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A CORAGEM DO JOVEM CRISTÃO

Texto básico: Dn 3.14-30

INTRODUÇÃO

Na lição passada, vimos que o jovem cristão é forte e que sua fortaleza não é somente
física, mas, também, e principalmente, moral e espiritual. O maior patrimônio do
cristão, neste mundo, é a sua força de caráter. Essa força lhe dá coragem para
enfrentar os conflitos e as batalhas deste mundo.

No texto básico, há o exemplo de três jovens corajosos que, por causa de suas
convicções religiosas, puseram sua vida em grande perigo. Preferiram ser lançados na
fornalha de fogo ardente a atender ao. decreto do rei, que contrariava sua fé religiosa.

Será que no dia de hoje ainda há crente tão corajoso que esteja disposto a expor sua
vida em favor de sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo? É possível, desde que tenha
o mesmo tipo de coragem mostrada por aqueles amigos de Daniel. De onde provinha
toda essa coragem? Vejamos:

1 – DE SEU CARÁTER

Os jovens disseram ao rei: "quanto a Isto, não necessitamos de te responder" — v. 16.


Todos, inclusive o rei, conheciam os Jovens e sabiam que eram pessoas de profunda
convicção religiosa, e que eles não iriam fazer nada que contrariasse seus preceitos
religiosos. Eles possuíam um caráter de verdadeiros servos de Deus. Seu caráter se
formou em três importantes ambientes:

a) Família. Aqueles jovens deveriam pertencer a tradicionais famílias de Israel; e


tinham boa saúde, bom conhecimento das coisas e força de vontade. Os pais judeus
se esforçavam por educar os filhos nos preceitos da Palavra de Deus e na prática de
seus princípios religiosos. O judeu abominava a idolatria. Esse espírito era
comunicado aos filhos pelo ensino e pelo exemplo dos pais.

No seio da família forma-se o caráter forte. Nada pode substituir o lar na missão de
moldar o caráter de seus filhos. Seria bom para você, especialmente se tiver pais
crentes, prestar atenção aos ensinos e às recomendações daqueles que são
responsáveis por sua educação, em casa.

Criança-problema geralmente é fruto de família-problema, assim como família de


caráter produz jovem de caráter.

b) Povo de Deus. Aqueles jovens pertenciam a uma nação cujo Deus é o Senhor, ao
qual amavam e ao qual somente adoravam. Eles aprenderam isso, ao ouvirem a
leitura e a explicação da Palavra de Deus, em casa e no templo. E todos os judeus
pensavam e agiam assim porque eram o povo escolhido de Deus.

É muito importante para você estar na igreja, ouvindo os ensinos da Palavra de Deus,
recebendo a orientação para a vida espiritual e participação do sadio convívio dos
irmãos. A igreja é o mais importante ambiente, depois de sua família, para a formação
e o fortalecimento do seu caráter.

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c) Quarto Secreto. Em Dn 6.10, vemos que o grande profeta também foi desafiado na
sua fé, indo buscar forças na oração. E venceu pela oração. Mas, a sua oração não
era um exercício esporádico, e, sim, uma prática diária — três vezes ao dia orava ao
Senhor, não se esquecendo nunca de agradecer.

Na comunhão com Deus, reside a nossa força. Já cantava Moisés: "O Senhor é a
minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação" — Êx 15.2.

Você pode possuir a mesma coragem se revestir sua vida do poder de Deus pela
oração. E isso depende mais de você: de buscar o Senhor constantemente e manter
com Ele plena comunhão.

2 - DE SUA CONFIANÇA

"Se nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, 6le nos livrará...", disseram os
corajosos jovens.

Eles conheciam o seu Deus e sabiam que Ele estaria Com eles, especialmente
naquela hora, quando estavam sendo desafiados na sua fé.

A confiança do crente no poder e na bondade de Deus é uma das razões de sua


coragem. Quem tem um Pai como o Senhor — Forte, Justo e Bondoso, não tem medo
de nenhuma ameaça.

Confiar em Deus é ter a mesma tranquilidade da menina que brincava no camarote do


navio, durante dura e ameaçadora tempestade. Quando um marinheiro abriu a porta e
a viu brincando, enquanto o navio jogava de um lado para outro, e lhe perguntou se
não estava com medo, ela lhe respondeu: "Por quê? Não ó papai que está no leme?"

Nesta vida passamos por muitas ameaças que procuram abalar a nossa fé: a
incredulidade de alguns professores, a zombaria dos colegas, as tentações e as
dificuldades da vida. São forças que querem que nós nos dobremos aos ídolos deste
mundo. Seguros pela mão de nosso Pai, continuamos firmes, na certeza de que nosso
Deus, na hora oportuna, no% dará escape, como aconteceu com aqueles Jovens.

É interessante observar que eles deixaram seu problema inteiramente nas mãos de
Deus, submetendo-se à Sua vontade. Eles disseram: "Se nosso Deus, a quem
servimos quer livrar-nos, ele nos livrará".

Essa é uma prova de grande confiança — seja o que for que Deus resolver fazer, tudo
bem, porque Ele só faz o melhor, ainda que, no momento, não nos pareça assim.

João define assim essa confiança: "E esta é a confiança que temos para com ele, que,
se pedirmos alguma cousa segundo a sua vontade, ele nos ouve" — 1 Jo 5.14.

No início da Igreja Cristã, um velhinho, chamado Policarpo, que chegou a ouvir os


ensinos de João Apóstolo, foi preso por causa de sua fé e ameaçado de ser queimado
se não abandonasse sua religião. Na ocasião, ele disse: "Há mais de 80 anos sirvo ao
meu Senhor, e Ele nunca me traiu, por que iria eu traí-lo agora?" Preferiu morrer,
sabendo que iria ser recebido na glória por Àquele que O amou.

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3 - DE SUA FIDELIDADE

Os Jovens continuaram dizendo: "... se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a
teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste".

Eles sabiam que, se Deus quisesse, poderia livrá-los. Mas se Isso não estivesse na
vontade do Senhor, assim mesmo permaneceriam fiéis a Ele. Sabiam que Deus não
tolerava a idolatria. Todo idólatra era e é condenado por Ele.

Nos tempos de hoje, é tão difícil encontrar gente que seja fiel, como esses jovens. E
não é necessário que sejam ameaçados com a fornalha de fogo ardente. Basta riscar
um fósforo para fazê-los tremer. Na primeira dificuldade que encontram entregam as
armas e abandonam a fé. Você está numa Idade em que já deve estar sendo
ameaçado a deixar a sua fé. É um momento perigoso. É preciso que você tenha a
coragem e a valentia espiritual do verdadeiro crente, para evitar que seja levado a
abandonar a igreja e a fé.

Muitos (se não a maioria) de seus companheiros (particularmente na escola e na


vizinhança) não são crentes. Alguns estão acostumados a mentir, a dizer coisas
inconvenientes, a frequentar ambientes não recomendáveis, a desrespeitar os pais, a
falar mal dos outros, a promover brincadeiras de mau gosto, a "colar" nas provas, a
"pichar" os muros", a fazer multa coisa que contraria os princípios que você aprendeu
em casa e na igreja.

Você não quer fazer nada disso. Mas se sente ameaçado, porque, se não fizer, vão
chamar você de "bobo", de "santinho", de "maricas", e de outras coisas, parecidas com
estas e piores, é a fornalha de fogo que está sendo acesa, para meter medo em você.

E você fica nesse conflito: Ou eu vou na "onda" deles, ou vão zombar de mim, vou ser
motivo de "troça", diante de todos. Então, você resolve calar, deixar de lado suas
convicções, acomodar-se e "Ir com a onda". Por favor, não faça isso. Um dia, você irá
compreender que, cedendo a essas pressões, irá tornar-se escravo do pecado e do
tentador — muito pior do que ter o corpo jogado na fornalha, terá a alma presa no fogo
eterno.

Não é fácil, mas vale a pena resistir agora, porque, quando você amadurecer, poderá
sentir que não traiu o seu Senhor, que fortaleceu o seu caráter cristão, e que foi
homem de verdade, procurando ser aquilo que você acha que deve ser e não o que os
outros querem que você seja. Pior que trair a fé é trair-se a si mesmo, negando e
desprezando seus princípios.

CONCLUSÃO

Certa vez, ouvimos alguém dizer: “Ele é homem de coragem. Não leva desaforo para
casa" - é um conceito errado de coragem. A coragem cristã é a ousadia de fazer aquilo
que se considera certo, segundo os preceitos divinos, ainda que isso venha a trazer a
Incompreensão e a zombaria.

Cada um de nós passa (em maior ou menor grau) por desafios feitos pelo mundo,
tendo diante de si a sua fornalha de fogo ardente. Convém resistir, porque a causa é
justa e a recompensa virá, como aconteceu com os amigos de Daniel. Um dia, o
Senhor nos dirá: "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te
colocarei? Entra no gozo do teu Senhor" — Mt 25.21.

AUTOR: REV. THIAGO ROCHA

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