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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)

PROFESSOR TERROR

Português para Banco Central


(teoria e questões comentadas)

Aula 6 – Parte 1
(Emprego das classes de palavras)

Olá, pessoal! Chegamos à nossa aula 6!


O assunto agora é o emprego das classes de palavras.
Como este tema é vasto e não podemos deixar de inserir o máximo
possível de questões, resolvi dividir esta aula em duas partes.
Lembre-se do que vimos na aula 2, quando mostramos a divisão básica
da gramática em morfologia, semântica e sintaxe. Esta aula trabalha a
morfologia, especificando as classes de palavras.
Nesta aula, podemos confirmar várias informações das aulas anteriores a
respeito da crase, do uso do verbo com determinada conjunção, do uso da
preposição iniciando termo adverbial etc.
Partamos do princípio de que, na Língua Portuguesa, há dez classes de
palavras (substantivo, adjetivo, advérbio, verbo, pronome, artigo, numeral,
interjeição, preposição e conjunção). Logicamente, não nos interessa comentar
todas as classes, mas aquilo que é cobrado em prova.
O assunto é vasto, mas percebemos que as questões se concentram
basicamente nas classes “artigo”, “substantivo”, “adjetivo”, “advérbio”,
“pronome”, “conjunção” e “preposição”. O que era importante a ser trabalhado
sobre conjunção basicamente já foi visto nas orações subordinadas adverbiais,
substantivas e nas coordenadas.
Os assuntos numeral e interjeição praticamente não têm ocorrências nas
provas.
Por isso, basicamente trabalharemos as preposições, substantivos,
adjetivos, artigos, pronomes, advérbios e verbos.
Vamos ao primeiro tema?!!!
Substantivo é a palavra que designa seres. O conceito de seres deve
incluir os nomes de pessoas, lugares, instituições, grupos, indivíduos e entes
de natureza espiritual ou mitológica:
mulher Teresina cavalo anjo alma
comunidade saci sereia sociedade Maria
Além disso, deve incluir os nomes de ações, estados, qualidades,
sensações, sentimentos:
acontecimento integridade correria encontro amor
miséria honestidade cidadania liberdade

Os substantivos classificam-se em:


1) Substantivo comum: designa os seres de uma espécie de forma
genérica: pedra, computador, cachorro, homem, caderno.
2) Substantivo próprio: designa um ser específico, determinado,
individualizando-o: Londrina, Luana, Natália, Ester.
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O substantivo próprio sempre deve ser escrito com letra maiúscula.
3) Substantivo concreto: dá nome a seres de existência independente, reais
ou imaginários: ar, som, Deus, computador, sereia, pedra, Ester.
Note que são considerados concretos os substantivos que nomeiam divindades
ou seres fantásticos, pois, existentes ou não, são tomados sempre como seres
dotados de vida própria.
4) Substantivo abstrato: designa prática de ações verbais, existência de
qualidades ou sentimentos humanos: saída (prática de sair), beleza
(existência do belo), saudade, amor.
5) Substantivo primitivo: é aquele que não se origina de outra palavra
existente na língua portuguesa: pedra, jornal, gato, homem.
6) Substantivo derivado: é aquele que provém de outra palavra da língua
portuguesa: pedreiro, jornalista, gatarrão, homúnculo.
7) Substantivo simples: é simples o substantivo formado por um único
radical: pedra, pedreiro, jornal, jornalista.
8) Substantivo composto: é composto o substantivo formado por dois ou
mais radicais: pedra-sabão, homem-rã, passatempo.
9) Substantivo coletivo: é aquele que, no singular, indica diversos
elementos de uma mesma espécie, como:
alcateia lobos
álbum fotografias
antologia trabalhos literários
armada navios de guerra
armento gado grande (bois, búfalos etc.)
arquipélago ilhas
assembleia parlamentares / associados
O substantivo pode se flexionar em gênero (masculino e feminino),
número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).
1. Flexão de número - singular e plural
a. Plural dos substantivos simples
Na pluralização de um substantivo simples, devemos observar sua
terminação:
1) Quando os substantivos terminarem em vogal e semivogal, acrescenta-se a
desinência nominal de número S:
saci = sacis chapéu = chapéus troféu = troféus degrau = degraus.
2) Quando os substantivos terminarem em ão, devemos observar o seguinte:
a) Fazem o plural em ões:
gavião = gaviões formão = formões folião = foliões questão = questões
b) Fazem o plural em ães:
escrivão = escrivães tabelião = tabeliães capelão = capelães

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c) Fazem o plural em ãos:
artesão = artesãos; cidadão = cidadãos; cristão = cristãos; pagão = pagãos
d) todas as paroxítonas terminadas em -ão: bênçãos, sótãos, órgãos.
3) Cuidado com os que admitem mais de uma forma para o plural:
aldeão = aldeões, aldeães, aldeãos ancião = anciões, anciães, anciãos
ermitão = ermitões, ermitães, ermitãos pião = piões, piães, piãos
vilão = vilões, vilães, vilãos alcorão = alcorões, alcorães
charlatão = charlatões, charlatães cirurgião = cirurgiões, cirurgiães
faisão = faisões, faisães guardião = guardiões, guardiães
peão = peões, peães anão = anões, anãos
corrimão = corrimões, corrimãos verão = verões, verãos
vulcão = vulcões, vulcãos
4) Veja esta regra importante sobre os substantivos terminados em L:
a) Quando terminados em “-al”, “-el”, “-ol” ou “-ul”, troca-se o L por IS:
vogal = vogais animal = animais papel = papéis anel = anéis
paiol = paióis paul = pauis álcool = álcoois ou alcoóis
Mas cuidado com as exceções:
mal = males cal = cais ou cales aval = avais ou avales
mel = méis ou meles cônsul = cônsules real (moeda antiga) = réis
real (moeda atual)= reais mol = móis, moles e mols
b) Quando terminados em –il, deve-se observar o seguinte:
I - Palavras oxítonas trocam a terminação L por S: cantil/cantis; canil/canis;
barril/barris.
I - Palavras paroxítonas ou proparoxítonas trocam a terminação IL por EIS:
fóssil/fósseis; fácil/fáceis
Cuidado com as seguintes palavras:
projetil (oxítona) = projetis projétil (paroxítona) = projéteis
reptil (oxítona) = reptis réptil (paroxítona) = répteis
c) Quando terminados em M, troca-se o M por NS: item/itens; nuvem/nuvens.
d) Quando terminados em N, soma-se S ou ES:
espécimen = espécimens ou especímenes hífen = hifens ou hífenes
abdômen = abdomens ou abdômenes pólen = polens ou pólenes
e) Quando terminados em R ou Z, acrescenta-se ES:
caráter = caracteres sênior = seniores júnior = juniores
f) Quando terminados em X, ficam invariáveis: o/os tórax; a/as fênix
g) Quando terminados em S, deve-se observar o seguinte:
I - Palavras monossílabas ou oxítonas acrescentam ES.
ás = ases deus = deuses ananás = ananases

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II - Palavras paroxítonas ou proparoxítonas ficam invariáveis.
os lápis. os tênis os atlas
Cuidado: Cais é invariável.
h) Substantivos só usados no plural:
as calças as costas os óculos
os parabéns as férias as olheiras
as hemorróidas as núpcias as trevas
os arredores
i) Substantivos terminados em ZINHO:
Ignora-se a terminação -zinho, coloca-se no plural o substantivo no grau
normal, ignora-se o s do plural, devolve-se o -zinho ao local original e,
finalmente, acrescenta-se o s no final.
Por exemplo pãozinho: ignora-se o -zinho (pão); coloca-se no plural o
substantivo no grau normal (pães); ignora-se o s (pãe); devolve-se o -zinho
(pãezinho); acrescenta-se o s final (pãezinhos).
mulherzinha = mulher - mulheres - mulhere - mulherezinha - mulherezinhas.
alemãozinho = alemão - alemães - alemãe - alemãezinho - alemãezinhos.
barzinho = bar - bares - bare - barezinho - barezinhos.
j) Substantivos terminados em INHO, sem Z, acrescentam S.
lapisinho = lapisinhos patinho = patinhos chinesinho = chinesinhos
k) Plural com deslocamento da sílaba tônica:
carácter = caracteres espécimen = especímenes
júnior = juniores sênior = seniores
b. Plural dos substantivos compostos
Quando pluralizamos um substantivo composto, devemos observar os
vocábulos que o formam individualmente.
1) Substantivo / Adjetivo / Numeral: são elementos pluralizáveis, portanto,
quando formarem um substantivo composto, normalmente irão para o plural.
aluno-mestre = alunos-mestres erva-doce = ervas-doces
alto-relevo = altos-relevos gentil-homem = gentis-homens
segunda-feira = segundas-feiras cachorro-quente = cachorros-quentes
salário-mínimo= salários-mínimos laranja-baiana= laranjas-baianas
couve-flore=couves-flores
2) Pronome: alguns pronomes admitem plural; outros, não. Por exemplo, os
pronomes possessivos são pluralizáveis (meu - meus; nosso - nossos), mas os
pronomes indefinidos, não (ninguém, tudo). Na formação de um substantivo
composto, o mesmo ocorre.
padre-nosso = padres-nossos Zé-ninguém = Zés-ninguém
3) Verbo / Advérbio / Interjeição: são elementos invariáveis, portanto, quando
formarem um substantivo composto, continuarão invariáveis.
pica-pau = pica-paus beija-flor = beija-flores
alto-falante = alto-falantes abaixo-assinado = abaixo-assinados
salve-rainha = salve-rainhas ave-maria = ave-marias
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Casos especiais
4) Substantivo + Substantivo: como vimos anteriormente, ambos irão para o
plural, porém, quando o último elemento estiver indicando tipo ou finalidade
do primeiro, somente este irá para o plural.
banana-maçã = bananas-maçã
navio-escola = navios-escola (o Dicionário Aurélio autoriza a flexão “navios-escolas”)
salário-desemprego = salários-desemprego

5) Três ou mais palavras:


I - Se o segundo elemento for uma preposição, só o primeiro irá para o plural.
pé de moleque1 = pés de moleque
pimenta-do-reino = pimentas-do-reino
mula sem cabeça2 = mulas sem cabeça
Cuidado: Se o primeiro elemento for invariável, o substantivo todo ficará
invariável. P. ex. fora da lei3, fora de série4.
II - Se o segundo elemento não for uma preposição, só o último irá para o
plural.
5
bem te vi = bem te vis bem-me-quer = bem-me-queres
6) Verbo + Verbo:
I - Se os verbos forem iguais, alguns gramáticos admitem ambos no plural,
outros, somente o último.
corre-corre = corres-corres ou corre-corres.
pisca-pisca = piscas-piscas ou pisca-piscas
lambe-lambe = lambes-lambes ou lambe-lambes
II - Se os verbos possuírem significação oposta, ficam invariáveis.
o leva e traz6 = os leva e traz o ganha-perde = os ganha-perde
7) Palavras repetidas ou onomatopeia: quando o substantivo for formado por
palavras repetidas ou for uma onomatopeia, somente o último irá para o
plural.
tico-tico = tico-ticos tique-taque = tique-taques
lero-lero = lero-leros pingue-pongue = pingue-pongues
8) Substantivo composto iniciado por Guarda:
I - Formando uma pessoa, ambos irão para o plural.
guarda-urbano = guardas-urbanos guarda-noturno = guardas-noturnos
guarda-florestal = guardas-florestais guarda-mirim = guardas-mirins
II - Formando um objeto, somente o último irá para o plural.
1
A expressão “pé de moleque” perdeu o hífen com a Nova Reforma Ortográfica.
2
A expressão “mula sem cabeça” perdeu o hífen com a Nova Reforma Ortográfica.
3
A expressão “fora da lei” perdeu o hífen com a Nova Reforma Ortográfica.
4
A expressão “fora de série” perdeu o hífen com a Nova Reforma Ortográfica.
5
A expressão “bem te vi” perdeu o hífen com a Nova Reforma Ortográfica.
6
A expressão “leva e traz” perdeu o hífen com a Nova Reforma Ortográfica.
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guarda-pó = guarda-pós guarda-chuva = guarda-chuvas
guarda-roupa = guarda-roupas guarda-sol = guarda-sóis
III - Sendo o segundo elemento invariável ou já surgindo no plural, ficam
invariáveis.
O mesmo acontece com os substantivos iniciados por porta.
o guarda-costas = os guarda-costas
o guarda-volumes = os guarda-volumes
o porta-joias = os porta-joias
o porta-malas = os porta-malas
Substantivos que admitem mais de um plural
fruta-pão = frutas-pães, fruta-pães, frutas-pão,
guarda-marinha = guardas-marinhas, guarda-marinhas
padre-nosso = padres-nossos, padre-nossos
terra-nova = terras-novas, terra-novas
salvo-conduto = salvos-condutos, salvo-condutos
xeque-mate = xeques-mates, xeque-mates.
chá-mate = chás-mates, chás-mate
Metafonia
Há muitos substantivos cuja formação do plural necessita da mudança de
timbre do /o/ fechado para /ó/ aberto. Esse processo é chamado metafonia.
a. Mudam de timbre no plural, de /ô/ para /ó/:
abrolho destroço miolo posto caroço
esforço olho povo corno forno
osso rebordo coro foro (tb. /ó/ no sing.)
ovo reforço corpo fosso poço
rogo corvo imposto porco socorro
despojo jogo porto tijolo
b. Mantêm o timbre fechado /ô/ no plural:
acordo consolo estorno moço adorno
contorno ferrolho molho “condimento” almoço
desgosto globo morro bolo encosto
golfo piolho bolso engodo gosto
rolo cachorro esgoto gozo sogro
coco estofo lobo (animal) sopro colosso
estojo logro
c. Admitem os dois timbres /ó ou ô/ no plural:
estorvo forro toco torno troco

b. flexão em gênero (masculino, feminino)


Substantivos uniformes: são os que apresentam apenas uma forma, para
ambos os gêneros. Os substantivos uniformes recebem nomes especiais, que
são os seguintes:

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I - Comum-de-dois gêneros: os comuns-de-dois são os que têm uma só
forma para ambos os gêneros, com artigos distintos: Eis alguns exemplos:
o / a estudante o / a imigrante o / a acrobata
o / a agente o / a intérprete o / a lojista
o / a patriota o / a mártir o / a viajante
o / a artista o / a aspirante o / a atleta
II - Sobrecomum: são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos
os gêneros: Eis alguns exemplos:
o cônjuge a criança o carrasco
o indivíduo o apóstolo o monstro
a pessoa a testemunha o algoz
III - Epiceno: são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os
gêneros de certos animais, acrescentando as palavras macho e fêmea, para se
distinguir o sexo do animal. Eis alguns exemplos:
a girafa a águia a barata
a cobra o jacaré a onça
o tatu a anta a arara
a borboleta o canguru o caranguejo
Observação: Existem alguns substantivos que trazem dificuldades, quanto ao
gênero. Atente para os mais importantes:

São masculinos:
o açúcar o afã o alvará
o anátema o aneurisma o antílope
o apêndice o apetite o algoz
o cataclismo o cônjuge o champanha
o gengibre o herpes o lança-perfume
São femininos:
a abusão a acne a aguarrás
a alface a apendicite a aguardente
a alcunha a aluvião a bacanal
a bólide a couve a couve-flor
a cal a comichão a derme
a dinamite a debênture a elipse
a ênfase a echarpe a enzima

Mudança de gênero com mudança de significado


Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam também de
significado. Eis alguns deles:
o caixa = o funcionário a caixa = o objeto
o capital = dinheiro a capital = sede de governo
o coma = sono mórbido a coma = cabeleira, juba
o grama = medida de massa a grama = a relva, o capim
o guarda = o soldado a guarda = vigilância, corporação
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o guia = aquele que serve de guia, cicerone
a guia = documento, formulário; meio-fio
o moral = estado de espírito a moral = ética, conclusão
o banana = o molenga. a banana = a fruta

3. Flexão em grau
Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir intensificação,
exagero, atenuação, diminuição ou mesmo deformação de seu significado.
Essas modificações, que constituem as variações de grau do substantivo, são
tradicionalmente consideradas um mecanismo de flexão. Pode-se perceber, no
entanto, que não se trata de mecanismos de flexão, mas sim de processos de
derivação, pois exige a presença de sufixos nos casos sintéticos.
Formação do grau – existem dois processos:
a) sintético: consiste no acréscimo de sufixos aumentativos ou diminutivos à
forma normal do substantivo. É, na verdade, um típico caso de derivação
sufixal:
rato ratão (aumentativo sintético) ratinho (diminutivo sintético)
b) analítico: a forma normal do substantivo é modificada por adjetivos que
indicam aumento ou diminuição de proporções.
rato rato grande (aumento analítico) rato pequeno (diminutivo analítico)
No uso efetivo da língua, as formas sintéticas de indicação de grau são
normalmente empregadas para conferir valores afetivos aos seres nomeados
pelos substantivos, como os seguintes:
amigão partidão bandidaço mulheraço
livrinho ladrãozinho rapazola futebolzinho
Em todas essas palavras, o que interessa é transmitir dados como
carinho, admiração, ironia ou desprezo, e não noções ligadas ao tamanho físico
dos seres nomeados.
Vamos a algumas questões!!!
Questão 1: Funasa–2010–Técnico de Contabilidade (banca F. Dom Cintra)
Os vocábulos, caminhada, musculação, pedalada e jardinagem apresentam
um conjunto de características em comum.
Dentre essas características, aquela que NÃO é uma marca comum encontra-
se na seguinte alternativa:
A) derivam de formas verbais.
B) representam atividades humanas.
C) pertencem à classe dos substantivos.
D) são palavras formadas por derivação.
E) contêm uma noção semântica de ação.
Comentário: Os vocábulos “caminhada”, “musculação”, “pedalada” e
“jardinagem” são substantivos, pois admitem o artigo “a”.
Eles transmitem ações humanas como caminhar, realizar atividade física
de musculação, pedalar e realizar atividade de conservação de jardins.
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São palavras derivadas por sufixação: “caminhada”, “musculação”,
“pedalada” e “jardinagem”. Os sufixos foram grifados.
A alternativa (A) é a errada, pois nem todos os substantivos acima são
derivados de verbos. Os substantivos “caminhada” e “pedalada” são derivados
dos verbos “caminhar” e “pedalar”, respectivamente.
Já os substantivos “musculação” e “jardinagem” são derivados dos
substantivos “músculo” e “jardim”, respectivamente.
Gabarito: A

Questão 2: Correios – 2006 – Contador (banca AOCP)


Assinale a alternativa em que o termo sublinhado não é um substantivo
abstrato:
a) A saudade é uma estrada longa que começa e não tem mais fim.
b) Deus é meu pastor, nada me faltará.
c) Dizem que no fim a justiça sempre vence.
d) Ninguém pode negar que aquele foi um ato de coragem.
Comentário: Os substantivos “saudade”, “justiça” e “coragem” são abstratos,
por dependerem de um ser para ter sentido. Note que eles transmitem o nome
de um sentimento, atributo. Já o substantivo “Deus” é concreto por não ser
um nome de característica, sentimento, atributo ou ação.
É nome de um ser independente. Mesmo que alguém não acredite em
Deus, é corrente na crença mundial a existência dele.
Gabarito: B

Questão 3: Prefeitura São Leopoldo Advogado 2010 (banca Consulplan)


Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO pertence à mesma
classe gramatical dos demais:
A) “camadas iletradas” B) “direitos políticos”
C) “perpétuo exercício” D) “ofício mecânico”
E) “precária condição”
Comentário: O jogo aqui é você saber diferenciar substantivo de adjetivo.
Basta observar o termo que caracteriza outro: naturalmente o adjetivo
concorda com o substantivo. Abaixo, você verá a flexão no singular e plural
para verificar que o substantivo faz o adjetivo se flexionar.
(camadas iletradas / camada iletrada)
substantivo + adjetivo substantivo + adjetivo

(direitos políticos / direito político)


substantivo + adjetivo substantivo + adjetivo

(perpétuo exercício / perpétuos exercícios)


adjetivo + substantivo adjetivo + substantivo

(ofício mecânico / ofícios mecânicos)


substantivo + adjetivo substantivo + adjetivo

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(precária condição / precárias condições)
adjetivo + substantivo adjetivo + substantivo

As alternativas (A), (C), (D) e (E) possuem os substantivos sublinhados,


e a alternativa (B) é a única que possui o adjetivo sublinhado. Por isso, deve
ser marcada como resposta desta questão.
Gabarito: B

Questão 4: Prefeitura Catu – 2007 – Assistente Social (banca AOCP)


Quando um substantivo flexiona-se no plural, uma marca pode aparecer na
palavra, além da morfológica, que é a abertura da vogal /o/. Esse fato chama-
se metafonia. Assinale a alternativa que tenha uma palavra que não sofre o
mesmo processo de metafonia.
a) corpo / colostro b) caroço / imposto c) fogo / osso
d) ovo / jogo e) tijolo / porco
Comentário: A questão pede para marcar a alternativa em que o plural das
palavras não tenha mudança de timbre /ô/ para /ó/.
Veja que podemos ter o timbre aberto (/ó/) para os plurais: corpos,
caroços, impostos, fogos, ossos, ovos, jogos, tijolos, porcos.
Porém, somente a palavra “colostros” não possui timbre aberto. Ela é
pronunciada com timbre fechado (/ô/): colostros.
Gabarito: A

Questão 5: CEAGESP Advogado 2006 (banca Consulplan)


A forma de plural da palavra sublinhada na frase “A pesquisa testou o método
só no limão taiti...” é a mesma com que se faz o plural das três palavras
constantes da opção:
A) órgão – melão – cão B) vilão – irmão – cão
C) botão – balão – anão D) mão – alemão – pagão E) N.R.A.
Comentário: O plural de “limão” é “limões”. Agora, veja o plural das
alternativas:
A) órgãos – melões – cães; B) vilãos (ou vilões ou vilães) – irmãos – cães;
C) botões – balões – anões (ou anãos); D) mãos – alemães – pagãos.
Assim, a alternativa (C) é a correta.
Gabarito: C

Questão 6: Eletrobras 2007 – Superior (banca NCE)


Telefonema é uma palavra do gênero masculino. O vocábulo abaixo que é
feminino é:
(A) sofisma; (B) guaraná; (C) champanha; (D) clã; (E) alface.
Comentário: Os substantivos “sofisma”, “guaraná”, “champanha” e “clã”
recebem artigo “o”, por serem substantivos masculinos. O único feminino é
“alface”.
Gabarito: E

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Questão 7: UFRJ 2009 - Superior (banca NCE)
Arranha-céu faz o plural da mesma forma que:
(A) guarda-civil; (B) segunda-feira; (C) tenente-coronel;
(D) fruta-pão; (E) caça-fantasma.
Comentário: O plural do substantivo composto “arranha-céu” é “arranha-
céus”. Somente o segundo termo varia, pois o primeiro é um verbo. Dentre as
alternativas, a correta é a (E), pois o verbo “caça” é invariável e o substantivo
“fantasma” pode variar: caça-fantasmas. Veja o plural das demais
alternativas:
(A) guardas-civis; (B) segundas-feiras; (C) tenentes-coronéis; (D) frutas-pão
Gabarito: E

Questão 8: Eletrobras 2006 - Superior (banca NCE)


O texto mostra o par infecção-infecções; o par abaixo que mostra uma forma
ERRADA de plural é:
(A) escrivão-escrivãos; (B) cidadão-cidadãos; (C) folião-foliões;
(D) senão-senões; (E) artesão-artesãos.
Comentário: O plural de “escrivão” é “escrivães”.
Gabarito: A

Questão 9: IBGE 2001 – Superior (banca NCE)


Consideração tem por plural considerações; o vocábulo abaixo que faz o plural
da mesma forma é:
(A) cidadão; (B) escrivão; (C) irmão; (D) chapelão; (E) ademão.
Comentário: A alternativa correta é a (D), pois o plural de “chapelão” é
“chapelões”. Veja o plural das demais alternativas:
(A) cidadãos; (B) escrivães; (C) irmãos; (E) ademãos.
Gabarito: D

Questão 10: BNDES / 2009 / Superior (banca CESGRANRIO)


Qual vocábulo se flexiona em número pela mesma justificativa que “salva-
vidas”?
(A) Guarda-municipal. (B) Beija-flor. (C) Salário-mínimo.
(D) Segunda-feira. (E) Navio-escola.
Comentário: O substantivo composto “salva-vidas” é constituído do verbo
“salva”, o qual não se flexiona em número como um nome, por isso fica
invariável, e “vidas”, que é um substantivo e se flexiona em número com
acréscimo de “s”, que é marcador de plural.
O mesmo ocorre com o substantivo composto “beija-flor”. Sua flexão
seria “beija-flores”, pois só o substantivo “flor” poderia variar.
O plural dos outros substantivos seria: “Guardas-municipais”
(constituído de dois substantivos variáveis); “Salários-mínimos” (constituído
de um substantivo e um adjetivo, todos dois variáveis); “Segundas-feiras”
(constituído de um numeral adjetivo e um substantivo, todos dois variáveis);
“Navio-escola” (constituído de dois substantivos: o primeiro variável, e o
segundo invariável, pois transmite a finalidade do primeiro).

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Observação: segundo o Dicionário Aurélio, admite-se também a flexão
“navios-escolas”.
Gabarito: B

Questão 11: PROMINP / 2010 / Superior (banca CESGRANRIO)


Observe as fichas a seguir. Cada uma contém palavras no masculino e no
feminino. Em qual ficha a segunda palavra NÃO é o feminino da primeira?
(A) juiz - juíza (B) irmão - irmã
(C) presidente - presidenta (D) filho - filha
(E) linho - linha
Comentário: Note que “linho” é um tecido, e “linha” não é seu feminino, pois
possui outro sentido: “fio”, “sinal elétrico” etc.
Gabarito: E
Adjetivos
Adjetivo é a classe gramatical que modifica um substantivo, atribuindo-
lhe qualidade, estado ou modo de ser. Um adjetivo normalmente exerce uma
dentre três funções sintáticas na oração: aposto explicativo, adjunto
adnominal ou predicativo. Os adjetivos classificam-se em:
1) Os adjetivos primitivos não são formados por derivação de nenhuma
outra palavra: deles é que se formam outras palavras: azul, claro, curto,
grande.
2) Os adjetivos derivados são aqueles formados por derivação de outras
palavras: cheiroso, invisível, infeliz, esverdeado, desconfortável.
3) Os adjetivos simples apresentam um único radical em sua estrutura. É o
caso de todos os exemplos apontados nos itens anteriores.
4) Os adjetivos compostos apresentam pelo menos dois radicais em sua
estrutura: ítalo-brasileiro, luso-africano, socioeconômico, político-institucional.
1. Flexões em gênero
Flexão de gênero (masculino/feminino):
O adjetivo concorda em gênero com o substantivo a que se refere:
Um comportamento estranho uma atitude estranha
Um jornalista ativo uma jornalista ativa
Os adjetivos também são classificados em biformes e uniformes.
I - Adjetivos biformes
A formação do feminino desses adjetivos normalmente varia de acordo
com a terminação da forma masculina, de modo semelhante ao que acontece
com os substantivos.
a) Os adjetivos terminados em –o trocam essa terminação por –a:
ativo / ativa branco / branca honesto / honesta
Em alguns casos, além da mudança na terminação, há alteração no timbre da
vogal tônica, que de fechado passa a aberto:
brioso / briosa formoso / formosa grosso / grossa

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b) Os adjetivos terminados em –ês ,-or e –u geralmente recebem a
terminação –a: português/portuguesa; sedutor/sedutora; cru/crua.
Atente para as seguintes palavras, que são invariáveis:
hindu, cortês, pedrês, incolor, multicor, bicolor, tricolor.
O mesmo ocorre com estas formas comparativas:
maior, melhor, menor, pior, superior, inferior, anterior, posterior.
Cuidado com o par mau / má.
c) Os adjetivos terminados em –ão trocam essa terminação por –ã, –ona, e,
mais raramente, por –oa:
são/sã; catalão/catalã; chorão/chorona; comilão/comilona; beirão/beiroa
d) Os adjetivos terminados em –eu trocam essa terminação por –eia (timbre
aberto); os terminados em –éu, por –oa :
plebeu / plebeia; ateu / ateia; ilhéu / ilhoa; tabaréu / tabaroa
Cuidado com os vocábulos judeu/judia e sandeu / sandia.
II - Adjetivos uniformes: São os adjetivos que possuem uma única forma
para o masculino e o feminino:
pássaro frágil ave frágil planejamento agrícola empresa agrícola
ator ruim atriz ruim comportamento exemplar vida exemplar

2. Flexão de número
A formação do plural dos adjetivos simples segue as mesmas regras da
formação do plural dos substantivos simples. Os adjetivos que indicam cores e
são formados pela expressão “cor de + substantivo” são invariáveis em
gênero e número, mesmo quando a expressão “cor de” estiver subentendida.
papel cor de rosa papéis cor de rosa
giz (cor de) laranja gizes (cor de) laranja
carro (cor de) creme carros (cor de) creme
camisa (cor de) cinza camisas (cor de) cinza
Os adjetivos compostos apresentam pelo menos dois radicais em sua
estrutura: ítalo-brasileiro, luso-africano, socioeconômico, político-institucional.
A flexão de número e gênero nos adjetivos compostos
I - Flexão de gênero (masculino/feminino) ou número (singular/plural):
Nos adjetivos compostos formados por dois adjetivos, apenas o último
elemento sofre flexão:
cidadão luso-brasileiro cidadãos luso-brasileiros
cidadã luso-brasileira cidadãs luso-brasileiras
olho verde-claro olhos verde-claros
camisa verde-clara camisas verde-claras
Aqueles em que o segundo elemento é um substantivo são invariáveis:
tecido amarelo-ouro tecidos amarelo-ouro
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camisa amarelo-ouro camisas amarelo-ouro
terno verde-mar ternos verde-mar
camisa verde-mar camisas verde-mar
Observações:
a. azul-marinho, azul-celeste e ultravioleta são sempre invariáveis:
Leve seus ternos azul-marinho e não os azul-celeste.
O sol transmite raios ultravioleta.
b. Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm os dois
elementos flexionados.
Aqueles rapazes surdos-mudos têm prioridade de acesso à recepção.
Aquelas moças surdas-mudas têm prioridade de acesso à recepção.
Os indivíduos peles-vermelhas têm princípios diferentes dos da nossa
sociedade.
3. Flexão de grau:
Os adjetivos variam em grau quando se deseja comparar ou intensificar
as características que atribuem. Há, portanto, dois graus de adjetivo: o
comparativo e o superlativo:
1) Comparativo: compara uma qualidade entre dois elementos ou duas
qualidades de um mesmo elemento. São três os comparativos:
De superioridade:
Para alguns alunos, Português é mais fácil (do) que Química.
De igualdade:
Para alguns alunos, Português é tão fácil quanto Química.
Ele é tão exigente quanto (ou como) seu irmão.
De inferioridade:
Para alguns alunos, Português é menos fácil (do) que Química.
Os adjetivos bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas entre duas
qualidades de um mesmo elemento, devem-se usar as formas analíticas mais
bom, mais mau, mais grande e mais pequeno.
Essa solução é melhor (do) que a outra.
Minha voz é pior (do) que a sua.
O descaso pela miséria é maior (do) que o senso humanitário.
Ele é mais bom (do) que inteligente.
Todo corrupto é mais mau (do) que esperto.
Meu salário é mais pequeno (do) que justo.
Atente para o fato de que as formas menor e pior são comparativas de
superioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
2) Superlativo: nesse grau, a característica atribuída pelo adjetivo é
intensificada de forma relativa ou absoluta.

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a) No grau superlativo relativo, essa intensificação é feita em relação a
todos os demais seres de um conjunto que a possuem. O superlativo relativo
pode exprimir superioridade ou inferioridade e é sempre expresso de forma
analítica:
I – superlativo relativo de superioridade:
Ele é o mais atento da sala. Ele é o mais exigente de todos os irmãos.
II - superlativo relativo de inferioridade:
Você é o menos crítico do grupo. Você é o menos importante da firma.
Observações:
• Note o uso do artigo definido (o, a, os, as) e da preposição (de),
empregados para especificar o ser (papel fundamental do artigo) dentro de um
grupo (uso da preposição para indicar limitação).
Você é o menos crítico do grupo.
• As formas do superlativo relativo de superioridade dos adjetivos bom,
mau, grande e pequeno são sintéticas: o melhor, o pior, o maior e o menor.
b) No grau superlativo absoluto, intensifica-se a característica atribuída pelo
adjetivo a um determinado ser, transmitindo ideia de excesso. O superlativo
absoluto pode ser analítico ou sintético:
I – O superlativo absoluto analítico é formado normalmente com a
participação de um advérbio:
Você é muito crítico. Ele é demasiadamente exigente.
Somos excessivamente tolerantes.
II – O superlativo absoluto sintético é expresso com a participação
de sufixos. O mais comum deles é –íssimo; nos adjetivos terminados em
vogal, esta desaparece ao ser acrescentado o sufixo do superlativo:
Trata-se de um artista originalíssimo. Ele é exigentíssimo.
Seremos tolerantíssimos.
Vários adjetivos possuem formas irregulares para exprimir o grau
superlativo absoluto sintético. Muitas dessas irregularidades ocorrem porque o
adjetivo, ao receber o sufixo, reassume a forma latina. É o caso dos
terminados em –vel, que assumem a terminação –bilíssimo (volúvel,
volubilíssimo; indelével, indelebilíssimo). Na relação a seguir, você encontrará
muitas formas irregulares do superlativo absoluto sintético. Observe que
algumas são de uso comum (facílimo e dificílimo, por exemplo), enquanto
outras pertencem à linguagem formal (acérrimo e pulquérrimo, por exemplo).
Adjetivo Superlativo absoluto Adjetivo Superlativo absoluto
sintético sintético
acre acérrimo geral generalíssimo
ágil agílimo grande máximo
agudo acutíssimo humilde humílimo
alto altíssimo, supremo incrível incredibilíssimo
amargo amaríssimo infame infamérrimo
amável amabilíssimo inimigo inimicíssimo
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amigo amicíssimo jovem juveníssimo
antigo antiquíssimo livre libérrimo
áspero aspérrimo magnífico magnificentíssimo
atroz atrocíssimo magro macérrimo ou magríssimo
audaz audacíssimo manso mansuetíssimo
benéfico beneficentíssimo mau péssimo
benévolo benevolentíssimo miserável miserabilíssimo
bom boníssimo ou ótimo miúdo minutíssimo
capaz capacíssimo negro Nigérrimo ou negríssimo
célebre celebérrimo nobre nobilíssimo
comum comuníssimo notável notabilíssimo
cruel crudelíssimo pequeno mínimo
difícil dificílimo perspicaz perspicacíssimo
doce dulcíssimo pessoal personalíssimo
eficaz eficacíssimo pobre paupérrimo, pobríssimo
fácil facílimo possível possibilíssimo
feliz felicíssimo pródigo prodigalíssimo
feroz ferocíssimo próspero prospérrimo
fiel fidelíssimo sábio sapientíssimo
frágil fragílimo sagrado sacratíssimo
frio friíssimo ou frigidíssimo soberbo superbíssimo

Locuções adjetivas: Em muitos casos, prefere-se usar, no lugar de um


adjetivo, uma expressão formada por mais de uma palavra para caracterizar o
substantivo. Essa expressão, que tem o mesmo valor e o mesmo sentido de
um adjetivo, recebe o nome de locução adjetiva. Observe alguns exemplos:
Noite de chuva (chuvosa) Atitudes de anjo (angelical)
Pneu de trás (traseiro) Menina do Brasil (brasileira)

Questão 12: Funasa–2010–Técnico de Contabilidade (banca F. Dom Cintra)


Ínfimo é uma forma de superlativo; a frase abaixo que também mostra uma
forma de superlativo de um adjetivo é:
A) “...esses 20 minutinhos de relaxamento não darão nem para o começo.”
B) “..varia de uma pessoa para outra de um modo muito mais intenso...”
C) “...mas seus dados são válidos para todo o mundo.”
D) “...lembram que temos tantos compromissos...”
E) “De preferência, distribuídos com bom senso.”
Comentário: O superlativo é a flexão em grau de um adjetivo significando
elevação ao mais alto grau. Veja alguns exemplos:
O fulano não é apenas importante na empresa, ele é importantíssimo
(superlativo absoluto sintético), ele é muito importante (superlativo
absoluto analítico), ele é o mais importante (superlativo relativo de
superioridade).
O adjetivo “ínfimo” é um superlativo absoluto sintético. Sua forma
analítica seria: muito baixo.
A questão pede que observemos nas alternativas aquela que apresenta
uma das formas do superlativo.
Na alternativa (A), o sufixo “-inho” no substantivo “minutinhos” tem um
valor afetivo, marcando que é pouco o tempo em relação ao benefício do
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relaxamento.
A alternativa (B) é a correta, pois o adjetivo “intenso” recebe o advérbio
de intensidade “muito”. Assim, há o superlativo absoluto analítico.
Na alternativa (C), não há sufixo, tampouco palavra de valor de
intensidade.
Na alternativa (D), não há sufixo, tampouco palavra de valor de
intensidade. Há apenas o pronome indefinido “tantos” que caracteriza o
substantivo “compromissos”.
Na alternativa (E), não há sufixo, tampouco palavra de valor de
intensidade.
Gabarito: B

Questão 13: Funasa–2010–Técnico de Contabilidade (banca F. Dom Cintra)


Fragmento do texto: Vinte minutos por semana é um tempo ínfimo, mas os
próprios autores do estudo lembram que temos tantos compromissos que,
muitas vezes, esquecemos de reservar uns minutinhos para nós mesmos. E
aí, um tempo, por menor que seja, faz realmente diferença.
O termo “minutinhos”, neste parágrafo, apresenta uma forma diminutiva com
sentido afetivo, do mesmo modo que o diminutivo abaixo destacado:
A) Os corpinhos das crianças não requerem muitos exercícios.
B) Você está muito magro, fininho demais que nem uma lombriga.
C) Exercícios são uma atividadezinha sem importância.
D) É uma belezinha um corpo bem saudável.
E) O resultado dos exercícios vem rapidinho.
Comentário: Primeiro, observe o seguinte: quando o diminutivo tiver valor
de “pequeno”, vamos subentender a expressão formada do substantivo mais o
adjetivo “pequeno”.
Já o substantivo “minutinhos” não significa “minuto pequeno”, mas há
um valor afetivo, por ter sentido figurado de “pouco tempo” para cuidar de si.
Na alternativa (A), o substantivo “corpinhos” tem sentido no contexto de
“corpos pequenos”: Os corpos pequenos das crianças não requerem muitos
exercícios.
Na alternativa (B), o adjetivo “fininho” é seguido do advérbio de
intensidade “demais”, o qual tem o mesmo sentido de “muito”. (muito
fininho=fininho demais). Assim, há um adjetivo absoluto analítico.
Na alternativa (C), a expressão “sem importância” enfatiza o valor
depreciativo que o sufixo “-zinha” gera ao substantivo “atividade”.
A alternativa (D) é a correta, pois a expressão “corpo bem saudável”
enfatiza o valor de admiração, carinho (isto é, afetivo), que o sufixo “-inha”
gera ao substantivo “beleza”.
Na alternativa (E), perceba que não só o adjetivo pode ser absoluto
sintético. O advérbio também pode. Assim, o vocábulo “rapidinho” é um
advérbio absoluto sintético, pois se pode subentender “muito rápido”.
Gabarito: D

Questão 14: TCE SC – 2006 – Auditor-Fiscal (banca FEPESE)


Assinale a alternativa em que os vocábulos formam o plural como disponível
e previsão, respectivamente:
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A) mal, decisão B) túnel, variação C) funil, autorização
D) fóssil, alemão E) tributável, irmão
Comentário: Veja os plurais: “disponíveis”, “previsões”, “males”,
“decisões”, “túneis”, “variações”, “funis”, “autorizações”, “fósseis”,
“alemães”, “tributáveis” e “irmãos”.
Assim, a alternativa correta é a (B).
Gabarito: B

Questão 15: CRM Médico 2006 (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Era pela madrugada que deixava a redação do jornal,
quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já
levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda
quentinho da máquina, como pão saído do forno.
“...o jornal ainda “quentinho” da máquina...”. O vocábulo supracitado
expressa:
A) Intensidade. B) Afetividade. C) Densidade.
D) Cordialidade. E) Entorpecimento.
Comentário: O sufixo “inho” no adjetivo “quentinho” é uma forma variada do
superlativo absoluto sintético (quentíssimo). Sua forma absoluta analítica
seria (muito quente).
Assim, observamos que há uma intensificação da sensação de calor no
produto que saiu da máquina. Isso é confirmado na sequência do texto, com a
expressão de comparação “como pão saído do forno” (muito quente).
Por isso, a alternativa correta é a (A).
Gabarito: A

Questão 16: CESAN Analista de Sistemas 2007 (banca Consulplan)


“Sim, não quero bancar o sensivelzinho, não...” A palavra em destaque
indica uma conotação de desprezo à palavra “sensível” de acordo com o
contexto. Tal fato ocorre ainda em:
A) Os papeizinhos foram jogados na manifestação.
B) Na praça, as arvorezinhas foram plantadas em ordem.
C) Aquela gentalha não sabe respeitar o direito do outro.
D) Depois do almoço, ele sempre tira uma soneca.
E) Sempre que puder retornarei ao lugarejo e recordarei os bons tempos da
infância.
Comentário: Nas alternativas (A) e (B), os sufixos em “papeizinhos” e
“arvorezinhas” e o contexto das frases nos levam a entender que há aí apenas
uma ideia de pequena dimensão (papel e árvore pequenos).
Na alternativa (C), veja que o sufixo “-alha” normalmente transmite
valor de coletivo ou quantidade, com sentido pejorativo, como o que ocorre
nesta alternativa com a palavra “gentalha”. Como a questão pediu o sufixo de
valor pejorativo, esta é a alternativa correta.
Na alternativa (D), o sufixo “-eca” em “soneca” tem sentido de pequeno,
diminuição, isto é, não é um sono profundo, mas apenas pouco tempo de
sono.
Na alternativa (E), o sufixo “-ejo” normalmente transmite valor de

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pequeno, como ocorre em “lugarejo”, isto é, lugar de pequena dimensão.
Gabarito: C

Questão 17: PC DF 2006 – Superior (banca NCE)


O segmento abaixo que apresenta adjetivo sem variação de grau é:
a) “Por maior que tenha sido a indignação manifestada...”;
b) “...é alarmante esse grau crescente de insegurança”;
c) “...de fazer o turista se sentir mais seguro no Rio...”;
d) “...a redução a níveis mínimos dos assaltos a turistas”;
e) “Mas é mais justo falar em dinheiro mal aplicado”.
Comentário: A alternativa (A) possui a variação de grau, pois ocorre o
aumentativo “maior”, o qual sintetiza a forma não culta “mais grande”.
A alternativa (B) não possui adjetivo com variação de grau. Note que,
para confundir o candidato, a questão inseriu o substantivo “grau”.
A alternativa (C) possui variação de grau, pois o aumentativo “mais” se
refere ao adjetivo “seguro”.
A alternativa (D) possui variação de grau, pois o vocábulo “mínimo” é a
forma sintética de “mais pequeno”.
A alternativa (E) possui variação de grau pela presença do aumentativo
“mais” referindo-se ao adjetivo “justo”.
Gabarito: B

Questão 18: ANTT 2008 - Superior (banca NCE)


“...o mundo sofreu uma redução de um terço da diversidade animal devido à
ação humana”; a frase abaixo em que a palavra devido deve ser
obrigatoriamente flexionada em gênero é:
(A) Devido à ação do homem, os animais vão desaparecer;
(B) Devido à escassez de inteligência, as espécies animais desaparecerão;
(C) Animais morrem, devido à irresponsabilidade humana;
(D) A extinção dos animais é devido à má gestão dos bens naturais;
(E) Perderam-se as espécies devido à falta de sensibilidade.
Comentário: A locução prepositiva “devido a” é invariável e inicia o adjunto
adverbial de causa. Quando no valor de adjetivo ou particípio da voz passiva,
o vocábulo “devido” passa a ser flexionado (conta devida, parcelas devidas /
a conta é devida ao consumidor, os insumos são devidos à empresa etc).
Dentre as alternativas, a única que não faz parte da locução prepositiva
de causa é a alternativa (D). Nesta alternativa, há uma voz passiva:
A extinção dos animais é devida à má gestão dos bens naturais.
Gabarito: D

Questão 19: CRQ 2008 - Superior (banca NCE)


O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas
recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa.
Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.
O vocábulo do primeiro parágrafo que é exemplo de um adjetivo
substantivado é:
(A) velho; (B) antigas; (C) belo; (D) imenso; (E) alto.
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Comentário: A palavra substantivada é aquela que recebe um determinante
(artigo, adjetivo etc). Note que o adjetivo “alto” recebeu o artigo “o” (no alto).
Por isso, a alternativa (E) é a correta.
Gabarito: E

Questão 20: Correios – 2006 – Contador (banca AOCP)


Assinale a alternativa em que o termo sublinhado não é um adjetivo:
a) Nós ficamos muito felizes com a sua chegada.
b) Ninguém é bom juiz em causa própria.
c) Era um dia abafadiço e aborrecido.
d) Não me sinto livre, sinto me responsável.
Comentário: As palavras “bom”, “aborrecido” e “livre” são adjetivos por
caracterizarem os substantivos “juiz”, “dia” e o pronome pessoal de valor
substantivo “eu”. Note que este pronome está subentendido, por ser um
sujeito oculto.
Já o vocábulo “muito” é um advérbio, o qual intensifica o adjetivo
“felizes”.
Gabarito: A

PREPOSIÇÕES
A preposição é palavra que não se flexiona e liga palavras ou orações
reduzidas. Essa ligação pode se dar pela regência verbal ou nominal, a qual
chamamos de preposição relacional ou pela necessidade de sentido, a qual é
chamada de preposição nocional.
Assim, normalmente as preposições que iniciam o objeto indireto, o
complemento nominal, as orações subordinadas substantivas objetivas
indiretas e as completivas nominais são as relacionais e não possuem sentido.
Já as preposições que iniciam adjuntos adverbiais, adjuntos adnominais e
orações subordinadas adverbiais reduzidas são as nocionais.
Exemplos com preposições relacionais:
Obedeço aos meus princípios. Sou obediente aos meus princípios.
VTI objeto indireto VL + predicativo complemento nominal

Tenho certeza de que você será aprovado.


oração principal oração subordinada substantiva completiva nominal

Não duvide de que você será aprovado.


oração principal oração subordinada substantiva objetiva indireta

Exemplos com preposições nocionais:


Estou sem recursos. Estudei a aula de Regência Verbal
VI adjunto adverbial de modo VTD adjunto adnominal
objeto direto

Comprei esta aula para realizar muitos exercícios.


oração principal oração subordinada adverbial de finalidade

Além dessa divisão das preposições, as palavras exclusivamente de valor


preposicional são chamadas preposições essenciais (a, ante, após, até, com,
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contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás); e as
palavras de outras classes gramaticais que, em determinados contextos,
podem atuar como preposições são chamadas de preposições acidentais
(como=na qualidade de, exceto, fora, mediante, salvo, senão, tirante).
Como advogado, não é conveniente agir dessa forma.
O conjunto de duas ou mais palavras que tem o valor de uma preposição
é chamado de locuções prepositivas. A última palavra dessas locuções é
sempre uma preposição: abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a
respeito de, a despeito de, de acordo com, dentro de, embaixo de, em cima
de, em frente a, em redor de, graças a, junto a, junto de, perto de, por causa
de, por cima de, por trás de etc
Várias preposições ligam-se a palavras de outras classes gramaticais,
passando a constituir um único vocábulo. Essa ligação se dá por combinação
ou contração.
a) Ocorre combinação quando a preposição, ao unir-se a outra palavra,
mantém todos os seus fonemas. É o que acontece entre a preposição a e o
artigo masculino o, os: ao, aos.
b) Ocorre contração quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, sofre
modificações em sua estrutura fonológica. As preposições de e em, por
exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos pronomes,
originando formas como as seguintes: do, dos, da, das, num, numa, numas,
disto, disso, daquilo, naquele, naqueles, naquela, naquelas, pelo, pelos, pela,
pelas.
c) A contração da preposição a com artigos ou pronomes demonstrativos a, as
ou com o a inicial dos pronomes aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo
recebe o nome de crase: à, às, àquele, àqueles, àquela, àquelas, àquilo.
Observação: Deve-se evitar a contração de preposição que inicia orações
preposicionadas com o sujeito dela, em construções como “Está na hora da
onça beber água”. O ideal é a separação. Veja:
Está na hora de a onça beber água.
Neste caso, perceba que a preposição “de” é exigida pelo substantivo “hora”
para iniciar a oração subordinada substantiva completiva nominal reduzida de
infinitivo “de a onça beber água” (Está na hora disso.), e o sujeito do verbo
“beber” é apenas “a onça”, sem a preposição “de”. Por isso, devemos evitar a
contração.
Vejamos, agora, os principais valores e empregos das preposições:
A: Normalmente introduz o objeto indireto, o complemento nominal e o
adjunto adverbial. Pode, ainda, ligar os verbos de uma locução (estou a
entender). Veja os principais sentidos da preposição nocional “a”:
1) causa ou motivo: morrer à fome; acordar aos gritos das crianças; voltar a
pedido dos amigos.
2) conformativa: puxar ao pai; sair à mãe.
3) destino (em correlação com a preposição de): de São Paulo a Salvador;
daqui a Belo Horizonte.
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Ante: Normalmente introduz adjunto adverbial, indicando posicionamento:


1) lugar: em frente a, perante: A verdade está ante nossos olhos;
2) causa: em consequência de; diante de: Ante os protestos, recuou da
decisão.
Observação: A preposição “ante” não admite outra preposição em
seguida. Assim, não se pode dizer “Ante a ela...”, o correto é “Ante ela...”.
O mesmo ocorre com “perante”: “Chorou perante ela.”
Veja que a preposição “ante” tem como sinônimas as locuções
prepositivas “em frente a”, “em consequência de”, “diante de”, as quais
obrigatoriamente são finalizadas com a preposição “de”.

Até: Normalmente introduz adjunto adverbial; indica o limite, o término de


movimento, e, acompanhando substantivo com artigo (definido ou indefinido),
pode vir ou não seguida da preposição a:
Caminharam até a entrada do estacionamento. ou
Caminharam até à entrada do estacionamento.
Observação: Não devemos confundi-la com a palavra denotativa de inclusão
“até”, que se usa para reforçar uma declaração com o sentido de “inclusive”,
“também”, “mesmo”, “ainda”. Isso é importante, porque a preposição pede
pronome pessoal oblíquo: João chegou até mim e disse tudo.
Já a palavra denotativa exige pronome pessoal reto: Até eu acreditei nele.

Com: A preposição “com” introduz objeto indireto, complemento nominal,


adjunto adverbial e indica estas relações:
1) causa: assustar-se com o trovão; ficar pobre com a inflação.
2) companhia: ir ao cinema com alguém; regressar com amigos.
3) concessão: com mais de 80 anos, ainda tem planos para o futuro; com ser
imperfeito, o homem constrói máquinas perfeitas.
4) instrumento: abrir a porta com a chave, matar alguém com as mãos.
5) matéria: vinho se faz com uva.
6) modo: andar com cuidado; tratar com carinho.
7) oposição: jogar com (= contra) os ingleses.
8) referência: com sua irmã aconteceu diferente; comigo sempre é assim.
9) simultaneidade (tempo): o povo canta, com os soldados, o Hino Nacional;
com o tempo os frutos amadurecem; hoje, em todas as atividades a mulher
concorre com o homem.
Contra: Introduz objeto indireto ou adjunto adverbial e indica estas relações:
1) oposição: jogar contra os ingleses; lançar uma pedra contra alguém; remar
contra a maré; depor contra alguém; ser contra o governo.
2) direção: olhar contra o sol.
3) proximidade ou contiguidade: apertar alguém contra o peito; cingir contra o
coração a bandeira.

De: A preposição “de” introduz objeto indireto, complemento nominal, agente


da passiva, adjunto adnominal, adjunto adverbial e indica estas relações:

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1) assunto: falar de futebol.
2) causa: morrer de fome; tremer de medo; chorar de saudade.
3) conteúdo: xícara de café; maço de cigarros.
4) definição: homem de bom-senso; pessoa de coragem.
5) dimensão: prédio de dois andares; sala de vinte metros quadrados.
6) fim: dar-lhe algo de beber; automóvel de passeio.
7) instrumento ou meio: apanhar de chicote; briga de faca, brincar de mão,
viajar de avião, viver de ilusões.
8) lugar (de origem): vir de Madri; descender de alemães; ver de perto.
9) matéria: corrente de ouro; chapéu de palha; material feito de plástico.
10) medida ou extensão: régua de 30cm, rua de 20km.
11) modo: olhar alguém de frente, ficar de pé.
12) posse: casa de Luís, olhar de Maísa.
13) preço: caderno de um real.
14) qualidade: vender artigo de primeira.
15) semelhança ou comparação: olhos de gata, atitudes de imbecil.
16) tempo: dormir de dia, estudar de tarde, perambular de noite.

Desde: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:


1) lugar: dormir desde lá até cá.
2) tempo: desde ontem estou assim.
É errada a construção “desde de”: desde de 1945 isso não acontece por aqui.

Em: Introduz objeto indireto, complemento nominal e adjunto adverbial e


indica estas relações:
1) estado ou qualidade: ferro em brasa; televisor em cores; foto em branco e
preto; votos em branco.
2) fim: vir em socorro; pedir em casamento.
3) forma ou semelhança: juntar as mãos em conchas.
4) limitação: em Matemática nunca foi bom aluno.
5) lugar: ficar em casa; o jantar está na mesa.
6) meio: pagar em cheque; indenizar em ações.
7) modo: ir em turma, em bando, em pessoa; escrever em francês.
8) preço: avaliar a casa em milhares de reais.
9) sucessão: de grão em grão; de porta em porta.
10) tempo: fazer a viagem em quatro horas; o fogo destruiu o edifício em
minutos, no ano 2000.
11) transformação ou alteração: mudar a água em vinho, transformar reais em
dólares.

Entre: Introduz adjunto adverbial e indica posição intermediária:


1) lugar: os Pireneus estão entre a França e a Espanha; ficar entre os
aprovados.
2) meio social: entre os índios se age dessa forma.
3) reciprocidade: entre mim e ela sempre houve harmonia; entre nós há paz.
4) tempo: ela virá entre dez e onze horas.

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Para: Introduz complemento nominal, adjunto adverbial e pode indicar estas
relações:
1) consequência: estar muito alegre para preocupar-se com mesquinharias;
ser bastante inteligente para não cair em esparrela.
2) fim: nascer para o trabalho; vir para ficar; chegar para a conferência.
3) lugar de destino, direção: ir para Madri; apontar o dedo para o céu.
Observação: Não é de rigor, mas a preposição “para”, com valor de lugar
de destino dá ideia de estada permanente ou definitiva; ao contrário da
preposição “a”, que geralmente exprime breve regresso: De fato, vamos para
o céu, para o inferno, etc.
Deve-se evitar a construção “Vamos ao céu, ao inferno”, porque de tais
lugares não há regresso.
4) proporção: As baleias estão para os peixes assim como nós estamos para as
galinhas.
5) em benefício: Busque para mim aquele lençol, menino.
6) tempo: Aqui tem água para dois dias apenas. Para o ano irei a Salvador. Lá
para o final de dezembro viajaremos.
7) opinião: Para mim o Brasil nunca teve políticos de verdade.

Perante: Introduz adjunto adverbial e indica a relação de lugar (posição em


frente): Perante o juiz, negou o crime.
Seu sentido se estende ao posicionamento sobre algo:
Perante tais circunstâncias, inclinei-me a defender o réu.
Observação: Esta preposição não admite outra preposição em seguida. Assim,
não use perante a: perante a Deus, perante ao juiz, etc.

Por: Introduz objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva,


adjunto adverbial e pode indicar estas relações:
1) causa: encontrar alguém por uma coincidência; foi preso por vadiagem, por
isso é que a chamei.
2) conformativa: tocar pela partitura; copiar pelo original.
3) favor: morrer pela pátria; lutar pela liberdade; falar pelo réu.
4) lugar: ir por Bauru, morar por aqui.
5) medida: vender bolacha por quilo.
6) meio: ler pelo rascunho; ir por terra; levar pela mão; contar pelos dedos;
enviar pelo Correio; mandar um recado por alguém.
7) modo: proceder à chamada de alunos por ordem alfabética; saber por alto o
que aconteceu.
8) preço: comprar o livro por dois reais; vender a mercadoria pelo custo.
9) quantidade: chorar por três vezes; perder por O a 2.
10) substituição: deixar o certo pelo duvidoso; comprar gato por lebre; jurar
por Deus; valer por cinco homens.
11) tempo: estarei lá pelo Natal; viver por muitos anos; brincar só pela
manhã.

Sem: Introduz adjunto adnominal e adjunto adverbial e indica a relação de


ausência ou desacompanhamento (que pode ser vista como modo): estar sem
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dinheiro; palavras sem sentido; sem o empréstimo, não construiremos a casa;
não se vive sem oxigênio.

Sob: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:


1) lugar (posição inferior): ficar sob o viaduto.
2) modo: sair sob pretexto não convincente.
3) tempo: houve muito progresso no Brasil sob D. Pedro II.

Sobre: Introduz adjunto adverbial e indica estas relações:


1) assunto: conversar sobre política; falar sobre futebol.
2) direção: ir sobre o adversário.
3) excesso: sobre ser ignorante, era presunçoso.
4) lugar (posição superior): o avião caiu sobre uma lavoura de arroz; flutuar
sobre as ondas.

Trás: No português atual, a preposição trás não é usada isoladamente; atua,


sempre, como parte de outras expressões: nas locuções adverbiais “para trás”
e “por trás” (ficar para trás, chegar por trás) e na locução prepositiva “por trás
de” (ficar por trás do muro).

Observações:
a) Muitas vezes, numa locução, a preposição “a” pode ser trocada por outra,
sem que isso acarrete prejuízo de construção ou de significado. Eis alguns
exemplos: à/com exceção de, a/ em meu ver, a/com muito custo, em frente
a/de, rente a/com, à/na falta de, a/em favor de, em torno a/de, junto
a/com/de.
b) Com o verbo ter, usa-se “de” ou “que”, havendo ideia de obrigatoriedade ou
necessidade: Tenho de/que viajar amanhã sem falta.
Temos de/que terminar isto ainda hoje.
O “que”, neste caso, é uma preposição.
c) A preposição “de” faz parte do adjetivo superlativo relativo, indicando
limitação de um grupo:
Ele é o mais exigente de todos os irmãos.
Você é o menos crítico do grupo.
Questão 21: BNDES / 2009 / Superior (banca Cesgranrio)
Em “Quem diz que vai para o escritório para trabalhar e não para fazer amigos
está enganado.”, os valores semânticos das preposições para são,
respectivamente,
(A) aproximação, finalidade, finalidade.
(B) aproximação, finalidade, aproximação.
(C) aproximação, aproximação, finalidade.
(D) finalidade, aproximação, finalidade.
(E) finalidade, aproximação, aproximação.
Comentário: O verbo “vai” é intransitivo e rege adjunto adverbial de lugar
(“para o escritório”), o qual transmite valor de destino. Assim, podemos
entender essa preposição como aproximação a esse destino. Veja que as
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outras duas ocorrências da preposição “para” estão ligadas pela conjunção
“e”, pois há duas orações subordinadas adverbiais de finalidade. Por isso, a
resposta correta é a (A).
Gabarito: A

Questão 22: Transpetro / 2006 / Superior (banca Cesgranrio)


Indique a opção em que a palavra destacada tem a mesma classe do vocábulo
a em sua ocorrência na frase “...maior número de seres vivos a descobrir.”
(A) “Os mares parecem guardar a resposta...”
(B) “E um inventário recém-concluído mostrará...”
(C) “Uma das descobertas mais surpreendentes...”
(D) “Com a baleia-bicuda-de-True encontrada em São Sebastião,”
(E) “Desconhecemos até o que existe na costa.”
Comentário: Em “a descobrir”, há uma preposição “a” antes do verbo.
Também há preposição na alternativa (D). “Com” inicia um adjunto adverbial.
Na alternativa (A), o vocábulo “a” é um artigo definido que antecede o
substantivo “resposta”.
Na alternativa (B), “E” é uma conjunção coordenada aditiva.
Na alternativa (C), “Uma” é um artigo indefinido.
Na alternativa (E), “que” é pronome relativo, pois vem antecedido do
pronome demonstrativo “o” (=aquilo).
Gabarito: D

Questão 23: PROMINP / 2010 / Médio (banca NCE)


Na expressão “...mangueira do botijão...”, a preposição de exerce função de
posse, de tal modo que permite a substituição pelo pronome possessivo (sua
mangueira).
Em qual expressão a seguir o de apresenta o mesmo exemplo desse uso?
(A) “Diante de uma pedra no caminho...”
(B) José viu um botijão de gás ir pelos ares.”
(C) “...Funciona como um relógio de corda: em quinze minutos, quando
completa a volta, o equipamento trava...”
(D) “...A história de José mostra que não é preciso pós-doutorado...”
(E) “...O que precisamos é saber cultivá-las para despertar nossa capacidade
de criação”, diz Eunice.”
Comentário: Na alternativa (A), a locução prepositiva “Diante de” inicia um
adjunto adverbial de lugar.
Na alternativa (B), a preposição “de” inicia adjunto adnominal e
transmite valor semântico de conteúdo (o botijão contém gás).
Na alternativa (C), a preposição “de” inicia adjunto adnominal e
transmite valor semântico de restrição, marcando o tipo de relógio.
A alternativa (D) é a correta, pois a preposição “de” inicia adjunto
adnominal e transmite valor semântico de posse. O adjunto adnominal “de
José” pode ser substituído pelo pronome possessivo “sua”. Veja:
A sua história...
Na alternativa (E), a preposição “de” inicia complemento nominal. Ela é
apenas exigida pelo nome “capacidade”, por isso não transmite valor
semântico.
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Gabarito: D

Questão 24: IBGE / 2010 / Médio (banca NCE)


A palavra destacada NÃO corresponde a uma preposição em
(A) “...sair de casa de madrugada...”
(B) “...que nos levaria para Olinda...”
(C) “...saíamos em jejum.”
(D) “Saíamos por uma rua toda escura,”
Comentário: A palavra “de” é preposição nocional de tempo, “para” é
preposição nocional de lugar de destino, “em” é preposição nocional de modo.
A palavra “toda” é um pronome indefinido.
Gabarito: D

Questão 25: Fiscal de Rendas do Município do Rio de janeiro 2010 (banca ESAF)
Fragmento do texto: Deve ser ressaltado que a política tributária, embora
consista em instrumento de arrecadação tributária, necessariamente não
precisa resultar em imposição.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
Preservam-se a coerência textual e a correção gramatical ao substituir “em
instrumento”(ℓ.2) por de instrumento.
Comentário: O verbo “consista” é transitivo indireto e o termo “em
instrumento” é o objeto indireto. Dessa forma, a preposição “em” é relacional,
por ser resultado da regência verbal. Note que este verbo não exige a
preposição “de”, apenas “em”. Portanto, a afirmativa está errada.
Gabarito: E

Questão 26: MPOG 2006 Especialista em PP e Gestão Governamental (banca ESAF)


Fragmento do texto: O biodiesel ainda vai contribuir para melhorar a
qualidade do ar nas grandes cidades pela redução do uso de combustíveis
derivados de petróleo.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
Ao se substituir “pela” (ℓ.2) pela estrutura por meio da prejudica-se a
correção gramatical do período.
Comentário: A conjunção “por”, seguida do artigo “a”, gera a contração
“pela”. Essa preposição nocional, no contexto em que se encontra, tem valor
adverbial de meio. Esse sentido é mantido pelo uso da locução prepositiva “por
meio de”. Como a questão afirmou que essa substituição prejudicaria a
correção gramatical, está errada.
Gabarito: E

Várias questões de preposição já foram trabalhadas na aula de sintaxe


da oração. Agora, vamos falar sobre o artigo.
O artigo é a palavra que fica anteposta ao substantivo, para generalizá-
lo, particularizá-lo ou determinar o seu sentido.
Muitas vezes, é o artigo que especifica o gênero e o número do
substantivo.
O pianista tocou por longa noite para os artistas homenageados.
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A pianista tocou por longa noite para as artistas homenageadas.
O lápis estava na carteira.
Os lápis estavam na carteira.
Em função da particularização ou generalização referente ao substantivo,
o artigo pode ser considerado definido e indefinido.

O artigo indefinido (um, uma, uns, umas) generaliza o substantivo,


determinando-o de modo vago:
Gostaria de ter uma conversa com você.

Já o artigo definido (o, a, os, as) particulariza o substantivo,


determinando-o de modo mais preciso:
A conversa que tivemos ontem não ajudou em nada.

Questão 27: Petrobras / 2010 / Superior (banca Cesgranrio)


A opção cuja classe da palavra destacada difere das demais é
(A) “O futuro é construído a cada instante da vida,”
(B) “Perguntas a que também quero responder,”
(C) “... os erros inerentes a minha condição,”
(D) “retirando a morte,”
(E) “pode ser perfeitamente aplicável daqui a um tempo.”
Comentário: Nas alternativas (A), (B), (C) e (E), temos preposição; já na
alternativa (D), temos um artigo que antecede o substantivo “morte”. O verbo
“retirando” é transitivo direto e “a morte” é objeto direto.
Gabarito: D

Mais algumas questões de artigo serão trabalhadas quando falarmos


sobre os pronomes, na parte II. Agora, falaremos sobre o advérbio e
confirmaremos algumas informações trabalhadas na aula de sintaxe da oração,
quando comentamos sobre o adjunto adverbial.
O advérbio é palavra que não varia e transmite circunstância. Ela pode
modificar o verbo, o adjetivo, outro advérbio e também toda uma oração.
Vimos na aula de sintaxe que sua função sintática é a de adjunto adverbial.
Pode haver duas ou mais palavras com valor de um advérbio. A elas
chamamos locução adverbial, a qual é iniciada com uma preposição nocional.
Os principais advérbios e locuções adverbiais são de:
1) Lugar: aqui, aí, ali, cá, lá, acolá, além, aquém, longe, perto, dentro,
adiante, defronte, onde, acima, abaixo, atrás, em cima, por fora, de cima, à
direita, à esquerda, ao lado, de fora, alhures (= em outro lugar) nenhures (=
em nenhum lugar), algures (= em algum lugar) etc.
Deixei minha carteira ali. Estavam todos atrás da porta.
2) Tempo: hoje, ontem, anteontem, amanhã, atualmente, brevemente,
sempre, nunca, jamais, cedo, tarde, antes, depois, logo, já, agora, ora, então,
outrora, aí, quando, à noite, à tarde, de manhã, de vez em quando, às vezes,
de repente, hoje em dia etc.
Ontem falei com ela. Estudaram à noite.
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3) Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, às claras, às pressas, à
vontade, à toa, de cor, de mansinho, de cócoras, em silêncio, com rancor, sem
medo, frente a frente, face a face, facilmente (e a maioria dos terminados em
–mente), rapidamente, lentamente etc.
Eles entraram depressa. Ela está bem.
4) Intensidade: muito, pouco, mais, menos, ainda, tão, bastante, assaz,
demais, bem, tanto, de pouco, deveras, quanto, quase, apenas, mal, de todo
etc.
Meu irmão estuda muito. (ligado ao verbo estuda)
Ela é muito alta. (ligado ao adjetivo alta)
Seu colega escreve muito bem. (ligado ao advérbio bem)
5) Afirmação: sim, decerto, efetivamente, seguramente, realmente,
certamente, sem dúvida, por certo, com certeza etc.
Iremos realmente. Estarei aí amanhã com certeza.
6) Negação: não.
Não participarei da reunião.
7) Dúvida: talvez, acaso, porventura, quiçá, provavelmente, possivelmente,
eventualmente etc.
Talvez ele acerte tudo.
Além dessas circunstâncias, veja outras que só podem ocorrer com
locuções adverbiais:
1) De causa: Tremia de frio.
2) De meio: Iremos de navio.
3) De instrumento: Cortou-se com a lâmina.
4) De condição: As feras não vivem sem carne.
5) De concessão: Foi à praia apesar do temporal.
6) De conformativa: Agiu conforme a situação.
7) De assunto: Conversaram sobre a situação.
8) De fim ou finalidade: Sempre viveu para o estudo.
9) De companhia: Saiu com o pai.

Também é importante ressaltarmos os advérbios interrogativos, os quais


são empregados em frases interrogativas diretas ou indiretas. Esses advérbios
podem exprimir lugar, tempo, modo, causa ou preço:
1) De lugar: onde?
Onde está o material? Ignoro onde está o material.
2) De tempo: quando?
Quando virá o cientista? Não sei quando virá o cientista.
3) De modo: como?
Como aconteceu o acidente?
Desconhecemos como aconteceu o acidente.
4) De preço ou valor: quanto?
Quanto custa o aparelho? Não me disseram quanto custa o aparelho.
5) De causa: por que?
Por que ele faltou? Explique-me por que ele faltou.
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Nessas construções, perceba que a frase interrogativa direta é a que
termina com ponto de interrogação, e a interrogativa indireta normalmente
possui verbo transitivo direto. Assim, as orações “onde está o material”,
“quando virá o cientista”, “como aconteceu o acidente”, “quanto custa o
aparelho”, “por que ele faltou” são subordinadas substantivas objetivas
diretas, pois os verbos “Ignoro”, “sei”, “Desconhecemos” e “disseram” são
transitivos diretos e “Explique” é transitivo direto e indireto.
Esta é uma das peculiaridades da oração subordinada substantiva
objetiva direta. Note que as orações elencadas acima não estão sendo
iniciadas por conjunção integrante, mas por advérbios interrogativos.
Veja que a última oração (“por que ele faltou”) é entendida como oração
objetiva direta preposicionada, por ser iniciada com a preposição “por” sem a
exigência do verbo “Explique-me”.
Observações:
a) Os vocábulos “muito, pouco, bastante, tanto, mais, menos” podem ser
advérbios de intensidade ou pronomes indefinidos. Assim, dependendo do
contexto muda-se a classe gramatical:
Eles falavam bastante. Tenho bastantes livros.
Eles falavam muito. Recebi muitos apoios.
advérbio pronome indefinido

b) A palavra “bem” pode ser advérbio de intensidade ou de modo.


Ele fala bem. (advérbio de modo)
Ele está bem cansado. (advérbio de intensidade)
c) As palavras derivadas terminadas em -mente são sempre advérbios.
Antigamente se lia menos. (advérbio de tempo)
Andavam tranquilamente pela praia. (advérbio de modo)
Irei certamente à noite. (advérbio de afirmação)
d) Nunca e jamais são advérbios de tempo.
Jamais farei isso. (Em momento algum farei isso.)

Questão 28: TERMOAÇU / 2008 / Superior (banca NCE)


A classificação que NÃO corresponde à palavra em destaque é
(A) “...até o clarear do dia,” – substantivo
(B) “...era serviço de mulher.” – locução adjetiva
(C) “...sabiam que não era fácil assim o seu trabalho,” – conjunção
(D) “de noite bem dormida,” – adjetivo
(E) “diriam do esforço, da resistência contra o frio e o sono.” – preposição
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois o verbo recebeu o artigo “o”,
então foi substantivado: (o clarear = substantivo).
A alternativa (B) está correta, pois “de mulher” caracteriza o substantivo
“serviço”, por isso é uma locução adjetiva.
A alternativa (C) está correta, pois a oração “que não era fácil assim o
seu trabalho” pode ser substituída pela palavra “isso”, o que a torna oração
substantiva. Assim, sabemos que essa oração é iniciada pela conjunção
integrante “que”.
A alternativa (D) é a errada, pois “bem” não é adjetivo, primeiro por

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não se flexionar; depois porque esse vocábulo está se referindo a um adjetivo.
Esse é o papel do advérbio. Assim, “bem” é advérbio de modo.
A alternativa (E) está correta, pois o substantivo “resistência” exige o
complemento nominal “contra o frio e o sono”. Sabendo-se que o
complemento nominal é termo preposicionado, “contra” é realmente uma
preposição.
Gabarito: D

Questão 29: Casa da Moeda / 2005 / Superior (banca NCE)


Dentre as palavras assinaladas, a que NÃO pertence à mesma classe
gramatical das demais é:
(A) “... uma vida inteiramente dedicada ao estudo...”
(B) “... minha permanente observação ...”
(C) “... estão profundamente vinculados ...”
(D) “... magistralmente descrito ...”
(E) “Dessa forma, certamente agiriam ...”
Comentário: Há sufixo “mente” em quase todas as alternativas, porém a
única palavra que não possui esse sufixo e não é advérbio é “permanente”,
pois caracteriza o substantivo “observação” e se flexiona de acordo com ele.
Gabarito: B

Questão 30: SEMSA / 2005 / Superior (banca Cesgranrio)


“tudo muito bem arrumado de forma a que as joias não ficassem soltas,”
Os advérbios em destaque exprimem, respectivamente, circunstâncias de:
(A) intensidade – lugar.
(B) intensidade – modo.
(C) modo – lugar.
(D) modo – intensidade.
(E) causa – consequência.
Comentário: Questão simples, não é? Veja que “muito” é advérbio de
intensidade e “bem” é advérbio de modo.
Gabarito: B

Questão 31: BNDES / 2010 / Médio (banca Cesgranrio)


Fragmento do texto:
E para fechar este artigo com chave de ouro, cito outra sábia frase de
Einstein: “Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o
contrário”.
A palavra destacada em “Algo só é impossível...” pode ser substituída, sem
alterar o sentido, por
(A) então. (B) apenas. (C) também. (D) até. (E) ainda.
Comentário: A palavra “só”, neste caso, é um advérbio e equivale a
“somente”, “apenas”; por isso a alternativa correta é a (B).
Gabarito: B

Questão 32: PROMINP / 2010 / Médio (banca NCE)


Em “...onde, em breve, se apresentaria o Paul.”, a expressão “em breve” é
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um(a)
(A) advérbio de tempo. (B) advérbio de modo. (C) adjetivo.
(D) locução adjetiva. (E) locução adverbial de tempo.
Comentário: Veja a pegadinha! Sabemos que “em breve” transmite valor de
tempo; porém não há apenas uma palavra. Quando há duas ou mais palavras
transmitindo circunstância, teremos uma locução adverbial; por isso há uma
locução adverbial de tempo.
Gabarito: E

Pronomes

O estudo dos pronomes é importante, porque ele fundamentalmente é


um vocábulo de coesão, isto é, liga estruturas do texto. Muitas questões das
provas fundamentam-se simplesmente em reconhecer o referente do pronome.
Por isso, esse assunto será muito importante também para trabalharmos as
questões de interpretação de texto.
A primeira divisão dos pronomes é quanto a sua finalidade: eles podem
substituir palavras ou acompanhá-las.

No primeiro caso, chamamos o pronome de substantivo, pois ele passa a


ocupar o lugar de um substantivo. Assim, tem a finalidade de retomar uma
palavra anterior, constituindo o recurso anafórico. Veja:
“O documento prevê cinco estratégias de vendas. Além disso, ele abre
possibilidades para que elas sejam ampliadas.”
Chamamos os pronomes “ele” e “elas” de pronomes substantivos, porque
ocuparam o lugar dos substantivos “documento” e “estratégias”. Esse é o
recurso chamado de coesão referencial (anafórica), pois esses pronomes
retomam palavras anteriores.
O pronome também pode ser adjetivo, quando simplesmente acompanha
o substantivo, flexionando-se de acordo com ele:
“Sua família está feliz hoje, pois outra conquista ocorreu.”
Os pronomes “Sua” e “outra” são chamados de pronomes adjetivos,
porque acompanham os substantivos “família” e “conquista” e se flexionam de
acordo com eles.
Esta é a primeira divisão. Os pronomes substantivos se subdividem em
pessoais, indefinidos, demonstrativos, mas também os pronomes adjetivos
podem se subdividir em demonstrativos, possessivos etc.
Assim, não se quer que você decore os nomes desses pronomes, mas
entenda seu emprego. É isso que cai na prova. Veja:
Os pronomes pessoais têm valor substantivo e são aqueles que indicam
uma das três pessoas do discurso: quem fala (locutor), com quem se fala
(interlocutor) e de quem se fala (referente).
Pronomes pessoais do caso reto: são os que desempenham a função
sintática de sujeito da oração, vocativo e predicativo. São os pronomes eu, tu,
ele (ela), nós, vós, eles (elas).

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Eu sou professor. O professor sou eu.
Tu és professor. O professor és tu. Tu, não deixes de estudar!
Ele é professor. O professor é ele.
Nós somos professores. Os professores somos nós.
Vós sois professores. Os professores sois vós. Vós, aceitai a reprimenda.
Eles são professores. Os professores são eles.
sujeito predicativo vocativo

Pronomes pessoais do caso oblíquo: são os que desempenham a função


sintática de complemento verbal (objeto direto ou indireto), complemento
nominal, agente da passiva, adjunto adverbial, adjunto adnominal.
Os pronomes pessoais do caso oblíquo se subdividem em dois tipos: os
átonos, que não são antecedidos por preposição, e os tônicos, precedidos por
preposição.
a) Pronomes pessoais oblíquos átonos: são os seguintes: “me, te,
se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes”. Eles podem exercer diversos valores
morfossintáticos nas orações:
Objeto direto: “me, te, se, o, a, nos, vos, os, as”.
Ana informou-me do ocorrido.
Ana informou-te do ocorrido.
Ana informou-se do ocorrido.
Ana informou-o (a) do ocorrido.
Ana informou-nos do ocorrido.
Ana informou-vos do ocorrido.
Ana informou-os (as) do ocorrido.
sujeito VTDI + OD + OI

Se o verbo termina com as nasalizações “m”, ou “õe”; os pronomes o, a,


os, as transformam-se em no, na, nos, nas.
Quando encontrarem o material, tragam-no até mim.
Os sapatos, põe-nos fora, para aliviar a dor.
Se o verbo termina em “r”, “s” ou “z”; excluem-se essas terminações, e
os pronomes o, a, os, as mudam para lo, la, los, las.
Quando encontrarem as apostilas, deverão trazê-las até mim.
deverão trazer + as deverão trazê-las

As apostilas, perde-las toda semana. (sujeito oculto “tu”)


perdes + as perde-las

As garotas ingênuas, o conquistador sedu-las com facilidade.


seduz + as sedu-las

Independentemente da predicação verbal, se o verbo termina em


“-mos”, seguido de “nos” ou de “vos”, retira-se a terminação “-s”.
Encontramo-nos ontem à noite.
Solicitamo-vos a acolhida nesta noite.
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Questão 33: Assistente de Chancelaria 2008 - nível superior (banca CESPE)
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
Julgue a frase abaixo quanto à correção gramatical.
Já que eu não posso amar ela, vou procurar outro amor.
Comentário: O vocábulo “ela”, dependendo de seu valor sintático, poderá ser
pronome pessoal do caso reto ou oblíquo tônico. Como este pronome está na
função de objeto direto, deve ser substituído por “a”, com as devidas
adaptações: “amá-la”. Porém, esta estrutura pode despertar um desprestígio
linguístico, produzindo a pronúncia (a mala), em determinados contextos
causando até ambiguidade. Por isso, é relevante posicionar esse pronome
átono antes do verbo “posso”: “eu não a posso amar”.
Gabarito: E

Questão 34: ANTT 2008 - Superior (banca NCE)


Assinale a opção em que houve erro, ao se substituir a expressão sublinhada
pelo pronome oblíquo:
(A) “varreu 95% das formas de vida” / varreu-as;
(B) “O estudo lista cinco razões” / as lista;
(C) “A perda da biodiversidade terá conseqüências” / as terá;
(D) “mantêm o equilíbrio ambiental” / mantêm-no;
(E) “o mundo sofreu uma redução” / sofreu-la.
Comentário: Veja que todos os complementos são objetos diretos. A questão
praticamente cobrou o uso do pronome de acordo com a terminação verbal.
Assim, só se pode inserir “l” aos pronomes “o”, “a”, “os”, “as”, quando o verbo
terminar em “r”, mas isso não ocorreu. Portanto, a alternativa (E) está errada.
Gabarito: E

Objeto Indireto: “me, te, se, lhe, nos, vos, lhes”. (valor sintático)
Ana informou-me o ocorrido.
Ana informou-te o ocorrido.
Ana informou-lhe o ocorrido.
Ana informou-nos o ocorrido.
Ana informou-vos o ocorrido.
Ana informou-lhes o ocorrido.
Ana revoga-se o direito de ficar calada.
sujeito VTDI + OI + OD + oração subordinada substantiva
completiva nominal
Se o verbo for transitivo indireto terminado em “s”, seguido de lhe,
lhes, não se retira a terminação “-s”.
Obedecemos-lhe cegamente.

Questão 35: Prefeitura Divinésia Administrador 2006 (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Não se confunda moralidade com moralismo, que é
filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental.
Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora
não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas
do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam.

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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
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Para que um texto tenha coerência é preciso que as palavras estejam bem
colocadas e interligadas. Analisando cada elemento do período a seguir e sua
referência; a opção que mostra uma possibilidade correta para o mesmo
registro, sem que haja alteração do significado e consequente interpretação
do mesmo é a seguinte:
“Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam.”
A) Todos lhe conhecem em seus traços mais largos, alguns lhe praticam.
B) Todos os conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam.
C) Todos os conhecem em seus traços mais largos, alguns os praticam.
D) Todos as conhecem em seus traços mais largos, alguns as praticam.
E) N.R.A.
Comentário: Primeiro, vamos perceber que o pronome oblíquo átono “a”
retoma o substantivo “moralidade”. Se esse vocábulo é feminino e singular,
não pode ser substituído por “os” ou “as”. Assim, as alternativas (B), (C) e (D)
estão erradas.
Os pronomes “o”, “a”, “os”, “as” são complementos diretos do verbo,
chamados de objetos diretos. Veja que o verbo “conhecem” não admite
preposição (conhecem alguma coisa). Assim, não podemos substituir o
pronome pessoal oblíquo átono “a” (objeto direto) pelo pronome “lhe”, que
somente pode substituir complementos preposicionados.
Assim, nenhuma resposta das alternativas responde ao pedido da
questão, devendo ser marcada a alternativa (E).
Gabarito: E

Questão 36: Radiobras 2004 - Superior (banca NCE)


“...pagam um tributo à sociedade.”; as formas dos pronomes pessoais que
podem substituir os termos sublinhados são, respectivamente:
(A) o / lhe; (B) lo / lhe; (C) no / a ela; (D) o / a ela; (E) lhe / a ela.
Comentário: Veja que “um tributo” é o objeto direto, por isso pode ser
substituído pelo pronome oblíquo átono “o”. Como o verbo termina em “m”, o
pronome recebe o “n” (no). Assim, a resposta só pode ser a alternativa (C).
Gabarito: C

Complemento nominal: “me, te, lhe, nos, vos, lhes”.

(você) Tenha-me respeito. Tenha respeito a mim.


(eu) Tenho-te respeito. Tenho respeito a ti.
(eu) Tenho-lhe respeito. Tenho respeito a ele.
(você) Tenha-nos respeito. Tenha respeito a nós.
(eu) Tenho-vos respeito. Tenho respeito a vós.
(eu) Tenho-lhes respeito. Tenho respeito a eles.
sujeito VTD + CN + OD VTD + OD + CN

Valor de posse (algo de alguém): “me, te, lhe, nos, vos, lhes”.
Algumas gramáticas determinam a esses pronomes a função de adjunto
adnominal, outras, objeto indireto. Para concurso, basta entender o valor de
posse.

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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
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Doem-me as pernas. (As minhas pernas doem.)
Doem-te as pernas. (As tuas pernas doem.)
Doem-lhe as pernas. [As suas pernas doem. As pernas dele(dela) doem.]
Doem-nos as pernas. (As nossas pernas doem.)
Doem-vos as pernas. (As vossas pernas doem.)
Doem-lhes as pernas. [As suas pernas doem. As pernas deles(delas) doem.]

Questão 37: Câmara Mun Petrópolis–2010–Contador (banca F. Dom Cintra)


O pronome em caixa alta no período “Abriu-LHE o paletó, o colarinho, a
gravata e a cinta” tem emprego semântico e sintático semelhante ao do
pronome em caixa alta na frase:
A) Um menino pobre trouxe uma vela para acender-LHE junto ao corpo.
B) Ninguém LHE deu oportunidade de morrer com dignidade.
C) Como ninguém LHE queria pagar a corrida, o taxista negou-se a
transportá-lo.
D) Afinal, o morto só queria que LHE proporcionassem um mínimo de
consideração.
E) O policial disse que não LHE assistia recolher defuntos.
Comentário: Na frase “Abriu-LHE o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta”,
o verbo “abriu” é transitivo direto e o pronome “lhe” está sendo empregado
com valor de posse. Veja:
“Abriu o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta dele”
“Abriu o seu paletó, o colarinho, a gravata e a cinta”
Assim, esse pronome “lhe” é o adjunto adnominal, que se encontra
dentro do objeto direto “(-lhe) o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta”.
A questão pede a alternativa que possua o mesmo emprego semântico
(valor de posse) e sintático (adjunto adnominal) do pronome “lhe”.
A alternativa (A) é a correta. É claro que podemos entender o verbo
“acender” como transitivo direto, cabendo o pronome “a” como objeto direto.
Veja:
Um menino pobre trouxe uma vela para acendê-la junto ao corpo.
Se você pensou assim, está correto; mas deve perceber que também se
admite a construção com o pronome “lhe” avivando o valor de posse. Veja:
Um menino pobre trouxe uma vela para acender-lhe junto ao corpo.
Um menino pobre trouxe uma vela para acender junto ao seu corpo.
Um menino pobre trouxe uma vela para acender junto ao corpo dele.
Assim, o pronome “lhe” é o adjunto adnominal que se encontra agora
dentro do adjunto adverbial de lugar “junto ao corpo”. Note que podemos
fazer a seguinte pergunta: Para acender a vela onde?
O verbo continua sendo transitivo direto, mas o objeto direto passa a
ficar subentendido: para acender (a vela) junto ao seu corpo.
Assim, cabe entendermos a expressão “junto ao corpo” como adjunto
adverbial de lugar e o “lhe” como adjunto adnominal que determina o núcleo
“corpo”.
A alternativa (B) está errada, porque o pronome “lhe” é objeto indireto e
não tem valor de posse.
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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
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O verbo “deu” é transitivo direto e indireto, o termo “oportunidade” é o
objeto direto e “lhe” é o objeto indireto (deu oportunidade a alguém).
A alternativa (C) está errada, pois o pronome “lhe” é objeto indireto e
não tem valor de posse.
O verbo “pagar” é transitivo direto e indireto, o termo “a corrida” é o
objeto direto e “lhe” é o objeto indireto (pagar a corrida a alguém).
A alternativa (D) está errada, porque o pronome “lhe” é objeto indireto
e não tem valor de posse.
O verbo “proporcionassem” é transitivo direto e indireto, o termo “um
mínimo de consideração” é o objeto direto e “lhe” é o objeto indireto
(proporcionassem um mínimo de consideração a alguém).
A alternativa (E) está errada, porque o pronome “lhe” é objeto indireto e
não tem valor de posse.
O verbo “assistia” é transitivo indireto, no sentido de “caber, competir”.
A expressão “recolher defuntos” é o sujeito oracional e “lhe” é o objeto
indireto (recolher defuntos não assistia a alguém = isso não assistia a
alguém).
Gabarito: A

Sujeito acusativo: Os pronomes que funcionam como sujeito acusativo


são “me, te, se, o, a, nos, vos, os, as”, quando estiverem em um período
composto formado pelos verbos “fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir”, e
um verbo no infinitivo ou no gerúndio. Esses são os verbos causativos e
sensitivos, os quais foram mencionados quando estudamos as peculiaridades
das orações subordinadas substantivas objetivas diretas.
Ex. Deixei-a entrar atrasada.
Mandaram-me conversar com o diretor.
Parte Integrante do Verbo: Os pronomes me, te, se, nos, vos são parte
integrante do verbo pronominal. Verbo pronominal é aquele que não se
conjuga sem o pronome. São exemplos de verbo pronominal “suicidar-se,
queixar-se, arrepender-se, esquecer-se, recordar-se, lembrar-se, referir-se...”
Ex. Queixei-me de Pedro por ter atrapalhado o nosso trabalho.
Arrependam-se, pecadores!
Partícula Expletiva ou de Realce: Os pronomes que são partículas
expletivas, ou partícula de realce são me, te, se, nos, vos.
Ocorre a partícula de realce com verbo intransitivo, com sujeito
claramente determinado. Esse pronome pode ser retirado da frase, sem
prejuízo de significado.
Ex. João foi-se embora.
Maria morria-se de ciúmes da cunhada.
Questão 38: Petrobras / 2010 / Superior (banca Cesgranrio)
Em “...de que você possa arrepender-se” (título), o pronome destacado é
parte integrante do verbo. Em qual das frases a seguir o “se” também é parte
integrante do verbo?
(A) Ninguém se queixou de problemas maiores.
(B) Encontrou-se um caminho para um futuro ameno.
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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
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(C) Não sei se um dia seria censurado.
(D) Vive-se melhor com a ajuda de um especialista.
(E) Viu-se diante de um problema insolúvel.
Comentário: A alternativa correta é a (A), pois o verbo “queixou-se” é
chamado de pronominal por possuir o pronome “se”, que é a parte integrante
do verbo.
Na alternativa (B), o verbo “Encontrou” é transitivo direto, “se” é
pronome apassivador e “um caminho” é sujeito paciente.
Na alternativa (C), o verbo “sei” é transitivo direto e toda a oração
posterior é subordinada substantiva objetiva direta, por isso o “se” é
conjunção integrante.
Na alternativa (D), o verbo “vive” é intransitivo, e o pronome “se” é o
índice de indeterminação do sujeito.
Na alternativa (E), faltou o contexto nesta frase para uma melhor
avaliação, pois se entende que alguém viu a si mesmo diante de um
problema insolúvel. O verbo “viu” é transitivo direto e seu sujeito encontra-se
em alguma parte do texto que não foi mencionado. O pronome “se” é reflexivo
na função de objeto direto e “diante de um problema insolúvel” é um adjunto
adverbial. Você poderia estar na dúvida de que esse “se” poderia ser um
índice de indeterminação do sujeito. Isso não cabe porque o verbo é transitivo
direto e entendemos que há alguém como sujeito implícito. Também não
podemos pensar esse termo como parte integrante do verbo, porque esse
verbo não aceita este pronome.
Gabarito: A

Entendemos no geral o que é um pronome pessoal oblíquo átono. Agora,


veremos especificamente a colocação pronominal.
Colocação dos pronomes oblíquos átonos
A colocação significa a posição do pronome oblíquo átono antes do verbo
(próclise), depois do verbo (ênclise) ou no meio do verbo (mesóclise).
Ênclise: o pronome surge após o verbo. Pode ser considerada a colocação
básica do pronome, pois obedece à sequência verbo-complemento. Na língua
culta, é observada no início das frases ou quando não houver palavra que
atraia esse pronome:
Apresento-lhe meus cumprimentos. Contaram-te tudo?
Joana cansou-se de tanto andar.
Observação: deve-se ter em mente que não se inicia oração com pronome
oblíquo átono: estão erradas as construções “Me disseram assim.”, o ideal é
“Disseram-me assim.”
Próclise: o pronome surge antes do verbo, porque há uma palavra que o
atrai, chamada palavra atrativa.
Não nos mostraram nada. Nada me disseram.
a) São palavras atrativas: advérbios¹, pronomes relativos², interrogativos³,
conjunções subordinativas4 e, normalmente, as negações5:
Sempre¹ se encontram.
É a pessoa que² nos orientou.
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Quem³ te disse isso?
Nada foi feito, embora4 se conhecessem as consequências da omissão.
Não5 me falaram nada a respeito disso.
b) Se, após a palavra atrativa houver pausa (vírgula, ponto-e-vírgula, dois-
pontos etc), a atração perde força e o pronome deve posicionar-se após o
verbo:
Não nos falaram a verdade. Não, falaram-nos a verdade.
Agora nos fale a verdade. Agora, fale-nos a verdade.
c) O pronome átono, não inicial, pode vir antes da palavra negativa:
“...descia eu para Nápoles a busca de sol que o não havia nas terras do norte.”
d) A colocação pronominal enclítica ocorre por força gramatical, porém os
autores modernos têm optado pela próclise, mesmo não havendo palavra
atrativa, haja vista o processo eufônico (soar melhor). Veja:
O marceneiro feriu-se com a lâmina.
O marceneiro se feriu com a lâmina.
Esse recurso ganhou gosto nos tempos modernos tendo em vista fugir de
um suposto artificialismo da linguagem.
Assim, chegamos à conclusão de que, com palavra atrativa, ocorrerá
próclise obrigatoriamente. Além disso, mesmo sem palavra atrativa, pode
ocorrer próclise, por eufonia.
Observação: a tradição fixou a próclise ainda nos seguintes casos:
1) com o gerúndio precedido da preposição em:
Em lhe chegando o turno, volte ao trabalho com eficiência.
2) nas orações exclamativas e optativas, com o verbo no subjuntivo e sujeito
anteposto ao verbo:
Bons ventos o levem! Deus te ajude!
Note a diferença com: “Benza-o Deus!”. Nesta frase, o sujeito ficou
posposto ao verbo, porque o pronome teve de ser deslocado para não iniciar a
frase.
3) Com a preposição “para” seguida de infinitivo, a colocação pronominal é
facultativa (próclise ou ênclise), inclusive com palavra negativa:
Para se equilibrar, ele segurou um graveto.
Para equilibrar-se, ele segurou um graveto.
Para não se esquecer, escreveu o recado na mão.
Para não esquecer-se, escreveu o recado na mão.
Mesóclise: o pronome é intercalado ao verbo, que deve estar no futuro do
presente do indicativo ou futuro do pretérito do indicativo. Mas, se houver
palavra atrativa, mesmo com os verbos nestes tempos, a colocação é a
próclise:
Mostrar-lhe-ei meus escritos. Falar-vos-iam a verdade?
Nunca lhe mostrarei meus escritos. Jamais vos falarei a verdade.

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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
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Agora, veja essas regras com uma locução verbal:
O pronome oblíquo átono pode posicionar-se em qualquer das três
formas a seguir:
infinitivo gerúndio particípio
1 Vou-lhe falar. Estou-lhe falando. Tenho-lhe falado.
2 Vou lhe falar. Estou lhe falando. Tenho lhe falado.
3 Vou falar-lhe. Estou falando-lhe. —
verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal

Quando há hífen, sabe-se que ocorre ênclise. Assim, na estrutura 1, há


ênclise ao verbo auxiliar; na 2 há próclise ao verbo principal e na 3 há ênclise
ao verbo principal. Note que não pode haver ênclise com verbo no particípio.
“Dica para memorizar: o particípio não participa da colocação
pronominal.”
Observe também que não se muda o sentido com a mudança de posição
do pronome oblíquo átono.
Outra importante observação: via de regra, com palavra atrativa, o
pronome oblíquo átono ficará proclítico ao auxiliar¹ ou ao principal², e enclítico
ao principal³:
infinitivo gerúndio particípio
1 Não lhe vou falar. Não lhe estou falando. Não lhe tenho falado.
2 Não vou lhe falar. Não estou lhe falando. Não tenho lhe falado.
3 Não vou falar-lhe. Não estou falando-lhe. —
verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal verbo auxiliar verbo principal

Portanto, há de se concluir que as normas de colocação pronominal não


devem ser vistas como preceitos intocáveis, ficando, em muitos casos,
subordinados às exigências da ênfase, da harmonia e espontaneidade da
expressão.
Questão 39: ALERJ – 2011 – Digitador (banca CEPERJ)
A colocação pronominal está incorreta no segmento:
A) “Em se tratando da língua padrão, a construção é inadequada.”
(Folha de S.Paulo, 30/06/2011)
B) “Cid Sampaio foi um político da extinta União Democrática Nacional (UDN).
Se elegeu deputado federal e, mais tarde, como suplente, assumiu uma
vaga no Senado” (O Globo, 18/07/2011)
C) “Por isso é que se trata de um atentado à memória nacional essa história
de ‘sigilo eterno’” (O Globo, 20/06/2011)
D) “Chega a beirar a decadência a forma e a intensidade com que se pergunta
de tudo a ele...” (Folha de S.Paulo, 07/09/2011)
E) “O teste foi repetido com o mesmo sucesso quando se colocaram
obstáculos de madeira...” (O Globo, 29/03/2011)
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois a expressão “Em +
gerúndio” (Em se tratando) força a próclise.
A alternativa (B) apresenta erro de colocação pronominal, pois não se
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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
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pode iniciar enunciado com pronome oblíquo átono. O correto seria: “Elegeu–
se deputado federal...”
A alternativa (C) está correta, pois a palavra atrativa “que” força a
próclise (“que se tratava”).
A alternativa (D) está correta, pois a palavra atrativa “que” força a
próclise (“que se pergunta”).
A alternativa (E) está correta, pois a palavra atrativa é a conjunção
subordinativa adverbial “quando”, a qual força a próclise (“que se pergunta”).
Gabarito: B

Questão 40: ALERJ – 2011 – Taquígrafo (banca CEPERJ)


“...e ele era logo massacrado por um aparte.” - o pronome átono está
corretamente empregado na frase:
A) E um aparte logo massacraria-o. B) E um aparte logo lhe massacrava.
C) E um aparte logo o massacraria. D) E um aparte logo massacrava-lhe.
E) E um aparte logo massacrá-lo-á.
Comentário: Primeiro, devemos observar que a oração “ele era logo
massacrado por um aparte” encontra-se na voz passiva analítica. O termo
“ele” é o sujeito paciente, “era massacrado” é a locução verbal e “por um
aparte” é o agente da passiva.
As alternativas transpuseram esta oração para a voz ativa. Assim,
ficaria: E um aparte logo massacrava (ele).
O problema desta construção é que o pronome pessoal “ele” é oblíquo
tônico, isto é, necessita de preposição. Mas este vocábulo desempenha o
papel de objeto direto. Assim, não se admite o uso do pronome “ele”, nem do
pronome “lhe”. Esse último só pode ser usado para objeto indireto,
complemento nominal ou valor de posse.
Assim, eliminamos as alternativas (B) e (D).
Além disso, perceba que o advérbio “logo” é palavra atrativa, forçando a
próclise. Por isso, a alternativa correta é a (C).
É natural você ter ficado na dúvida quanto à mudança da flexão do
verbo, pois ele se encontrava na forma original “era massacrado” no tempo
pretérito imperfeito do indicativo; mas, na alternativa (C), o verbo
“massacraria” encontra-se no futuro do pretérito do indicativo.
Note que a questão pediu o emprego do pronome átono. Assim, a única
reposta correta é a alternativa (C).
Gabarito: C

Questão 41: ALERJ – 2011 – Taquígrafo (banca CEPERJ)


A colocação do pronome está correta no segmento:
A) “Abandonada pelo noivo, a linda Li, estudante universitária de 22 anos,
não resistiu à notícia de que ele se casara (com outra mulher, enfatize-se)
em tempos tão liberais dias antes...” (Veja, 25/05/2011)

B) “Confusões amorosas à vista: ela refaz seu cabelo e sua maquiagem, a


deixando irreconhecível.” (O Globo, 06/05/2011)

C) “Aldo confessa ter ajudado a acobertar o investigado: no Twitter, Marina

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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
PROFESSOR TERROR
tinha, sim, queixado-se da existência de inúmeras...” (O Globo, 13/05/2011)

D) “A AIDS já circularia há mais de 100 anos: uma síndrome que, se estima,


já teria matado 25 milhões de pessoas.” (O Globo, 09/06/2011)

E) “Apareceu uma placa onde lia-se a inscrição ‘Presidente da República.’”


(O Globo, 11/08/2011)
Comentário: A alternativa (A) é a correta. O pronome “se” está corretamente
posicionado antes do verbo “casara”. Além disso, a vírgula antes do verbo
“enfatize” obriga o pronome a posicionar-se após esse verbo.
A alternativa (B) está errada, pois a vírgula após o substantivo
“maquiagem” impede que haja próclise em relação ao verbo “deixando”.
Assim, o pronome deve se posicionar após o verbo: “deixando-a
irreconhecível”.
A alternativa (C) está errada, pois não pode haver ênclise com verbo no
particípio. O correto é “Marina tinha se queixado, sim, da existência de
inúmeras...”
A alternativa (D) está errada. Como a expressão “se estima” encontra-
se separada por vírgula, não se admite o pronome átono iniciando-a. O
correto é “estima-se”.
A alternativa (E) está errada, pois o pronome relativo “onde” é uma
palavra atrativa e força a próclise: “onde se lia a inscrição...”
Gabarito: A

Questão 42: Pref São Gonçalo – 2011 – Professor (banca CEPERJ)


O SANDUÍCHE ESPECIAL
O dono do bar, para atrair mais freguesia, anunciou que fazia sanduíches
de qualquer tipo de carne. O chato foi lá e pediu:
– Me dá um sanduíche de elefante...
O copeiro coçou a cabeça, rodou pra lá, rodou pra cá, disfarçou, acabou
indo falar com o patrão, que foi explicar ao freguês:
– Sinto muito, cavalheiro, mas acabou o pãozinho...
(Siqueira & Bertolin - A construção da linguagem, Vol. I)
Contraria a norma culta o trecho:
A) “Me dá um sanduíche de elefante...” (l. 3)
B) “...anunciou que fazia sanduíches...” (l. 1)
C) “O dono do bar, para atrair mais freguesia...” (l. 1)
D) “O copeiro coçou a cabeça...” (l. 4)
E) “...que foi explicar ao freguês:” (l. 5)
Comentário: Você percebeu que não podemos iniciar frase com pronome
oblíquo átono? Assim, a alternativa (A) é a errada.
Devemos corrigir para “Dá-me um sanduíche de elefante...”
As demais alternativas não apresentam nenhum vício de linguagem.
Gabarito: A

Questão 43: Pref N. Sra. Socorro – 2011 – Contador (banca AOCP)


Leia os fragmentos abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta
apenas a(s) colocação(ões) pronominal(is) correta(s).

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I. “...qual o sentido de as recompensar...?”
II. “...mas não obriga-nos a tomá-las...”
III. “...isso deve-se ao nosso conhecimento limitado dos fatos’”.
Está(ão) correta(s)
(A) apenas I. (B) apenas II. (C) apenas III.
(D) apenas I e II. (E) apenas II e III.
Comentário: A colocação pronominal da frase I está correta, pois o verbo no
infinitivo admite a próclise por eufonia. Assim, eliminamos as alternativas (B),
(C) e (E).
A colocação pronominal da frase II está errada, pois o advérbio “não” é
palavra atrativa e força a próclise: “mas não nos obriga a tomá-las”. Assim,
eliminamos a alternativa (D) e já sabemos que alternativa correta é a (A).
A colocação pronominal da frase III está errada, pois o pronome
demonstrativo “isso” é palavra atrativa e força a próclise: “...isso se deve ao
nosso conhecimento limitado dos fatos’”.
Gabarito: A

Questão 44: Pref N. Sra. Socorro – 2011 – Assistente Adm (banca AOCP)
Os fragmentos abaixo foram extraídos do texto e alterados. Assinale a única
alternativa em que a expressão entre parênteses substitui corretamente a
expressão destacada no fragmento.
(A) “...novas armas da ciência para nos manter com aparência jovem para
sempre...” (para mantermos-nos)
(B) “...capaz de proporcionar a jovialidade eterna para quem em suas águas
se banhasse.” (banhasse-se)
(C) “E parecem estar mais próximos de, no mínimo, postergá-la.” (a
postergar)
(D) “Assim, mesmo que evitemos o ataque cardíaco, outros problemas vão
nos pegar’” (vão pegar-nos)
(E) “...seria a melhor e talvez única forma de nos afastarmos dos males...”
(de afastarmos-nos)
Comentário: A alternativa (A) está errada, pois, com a inserção enclítica do
pronome “nos”, automaticamente o verbo em primeira pessoa do plural
“mantermos” deve perder o “s” (para mantermo-nos).
Vale lembrar que o infinitivo antecedido da preposição “para” admite
tanto a próclise quanto a ênclise.
Na alternativa (B), por motivos de eufonia, o pronome “se” deve ficar
posicionado antes do verbo. Note que soa estranho esse pronome após “sse”.
Isso é chamado de cacofonia (encontro ou repetição de sons que desagradam
ao ouvido).
Na alternativa (C), note que a antecipação do pronome “a” faria com que
este pronome ficasse imediatamente após uma pausa, o que leva a uma
incorreção gramatical.
Na alternativa (D), a colocação pronominal está correta, pois pode ele
ficar posicionado antes do verbo auxiliar, após o verbo auxiliar (com ou sem
hífen) e após o verbo principal.
Veja:

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PORTUGUÊS P/ BACEN - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS)
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outros problemas nos vão pegar
outros problemas vão-nos pegar
outros problemas vão nos pegar
outros problemas vão pegar-nos
A alternativa (E) está errada, pois, com a inserção enclítica do pronome
“nos”, automaticamente o verbo em primeira pessoa do plural “afastarmos”
deve perder o “s” (para afastarmo-nos).
Vale lembrar que o infinitivo antecedido da preposição “para” admite
tanto a próclise quanto a ênclise.
Gabarito: D

Questão 45: TCE SP – 2006 – Agente de Fiscalização Fin (banca VUNESP)


Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal.
(A) Se multiplica em excesso a humanidade.
(B) Não deve-se esquecer de que superpopulação gera fome.
(C) É bom que tenha-se consciência quanto à superpovoação.
(D) Chamam-se megalópoles os grandes ajuntamentos humanos.
(E) Deveria-se ter mais cuidado com a reprodução humana.
Comentário: A alternativa (A) está errada, porque não se pode iniciar uma
frase com pronome oblíquo átono. O ideal seria: “Multiplica-se em excesso a
humanidade”.
A alternativa (B) está errada, pois, numa locução verbal com palavra
atrativa, não pode haver ênclise ao verbo auxiliar. Isso é marcado pelo hífen.
As formas possíveis são:
Não se deve esquecer
Não deve se esquecer
Não deve esquecer-se
A alternativa (C) está errada, pois a conjunção integrante “que” é
palavra atrativa e força a próclise: É bom que se tenha consciência...
A alternativa (D) é a correta, pois não se pode iniciar frase com pronome
oblíquo átono. Assim, o pronome se posicionou corretamente em ênclise.
A alternativa (E) está errada, pois o futuro do pretérito em início de frase
força uma mesóclise: Dever-se-ia ter mais cuidado...
Gabarito: D

Questão 46: Prefeitura São Leopoldo Advogado 2010 (banca Consulplan)


A substituição das palavras grifadas pelo pronome está INCORRETA em:
A) “que transpõe um conceito moral” – que o transpõe.
B) “exige crítica” – exige-a.
C) “o que expõe o Brasil” – o que o expõe.
D) “seria extirpar suas camadas iletradas” – seria extirpar-lhes.
E) “mais apto a exercer a crítica” – mais apto a exercê-la.
Comentário: A alternativa (A) está correta, pois o verbo “transpõe” é
transitivo direto e o termo “um conceito moral” é o objeto direto. Por isso,
pode ser substituído pelo pronome pessoal oblíquo átono “o”. Além disso, a

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palavra “que” é atrativa, por isso há próclise.
A alternativa (B) está correta, pois o substantivo “crítica” é o objeto
direto, por isso pode ser substituído pelo pronome “a”. Como não há palavra
atrativa, o pronome está corretamente posicionado após o verbo.
A alternativa (C) está correta, pois a expressão “o Brasil” é o objeto
direto, assim pode ser substituído pelo pronome “o”. Como a palavra “que” é
atrativa, o pronome antecipou-se em relação ao verbo.
A alternativa (D) é a errada, pois o verbo “extirpar” é transitivo direto e
o termo “suas camadas iletradas” é objeto direto. Assim, cabe apenas o
pronome pessoal oblíquo átono “as”, e não “lhes” como está nesta alternativa.
Neste caso, o verbo “extirpar” perde o “r” e o pronome ganha o “l”: seria
extirpá-los.
A alternativa (E) está correta, pois o verbo “exercer” é transitivo direto e
o termo “a crítica” é o objeto direto. Por esse motivo, o pronome “a” pode
substituir esse termo. Como o verbo termina em “r”, retirou-se o “r” e inseriu-
se o “l” no pronome: exercê-la.
Gabarito: D

Questão 47: Prefeitura Ritápolis Assist Adm 2006 (banca Consulplan)


“/ É preciso fazer alguma coisa, / livrá-lo dessa sedução voraz /”. A colocação
pronominal exemplificada no trecho em destaque é a mesma em:
A) Ninguém lhe disse a verdade. B) Não o vejo há muito tempo.
C) Dir-lhe-ei o que sei sobre o caso. D) Estar disposto, perdoar-lhe.
E) Não se sabe o que se passou entre eles depois.
Comentário: O pronome oblíquo átono “-lo” encontra-se após o verbo, isto é,
em ênclise.
O mesmo ocorre com a alternativa (D), pois o pronome “lhe” também se
encontra após o verbo “perdoar”. Portanto, ênclise.
Nas alternativas (A), (B), (E), ocorre a próclise, pois os pronomes
pessoais oblíquos átonos “lhe”, “o” e “se” estão antes dos verbos.
Na alternativa (C), o pronome “lhe” encontra-se no meio do verbo
“direi”, por isso ocorre mesóclise.
Gabarito: D

Questão 48: Petrobras / 2010 / Superior (CESGRANRIO)


A colocação do pronome átono destacado está INCORRETA em:
(A) Quando se tem dúvida, é necessário refletir mais a respeito.
(B) Tudo se disse e nada ficou acordado.
(C) Disse que, por vezes, temos equivocado-nos nesse assunto.
(D) Alguém nos informará o valor do prêmio.
(E) Não devemos preocupar-nos tanto com ela.
Comentário: Quando há palavra atrativa (“Quando”, “Tudo”, “Alguém”),
deverá haver próclise, por isso as alternativas (A), (B) e (D) estão corretas.
O particípio nunca admite ênclise (pronome átono após o verbo), por
isso é a alternativa (C) a incorreta.
Numa locução verbal, mesmo com palavra atrativa (“Não”), pode haver
ênclise do verbo principal. Assim, a alternativa (E) está correta.

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Gabarito: C

Questão 49: ANTT 2008 - Superior (banca NCE)


Um caçador, ao ser acusado de ter atirado em determinado animal ameaçado
de extinção, declarou, de forma enfática: Eu não reconheço minha culpa, eu
não reconheço minha culpa!”
A oração repetida, de acordo com a norma padrão, deveria assumir a seguinte
forma:
(A) eu não a reconheço; (B) eu não reconheço-lhe;
(C) eu não reconheço ela; (D) eu não lhe reconheço;
(E) eu não reconheço-la.
Comentário: Primeiro, deve-se observar que o pronome pessoal oblíquo
átono “a” é o adequado para substituir o objeto direto “minha culpa”. Assim,
eliminamos as alternativas (B) e (D). O pronome pessoal oblíquo tônico “ela”
não pode cumprir a função de objeto direto, por isso anulamos a alternativa
(C). Como o advérbio “não” é uma palavra atrativa, este pronome foi atraído e
por isso deve ficar em próclise: eu não a reconheço. Assim, a alternativa
correta é a (A).
Gabarito: A

Questão 50: IBGE 2001 – Superior (banca NCE)


“...para apresentar-lhe protestos...”; o pronome pessoal oblíquo está MAL
colocado em:
(A) Quer-lhe-ia apresentar meus votos de pronto restabelecimento;
(B) Não desejo cumprimentá-lo nunca mais;
(C) Nunca me digam o que fazer;
(D) Fi-lo porque o quis;
(E) Em o fazendo, estarás despedido.
Comentário: A alternativa (A) é a errada, pois o verbo “queria” não está no
futuro do pretérito do indicativo, como parece. Na realidade, este tempo
verbal é o pretérito imperfeito do indicativo. A colocação pronominal correta
deve ser “Queria-lhe”. Este verbo no futuro do pretérito do indicativo seria
“quereria”. Se recebesse o pronome oblíquo “lhe”, sem palavra atrativa,
deveria ficar mesoclítico: “Querer-lhe-ia”.
Na alternativa (B), a locução verbal, com palavra atrativa, possui três
formas:
Antes do verbo auxiliar: Não o desejo cumprimentar...
Antes do verbo principal, sem hífen: Não desejo o cumprimentar...
Depois do verbo principal, com hífen: Não desejo cumprimentá-lo...
Assim, esta alternativa encontra-se com correção gramatical.
Na alternativa (C), a palavra atrativa “nunca” exige próclise.
Na alternativa (D), a conjunção “porque” é palavra atrativa e por isso o
pronome átono “o” está antes do verbo “quis”.
Na alternativa (E), quando há a preposição “em” seguida de gerúndio, o
pronome vem antes do verbo.
Gabarito: A

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Você viu como é importante a colocação pronominal? Assunto tão


importante quanto esse são os valores do pronome “se”: índice de
indeterminação do sujeito e pronome apassivador. Além disso, veremos outros
valores desse pronome os quais caem muito em prova.

Valor do pronome oblíquo átono “se”


Índice de indeterminação do sujeito (voz ativa):
Vimos na aula 3 que o pronome “se” pode ser índice de indeterminação
do sujeito (IIS), o qual se junta a verbo transitivo indireto, intransitivo e de
ligação, na intenção de indeterminar o agente (sujeito). Perceba que todas as
orações em que ele aparece obrigatoriamente estão na voz ativa e o verbo
obrigatoriamente fica na 3ª pessoa do singular.
Trata-se de assuntos sigilosos.
(verbo transitivo indireto + IIS + objeto indireto)
Morre-se de fome em várias partes do mundo.
(verbo intransitivo + IIS + adjunto adverbial de causa + adjunto adverbial de lugar)
É-se feliz aqui.
(verbo de ligação + IIS + predicativo + adjunto adverbial de lugar)

Pronome apassivador (voz passiva sintética):


Também vimos naquela mesma aula que o pronome “se” pode ser
pronome apassivador (PAp), o qual se junta a verbo transitivo direto ou a
verbo transitivo direto e indireto, na intenção de indeterminar o agente
(agente da passiva). Perceba que todas as orações em que ele aparece
obrigatoriamente estão na voz passiva sintética e o verbo concorda com o
sujeito paciente:

Consertam-se carrocerias. Carrocerias são consertadas.


VTD + PAp + sujeito paciente sujeito paciente locução verbal
voz passiva sintética voz passiva analítica

Pronome reflexivo (voz reflexiva):


Esse é um valor ainda não visto em nossas aulas. Diz-se que um
pronome é reflexivo quando este “reflete” a ação ao mesmo elemento. Isto é,
o sujeito age e o objeto direto sofre a ação, porém a mesma pessoa (ou coisa)
será também o objeto direto. Veja:
Ana olhou-se no espelho. (Ana olhou alguém e esse alguém é ela mesma)
Porém, podemos ter dúvida se esse pronome é reflexivo ou apassivador.
Por isso, vamos a suas diferenças:
Feriu-se o atleta durante a partida.
Há ambiguidade gerada a partir do se, pois não se sabe se o atleta agiu
ou sofreu a ação. Por isso há necessidade de um contexto, e é isso que tem
caído em prova.
Supondo-se que o atleta agiu contra ele mesmo (caiu sozinho, por
exemplo), o pronome se será entendido como pronome reflexivo:

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Feriu-se o atleta durante a partida.
VTD + P Refl sujeito adjunto adverbial de tempo
(OD) agente

A ambiguidade é desfeita, substituindo o pronome átono “se” pela


expressão tônica “a si mesmo”, da seguinte maneira:
O atleta feriu a si mesmo durante a partida.
sujeito agente VTD + P Refl (OD prep) adjunto adverbial de tempo

Supondo-se que o atleta sofreu a ação de alguém (agente da passiva)


que não foi identificado, o pronome se será entendido como pronome
apassivador:
Feriu-se o atleta durante a partida. (* O agente da passiva
está indeterminado)
VTD + P Ap sujeito adjunto adverbial de tempo
paciente

A ambiguidade é desfeita da seguinte maneira:


O atleta foi ferido durante a partida. (* O agente da passiva
continua indeterminado)
sujeito locução verbal adjunto adverbial de tempo
paciente

Pronome reflexivo recíproco (voz reflexiva recíproca):


Esse pronome transmite uma reação dos objetos direto ou indireto à
ação do sujeito, por isso é chamado de pronome reflexivo recíproco (P Rec) e
compõe a voz recíproca, que é apenas uma variação da reflexiva, com o
detalhe de que se necessita de no mínimo dois indivíduos para se efetivar a
reciprocidade, motivo este que faz com que apenas os pronomes oblíquos
átonos plurais possuam este valor. Uma forma prática de visualizar o pronome
reflexivo recíproco é subentender os advérbios de modo “reciprocamente”,
“mutuamente”:

Os deputados cumprimentaram-se após a sessão plenária.


sujeito VTD + P Rec (OD) adjunto adverbial de tempo
voz reflexiva recíproca

Com base no que foi visto anteriormente sobre o pronome apassivador,


reflexivo recíproco e o puramente reflexivo, entendamos a diferença entre
eles, dependendo do contexto. Usamos para isso o sujeito iniciado com a
expressão “mais de um”:

Feriu-se mais de um atleta durante a partida. Pronome reflexivo: cada atleta


VTD + P Refl sujeito agente adjunto adverbial de
tempo a seu tempo se machucou
durante a partida; portanto,
Mais de um atleta feriu a si mesmo durante a partida. verbo no singular.
sujeito agente VTD + P Refl adjunto adverbial de tempo

Pronome apassivador: cada


Feriu-se mais de um atleta durante a partida. atleta a seu tempo foi machucado
VTD + P Ap sujeito paciente adjunto adverbial de
por um agente (agente da passiva)
tempo
que não foi identificado, isto é,
está indeterminado. Verbo
Mais de um atleta foi ferido durante a partida.
sujeito paciente locução adjunto adverbial de concorda no singular.
verbal tempo

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Pronome recíproco: os
Feriram-se mais de um atleta durante a partida. atletas se chocaram. Um
VTD + P Rec sujeito paciente adjunto adverbial de
contra o outro. Esta é a
tempo
exceção à regra da
concordância com o
Mais de um atleta feriram-se mutuamente durante a partida. sujeito “mais de um”.
VTD + P Ap VTD + P Rec + adj adv adjunto adverbial de Verbo no plural.
modo tempo

b) Pronomes pessoais oblíquos tônicos:


Os pronomes oblíquos tônicos são precedidos de preposição e são os
seguintes: mim, comigo, ti, contigo, ele, ela, si, consigo, nós, conosco,
vós, convosco, eles, elas.
Abaixo segue a diferença entre os tipos de pronomes pessoais:
Eu, tu / Mim, ti
Eu e tu exercem a função sintática de sujeito (então são pronomes
pessoais do caso reto). Mim e ti exercem a função sintática de complemento
verbal ou nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial e sempre são
precedidos de preposição (então são pronomes pessoais do caso oblíquo
tônico). Confira no exemplo a seguir:

Comprei um livro para eu ler. eu (sujeito):


O sujeito não VTD + OD Suj + VI
admite preposição, pronome pessoal
oração principal or sub adv final
por isso a do caso reto
(reduzida de
preposição “para” infinitivo)
se refere a toda a período composto
oração adverbial
de finalidade, não Comprei um livro para mim. para mim (objeto
só ao sujeito. VTDI + OD OI indireto): pronome
período simples pessoal do caso oblíquo
O objeto indireto e tônico
o adjunto adverbial Nada há entre mim e ti.
são termos OD +VTD adj adv de lugar
entre mim e ti (adjunto
preposicionados, período simples
adverbial de lugar):
por isso há pronome pessoal do caso
preposição oblíquo tônico
antecedendo-os.

Por isso, são construções viciosas as seguintes: “Comprei um livro


para mim ler”, “Comprei um livro para eu” “Nada há entre eu e tu”.
Si, consigo
São pronomes reflexivos ou recíprocos, portanto só poderão ser usados
na voz reflexiva ou na voz reflexiva recíproca.
Quem só pensa em si, acaba ficando sozinho.
Maria trouxe consigo os três irmãos.
Assim, é considerada errada a construção de “consigo” com o valor de
“com você”: Gostaria de falar consigo. (vício de linguagem)
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Troque por: Gostaria de falar com você.
Com nós, com vós / conosco, convosco
Maria esteve conosco. Falarei convosco.
Usa-se com nós ou com vós, quando os pronomes pessoais são
reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
algum numeral.
Gilberto conversou com nós todos a respeito de seus estudos.
Ele falou que sairia com nós dois.

Dele (do) + substantivo / De ele (de o) + substantivo.


Vimos na primeira parte desta aula que não pode haver contração de
preposição e artigo antes do núcleo do sujeito. Da mesma forma, quando os
pronomes pessoais ele(s), ela(s), ou qualquer substantivo, funcionarem
como sujeito, não devem ser contraídos com a preposição de.
É chegada a hora de ele assumir a responsabilidade. (emprego correto)
É chegada a hora dele assumir a responsabilidade. (emprego incorreto)
No momento de o orador discursar, faltou-lhe a palavra. (emprego correto)
No momento do orador discursar, faltou-lhe a palavra. (emprego incorreto)

Questão 51: Prefeitura Riachuelo Auxiliar Adm 2010 (banca Consulplan)


Assinale a alternativa em que o pronome pessoal encontra-se empregado
corretamente:
A) Para mim, viajar de avião é um martírio.
B) Ora, Ana, não falei consigo?
C) Aquela carta era para mim ler.
D) O assunto deve ser resolvido por eu e você.
E) Deixaram eu sair cedo.
Comentário: A diferença básica entre “eu”/“tu” e “mim”/“ti” é que aqueles
(“eu”/“tu”) ocupam a função de sujeito (executam a ação) e estes
(“mim”/“ti”) são os complementos. Veja:
Comprei um livro para mim. Comprei um livro para eu ler.
(mim: complemento do verbo) (eu: sujeito do verbo “ler”)
A alternativa (A) é a correta, pois a expressão “Para mim” é um
complemento. Note que a expressão “viajar de avião” é o sujeito do verbo “é”.
A alternativa (B) está errada, pois “consigo” só pode ser utilizado na
língua portuguesa do Brasil como ideia reflexiva. Sempre que você tiver
dúvida, subentenda o pronome “mesmo”ou “próprio”. Veja:
Ela levou a mala consigo.
O emprego está correto - ideia reflexiva: Ela levou a mala consigo mesma.
Mas, sem a ideia reflexiva, o pronome pessoal oblíquo tônico “consigo” só é
aceito em Portugal. No Brasil, o correto é trocar por “com você”.
Ela falou consigo. Ela levou a mala com você.
(correto em Portugal) (correto no Brasil)

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A alternativa (C) está errada, pois o verbo “ler” exige o sujeito “eu”
(mim não faz nada, concorda????). Devemos preservar o pronome pessoal do
caso reto (“eu”) como sujeito: Aquela carta era para eu ler.
A alternativa (D) está errada, pois a expressão “eu e você” é
preposicionada. Note que este termo não é o sujeito. Assim, o correto é a
substituição de “eu” por mim. Veja:
O assunto deve ser resolvido por mim e você.
A alternativa (E) está errada, pois a estrutura “Deixaram eu sair cedo”
apresenta o chamado verbo causativo. Esta construção é curiosa, pois o verbo
“Deixaram” possui o pronome como objeto direto e o verbo “sair” possui o
pronome como sujeito. É o único caso em que um pronome oblíquo átono
(me, te, se, o, a, os, as, nos, vos) é objeto direto e sujeito ao mesmo tempo.
Esse é o caso do sujeito acusativo. Assim, o correto seria:
Deixaram-me sair cedo.
Quer ver mais exemplos: (Ouvi-a chamar / Mandou-me calar)
Gabarito: A

Questão 52: IBGE Agente 2011 (banca Consulplan)


Assinale a alternativa cujos pronomes completam correta e sequencialmente
as lacunas.
1. “Entre ________ e ela sempre houve respeito.”
2. “Para ________ cuidar do pai idoso não é fácil.”
3. “Avisaram ________ o horário de visitas.”
4. “Deixo ________ viver aqui.”
A) eu / eu / lhe / lhe B) mim / eu / lhe / lhe
C) mim / mim / lhe / o D) mim / mim / o / o
E) eu / mim / lhe / lhe
Comentário: Primeiro, lembremos que o pronome pessoal do caso reto
cumpre papel de sujeito. Assim, não é termo preposicionado.
Assim, nas frases 1 e 2, só cabe o pronome “mim”, pois os termos
“Entre mim e ela” e “Para mim” são apenas complementos da estrutura
verbal. Veja que podemos separar por vírgula:
“Entre mim e ela, sempre houve respeito.”
“Para mim, cuidar do pai idoso não é fácil.”
Por esse motivo, já sabemos que a resposta correta está entre as
alternativas (C) e (D).
O verbo “avisaram” é transitivo direto (exige complemento sem
preposição) e indireto (exige complemento com preposição). Como o termo
que sobra não é iniciado por preposição (“o horário de visitas”), sabemos que
a lacuna deve ser preenchida pelo objeto indireto “lhe”.
Portanto, a alternativa correta é a (C).
Confirmando, perceba que o verbo “Deixo” é transitivo direto e exige o
objeto direto “o”.
Gabarito: C

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Questão 53: Radiobras 2004 - Superior (banca NCE)


A frase em que os pronomes sublinhados foram usados corretamente, dentro
dos padrões da língua culta, é:
(A) Aguarde um momento, que eu quero falar consigo;
(B) É chato, mas isso sempre ocorre com nós dois;
(C) O processo está aí para mim examinar;
(D) Vossa Senhoria chegou com vossos acompanhantes;
(E) Já há entendimento entre eu e ela.
Comentário: O vocábulo “consigo” só pode ser usado no Português do Brasil
como reflexivo, subentendendo o vocábulo “mesmo” ou “próprio”. Veja um
exemplo: Ela trouxe a mala consigo mesma.
Assim, na alternativa (A), deve-se trocar o vocábulo sublinhado pela
expressão “com você”. (...quero falar com você)
A alternativa (B) é a correta, pois a expressão “com nós” pode ser usada
com algum determinante como “todos”, “ambos”, numerais etc. Por isso, a
alternativa está correta.
Na alternativa (C), há erro, porque o verbo “examinar” possui o sujeito,
neste caso deve ser o pronome pessoal do caso reto “eu” (para eu examinar).
Na alternativa (D), há erro, pois o pronome de tratamento leva os
pronomes a concordarem na terceira pessoa. Assim o correto seria “seus”.
Na alternativa (E), a preposição “entre” só admite pronome oblíquo
tônico “mim” (entre mim e ela).
Gabarito: B

Questão 54: Eletrobras 2007 - Superior (banca NCE)


“...porque errou a colocação do pronome”; a frase abaixo em que ocorre erro
na utilização de pronomes, segundo a norma culta da língua, é:
(A) A secretária repetiu-lhe a mensagem;
(B) O deputado telefonou-me à noite;
(C) Nenhuma secretária se colocará entre eu e ela;
(D) Todos têm medo de magoá-la;
(E) Ninguém a quer magoar.
Comentário: O pronome pessoal do caso reto “eu” não pode ficar
preposicionado, pois normalmente ocupa a função de sujeito. Como o
pronome se encontra após a preposição “entre”, deve ser tônico: “entre mim
e ela”
Gabarito: C

Bom, pessoal! Vou parar por aqui e continuaremos o assunto pronome


na segunda parte, ok!!!

Lista de questões

Questão 1: Funasa–2010–Técnico de Contabilidade (banca F. Dom Cintra)


Os vocábulos, caminhada, musculação, pedalada e jardinagem apresentam
um conjunto de características em comum.

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Dentre essas características, aquela que NÃO é uma marca comum encontra-
se na seguinte alternativa:
A) derivam de formas verbais.
B) representam atividades humanas.
C) pertencem à classe dos substantivos.
D) são palavras formadas por derivação.
E) contêm uma noção semântica de ação.

Questão 2: Correios – 2006 – Contador (banca AOCP)


Assinale a alternativa em que o termo sublinhado não é um substantivo
abstrato:
a) A saudade é uma estrada longa que começa e não tem mais fim.
b) Deus é meu pastor, nada me faltará.
c) Dizem que no fim a justiça sempre vence.
d) Ninguém pode negar que aquele foi um ato de coragem.

Questão 3: Prefeitura São Leopoldo Advogado 2010 (banca Consulplan)


Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO pertence à mesma
classe gramatical dos demais:
A) “camadas iletradas” B) “direitos políticos”
C) “perpétuo exercício” D) “ofício mecânico”
E) “precária condição”

Questão 4: Prefeitura Catu – 2007 – Assistente Social (banca AOCP)


Quando um substantivo flexiona-se no plural, uma marca pode aparecer na
palavra, além da morfológica, que é a abertura da vogal /o/. Esse fato chama-
se metafonia. Assinale a alternativa que tenha uma palavra que não sofre o
mesmo processo de metafonia.
a) corpo / colostro b) caroço / imposto c) fogo / osso
d) ovo / jogo e) tijolo / porco

Questão 5: CEAGESP Advogado 2006 (banca Consulplan)


A forma de plural da palavra sublinhada na frase “A pesquisa testou o método
só no limão taiti...” é a mesma com que se faz o plural das três palavras
constantes da opção:
A) órgão – melão – cão B) vilão – irmão – cão
C) botão – balão – anão D) mão – alemão – pagão E) N.R.A.

Questão 6: Eletrobras 2007 – Superior (banca NCE)


Telefonema é uma palavra do gênero masculino. O vocábulo abaixo que é
feminino é:
(A) sofisma; (B) guaraná; (C) champanha; (D) clã; (E) alface.

Questão 7: UFRJ 2009 - Superior (banca NCE)


Arranha-céu faz o plural da mesma forma que:
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(A) guarda-civil; (B) segunda-feira; (C) tenente-coronel;
(D) fruta-pão; (E) caça-fantasma.

Questão 8: Eletrobras 2006 - Superior (banca NCE)


O texto mostra o par infecção-infecções; o par abaixo que mostra uma forma
ERRADA de plural é:
(A) escrivão-escrivãos; (B) cidadão-cidadãos; (C) folião-foliões;
(D) senão-senões; (E) artesão-artesãos.

Questão 9: IBGE 2001 – Superior (banca NCE)


Consideração tem por plural considerações; o vocábulo abaixo que faz o plural
da mesma forma é:
(A) cidadão; (B) escrivão; (C) irmão; (D) chapelão; (E) ademão.

Questão 10: BNDES / 2009 / Superior (banca CESGRANRIO)


Qual vocábulo se flexiona em número pela mesma justificativa que “salva-
vidas”?
(A) Guarda-municipal. (B) Beija-flor. (C) Salário-mínimo.
(D) Segunda-feira. (E) Navio-escola.

Questão 11: PROMINP / 2010 / Superior (banca CESGRANRIO)


Observe as fichas a seguir. Cada uma contém palavras no masculino e no
feminino. Em qual ficha a segunda palavra NÃO é o feminino da primeira?
(A) juiz - juíza (B) irmão - irmã
(C) presidente - presidenta (D) filho - filha
(E) linho - linha

Questão 12: Funasa–2010–Técnico de Contabilidade (banca F. Dom Cintra)


Ínfimo é uma forma de superlativo; a frase abaixo que também mostra uma
forma de superlativo de um adjetivo é:
A) “...esses 20 minutinhos de relaxamento não darão nem para o começo.”
B) “..varia de uma pessoa para outra de um modo muito mais intenso...”
C) “...mas seus dados são válidos para todo o mundo.”
D) “...lembram que temos tantos compromissos...”
E) “De preferência, distribuídos com bom senso.”

Questão 13: Funasa–2010–Técnico de Contabilidade (banca F. Dom Cintra)


Fragmento do texto: Vinte minutos por semana é um tempo ínfimo, mas os
próprios autores do estudo lembram que temos tantos compromissos que,
muitas vezes, esquecemos de reservar uns minutinhos para nós mesmos. E
aí, um tempo, por menor que seja, faz realmente diferença.
O termo “minutinhos”, neste parágrafo, apresenta uma forma diminutiva com
sentido afetivo, do mesmo modo que o diminutivo abaixo destacado:
A) Os corpinhos das crianças não requerem muitos exercícios.
B) Você está muito magro, fininho demais que nem uma lombriga.
C) Exercícios são uma atividadezinha sem importância.
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D) É uma belezinha um corpo bem saudável.
E) O resultado dos exercícios vem rapidinho.

Questão 14: TCE SC – 2006 – Auditor-Fiscal (banca FEPESE)


Assinale a alternativa em que os vocábulos formam o plural como disponível
e previsão, respectivamente:
A) mal, decisão B) túnel, variação C) funil, autorização
D) fóssil, alemão E) tributável, irmão

Questão 15: CRM Médico 2006 (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Era pela madrugada que deixava a redação do jornal,
quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já
levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda
quentinho da máquina, como pão saído do forno.
“...o jornal ainda “quentinho” da máquina...”. O vocábulo supracitado
expressa:
A) Intensidade. B) Afetividade. C) Densidade.
D) Cordialidade. E) Entorpecimento.

Questão 16: CESAN Analista de Sistemas 2007 (banca Consulplan)


“Sim, não quero bancar o sensivelzinho, não...” A palavra em destaque
indica uma conotação de desprezo à palavra “sensível” de acordo com o
contexto. Tal fato ocorre ainda em:
A) Os papeizinhos foram jogados na manifestação.
B) Na praça, as arvorezinhas foram plantadas em ordem.
C) Aquela gentalha não sabe respeitar o direito do outro.
D) Depois do almoço, ele sempre tira uma soneca.
E) Sempre que puder retornarei ao lugarejo e recordarei os bons tempos da
infância.

Questão 17: PC DF 2006 – Superior (banca NCE)


O segmento abaixo que apresenta adjetivo sem variação de grau é:
a) “Por maior que tenha sido a indignação manifestada...”;
b) “...é alarmante esse grau crescente de insegurança”;
c) “...de fazer o turista se sentir mais seguro no Rio...”;
d) “...a redução a níveis mínimos dos assaltos a turistas”;
e) “Mas é mais justo falar em dinheiro mal aplicado”.

Questão 18: ANTT 2008 - Superior (banca NCE)


“...o mundo sofreu uma redução de um terço da diversidade animal devido à
ação humana”; a frase abaixo em que a palavra devido deve ser
obrigatoriamente flexionada em gênero é:
(A) Devido à ação do homem, os animais vão desaparecer;
(B) Devido à escassez de inteligência, as espécies animais desaparecerão;
(C) Animais morrem, devido à irresponsabilidade humana;
(D) A extinção dos animais é devido à má gestão dos bens naturais;
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(E) Perderam-se as espécies devido à falta de sensibilidade.

Questão 19: CRQ 2008 - Superior (banca NCE)


O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas
recordações de minha infância, belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa.
Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.
O vocábulo do primeiro parágrafo que é exemplo de um adjetivo
substantivado é:
(A) velho; (B) antigas; (C) belo; (D) imenso; (E) alto.

Questão 20: Correios – 2006 – Contador (banca AOCP)


Assinale a alternativa em que o termo sublinhado não é um adjetivo:
a) Nós ficamos muito felizes com a sua chegada.
b) Ninguém é bom juiz em causa própria.
c) Era um dia abafadiço e aborrecido.
d) Não me sinto livre, sinto me responsável.

Questão 21: BNDES / 2009 / Superior (banca Cesgranrio)


Em “Quem diz que vai para o escritório para trabalhar e não para fazer amigos
está enganado.”, os valores semânticos das preposições para são,
respectivamente,
(A) aproximação, finalidade, finalidade.
(B) aproximação, finalidade, aproximação.
(C) aproximação, aproximação, finalidade.
(D) finalidade, aproximação, finalidade.
(E) finalidade, aproximação, aproximação.

Questão 22: Transpetro / 2006 / Superior (banca Cesgranrio)


Indique a opção em que a palavra destacada tem a mesma classe do vocábulo
a em sua ocorrência na frase “...maior número de seres vivos a descobrir.”
(A) “Os mares parecem guardar a resposta...”
(B) “E um inventário recém-concluído mostrará...”
(C) “Uma das descobertas mais surpreendentes...”
(D) “Com a baleia-bicuda-de-True encontrada em São Sebastião,”
(E) “Desconhecemos até o que existe na costa.”

Questão 23: PROMINP / 2010 / Médio (banca NCE)


Na expressão “...mangueira do botijão...”, a preposição de exerce função de
posse, de tal modo que permite a substituição pelo pronome possessivo (sua
mangueira).
Em qual expressão a seguir o de apresenta o mesmo exemplo desse uso?
(A) “Diante de uma pedra no caminho...”
(B) José viu um botijão de gás ir pelos ares.”
(C) “...Funciona como um relógio de corda: em quinze minutos, quando
completa a volta, o equipamento trava...”
(D) “...A história de José mostra que não é preciso pós-doutorado...”
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(E) “...O que precisamos é saber cultivá-las para despertar nossa capacidade
de criação”, diz Eunice.”

Questão 24: IBGE / 2010 / Médio (banca NCE)


A palavra destacada NÃO corresponde a uma preposição em
(A) “...sair de casa de madrugada...”
(B) “...que nos levaria para Olinda...”
(C) “...saíamos em jejum.”
(D) “Saíamos por uma rua toda escura,”

Questão 25: Fiscal de Rendas do Município do Rio de janeiro 2010 (banca ESAF)
Fragmento do texto: Deve ser ressaltado que a política tributária, embora
consista em instrumento de arrecadação tributária, necessariamente não
precisa resultar em imposição.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
Preservam-se a coerência textual e a correção gramatical ao substituir “em
instrumento”(ℓ.2) por de instrumento.

Questão 26: MPOG 2006 Especialista em PP e Gestão Governamental (banca ESAF)


Fragmento do texto: O biodiesel ainda vai contribuir para melhorar a
qualidade do ar nas grandes cidades pela redução do uso de combustíveis
derivados de petróleo.
Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
Ao se substituir “pela” (ℓ.2) pela estrutura por meio da prejudica-se a
correção gramatical do período.

Questão 27: Petrobras / 2010 / Superior (banca Cesgranrio)


A opção cuja classe da palavra destacada difere das demais é
(A) “O futuro é construído a cada instante da vida,”
(B) “Perguntas a que também quero responder,”
(C) “... os erros inerentes a minha condição,”
(D) “retirando a morte,”
(E) “pode ser perfeitamente aplicável daqui a um tempo.”

Questão 28: TERMOAÇU / 2008 / Superior (banca NCE)


A classificação que NÃO corresponde à palavra em destaque é
(A) “...até o clarear do dia,” – substantivo
(B) “...era serviço de mulher.” – locução adjetiva
(C) “...sabiam que não era fácil assim o seu trabalho,” – conjunção
(D) “de noite bem dormida,” – adjetivo
(E) “diriam do esforço, da resistência contra o frio e o sono.” – preposição

Questão 29: Casa da Moeda / 2005 / Superior (banca NCE)


Dentre as palavras assinaladas, a que NÃO pertence à mesma classe
gramatical das demais é:
(A) “... uma vida inteiramente dedicada ao estudo...”
(B) “... minha permanente observação ...”
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(C) “... estão profundamente vinculados ...”
(D) “... magistralmente descrito ...”
(E) “Dessa forma, certamente agiriam ...”

Questão 30: SEMSA / 2005 / Superior (banca Cesgranrio)


“tudo muito bem arrumado de forma a que as joias não ficassem soltas,”
Os advérbios em destaque exprimem, respectivamente, circunstâncias de:
(A) intensidade – lugar.
(B) intensidade – modo.
(C) modo – lugar.
(D) modo – intensidade.
(E) causa – consequência.

Questão 31: BNDES / 2010 / Médio (banca Cesgranrio)


Fragmento do texto:
E para fechar este artigo com chave de ouro, cito outra sábia frase de
Einstein: “Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o
contrário”.
A palavra destacada em “Algo só é impossível...” pode ser substituída, sem
alterar o sentido, por
(A) então. (B) apenas. (C) também. (D) até. (E) ainda.

Questão 32: PROMINP / 2010 / Médio (banca NCE)


Em “...onde, em breve, se apresentaria o Paul.”, a expressão “em breve” é
um(a)
(A) advérbio de tempo. (B) advérbio de modo. (C) adjetivo.
(D) locução adjetiva. (E) locução adverbial de tempo.

Questão 33: Assistente de Chancelaria 2008 - nível superior (banca CESPE)


Julgue esta afirmativa como CERTA (C) ou ERRADA (E)
Julgue a frase abaixo quanto à correção gramatical.
Já que eu não posso amar ela, vou procurar outro amor.

Questão 34: ANTT 2008 - Superior (banca NCE)


Assinale a opção em que houve erro, ao se substituir a expressão sublinhada
pelo pronome oblíquo:
(A) “varreu 95% das formas de vida” / varreu-as;
(B) “O estudo lista cinco razões” / as lista;
(C) “A perda da biodiversidade terá conseqüências” / as terá;
(D) “mantêm o equilíbrio ambiental” / mantêm-no;
(E) “o mundo sofreu uma redução” / sofreu-la.

Questão 35: Prefeitura Divinésia Administrador 2006 (banca Consulplan)


Fragmento do texto: Não se confunda moralidade com moralismo, que é
filho da hipocrisia. Moralidade faz parte da decência humana fundamental.
Dispensa teorias, mas é a base de qualquer convívio e ordem social. Embora
não necessariamente escrita, está contida também nas leis tão mal cumpridas
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do país. Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam.
Para que um texto tenha coerência é preciso que as palavras estejam bem
colocadas e interligadas. Analisando cada elemento do período a seguir e sua
referência; a opção que mostra uma possibilidade correta para o mesmo
registro, sem que haja alteração do significado e consequente interpretação
do mesmo é a seguinte:
“Todos a conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam.”
A) Todos lhe conhecem em seus traços mais largos, alguns lhe praticam.
B) Todos os conhecem em seus traços mais largos, alguns a praticam.
C) Todos os conhecem em seus traços mais largos, alguns os praticam.
D) Todos as conhecem em seus traços mais largos, alguns as praticam.
E) N.R.A.

Questão 36: Radiobras 2004 - Superior (banca NCE)


“...pagam um tributo à sociedade.”; as formas dos pronomes pessoais que
podem substituir os termos sublinhados são, respectivamente:
(A) o / lhe; (B) lo / lhe; (C) no / a ela; (D) o / a ela; (E) lhe / a ela.

Questão 37: Câmara Mun Petrópolis–2010–Contador (banca F. Dom Cintra)


O pronome em caixa alta no período “Abriu-LHE o paletó, o colarinho, a
gravata e a cinta” tem emprego semântico e sintático semelhante ao do
pronome em caixa alta na frase:
A) Um menino pobre trouxe uma vela para acender-LHE junto ao corpo.
B) Ninguém LHE deu oportunidade de morrer com dignidade.
C) Como ninguém LHE queria pagar a corrida, o taxista negou-se a
transportá-lo.
D) Afinal, o morto só queria que LHE proporcionassem um mínimo de
consideração.
E) O policial disse que não LHE assistia recolher defuntos.

Questão 38: Petrobras / 2010 / Superior (banca Cesgranrio)


Em “...de que você possa arrepender-se” (título), o pronome destacado é
parte integrante do verbo. Em qual das frases a seguir o “se” também é parte
integrante do verbo?
(A) Ninguém se queixou de problemas maiores.
(B) Encontrou-se um caminho para um futuro ameno.
(C) Não sei se um dia seria censurado.
(D) Vive-se melhor com a ajuda de um especialista.
(E) Viu-se diante de um problema insolúvel.

Questão 39: ALERJ – 2011 – Digitador (banca CEPERJ)


A colocação pronominal está incorreta no segmento:
A) “Em se tratando da língua padrão, a construção é inadequada.”
(Folha de S.Paulo, 30/06/2011)
B) “Cid Sampaio foi um político da extinta União Democrática Nacional (UDN).

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Se elegeu deputado federal e, mais tarde, como suplente, assumiu uma
vaga no Senado” (O Globo, 18/07/2011)
C) “Por isso é que se trata de um atentado à memória nacional essa história
de ‘sigilo eterno’” (O Globo, 20/06/2011)
D) “Chega a beirar a decadência a forma e a intensidade com que se pergunta
de tudo a ele...” (Folha de S.Paulo, 07/09/2011)
E) “O teste foi repetido com o mesmo sucesso quando se colocaram
obstáculos de madeira...” (O Globo, 29/03/2011)

Questão 40: ALERJ – 2011 – Taquígrafo (banca CEPERJ)


“...e ele era logo massacrado por um aparte.” - o pronome átono está
corretamente empregado na frase:
A) E um aparte logo massacraria-o. B) E um aparte logo lhe massacrava.
C) E um aparte logo o massacraria. D) E um aparte logo massacrava-lhe.
E) E um aparte logo massacrá-lo-á.

Questão 41: ALERJ – 2011 – Taquígrafo (banca CEPERJ)


A colocação do pronome está correta no segmento:
A) “Abandonada pelo noivo, a linda Li, estudante universitária de 22 anos,
não resistiu à notícia de que ele se casara (com outra mulher, enfatize-se)
em tempos tão liberais dias antes...” (Veja, 25/05/2011)

B) “Confusões amorosas à vista: ela refaz seu cabelo e sua maquiagem, a


deixando irreconhecível.” (O Globo, 06/05/2011)

C) “Aldo confessa ter ajudado a acobertar o investigado: no Twitter, Marina


tinha, sim, queixado-se da existência de inúmeras...” (O Globo, 13/05/2011)
D) “A AIDS já circularia há mais de 100 anos: uma síndrome que, se estima,
já teria matado 25 milhões de pessoas.” (O Globo, 09/06/2011)

E) “Apareceu uma placa onde lia-se a inscrição ‘Presidente da República.’”


(O Globo, 11/08/2011)

Questão 42: Pref São Gonçalo – 2011 – Professor (banca CEPERJ)


O SANDUÍCHE ESPECIAL
O dono do bar, para atrair mais freguesia, anunciou que fazia sanduíches
de qualquer tipo de carne. O chato foi lá e pediu:
– Me dá um sanduíche de elefante...
O copeiro coçou a cabeça, rodou pra lá, rodou pra cá, disfarçou, acabou
indo falar com o patrão, que foi explicar ao freguês:
– Sinto muito, cavalheiro, mas acabou o pãozinho...
(Siqueira & Bertolin - A construção da linguagem, Vol. I)
Contraria a norma culta o trecho:
A) “Me dá um sanduíche de elefante...” (l. 3)
B) “...anunciou que fazia sanduíches...” (l. 1)
C) “O dono do bar, para atrair mais freguesia...” (l. 1)
D) “O copeiro coçou a cabeça...” (l. 4)
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E) “...que foi explicar ao freguês:” (l. 5)

Questão 43: Pref N. Sra. Socorro – 2011 – Contador (banca AOCP)


Leia os fragmentos abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta
apenas a(s) colocação(ões) pronominal(is) correta(s).
I. “...qual o sentido de as recompensar...?”
II. “...mas não obriga-nos a tomá-las...”
III. “...isso deve-se ao nosso conhecimento limitado dos fatos’”.
Está(ão) correta(s)
(A) apenas I. (B) apenas II. (C) apenas III.
(D) apenas I e II. (E) apenas II e III.

Questão 44: Pref N. Sra. Socorro – 2011 – Assistente Adm (banca AOCP)
Os fragmentos abaixo foram extraídos do texto e alterados. Assinale a única
alternativa em que a expressão entre parênteses substitui corretamente a
expressão destacada no fragmento.
(A) “...novas armas da ciência para nos manter com aparência jovem para
sempre...” (para mantermos-nos)
(B) “...capaz de proporcionar a jovialidade eterna para quem em suas águas
se banhasse.” (banhasse-se)
(C) “E parecem estar mais próximos de, no mínimo, postergá-la.” (a
postergar)
(D) “Assim, mesmo que evitemos o ataque cardíaco, outros problemas vão
nos pegar’” (vão pegar-nos)
(E) “...seria a melhor e talvez única forma de nos afastarmos dos males...”
(de afastarmos-nos)

Questão 45: TCE SP – 2006 – Agente de Fiscalização Fin (banca VUNESP)


Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal.
(A) Se multiplica em excesso a humanidade.
(B) Não deve-se esquecer de que superpopulação gera fome.
(C) É bom que tenha-se consciência quanto à superpovoação.
(D) Chamam-se megalópoles os grandes ajuntamentos humanos.
(E) Deveria-se ter mais cuidado com a reprodução humana.

Questão 46: Prefeitura São Leopoldo Advogado 2010 (banca Consulplan)


A substituição das palavras grifadas pelo pronome está INCORRETA em:
A) “que transpõe um conceito moral” – que o transpõe.
B) “exige crítica” – exige-a.
C) “o que expõe o Brasil” – o que o expõe.
D) “seria extirpar suas camadas iletradas” – seria extirpar-lhes.
E) “mais apto a exercer a crítica” – mais apto a exercê-la.

Questão 47: Prefeitura Ritápolis Assist Adm 2006 (banca Consulplan)


“/ É preciso fazer alguma coisa, / livrá-lo dessa sedução voraz /”. A colocação

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pronominal exemplificada no trecho em destaque é a mesma em:
A) Ninguém lhe disse a verdade. B) Não o vejo há muito tempo.
C) Dir-lhe-ei o que sei sobre o caso. D) Estar disposto, perdoar-lhe.
E) Não se sabe o que se passou entre eles depois.

Questão 48: Petrobras / 2010 / Superior (CESGRANRIO)


A colocação do pronome átono destacado está INCORRETA em:
(A) Quando se tem dúvida, é necessário refletir mais a respeito.
(B) Tudo se disse e nada ficou acordado.
(C) Disse que, por vezes, temos equivocado-nos nesse assunto.
(D) Alguém nos informará o valor do prêmio.
(E) Não devemos preocupar-nos tanto com ela.

Questão 49: ANTT 2008 - Superior (banca NCE)


Um caçador, ao ser acusado de ter atirado em determinado animal ameaçado
de extinção, declarou, de forma enfática: Eu não reconheço minha culpa, eu
não reconheço minha culpa!”
A oração repetida, de acordo com a norma padrão, deveria assumir a seguinte
forma:
(A) eu não a reconheço; (B) eu não reconheço-lhe;
(C) eu não reconheço ela; (D) eu não lhe reconheço;
(E) eu não reconheço-la.

Questão 50: IBGE 2001 – Superior (banca NCE)


“...para apresentar-lhe protestos...”; o pronome pessoal oblíquo está MAL
colocado em:
(A) Quer-lhe-ia apresentar meus votos de pronto restabelecimento;
(B) Não desejo cumprimentá-lo nunca mais;
(C) Nunca me digam o que fazer;
(D) Fi-lo porque o quis;
(E) Em o fazendo, estarás despedido.

Questão 51: Prefeitura Riachuelo Auxiliar Adm 2010 (banca Consulplan)


Assinale a alternativa em que o pronome pessoal encontra-se empregado
corretamente:
A) Para mim, viajar de avião é um martírio.
B) Ora, Ana, não falei consigo?
C) Aquela carta era para mim ler.
D) O assunto deve ser resolvido por eu e você.
E) Deixaram eu sair cedo.

Questão 52: IBGE Agente 2011 (banca Consulplan)


Assinale a alternativa cujos pronomes completam correta e sequencialmente
as lacunas.
1. “Entre ________ e ela sempre houve respeito.”

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2. “Para ________ cuidar do pai idoso não é fácil.”
3. “Avisaram ________ o horário de visitas.”
4. “Deixo ________ viver aqui.”
A) eu / eu / lhe / lhe B) mim / eu / lhe / lhe
C) mim / mim / lhe / o D) mim / mim / o / o
E) eu / mim / lhe / lhe

Questão 53: Radiobras 2004 - Superior (banca NCE)


A frase em que os pronomes sublinhados foram usados corretamente, dentro
dos padrões da língua culta, é:
(A) Aguarde um momento, que eu quero falar consigo;
(B) É chato, mas isso sempre ocorre com nós dois;
(C) O processo está aí para mim examinar;
(D) Vossa Senhoria chegou com vossos acompanhantes;
(E) Já há entendimento entre eu e ela.

Questão 54: Eletrobras 2007 - Superior (banca NCE)


“...porque errou a colocação do pronome”; a frase abaixo em que ocorre erro
na utilização de pronomes, segundo a norma culta da língua, é:
(A) A secretária repetiu-lhe a mensagem;
(B) O deputado telefonou-me à noite;
(C) Nenhuma secretária se colocará entre eu e ela;
(D) Todos têm medo de magoá-la;
(E) Ninguém a quer magoar.

GABARITO

1A 2B 3B 4A 5C 6E 7E 8A 9D 10 B
11 E 12 B 13 D 14 B 15 A 16 C 17 B 18 D 19 E 20 A
21 A 22 D 23 D 24 D 25 E 26 E 27 D 28 D 29 B 30 B
31 B 32 E 33 E 34 E 35 E 36 C 37 A 38 A 39 B 40 C
41 A 42 A 43 A 44 D 45 D 46 D 47 D 48 C 49 A 50 A
51 A 52 C 53 B 54 C

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