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REVISÃO DE LITERATURA: Convecção, Aletas e Trocadores de Calor ¹

Jailton Da Silva Santos 2

Bruno César Rocha Vitória 3

RESUMO

O presente trabalho apresenta informações relevantes e introdutórias para o


estudo da transferência de calor. Menciona os aspectos teóricos e possíveis soluções
de problemas em projetos onda há necessidade de aumento da taxa de transferência
de calor e projetos de trocadores de calor. A metodologia utilizada no trabalho foi a
pesquisa bibliográfica em livros disponíveis na instituição, além de consultas na
internet de projetos de trocadores de calor, para entender, na “prática”, o
funcionamento desse equipamento.

INTRODUÇÃO

A transmissão de calor é uma área relevante em diversos problemas de


engenharia que ultrapassa o âmbito da Engenharia Mecânica, abrangendo também
outras engenharias como química, nuclear, civil, metalúrgica e etc. Problemas
envolvendo transmissão de calor encontra-se presente em diversos segmentos
industriais, como produção de energia, recuperação de calor e condicionamento de
ar. Pode-se dividir os problemas de transmissão de calor em três grandes classes:
Isolantes Térmicos, Aumento da Taxa de Transferência de Calor e Controle de
temperatura.

1 CONVECÇÃO
Adrian Bejan (1996) define convecção como:

A transferência de calor por convecção, ou simplesmente, convecção é o


processo de transferência de calor executado pelo escoamento de fluido. O
fluido atua como agente transportador da energia que é transferida da parede
(ou para a parede). A convecção é um mecanismo de transferência de calor
em que as características do escoamento (por exemplo, perfil de velocidade

1¹Artigo apresentado à disciplina Mecânica dos Fluidos na Universidade Potiguar - UnP, como parte complementar
a nota da primeira unidade.
²Graduando em Engenharia Mecânica pela Universidade Potiguar – jailtons@unp.edu.br
³ Orientador; Mestre em Engenharia Mecânica; Professor da Universidade Potiguar
e turbulência) afetam, de modo significativo, a taxa de transferência de calor
entre a parede e o escoamento. (Adrian Bejan, 1996, p. 18).

O que diferencia as configurações de convecção de condução é que o meio


onde a transferência de calor por convecção ocorre está em movimento.

Adrian Bejan (1996) cita ainda que o problema fundamental na transferência de


calor por convecção é a determinação da relação entre o fluxo de calor na parede
sólida (𝑞 ′′ ) e a diferença de temperatura na superfície da parede e a do fluido que
está em contato a com ela (𝑇𝑠 − 𝑇∞ ). Podemos observar que o problema é equivalente
ao de determinar qual é o valor do coeficiente convectivo ℎ(𝑊 ⁄𝑚2 . 𝐾 ). Para a definição
desse coeficiente em escoamento externo pode ser definido pela formula:

𝑞′′
ℎ=
𝑇𝑠 − 𝑇∞

Incropera (2007) afirma que a transferência de calor pode ser classificada de


acordo a natureza do escoamento, são elas: convecção forçada e convecção natural.

A convecção forçada acontece quando o escoamento é causado por um meio


externo (ventilador, turbina ou bomba). Um exemplo de convecção forçada é o uso de
coolers para proporcionar resfriamento aos componentes eletrônicos de um
computador.

Segundo Adrian Bejan (1996), na convecção natural, o fluido escoa sem ação
de um equipamento externo. Incropera (2007) cita como um exemplo para convecção
natural ocorre quando umas componentes quentes de uma série de placas de circuito
impresso dispostas verticalmente e expostas ao ar. O ar que entra em contato direto
com os componentes teve um aumento de temperatura e uma redução de densidade,
ficando mais leve que o ar adjacente, as forças de empuxo induzem um movimento
vertical no qual o ar quente perto das placas ascende e é substituído pelo influxo de
ar ambiente, mais frio.

Ainda segundo Incropera (2007):

Independente da natureza especifica do processo de transferência de calor


por convecção, a equação apropriada para a taxa de transferência possui a
forma
𝑞 ′′ = ℎ(𝑇𝑠 − 𝑇∞ ).
Onde 𝑞 ′′, é o fluxo de calor por convecção (𝑊 ⁄𝑚²), é proporcional à diferença
entre as temperaturas da superfície e fluido, 𝑇𝑠 e 𝑇∞ , respectivamente.

2 ALETAS (SUSPERFICIES ESTENDIDAS)

Segundo Adrian Bejan (1996) um dos objetivos do estudo da transferência de


calor é o aumento da taxa de transferência de calor entre uma superfície e um
fluidio que escoa sobre esta superfície. Normalmente a tentativa pela melhora do
contato térmico se dá em projetos onde as temperaturas T∞ e TS são fixas.
Segundo Çengel (2009), existem duas possíveis soluções para aumentar a taxa
de transferência de calor, são elas: o aumento do coeficiente de transferência de
calor por convecção h ou aumentar a área da superfície em contato com o fluido.
Aumentar o coeficiente convectivo pode não ser uma alternativa prática pela
necessidade de poder exigir a instalação de um sistema para gerar convecção
forçada e conquanto o aumento são ser suficiente para as restrições de projeto.
Uma alternativa praticável seria aumentar a área da superfície adicionando
superfícies estendidas de material com elevada condutividade térmica.
Adrian Bejan (1996) define aletas como:

Á técnica consiste em alterar o formato da superfície do solido com a


instalação de protuberâncias que também estão em contato com o
escoamento do fluido. As superfícies externas destas protuberâncias
constituem as superfícies estendidas e as protuberâncias são chamadas de
Aletas (Adrian Bejan, 1996, p. 43).

A adição de aletas aumenta a área total de contato solido/escoamento do fluido,


visto que a soma da área de todas as aletas com área que sobrou é maior que a
área da superfície. Sendo assim, podemos cometer um erro ao imaginar que ao
aumentar muito a quantidade de aletas em um determinado sistema trará somente
benefícios, o que na prática não é o que acontece.
Como foi citado anteriormente a convecção é um mecanismo que é afetada
consideravelmente pelas caraterísticas do escoamento do fluido (Laminar ou
Turbulento), e consequentemente a taxa de transferência de calor entre a parede
e o escoamento.
Çengel (2009) explica que reconhecemos que o coeficiente convectivo h varia
em geral ao longo da aleta onde o valor de h é normalmente mais baixo na base
da aleta do que na ponta, porque o fluido é cercado de superfícies solidas,
causando escoamento turbulento e afetando diretamente o seu valor.
Adrian Bejan (1996) cita que a viabilidade para o uso de aletas em um
determinado sistema pode ser avaliada pela equação da efetividade global:

𝑞 𝑞
𝜀0 = =
𝑞0 ℎ𝐴𝑜 (𝑇𝑏 − 𝑇∞ )

A viabilidade é indicada nos casos onde 𝜀0 > 1. Valores para 𝜀0 < 0 indica que
a taxa inicial sem a adição de aletas é superior.

3 TROCADORES DE CALOR
Incropera (2007) define trocadores de calor como um equipamento cuja
sua finalidade é a troca de calor entre dois fluídos em temperaturas diferentes
e separados por uma parede sólida. São exemplos de aplicações específicas
são: condicionamento e aquecimento de ambientes, produção de potência e na
recuperação de energia de calor em processos.
Segundo Adrian Bejan (1996), no projeto de trocadores de calor a
determinação da taxa de transferência de calor não é o único objetivo, mas
também o cálculo da potência necessária para promover o escoamento dos
dois fluidos, a escolha do arranjo geométrico dos escoamentos, e o de modo
de construir o equipamento.
Os trocadores de calor podem ser classificados em função da sua
configuração de escoamento (Shah³) e do tipo de construção. As três principais
configurações, são: correntes parelas, correntes opostas (contrarias) e
correntes cruzadas. A classificação pelo modo de construção é dividida em
arranjos de tubo duplos e arranjos de tubos concêntricos, onde os escoamentos
são separados pela parede do tubo interno. Assim as superfícies internas e
externas fazem papel de transferência de calor.
Adrian Bejan (1996) explica que nos casos onde as correntes são
paralelas, as duas seções de entrada estão posicionadas no mesmo lado do
trocador de calor. No arranjo de correntes contrárias, as diferenças entre
temperaturas estão mais distribuídas ao longo do trocador de calor.

CONCLUSÃO

Após a leitura dos três autores que foi utilizado como base para esse trabalho,
podemos concluir que apesar da diferença entre o período de publicação, os
resultados e discursões permanecem os mesmos. Concluímos também que é o
estudo da transmissão de calor é de fundamental importância para a formação de
engenheiros, visto que, a presença desta física está presente em diversas situações
do nosso cotidiano.

REFERÊNCIAS

BEJAN, Adrian. Transferência de calor. São Paulo, SP: Ed. Edgard Blücher, 1996.
540 p.

INCROPERA, Frank P.; DEWITT, David P.; BERGMAN, Theodore L.; LAVINE,
Adrienne. Fundamentos de transferência de calor e de massa. 6. ed. Rio de Janeiro,
RJ: LTC, 2008. 643 p. KREITH

ÇENGEL, Yunus A. Transferência de calor e massa: uma abordagem pratica. 3. ed.


São Paulo, SP: McGrawHill, 2009. 902 p.