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Nome: Jaqueline Ribeiro ra: 95982

Fichamento – Spiro Kostof pg. 935-947


Barroco – Países Baixos (Holanda) e protestantismo

AMSTERDÃ

O barroco se mostrou diferente nos países baixos, em especial em sua


capital Amsterdã, em comparação ao que foi na França. Em relação a sua
geografia, a maior parte do país fica abaixo do nível do mar e é protegida por
diques e barragens, seu sítio é consideravelmente plano e cheio de canais, o
transporte fluvial tornou-se um dos principais meios de exportação e
importação do país.
Por ser uma cidade portuária, Amsterdã já possuía um desenvolvimento
econômico muito favorável desde o século XVI devido ao comércio próspero e,
devido as suas configurações geográficas, sua implantação se fez adaptando a
cidade ao terreno e não o contrário, tudo isso para favorecer o acesso aos
canais e, consequentemente, favorecer o comércio. Tudo isso tornou, em
Amsterdã, o domínio do homem sobre a natureza uma questão de
sobrevivência econômica (ligada a drenagem dos canais para a irrigação das
terras) e não de demonstração de poder, como foi na França. Todas essas
diferenças vão ter reflexo também na arquitetura barroca, onde as fachadas se
apresentam todas diferentes umas das outras, e não unificadas como na
França, e com adaptações nas residências para içar cargas dos barcos nos
canais que cortavam a cidade.

REFORMA PROTESTANTE

Uma nova doutrina religiosa e uma nova forma de se fazer cultos


surgiram, o que provocou mudanças na sociedade e, consequentemente, na
arquitetura.
A relação dos locais para dos cultos protestantes com as pessoas era
diferente da relação que as igrejas católicas tinham com seus fiéis. Esse
primeiro possuía mais um caráter de palestra do que de procissão, como
acontecia no segundo. Isso gerou a necessidade de novos espaços que
atendessem a essa demanda. As primeiras modificações que surgiram foram
as adaptações dos espaços existentes para receber os cultos protestantes e
posteriormente vieram os projetos próprios para as igrejas protestantes.
As igrejas protestantes tinham como suas características o teto de
madeira e estruturas mais esbeltas, que aumentavam a permeabilidade e a
visibilidade no interior e permitiam uma maior participação das pessoas. Seus
interiores eram menos ornamentados e seus vitrais transparentes, isso tirava
um pouco a sensação de misticismos que as igrejas católicas passavam e
trazia um sentimento de racionalidade à tona. Além disso, os principais marcos
dessas igrejas vão ser o campanário e o relógio, onde esse último, por si só, já
era um dos símbolos de racionalidade para a burguesia da época. O relógio é o
elemento que foi trabalhado de forma mais escultórica e quase sempre
ocupava uma posição central, de destaque.

INGLATERRA

O barroco se fez o primeiro estilo internacionalizado chegando também


até a Inglaterra, cuja qual passara também pelo renascimento, mas um
diferente do italiano. Os três principais nomes que levaram o estilo até a ilha
foram Inigo Jones, Christopher Wren e Nicholas Hawksmoor, que foi assistente
de Wren.

Inigo Jones (1573-1652)


St. Paul’s Cathedral: ele trouxe o barroco para sua fachada oeste, com
colunatas, volutas e frontão, elementos que, apesar de serem clássicos,
destoam muito da arquitetura original da catedral.
Praça Covent Garden: foi uma das primeiras praças planejadas em Londres. A
igreja em si é uma imitação do templo grego com algumas modificações (teto
em madeira, por exemplo) e o relógio no centro do frontão.

Christopher Wren (1632-1723)


Era o supervisor de obras do rei. Em 1666 ocorreu um grande incêndio em
Londres que resultou em 87 igrejas queimadas (todas eram de madeira). Sir
Christopher Wren foi encarregado de reprojetar a metrópole destruída. Cerca
de 34 anos depois, 51 igrejas haviam sido reconstruídas. As características
dessas novas igrejas eram a simplicidade e discrição das fachadas, onde elas
quase se camuflam no tecido urbano, e a profusão de formas clássicas em
seus interiores. Na maioria delas o altar cede lugar ao órgão, que vira o
elemento de destaque.
Reconstrução da St. Paul’s Cathedral (1677): obra prima de Sir Wren, cujo qual
se utilizou como referência da estética da Basílica de São Pedro (cúpula); das
paredes emparelhadas do barroco francês (Perrault); das duas torres como no
barroco português; das proporções góticas e de um interior com iluminação
controlada.

Nicholas Hawksmoor
Igreja de St. Mary Woolnoth (1718): uma igreja com fortes relações com o meio
urbano, mostrando autonomia em relação ao clássico, embora ela se feche a
esse urbano e se volte para seu interior.