Você está na página 1de 2

FRÂNCIO

frâncio é um metal alcalino (portanto, grupo 1 da tabela periódica)


de número atômico Z = 87 e massa atômica ponderada igual a 223
(praticamente o único isótopo levado em consideração nesse cálculo
é o Fr-223, pois é o mais estável. Com meia-vida igual a quase 22
minutos).

É o segundo elemento mais raro


da Terra (atrás apenas do astato), altamente radioativo e instável.
Portanto, para reunir uma quantidade considerável deste metal, é
necessário sintetizá-lo em laboratório.

Propriedades Físico-químicas

O retículo cristalino do frâncio apresenta estrutura


do tipo cúbica de corpo centrado (ccc). E, o único estado de oxidação
detectado em condições não-extremas é o +1 (comum a todos os
alcalinos).

Possui o menor valor de eletronegatividade de todos os elementos da


tabela (0,7, na escala Pauling) e, pelo menos em tese, formaria uma
base forte (segundo teoria de Arrhenius) em meio aquoso.

A densidade do frâncio é relativamente baixa para um metal, 1870


Kg/m³, assim como os valores de ponto de fusão e ebulição: 27°C e
277°C, respectivamente. Ou seja, assim como o Gálio e o Césio,
também sofreria fusão caso puséssemos na palma da mão.
A condução de calor no frâncio dá-se de forma 5 vezes menos intensa
em relação à condução no ferro, mostrando, então, características de
mau condutor. O mesmo não pode ser afirmado para a condução de
eletricidade, pois os valores ainda são praticamente desconhecidos ou
imprecisos.

Ocorrência e Aplicação
O frâncio é extremamente raro na crosta terrestre. Vagos vestígios
são encontrados em minérios de urânio (pois faz parte da série de
desintegrações deste).

Pode ser sintetizado através de uma reação envolvendo núcleos de


ouro Au-197 e oxigênio O-18; deste processo, os isótopos Fr-209, Fr-
210 e Fr-211 são gerados. Outro método de obtenção dá-se pelo
bombardeio de tório com prótons; rádio ou astato com nêutrons.

De qualquer forma, a quantidade produzida até hoje não foi tão


grande e, mesmo que fosse, acabaria de forma muito rápida (já que
o frâncio decai, no máximo , a cada 22 minutos). Por isso, estudos
mais profundos não foram realizados e as únicas aplicações
existentes se encontram no campo de pesquisas científicas.

Ação biológica
Apesar de bastante escasso, apenas um pequeno montante de frâncio
pode ser necessário para acarretar os mais diversos problemas de
saúde ligados a materiais radioativos (como tumores e cânceres).
Mas, como a exposição a esse elemento é tão restrita, os casos de
contaminação são nulos.

Referências:
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e08700.html
http://www.webelements.com/webelements/elements/text/Fr/index.
html