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ESPAÇO

CONFINADO

Autor: Frederico de Azevedo Maia


ESPAÇO
CONFINADO
Este é um material de uso restrito aos empregados da PETROBRAS que atuam no E&P.
É terminantemente proibida a utilização do mesmo por prestadores de serviço ou fora
do ambiente PETROBRAS.

Este material foi classificado como INFORMAÇÃO RESERVADA e deve possuir o


tratamento especial descrito na norma corporativa PB-PO-0V4-00005“TRATAMENTO DE
INFORMAÇÕES RESERVADAS".

Órgão gestor: E&P-CORP/RH


ESPAÇO
CONFINADO

Autor: Frederico de Azevedo Maia

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

• Reconhecer um espaço confinado, seus perigos e os


riscos inerentes;
• Identificar as medidas adotadas para controlar os
riscos relativos ao espaço confinado;
• Compreender a importância do processo de Permissão
para Trabalho (PT) e identificar suas respectivas fases.
Programa Alta Competência

Este material é o resultado do trabalho conjunto de muitos técnicos


da área de Exploração & Produção da Petrobras. Ele se estende para
além dessas páginas, uma vez que traduz, de forma estruturada, a
experiência de anos de dedicação e aprendizado no exercício das
atividades profissionais na Companhia.

É com tal experiência, refletida nas competências do seu corpo de


empregados, que a Petrobras conta para enfrentar os crescentes
desafios com os quais ela se depara no Brasil e no mundo.

Nesse contexto, o E&P criou o Programa Alta Competência, visando


prover os meios para adequar quantitativa e qualitativamente a força
de trabalho às estratégias do negócio E&P.

Realizado em diferentes fases, o Alta Competência tem como premissa


a participação ativa dos técnicos na estruturação e detalhamento das
competências necessárias para explorar e produzir energia.

O objetivo deste material é contribuir para a disseminação das


competências, de modo a facilitar a formação de novos empregados
e a reciclagem de antigos.

Trabalhar com o bem mais precioso que temos – as pessoas – é algo


que exige sabedoria e dedicação. Este material é um suporte para
esse rico processo, que se concretiza no envolvimento de todos os
que têm contribuído para tornar a Petrobras a empresa mundial de
sucesso que ela é.

Programa Alta Competência


Como utilizar esta apostila

Esta seção tem o objetivo de apresentar como esta apostila


está organizada e assim facilitar seu uso.

No início deste material é apresentado o objetivo geral, o qual


representa as metas de aprendizagem a serem atingidas.

ATERRAMENTO
DE SEGURANÇA

Autor

Ao final desse estudo, o treinando poderá:

Objetivo Geral
• Identificar procedimentos adequados ao aterramento
e à manutenção da segurança nas instalações elétricas;
• Reconhecer os riscos de acidentes relacionados ao
aterramento de segurança;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de
aterramento de segurança e sua aplicabilidade nas
instalações elétricas.
O material está dividido em capítulos.

No início de cada capítulo são apresentados os objetivos


específicos de aprendizagem, que devem ser utilizados como
orientadores ao longo do estudo.

48

Capítulo 1

Riscos elétricos
e o aterramento
de segurança

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

Objetivo Específico
• Estabelecer a relação entre aterramento de segurança e
riscos elétricos;
• Reconhecer os tipos de riscos elétricos decorrentes do uso de
equipamentos e sistemas elétricos;
• Relacionar os principais tipos de sistemas de aterramento de
segurança e sua aplicabilidade nas instalações elétricas.

No final de cada capítulo encontram-se os exercícios, que


visam avaliar o alcance dos objetivos de aprendizagem.

Os gabaritos dos exercícios estão nas últimas páginas do


capítulo em questão.

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

mo está relacionada a 1.6. Bibliografi a Exercícios


1.4. 1.7. Gabarito
CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
1) Que relação podemos estabelecer entre
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
riscos elétricos e
Elétrica, 2007. aterramento de segurança? O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
_______________________________________________________________
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade. 2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
_______________________________________________________________
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
Norma Petrobras N-2222. 2) Apresentamos,
Projeto de aterramentoa de
seguir, trechos
segurança de Normas Técnicas que
em unidades
marítimas. Comissão de abordam os cuidados
Normas Técnicas e critérios relacionados a riscos elétricos.
- CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato

Correlacione-os aos tipos de riscos, marcando A ou B, conforme, (B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
o caso: executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.”
e do tipo de
A) Risco Proteção
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. de incêndio e explosão
de estruturas B) Risco
contra descargas de contato (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
es durante toda atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento
na maioria das ( ) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de
mantê-los sob projetadas e executadas de modo que seja possível operação.”
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http://
is, materiais ou 24 prevenir, por meios seguros,
www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> os perigos de choque
- Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25
14 mar. 2008. elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
21 à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de
( ) of Lightining
NFPA 780. Standard for the Installation “Nas instalações elétricas
Protection Systems. de
áreas classificadas
National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
a maior fonte Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”
(...) devem ser adotados dispositivos de proteção,
sária, além das como alarme e seccionamento automático para
Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados
ole, a obediência br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai.sobretensões,
prevenir 2008. sobrecorrentes, falhas de
à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.”

Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas


nça. isolamento, aquecimentos ou outras condições
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acessoanormais de operação.”
em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir:

( ) “Nas partes das instalações


Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fi elétricas
sob tensão, (...)
sica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.
durante os trabalhos de reparação, ou sempre que for
julgado necessário à segurança, devem ser colocadas (F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer
placas de aviso, inscrições de advertência, bandeirolas riscos de choques elétricos.

e demais meios de sinalização que chamem a atenção (V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um
equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
quanto ao risco.” houver falha no isolamento desse equipamento.
( ) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e (V) Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um
sistemas destinados à aplicação em instalações elétricas “fio terra”.
3. Problemas operacionais, riscos e
cuidados com aterramento de segurança

T
odas as Unidades de Exploração e Produção possuem um plano
de manutenção preventiva de equipamentos elétricos (motores,
geradores, painéis elétricos, transformadores e outros).

A cada intervenção nestes equipamentos e dispositivos, os


Para a clara compreensão dos termos técnicos, as suas
mantenedores avaliam a necessidade ou não da realização de inspeção
definos
nições
sistemasestão disponíveis
de aterramento envolvidosno glossário.
nestes equipamentos.Ao longo dos
textos do capítulo, esses termos podem ser facilmente
Para que o aterramento de segurança possa cumprir corretamente o
identifi cados, pois estão em destaque.
seu papel, precisa ser bem projetado e construído. Além disso, deve
ser mantido em perfeitas condições de funcionamento.

Nesse processo, o operador tem importante papel, pois, ao interagir 49


diariamente com os equipamentos elétricos, pode detectar
imediatamente alguns tipos de anormalidades, antecipando
problemas e, principalmente, diminuindo os riscos de choque elétrico
por contato indireto e de incêndio e explosão.

3.1. Problemas operacionais

Os principais problemas operacionais verificados em qualquer tipo


de aterramento são:

• Falta de continuidade; e
• Elevada resistência elétrica de contato.

É importante lembrar que Norma Petrobras N-2222 define o valor


de 1Ohm, medido com multímetro DC (ohmímetro), como o máximo
admissível para resistência de contato.

Alta Competência Capítulo 3. Problemas operaciona

3.4. Glossário 3.5. Bibliografia

Choque elétrico – conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos, que se CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIAN
manifesta no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por uma elétricos - inspeção e medição da re
corrente elétrica. Elétrica, 2007.

Ohm – unidade de medida padronizada pelo SI para medir a resistência elétrica. COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos
– Curso técnico de segurança do trab
Ohmímetro – instrumento que mede a resistência elétrica em Ohm.
NFPA 780. Standard for the Installation
Fire Protection Association, 2004.

Norma Petrobras N-2222. Projeto de


marítimas. Comissão de Normas Técn

Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instala


Brasileira de Normas Técnicas, 2005.

Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Pr


56 atmosféricas. Associação Brasileira d

Norma Regulamentadora NR-10. Seg


eletricidade. Ministério do Trabalho
www.mte.gov.br/legislacao/normas_
em: 14 mar. 2008.
86
87
88
89
90
91
92
93
94
95
96
98
100
102

Caso sinta necessidade de saber de onde foram retirados os 104


105

insumos para o desenvolvimento do conteúdo desta apostila, 106


108

ou tenha interesse em se aprofundar em determinados temas, 110


112

basta consultar a Bibliografia ao final de cada capítulo. 114


115

Alta Competência Capítulo 1. Riscos elétricos e o aterramento de segurança

1.6. Bibliografia 1.7. Gabarito NÍVEL DE RUÍDO DB (A)

CARDOSO ALVES, Paulo Alberto e VIANA, Ronaldo Sá. Aterramento de sistemas 1) Que relação podemos estabelecer entre riscos elétricos e aterramento de segurança?
85
elétricos - inspeção e medição da resistência de aterramento. UN-BC/ST/EMI –
Elétrica, 2007. O aterramento de segurança é uma das formas de minimizar os riscos decorrentes 86
do uso de equipamentos e sistemas elétricos.
COELHO FILHO, Roberto Ferreira. Riscos em instalações e serviços com eletricidade.
87
2) Apresentamos, a seguir, trechos de Normas Técnicas que abordam os cuidados
Curso técnico de segurança do trabalho, 2005. e critérios relacionados a riscos elétricos. Correlacione-os aos tipos de riscos,
marcando A ou B, conforme, o caso:
88
Norma Petrobras N-2222. Projeto de aterramento de segurança em unidades
marítimas. Comissão de Normas Técnicas - CONTEC, 2005. A) Risco de incêndio e explosão B) Risco de contato 89
Norma Brasileira ABNT NBR-5410. Instalações elétricas de baixa tensão. Associação
(B) “Todas as partes das instalações elétricas devem ser projetadas e 90
executadas de modo que seja possível prevenir, por meios seguros, os
Brasileira de Normas Técnicas, 2005.
perigos de choque elétrico e todos os outros tipos de acidentes.” 91
Norma Brasileira ABNT NBR-5419. Proteção de estruturas contra descargas (A) “Nas instalações elétricas de áreas classificadas (...) devem ser
atmosféricas. Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2005. adotados dispositivos de proteção, como alarme e seccionamento 92
automático para prevenir sobretensões, sobrecorrentes, falhas
Norma Regulamentadora NR-10. Segurança em instalações e serviços em de isolamento, aquecimentos ou outras condições anormais de 93
eletricidade. Ministério do Trabalho e Emprego, 2004. Disponível em: <http:// operação.”
24 www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_10.pdf> - Acesso em: (B) “Nas partes das instalações elétricas sob tensão, (...) durante os 25 94
14 mar. 2008. trabalhos de reparação, ou sempre que for julgado necessário
à segurança, devem ser colocadas placas de aviso, inscrições de 95
NFPA 780. Standard for the Installation of Lightining Protection Systems. National advertência, bandeirolas e demais meios de sinalização que chamem
96
Ao longo de todo o material, caixas de destaque estão
Fire Protection Association, 2004. a atenção quanto ao risco.”

Manuais de Cardiologia. Disponível em: <http://www.manuaisdecardiologia.med. (A) “Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados 98
br/Arritmia/Fibrilacaoatrial.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. à aplicação em instalações elétricas (...) devem ser avaliados quanto à
sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação.” 100
presentes. Cada uma delas tem objetivos distintos.
Mundo Educação. Disponível em: <http://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/
parada-cardiorespiratoria.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. 3) Marque V para verdadeiro e F para falso nas alternativas a seguir: 102
Mundo Ciência. Disponível em: <http://www.mundociencia.com.br/fisica/eletricidade/ (V) O contato direto ocorre quando a pessoa toca as partes 104
choque.htm> - Acesso em: 20 mai. 2008. normalmente energizadas da instalação elétrica.

(F) Apenas as partes energizadas de um equipamento podem oferecer


105
riscos de choques elétricos.
106
(V) Se uma pessoa tocar a parte metálica, não energizada, de um

A caixa “Você Sabia” traz curiosidades a respeito do conteúdo (V)


equipamento não aterrado, poderá receber uma descarga elétrica, se
houver falha no isolamento desse equipamento.

Em um choque elétrico, o corpo da pessoa pode atuar como um


108
110

abordado Alta
deCompetência
um determinado item do capítulo. 112
“fio terra”.

(F) A queimadura é o principal efeito fisiológico associado à passagem


da corrente elétrica pelo corpo humano. 114 Capítulo 1. Riscos elét
115

Trazendo este conhecimento para a realid


observar alguns pontos que garantirão o
incêndio e explosão nos níveis definidos pela
É atribuído a Tales de Mileto (624 - 556 a.C.) a durante o projeto da instalação, como por ex
primeira observação de um fenômeno relacionado
com a eletricidade estática. Ele teria esfregado um • A escolha do tipo de aterramento fu
fragmento de âmbar com um tecido seco e obtido ao ambiente;
um comportamento inusitado – o âmbar era capaz de
atrair pequenos pedaços de palha. O âmbar é o nome • A seleção dos dispositivos de proteção
dado à resina produzida por pinheiros que protege a
árvore de agressões externas. Após sofrer um processo
• A correta manutenção do sistema elét
semelhante à fossilização, ela se torna um material
duro e resistente.

O aterramento funcional do sist

14
?
Os riscos VOCÊ
elétricosSABIA?
de uma instalação são divididos em dois grupos principais:

Uma das principais substâncias removidas em poços de


como função permitir o funcion
e eficiente dos dispositivos de pro
sensibilização dos relés de proteçã

MÁXIMA EXPOSIÇÃO
“Importante” é um lembrete
petróleo pelo pig de limpeza é adas
parafina. questões
Devido às
baixas temperaturas do oceano, a parafina se acumula
essenciais do uma circulação de corrente para a
por anormalidades no sistema elétr
DIÁRIA PERMISSÍVEL
8 horas conteúdo tratadovirno capítulo.
nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
Observe no diagrama a seguir os principais ris
5 horas
à ocorrência de incêndio e explosão:
4 horas e 30 minutos
4 horas 1.1. Riscos de incêndio e explosão
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas Podemos definir os riscos de incêndio e explosão da seguinte forma:
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
Situações associadas à presença de sobretensões, sobrecorrentes,
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
fogo no ambiente elétrico e possibilidade de ignição de atmosfera
1 hora e 45 minutos
potencialmente explosiva por descarga descontrolada de
1 hora e 15 minutos
eletricidade estática.
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos Os riscos de incêndio e explosão estão presentes em qualquer
30 minutos instalaçãoÉ e muito
seu descontrole se traduz
importante que principalmente
você conheça em os
danos
25 minutos pessoais, procedimentos específicosoperacional.
materiais e de continuidade para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
• Lançadores e recebedores deverão ter suas
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos
4 horas
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas
2 horas e 40 minutos É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos
30 minutos Já a caixa de destaque
É muito “Resumindo”
importante que você conheçaé uma os versão compacta
procedimentos específicos para passagem de pig
25 minutos
20 minutos dos principais pontos
em poços abordados no capítulo.
na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais

? VOCÊ SABIA?
• Antes do carregamento do pig, inspecione o
interior do lançador;
Uma das principais substâncias removidas em poços de
• Apóspelo
petróleo a retirada
pig dede um pig, inspecione
limpeza internamente
é a parafina. Devido às
MÁXIMA EXPOSIÇÃO o recebedor
baixas de pigs;
temperaturas do oceano, a parafina se acumula
DIÁRIA PERMISSÍVEL nas paredes da tubulação. Com o tempo, a massa pode
8 horas • Lançadores e recebedores deverão ter suas
vir a bloquear o fluxo de óleo, em um processo similar
7 horas ao da arteriosclerose.
6 horas
5 horas
4 horas e 30 minutos

Em “Atenção” estão destacadas as informações que não


4 horas
3 horas e 30 minutos
ImpOrtAnte!
3 horas
2 horas e 40 minutos devem ser esquecidas.
É muito importante que você conheça os tipos de pig
2 horas e 15 minutos de limpeza e de pig instrumentado mais utilizados na
2 horas sua Unidade. Informe-se junto a ela!
1 hora e 45 minutos
1 hora e 15 minutos
1 hora
45 minutos AtenÇÃO
35 minutos
30 minutos É muito importante que você conheça os
25 minutos procedimentos específicos para passagem de pig
20 minutos em poços na sua Unidade. Informe-se e saiba
15 minutos quais são eles.
10 minutos
tricos e o aterramento de segurança
8 minutos
7 minutos
reSUmInDO...

Recomendações gerais
dade do E&P, podemos
controle dos riscos de
Todos os recursos• Antes
didáticos presentes nesta apostila têm
do carregamento do pig, inspecione o
as normas de segurança
xemplo:
como objetivo facilitar o aprendizado de seu conteúdo.
interior do lançador;
• Após a retirada de um pig, inspecione internamente
o recebedor de pigs;
uncional mais adequado
• Lançadores e recebedores deverão ter suas

o e controle;
Aproveite este material para o seu desenvolvimento profissional!

trico.

tema elétrico tem


namento confiável
oteção, através da
15
ão, quando existe
a terra, provocada
rico.

scos elétricos associados


Sumário
Introdução 15

Capítulo 1 - Espaço confinado


Objetivos 17
1. Espaço confinado 19
1.1. Tipos de espaço confinado 21
1.1.1. Lista de identificação 22
1.1.2. Controle de riscos 23
1.2. Gestão de espaços confinados 23
1.2.1. Reconhecimento 23
1.2.2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos
do espaço confinado 24
1.2.3. Entrada e execução do trabalho no espaço confinado 24
1.3. Exercícios 26
1.4. Glossário 27
1.5. Bibliografia 28
1.6. Gabarito 29

Capítulo 2 - Identificação dos perigos, avaliação e controle


dos riscos do espaço confinado
Objetivos 31
2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos
do espaço confinado 33
2.1. Identificação dos perigos 33
2.2. Avaliação e controle de riscos 35
2.2.1. Densidade 37
2.2.2. Ponto de fulgor 38
2.2.3. Ponto de ignição 39
2.2.4. Ponto de auto-ignição 39
2.2.5. Limite de inflamabilidade 39
2.3. Controle dos riscos 40
2.3.1. Isolamento 41
2.3.2. Limpeza 43
2.3.3. Abertura 43
2.3.4. Ventilação 44
2.3.5. Monitoramento 47
2.3.6. Execução 48
2.3.7. Resposta de emergência (resgate) 49
2.4. Exercícios 50
2.5. Glossário 53
2.6. Bibliografia 54
2.7. Gabarito 55

Capítulo 3 - Permissão para Trabalho (PT)


Objetivos 57
3. Permissão para Trabalho (PT) 59
3.1. Priorização do trabalho 60
3.2. Planejamento do trabalho 60
3.3. Validade da Permissão para Trabalho (PT) 64
3.4. Execução do trabalho 64
3.5. Cancelamento da Permissão para Trabalho (PT) 65
3.6. Término do trabalho e encerramento da
Permissão para Trabalho (PT) 65
3.7. Exercícios 67
3.8. Glossário 69
3.9. Bibliografia 70
3.10. Gabarito 71
Introdução

T
odo trabalho tem perigos associados. Quando o trabalho é
executado em espaço confinado esses perigos aumentam
consideravelmente, porque esse tipo de lugar agrega, no
mínimo, perigos relativos ao próprio ambiente em si, aos cuidados
com a atmosfera onde o serviço será realizado, às dificuldades para
abandono da área e à prestação de socorro às equipes, entre outros.

Atualmente, um dos grandes problemas das áreas ou espaços


confinados é que poucas pessoas sabem identificá-los. Para alguns,
ou para a maioria dos trabalhadores, o local de trabalho não implica
qualquer diferenciação.
15
Embora os espaços confinados tenham riscos potenciais, é possível
que não sejam identificados e nem percebidos face às características
relativas exclusivamente ao espaço confinado. Alguns perigos, por
serem entendidos de maneira errônea, fazem com que as medidas
para controle de seus riscos sejam ineficazes.

RESERVADO
RESERVADO
Capítulo 1
Espaço
confinado

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Conceituar espaço confinado;


• Identificar os tipos de espaço confinado e as etapas que
compreendem o programa de gestão do espaço confinado.

RESERVADO
Alta Competência

18

RESERVADO
Capítulo 1. Espaço confinado

1. Espaço confinado

T
odo espaço não-projetado para ocupação humana que
normalmente possui meios restritos de acesso, apresentando
ventilação insuficiente para neutralizar atmosferas nocivas,
presença de contaminantes perigosos que possam existir ou se
desenvolver durante a execução do trabalho, ou dificuldades para
abandono do local, são condições básicas para caracterizar um
espaço confinado.

Outras situações, apresentadas a seguir, podem agregar perigos


adicionais relativos, exclusivamente, aos espaços confinados:

• Espaço restrito com dificuldade para locomoção ou escape;

• Obstáculos móveis ou estáticos perigosos; 19

• Piso irregular e/ou escorregadio;

• Risco de alagamento, desmoronamento ou redução súbita


de espaço;

• Risco elétrico;

• Riscos biológicos;

• Trabalho em altura.

ATENÇÃO

Tão logo o ambiente seja identificado como


espaço confinado, o mesmo deverá ser sinalizado
conforme estabelecido na NR-33 (Segurança e
saúde nos trabalhos em espaços confinados).

RESERVADO
Alta Competência

Alguns documentos de referência devem ser consultados para


mais informações:

Norma Descrição Onde encontrar


Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e
que estabelece diretrizes Emprego (MTE)
de ordem administrativa, Disponível em:
de planejamento e de <http://www.mte.gov.br>
organização, que objetivam a
NR-18 - Condições e implementação de medidas
meio ambiente
de controle e sistemas
preventivos de segurança
nos processos, nas condições
e no meio ambiente de
trabalho na indústria.
Esse item, que consta da Ministério do Trabalho e
Norma NR-18, foca os Emprego (MTE)
locais confinados. É possível Disponível em:
20 encontrar medidas que <http://www.mte.gov.br>
NR-18.20 – Locais
deverão ser adotadas nas
confinados
atividades que exponham
os trabalhadores a riscos de
asfixia, explosão, intoxicação
e doenças do trabalho.
Norma Regulamentadora Ministério do Trabalho e
que tem como objetivo Emprego (MTE)
estabelecer os requisitos Disponível em:
mínimos para identificação <http://www.mte.gov.br>
de espaços confinados
e o reconhecimento, a
NR-33 - Segurança e
avaliação, o monitoramento
saúde nos trabalhos
e o controle dos riscos
em espaços confinados
existentes, de forma a
garantir, permanentemente,
a segurança e a saúde dos
trabalhadores que interagem
direta, ou indiretamente,
nesses espaços.
Norma Brasileira (ABNT) Pesquisa de Normas
NBR-14787 – Espaço que estabelece os requisitos Técnicas Petrobras
confinado – prevenção mínimos para proteção dos (NORTEC) Disponível na
de acidentes, trabalhadores e do local de rede Petrobras em:
procedimentos e trabalho contra os riscos <http://nortec.engenharia.
medidas de proteção de entrada e trabalho em petrobras.com>
espaços confinados.

RESERVADO
Capítulo 1. Espaço confinado

Norma Descrição Onde encontrar


Norma Petrobras que fixa as Pesquisa de Normas
condições mínimas de segu- Técnicas Petrobras
rança, meio ambiente e saúde (NORTEC) Disponível na
a serem observadas na entrada rede Petrobras em: <http://
N-2637 – Segurança e conseqüente permanência de nortecengenharia.petrobras.
no trabalho em espaço pessoas em espaço confinado, com.br>
confinado seja para construção e monta-
gem de novos equipamentos, in-
speção ou execução de serviços,
contendo requisitos técnicos e
práticas recomendadas.

1.1. Tipos de espaço confinado

Para a avaliação dos espaços e identificação dos que são confinados,


devemos levar em consideração as características relativas
exclusivamente aos espaços confinados. 21

Alguns exemplos de espaços confinados são apresentados a seguir:

• Tubulações cujo diâmetro seja menor do que o comprimento;

• Tanques, torres ou vasos;

• Valas e escavações;

• Ambientes que permitam o engolfamento.

Podem ser excluídos desta identificação alguns ambientes que, embora


não possuam ocupação permanente, foram projetados com acessos
adequados, ventilação e monitoramento da presença de pessoas.

Cada espaço confinado possui característica própria, mas alguns casos


podem ser agrupados por tipo de perigo existente.

A identificação dos perigos existentes nos equipamentos e ferramentas


utilizados para a adequada execução do trabalho no interior do espaço
confinado é outro ponto importante que deve ser contemplado no
processo de identificação dos perigos e controles dos riscos.

RESERVADO
Alta Competência

Alguns espaços confinados incorporam grandes dificuldades para


resgate de acidentados durante a execução do trabalho. Para esses casos,
devem ser estabelecidos os recursos adequados para que, se acontecer
um acidente, o acidentado possa ser socorrido adequadamente.

Conclui-se que uma correta identificação dos perigos e o controle dos riscos
associados podem garantir a execução do trabalho em espaço confinado
com segurança, tornando desnecessário qualquer caso de resgate.

Uma vez identificado o espaço confinado, este deverá ser registrado,


elaborada a identificação dos seus perigos e o controle dos riscos
associados, lembrando que o risco está vinculado aos perigos relativos
exclusivamente ao espaço confinado.

ATENÇÃO

22 Perigo – O que é identificado como potencial.

Risco – O que é controlado através de ações.

Lembrando que cada perigo pode possuir diversos


riscos associados.

1.1.1. Lista de identificação

A legislação vigente exige que todos os espaços confinados


identificados sejam listados e que estas listas estejam disponíveis, em
papel ou meio eletrônico, para consulta.

A seguir, apresentamos uma sugestão de lista de identificação de


espaços confinados:

RESERVADO
Capítulo 1. Espaço confinado

1.1.2. Controle de riscos

Para a identificação dos riscos de cada espaço confinado, sugerimos


uma planilha de APR (Análise Preliminar de Risco) indexada por
fase de execução, que facilita a identificação dos perigos e o
estabelecimento das medidas de controle dos riscos associados a cada
fase do trabalho.

1.2. Gestão de espaços confinados

O processo de execução segura de trabalho em espaços confinados


deve considerar todas as etapas para identificação dos perigos
existentes e controle dos riscos associados. Esse processo é chamado
de gestão de espaços confinados.

O programa para gestão de espaços confinados deve compreender as


etapas apresentadas a seguir: 23

1.2.1. Reconhecimento

Reconhecimento dos espaços confinados existentes, cadastrando-os,


identificando seus perigos e sinalizando-os.

Essa etapa garante o entendimento dos operadores de que todo


local de realização de trabalho sinalizado como espaço confinado
deve, obrigatoriamente, estar submetido ao processo de emissão
da PT (Permissão de Trabalho) antes da abertura, da entrada e da
realização do trabalho.

O processo estabelecido na NR-33 (Norma de segurança e saúde


nos trabalhos em espaços confinados) como PET (Permissão de
Entrada de Trabalho) é contemplado pelo processo de emissão de
PT (Permissão para Trabalho) estabelecido pela Petrobras na norma
N-2162 (Permissão para trabalho).

RESERVADO
Alta Competência

PERIGO CUIDADO
ÁREA CONFINADA
ÁREA CONFINADA
SIGA OS PROCEDIMENTOS
SOMENTE PESSOAL DE SEGURANÇA ANTES
AUTORIZADO DE ENTRAR

Placas de sinalização para espaço confinado

1.2.2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do


espaço confinado

• Metodologia de identificação;
24
• Isolamento;

• Limpeza;

• Abertura;

• Ventilação;

• Monitoramento;

• Execução;

• Resgate ou resposta de emergência (casos excepcionais).

RESERVADO
Capítulo 1. Espaço confinado

1.2.3. Entrada e execução do trabalho no espaço confinado

• Execução da Análise Preliminar de Risco (APR);

• Utilização e aplicação de recursos definidos na APR:

• Capacitação;

• Responsabilidades;

• Equipamentos e ferramentas.

RESUMINDO...

Com o objetivo de preservar a segurança durante


a execução de serviços em espaços confinados, é
25
importante a identificação de acordo com suas
características e, a partir disso, a identificação dos
perigos relacionados. Ambas as identificações visam
definir as medidas de controle dos riscos associados
a serem tomados, de modo a assegurar a execução
dos trabalhos com segurança. Essas medidas deverão
estar registradas no documento da PT (Permissão para
Trabalho) e disponíveis para treinamento e consulta
pelas equipes envolvidas.

RESERVADO
Alta Competência

1.3. Exercícios

1) Conceitue espaço confinado:

_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________

2) Indique as alternativas que apresentam tipos de espaços confinados:

( ) Tanques, valas e escavações.


( ) Elevadores e passarelas.
( ) Colunas de plataformas de petróleo, tubulações.
( ) Caixas subterrâneas para válvulas.
( ) Torres ou vasos.

26
3) Indique as etapas do programa de gestão de espaços confinados
marcando um X nas alternativas a seguir:

( ) Reconhecimento.
( ) Trabalho em espaço confinado.
( ) Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos
do espaço confinado.
( ) Medidas de controle.
( ) Entrada e execução do trabalho no espaço confinado.

RESERVADO
Capítulo 1. Espaço confinado

1.4. Glossário
APR - Análise Preliminar de Risco.

Engolfamento - aterrado, envolvimento completo do empregado pelo material


(água, terra, entre outros).

Indexada - correlacionada, juntada, anexada.

PET - Permissão de Entrada de Trabalho.

PT - Permissão para Trabalho.

27

RESERVADO
Alta Competência

1.5. Bibliografia
Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Espaço confinado
- prevenção de acidentes, procedimentos e medidas de proteção, NBR-
14787. Rio de Janeiro, 2001.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Condições e Meio Ambiente de


Trabalho na Indústria da Construção, Norma Regulamentadora NR 18. Rio de
Janeiro, 2006.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Segurança e saúde nos trabalhos


em espaços confinados, Norma Regulamentadora NR 33. Rio de Janeiro, 2006.

PETROBRAS - Petróleo Brasileiro S.A. Segurança no Trabalho em Espaço Confinado,


N-2637. Disponível em: <http://nortec.engenharia.petrobras.com.br/>. Acesso
em: jun 2008.

28

RESERVADO
Capítulo 1. Espaço confinado

1.6. Gabarito
1) Defina espaço confinado:

É qualquer área não projetada para ocupação humana contínua e que possua
meios limitados de entrada e saída.

2) Indique as alternativas que apresentam tipos de espaços confinados:

( X ) Tanques, valas e escavações.


( ) Elevadores e passarelas.
( X ) Colunas de plataformas de petróleo, tubulações.
( X ) Caixas subterrâneas para válvulas.
( X ) Torres ou vasos.

3) Indique as etapas do programa de gestão de espaços confinados marcando um


X nas alternativas a seguir:

(X) Reconhecimento.
( ) Trabalho em espaço confinado.
(X) Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado. 29
( ) Medidas de controle.
(X) Entrada e execução do trabalho no espaço confinado.

RESERVADO
RESERVADO
Capítulo 2
Identificação dos
perigos, avaliação
e controle dos
riscos do espaço
confinado

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar os tipos de perigo e os riscos inerentes ao


espaço confinado;
• Avaliar e identificar medidas de controle de riscos
inerentes ao espaço confinado.

RESERVADO
Alta Competência

32

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

2. Identificação dos perigos,


avaliação e controle dos riscos
do espaço confinado

A
ntes do início de qualquer trabalho em espaço confinado,
os perigos deverão ser identificados e as sistemáticas para
controle e redução dos riscos associados estabelecidas.

A sistemática de identificação dos riscos referentes aos espaços


confinados a ser estabelecida durante a fase de identificação deverá
utilizar-se da ferramenta de análise de riscos, denominada Análise
Preliminar de Risco (APR).

As ações de controle de riscos decorrentes da aplicação da APR


33
(Análise Preliminar de Risco) devem ser inseridas na Permissão para
Trabalho (PT) através da emissão de Recomendações Adicionais
de Segurança (RAS) que compõe o processo de permissão de
trabalho. Nestas recomendações deve haver a verificação e, quando
aplicável, o acréscimo das medidas complementares de redução de
riscos não identificadas na análise de risco. O especialista em SMS
(Segurança, Meio Ambiente e Saúde) deve focar nos tópicos de riscos
específicos do espaço confinado, tais como ventilação, proteção
respiratória, abandono e, quando necessário, a equipe de resgate.
Esta abordagem específica da RAS é obrigatória devido à exigência
da NR-33 (Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados)
de que a permissão para execução do trabalho deve ser abrangente,
envolvendo os controles dos riscos para a entrada e execução do
trabalho no ambiente confinado.

2.1. Identificação dos perigos

Os principais perigos vinculados ao uso do espaço confinado como


ambiente de trabalho, devem ser considerados, no mínimo:

RESERVADO
Alta Competência

Condições de acesso Verificar as características do acesso e, a partir delas, as


ao espaço confinado condições de entrada do espaço confinado.

Contaminação do Por haver interligação entre os espaços é possível que as


espaço confinado áreas sejam contaminadas. Para evitar que isso ocorra é
através de suas necessário isolar o espaço confinado de áreas contaminadas,
interligações pressurizadas ou em operação.

Contaminação por Várias substâncias (líquidos, vapores, gases, névoas, materiais


gases tóxicos sólidos e poeiras) são perigosas em espaços confinados.

Uma atmosfera é considerada deficiente de oxigênio quando


sua concentração em volume for inferior a 19,5%, conforme
Deficiência de a NR-6 (Equipamentos de proteção individual) e a NR-
oxigênio 15 (Atividades e operações insalubres). Deve se levar em
consideração que a umidade e a pressão do ar podem alterar
a atmosfera num espaço confinado.
As superfícies úmidas podem impedir o uso de ferramentas
34 elétricas, circuitos ou equipamentos elétricos. Limitação
Eletricidade
de voltagem e atendimento aos requisitos de áreas
classificadas.
São o resultado da evaporação de líquidos inflamáveis,
Incêndio e explosão produtos derivados de reações químicas, atmosferas ricas
em oxigênio ou concentrações de poeiras inflamáveis.
Podem servir como acúmulo de resíduos ou produtos
Obstáculos internos inflamáveis e tóxicos: chicanas, botas, retentores de névoa,
demister, etc.

Podem estar presentes em decorrência do uso de


instrumentos que utilizam fontes radioativas e, em alguns
Radiação ionizante
casos, o próprio resíduo que esteve contido no espaço
confinado pode possuir emanação radioativa.

Superfícies As superfícies úmidas (molhadas) podem reduzir o atrito,


escorregadias prejudicando o uso de equipamentos e provocar quedas.
Ambientes que podem apresentar temperaturas
demasiadamente quentes ou frias impossibilitando o trabalho.
Para esses casos, utilizar proteção adequada tanto para
Temperatura ambientes com elevada ou baixa temperatura.
inadequada Para ambientes aquecidos (elevada temperatura) avaliar a
carga térmica e a jornada de trabalho compatível.
É necessário que para espaços purgados com vapor, os mesmos
retornem à temperatura ambiente para proceder a entrada.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

2.2. Avaliação e controle de riscos

O controle de atmosfera interna do espaço confinado permite o


estabelecimento de medidas de controle para três dos principais
perigos relativos exclusivamente aos espaços confinados.

Esses perigos são:

• Deficiência de oxigênio;

• Concentração de gases inflamáveis;

• Concentração de gases tóxicos.

Para avaliação desses perigos, faz-se necessária a identificação


das concentrações dos agentes nocivos – presentes ou não, no 35
ambiente confinado.

O controle desses perigos pode ser realizado através de duas grandes


famílias de medidas.

A primeira é de caráter coletivo e assegura, através do processo de


ventilação, que as concentrações de oxigênio, inflamáveis e tóxicos
presentes no ambiente confinado são adequadas à manutenção da
saúde do empregado.

A segunda é de caráter individual e garante o isolamento do empregado


em relação ao ambiente confinado, através do uso de equipamentos de
proteção respiratória e contato com a pele. O uso desses equipamentos
é regulamentado pela NR-06 que estabelece os critérios e aplicabilidade
de Equipamento de Proteção Individual (EPI).

RESERVADO
Alta Competência

? VOCÊ SABIA?
Os riscos que envolvem o sistema respiratório são os
de maior gravidade durante a execução de trabalho
em espaço confinado. A presença de gases, vapores
perigosos e a ausência de oxigênio podem significar
um grande perigo à integridade humana. A exata
natureza deste perigo depende dos contaminantes
presentes no espaço confinado.

O estabelecimento do tipo de proteção respiratória a ser adotado é


considerado a partir do tipo e da concentração dos contaminantes
existentes, associados ao regime de trabalho a ser desenvolvido no
interior do espaço confinado.

36 Os trabalhos que exigem grande demanda respiratória podem influenciar


de modo importante na especificação do estabelecimento do tipo de
proteção. Para o estabelecimento do tipo de proteção respiratória de
forma precisa, deve ser considerada ainda a atmosfera IPVS.

Atmosfera IPVS

Uma atmosfera IPVS (Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde)


ou IDHL (Immediately Dangerous to Health and Life) é quando a
concentração de determinada substância nociva atinge um valor
que possa causar lesão grave, desorientação ou morte, caso seja
mantida a exposição do indivíduo acima de 10 (dez) minutos.

As concentrações IPVS, quando não conhecidas, podem ser adotadas


com dez vezes a concentração do Limite de Tolerância (LT). Para
ambientes inflamáveis devem ser considerados IPVS os ambientes
externos onde o limite de 20% do Limite Inferior de Inflamabilidade
(LII) foi atingido e, para ambientes internos, onde o limite de 10%
do LII foi atingido. Também são considerados IPVS os ambientes
cujo teor de oxigênio esteja abaixo dos 19,5% na atmosfera.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

? VOCÊ SABIA?
Os limites dos gases tóxicos em relação ao tempo
são dados pela sigla LT (Limite de Tolerância) na
NR-15 (Atividades e operações insalubres) e TLV
(Threshold Limit Values) através da ACGIH (American
Conference Govermental Industrial Hygienist) ou seja,
valores de concentrações limites que não podem ser
ultrapassadas sem a aplicação de medidas de proteção
aos empregados.
Unidades: partes por milhão - ppm - mg/metro cúbico
– mg/m3
TWA – Exposição identificada no ambiente de trabalho
para um período de 8 horas/dia ponderado pelo
tempo, durante 40 horas/semana.

37
Um fator importante deve ser considerado ao ser estabelecida
a metodologia de identificação da concentração dos gases no
ambiente confinado. Trata-se da densidade, descrita a seguir:

2.2.1. Densidade

Gases mais leves acumulam-se no teto, enquanto os pesados tendem


a se acumular em pontos mais baixos. A medição de gases leves ao
nível do piso, com certeza, irá apresentar valores completamente
diferentes dos obtidos em monitoramento ao nível do teto.

A concentração de oxigênio encontrada em nossa atmosfera


é de 20,9%, em volume. Os limites permissíveis para trabalhos
concentram-se na faixa de 19,5% a 23%, em volume de oxigênio.
Essas concentrações podem ser alteradas considerando o consumo
e a substituição do oxigênio no espaço confinado por outros gases.
O consumo do oxigênio pode ser realizado no funcionamento de
motores a combustão interna, cura de determinadas substâncias,
entre outros. Já a substituição pode ser obtida através de falha
no isolamento do espaço confinado, permitindo que gases não
adequados à respiração tenham acesso ao mesmo.

RESERVADO
Alta Competência

O quadro a seguir apresenta alguns tipos de gases comuns na


indústria do petróleo e suas principais características:

Gás Características
Gás mais leve que o ar, altamente
Acetileno inflamável e instável (pode explodir sem
fonte de ignição); mata por asfixia.
Gás inerte, mais pesado que o ar. Armazenado
Dióxido de carbono de forma liquefeita, podendo produzir baixas
temperaturas. Mata por asfixia.
Gases liberados pelos derivados leves
do petróleo (condensado, LGN, petróleo
Gases de petróleo bruto), inflamável. Possui gradação variada
de densidade, entre leve e pesado, pode
possuir efeito narcótico e mata por asfixia.
Gás liquefeito inflamável, mais pesado que o ar,
altamente refrigerado (- 70º), baixa toxicidade,
GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)
mata por asfixia e pode gerar poças de grande
38 poder refrigerante e vaporizador.
Gás inflamável, extremamente tóxico, de
difícil aplicação de primeiros socorros,
H 2S inibe o olfato acima de 100ppm (parte por
milhão). Morte imediata.
Gás inflamável, mais leve que o ar, de baixa
Metano
toxicidade, mata por asfixia.
Gás mais pesado que o ar, inflamável,
Monóxido de carbono altamente tóxico, inodoro, gerado na
combustão do gás. Morte imediata.
Nitrogênio Gás inerte, mata por asfixia.
Gás oxidante, altera completamente os
Oxigênio intervalos de inflamabilidade dos gases.
Pode intoxicar em elevadas concentrações.

Tratando-se especificamente do perigo relativo à concentração


de gases inflamáveis, deverão ser feitas considerações específicas.
Algumas dessas considerações serão apresentadas a seguir:

2.2.2. Ponto de fulgor

Ponto de fulgor é a menor temperatura em que o processo de combustão


de determinada substância possa ser iniciado através de uma fonte
de calor externa, mas esse processo é interrompido ao ser removida

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

a fonte de calor. Para temperaturas abaixo do ponto de fulgor, os


líquidos não liberam vapores e os sólidos não sublimam vapores em
quantidade possível de entrarem em combustão contínua.

2.2.3. Ponto de ignição

Ponto de ignição é a menor temperatura em que o processo de


combustão de determinada substância possa ser iniciado, através de
uma fonte de calor externa, e esse processo não é interrompido ao
ser removida a fonte de calor.

2.2.4. Ponto de auto-ignição

O ponto de auto-ignição é a temperatura sobre a qual a substância,


independente da presença de fonte de calor, entra em combustão.

39
2.2.5. Limite de inflamabilidade

Os limites que envolvem a inflamabilidade são estabelecidos a partir


da identificação do intervalo de concentração gás/ar onde é possível
a ocorrência da reação de combustão.

Os gases, para entrarem em combustão, devem atender a um intervalo


de concentração com o ar. Esse intervalo permite que o volume de
gás presente no ar esteja adequado para poder inflamar-se.

a) Limite Inferior de Inflamabilidade (LII)

O Limite Inferior de Inflamabilidade (LII) é a mínima concentração


do gás no ar necessária antes deste inflamar ou explodir.

b) Limite Superior de Inflamabilidade (LSI)

O Limite Superior de Inflamabilidade (LSI) é a máxima


concentração de gás no ar, onde o volume de gás é tão elevado
que não permite o mesmo inflamar ou explodir.

RESERVADO
Alta Competência

2.3. Controle dos riscos

Ao serem identificados os perigos associados à entrada no espaço


confinado, o próximo passo é avaliar seus riscos e estabelecer as ações
de controle de forma a reduzi-los.

Como metodologia para identificar os perigos é sugerido que o


processo de entrada no espaço confinado seja subdividido em algumas
etapas e, em cada etapa, são sugeridos alguns dos perigos inerentes.
A seguir, serão apresentadas as principais etapas.

Alguns agentes ambientais nocivos poderão estar presentes no


ambiente do espaço confinado. Como sugestão para identificação
desses agentes será apresentada, a seguir, a tabela que tem o objetivo
de guiar esse processo.

40 Risco Conceito Exemplos


• Ruído e vibração;
• Sistemas mecânicos, hidráulicos
e pneumáticos;
• Eletromagnetismo;
São aqueles vinculados, na grande • Temperaturas extremas;
Físico
maioria, às condições mecânicas. • Umidade;
• Iluminação defeituosa;
• Pressões anormais - falhas no
programa de isolamento.

• Serviço em esgotos;
• Túneis ou locais de transporte
de água contaminada e minas
É gerado através de bactérias,
subterrâneas;
vírus, animais peçonhentos, etc.,
Biológico • Contato ou inalação de névoas
que poderão ser encontrados no
líquidas ou poeira, mordida de
ambiente confinado.
alguns bichos, como ratos e
cobras, e vetores biológicos, como
moscas e mosquitos.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

Risco Conceito Exemplos


• Combustível;
• Solventes Inflamáveis;
É aquele proveniente da exposição • Gases inflamáveis - falha no
aos líquidos, gases ou vapores, sistema de isolamento;
Químicos • Óleos combustíveis;
podendo causar diversas lesões à
saúde. • Sólidos combustíveis;
• Poeiras combustíveis;
• Alimentação contaminada.

• Esforço físico intenso;


• Levantamento e transporte
A falta de adaptação do manual de peso;
equipamento aos limites do • Exigência de postura
Ergonômico corpo humano exige esforço ou inadequada;
posicionamento inadequados, • Imposição de ritmos de trabalho
provocando lesões à saúde humana. excessivos;
• Monotonia e repetitividade.

41

Uma vez identificados esses riscos, seu controle exige ações na


fonte de geração, de nível prioritário e, na sua impossibilidade,
proteção do empregado através do uso do EPI (Equipamento de
Proteção Individual).

2.3.1. Isolamento

É a separação física entre um sistema em operação ou contaminado


e um espaço confinado de modo a permitir a execução do trabalho
seguro no interior deste espaço.

O processo de isolamento do espaço confinado de áreas pressurizadas,


contaminadas ou não adequadas ao trabalho deve ser descrito através
de planos de raqueteamento ou desconexão.

A seguir, apresentamos um modelo de plano de raqueteamento


ou desconexão:

RESERVADO
Alta Competência

PLANO DE RAQUETEAMENTO
Instalação: Sistema: Objetivo: Data:

Raquete Ponto de Instalação Instalação Remoção


Classe de
Classe de N° pressão da
pressão Diametro da Identificação TAG da linha, linha,
da Fig 8 Raquete ou da Fig. 8 válvula, bocal de Temp. do Produto Dia/Hora Dia/Hora
válvula, Fluído Contido Instalação Responsavel Matricula Retirada Responsavel Matricula
ou Fig 8 ou Raquete instalação bocal do
raquete vaso

a) Formas de isolamento

42 Para isolar um espaço confinado poderemos utilizar, entre outros:

• Desconexão com remoção de trecho de linha ou remoção de


válvulas e instalação de flanges cegos em todas as entradas e
saídas do espaço confinado;

• Instalação de raquetes ou “Figuras 8” nos pontos de flanges


em todas as entradas e saídas do espaço confinado;

Raquetes Figura 8

? VOCÊ SABIA?
A figura 8, utilizada para isolamento de espaço
confinado, tem esse nome por seu formato ser igual
ao número 8.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

Em casos especiais, poderá ser adotado o bloqueio através de


fechamentos de válvulas, desde que exista duplo bloqueio com
válvula de alívio no trecho entre os bloqueios.

Na etapa de isolamento, o espaço confinado é trabalhado de forma


a torná-lo imune às suas condições de interligação.

2.3.2. Limpeza

Compreende o processo de remoção das impurezas do interior do


espaço confinado e a sua purga.

A lavagem é a ação de remoção primária das substâncias contidas


no espaço. Esta lavagem pode ser com a utilização de água, vapor
ou qualquer outra substância adequada à diluição e remoção dos
resíduos existentes no espaço confinado.
43
Em algumas situações especiais, deve ser realizada a inertização, que é
um procedimento de segurança num espaço confinado, cujo objetivo
é evitar uma atmosfera perigosa, através do seu deslocamento por
um fluido inerte. Este procedimento produz uma atmosfera IPVS
(Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde).

2.3.3. Abertura

Na etapa de abertura é realizado o primeiro contato do ambiente


externo com o interior do espaço confinado. Isso acontece atrás de
ações de abertura.

Perigos envolvidos:

• Incêndio e explosão;

• Contaminação por gases tóxicos;

• Condições de acesso ao espaço confinado;

• Pressão/vácuo.

RESERVADO
Alta Competência

2.3.4. Ventilação

Nessa etapa, são dimensionados os sistemas que asseguram que a


atmosfera interna do espaço confinado seja mantida nas condições
adequadas para garantia da saúde dos empregados.

Quando necessário, para garantir a redução da concentração dos


contaminantes na atmosfera interna do espaço confinado abaixo
de seu nível de ação, o processo de ventilação deve alarmar para
interrupção dos trabalhos sempre que for paralisada a ventilação.

O sistema de ventilação deverá ser dimensionado considerando, no


mínimo, os seguintes requisitos:

• Densidade do gás;

44
• Pontos de insuflamento ou exaustão;

• Pontos de coleta de ar fresco e liberação de gases contaminados;

• Sistema de alimentação dos ventiladores e, quando for o caso,


alarme de sua paralisação.

a) Métodos de ventilação

Ventilação é o procedimento de movimentar continuamente


uma atmosfera limpa para dentro do espaço confinado. Alguns
métodos de ventilação são utilizados no processo de ventilação
de espaços confinados.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

As imagens a seguir apresentam exemplos de método de ventilação


forçadas.

Insuflamento

45

Exaustão

A fim de tornar mínimo ou eliminar acidentes, o trabalho em áreas


confinadas foi normatizado através da NBR-14787 (Espaço confinado:
prevenção de acidentes, procedimentos e medidas de proteção),
que, entre outras providências, exige a adequada ventilação dos
espaços confinados.

RESERVADO
Alta Competência

Existem alguns tipos de ventilação mecânica que serão apresentados


a seguir:

Método mais indicado quando o risco é decorrente da


Insuflação deficiência em oxigênio.

Melhor maneira de eliminar atmosferas tóxicas ou


Exaustão inflamáveis.

Uso do sistema de ventilação por insuflamento juntamente


Sistema combinado
com o sistema de ventilação por exaustão.

Reduzir a concentração de substâncias tóxicas e/ou perigosas


presentes na atmosfera do ambiente confinado, antes do início dos
trabalhos ou no decorrer destes, é o objetivo principal da ventilação
dos ambientes confinados.

46 Equipamento de ventilação necessário para obter as condições de


entrada aceitáveis:

Ventilador para ventilação e aera-


ção forçada. Modelo: EFI150XX

Conexão de Duto 12” (30cm de


diâmetro)

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

2.3.5. Monitoramento

A etapa de monitoramento busca certificar-se de que as etapas de


limpeza e ventilação estão sendo realizadas de modo adequado.
Além disso, busca certificar-se, também, se a presença de inflamáveis
tóxicos e concentração de oxigênio estão em níveis adequados à
garantia da saúde dos empregados.

Devem ser considerados antes da execução do monitoramento da


atmosfera no espaço confinado, no mínimo, os seguintes tópicos:

• Densidade do gás;

• Sistemática de ventilação que está atuando no espaço confinado;

• Existência de obstáculos ou dispositivos que propiciem a


47
acumulação ou dispersão dos gases que possam estar presentes
no espaço confinado;

• Estimar os tipos dos gases e a concentração máxima a ser


monitorada no interior do espaço confinado, de forma a
identificar o melhor instrumento de medição a ser utilizado.

Importante!
É importante que os equipamentos a serem utiliza-
dos estejam em condições adequadas de operação e
calibração. Além disso, assegurar que os empregados
estejam treinados para sua utilização.

RESERVADO
Alta Competência

Equipamentos de teste e monitoramento necessários:

Multigases

Detectores de gás único

Detectores PID/Multigás

48

Explosímetro digital portátil

Tubo colorimétrico

2.3.6. Execução

Essa etapa trata a atividade fim, razão das etapas apresentadas, que
deixam o espaço confinado adequado à execução de trabalho no seu
interior de forma a garantir a saúde dos empregados.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

Como exemplo, podemos citar a execução de soldas, a inspeção de


integridade do equipamento, etc.

2.3.7. Resposta de emergência (resgate)

Essa etapa tem como objetivo estabelecer ações para o caso de


ocorrências não previstas que possam causar dano à saúde dos
empregados. São ações que envolvem, devido às características
peculiares do espaço confinado, o resgate dos empregos do seu
espaço interior.

A seguir, são apresentadas imagens que ilustram situações de resgate.

1 – observador 49
2 2 3 2 – resgate
3 – operadores
4 – especialista em segurança
3
1
4 Utilização da própria estrutura
como meio de içamento em
situação de resgate.

Utilização de tripé como meio de içamento em


situação de resgate

RESERVADO
Alta Competência

2.4. Exercícios

1) Identifique alguns dos principais perigos inerentes ao espaço


confinado, relacionando a segunda coluna de acordo com a
primeira:

1. São o resultado da evaporação ( ) Condições de acesso ao


de líquidos inflamáveis, produtos espaço confinado
derivados de reações químicas,
atmosferas ricas em oxigênio
ou concentrações de poeiras
inflamáveis.
2. Várias substâncias (líquidos, ( ) Superfícies
vapores, gases, névoas, materiais escorregadias
sólidos e poeiras) são perigosas em
espaços confinados.
50 3. As superfícies úmidas (molhadas) ( ) Contaminação por gases
podemreduzir o atrito, prejudicando tóxicos
o uso de equipamentos e
provocando quedas.

4. As superfícies úmidas podem ( ) Obstáculos internos


impedir o uso de ferramentas
elétricas, circuitos ou equipamentos
elétricos. Limitação de voltagem
e atendimento aos requisitos de
áreas classificadas.

5. Verificar as características do ( ) Contaminação do


acesso e, a partir delas, as condições espaço confinado
de entrada do espaço confinado. através de suas
interligações
6. Isolamento do espaço confinado ( ) Eletricidade
quanto a outras áreas contaminadas,
pressurizadas ou em operação.

7. Chicanas, botas, retentores de ( ) Incêndio e explosão


névoa, demister, etc. podem servir
como acúmulo de resíduos ou
produtos inflamáveis e tóxicos.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

2) Identifique os riscos inerentes ao espaço confinado, associando os


mesmos aos seus respectivos conceitos, preenchendo as lacunas:

a) Risco proveniente da exposição aos líquidos, gases ou vapores,


podendo causar diversas lesões à saúde.

_____________________________________________________________

b) Risco proveniente da falta de adaptação do equipamento aos


limites do corpo humano.

_____________________________________________________________

c) Risco gerado através de bactérias, vírus, animais peçonhentos,


etc., que poderão ser encontrados no ambiente confinado.

_____________________________________________________________

d) São aqueles riscos vinculados, na grande maioria, às 51


condições mecânicas.

_____________________________________________________________

RESERVADO
Alta Competência

3) Identifique no quadro a seguir, alguns conceitos que apresentam


medidas de controle, preenchendo as lacunas:

a) ___________________________ b) ___________________________
a) Busca certificar-se de que as etapas b) São dimensionados os sistemas
de limpeza e ventilação estão sendo que asseguram que a atmosfera
realizadas de modo adequado. Além interna do espaço confinado
disso, busca certificar-se, também, seja mantida nas condições
se a presença de inflamáveis tóxicos adequadas para garantia da
e a concentração de oxigênio estão saúde dos empregados
em níveis adequados à garantia da
saúde dos empregados.

c) ___________________________ d) ___________________________
c) É realizado o primeiro contato d) Tem como objetivo estabelecer
do ambiente externo com o ações para o caso da ocorrências
52 interior do espaço confinado. não previstas que possam causar
Isso acontece atrás de ações de dano à saúde dos empregados.
abertura.

e) ___________________________ f) ___________________________
e) Trata-se da separação física f) Compreende o processo de
entre um sistema em operação remoção das impurezas do interior
ou contaminado e um espaço do espaço confinado e a sua purga.
confinado, de modo a permitir a
execução do trabalho seguro no
interior deste espaço.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

2.5. Glossário
ACGIH - American Conference Govermental Industrial Hygienist. Conferência
Governamental Americana da Indústria Higienista.

Agentes nocivos - fatores físicos, químicos ou biológicos que possam causar


acidentes ou doenças ao empregado.

APR - Análise Preliminar de Risco.

Asfixia - falta de ar.

Efeito narcótico - efeito que inibe o senso de reação do empregado ao perigo


(entorpece ou faz adormecer).

EPI - Equipamento de Proteção Individual.

IDHL - Immediately Dangerous to Health and Life. Risco de vida e integridade física.

IPVS - trata-se da classificação de uma atmosfera Imediatamente Perigosa à


Vida e à Saúde. 53

LGN - Líquido de Gás Natural.

LII - Limite Inferior de Inflamabilidade.

LT - Limite de Tolerância.

LSI - Limite Superior de Inflamabilidade.

Ponto de insuflamento - local existente em espaços confinados onde é possível a


instalação de tubulações ou ventiladores destinados a insuflar o ar no interior do
espaço confinado.

PT - Permissão para Trabalho.

Purga - método de limpeza que torna a atmosfera interior do espaço confinado


isenta de gases, vapores e outras impurezas indesejáveis através da ventilação ou
injeção de gases inertes.

RAS - Recomendações Adicionais de Segurança.

SMS - Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

TLV - Threshold Limit Values. Limite mínimo de valor.

TWA - Time Weight Average, que é a média ponderada pelo tempo da concentração
do agente perigoso ao qual esta sujeito o empregado.

RESERVADO
Alta Competência

2.6. Bibliografia
Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. Espaço confinado –
prevenção de acidentes, procedimentos e medidas de proteção, NBR-14787. Rio
de Janeiro, 2001.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Segurança e saúde nos trabalhos


em espaços confinados, NR 06. Rio de Janeiro, 2006.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Segurança e saúde nos trabalhos


em espaços confinados, NR 15. Rio de Janeiro, 2006.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Segurança e saúde nos trabalhos em


espaços confinados, NR 33. Rio de Janeiro, 2006.

Petrobras - Petróleo Brasileiro S.A. N-2637 Segurança no trabalho em espaço


confinado. Acessado pela rede Petrobras. Disponível em: <http://nortec.
engenharia.petrobras.com.br/>. Acesso em: jun 2008.

Petrobras - Petróleo Brasileiro S.A. Permissão para trabalho, N-2162. Acessado


54 pela rede Petrobras. Disponível em: <http://nortec.engenharia.petrobras.com.
br/>. Acesso em: jun 2008.

RESERVADO
Capítulo 2. Identificação dos perigos, avaliação e controle dos riscos do espaço confinado

2.7. Gabarito
1) Identifique alguns dos principais perigos inerentes ao espaço confinado,
relacionando a segunda coluna de acordo com a primeira:

1. São o resultado da evaporação de líquidos ( 5 ) Condições de acesso ao


inflamáveis, produtos derivados de reações espaço confinado
químicas, atmosferas ricas em oxigênio ou
concentrações de poeiras inflamáveis.
2. Várias substâncias (líquidos, vapores, gases, ( 3 ) Superfícies escorregadias
névoas, materiais sólidos e poeiras) são perigosas
em espaços confinados.

3. As superfícies úmidas (molhadas) podem ( 2 ) Contaminação por gases


reduzir o atrito, prejudicando o uso de tóxicos
equipamentos e provocando quedas.
4. As superfícies úmidas podem impedir ( 7 ) Obstáculos internos
o uso de ferramentas elétricas, circuitos
ou equipamentos elétricos. Limitação de
voltagem e atendimento aos requisitos de
áreas classificadas. 55
5. Verificar as características do acesso e, a ( 6 ) Contaminação do espaço
partir delas, as condições de entrada do espaço confinado através de suas
confinado. interligações

6. Isolamento do espaço confinado quanto a ( 4 ) Eletricidade


outras áreas contaminadas, pressurizadas ou
em operação.

7. Chicanas, botas, retentores de névoa, demister, ( 1 ) Incêndio e explosão


etc. podem servir como acúmulo de resíduos ou
produtos inflamáveis e tóxicos.

2) Identifique os riscos inerentes ao espaço confinado, associando os mesmos aos


seus respectivos conceitos, preenchendo as lacunas:

a) Risco proveniente da exposição aos líquidos, gases ou vapores, podendo causar


diversas lesões à saúde.

Químico

b) Risco proveniente da falta de adaptação do equipamento aos limites do


corpo humano.

Ergonômico

c) Risco gerado através de bactérias, vírus, animais peçonhentos, etc., que poderão
ser encontrados no ambiente confinado.

Biológico

d) São aqueles riscos vinculados, na grande maioria, às condições mecânicas.

Físico

RESERVADO
Alta Competência

3) Identifique no quadro a seguir, alguns conceitos que apresentem medidas de


controle, preenchendo as lacunas:

a) Monitoramento b) Ventilação
a) Busca certificar-se de que as etapas b) São dimensionados os sistemas que
de limpeza e ventilação estão sendo asseguram que a atmosfera interna
realizadas de modo adequado. Além do espaço confinado seja mantida nas
disso, busca certificar-se, também, se a condições adequadas para garantia da
presença de inflamáveis tóxicos e a con- saúde dos empregados
centração de oxigênio estão em níveis
adequados à garantia da saúde dos em-
pregados.

c) Abertura d) Resposta de emergência (resgate)


c) É realizado o primeiro contato do am- d) Tem como objetivo estabelecer ações
biente externo com o interior do espaço para o caso da ocorrência não previstas
confinado. Isso acontece atrás de ações que possam causar dano à saúde dos
de abertura. empregados.

e) Isolamento f) Limpeza
56 e) Trata-se da separação física entre um f) Compreende o processo de remoção
sistema em operação ou contaminado e das impurezas do interior do espaço
um espaço confinado, de modo a per- confinado e a sua purga.
mitir a execução do trabalho seguro no
interior deste espaço.

RESERVADO
Capítulo 3
Permissão para
Trabalho (PT)

Ao final desse capítulo, o treinando poderá:

• Identificar o objetivo do processo de Permissão para


Trabalho (PT);
• Identificar as fases que compreendem o processo de
Permissão para Trabalho (PT), bem como a relevância e as
características de cada uma delas.

RESERVADO
Alta Competência

58

RESERVADO
Capítulo 3. Permissão para Trabalho

3. Permissão para Trabalho (PT)

B
uscando garantir a segurança do empregado envolvido na
execução de trabalhos, a Petrobras tem implantado, no seu
sistema de gestão de riscos, o processo de Permissão para
Trabalho (PT). A norma que embasa esse processo é a N-2162
(Permissão para trabalho). O detalhamento dessa norma nas unidades
atende aos requisitos estabelecidos na NR-33 (Segurança e saúde
nos trabalhos em espaços confinados) referente à PET (Permissão de
Entrada de Trabalho).

Esse processo visa assegurar que todas as etapas necessárias para


análise e implementação dos controles para riscos envolvidos foram
atendidas de forma integral.

Na N-2162 (Permissão para trabalho) e seu detalhamento na unidade 59


estão definidas as responsabilidades de cada participante do processo
de emissão da autorização para execução do trabalho.

Esse processo compreende:

• Priorização do trabalho;

• Planejamento do trabalho;

• Validade da Permissão para Trabalho (PT);

• Execução do trabalho;

• Cancelamento da Permissão para Trabalho (PT);

• Término do trabalho e encerramento da Permissão para


Trabalho (PT).

RESERVADO
Alta Competência

ATENÇÃO

Apenas associar a PT ao trabalho, não assegura


que o mesmo seja realizado com segurança.

O trabalho só deve ser entendido como seguro


quando os requisitos exigidos na PT estão
compreendidos e aplicados.

3.1. Priorização do trabalho

Nessa fase deverá ser analisada a necessidade de realização do


trabalho e a conveniência da data estabelecida para sua realização.
Devem ser consideradas, para essa análise, as oportunidades de
60 paradas gerais de manutenção, paradas obrigatórias devido a razões
extras à operação (paralisação de energia elétrica pela concessionária,
redução na exigência de volume de produção, etc.).

Em casos específicos do trabalho realizado em espaço confinado, essas


considerações adquirem importância maior devido às características
relativas ao mesmo. Como exemplos podemos citar: a duração do
trabalho, o impacto nos sistemas montante e jusante, etc.

3.2. Planejamento do trabalho

Trata-se da fase mais importante para a autorização da realização do


trabalho. Envolve a identificação dos perigos, a avaliação e análise dos
riscos, as medidas de controle e os responsáveis por sua implementação.

No contexto da permissão para trabalho é exigido uma realização de


uma análise prévia da criticidade do trabalho, através da ferramenta
APR (Análise Preliminar de Riscos), denominada APN1 (Análise
Preliminar Nível 1).

Em casos específicos de trabalhos realizados em espaço confinado, a


condição de periculosidade já foi estabelecida através da NR-33
(Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados), tornando

RESERVADO
Capítulo 3. Permissão para Trabalho

desnecessária a realização da APN1 (Análise Preliminar Nível 1).


Esses trabalhos já são classificados para serem atendidos através da
realização da APN2 (Análise Preliminar Nível 2).

Nessa fase deve ser considerado:

• Análise dos riscos relativos exclusivamente ao espaço confinado,


elaborada na fase de identificação dos perigos;

• Identificação das especialidades de trabalhos envolvidos na


execução do trabalho;

• Riscos decorrentes de:

• Retirada e retorno à operação do equipamento;


61
• Simultaneidade dos trabalhos e operações previstas
para o trabalho;

• Alterações no equipamento ou no seu entorno que


possam ser caracterizadas como mudança, que englobam
alteração da tecnologia, dos materiais e sistemas
envolvidos de forma diferente do previsto no projeto ou
pelo fabricante.

• A qualificação de recursos humanos utilizados na execução


do trabalho;

• Autorização para início da realização do trabalho, após a


constatação que todas as recomendações estabelecidas foram
implementadas, inclusive a capacitação dos envolvidos. Essa
constatação é feita pelo autorizador da PT, ou seja, o emitente:

• Quando o emitente julgar adequado, poderá solicitar ao


especialista da área de segurança a inclusão de requisitos
complementares constantes do RAS (Recomendações
Adicionais de Segurança).

RESERVADO
Alta Competência

• Quando as medidas de proteção coletivas não tiverem condições


práticas de implementação, o uso do EPI (Equipamento de
Proteção Individual) é alternativa prevista para essa deficiência.

A seguir, será apresentado um quadro com algumas sugestões de EPIs.

Equipamentos de Proteção Individual

Capacetes de segurança

Cintos de segurança

62
Luvas

Óculos de proteção

Protetores auriculares

Talabarde do cinto de segurança

Vestimentas de PVC (macacão)

RESERVADO
Capítulo 3. Permissão para Trabalho

Em casos específicos de trabalhos em espaço confinado, deve ser dada


especial atenção aos seguintes pontos:

• Plano de raqueteamento, com posição de instalação dos


isolamentos, datas de instalação e remoção;

• Monitoramento ambiental do espaço interno;

• Ações de resposta em caso de ocorrência de emergência


durante a execução do trabalho ou no ambiente externo,
causando impacto sobre o trabalho;

• Controle de entrada de empregados autorizados;

• Estabelecer as responsabilidades, capacitação e recursos mínimos


para o empregado que irá executar a função de observador;
63

• Agravamento dos perigos, levando em consideração as


características relativas ao espaço confinado;

• Restrição do uso de ferramentas e equipamentos. Exemplo:


equipamentos elétricos, iluminação, etc.

Em complementos às condições apresentadas como essenciais em


espaço confinado, devem ser estabelecidas:

RESERVADO
Alta Competência

Condição aceitável de entrada


• O ambiente confinado isolado dos sistemas em operação e/ou contaminados;
• Espaço confinado, quando for o caso, descontaminado, adequado à presença humana
(limpo). Quando estas condições não puderem ser atendidas, uma sistemática de proteção
adequada deverá ser implementada para garantir as condições de saúde em uma atmosfera
hostil;
• Método de ventilação que permita a existência de uma atmosfera adequada à realização
do trabalho. Quando estas condições não puderem ser atendidas uma sistemática de
proteção adequada deverá ser implementada para garantir as condições de saúde em uma
atmosfera hostil;
• Sistemática de monitoramento da atmosfera interna de modo a alarmar e suspender a
execução do trabalho quando as condições limites de exposição forem ultrapassadas.

3.3. Validade da Permissão para Trabalho (PT)

A PT (Permissão para Trabalho) possui validade durante a jornada de


trabalho do responsável por sua solicitação (requisitante), podendo,
64 porém, ser revalidada, conforme estabelecido no detalhamento
da norma N-2162 (Permissão para trabalho) aplicável no local de
realização do trabalho.

Em casos do trabalho em espaço confinado, a validade da PT deve,


além de obedecer à jornada de trabalho do solicitante, ser renovada
durante o ciclo completo de execução do trabalho, desde a liberação
do equipamento da operação até o seu retorno à mesma, ou ser
emitida uma Permissão para Trabalho Temporária (PTT).

3.4. Execução do trabalho

Para a execução do trabalho, todas as recomendações da APN2


(Análise Preliminar Nível 2) já implantadas deverão ser monitoradas
quanto à continuidade do seu atendimento.

Em casos de espaço confinado, deve ser dada atenção especial ao


controle de entrada de empregados autorizados e ao monitoramento
contínuo da atmosfera interna.

RESERVADO
Capítulo 3. Permissão para Trabalho

3.5. Cancelamento da Permissão para Trabalho (PT)

A PT será cancelada nos seguintes casos:

• Não atendimento das recomendações nela contidas;

• Apresentação de novas situações de riscos na área ou no processo;

• Paralisação dos trabalhos por mais de uma hora;

• Ocorrência de situações de emergência.

Em casos de espaço confinado, a PT (Permissão para Trabalho) deve


ser dada como cancelada em casos de:

• Variação da concentração dos contaminantes fora do 65


estabelecido na APN2 (Análise Preliminar Nível 2);

• Paralisação do sistema de ventilação.

3.6. Término do trabalho e encerramento da Permissão para


Trabalho (PT)

Quando identificadas pelo executante e pelo emitente a conclusão


total do trabalho e a condição adequada de retorno à operação, a PT
será considerada encerrada.

Em casos de trabalhos em espaço confinado, deverá ser dada atenção


especial aos seguintes tópicos:

• Remoção dos isolamentos aplicados através do plano de


raqueteamento;

• Inspeção interna no ambiente para verificação da completa


remoção de ferramentas, materiais e equipamentos utilizados.

RESERVADO
Alta Competência

RESUMINDO...

O cumprimento de todas as etapas para a


elaboração da autorização através do processo
de Permissão para Trabalho (PT) é fundamental
para que os trabalhos no espaço confinado
sejam realizados sem qualquer dano à saúde do
empregado envolvido.

Portanto, o entendimento desse processo permite


a identificação e o estabelecimento dos controles
para a adequação dos riscos a esse propósito.

66

RESERVADO
Capítulo 3. Permissão para Trabalho

3.7. Exercícios

1) Levando em consideração a importância do processo de PT


(Permissão para Trabalho), preencha as lacunas a seguir:

a) Buscando garantir a __________ do empregado envolvido na


___________ de trabalhos, a Petrobras tem implantado, no seu
sistema de gestão de __________, o processo de __________ para
_________. A norma que embasa esse processo é a __________.

b) O processo de Permissão para Trabalho visa ________ que todas


as etapas necessárias para __________ e _______________ dos
controles para riscos ___________ foram atendidas de forma
_____________.

2) O quadro a seguir apresenta as fases do processo de Permissão


para Trabalho (PT) e suas respectivas descrições. Relacione a segunda
coluna de acordo com a primeira. 67

Fases do processo
de Permissão para Descrição
Trabalho (PT)

1. Priorização do ( ) Em casos de:


trabalho • Não atendimento das recomendações
nela contidas;
• Apresentação de novas situações de
riscos na área ou no processo;
• Paralisação dos trabalhos por mais de
uma hora;
• Ocorrência de situações de emergência.

2. Planejamento ( ) Em casos de espaço confinado, deve ser


do trabalho dada atenção especial ao controle de
entrada de empregados autorizados e ao
monitoramento contínuo da atmosfera
interna.

RESERVADO
Alta Competência

Fases do processo
de Permissão para Descrição
Trabalho (PT)

3. Execução do ( ) Em casos do trabalho em espaço


trabalho confinado, a validade da PT deve, além
de obedecer à jornada de trabalho do
solicitante, compreender o ciclo completo
de execução do trabalho, desde a liberação
do equipamento da operação, até o seu
retorno à mesma.

4. Validade da ( ) Quando são identificadas, pelo


Permissão para executante e pelo emitente, a
Trabalho (PT) conclusão total do trabalho e a
condição adequada de retorno à
68 operação.

5. Cancelamento
. ( ) Trata-se da fase mais importante para a
da Permissão para autorização da realização do trabalho,
Trabalho (PT) envolve a identificação dos perigos,
avaliação e análise dos riscos, as medidas
de controle e os responsáveis por sua
implementação.

6. Término ( ) Nessa fase deverá ser analisada a


do trabalho e necessidade de realização do trabalho e
encerramento da a conveniência da data estabelecida para
Permissão para sua realização. Devem ser consideradas,
Trabalho (PT) para essa análise, as oportunidades
de paradas gerais de manutenção e
paradas obrigatórias devido a razões
extras à operação.

RESERVADO
Capítulo 3. Permissão para Trabalho

3.8. Glossário
APR - Análise Preliminar de Risco.

APN1 - Análise Preliminar Nível 1.

APN2 - Análise Preliminar Nível 2.

EPI - Equipamento de Proteção Individual.

PET - Permissão de Entrada de Trabalho.

Plano de raqueteamento - plano de ação onde estão estabelecidos os locais


e responsáveis pela instalação dos dispositivos de isolamento entre o espaço
confinado e a parte contaminada do processo.

PT - Permissão para Trabalho.

PTT - Permissão para Trabalho Temporária.


69
RAS - Recomendações Adicionais de Segurança.

Sistema montante - sistema anterior, no sentido do fluxo.

Sistema jusante - sistema posterior, no sentido do fluxo.

RESERVADO
Alta Competência

3.9. Bibliografia
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Segurança e saúde nos trabalhos
em espaços confinados, NR 33. Rio de Janeiro, 2006.

Petrobras - Petróleo Brasileiro S.A. Permissão para trabalho, N-2162. Acessado


pela rede Petrobras. Disponível em <http://nortec.engenharia.petrobras.com.
br/>. Acesso em jun 2008.

Petrobras - Petróleo Brasileiro S.A. Segurança no Trabalho em Espaço Confinado,


N-2637. Acessado pela rede Petrobras. Disponível em <http://nortec.engenharia.
petrobras.com.br/>. Acesso em jun 2008.

70

RESERVADO
Capítulo 3. Permissão para Trabalho

3.10. Gabarito
1) Levando em consideração a importância do processo de PT (Permissão para
Trabalho), preencha as lacunas a seguir:

a) Buscando garantir a segurança do empregado envolvido na execução de


trabalhos, a Petrobras tem implantado, no seu sistema de gestão de riscos,
o processo de Permissão para Trabalho. A norma que embasa esse processo
é a N-2162.

b) O processo de Permissão para Trabalho visa assegurar que todas as etapas


necessárias para análise e implementação dos controles para riscos envolvidos
foram atendidas de forma integral.

2) O quadro a seguir apresenta as fases do processo de Permissão para Trabalho (PT)


e suas respectivas descrições. Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira.

Fases do processo
de Permissão para Descrição
Trabalho (PT)

(5) Em casos de: 71


• Não atendimento das recomendações nela contidas;
1. Priorização do • Apresentação de novas situações de riscos na área ou
trabalho no processo;
• Paralisação dos trabalhos por mais de uma hora;
• Ocorrência de situações de emergência.

(3) Em casos de espaço confinado, deve ser dada atenção


2. Planejamento especial ao controle de entrada de empregados
do trabalho autorizados e ao monitoramento contínuo da
atmosfera interna.
(4) Em casos do trabalho em espaço confinado, a validade
da PT deve, além de obedecer à jornada de trabalho do
3. Execução do solicitante, compreender o ciclo completo de execução
trabalho do trabalho, desde a liberação do equipamento da
operação, até o seu retorno à mesma.

4. Validade da (6) Quando são identificadas, pelo executante e pelo


Permissão para emitente, a conclusão total do trabalho e a condição
Trabalho (PT) adequada de retorno à operação.

(2) Trata-se da fase mais importante para a autorização


5. Cancelamento da realização do trabalho, envolve a identificação dos
da Permissão para perigos, avaliação e análise dos riscos, as medidas de
Trabalho (PT) controle e os responsáveis por sua implementação.

(1) Nessa fase deverá ser analisada a necessidade


6. Término de realização do trabalho e a conveniência da
do trabalho e data estabelecida para sua realização. Devem ser
encerramento da consideradas, para essa análise, as oportunidades de
Permissão para paradas gerais de manutenção e paradas obrigatórias
Trabalho (PT) devido a razões extras à operação.

RESERVADO
Anotações

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