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Atividade e emprego continuam em queda na indústria da construção

Agência Brasil
25/05/2018 - 17h09 - Atualizado 17h10

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ind%C3%BAstria-da-constru%C3%A7%C3%A3o-1.624619

Antônio Cruz/Agência Brasil /

A pesquisa mostra ainda que o nível de utilização da capacidade de operação ficou em 60% no
último mês

O nível de atividade e o emprego continuam em queda na indústria da construção. O indicador de


nível de atividade caiu para 46,9 pontos e o de número de empregados recuou para 44,6 pontos em
abril. As informações são da Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira (25)
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 apontam recuo
da atividade e do emprego.

A pesquisa mostra ainda que o nível de utilização da capacidade de operação ficou em 60% no
último mês. Isso significa que o setor operou com 40% das máquinas, dos equipamentos e dos
trabalhadores parados.

No entanto, os empresários estão otimistas com o desempenho do setor nos próximos meses. Todos
os índices de expectativas estão acima dos 50 pontos, indicando que os industriais apostam no
aumento da atividade, dos novos empreendimentos e serviços, da compra de matérias-primas e no
número de empregados nos próximos seis meses.
De acordo com o levantamento da CNI, o índice de confiança do empresário da construção (ICEI-
Construção) diminuiu um pouco e ficou em 53,8 pontos em maio, acima da média histórica de 52,9
pontos e da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. “Isso é
resultado do otimismo dos empresários em relação ao desempenho das empresas e da economia nos
próximos seis meses”, diz a confederação em nota.

O indicador de expectativas para os próximos seis meses ficou em 57,3 pontos em maio. Mas a
percepção sobre a situação presente dos negócios piorou. O indicador de condições atuais caiu para
46,7 pontos.

A pesquisa mostra ainda que a disposição dos empresários para investir também diminuiu. O índice
de intenção de investimentos recuou 1,9 ponto em relação a abril e ficou em 33,3 pontos em maio.

A edição da pesquisa Sondagem Indústria da Construção ouviu 541 empresas do setor entre os dias
1º e 14 de maio. A pesquisa completa está disponível na página da CNI.

Leia mais:
Ancine pode paralisar distribuição de verba
Sine-BH oferece 31 vagas de emprego nesta quinta-feira; confira
Pesquisa da CNI mostra que 76% das indústrias investiram em 2017
Diferenças entre greve e lockout
Jackeline Santana

Publicado em 02/2017. Elaborado em 01/2017.

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 Direito do Trabalho

Discorrer sobre a diferença entre GREVE e LOCKOUT.

GREVE

Greve é a suspensão coletiva, temporal e pacífica, total ou parcial da prestação de serviços do


empregado ao empregador, visando a defesa de interesses comuns, tais como melhores condições
de trabalho, melhores salários, e é enquadrada como um período de suspensão do contrato de
trabalho, sendo que o direito de exercê-la encontra previsão legal na Lei 7.783/89. A greve tem
caráter de exercício coercitivo, coletivo e direto, entendida como um meio de pressão e coerção
sobre os empregadores.

Para que seja caracterizada a greve, é necessário que o abandono do trabalho seja coletivo e feito
pela vontade da maioria, bem como que a paralisação seja em caráter temporário, até que haja o
entendimento entre as partes. Além disso, o empregador deverá ser previamente avisado 48 horas
antes da paralisação, já no caso de serviços ou atividades essenciais, como produção e distribuição
de energia, o prazo é de 72 horas antes da paralisação.

Durante a greve, o contrato de trabalho do empregado fica suspenso, não sendo permitida a sua
demissão, ou que haja contratação de substitutos para a sua função. Também é vedada a paralisação
total das atividades, quando este ato importar em prejuízo irreparável para as empresas.

Por se tratar de direito coletivo, a legitimidade para a instauração da greve pertence à organização
sindical dos trabalhadores, não podendo, contudo, ser confundido com a titularidade do direito de
greve, que pertence aos trabalhadores.

A greve ilícita é aquela feita em desacordo com os requisitos previstos na Lei nº 7.783/89, que
ocorre quando os trabalhadores abusam do direito de greve, descumprindo o aviso prévio da
paralisação, realizando piquetes violentos (grevistas postos diante de um local de trabalho para
impedir a entrada de trabalhadores), promovem a sabotagem nas instalações, serviços e produtos da
empresa, entre outras faltas graves.

Mister ressaltar que, de acordo com o artigo 6º da Lei nº 7.783/89, o direito de greve jamais poderá
se sobrepor aos direitos e garantias fundamentais de outrem, caso contrário será considerado um
abuso de direito e tornar-se-á ilegal, sujeitando o grevista à responsabilização trabalhista, civil ou
penal, dependendo da situação do caso concreto.
LOCKOUT

O lockout é um meio de autodefesa do empregador, quando este se recursa a oferecer aos


trabalhadores as ferramentas para o exercício das suas atividades, “fechando as portas” da empresa,
impedindo que os trabalhadores possam entrar, independentemente da classe, função ou hierarquia.
Em outras palavras, é uma forma de o empregador [no??] levar a classe de empregados a aceitar
determinada condição ou determinação de sua parte. A prática do lockout é ilícita quando tiver o
objetivo de frustrar a negociação ou dificultar o atendimento das reinvindicações dos empregados.

O lockout não se trata de um direito, mas, diante da liberdade de atos garantidos


constitucionalmente, existe de modo indireto a liberdade de assim proceder, desde que devidamente
explicada a necessidade, surgindo então a distinção com a greve, na qual os empregados têm
liberdade quanto à decisão de aderi-la, e no lockout todos os empregados são atingidos.

Passados trinta dias do início do lockout, em que não houver a readmissão dos empregados, será
considerado despedida sem justa causa.

Apesar de não estar regulamentado na Constituição, a CLT, em seu artigo 722, prescreve as
punições em casos de ilicitude, ex vi:

Art. 722 - Os empregadores que, individual ou coletivamente, suspenderem os trabalhos dos seus
estabelecimentos, sem prévia autorização do Tribunal competente, ou que violarem, ou se
recusarem a cumprir decisão proferida em dissídio coletivo, incorrerão nas seguintes penalidades:

a) multa de cinco mil cruzeiros a cinquenta mil cruzeiros; (Vide Leis nºs 6.986, de 1982 e 6.205, de
1975)

b) perda do cargo de representação profissional em cujo desempenho estiverem;

c) suspensão, pelo prazo de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, do direito de serem eleitos para cargos de
representação profissional.

§ 1º - Se o empregador for pessoa jurídica, as penas previstas nas alíneas b e c incidirão sobre os
administradores responsáveis.

§ 2º - Se o empregador for concessionário de serviço público, as penas serão aplicadas em dobro.


Nesse caso, se o concessionário for pessoa jurídica o Presidente do Tribunal que houver proferido
a decisão poderá, sem prejuízo do cumprimento desta e da aplicação das penalidades cabíveis,
ordenar o afastamento dos administradores responsáveis, sob pena de ser cassada a concessão.

§ 3º - Sem prejuízo das sanções cominadas neste artigo, os empregadores ficarão obrigados a
pagar os salários devidos aos seus empregados, durante o tempo de suspensão do trabalho.

Bibliografia:

GARCIA, Paulo. Direito de greve. Ed. Trabalhistas, São Paulo, 1981.

MARANHÃO, Délio e CARVALHO, Luiz Inácio. Direito do Trabalho. Ed. da Fundação Getúlio
Vargas, Rio de Janeiro, 1998.

REBOREDO, Maria Lúcia Freire. Greve, lock out e uma nova política laboral. Ed. Renovar, São
Paulo, 1996.
Entenda o que é o "lockout": prática proibida
no Brasil e que se assemelha à greve
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Publicado por Jean de Magalhães Moreira


há 3 anos
26,8K visualizações

O lockout ocorre quando o empregador impede que os seus empregados, total ou parcialmente,
adentrem nos recintos do estabelecimento empresarial para laborar. O objetivo do empregador é
desestabilizar emocionalmente seus empregados para que desistam de pleitear maiores salários, etc,
pois, em regra, no período do lockout aquele não paga a remuneração de seus funcionários,
causando temor entre estes. Além disso, o obreiro receia perder seu emprego.

A ocorrência do lockout é raríssima no Brasil, pois o direito brasileiro não admite a interrupção dos
salários no caso citado, uma vez que o tempo que o operário estiver à disposição do empregador é
considerado de serviço efetivo.

A legislação brasileira proíbe expressamente o lockout. Tanto a Consolidação das Leis do Trabalho
como a Lei da Greve regulam o tema:

CLT - DO "LOCK-OUT" E DA GREVE

Art. 722 - Os empregadores que, individual ou coletivamente, suspenderem os trabalhos dos seus
estabelecimentos, sem prévia autorização do Tribunal competente, ou que violarem, ou se
recusarem a cumprir decisão proferida em dissídio coletivo, incorrerão nas seguintes penalidades:

a) multa de cinco mil cruzeiros a cinquenta mil cruzeiros; (Vide Leis nºs 6.986, de 1982 e 6.205, de
1975)

b) perda do cargo de representação profissional em cujo desempenho estiverem;

c) suspensão, pelo prazo de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, do direito de serem eleitos para cargos de
representação profissional.

§ 1º - Se o empregador for pessoa jurídica, as penas previstas nas alíneas b e c incidirão sobre os
administradores responsáveis.

§ 2º - Se o empregador for concessionário de serviço público, as penas serão aplicadas em dobro.


Nesse caso, se o concessionário for pessoa jurídica o Presidente do Tribunal que houver proferido
a decisão poderá, sem prejuízo do cumprimento desta e da aplicação das penalidades cabíveis,
ordenar o afastamento dos administradores responsáveis, sob pena de ser cassada a concessão.

§ 3º - Sem prejuízo das sanções cominadas neste artigo, os empregadores ficarão obrigados a
pagar os salários devidos aos seus empregados, durante o tempo de suspensão do trabalho.

Lei 7.783/89 (Lei da Greve):


Art. 17. Fica vedada a paralisação das atividades, por iniciativa do empregador, com o objetivo de
frustrar negociação ou dificultar o atendimento de reivindicações dos respectivos empregados
(lockout).

Parágrafo único. A prática referida no caput assegura aos trabalhadores o direito à percepção dos
salários durante o período de paralisação.

Recomendo o seguinte link para leituras adicionais: Link

Jean de Magalhães MoreiraPRO


Jurista
Um apaixonado pelo Direito do Trabalho. Trabalho como técnico judiciário na Justiça Federal de
Colatina/ES. Ainda estudante de Direito, com previsão de formatura em 2017. Como meu pai é
auditor fiscal do trabalho, sempre me interessei pela área, de modo que no futuro almejo ser
advogado trabalhista ou magistrado trabalhista.