Você está na página 1de 4

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS – PROFESSORA ANDRÉA ALVES

Assunto: COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL

Em seu texto Adoráveis felinos, Walcyr Carrasco diz que admira os felinos porque eles “Têm
personalidade. Só fazem o que querem.” Nesse texto, são relatados alguns episódios ou textos menores.
Leia um desses episódios.

Adoráveis felinos
[...]
Em outra oportunidade, fui a uma gravação de um programa de televisão que exigia um gato
azul. O gato devia ser perseguido, correr e pular para cima de uma árvore. Quanto otimismo! Ao chegar,
vi um gato gordo pintado de azul – com uma rinsagem especial para pêlo de animais. Mais adiante, em
outra gaiola, outro gato, também pintado. Era o dublê. Puseram o primeiro no chão. Todos os atores
saíram correndo, espantados. Ele continuou imóvel. Botaram o segundo.Mais imóvel ainda. Eram gatos
gordos e peludos, que preferiam ficar deitados enquanto todos se esgoelavam em torno. Voltaram ao
primeiro. A veterinária encarregada amarrou suas patas com umas cordinhas e puxou, para ver se ele
andava. O bichano deixou-se arrastar no chão. Decidiram gravar por partes. Assim, os atores ficaram
correndo de um lado para o outro, gritando:
- Olha o gato, olha o gato!
Enquanto isso, o astro observava a gritaria placidamente, certamente imaginando que os
humanos são uns bichos muito esquisitos. Chegou o momento final. Bastava colocar o felino em cima da
árvore. Todos olhariam para o galho e gritariam.Quem conseguiu? Tomado de fúria, o gato arranhou todos
que tentavam tirá-lo de seu cantinho confortável. Começou a chover e o gato desbotou. Exaustos, todos
transferiram a gravação para outro dia.
[...]
Revista veja. São Paulo:Abril, 2 de abril de 2003, pg.114.

1. Julgue os itens

( ) Esse texto é um episódio que forma, junto com outros, um texto maior. O elemento que o liga ao
episódio anterior é “Em outra oportunidade” – expressão indicadora de tempo.

( ) Não há coesão entre a segunda frase do texto e a primeira, pois , embora haja a repetição do
substantivo “gato”, a mudança do artigo compromete a ocorrência.

( ) A segunda frase retoma a primeira e acrescenta dados novos, o que o gato devia fazer. São esses
dados novos que fazem o texto progredir.

( ) Os numerais “primeiro” e “segundo” referem-se ao dublê e ao gato principal, respectivamente.

( ) Além de ser retomado pela repetição do termo gato, o gato principal é também retomado por outros
substantivos.

( ) Em “Ele continuou imóvel.”; “[...] enquanto todos se esgoelavam em torno.”; “[...] puxou para ver se
ele andava.” , os termos destacados se referem a gato principal, atores e gato dublê, respectivamente.

( ) Em “[...] preferiam ficar deitados enquanto todos se esgoelavam em torno.” , há um elemento de


coesão entre as orações que estabelece sentido temporal.

( ) Entre a quarta e a quinta frase há um elemento de coesão que é indicador de espaço.

( ) Não há coesão entre o segundo e o terceiro parágrafos.

( ) As expressões “imóvel”, “preferiam ficar deitados”, “deixou-se arrastar no chão”, “observava a gritaria
placidamente” representam o comportamento dos felinos que o autor pretende realçar.

( ) No final do texto, a mudança de comportamento no gato contradiz a opinião do autor.

( ) Todas as ações dos gatos ou fatos do texto mostram que o felino faz apenas o que ele quer,
obrigando, inclusive, os atores a desistirem do seu objetivo.
UnB/CESPE – TRT/10ª-Região
Cargo 1: Analista Judiciário – Área: Administrativa

A história da Ouvidoria, no Brasil, começa com a chegada dos portugueses, em 1500.


Inicialmente, a função da justiça era exercida pelo Rei, que auxiliado por funcionários, já à época
chamados ouvidores, resolvia as questões relacionadas ao dia-a-dia da Colônia. Dotados inicialmente de
pouquíssimo poder de decisão, tais funcionários de EL-Rei organizaram-se gradativamente e
constituíram a Casa de Justiça da Corte, que, com o tempo, evoluiu para a chamada Casa de Suplicação,
órgão judicial responsável pelo julgamento das apelações dos cidadãos nas causas criminais que
envolvessem sentenças de morte. Foi, porém, Tomé de Souza, em 1549, quem verdadeiramente deu
início à estruturação do Poder Judiciário no Brasil, ao estabelecer o Governo-Geral e trazer consigo o
primeiro Ouvidor-Geral, Pero Borges.

Internet:http://www.camara.gov.br.>.

Em relação ao texto acima, julgue os itens a seguir.

1. ( ) Pelos sentidos do texto, a substituição de “à época” (l.2) seja por nessa época, seja por naquela
época preserva a coesão textual e a correção gramatical do texto.

2. ( ) As formas verbais “organizaram-se” e “constituíram”, nas linhas 4 e 5 , estão no plural para


concordar com o mesmo termo com que concorda “Dotados” (l.3).

3. ( ) O emprego de vírgula logo após a palavra “criminais” (l.6) mantém inalterados o sentido e a
relação sintática do período.

4. ( ) A forma verbal de subjuntivo “envolvessem” (l.7) está no plural para concordar com “cidadãos” (l.6)

5. ( ) Preserva-se a correção gramatical do período, embora, em alguns casos, com alteração de


sentido, se a expressão “ao estabelecer” (l.9) for substituída, sem outras modificações no texto, por
qualquer uma das seguintes: quando estabeleceu, por estabelecer, porque estabeleceu,
estabelecendo.

Durante um bom tempo, a administração da Justiça no Brasil, fez-se por intermédio do


Ouvidor-Geral, a quem se podia recorrer no caso de haver discordâncias com relação às decisões dos
ouvidores setoriais, responsáveis pelas comarcas estabelecidas em cada uma das capitanias
hereditárias. Modernamente, a função do ouvidor está relacionada às tarefas de ouvir e de encaminhar
as solicitações do cidadão, e as experiências dos municípios e estados que instalaram ouvidorias têm
comprovado a importância da aliança entre governantes e governados para o fortalecimento de nossas
instituições democráticas. Ao se fazer um apanhado histórico do papel do ouvidor na estrutura do Poder
Judiciário, no Brasil, é importante ressaltar que seu surgimento se deu com o objetivo de proteger o
cidadão contra qualquer tipo de abuso, garantindo-lhe os direitos fundamentais, hoje elencados pela
própria Constituição Federal.

Internet:http://www.camara.gov.br.>.

Tendo por base o texto acima, julgue os itens que se seguem.

6. ( ) A preposição empregada em “a quem” (l.2) justifica-se pela regência do verbo “recorrer” (l.2).

7. ( ) Na linha 5, o uso da vírgula após “cidadão” justifica-se porque o sujeito da oração subseqüente é
diferente do sujeito da oração anterior.

8. ( ) O emprego do sinal indicativo de crase em “as experiências” (l.5) preservaria o sentido original e a
correção gramatical do texto.

9. ( ) O emprego do pronome na primeira pessoa do plural “nossas” (l.6) indica que o autor inclui no texto
a voz dos brasileiros em geral.

Desde que Montesquieu, no século XVIII, em O Espírito das Leis, definiu as linhas
básicas do sistema democrático de governo, a ciência política não logrou conceber, até os nossos dias,
forma mais significativa de expressão da vontade de um povo no que se refere à convivência em uma
sociedade politicamente organizada do que a estabelecida por ele, genialmente, na clássica tríplice
separação dos poderes do Estado.
O Estado, entidade inanimada e abstrata, que, ao se realizar, materializa-se na concreção de
formas, atos e sentidos, traduz-se nesse imensurável complexo de ações que dão substância ao desejo
de conformação política de uma nação.

Internet:<http://www.stf.gov.br/noticias/imprensa
Em relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.

10. ( ) Pelos sentidos do texto, a expressão “Desde que” (l.1) estabelece, entre as orações do período,
uma relação de condição.

11. ( ) Pode-se inferir do contexto que a palavra “logrou” (l.2) está sendo empregada com o sentido de
desejou.

12. ( ) O emprego do termo “do que” (l.4) é uma exigência que está vinculada ao uso da expressão
antecedente “mais significativa” (l.3).

13. ( ) Em “a estabelecida” (l.4), subtende-se, como recurso de coesão textual, a elipse da palavra
“forma”, citada na linha 3.

14. ( ) O pronome masculino singular “ele” (l.4) está sendo empregado como recurso coesivo que retoma
o termo antecedente “povo” (l.3).

Assunto: ERROS DE INTERPRETAÇÃO

1.(AGE/BA) – Sob a alegação de que os recursos manipulados por essas empresas são dinheiro público
em essência, não podendo seus administradores conduzirem-se com a liberdade de quem utiliza bens
particulares, o Tribunal de Contas vinha, há muito, pedindo ao governo a regulamentação desse item
constitucional, que lhe permitiria o exame das contas dessas sociedades.
De acordo com o texto,
a) ao regulamentar esse bem, o governo autorizou empresas a manipularem, em essência, dinheiro
público.
b) deve ser permitido aos administradores de empresas conduzirem-se com a liberdade de quem utiliza
bens particulares.
c) o Tribunal de Contas regulamentou o bem constitucional que lhe permitiria o exame de contas de
algumas empresas que manipulam o dinheiro público.
d) o Tribunal de Contas já, há muito, havia regulamentado o item que proíbe a utilização do dinheiro
público.
e) o Tribunal de Contas procurava, há muito, ter direito de fiscalizar as empresas que utilizam dinheiro
público.

Estas questões referem-se à compreensão da leitura. Leia atentamente cada uma delas e assinale a
alternativa que esteja de acordo com o texto. Baseie-se exclusivamente nas informações nele contidas.

2. (Fund. Carlos Chagas) – Enquanto cresce a Sabedoria da humanidade no seu conjunto, decresce a
sabedoria relativa do homem isolado. Simplesmente porque existem quantidades cada vez maiores de
conhecimento que ficam fora do alcance de cada homem em particular.
Conclui-se do texto que:
a) A sabedoria que a humanidade tem como acervo é proporcional à capacidade de retenção de
conhecimento de cada indivíduo que a compõe.
b) A sabedoria individual é um apêndice indispensável ao conhecimento da humanidade como um todo.
c) À medida que aumenta o saber da humanidade, diminui, proporcionalmente, a parcela de
conhecimento que um indivíduo pode reter.
d) Nem todos os homens têm inteligência suficiente para reter a grande quantidade de conhecimento
que constitui o acervo da humanidade.
e) Há uma grande quantidade de conhecimentos a que a maioria dos homens não dá valor porque não
é capaz de entendê-los.
3. (Fund. Carlos Chagas) - Como processo criativo a bossa nova morreu há dez anos, mas muitas de
suas conquistas continuarão a inseminar a música popular, mesmo que seus incorrigíveis inimigos ainda
insistam em reduzi-la ao “violãozinho plec-plec”.
Conclui-se que:
a) A bossa nova foi certamente um movimento renovador, mas teve o defeito de empobrecer a técnica
de violão.
b) O violão, introduzido sob nova forma pela bossa nova, permanece como uma constante na nossa
música popular.
c) Para fundamentar suas críticas à bossa nova, os que não a apreciam preferem defini-la
pejorativamente como técnica violinística pobre.
d) Alguns, não sabendo como definir a bossa nova, procuram ressaltar a característica mais marcante:
a inegável riqueza técnica do violão.
e) Tendo morrido há dez anos, a bossa nova reduz-se, atualmente, a uma técnica de violão.

4. (ATE/BA) - Os programas de televisão não existem fundamentalmente para divertir ou para informar o
“espectador”, mas para que a publicidade possa ser feita. Eles são a isca que atrai o consumidor potencial.
Esta isca esconde o anzol publicitário, que o “espectador” vai sentir assim que mordê-la ligando o aparelho. Aí,
não é a publicidade que existe para a televisão, mas é a televisão que existe para a publicidade.
De acordo com o texto, a televisão
a) transforma os espectadores em isca para seus interesses financeiros.
b) está a serviço da venda de produtos que anuncia com sua programação.
c) não tem a mínima intenção de informar ou divertir o espectador.
d) fica a serviço das necessidades reais do espectador assim que é ligada.
e) não pretende transformar seus programas em anzóis publicitários.

A televisão procura atender ao gosto da população a que se dirige. Assim, acomoda essa grande
massa de consumidores a hábitos e tradições, em vez de propor, aos que assistem a ela, inquietações
novas e uma visão mais crítica do mundo em que vivem.
5. (Fund. Carlos Chagas) – Segundo o texto:
a) porque se dirige a um público desinteressado, a televisão não se preocupa com a qualidade de seus
programas;
b) a televisão não se preocupa em elevar o nível de seus programas, já que o público que a ela assiste
não se interessa por problemas sérios;
c) embora resulte do gosto de um público inquieto com seus valores, a televisão nega-se a mudar o
aspecto formal dos programas;
d) o interesse de baixo nível cultural merece uma televisão que não questiona em profundidade os
problemas do mundo;
e) o interesse do público determina os conteúdos veiculados pela televisão que, assim, se furta às
propostas culturais novas.

6. (Fund. Carlos Chagas) – Conclui-se do mesmo texto que:


a) a tendência dos espectadores é interessarem-se por programas de televisão que vêm ao encontro de
seus hábitos e tradições;
b) assistir à televisão implica a aceitação de hábitos e tradições que favorecem o surgimento de idéias
que mudem a face do mundo;
c) o público normal da televisão prefere que os programas venham de encontro a seus hábitos e
tradições;
d) o papel principal da televisão consiste em criar inquietações nos telespectadores;
e) a televisão em alguns lugares propicia uma visão crítica do mundo.