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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

FACULDADE DE DIREITO
DIREITO
NOTURNO

Aniele Torresilha de Oliveira


Daniel Amaro de Vasconcelos
Gabriela Alves Krauss
Juliana de Brito Rabello
Luiza Leandra Ferreira
Marcio Valdeir Antunes
Pedro Henrique Toogood Pitta

Escolas jurídicas do século XIX: a recepção brasileira

Florianópolis
24/05/2018
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COURS ÉLÉMENTAIRE DE DROIT CIVIL

1. Qual a crítica do autor ao uso que a doutrina e a jurisprudência estavam fazendo

da codificação?

François Laurent critica que a doutrina e a jurisprudência estavam ignorando e

desconsiderando princípios de suma importância no teor dos códigos. Para Laurent,

os intérpretes negligenciavam o texto da lei e dele se desviavam para aplicar o que

era chamado de “espírito da lei” - mera interpretação por parte dos intérpretes do

código. Entretanto, o autor discorre que a lei não é e nem pode ser fundada a partir

da interpretação individual dos magistrados, mas sim a partir do que está positivado;

para o historiador não caberiam quaisquer interpretações a respeito da lei. Sua

crítica reside justamente no fato de que muitos magistrados pareciam ignorar tal fato

e que a jurisprudência e a doutrina marcavam “funesta incerteza” e um número

crescente de controvérsias no campo jurídico - justamente o que o código possui

como função evitar.

“Os códigos não deixam nada ao arbítrio do intérprete, não é mais sua
missão fazer o direito, o direito está feito. Não há mais incerteza; o direito
está escrito nos textos autênticos.”

2. Qual a relação que os intérpretes devem ter com os textos para o autor?

Para François Laurent os intérpretes deveriam aplicar as leis da maneira que

estão postas, não cabendo aos mesmos interpretar o que nela está escrito; os

magistrados deveriam agir de maneira positiva, respeitando a lei escrita.

“Eu teria portanto, uma grande ambição, que o ensino do direito fosse dado
no espírito que eu apenas disse: os princípios com os motivos que os
justificam, e como regra de interpretação, o respeito da lei. Pois é na lei que
os princípios! Têm seu fundamento; eles não são outra coisa que as
disposições do código, ou as regras que dele decorrem.”