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ESGOTO 1.

Sistema de Auxílio a Projetos

de Redes Coletoras de Esgotos

Manual do Usuário
ESGOTO 1.1

Sistema de Auxílio a Projetos

de Redes Coletoras de Esgotos

Manual do Usuário

novembro de 1997

Usuário autorizado: ______________________________

Renato Carlos Zambon


email: rczambon@usp.br
ESGOTO 1.1

Índice

1. Introdução ................................................................................................... 4

2. Dados de um Projeto .................................................................................. 5

3. Banco de Dados - Tubulação...................................................................... 7

4. Utilização do Sistema ................................................................................. 8

4.1. Utilização dos Menus ............................................................................ 12

4.2. Utilização da Ajuda ............................................................................... 13

4.3. Modo de Edição..................................................................................... 14

4.4. Uso do Mouse ........................................................................................ 15

5. Opções ...................................................................................................... 16

6. Métodos de Cálculo .................................................................................. 35

6.1. Análise e Dimensionamento .................................................................. 36

6.2. Trecho - algoritmo para o cálculo de um trecho ................................... 37

6.3. Mani - algoritmo para cálculo do escoamento a seção livre ................. 38

7. Considerações Finais ................................................................................ 39

8. Um exemplo completo ............................................................................. 40

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ESGOTO 1.1

1. Introdução

O ESGOTO 1.1 é um software gráfico interativo desenvolvido para auxiliar as tarefas


associadas ao projeto de redes coletoras de esgotos sanitários.

O programa permite, entre outras coisas:

 entrada e alteração dos dados relativos a geometria (croquis do projeto) através de uma
interface gráfica;

 análise e dimensionamento automático da rede segundo critérios da NBR 9649;

 identificação automática, ou pelo usuário, de poços de visita (PV), tubos de inspeção e


limpeza (TIL) e terminais de limpeza (TL), permitindo a inclusão de caixas de passagem
(CP);

 visualização e impressão gráfica dos dados relativos a geometria ou dos resultados da


simulação.

Ao invés de entrar e analisar os dados e resultados sobre uma tabela, isso é feito diretamente
sobre o desenho da rede. A existência dessa interface gráfica entre o usuário e as rotinas de
cálculo torna muito mais fácil e agradável o trabalho do projetista. Como resultado, pode-se
rapidamente desenvolver e avaliar diversas alternativas de projeto em busca da que melhor
atenda as características de desempenho desejadas, obtendo-se, em menor tempo, um projeto
mais econômico e de melhor qualidade técnica.

Cada um dos itens desse manual mostra os diversos aspectos ligados ao sistema: a estrutura
de dados, a sua utilização de uma forma geral, cada uma das opções disponíveis, os métodos
de cálculo utilizados e considerações a respeito de sua utilização.

Deve ser visto também o arquivo LEIAME.TXT que acompanha o sistema. Esse arquivo
indica características particulares da versão instalada no seu computador e alterações ou
complementações em relação ao que está escrito nesse manual.

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ESGOTO 1.1

2. Dados de um Projeto

A leitura cuidadosa desse item ajudará o usuário a entender melhor como o ESGOTO 1.1
interpreta os dados relativos a cada projeto e o que significa exatamente cada item da
Geometria e do Cadastro.

O sistema entende a rede de tubulação como um conjunto de nós e trechos, formando uma
malha aberta com um dos nós como final da rede.

A cada projeto estão associados então três grupos principais de informações: cadastro, trechos
e nós, que são descritos a seguir:

Cadastro: o cadastro contém as seguintes informações:

 nome do projeto: contém o nome do projeto por extenso, com até 40 caracteres (ex.:
"Jardim Paraíso", "Loteamento Estância dos Eucaliptos", etc);

 material da tubulação: contém o nome do arquivo com os dados da tubulação, com até 8
caracteres (ex.: "ceramica", "pvc", etc), o qual deve estar no diretório de materiais
definido pelas opções de ambiente;

 vazão mínima a ser considerada (geralmente 1.5 l/s);

 n de Manning (geralmente 0.013);

 profundidade mínima da rede;

 declividade mínima;
 diâmetro mínimo a ser utilizado no dimensionamento.

Trechos: são permitidos até 360 trechos por projeto, sendo que cada trecho contém as
seguintes informações:

 nó inicial e final: são colocados automaticamente pelo programa na edição da geometria;

 comprimento (m) dado pelo usuário;

 diâmetro nominal (mm): obtido através do dimensionamento ou definido pelo usuário;

 declividade (%): resulta do dimensionamento ou da diferença entre as cotas iniciais e


finais dos trechos;

 profundidade final (m): pode ser obtida através do dimensionamento ou definida pelo
usuário;

 vazão distribuída inicial e final (l/s): corresponde a contribuição ao longo do trecho dada
pelo usuário;

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 altDN? e altPF?: indicam se o valor do diâmetro ou profundidade final podem ser


alterados no dimensionamento. Por exemplo: se for indicado altDN?=nao, o diâmetro não
será alterado no dimensionamento;
 raio hidráulico, velocidade e lâmina inicial e final (m, m/s, -);

 tensão trativa inicial (Pa);

 velocidade crítica final (m/s).

Nós: são permitidos até 361 nós por projeto, sendo que cada nó contém as seguintes
informações:

 x, y: coordenadas em planta, fornecidas graficamente pelo usuário;

 cota (m): cota do nó dada pelo usuário;

 vazão concentrada inicial e final (l/s): corresponde a contribuição localizada no nó dada


pelo usuário;

 profundidade da singularidade (m): definida pelo programa de acordo com a profundidade


dos trechos de montante;

 tipo da singularidade (PV,TIL,TL,CP): definida pelo usuário ou automaticamente pelo


programa.

Os grupos de informações descritos: cadastro, trechos e nós são armazenados em disco no


diretório de projetos em um arquivo com o nome definido pelo usuário e a extensão .ESG.

Alguns dos parâmetros citados são opcionais, podendo deixar de ser considerados em função
da configuração das opções de cálculo. São eles: vazões distribuídas, altDN?, altPF? e vazões
concentradas.

Apesar dos valores serem guardados internamente sempre nas unidades do S.I., por uma
questão de padronização e facilidade de cálculo, a interface é feita através de unidades usuais
de projeto, conforme indicadas anteriormente.

De acordo com a experiência do autor, são comuns redes com cerca de uma centena de
trechos e dificilmente ocorrem valores significativamente maiores, entretanto, caso seja
necessário, entre em contato para que possa ser estudado um eventual aumento dos limites
definidos.

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3. Banco de Dados - Tubulação

As dimensões dos tubos disponíveis para o ESGOTO 1.1 são definidas através de arquivos
texto *.TUB que devem estar no diretório de materiais definido nas opções do Cadastro,
onde * representa o material da tubulação, ex: CERAMICA, PVC, etc.

Esses arquivos contém na primeira linha o tipo de custo da tubulação (ex: Peso, Custo, Preço,
etc.), na segunda, a unidade de custo utilizada (ex: Kg, Cr$, US$, etc.) e, nas linhas seguintes,
os diâmetros nominais (mm) seguidos dos diâmetros internos (mm) e os custos unitários
(unidade de custo/m).

Os valores dos diâmetros nominais são utilizados na interface com o usuário, enquanto os
diâmetros internos são usados no cálculo. Os custos unitários na quantificação da tubulação.
Como exemplo da estrutura descrita pode-se observar a listagem do arquivo PVC.TUB
abaixo:

Peso
Kg
75 71.0 0.7
100 105.0 1.5
125 119.4 2.1
150 152.8 3.0
200 191.0 4.7
250 237.8 7.8
300 299.6 12.3
350 337.6 14.7
400 380.4 18.6

Algumas regras devem ser seguidas no caso de alteração desses arquivos ou na criação de
novos:
 a primeira linha contém o tipo de custo da tubulação (ex: Peso, Custo, Preco, etc.);
 a segunda linha contém a unidade de custo da tubulação (ex: Kg, Cr$, US$, etc.);
 as demais contém um diâmetro nominal, diâmetro interno e o custo unitário;
 os diâmetros nominais devem ser colocados em ordem crescente;
 os números em cada linha são separados entre si por meio de um ou mais espaços em
branco;
 não devem ser indicados valores negativos;
 o fim do arquivo deve ser colocado na linha imediatamente seguinte a última linha escrita
(deve-se dar um <enter> após a última linha do arquivo);
 não devem haver valores de diâmetros internos nulos.

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4. Utilização do Sistema

O ESGOTO 1.1 foi desenvolvido de modo a proporcionar um ambiente de trabalho de fácil


utilização, com mensagens de orientação, indicação da opção em uso na árvore de menus,
consistência e informação de erros, escolhas apresentadas sempre na forma de menus ou
indicadas na área de mensagens, etc.

A leitura desse manual, apesar de desnecessária para utilizar corriqueiramente o sistema, traz
uma série de informações que ajudarão a utilizá-lo da melhor forma possível.

Algumas observações devem ser feitas a respeito dos equipamentos necessários:

 o sistema foi desenvolvido para rodar em microcomputadores da família dos PC's e


compatíveis (8088, 80286, 80386, 80486, Pentium, etc.) sob o sistema operacional MS-
DOS 3.0 ou posterior (embora não seja desenvolvido especificamente para esses
ambientes, também foi testado e funciona adequadamente em Windows 3.1, Windows 95
e OS/2);

 é recomendado uma memória mínima de 512 Kb e o uso de disco rígido;

 caso esteja instalado, o sistema usa os recursos do coprocessador 8087/80287/80387, o


que melhora e muito o seu desempenho (processadores 486DX ou superior possuem esse
recurso internamente);

 quanto ao vídeo, há um ajuste automático para as controladoras VGA, EGA, CGA,


MCGA, Hércules, ATT400, IBM 8514 ou PC 3270;

 pode também ser usado um mouse padrão Microsoft;

 os relatórios e imagens podem ser enviados para uma impressora padrão Epson, LaserJet,
ou para arquivos podendo ser assim mais facilmente incluídos em outros documentos e
manipulados por processadores de textos.

A utilização do sistema é gerenciada por uma série de opções colocadas a escolha do usuário,
sendo que cada uma delas realiza uma tarefa específica ou chama uma nova série de opções.

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Forma-se então uma árvore de decisões com até três níveis, onde uma opção pode ser do
menu principal, de primeiro ou de segundo nível, como mostra o esquema abaixo

Principal 1° nível 2° nível


Rede Cadastro Chama
Altera
Salva
Novo
Opcoes Ambiente
Calculo
Tela
Dxf

Janela Nova
Anterior
Global
Move

Geometria inclui Noo


inclui Tre
Inclui trn
Exclui
Move
eScala
Rotacao
Final

Valores Mostra ....


Bloco ....
Altera
Repassa

Dimensiona Pre dimensiona


Dimensiona
Identif. pecas

Simula Resumo
....
Gera dxf
visUaliza dxf

Relatorio

Cada uma dessa opções é descrita na parte Opções.

A seguir descreve-se as principais características da interface através do vídeo. Há dois tipos


básicos de telas no sistema:

 tela de operação e

 tela ampliada.

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A tela de operação é apresentada na maior parte do tempo, sendo ela dividida em cinco áreas,
como mostra a figura 1.

figura 1 - tela de operação

Cada área dessas tem o seguinte significado:

 Títulos: mostra o nome do sistema (ESGOTO 1.1) no canto esquerdo e a posição na


hierarquia dos menus, indicando as opções de primeiro e segundo nível se estiverem em
uso;

 Área gráfica: mostra os valores do cadastro, o resumo da simulação ou o desenho do


croquis do projeto;

 Mensagens: apresenta mensagens de orientação e de erro, sendo as últimas seguidas de


um sinal sonoro;

 Menus: onde são apresentados os menus de opções, o menu de arquivos


(Cadastro/Chama), a alteração dos valores (Valores/Altera) e etc.;

 Projeto atual: mostra o nome do arquivo do projeto em uso.

A tela ampliada aparece após a seleção de uma das opções de Valores/Mostra ou da


Simulação, mostrando a área gráfica ampliada para toda a tela com a indicação em cada um
dos trechos de uma das características da geometria ou dos resultados da simulação.

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A ampliação é feita para que esses valores possam ser melhor lidos, entretanto ela pode ser
desativada através das opções do Cadastro, quando os valores passam a ser mostrados na área
gráfica normal.

A visualização dos resultados da análise e dos dados da geometria diretamente sobre o


desenho da rede facilita bastante a avaliação de cada alternativa de projeto e o estudo das
alterações que possam melhorar suas características de desempenho (redução de custos,
facilidades construtivas, profundidades na rede, etc.), ao contrário do que ocorre nos métodos
usuais de projeto, onde esses valores são consultados por meio de tabelas.

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4.1. Utilização dos Menus

Para selecionar e executar qualquer uma das opções de um dos menus do sistema deve-se
posicionar a barra de menu na opção desejada e pressionar a tecla <enter>.

O posicionamento da barra de menu é feito de um dos modos:

 utilizando as teclas <> e <>;

 pressionando a letra indicada em maiúsculo da opção desejada;

 movimentando para cima ou para baixo o cursor do mouse, se este estiver instalado.

Notas:

 a tecla <esc> atua como a opção fim em todos os menus exceto o principal;

 a indicação de uma letra maiúscula não funciona ao se carregar um projeto arquivado em


disco (Cadastro/Chama), uma vez que esse menu seleciona um arquivo e não uma opção.

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4.2. Utilização da Ajuda

Através da Ajuda pode-se rapidamente esclarecer diversos aspectos sobre a utilização do


programa. Sua estrutura é constituída de tópicos contendo uma ou mais páginas cada. Cada
tópico informa sobre uma determinada parte do programa ou serve de índice para acessar os
demais.

A Ajuda pode ser acessada a partir de qualquer menu do programa teclando F1. A figura 2
mostra uma das telas de Ajuda chamada a partir do menu principal.

figura 2 - Ajuda

A área da tela de Ajuda é dividida em três partes:

 parte superior: indica o título do tópico atual da Ajuda

 corpo principal: mostra uma das páginas de Ajuda relativa ao tópico

 parte inferior: mostra as teclas que podem ser usadas para andar pela Ajuda

Para voltar a operação normal do programa basta teclar esc.

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4.3. Modo de Edição

Nas opções que exigem a entrada de um texto pelo usuário (Cadastro/Altera, Cadastro/Salva,
Cadastro/Novo, Valores/Altera, etc.) há o chamado modo de edição, que apresenta as
seguintes particularidades:

 a área válida de edição aparece sublinhada e com um cursor (espaço em tela inversa) na
posição atual de edição (inicialmente o primeiro caractere);

 a movimentação do cursor é permitida apenas na área sublinhada, devendo o texto aí estar


contido;

 São utilizadas as seguintes teclas:

 Home: vai para o começo do texto;

 End: vai para o final do texto;

 Ins: troca o modo superposição/inserção, sendo que no modo inserção o sublinhado


aparece duplo ;

 Del: deleta o caractere na posição do cursor;

  ou : movimenta o cursor na linha;

 Enter,  ou : finaliza a edição, nas opções como Cadastro/Altera as setas indicam


também qual o novo item a ser alterado;

 Esc: sai sem considerar as alterações feitas na linha editada;

 caracteres do teclado: insere ou superpõe um caractere na posição atual do cursor;

 Alt <n>: insere ou superpõe um caractere de ordem <n> da tabela ASCII (pressionando
Alt digita-se <n>, válido de 32 a 254).

Nota: quando houver caracteres gráficos ou acentuados o seu gerador deve estar residente na
RAM do micro (veja como carregá-lo no manual do sistema operacional).

A digitação de um caractere que não seja de controle inicialmente (ins, del, home, etc.), anula
o texto existente reinicializando-o. A forma de operar descrita é semelhante a maioria dos
programas comerciais, sendo bastante prática.

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4.4. Uso do Mouse

O ESGOTO 1.1 aceita também a utilização de um mouse padrão Microsoft ou outro cujo
driver utilize a interrupção $33 da mesma forma, incluindo aí o uso de uma mesa
digitalizadora.

Quando configura-se o ESGOTO 1.1 para utilização do mouse deve-se, antes de carregá-lo na
memória, carregar o driver respectivo.

Estando instalado, o mouse é utilizado para movimentar o cursor gráfico, a barra dos menus,
a abertura de janelas e seus botões tem a seguinte correspondência com o teclado:

<1> - <enter>

<2> - <esc>

<3> - <'S'>

<4> - <'N'>

Essas características permitem a seleção e utilização de todas as opções da árvore de menus


através do mouse, o que facilita bastante o trabalho, principalmente durante a edição da
Geometria e a avaliação das alternativas.

Nota: quando está instalado o mouse, a movimentação do cursor gráfico deve ser feita
exclusivamente através dele, sendo possível tanto o uso do teclado como dele nas outras
situações.

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5. Opções

Nesse item é feita uma descrição sobre o que realiza cada opção do sistema ESGOTO 1.1,
tendo-se a seguinte convenção: cada opção é localizada através da sua posição na árvore de
menus, indicando-se o caminho desde o menu principal até a opção de 2° nível, se for o caso,
por exemplo: Janela/Anterior indica a opção Anterior da opção Janela.

São indicados então a opção, sua localização entre parênteses e a descrição de seu
funcionamento.

A tela inicial do programa mostra o menu principal, como indicado na figura 3.

figura 3 - menu principal

A seguir é feita uma descrição de cada opção da árvore de menus.

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5.1. Cadastro (Cadastro): corresponde a um menu, como indicado na figura 4, que apresenta
na área gráfica os dados de cadastro do projeto, se houver um projeto em uso, e aguarda a
escolha de uma das opções: Chama, Altera, Salva, Novo ou Opcoes.

figura 4 - Cadastro

Nota: fora da opção Cadastro a área gráfica apresenta o desenho do croquis do projeto em
uso.

Chama (Cadastro/Chama): permite carregar os dados de um projeto na memória do


computador para utilização pelo ESGOTO 1.1, pedindo o nome de um arquivo ou permitindo
ao usuário selecionar um entre uma lista apresentada na área de menus dos arquivos *.ESG
existentes no diretório de projetos. Se for escolhido um dos arquivos mostrado, o seu
cadastro, seus nós, trechos e os dados da tubulação serão lidos em disco e, se não houver
nenhum erro detectado pelo sistema, a área gráfica passa a mostrar os dados de cadastro do
novo projeto e o nome do arquivo é colocado na área Projeto Atual.

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Altera (Cadastro/Altera): permite alterar qualquer um dos itens do cadastro, como indicado
na figura 5. Com as setas para cima e para baixo posiciona-se no item desejado, que podem
ser editados pelo usuário (veja Modo de Edição). Nos critérios, a troca por outro é feita
pressionando-se a barra de espaço. Para sair basta teclar <esc>.

figura 5 - Cadastro/Altera

Salva (Cadastro/Salva): salva em disco os dados do projeto em uso, para isso pede o nome
do projeto a ser salvo (default = projeto em uso), se existir esse projeto pede confirmação se
apaga ou não, e, após isso, cria (ou reescreve) o arquivo relativo a esse projeto. Anula-se essa
opção teclando <esc> quando se pede o nome do arquivo. Essa forma de entrada permite
salvar diferentes alternativas de projeto bastando alterar o nome de cada versão obtida (ex:
ParaisoA, ParaisoB, ParaisoC, etc...).

Novo (Cadastro/Novo): permite criar um novo projeto mostrando inicialmente um cadastro


default do sistema e entrando na opção Cadastro/Altera.

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Opcoes (Cadastro/Opcoes): permite acessar a configuração de diversas características de


operação do sistema, correspondendo a um menu com as seguintes opções: Ambiente,
Calculo, Tela e Dxf, como indicado na figura 6. As opções de Ambiente e Tela são
armazenadas no arquivo ESGO.CFG, e as demais no arquivo de cada projeto.

figura 6 - Cadastro/Opcoes

Ambiente (Cadastro/Opcoes/Ambiente): permite configurar algumas características do


ambiente de trabalho do sistema, como indicado na figura 7.

figura 7 - Cadastro/Opcoes/Ambiente

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Cada uma delas tem o seguinte significado:

 diretório de projetos: indica o diretório onde serão gravados e de onde serão lidos os
arquivos de projeto *.ESG e os arquivos relatório *.DOC; por exemplo: C:\ESGO\PRO\ ;

 diretório de materiais: indica o diretório de onde serão lidos os arquivos que definem as
tubulações *.TUB; exemplo: C:\ESGO\MAT\ ;

 usa mouse: indica e será permitida a interface através de um mouse ou apenas pelo
teclado, só aceitando sim se o driver do mouse estiver devidamente instalado;

 caracteres gráficos em tamanho reduzido ou normal: indica o tamanho dos caracteres para
a apresentação gráfica dos parâmetros de projeto. O tamanho normal torna mais fácil a
visualização, entretanto para redes mais complexas é conveniente utilizar o tamanho
reduzido para não atrapalhar muito o desenho e evitar a superposição de valores. Esses
inconvenientes também podem ser contornados através do uso de janelas;

 caracteres gráficos com ou sem moldura: indica se será desenhado um retângulo em volta
dos parâmetros de projeto na apresentação gráfica destacando-os ou não;

 envia relatório para arquivo (*.TXT) / Epson / DeskJet / LaserJet: indica se ao pedir um
relatório ele será enviado diretamente para a impressora ou para um arquivo *.TXT no
diretório de projetos (*.PCX no caso de imagens). O envio do relatório para um arquivo
permite que ele seja alterado através de um editor de textos qualquer, incluindo
observações ou comentários, ou que seja analisado sem a necessidade de enviá-lo para a
impressora, ou ainda que seja criado para impressão posterior.

 impressão com letras comprimidas: indica se será usado o modo condensado ou não de
impressão;

 se pula página após impressão gráfica (vale apenas para impressoras matriciais tipo Epson
que usam 7formulário contínuo);

 se desenha a numeração dos nós no relatório;

 se faz a impressão gráfica na vertical ou na horizontal;

 se faz a impressão gráfica na vertical ou na horizontal; e se faz a impressão gráfica com


densidade simples ou dupla (vale apenas para Epson);

 se usa tela ampliada: indica se será usado o modo de tela ampliada, já discutido
anteriormente, ou apenas a área gráfica normal.

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Calculo (Cadastro/Opcoes/Calculo): permite configurar se alguns parâmetros devem ou não


ser considerados no cálculo, como indica a figura 8.

figura 8 - Cadastro/Opcoes/Calculo

Esses valores, quando se escolhe não considerá-los, deixam de ser acessados pelo programa
que passa a funcionar como se eles não existissem: não permite a sua visualização ou edição,
não os considera no cálculo ou dimensionamento e nem os apresenta nos relatórios. Cada um
deles tem o seguinte significado:

 bloqueio na alteração de diâmetros (altDN?): indica se devem ou não ser levados em


conta os parâmetros altDN? nos trechos.
 bloqueio na alteração de prof.fin. (altPF?): indica se devem ou não ser levados em conta
os parâmetros altPF? nos trechos.

 vazões distribuídas: quando ocorrem apenas vazões concentradas no projeto, por exemplo
em interceptores, é conveniente indicar para não considerar as vazões distribuídas (pois
elas terão sempre o valor zero).

 vazões concentradas: quando ocorrem apenas vazões distribuídas no projeto, por exemplo
em redes coletoras de áreas sem grandes consumidores, é conveniente indicar para não
considerar as vazões concentradas (pois elas terão sempre o valor zero).

Ao criar um novo projeto todas as opções de cálculo estarão ativadas, mas é conveniente
configurá-las desativando os parâmetros desnecessários a cada projeto. Dessa forma fica mais
fácil a entrada de dados e o relatório de análise mais simples.

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ESGOTO 1.1

Tela (Cadastro/Opcoes/Tela): permite configurar as cores para as diversas partes da


interface com o usuário. Algumas das modificações podem ser vistas logo, outras apenas após
sair e reinicializar o programa. Na área de menus são indicadas as cores possíveis para a tela
no modo gráfico em uso, como mostra a figura 9.

figura 9 - Cadastro/Opcoes/Tela (valores default para tela com 16 cores)

Dxf (Cadastro/Opcoes/Dxf): permite configurar os parâmetros para a geração de um arquivo


de desenho com o croquis da rede e a indicação do diâmetro, comprimento, declividade,
profundidade inicial e final e numeração de cada trecho, como pode ser observado na figura
10. Esse arquivo é gerado no formato DXF com o nome do projeto e a extensão .DXF no
diretório de projetos, podendo ser importado por um editor gráfico (AutoCAD por
exemplo) para tarefas de edição e plotagem.

figura 10 - Cadastro/Opcoes/Dxf

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5.2. Janela (Janela): permite acessar opções para obter janelas no desenho, fazendo
ampliações e manipulando a sua escolha para poder visualizar melhor os detalhes de cada
projeto. Corresponde a um menu, que aguarda a escolha de uma das opções: Nova, Anterior,
Global ou Move, como mostra a figura 11:

figura 11 - Janela

Nova (Janela/Nova): permite ampliar o desenho da área gráfica através da escolha de dois
pontos formando um retângulo (que aparece ligado ao primeiro ponto e acompanhando a
colocação do segundo para melhor orientação do usuário), essa escolha é então colocada em
uma pilha que armazena os valores de até cinco ampliações. O uso dessa opção está ilustrado
na figura 12:

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ESGOTO 1.1

figura 12 - Janela/Nova

Anterior (Janela/Anterior): redesenha a última janela definida pelo usuário reduzindo uma
posição na pilha de janelas.

Global (Janela/Global): redesenha a janela inicial dando uma visão completa do projeto.

Move (Janela/Move): permite mover o desenho bastando indicar um ponto do desenho e a


nova posição que ele deve ocupar na tela.

5.3. Geometria (Geometria): permite definir ou alterar as características geométricas do


projeto em uso. Corresponde a um menu com as seguintes opções: inclui Noo, inclui Tre,
Inclui trn, Exclui, Move, eScala, Rotacao e Final, como indicado na figura 13. É através dessa
opção que é feito o desenho da rede coletora.

figura 13 - Geometria

inclui Noo (Geometria/inclui Noo): permite incluir novos nós no projeto. Basta ir
posicionando o cursor gráfico nos pontos desejados, através do mouse ou das setas do teclado,
e pressionar <enter>. Não são aceitos pontos muito próximos dos já existentes e essa
operação é repetida até que se pressione <esc>.

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inclui Tre (Geometri/inclui Tre): permite incluir novos trechos no projeto ligando nós
existentes. Basta selecionar dois nós com o cursor gráfico que é criado um trecho ligando-os.
O nó inicial e final devem ser distintos e o trecho não deve cruzar com trechos pré-existentes.
Essa operação é repetida até que se pressione <esc>.

Inclui trn (Geometria/Inclui trn): permite incluir novos trechos e nós no projeto, ligando
um nó existente a um novo nó. Basta selecionar um nó existente e indicar a posição do novo
nó. Afastando o cursor do nó inicial aparece uma linha inversa ligando-os para uma melhor
orientação do novo trecho e, ao ser definida a posição do nó final, esse e o novo trecho são
armazenados na memória. Essa operação também é repetida até que se pressione <esc>. O
uso dessa opção está ilustrado na figura 14.

figura 14 - Geometria/Inclui trn

Nota: pressionando-se a tecla <esc> durante a espera de qualquer operação (ex: esperando o
nó final da inclusão, o nome de uma arquivo a ser salvo, etc.) a operação correspondente é
anulada sem alterar nada definido anteriormente no projeto.

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Exclui (Geometria/Exclui): permite excluir um trecho ou nó da Geometria. Deve-se


selecionar um objeto (trecho ou nó) com o cursor gráfico (posicionar próximo a ele e
pressionar <enter>) e responder o pedido de confirmação, como mostra a figura 15, no caso
excluindo um trecho. Caso seja dada a confirmação, será excluído o trecho escolhido ou o nó
e os trechos ligados a ele.

Nota: um nó é definido apenas por sua posição, enquanto os trechos são definidos pelo nó
inicial e final, por esse motivo é que são excluídos também os trechos ligados a um nó
quando da exclusão desse.

figura 15 - Geometria/Exclui

Move (Geometria/Move): essa opção permite mover um conjunto de trechos e nós no


desenho da rede. Com essa opção e as opções de escala e rotação pode-se ajeitar o desenho
para uma melhor visualização sem perder os dados associados aos trechos e nós. Nessa opção
deve-se selecionar um bloco com um ou mais trechos e nós, um ponto de base e sua nova
posição e confirmar a mudança. Após isso o programa faz uma verificação para ver se após a
mudança não há nós muito próximos, fora dos limites da janela global ou trechos cruzando
entre si, pedindo outra posição se houver.

Nota: as opções Move, eScala e Rotação tem um funcionamento bastante semelhante a


diversos editores gráficos. A verificação que é feita no final porém pode ser lenta dependendo
da quantidade de trechos e nós na rede e da velocidade do processador

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eScala (Geometria/eScala): essa opção permite reduzir ou ampliar o desenho de um


conjunto de trechos e nós no desenho da rede. Nessa opção deve-se selecionar um bloco com
um ou mais trechos e nós, um ponto de base e o fator de escala. Após isso o programa faz
uma verificação para ver se após a mudança não há nós muito próximos, fora dos limites da
janela global ou trechos cruzando entre si, pedindo outra posição se houver.

Rotacao (Geometria/Rotacao): essa opção permite fazer uma rotação de um conjunto de


trechos e nós no desenho da rede. Nessa opção deve-se selecionar um bloco com um ou mais
trechos e nós, um ponto de base (origem da rotação) e uma nova posição (indicando o ângulo
da rotação). Após isso o programa faz uma verificação para ver se após a mudança não há nós
muito próximos, fora dos limites da janela global ou trechos cruzando entre si, pedindo outra
posição se houver.

Final (Geometria/Final): essa opção permite definir ou alterar a posição do final da rede,
que é admitido inicialmente com o primeiro nó inserido no projeto. Basta selecionar um nó
existente e o final passa a ser representada por ele. No desenho, a posição do final é destacada
com um quadrado do tamanho de um PV.

5.4. Valores (Valores): permite visualizar ou alterar, individualmente ou em bloco, os dados


numéricos relativos a rede definida na Geometria. Corresponde a um menu com as seguintes
opções: Mostra, Bloco, Altera e Repassa, como indicado na figura 16:

figura 16 - Valores

27
ESGOTO 1.1

Mostra (Valores/Mostra): permite visualizar na tela um determinado parâmetro para todos


os trechos ou nós da rede. Esses parâmetros correspondem aos dados do projeto, que podem
ser alterados diretamente pelo usuário, exceto a numeração dos trechos e nós, que
representam apenas uma indicação conseqüente da seqüência de entrada do desenho da
Geometria. O menu Valores/Mostra pode ser visto na figura 17:

figura 17 - Valores/Mostra

Após a escolha de um desses parâmetros é feita, caso assim tenha sido configurado no
Cadastro/Opcoes, uma ampliação da tela gráfica para toda a área do vídeo e sobre o desenho
da Geometria são apresentados os valores da característica escolhida para todos os trechos ou
nós, e aguarda-se que o usuário pressione uma tecla para redesenhar a rede e voltar a
operação do programa, ou tecle <P> para imprimir (teclando P, a impressão pode ser feita em
impressoras Epson, LaserJet, ou em arquivo PCX cujo nome é solicitado na hora, conforme a
opção escolhida na configuração de ambiente do programa já descrita anteriormente).

A figura 18 ilustra a execução da opção Mostra para os diâmetros, e a figura 19 para a


numeração dos nós. A observação das duas figuras deixa clara a distinção entre parâmetros
dos trechos ou dos nós.

28
ESGOTO 1.1

figura 18 - Valores/Mostra/Diametro

figura 19 - Valores/Mostra/Nos

Bloco (Valores/Bloco): permite alterar os dados relativos a um conjunto de trechos ou nós


simultaneamente. Deve-se selecionar um grupo com um ou mais trechos ou nós com o cursor
gráfico e as teclas indicadas na área de mensagens. Os objetos escolhidos (trechos e/ou nós)
são destacados e quando termina a seleção é apresentado um menu com as seguintes opções:
Comprimento, Diametro, etc. Essas opções permitem alterar essas características para todos
os objetos marcados, por exemplo: ao escolher Comprimento é pedido o novo valor dos
comprimentos e esse novo valor é definido para todos os trechos marcados, enquanto que
para uma nova cota, o valor dado é definido para todos os nós marcados.

29
ESGOTO 1.1

A execução dessa opção pode ser visualizada na figura 20, quando se vê o menu com as
características citadas após a escolha do grupo de objetos a serem alterados.

figura 20 - Valores/Bloco

Altera (Valores/Altera): permite alterar os dados relativos a um trecho (comprimento,


diâmetro, etc) ou de um nó (cota, vazões concentradas, tipo de peça). Deve-se selecionar um
objeto com o cursor gráfico que então aparece marcado com suas características sendo
mostradas na área de menus. Com as setas para cima e para baixo posiciona-se no item
desejado, que pode ser editado pelo usuário (veja Modo de Edição). Essa operação é repetida
até que se pressione <esc>. As figuras 21 e 22 mostram a alteração de um trecho e um nó
respectivamente.

figura 21 - Valores/Altera (trecho)

30
ESGOTO 1.1

figura 22 - Valores/Altera (nó)

Repassa (Valores/Repassa): essa opção é um recurso de edição de grande utilidade, pois


permite achar e trocar diâmetros sem procurar trecho a trecho. Por exemplo: supondo que em
um projeto tenha-se obtido no dimensionamento apenas 36 m (em dois ou três trechos
pequenos) de tubulação ø 125 mm pode-se trocá-la por 150 mm. Para o uso dessa opção, o
usuário deve definir o diâmetro da tubulação a ser alterada e o novo diâmetro na forma:
d1,d2

(d1: diâmetro a ser trocado; d2: novo diâmetro)

O valor 0 vale como curinga, observe:


d1=0: trocar todos os tubos de qualquer diâmetro por ...
d1>0: trocar todos os tubos de diâmetro d1 por ...

d2=0: ... não altera diâmetros


d2>0: ... diâmetros d2

Por exemplo:
100,150: troca todos os tubos de 100 mm por 150 mm
0,150: troca todos os tubos por 150 mm
100,0: não faz nada
0,0: não faz nada

Esse comando foi originariamente desenvolvido para o programa de rede de água, onde os
tubos são definidos pelo diâmetro e classe de pressão e esse comando aplica-se de forma mais
complexa no conjunto dos dois parâmetros.

31
ESGOTO 1.1

5.5. Dimensiona (Dimensiona): gerencia as opções de dimensionamento. São elas:

 Pre dimensiona

 Dimensiona.

 Identif. pecas

A primeira calcula os diâmetros e declividades de cada trecho da rede de acordo com os


dados de projeto e os critérios definidos através do cadastro, das opções de calculo e dos
critérios da NBR 9649. A Dimensiona além dos passos anteriores faz com que os diâmetros
sejam crescentes de montante para jusante. A Identif. pecas define os tipos de peças em cada
nó (CP, TL, TIL ou PV), redesenhando a rede com os escolhidos. Como resultado da
Dimensiona e da Pre dimensiona são mostradas em seqüência as telas ampliadas dos
diâmetros e das profundidades finais de cada trecho obtidas.

O critério de escolha das pecas é o seguinte: TL para nós ligados apenas a um trecho, TIL
para nós ligados a dois ou três trechos e PV para os ligados a mais de três trechos. Para essa
comparação considera-se o número de trechos da rede e mais um no caso do nó final ou dos
nós com contribuições concentradas.

A figura 23 mostra o menu com as opções de dimensionamento.

figura 23 - Dimensiona

32
ESGOTO 1.1

5.6. Simula (Simula): se não houver erros nos dados da Geometria e nos Valores (diâmetro
inválido, comprimento nulo, nós isolados na rede, etc.), é feita uma simulação da rede
segundo o método descrito no item Métodos de Cálculo. Após isso é apresentado um menu
para se verificar os resultados da análise com as opções indicadas na figura 24:

figura 24 - Simula

A primeira mostra um resumo dos resultados da simulação, como indicado na figura 25.

figura 25 - Simula/Resumo

33
ESGOTO 1.1

As duas últimas permitem gerar ou visualizar através de janelas um desenho no formato dxf
com a indicação do diâmetro, comprimento, declividade, profundidade inicial e final e a
numeração de cada trecho. A figura 26 mostra a visualização do dxf em uma janela do projeto
exemplo:

figura 26 - Simula/visUaliza dxf

As demais tem um funcionamento análogo ao Valores/Mostra, porém a opção Valores/Mostra


se refere a dados do projeto e as aqui apresentadas a resultados da simulação, daí estarem em
menus diferentes.

5.7. Relatório (Relatório): emite um relatório para a impressora, ou para um arquivo


conforme a configuração do sistema, com os dados relativos ao cadastro, um resumo dos
resultados, os parâmetros relativos aos trechos e aos nós bem como a quantificação da
tubulação.

34
ESGOTO 1.1

6. Métodos de Cálculo

Essa parte do manual foi incluída para que o usuário possa entender o que ocorre
internamente ao programa, sem que fique apenas usando uma "caixa preta".

Os parâmetros da análise e do dimensionamento são calculados a partir das equações da


hidráulica para condutos livres funcionando em regime uniforme e permanente. Os critérios
utilizados estão de acordo com a NBR 9649 assim como algumas equações.

O equacionamento, discussão e algoritmo para o cálculo da lâmina são apresentados no


manual em anexo do Circular 1.0 (um programa simples para o cálculo do escoamento a
seção livre em condutos circulares pela fórmula de Manning), que foi fornecido junto com o
ESGOTO 1.1.

No equacionamento os dados são considerados geralmente nas unidades do S.I. (a menos que
sejam indicadas outras), e são assim utilizados internamente ao programa, apesar de sua
apresentação em tela e no relatório estar de acordo com as unidades usuais (vazão em l/s,
rugosidade em mm, etc.).

Nos itens seguintes são apresentados os algoritmos gerais para a análise e dimensionamento
da rede e para o cálculo de um trecho e da lâmina, raio hidráulico e velocidade.

35
ESGOTO 1.1

6.1. Análise e Dimensionamento

Quando se executa as opções Pre dimensiona ou Dimensiona é feito o dimensionamento da


rede determinando as declividades, diâmetros e profundidades na rede e os demais
parâmetros de projeto: lâminas, velocidades, etc e é feita a quantificação da tubulação. A
diferença entre elas está no fato da opção Dimensiona ainda impor que os diâmetros sejam
crescentes de montante para jusante. No caso da simulação não são alterados os diâmetros da
rede nem as profundidades, mas são calculados todos os demais parâmetros.

Isso é feito de acordo com a seguinte seqüência de operações:

 verifica-se se os dados são consistentes: se a rede foi adequadamente desenhada, se há


algum comprimento nulo na tubulação, se ocorre a formação de anel, etc;

 calcula-se as vazões ao longo da rede;

 calcula-se a rede trecho a trecho conforme o algoritmo do próximo item. No caso da


análise o diâmetro e a profundidade final não são alterados, apenas são calculados os
outros parâmetros. Caso a lâmina esteja fora dos limites de cálculo (>0.8) é apresentado o
valor -1.

 no caso do dimensionamento e não apenas o pré-dimensionamento, verifica-se se ocorre


diminuição dos diâmetros de montante para jusante, aumentando-os nesse caso. São
recalculados então os demais parâmetros dos trechos alterados;

 faz-se a verificação dos critérios de dimensionamento: se a tensão trativa está acima da


mínima em todos os trechos e se as lâminas são menores que 0.75 (ou 0.50 se Vf>Vc).
Caso contrário é dada uma mensagem de alerta, o que pode acontecer no caso da
simulação ou quando não houver diâmetro comercial que permita atender o critério de
lâmina máxima;

 são calculados os dados do resumo: vazões totais inicial e final, profundidade máxima,
lâminas e velocidades máximas e mínimas e tensão trativa mínima na rede;

 por fim é feita a quantificação da tubulação.

Alguns aspectos não devem ser esquecidos: o dimensionamento é feito procurando manter
sempre profundidades mínimas na rede, o que depende não só do cálculo da rede mas
principalmente do caminhamento escolhido pelo projetista.

36
ESGOTO 1.1

6.2. Trecho - algoritmo para o cálculo de um trecho

Dados Gerais (variáveis globais):


n n de Manning
p profundidade mínima

Dados do trecho (variáveis locais):


L (m) comprimento
Qi (l/s) vazão inicial (ou a mínima de cálculo)
Qf (l/s) vazão final (ou a mínima de cálculo)
zi (m) cota montante
zf (m) cota jusante
pi (m) profundidade a montante

Procedimento:
cálculo da declividade (m/m):
 (zi  pi)  (zf  p min) 
I  max  ; 0.0055  Qi 0.47 
 L 
profundidade final (m):
pf  zf  zi  pi  I  L
diâmetro (mm):
calculado para ydmax=0.75, Qf, I, n:
a:=2*acos(1-2*ydmax);
fa:=(a-sin(a))^5/3/a^(2/3);
D:=1000*(Qf/1000*n*2^(13/3)/sqrt(I)/fa)^(3/8)
e se utiliza o valor comercial imediatamente superior
raio hidráulico (m), velocidade (m/s) e lâmina:
Mani(Qi/1000, D/1000, I, n)  Rhi, Vi, YDi
Mani(Qf/1000, D/1000, I, n)  Rhf, Vf, YDf
tensão trativa (Pa):
 i  104  Rhi  I
velocidade crítica (m/s):
Vc  6  g  Rhf
se Vc>Vf e ydf>0.5 recalcula o diâmetro e os demais parâmetros para ydmax=0.50

Nota 1:o algoritmo Mani(Q, D, I ,n) é descrito em separado na próxima página.


Nota 2:a expressão empírica para o cálculo da declividade mínima apresentada corresponde a
uma tensão trativa de 1Pa para um n de Manning de 0.013, valor normalmente usado em
redes de esgotos.

37
ESGOTO 1.1

6.3. Mani - algoritmo para cálculo do escoamento a seção livre

Dados
Q, D, Io e n (entrar os valores no S.I.)

Procedimento:
calcula cte:=Q*n*2^(13/3)/D^(8/3)/sqrt(Io)
monta o intervalo inicial de busca da raiz para y/D entre 0 e 0.80:
yd1:=0.00, f1:=-cte
yd2:=0.80, f2:=f(yd2)
se a solução não estiver no intervalo:
se f2<0 faz y/D:=-1 e sai
processo da dicotomia com 10 iterações para dar uma precisão de 0.8/2^10=0.0008:
para i:=1..10
yd:=(yd1+yd2)/2;
f:=f(yd);
se f<0 faz yd1:=yd e f1:=f
senão yd2:=yd e f2:=f
interpola o último intervalo pela secante: (precisão = 0.0004)
yd:=yd2-(yd2-yd1)/(f2-f1)*f2
ângulo a: a:=2*acos(1-2*yd)
seção molhada: S:=(a-sen(a))*D^2/8
perím. molhado: P:=a*D/2
raio hidráulico: Rh:=S/P
velocidade: V:=Q/S
dá os resultados: Rh, V, yd (nota: yd=y/D)

Nota: f(yd) deve ser calculado da seguinte forma:


a:=2*acos(1-2*yd)
f:=(a-sen(a))^(5/3)/a^(2/3)-cte

38
ESGOTO 1.1

7. Considerações Finais

Quanto a utilização do ESGOTO 1.1 podem ser feitas algumas considerações:

- o sistema foi desenvolvido para auxiliar as atividades de projeto de redes coletoras de


esgotos sanitários exercidas por engenheiros e técnicos devidamente habilitados, portanto não
deve ser utilizado por leigos no assunto;

- outros componentes de sistemas de esgotos sanitários como sifões invertidos, ou emissários


por recalque, não estão incluídos nessa versão do programa, devendo ser calculados em
separado quando presentes;

- esse sistema possui o mesmo tipo de interface que o REDE 3.0 para redes de abastecimento
de água, com muitas opções em comum. Com relação ao REDE chama-se a atenção que aqui
a tubulação é definida apenas pelo diâmetro, e não pelo par diâmetro/classe de pressão. Dessa
forma, embora os arquivos tenham a mesma extensão (.TUB), eles são diferentes;

- diversas das características atuais do sistema, tanto a nível de detalhes de interface como na
estrutura de dados e no funcionamento interno são resultado não apenas da experiência
própria, mas principalmente das necessidades e sugestões dos usuários de outros programas
desenvolvidos. Dessa forma, a sua opinião, críticas e sugestões são muito importantes para as
futuras melhorias nesse sistema e para o desenvolvimento de outros.

39
ESGOTO 1.1

8. Um exemplo completo

As listagens a seguir foram obtidas a partir do ESGOTO 1.1 para o arquivo de projeto
EXEMPLO1.ESG. Esse exemplo foi extraído da apostila do curso de Saneamento I do
Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da USP.

São apresentados o relatório de análise, o croquis com a indicação da numeração dos nós e o
desenho do arquivo DXF criado pelo programa com a indicação do diâmetro, comprimento,
declividade, profundidade inicial e final e a numeração de cada trecho.

Para a entrada de dados utilizou-se primeiro a opção Cadastro/Novo. Após isso, com a
Geometria foi feito o desenho da rede e com Valores foram fornecidos os diversos
parâmetros.

40
ESGOTO 1.1

--------------------------------------------------------------------------------
(nome da empresa ou usuário autorizado)

Esgoto 1.0 - Sistema de Auxilio a Projetos de Redes Coletoras de Esgotos

Relatorio de Analise - Projeto Exemplo 27/09/1993


--------------------------------------------------------------------------------

Material da tubulacao : ceramica

Final da rede ( No 24 ) :

vazao inicial : 9.70 l/s


vazao final : 17.79 l/s

Resumo :

profundidade maxima : 2.10 m


lamina maxima : 0.70
lamina minima : 0.14
velocidade maxima : 1.47 m/s
velocidade minima : 0.41 m/s
tensao trativa minima : 1.03 Pa

Tabela de Resultados - Trechos

Trecho L(m) D(mm) I(%) Qdi(l/s) Qci(l/s) Qi(l/s) zi(m) pi(m) ydi vi(m/s) ps(m) Ti(Pa) Vc(m/s) Obs
tre noi nof Qdf(l/s) Qcf(l/s) Qf(l/s) zf(m) pf(m) ydf vf(m/s)

1: 1- 2 89 150 4.55 0.146 0.000 0.146 502.05 1.20 0.15 0.94 1.20 6.20 2.19
0.297 0.000 0.297 498.00 1.20 0.15 0.94
2: 2- 3 38 150 6.03 0.062 0.000 0.208 498.00 1.20 0.14 1.03 1.20 7.71 2.12
0.127 0.000 0.424 495.71 1.20 0.14 1.03
3: 3- 4 96 150 4.78 0.157 0.000 0.365 495.71 1.20 0.14 0.95 1.20 6.44 2.18
0.321 0.000 0.745 491.12 1.20 0.14 0.95
4: 4- 5 50 150 3.72 0.082 4.980 0.447 491.12 1.20 0.15 0.87 1.20 5.30 2.24
0.167 4.980 0.912 489.26 1.20 0.15 0.87
5: 5- 6 33 150 5.15 0.054 0.000 5.481 489.26 1.20 0.27 1.43 1.31 12.07 2.93 dg 0.11
0.110 0.000 6.002 487.56 1.20 0.28 1.47
6: 7- 6 90 150 0.45 0.148 0.000 0.148 487.86 1.20 0.26 0.41 1.31 1.03 2.83
0.301 0.000 0.301 487.56 1.31 0.26 0.41
7: 6- 8 96 150 2.66 0.157 0.000 5.786 487.56 1.31 0.33 1.15 1.20 7.33 3.21
0.321 0.000 6.624 484.90 1.20 0.35 1.19
8: 8- 9 100 150 0.30 0.164 0.000 5.950 484.90 1.20 0.62 0.51 2.10 1.27 3.96
0.334 0.000 6.958 485.50 2.10 0.70 0.53
9 : 10 - 11 62 150 2.08 0.102 0.000 0.102 495.47 1.20 0.18 0.71 1.20 3.37 2.39
0.207 0.000 0.207 494.18 1.20 0.18 0.71
10 : 11 - 12 62 150 0.95 0.102 0.000 0.204 494.18 1.20 0.21 0.54 1.20 1.83 2.61
0.207 0.000 0.414 493.59 1.20 0.21 0.54
11 : 13 - 12 50 150 5.02 0.082 0.000 0.082 496.10 1.20 0.14 0.97 1.20 6.69 2.17
0.167 0.000 0.167 493.59 1.20 0.14 0.97
12 : 12 - 14 42 150 1.10 0.069 0.000 0.355 493.59 1.20 0.21 0.57 1.20 2.04 2.57
0.140 0.000 0.721 493.13 1.20 0.21 0.57
13 : 15 - 14 41 150 4.56 0.067 0.000 0.067 495.00 1.20 0.15 0.94 1.20 6.21 2.19

41
ESGOTO 1.1

0.137 0.000 0.137 493.13 1.20 0.15 0.94


14 : 14 - 16 48 150 4.71 0.079 0.000 0.501 493.13 1.20 0.15 0.95 1.20 6.36 2.18
0.160 0.000 1.018 490.87 1.20 0.15 0.95
15 : 16 - 17 48 150 2.75 0.079 0.000 0.580 490.87 1.20 0.17 0.78 1.20 4.19 2.32
0.160 0.000 1.178 489.55 1.20 0.17 0.78
16 : 17 - 18 38 150 1.26 0.062 0.000 0.642 489.55 1.20 0.20 0.60 1.20 2.29 2.53
0.127 0.000 1.305 489.07 1.20 0.20 0.60
17 : 19 - 20 62 150 2.42 0.102 0.000 0.102 491.12 1.20 0.17 0.75 1.20 3.79 2.35
0.207 0.000 0.207 489.62 1.20 0.17 0.75
18 : 20 - 18 62 150 0.89 0.102 0.000 0.204 489.62 1.20 0.22 0.53 1.20 1.73 2.63
0.207 0.000 0.414 489.07 1.20 0.22 0.53
19 : 18 - 21 50 150 2.32 0.082 0.000 0.928 489.07 1.20 0.17 0.74 1.20 3.67 2.49
0.167 0.000 1.886 487.91 1.20 0.19 0.79
20 : 21 - 9 98 150 2.46 0.161 0.000 1.089 487.91 1.20 0.17 0.75 2.10 3.84 2.56 tq 0.90
0.327 0.000 2.213 485.50 1.20 0.21 0.85
21 : 22 - 9 85 150 0.88 0.139 0.000 0.139 486.25 1.20 0.22 0.52 2.10 1.73 2.63 tq 0.90
0.284 0.000 0.284 485.50 1.20 0.22 0.52
22 : 9 - 23 62 150 1.42 0.102 0.000 7.280 485.50 2.10 0.44 0.97 1.20 4.89 3.68
0.207 0.000 9.662 483.72 1.20 0.52 1.04
23 : 23 - 24 62 150 2.84 0.102 0.000 7.382 483.72 1.20 0.37 1.25 1.20 8.55 3.46
0.207 0.000 9.869 481.96 1.20 0.43 1.36
24 : 25 - 26 75 150 5.28 0.123 0.000 0.123 498.63 1.20 0.14 0.99 1.20 6.95 2.16
0.251 0.000 0.251 494.67 1.20 0.14 0.99
25 : 27 - 26 90 150 1.33 0.148 0.000 0.148 495.87 1.20 0.20 0.61 1.20 2.38 2.51
0.301 0.000 0.301 494.67 1.20 0.20 0.61
26 : 26 - 28 98 150 4.78 0.161 0.000 0.432 494.67 1.20 0.14 0.95 1.20 6.43 2.18
0.327 0.000 0.879 489.99 1.20 0.14 0.95
27 : 29 - 28 51 150 1.49 0.084 0.000 0.084 490.75 1.20 0.19 0.63 1.20 2.60 2.48
0.170 0.000 0.170 489.99 1.20 0.19 0.63
28 : 30 - 28 88 150 0.85 0.144 0.000 0.144 490.74 1.20 0.22 0.52 1.20 1.68 2.64
0.294 0.000 0.294 489.99 1.20 0.22 0.52
29 : 28 - 31 98 150 2.80 0.161 0.000 0.821 489.99 1.20 0.16 0.79 1.20 4.24 2.37
0.327 0.000 1.670 487.25 1.20 0.17 0.81
30 : 32 - 31 90 150 1.09 0.148 0.000 0.148 488.23 1.20 0.21 0.57 1.20 2.04 2.57
0.301 0.000 0.301 487.25 1.20 0.21 0.57
31 : 31 - 33 92 150 0.99 0.151 0.000 1.120 487.25 1.20 0.21 0.55 1.72 1.89 2.84 tq 0.52
0.307 0.000 2.278 486.34 1.20 0.26 0.62
32 : 34 - 35 75 150 3.85 0.123 0.000 0.123 497.17 1.20 0.15 0.88 1.27 5.44 2.23 dg 0.07
0.251 0.000 0.251 494.28 1.20 0.15 0.88
33 : 36 - 35 88 150 0.45 0.144 0.000 0.144 494.61 1.20 0.26 0.41 1.27 1.03 2.83
0.294 0.000 0.294 494.28 1.27 0.26 0.41
34 : 35 - 37 100 150 3.30 0.164 0.000 0.431 494.28 1.27 0.16 0.84 1.20 4.83 2.27
0.334 0.000 0.879 490.91 1.20 0.16 0.84
35 : 37 - 38 36 150 3.86 0.059 0.000 0.490 490.91 1.20 0.15 0.88 1.20 5.45 2.23
0.120 3.200 0.999 489.52 1.20 0.15 0.88
36 : 38 - 39 92 150 3.45 0.151 0.000 0.641 489.52 1.20 0.16 0.85 1.20 4.99 2.88
0.307 0.000 4.506 486.35 1.20 0.27 1.17
37 : 40 - 39 60 150 1.08 0.098 0.000 0.098 487.00 1.20 0.21 0.56 1.20 2.03 2.57
0.200 0.000 0.200 486.35 1.20 0.21 0.56
38 : 39 - 41 58 150 0.45 0.095 0.000 0.834 486.35 1.20 0.26 0.41 1.32 1.03 3.61
0.194 0.000 4.900 486.21 1.32 0.49 0.57
39 : 41 - 33 58 150 0.45 0.095 0.000 0.929 486.21 1.32 0.26 0.41 1.72 1.03 3.63
0.194 0.000 5.094 486.34 1.72 0.50 0.58
40 : 33 - 42 82 150 1.37 0.134 0.000 2.183 486.34 1.72 0.24 0.68 1.20 2.87 3.53
0.274 0.000 7.646 484.70 1.20 0.46 0.97
41 : 42 - 24 82 150 3.34 0.134 0.000 2.317 484.70 1.20 0.20 0.95 1.20 5.91 3.25
0.274 0.000 7.920 481.96 1.20 0.37 1.36

42
ESGOTO 1.1

--------------------------------------------------------------------------------
(nome da empresa ou usuário autorizado)

Esgoto 1.0 - Sistema de Auxilio a Projetos de Redes Coletoras de Esgotos

Quantificacao - Projeto Exemplo 27/09/1993


--------------------------------------------------------------------------------

Diametro Peso/m Quantidade Peso


(mm) (Kg/m) (m) (Kg)

150 0.000 2877 0

Peso da tubulacao : 0 Kg

Comprimento da rede : 2877 m

43
ESGOTO 1.1

44