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1) Na fabricação do cimento Portland o primeiro passo é a obtenção da matéria prima

carbonato de cálcio (CaCO3) e argila(SiO2+Al2O3+Fe2O3), com porcentagens de 80 a 90%


e 10 a 20%, respectivamente. A próxima etapa é a moagem e mistura que pode
ocorrer por via úmida (maior gasto energético) ou por via seca(baixo gasto
energético), originando um pó chamado de “farinha de cru”. A farinha é submetida a
calcinação em forno a temperatura de 1450°C. Após a queima ocorre o resfriamento
rápido a fim de evitar a decomposição do C3S em cal livre e C2S. O C3S adquire
resistência nos primeiros dias até 30 dias. Já o C2S demora a adquirir resistência, daí a
importância de um rápido resfriamento. O produto resultante é o clínquer que passará
por um processo de moagem com adição de 3 a 5% de gipsita para controlar o tempo
de pega e pode haver nessa fase adições de escória de alto forno ou materiais
pozolânicos ou materiais carbonáticos a depender da característica do cimento que
deseja. O produto final é o cimento Portland.
As principais características das adições:
Gesso: tem função básica de controlar o tempo de pega. Caso não adicionasse o gesso
à moagem do clínquer, o cimento, quando entrasse em contato com a água, endurecia
quase que instantaneamente.
Escória: são obtidos durante a produção de ferro-gusa, possui propriedade ligante
hidráulica muito resistente, apresentando melhorias de algumas propriedades, como
maior durabilidade e maior resistência final.
Material pozolânico: é obtido de rochas vulcânicas ou materiais orgânicos fossilizados,
apresenta propriedade ligante hidráulica, conferindo maior impermeabilidade aos
concretos e argamassas. Outros materiais pozolânicos têm sido estudados, tais como
as cinzas de cascas de arroz e a sílica ativa.
Material carbonático: tem função de tornar os concretos e argamassas mais
trabalháveis, funcionando como um lubrificante.
2) CP I – cimento Portland comum, com 100% de clínquer+gesso;
CP I-S – cimento Portland comum com adições, possui 95 a 99% de clínquer+gesso e 1
a 5% de adições (escória, filler ou pozolâna);
CP II-E – cimento Portland composto com escória de alto forno, com 56% a 94% de
clínquer+gesso e 6 a 34% de escória de alto forno;
CP II-Z - cimento Portland composto com pozolana, com 76% a 94% de clínquer+gesso
e 6 a 14% de material pozolânico;
CP II-F - cimento Portland composto com filler, com 90% a 94% de clínquer+gesso e 6
a 10% de material carbonático;
CP III - cimento Portland de alto forno, com 25% a 65% de clínquer+gesso e 35 a 70%
de escória de alto forno;
CP IV - cimento Portland pozolânico, com 45% a 85% de clínquer+gesso e 15 a 50% de
material pozolânico;
CP V-ARI - cimento Portland de alta resistência inicial, com 95% a 100% de
clínquer+gesso e 0 a 5% de material carbonático;
CP B: cimento Portland estrutural, com 75 a 100% de clínquer+gesso e 0 a 25% de
material carbonático;
CP B: cimento Portland não estrutural, com 50 a 74% de clínquer+gesso e 26 a 50% de
material carbonático.