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Boletim Operário 78

Caxias do Sul, 24 de setembro de 2010.

Recorte de alguns dos destaques


da Síntese de Indicadores
Sociais (SIS) 2010, que busca Ainda sobre mulheres, a SIS
International Worker’s Association fazer uma análise das condições mostra que, mesmo mais
www.iwa-ait.org de vida no país, tendo como escolarizadas que os homens,
principal fonte de informações a o rendimento médio delas
Brazilian Worker’s Confederation Pesquisa Nacional por Amostra continua inferior ao deles (as
http://cob-ait.net/ de Domicílios (PNAD) 2009, mulheres ocupadas ganham
entre outras: em média 70,7% do que
Rio Grande do Sul’s Worker’s Federation recebem os homens), situação
http://osyndicalista.blogspot.com SIS 2010: Mulheres mais que se agrava quando ambos
escolarizadas são mães mais têm 12 anos ou mais de estudo
Center of Studies and Social Research tarde e têm menos filhos (nesse caso, o rendimento
delas é 58% do deles). As
http://cepsait.webnode.com Embora abaixo do nível de mulheres trabalham em média
reposição da população, que menos horas semanais (36,5)
http://cepsait.blogspot.com seria de dois filhos em média por que os homens (43,9), mas,
mulher, a taxa de fecundidade em compensação, mesmo
ceps_ait@hotmail.com média das brasileiras (1,94 filho ocupadas fora de casa, ainda
por mulher em 2009) apresenta são as principais responsáveis
importantes desigualdades, pelos afazeres domésticos,
cepsait@gmail.com sobretudo em função da dedicando em média 22 horas
escolaridade. No país como um por semana a essas atividades
Our purpose is to motivate the social todo, as mulheres com até 7 anos
research and stimulate the change contra 9,5 horas dos homens
de estudo tinham, em média, ocupados.
relations which are related to the
collection and production of information’s
3,19 filhos, quase o dobro do Fonte: IBGE, 17 de setembro de 2010.

about the history of the Brazilian Worker número de filhos (1,68) daquelas
Movement. com 8 anos ou mais de estudo
(ao menos o ensino fundamental
“Rio Grande do Sul’s Worker Federation”
completo). Além de terem menos
filhos, a mulheres com mais
Worker Bulletin instrução eram mães um pouco
Year II Nº 78 mais tarde (com 27,8 anos,
Friday 24/09/2010. frente a 25,2 anos para as com
Caxias do Sul – Rio Grande do Sul – Brazil
até 7 anos de estudo) e evitavam
mais a gravidez na adolescência:
entre as mulheres com menos de
7 anos de estudo, o grupo etário
de 15 a 19 anos concentrava
20,3% das mães, enquanto entre
as mulheres com 8 anos ou mais
de estudo, a mesma faixa etária
respondia por 13,3% da
fecundidade.
Metade dos jovens de 15 a 17 anos
Educação
está no nível educacional adequado à
sua idade
Em relação à educação, a SIS
mostra evolução entre 1999 e Em 2009, houve um crescimento
2009, com aumento, por exemplo, expressivo da freqüência ao pré-
do percentual de pessoas que escolar das crianças de 0 de 5 anos de
frequentam instituições de ensino idade, visto que o percentual das que
em todas as faixas etárias e todos freqüentavam escolas ou creche
os níveis de escolaridade – atingiu 38,1%, enquanto em 1999 era
embora o rendimento familiar per de 23,3%. Mesmo nas áreas rurais,
capita ainda seja um fator de onde a oferta de estabelecimentos para
essa faixa etária é mais reduzida, o Analfabetismo ainda se
desigualdade no acesso à escola,
crescimento foi significativo, de 15,2% concentra entre idosos, pessoas
sobretudo nos níveis de ensino para 28,4% nesses dez anos. Na faixa com menores rendimentos e
não obrigatórios (infantil, médio de 6 a 14 anos, desde meados da residentes no NE
e superior). Apesar da maior década de 90, praticamente todas as
democratização no acesso ao crianças freqüentavam escola (94,2%
sistema escolar, a adequação em 1999 e 97,6% em 2009).
A taxa de analfabetismo das
idade/nível educacional ainda é pessoas de 15 anos ou mais de
um desafio, principalmente na A situação é menos favorável para idade baixou de 13,3% em 1999
faixa de 15 a 17 anos de idade, adolescentes de 15 a 17 anos: em para 9,7% em 2009. Em
em que só 50,9% dos estudantes 2009, a taxa de freqüência à escola números absolutos, o
estão no grau adequado (ensino alcançou 85,2%, mas a taxa de contingente era de 14,1 milhões
médio). escolarização líquida (percentual de de pessoas analfabetas. Destas,
pessoas que freqüentavam a escola no 42,6% tinham mais de 60 anos,
nível adequado à sua idade, ou seja o
Quando se comparam os 52,2% residiam no Nordeste e
ensino médio) era de 50,9% (era de
indicadores educacionais para 32,7% em 1999). E ainda havia 16,4% viviam com ½ salário
brancos, pretos e pardos, também grande disparidade territorial: Norte e mínimo de renda familiar per
se percebe uma redução das Nordeste tinham, respectivamente, capita.
desigualdades entre os grupos, 39,1% e 39,2% de jovens de 15 a 17
mas, no que diz respeito à média anos no nível médio, não chegando a Os maiores decréscimos no
de anos de estudo e à presença de atingir os 42,1% que o Sudeste já analfabetismo por grupos
jovens no ensino superior, em tinha em 1999 (em 2009 eram 60,5%).
etários entre 1999 a 2009
2009 os pretos e pardos ainda não ocorreram na faixa dos 15 a 24
haviam atingido os indicadores As desigualdades no rendimento
familiar per capita exercem grande anos. Nesse grupo, as mulheres
que os brancos já apresentavam eram mais alfabetizadas, mas
influência na adequação idade/nível
em 1999. Além disso, no ano os homens apresentaram queda
de ensino freqüentado: entre os 20%
passado, as taxas de mais pobres da população, 32,0% dos um pouco mais acentuada,
analfabetismo para as pessoas de adolescentes de 15 a 17 estavam no passando de 13,5% para 6,3%,
cor ou raça preta (13,3%) e parda ensino médio, enquanto que, nos 20% contra 6,9% para 3,0% para as
(13,4%) eram mais que o dobro mais ricos, essa situação se aplicava a
mulheres.
da taxa dos brancos (5,9%). 77,9%.
Fonte IBGE 17 de setembro de 2010.
Fonte IBGE 17 de setembro de 2010. Em 2009, a média de anos de estudo
das pessoas de 15 anos ou mais era 7,5
anos, inferior aos 8 anos necessários
para a conclusão do o ensino
fundamental obrigatório. No Sudeste, a
média atingiu 8,2 anos; e, no Nordeste,
6,7. Para as pessoas de 25 anos ou
mais de idade, a média era de 7,1 de
anos de estudo. Entre os 20% mais
ricos, a média alcançou 10,4 anos de
estudo acima do nível obrigatório, mas
abaixo dos 11 anos equivalentes ao
nível médio completo.

Fonte IBGE 17 de setembro de 2010.