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Estatuto Orgânico do Ministério da Educação

CAPITULO I

Disposições Gerais

ARTIGO 1

(Natureza)

O Ministério da Educação è o órgão central do aparelho do Estado que, de acordo com os


princípios, objetivos e tarefas definidas pelo Governo, planifica, coordena, dirigi e desenvolve
actividades no âmbito da educação, contribuindo para a elevação da consciência patriótica, o
reforço da unidade nacional da moçambicanidade.

ARTIGO 2

(Atribuições)

São atribuições do Ministério da Educação:

a) Formulação de políticas da educação;


b) Formação do cidadão com consciência patriótica e autoestima:
c) Formação e qualificação dos cidadãos, conferindo-lhes conhecimentos científicos,
técnicos e culturais e assegurando o acesso crescente à ciência e cultura;
d) Normação, regulamentação, supervisão e inspecção das actividades de educação;
e) Planificação, monitoria e avaliação das actividades de educação;
f) Desenvolvimento da educação e cultura patriótica, cívica e moral, do espirito de paz,
da unidade e identidade nacionais;
g) Expansão do acesso à Educação e à Formação Técnico Profissional;
h) Melhoria e actualização constante da qualidade da educação, apoiando-se no avanço
no cientifico e tecnológico;
i) Formação dos professores e de outros técnicos de educação;
j) Desenvolvimento da cultura física e do desporto escolar;
k) Promoção da Investigação científica, tecnológica, social e cultural nas instituições de
ensino;
l) Administração do Ensino Técnico profissional que confira conhecimentos científicos,
técnicos e profissionais em coordenação com outras entidades do Estado e coma
sociedade civil;
m) Difusão das noções básicas a saúde pública e métodos de prevenção das doenças
endémicas, nomeadamente o HIV/SIDA, a malária, a tuberculose e outras.

ARTIGO 3
(Áreas de actividades)

Para a realização das suas atribuições e funções específicas, o Ministério da Educação


organiza-se de acordo com as seguintes actividades:
a) Educação e Formação;
b) Desenvolvimento curricular e investigação educacional;
c) Supervisão, controlo e regulamentação;
d) Gestão e garantia da qualidade;
e) Administração e planificação da educação;

CAPITULO II

Sistema Orgânico

ARTIGO 4
(Estrutura)

O Ministério da Educação tem a seguinte estrutura:


a) Inspecção-Geral da Educação;
b) Direcção nacional do Ensino Primário;
c) Direcção nacional do Ensino Secundário;
d) Direcção nacional do Ensino Técnico-Profissional;
e) Direcção nacional de Alfabetização e Educação de Adultos;
f) Direcção nacional de formação de Professores;
g) Direcção de Gestão e Garantia da Qualidade;
h) Direcção de Administração das Qualificações;
i) Direcção de Programas Especiais;
j) Direcção para a Coordenação do Ensino Superior;
k) Direcção de Planificação e Cooperação;
l) Direcção de Recursos Humanos;
m) Direcção de Administração e Finanças;
n) Gabinete do Ministro;
o) Departamento de Educação Especial;
p) Departamento de Gestão do Livro Escolar e Materiais Didáticos;
q) Departamento Jurídico;
r) Departamento de Tecnologia de Informação e Comunicação;
s) Centro de Documentação;

ARTIGO 5

(Instituições subordinadas)

Constituem Instituições subordinadas ao Ministério da Educação;

a) O Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação;


b) O Instituto de Educação Aberta e à Distância;
c) O conselho Nacional de Exames, Certificação e Equivalências;
d) O Instituto de Línguas
ARTIGO 6

(Instituições tuteladas)

São Instituições tuteladas pelo Ministério que superintende a área da Educação:

a) O Instituto de Bolsas de Estudo;


b) A Escola Internacional de Maputo;
c) O Instituto Nacional de Educação à Distância;
d) O conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior.

CAPITULO III

Função de Unidade Orgânicas

ARTIGO 7
(Inspecção-Geral da Educação)

1. São Função da Inspecção-Geral da Educação:


a) Fiscalizar a aplicação da Politica educativa definida pelo Estado em
todos os órgãos e instituições públicas privadas da Educação, com
base na legislação e nas decisões do Ministro da Educação;
b) Controlar e apoiar o processo de direcção dos órgãos e instituições da
educação e todos os níveis;
c) Realizar missões inspectivas às instituições de ensino superior, aos
programas de ensino e às condições do seu funcionamento, no âmbito
do controlo interno;
d) Verificar e fazer cumprir os programas de ensino e as normas
estabelecidas para a direccao das actividades educativas;
e) Fiscalizar as actividades realizadas pelas instituições do sector no
domínio administrativo e financeiro;
f) Investigar, por informação, constatação, recomendação, petição ou
denuncia, presumíveis violações da legalidade, irregularidades e
desvios no processo de direcção e realização das actividades
educativas;
g) Propor medidas correctivas de processos que resultem de acções de
inquérito ou sindicância.

2. A Inspecção-Geral da Educação é dirigida por um inspector- Geral, coadjuvado


por um Inspector-Geral Adjunto.

ARTIGO 8
(Direcção de Ensino)
1.As Direcções nacional do Ensino Primário, Ensino Secundário, de Formação
de Professores, de Educação Técnico-Profissional, e de Alfabetização e
Educação de Adultos têm como domínio de actuação, respectivamente, o
ensino pré-primário e primário, o ensino secundário geral, a formação de
Professores, e técnicos da Educação, nos níveis elementar, básico e médio do
ensino técnico, bem como a alfabetização e educação de adultos.
2. São funções das Direcções referidas no nº 1 do presente artigo nos
respectivos domínios de actuação:
a) Elaborar propostas politica e estratégias de desenvolvimento da
educação a curto, médio e longo prazo:
b) Conceber e elaborar projectos de lei, regulamentos e normas de
organização e funcionamento das instituições de ensino;
c) Propor normas e regulamentos orientadores sobre o sistema de
avaliação;
d) Participar no desenvolvimento curricular e promover a elaboração de
matérias de apoio ao processo de ensino e aprendizagem;
e) Promover e orientar metodologicamente a utilização das novas
tecnologias de informação nas instituições de ensino;
f) Regulamentar e orientar as actividades relativas à supervisão
pedagógica e administrativa das instituições de ensino;
g) Conceber, elaborar e divulgar os critérios e indicadores para avaliação
da eficácia e eficiência do ensino ministrado nas instituições e do seu
funcionamento;
h) Apreciar e emitir pareceres sobre as propostas de livros e manuais
escolares;
i) Assegurar o ensino especial, em coordenação com o Departamento do
Ensino Especial;
j) Estimular a realização de actividades extracurriculares e organizar
olimpíadas.
3. Para além das referidas no nº 2 do presente artigo, constituem funções da
Direcção Nacional de Formação de Professores;
a) Elaborar proposta de política de formação de professores;
b) Coordenar a formação inicial, em exercício e contínua de professores;
c) Promover a capacitação de formadores de professores para todos os
níveis e tipos de ensino, à excepção do superior;
d) Promover e coordenar a formação de gestores de escolas e
inspectores;
e) Promover e garantir a integração da estratégia de educação inclusiva
em todos os programas de formação inicial, em exercício e contínua
dos professores;
f) Conhecer e elaborar proposta de regulamentos e normas de
organização e funcionamento das organizações de formação de
professores.
4.Cada das Direcções mencionadas no nº 1 é dirigida por um Director
Nacional, coadjuvado por um Director Nacional Adjunto.

ARTIGO 9
(Direcção de Gestão e Garantia de Qualidade)

1.São funções de Direcção de Gestão e Garantia de Qualidade.


a) Estabelecer e indicadores de qualidade em todos os níveis de
funcionamento do ministério da educação;
b) Garantir o cumprimento das normas e verificar em que medidas os
indicadores de desempenho são seguidos;
c) Desenvolver um sistema gestão e garantia de qualidade nas
instituições de ensino e assegurar a sua implementação;
d) Introduzir mecanismos regulares de avaliação permanente e
sistemática da qualidade de ensino;
e) Promover avaliações externas e independentes baseadas em
indicadores de qualidade;
f) Conceber e coordenar projectos inovadores que visem melhorar a
qualidade de ensino e aprendizagem;
g) Valorizar a formação dos estudantes, através do acompanhamento do
desempenho académico e da promoção da aquisição de competências
extracurriculares;
h) Promover, regularmente, palestras, conferencias, sessões de estudo e
outros eventos relevantes para a melhoria da qualidade de ensino;
i) Fazer supervisão às instituições do sector da educação no âmbito da
melhoria da qualidade de ensino;
j) Estabelecer normas e procedimentos de registo e acreditação de
instituições provedoras de formação.

2. A Direcção de Gestão e Garantia de Qualidade é dirigida por um Director Nacional


Adjunto.

ARTIGO 10
(Direcção de Administração das Qualificações)

1. São competências da direcção Administração das Qualificações:


a) Conceber e administrar o quadro nacional das qualificações;
b) Validar e registar as qualificações elaboradas pelas instituições proponentes;
c) Valorizar a formação dos estudantes, através da promoção da aquisição de
competências extracurriculares;
d) Definir as orientações metodológicas e instrumentos para elaboração de
qualificações e curricula a ela associados;
e) Definir critérios de reconhecimento de competências adquiridas e habilidades
demostradas por meios formais e não formais, para o seu registo enquanto
qualificações reconhecidas a nível nacional e internacional;
f) Fazer estudos comparados sobre as qualificações profissionais;
g) Assegurar a harmonização entre qualificações profissionais moçambicanas e as
de outros países da SADC;
h) Determinar os princípios, linhas orientadoras, critérios e estrutura
organizacional para estabelecimento de um Sistema Nacional de Qualificações,
baseado em padrões de competências e critérios claro de reconhecimentos
dessas competências;
i) Estabelecer e manter um banco de dados das Qualificações aprovadas em
Moçambique;
j) Desenvolver e implementar uma estratégia de comunicação e publicidade de
Sistema Nacional de Qualificações;
k) Desenvolver e implementar um sistema de avaliação e certificação de
desempenho dos estudantes, professores e gestores do Sistema Nacional de
Educação.

2. A direcção de Administração das qualificações é dirigida por um Director Nacional,


coadjuvado por um Director Nacional Adjunto.

ARTIGO 11
(Direcção de Programa Especiais)
1.São funções da Direcção de Programa Especiais:
a) Proceder à gestão de assuntos transversais do sector da educação;
b) Promover nas escolas, em coordenação como o Ministério da Saúde, actividades de
educação sanitária, saúde escolar e vacinação dos alunos nas escolas;
c) Promover acções de difusão das nações sobre primeiros socorros e das
manifestações de doenças mais comuns nas escolas;
d) Definir acções especificas de prevenção e com bate ao HIV/SIDA, à malárias e outras
doenças endémicas;
e) Promover a equidade do género no sistema educativo e propor acções que
estimulem a participação e o sucesso das raparigas no processo do ensino e
aprendizagem;
f) Garantir a integração e abordagem do género nos planos e programa do sector da
educação;
g) Promover nas instituições de ensino, acções de combate ao tráfico e consumo de
estupefacientes e substâncias psicotrópicas, precursores ou preparados ou outras
substâncias de efeitos similares;
h) Elaborar orientações metodológicas para a promoção da prática de actividades
lúdico-desportivas nas instituições de ensino;
i) Promover a implementação do Regulamento Geral e Disciplinar do Desporto Escolar
e o Regulamento Tipo do Núcleo Desportivo-Escolar;
j) Organizar ou Promover, a organização de jogos e intercâmbio desportivos escolares
a todos os níveis;
k) Incentivar a elaboração de matérias de apoio no domínio do desporto escolar;
l) Promover a participação da sociedade civil no desenvolvimento do desporto escolar;
m)Promover e incentivar a produção escolar nas suas diversas formas;
n) Propor normas e regulamento sobre a produção e alimentação escolar;
o) Promover acções sobre a gestão dos lares e internatos;
p) Promoves estratégia de educação ambiental no sector da educação;
q) Promover o envolvimento de particulares, confissões religiosas, associações e
comunidades em actividades educacionais;
r) Promover nas instituições de ensino acções de prevenção e combate a todo tipo de
violência, incluindo assedio e abuso sexual.
2. A Direcção de Programas Especiais é dirigida por um Director Nacional, coadjuvado
por um Director Nacional Adjunto.

ARTIGO 12
(Direcção para a Coordenação do Ensino Superior)

1. São funções da Direcção para a Coordenação do Ensino Superior:


a) Planificar e coordenar o desenvolvimento do ensino superior, criando um sistema
de informação e gestão eficaz;
b) Colaborar no processo de certificação, equivalências e reconhecimento de graus
académicos das instituições de ensino superiores, em articulação com o conselho
nacional de qualidade do ensino superior;
c) Promover e garantir articulação entre as várias instituições do ensino superior;
d) Promover a mobilidades de estudantes e corpo docente das instituições de ensino
superior através da gestão de acumulação de créditos;
e) Promover a introdução de programas de pós- graduação e investigação nas
instituições de ensino superior;
f) Colaborar na condução de inspecções às instituições de ensino superior, aos
programas de ensino e as condições do seu funcionamento;
g) Avaliar e monitorar o crescimento do país em termos de ensino superior,
conhecimento científico e tecnológico, investigação e informação, bem como a
avaliação do impacto da implementação das políticas do ensino superior;
h) Produzir pareceres sobre propostas para a criação, extinção, organização e
direcção das instituições do ensino superiores;
i) Assegurar o desenvolvimento de uma base de dados sobre programas e projectos
de cooperação sobre o ensino superior;
j) Garantir a gestão de programas e projectos para o desenvolvimento do ensino
superior;
k) Garantir a mobilização e/ ou propor estratégias para angariação de fundos que
visem a implementação dos programas.
2. A Direcção para a Coordenação do Ensino Superior é Dirigida por um Director
Nacional, coadjuvado por Director Nacional Adjunto,

ARTIGO 13
(Direcção de Planificação e Cooperação)

1. São funções da Direcção de Planificação e Cooperação:


a) Sistematizar as propostas de Plano Economico Social e programa de
actividades anuais do Ministério;
b) Formular propostas de políticas e perspectivar estratégias de desenvolvimento
da educação a curto, médio e longos prazos;
c) Elaborar e controlar a execução dos projectos de desenvolvimento da
educação, a curto, médio e longos prazos e os programas de actividades do
Ministério;
d) Elaborar, divulgar e controlar o cumprimento das normas e metodologias
gerais do sistema de planificação sectorial da educação;
e) Realizar e elaborar normas sobre a natureza tipo e dimensão dos
estabelecimentos de ensino, bem como controlar a sua aplicação;
f) Dirigir e controlar o processo de elaboração e execução dos programas e
projectos de cooperação e de assistência técnica de acordo com as estratégias
e prioridades definidas para o sector da educação;
g) Dirigir e controlar o processo de recolha, tratamento, analise e inferência da
informação estatística da educação e manter actualizada o sistema de ensino;
h) Proceder ao diagnóstico do Sistema Nacional de Educação, visando avaliar a
sua cobertura, a eficácia interna e externa bem como a utilização dos recursos
humanos, materiais e financeiros do mesmo;
i) Gerir a actividade de construção e reabilitação de infra-estruturas do
Ministério da Educação;
j) Formular propostas para aquisição interna ou externa de equipamentos para
as infra-estruturas educacionais;
k) Analisar e formular pareceres relativos aos projectos de investimento, de
construção e reabilitação de infra-estruturas educacionais levadas a cabo por
entidades exteriores ao Ministério da Educação;
l) Elaborar estudos, pareceres e pesquisas que tenham por objecto a
administração da educação;
m) Prestar assistência técnica aos processos de capacitação institucional e
racionalização de procedimentos administrativos.

2. A Direcção de Planificação e Cooperação é dirigida por um Director Nacional,


coadjuvado por um Director Nacional Adjunto.

ARTIGO 14
(Direcção de Recursos Humanos)

1. São funções da Direcção de Recursos Humanos:


a) Assegurar o cumprimento do EGFAE e demais legislação aplicável aos
funcionários e agentes do Estado;
b) Planificar, controlar e implementar normas de gestão de recursos humanos de
acordo com as politicas e planos do governo;
c) Elaborar e gerir o quadro de pessoal;
d) Prestar assistência ao processo da elaboração e gestão do quadro de pessoal
das instituições do sector da educação;
e) Assegurar a realização da avaliação do desempenho dos funcionários e
agentes do Estado;
f) Organizar, controlar e manter actualizado o e-SIP do sector de acordo com as
orientações e normas definidas pelos órgãos competentes;
g) Implementar e controlar a política de desenvolvimento de recursos humanos
do sector;
h) Planificar, coordenar e assegurar as acções de formação e capacitação
profissional dos funcionários e agentes do estado dentro e fora do país;
i) Coordenar e gerir a atribuição de bolsas de estudo para os funcionários de
carreiras de regime geral;
j) Coordenar as actividades no âmbito das estratégias do HIV e SIDA, do género e
da pessoa portadora de deficiência na Função Publica.
k) Elaborar, quando necessário, actos administrativos e instruir processos
referentes aos funcionários e agentes do Estado.
l) Coordenar, orientar e controlar a aplicação das normas relativas á política
salarial, sistema de renumeração e benefícios dos funcionários e agentes do
estado afectos ao Ministério.

2. A Direcção de Recursos Humanos é dirigida por um Director Nacional, coadjuvado


por um Director Nacional adjunto.

ARTIGO 15
(Direcção de Administração e Finanças)

1. São funções da Direcção de Administração e Finanças:


a) Preparar a proposta de orçamento de funcionamento do Ministério da
Educação, em coordenação com as unidades orgânicas e com as instituições
subordinadas;
b) Assegurar a correcta execução financeira e prestação de contas dos
orçamentos de funcionamento de investimento e fundos externos, alocados
ao Ministério da Educação;
c) Zelar pela gestão do património do Ministério da Educação, garantindo o seu
registo e inventariação, a sua manutenção e sua correcta utilização;
d) Garantir o funcionamento da Unidade Executora das aquisições do Ministério
da Educação, á excepção das construções escolares e equipamentos para
infra-estruturas educacionais;
e) Zelar pela correcta implementação do sistema de administração financeira do
Estado (SISTAFE) no Ministério de Educação;
f) Garantir a atempada elaboração e submissão das contas anuais ao tribunal
Administrativo;
g) Assegurar a implementação do sistema Nacional do arquivo do Estado;
2. A Direcção de Direcção de Administração e Finanças é Dirigida por um Director
Nacional.

ARTIGO 16
(Gabinete de Ministro)

1. São funções do Gabinete de Ministro:


a) Assessorar o Ministro e Vice-Ministro, através de pareceres e acções
técnicas e administrativas e promover as condições matérias e financeiras
para o correcto funcionamento do Gabinete;
b) Dar pareceres técnicos e administração sobre os processos a serem
despachados pelo Ministro;
c) Organizar o programa do trabalho do Ministro e Vice- Ministro;
d) Organizar o despacho, a correspondência e o arquivo do expediente e
documentação do Ministro e do Vice-Ministro;
e) Assegurar a divulgação e controlo da implementação das decisões do
Ministro e do Vice-Ministro;
f) Executar as tarefas protocolares de apoio logístico ao Ministro e do Vice-
Ministro;
g) Assegurar a recepção, processamento e devido encaminhamento do
conjunto de assuntos remetidos pelos cidadãos no que concerne à
actividade do sector;
h) Organizar e preparar as audiências concedida pelo Ministro;
i) Assegurar a preparação e efectivação das deslocações internas e externas
do Ministro e do Vice-Ministro;

2. O Gabinete de Ministro é dirigido por um Chefe de Gabinete.

ARTIGO 17
(Departamento de Educação Especial)
1. São Funções do Departamento de Educação Especial:
a) Formular propostas de política e estratégia de desenvolvimento da
educação inclusiva;
b) Promover diagnóstico, nas comunidades e instituições de ensino, de
crianças, jovens e adultos com necessidades educativas e especiais;
c) Elaborar e garantir a aplicação da metodologia adequadas ao apoio
dos professores para o ensino de crianças, jovens e adultos com
necessidades educativas e especiais;
d) Colaborar, com outros intervenientes, para adequar as instalações,
equipamentos escolares e matérias de ensino à situação específica de
crianças, jovens e adultos que necessitam de uma atenção especial;
e) Prestar apoio às instituições de ensino para pessoas com deficiência
visual, auditiva, e mental;
f) Promover o trabalho comunitário de forma a desenvolver alternativas
de escolarização, orientação e formação profissionais ajustadas às
características do grupo alvo;

2. O Departamento de Educação Especial é Dirigido por um Chefe do


Departamento Central.

ARTIGO 18
(Departamento de Gestão do Livro Escolar e Matérias Didácticos)

1. São Departamento de Gestão do Livro Escolar e Matérias Didáticos:


a) Formular propostas de política e estratégia de gestão do livro escolar e
matérias didácticos;
b) Regular a produção do livro escolar e matérias de aprendizagem afins;
c) Garantir a gestão, distribuição, inventário e conservação do livro
escolar de distribuição gratuita e outros materiais didáticos;
d) Colaborar, com outros intervenientes, para adequar materiais de
ensino á situação específica de crianças, jovens e adultos com
necessidades educativas especiais;

2. O departamento de gestão do livro escolar e materiais didácticos é dirigido


por um chefe de departamento central.

ARTIGO 19
(Departamento Jurídico)

1. São funções do Departamento Jurídico:

a) Assessorar o Ministro, os órgãos e as instituições da educação em assuntos


jurídicos;
b) Preparar os projectos de diplomas legais, ordens de serviço e outros actos
normativos;
c) Garantir uma interpretação e aplicação uniforme da legislação respeitante à
educação, assim como realizar a sua divulgação junto dos órgãos do Ministério
da Educação;
d) Dar parecer sobre acordos, protocolos, memorandos e contractos a celebrar
com entidades nacionais e estrangeiras de interesse para o ministério;
e) Apoiar o ministro e os órgãos e instituições da educação nos domínios da
consultoria jurídica, do contencioso administrativo e do exercício do poder
disciplinar;
2. O departamento jurídico é dirigido por um chefe de departamento central.
ARTIGO 20
(Departamento de Tecnologia de Informação e Comunicação)

1. São funções Departamento de Tecnologia de Informação e Comunicação:

a) Coordenar a manutenção e instalação da rede que suporta os sistemas de


informação e comunicação ao nível central e provincial e estabelecer os
padrões de ligação e uso dos respectivos equipamentos terminais;
b) Propor a política concernente ao acesso e utilização das tecnologias de
comunicação no sistema educativo;
c) Elaborar propostas de planos de introdução das novas tecnologias de
informação e comunicação no sistema educativo;
d) Conceber e propor os mecanismos de uma rede informática no sector
para apoiar a actividade administrativa da educação;
e) Propor a definição de padrões de equipamento informático hardware e
software a adquirir para o Ministério da Educação e suas instituições
subordinadas e tuteladas;
f) Administrar, manter, e desenvolver a rede de computadores do
Ministério;
g) Gerir e coordenar a informatização do Ministério e as suas instituições
subordinadas e tuteladas;
h) Orientar e propor a aquisição expansão e substituição de equipamentos
de tratamento de informação;
i) Participar na criação, manutenção e desenvolvimento de um banco de
dados para um processamento de informação estatística;
j) Orientar e propor a a formação do pessoal do Ministério da Educação na
área de informática e tecnologia de informação e comunicação;
k) Coordenar a instalação, expansão e manutenção de rede, que suporte os
sistemas de informações locais, estabelecendo os padrões de ligação e
uso dos respectivos equipamentos terminais;
l) Promover trocas de experiências sobre o acesso de utilização das novas
tecnologias de comunicação e informação em sistema educativos em
outros países.
2. O Departamento de Tecnologias de Informação Comunicação é dirigido por um
Chefe de Departamento Central.

ARTIGO 21
(Centro de Documentação)

1. São funções do Centro de Documentação:


a) Recolher, tratar, armazenar relatórios e outros documentos
produzidos no Ministério de Educação e nas instituições subordinadas;
b) Recolher, sistematizar e catalogar a informação produzida pelo
Ministério da Edução;
c) Desenvolver um centro de documentação digital da Educação;
d) Identificar e Propor a aquisição de livros para as bibliotecas escolares,
em coordenação com as áreas de ensino;
e) Orientar as escolas sobre a organização das bibliotecas escolares;
f) Promover a formação de bibliotecários e professores na organização
de bibliotecas escolares;
2. Centro de Documentação é dirigido por um Chefe de Departamento
Central.

CAPITULO IV
Colectivos

ARTIGO 22
(Colectivos)

1. No Ministério da Educação Funcionam os Seguintes Colectivos:


a) Conselho Coordenador;
b) Conselho Consultivo;
c) Conselho Técnico.

2. Para além dos colectivos no nº 1 do presente artigo, funcionam ainda no


Ministério da Edução e com regulamento próprio os seguintes conselhos;
a) Conselho Nacional do Ensino Superior;
b) Conselho do Ensino Superior;

ARTIGO 23
(Conselho Coordenador)

1. O Conselho Coordenador é um colectivo dirigido pelo ministro,


através do qual coordena, planifica e controla as acçoes
desenvolvidas pelo órgão central com os órgãos locais de direcção
da Educação
2. O conselho coordenador do Ministério da Educação tem a
seguinte composição:
a) Ministro;
b) Vice-Ministro;
c) Secretário Permanente;
d) Inspector-Geral;
e) Directores Nacionais;
f) Assessores;
g) Inspector-Geral adjunto;
h) Directores Nacionais adjuntos;
i) Chefe do Gabinete do Ministro;
j) Chefes do Departamento Central Autónomos;
k) Directores Provinciais da Educação;
l) Titulares de Instituições subordinadas e tuteladas;

3. Podem participar nas sessões do Concelho Coordenador como convidados, e de


acordo com a natureza das matérias a tratar, outros funcionários do Ministério,
bem como outras individualidades.
4. O Concelho Coordenador reúne ordinariamente uma vez por ano,
extraordinariamente, quando autorizado pelo Presidente da Republica.

ARTIGO 24
(Conselho Consultivo)

1. O Concelho Consultivo é um colectivo dirigido pelo ministro, que tem


como função analisar e dar parecer sobre questões fundamentais da
actividade do Ministério de Educação, nomeadamente:
a) As decisões dos órgãos do Estado relacionadas com
actividades do Ministério, tendo em vista a sua
implementação planificadora;
b) Preparação da execução e controlo do plano de actividade do
Ministério de Educação, realizando o balanço periódico e
efectuando a valorização e divulgação dos resultados e
experiencias avançadas;
c) A promoção de troca de experiencias e informações entre
dirigentes e quadros do sector;
d) A preparação das sessões do Concelho Coordenador;
e) As propostas a serem submetidas ao Concelho de Ministros;

2. O Concelho Consultivo tem a seguinte composição dos pontos:


a) Ministro;
b) Vice Ministro;
c) Secretário Permanente;
d) Inspector-geral;
e) Directores Nacionais;
f) Assessores;
g) Inspector-Geral adjunto;
h) Directores Nacionais adjuntos;
i) Chefe do Gabinete do Ministro;
j) Chefes do Departamento Central autónomo;
k) Titulares de instituições subordinadas e tuteladas;

3. Podem participar no conselho consultivo na qualidade de convidados,


representantes das organizações sociais, bem como personalidades
reconhecido mérito e saber.
4. O concelho consultivo reúne ordinariamente de quinze em quinze dias
e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo ministro.

ARTIGO 25
(Conselho Técnico)

1. O Conselho Técnico é um órgão de consulta que tem por funções


analisar e dar parecer sobre assuntos de caracter técnico das áreas de
actividades do ministério, competindo-lhe designadamente:

a) Coordenar as actividades das Unidades orgânicas do


Ministério;
b) Analisar e emitir pareceres sobre a organização e
programação da realização das atribuições e competências do
Ministério;
c) Analisar e emitir pareceres sobre projectos do plano de
orçamento das actividades do Ministério;
d) Apreciar e emitir pareceres sobre projectos de relatório e
balanço de execução do plano e orçamento do Ministério;
e) Harmonizar as propostas dos relatórios do balanço periódico
do PES.
2. O Conselho Técnico é dirigido pelo Secretario Permanente,
resguardada prerrogativa do Ministério sempre que o entender dirigir
pessoalmente.
3. O Conselho Técnico tem a seguinte a seguinte composição;
a) Secretário Permanente;
b) Inspector -Geral;
c) Directores Nacionais;
d) Assessores;
e) Inspector-Geral adjunto;
f) Directores Nacionais Adjuntos;
g) Chefes do Departamento Central autónomo;
h) Titulares de instituições subordinadas e tuteladas;
4. Poderão ser convidados outros técnicos do Ministério, e ainda
outras individualidades em função da matéria a tratar.
5. O Conselho Técnico reúne semanalmente e, extraordinariamente,
quando para o efeito for convocado pelo secretariado permanente.

CAPITULO V
Disposições Finais

ARTIGO 26
(Regulamento interno)

Compete ao Ministério que superintende a área da Educação aprovar os


regulamentos internos das diferentes unidades orgânicas, no prazo de
sessenta dias após a publicação do estatuto.

ARTIGO 27
(Quadro do Pessoal)

Compete ao Ministro que superentende a área da educação propor a provação


do quadro de pessoal a órgão competente.