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Qualidade da água para o consumo humano

III GRUPO

Discentes: Auneta Muhate, Guifte Ngalo e Rachide Abdula


Docente: Engo . Edelino Foquiço
Instituto Superior Politécnico de Songo

13 de Maio de 2018
Sumário
1 Introdução

2 Qualidade da Água
Generalidades e Microbiologia da água
Parâmetros da qualidade da água
Fenómeno de eutrozação das águas
Contaminantes da água e procedimento de testagem

3 Conclusão

4 Bibliograa

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Introdução

Em estado de contaminação, a água pode apresentar características


físicas notáveis ao olho nu, ao passo que, no que compreende carac-
terísticas químicas, estas, só poderão ser determinadas com precisão
laboratorialmente, sendo de extrema importância quando se pretende
averiguar a melhor técnica de tratamento de água a adoptar.

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Objectivos

O objectivo geral deste trabalho, compreende satisafazer em termos


teóricos, aspectos inerentes à qualidade de água para o consumo hu-
mano, atendendo diversos factores contemporâneos que afectam este
parâmetro importantissimo para a saúde pública .

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Em termos de objectivos especicos, apresentam-se os seguintes:
Conhecer as agentes poluidores da água e a sua composição no
estado de poluição;
Conhecer em geral os limites admissíveis das substâncias
presentes na água;
Apresentar os procedimentos de caracterização das águas;

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A água

É a substância simples mais abundante no planeta Terra e pode ser


encontrada na atmosfera, sobre ou sob a superfície terrestre, nos oce-
anos, mares, rios e lagos.
É o constituinte inorgânico mais presente na matéria viva: cerca de
60% do peso do homem é constituído de água e em certos animais
aquáticos esta percentagem alcança 98% (SPERLING, 1996, p. 12).

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Importância da água

Suprimento das necessidades siológicas;


Contêm valor energético;
Regula o metabolismo dos ecossistemas aquaticos; e
Dissolvente de substâncias diversas por processos bioquimicos.

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Principais propriedades

Composição química
H2 + O −→ H2 O (1)

Massa especíca
m
ρ= (2)
V
Densidade relativa 
 ρ=d×ρ
H2 O
(3)
 γ =d×γ
H2 O

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Peso especíco
γ =ρ×g (4)

Viscosidade dinâmica

∂u
τ= (5)
∂y
Viscosidade cinemática
µ
ν= (6)
ρ
Onde: τ é a taxa de deformação angular do uido e µ é o coeciente
de viscosidade ou viscosidade dinâmica.

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Caracteristicas sicas

Quando se pretende utilizar uma determinada fonte de água para uma


certa nalidade, primeiro analisa-se as suas características físicas, que
se realizam em campo.

Matéria a utuar
Sólidos suspensos e turvação
Cheiro e Cor
Temperatura

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Caracteristicas quimicas

1 Espécies inorgânicas de origem humana


2 Compostos orgânicos naturais (proteinas, carbohidratos, lipidos)
3 Compostos orgânicos sintéticos
4 Determinação de contéudo e matéria orgânica dissolvida

a) Demanda Química do Oxigénio (DQO)

b) Demanda Bioquímica do Oxigénio (DBO)

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Por sua vez, as características químicas dão a possibilidade de conhecer
os respectivos parâmetros químicos, dentre os quais:
pH (alcalino, neutro ou ácido)
Dureza
Salinidade
Toxidade
Radiotividade
Fenois e detergentes

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Caracteristicas biológicas

Os principais microrganismos normalmente presentes em água, quer


naturais quer residuais, e que tem interesse sob o ponto de vista de
controlo da qualidade tanto das aguas naturais como de aguas residuais
compreendem: bactérias, fungos, algas, protozoários, rotíferos,

crostários, vermes e vírus .

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Na sua maior essência e universalidade, as características biológicas
permitem descrever os principais parâmetros biológicos da água:
Coliformes Totais (CT);
Coliformes Termotolerantes (CTe);
Escherichia coli (E. coli); e
Bacterias heterotrócas.

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Enfermidades de transmissão hídrica

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Bactérias indicadoras de contaminação

A presença de microrganismos patogénicos na água geralmente é de-


corrente da poluição por fezes humanas e de animais, provenientes de
águas residuais (GONZALEZ et al, 1982). As principais bactérias do
grupo coliforme pertencem aos géneros Escherichia, Aerobacter, Citro-
bacter, Klebsiela e outros que quase nunca aparecem em fezes como
a Serratia.

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A Escherichia coli (E. coli) e os coliformes fecais (ou termo tolerantes)
constituem um subgrupo das bactérias coliformes totais. As bactérias
coliformes são um grupo de organismos que podem ser encontrados
no solo, nas águas naturais e residuais domésticas e no intestino do
homem e de outros animais de sangue quente, não esporuladas e na
forma de bastonete, sendo que, as bactérias coliformes totais incluem
as espécies fecais e as ambientais.

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Outras bactérias, como Pseudomonas aeruginosa e enterococos têm
sido isoladas de águas recreacionais e a presença destes microrganis-
mos sugere riscos à saúde por meio do contacto corporal, ingestão ou
inalação, e têm sido propostos como indicadores de qualidade para as
águas complementares aos coliformes.
Algumas espécies de leveduras são propostas para serem usadas como
indicadores de contaminação orgânica em águas de recreação.

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De forma geral, as bactérias indicadoras de contaminação da água,
podem ser descritas por:
Escherichia coli;
Enterococos;
Pseudomonas aeruginosa;
Leveduras;
Anaeróbios Fecais; e
Bacteroides spp.

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Parâmetros de qualidade

Denem-se como parâmetros de qualidade de água os limites de to-


lerância das substâncias presentes na água de modo a garantir-lhe as
características de água potável. A água pura, no sentido rigoroso do
termo, não existe na natureza. Por ser um óptimo solvente, ele nunca
é encontrada em estado de absoluta pureza.

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Fenómeno de eutrozação das águas

As algas são organismos autótrofos capazes de produzir matéria orgâ-


nica e oxigénio a partir de matéria inorgânica e por acção de energia
solar (fotossíntese). Para o seu metabolismo as algas também pre-
cisam de energia que é obtida por oxidação de matéria orgânica (o
mesmo processo ocorre quando as algas morrem ou são consumidas).

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Um crescimento reduzido de algas não traz problemas (podendo até
servir de alimento para os organismos na água) no entanto, caso exis-
tam concentrações elevadas de nutrientes e ao mesmo tempo suciente
luz pode-se vericar um crescimento em excessivo de algas. Este cres-
cimento forte pode turvar a água e lhe atribuir uma certa coloração
(verde, castanha ou vermelha).

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Muitas algas na água podem portanto prejudicar a utilização da água
para a recreação e aumentar o custo do respectivo tratamento. O
processo de adução e o aumento de concentração de nutrientes chama-
se eutrocação. Importa notar que o fósforo, mesmo quando presente
em menores concentrações (comparado com o azoto), já é capaz de
provocar a eutrocação.

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Procedimentos de testagem

A caracterização da água corresponde à quanticação das impurezas


de natura física, química, biologia e radiológicas presentes na água. É
a partir do conhecimento das impurezas presentes na água que se pode
denir com segurança a técnica mais adequada para seu tratamento
foi satisfatório e se a água distribuída à população é segura do ponto
de vista sanitário.

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A denição dos parâmetros a serem monitorados depende dos objec-
tivos do trabalho a ser realizado. A denição clara e precisa dos ob-
jectivos facilitará a realização de todas actividades, dependendo da
nalidade do trabalho, seleccionam-se os tipos de exames a serem rea-
lizados (bacteriológicos, físicos, químicos) e os respectivos parâmetros
mais adequados para caracterizar a água.

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Os procedimentos podem ser descritos, nomeadamente:

Colecta de amostras

Para serem representativas, as amostras precisam ser réplicas, as


mais exactas possíveis, do ambiente físico, químico e biológico de
onde foram colectadas, ou seja, agua colectada deve representar
a qualidade da água amostrada, em termos de concentração de
componentes examinados.

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Validação de amostras

Para que as amostras tenham validade, devem ser observadas ri-


gorosamente as recomendações técnicas aplicáveis as etapas de
colecta e preservação das mesmas. Os cuidados devem ser to-
madas desde a colocação das etiquetas de identicação ate o
transporte das amostras ao laboratório.

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Preservação de amostras

Sempre que possível, recomenda-se efectuar as análises no próprio


local de colecta, mas a complexidade de algumas determinações
inviabiliza este procedimento. Os dados obtidos em laboratório
e em campo devem ser processados adequadamente e vericados
quanto a sua consistência.

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Controle de qualidade

Algumas análises podem ser facilmente implementadas em pe-


quenos laboratórios de saneamento, tais como análises de rotina
(turbidez, pH, cor, cloro residual), realizadas nas próprias estacões
de tratamento de água, mas todas análises precisam ser realizadas
com máximos rigor técnico e cientíco, para que haja conabili-
dade nos resultados.

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Processamento de resultados obtidos

Os índices de Qualidade da Água (IQA) são bastante úteis para


dar uma ideia da tendência de evolução da qualidade da água ao
longo do tempo, além de permitir a comparação entre diferentes
mananciais.

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Este IQA é determinado pelo produto ponderado dos seguintes parâme-
tros de caracterização das águas: Oxigénio Dissolvido (OD), Demanda
Bioquímica de Oxigénio (DBO), Coliformes Fecais, Temperatura, pH,
Nitrogénio Total, Fósforo Total, Turbidez e sólidos Totais. (SEAMA,
2004)

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O IQA varia normalmente entre 0 (zero) e 100 (cem), sendo que,
quanto maior o seu valor, melhor é a qualidade da água.

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Conclusão

As exigências humanas quanto a qualidade da água crescem com o


progresso humano e o da técnica. Justamente para evitar os perigos
decorrentes da má qualidade de água, são estabelecidos padrões de
potabilidade, por essas e outras razões deve-se ter certo juízo no uso
da água (através da identicação das suas características) para evitar
possíveis contaminações de doenças de transmissão hídrica e mortes
de algumas espécies viventes na água.

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E que os procedimentos de testes de qualidade podem ser efectuados
tanto em campo como em laboratórios, sequenciados da colecta de
amostras, validação, preservação, controle e processamento de resul-
tados obtidos. Na maioria das vezes convêm apreciar os parâmetros do
pH, Cálcio, Sódio, Magnésio, Ferro, Zinco, Fluoreto, Sulfato, Nitrato
e Cloretos.

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Bibliograa

DE PÁDUA. Valter Lúcio. Abastecimento de Água para o


Consumo Humano. Volume 1. 2a edição revista e atualizada.
Belo horizonte: Editora UFMG,2010.
QUINTELA. António de Carvalho. Hidráulica. 11a edição. Lisboa:
Fundação Calouste Gulbenkian, 2009.
MINISTERIO DA SAÚDE. Manual de Saneamento. SP-FNS,
4-20. 2001

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MATSINHE e RIETVELD. Eng. Nelson e Eng. Luuk.
Abastecimento de Água. Apostila da UEM. TuDelf. Julho de
1992.
FILHOS. Carlos Fernandes de Madeira. Abastecimento de Água.
Apostila da Universidade Coimpinas Grande. Brasil.
VON SPERLING, M. Introdução a qualidade das águas e ao
tratamento de esgotos. Belo horizonte: Desa/UFMG, 1996.

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