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EQ-812 – Reatores Químicos

Capítulo I – Introdução. Conceitos Básicos. Reatores Ideais.

I.1 – Introdução
O reator é o “coração” de um processo químico, onde as transformações químicas
acontecem.

Preparação dos Reagentes  Transformações Químicas  Preparação dos Produtos

No projeto de um reator químico, o engenheiro seleciona:


 tipo de reator
 modo e condições operacionais
 dimensões do reator
 natureza das espécies químicas
 custo dos produtos
 capital e mão-de-obra
 necessidades de segurança
 controle de poluição
 economia de energia
de modo a obter um “lucro máximo” dentro das restrições que o sistema impõe.

A avaliação final do desempenho do reator passa por diferentes escalas:


 escala de laboratório: eliminação dos efeitos de transferência de calor e massa. Cinética
da transformação química. Funcionamento isotérmico (ou não).
 escala piloto: avaliação em condições reais. Segurança do “scaling up”. Preparação dos
produtos para testes comerciais. Treinamento de operadores. Otimização.
 escala industrial: nesta escala a experimentação é difícil e dispendiosa.

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I.2 – Conceitos Básicos
Tipos de Reatores

1. Classificação quanto à natureza das fases:


- reatores gás-sólido
- reatores gás-líquido-sólido
- reatores gás-líquido
- reatores líquido-líquido

2. Tamanho:
- laboratório
- piloto
- industrial

3. Modos de operação:
- descontínuo ou batelada
- contínuo
- semi-contínuo ou semi-batelada

4. Forma do reator:
- tanque
- tubular

I.3 – Reatores Ideais


3a - Reator em batelada
BSTR (“batch stirred tank reactor”)
- usado em operações de pequena escala
- testes de novos produtos em processos não totalmente desenvolvidos
- manufatura de produtos caros
- processos difíceis de converter em operações contínuas
Vantagens: alta conversão com a permanência do reagente por longo tempo no reator.
Desvantagens: alto custo por unidade de produção e difícil produção em larga escala.

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3b - Reator semi-batelada
Vantagens: bom controle de temperatura; capacidade de minimizar reações indesejáveis
(pela baixa concentração de um dos reagentes); usado para reações em duas fases (gás
borbulhando num líquido).
Desvantagens: essencialmente as mesmas do reator em batelada.

3c – Reatores contínuos
CSTR (“continuously stirred tank reactor”)
- usados quando uma agitação intensiva se faz necessária (reatores do tipo tanque de
mistura)
- pode ser usado um ou mais reatores
- relativamente fácil de controlar a temperatura.
Desvantagens: baixa conversão do reagente por unidade de volume do reator; altas
conversões necessitam de grandes reatores (ou uma cascata de reatores).

PFR (“plug flow reactor”)


- são de fácil manutenção (possuem diversas partes móveis)
- produzem maiores conversões que os reatores tipo tanque
- pode ser um único tubo ou vários tubos interligados

Desvantagens: difícil controle de temperatura no reator (“hot spots” ou pontos quentes).


O reator de leito fixo (um reator tubular com partículas sólidas de catalisador), apresenta
as mesmas vantagens de um reator tubular.