Você está na página 1de 11

INSTITUIÇÃO BAIANA DE ENSINO SUPERIOR LTDA

FACULDADE DOM PEDRO II - SE


COORDENAÇÃO DO INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
(Portaria SESU N 197,04 DE OUTUBRODE 2012)

REPERCUSSÕES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DO


PEDAGOGO

Autoras: Claudia Andrade Oliveira de Santana


Elaiane Cristina Santos de Santana

Orientadora: Profa. Ma. Maria Claudice Rocha Almeida

Lagarto-SE,
Novembro de 2017
RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo geral refletir acerca da formação do pedagogo e
compreender como os desafios enfrentados no estágio supervisionado contribuem para sua
formação. E ainda mostrar as contribuições do professor orientador, para melhor aprendizado
durante o estágio supervisionado. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, sendo que
a coleta de dados ocorreu por meio dos seguintes instrumentos: observação, análise documental
que foram os relatórios de estágio.

Palavras Chave: Estágio Supervisionado, Formação do pedagogo, Pedagogia.

ABSTRACT
INTRODUÇÃO

O estágio supervisionado proporciona uma visão holística da educação, o que fornece


ao estagiário ferramentas para a tomada de decisões mais adequadas a toda complexidade que
envolve os campos de atuação do pedagogo. Tendo em vista que o estágio é o momento em que
o aluno vivencia a prática a consolidação das teorias vistas em sala de aula, pois o campo de
atuação do pedagogo vai além da sala de aula.
As resoluções nº 01/2006 institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de
Graduação em Pedagogia, licenciatura, e diz no seu artigo 2º fala sobre as Diretrizes
Curriculares para o curso de Pedagogia aplicam-se “à formação inicial para o exercício da
docência”. Ou seja, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, na modalidade Normal, e
em cursos de Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar, bem como em outras
áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. ”

O processo de ensino-aprendizagem se dá em diferentes espaços nos quais a


atuação do pedagogo se faz indispensável. Entretanto, a formação humana,
em qualquer espaço, necessita de um profissional que esteja preparado para
lidar com a prática pedagógica sistematizada. (NASCIMENTO et al., 2010,
p.2).

Desse modo, o estágio supervisionado oportuniza ao graduando vivenciar na prática


tudo que foi desenvolvido em sala de aula, pois durante a práxis começam a surgir os confrontos
do dia a dia, as contradições entre outros fatores. Nesse sentido, ele passa a entender o que é
ser professor e com isso, o mesmo passa a desenvolver tarefas, assumir compromisso a qual a
ele é destinado. O ser professor visa não só compreender o contexto em sala de aula, visto que
essa é uma das etapas de sua atuação.
O presente artigo objetiva discutir a formação do pedagogo e compreender como os
desafios enfrentados no estágio supervisionado contribuem para sua formação. E ainda mostrar
as contribuições do professor orientador, para melhor aprendizado durante o estágio
supervisionado. O texto está dividido em quatro partes: a primeira aborda o estágio
supervisionado na formação do pedagogo, trazendo as bases legais e a visão dos teóricos acerca
da temática. A segundo trata dos desafios enfrentados nos estágios supervisionados do curso de
pedagogia da Faculdade Dom Pedro II -Sergipe. A terceira retrata a metodologia, onde será
descrito o método e a pesquisa utilizada para o presente estudo. A quarta e as conclusões, onde
faremos analise com base nos teóricos e nas experiências vividas durante o estágio IV, que se
deu na Diretoria Regional de Educação (DRE`02)
2. ESTÁGIO SUPERVISIONADO: NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO

A resolução CNE/CP n° 01/2006 Art. 8º parágrafo IV, afirma que, “estágio curricular a
ser realizado, ao longo do curso, de modo a assegurar aos graduandos experiência de exercício
profissional, em ambientes escolares e não-escolares que ampliem e fortaleçam atitudes éticas,
conhecimentos e competências”.
Já a resolução CNE/CP nº 2/2015 Art. 13 inciso 06 diz que: “O estágio curricular
supervisionado é componente obrigatório da organização curricular das licenciaturas, sendo
uma atividade específica intrinsecamente articulada com a prática e com as demais atividades
de trabalho acadêmico. ” (BRASIL, p., 2105)
Desse modo, o estágio vem a ser um dos componentes curriculares para a formação dos
professores, pois traz um conjunto de possibilidades e proporciona ultrapassar as fronteiras da
teoria e vivenciar situações práticas em ambientes escolares e não escolares, ou seja, preparação
constante. [...] “estágio curricular entende-se as atividades que os alunos deverão realizar
durante o seu curso de formação, junto ao campo futuro de trabalho.” PIMENTA, (2006, p.21).
O estágio também se constitui em espaço de realizar a prática reflexiva a qual irá
qualificar o estagiário para sua atuação docente. Pimenta e Lima (2012) destaca que o estágio
é o preparativo para atuação coletiva do trabalho docente. E para isso, deve-se pensar em qual
tipo de educador se quer formar.
Conforme Pimenta (2006, p.149) “Todos os alunos e professores entendem o estágio
como uma atividade que traz os elementos da prática para serem objeto de reflexão, de
discussão, e que propicia um conhecimento da realidade na qual irão atuar. ”
Assim os discentes têm a oportunidade de vivenciar na prática tudo aquilo que foi
aprendido e discutido acerca da atuação do ser professor.
O estágio como campo de conhecimento e eixo curricular central nos cursos
de professores possibilita que sejam trabalhados aspectos indispensáveis à
construção da identidade, dos saberes e das posturas especificas ao exercício
profissional docente. (PIMENTA e LIMA, 2012, p. 61)

Assim vem a ser o ponto crucial para formação docente, pois nele o discente tem a
oportunidade de ver na prática pontos importantes que contribuirá para sua formação. Ainda é
viável notar que o estágio é o espaço para construção da identidade e do desenvolvimento
profissional, a qual vem desenvolver uma vivencia pautada no planejamento gradual e
sistematizada. Conforme Pimenta e Lima (2012, p. 67-68) “[...] ao promover a presença do
aluno estagiário no cotidiano da escola, abre espaço para a realidade e para a vida e o trabalho
do professor na sociedade.” Essa é a oportunidade dos futuros professores vivenciarem a prática
orientados pelo professor supervisor e professor da sala de aula.
Entende-se a prática de estágio supervisionado como o momento de
solidificação de conhecimento em diversas áreas que compõem a formação
teórica inicial, em que ao aluno é oferecida a oportunidade de vivenciar
situações reais no contexto educacional, para que possa construir e/ou
desenvolver algumas habilidades específicas, necessárias ao seu futuro
desempenho, resultando em fonte de crescimento e desenvolvimento pessoal
e profissional. (MEDEIROS, SILVA e MELO, 2012, p. 2).

Assim o estágio é o momento de afirmar seus conhecimentos teóricos e aliá-los a prática,


pois esse é o momento em que o estagiário vai desenvolver suas habilidades a partir da
mobilização dos saberes.
[...] é necessário enfatizar que os saberes da experiência não tornam os demais
saberes menos importante. A prática pedagógica, que é o fazer diário do
docente, precisa não apenas dos conhecimentos formais, adquiridos
principalmente nos cursos de formação, mas também das vivências práticas
que permitem ao docente observar o contexto onde vai atuar como
profissional (a escola, os alunos, o processo de ensino e de aprendizagem) são
de extrema importância para favorecer uma formação mais sólida.
(MEDEIROS, SILVA e MELO, 2012, p.5-6).

VASQUES (2012, p.242) cita que: “Os saberes da experiência são aqueles provenientes
da história de vida pessoal de cada professor e também são saberes produzidos pelos professores
no cotidiano de sua prática. ”

2.1 O Estágio Supervisionado do Curso de Pedagogia da Faculdade Dom Pedro II Sergipe

Sabe-se que as deficiências na formação do pedagogo é uma herança histórica. Mas os


desafios enfrentados na maioria das vezes se dão pela inexperiência do estagiário em sala de
aula, pela articulação didática entre teoria e prática, timidez, aceitação do professor regente o
lidar com o novo e sair da zona de conforto, pois a sala de aula durante o estágio torna-se um
desafio para os futuros pedagogos.
Além disso, nos deparamos com o fato de que a maioria dos alunos do curso de
pedagogia atua em espaços totalmente diferentes do campo da educação, o importante é
entender a origem dessas dificuldades.
O estágio supervisionado para os alunos que ainda não exercem o magistério
pode ser um espaço de convergência das experiências pedagógicas
vivenciadas no decorrer do curso e, principalmente, ser uma contingência de
aprendizagem da profissão docente, mediada pelas relações historicamente
situadas. (...) O profissional do magistério que se vê diante do estágio
supervisionado em um curso de formação docente, precisa, em primeiro lugar,
compreender o sentido e os princípios dessa disciplina, que, nesse caso,
assume o caráter de formação continua, tendo como base as ideias de
emancipação humana (PIMENTA, 2004, p. 102-126).

O pedagogo tem um vasto leque de possibilidades ao qual pode de fato conhecer


durante a prática de estágio, visto que ele é a chave para aproximação com a realidade a qual
irá se deparar quando for para o mercado de trabalho.

Entendemos que o estágio se constitui como um campo de conhecimento, o


que significa atribuir-lhe um estatuto epistemológico que supera sua
tradicional redução à atividade prática instrumental. Enquanto campo de
conhecimento, o estágio se produz na interação dos cursos de formação com
o campo social no qual se desenvolvem as práticas educativas. (PIMENTA,
LIMA, 2005, p. 6).

O estágio nada mais é do que a oportunidade em que o estagiário tem em ver na pratica
tudo que aprendeu à qual ele terá a chance de desenvolver todas as habilidades ao longo de todo
processo acadêmico.

2.1.1 Estágios supervisionados I, II, III e IV das discentes Claudia e Elaine

A Faculdade Dom Pedro II oferece ao discente do curso de Pedagogia a disciplina


Estágio Supervisionado em que são produzidos relatórios de acordo com a vivência e
experiência de cada um nas escolas em que são inseridos para a observação e realização de
atividades.
No Estágio I realizado em escola municipal em povoado da cidade de Lagarto, as
discentes observaram algumas dificuldades com a defasagem no aprendizado, além de
dificuldades na escrita dos alunos, ou seja, um baixo rendimento escolar e um acesso escolar
irregular, pois havia um alto número de evasão escolar.
Esse acesso irregular, chama a atenção, além do número de alunos que abandona a
escola básica, porém isso atinge todos os níveis de ensino, pois trata-se de um fenômeno que
causa inúmeros prejuízos no campo educativo. Há uma preocupação constante do Ministério
da Educação e Cultura (MEC) seja pelo insucesso escolar ou pelos baixos rendimentos, já que
“o maior desafio da escola é garantir condições para que o aluno possa aprender”
(DOURADOS, 2005, p. 20).
No Estágio II, no povoado Coqueiro, nas aulas de segundas e quintas haviam poucos
alunos na escola, pois os mesmos iam ajudar seus pais na feira. As estagiárias também
observaram dificuldades na escrita e o acesso escolar era difícil, por muitos morarem nos
currais. As crianças eram carentes, principalmente de carinho, pois nem os pais e nem os
professores eram receptivos a estes sentimentos deles e notou-se que as aulas eram bastantes
tradicionais e os recursos eram limitados e faltava material didático e também profissionalismo
dos professores.
“A família também é responsável pela aprendizagem da criança, já que os pais
são os primeiros ensinantes e as atitudes destes frente às emergências de
autoria, se repetidas constantemente, irão determinar a modalidade de
aprendizagem dos filhos. ” (FERNANDES, 2001, p.42).

Ou seja, é indispensável que a família esteja em harmonia com a escola, uma vez que
uma relação harmoniosa só pode enriquecer e facilitar o desempenho educacional das crianças.
No Estágio III, a pobreza era um dos sinais marcantes da grande deficiência no sistema
de ensino e também o acesso à escola. Nota-se que os pais não têm uma boa participação sobre
o desenvolvimento de seus filhos na escola.
O Brasil apresenta, de forma agravada, algumas características próprias de
países em desenvolvimento, entre as quais enorme desigualdade na
distribuição da renda e imensas deficiências no sistema educacional. Esses
dois problemas estão obviamente associados. Não é possível, hoje em dia,
aumentar substancialmente a renda média de adultos sem instrução, nem se
consegue educar adequadamente crianças cujas famílias vivem à beira da
miséria. Por isso mesmo, ao se traçar uma política educacional, há de se evitar
a posição simplista de que se pode resolver o problema da pobreza apenas
abrindo escolas. Pobreza e ausência de escolarização são deficiências que
somente poderão ser superadas se enfrentadas simultaneamente, cada uma em
seu lugar próprio. O caráter claramente utópico de muitas de nossas políticas
educacionais, responsável pelo seu fracasso, se deve, em grande parte, ao fato
de não terem sido associadas a uma política social de longo alcance e não
estarem alicerçadas em uma clara consciência dos obstáculos econômicos,
políticos e culturais que precisam ser enfrentados para a construção de um
sistema educacional abrangente e de boa qualidade. (GOLDEMBERG, p.1,
1993)

No estágio IV, foi observado um interesse por parte dos coordenadores em ajudar para
um melhor desenvolvimento do aluno, mas acredito que poderia ser feito ainda muito mais,
caso a escola dispusesse de um espaço mais atraente aos alunos, como por exemplo, uma
brinquedoteca diversificada e atraente, além de uma biblioteca com diversos livros a disposição
dos alunos, tudo isso em um espaço exclusivo para esse fim. Para desta forma levar as crianças
a interessar-se mais em aprender.
PIAGET (2007), já afirmava que a preparação dos professores constitui a questão
primordial de todas as reformas pedagógicas, pois enquanto ela não for resolvida de forma
satisfatória, será totalmente inútil organizar belos programas ou construir belas teorias a
respeito do que deveria ser realizado.
2.2 Atuações do Pedagogo em Contexto não Escolar

O pedagogo é um profissional que em sua pratica educativa pode atuar de forma direta
e indiretamente em espaços escolares e não escolares. Visto que, é de suma importância a
transmissão de conhecimentos nesses ambientes, pois ainda podemos observar que a
objetividade nada mais é que a formação humana. Conforme afirma Libaneo (2001, p.11) “O
pedagogo é o profissional que atua em várias instâncias da prática educativa, direta ou
indiretamente ligadas à organização e aos processos de transmissão e assimilação de saberes. ”
A pedagogia se designa em formar um profissional qualificado para atuar em diversos
campos educacionais. Neste sentido fica evidente que sua atuação está voltada para educação
escolar e não escolar. Aos quais originam a nossa realidade, de forma que amplie nossos
conhecimentos, tornando seres capazes e críticos diante a esses avanços tecnológicos, conforme
afirma Libaneo:
O curso de Pedagogia se destina a formar o pedagogo-especialista, isto é,
um profissional qualificado para atuar em vários campos educativos, para
atender demandas socioeducativas (de tipo formal, não-formal e informal)
decorrentes de novas realidades, tais como novas tecnologias, novos atores
sociais, ampliação do lazer, mudanças nos ritmos de vida, sofisticação dos
meios de comunicação. (LIBANEO, 2001, p. 12).

Na formação inicial de professores o estágio supervisionado, enquanto um espaço


privilegiado de contato com a prática e de socialização profissional tem papel fundamental e
por este motivo deve-se que o professor supervisor evidenciar para seus discentes que a partir
dele, toda sua prática iniciará a ter modelos e experimentações, já que a organização dos
estágios na formação de professores pretende contribuir para discussões sobre o estágio nas
políticas de formação.
Segundo, LIMA (2005, p.174): A sala de aula funciona como um laboratório de
aplicação imediata na prática dos conhecimentos teóricos e práticos adquiridos no processo
formativo.
E diante disso, é notável considerar que este espaço de capacitação em serviço, com o
acompanhamento da professora supervisora seja a melhor ferramenta e contribuição para que
são iniciantes na tarefa da docência.
3 METODOLOGIA

O presente trabalho utilizou a pesquisa qualitativa que para MINAYO (2001), este tipo
de pesquisa trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e
atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações e dos fenômenos. E dessa
forma, não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis e assim todos os dados e
observações caracterizam material para descrever e estruturar esse trabalho de conclusão de
curso.
É também de caráter exploratório, pois envolve o levantamento bibliográfico,
observações e entrevistas sobre o tema proposto, além da análise das vivências que estimulam
para uma maior compreensão.
Monografias, artigos, publicações em revistas acadêmicas, além de documentos oficiais
do Governo Federal do Brasil foram alicerce para que pudéssemos teorizar sobre as questões
primordiais que surgiram com a pesquisa à medida que ia sendo elaborada.
As escolas municipais que serviram para as observações, foram fundamentais para que
as estagiárias pudessem refletir sobre o papel docente e desse modo, caracterizar como é
realizado seu planejamento e articulações no seu dia a dia e também como a realidade em que
se encontrava estava distante do que a teoria propõe.
Contudo com a esperança de que um trabalho consciente e estimulador possa provocar
novas realidades e promover melhores chances de sucesso, essa reflexão e contribuição na
formação dos novos pedagogos se faz essencial.
Os dados da pesquisa foram coletados dos relatórios do estágio supervisionado I, II, III
e IV, os quais ofereceram pistas para o desenvolvimento de todo o trabalho e para intensificar
os conhecimentos das estagiárias acerca da Formação do Pedagogo diante as várias
circunstâncias e realidades.
Todas as vivências das estagiárias foram norteadas pelas aulas e pela orientação da
professora supervisora, a qual estimulou que a pesquisa fosse e tivesse um olhar na importância
da formação do pedagogo e que assim pudessem ser motivadas a produção de um trabalho
criativo e libertador.
Durante todo o presente trabalho houve reflexões do que atualmente se tem como papel
fundamental do pedagogo, do aluno, da família e da escola, além também do governo. Todos
estes foram de alguma forma citados e teorizados para que pudéssemos agregar mais
conhecimentos sobre as funções de cada e como podem influenciar positivamente ou
negativamente.
4. CONCLUSÃO

O estagiário de pedagogia ao analisar o espaço educacional, sua gestão escolar, já pode


ter as impressões necessárias à sua formação inicial como o seu papel de pedagogo, por isso o
trabalho trouxe alguns aspectos merecem ser evidenciados, já que diz respeito a muitos dos
problemas enfrentados pela profissão, além de entender mais especificamente os fundamentos
e o contexto histórico.
O estágio supervisionado mostra que questões pouco contempladas nos projetos
formativos do curso de Pedagogia são essenciais na formação dos mesmos e é necessário a
compreensão das condições do presente socioeconômicas do nosso país e o que afeta todo o
sistema educacional, até mesmo com pode ser realizado toda demanda que se cobra dos
professores do ensino fundamental, o qual são responsáveis pela base.
Diante deste cenário de formação, a reflexão e a pesquisa da prática constituem
requisitos necessários as propostas de estágio supervisionado, além disso merecem uma análise
que caracterizem uma tendência que já vem sendo demarcada no campo da formação docente
e que parece não surtir grandes efeitos quando é realizado de qualquer forma.
Vale ressaltar que um aspecto positivo da reflexão que foi realizada é o aproveitamento
da experiência dos professores na formação, pois diante de todo o contexto, estes irão
possibilitar a construção de novos conhecimentos, ou seja, de mudança ou de reconfiguração
da prática até então desenvolvida pelos alunos-professores.
REFERÊNCIAS

DOURADO, Luiz Fernandes. Elaboração de políticas e estratégias para a prevenção do


fracasso escolar – Documento Regional BRASIL: Fracasso escolar no Brasil: políticas,
programas e estratégias de prevenção ao fracasso escolar, 2005.

FJAV, Faculdade José Augusto Vieira. Diretrizes para os Estágios Superiores nos Cursos
de Licenciatura da Faculdade José Augusto Vieira. 2009.

LIBÂEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira; TORCHI, Mirza Seabra. Educação Escolar:
políticas, estrutura e organização. 5. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2007.

LIMA, Maria Divina Ferreira. Formação de docentes em serviço: o processo formativo da


experiência de estágio supervisionado. 2005. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade
Federal do Rio Grande do Norte. Rio Grande do Norte, Natal/RN, 2005.

PIAGET, Jean. Para onde vai à educação. Rio de Janeiro. José Olímpio, 2007.

PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na Formação de Professores: unidade teoria e prática.


7. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e Docência. São Paulo:
Cortez, 2004.

MEDEIROS, Ariana da Silva, SILVA, Gilmara Gomes, MELO, Jacicleide Ferreira Targino da
Cruz. Estagio Supervisionado: desafios e contribuições na formação inicial do docente no
curso de pedagogia. Campina Grande: Realize, 2012. Disponível em
<http://www.scielo.br/pdf/er/n46/n46a15.pdf > Acesso em: 29 de set. 2017.

MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes,


2001.

VASQUES, Andréia Lopes P. Estágio Supervisionado na Formação Docente em Serviço:


do ‘aproveitamento’ da prática à tentativa de reinventar os professores. Disponível em: <
repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/90110/vasques_alp_me_rcla.pdf?sequence=1>
Acesso em: 01 de dez. de 2017.