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FTED – FACULDADE DE TECNOLOGIA EQUIPE DARWIN


CURSO: PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
EM
URGÈNCIA E EMERGÊNCIA

O TRABALHO DA ENFERMAGEM NAS URGÊNCIAS E


EMERGÊNCIAS

ADRIANA CORNÉLIA DE OLIVEIRA


JÉSSICA ESCARLATE DE MORAES

DIAMANTINO - MT
JANEIRO - 2014
ADRIANA CORNÉLIA DE OLIVEIRA
JÉSSICA ESCARLATE DE MORAES
2

O TRABALHO DA ENFERMAGEM NAS URGÊNCIAS E


EMERGÊNCIAS

Trabalho de conclusão de curso –


Monografia, submetido à avaliação da
Coordenação do Curso de Pós-
Graduação da FTED – Faculdade De
Tecnologia Equipe Darwin, como
exigência parcial para a obtenção do
título de Especialização em Urgência
e Emergência.

Orientador: Profª. Ms. Maildes


Sampaio

DIAMANTINO - MT
JANEIRO - 2014
O TRABALHO DA ENFERMAGEM NAS URGÊNCIAS E
EMERGÊNCIAS
3

ADRIANA CORNÉLIA DE OLIVEIRA


JÉSSICA ESCARLATE DE MORAES

Trabalho de Conclusão de Curso – Monografia – Apresentado a


Banca Examinadora e (Re) Aprovada em ___/___/___.

_______________________________________________
Prof. Orientador

_______________________________________________
Prof. Co-Orientador

________________________________________________
1º Avaliador

________________________________________________
2º Avaliador

AGRADECIMENTOS
4

Agradecemos em primeiro lugar a Deus que nos deu forças, para trilhar esta
caminhada.
A todos nossos familiares que de uma maneira ou outra compreenderam
nosso esforço de sempre buscar o saber.
5

“O rio só alcança o mar porque


aprendeu a contornar os obstáculos”.

Lao Tse
RESUMO
6

Percebe-se que na ultima década existiu mudanças significativas no atendimento a


saúde destacando-se nestas ações os serviços de urgência e emergência. Assim
esta sendo a principal porta de entrada do usuário na rede publica de saúde.
Entende-se que além da revitalização da estrutura física dessas unidades, o fluxo de
atendimento ainda foi adequado para agilizar o atendimento aos usuários destes
serviços. Vale ressaltar que, os serviços públicos de urgência e emergência têm se
diferenciado pela superlotação, além do ritmo veloz e sobrecarga de trabalho para
os profissionais da saúde. Assim, os aspectos, dentre tantos outros, estão indiciados
objetiva e subjetivamente na maneira como é dada a dinâmica do trabalho nesse
espaço. Torna-se imprescindível que entendamos que, os serviços de urgência e
emergência dos hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, além de ser a porta de
entrada da instituição, são de certa forma grandes consumidores de recursos
humanos e materiais. É perceptível que o número excessivo de pacientes nas filas
destes serviços, misturando-se no mesmo ambiente situações graves e casos
“estáveis”, desta forma gerando uma superlotação na unidade, seja ela hospitalar
quanto de Pronto Atendimento.

Palavras – Chave: Enfermagem; Emergência; Urgência.

ABSTRACT
7

It is noticed that in the last decade there was significant change in the health care
highlighting such actions the emergency services and emergency. So this is the main
gateway to the user on the network of public health. It is understood that in addition
to revitalizing the physical structure of these units, the service flow was still
appropriate to expedite service to the users of these services. It is noteworthy that
the public and emergency services have been differentiated by overcrowding,
besides the fast pace and heavy workload for health professionals. Thus, the issues,
among many others, are indicted objectively and subjectively in the way it is given
the dynamics of working in this space. It becomes essential to understand that the
emergency services and hospital emergency, Emergency Care Units, as well as
being the gateway to the institution, are in some way great consumers of human and
material resources. It is noticeable that the excessive number of patients in the ranks
of these services, mixing in the same environment and serious "stable" case
situations, thus causing overcrowding in the unit, be it hospital and Emergency Care.

Words - Key: Nursing; Emergency; Emergency.

SUMÁRIO
8

INTRODUÇÃO.................................................................................................... 09

I CAPITULO – CUIDADOS DE ENFERMAGEM................................................. 11

II CAPITULO – URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.................................................... 16


2.1 Conceitos...................................................................................................... 16
2.2 A emergência e o primeiro atendimento....................................................... 17
2.3 A urgência e o pronto socorro....................................................................... 20
2.4 Urgência e emergência no sistema de saúde............................................... 21

III CAPITULO – O TRABALHO DA ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E


EMERGÊNCIA.................................................................................................... 24
3.1 A capacitação do profissional que atue em Urgências e Emergências........ 24
3.2 A realidade da Urgência e Emergência no contexto Brasileiro..................... 27

CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................ 30

BIBLIOGRAFIA................................................................................................... 31

APÊNDICE.......................................................................................................... 33

INTRODUÇÃO

O presente estudo buscou compreensões acerca do trabalho de Enfermagem


na Urgência e Emergência.
Pois os princípios da atenção hospitalar às vítimas de acidentes e violências
acumulam de forma complexa a estrutura física, a disponibilidade de insumos, o
9

aporte tecnológico e os recursos humanos especializados para intervir nas situações


de urgência e emergência decorrentes dos acidentes e violências.
É sabido que a importância do profissional do profissional de enfermagem em
todas as áreas da saúde, tanto em ambiente intra-hospitalar quanto na área extra-
hospitalar. Entende-se que esta importância se torna mais evidente nos serviços de
urgência e emergência em que o profissional de Enfermagem, mais nomeadamente
o Enfermeiro, tem papel crucial nos procedimentos prestados às vítimas. Ao qual há
um crescente número de casos.
O cuidado é a essência da enfermagem e desenvolve-se no encontro com o
outro, sendo facilmente reconhecido como uma necessidade nos momentos críticos
da existência humana, isto é, o nascimento, a doença e a morte. Entretanto
necessita ser exercitado no dia-a-dia da enfermagem para evitar que sua prática se
torne mecânica, impessoal e até desumana. Os pacientes em situações de urgência
e emergência encontram-se tensos e fragilizados diante da situação vivida,
chegando a reagir com agressividade. Neste sentido, torna-se um desafio para a
enfermagem exercer o cuidado humanizado durante o atendimento a estes
indivíduos em situação crítica de saúde (PAI e LAUTERT, 2005).
Desta forma, quando se fala de assistência de Enfermagem a pessoas com
casos de urgência e emergência, percebe-se que há um grande número de
procedimentos que o Enfermeiro faz e assume que não é de sua competência,
questão esta muito discutida nos dias atuais.
Observa-se então que os serviços de Urgência e Emergência tem aumentado
no Brasil, vale ressaltar que o Enfermeiro deve estar bem preparado para à hora do
atendimento porque sua atuação é de suma importância, já que os procedimentos
devem ser rápidos e eficazes, visando a vida do paciente. Desta forma, o
atendimento pré-hospitalar, seja móvel, seja ele fixo, tem como premissa o fato de
que, dependendo do suporte imediato oferecido à vítima, lesões e traumas podem
ser tratados sem gerar seqüelas significativas.
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I CAPITULO – CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Cuidado, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2009),


significa: “aquilo que é submetido a rigorosa análise; meditado, pensado,
aprimorado, bem-feito, que foi ou é objeto e tratamento especial; zelo, bom trato,
propositado, premeditado, previsto, calculado; atenção especial.” O mesmo
Dicionário ainda coloca significado para Cuidador: “que é aquele que cuida, que ou
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quem trata, toma conta de alguém ou algo, que ou aquele que se mostra zeloso,
diligente para com outrem.”
Aplicando esses conceitos ao Cuidado específico em Enfermagem, pode-se
dizer que o ato de cuidar/assistir um paciente, engloba um conjunto de
competências profissionais e éticas, capacidade de enfrentamento e trabalho em
equipe, equilíbrio emocional, planejamento, conhecimento, objetividade, capacitação
e comprometimento. Sobretudo, o cuidado de enfermagem leva ao apoio para a
revitalização das pessoas, quer no âmbito do seu corpo, sua psique ou sua
socialidade, e é natural que muitas vezes o cuidado se restrinja mais para o lado
biológico, levando-se em conta que em casos de emergências, por exemplo, a
capacidade de raciocínio deve ser apurada, e a tomada de decisões imediatas
precisa, porém, “por mais objetividade que se possa introduzir, é sempre com
pessoas que trabalhamos. E pessoas respondem de forma inesperada aos cuidados
que dedicamos” (LEOPARDI et al, 1999).
Conforme Souza et al. (2005), o cuidado significa desvelo, solicitude,
diligência, zelo, atenção e se concretiza no contexto da vida em sociedade. Cuidar
implica colocar-se no lugar do outro, geralmente em situações diversas, quer na
dimensão pessoal, quer na social.

O cuidado de enfermagem consiste na essência da profissão e pertence a


duas esferas distintas: uma objetiva, que se refere ao desenvolvimento de
técnicas e procedimentos, e uma subjetiva, que se baseia em sensibilidade,
criatividade e intuição para cuidar de outro ser. A forma, o jeito de cuidar, a
sensibilidade, a intuição, o fazer com a cooperação, a disponibilidade, a
participação, o amor, a interação, a cientificidade, a autenticidade, o
envolvimento, o vínculo compartilhado, a espontaneidade, o respeito, a
presença, a empatia, o comprometimento, a compreensão, a confiança
mútua, o estabelecimento de limites, a valorização das potencialidades, a
visão do outro como único, a percepção da existência do outro, o toque
delicado, o respeito ao silêncio, a receptividade, a observação, a
comunicação, o calor humano e o sorriso, são os elementos essenciais que
fazem a diferença no cuidado (SOUZA et al, 2013, p. 269).
Para Chapman (2009) Existe uma linha tênua que separa o cuidado de
enfermagem humanizado e competente, do mal qualificado e mal executado. Por
isso a importância de atentar-se para a execução do próprio trabalho, para que o
mesmo não perca a sua essência e seu equilíbrio frente às situações adversas. Ao
refletir sobre as questões históricas e filosóficas da Enfermagem, não há como não
lembrar do exemplo de Florence Nightingale, que apesar de ser membro de uma
família rica da Inglaterra do século XIX, tendo a possibilidade de se casar e ter uma
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vida livre de maiores preocupações, abriu mão de tudo, enfretou a desaprovação da


família e da sociedade para se dedicar ao seu chamado como Enfermeira. Naquela
época, essa profissão era vista com descrédito e não apropriada para jovens de boa
família.

No entanto, Florence interessava-se cada vez mais pelos estudos de


enfermagem e pelos temas sociais. Em 1854 organizou um grupo de
enfermeiras e foi á Turquia para cuidar dos feridos da Guerra da Criméia,
novamente enfrentou a rejeição dos médicos ingleses que deixaram claro que
elas não eram bem-vindas àquele lugar. Diante de sua insistência, eles
acabaram permitindo que ela e suas companheiras limpassem o chão das
enfermarias, dias depois, novos feridos chegaram dos campos de batalha e
lotaram o hospital, finalmente elas puderam colocar em prática todas as suas
aptidões. A paciência de Florence com aqueles que desprezaram sua
vocação traduziu-se em paciência para com os pacientes. Sua maior
realização foi melhorar as condições sanitárias no hospital, suas diligentes
pesquisas e sua crença firme na necessidade absoluta de higiene salvaram
milhões de vidas. O trabalho de Florence Nightingale mudou a concepção da
profissão de Enfermeira e levou á fundação da Cruz Vermelha. Ela foi capaz
de amar ao próximo e salvar vidas, demonstrando paciência com aqueles que
a perseguiam. Ela não podia mudar as condições adversas de imediato, mas
sabia e acreditava, que com o passar do tempo, sua dedicação ao trabalho e
o cuidado com os pacientes influenciariam os outros (CHAPMAN, 2009, p.
255).

Assim, sendo, na atualidade a Enfermagem e até mesmo a Medicina devem


muita coisa aos muitos estudos e trabalho de Florence, que entendeu seu lugar no
mundo e entendeu que através de sua profissão como Enfermeira poderia mudar
conceitos, estimular outras pessoas e transformar realidades, por isso seu nome
entrou pra História.
Para Waidman et al. (2013) Florence serve de exemplo para todos que, sejam
enfermeiros ou não, desejam, de alguma forma, mudar o mundo. Analisando sua
vida e seu legado, aprende-se que o cuidado ao ser humano é algo inerente ao ser
humano, desde que se nasce até que se morra, o ser humano depende do cuidado
de outras pessoas.
Engloba fraternidade, solidariedade, altruísmo, coragem, persistência, capacidade
para compreender os desafios como sendo oportunidade para crescer e se tornar
um melhor profissional e um melhor ser humano, Florence ensinou isso como seu
exemplo de fé, profissionalismo, bondade, inteligência e nobreza de coração.
Leopardi (1999), coloca que, o mito Florence Nightingale, tem substituído a
realidade. Ela é apontada como a Dama da Lâmpada (uma pessoa gentil, simples,
13

cuja presença ao lado dos leitos dos homens feridos de guerra, provia-os de
coragem e vontade de viver).
Mas, na verdade, ela desempenhou este papel, porque estava cheia de
compaixão e possuía uma compreensão filosófica profunda dos outros. Mas além de
tudo isso, ela era uma mulher com larga inteligência, dotada de grandes
conhecimentos em estatística, matemática, sanitarismo, administração, saúde
pública e nutrição. E ela usava todos esses conhecimentos para desenvolver melhor
o cuidado de enfermagem. Ela não era somente a Dama com a Lamparina, era a
Dama com Cérebro (WAIDMAN et al, 2009).

Florence é um exemplo para descrever melhor o que é o cuidado de


enfermagem por que além de possuir uma gama de conhecimentos na área,
possuía um conjunto de calores intrínsecos ao seu caráter, a sua postura
ética e humana frente à vida e á sociedade. É certo que os tempos mudaram,
mas apesar de todas as mudanças, advindas da revolução tecnológica, da
evolução das pesquisas nas áreas médicas, surgimentos de novas
possibilidades de tratamento e medicamentos, a essência continua sendo a
mesma, pelo menos deveria ser assim. Não é um julgamento de que seja
errado o Enfermeiro assumir responsabilidades administrativas e burocráticas
além das assistenciais, mas o fato é que o foco maior em uma delas mais de
que em outra, principalmente no quesito assistencial, desvirtualiza e
despersonaliza o objetivo principal da Profissão. O enfermeiro precisa estar
preparado e motivado para a realização e supervisão de um cuidado digno,
de qualidade e voltado realmente ao bem estar do paciente. Entretanto,
muitas vezes, a sobrecarga de atividades administrativas e burocráticas, faz
com que a sensibilidade humana se reduza e o profissional se esqueça de
tocar, conversar, ouvir e, até mesmo, olhar para o ser humano a quem deveria
estar cuidando (WAIDMAN et al, 2009, p. 05).

Com o surgimento das teorias de Enfermagem, o cuidado passou a ser


sistematizado, melhor organizado e estruturado, mas seu ensino, pesquisa e prática
ainda é coisa relativamente nova na realidade vigente. O uso de um método dentro
do Processo de Enfermagem ainda é meio tímido dentro das Instituições de Saúde,
muito tem se falado, mas pouco se tem feito no sentido de aprimorar os
profissionais, capacitando-os para desenvolver de maneira efetiva tal função, que é
inclusive, outorgada por Lei. Ao mesmo tempo que a Sistematização da Assistência
leva ao Enfermeiro a um nível de maior autonomia em relação as outras profissões,
aumenta seu nível de responsabilidade, talvez, sendo este o motivo pelo qual muitos
enfermeiros ainda relutam em desenvolvê-lo, mas na verdade, a filosofia e a teoria
devem ser incorporadas como instrumento para a realização do cuidado
competente, com base na perspectiva da equanimidade da oferta e diversidade das
pessoas que o demandem. Este último conceito significa a necessidade de
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fundamentar o cuidado pela consideração de singularidades, para que o indivíduo


não sofra processos desintegradores além dos que sofre em suas condições
cotidianas (LEOPARDI, 1999).
Segundo a Resolução COFEN 358/2009, que Dispõe sobre a Sistematização
da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em
ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de
Enfermagem, no seu Artigo 2º, o Processo de Enfermagem organiza-se em cinco
etapas:
I. Coleta de dados de Enfermagem (ou Histórico de Enfermagem) - processo
deliberado, sistemático e contínuo, realizado com o auxílio de métodos e
técnicas variadas, que tem por finalidade a obtenção de informações sobre
a pessoa, família ou coletividade humana e sobre suas respostas em um
dado momento do processo saúde e doença.
II. Diagnóstico de Enfermagem - processo de interpretação e agrupamento
dos dados coletados na primeira etapa, que culmina com a tomada de
decisão sobre os conceitos diagnósticos de enfermagem que representam,
com mais exatidão, as respostas da pessoa, família ou coletividade
humana em um dado momento do processo saúde e doença; e que
constituem a base para a seleção das ações ou intervenções com as quais
se objetiva alcançar os resultados esperados.
III. Planejamento de Enfermagem - determinação dos resultados que se
espera alcançar; e das ações ou intervenções de enfermagem que serão
realizadas face às respostas da pessoa, família ou coletividade humana
em um dado momento do processo saúde e doença, identificadas na
etapa de Diagnóstico de Enfermagem.
IV. Implementação - realização das ações ou intervenções determinadas na
etapa de Planejamento de Enfermagem.
V. Avaliação de Enfermagem - processo deliberado, sistemático e contínuo
de verificação de mudanças nas respostas da pessoa, família ou
coletividade humana em um dado momento do processo saúde doença,
para determinar se as ações ou intervenções de enfermagem alcançaram
o resultado esperado; e de verificação da necessidade de mudanças ou
adaptações nas etapas do Processo de Enfermagem.
15

E ainda no seu Artigo 3º é colocado que: o Processo de Enfermagem deve


estar baseado num suporte teórico que oriente a coleta de dados, o estabelecimento
de diagnósticos de enfermagem e o planejamento das ações ou intervenções de
enfermagem; e que forneça a base para a avaliação dos resultados de enfermagem
alcançados.
Para Vila e Rossi (2002) dessa forma, percebe-se que o cuidado de
enfermagem em sua integralidade, engloba, além dos conhecimentos científicos
específicos da área, bem como a execução competente de suas ações, e dos
conhecimentos éticos, humanísticos e integrais inerentes ao ser humano, que
devem ser levados em conta na assistência ao paciente, engloba a organização,
planejamento e execução de um Processo de Enfermagem efetivo, baseado num
suporte teórico sólido e específico a cada situação vivenciada.
A enfermagem tem o compromisso e a responsabilidade ético-profissional, de
resgatar o sentido do seu agir, e isso só será possível a partir da conscientização de
que os ser humano é capaz de buscar a si mesmo, a sua essência e, por
conseqüência, buscar o outro. Todos os problemas enfrentados em relação aos
cuidados de enfermagem, não podem ser apenas justificados ou relacionados pelos
problemas burocráticos, estruturais e técnicos, mas muito mais pelas atitudes,
comportamentos, valores e ética moral e profissional. Se cada profissional entender
e aceitar o que é e o que está fazendo, então as lutas no sentido de melhorar a
assistência á saúde da população surtirão realmente o efeito esperado, e os
objetivos serão alcançados (VILA e ROSSI, 2002).

II CAPITULO – URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

2.1 Conceitos
16

Percebe-se que os atendimentos de urgência e emergência estão


constantemente interligados, mas não são sinônimos. Essa confusão acontece
porque até mesmo o Conselho Federal de Medicina (CFM) possui uma definição
para esses atendimentos que não está relacionada com a definição que se encontra
nos dicionários.
No Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa (2009), algumas definições
para emergência são: ato de emergir; sucesso fortuito, ocorrência casual; ocorrência
perigosa; situação crítica. A definição de urgência pelo dicionário Michaelis da
Língua Portuguesa é: qualidade do que é urgente; pressa, rapidez, brevidade,
aperto, necessidade imediata (Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa, 2009).
O Conselho Federal Medicina conceitua a emergência como: situações que
impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso. E o conceito de urgência
definido pelo Conselho Federal de Medicina é o: ocorrência imprevista, de agravo a
saúde com ou sem risco potencial. Se pensarmos em iminência, o conceito de
urgência usado pelo Conselho Federal Medicina, se confunde com a definição de
emergência.
Desta forma, mesmo causando um pouco de confusão pelos conceitos, a
emergência e a urgência, são praticas médicas essenciais para que vidas sejam
salvas diariamente. Essa medicina aplicada por socorristas e médicos em situações
graves e a rapidez que ela exige na decisão do que deve ser feito é responsável por
salvar vidas a todo o momento.
A emergência é uma situação na qual o usuário se encontra com o risco
iminente de vida, sendo assim, deve ser atendido imediatamente (Brasil, 2004).
Por outro lado a urgência é uma classificação atribuída aos casos em que o
risco de morte não é imediato (SMELTZER e BARE, 2005). No que diz respeito ao
setor de atenção em saúde, ambos se referem a um setor do hospital: a
Emergência.
Apesar de uma definição clara, a realidade desses serviços brasileiros tem
apresentado um cenário muito complexo, onde a diversidade de situações de saúde
tem tomado difícil esta delimitação entre “o que é” e “o que não é” uma emergência.
Nos últimos tempos ocorreu uma crescente demanda do serviço de emergência e
alguns fatores vêm a contribuir com isto, como o aumento de acidentes, violências
por causas externas e a dificuldade de acesso do usuário na rede assistencial.
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Conforme Cecílio (1997), a rede básica de serviços de saúde não tem


conseguido se tornar a “porta de entrada” mais importante pra o sistema de saúde,
pois a porta de entrada principal continua sendo os hospitais públicos ou privados,
através dos seus serviços de urgências e emergências e dos seus ambulatórios. A
prova disso é o fato de os atendimentos hospitalares serem expressivamente
maiores do que o atendimento total feito nas unidades de saúde.

2.2 A emergência e o primeiro atendimento

Para Romani et al. (2009) talvez pudéssemos atender melhor, se


conseguíssemos entender melhor as necessidades de cada tipo de ocorrência. De
um modo geral, emergência diz respeito à saúde pública, prevenção de acidentes,
políticas de educação pública, legislação de trânsito ou normas técnicas em edifícios
e parques; no sistema de saúde, relaciona-se com muitos atendimentos em pouco
tempo, triagem de risco, diagnóstico diferencial ou primeiro atendimento, que possa
iniciar, de maneira eficiente, os procedimentos de inclusão ao sistema de saúde.
Assim, na atenção às emergências, deve-se esperar de um primeiro atendimento:
 Agilidade na avaliação inicial de todos os casos que necessitam de
assistência;
 Identificação segura dos diagnósticos prováveis, reconhecendo-se com
precisão as ocorrências que são críticas (uma dor abdominal, p. ex.,
causada por apendicite aguda não deve ser confundida com uma gastrite);
 Prestar o atendimento adequado às urgências que são facilmente
reconhecíveis (como na insuficiência respiratória e hemorragias); e
também naquelas em que são apenas clinicamente detectáveis (como
hemorragias internas ou perfurações de órgãos no interior do tórax ou
abdômen);
 Prover o encaminhamento apropriado, das condições mais críticas, às
unidades assistenciais que estejam pontualmente adequadas para
continuidade do atendimento;
 Que as suspeitas diagnósticas de doenças crônicas, sem manifestações
de urgência, sejam orientadas a procurar, nos ambulatórios, as respectivas
especialidades (a dor abdominal que realmente se origina de uma gastrite,
18

p. ex., deve ser encaminhada à gastroenterologia), sem necessidade de


pressa, providenciando-se as orientações necessárias para o alívio dos
sintomas (ROMANI et al., 2009).

O Primeiro Atendimento surge, assim, na interface entre a comunidade e o


sistema de saúde, como perfeito contraponto assistencial da emergência. Para os
agravos agudos ou críticos, caberá ao Primeiro Atendimento, a partir dos protocolos
adotados, avaliar e decidir se há ou não condição de urgência envolvida, ou, ainda,
qual o melhor encaminhamento para cada necessidade verificada.
Quando a equipe de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(Samu) se dirige com ambulância ao domicílio que gerou um chamado, ou ao local
em que se verificou algum agravo à saúde e instala, p. ex., uma imobilização, de
acordo com protocolos específicos e pré-definidos, realiza um primeiro atendimento.
Se os atendimentos emergenciais são realizados em unidade assistencial
própria, não necessariamente hospitalar, com estrutura de transferência incorporada,
aberta 24 horas por dia e preparada para o atendimento de grande número de
pessoas (com os mais variados tipos de queixas, das mais simples às mais
complexas), esta unidade deve ser corretamente qualificada como Unidade de
Primeiro Atendimento. Estas verdadeiras unidades de emergência, além da
resolução dos casos de menor complexidade, iniciam processos diagnósticos,
registram informações e incorporam conhecimento aos atendimentos que
necessitarão de outros níveis de assistência.
Segundo Santos et al (1999), a emergência é uma propriedade que uma dada
situação assume quando um conjunto de circunstâncias a modifica. A assistência
em situações de emergência e urgência se caracteriza pela necessidade de um
paciente ser atendido em um curtíssimo espaço de tempo. A emergência é
caracterizada com sendo a situação onde não pode haver uma protelação no
atendimento, o mesmo deve ser imediato.
Assim, a precisão da formação do enfermeiro em atuação nas unidades
móveis apresenta a importância dos procedimentos teóricos que aprendemos como
enfermeiros que o socorro nos momentos após um acidente, principalmente as duas
primeiras horas são os mais importantes para se garantir a recuperação ou a
sobrevivência das pessoas feridas.
19

Os casos de urgência se caracterizam pela necessidade de tratamento


especifico, o paciente será encaminhado para a especialidade necessária, ortopedia,
cirurgia geral, neurologia e clinica médica. Neste caso o risco de vida é pouco
provável (SANTOS et al., 1999).

Os casos de emergência se caracterizam pela avaliação de todas as


especialidades, pois o risco de vida é eminente e o inicio do tratamento terá
que ser imediato, há no setor a sala de Politrauma, local que possui suporte
completo e equipe sintonizada aos procedimentos necessários ao
atendimento. Após o quadro clínico estabilizado o cliente é removido as
unidades básicas de apoio, onde receberá continuidade ao tratamento
(SANTOS et al., 1999, p. 34).

Os casos de rotina são casos que podem aguardar até o dia seguinte, onde
será acompanhado pela Unidade Básica de Saúde mais próxima (SANTOS et al.,
1999).
Através das unidades básicas de saúde são priorizadas as ações de
promoção, proteção e recuperação da saúde dos indivíduos e da família, do recém-
nascido ao idoso, sadios ou doentes, de forma integral e contínua. Representa o
primeiro contato da população com o serviço de saúde do município, assegurando a
referência e a contra-referência para os diferentes níveis do sistema. Criado no
Brasil na década de 90, inspirado em experiências advindas de outros países cuja
Saúde Pública alcançou níveis de qualidade, com investimento na promoção de
saúde, como Cuba, Inglaterra e Canadá (BRANDÃO, 2003).
Este serviço foi idealizado para aproximar dos serviços de saúde da
população e cumprir o princípio constitucional do Estado de garantir ao cidadão seu
direito de receber atendimento integral à saúde, mediante a construção de um
modelo assistencial de atenção baseado na promoção, proteção, diagnóstico
precoce e recuperação da saúde, permitindo que os responsáveis pela oferta dos
serviços de saúde, os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), aprofundem o
conhecimento sobre aqueles a quem devem servir. A estratégia destas unidades
reafirma e incorpora os princípios básicos do SUS: universalização,
descentralização, integralidade e participação da comunidade (SANTOS et al.,
1999).
Para tanto, quanto à atenção hospitalar às vítimas de acidentes e violências
reúne-se de forma complexa a estrutura física, a disponibilidade de insumos, o aporte
tecnológico e os recursos humanos especializados para intervir nas situações de
20

emergência decorrentes dos acidentes e violências. As emergências são as principais


portas de entrada desses pacientes no hospital; considerando a gravidade das
lesões, a assistência demandará ações de diferentes serviços e poderá exigir um
tempo considerável de internação, acarretando um custo elevado.

2.3 A urgência e o pronto socorro

A urgência, por sua vez, tem a ver com doenças graves, insuficiência
respiratória, parada cardíaca, hemorragias externas ou internas, hospitais, Pronto
Socorro, Centro Cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva, raios-x, tomografia, equipes
multidisciplinares, atendimentos individuais, muito tempo investido em poucos
pacientes etc. Assim, com relação ao atendimento da urgência, deve-se esperar
que:
 A condição de gravidade seja rapidamente identificada;
 O risco seja prontamente superado ou minimizado por intervenções que
garantam a manutenção e, ou, recuperação das funções vitais
acometidas;
 Em se tratando de atendimentos de maior complexidade, que se tenha à
disposição os recursos indicados para o diagnóstico e tratamento
definitivo, como exames laboratoriais e de imagem, eletrocardiograma ou
endoscopia digestiva, internação, centro cirúrgico ou terapia intensiva.

No serviço de emergências é relativamente fácil o encaminhamento do


paciente para outros atendimentos. Conforme citam Awada e Rezende (2000) apud
Romani et al. (2009), 7, 90% de todos os pacientes atendidos na semana típica de
um serviço hospitalar de emergência foram dispensados após consulta médica. Isto
evidencia que os pacientes que procuram atendimento, no serviço de emergência,
não apresentam condições de gravidade suficiente para permanecerem por mais
tempo na unidade, nem demandam outros recursos complementares de diagnóstico
ou tratamento.
No atendimento das urgências, entretanto, isto não se verifica, quando se faz
necessários procedimentos técnicos, que devem ser realizados no momento
em que se assiste; desde manobras mais simples (como o fornecimento de
oxigênio suplementar, retirada de corpos estranhos da via aérea, contenção
de hemorragias externas, ou aplicação de soluções intravenosas) até
procedimentos cirúrgicos mais invasivos, como a obtenção de uma via aérea
21

substitutiva, por meio da cricostomia ou traqueostomia (cirurgias que podem


garantir a respiração em determinados casos de asfixia); drenagem torácica,
por sangramentos ou lesões de perfuração dentro do tórax; ou mesmo
cirurgias abdominais para tratamento de condições inflamatórias ou
obstrutivas, vasculares ou perfurativas (ROMANI et al., 2009, p. 49).

Romani et al. (2009), historicamente, a vinculação entre urgência e hospital,


tem sido reconhecida, respeitada e aprimorada. Em 1995, a mesma resolução do
CFM que inicia as primeiras definições para a urgência e emergência, estabelece
também, entre outras providências, que a equipe médica do Pronto Socorro deverá,
em regime de plantão no local, ser constituída, no mínimo, por profissionais das
seguintes áreas: anestesiologia, clínica médica, pediatria, cirurgia geral e ortopedia

2.4 Urgência e emergência no sistema de saúde

Para Romani et al. (2009), ainda que o real dimensionamento, prevenção e


tratamento dos riscos e agravos críticos à saúde continuem na alçada de atuação
médica, a atenção às urgências e emergências passou a contar, recentemente, com
outras frentes assistenciais de grande relevância. A partir das portarias ministeriais,
que surgiram nos últimos anos, foram regulamentadas as Unidades Não
Hospitalares de Atendimento às Urgências e Emergências, as Centrais de
Regulação Médica, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre
outras medidas de classificação e ordenação dos itens indicados na atenção às
urgências. Paralelamente, a adoção dos protocolos de Primeiro Atendimento (ATLS,
ACLS, Suporte Básico de Vida, entre outros), na orientação uniforme da assistência,
juntamente com a atuação do Serviço de Resgate do Corpo de Bombeiros (no
atendimento inicial do trauma), modificaram favoravelmente o panorama
assistencial, reafirmando a importância da atenção às funções vitais básicas.
O padrão dos protocolos, que ordena prioridades e dimensiona os riscos,
classificando-os em ABCDE, firmou-se como linguagem própria e suficiente para
todos os níveis e unidades do sistema. Esse padrão define a seguinte ordem de
prioridades:
(A) Proteção das vias aéreas a fim de se evitar ou corrigir a insuficiência da função
respiratória;
(B) a prevenção e reposição das perdas de volume sanguíneo, ou falência cardíaca,
na função circulatória;
22

(C) a avaliação dos déficits;


(D) de outros órgãos e segmentos corporais, a recomendação de se checar,
completamente, toda a extensão corporal, através da exposição;
(E) a procura exaustiva de lesões identificáveis, o provimento de imobilizações
adequadas (a fim de se evitar danos neurológicos, vasculares e ortopédicos), a
avaliação da extensão e gravidade dos agravos reais ou potenciais, e a identificação
e comunicação dos riscos envolvidos, por meio da regulação médica para outros
agentes e setores do sistema (ROMANI et al., 2009).
Tais medidas garantiram a orientação constante e segura, no
desenvolvimento integral da assistência, tanto na urgência como na emergência.
Assim, foi firmando-se um novo perfil assistencial que permite reservar para a
emergência por exemplo:
 O caráter de imprevisibilidade dos eventos (externos/trauma ou
internos/orgânicos) que poderão representar riscos à saúde;
 A necessidade de atenção imediata, não necessariamente médica, que
seja capaz de garantir a integridade das funções vitais básicas
(respiração, pulso e pressão arterial);
 Capacidade de prover as imobilizações necessárias, a fim de se evitar a
piora das lesões, perdas sanguíneas ou deterioração das funções
orgânicas;
 Esclarecer, a partir de critérios técnicos padronizados, se há, ou não,
agravos à saúde;
 Avaliação do risco existente, reunindo informações e conhecimento acerca
da queixa ou evento desencadeante; e
 Providenciar a assistência médica indicada para a ocorrência atendida
(ROMANI et al., 2009).

No que se refere à urgência, foi se tornando mais nítido o reconhecimento de


que, em todos os níveis do atendimento: a presença do agravo à saúde é
indiscutível e o risco de vida é real e iminente; o portador necessita de intervenção
rápida e efetiva, estabelecida por critérios médicos padronizados ou previamente
definidos; e essa intervenção deve ser provida mediante procedimentos de proteção,
23

manutenção ou recuperação das funções vitais, já então, sabidamente acometidas


(ROMANI et al., 2009).

III CAPITULO O TRABALHO DA ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E


EMERGÊNCIA

3.1 A capacitação do profissional que atue em Urgências e


Emergências
24

Conforme Costa et al. (2013), no Brasil, a formação do(a) enfermeiro(a) que


trabalha em unidades de urgência e emergência foi postergada até a década de
1980, quando foi dado início à capacitação técnica destes profissionais para que
pudessem atuar em situações em que lhes eram exigidas grande capacidade de
raciocínio e tomada de decisão mais acertada.
A capacitação necessária para atuar nas unidades de emergência é
importante para o exercício da enfermagem em setores de emergência que lidam
com pacientes/clientes em iminente risco de vida.

Traz os Padrões da Prática de Enfermagem em Emergência da Associação


Americana de Enfermagem (AAE), desde 1983, sendo definidos em três
níveis de competência: o primeiro requer competência mínima para o
enfermeiro prestar atendimento ao paciente traumatizado; no segundo o
profissional necessita formação específica em enfermagem em emergência e
no último nível o enfermeiro deve ser especialista em área bem delimitada e
atuar no âmbito pré e intra-hospitalar (WEHBE e GALVÃO, 2003, p. 05).

Ainda Wehbe e Galvão (2003), relatam que os níveis de competência são


primordiais para delimitar e restringir a atuação de enfermeiros não especializados
em unidades de emergência, uma vez que, a realidade vivenciada nas unidades dos
Hospitais do Brasil, que se percebe, é uma contratação temporária de pessoal não
obedecendo o critério técnico para inserir os profissionais nessas unidades de
cuidados críticos, sendo essa prática uma medida de caráter clientelista.

As práticas envolvidas com esquemas clientelistas são muito fortes e não vão
desaparecer rapidamente da vida nacional. Daí a importância dos
movimentos reivindicatórios e desenvolvimento de mecanismos permanentes
de participação democrática, sob forma de órgãos colegiados de decisão
partidários e deliberativos, entre estado e sociedade civil (OLIVEIRA, 2004, p.
38).
.
Para Tacsi e Vendruscolo (2004), há mecanismos de contratação
democráticos obedecendo aos níveis de competência e em desacordo com as
práticas clientelistas que são através de realização de concursos e processos
seletivos com critérios rigorosos de contratação com requisitos pré-definidos, não
deixando de exigir a qualificação profissional sob forma de especialização e/ou
cursos na área de enfermagem em emergência. Sendo assim, pode-se ter uma
assistência com profissionais capacitados para a área.
25

Entretanto, o enfermeiro bem capacitado, com recursos disponíveis e uma


equipe em consonância com as atividades e trabalhando em harmonia têm
condições de exercer seu papel com atuação eficiente e resolutiva,
proporcionando melhoria na qualidade de vida da população assistida. Sendo
ele um profissional que tem seu valor e importância no exercício da prática
em emergências. O atendimento de emergência nas Unidades Hospitalares
tem importante papel na recuperação e manutenção da saúde do indivíduo.
Recuperar a saúde e mantê-la se estabelece com uma assistência à saúde
de qualidade e equipe multidisciplinar voltada para o indivíduo como um todo
na sua integralidade, atentando para aspectos que envolvem a atuação
eficaz, eficiente, rápida e com bom conhecimento clínico e científico
(OLIVEIRA, 2004, p. 43).

Tacsi e Vendruscolo (2004), a atuação do enfermeiro encaixa-se naquela


equipe supracitada e é primordial para os serviços de saúde no tocante à promoção
à saúde dos clientes/pacientes que são assistidos em serviços de Urgência e
Emergência. O enfermeiro assume a função de liderança da equipe de enfermagem
e desenvolve ações voltadas para assistência, gerência, ensino e pesquisa. Na
assistência ele lidera ações de maiores complexidades delegando as de menores
para Técnicos e/ou Auxiliares de Enfermagem respeitando os aspectos éticos e
legais da profissão.
Ainda os autores consideram que o enfermeiro no setor de emergência deve
adotar estilos de liderança participativa, compartilhar e/ou delegar funções, sendo as
principais habilidades, para o gerenciamento da assistência, a comunicação, o
relacionamento interpessoal, a liderança, a tomada de decisão e a competência
técnica.
Ao atuar no setor de cuidados emergenciais, o enfermeiro deve manter o
domínio do que está acontecendo e ter consciência do que está fazendo e o que
esta sendo delegado. Os aspectos éticos e legais devem ser considerados
importantes e extremamente transparentes, assim como recomenda o Código de
Ética de Enfermagem e a Lei 7.498/86 que dispõe sobre a regulamentação do
exercício profissional de enfermagem; cabendo privativamente ao enfermeiro, dentre
outras funções: planejar, organizar, coordenar, executar e avaliar os serviços de
assistência de enfermagem.
Para Wehbe e Galvão (2003), os enfermeiros em serviços de emergência
assistem o cliente/paciente juntamente com o médico; prepara e ministra
medicações; viabiliza execução de exames; instala sondagens nasogástrica,
nasoenteral e vesicais; realiza troca de traqueostomia; realiza curativos de maiores
26

complexidades, prepara instrumentos para intubação; analisa os sinais vitais; e


evolui os clientes/pacientes. No tocante à gerência, sua ação é voltada para a
organização do serviço com espírito de liderança, com autonomia e
responsabilidade sobre toda à equipe de enfermagem.
Nas análises de Tacsi e Vendruscolo (2004), a atuação do enfermeiro implica
na organização, seqüência lógica das ações emergenciais e delegação de funções
para que cada membro da equipe atue de forma sincrônica, especialmente naqueles
procedimentos que são concomitantes para manter uma ventilação adequada. A
partir dessa análise, acredita-se que o enfermeiro, por ser o líder da equipe de
enfermagem, deve delegar funções aos seus liderados, tornando-os úteis no serviço.
Respeitar e tratar o próximo com dignidade e respeito é algo indispensável para uma
liderança saudável e com produtos positivos.
Segundo Wehbe e Galvão (2003), as atividades gerenciais, chamadas como
administrativas pelos autores são:
 realizar estatística de atendimento;
 liderar equipe de enfermagem;
 coordenar atividades do pessoal da recepção, limpeza e portaria;
 solucionar problemas decorrentes ao atendimento;
 alocação de recursos;
 elaboração de escalas de profissionais de enfermagem, controle de
recursos materiais; e
 manutenção de equipamentos do setor.

Dessa forma, conforme Wehbe e Galvão (2003), se esta diante de um


problema sério que acarreta o enfermeiro e transfere para o mesmo sobrecarga
funcional levando ao desgaste físico, emocional e mental, limitando suas ações de
saúde voltadas exclusivamente para recuperação da saúde do indivíduo em partes e
não holisticamente, devido ao excesso de atividades gerenciais que demandam
tempo, em detrimento das atividades assistências e alguns enfermeiros têm uma
carga horária de trabalho elevada que se soma com o estresse do momento de
trabalho.
De acordo com Batista e Bianchi (2006), o enfermeiro presta assistência em
setores considerados desgastantes, tanto pela carga de trabalho, como pelas
27

especificidades das tarefas, e nesse panorama, encontra-se a Unidade Emergência


e os que lá trabalham. Ele ainda acrescenta que esse profissional deve obter
condições mínimas de material e pessoal para se dedicar à prestação de uma
assistência efetiva e eficaz, diante de intercorrências que são muito comuns nessa
unidade.
Para Heisler (2013), no atual cenário de gestão em sistemas de saúde,
especialmente nas redes de atenção às urgências e emergências, percebe-se o
avanço do movimento global pela qualidade em decorrência da crescente
conscientização dos direitos dos pacientes e, também pelo aumento de oferta de
serviços. A qualidade, na sociedade contemporânea, passa a ser considerada um
requisito indispensável para sobrevivência econômica e, certamente, uma
responsabilidade ética e social para as instituições de saúde.

3.2 A realidade da Urgência e Emergência no contexto Brasileiro

Conforme lembra Novaes e Paganini (1992) apud Heisler (2013), que


sinalizam que o ambiente tumultuado e estressante dificulta a prestação de um
serviço com qualidade, quando por vez, manter o controle da situação parece ser
impossível. Isto soma-se a falta de leitos para a internação e o aumento de doentes
crônicos, entre outros, resultam na superlotação dos serviços de emergência e nas
inúmeras dificuldades para o atendimento com qualidade.
Conforme Peixoto (2013), a organização das redes de atenção à saúde em
níveis se dá pela necessidade de arranjos produtivos que permitam controle e
alocação de pessoal e recursos de maneira otimizada, porém permite a articulação
entre os diferentes níveis, regulada, para garantir integração dos serviços em saúde
disponíveis para a população.

De acordo com a organização estrutural do SUS, a rede de Urgência e


Emergência é uma das portas de entrada do usuário no serviço. Esta entrada,
em teoria, se daria de maneira complementar à rede de Atenção Básica, e de
maneira a suprir demandas imediatas do usuário que exigissem nível maior
de complexidade de assistência. Devido à transição epidemiológica
vivenciada e ao atual predomínio de condições crônicas de saúde, diversos
desafios na gestão de saúde têm sido enfrentados (PEIXOTO, 2013, p. 02).
28

Peixoto (2013) relata ainda que tal demanda, além de não ter se reduzido
significativamente nos hospitais terciários, passou a ser canalizada para as UPAs,
sem uma estruturação da Assistência Primária subjacente. A captação de usuário
pelos Centros de Saúde ainda se mostra inferior, e diariamente centenas de
pacientes com condições facilmente manejadas nos Centros de Saúde são
atendidas nas UPAs.

A pressa do usuário, nesse contexto, constitui um reflexo da atual


organização do Sistema de Saúde, das politicas de educação em saúde
pouco abrangentes ou ineficazes. Os Centros de Saúde são tradicionalmente
associados à atenção e a procedimentos eletivos na visão do usuário e,
inclusive, de profissionais envolvidos nesse nível de atenção. Decorre disso
que pessoas em condições de urgência menor ou de urgência social
passaram a ser os principais causadores de filas, reduzindo a resolutividade
dos serviços de urgência e emergência de maior densidade tecnológica
(PEIXOTO, 2013, p. 02).

Tal demanda tem importante impacto na organização do serviço de urgência e


emergência, com sobrecarga de profissionais, mobilização de recursos de maneira
inadequada e perpetuação das desigualdades de assistência entre diferentes
comunidades, mesmo desconsiderando os vieses políticos presentes. Além disso,
há importante e frequente insatisfação do usuário com o serviço, prejudicando ainda
mais sua busca e inserção no sistema de saúde como sujeito passível de
intervenções de educação e prevenção de agravos (PEIXOTO, 2013).
A enfermagem acaba sendo solicitada para participar da elucidação da maior
parte dos problemas de uma unidade hospitalar, seja uma situação de emergência
ou não, pois apesar de o(a) enfermeiro(a) ter sua formação acadêmica voltada para
a área assistencial, este profissional acaba se envolvendo, na maior parte do tempo,
no cumprimento de tarefas administrativas (BATISTA e BIANCHI, 2006).
A urgência/emergência hospitalar é um setor que exige do(a) enfermeiro(a)
um conhecimento detalhado acerca das diversas situações de saúde e este deve ter
controle sobre as particularidades da assistência, como por exemplo, o raciocínio
rápido, destreza manual e resolutividade dos problemas que se apresentam, tendo
em vista o grande número de procedimentos a serem desenvolvidos, o estado de
saúde do paciente e a limitação do fator tempo (OLIVEIRA et al., 2004)
29

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo objetivou fazer compreensões sobre a Enfermagem na


Urgência e Emergência.
30

Quando observamos os trabalhos e a dimensão dos serviços de urgência e


emergência verifica-se que existe uma apreciação do profissional de saúde que atua
nas urgência e emergências, por ser um profissional da área da saúde que
necessita diariamente expandir seus conhecimentos, pois a invariável evolução nas
formas de assistência e dos equipamentos hospitalares utilizados para prestar o
cuidado ao paciente obriga este profissional a se capacitar beneficiando o sua
atuação dentro da unidade.
O profissional da enfermagem sabe que o fundamental em situações de
urgência e emergência, deve ser o de manter a calma e ter em mente que a
prestação de primeiros socorros não exclui a importância de um médico, o que na
maioria das vezes não acontece. Além disso, ele deve certificar-se de que há
condições seguras o bastante para prestar o socorro sem riscos nenhum ao
paciente. Não deixando de atentar que se este atendimento não for de qualidade
pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.
Assim sendo, o atendimento adequado e o tempo decorrido entre o acidente e
a admissão hospitalar torna-se um fator extremamente relevante para reduzir a
mortalidade das vítimas de lesões produzidas por acidentes e violências.
Pode-se observar que o setor de urgência e emergência hospitalar, pelas
características do próprio serviço, é um ambiente muito agitado, sendo necessário
possuir uma sistematização do trabalho em equipe, visando a um mesmo objetivo,
que é o tratamento do paciente.
Portanto conclui-se que, a unidade de urgência/emergência hospitalar é um
ambiente especializado e deve ter atribuições específicas não sendo diferente com
os profissionais que ali atuam. Diante desta compreensão torna-se imprescindível
que o profissional Enfermeiro(a) conte com os outros profissionais que fazem parte
da equipe que presta à assistência a saúde do paciente, ele deve ter senso crítico
para a sua tomada de decisão, correta pois, é fato que este erro pode custar desde
uma pequena confusão administrativa podendo caminhar para um óbito do paciente.

BIBLIOGRAFIA

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em: 10 de Dezembro de 2013.
33

APÊNDICE

FTED – FACULDADE DE TECNOLOGIA EQUIPE DARWIN


CURSO: PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
EM
URGÈNCIA E EMERGÊNCIA
34

O TRABALHO DA ENFERMAGEM NAS URGÊNCIAS E


EMERGÊNCIAS

ADRIANA CORNÉLIA DE OLIVEIRA


JÉSSICA ESCARLATE DE MORAES

DIAMANTINO - MT
JANEIRO - 2014
ADRIANA CORNÉLIA DE OLIVEIRA
JÉSSICA ESCARLATE DE MORAES
35

O TRABALHO DA ENFERMAGEM NAS URGÊNCIAS E


EMERGÊNCIAS

Projeto de Pesquisa apresentado a


Coordenação do Curso de Pós-
Graduação da FTED – Faculdade De
Tecnologia Equipe Darwin, como
exigência parcial para a obtenção do
título de Especialização em Urgência
e Emergência.

Orientador: Profª. Ms. Maildes


Sampaio

DIAMANTINO - MT
JANEIRO - 2014
JUSTIFICATIVA

O presente trabalho justifica-se por atuar na área e querer entender de que


maneira acontece o trabalho da enfermagem nas urgências e emergências.
36

É sabido que a importância do profissional do profissional de enfermagem em


todas as áreas da saúde, tanto em ambiente intra-hospitalar quanto na área extra-
hospitalar. Entende-se que esta importância se torna mais evidente nos serviços de
urgência e emergência em que o profissional de Enfermagem, mais nomeadamente
o Enfermeiro, tem papel crucial nos procedimentos prestados às vítimas. Ao qual há
um crescente número de casos.
Segundo Santos et al (1999), a emergência é uma propriedade que uma dada
situação assume quando um conjunto de circunstâncias a modifica. A assistência
em situações de emergência e urgência se caracteriza pela necessidade de um
paciente ser atendido em um curtíssimo espaço de tempo. A emergência é
caracterizada com sendo a situação onde não pode haver uma protelação no
atendimento, o mesmo deve ser imediato.
Quando se fala de assistência de Enfermagem a pessoas com casos de
urgência e emergência, percebe-se que há um grande número de procedimentos
que o Enfermeiro faz e assume que não é de sua competência, questão esta muito
discutida nos dias atuais.

OBJETIVO GERAL

O presente trabalho tem por objetivo analisar o trabalho da enfermagem nas


urgências e emergências
37

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Compreender a importância da atuação do profissional de enfermagem na


urgência e emergência;
 Verificar a importância do cuidado de enfermagem na urgência e emergência;
 Compreender como acontece a urgência e emergência no Sistema Único de
Saúde;
 Como deve ser a capacitação deste profissional para atuar na urgência e
emergência;

HIPÓTESES

O cuidado de enfermagem consiste na essência da profissão e pertence a


duas esferas distintas: uma objetiva, que se refere ao desenvolvimento de técnicas e
38

procedimentos, e uma subjetiva, que se baseia em sensibilidade, criatividade e


intuição para cuidar de outro ser.
Entende-se que a rede básica de serviços de saúde não tem conseguido se
tornar a “porta de entrada” mais importante pra o sistema de saúde, pois a porta de
entrada principal continua sendo os hospitais públicos ou privados, através dos seus
serviços de urgências e emergências e dos seus ambulatórios. A prova disso é o fato
de os atendimentos hospitalares serem expressivamente maiores do que o
atendimento total feito nas unidades de saúde.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O presente estudo lança mão do estudo bibliográfico ao qual é um método


utilizado para a finalização deste trabalho de cunho teórico enriquecerá o estudos
39

sobre as atividades lúdicas no processo de aprendizagem infantil. Esse


procedimento permitirá consultas não apenas em livros, mas também em
informativos que atribuirão durante o processo de aprendizagem à uma concepção
própria.Entretanto a pesquisa obedecerá três fases: Levantamentos bibliográficos/
leituras e fichamentos; Sistematização dos dados / reflexões críticas a cerca do
assunto abordado; Relatório final (Monografia).

CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
Atividades programadas para Mai Jun Jul Ago Set Out Dez Jan
2013/2014
Escolha do tema, levantamento X
bibliográfico
40

Leituras: X
fichamentos/Socializações
Entrega do projeto para o X X
orientador
Definição do esboço provisório X
do trabalho (Sumário)
Entrega da 1ª versão (mon) para X X
orientador
Devolução da 1ª versão aos X
acadêmicos
Elaboração dos elementos pré e X X
pós-textuais/Digitação
Entrega do trabalho (fechado) X X
para o orientador

BIBLIOGRAFIA

CECÍLIO, L. C. O. Modelos tecno-assistenciais em saúde: da pirâmide ao círculo,


uma possibilidade a ser explorada. Cadernos de Saúde pública, Rio de Janeiro, v.
13 , n.3, 469-478, jul-set, 1997.
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socorro de emergência. São Paulo: Atheneu, 1999.

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