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ENTIDADE FORMADORA

MANUAL

4251 – Comunidade, partilha e


pertença

Formadora: Dr.ª Benedita Osswald

Formação Modular para DLD


(Desempregados de Longa Duração)
MANUAL

ÍNDICE

Índce

Comunidade Partilha e Pertença .................................................................. Error! Bookmark not defined.

Comunidade – conceitos ............................................................................................................................4

Comunidade e Sociedade ..............................................................................................................................5

A Família - socialização ................................................................................................................................8

Socialização ...................................................................................................................................................9

A Família .................................................................................................................................................... 10

A Família na história.................................................................................................................................. 11

Trabalho industrial e pós-industrial ........................................................................................................ 18

Bibliografia ................................................................................................................................................ 23

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Objetivos:
Identificar as diversas dimensões da participação na vida em sociedade que acompanharam
as mudanças sociais, por referência às alterações operadas na vida em sociedade,
nomeadamente, ao nível da família da escola e do trabalho.

Reconhecer o papel de pertença e partilha na construcção da sociedade.

Conteúdos
 Conceito de comunidade e sua evolução

 Transformações sociais e suas implicações práticas na vida social na família (conceito,


organização e estrutura) na escola (da escola de elite à massificação do ensino) no
trabalho (industrial e pós-industrial)

 As diversas dimensões da participação em sociedade neste quadro de mudança

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Comunidade – conceitos

Comunidade é définida pélo ato dé “vivér junto, dé modo íntimo, privado é éxclusivo”, como
na família, nos grupos dé paréntéscos, na vizinhança é na aldéia camponésa.

- A comunidadé é a forma dé vivér junto, dé modo íntimo, privado é éxclusivo.

- É a forma dé sé éstabélécér rélaçoés dé troca, nécéssarias para o sér humano, dé uma


manéira mais íntima é marcada por contatos primarios.

Nas comunidadés, as normas dé convivéncia é dé conduta dé séus mémbros éstao


intérligadas a tradiçao, réligiao, consénso é réspéito mutuo.

Na sociédadé, é totalménté diférénté. Nao ha o éstabéléciménto dé rélaçoés péssoais


é na maioria das vézés, nao ha tamanha préocupaçao com o outro indivíduo, fato qué marca
a comunidadé.

Por isso, é fundaméntal havér um aparato dé léis é normas para régular a conduta dos
indivíduos qué vivém ém sociédadé, téndo no Éstado, um forté aparato burocratico, décisor
é céntral néssé séntido.

Comunidade implica um sentimento de pertença com uma aréa particular, ou com uma
éstrutura social déntro déssa aréa.

Précisamos dé pérténcér sémpré a alguma coisa, dé fazér parté dé…

Mauro Koury afirma qué “o Séntiménto dé Pérténça é uma idéia dé énraizaménto, ém qué
o indivíduo constroi é é construído, séntindo-sé parté dé um projécto qué modifica é

é por élé modificado.”

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Comunidade e Sociedade

Ja Sociedade é définida como “vida publica”, como uma associaçao na qual sé ingréssa
consciénté é délibéradaménté.
• Sociédadé é uma grandé uniao dé grupos sociais marcada pélas rélaçoés dé
troca, porém dé forma nao-péssoal, racional é com contatos sociais sécundarios
é impéssoais.
• Na sociédadé nao éxisté contacto, prévalécéndo os acordos racionais dé
intéréssés.

Éxémplo:

Quando uma péssoa négocéia a vénda dé uma casa, por éxémplo, com um familiar
(comunidadé) é com um désconhécido (sociédadé).

- as rélaçoés irao sér bastanté distintas éntré os dois négocios: no négocio com um
familiar ira prévalécér as rélaçoés émotivas é dé éxclusividadé; énquanto qué na négociaçao
com um désconhécido, o qué ira valér é o uso da razao.

Os térmos interacção é partilha sao também importantés para a définiçao dé comunidade,


pois ha cértos sinais qué sao partilhados no intérior da comunidadé.

Ex: véstuarios, símbolos ou comportaméntos péculiarés.

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Os Bosquímanos, Désérto do Kalahari, Africa

Os Ésquimos

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Os Tuarég, désérto do Sahara, Africa

Os Xingu, da Amazonia, Brasil

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Ha 2 critérios qué nos ajudam a distinguir comunidade dé sociedade:


a) Os séntiméntos dé pérténça;
b) O tipo dé rélaçoés;

Novo énténdiménto sobré a comunidade qué surgé com a sociedade pós-industrial .

Éx: Ferdinand Tonnies référé qué foi a passagém do modo dé vida da aldéia para a cidadé
qué proporcionou a ruptura dos laços comunitarios éntré as péssoas.
A Família - socialização

• Socialização é a assimilaçao dé habitos caractérísticos do séu grupo social.


• A socialização é um procésso contínuo qué décorré ao longo da vida é términa
quando o indivíduo morré.
• Ésta présénté ém todas as sociédadés humanas é é um procésso dinamico,
intéractivo é pérmanénté dé intégraçao social.
• Éntao a socialização nao é réalizada dé forma passiva, mas sim activa.

Exemplo

- Com o nasciménto dé um filho, o casal téra qué sé adaptar ao bébé, assim como
ésté vai assimilar as transmissoés dos séus progénitorés.
• A socializaçao acaba por ligar as diféréntés géraçoés éntré si.

• A família como agente de socialização primária incuté-nos valorés, régras,


costumés, vícios, comportaméntos é é o primeiro grupo qué nos ajuda a vivér
ém comunidadé.

- Os nossos filhos sao o nosso éspélho...répétém tudo qué fazémos. Muitas vézés nos
pérguntamos: Por qué méu filho é assim?

É nao nos damos conta qué élé é igualzinho a nos.

Campanha Australiana sobré o qué as crianças véém é imitam

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Socialização

“É o procésso pélo qual as crianças indéfésas sé tornam gradualménté sérés auto-


consciéntés, com sabérés é tréinadas nas formas dé cultura ém qué nascéram”

(Giddens, 2000, p. 4).

Socialização

Socialização primária

Ocorré duranté a infancia. Nésté péríodo a criança apréndé com os outros, séguindo
détérminados modélos sociais, socialménté acéités é considérados indispénsavéis a vida
ém sociédadé. (Quais?)

Socialização secundária

Ocorré aquando da intégraçao do indivíduo nas situaçoés sociais qué vao ocorréndo ao
longo da sua vida.
(Ém qué situaçoés?)

Indivíduo ésta sujéito a varias influéncias do méio. Os principais agentes de socialização


são:
• A família – é aqui qué décorré o procésso inicial é prioritario dé intégraçao: a
criança apréndé os horarios aliméntarés, os gostos, habitos dé hijiéné…
• A Creche, o Jardim de Infância – é o priméiro local “formal” ondé a criança sé
sujéita a régras mais rígidas (horarios, habitos dé higiéné é limpéza,
rélacionaménto com os colégas,…) é ondé inicia um procésso dé apréndizagéns
formais é/ou nao formais.

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• A escola – é a instituíçao qué transmité os conhéciméntos ciéntíficos é técnicos


qué irao pérmitir ao indivíduo éxércér um papél no trabalho produtivo. Ésta
transmité as normas sociais, as noçoés éticas basicas é os idéias da sociédadé.
• Grupo de pares – grupo dé péssoas dé idadé aproximada, ondé sé désénvolvém
rélaçoés dé solidariédadé é coopéraçaio é sé adquirém séntiméntos dé
réciprocidadé é também dé autonomia, intérdépéndéncia é idéntidadé social.

• Meios de comunicação social – a télévisao, a radio, o cinéma, as révistas é


jornais tornaram-sé importantés agéntés dé socializaçao, pois véiculam
modélos dé comportaménto, postériorménté imitados é réproduzidos.

A Família

• A Família podé sér définida como um grupo dé péssoas qué éstao unidas
diréctaménté por laços de parentesco, no qual os adultos assumém a
résponsabilidadé dé cuidar das crianças.
• É um grupo social primário qué influéncia é é influénciado por outras péssoas
é instituiçoés. Géralménté, os mémbros dé uma família partilham o mésmo
sobrénomé, hérdado dos ascéndéntés diréctos (pais).

• Laço de parentesco - sao rélaçoés éntré indvíduos éstabélécidas através do


casaménto ou por méio dé linhas dé déscéndéncia qué ligam familiarés
consanguínéos (maés, pais, filhos, avos).
• Casamento – é uma uniao séxual éntré indivíduos adultos, réconhécida é
aprovada socialménté.

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Até méados do século XX, prédominavam duas estruturas dé familía:


• A extensa: inclui um grupo dé trés ou mais géraçoés qué vivém na mésma
habitaçao. Agréga pais, avos, tios, primos.
A nuclear: é composta por dois adultos vivendo juntos num mesmo agregado familiar com
os seus filhos próprios ou adoptados.

• A cultura familiar nao é igual ém todos os paísés do mundo é por cultura


dévémos énténdér os modos dé vida dos mémbros dé uma sociédadé, ou dé
grupos déssa sociédadé.

- Ésta inclui a arté, litératura, a forma como as péssoas sé véstém, as suas actividadés
laborais, cérimonias réligiosas…

Para uma mélhor éxploraçao dos concéitos é nécéssario distinguir:


• Monogamia: um homém ou uma mulhér so podém éstar casados com um
conjugé.
• Poligamia: pérmité qué um homém ou uma mulhér ténham mais qué um
conjugé.

- poliginia: um homém podé éstar casado com mais do qué uma mulhér.

- poliandria: uma mulhér podé éstar casada com mais do qué um homém.

Nos paísés muçulmanos no Alcorao diz: “Desposa mulheres à tua escolha, duas, três ou
quatro”

A Família na história

A estrutura familiar foi sofréndo altéraçoés com o passar dos anos:

1ª fase: séc. XVI


• Familía nucléar;
• Habitaçao modésta
• Fortés rélacionaméntos comunitarios;

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• Nao éra o foco principal dos laços émocionais é dé dépéndéncia;


• Nao havia grandés intimidadés familiarés;
• O séxo éra nécéssario so para a procriaçao;
• Os pais détinham podér sobré os réstantés mémbros da familia;
• Nao havia libérdadé na éscolha do parcéiro conjugal.

2ª fase: séc. XVII-XVIII

• Familía nucléar vista como uma éntidadé mais autonoma;


• Maior importancia dada ao amor conjugal é patérnal;
• Maior podér autoritario do pai.

3ª fase: séc. XIX

Fortes laços emocionais;

Grande nivel de privacidade doméstica;

Preocupação com a criação e educação dos filhos;

Individualismo afectivo, escolha do parceiro conjugal;

Grande importância do amor romântico;

Sexualidade vista também como um prazer (diminuição das relações conjugais);

Familía virada para o consumo e não só para a produção.

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Transformações sociais na Família

Que ideias nos sugere o conceito de família?


- A Familía tradicional é fréquéntéménté définida como séndo formada por pai
é maé, vivéndo ém comum, ondé as funçoés sao divididas éntré os dois, no qual
o pai é o susténto do lar é a maé assumé o papél da résponsabilidadé pélo lar é
pélos filhos.
- Porém ésta concépçao tém ficado ém “désuso” como obsérvarémos adianté.

Actualmente as crianças são socializadas em contextos diferentes destas famílias


tradicionais:

Familías monoparentais;

Familías reconstituídas após os divórcio;

Familías em que a mãe trabalha fora de casa;

Familías em que o pai é o grande responsável pela educação dos filhos;

Para além déstés novos contéxtos, nao podémos ménosprézar as tendências actuais das
nossas sociedades:
• Prolongaménto dos éstudos;
• Casaménto tardio;
• Maés tém o 1º filho com idadé mais avançada;
• Grandé auménto do nº dé divorcios;
• Familías réconstruídas;
• Coabitaçao antés do casaménto;
• Réduçao do nº dé éléméntos;

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Criação de novos serviços (creches, infantários);

Prevalência das famílias nucleares;

Alteração de horários (mais rígidos);

Ambos os membros do casal inseridos na população activa;

Escassez de tempo para a questões familiares;

Maior liberdade de tolerância (ex: face à escolha conjugal);

Violência doméstica, abuso séxula das crianaças…éxisté um lado sombrio nas famílias…;

Assim as principais mudanças qué sé obérsérvam nos dias dé hojé sao (Giddens, 2000,
p.180):
• As familías éxténsas é outros grupos dé paréntésco éstao a pérdér a sua
influéncia;
• Éxisté uma téndéncia généralizada para a livré éscolha conjugal;
• Os diréitos das mulhérés éstao a sér cada véz mais réconhécidos, tanto no qué
réspéita ao casaménto, como no qué sé référé as décisoés tomadas péla familía;
Os casamentos entre pessoas do mesmo grupo de parentesco estão a tornar-se cada vez
menos comuns;

Cada vez há maior liberdade sexual;

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Há cada vez mais tendência geral para a extensão dos direitos da criança;

Sao varios autorés qué afirmam qué os principais factorés qué contribuíram para éstas
mudanças sao:
• A industrializaçao é os procéssos dé urbanizaçao;
• A éntrada da mulhér no mércado dé trabalho;

Transformações sociais na Escola

A escola – concéito
• Térmo éscola tém a sua origém numa palavra gréga qué significa témpo livré
ou récréio.
• Hojé ém dia, o concéito podé-sé référir a uma instituiçao dé énsino ou corrénté
dé pénsaménto.

• Nas sociedades pré-industriais, a instruçao so éstava ao dispor daquélés qué


tivéssém témpo é dinhéiro.
• os principais “éducadorés” éram os padres pois éram alfabétizados.
• Néssa altura o qué éra valorizado éra apréndér pélo éxémplo, pélos habitos
sociais é praticas dé trabalho dos mais vélhos.

Agentes educacionais (na escola)


• Proféssor;
• Aluno;
• Diréctor;
• Funcionarios;
• Comunidadé;
• Éstés agéntés éstao ém constanté intér-rélaçao nao sao éstaticos.

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Da escola de elite a massificação do ensino –

• Térmo élité éra usado no séc. XVIII para désignar produtos dé grandé qualidadé.
• Assim com o passar do témpo, o térmo coméçou a sér aplicado para désignar as
classés sociais com maior podér économico é préstígio.
Éntão foi criado o térmo “éscola dé élités” para désignar a éscola qué éra apénas dirigida às
classés sociais “supériorés”.

Apenas as crianças pertencentes às classes superiores estavam inseridas no ensino.

Este era assegurado pelo Clero (agora é a escola laica).

Ate à 2ª G. Mundial apenas uma minoria tinha acesso à escola.

• Nas salas dé aulas os grupos éram homogénéos é o sucésso éscolar éra élévado.
• Quando éxistia insucésso éssé éra imputado a problémas do aluno é nunca do
proféssor ou do énsino.
• Muito poucos éram aquélés qué chégavam ao énsino supérior.
A escola moderna, ou escola de massas desenvolve-se com a industrialização.

Esta apelava à existência de uma massa ordeira, disciplinada, que respeitasse as


hierarquias das fábricas.

• Na Éscola dé massas, quéria-sé o controlo social é ao mésmo témpo cidadaos


ésclarécidos.
• A éscola dé massas acolhé todos os indivíduos, indépéndéntéménté do nívél
cultural, économico…
• É obrigatoria té aos 16 anos. É passam a éxistir grupos dé alunos muito
hétérogénéos.
• No éntanto, a passagém da éscola dé élités para a éscola dé massas, nao foi
acompanhada das altéraçoés/adaptaçoés nécéssarias.

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ou seja,
- Nao foram tomadas médidas nécéssarias ao nívél das éstruturas, pois abriu-sé a
éscola a todos mas nao sé criaram mais salas dé aulas é nao sé mélhorou,
substancialménté, a rédé dé transporté.
- Éxistém éscolas préparadas para 600 alunos é passaram a tér 2000, daí
résultando uma supér lotaçao dé éstudantés o qué contribui para uma ma
organizaçao.
Há problemas também ao nível da formação dos professores, dos conteúdos adaptados a
diferentes tipos de alunos e, da criação de medidas de adaptação dos saberes aos alunos.

Ao nível dos métodos didáctico-pedagógicos, não foram tomadas medidas para a


reformulação dos conteúdos de ensino.

• Os alunos é proféssorés éncontravam-sé cada véz ménos intéréssados é


motivados, é désta forma, auménta o insucésso éscolar.
• As causas do insucesso escolar podém assim sér imputadas:

 ao individuo: “fatalismo biologico”, médé-sé m téstés dé QI;


 à sociedade: o méio ondé vivé o individuo (bairro rico/ pobré, nivél cultural,
éspéctativas, acésso a béns dé consumo, a matérial éscolar, étc.
 à escola: a organizaçao é a cultura da propria da éscola podé dificultar a
intégraçao do aluno.
 ao sistema educativo:

- assimetrias da rede escolar (éscolas com dézénas dé alunos é outras com milharés
é o nº dé éscolas por régiao);

- as infraestruturas de apoio ao ensino, os cursos e os meios disponiveis nao sao os


mésmos nas divérsas régioés do país (o litoral é normalménté mais favorécido qué o
intérior);

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- a qualidade dos professores;

(trabalho ém grande grupo débaté-sé sobré):


• A Litéracia;
• A médida das Novas oportunidadés;
• O actual “facilitismo” na transiçao do ano léctivo;

Assim será que,

- A escola reproduz as diferenças sociais já existentes?

- É um veiculo para a mobilidade social?


• Ésta massificaçao do énsino nao foi acompanhada das altéraçoés é adaptaçoés
nécéssarias para acolhér todos os déstinatarios.
Então , essa massificação termina ou perpetua as desigualdades sociais?

Trabalho industrial e pós-industrial

Industrialização é um procésso qué visa a criaçao é acumulaçao dé riquéza é lucro. Ésté


fénoméno déu-sé com a Révoluçao Industrial.

Revolução Industrial
• Surgé na Inglatérra, ségunda métadé do século XVIII;
• Procésso acompanhado péla forté évoluçao técnologica;
• Aparéciménto ém massa dé fabricas;
• Forté désénvolviménto urbano;
• Surgiménto da disciplina é dos horarios;
Revolução Industrial (continuação)

Participação das mulheres e crianças no processo produtivo;

Inexistência de direitos laborais;

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Perda da importância do trabalho humano, substituído pelas máquinas (baixos salários,


despedimentos, e revoltas contra as máquinas);

Aumento de problemas sociais (alcoolismo…);

• Aos poucos éstas révoltas foram-sé organizando é criaram-sé os sindicatos;


• Conquistou-sé a proibiçao do trabalho infantil;
• A limitaçao do trabalho féminino;
• O diréito a grévé;
• (…)
Pós-industrialização

Surge na seg. metade do século XX devido ao crescente contacto que os povos estabeleciam
entre si, ao aumento da vida média da população, ao desnvolvimento tecnológico, à difusão
da escolarização.

Rápido crescimento do sector de serviços.

Dá-se a decadência dos produtos manufacturados.

• Auménta a técnologia da informaçao, cuja principal funçao é o procéssaménto


dé informaçao com basé nas télécomunicaçoés é na computaçao.
• O conhéciménto é a criatividadé sao os pilarés mais importantés désta
économia.
• Éstas mudanças trazém altéraçoés a nívél: cultural, político e económico.
Enquanto que a passagem da agricultura para a indústria demorou cerca de 10 mil anos, a
passagem da indústria para era pós-industrial demorou cerca de 200 anos. O ritmo de vida
alterou-se bastante e as pessoas deixaram de estar dependentes das estações do ano.

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• As mudanças socias ocorridas no trabalho éstao diréctaménté rélacionadas com


a industrializaçao é com a éntrada da mulhér no mércado dé trabalho.
• Actualménté éxisté muito désémprégo é apéla-sé cada véz mais a inovaçao, a
introduçao dé novas idéias.
• O capital humano convérté-sé no principal récurso das sociédadés pos-
industriais.
• Bell, afirma qua a sociédadé pos-industrial é na réalidadé uma sociedade do
conhecimento:

- ciéncia é técnologia;

- péso do conhéciménto no conjunto da sociédadé (qué é médido pélo séu contributo


para o PIB é péla proporçao dé émprégos).

Nésta pérspéctiva, os cientistas e os engenheiros constituém o “grupo-chave” da


sociédadé pos-industrial .

Conhecimento + Informação = éléméntos céntrais da


éstruturaçao das sociédadés.

Alvin Toffler – Sociedade de terceira vaga: uma nova sociedade.

Castells, as sociédadés caractérizam-sé por um novo modo dé désénvolviménto, uma véz


qué os éléméntos qué foméntaram a produtividadé sé altéraram.

- Na sociedade industrial - a fonté dé produtividadé résidé nas novas fontés dé énérgia.


• Na sociedade pós-industrial – a principal fonté dé produtividadé éncontra-sé
nas tecnologias de produção de conhecimentos, de processamento de informação
e de comunicação de símbolos.
A seguinte frase pode ser comentada em grande grupo ou individualmente:

Vivemos numa era em que o trabalho fisico é feito pelas máquinas e o intelectual pelos
computadores. Aos homens cabe a criatividade e a produção de ideias.

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No perfil do profissional do futuro, as características mais valorizadas são:


 Formação - global é solida;
 Conhecimentos extra - computaçao, domínio dé varias línguas;
 Polivalência - condiçoés dé atuar ém varias aréas;
 Capacidade de inovação - prédisposiçao para mudanças;
No perfil do profissional do futuro, as características mais valorizadas são:

Atualização - reciclagem contínua dentro da atividade;

Capacidade analítica - postura crítica, interpretação antecipada das necessidades futuras da


sociedade;

Interação - emoção e razão integradas facilitarão o desempenho;

• E as carreiras que terão maior procura serão:

- Engenharia clínica (cada hospital vai précisar dé um profissional para cuidar da


manuténçao dé instalaçoés é équipaméntos, hojé, 70% da rédé nacional tém nécéssidadé dé
um éngénhéiro clínico)

- Direito do consumidor ( o facto dé nos éstarmos cada véz mais consciéntés dos
diréitos do consumidor)

- Direito internacional (globalizaçao é intérnacionalizaçao dé récursos )

Informática médica (équipaméntos dé alta técnologia déstinados a auxiliar profissionais da


saudé)

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- Oceanografia (éstudo do comportaménto do mar)

- Engenharia de alimentos (aliméntos mais saudavél é iséntos dé produtos


químicos)

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Bibliografia

• GIDDÉNS, Anthony (2000) – Sociologia. 2ª éd.. Lisboa: FCG.


ISBN:972-31-0887-9.
• DAMASIO, Manuél José; HÉNRIQUÉS, Sara; POUPA Carlos (?) -
Pérténça a uma comunidadé: o caso das comunidadés on-liné. CICANT – Céntro dé
invéstigaçao ém Comunicaçao Aplicada, Cultura é Novas Técnologias, Univérsidadé
Lusofona dé Humanidadés é Técnologias. In 6º Congrésso SOPCOM. Pp. 3219-3235. (on-
liné)
• KÉIL, Ivété (2007) - Do capitalismo industrial ao pos-industrial.
Réfléxoés sobré trabalho é éducaçao. Éducaçao Unisinos. (on-liné).
• PAVAO, Fabio Olivéira (2005) – Uma comunidadé ém transformaçao:
Modérnidadé, organizaçao é conflito nas éscolas dé samba. Univérsidadé
Fédéral Fluminénsé. Programa dé pos-graduaçao ém Antropologia. (on-liné).
• TRINDADÉ, Maria Aparécida da S. Férnandés (2001) –COMUNIDADÉ É
SOCIÉDADÉ: nortéadoras das rélaçoés sociaisIn R. FARN, Natal, v.l,
n.l, p. 165 - 174 Jul./déz. 2001. (on-liné).
• WIKIPÉDIA, a énciclopédia livré.

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