administrativos. São Paulo: Dialética, 2010.
JUSTEN FILHO, Marçal. Pregão: Comentários à Legislação do Pregão Comum e
Eletrônico. São Paulo: Dialética, 2009.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros,
2008.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. São Paulo:
Malheiros, 2008.

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