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SEMINÁRIO TEOLÓGICO PRESBITERIANO

REV. DENOEL NICODEMOS ELLER

HILQUIAS DE ASSIS UHL

PROJETO PEDAGÓGICO DA 1ª IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL


DE JACARAÍPE

Belo Horizonte
2018
HILQUIAS DE ASSIS UHL

PROJETO PEDAGÓGICO DA 1ª IGREJA PRESBITERIANA DO


BRASIL DE JACARAÍPE

Trabalho acadêmico apresentado ao Seminário


Teológico Presbiteriano Rev. Denoel Nicodemos Eller
como requisito parcial para aprovação na disciplina de
Educação Cristã 1.
Professor: Rev. José da Silva Lapa.

Belo Horizonte
2018
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 1

I. ORIGEM HISTÓRICA, NATUREZA E CONTEXTO DA IGREJA ................. 2

A. HISTÓRICO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL – IPB ............... 2

B. HISTÓRICO DA 1ª IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL DE


JACARAÍPE .............................................................................................................. 3

II. FUNDAMENTOS NORTEADORES DA PRÁTICA EDUCATIVA DA


IGREJA........................................................................................................................... 4

A. FUNDAMENTOS BÍBLICO-TEOLÓGICOS ................................................. 4

B. FUNDAMENTOS ÉTICOS ............................................................................. 5

C. FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS ...................................................... 5

D. FUNDAMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS .......................................... 6

III. VISÃO, MISSÃO E OBJETIVOS DA IGREJA.................................................. 7

A. VISÃO .............................................................................................................. 7

B. MISSÃO ........................................................................................................... 7

C. OBJETIVOS ..................................................................................................... 7

IV. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO E DO ENSINO


OFERECIDOS ................................................................................................................ 7

A. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL .................................................................. 8

B. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR .................................................................. 9

C. PROCESSOS DE ACOMPANHAMENTO, CONTROLE E AVALIAÇÃO


DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM .................................................................. 17

D. INFRAESTRUTURA ..................................................................................... 19

E. GESTÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA ....................................... 21

V. CULTOS DOMINICAIS .................................................................................... 22

VI. GRUPOS FAMILIARES ................................................................................... 22

VII. REUNIÃO DE ORAÇÃO .................................................................................. 23

VIII. ESTUDOS BÍBLICOS ....................................................................................... 23


IX. SOCIEDADES INTERNAS .............................................................................. 23

A. UCP ................................................................................................................. 24

B. UPA ................................................................................................................ 24

C. UMP ................................................................................................................ 24

D. SAF ................................................................................................................. 24

E. UPH ................................................................................................................ 24

X. MINISTÉRIOS ................................................................................................... 25

CONCLUSÃO .............................................................................................................. 26

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 267


1

INTRODUÇÃO
A educação é um tema de grande importância para nós cristãos ainda que muitas vezes
nos não a entendamos. Ela sempre tem sido uma preocupação da Igreja, desde os tempos
apostólicos. O interesse em instruir, educar e capacitar o povo de Deus foi muito importante no
Antigo Testamento, no contexto da família e da vida religiosa de Israel. No período interbíblico
surgiu uma importante agência educativa judaica que foi a sinagoga. Na igreja primitiva, as
atividades didáticas foram fundamentais para a propagação e consolidação do novo movimento.

Meister (2017) prefaciando a obra Você Educa de Acordo com o que Adora diz que
basicamente entendemos que “educação cristã é o que acontece na Escola Dominical e a
educação secular acontece nas outras escolas1”, porém, o próprio autor da obra, Rev. Filipe
Fonte, vai defender que “a educação é, por natureza, um empreendimento religioso”. A
educação, assim, como as demais áreas que compõem e formam a nossa cultura e sociedade
(política, economia, etc.) não é neutra, e sim, tem tudo a ver com religião. Por isso, esse assunto
deve também ser debatido por pastores, e porquê não, por estudantes de teologia.

A proposta pedagógica nasceu com base em discussões em sala de aula durante a


disciplina de Educação Cristã ministrada pelo Rev. José da Silva Lapa no Seminário Teológico
Presbiteriano Reverendo Denoel Nicodemos Eller. O objetivo principal dessa proposta é fazer
um exame de uma igreja real (1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe) e a partir desse exame
levantar uma proposta de atuação da igreja no que diz respeito a formação sócio-cognitiva de
seus membros através das atividades já realizadas ou atividades que serão então propostas nesse
trabalho.

Para alcançar o objetivo desse trabalho, uma pequena pesquisa foi realizada em sites
sugeridos pelo próprio professor da disciplina, bem como, outros materiais da IPB – Igreja
Presbiteriana do Brasil aos quais temos acesso enquanto estudantes do seminário. Também
foram solicitados através do tutor eclesiástico relatórios recentes da igreja apresentados ao
presbitério, e, também, cópia do estatuto da igreja. Após recolhimento de todo esse material e
uma simples avaliação do mesmo, então, num primeiro momento um relato histórico da IPB e
da 1ªIPB de Jacaraípe foram levantados, também um pequeno desenvolvimento histórico da
EBD – Escola Bíblica Domincal. E num segundo momento levantou-se uma proposta a ser
adotada pela igreja visando aprimorar a formação de seus membros.

1
Fontes, Filipe Costa. Você educa de acordo com o que adora: educação tem tudo a ver com religião. São
José dos Campos, SP: Fiel, 2017.
2

I. ORIGEM HISTÓRICA, NATUREZA E CONTEXTO DA IGREJA


A 1ª Igreja Presbiteriana do Brasil de Jacaraípe, localizada na Rua Caiçaras, 300 em
Jacaraípe, Serra – ES, foi fundada em 21 de Janeiro de 1996, hoje pertence ao Presbitério Centro
Capixaba do Sínodo Central Espiritossantense da Igreja Presbiteriana do Brasil. É uma
organização religiosa com Estatuto registrado no Cartório do 1º Ofício da 1ª Zona em Serra –
ES apresentado em 01 de Novembro de 1996 (Apêndice I).

A. HISTÓRICO DA IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL – IPB


Quando se fala em história da IPB no Brasil muito se tem a dizer desde a chegada do
Rev. Ashbel Green Simonton (1833-1867) em 1859, vindo dos EUA enviado como missionário
da PCUSA (Presbyterian Church of the United States of America) . Ele foi o responsável pelo
início do trabalho aqui, e, de acordo com o site oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil em sua
parte histórica, juntamente com o Rev. José Manoel da Conceição (1822-1873), o primeiro
pastor evangélico brasileiro, é um dos personagens mais notáveis na história do
presbiterianismo no Brasil. Não podemos, porém, deixar de fora desse pequeno comentário
acerca da história da IPB o Rev. Alexander Latimer Blackford, cunhado de Simonton,
responsável pelo início do presbiterianismo em São Paulo.

Desde então muita mudança aconteceu e inclusive outras igrejas presbiterianas surgiram
a partir da IPB, por exemplo,

Igreja Presbiteriana Independente do Brasil (1903), com sede em São Paulo; Igreja
Presbiteriana Conservadora (1940), com sede em São Paulo; Igreja Presbiteriana
Fundamentalista (1956), com sede em Recife; Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil
(1975), com sede em Arapongas, Paraná, e Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
(1978), com sede no Rio de Janeiro (IPB. Online).

Todas essas igrejas de tradição reformada, todavia, com algumas discrepâncias


doutrinarias em relação à IPB.

“A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas que têm em comum uma
história, uma forma de governo, uma teologia, bem como um padrão de culto e de vida
comunitária” (IPB. Online). A IPB é organizada em Igrejas Locais que se reportam aos seus
Presbitérios, que se reportam aos seus Sínodos, que então se reportam ao Supremo Concílio. O
modelo de governo adotado pela igreja é representativo. A IPB é considerada a mais antiga
denominação reformada do país, completando em 2018, 159 anos de presbiterianismo no país.
A 1ª IPB de Jacaraípe é uma das igrejas locais que faz parte dessa organização.
3

B. HISTÓRICO DA 1ª IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL DE


JACARAÍPE
A 1ª Igreja Presbiteriana do Brasil de Jacaraípe foi organizada em 21 de Janeiro de 1996
num bairro da cidade de Serra – ES. Região praiana, Jacaraípe sempre foi um bairro muito
turístico, destino principalmente do povo mineiro no período das férias de verão. O trabalho
com crianças começou na casa de uma senhora conhecida entre os seus como “Dona
Sebastianinha” e, logo, se desenvolveu com as famílias daquelas crianças. Então, tornou-se
uma congregação – filha da 1ª IPB de Vitória, que, então, era pastoreada pelo Rev. Hernandes
Dias Lopes. Teve dois pastores no ano de 96, um durante o primeiro semestre e outro no
segundo que deixaram poucas memórias entres os membros fundadores da igreja.
Em 1997 recebeu o Rev. Cleufas L. Sathler vindo do Rio de Janeiro, que ficou como
pastor da igreja até o ano de 2013. Durante os 17 anos de ministério na igreja local o Rev.
Cleufas realizou diversas EBFs – Escolas Bíblicas de Férias que contavam em média com a
presença de 400 crianças dos arredores da igreja. Também foi durante esse período que a igreja
passou por 3 divisões que geraram outras 3 igrejas, sendo uma delas até hoje vinculada a IPB e
endereçada no mesmo bairro. Durante esse período a igreja também chegou a ter 3
congregações, porém os trabalhos foram encerrados e no final do ano de 2013 havia apenas
uma.
No ano de 2008 o Sínodo Central Espiritossantense por motivos, principalmente,
geográficos, dividiu o Presbitério Central organizando o Presbitério Centro Capixaba, do qual
a igreja passou a fazer parte. Assim, em 2014, o Rev. Carlos Magno da Silva foi designado pelo
Presbitério Centro Capixaba – PRCC a assumir o trabalho, juntamente com o Rev. Hudson
Isaac Lopes que atuaria na então Congregação Presbiteriana de Nova Almeida (outro bairro da
Serra). No início de 2016, a 1ª IPB de Nova Almeida foi organizada.
Nos últimos 4 anos a igreja realizou projetos de Alfabetização, Cursos de Informática e
Inglês, bem como Pré-Vestibular para a comunidade. Todas as disciplinas foram ministradas
por membros da igreja com formação em cada uma das áreas especificas oferecidas. E ainda
mantém um projeto social para Crianças desde 2015 que já distribuiu roupas, alimentos,
material escolar e alguns eletrodomésticos entre as famílias dessas crianças. O TCC – Terça
com Cristo acontece semanalmente na igreja e hoje conta com o número entre 50 e 70 crianças.
Hoje o conselho da 1ª IPB de Jacaraípe é composto por 5 presbíteros (1 docente e 4
regentes) e a Junta Diaconal tem 5 diáconos eleitos em seu corpo. Atualmente a 1ª IPB de
Jacaraípe tem 7 classes em sua EBD – Escola Bíblica Dominical que se reúne aos Domingos às
4

9h. Estas são dividas da seguinte maneira: 3 classes de departamento infantil, 1 classe para
adolescentes, 1 para jovens solteiros, 1 para jovens casados e 1 para adultos.
Conta também, em suas atividades, de Estudo Bíblico semanal com uma média de 15
pessoas por encontro, Reunião de Oração semanal na igreja realizada pela SAF – Sociedade
Auxiliadora Feminina contando com a presença média entre 25 e 30 mulheres por encontro, e
Reunião de Oração semanal nos lares distribuídas pelo Bairro com participação das famílias
chegando a 70 pessoas em média, Semana Mensal de Oração na igreja além de Treinamento
Semestral para a liderança da igreja. Durante o ano o calendário de atividades da igreja é
distribuído entre as 5 sociedades internas e ministérios de louvor e teatro.

II. FUNDAMENTOS NORTEADORES DA PRÁTICA EDUCATIVA


DA IGREJA
A. FUNDAMENTOS BÍBLICO-TEOLÓGICOS
A 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe, enquanto filiada a IPB, adota os mesmos símbolos
de fé (a Confissão de Fé, o Catecismo Maior e o Breve Catecismo de Westminster) que essa. E
assim, inspirada em uma cosmovisão que pressupõe uma preocupação com pelo menos três
relações fundamentais (a relação com Deus, a relação com o próximo, e a relação com o cosmos
em que vivemos), baseia seu ensino nas Escrituras, o referencial último da fé cristã reformada.

Dentre os seus principais fundamentos, temos a Bíblia, primeiramente, como regra de


fé e prática. Os próprios símbolos de fé afirmam a respeito da Bíblia que ela é a palavra de
Deus, que é 100% verdade, e que ambos os testamentos foram inspirados pelo Espírito Santo.
Cremos que a bíblia é o que nos dá o conhecimento de quem Deus é e de quem nós somos nele.
Outro fundamento que norteará nossa prática de ensino é a respeito do próprio Deus. Cremos e
ensinamos a existência de um único Deus verdadeiro, criador dos céus e da terra. Esse Deus é
infinito, pessoal, transcende nossa realidade e compreensão, embora seja imanente e presente
no tempo e espaço. Esse Deus pode ser conhecido na medida do que deixou revelado em sua
santa palavra: a Bíblia.

A respeito do homem nosso ensino se baseia no fato de que o homem foi criado por
Deus à sua imagem e semelhança e por Ele colocado como responsável diante do Criador pelo
uso e emprego de seus recursos naturais. Entendemos também que homem não está mais hoje
no estado de inocência em que foi criado, por ter feito mau uso do livre arbítrio, que possuía
inicialmente em busca de independência e autonomia, e por isso, recebeu o devido castigo (a
morte) pela quebra do seu relacionamento com Deus. Esse homem mantém, pela graça comum
5

de Deus, a capacidade de aprender, pesquisar e usar os resultados de sua pesquisa para o


aprimoramento e o progresso de sua estada neste mundo. Mundo este criado por Deus, o qual
deve ser gerenciado e cuidado pelo homem que foi criado para fazê-lo de forma que todas as
suas ações neste mundo e direcionadas à este redundem em glórias ao Deus Criador. Tudo isso
pode ser aprendido e ensinado a partir do estudo dos símbolos de fé adotados pela igreja.

B. FUNDAMENTOS ÉTICOS
A 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe entende que a igreja (corpo de Cristo) aqui na terra
tem várias missões, entre elas está a missão de formação integral do cristão, fundamentada em
um conjunto de valores os quais visam prepará‐lo para ou guiá-lo através de um
autodesenvolvimento físico, intelectual, moral, ético e espiritual. Dessa forma, o entendimento
é o de que a igreja não pode de maneira alguma ocupar-se apenas do que diz respeito a formação
espiritual do homem porém com tudo aquilo que o compõe e tudo aquilo pelo qual ele se faz
responsável, de maneira que, esse homem se desenvolva e que esse desenvolvimento seja
observado em decisões por parte do sujeito que sejam manifestadas em atos de amor, justiça,
honestidade, integridade, solidariedade e fraternidade para com o meio social (sociedade) no
qual ele se encontra inserido.

Assim, ações que dizem respeito ao relacionamento entre sujeitos, por exemplo, o
respeito mútuo e a empatia, são incentivados e devem ser cada vez mais aprimorados em nosso
meio. A igreja incentiva que o indivíduo construa suas relações interpessoais, considerando a
necessidade de afeto, fomentando, assim, a convivência harmônica e a fé em Deus, visando,
principalmente, conforme as Escrituras o “aperfeiçoamento do corpo de Cristo” (Ef 4). A Igreja
também preocupa-se com a relação do sujeito e o cosmos onde este habita e, por isso, orienta
que cada integrante da comunidade demonstre ser sensível à criação divina, zelando pela
preservação e bom cuidado do meio ambiente e de todos os elementos que contribuem para sua
manutenção natural sendo sempre gratos a Deus por todas as coisas.

C. FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS
O fundamento epistemológico desse projeto é o método cognitivo-interacionista, que
trabalha com o conceito de conhecimento transmitido em uma base de raciocínio dedutivo com
rapidez. Nesse método a interação é a palavra-chave, pois é através desse contato é que será
possível ao aluno fazer suas próprias deduções e chegar as suas conclusões, assim o que se
busca é que o aluno esteja o tempo todo em interação com o objeto do conhecimento, mediante
a orientação do professor. A proposta é que haja contato, interação do aluno com aquilo que
objetiva-se que ele aprenda e que de maneira prática ele possa se relacionar com aquilo que tem
6

aprendido resultando em mudanças objetivas no modo de relacionar-se consigo mesmo e com


a comunidade de inserção do aluno como um todo. Nossa proposta Cristã é desenvolver nossas
crianças dentro da palavra de Deus, buscando a estimulação em todo tempo. Promovendo o
máximo possível em nossas salas de aula desde a educação infantil os estímulos sensoriais que
desenvolvem o aluno cognitivamente.

D. FUNDAMENTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS
Obedecendo a palavra de Deus no aspecto de que de acordo texto de Efésios 4.15-16,
onde Deus estabeleceu alguns como mestres, de forma que “cada um deve fazer a sua parte para
que o corpo de Cristo cresça”. O método cognitivo-interacionista pressupõe quer haja uma
interação entre aqueles que ensinam e aqueles que aprendem (sujeitos cognoscentes). Nesse
método o conhecimento (habilidades, competências, conceitos, ideias e definições) surgem a
partir dessa interação. Ou seja, o nosso fundamento é que os crentes interajam um com o outro
de maneira que juntos todos possam aprender uns com os outros, é claro, considerando a
presença dos professores enquanto guias, orientadores, instrutores que conduziram a forma
como a interação entre os participantes dessa relação acontecerá. Em síntese, ele deve ajudar a
processar os dados que geram informação, a transformar informação em conhecimento, e o
conhecimento e a experiência em sabedoria.

Como já foi apresentada a visão da 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe é a de que


enquanto igreja ela precisa se preocupar com o homem como um todo, bem como, com todas
as suas relações e campos de atuação. Por isso, de maneira alguma, a igreja deve desconsiderar
as experiências que compõem e que formam cada um dos membros a ela associados. Todavia,
essas experiências, enquanto advindas de um sujeito manchado pelo pecado, precisam ser
entendidas e examinadas a luz da palavra de Deus. Cabendo ao professor a tarefa de fazê-lo.
Por isso, a necessidade de que em sua própria formação ele tenha preparo (não necessariamente
acadêmico) que o permita ler, interpretar, analisar o material bíblico; observar a realidade,
sempre em um movimento analítico; ter senso crítico, responsabilidade pessoal e social; ver-se
sempre como aluno e continuar sua própria busca de conhecimento e crescimento espiritual.

Assim a nossa proposta pedagógica objetiva ser integral (formando o sujeito como um
todo – em todas as suas possíveis relações); ser evangélica (baseada em uma cosmovisão
bíblico-reformada); e ser participativa (onde todos os indivíduos envolvem-se no processo
formativo uns dos outros e de si mesmos).
7

III. VISÃO, MISSÃO E OBJETIVOS DA IGREJA


A. VISÃO
A visão da 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe pode ser trabalhada em três princípios. O
primeiro é o de ser uma igreja que obedece aquilo que a Bíblia ensina e que apresente, pelo
menos, aquelas que são consideradas dentro da cosmovisão reformada “as marcas de uma igreja
saudável”, isto é, pregação do evangelho, ministração dos sacramentos, e prática da disciplina
bíblica. Também tem a visão de ser uma igreja relevante e impactante ao local onde ela está
inserida, sendo uma igreja atuante na comunidade que presta serviços através de seus membros
que são agente sociais de mudança devidamente habilitados e reconhecidos pelos demais
participantes da comunidade. Por último (não como sentido de ordem já que os três princípios
são integrados um ao outro), ser uma igreja missionária levando o evangelho ao mundo perdido.

B. MISSÃO
A missão da igreja enquanto enviada pelo Senhor Jesus Cristo através de seu Espírito
Santo é a de primeiramente adorar a Deus obedecendo a sua palavra quanto a forma de como
fazê-lo, bem como, levar o mover de Deus ao coração dos homens, sendo uma igreja relevante
na sociedade onde ela está atuando buscando a transformação do homem, e, portanto, essa se
torna também a missão da 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe. Assumindo assim o dever de
preparar pessoas de acordo com as Escrituras Sagradas e os Símbolos de Fé da IPB para o
exercício de suas vocações, visando à unidade, edificação e a promoção do Reino de Deus.

C. OBJETIVOS
O objetivo principal da 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe pode ser observado em seu
estatuto, que foi apresentado em Novembro de 1996 (ano de organização da mesma), e diz que
a igreja tem a finalidade de:

“prestar culto a Deus, em espírito e em verdade, pregar o evangelho, batizar os


conversos, seus filhos menores sob sua guarda e ensinar os fiéis a guardar a doutrina
e prática das Escrituras do Antigo e Novo Testamentos, na sua pureza e integridade,
bem como promover a aplicação dos princípios de fraternidade cristã e o crescimento
de seus membros na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
(Apêndice 1).

IV. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA DA EDUCAÇÃO E DO


ENSINO OFERECIDOS
A 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe ministra ensino em regime permanente nos
seguintes dias e horários: aos domingos pela manhã ( 9h – 11h), Escola Bíblica Dominical para
todas faixas etárias (educação Infantil, educação de juniores e adolescentes, bem como de
8

jovens e adultos com Classes Temáticas); a noite, culto (19h – 20h30min) para todas as faixas
etárias; estudo bíblico às quartas‐feiras (19h30‐21h); GOL - grupos de oração nos lares às sextas
(19h30‐20h30); aos sábados múltiplas atividades das sociedades internas de nossa Igreja: UCP
– União de Crianças Presbiteriana; UPA – União Presbiteriana de Adolescentes; UMP – União
de Mocidade Presbiteriana; SAF – Sociedade Auxiliadora Feminina; UPH – União
Presbiteriana de Homens; e/ou dos ministérios de nossa igreja: Ministério de Louvor Halleluya;
Ministério de Teatro Impacto; e ainda do Projeto TCC.

A. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


INTRODUÇÃO: HISTÓRICO

Segundo o Rev. Alderi (online), “a escola dominical é uma das instituições mais úteis,
benéficas e duradouras da história do protestantismo”. A sua origem data desde 1785 na
Inglaterra. O seu principal fundador é o jornalista inglês Robert Raikes (1735-1811), natural da
cidade de Gloucester, que sucedeu o pai como editor do Gloucester Journal – “um períodico
voltado para a reforma das prisões”. Esse homem alfabetizava crianças, entre 6 e 14 anos, de
condições financeiras debilitadas e lhes dava instrução bíblica. Essa ideia se espalhou por toda
a Inglaterra e então, no ano de 1785, “foi organizada em Londres uma sociedade voltada para
a criação de escolas dominicais”. Os primeiros professores de Escola Dominical não eram
voluntários, mas pagos. Cerca de 200.000 crianças foram ensinadas na Inglaterra nesse período.

No Brasil, a escola dominical chegou junto com as primeiras missões protestantes. A


primeira escola dominical permanente foi fundada pelo casal Robert e Sarah Kalley em
Petrópolis, no dia 19 de agosto de 1855. Sarah Kalley havia sido grande entusiasta desse
movimento na sua pátria, a Inglaterra. A primeira escola dominical presbiteriana foi iniciada
pelo Rev. Ashbel Green Simonton em maio de 1861, no Rio de Janeiro. Reunia‐se nos
domingos à tarde, na rua Nova do Ouvidor. Essa escola aparentemente foi organizada de modo
mais formal em maio de 1867.

A 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe continua acreditando na EBD como uma das


ferramentas que devem ser utilizadas para a formação do sujeito desde a mais tenra infância.
Por isso, continua a incentivar a participação de todos os seus membros nessa escola.

1 – EDUCAÇÃO INFANTIL
9

A Educação Infantil atende estudantes com a seguinte faixa etária: de 0 a 5 anos


separados em 2 classes: a) berçário para crianças de 0-2 anos; e b) nível 1 para crianças de 3-5
anos.

2 – ENSINO FUNDAMENTAL

O Ensino Fundamental atende estudantes com a seguinte faixa etária: de 6 a 14 anos


separados em 3 classes: a) nível 2 para crianças de 6-8 anos; b) nível 3 para crianças de 9-11
anos; e c) e uma para juniores (adolescentes I) de 12-14 anos.

3 – ENSINO MÉDIO

O Ensino Médio atende estudantes com a seguinte faixa etária: de 15 a 17 anos em uma
única classe (adolescentes II).

4 – ENSINO PARA JOVENS E ADULTOS

O ensino de jovens e adultos acontece em três classes diferentes: uma classe para jovens
de 18 à 35 anos com o objetivo de reunir em uma mesma classe possíveis sócios da UMP; uma
classe para jovens casais que reunirá casais que tenham até no máximo 10 anos de casado
solidificando a união nos primeiros anos de matrimônio; outra classe para os demais membros
casados ou solteiros a partir de 36 anos.

5 – ENSINO PARA A TERCEIRA IDADE

Uma classe especial opcional para senhores e senhoras acima dos 70 anos com o
objetivo de incentiva-los a serem membros atuantes do corpo de Cristo respeitando suas
experiências e limitações físicas, mentais, etc. particulares a sua faixa etária.

B. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
INTRODUÇÃO: JUSTIFICATIVA

Cada proposta curricular é levantada pensando primeiramente em uma estrutura que seja
obrigatoriamente baseada no plano de salvação: CRIAÇÃO – QUEDA – REDENÇÃO –
GLORIFICAÇÃO. Objetivando tratar de forma adequada a cada faixa etária, alimentada com
estratégias práticas que incentivem o aluno a ser relevante na sociedade, bem como, incentiva-
lo a desenvolver-se pessoalmente integralmente enquanto desenvolve-se intelectualmente,
socialmente, espiritualmente, etc. Essa distribuição se faz necessária devido a forma de
aprendizado diferente de cada faixa etária, bem como, do tipo de contato e envolvimento social
do qual cada faixa etária participa na sociedade.
10

Considerando que o currículo é o conjunto de dados relativos à aprendizagem escolar,


organizados para orientar as atividades educativas, as formas de executá-las e suas finalidades.
E que sua concepção inclui desde os aspectos básicos que envolvem os fundamentos filosóficos
e sociopolíticos da educação até os marcos teóricos e referenciais técnicos e tecnológicos que a
concretizam na sala de aula. Como já apresentamos aqui nossos fundamentos, nos dedicaremos
a partir de agora aos marcos teóricos que serão apresentados nas salas de aula da 1ª Igreja
Presbiteriana de Jacaraípe.

1 – MATRIZ CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

a) Criação
i. 1º dia – luz e trevas

O poder criativo de Deus e sua pré-existência à criação.

ii. 2º dia – águas e céus

O poder criativo de Deus manifestado na criação das águas e na sua


separação.

iii. 3º dia – terra e ervas

O poder criativo de Deus manifestado na criação da “porção seca”.

iv. 4º dia – sol, lua e estrelas

O poder criativo de Deus manifestado na criação dos luzeiros.

v. 5º dia – animais marinhos e as aves

O poder criativo de Deus manifestado na criação dos seres marinhos e dos


animais que voam.

vi. 6º dia (parte 1) – animais domésticos e selvagens

O poder criativo de Deus manifestado na criação dos demais animais.

vii. 6º dia (parte 2) – homem e mulher

O poder criativo de Deus manifestado na criação da humanidade.

viii. 7º dia – descanso


11

Deus ensinando princípios ao homem a partir de si mesmo – a necessidade


do descanso.

b) Queda
i. A vida no jardim

O relacionamento do homem com a criação.

ii. As regras do jardim – o pecado

O relacionamento do homem com Deus.

iii. O pecado e o castigo desse.

O relacionamento do homem com Deus afetado pelo pecado.

c) Redenção
i. A necessidade de salvação do homem

A separação eterna de Deus.

ii. O nascimento do redentor

A história de Maria e José e o nascimento de Jesus em Belém.

iii. A vida do redentor

Eventos importantes na vida de Jesus e os milagres realizados por ele.

iv. A morte e ressurreição do redentor

A crucificação de Jesus, seu sepultamento e sua ressurreição.

v. O redentor volta para o céu

Jesus comissiona seus discípulos e retorna para o céu.

d) Glorificação
i. Morada no céu com Jesus

Jesus voltará para nos buscar e, então, vamos morar no céu com ele.

2 – MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO FUNDAMENTAL


a) Criação
i. 1º dia – luz e trevas
12

O poder criativo de Deus e sua pré-existência à criação. Confronto


criacionismo e evolucionismo.

ii. 2º dia – águas e céus

O poder criativo de Deus manifestado na criação das águas e na sua


separação.

iii. 3º dia – terra e ervas

O poder criativo de Deus manifestado na criação da “porção seca”. A


importância do solo e de seu estudo.

iv. 4º dia – sol, lua e estrelas

O poder criativo de Deus manifestado na criação dos luzeiros. A importância


do sol, lua e estrelas para o desenvolvimento da vida humana.

v. 5º dia – animais marinhos e as aves

O poder criativo de Deus manifestado na criação dos seres marinhos e dos


animais que voam.

vi. 6º dia (parte 1) – animais domésticos e selvagens

O poder criativo de Deus manifestado na criação dos demais animais. O


relacionamento dos homens com os animais.

vii. 6º dia (parte 2) – homem e mulher

O poder criativo de Deus manifestado na criação da humanidade e o real


propósito de todas as coisas criadas (mandato cultural).

viii. 7º dia – descanso

Deus ensinando princípios ao homem a partir de si mesmo – a necessidade


do descanso. O corpo humano quanto às suas necessidades psicossomáticas.

b) Queda
i. A vida no jardim

O relacionamento do homem com a criação. O desenvolvimento da


humanidade baseado no cultivo, plantio, etc.
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ii. As regras do jardim – o pecado

A necessidade humana de um padrão, de regras. A Bíblia enquanto a nossa


regra de fé e prática. A desobediência de nosso representante federal.

iii. O pecado e o castigo desse.

O relacionamento do homem com Deus. Homem criado para adorar a Deus


e gozá-lo para sempre. Homem e mulher expulsos do jardim – presença de
Deus.

iv. A humanidade corrompida (parte 1)

Os primeiros homens e as primeiras mulheres. Descendência de Caim versus


descendência de Sete.

v. A humanidade corrompida (parte 2)

Mesmo em meio a corrupção ainda há uma esperança. O dilúvio e um homem


que andava com Deus.

vi. A humanidade corrompida (parte 3)

A maldade do homem atinge um dos seus ápices. Torre de babel – o homem


buscando ser igual a Deus novamente.

c) Redenção
i. O começo de um povo separado

O chamado de Abrão e Sarai, promessas de redenção, uma nova nação.

ii. A necessidade de salvação do homem (parte 1)

O povo de Deus e a escravidão do Egito.

iii. A necessidade de salvação do homem (parte 2)

A apropriação da terra prometida, o desvio do propósito da separação de um


povo.

iv. A necessidade de salvação do homem (parte 3)

O período dos juízes de Israel – cada um fazia o que queria.

v. A necessidade de salvação do homem (parte 4)


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O período dos reis de Israel – reis bons e reis maus.

vi. A necessidade de salvação do homem (parte 5)

Os profetas de Israel, profecias a respeito de um messias em contraste com o


período interbíblico (Deus em silêncio).

vii. O nascimento e vida do redentor

Nasce um rei restaurado, um rei que é Bom. Eventos importantes na vida de


Jesus e os milagres realizados por ele.

viii. A morte e ressurreição do redentor

A crucificação de Jesus, seu sepultamento e sua ressurreição.

ix. O redentor volta para o céu

Jesus comissiona seus discípulos e retorna para o céu.

d) Glorificação
i. A igreja do Senhor Jesus Cristo

História da igreja primitiva, conceito de igreja invisível.

ii. O evangelho perseguido

Estevão e outros mártires cristãos e a conversão de Saulo.

iii. A igreja e sua missão

As viagens missionárias, as igrejas entre os gentios. Envolvimento das


crianças com o contexto de missões.

iv. Morada no céu com Jesus

Jesus voltará para nos buscar e, então, vamos morar no céu com ele.

3 – MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO MÉDIO

a) Criação
i. Criação (parte 1)

Propósitos de Deus com a criação. A finalidade da existência humana. Quem


somos? De onde viemos? Para onde vamos?
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ii. Criação (parte 2)

Evolucionismo e Criacionismo. Ciência e religião.

b) Queda
i. O pecado

O primeiro pecado e os pecados subsequentes, conceito de pecado.

ii. Consequências do pecado

A separação eterna do homem e de seu criador.

c) Redenção
i. O homem Jesus

A humanidade de Jesus, seus desafios e sua tentação.

ii. O Deus Jesus

A divindade de Cristo, o filho de Deus.

iii. O plano redentor de Deus (parte 1)

A salvação do homem sob perspectiva divina desde a eternidade.

iv. O plano redentor de Deus (parte 2)

A significação da morte e ressurreição de Jesus em seus contextos remoto e


imediato.

d) Glorificação
i. A missão da igreja (parte 1)

Jesus assunto aos céus e a grande comissão

ii. A missão da igreja (parte 2)

A igreja primitiva em seu cotidiano e o levantamento da perseguição.

iii. A missão da igreja (parte 3)

As viagens missionárias, conceito de missões e papel da igreja.

iv. O grande casamento

A segunda vinda do messias.


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4 – MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO DE JOVENS E ADULTOS

a) Criação

Propósitos de Deus com a criação. Ciência e religião. A criação que aponta


diretamente para a entrada do redentor no mundo.

b) Queda
i. O pecado

Conceito de pecado. Adão enquanto representante federal da humanidade.

ii. Consequências do pecado

A separação eterna do homem e de seu criador.

c) Redenção
i. O homem-Deus Jesus

A humanidade e a divindade de Jesus, seus desafios e sua tentação.

ii. O plano redentor de Deus (parte 1)

A salvação do homem sob perspectiva divina desde a eternidade.

iii. O plano redentor de Deus (parte 2)

A significação da morte e ressurreição de Jesus em seus contextos remoto e


imediato.

d) Glorificação
i. A missão da igreja (parte 1)

Jesus assunto aos céus e a grande comissão

ii. A missão da igreja (parte 2)

A igreja primitiva em seu cotidiano – vida comum do corpo de Cristo

iii. A missão da igreja (parte 3)

A igreja perseguida no primeiro século e nos dias de hoje.

iv. A missão da igreja (parte 4)

As viagens missionárias, conceito de missões e papel da igreja.


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v. O grande casamento

A segunda vinda do messias.

5 – MATRIZ CURRICULAR DO ENSINO DA TERCEIRA IDADE

a) Criação

Abordar criação lidando principalmente com a perspectiva de morte. Quando o


homem começou a morrer?

b) Queda
i. O pecado

Conceito de pecado, suas formas e consequências.

ii. A separação eterna de Deus

Há algo pior que a morte física.

c) Redenção
i. A restauração do relacionamento quebrado

O interesse de Deus em que seu relacionamento com o homem fosse restaurado.


Plano de salvação desde a eternidade.

ii. Ideal de serviço

À exemplo de Cristo, nós enquanto cristãos precisamos “servir” e essa ordem


não se restringe à uma faixa etária específica.

d) Glorificação

A igreja do Senhor Jesus Cristo precisa estar constantemente preparada para


encontrar-se com ele.

C. PROCESSOS DE ACOMPANHAMENTO, CONTROLE E AVALIAÇÃO DE


ENSINO E DE APRENDIZAGEM
1 – EDUCAÇÃO INFANTIL

A presença do(s) professor(es) em sala de aula é fundamental para desenvolvimento de


um relacionamento e literalmente um estabelecimento de um vínculo emocional com
essa faixa etária. O acompanhamento, controle e avaliação será observado mediante as
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interações que o aluno manifestar para com os colegas na sala, o professor também
deverá constantemente colher relatórios (podendo ser de forma oral) dos pais de que
tipo de respostas ao conteúdo apresentado vem sendo observadas no contexto familiar
também. O professor poderá sugerir determinadas ações aos pais para aqueles alunos
que se mostrarem mais “fracos” em relação ao conteúdo aprendido.

2 – ENSINO FUNDAMENTAL

Como essa fase estará dividida entre 3 classes diferentes, o acompanhamento, controle
e avaliação se dará da seguinte maneira:

a) Nível 2

A característica principal dessa fase é o inicio da alfabetização, por isso, a leitura deve
ser motivada. O professor poderá procurar sugestões de leituras cristãs sobre os assuntos
cobertos em sala de aula adequadas a faixa etária (6-8 anos). Poderá propor que os
alunos apresentem de forma oral o conteúdo aprendido e, a partir da coleta de dados
dessa apresentação, retornar aos pontos “fracos” com cada um.

b) Nível 3

A partir dessa fase a alfabetização já está um pouco mais solidificada, portanto, o


professor poderá ter um feedback advindo inclusive de atividades escritas inicialmente
mais simples, porém, podendo incluir uma ou duas interações mais complexas que
exijam um pouco mais de cada aluno. O professor poderá incentivar seus alunos a
dedicarem-se ao conteúdo através de gincanas e outras propostas atrativas para crianças
que envolvam atividades coletivas e individuais.

c) Juniores

A entrada na adolescência marca essa fase podendo manifestar-se de forma diferente


em cada aluno(a). Alguns mergulharão em uma identidade mais reservada, outros
exatamente o oposto, alguns poucos ficam no meio termo posicionando-se apenas
quando julga necessário. É importante que nesse momento o professor os ouça,
entretanto, que ao mesmo tempo sempre deixe claro que existem cosmovisões e
experiências diferentes vividas por outras pessoas. Sempre confrontando-os a também
ouvirem, principalmente no contexto atual, onde eles crescem aprendendo que todos
têm uma voz e que devem brigar para serem ouvidos.
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3 – ENSINO MÉDIO

Já mais maduro na adolescência, começando a fazer escolhas que afetarão seu futuro
como namorado(a), curso, emprego, etc., nessa fase o professor terá o papel de
solidificar a identidade cristã em seu(sua) aluno(a). Os relacionamentos sendo algo
extremamente importantes nessa fase, precisarão estar constantemente em sala de aula
e o papel do professor será sempre de observar e agir. Observar o afastamento dos
colegas, comentários a respeito dos pais e irmãos, dentre outras e sempre que julgar
necessário, até mesmo, tornar o fato conhecido da família.

4 – ENSINO PARA JOVENS E ADULTOS

Continuando o processo de solidificação do caráter cristão ensinado e fortalecido na


adolescência, o(s) professor(es) de jovens e adultos investirão ainda mais no papel do
cristão na sociedade, dos impactos, da relevância, da motivação de suas ações enquanto
embaixadores do reino de Deus aqui na terra. A observação nesse caso poderá acontecer
na esfera maior da igreja, em como cada aluno(a) interage com aquilo que faz parte da
vida comum do corpo de Cristo.

5 – ENSINO PARA A TERCEIRA IDADE

Muito similar ao sistema dos jovens e adultos. Todavia, acreditamos que para com a
terceira idade as ações tenham que acontecer de maneira mais individualizada. É
necessário que o(s) professor(es) mantenham contato constante com cada aluno
individualmente, visitando-os, aconselhando-os, orando com/por eles, etc.

D. INFRAESTRUTURA
INSTALAÇÕES FÍSICAS

A 1ª Igreja Presbiteriana de Jacaraípe necessitará dispor de, pelo menos, 10 salas de aula
em seu prédio de aulas acessíveis aos seus alunos através de escadas e um elevador
exclusivamente para cadeirantes e/ou outras pessoas com dificuldades de locomoção. Sendo 5
num primeiro andar reservada ao público infanto-juvenil e a terceira idade, e num segundo
andar mais 5 reservadas aos adolescentes, jovens e adultos. Ainda no primeiro andar a igreja
terá um berçário com no mínimo três berços, duas poltronas para amamentação, e um fraldário.
Todos os andares contarão com banheiros (masculino e feminino) e bebedouros.

No ambiente externo da igreja anexo próximo ao primeiro andar a igreja terá um


playground com brinquedos (escorregadores, balanços, gangorras, dentre outros). Esse
20

ambiente será coberto com para que a utilização não seja interrompida em dias de chuva.
Exatamente em cima desse playground, a igreja terá uma sala de cinema com monitores
interconectados ou mesmo uma tela única, devidamente equipada com som e com estrutura
acústica adequada.

Ainda o templo reservado ao culto e outras cerimônias ou atividades da igreja com


capacidade de receber em torno de 500 pessoas. E, também, uma sala ampla de som para
armazenamento de instrumentos musicais para a utilização da igreja em aulas de música,
ensaios do coral e grupos musicais. A igreja terá também 2 ou 3 pátios de estacionamento para
os veículos dos membros da igreja.

EQUIPAMENTOS

Todas as salas de aula terão aparelhos ar-condicionado, projetores ou aparelhos smart


TVs, computadores para a utilização exclusiva dos professores, equipamentos de som e
iluminação adequada permitindo a utilização de material multimídia durante o período comum
de aulas (seja pela manhã ou não). Os professores terão também a sua disposição um ou dois
instrumentos musicais, tais como violão, por exemplo. As equipes de música e coral poderão
utilizar os instrumentos musicais disponíveis na sala de música da igreja.

MATERIAIS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS

De acordo com a demanda e a critério e sugestão dos professores de crianças serão


adquiridos materiais de madeira, plástico, pelúcia, modeláveis, dentre outros. Principalmente
na educação infantil esses materiais deverão ser muito bem cuidados e limpos, e substituídos
frequentemente. Fantoches, marionetes e outros poderão ser adquiridos e deverão ser utilizados
sempre a critério do professor em interação com a sua turma.

Utilizaremos materiais disponibilizados pela Editora Cultura Cristã (Primeiros Passos,


Firmando os Passos, MQV kids, MQV Junior, Território Teen, Nossa Fé) e por outras editoras
cristãs, tais como, APEC, Vida Nova, dentre outras. É claro que, não pode ser negada a
existência de uma necessidade de análise desses materiais juntamente com os currículos aqui já
apresentados para sua utilização ou não. Caberá, portanto, a equipe pedagógica – composta de
pessoas devidamente preparadas (verdadeiramente cristãs) – a execução dessa análise e
cruzamento de informações e, então, partir para a etapa de preparação das aulas.

Julgada a necessidade de complementação de qualquer desses materiais o pastor


preparará então, material de apoio que poderá ser utilizado pelos professores. Novamente, faz-
21

se necessária a observação de que caso o pastor não tenha formação na área educacional e
encontre qualquer dificuldade no preparo desse material no que tange o aspecto didático, ele
deverá buscar o auxílio de membros de sua igreja que o possam auxiliar nessa tarefa.

BIBLIOTECA

A 1ª IPB de Jacaraípe manterá seu website sempre atualizado com publicações semanais
pelo pastor e/ou pela equipe docente da igreja, bem como, possibilitará download do boletim
semanal da igreja e um acervo de obras que estão disponíveis online também. Na igreja em si,
os membros terão acesso a secretária do gabinete pastoral onde estarão disponíveis obras de
conteúdo bíblico-reformado para empréstimo dos membros jovens, adultos e da terceira idade.
Nas próprias salas de aula de departamento infantil e dos adolescentes haverão obras especificas
para essas faixas etárias também disponíveis para empréstimo com controle a ser feito pelo
professor na própria chamada da turma.

PESSOAL DOCENTE

A equipe de professores da 1ª IPB de Jacaraípe será formada por membros da igreja que
estejam verdadeiramente comprometidos com o evangelho e que apresentem caráter cristão
acima de qualquer outra coisa, podendo ter formação na área educacional ou não. Essa equipe
contará com o apoio da igreja para quaisquer necessidades que surjam durante as aulas. Essa
assistência se dará primeiramente pela equipe pedagógica – caso seja uma necessidade didática;
pela junta diaconal – caso se trate de uma necessidade físico-estrutural; e pelo conselho da
igreja – caso se trate de uma necessidade no que diz respeito ao conteúdo ensinado. A igreja
também incentiva os seus professores a participarem de treinamentos, workshops e congressos
que visem a formação de professores de EBD.

E. GESTÃO ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA


A equipe de educação da 1ª IPB de Jacaraípe reunirá todos os seus membros quer atuem
ou não, mas que tenham formação em pedagogia, para apoio educacional e pedagógico dos
professores e mestres da igreja. No que tange a administração de todo o setor educacional da
igreja a responsabilidade caberá ao conselho da igreja podendo ser assumida pelo pastor ou por
um dos irmãos presbíteros. A equipe administrativa também poderá contar com o apoio de
membros da igreja que tenham formação nas áreas de gestão de pessoas, recursos humanos,
economia, gerenciamento, dentre outras, e poderá quando julgar necessário procurar apoio
profissional externo que possa auxiliar a solucionar qualquer demanda que surja.
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V. CULTOS DOMINICAIS
O culto deve sempre ser centralizado na Palavra de Deus, de maneira que a pregação do
evangelho é o principal elemento do culto dominical, sempre subordinado também ao princípio
regulador do culto aprovado e já utilizado pela IPB. O mesmo acontecerá as 19h como já
convencionado socialmente reunindo assim o maior número de pessoas possível para ouvir a
palavra de Deus. À critério do conselho de acordo com o crescimento do número de membros
da igreja um outro culto poderá acontecer também às 17h.

As canções entoadas no culto passarão por avaliação previa do conselho da igreja que
as manterá apenas quando forem biblicamente corretas e com conteúdo teológico aproveitável.
Também deverão compor o momento de culto hinos do HNV – Hinário Novo Cântico,
especialmente, precedendo ou após os momentos de confissão de pecados, ofertório, saudação
e despedida do culto. O programa litúrgico será de responsabilidade do pastor da igreja e quando
este estiver de férias pelo pastor auxiliar ou seminarista da igreja.

VI. GRUPOS FAMILIARES


As famílias da 1ª IPB de Jacaraípe serão incentivadas a espontaneamente abrigarem
cultos evangelísticos, de gratidão, momentos de oração em seus lares. O conselho nomeará uma
comissão de líderes que poderá acompanhar esses grupos familiares. A função desses líderes
será de acompanhar, instruir e treinar novos líderes para que os grupos possam cada vez mais
se desenvolver. É necessário que os irmãos que serão parte dessa comissão sejam cristãos
verdadeiros sendo recomendáveis pelo conselho, também é necessário que essa equipe conte
com pessoas de diferentes disponibilidades de horários já que o ideal é que os grupos surjam
espontaneamente em horários que não coincidam com as programações fixas da igreja.

Um principio importante a ser passado para o grupo familiar é a necessidade de que esse
seja participativo e frequente na igreja, de maneira que, em casos do surgimento de
programações especiais na agenda da igreja que conflitem com o horário fixo de reunião do
grupo, que esse, excepcionalmente abra mão de reunir-se para estar integrado a atividade da
igreja. Outro princípio interessante a ser passado por parte da comissão de líderes de grupos
familiares é o do discipulado. Os próprios membros da comissão poderão discipular possíveis
novos lideres dentro de um determinado grupo familiar e assim, sequencialmente, treiná-lo para
que ele possa discipular outras pessoas. Esse principio deve ser ensinado de tal forma que a
igreja conte com famílias que discipulam outras famílias. Homens discipulando homens,
mulheres discipulando mulheres e crianças discipulando crianças.
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VII. REUNIÃO DE ORAÇÃO


A reunião de oração realizada pela SAF na igreja às terças-feiras deverá ser sempre
acompanhada pelo conselheiro nomeado pelo conselho, cabendo a ele a responsabilidade de
orientar e corrigir a sociedade caso essa de alguma forma fira aquilo que a igreja acredita que
deva ser ensinado, e com certeza, sempre que achar que de alguma forma as irmãs apresentaram
conteúdo não bíblico. Caso o conselheiro não possa regularmente acompanhar as reuniões o
conselho nomeará um presbítero para fazê-lo. É necessário que essa pessoa estabeleça um
convívio e relacionamento com as irmãs para que essas recebam com humildade e de uma forma
mais aberta as admoestações que forem feitas.

A reunião de oração dos lares será sempre reportada ao pastor da igreja por parte de
cada um dos líderes dos GOL. Caso algum grupo familiar queira se reunir nesse horário deverá
ser instruído de maneira que a reunião siga o propósito dos GOL e considere a possibilidade de
outras famílias da igreja reunirem-se com eles. Sempre que o conselho julgar possível e decidir
o grupo poderá ser multiplicado. Os estudos dos GOL continuaram sendo preparados pelo
pastor e no período de férias deste o estudo de cada grupo será o sermão do domingo anterior
exposto em forma de esboço preparado pelo líder principal dos GOL.

VIII. ESTUDOS BÍBLICOS


Os estudos bíblicos da igreja serão temáticos e sempre conduzidos pelo pastor efetivo,
pastor auxiliar, seminarista ou em ocasiões especificas previamente avisadas ou planejadas por
presbíteros do conselho da igreja. Anualmente o pastor deverá estudar a confissão de fé de
Westminster com a igreja utilizando o momento de estudo bíblico para fazê-lo. O pastor deve
preparar os estudos utilizando recursos didáticos e considerando durante o planejamento a
abertura de um momento para perguntas e esclarecimento do assunto que estiver sendo
abordado no estudo do dia por parte dos membros participantes. O pastor também poderá
disponibilizar ferramentas de pesquisa e ou obras para que os mesmos aprofundem-se nos
assuntos, incentivando-os a ampliarem o seu conhecimento bíblico.

IX. SOCIEDADES INTERNAS


De acordo com o Manual de Sociedades Internas dentre os objetivos específicos das
sociedades internas está: “cooperar com a Igreja, como parte integrante da mesma, nos seus
objetivos de servir a Deus e ao próximo em todas as suas atividades”. Por isso, a 1ª IPB de
Jacaraípe acredita plenamente que elas sejam uma ferramenta extremamente útil para promover
o desenvolvimento dos sócios de todas as maneiras possíveis.
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A. UCP
A União de Crianças Presbiterianas da 1ª IPB de Jacaraípe será responsável pela
solidificação entre os seus sócios do que significa ser uma criança cristã, deverá promover
eventos evangelísticos de maneira que os próprios sócios tenham a oportunidade de professar a
sua fé no Senhor Jesus Cristo e então, viver de acordo com princípios bíblicos.

B. UPA
A União Presbiteriana de Adolescentes da 1ª IPB de Jacaraípe deverá promover
encontros que auxiliem os adolescentes que estejam fracos na fé, desanimados e, também os
que estão com duvidas acerca do evangelho do Senhor Jesus Cristo. Ainda poderá trabalhar
também com as escolhas concernentes a esse período da vida, obedecendo a palavra de Deus
quanto a maneira de fazê-las.

C. UMP
A mocidade da 1ª IPB de Jacaraípe utilizará seus encontros para instrução dos jovens
quanto a manterem uma vida cristã saudável, obedecendo os princípios e os ensinamentos
bíblicos, honrando sempre a Deus em suas vidas. Dedicará tempo também na solidificação dos
princípios bíblicos que são imprescindíveis na constituição de uma família genuinamente cristã.

D. SAF
A Sociedade Auxiliadora Feminina da 1ª IPB de Jacaraípe cabe a árdua tarefa de dentro
da igreja ensinar, orientar e mostrar para todas as mulheres o papel da mulher cristã. Em meio
a uma sociedade com conceitos tão corrompidos sobre a verdadeira feminilidade o campo de
atuação da SAF está ampliado. Portanto, as irmãs precisam utilizar sua sociedade para cumprir
a orientação de Tito 2.3-4:

“Quanto as mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder,


não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de
instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem
sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a
palavra de Deus não seja difamada”.

E. UPH
A União Presbiteriana de Homens tem uma responsabilidade tão grande e tão importante
quanto a da SAF, que é a de instruir aos homens da 1ª IPB de Jacaraípe quanto ao cumprimento
de seu papel enquanto sacerdotes do lar, mostrando-os que a responsabilidade de educação
cristã de sua família cabe a ele, bem como, a responsabilidade de tudo o que diz respeito a vida
espiritual dos membros de sua casa. Também deverá trabalhar o amor com que o marido deve
amar sua esposa à semelhança do amor que Cristo demonstrou pela igreja.
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Todas as atividades das sociedades internas serão acompanhadas por seus respectivos
conselheiros que deverão ser habilitados na palavra de Deus (2 Tm 2.15) para instruir os sócios
de cada uma delas dentro daquilo que a palavra de Deus ensina sempre subordinando-se a
proposta educativa da igreja.

X. MINISTÉRIOS
Os momentos de ensino dentro dos ministérios da 1ª IPB de Jacaraípe se dá em seus
momentos de ensaio, e são conduzidos pelos líderes. Ambos os ministérios também têm
conselheiros nomeados pelo conselho (geralmente presbíteros). À semelhança do papel dos
conselheiros das sociedades internas, o conselheiro dos ministérios deverá sempre reportar-se
ao conselho da igreja; orientar, admoestar e disciplinar os membros do ministério que não se
submeterem ou que apresentarem caráter não cristão; e, também, serem habilitados na palavra
de Deus para “anular sofismas”, desembaraçar enganos e confusões doutrinárias que possam se
levantar dentro dos ministérios.
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CONCLUSÃO

Iniciamos esse projeto defendendo que a educação por si só é religiosa. Ao tratarmos de


educação dentro da realidade da igreja torna-se ainda mais necessária a presença de princípios
bíblicos que possam nortear o desenvolvimento de cada membro e, assim, motivá-los a
manterem uma vida cristã saudável.
A igreja do Senhor Jesus Cristo vive hoje em meio à uma sociedade demasiadamente
corrompida, não que nos séculos anteriores a igreja não tenha enfrentado desafios diversos de
diferentes tamanhos e formas, pelo contrário, a própria história nos mostra que houveram sim
dificuldades tremendas. Todavia, nunca na história o conhecimento e a informação foram tão
acessíveis às pessoas. Vivemos dias em que as noticias chegam até as pessoas numa velocidade
que poderia ser descrita como inacreditável em séculos anteriores. E, é exatamente por causa
dessa velocidade e do número incalculável de informações a que as pessoas têm acesso hoje é
que as ideologias, as ideias e os pensamentos têm também se alastrado no meio cristão.

A verdadeira fé evangélica vem sendo desafiada diariamente e nenhum de nossos


membros e alunos (não importa a faixa etária) estão a salvo disso. Por isso, mais do que a nunca
a igreja precisa solidificar os princípios nos quais acredita e prega desde a mais tenra infância.
A igreja precisa investir em educação, em alimentar os membros do corpo de Cristo com o
alimento correto, com o verdadeiro pão (Jo 6.35). Àqueles que foram chamados por Deus para
a vida ministerial cabe esse grande desafio de serem os mestres entre o povo de Deus. E de,
corretamente garantir que o povo de Deus conheça e prossiga em conhecer ao Senhor (Os 6.3).
Que não sejamos julgados pelo Senhor por causa disso (Os 4.6). Que Deus tenha misericórdia
de nós.
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REFERÊNCIAS
BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo de Genebra. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã; Barueri:
SBB, 2009.

FONTES, Filipe Costa. Você educa de acordo com o que adora: educação tem tudo a ver
com religião. São José dos Campos, SP: Fiel, 2017.

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. Manual Unificado das Sociedades Internas. 4ª


edição. São Paulo: Cultura Cristã, 2011.

IPB – IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. Website. Disponível em


<http://www.ipb.org.br/>. Acessado em 22 de Março de 2018.

MACKENZIE. Website. Disponível em <http://www.mackenzie.br/6980.html>. Acessado em


10 de Abril de 2018.