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Paulo V. R.

Ferreira

ELETROSTÁTICA
Paulo V. R. Ferreira

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Tudo é matéria, seja qual for seu estado físico:


 sólido
 líquido
 Gasoso
Paulo V. R. Ferreira

PRINCÍPIOS BÁSICOS

A matéria é formada por partículas


minúsculas chamadas átomos
Paulo V. R. Ferreira

PRINCÍPIOS BÁSICOS

Os átomos, por sua vez, são formados por:


 Elétrons
 Prótons
 Nêutrons
O átomo se subdivide em duas partes:
 O núcleo - Onde se encontram os prótons e os nêutrons
 A eletrosfera - Onde se encontra os elétrons
Em seu estado natural todo átomo possui o mesmo número de
elétrons e prótons. Todos os dados dos átomos são encontrados
na tabela periódica.
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ÁTOMO
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PRINCÍPIOS BÁSICOS
 Os elétrons se encontram em camadas, cada qual com um valor
máximo de elétrons.
 Quando uma camada fica cheia, os elétrons passam para a
próxima camada.
 Os átomos tendem a se estabilizar com um valor de 2, 8 ou 18
elétrons na última camada, também chamada de camada de
valência
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Paulo V. R. Ferreira

PRINCÍPIOS BÁSICOS

CAMADA N° MÁXIMO DE ELÉTRONS

K 2

L 8

M 18

N 32

O 32

P 18

Q 2
Paulo V. R. Ferreira

PRINCÍPIOS BÁSICOS

CAMADA N° MÁXIMO DE ELÉTRONS

K 2

L 8

M 18

N 32

O 32

P 18

Q 2
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CARGA ELÉTRICA
Paulo V. R. Ferreira

CARGA ELÉTRICA

 A diferença básica entre os elementos que formam o átomo são


as características de suas cargas elétricas:
 O próton possui carga elétrica positiva+
 O elétron possui carga elétrica negativa –

 O nêutron não possui carga elétrica


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PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA ELETROSTÁTICA

“Cargas elétricas de sinais contrários se atraem e de mesmos


sinais se repelem.”
Paulo V. R. Ferreira

CARGA ELÉTRICA

Sabendo que os elétrons ficam girando em torno do núcleo, por


que os elétrons não saem de órbita, ou seja, por que os elétrons
ficam presos ao núcleo?
Paulo V. R. Ferreira

CARGA ELÉTRICA

Porque os prótons do núcleo atraem os elétrons da eletrosfera,


fazendo com que eles não saiam do átomo naturalmente.
Paulo V. R. Ferreira

CARGA ELÉTRICA

Se os prótons atraem os elétrons, por que os elétrons


permanecem em órbita, mesmo com essa força de atração pelos
prótons?
Paulo V. R. Ferreira

CARGA ELÉTRICA

Porque os elétrons realizam um movimento circular em volta do


núcleo. Esse movimento gera uma força para fora do átomo,
chamada força de centrifugação. Porém a força de atração do
próton pelo elétron anula essa força de centrifugação, fazendo
com que o elétron permaneça em órbita.
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CONDUTORES E
ISOLANTES
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CONDUTORES

Quanto mais afastado do núcleo está um elétron, maior é a sua


“energia”, porém mais fracamente ligado ao átomo ele está.
Os materiais condutores são aqueles que conduzem facilmente
a eletricidade, como o cobre e o alumínio
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CONDUTORES

Nos condutores metálicos, os elétrons da última órbita dos


átomos estão tão fracamente ligados aos seus núcleos que, à
temperatura ambiente, a energia térmica é suficiente para libertá-
los dos átomos, tornando-os elétrons livres, cujos movimentos
são aleatórios.
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ISOLANTES

Os materiais isolantes são aqueles que não conduzem


eletricidade, como o ar, a borracha e o vidro.
Nos isolantes, os elétrons da última órbita dos átomos estão
fortemente ligados aos seus núcleos, de tal forma que, à
temperatura ambiente, apenas alguns elétrons conseguem se
libertar.
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ISOLANTES

A existência de poucos elétrons livres praticamente impede a


condução de eletricidade em condições normais.
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ELETRIZAÇÃO DOS
CORPOS
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ELETRIZAÇÃO DOS CORPOS

Podemos eletrizar um corpo com carga Q por meio de ionização


dos seus átomos, isto é, retirando ou inserindo elétrons em suas
órbitas, tornando-se íons positivos (cátions) ou íons negativos
(ânions)
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ELETRIZAÇÃO DOS CORPOS

Retirando elétrons dos átomos de um corpo, ele fica eletrizado


positivamente, pois o número de prótons fica maior que o número
de elétrons.
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ELETRIZAÇÃO DOS CORPOS

Por outro lado, inserindo elétrons nos átomos de um corpo, ele fica
eletrizado negativamente, pois o número de elétrons fica maior que
o número de prótons.
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PROCESSOS DE ELETRIZAÇÃO
Eletrização por atrito
Eletrização por contato
Eletrização por indução
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CAMPO ELÉTRICO
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CAMPO ELÉTRICO

Toda carga elétrica cria ao seu redor um campo elétrico E que


pode ser representado por linhas de campo, sendo que sua
unidade de medida é o Newton/Coulomb [N/C]
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CAMPO ELÉTRICO
Se a carga é positiva, o campo elétrico é divergente, isto é, as
linhas de campo saem da carga
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CAMPO ELÉTRICO
Se a carga é negativa, o campo elétrico é convergente, isto é, as
linhas de campo chegam à carga
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CAMPO ELÉTRICO
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COMPORTAMENTO DAS LINHAS DE CAMPO

Cargas diferentes
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COMPORTAMENTO DAS LINHAS DE CAMPO

Cargas iguais
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COMPORTAMENTO DAS LINHAS DE CAMPO

Placas paralelas
ELETRODINÂMICA

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GRANDEZAS ELÉTRICAS

Tensão elétrica
Corrente elétrica
Resistência elétrica
Potência elétrica
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TENSÃO ELÉTRICA
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TENSÃO ELÉTRICA
DIFERENÇA DE POTENCIAL

Quando se compara o trabalho realizado por dois corpos


eletrizados, automaticamente está se comparando os seus
potenciais elétricos.
A diferença entre os trabalhos expressa diretamente a diferença de
potencial elétrico entre esses dois corpos.
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TENSÃO ELÉTRICA OU
DIFERENÇA DE POTENCIAL
A diferença de potencial (d.d.p.) existe entre corpos eletrizados
com cargas diferentes ou com o mesmo tipo de carga.
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TENSÃO ELÉTRICA OU
DIFERENÇA DE POTENCIAL

 Tensão elétrica pode ser representada pelas letras V, U ou E


 A unidade de medida de tensão elétrica é o volt [V]
 Exemplo:
 V = 127V
 U = 127V
 E = 127V
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TENSÃO ELÉTRICA OU
DIFERENÇA DE POTENCIAL
 Tensão elétrica pode ser definida também como:

“A força que impulsiona os elétrons em um condutor”


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CORRENTE ELÉTRICA
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CORRENTE ELÉTRICA
 A movimentação ordenada de cargas elétricas em um condutor
é denominada corrente elétrica.
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CORRENTE ELÉTRICA
 Existe tensão sem corrente elétrica? E corrente sem tensão
elétrica?
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CORRENTE ELÉTRICA
 Para que haja corrente elétrica, é necessário que haja d.d.p. e
que o circuito esteja fechado. Logo, pode-se afirmar que existe
tensão sem corrente, mas nunca existirá corrente sem tensão
elétrica.
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CORRENTE ELÉTRICA
 A corrente elétrica é representada pela letra I
 A unidade de medida da corrente elétrica é o ampère [A]
 Exemplo:
 I = 10A

Intensidade da corrente Efeito Fisiológico


0,001 a 0,01A Pequenos formigamentos
Contrações musculares, dor, dificuldades respiratórias,
0,01 a 0,1A
para cardíaca
0,1 a 0,2A Fibrilação ventricular
0,2 a 1A Parada cardíaca, parada cardiorrespiratória
1 a 10A Queimaduras graves, parada cardíaca
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CORRENTE ELÉTRICA
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FONTES DE
ALIMENTAÇÃO
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FONTES DE ALIMENTAÇÃO

O dispositivo que fornece tensão elétrica a um circuito é chamado


de fonte de alimentação.
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CORRENTE CONTÍNUA

 As pilhas e baterias têm em comum a característica de


fornecerem corrente contínua ao circuito.
 Abrevia-se corrente contínua por CC, ou, em inglês, DC (Direct
Current)
 Simbolizadas por:
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CORRENTE CONTÍNUA
 A fonte de alimentação CC mantém sempre a mesma
polaridade, de forma que a corrente no circuito tem sempre o
mesmo sentido.
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CORRENTE ALTERNADA

 A rede elétrica fornecida às residências e indústrias são em


corrente alternada
 Abrevia-se corrente alternada por CA, ou, em inglês, AC
(Alternate Current)
 Simbolizada por:
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CORRENTE ALTERNADA

Nesse caso, a tensão muda de polaridade em períodos bem


definidos, de forma que a corrente ora circula em um sentido e
ora em outro.
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FONTES DE ALIMENTAÇÃO
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FONTES DE ALIMENTAÇÃO
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CORRENTE ALTERNADA
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CORRENTE ALTERNADA
NEUTRO – N CABO AZUL

FASE – L1 - R CABOS PRETO, VERMELHO OU BRANCO

FASE – L2 - S CABOS PRETO, VERMELHO OU BRANCO

FASE – L3 - T CABO PRETO, VERMELHO OU BRANCO

FASE SÃO CARREGADAS ELETRICAMENTE

NEUTRO NÃO SÃO CARREGADAS ELETRICAMENTE


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CORRENTE ALTERNADA
NEUTRO – N CABO AZUL

FASE – L1 - R CABOS PRETO, VERMELHO OU BRANCO

FASE – L2 - S CABOS PRETO, VERMELHO OU BRANCO

FASE – L3 - T CABO PRETO, VERMELHO OU BRANCO

TENSÃO DE FASE – tensão da Fase comparado com o Neutro F/N


VF = MG = 127V
BA/PE/RN/DF = 220V
TENSÃO DE LINHA – tensão de Fase comparado com Fase F/F
VL = √3 . VF = MG = 220V
BA/PE/RN/DF = 380V
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CORRENTE ALTERNADA
Cabo multipolar ou cabo PP – cabo com vários cabos separados

Fio – é rígido

Cabo – é flexível
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RESISTÊNCIA ELÉTRICA
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RESISTÊNCIA ELÉTRICA
Resistência elétrica é a dificuldade que os elétrons encontram
para percorrer um condutor, ou seja, oposição à passagem da
corrente elétrica
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RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Essa oposição à condução da corrente elétrica é provocada,


principalmente, pela dificuldade de os elétrons livres se
movimentarem pela estrutura atômica dos materiais, ou seja, todo
e qualquer material possui resistência elétrica.
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RESISTÊNCIA ELÉTRICA

 A resistência elétrica é representada pela letra R.


 A unidade de medida de resistência elétrica é o ohm,
representado pela letra grega Ω
 Graficamente, a resistência elétrica é representada por:
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RESISTÊNCIA ELÉTRICA

 O valor da resistência elétrica depende basicamente da


natureza dos materiais, suas dimensões e da temperatura.
 Quanto maior o comprimento maior sua resistência
 Quanto maior sua secção transversal, menor sua resistência
 Quanto maior sua temperatura, maior sua resistência
 Quanto maior sua resistividade, maior sua resistência
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RESISTÊNCIA ELÉTRICA

A resistência elétrica tem duas funções básicas:


Transformar energia elétrica em energia térmica, através do
efeito joule
Limitar a passagem de corrente elétrica ou tensão elétrica
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GRANDEZAS ELÉTRICAS
OPOSIÇÃO A
PASSAGEM DA
CORRENTE ÉLETRICA

FORÇA QUE MOVIMENTO


IMPULSIONA OS ORDENADO DE
ELÉTRONS EM ELÉTRONS
UM CONDUTOR DENTRO DE UM
CONDUTOR
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CIRCUITO ELÉTRICO
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CIRCUITO ELÉTRICO

Circuito elétrico é o caminho fechado por onde circula a corrente


elétrica
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COMPONENTES DO
CIRCUITO ELÉTRICO

Em todo e qualquer circuito sempre haverá:


Fonte de alimentação
Carga ou consumidor
Condutores
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CIRCUITO ELÉTRICO

Existem três tipos de circuito elétrico:


Circuito em série
Circuito em paralelo
Circuito misto
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TIPOS DE
CIRCUITO ELÉTRICO

Circuito em série
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TIPOS DE
CIRCUITO ELÉTRICO

Circuito em paralelo
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TIPOS DE
CIRCUITO ELÉTRICO

Circuito misto
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ASSOSIAÇÃO DE
RESISTÊNCIAS
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ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS

As vezes faz-se necessário associar resistências para conseguir


determinado efeito no circuito.
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ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS
Circuito em série
 As resistências se somam, quanto mais resistências em série maior será
a resistência do circuito
 Req = R1 + R2 + R3 + R4 + ...

SOLUÇÃO
Req ou RT = R1 + R2 + R3
Req = RT = 30 + 15 + 15 = 60Ω
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ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS

Circuito em paralelo
 As resistências causam um efeito contrário ao do circuito série,
quanto mais resistências associadas em paralelo, menor será a
resistência do circuito.
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ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS

Circuito em paralelo
Paulo V. R. Ferreira

ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS

Circuito em paralelo
Solução:
Paulo V. R. Ferreira

ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS

Circuito em paralelo Solução:


Paulo V. R. Ferreira

ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS
Solução:
Circuito em paralelo
Paulo V. R. Ferreira

ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS
Circuito misto A resistência equivalente deve ser
feita sempre do lado oposto da
fonte em direção a fonte

Essa parte está em paralelo,


porém ao mesmo tempo está em
série com a primeira resistência.
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ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS
Circuito misto Solução:
1° deve-se resolver a parte em
RA paralelo

Isso significa que a parte em paralelo (RA) pode ser substituída por uma
resistência única de 9Ω para se gerar o mesmo efeito no circuito.
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ASSOCIAÇÃO DE RESISTÊNCIAS
Circuito misto
SOLUÇÃO
2° Temos agora um circuito em
série, então deve-se aplicar a regra
dos circuitos em série:
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1ª LEI DE OHM
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1ª LEI DE OHM

“Mantendo-se a temperatura de um resistor constante, a diferença


de potencial aplicada nos seus extremos é diretamente
proporcional à intensidade da corrente elétrica”.
Paulo V. R. Ferreira
Paulo V. R. Ferreira
Paulo V. R. Ferreira
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1ª LEI DE OHM

Circuito em série Circuito em paralelo


VT ≠ V1 ≠ V2 ≠ V3 ≠ ... VT = V1 = V2 = V3 = ...
IT = I1 = I2 = I3 = ... IT ≠ I1 ≠ I2 ≠ I3 ≠ ...
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1ª LEI DE OHM
SOLUÇÃO
Circuito em série 1° Resistência total (RT)
VT ≠ V1 ≠ V2 ≠ V3 ≠ ...
IT = I1 = I2 = I3 = ...

2° Corrente total (IT)

*Nos circuitos em série a corrente é a


mesma para todos os componentes
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1ª LEI DE OHM
SOLUÇÃO
Circuito em série
3° Queda de tensão nos componentes
VT ≠ V1 ≠ V2 ≠ V3 ≠ ...
IT = I1 = I2 = I3 = ...

*Nos circuitos em série a tensão se divide


pelos componentes do circuito.
Paulo V. R. Ferreira

1ª LEI DE OHM

Solução: Circuito em paralelo


1° Resistência total (RT)
VT = V1 = V2 = V3 = ...
IT ≠ I1 ≠ I2 ≠ I3 ≠ ...
Paulo V. R. Ferreira

1ª LEI DE OHM
Solução:
Circuito em paralelo
2° As tensões do circuito em paralelo são
iguais VT = V1 = V2 = V3 = ...
IT ≠ I1 ≠ I2 ≠ I3 ≠ ...
3° Correntes do circuito
Paulo V. R. Ferreira

1ª LEI DE OHM
No circuito misto, onde é série se aplicam as regras do circuito em série e
onde é paralelo se aplicam as regras do circuito paralelo

RA
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1ª LEI DE OHM

RA

RA
Paulo V. R. Ferreira

1ª LEI DE OHM
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1ª LEI DE OHM
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1ª LEI DE OHM

RA
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1ª LEI DE OHM

RA
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POTÊNCIA ELÉTRICA
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA

É a capacidade de realizar trabalho, ou seja, é


a razão pela qual a energia elétrica está sendo
consumida.
Podemos entender que a potência é a medida
de transformação da energia elétrica em outras
modalidades de energia.
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA
A potência elétrica é representada pela letra P.
A unidade de medida de potência elétrica é o watt (W)
Exemplo:
P = 150W
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA NA 1ª LEI DE OHM


Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA NA 1ª LEI DE OHM


Sobrepondo as fórmulas também
conseguimos:

Ou
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA NA 1ª LEI DE OHM

Exemplo:
Qual a potência de cada resistor
do circuito em série ao lado:
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA NA 1ª LEI DE OHM

Solução:
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA NA 1ª LEI DE OHM

Solução:
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA NA 1ª LEI DE OHM

Solução:
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ENERGIA ELÉTRICA
Paulo V. R. Ferreira

ENERGIA ELÉTRICA
Para que a potência se traduza na realização de algum trabalho, o
sistema deve ser utilizado durante um certo intervalo de tempo.
Quanto maior for este intervalo de tempo, maior será o trabalho
realizado e mais energia será consumida pelo sistema em
questão.
Utilizando a definição de potência, podemos calcular a energia
consumida ou cedida por um sistema:

Portanto energia é o trabalho realizado em um determinado tempo


Paulo V. R. Ferreira

ENERGIA ELÉTRICA
A concessionária de energia cobra o valor em KW.h, ou seja,
parcelas de 1000W por hora que foi utilizada em média em um
mês, a quantidade de dias de leitura podem variar.
O consumo de energia em um mês é dado pela fórmula:

De forma que, não seja possível calcular todos os equipamentos


de uma vez, será necessário um cálculo para cada equipamento
separado.
Paulo V. R. Ferreira

ENERGIA ELÉTRICA

No Brasil, os produtos vendidos são testados pelo


INMETRO, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade
e Tecnologia, e recebem um selo de consumo de
energia denominado Selo PROCEL, Programa
Nacional de Conservação de Energia Elétrica.
O Selo Procel tem por objetivo orientar o consumidor
no ato da compra, indicando os produtos que
apresentam os melhores níveis de eficiência
energética dentro de cada categoria.
Os produtos são classificados de A a G, sendo G
menos eficiente e A mais eficiente.
Paulo V. R. Ferreira
Paulo V. R. Ferreira
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM
CORRENTE ALTERNADA
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA

Em corrente alternada a potência elétrica possui comportamento


diferente, existem três tipos de potência elétrica:
POTÊNCIA ATIVA - É a potência realmente gasta para realizar um
trabalho, os equipamentos que são compostos por resistências
como os chuveiros, fornos elétricos e ferros de passar são
exemplos de equipamentos que gastam apenas potência ativa.
Sua unidade de medida é o Watt (W) e é representada pela letra P.
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA
POTÊNCIA REATIVA – É a potência usada apenas para criar e
manter os campos eletromagnéticos necessários para o
funcionamento de motores, transformadores e reatores de
lâmpadas fluorescentes. É uma energia que não realiza trabalho e,
portanto, uma energia perdida no processo. Sua unidade de
medida é o volt-ampére-reativo (VAR) e é representada pela letra
Q.
A potência reativa é jogada fora em forma de energia térmica,
como por exemplo a lâmpada que faz a transformação da energia
elétrica em energia luminosa, porém uma parcela da energia
elétrica é convertida em energia térmica indesejavelmente.
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA

POTÊNCIA APARENTE – É a soma vetorial das potências ativa e


reativa que constitui a potência total transmitida à carga. Sua
unidade de medida é o volt-ampére (VA) e a letra que a representa
é o S.
Na conta de energia elétrica, as concessionárias cobra a potência
aparente, pois é a potência realmente gasta.
Para os cálculos de dimensionamento é utilizada a potência
aparente que é a potência total fornecida à carga.
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA

FATOR DE POTÊNCIA ou cosφ – é a razão entre a potência ativa


e a aparente, sendo assim correspondendo a porcentagem da
potência utilizada para trabalho em relação a potência total
consumida.
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA
A relação entre as potências é dada através de um triângulo
retângulo
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA
A letra grega φ (phi) indica o ângulo de defasagem entre a
corrente e a tensão, quanto menor este ângulo, melhor para o
sistema pois indica que a potência consumida está sendo
utilizada.
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA


Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA
EXEMPLO:
Paulo V. R. Ferreira

POTÊNCIA ELÉTRICA EM CORRENTE


ALTERNADA
 Dados do fabricante

 Portanto temos:



,



   


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MAGNETISMOS E
ELETROMAGNETISMO
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO

O magnetismo é a denominação dada aos


estudos dos fenômenos relacionados com as
propriedades dos imãs.

O imã natural é um minério de ferro chamado


magnetita. Esse material possui a propriedade
de atrair ferro, sendo que essa força de
atração surge devido ao campo magnético que
ele cria em seu redor
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO

O imã possui dois polos inseparáveis,


denominados norte (N) e sul (S), devido a
relação com o polo magnético terrestre.

O campo magnético e representado por


intermédio de linhas de campo orientadas no
sentido do polo norte para o polo sul.
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO
A força de interação entre os imãs podem ser de atração ou
repulsão.
“Polos magnéticos diferentes de atraem e polos magnéticos iguais
se repelem
ATRAÇÃO REPULSÃO
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO
POLO SUL POLO NORTE
MAGNÉTICO GEOGRÁFICO

POLO NORTE POLO SUL


MAGNÉTICO GEOGRÁFICO
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO
O eletromagnetismo é a área da física que estuda a relação
existente entre magnetismo e eletricidade.
A corrente quando circula um condutor provoca em volta dele um
campo magnético circular com sentido de fluxo magnético dada
pela regra da mão direita
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO
Ao dobrar um fio condutor em forma de espira e fazer com que
percorra nele uma corrente elétrica, o campo magnético criado
será mais forte no centro da espira, pois as linhas de força irão se
concentrar e se somar.

S
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MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO
O indutor ou bobina é um dispositivo
formado por um fio de cobre
esmaltado enrolado em volta de um
núcleo.
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO
Ao passar uma corrente elétrica pelas espiras da bobina, cada
uma delas cria um campo magnético. No interior da bobina as
linhas de campo se somam criando uma concentração de fluxo
magnético, facilitado pelo núcleo devido a sua permeabilidade.

Pelo sentido das linhas


de campo o indutor fica
polarizado.
Paulo V. R. Ferreira

MAGNETISMO E ELETROMAGNETISMO
Os indutores são utilizados para a criação de eletroímãs, motores
e transformadores.
TRANSFORMADOR SOLENOIDE MOTOR
ELÉTRICO
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TRANSFORMADORES
Paulo V. R. Ferreira

TRANSFORMADORES
Os transformadores (Trafo) são elementos essenciais na energia
elétrica.
Graças a eles podemos elevar a tensão para transportamos a
mesma potência com uma corrente mais baixa, reduzindo-se
assim as perdas, bem como abaixamos a tensão para valores
mais seguro para que possa ser utilizada.

Os transformadores são utilizados


apenas em circuitos de corrente
alternada.
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TRANSFORMADORES

Os trafos são utilizados para abaixar os valores de tensão e


corrente.
Eleva a tensão e
abaixa corrente

Abaixa tensão e
eleva corrente
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TRANSFORMADORES
Transformador monofásico
Núcleo de Ferro
Enrolamentos (Primário e Secundário)
Isolamento (entre o núcleo e os enrolamentos)
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TRANSFORMADORES
Alimentando-se a bobina do primário
com corrente alternada (C.A.), esta
produz um campo magnético
alternado (que é composto de linhas
de força).
O núcleo de ferro conduz as linhas de
força (campo magnético),
submetendo a bobina secundária à
ação deste campo.
O campo magnético variável (alternado) induz uma corrente elétrica na
bobina secundária.
Paulo V. R. Ferreira

TRANSFORMADORES
Em um transformador, a tensão é diretamente proporcional ao
número de espiras dos enrolamentos, ou seja, se o número de
espiras aumentar em relação ao enrolamento primário a tensão
também irá aumentar e caso o número de espiras diminua a
tensão irá diminuir.
Paulo V. R. Ferreira

TRANSFORMADORES
Em um transformador, a corrente é inversamente proporcional a
razão de número de espiras e de tensão, ou seja, se a tensão do
secundário aumentar a corrente irá diminuir e se a tensão diminuir
a corrente irá aumentar.
Paulo V. R. Ferreira

TRANSFORMADORES
Relação de transformação de um Trafo ideal

Onde:

tensão elétrica do primário


tensão elétrica do secundário
número de espiras do primário
número de espiras do secundário
corrente elétrica do primário
elétrica do secundário
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CAPACITORES
Paulo V. R. Ferreira

CAPACITORES
São componentes que armazenam carga elétrica em forma de
campo elétrico.
COMPOSIÇÃO

SIMBOLOGIA
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CAPACITORES

Terminais elétricos

FUNCIONAMENTO
Paulo V. R. Ferreira

CAPACITORES
A capacidade de armazenamento do capacitor é denominada
capacitância e simbolizada por C.
A unidade de capacitância é o Farad (F), como os capacitores
possuem capacitâncias muito baixas, normalmente se usam
valores em mili (m) e micro (µ).
Paulo V. R. Ferreira

CAPACITORES
Os capacitores são utilizados para corrigir o fator de potência pois
tem efeito contrário do indutor no circuito, ou seja, diminui a
potência reativa do circuito e não jogue tanta energia fora.

BANCO DE
CAPACITORES
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CAPACITORES
Associação de capacitores

Associação em série
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CAPACITORES
Associação de capacitores

Associação em paralelo
Paulo V. R. Ferreira

CAPACITORES
Na refrigeração e climatização os capacitores são usados nas
partidas de compressores.
Além de corrigir o fator de potência os capacitores aumentam o
torque do compressor.
Na refrigeração e climatização existem dois tipos de capacitores

CAPACITOR DE FASE CAPACITOR DE PARTIDA


OU PERMANENTE OU ELETROLÍTICO
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CAPACITORES
Os capacitores de fase funcionam todo o tempo de funcionamento
do compressor, são de carcaça metálica ou plástica de cor clara e
possuem pouca capacitância.
Os capacitores de partida funcionam apenas na partida para
aumentar o torque de partida auxiliando o compressor, são de
capa plástica preta e possuem alta capacitância
Paulo V. R. Ferreira

INSTRUMENTOS DE
MEDIDA ELÉTRICA
Paulo V. R. Ferreira

INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA

Na eletricidade, existem diversos instrumentos de medida, cada


qual medindo uma grandeza elétrica. Geralmente os instrumentos
não são comprados separadamente, constituindo um instrumento
único denominado multímetro.
Os multímetros possuem vários modelos e características
diferentes, a quantidade de instrumentos que um multímetro pode
possuir apenas interfere no seu preço final, quanto mais
instrumentos mais caro o multímetro será.
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


MULTÍMETRO ANALÓGICO
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


MULTÍMETRO DIGITAL
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


ALICATE AMPERÍMETRO ANALÓGICO
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


ALICATE AMPERÍMETRO ANALÓGICO
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA

Alicate para medição


de corrente elétrica
PONTAS DE PROVA
Preta (negativo)
Vermelha (positiva)

Encaixe das pontas


de prova
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Ponta para contato


elétrico Ponta para
terminal do
multímetro
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


Encaixe ponta de
prova preta
(Comum – COM)
Encaixe ponta de
Encaixe ponta de prova vermelha
prova vermelha para medir tensão
para medir elétrica (VOLT)
Frequência,
resistência,
Capacitância
(HzΩF)
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA

VOLTÍMETRO

Instrumento de medida de tensão elétrica

Identificação:
Tensão elétrica em corrente contínua
VDC ou DCV ou VCC ou V
Tensão elétrica em corrente alternada
VAC ou ACV ou VCA ou V~
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


Paulo V. R. Ferreira

INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


VOLTÍMETRO

Utilizado em paralelo com o circuito por


intermédio das pontas de prova.

As escalas de tensão funcionam por limite


de valor de leitura, portanto observe a
seleção e não ultrapasse o valor da
escala, caso não seja conhecido o valor a
ser medido, sempre comece do valor de
escala maior para o menor.
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA

AMPERÍMETRO

Instrumento de medida de corrente elétrica

Identificação:
Corrente elétrica em corrente contínua
DCA ou ADC ou ACC ou A
Corrente elétrica em corrente alternada
ACA ou A~
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


AMPERÍMETRO

Utilizado em série com o circuito por


intermédio das pontas de prova no caso de
corrente contínua e por intermédio do alicate
no caso de corrente alternada.

As escalas de corrente funcionam por limite


de valor de leitura, portanto observe a
seleção e não ultrapasse o valor da escala,
caso não seja conhecido o valor a ser
medido, sempre comece do valor de escala
maior para o menor.
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA

OHMÍMETRO

Instrumento de medida de resistência elétrica

Identificação:
OHM ou Ω

Função continuidade
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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


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INSTRUMENTOS DE MEDIDA ELÉTRICA


OHMÍMETRO

Utilizado em paralelo com o circuito


DESENERGIZADO, por intermédio das
pontas de prova.

As escalas de resistência funcionam por


limite de valor de leitura, portanto observe
a seleção e não ultrapasse o valor da
escala, caso não seja conhecido o valor a
ser medido, sempre comece do valor de
escala maior para o menor.