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SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 .......................................................................................................... 2
1. JURO SIMPLES ............................................................................................. 2
1.1. RAZÃO ............................................................................................................ 2
1.2. PORCENTAGEM .......................................................................................... 4
1.2.1 Taxa percentual e taxa unitária ................................................................... 5
1.3. CÁLCULO DO JURO SIMPLES ................................................................. 8
1.4. TAXAS PROPORCIONAIS E TAXAS EQUIVALENTES..................... 12
1.4.1 Taxas proporcionais ................................................................................ 12
1.4.2 Taxas equivalentes ................................................................................... 12
1.5. CONTAGEM DO TEMPO.......................................................................... 13
1.6. MONTANTE................................................................................................. 14
1.7. ATIVIDADES RESOLVIDAS .................................................................... 16
1.8. ATIVIDADES PROPOSTAS ...................................................................... 24
CAPÍTULO 2 ........................................................................................................ 27
2. DESCONTO ...................................................................................................... 27
2.1 DESCONTO SIMPLES (COMERCIAL ou POR FORA) ......................... 27
2.2 TAXA EFETIVA NO DESCONTO SIMPLES ......................................... 29
2.3 DESCONTO RACIONAL (POR DENTRO) ............................................. 32
2.4 DESCONTO COM DESPESAS BANCARIAS ......................................... 33
2.5 PRAZO e TAXA MÉDIA EM DESCONTO SIMPLES ........................... 35
2.6 ATIVIDADES RESOLVIDAS .................................................................... 36
2.7 ATIVIDADES PROPOSTAS ...................................................................... 38
CAPÍTULO 3 ........................................................................................................ 42
3 CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA .............................................................. 42
3.1. MONTANTE................................................................................................. 42
3.2. CAPITAL INICIAL ..................................................................................... 45
3.3. PERÍODOS ................................................................................................... 46
3.4. TAXA ............................................................................................................. 47
3.5. EQUIVALÊNCIA DE TAXAS ................................................................... 48
3.6. TAXAS........................................................................................................... 51
3.6.1. Taxa efetiva ......................................................................................... 51
3.6.2. Taxa nominal ....................................................................................... 52
3.6.3. Taxa aparente – taxa real – taxa inflacionária................................. 53
3.7. ATIVIDADES RESOLVIDAS .................................................................... 57
3.8. ATIVIDADES PROPOSTAS ...................................................................... 67
CAPÍTULO 4 ........................................................................................................ 71
4. SÉRIES PERIÓDICAS UNIFORMES ...................................................... 71
4.1 FLUXO DE CAIXA ..................................................................................... 71
4.2 SÉRIE POSTECIPADA .............................................................................. 72
4.2.1 Cálculo do Valor Presente ..................................................................... 72
4.2.2 Cálculo do Valor das Parcelas ............................................................... 74
4.2.3 Cálculo do Valor Futuro ........................................................................ 75
4.2.4 Cálculo do Número de Parcelas ............................................................ 77
4.2.5 Cálculo da Taxa ...................................................................................... 77
4.3 SÉRIE ANTECIPADA ................................................................................ 78
4.3.1 Cálculo do Valor Presente ..................................................................... 78
4.3.2 Cálculo do Valor das Parcelas ............................................................... 80
4.3.3 Cálculo do Valor Futuro ........................................................................ 81
4.3.4 Cálculo do Número de Parcelas ............................................................ 82
4.3.5 Cálculo da taxa ....................................................................................... 83
4.4 SÉRIE DIFERIDA ....................................................................................... 84
4.5 ATIVIDADES RESOLVIDAS .................................................................... 87
4.6 ATIVIDADES PROPOSTAS .................................................................... 102
CAPÍTULO 5 ...................................................................................................... 110
5. SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO ........................................................... 110
5.1 DEFINIÇÃO BÁSICA ............................................................................... 110
5.2 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE – SAC ....................... 111
5.3 SISTEMA FRANCÊS – TABELA PRICE .............................................. 113
5.4 ATIVIDADES RESOLVIDAS .................................................................. 117
5.5 ATIVIDADES PROPOSTAS .................................................................... 122

CAPÍTULO 1

1. JURO SIMPLES

1.1. RAZÃO
Em diversos aspectos da vida cotidiana, deparamo-nos com situações nas quais
necessitamos comparar valores de uma grandeza, ou mesmo valores de grandezas
diferentes. Essa comparação pode ser feita de várias maneiras.

Uma delas é determinar a diferença entre os dois números.

Se o salário de Renata é de R$ 2500,00 e o salário de Caio é igual a R$ 2000,00, então


pela diferença 2500 – 2000 = 500 podemos dizer que o salário de Renata é maior do
que o de Caio, e essa diferença é de R$ 500,00. Se o salário de Renata fosse de R$
20.500,00 e o de Caio R$ 20.000,00, poderíamos também dizer que o salário de Renata
é maior do que o de Caio, e essa diferença é de R$ 500,000, mas, neste caso, essa
diferença seria muito menos significativa quando comparada aos valores de cada
salário.

Um outro modo de compararmos os salários de Caio e Renata seria através do


quociente, ou seja, o resultado da divisão desses valores. No primeiro caso, dividindo o
salário de Renata pelo de Caio, obtemos:

2500 25 5
   1, 25
2000 20 4

No segundo caso, temos:

20500 205 41
   1, 025 .
20000 200 40

Se os dois salários fossem iguais, o quociente seria igual a 1. Veja que os valores 1,25 e
1,025, por serem maiores do que 1, indicam que o salário de Renata é maior do que o de
Caio, mas a relação entre os salários não é a mesma nas duas situações, pois no segundo
caso esses salários estão bem mais próximos um do outro.

Como se vê, a comparação por meio do quociente pode dar uma idéia melhor da relação
existente entre os números que desejamos comparar.

Tomemos o exemplo de uma dona-de-casa que tem uma receita de bolo de 1 quilograma
(1.000 gramas) e que por essa receita ela deva usar 700 gramas de farinha. Se, por
alguma razão, a dona-de-casa tiver que fazer um bolo pesando apenas 800 gramas, as
quantidades dos ingredientes deverão ser adaptadas. Assim, para todos os ingredientes
800
da receita, a dona-de-casa terá de reduzir as quantidades na proporção de
1000
(oitocentos em mil - é conveniente que ambos os valores da grandeza estejam na mesma
unidade, no caso gramas). Essa fração pode ser simplificada, dividindo-se tanto o
800 8
numerador quanto o denominador por 100, o que resulta   0,8 . Portanto, a
1000 10
8
quantidade de cada ingrediente da receita de 1 quilograma, deveria ser reduzida para
10
do seu valor, para achar a quantidade necessária à receita de um mesmo bolo pesando
800 gramas. A quantidade de 700 gramas de farinha passaria a ser de
8
700   700  0,8  560 gramas.
10

O cálculo também poderia ser feito por meio de uma regra de três simples: se uma
receita de 1000 gramas contém 700 gramas de farinha, uma receita de 800 gramas deve
conter quantos gramas de farinha? Esquematicamente, temos:

1000  700
800  X

700  800
de onde resulta X   560 gramas.
1000

800 8
A fração   0,8 , que é o resultado da divisão dos números 800 e 1000,
1000 10
denomina-se razão.

A razão é o número que expressa o quociente entre dois números dados.

Em uma razão, temos o numerador (também chamado antecedente) e o denominador


(também chamado conseqüente):

antecedente numerador
razão  
conseqüente denominador

e, como em toda fração, o denominador deve ser diferente de zero.

Para termos uma idéia da importância do conceito de razão em Finanças, consideremos


o exemplo de uma empresa que toma um financiamento por determinado período de
tempo. Ao final desse período, ela terá que restituir o capital e pagar o juro. Pode-se
Juro
fazer uma comparação entre o juro e o capital, construindo a razão , e esta
Capital
razão é muito importante no estudo da matemática financeira, como veremos adiante.

1.2. PORCENTAGEM

A percentagem ou porcentagem é um tipo de razão muito especial e muito utilizado.


A porcentagem é um símbolo que expressa uma razão em que o denominador é igual a
100.

53
Por exemplo, a razão é uma porcentagem, simplesmente porque o denominador é
100
igual a 100. Esta fração é equivalente, é claro, a 0,53.

Não parece haver motivo especial para a escolha do número 100. Porém,
historicamente, o número 100 exerce certo fascínio na maioria das pessoas. É comum
ver-se comemorar o aniversário de 100 anos de algum privilegiado, os 100 primeiros
dias de um governo, 100 anos do nascimento ou da morte de alguma personalidade,
além de inúmeros outros exemplos. Assim, relacionar um número qualquer ao número
100 parece facilitar o entendimento da respectiva razão.

Por ter-se tornado um símbolo muito comum e muito utilizado, resolveu-se simplificar a
forma de se escrever e falar a porcentagem, com o uso do símbolo %, ou seja, sempre
que o número 100 aparece como denominador, ele é substituído pelo símbolo % (por
53
cento). Desta forma, a razão escreve-se como 53% (cinqüenta e três por cento).
100
53
Temos, portanto:  0,53  53% .
100

Tomemos um grupo de 10 pessoas. Como, normalmente, cada pessoa tem 10 dedos nas
mãos, temos no grupo um total de 100 dedos. Fazer a relação entre o número de dedos
de uma determinada pessoa do grupo com o total de dedos de todas as pessoas do grupo
é um exercício que caracteriza bem essa facilidade de entendimento. Teremos, assim, 10
 10 
dedos da pessoa em 100 dedos do grupo   , ou seja, um elemento do grupo é
 100 
10
portador de 10% (dez por cento) do total de dedos do grupo. Temos:  0,10  10% .
100

Vamos citar um dado estatístico obtido em determinada pesquisa em 2006: 40% dos
alunos que estudam administração são mulheres. Daí conclui-se que, de cada 100
alunos, 40 são mulheres.

1.2.1 Taxa percentual e taxa unitária

A matemática financeira trabalha com valores monetários (R$) e utiliza intensivamente


a notação percentual. Quando comparamos entre si duas quantias (em qualquer unidade
monetária, como real, dólar, euro, etc), a razão entre essas duas quantias é denominada
taxa.

Uma taxa é representada freqüentemente de duas formas: taxa percentual e taxa


unitária. Por exemplo, ao compararmos uma quantia de R$ 1.200,00 com a quantia de
R$ 60.000,00, simplesmente calculamos a razão desses valores, que é dada por
1200 12 2
   2%  0, 02 . Veja que a mesma razão foi indicada nestas
60000 600 100
expressões de cinco modos diferentes. A notação 2% é a taxa percentual, enquanto que
a notação 0,02 é a taxa unitária.

Assim, para expressar a taxa que representa a relação entre R$ 400,00 (quatrocentos
reais, dólares, euros etc.) e um total de R$ 2.000,00, poderemos escrever:

400 40 20
   20%  0, 20 .
2000 200 100

A taxa percentual é 20% e a taxa unitária é 0,20. Concluímos que 400 está para 2.000 na
400 20
mesma proporção em que 20 está para 100, ou seja,  .
2000 100

Nota: Conceito de proporção. Uma proporção é uma igualdade entre razões.

Se uma primeira grandeza assume sucessivamente os valores

36, 72, 24, 6, 84, 120

e uma segunda grandeza assume sucessivamente os valores

54, 108, 36, 9, 126 e 180,

observa-se que

36 72 24 6 84 120
     ,
54 108 36 9 126 180

2
pois todas estas razões são iguais a . Dizemos, então, que as duas seqüências de
3
valores são proporcionais.

36 72
Como  , dizemos que 36 está para 54 na mesma proporção em que 72 está
54 108
para 108.

Vimos, então, que as formas de expressar a razão entre valores têm nomes diferentes.
Quando dizemos que a taxa é de 20% (vinte por cento), estamos utilizando a forma
percentual, e se dizemos que a taxa é 0,20 (vinte centésimos), estamos utilizando a
forma unitária.
Para converter a taxa percentual em unitária basta dividir a taxa percentual por 100.

Para converter a taxa unitária em percentual faz-se o inverso, multiplicando por 100.

Veja alguns exemplos na tabela:

Tabela-1: Comparações entre taxas percentuais e taxas unitárias


TAXA PERCENTUAL TAXA UNITÁRIA

15% 0,15

8% 0,08

0,15% 0,0015

125% 1,25

A seguir, veremos alguns casos onde se usa o conceito de taxa.

Calcular 40% de R$ 20.000,00

Basta multiplicar a taxa pelo valor dado, fazendo 40%  20.000 .

Podemos escrever:

40 40  20.000, 00 800.000, 00
40%  20.000, 00   20.000, 00    8.000, 00
100 100 100

Porém, é mais prático utilizar a taxa unitária, ou seja, primeiramente transformamos a


taxa percentual em taxa unitária, para depois efetuarmos o produto.

40
Assim, como: 40%   0, 40 (taxa unitária), fazemos 0, 40  20.000,00  8.000,00 .
100

Como regra, para calcular o valor que representa uma porcentagem de um total dado,
basta multiplicar a taxa pelo total:

valor  taxa  total

Quanto fazemos uma transferência de valores de uma conta bancária para outra, o banco
cobra uma taxa sobre o valor transferido. Suponhamos que a taxa percentual seja de
0,3%. Qual o valor cobrado se a transferência foi de R$ 3.800,00?

Podemos calcular o resultado de dois modos:

1º.) Usando a taxa percentual. Nesse caso, o valor cobrado é:


0,3 0,3  3800 1140
0,3%  3800   3800    $ 11, 40
100 100 100

2º.) Usando a taxa unitária. Nesse caso, como a taxa unitária é 0,3% = 0,003, o valor
cobrado é:

0,003  3800  $ 11, 40 .

O exemplo sugere que a taxa unitária apresenta um cálculo bem mais prático, por isso
ela é mais utilizada em cálculos com calculadoras comuns. Na HP-12C, os dois modos
se equivalem, devido aos recursos dessa calculadora.

O preço de uma mercadoria apresenta a seguinte formação:

 34% de impostos;
 16% de custos fixos;
 35% de custos variáveis;
 15% de lucro.

Supondo que o preço da mercadoria seja de R$ 250,00, calculemos os valores dos seus
componentes:

34
 34% de impostos:  250, 00  0,34  250, 00  $85, 00
100
16
 16% de custos fixos:  250, 00  0,16  250, 00  $ 40, 00
100
35
 35% de custos variáveis:  250, 00  0,35  250, 00  $87,50
100
15
 15% de lucro:  250, 00  0,15  250, 00  $37,50
100

Se somarmos esses valores, teremos:

R$ 85,00 + R$ 40,00 + R$ 87,50 + R$ 37,50 = R$ 250,00 (preço total da mercadoria).

1.3. CÁLCULO DO JURO SIMPLES

Chamada, pejorativamente, de usura, a atividade de empréstimo de dinheiro a juro foi,


até a idade média, proibida pela Igreja de ser praticada pelos cristãos. Porém, já a partir
do final do século XV, alguns pensadores começaram a defender a idéia de que seria
natural que o dinheiro fosse tratado como outro bem qualquer. Assim, se é
absolutamente normal que alguém tenha um imóvel desocupado e cobre determinado
valor (aluguel) para que um interessado possa ocupá-lo, por que não seria natural que
alguém que tenha uma soma em dinheiro (capital), que não pretenda utilizar durante
determinado período de tempo, possa alugá-lo (empréstimo), cobrando uma
determinada taxa (%) por isso?

Noção de capital. Na matemática financeira, capital pode ser entendido como qualquer
valor expresso em moeda e disponível no presente ou no futuro.

Noção de juro. Podemos definir “juro” como a remuneração recebida ou paga por uma
aplicação ou empréstimo de uma soma de dinheiro (capital), ou seja, é o rendimento
(aluguel) do dinheiro emprestado.

Antes de iniciarmos o estudo do juro simples, vamos definir siglas para alguns dos
argumentos financeiros:

PV – valor presente (do inglês present value), capital inicial, valor aplicado ou valor
tomado na data presente;

FV – valor futuro (do inglês future value), montante, resultado de aplicações ou de


tomadas de valores;

n – número de períodos de uma determinada aplicação;

i – taxa de juro - no caso de juro simples ou capitalização simples a taxa de juro


incide sempre sobre o capital inicial aplicado, e não incide sobre os juro
acumulados.

J – juro

1.Seu amigo pede a você, emprestada, a quantia de R$ 300,00 por um período de 1 (um)
mês e propõe pagar 2% de juro no período.

Para calcular quanto você receberia de juro (o aluguel do dinheiro que você empresta),
basta fazer como visto anteriormente, ou seja, calcular 2% de R$ 300,00. Ficaria assim:

2
2% de juro:  300, 00  0, 02  300, 00  $ 6, 00
100

Consideremos, porém, que você queira escrever o cálculo que acabou de efetuar de uma
maneira que possa ser utilizado para qualquer outro cálculo desse tipo, ou seja, montar
uma fórmula para ser usada sempre que surgir uma situação semelhante. Para tanto
basta substituir, no cálculo, os valores pelas respectivas siglas.

Temos então os seguintes dados:

2
i (taxa de juro) = 2% no período, ou seja: i  2%   0, 02 ;
100

PV (valor presente) = R$ 300,00;


J (juro, valor que você quer calcular) = ?

Ora, se J (juro) é o valor que você quer calcular (aquilo que você desconhece), quando
colocado em uma fórmula ele deve ser escrito em primeiro lugar e igualado àquilo que
você conhece. Tendo o valor presente (PV) e a taxa de juro (i), então para calcularmos o
juro (J), basta fazer o seguinte cálculo:

J  PV  i

No exemplo numérico acima, esta fórmula foi aplicada assim:

2
J  300, 00  2%  300, 00   300, 00  0, 02  6, 00
100

Porém, esta fórmula aplica-se apenas para um período. Lembre-se que seu amigo
combinou que o empréstimo seria pelo período de 1 (um) mês (n = 1). Caso o
empréstimo fosse por mais de um período, faríamos a soma dos respectivos juro por
quantos períodos fossem considerados no fechamento do negócio.

1.Imagine que o seu amigo tivesse pedido os R$ 300,00 emprestados por 3 (três) meses.
Teríamos então os seguintes dados:

2
i (taxa de juro) = 2% no período, ou seja: i  2%   0, 02 ;
100

PV (valor presente) = R$ 300,00;

n=3

J (juro, valor que você quer calcular) = ?

e faríamos o seguinte cálculo:

1º período 2º período 3º período

J=  PV  i  +  PV  i  +  PV  i 
J   300,00  0,02    300,00  0,02    300,00  0,02   6,00  6,00  6, 00  3  6,00  18,00
Observe que o que acabamos de fazer foi: J   PV  i   n

Podemos, então, generalizar, ou seja, escrever uma fórmula que sirva para qualquer
situação:

1º período 2º período nº período


J  PV  i    PV  i      PV  i 
n vezes

que é equivalente à fórmula


J  PV  i  n

Esta fórmula pode ser escrita de vários modos, conforme as variáveis que são dadas e
aquela que desejamos calcular:

J J J
PV  ou n ou i
in PV  i PV  n

Qualquer que seja a incógnita (o valor a ser calculado), tem-se a respectiva fórmula para
o cálculo.

2.Imagine que, em determinado problema, tivéssemos os seguintes dados:

PV  $1.000,00 n  4 períodos i  2% ao período J ?

Utilizando a fórmula: J  PV  i  n , obtemos: J  1000  0,02  4 , logo J  80,00

Suponhamos, porém, que tivéssemos:

PV  ? n  4 períodos i  2% ao período J  $ 80,00

J 80
Utilizaríamos então a fórmula: PV   , de onde PV  $1.000,00
i  n 0, 02  4

Poderíamos, também, ter:

PV = R$ 1.000,00 n=? i = 2% ao período e J = 80,00

J 80
Utilizaríamos então a fórmula: n   , de onde n = 4 períodos
PV  i 1000  0, 02

Finalmente, poderíamos ter:

PV = R$ 1.000,00 n = 4 períodos i=? e J = 80,00

J 80
Utilizaríamos a fórmula: i   , de onde i = 0,02 = 2%
PV  n 1000.4

Uma observação muito importante:

Em cálculos na matemática financeira envolvendo taxa e período, devemos ter o


cuidado de colocar os dois argumentos na mesma unidade. Por exemplo: se a taxa for ao
mês (a.m.) o período também deverá estar em meses, se o período estiver em anos, a
taxa deverá ser ao ano (a.a.) e assim por diante.
1.4. TAXAS PROPORCIONAIS E TAXAS EQUIVALENTES

1.4.1 Taxas proporcionais

Imagine dois empréstimos, envolvendo taxas e períodos diferentes, como por


exemplo:

 2% ao mês
 24% ao ano
2% 24%
Note que = , ou seja, 2% ao mês = 24% ao ano.
1 mês 12 meses

Quando as taxas foram comparadas com os respectivos períodos utilizando uma mesma
unidade de tempo, as razões obtidas resultaram iguais. Neste caso, dizemos que as
taxas são taxas proporcionais. Este conceito também pode ser aplicado a três ou mais
taxas.

1.4.2 Taxas equivalentes

Imagine agora que dois empréstimos, envolvendo taxas por períodos diferentes,
produzem sobre um dado capital (PV) o mesmo montante (FV) em um mesmo prazo.

Por exemplo:

1º) Empréstimo de R$ 100,00 a 2% a.m., pelo prazo de 12 meses (1 ano)

PV = R$ 100,00, i = 2% a.m. (ao mês), n = 12 meses

J  100  0,02 12  $ 24,00

O montante será FV  PV  J  100  24  $ 124,00

2º) Empréstimo de R$ 100,00 a 24% a.a., pelo prazo de 1 ano (12 meses)

PV = R$ 100,00, i = 24% a.a. (ao ano), n = 1 ano

J  100  0, 24 1  $ 24,00

O montante será FV  PV  J  100  24  $ 124,00

Como podemos ver, a taxa de 2% ao mês e a taxa de 24% ao ano, no mesmo prazo de 1
ano, produzem montantes iguais a partir do capital dado.

Estas taxas são denominadas taxas equivalentes.


Observação: No caso de juro simples, que estamos estudando até agora, taxas que são
proporcionais também são equivalentes e podem ser chamadas de taxas lineares, pois o
crescimento do juro ao longo dos períodos é linear (ou seja, é representado por uma
função do primeiro grau). No caso de juro composto, que veremos posteriormente, taxas
proporcionais não são necessariamente equivalentes.

1.5. CONTAGEM DO TEMPO

Em operações onde o prazo é menor que um mês, a taxa geralmente se refere à unidade
diária. Pode-se contar o número de dias na forma ordinal ou na forma cardinal.

Na contagem ordinal, contamos os dias desde o dia do fechamento do negócio até o


término. Exemplo: se o financiamento foi liberado no dia 2 de janeiro para ser pago no
dia 10 do mesmo mês, conta-se:

02/01 03/01 04/01 05/01 06/01 07/01 08/01 09/01 10/01

1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia

Portanto, a duração do financiamento é de 9 dias (n = 9).

Na contagem cardinal, contamos a quantidade de passagens de um dia para o outro.


Exemplo: para o mesmo financiamento do exemplo acima, temos:

02/01 03/01 04/01 05/01 06/01 07/01 08/01 09/01 10/01

1º dia 2º dia 3º dia 4º dia 5º dia 6º dia 7º dia 8º dia 9º dia

1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia 1 dia

Portanto, na contagem cardinal, a duração do financiamento é de 8 dias (n = 8).

De acordo com o Código de Processo Civil brasileiro (CPC), a contagem de tempo deve
ser feita da seguinte forma: exclui-se o dia do começo e inclui-se o do vencimento, com
prorrogação do início ou do vencimento para o primeiro dia útil subseqüente, caso haja
feriado.

1.Vejamos o caso de uma dívida feita na data 18 de dezembro de 2006 (segunda-feira)


para ser paga com 7 dias:
18/12 19/12 20/12 21/12 22/12 23/12 24/12 25/12 26/12

segunda terça quarta quinta sexta sábado domingo segunda terça

exclui conta conta conta conta conta conta exclui 7º dia

O pagamento deverá ser executado no dia 26 de dezembro de 2007 (terça-feira) em


virtude do feriado do dia 25/12 (Natal).

Os agentes financeiros não praticam a contagem da forma processual, contam o tempo


de duas formas, chamadas período exato e período comercial.

 Período exato: para este caso é usado o calendário do ano civil, ou seja, 365
dias.
 Período comercial: neste caso, admite-se o mês com 30 dias, logo, o ano com
360 dias.

2.Para um caso de uma negociação que teve início na data de 20/05/2007 e término em
25/10/2007.

I. Período exato: início: 20/05/2007 , término: 25/10/2007 (158 dias)


II. Período comercial: início: 20/05/2007 término: 25/10/2007 (155 dias)

Para transformarmos taxas anuais (juro linear) em taxas diárias, basta fazer como nos
exemplos a seguir:

0,12
i = 12% ao ano equivale a i = i = 0,0329 % ao dia ( período exato)
365

0,12
i = 12% ao ano equivale a i = i = 0,0333 % ao dia ( período comercial)
360

1.6. MONTANTE

Vamos estudar agora como se calcula o montante ou valor futuro (FV) de um


determinado valor presente (PV) que deverá ser pago ou recebido no futuro, acrescido
de juro. Para tanto suponha, por exemplo, que uma mercadoria seja vendida por uma
empresa com um prazo de um mês para o pagamento. O vendedor, buscando compensar
o prazo que levará para receber, bem como o risco envolvido neste processo, reajusta o
preço a uma determinada taxa i. O cálculo é feito da seguinte forma:

 Multiplica-se a taxa pelo preço da mercadoria, encontrando o valor do reajuste.


 Soma-se o valor encontrado com o preço da mercadoria, obtendo-se o preço
final.

1.Vamos supor que a mercadoria tenha seu preço à vista estipulado em R$ 100,00 (PV),
e que será paga ao final de um período, no caso 1 mês (n = 1) e o vendedor corrige o
preço à taxa de 2% a.m. (i = 0,02). Qual é o preço final?

Se seguirmos os passos acima, teremos:

J  100  0,02  2,00

FV  100  2,00  102,00

Aqui, o resultado R$ 102,00 é o valor da mercadoria adicionado ao reajuste. Note que o


cálculo feito é:
FV  100  100  0,02

Colocando em evidência a parcela 100, temos:

FV  100 1  0,02 

ou seja,

FV  PV 1  i 

Chamamos o fator (1 + i) de “fator de reajuste”.

Quando fazemos o empréstimo de um capital PV por um determinado número n de


períodos a certa taxa i, queremos que seja restituído, ao final do período, o valor do
empréstimo adicionado o juro. Desta forma, temos o MONTANTE (FV):

FV  PV  J

FV  PV  PV  i  n

FV  PV 1  i  n 

O fator 1  i  n  é chamado de “fator de capitalização simples” para n períodos.

Usando as propriedades da álgebra podemos deduzir que:

FV
PV 
(1  i  n)

2.Por exemplo, se o valor emprestado é de PV  $ 1000,00 por n  4 períodos a uma


taxa de juro linear de i  2% ao período, então:
FV  PV 1  i  n   1000 1  0,02  4   1000 1,08  $ 1080,00

Figura 1. Demonstrativo de fluxo de caixa da atividade proposta.

Se desejarmos encontrar o valor do período (n) ou da taxa (i) e forem dados os valores
de PV e FV, o mais indicado é obter o valor do juro: J = FV – PV e usar as fórmulas:

J J
n ou i .
PV  i PV  n

1.7. ATIVIDADES RESOLVIDAS

1. Uma empresa aplica R$ 1.000,00 a uma taxa de juro simples de valor 2% ao


mês. Qual o valor do juro pago ao final de um semestre?
PV  1000,00 , i  2% ao mês, n  1 semestre  6 meses

J  PV  i  n  1000  0,02  6  120

Usando os argumentos financeiros da calculadora financeira HP-12c, temos:

2. Um capital de valor R$ 1.000,00 foi aplicado por 2 anos resultando R$ 500,00


de juro. Calcular a taxa percentual a) em anos e b) em meses.
a) Em anos:

PV  1000,00 , n  2 anos , J  500

J 500 1
i    0, 25  25% ao ano .
PV  n 1000  2 4

b) Em meses:

PV  1000,00 , n  24 meses , J  500

J 500 1
i    0, 02083  2, 083% ao mês .
PV  n 1000  24 48
3. Uma aplicação a taxa de juro linear de 18% ao ano, durante 3 trimestres rendeu
R$ 400,00 de juro. Calcule o valor da aplicação.

1º. modo: reduzir a taxa e os períodos à unidade meses.

18%
n  3 trimestres  9 meses , i  18% ao ano  ao mês , J  400
12

J 400
PV    $ 2962,96
in 0,18
9
12

2º. modo: reduzir a taxa e os períodos à unidade anos.

3
n  3 trimestres  ano , i  18% ao ano , J  400
4

J 400
PV    $ 2962,96
i  n 0,18  3
4

4. O valor de R$ 2.000,00 foi aplicado a uma taxa de juro linear de 9% ao


semestre, rendendo R$ 500,00 de juro. Por qual período ficou este valor
aplicado?
PV  2000 , i  9% ao semestre , J  500

J 500
n   2, 78 semestres .
PV  i 2000  0, 09

O resultado pode ser dado de várias formas:

 em meses: n  2,78  6  16,68 meses


 em dias: n  16,68  30  500 dias
 em meses e dias:
n  16,68 meses  16 meses  0,68  30 dias  16 meses  20 dias ,

ou seja, 16 meses e 20 dias.

 em anos, meses e dias:


n  16 meses  20 dias  12 meses  4 meses  20 dias  1 ano  4meses  20 dias

ou seja, 1 ano, 4 meses e 20 dias.

5. Um empréstimo de R$ 2.000,00 foi liquidado por R$ 2.600,00 no final de 140


dias. Calcular a taxa percentual i:
a) ao dia.
PV  2000 , FV  2600 , n  140 dias
J  FV  PV  2600  2000  600

J 600
i   0, 002143  0, 2143% ao dia .
PV  n 2000 140

b) ao mês (mês comercial).


O mês comercial tem 30 dias, logo
i  0,002143  30  0,06429  6, 429% ao mês

Outro modo de calcular a taxa ao mês é fazer


600
i  0, 06429  6, 429% ao mês .
2000 140
30

6. Calcule o montante gerado por um empréstimo no valor de R$ 1.000,00 que


ficou por 6 meses e 20 dias emprestado a uma taxa de 3% ao mês.
PV  1000 , i  3% ao mês , n  6 meses e 20 dias

1º. modo: período em dias. Devemos fazer

n  6 meses e 20 dias  200 dias e

i  3% ao mês  0,1% ao dia

(admitindo mês comercial). Neste caso,

FV  PV 1  in   1000 1  0,001 200   $ 1200,00

2º. modo: período em meses. Devemos fazer

 20  200
n  6 meses e 20 dias   6    meses e
 30  30

i  3% ao mês

(admitindo mês comercial). Neste caso,

 200 
FV  PV 1  in   1000 1  0, 03    $ 1200, 00
 30 

7. O capital de valor R$ 2.000,00 ficou aplicado por 3 trimestres a uma taxa de juro
simples de 20% ao ano. Qual o montante ao final deste período?
3
PV  2000 , i  20% ao ano , n  3 trimestres  9 meses  anos
4
 3
FV  PV 1  in   2000 1  0, 20    $ 2300, 00
 4

8. Um empréstimo de R$ 2.000,00 gerou um montante de R$ 2.700,00 a 5% ao


semestre. Determinar o período mensal desta aplicação.
5%
PV  2000 , FV  2700 , i  5% ao semestre  ao mês
6

J  FV  PV  2700  2000  700

J 700
n   42 meses .
PV  i 2000  0, 05
6

9. O banco A emprestou a empresa MS o valor de R$ 4.000,00 na data 20/04/07,


para ser pago no dia 02/05/07. Considerando o mês comercial, qual o valor do
juro pago e o montante, se a taxa linear combinada foi de 18% ao ano?
18%
PV  4000 , i  18% a.a.  ao dia
360

Para o número de dias, temos n  20 / 04 / 07 a 02 / 05 / 07  12 dias

Em seguida, fazemos:

0,18
J  PV  i  n  4000  12  $ 24, 00
360

Sendo assim, FV  PV  J  4000  24  $ 4024,00

10. A loja SS vendeu para um cliente uma mercadoria no valor de R$ 2.500,00, no


dia 12/03/2007 para ser paga na data 20/08/2007, sendo a taxa no valor de 12%
ao semestre, calcular o valor do montante pago: a) considerando o mês
comercial; b) considerando o mês civil.

a) Considerando o mês comercial


12%
PV  2500 , i  12% ao semestre  ao dia
180

Para o número de dias, temos: n  12 / 03 / 07 a 20 / 08 / 2007  158 dias

 0,12 
FV  PV 1  i  n   2500 1  158   $ 2763,33
 180 

b) Considerando o mês civil.

12%
PV  2500 , i  12% ao semestre  ao dia
182,5
Para o número de dias, temos: n  12 / 03 / 07 a 20 / 08 / 2007  161 dias

 0,12 
FV  PV 1  i  n   2500 1  161  $ 2764, 66
 182,5 

11. Uma dívida de R$ 320.000,00 irá vencer daqui a 3 meses e 20 dias (mês
comercial). Se o juro é de R$ 42.000,00, calcule a taxa linear a) diária b)
mensal c) anual
a) taxa linear diária

PV  320.000 , n  3 meses e 20 dias  110 dias , J  32.000

J 42000
i   0,0011932  0,11932% ao dia
PV  n 320000 110

b) taxa linear mensal

i  0,11932%  30  3,57954% ao mês

c) taxa linear anual

i  3,57954% 12  42,95454% ao ano

12. Determine a taxa linear que triplica o capital aplicado em 8 anos.

Neste caso, podemos supor que o capital aplicado é de R$ 100,00, e assim o montante
será de FV = R$ 300,00:

PV  100 , n  8 anos , FV  300

J  FV  PV  200

J 200
i   0, 25  25% ao ano
PV  n 100  8

13. Determinar o valor presente (valor atual) de um título cujo valor nominal é de
R$ 40.000,00, e sobre o qual foi cobrada uma taxa de juro linear de 3,5% ao mês
para um prazo de vencimento de 80 dias.

FV  40000 , n  80 dias , i  3,5% ao mês

FV 40000
PV    $ 36.585,36
1  in 1  0, 035  80
30
14. Certo capital, aplicado por 4 meses, torna-se R$ 4.000,00. Caso ficasse aplicado
por mais 6 meses, chegaria ao valor de R$ 6.000,00. Sendo assim, qual o valor
da taxa linear mensal e do capital aplicado?

PV  4000 , FV  6000

J  FV  PV  2000

J 2000
i   0, 0833  8,33% ao mês
PV  n 4000  6

FV 4000
PV    $ 3.000, 00
1  in 1  0, 0833  4

15. A empresa MSL ltda toma emprestado R$ 20.000,00 do Banco AGS, e promete
pagar ao final de 6 meses. A taxa combinada por ambos é de 36% ao ano e o
banco AGS cobra uma taxa bancaria de 2% sobre o valor do empréstimo.
Portanto, determine:
a) o montante pago ao final do prazo estipulado;
b) a taxa de juro realmente paga pelo tomador, ou seja, a taxa efetiva do
negocio;
PV = 20000, n = 6 meses i = 36% a a = 3% a m

a) FV = PV (1 + i n)
FV = 20000 (1 + 0,03 . 6)

FV = 23600

b) PV = 20000 – 0,02 * 2000 PV = 19600


ou seja, o Banco AGS emprestou a empresa MSL ltda R$ 20.000,00 mas
depositou na conta da empresa apenas R$ 19.600,00, logo a empresa terá
que pagar o montante de R$ 23.600,00 a partir de R$ 19.600,00, então o
valor da taxa de juro não será a mesma, pois a diferença do deposito na
conta e do valor que deverá ser pago (montante) será de J = 4.000,00.
Calculando a taxa de juro temos:

4000
i  0, 034  3, 40%am
1960  6

16. Determinada mercadoria foi adquirida em 4 pagamentos trimestrais de RR$


6.240,00 cada um. Alternativamente, esta mesma mercadoria poderia ser
adquirida pagando-se 20% de seu valor como entrada e o restante ao final de 5
meses. Sendo de 36% ao ano a taxa da operação, pede-se determinar o valor da
prestação vencível ao final de 5 trimestres.

Inicialmente nesta questão devemos transformar a taxa anual em trimestral e trazer para
o presente (PV1) os valores das prestações (pagamentos – PMT), fazendo:

i = 36% ao ano i = 9% ao trimestre

FV
PV 
(1  i  n)

62400 62400 62400 62400


PV    
(1  0, 09 1) (1  0, 09  2) (1  0, 09  3) (1  0, 09  4)
PV  20.514,53

O próximo passo é calcular o valor presente (PV2) com o desconto da entrada de 20%,
ou seja, 80% do valor do PV, e depois calcular o valor do pagamento da dívida ao final
do 5º período.

PV2 = 20.514,53 . 0,80 = 16.411,62

FV  PV 1  i  n 

FV = PMT = 16.411,62 (1 + 0,09 . 5) = 23.796,85

17. O sr. Caio faz um empréstimo de valor R$ 20.000,00 para pagar em 80 dias em
um banco que cobra taxa de 18% ao ano, mais 2,2% sobre o valor do
financiamento, taxa que é relativa a despesas e abertura de crédito. O sr. Caio
não honra com a obrigação na data marcada e pede mais 100 dias para efetuar o
pagamento. O banco aceita e renegocia a divida a uma taxa de 20% ao ano, e
também cobra mais uma taxa de manutenção de crédito no valor de 1,8%.
Calcule a divida do sr. Caio ao final dos 180 dias; a taxa efetiva em cada
empréstimo, e a taxa efetiva cobrada no tempo que ficou devendo ao banco.
Neste problema temos inicialmente:

PV = 20.000, n = 80 dias i = 18% a a t = 2,2% do PV

Calculando o montante da divida:

FV  PV 1  i  n 

0,18  80
FV  20000(1  )  20800, 00
360

Por não ter liquidado a divida na data e ter pedido mais um prazo, devemos calcular o
novo montante da divida:

PV = 20.800, n = 100 dias i = 20 % a a t = 1,8% do PV

FV  PV 1  i  n 

0, 20 100
FV  20800(1  )  21955,55
360

Para calcularmos a taxa efetiva em cada empréstimo devemos colocar a taxa bancaria.

Para o primeiro empréstimo temos:

PV = 20.000 – 2,2% de 20.000 = 19.560 n = 80 dias i = 18% a a t = 2,2% do


PV

FV = 20.8000, J = 800,

J
i
PV  n

800
i  0,1840  18, 40%aa
80
19560 
360

Para o segundo empréstimo temos:

PV = 20.800 – 1,8% de 20.800 = 20.425,60 n = 100 dias i = 20% a a t = 1,8%


do PV

FV = 21.955,55, J = 1.529,95

J
i
PV  n
1529,95
i  0, 2509  25, 09%aa
100
21955,55 
360

Para encontrarmos a taxa efetiva do negocio por todo período temos:

PV = 19.560,00 FV = 21.9555,55 J = 2.395,55 n = 180 dias

J
i
PV  n

2395,55
i  0, 2449  24, 49%aa
180
19560 
360

Obs: a taxa bancaria não entra como divida, pois a taxa bancaria é paga no ato do
negocio, por esse motivo ela é um valor a parte do empréstimo, portanto, não devemos
adicionar a taxa no valor da divida, e sim somente usá-la quando for calcular a taxa
efetiva.

1.8. ATIVIDADES PROPOSTAS

1) Calcular o juro linear de uma aplicação de valor R$ 2.500.00, da data


03/05/2006 a 14/08/2006, à taxa de 15% ao ano, considerando:
a) mês comercial (período comercial)
b) mês civil (período exato)
R. a) R$ 105,21 b) R$ 105,82

2) Qual o período que quadruplica uma aplicação a uma taxa linear de 14% ao ano,
a) em meses ?
b) em anos ?
R. a) 257,14 meses = 257 meses 4 dias b) 21,43 anos = 21 anos 5 meses 4 dias

3) O sr. João toma um empréstimo de R$ 10.000,00, para pagar em 140 dias, a


uma taxa linear de 2,5% ao mês. Pede-se:
a) o juro;
b) o montante;
c) a taxa efetiva (ao mês) da negociação, sabendo que na data do fechamento
do empréstimo foi-lhe cobrada uma comissão de 1,5% sobre o valor do
empréstimo.
R. a) R$ 1166,67 b) R$ 11166,67 c) 2,5381%

4) A empresa MS tem disponível por um ano certo capital, e tem duas opções de
aplicação a juro linear. Em qual delas a empresa terá melhor rendimento?
I. Aplicar seu capital a uma taxa linear de 28% ao ano;
II. Aplicar ¾ do seu capital a uma taxa linear de 3% ao mês e a outra parte a
1% ao mês.
Resposta: opção II
5) A fábrica de moveis SS aplicou 25% de certo valor a 1,2% ao mês, o restante a
2,1% ao mês durante 4 meses recebendo de juro por estas aplicações R$
2.000,00. Pede-se determinar o valor total e de cada aplicação. Resposta:
R$6666,67 e R$20.000,00 e R$ 26.666.67

6) Por quanto tempo o capital de R$ 1.900,00 deve ficar aplicado à taxa de 22% ao
ano para que produza um montante de R$ 2.400,00 ?
Resposta: 1,196 ano = 14,35 meses 1 ano 2 meses e 10 dias

7) Durante 4,8 meses o capital R$ 20.000,00 ficou aplicado gerando R$ 560,00 de


juro. Neste caso qual o valor da taxa:
a) em meses
b) em anos
R. a) 0,5833% ao mês b) 7% ao ano

8) Uma mercadoria tem seu preço a vista em R$ 1.800,00. Entretanto, será pago em
duas vezes, sendo uma entrada de R$ 400,00 e uma parcela de R$ 1.600,00 após
dois meses. Qual a taxa linear cobrada na venda? Resposta: 7,1429% ao mês

9) Em quantos dias o capital de R$ 3.000,00 deve ser aplicado à taxa de juro


simples 8% ao trimestre, de modo a gerar um valor final de R$ 3.680,00. R. 255
dias

10) Por qual período a uma taxa de 20% ao ano, certo capital deve permanecer
aplicado de modo a gerar um juro igual a 1/3 do valor principal? Resposta: 20
meses

11) A mercearia AG aplicou R$ 23.000,00 no dia 20/02/2007 em fundo que paga


uma taxa linear de 10% ao ano. Em que data ele recebeu o montante, se o juro
foi de R$ 800,00?
Resposta: 25/06/2007 (período exato) ou 27/06/2007 (período comercial)

12) O banco MS oferece um financiamento à taxa de juro simples de 14% ao ano,


pelo período de 12/02/2007 a 25/08/2007. Considerando o ano comercial, quais
são o juro e o montante pagos, se o valor do financiamento é de R$ 50.000,00?
Resposta: R$ 3752,78 (juro) e R$ 53.752,78 (montante)

13) A empresa AG dispõe de R$ 3.000,00 e divide este valor em duas partes, para
fazer as aplicações: a primeira a 20% ao ano por 8 meses e a segunda a 18% ao
ano por 4 meses. Determine o valor de cada aplicação sabendo R$ 300,00 foi o
juro total recebido pelas duas aplicações. Resposta: R$ 1636,36 e 1363,64

14) Um aplicador dividiu seu capital em três partes e negociou com o banco da
seguinte forma:
I. Um sexto do capital a uma taxa de 2% ao mês, em 4 meses;
II. Dois sextos do capital a uma taxa de 2,5% ao mês, em 6 meses;
III. Três sextos do capital a uma taxa de 3,0% ao mês, em 8 meses;
Pede-se calcular o valor de cada parcela sabendo que o juro total recebido foi de
R$ 2.000,00. Resposta: R$ 1818,18, R$ 3636,37 e R$ 5454,55

15) A loja ML adquiriu uma mercadoria na fábrica SM por R$ 2.000,00, na


condição de pagar no dia que vencer o prazo dado na venda pela ML. A
mercadoria foi vendida com um acréscimo de 40% depois de 12 dias de
comprada e com um prazo para o cliente pagar em 40 dias. A taxa de juro
cobrada pela fábrica é de 3% ao mês, e pela loja 4,5% ao mês. Determine:
a) Os valores a serem pagos pelo comprador e pela loja;
b) O lucro da loja em valor monetário e percentual.
R. a) R$ 2168,00 e R$ 2104,00 b) R$ 64,00 e 3,042%

16) O proprietário de uma lanchonete está pensando em fazer uma reforma antes das
festas de fim de ano, e para isto ele necessitará de R$ 6.000,00. Quanto ele
deverá depositar hoje em um banco que remunera a taxa linear de 1,2% ao mês e
que ainda faltam 170 dias para a data prevista para o início das reformas?
Resposta: R$ 5617,98

17) O valor do montante a ser pago daqui a 138 dias é 40% maior que o valor da
aplicação. Qual a taxa cobrada nesta operação?
Resposta: 0,2899% ao dia = 104,36% ao ano

18) Um aparelho é vendido em três parcelas mensais e iguais, de R$ 450,00. A


primeira parcela é dada no ato da compra, e as demais 30 e 60 dias após. Sendo
a taxa de juro simples cobrada pela loja de 3,8% ao mês, qual o valor à vista
deste produto?
Resposta: R$ 1301,75

19) Uma nota promissória está sendo negociada com 25 dias de antecedência do seu
resgate. O negócio foi fechado de tal modo que o valor a ser recebido é 4/5 do
valor devido. Determine a taxa de juro mensal nesta transação. Resposta: 1% ao
dia
CAPÍTULO 2

2. DESCONTO

2.1 DESCONTO SIMPLES (COMERCIAL ou POR FORA)

No dia a dia do comercio ou em qualquer outra atividade onde pagamentos e


recebimentos fazem parte do cotidiano da empresa, há necessidade de capital em mãos
para poder cobrir obrigações. Sendo assim, há uma prática comum de se adiantar o
recebimento de valores, ou até mesmo cobrir antecipadamente obrigações. Para estes
casos usa-se o Desconto, que é o valor do abatimento de um título pago
antecipadamente, ou o valor abatido do valor futuro a receber, quando este é recebido
antecipadamente. Diferentemente do juro simples em que a taxa incide sobre o valor
presente (PV), a taxa de desconto incide sobre o valor futuro (FV).

A expressão desconto simples ou comercial é devido a seu grande uso no comercio e em


bancos, quando estes não cobram comissões.

No estudo de desconto simples ou desconto comercial, temos os mesmos argumentos do


juro simples, porém, alguns apresentam notação diferenciada.

PV – valor presente – valor atual – valor líquido – valor descontado – valor resgatado.

FV – valor futuro – valor da promessa de pagamento (cheque pré-datado, nota


promissória, títulos, duplicatas) – valor nominal – valor de resgate.

n – período de antecipação do FV

id – taxa de desconto

t – taxa bancaria – taxa adicional

D – valor do desconto

Tomando um caso em que a taxa de desconto é de id = 2% sobre o valor de R$ 100,00 a


ser pago antecipadamente por um período:

2 D
id = 2% = 0,02 = =
100 FV

D
temos: o desconto é de R$ 2,00 a cada R$ 100,00, ou seja, id 
FV

Para encontrar a fórmula do desconto simples, iniciamos o desconto para um período:

D  FV  id e daqui pode-se deduzir o desconto efetuado em mais de um período,


1ºperíodo 2ºperíodo nºperíodo

D  ( FV  id )  ( FV  id )  ...  ( FV  id )

que é equivalente à fórmula n ( vezes)

D  FV  id  n

Da fórmula acima podemos encontrar:

D D D
id = FV = n=
FV  n id  n FV  id

Usando a idéia de que o Desconto é a diferença entre o Valor Nominal de um título


(FV) e o Valor Atual (PV) deste mesmo título temos:

D  FV  PV

Desta fórmula podemos deduzir outras:

a do valor atual (PV)

PV  FV  D (i)

Substituindo D  FV  id  n em (i) temos:

PV  FV  FV  id  n

Colocando em evidencia o fator FV, temos:

PV  FV (1  id  n) (ii)

Fazendo operação algébrica em (ii) encontramos:

PV
FV 
(1  id  n)

Aplicando as fórmulas.

1. Passando por dificuldades financeiras a fábrica MSL recorre ao banco na data


12/03/2007 e faz um empréstimo no valor de R$ 50.000,00, com promessa de pagar em
22/10/2007. O banco empresta a taxa de 3,0% ao mês, para o caso do empréstimo ser
pago antes do vencimento, a taxa de desconto é de 2,0% ao mês sobre o valor do
montante no prazo estipulado. Passados 122 dias volta ao banco para liquidar a divida.
Qual o valor pago pelo empréstimo? Considere o mês comercial.
PV = 50.000,00 i = 3,0% ao mês id = 2,0% ao mês

n (empréstimo) = 12/03/2007 a 22/10/2007 (comercial) = 220 dias

n (antecipação) = 220 - 122 = 98 dias

0,03  220
FV  PV 1  i  n   50000(1  )  61000
30

61000  0, 02  98
D  FV  id  n   3985,33
30
PV  FV  D  61000  3985,33  57014, 67

2. Uma nota promissória para pagamento em 12/08/07 é negociada no dia 20/06/07, a


uma taxa de desconto de 2,3% ao mês. Qual o valor resgatado se o período é exato e o
valor de resgate é R$ 40.000,00.

FV = 40.000,00 id = 2,3% ao mês n = 20/06/07 a 12/08/07 = 53 dias

0, 023  53
PV  FV (1  id  n)  40000(1  )  38374, 66
30

3. O proprietário de certa fazenda resgatou antecipadamente 38 dias um título por R$


28.300,00. A taxa de desconto comercial combinada foi de 3,5% ao mês. Determine o
valor do título.

PV = 28.300,00 n = 38 dias id = 3,5% ao mês.

PV 28300
FV    29612,84
(1  id  n) (1  0, 035  38 )
30

2.2 TAXA EFETIVA NO DESCONTO SIMPLES

Conforme dito acima, a taxa de desconto simples incide sobre o valor nominal (FV) de
um título, esta trás para o presente o valor a ser liquidado. Importante salientar que esta
taxa de desconto não iguala o PV encontrado ao valor nominal (FV) no período
estipulado. Portanto, há uma taxa implícita no problema. A taxa que iguala o PV ao FV
no período estipulado nós a chamaremos de taxa efetiva (ie) do negocio. Na verdade,
esta taxa nada mais é que a taxa de juro, e no caso até agora estudado, é o simples.

Uma mercadoria tem seu preço estipulado em R$ 100,00 para pagamento a prazo e para
pagamento a vista o valor é de R$ 80,00, entende-se que o vendedor está adicionando
R$ 20,00 de juro ao preço para o caso de pagamento a prazo e ao mesmo tempo dando
um desconto de R$ 20,00 se o pagamento for a vista. Portanto, na negociação o valor do
juro é o mesmo valor do desconto. Sendo assim temos duas taxas, uma de juro (taxa
efetiva) eleva em R$ 20,00 o preço de R$ 80,00, e a taxa de desconto, que abate em R$
20,00 do valor de R$ 100,00.

Pode-se verificar através de um exemplo: certo titulo tem seu valor nominal R$
1.000,00 que pode ser pago 40 dias antes do vencimento, sendo a taxa de desconto id =
0,1% ao dia. Calcular a taxa efetiva.

FV = 1.000 n = 40 dias id = 0,1% a d

PV  FV (1  id  n)  1000(1  0,001 40)  960,00

Fazendo o caminho inverso:

PV = 960,00 n = 40 dias i = 0,1% a d (taxa de juro)

FV  PV (1  i  n)  960,00(1  0,01 40)  998, 40

O que se conclui que a taxa de desconto não pode ser utilizada para encontrar o valor
nominal do título.

No caminho inverso o valor do juro não se chega ao valor nominal do título, isto é
devido ao desconto ser sobre o valor nominal e o juro sobre o valor atual, mesmo que o
período seja o mesmo. Então, qual a taxa de juro que iguala o valor presente ao valor
nominal? Esta taxa a chamaremos de taxa efetiva do negocio (ie).

J 40
ie    0, 001042  0,1042%a.d
PV  n 960  40

Com esta taxa e o valor presente encontramos o valor nominal:

FV  PV (1  i  n)  960(1  0,001042  40)  1000,00


Considerando que o desconto dado no preço da mercadoria é o mesmo que o valor do
juro acrescido ao preço a vista, então pode-se encontrar a taxa efetiva da seguinte
maneira:

J D
ie  ou ie 
PV  n PV  n

Vejamos algumas aplicações das fórmulas:

1. O banco MSL afirma que cobra uma taxa de desconto por fora (desconto simples)
igual a 3,8% ao mês. Determine o valor do desconto, o valor atual e a taxa efetiva do
negocio para um título de valor nominal R$ 12.500,00 e tem seu vencimento antecipado
em 48 dias.

FV = 12.500,00 n = 48 dias id = 3,8% ao dia

obs: taxa ao mês e período em dias, transformando período em dias para mês basta
dividir por 30.

12500  0, 038  48
D  FV  id  n   760, 00
30

PV  FV  D  12500  760  11740,00

D 760
Taxa efetiva: ie    0, 040459  4, 046%am
PV  n 11740  48
30

2. A empresa AGS vai ao banco MSL para descontar um título de valor de resgate R$
240.000,00 que tem seu vencimento previsto daqui a 52 dias. O banco aceita comprar o
título e paga por este, R$ 228.000,00. Qual o valor da taxa de desconto e da taxa efetiva
mensal cobrada pelo banco MSL?

FV = 240.000,00 PV = 228.000,00 n = 52 dias

D  FV  PV  240000  228000  12000


D 12000
id    0, 028846  2,8846%am
FV  n 240000  52
30

Podemos encontrar a taxa em dia e depois transformar mês. Para isto, fazemos:

D 12000
id    0, 000961538  0, 0961538%ad  30  2,8846%am
FV  n 240000  52

Taxa efetiva:
D J 12000
ie     0, 030364  3, 0364%am
PV  n PV  n 228000  52
30

A taxa efetiva encontrada neste caso está relacionada aos valores do negocio, ou seja, o
banco está ganhando 3,0364% ao mês de juro.

Pode-se pedir a taxa efetiva correspondente a taxa de desconto dada no problema, ou


seja, indiferente dos dados do problema qual será a taxa de juro que corresponde a taxa
de desconto. Para isso fazemos um artificio:

FV = 100 id = 2,8864% a m PV = 97,12 n = 1 mês j = D = 2,88

Neste caso temos duas taxas efetivas diferente, a primeira relacionada aos dados do
problema e a segunda relacionada somente a taxa de desconto.

3. A fábrica AGS ao vender seus produtos emite título no qual consta que haverá
desconto a taxa de 3,2% ao mês na antecipação do pagamento. A loja MSL possui um
título de valor R$ 30.000,00 e pagou por este R$ 27.500,00. Determine o período de
antecipação.

FV = 30.000 PV = 27.500 id = 3,2% ao mês D = FV – PV = 2.500

D 2500
n   2, 6meses
FV  id 30000  0, 032

n = 2 meses e 60% do mês n = 2 meses e 0,60  30 n = 2 meses e 18 dias

2.3 DESCONTO RACIONAL (POR DENTRO)

O desconto racional (Dr) também é conhecido como desconto por dentro porque a taxa
de desconto incide sobre o valor presente da operação.

Quando o cliente vai ao banco e toma um empréstimo, geralmente é depositado na conta


o valor do empréstimo deduzido o valor do juro, sendo assim, o juro é pago
antecipadamente. Portanto, o valor da taxa de desconto é na realidade uma taxa de juro,
ou seja, a taxa efetiva do negocio.
Dr  PV  i  n

Dr  FV  PV (i)

Lembrando do juro simples:

FV
PV 
(1  i  n) (ii)

Substituindo a fórmula (ii) em (i) temos:

FV
Dr  FV 
(1  i  n)
FV  i  n
Dr 
(1  i  n)

1.Determinar o desconto racional e o valor resgatado de um título de valor R$ 2.300,00


pago 12 dias antes do seu vencimento, sendo a taxa de desconto 3,2% ao mês.

FV = 2.300,00 n = 12 dias id = i = 3,2% ao mês i = ?(taxa de juro)

Calculando o valor da taxa de juro correspondente a taxa de desconto dada:

Usando um artifício matemático temos: sendo FV = 100 com desconto de id = 3,2% am,
encontramos um PV para um mês, n= 1 mês, PV= 96,80. Portanto, para determinar a
taxa efetiva fazendo: J = 100 – 96,80 = 3,20 i = (3,20 / 96,80) 100 i =
3,3058% a m

2300  0, 033058 12


FV  i  n 30
Dr    30, 01
(1  i  n) (1  0, 033058 12
)
30

2.4 DESCONTO COM DESPESAS BANCARIAS

É muito comum empresas usarem os bancos para receberem obrigações dos clientes,
seja na antecipação ou no atraso as obrigações correspondentes às vendas através de
duplicatas ou papeis de mesma finalidade. Os bancos recebem os pagamentos e ganham
percentuais sobre o valor nominal ou outra forma qualquer, depende da combinação
entre o banco e a empresa. As taxas adicionais (t) que incidem de uma única vez sobre o
valor nominal do título, têm como finalidade cobrir despesas administrativas e
operacionais internas na instituição. Estas taxas não iguais para todos os bancos.
Pode-se encontrar o desconto bancário (Db) e o valor atual (PV) com despesas através
das fórmulas:

D  FV  id  n

E como no desconto bancário temos a taxa bancaria que incide no valor nominal temos:

Db  ( FV  id  n)  (t  FV )

Colocando em evidencia o fator FV encontramos a fórmula para determinar o Db:

Db  FV (id  n  t )

Para o valor atual temos:

PV  FV  Db (i)

Substituindo a fórmula do desconto bancário em (i):

PV  FV  FV (id  n  t )

PV  FV  FV (id  n)  FV  t

Colocando em evidencia o fator FV:

PV  FV (1  id  n  t )

1. A fábrica de macarrão AGS adquiriu uma nova máquina para ser paga daqui a dois
anos. A empresa vendedora emitiu um título de R$ 20.000,00 para pagamento em 18
meses. Foi combinado que se a AGS for antecipar a obrigação deve ir ao banco MSL e
quitar a dívida. Sabe-se que a divida foi negociado para o caso de antecipação do
pagamento, a taxa de desconto será de 3,5% ao mês e mais uma comissão de 1,2% sobre
o valor nominal do título. A AGS vai ao banco 148 dias antes do vencimento do título e
liquida a divida. De posse dos dados informados determine:

a) O valor do desconto e o valor descontado que a fábrica terá:


FV = 20.000 n = 148 dias id = 3,5% ao mês t = 1,2%(comissão)

0, 035 148
D  FV  id  n  20000  ( )  3453,33
30

PV  FV  D  20000  3453,33  16546,67

b) O valor que a empresa vendedora irá receber:


A empresa vendedora irá receber o valor do título menos o desconto dado a AGS e
menos a taxa de comissão.
t = 1,2% sobre o valor do título t = 0,012  20000 t = 240,00

PV = 20000 – ( 3453,33 + 240,00) PV = 16.306,67

Ou

0,035  148
PV  FV (1  id  n  t )  20000(1   0,012)  16306,67
30

c) o ganho do banco:
fazendo a diferença entre o recebido pelo banco e o pago à empresa teremos o ganho, ou
calculando a comissão:

Ganho = 16546,67 – 16306,67 =240,00 Ganho = 20000  0,012 =240,00

2.5 PRAZO e TAXA MÉDIA EM DESCONTO SIMPLES

Pode-se fazer operações bancarias de desconto de várias obrigações (títulos) de uma


única vez. Os títulos podem apresentar valores iguais ou não da mesma forma para os
prazos. Os bancos determinam taxas diferentes para os valores ou prazos dos títulos, ou
seja, para um determinado valor ou prazo tem-se uma taxa diferenciada. Devido a
tecnologia computacional existem programas que são utilizados pelos bancos,
facilitando os cálculos dos descontos de vários títulos. Estes programas utilizam
fórmulas matemáticas relacionadas à média.

Por se tratar de desconto simples, utiliza-se a fórmula de média simples ponderada para
encontrar a taxa média ou prazo médio nos descontos onde apresentam vários títulos a
taxas diferenciadas.
k k

 FVJ  i j
j 1
 FV
j 1
J  nj
im  K
e nm  K

 FVJ 1
J  FV
J 1
J

1. A rede de lojas AGS vai ao banco com três cheques no propósito de descontá-los. Os
três cheques têm valores iguais a R$ 2.000,00, R$ 3.500,00 e R$ 4.000,00, com
vencimentos em 28, 32 e 45 dias respectivamente. O banco pratica uma taxa de 2,3% ao
mês. Sendo assim qual o prazo médio, o desconto e o valor descontado?

FV1= 2.000 FV2 = 3.500 FV3 = 4.000 id = 2,3% ao mês.

n1 = 28 dias n2 = 32 dias n3 = 45 dias


2000  28  3500  32  4000  45 348000
nm    36, 63 dias, fazendo uma aproximação
2000  3500  4000 9500
teremos 37 dias.

0,023
D  FV  id  n  (2000  3500  4000)   36,63  266,79
30

PV  FV  D  (2000  3500  4000)  266,79  9233, 21

2. O banco MSL desconta cheques a taxas diferenciadas. Para valores entre R$


1.000,00 e inferior a R$ 3.000,00 a taxa é de 3% ao mês, entre R$ 3.000,00 e R$
8.000,00 a taxa é 2,5% ao mês, e acima de R$ 8.000,00 a taxa é 2,2% ao mês. O banco
recebe quatros cheques com os seguintes valores: R$ 2.500,00, R$ 3.800,00 , R$
5.500,00 e R$ 9.200,00, com prazos 44 dias, 38 dias, 35 dias e 40 dias respectivamente.
Determine a taxa média, o prazo médio, o desconto e o valor descontado.

FV1= 2.500 FV2 = 3.800 FV3 = 5.500 FV4 = 9.200

i1 = 3,0% ao mês i2 = 2,5% ao mês i3 = 2,5% ao mês i4 = 2,2% ao mês

n1 = 44 dias n2 = 38 dias n3 = 35 dias n4 = 40 dias

a) Prazo médio:
2500  44  3800  38  5500  35  9200  40 814900
nm    38,80dias
2500  3800  5500  9200 21000

b) Taxa média:
2500  0, 03  3800  0, 025  5500  0, 025  9200  0, 022 509,90
im    0, 02428
2500  3800  5500  9200 21000

im = 2,2428% ao mês.

0,02428
D  FV  id  n  (2500  3800  5500  9200)   38,80  659,47
30

PV  FV  D  (2500  3800  5500  9200)  659, 47  20340,53

2.6 ATIVIDADES RESOLVIDAS

1) O diretor financeiro de certa empresa está negociando com o banco MSL o


desconto de duplicatas. Ficou acertado que o banco descontará do devedor a
3,5% ao mês e cobrará da empresa uma comissão de 1,5% sobre o valor de
resgate. Sendo assim, calcule o valor pago pelo devedor e o recebido pela
empresa se as duplicatas somam R$ 120.000,00 com prazo médio de 40 dias?
FV = 120.000 n = 40 dias id = 3,5% ao mês t = 1,5%

Valor pago pelo devedor:


0,035  40
PV  FV (1  id  n )  120000(1  )  114400,00
30

Valor recebido pela empresa:

0,035  40
PV  FV (1  id  n  t )  120000(1   0,015)  112600,00
30

2) Uma duplicata é descontada em uma instituição financeira, produzindo um


débito na conta do cliente de R$ 14.460,00. Se a taxa do desconto simples
comercial da operação foi de 4,5% ao mês e a duplicata foi negociada 68 dias
antes do vencimento, determinar o valor de resgate da duplicata.
PV = 14.460,00 id = 4,5% ao mês n = 68 dias

PV 14460
FV    16102, 44
(1  id  n) (1  0,045  68 )
30

3) Um título no valor de R$ 18.000,00 foi negociado 54 dias antes de seu


vencimento por R$ 16.200,00. Determinar a taxa do desconto simples comercial
envolvida na operação e a taxa efetiva.
A taxa de desconto:

FV = 18.000 PV = 16.200 D = 18000 – 16200 = 1800

D 1800
id    0, 0555  5,55%am
FV  n 18000  54
30

A taxa efetiva:

D 1800
ie    0, 06173  6,173%am
PV  n 16200  54
30

4) O desconto simples racional de um título descontado à taxa juro de 24% ao ano,


80 dias antes de seu vencimento, é de R$ 1.720,00. Calcular o valor da taxa de
desconto comercial (ao ano) correspondente ao desconto racional dado.
Dr = 1.720 n = 80 dias ir = i = 24% ao ano, ir = taxa de desconto racional.
D 1720
PV  r   32250, 00
i  n 0, 24  80
360

FV  PV  Dr  32250  1720  33970,00

Taxa de desconto comercial:


D 1720
id    0, 2278  22, 78%aa
FV  n 33970  80
360

5) Uma Letra do Tesouro Nacional - LTN, de valor R$ 40.000,00 vencerá em 45


dias, e está sendo negociada a uma taxa de desconto de 28% ao ano. Calcule o
desconto o valor líquido e a taxa de desconto efetiva anual:
Valor líquido e o desconto:

FV = 40.000 id = 28% ao ano n = 45 dias

0, 28  45
PV  FV (1  id  n)  40000(1  )  38600, 00
360

D  FV  PV  40000  38600  1400,00

Taxa efetiva:

D 1400
ie    0, 2902  29, 02%aa
PV  n 38600  45
360

6) Determine o valor nominal de um título de crédito descontado 120 dias antes de


seu vencimento, a uma taxa de desconto de 2,6% ao mês que sofreu um
desconto simples por fora no valor de R$ 225,00, vale:
D = 225,00 id = 2,6% ao mês n = 120 dias = 4 meses

D 225
FV    2163, 46
id  n 0,026  4

2.7 ATIVIDADES PROPOSTAS

1) A loja de confecções AGS assume hoje uma dívida com valor de face de R$
70.000,00 a ser paga em 120 dias. Passados 45 dias negocia pagar a dívida a
uma taxa de desconto de 3,5% ao mês. Qual o valor recebido pela loja? Qual a
taxa efetiva? R. PV = R$ 63.875,00 ie = 3,84% a m

2) Na questão anterior a divida foi feita a uma taxa de juro linear de 5% ao mês. A
loja fez um bom negocio pagando antes a sua dívida? R. O valor inicial da
dívida é de R$ 58.333,33, acrescido de 5% a m em 45 dias torna-se R$
62.708,33. Se a loja tivesse previsão de pagamento em 45 dias teria
desembolsado menos que liquidando a dívida com desconto. Portanto, não fez
um bom negócio.
3) Um título de valor R$ 45.000,00 foi descontado 38 dias antes do vencimento, a
uma taxa de 20% ao ano. Determine o valor do desconto, o valor líquido e a taxa
efetiva, nas seguintes situações:
a) Desconto comercial R. R$ 950,00
b) Desconto racional R. R$ 930,36
c) Taxa efetiva R. 20,43% a a

4) Foi creditado na conta de uma empresa R$ 3.500,00 correspondente a um


desconto de duplicata, ou seja, o devedor pagou antecipadamente sua dívida e
assim entrou na conta do credor o valor acima citado. Sabe-se que o valor da
taxa de desconto é 3,8% ao mês e o período de antecipação foi de 45 dias.
Portanto, calcule o valor do desconto, o valor da dívida e a taxa efetiva.R.D =
R$ 211,56 FV = R$ 3711,56 ie = 4,03 am

5) Se a empresa MSL pagar hoje a duplicata de valor R$ 30.000,00 ganhará um


desconto de R$ 2.580,00. Se a taxa de desconto praticada é de 22% ao ano, qual
o período em meses e dias de antecipação desta duplicata? Qual a taxa efetiva do
negocio? R. n = 4 meses e 21 dias ie = 2% a m

6) Calcule a taxa mensal de desconto usada para descontar antecipadamente em 80


dias um título de R$ 38.000,00 que gerou um desconto de R$ 2.500,00. R. i d =
2,47% a m

7) O banco MSL anuncia uma taxa de desconto de 4,3% ao mês e mais uma taxa de
comissão de 1,2% sobre o valor nominal do título. O diretor financeiro da loja
AGS vai a esse banco e aceita as condições. No caso de um cliente da AGS for
ao banco com um título de valor R$ 50.000,00, vinte e cinco dias antes do
vencimento, qual valor do desconto e o valor descontado que o cliente terá? E
qual valor creditado na conta do credor do título? O lucro do banco? R. Ddevedor =
1791,67 PVdevedor = 48208,33 PVcredor = R$ 47.608,83 Lucro = 600,00

8) De acordo com a tabela apresentada, determine o valor do desconto e o valor


descontado usando o prazo médio e a taxa média.
TÍTULO TAXA PERÍODO DE ANTECIPAÇÃO

R$ 40.000,00 3,3% a m 40 dias

R$ 32.000,00 3,5% a m 38 dias

R$ 28.000,00 4,2% a m 55 dias

R$ 12.000,00 4,5% a m 22 dias

n = 41,25 dias id = 3,71% a m D = R$ 5.713,40 PV = R$ 106.286,60


9) Determinar o valor de face de um título cuja taxa de desconto de 20% ao ano
proporcionou R$ 4.580,00 de desconto 38 dias antes do vencimento. R. FV = R$
216.947,37

10) Calcule o valor atual de um título de R$ 23.000,00 que sofreu um desconto


racional a taxa de juro de 3,0% ao mês, 40 dias antes do vencimento. Calcule o
valor do desconto comercial. Se o desconto fosse comercial na mesma taxa, qual
a diferença entre os valores líquidos? Diferença = R$ 35,18 D = R$
884,62 PV = R$ 22.115,38 D = R$ 920,00 PV = R$
22.080,00 Diferença = 35,38

11) Uma duplicata foi descontada num banco que pratica uma taxa de 4,0% ao mês
e mais uma comissão de 1,5% sobre o valor nominal do título. Sabendo que foi
antecipado em 40 dias, qual o valor do título se o valor atual foi de R$
30.000,00. Encontre o valor da taxa efetiva do negocio para a empresa credora.
R. FV = R$ 32.200,36 i efetiva = 5,501% a m

12) A que taxa anual uma duplicata paga antecipadamente 48 dias gera um desconto
de R$ 2.800,00 sobre o valor de face R$ 50.000,00. Calcule o valor da taxa
efetiva desta transação. R. i d = 3,5% a m i e = 3,71% a m

13) A empresa AGS aumenta os preços das mercadorias a uma taxa efetiva de 3,5%
ao mês. Ao vender a vista oferece um desconto comercial. Determinar a taxa de
desconto comercial para prazos de 30 dias de antecipação de forma a voltar o
preço sem o reajuste. R. id = 3,38% a m

14) O valor atual de R$ 2.300,00 é devido a um desconto simples de 3,8% ao mês, e


28 dias antes do vencimento da obrigação. Determine o valor: do título, do
desconto e da taxa efetiva do negocio. R. FV = R$ 2.384,57 D = 84,57
i e = 3,94% a m

15) Qual a taxa efetiva correspondente a uma taxa de desconto comercial de 4,0%
ao mês num período de 45 dias? R. i e = 4,26% a m

16) Se uma mercadoria for reajustada em 3,0% ao mês, qual a taxa de desconto para
que o preço da mercadoria volte ao preço inicial (sem o reajuste)? R. id = 2,91%
am

17) Qual o valor do desconto e da taxa efetiva se a duplicata de R$ 30.000,00 foi


paga 68 dias antes do vencimento e o banco cobra uma taxa desconto de 4,0%
ao mês. R. D = R$ 2.720,00 i e = 4,4% a m
18) A empresa AGS pode aplicar o valor de R$ 45.000,00 em uma instituição que
paga 3,2% ao mês. É interessante para esta empresa saldar sua obrigação de R$
52.000,00 que irá vencer daqui a 150 dias a uma taxa de desconto de 2,5% ao
mês ou aplicar e pagar no vencimento? R. Verificamos que o melhor negócio é
aplicar o valor hoje e ao final de 150 dias liquidar a obrigação.

19) O banco MSL oferece uma taxa de desconto por fora (comercial) de 3,5% ao
mês, e a taxa de desconto racional do banco AGS é 3,8,% ao mês. Qual dos
bancos oferece melhor negocio para quem quer descontar títulos com prazo de
30 dias de antecipação? R. No banco AGS o desconto é maior.

20) Determine a taxa mensal, anual de desconto que a empresa AGS ao descontar
uma duplicata de valor R$ 50.000,00 obteve R$ 2.800,00 de desconto em 50
dias de antecipação do vencimento. R. id = 3,36% a m = 40,32% a a
CAPÍTULO 3

3 CAPITALIZAÇÃO COMPOSTA

3.1. MONTANTE

No mercado financeiro quando se trata de empréstimos, financiamentos e transações


financeiras, é utilizada a capitalização composta (juro composto), onde a taxa de juro
incide sobre o principal (PV) acrescido do juro acumulado do período anterior. Neste
caso o juro é capitalizados, ou seja, o juro é calculados sobre o juro acumulado no
período anterior.

A tabela abaixo compara o juro e o montante nas duas modalidades - simples e o


composto, para uma aplicação de R$ 1.000,00 por 12 períodos a uma taxa de 2% ao
período.

Comparativo entre juro e montante da capitalização composta e simples.

Analisando a tabela, vemos que o juro simples e o composto são iguais no primeiro
período, a partir deste o juro composto cresce exponencialmente.

Na capitalização composta, há de se ter cuidado no uso de taxas, pois através da tabela


acima vimos que, para o mesmo período e mesma taxa os montantes finais para juro
simples e o composto não são os mesmos.

Utilizando o gráfico gerado da tabela acima, pode-se verificar o crescimento


exponencial do juro composto e o linear do juro simples.

Comparativo do crescimento exponencial e linear da capitalização composta e simples.


CAPITALIZAÇÃO SIMPLES E COMPOSTA

R$ 1.300,00
MONTANTE R$ 1.250,00
R$ 1.200,00
R$ 1.150,00
R$ 1.100,00
R$ 1.050,00
R$ 1.000,00
0 2 4 6 8 10
PERÍODO

FV + J S FV + J C

Antes de encontrarmos a fórmula que calcula o valor do montante, vamos analisar a


seguinte situação: certa aplicação de valor R$ 1.000,00 aplicado por 4 períodos (n = 4) a
uma taxa de 2% ao período (i = 2%) e sem retiradas, ou seja, a retirada será feita ao
final da aplicação.

Demonstrativo da evolução de uma capitalização composta.

Fluxo de caixa da evolução da capitalização composta.

No fluxo de caixa referimos ao primeiro período o intervalo de 0 a 1, onde 0 é o início


do primeiro período e 1 o final, o segundo período inicia em 1 e finda em 2 e assim por
diante. Porém, para este item não daremos muita ênfase neste capítulo, e sim no
próximo (rendas).

Usando a tabela ou o diagrama de fluxo de caixa, verifica-se o valor gerado da aplicação


(capital aplicado mais o juro), ou seja, em qualquer momento temos o valor a resgatar se
for aplicação ou a pagar se for empréstimo.
Referenciando no fluxo de caixa e na tabela, vemos que o valor investido PV = 1.000,00
no período 0 (zero), torna-se FV = 1.020,00 ao final do período. A aplicação continua
iniciando no período 1 (um) com o PV = 1.020,00 e finda com FV = 1.040,40, e assim
sucessivamente até chegarmos o valor final de FV = 1.083,43.

Usando o fator de reajuste (1 + i) encontramos o seguinte:

Para o primeiro período temos:

FV1  1000  (1,02)  1020,00


FV1  PV (1  i)1
Para o segundo período, temos:

FV2  1020  (1,02)  1000  (1,02)  (1,02)  1000  (1,02)2  1040, 40

FV2  PV (1  i)2

Para o terceiro período, temos:

FV3  1000  (1,02)  (1,02)  (1,02)  1000  (1,02)3  1061, 21

FV3  PV (1  i)3

Para o quarto período, temos:

FV3  1000  (1,02)  (1,02)  (1,02)  (1,02)  1000  (1,02)4  1082, 43

FV4  PV (1  i)4

Acompanhando o raciocínio acima, para encontrar o valor futuro em “n” períodos, o


montante na capitalização composta faz-se:

FV = PV (1+i) (1+i) (1+i).... (1+i)

+ i )n
FV = PV (n 1(períodos)

O fator (1+ i)n é chamado de fator de capitalização composta ou fator de acumulação de


capital para “n” períodos.

Usa-se as expressões - crescimento exponencial ou juro exponencial, quando estamos


referindo a uma capitalização composta. Da mesma forma quando certo valor for
aplicado a uma taxa exponencial, também queremos dizer que se trata de uma
capitalização composta.
1.Uma aplicação inicial de R$ 4.000,00 renderá que montante ao final de 8 meses, se a
taxa exponencial é de 1,2% ao mês?

Fazendo o fluxo de caixa da questão proposta temos:

Obs: lembrando que o valor da aplicação PV e o valor do montante FV, no fluxo de


caixa têm sentidos opostos e para efeito de cálculo nas calculadoras financeiras são de
sinais opostos.

Para este caso, se alguém aplica algum valor, este valor saiu do caixa e retornará como
recebimento (entrada de caixa). O fluxo desenhado poderia ser de forma inversa. Na
verdade, o desenho do fluxo depende de que lado do balcão estamos.

PV = 4.000 n = 8 meses i = 1,2% ao mês.

FV  PV (1  i)n  4000  (1  0,012)8  4000  (1,012)8  4400,52

2.Certa empresa necessitando pagar os salários de seus funcionários vai ao banco e faz o
empréstimo de valor R$ 23.000,00. Promete pagar em 20 dias. O banco cobra uma taxa
exponencial de 2,3% ao mês. Calcule o valor a ser pago pela empresa.

PV = 23.000 n = 20 dias i = 2,3% ao mês

Obs: período e taxa não estão na mesma unidade, então vamos transformar o período de
dias em mês.

FV  PV (1  i)n  23000  (1,023)  23351,33


20
30

3.2. CAPITAL INICIAL

Pode-se determinar o valor atual, valor presente ou capital inicial aplicado usando as
propriedades da álgebra na fórmula do montante.
FV  PV (1  i)n

Dividindo os dois membros da equação por (1 + i)n, temos:

FV
PV =
(1  i ) n

Para encontrar o valor presente a partir do montante, basta descapitalizar o valor do


1
montante, ou seja, usar o fator de descapitalização para “n” períodos: .
(1  i ) n

1.A empresa AGS deverá obter um equipamento daqui a 4 meses, e este terá o valor de
R$ 4.500,00. Quanto deverá ser aplicado hoje a uma taxa de 2,5% ao mês, de modo a
obter o valor necessário?

FV = 4.500 n = 4 meses i = 2,5% ao mês

FV 4500
PV    4076, 78
(1  i) n
(1, 025)4

3.3. PERÍODOS

A partir da fórmula do montante e usando propriedades da álgebra deduz-se a fórmula


para o período.

FV  PV (1  i)n

Dividindo os dois membros por PV, temos:

FV
 (1  i) n
PV

Aplicando logaritmo natural – logaritmo Neperiano (ln) nos dois lados da equação
temos:

FV
ln( )  ln(1  i) n
PV

Usando a propriedade da potência do logaritmo, encontramos:

FV
n  ln(1  i)  ln( )
PV
Dividindo os dois membros por ln(1+ i)n, temos:

FV
ln( )
n PV
ln(1  i )

Para o caso do uso do logaritmo de base dez, temos:

FV
log( )
n PV
log(1  i )

1.Por quantos meses uma empresa terá que dispor R$ 5.000,00 em uma aplicação a
taxa de 1,2% ao mês, de modo a obter R$ 5.370,97.

PV = 5.000 FV = 5.370,97 i = 1,2% ao mês

FV 5370,97
ln( ) ln( )
n PV  5000  6meses
ln(1  i) ln(1, 012)

3.4. TAXA

No mercado financeiro sempre temos mais de um agente financeiro como opção, seja
para aplicar ou tomar emprestado certo valor monetário, e geralmente usa-se a TAXA
como ponto de referencia na tomada de decisão. Lembrando que a taxa exprime em
forma percentual uma parte do total, ou seja, o quanto de valor se ganha ou se paga a
cada R$ 100,00.

A partir da fórmula do montante utiliza-se propriedades da potência para encontrarmos


a fórmula da taxa.

FV  PV (1  i)n

Dividindo os dois membros por PV, temos:

FV
 (1  i) n
PV

Elevando cada membro da equação por 1 , temos:


n

FV 1n
)  ((1  i) n ) n
1
(
PV
Aplicando a propriedade da potência de potência, temos:

FV 1n
( )  (1  i)
PV

Isolando a taxa, temos:

FV 1n
i( ) 1
PV

Geralmente dá-se o resultado da taxa em termos percentuais, portanto:

FV 1n
i  (( )  1)  100
PV

1.A empresa AGS tem as seguintes opções: aplicar no banco MSL que está oferecendo
aos seus clientes o seguinte: aplique hoje R$ 10.000,00 e receba de volta R$ 11.538,94
daqui a 12 meses, ou investir no banco MIRC a quantia de R$ 12.000,00 e obter R$
14.353,76 daqui a 18 meses. Sabendo que a AGS tem os recursos para a aplicação e
com os dados fornecidos, qual banco oferece melhor negócio?

Os períodos e os investimentos possuem valores diferentes, então podemos usar a taxa


como referência na tomada da decisão.

Banco MSL: PV = 10.000 n = 12 meses FV = 11.538,94

FV 1n 11538,94 112
i  (( )  1) 100  (( )  1) 100  1, 2%am
PV 10000

Banco MIRC:

PV = 12.000 n = 18 meses FV = 14.353,76

FV 1n 14353, 76 118
i  (( )  1) 100  (( )  1) 100  1, 0%am
PV 12000

De acordo com os cálculos, o banco MSL oferece um ganho percentual maior, portanto,
é a melhor opção.

3.5.
3.6. EQUIVALÊNCIA DE TAXAS

Duas ou mais taxas que possuem períodos de capitalização diferente, sendo ao mês, ao
bimestre, ao semestre, etc, mas, se para um mesmo período, seja de aplicação ou
empréstimo, produzir o mesmo montante, então estas taxas são equivalentes.
Taxas proporcionais: quando duas ou mais taxas têm em suas razões valores e os
períodos na mesma unidade de tempo resultados iguais.

2% ao mês é equivalente a 24% ao ano.

2% 24%
=
1mês 12meses

1.Calcule o montante, em regime de juro compostos, relativo a um capital de R$ 1.


000,00 empregado a:

I. Durante 1 ano, à taxa de 24% a a


PV = 1.000,00 (taxa anual) ia= 24%a a = 0,24 n = 1 ano FV = ?

FV = 1.000 (1,24)1 FV = 1.240,00

II. Durante 12 meses, à taxa de 2% a m


PV = 1.000,00 (taxa mensal) im = 2% a m = 0,02 n = 12 meses FV = ?

FV = 1.000 (1,02)12 FV = 1.268,24

Comparando os valores de I e II, temos:

1000 (1+ 0,02)12 ≠ 1000 (1 + 0,24)1

1.268,24 ≠ 1.240,00

Observando os dois casos, vimos que o primeiro montante é diferente do segundo, logo
chegamos à conclusão que: EM JURO COMPOSTOS, AS TAXAS PROPORCIONAIS
NÃO SÃO EQUIVALENTES.

Sendo assim, há uma fórmula que transforma uma taxa dada (it) em outra pedida (iq), e
para isto pode-se chegar através do seguinte exemplo: para uma dada uma taxa anual
(ia) (taxa que eu tenho, taxa dada) determinar a taxa equivalente mensal (im) (taxa que
eu quero, taxa desejada) para um mesmo valor presente (aplicação ou empréstimo) em
um período dado.

Partimos da igualdade dos montantes ao final de um ano: para a taxa mensal o período
de 12 meses e a taxa anual o período de um ano:

PV (1  im )12  PV (1  ia )1

Dividindo os dois membros por PV, temos:

(1  im )12  (1  ia )1
Elevando os dois membros a potência 1 , aplicando a potência de potência e isolando
12
a taxa mensal, temos:

im  ((1  ia )1/12  1)

O expoente 1 contém os períodos das taxas: 1 é o período correspondente a um mês


12
(taxa pedida em mês), ou seja, taxa que eu desejo (mensal), e 12 é o período
correspondente em meses a um ano da taxa que tenho ou dada (anual).

Sendo assim podemos dizer que:

iq  ((1  it ) t  1)
q

para o caso de resposta em percentual fazemos:

iq  ((1  it ) t  1)  100
q

iq taxa desejada ou taxa pedida ou taxa que quero

it taxa dada ou taxa que tenho

q número de períodos da taxa desejada (colocar em meses)

t número de períodos da taxa dada (colocar em meses)

1.Para as empresas que desejam tomar empréstimos, o banco MSL e o AGS oferecem
empréstimo de forma muito semelhante, diferenciando apenas na taxa. O banco MSL
oferece a taxa de 1,2% ao mês, e o banco AGS a 15% ao ano. Qual dos bancos está
oferecendo a taxa mais atrativa?

Para tomar a decisão correta devemos ter as duas taxas na mesma unidade, em meses ou
em ano. Por conveniência passaremos a taxa que está ao mês (período dado – período
que tenho) para ano (período desejado – período que quero).

i t = 1,2% ao mês (t = 1 mês) iq = ....% ao ano(q = 12 meses)

Período da taxa dada – mês (1 mês) período da taxa desejada – ano (12 meses)

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,012) 1  1) 100  15,39%aa


q 12

Banco MSL – taxa mensal de 1,2% ao mês corresponde a 15,39% ao ano.

Banco AGS – taxa de 15% ao ano.

Sendo o caso de empréstimo, deve-se optar pelo banco AGS, pois tem a taxa menor,
logo, mais atrativa.
Pode-se transformar a taxa mensal de 1,2% ao mês dada no exemplo acima, de uma
forma prática, através do cálculo do valor futuro - montante.

Para este caso, vamos imaginar uma aplicação de PV = R$ 100, 00, em um período de n
= 12 meses (ano) a uma taxa mensal i = 1,2%, logo:

FV  PV (1  i)n  100(1,012)12  115,39

Lembrando que o montante FV = PV + J, logo, do valor encontrado de R$ 115,39


entende-se que da aplicação de R$ 100,00 rendeu R$ 15,39 de juro o que corresponde a
15,39% do valor da aplicação, e como esta foi feita em um ano, podemos dizer que o
rendimento de 1,2% ao mês para cada R$ 100,00, capitalizados mensalmente vai gerar
ao final de 12 meses (um ano) o equivale a 15,39% ao ano.

2.O banco MIRC oferece aplicação à taxa de 12% ao ano, determinar a taxa mensal
equivalente.

it = 12% ao ano iq= .........% ao mês.

Período da taxa dada – 12 meses mês (1 ano) período da taxa desejada – 1


mês

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,12) 12  1) 100  0,95%am


q 1

Neste caso podemos utilizar os argumentos financeiros para encontrar a taxa mensal
equivalente a 12% ao ano. Para uma aplicação de PV = R$ 100,00 e sendo a taxa de i t =
12% ao ano, em um ano teremos um montante de R$ 112,00. Sendo assim:

FV 1n 112 112
i  (( )  1) 100  (( )  1) 100  0,95%am
PV 100

3.7. TAXAS

Na formação de preços das mercadorias, aplicações e empréstimos, às vezes sofrem


acúmulos de taxas, bem como perda de valor. Neste tópico trabalharemos a taxa de juro
efetiva, nominal, aparente, real e inflacionária.

3.6.1. Taxa efetiva

Quando dizemos que um capital ficou aplicado por um trimestre a uma taxa de 6% ao
trimestre, estamos dizendo que efetivamente o ganho foi de R$ 6,00 a cada R$ 100,00
no trimestre. A taxa dada incidiu uma única vez no valor aplicado pelo período referido
pela taxa.
No item 3.5 vimos a transformação de taxas, ou seja, transformamos taxas efetivas em
taxas efetivas, usando a fórmula:

iq  1  i 
t
q/t

– 1 100

1.Qual a taxa efetiva anual que corresponde a taxa efetiva de 2% ao mês?

Lembrado que, desejamos ou queremos uma taxa ao ano e temos ou foi dada uma taxa
ao mês.

it = 2% ao mês (t = 1 mês) iq = ....% ao ano (q = 12 meses)

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,02) 1  1) 100  26,82%aa


q 12

2.Transformando a taxa efetiva de 8% ao semestre em taxa efetiva ao mês, obteremos:

it = 8% ao semestre (t = 6 mês) iq = ....% ao mês (q = 1 mês)

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,08) 6  1) 100  1, 29%am


q 1

Pode-se também usar a função  1  , e assim temos:


 X

3. Transformando a taxa de 4% ao trimestre em taxa ao bimestre, fazemos:

it = 4% ao trimestre (t = 3 mês) iq = ....% ao bimestre (q = 2 meses)

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,04) 3  1) 100  2,65%ab


q 2

3.6.2. Taxa nominal

Esta taxa é geralmente usada em contratos e gera confusão para os leigos em finanças.

A taxa Nominal é quando o período de formação e incorporação dos juro ao capital não
coincide com aquele em que a taxa está referindo. Pode-se entender que na taxa nominal
o período de capitalização é diferente ao da unidade do período da taxa dada.

Vejamos alguns exemplos:

in = 20% ao ano capitalizado mensalmente

in = 20% ao semestre capitalizado bimestralmente


No primeiro exemplo, in = 24% ao ano capitalizado mensalmente, diz que a taxa de
24% ao ano será capitalizada mensalmente, logo, serão 12 capitalizações (k = 12). Mas
quanto da taxa a ser capitalizado? Se vamos capitalizar mensalmente uma taxa anual,
então deveremos dividi-la em 12 partes (mensal), logo, encontramos 2% a m, que será
capitalizada e o restante é executar a transformação para uma taxa efetiva.

Para transformar uma taxa nominal para efetiva fazemos:

i q
iq  ((1  t ) t  1) 100
k

Onde k é o número de capitalizações da taxa.

1.Transformar a taxa 20% ao ano capitalizado mensalmente para uma taxa efetiva anual.
Queremos saber qual é a taxa efetivamente cobrada em um período anual.

iq = .... % ao ano it = 20% ao capitalizada mensalmente k = 12

q = ...% ao ano (q = 12 meses) t = 1 mês (capitalização mensal)

i q 0, 20 121
iq  ((1  t ) t  1) 100  ((1  )  1) 100  21,94%aa
k 12

2.A empresa MSL procura o banco AGS e faz um contrato de financiamento no valor de
R$ 120.000,00 e a taxa é de 24% ao ano capitalizada trimestralmente. A empresa honra
a divida com dois meses. Sendo assim calcule a taxa efetiva bimestral e o montante do
financiamento.

iq = .... % ao bimestre (q = 2 meses) it = 24% ao ano capitalizada trimestralmente


k=4 t = trimestre (capitalização trimestral - 3 meses)

i q 0, 24 2 3
iq  ((1  t ) t  1) 100  ((1  )  1) 100  3,961%ab
k 4

Calculando o montante da dívida ao final de dois meses:

FV  PV (1  i)n  120000  (1,03961)2  129694,67

3.6.3. Taxa aparente – taxa real – taxa inflacionária


No estudo de taxas, deve-se tomar cuidado quando se trata de reajustes. É comum o
tomador do empréstimo, ou comprador, não pagar em dia as obrigações, e para isto, é
feita correção do valor a ser pago.

1.Imagine um produto com preço a vista R$ 100,00 e para pagamento com 30 dias há
um reajuste de 5%. O cliente não paga com 30 dias e sim com mais 30 dias, portanto, há
mais um reajuste de 5%. Não deve-se somar as taxas de reajuste, pois sobre o valor
reajustado para o primeiro pagamento é feito o segundo reajuste. Sendo assim, o correto
é:

Primeiro reajuste: 100  (1,05)  105,00

Segundo reajuste: 105,00  (1,05)  110, 25

Ou

100,00  (1,05)  (1,05)  100,00  (1,1025)  110, 25

Portanto, a taxa de reajuste para os dois períodos é 10,25%.

Pode-se inferir que quando houver reajustes sobre reajustes deve-se capitalizar os
reajustes e posteriormente fazer o produto com o valor inicial.

A taxa final de “n” reajustes pode ser entendida como:

ireajuste  1  i 1  i  ....1  i 


1 2 n – 1 100

Em uma operação financeira ou qualquer negociação seja de venda a prazo ou a vista, a


taxa combinada deve dar ao vendedor e ou ao investidor ganho percentual, bem como
proteção do seu dinheiro contra perda de poder de compra. Portanto, na formação da
taxa total deverá conter o ganho real (ir) e a proteção contra uma possível inflação ou
custos de estoque, impostos e etc... (ii) no período. Tal taxa a chamaremos de aparente
(ia) e utilizando a fórmula de reajuste, temos:

ia  ((1  ir )  (1  ii )  1) 100

Conseqüentemente da fórmula acima pode-se deduzir a taxa real (ir) e a taxa


inflacionária (ii):

(1  ia )
ir  (  1) 100
(1  ii )

(1  ia )
ii  (  1) 100
(1  ir )
1. Certa loja tem um equipamento que deverá ser vendido com um aumento de 35%
sobre o preço de custo para cobrir todas as despesas e impostos e obter um ganho real
de 30%. Sendo assim, determine a taxa que deverá ser incorporada no preço de custo do
equipamento.

ir = 30% ii = 35%

ia  ((1  ir )  (1  ii ) 1) 100  ((1,30)  (1,35)  1) 100  75,50%

2.Uma mercadoria teve reajuste de 58% sobre o preço de custo. Sabe-se que nesta taxa
há uma parte referente a ganho real de 30%. Sendo assim, determine o valor da taxa que
cobre outros custos.

ia = 58% ir = 30%

(1  ia ) (1,58)
ii  (  1) 100  (  1) 100  21,54%
(1  ir ) (1,30)

3.O capital de R$ 10.000,00 ficou aplicado por 6 meses a uma taxa de 3,4% ao mês.
Neste mesmo período houve uma taxa de inflação que em média de foi 1,2% ao mês.
Portanto, qual foi o ganho real deste investimento?

A cada mês o valor é reajustado em 3,4% mas a inflação “come” 1,2%, logo, há uma
perda, e por isto, devemos calcular a taxa de ganho real, ou seja, a taxa que irá dar o
valor real ao final da aplicação.

ia = 3,4% ao mês ii = 1,2%ao mês

(1  ia ) (1, 034)
ir  (  1) 100  (  1) 100  2,174%
(1  ii ) (1, 012)

Para encontrarmos o ganho real, primeiro calculamos o montante e depois deduzimos


do valor aplicado:

FV  PV (1  i)n  10000  (1,02174)6  11377,32

Ganho real = 11377,32 – 10000,00 = 1377,32

Pode-se usar outra metodologia: calculamos primeiro o valor do montante aplicado e


deste tiramos o acumulado da taxa de inflação.

FV  PV (1  i)n  10000  (1,034)6  12221, 46

Acumulado da taxa de inflação: ii  ((1,012)6  1) 100  7, 4195%


Ganho real:

I - retiramos do montante a inflação acumulada no período, temos:

12221, 46
FV   11377,32
1, 074195

II – encontramos o ganho real fazendo:

11377,32 – 10000,00 = 1377,32

Dentro do estudo de taxas, temos a taxa de desvalorização da moeda. Imagine que seu
salário tem um poder de compra, caso haja uma inflação elevando os preços e se seu
salário não for reajustado de acordo com a taxa inflacionária, levará seu salário a perder
valor de compra.

Imaginemos que seu salário todo compra uma mercadoria de valor R$ 2.000,00, e para
o próximo período a mercadoria é reajustada em 1,2% chegando a R$ 2.024,00 e seu
salário continua o mesmo, logo, você não poderá comprar a mercadoria, ou seja, seu
salário perdeu valor de compra.

4.Certa loja compra do fornecedor uma mercadoria por R$ 80,00 e vende por R$ 100,00
com prazo de 30 dias, pensando assim estar ganhando uma margem de R$ 20,00. Neste
período (30 dias) houve uma inflação de 5%. A fornecedora reajusta a mercadoria em
5% para acompanhar a inflação, logo, passa a custar R$ 84,00. Passados os 30 dias a
loja recebe o valor e como tem que repor a mercadoria, vai ao fornecedor e compra o
bem. Pergunta-se: Quanto que os R$ 80,00 da loja perdeu valor de compra?

Pode-se começar a responder esta questão relacionando os R$ 80,00 com os R$ 84,00,


ou seja, qual relação percentual entre os dois valores?

Lembrando que relação percentual é taxa, logo:

80, 00
i  0,9524  95, 24%
84, 00

Entende-se que os R$ 80,00 só compraria 95,24% da mercadoria, ou seja, houve uma


perda de 4,76%. Sendo assim, a loja não poderá usufruir os R$ 20,00 caso venha repor a
mercadoria.

Pode-se também pensar na relação entre a taxa de inflação e o valor reajustado com a
taxa de inflação. Com isto, pode-se calcular a taxa de perda do valor de compra do
problema fazendo:
0, 05
i  0, 0476  4, 76%
1, 05

Usando este raciocínio iremos calcular a taxa de desvalorização da moeda (idm) perante
inflação do período da seguinte forma:

i
idm  ( i ) 100
1  ii

5.Para uma inflação de 2% em certo período, e os demais valores se mantém constantes,


temos a perda, ou seja, a queda na capacidade de compra é:

0, 02
idm  ( ) 100  1,96%
1, 02

Concluí-se que a uma inflação de 2% há uma perda do poder de compra equivalente a


1,96%, ou seja, com esta inflação adquiri-se 1,96% a menos dos bens que desejaria
comprar. Também podemos entender que o dinheiro está valendo 1,96% a menos,
devido a inflação do período.

3.7. ATIVIDADES RESOLVIDAS

1) A que taxa deve-se aplicar R$ 12.000,00 durante 6 meses para obter um


montante de R$ 13.500,00.
PV = 12.000 FV = 13.500 n = 6 meses

FV 1n 13500 16
i  (( )  1) 100  (( )  1) 100  1,98%am
PV 12000

2) Um investidor tem três opções para aplicar seu dinheiro:


I. 20% ao ano
II. 18% ao capitalizado mensalmente
III. 4,66% ao trimestre
Qual a melhor opção para o investidor?

Neste caso teremos que colocar todas a três taxas na mesma unidade. Por conveniência
colocaremos todas na unidade ao ano, logo, queremos passaremos para uma taxa anual
(q = 12 meses).

Usando a fórmula de transformação de taxa efetiva para taxa efetiva:

Taxa dada: i = 4,66% ao trimestre (t = 3 meses)


Taxa desejada i = ...% ao ano (q = 12 meses)

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,0466) 3  1) 100  19,98%aa


q 12

Usando a fórmula de transformação de taxa nominal para taxa efetiva:

i = 18% ao ano cap. mensalmente (t = capitalização mensal - 1 mês) k = 12


capitalizações

i q 0,18 121
iq  ((1  t ) t  1) 100  ((1  )  1) 100  19,56%aa
k 12

A 1ª opção é a mais atrativa para o investidor.

3) A empresa AGS faz um empréstimo de R$ 12.000,00 no banco MSL com o


intuito de pagar ao final de 5 meses. A taxa de 2,0% ao mês combinada é
exponencial. Na data do pagamento não podendo honrar com o compromisso, a
AGS pede uma renegociação por mais 3 meses. O banco aceita, mas renegocia a
divida com a taxa exponencial de 30% ao ano. Sendo assim, determine o
montante final.
1ª parte: PV = 12.000 n = 5 meses i = 2,0% ao mês

FV  PV (1  i)n  12000  (1,02)5  13248,97

2ª PARTE

PV = 13.248,97 n = 3 meses it = 30% ao ano transformar para iq


= .....% ao mês

(t = 12 meses) (q = 1 mês)

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,30) 12  1) 100  2, 21045%am


q 1

Calculando o montante final:

FV  PV (1  i)n  13248,97  (1,0221)3  14147,12

4) O banco MSL emite títulos pagando 8% ao semestre. A MIRC construtora está


disposta a aplicar uma parte dos seus recursos nestes títulos. Quanto ela deve
aplicar agora em títulos do banco MSL se necessitará daqui a 28 meses de R$
200.000,00.
FV = 200.000 n = 28 meses i = 8% ao semestre

O período e a taxa não estão na mesma unidade, portanto, deveremos transformar a taxa
em meses ou o período em semestre, sendo que esta última opção resulta em menos
trabalho.
FV 200000
PV    139653, 70
(1  i) n 28
(1, 08) 6

5) O banco MSL tendo que captar dinheiro, publica o seguinte:


 Aplique R$ 1.200,00 e receba R$ 1.320,15 ao final de 8 meses
Certo investidor faz a aplicação e no dia que recebe o montante, verifica que foi
descontado R$ 50,00 a título de impostos. Sendo assim, calcule a taxa de juro composto
paga pelo banco e a taxa efetiva ganha na aplicação.

1ª parte (taxa da aplicação)

PV = 1.200 FV = 1.320,15 n = 8 meses

FV 1n 1320,15 18
i  (( )  1) 100  (( )  1) 100  1,1999%am
PV 1200

2ª parte (taxa efetiva)

Foi aplicado PV = 1.200,00 e recebido de fato FV = 1.320,15 – 50,00 = 1.270,15, logo a


taxa efetiva foi de:

FV 1n 1270,15 18
i  (( )  1) 100  (( )  1) 100  0,7126%am
PV 1200

6) A empresa AGS terá que quitar uma dívida de R$ 20.000,00 daqui a 6 meses e
uma outra dois meses após no valor de R$ 15.000,00. A AGS trabalha com o
banco MSL que propõe aplicações a taxa de 22% ao ano capitalizada
mensalmente. Calcule quanto que a empresa AGS deverá aplicar hoje para obter
os valores desejados nos períodos determinados.
FV1 = 20.000 FV2 = 15.000

n = 6 meses n = 8 meses

i = 22% ao ano capitalizada mensalmente (t = 1 mês) k = 12

iq = ...% ao mês (q = 1 mês) (queremos taxa ao mês devido ao período estar ao mês)

1ª parte: transformar a taxa nominal para taxa efetiva

i q 0, 22 11
iq  ((1  t ) t  1) 100  ((1  )  1) 100  1,833%am
k 12

2ª parte: calcular o valor presente


FV1 = 20.000 n = 6 meses i = 1,833% am

FV2 = 15.000 n = 8 meses i = 1,833% am

FV 200000 15000
PV     17934,89  12971, 28  30906,17
(1  i) n
(1, 01833) (1, 01833)8
6

7) Em quantos meses uma aplicação de R$ 40.000,00 à taxa de 19,56% ao ano,


gera um valor final de R$ 52.293,62.
PV = 40.000 FV = 52.293,62 i = 19,56% ao ano (t = 12 meses)

O período pedido foi ao mês, portanto, teremos que transformar em meses a taxa dada.

iq= ......% ao mês (q = 1 mês)

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,1956) 12  1) 100  1, 4998%am


q 1

Calculando o período em meses:

FV 52293, 62
ln( ) ln( )
n PV  40000  18meses
ln(1  i) ln(1, 014998)

8) A fábrica de móveis AGS efetua uma grande venda a rede de lojas CRIM. O
valor do negocio foi de R$ 450.000,00 e dividido em três pagamentos iguais a
R$ 150.000,00 com prazo de 90, 120 e 150 dias. Nesta mesma época a AGS
compra uma máquina de R$ 320.000,00 a vista ou com vencimento em uma
única fatura em 60 dias a taxa de juro exponencial de 5,5% ao mês. Não
dispondo do valor no período do vencimento da obrigação, a AGS vai ao banco
MSL e negocia os títulos que tem a receber a uma taxa de desconto simples de
4,5% ao mês. Qual o melhor negocio para a AGS:
I. Pagar a vista a máquina
II. Pagar a máquina com 60 dias
1ª parte

FV1= 150.000,00 FV2 = 150.000,00 FV3 = 150.000,00

n1 = 90 dias n2 = 120 dias n3 = 150 dias

id = 4,5% ao mês
Calculando o valor atual dos títulos (antecipação para pagamento a vista)

PV  FV (1  in)  150000 (1  0,045  3)  (1  0,045  4)  (1  0,045  5) 

PV = 150000[(0,865 + 0,82 + 0,775)

PV = 150000 (2,46)

PV = 369000

369000 - 320000 = 49000

A AGS recebe do banco MSL R$ 369.000 e paga a vista R$ 320.000,00, logo há uma
sobra de R$ 49.000

2ª parte

FV1= 150.000,00 FV2 = 150.000,00 FV3 = 150.000,00

n1 = 90 dias (3 m) n2 = 120 dias (4 m) n3 = 150 dias (5 m) (vencimentos


previstos)

n1 = 30 dias (1 m) n2 = 60 dias (2 m) n3 = 90 dias (3 m) (antecipação dos


títulos para pagamento da máquina com 60 dias, ou seja, 2 meses)

PV  FV (1  in)  150000 (1  0,045 1)  (1  0,045  2)  (1  0,045  3) 

PV = 150000 (0,955 + 0,91 + 0,865)

PV = 150000 (2,73)

PV = 409.500
Calculando o valor da máquina em 60 dias.

PV = 320.000,00 n = 60 dias = 2 meses i = 5,5% ao mês

PV  320000  (1,055)2  356168,00

No período de 60 dias a AGS troca seus títulos e recebe do banco MSL R$ 409.500 e ao
mesmo temo paga R$ 356.168,00, logo há uma sobra de R$ 53.332,94.

Conclusão final: pagando a vista tem-se em mãos R$ 49.000,00, e a prazo R$


53.332,94, portanto, pagar daqui a dois meses é o melhor negócio.

9) A loja NA vende uma máquina de lavar por R$ 1.800,00 com prazo de 45 dias
para o pagamento. Neste período (45 dias) a inflação chegou a 1,1%. Sendo
assim determine o percentual de perda relacionado com a inflação devido a
venda ser a prazo.
ii = 1,1% FV = 1.800,00

i 0, 011
idm  ( i ) 100  ( ) 100  1, 09%
1  ii 1, 011

Total de perda = 1800 1,09%  1800  0,019  19,62

Conclui-se que o preço da mercadoria no dia do recebimento está desvalorizado em R$


19,62. Pode-se inferir: qualquer valor da mercadoria, tem-se em 45 dias uma perda de
1,09%, para uma inflação de 1,1% no período.

10) A loja AN vai ao banco MSL e toma R$ 9.500,00 para adquirir uma máquina a
uma taxa de juro de 3,5% ao mês. Compra a máquina e depois de 75 dias a
vende por R$ 13.800,00 com prazo de 45 dias para o pagamento. A inflação
nestas datas foi em média 1,1% ao mês. Sendo assim determine:
a) O lucro da loja após receber o valor da máquina e pagar ao banco;

b) A taxa aparente mensal da operação;

c) O ganho percentual real do vendedor;

Neste caso temos o preço inicial da mercadoria igual a R$ 9.500,00 e o preço final de
R$ 13.800,00, e o total de tempo foi de 120 dias (4 meses). Para determinar o lucro da
loja devemos encontrar o valor pago pela loja ao banco e assim descontar do preço
recebido pela mercadoria.

FV = PV ( 1 + i )n
FV = 9500 (1,035)4

FV = 10901,47

Portanto, o lucro da loja será de 13.800 – 10.901,47 = 2.898,53

A taxa na operação foi de:

FV 1n
i  (( )  1)  100
PV

13800 1/4
i  (( )  1) 100  0, 0607  6, 07%am
10901, 47

Tomando em consideração a inflação, o ganho percentual real na operação foi de:

(1  ia )
ir  (  1) 100
(1  ii )

1, 0607
i  (( )  1) 100  0, 0492  4,92%am
1, 011

11) Certa classe salarial está reivindicando aumento salarial de 3,88% devido a
perdas provocadas pela inflação durante dois meses, nos quais a taxa de inflação
foi de 2% ao mês. A classe está correta na reivindicação?
ii = 2% ao mês e no período o acumulado foi de: ia  ((1,02)2  1) 100  4,04%

i 0, 0404
idm  ( i ) 100  ( ) 100  3,88% no período
1  ii 1, 0404

Sim, a classe está correta na reivindicação.

12) Certa mercadoria que custou R$ 130,00 foi vendida com um reajuste de 45%
para cobrir 26,09% de custos e 15% de margem de lucro. Calcule a perda de
valor de compra, a perda na margem de lucro se a inflação no período
compreendido entre a venda e o recebimento foi de 5%.
PV = 130,00 (preço de custo)

Preço de custo reajustado a inflação = 130,00 1,05  136,50

Perda de valor de compra:

i 0, 05
idm  ( i ) 100  ( ) 100  4, 76%
1  ii 1, 05

ou
130, 00
idm  (1  ( )) 100  4, 76%
136,50

Preço protegendo os custos = 130,00 1, 2609  163,91

Preço de venda com a margem de lucro = 163,911,15  188,50

Valor da margem de lucro = 188,50 – 163,91 = 24,59

Mantendo a taxa de custos 26,09% sobre o preço de 136,50 = 136,50 . 1,2609 = 172,11

Ao repor a mercadoria corrigida pela inflação a margem de lucro que era de R$ 24,59
torna-se = 188,50 – 172,11 = , logo a perda foi de R$ 16,39.

13) Determinada mercadoria foi adquirida em 4 pagamentos trimestrais de RR$


6.240,00 cada um. Alternativamente, esta mesma mercadoria poderia ser
adquirida pagando-se 20% de seu valor como entrada e o restante ao final de 5
trimestres. Sendo de 36% ao ano a taxa da operação, pede-se determinar o valor
da prestação vencível ao final de 6 meses.
Transformar a taxa i = 30% anual para trimestral:

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,30) 12  1) 100  6,78%at


q 3

Inicialmente nesta questão devemos trazer para o presente (PV1) os valores das
prestações (pagamentos – PMT), fazendo:

FV
PV 
(1  i) n

62400 62400 62400 62400


PV      21.242, 08
(1, 0678) (1, 0678) (1, 0678) (1, 0678) 4
1 2 3

O próximo passo é calcular o valor presente (PV2) com o desconto da entrada de 20%,
ou seja, 80% do valor do PV, e depois calcular o valor do pagamento da dívida ao final
do 5º período.
PV2 = 21242,08 . 0,80 = 16.993,66

FV  PV 1  i 
n

FV = PMT = 16.993,66 (1,0678)5 = 23.590,47

14) O sr. Caio faz um empréstimo de valor R$ 20.000,00 para pagar em 80 dias em
um banco que cobra taxa de 18% ao ano, mais 2,2% sobre o valor do
financiamento, taxa que é relativa a despesas e abertura de crédito. O sr. Caio
não honra com a obrigação na data marcada e pede mais 100 dias para efetuar o
pagamento. O banco aceita e renegocia a divida a uma taxa de 20% ao ano, e
também cobra mais uma taxa de manutenção de crédito no valor de 1,8%.
Calcule a divida do sr. Caio ao final dos 180 dias; a taxa efetiva em cada
empréstimo, e a taxa efetiva cobrada no tempo que ficou devendo ao banco.

Neste problema temos inicialmente:

PV = 20.000, n = 80 dias i = 18% a a t = 2,2% do PV

Nesta questão vamos manter a taxa anual e transforma o período de dias para anos
dentro das fórmulas.

Calculando o montante da divida:

FV  PV 1  i 
n

80
FV  20000(1,18) 360  20.749,32

Como o sr Caio não paga nesta data e pede mais um prazo, então, devemos calcular o
novo montante da divida:

PV = 20.749,32 n = 100 dias i = 20 % a a t = 1,8% do PV

FV  PV 1  i 
n

100
FV  20.749,32(1, 20) 360  21.827, 23
Para calcularmos a taxa efetiva em cada empréstimo devemos colocar a taxa bancaria.

Para o primeiro empréstimo temos:

PV = 20.000 – 2,2% de 20.000 = 19.560 n = 80 dias i = 18% a a t = 2,2% do PV

FV = 20.749,32

FV 1n
i  (( )  1)  100
PV

20749,32 1/(80/360)
i  (( )  1) 100
19560
i  30, 42%am

Para o segundo empréstimo temos:

PV = 20.749,32 – 1,8% de 20.749,32 = 20.375,83 n = 100 dias i = 20% a a

t = 1,8% do PV FV = 21.827,23

FV 1n
i  (( )  1)  100
PV

21827, 23 1/(100/360)
i  (( )  1) 100
20375,83
i  28,11%am

Para encontrarmos a taxa efetiva do negocio por todo período temos:

PV = 19.560,00 FV = 21827,23 n = 180 dias

FV 1n
i  (( )  1)  100
PV

21827, 23 1/(180/360)
i  (( )  1) 100
19560
i  24,53%am

Obs: a taxa bancaria não entra como divida, pois a taxa bancaria é paga no ato do
negocio, por esse motivo ela é um valor a parte do empréstimo, portanto, não devemos
adicionar a taxa no valor da divida, e sim somente usá-la quando for calcular a taxa
efetiva.
3.8. ATIVIDADES PROPOSTAS

1) A empresa MIRC fez um empréstimo de R$ 35.000,00 para pagamento daqui a


quatro meses a uma taxa de 3,0 % ao mês. Sendo assim, calcule o valor do
montante a ser pago pelo empréstimo. R. R$ 39.392,81

2) Por quantos meses deve-se aplicar R$ 20.000,00 a taxa de 22% ao ano, de modo
a gerar R$ 28.000,00? R. 20 meses e 9 dias

3) Uma pessoa leu o seguinte anuncio: compre hoje um televisor por R$ 1.200,00 e
pague em 90 dias R$ 1.350,00. Portanto, qual a taxa de juro mensal no negocio?
R. 4,00% a m

4) A pizzaria AGS planeja fazer entregas a domicilio e para isto terá que comprar
duas motocicletas para o serviço. A implantação do novo serviço deverá iniciar
daqui a 5 meses. O valor das duas motos é previsto em R$ 14.500,00 no período
da implantação do serviço. Sendo assim, calcule o valor que pode ser aplicado
hoje a uma taxa de 11% ao ano para que possa obter o valor desejado. R. R$
13.883,00

5) A taxa de 36% ao ano equivale a:


a) i = ............% ao mês R. 2,5955% a m b) i = .....% ao trimestre R. 7,9903%
at

6) A taxa de 4,0% ao bimestre equivale a:


a) i = .......% ao semestre R. 12,486% a s b) i = .......% ao ano R.
26,5319% a a

7) Em um contrato reza que a taxa de juro cobrada é de 26% ao ano com


capitalização mensal. Para um empréstimo com vencimento em três meses, qual
a taxa efetiva que corresponde a este período? R. 6,6418R$ a t

8) A AGS necessita de um empréstimo e procura vários bancos. Pede-se, das taxas


dadas qual é a mais atrativa para tomar o empréstimo.
I. 12% ao ano;
II. 10% ao ano capitalizado mensalmente; R. 10,47% a a
III. 11% ao ano capitalizado bimestralmente; R. 11,52% a a
IV. 1% ao mês. R. 12,68% a a
R. a mais atraente é 10% ao ano capitalizado mensalmente
9) A loja MSL vende um aparelho de som com preço a vista de R$ 350,00 ou em
duas parcelas iguais de R$ 190,00, sendo a primeira na entrada e a segunda com
30 dias. Desta forma, calcule a taxa que a loja está cobrando. R. 18,75% a m

10) O banco MSL faz empréstimos da seguinte forma:


I. Taxa de juro exponencial: i = 20% ao ano
II. Taxa de comissão cobrada sobre o valor financiado e no ato do empréstimo: t =
1,5%
Sendo assim, calcule a taxa efetiva mensal e anual cobrada a cada R$ 100,00
financiado num período de 6 meses. R. 1,7863 % a m 23,6725 % a a

11) Certa aplicação está rendendo 13% ao ano. Qual a taxa efetivamente ganha
nesta aplicação, sabendo que foi aplicado R$ 20.000,00 em 190 dias e foram
cobrados 27% de imposto sobre o rendimento. R. i = 9,4161% a a ou i = 0,7527
%am

12) Em uma aplicação de R$ 35.000,00 por 4 meses rendeu um ganho de R$


2.800,00. Calcule a taxa efetiva da aplicação. R. 1,9426 % a m

13) A rede de lojas MIRC em certa promoção de aparelhos DVD, cujo valor é R$
320,00, pode ser pago a vista com desconto de 8%, ou pagar em 30 dias os
mesmos R$ 320,00. Calcule o valor da taxa efetiva desta promoção. R. 8,6956%
am

14) A MSL doces ltda, toma um empréstimo no banco AGS e fica acertado que a
fábrica pagará da seguinte forma: Dois pagamentos iguais de R$ 12.000,00 em
60, 120 dias e taxa de 18% ao ano. Quando do vencimento da primeira parcela,
passando por dificuldades financeiras não pode pagar e negocia pagar as duas
parcelas (vencida e vincenda) no próximo mês. Calcule o valor a ser pago. R R$
24.002,28

15) A construtora CRIM ltda tem uma dívida com o banco MSL que vencerá em
duas parcelas de valores R$ 30.000,00 e R$ 25.000,00 com previsão de
pagamento em 30 e 60 dias respectivamente. A construtora não cumpriu com
seus compromissos nas épocas determinadas, e propõe ao banco pagar tudo em
uma única vez 60 dias após o vencimento da segunda parcela. O banco aceita e
cobra juro exponencial de 15% ao ano. Sendo assim, qual o valor a ser pago pela
construtora? R. R$ 56.655,92

16) Após se aposentar o senhor Antonio aplicou o fundo de garantia recebido em


um título que paga 1,2% ao mês de juro composto, com vencimento para 12
meses que lhe renderá um montante de R$ 94.400,00. Passados 8 meses, o
Antonio disposto a comprar um sítio vai até uma imobiliária e recebe duas
propostas: 1ª - ele entrega o título para pagar a vista um sitio no valor de R$
100.000,00, ou seja, 4 meses antes do vencimento da aplicação e ainda recebe de
“troco” R$ 10.000,00. 2ª - pagar daqui a 6 meses R$ 96.810,00. Qual a melhor
proposta para o Antonio? R. a 1ª

17) O sr. Fulano faz um empréstimo de valor R$ 20.000,00 para pagar em 90 dias a
uma taxa de 18% ao ano capitalizada trimestralmente. O sr. Fulano não honra
com a obrigação na data marcada e pede mais 90 dias. O banco aceita e
renegocia a divida a uma taxa de 18% ao ano capitalizada mensalmente. Calcule
a divida do sr. Fulano. R. R$ 21854,68

18) Calcule o juro ganho numa aplicação financeira de R$ 12.000,00 por 120 dias, a
uma taxa composta de 10% ao ano. R. R$ 387,36

19) A senhora Adélia usou o cartão de crédito em uma compra no valor de R$


2.000,00. Pagou por esta compra R$ 2.080,50 38 dias após o vencimento do
cartão. Qual a taxa mensal cobrada pela operadora do cartão de crédito? R .
3,1644% a m.

20) Qual o maior valor que se deve comprar um título de valor R$ 40.000,00, cujo
vencimento é para daqui a 3 meses, sabendo que o custo de oportunidade é de
1,2% ao mês? R. R$ 38.593,88

21) Em quantos meses um capital de R$ 10.000,00 deverá ficar aplicado para que
gere R$ 1.200,00 de juro a uma taxa de 8% ao ano? R. 18 meses (uso dos
argumentos financeiros na HP-12c, com a taxa ao mês) e R. n = 1 ano 5 meses
20 dias (uso da fórmula).

22) O juro de R$ 2.300,00 é resultado de uma aplicação por 8 meses a uma taxa de
juro composto 1,3% ao mês. Determine o valor da aplicação. R. R$ 21.128,63

23) Certo capital aplicado a 15% ao ano por 22 meses, rendeu um montante de R$
12.450,00. Calcule o valor do capital aplicado. R. R$ 9.635,85

24) A empresa de transporte MSL levanta um empréstimo de R$ 450.000,00 com a


finalidade de compra de novos ônibus. O pagamento será da seguinte forma:
duas parcelas de valor R$ 250.000,00 para serem liquidadas em 12 meses e 24
meses respectivamente. Sendo assim, calcule o valor da taxa anual cobrada no
financiamento. R. 7,32 R$ a a.

25) Qual das duas aplicações é a mais atrativa:


I. Aplicar hoje R$ 4.000,00 e receber R$ 4.638,77 após seis meses;
II. Aplicar hoje R$ 5.000,00 e receber R$ 6. 100,00 após 8 meses.
R. a segunda opção

26) Certa mercadoria ficou estocada por três meses e agora será vendida. Durante
este período houve inflação de 0,8%, 0,7% e 0.9%. Se a mercadoria custava no
inicio R$ 250,00, e o vendedor quer atualizar o preço, então, qual deve ser o
novo valor da mercadoria? R. R$ 256,05

27) A loja MIRC deseja saber qual foi a perda de poder de compra quando vendeu
uma mercadoria por R$ 2.300,00 com prazo de 60 dias, sabendo que neste
período a inflação foi de 1,2% ao mês. R. 2,3855 % que corresponde a R$ 54,87

28) Nos meses de outubro, novembro e dezembro a inflação foi de 0,8%,1,1% e


1,3% respectivamente. Pede-se:
a) A inflação acumulada no trimestre; R. 3,2336 %
b) A taxa de desvalorização da moeda no trimestre; i = 3,1323 %
c) Não havendo reajuste salarial neste período, qual a perda de poder de compra
para um salário de R$ 4.000,00. R. R$125,29

29) Uma mercadoria teve seu preço reajustado em 2,0% e a inflação foi de 1,8% no
mesmo período. Determine a variação real, ou seja, ganho real no preço da
mercadoria. R. 0,1965 %

30) O loteamento Mirante do Rio vendeu lotes para o senhor Antonio ao preço de
R$ 3.500,00 no ano de 2001. Passados 6 anos os lotes valem R$ 10.000,00. A
inflação nestes anos foi em média 5,5% ao ano. Determine a taxa aparente e a
taxa real na operação. O senhor Antonio obteve lucro ou perda no negócio? R. ia
= 19,1211% a a ir = 12,911 % a a. O Antonio obteve lucro.

31) Em um país cuja inflação no ano foi de 4,8%, calcule a variação real do poder
de compra da população, sendo que:
a) Não houve reajuste salarial durante o ano; R. perda de 4,5801%
b) Os salários foram reajustados em 3,8% no ano; R. perda de 0,9542%
c) Os salários foram reajustados em 5,2% no ano. R. ganho de 0,3817%

32) Certa mercadoria tem sobre seu preço de custo um acréscimo de 38% para cobrir
todas as despesas e mais uma taxa de 30% relativa ao ganho real. Há uma
previsão de inflação nos próximos dois meses de 0,8% e 1,1%. Para que a
mercadoria não perca ganho real, qual a taxa que se deve reajustar o preço da
mercadoria caso esta seja vendida com 60 dias de prazo? R. 82,8243 %
CAPÍTULO 4

4. SÉRIES PERIÓDICAS UNIFORMES

4.1 FLUXO DE CAIXA

Entende-se como fluxo de caixa uma sequencia de pagamentos ou de recebimentos com


períodos (mensais, bimestrais, anuais, etc) uniformes ou não, todos previstos em um
determinado tempo que poderá ser finito ou não, e podendo ser retratado em um
diagrama. Para recebimentos e ou entradas de valor monetário usamos uma seta
apontada para cima, e para pagamentos e ou saídas de valor monetário setas
direcionadas para baixo.

No fluxo de caixa o primeiro período vai da notação zero (0) até a notação um (1), o
segundo período inicia na notação um (1) e termina na notação dois (2), e assim
sucessivamente. Pode-se verificar na figura abaixo.

Neste item vamos nos importar com o fluxo de caixa que relaciona entrada e saída, ou
saída e entradas, depende do lado do balcão que o interessado esteja, mas todas elas
uniformes (sempre de mesmo valor) e periódicas, ou seja, a diferença entre os períodos
é constante.

Pode-se usar a nomenclatura de “termos” para os recebimentos ou pagamentos ou


qualquer que seja a renda ou série, que corresponderá aos valores. Estes termos podem
ter vencimento ao final do período (termos vencidos, termos postecipados, renda
postecipada, série postecipada), no inicio do período (termos antecipados, renda
antecipada, série antecipada) ou em casos onde haja um período de carência (renda ou
série diferida) para a efetuação da primeira parcela.

Os argumentos usados são:

PV (valor presente)

FV (valor futuro – montante)

i (taxa)

n número de parcelas
PMT (sigla da palavra inglesa payment ) parcela, prestação, anuidade ou série.

4.2 SÉRIE POSTECIPADA

Em negócios onde há necessidade de pagamento parcelado e estes são no fim do


período, então tem-se série postecipada. Nos problemas pode-se encontrar o valor da
parcela - PMT, a quantidade de obrigações – n, o valor do financiamento – FV e a taxa -
i, e para isto utiliza-se os conhecimentos matemáticos para encontrarmos as fórmulas
adequadas a cada argumento, não deixando de usar por comodidade, rapidez e precisão
a calculadora financeira.

4.2.1 Cálculo do Valor Presente

Iniciaremos o estudo de séries uniformes através do caso de uma compra de um bem


para pagamento em “n” prestações periódicas iguais e sucessivas a serem pagas no final
de cada mês (série postecipada). Sendo assim iremos calcular o valor a vista do bem,
considerando a taxa “i” de financiamento.

Para sabermos qual o valor a vista de uma mercadoria ou o valor de um financiamento


que foi parcelado em valores uniformes e iguais, deve-se calcular os valores atuais no
início (época zero) de cada prestação e depois somar os resultados, conforme mostra o
diagrama que foi construído obedecendo ao seguinte entendimento:

 O valor da 1a prestação permaneceu apenas um período


 O valor da 2a prestação permaneceu dois períodos
 O valor da 3a prestação permaneceu três períodos
 O valor da 4a prestação permaneceu “n” períodos

PMT PMT PMT PMT


PV = + + + ...+
(1  i)1
(1  i ) 2
(1  i) 3
(1  i ) n

PV = PMT (1+ i)-1 + PMT (1+ i)-2 + PMT (1+ i)-3 + ….+ PMT (1+ i)-n

Na adição dos termos voltados para o presente, podemos colocar em evidência a PMT.
PV = PMT ((1+ i)-1 + (1+ i)-2 + (1+ i)-3 + ….+ (1+ i)-n)

Os termos da soma S = ((1+ i)-1 + (1+ i)-2 + (1+ i)-3 + ….+ (1+ i)-n) estão em uma
progressão geométrica (PG), onde o primeiro termo é a1 = (1 + i )-1 e o enésimo termo
an= (1 + i )-n , cuja razão é q = (1 + i )-1. Portanto, temos:

PV = PMT S (i)

A soma de termos de uma PG é dada por:

(a n  q  a1 )
S=
q 1

Substituindo os valores na fórmula e utilizando as propriedades da álgebra temos:

((1  i )  n  (1  i ) 1  (1  i ) 1
S=
(1  i ) 1  1

((1  i ) n  1)
S= (ii)
(1  i ) n  i

Para encontrar o valor presente (PV) finalizamos substituindo (ii) em (i):

((1  i ) n  1)
PV = PMT
(1  i ) n  i

((1  i ) n  1)
A expressão é conhecida como FATOR DE VALOR ATUAL - FVA (i,n)
(1  i ) n  i
ou FATOR DO VALOR PRESENTE.

1.Certa indústria pagou em 24 pagamentos bimestrais de R$ 20.000,00, correspondente


ao financiamento cuja taxa foi de 2,5% a b. Sendo assim, calcule o valor do
financiamento.

n = 24 i = 2,5% ab PMT = 20000 PV = ?


((1  i ) n  1)
PV  PMT
(1  i ) n  i
((1, 025) 24  1)
PV  20000
(1, 025) 24 0, 025
PV  357699, 72

4.2.2 Cálculo do Valor das Parcelas

Para encontrar o valor das parcelas basta usar as propriedades da álgebra na fórmula do
cálculo do PV,

(1  i ) n  i
PMT = PV
((1  i ) n  1)

(1  i ) n  i
A expressão é o FATOR DE PARCELAMENTO - FP(i,n) ou FATOR DE
((1  i ) n  1)
FINANCIAMENTO ou COEFICIENTE DE FINANCIAMENTO.

1.O senhor Mauro deseja financiar a compra de um imóvel cujo valor é R$ 80.000,00 e
procura o banco MSL que cobra 1,4% ao mês nos empréstimos. O financiamento será
pago em 24 parcelas mensais iguais e consecutivas, com a primeira paga um mês após
fechamento do financiamento. Determine o valor de cada parcela.

PV = 80000 n = 24 mensais i = 1,4% a m


(1  i ) n  i
PMT = PV
((1  i ) n  1)

(1, 014)24 0, 014


PMT  80000
(1, 014) 24  1
PMT  3947, 70

4.2.3 Cálculo do Valor Futuro

No caso em que um investidor faz “n” depósitos “PMT” e deseja saber qual o montante
(FV) ao final destes depósitos se a aplicação for a uma taxa “i”.

Vamos fazer o fluxo de caixa da proposta acima:

Somando os valores futuros correspondentes a cada período temos o montante


procurado:

FV = FV1+ FV2+ FV3+ … + FVn

FV = PMT (1+i)n + PMT (1+i)n-1 + PMT (1+i)n-2 +….+ PMT (1+i)0

Colocando em evidência a PMT, temos:


FV = PMT ((1+i)n + (1+i)n-1 + (1+i)n-2 +….+ (1+i)0)

Aqui nos deparamos com o produto da PMT e a soma de coeficientes em progressão


geométrica, cuja soma, pode-se encontrar usando a fórmula:

(a n  q  a1 )
S=
q 1

Onde: q = (1+ i)-1, a1 = (1+ i)n e an = (1+ i)0 .Substituindo os valores na fórmula e
utilizando as propriedades da álgebra temos:

(1  i )n  1
FV = PMT
i

(1  i ) n  1
A expressão é conhecida como:
i

FATOR DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL - FAC (i,n)

1.O senhor Eloy deseja saber que montante terá após 18 depósitos trimestrais
postecipados de R$ 350,00, aplicados a uma taxa de 1,8% ao mês.

PMT = 350 n = 18 trimestrais i = 1,8% a m i = 5,4978% a t

Transformando a taxa 1,8% a m para período trimestral.

iq  ((1  it ) t  1)  100
q

iq  ((1, 018) 1  1) 100


3

iq  5, 4978%at

Calculando o montante:
(1  i )n  1
FV = PMT
i

(1, 054978)18  1
FV  350
0, 054978
FV  10316, 28
4.2.4 Cálculo do Número de Parcelas

Para determinar o número de “n” de parcelas de um financiamento “PV”, sabendo o


valor da parcela “PMT” e da taxa “i”, usamos a fórmula do cálculo do

((1  i ) n  1)
PV = PMT e as propriedades do logaritmo chega-se a:
(1  i ) n  i

PMT
ln( )
n= PMT  PV  i
ln(1  i )

1.Um financiamento de R$ 100.000,00, somente poderá ser pago em mensalidades de


R$ 3.798,38, sabendo que o banco cobra uma taxa de 1,8% a m. Desta forma, em
quantas parcelas o financiamento será liquidado?

PMT = 3798,38 i = 1,8% a m PV = 100000

PMT
ln( )
n= PMT  PV  i
ln(1  i )

3798,38
ln( )
3798,38  100000  0, 018
n
ln(1, 018)
n  36

4.2.5 Cálculo da Taxa

Pode-se determinar o valor da taxa por “tentativa e erro”, por interpolação ou


através de tabelas que fornecem os fatores resultantes de cálculos com as taxas e
períodos. Neste material não apresentamos estas tabelas, portanto, para o cálculo
da taxa iremos fazer o uso da calculadora financeira HP-12C.
1. Certa compra cujo valor a vista é R$ 2.300,00, foi paga em 8 prestações mensais
iguais e sucessivas postecipadas de R$303,24, nesta condição calcule o valor da taxa.

PV = 2300 n = 8 mensais PMT = 303,24

Para o caso do uso dos argumentos financeiros:

 F  X  Y CLx

Usando a HP-12c: (uso dos argumentos financeiros):

G 8 2300  PV  303,24 CHS   PMT  8  n  i  1,1999

4.3 SÉRIE ANTECIPADA

Em uma negociação quando envolve várias parcelas e a primeira é paga ou recebida


(depende do lado do balcão que se esteja) no ato do fechamento do negócio, tem-se
assim série antecipada ou série vencida.

No diagrama de fluxo de caixa, as obrigações aparecem desde o ponto “zero”.

4.3.1 Cálculo do Valor Presente

Inicia-se encontrando o valor do financiamento – PV, para n períodos:


Entende-se que os n períodos são representados por: n = (1 + n -1), onde 1 representa o
período da primeira parcela (no ato do fechamento do negócio) e n-1 a última.

PMT PMT PMT PMT


PV = + + + ...+
(1  i ) 0
(1  i )1
(1  i) 2
(1  i ) n 1

PV = PMT (1+ i)0 + PMT (1+ i)-1 + PMT (1+ i)-2 + ….+ PMT (1+ i)-(n-1)

PV = PMT (1+ i)0+ PMT((1+ i)-1 + (1+ i)-2 + ….+ (1+ i)-(n-1))

PV = PMT ((1+ i)0 + ((1+ i)-1 + (1+ i)-2 + ….+ (1+ i)-(n-1)))

Tomando o fator S = ((1+ i)0 + ((1+ i)-1 + (1+ i)-2 + ….+ (1+ i)-(n-1)) como uma soma de
termos de uma PG, e aplicando a fórmula de soma,

(a n  q  a1 )
S=
q 1

Onde a1 = (1+i)0 q = (1 + i )-1 e an = (1+ i)-(n-1)

Suprindo o desenvolvimento da fórmula, temos:

((1  i) n  1)
PV = PMT (1+i)
(1  i) n  i

1.Determine o valor de um financiamento pago em 12 parcelas trimestrais antecipadas


de R$ 120.000,00, cuja taxa foi de 2,5% a t.

n = 1 + 11 = 12 (série antecipada) i = 2,5% at PMT = 120000 PV = ?


((1  i) n  1)
PV  PMT 1  i 
(1  i ) n  i
((1, 025)12  1)
PV  120000  (1, 025) 
(1, 025)12 0, 025
PV  1261705, 04

4.3.2 Cálculo do Valor das Parcelas

Usando a fórmula acima do PV e as propriedades da álgebra, tem-se:

PV (1  i ) n  i
PMT =
(1  i ) ((1  i ) n  1)

1 (1  i ) n  i
A expressão é conhecida por coeficiente de financiamento CF.
(1  i ) ((1  i ) n  1)

1.A fabrica de móveis financia no banco MSL que cobra uma taxa de 2,4% a m, o valor
de R$ 180.000,00. O contrato reza que o financiamento será pago em 48 parcelas
mensais iguais e consecutivas, com a primeira paga no ato do fechamento do
financiamento, ou seja, n = 1 + 47. Determine o valor de cada parcela

PV = 180000 i = 2,4% a m n = 1 + 47 = 48 (série antecipada)


PV (1  i ) n  i
PMT 
(1  i ) ((1  i) n  1)
180000 (1, 024)48  0, 024
PMT 
(1, 024) ((1, 024)48  1)
PMT  6207, 09

4.3.3 Cálculo do Valor Futuro

Para o valor futuro – FV,

Fluxo de caixa da proposta acima:

Somando os valores futuros correspondente a cada período temos o montante


procurado:

FV = FV1+ FV2+ FV3+ … + FVn

FV = PMT (1+i)n + PMT (1+i)n-1 + PMT (1+i)n-2 +….+ PMT (1+i)1


Colocando em evidência a PMT, temos:

FV = PMT ((1+i)n + (1+i)n-1 + (1+i)n-2 +….+ (1+i)1)

Aqui nos deparamos com o produto da PMT e a soma de coeficientes em progressão


geométrica, cuja soma, pode-se encontrar usando a fórmula:

(a n  q  a1 )
S=
q 1

Substituindo os valores na fórmula e utilizando as propriedades da álgebra temos:

(1  i )n  1
FV  PMT (1  i )
i

1.Iniciando no mês corrente, quanto uma empresa terá ao final de 36 depósitos mensais
de mesmo valor de R$ 2.450,00, sabendo que a taxa de remuneração é de 1,2% a m.

PMT = 2450 i = 1,2% a m n = 36 (série antecipada)

(1  i ) n  1
FV  PMT (1  i )
i
(1, 012)36  1
FV  2450  (1, 012)
0, 012
FV  110824,91

4.3.4 Cálculo do Número de Parcelas

((1  i )n  1)
Usando a fórmula: PV = PMT (1+i) pode-se deduzir o número de parcelas,
(1  i )n  i
que é determinado por:
PMT  (1  i )
ln( )
PMT (1  i )  PV  i
n=
ln(1  i )

1. Uma mercadoria tem o valor vista de R$ 2.300,00, foi paga em prestações mensais
iguais e sucessivas antecipadas de R$350,00, sendo a taxa é de 1,2% a m, nesta
condição calcule a quantidade de parcelas.

PMT = 350 PV = 2300 i = 1,2% a m

PMT  (1  i )
ln( )
PMT (1  i )  PV  i
n
ln(1  i )
350  (1, 012)
ln( )
350  (1, 012)  2300  0, 012
n
ln(1, 012)
n7

4.3.5 Cálculo da taxa

Pode-se determinar o valor da taxa por “tentativa e erro”, por interpolação ou


através de tabelas que fornecem os fatores resultantes de cálculos com as taxas e
períodos. Neste material não apresentamos estas tabelas, portanto, para o cálculo
da taxa iremos fazer o uso da calculadora financeira HP-12C.

1. Para um negocio de valor R$ 450.000,00 a ser pago em 36 parcelas trimestrais


antecipadas de R$ 15.040,22, determine a taxa do negócio.

PV = 450000 n = 1 + 35 = 36 (séries antecipada) PMT = 15040,22


Para o caso do uso dos argumentos financeiros:

 F  X  Y CLx

Usando a HP-12c: (uso dos argumentos financeiros):

G 7 450000  PV  15040,22 CHS   PMT  36  n  i  1,0999

SÉRIE DIFERIDA

Empresas quando realizam grandes empreendimentos, ou mesmo para certo tipo de


negócios, há necessidade de um período de carência (diferido) para o primeiro
pagamento.

Conforme a combinação entre o banco e o tomador, durante o período de carência pode-


se pagar os juro ou não.

Na série diferida inicia-se o pagamento no primeiro período após o término da carência.

Na figura abaixo temos uma situação onde a carência é de “c” períodos, logo a primeira
parcela é paga no fluxo “c+1” :
Para o caso em que se têm os valores das parcelas e deseja-se descobrir o valor do
financiamento, faz-se o seguinte: aproveitando o fluxo da figura deve-se encontrar o
PV1 valor correspondente as parcelas, ou seja, os fluxos devem ser trazidos para o
período c (período que termina a carência), para isto utiliza-se o recurso da renda
postecipada, e este valor PV1 encontrado é o mesmo que corresponde ao valor do
financiamento ao final da carência FV. Após o PV1 = FV encontrado, usa-se a fórmula
dos juro compostos para determinar o valor do financiamento PV.

((1  i) n  1)
PV1 = PMT = FV (i)
(1  i ) n  i

Temos neste ponto (fluxo 2) que:

PV1 = FV (ii)

logo, para encontrarmos o PV, voltamos o FV para o presente:

PV1
PV = (iii)
(1  i ) C

Substituindo (i) em (iii):

((1  i ) n  1) 1
PV = PMT .
(1  i )  i
n
(1  i) c

usando a propriedade do produto de potência, temos a fórmula para qualquer que seja a
carência:

((1  i) n  1)
PV = PMT
(1  i ) n c  i

E no caso de desejarmos encontrar o valor das parcelas, temos:

((1  i) n  c  i)
PMT = PV
(1  i) n  1
Para o caso que se deseja determinar a quantidade de parcelas, ou o valor das parcelas,
deve-se calcular o valor futuro (FV) do financiamento até o primeiro fluxo antes da
primeira parcela (ao final da carência) e o restante é fazer o uso das fórmulas da renda
postecipada. Caso seja de interesse levar o valor do financiamento até o fluxo onde está
a primeira parcela, deve-se usar as fórmulas da renda antecipada.

No caso de se determinar o montante, não tem sentido o período de carência, portanto,


pode-se usar a mesma fórmula das rendas postecipadas ou antecipadas, depende da
situação.

1.O prêmio de R$ 1.000.000,00 foi depositado em uma conta remunerada a 0,8% ao


mês. Porquanto tempo pode-se fazer retiradas mensais de R$ 10.000,00, iniciando no
sétimo mês após o depósito?

Podemos iniciar encontrando o valor da aplicação inicial (PV1) reajustada até um


período anterior à primeira retirada (PV2), após determinado o PV2 calculamos o valor
das retiradas.

FV = PV1 (1 + i)n FV = 1000000 (1,008)6 FV = 1.048.970,30

Calculando o número de retiradas:

PMT
ln( )
n= PMT  PV  i
ln(1  i )

10000
ln( )
10000  1048970,30  0,008
n=
ln(1,008)

n = 229,34 retiradas mensais, ou seja, aproximadamente 19 anos.


4.4 ATIVIDADES RESOLVIDAS

1) A loja MIRC vende um aparelho de barbear por R$ 180,00 parcelado em 6


vezes iguais e consecutivas, sendo que o primeiro pagamento ocorre no
próximo mês após a compra. Se a taxa de juro é de 1,2% ao mês, calcule o valor
de cada prestação.
PV = 180,00 n=6 i = 1,2% ao mês

(1  i ) n  i
PMT = PV
((1  i ) n  1)

(1,012)6  0,012
PMT = 180 PMT = 31,27
(1,012)6  1

2) A transportadora AGS necessitando de mais um caminhão vai a agencia MSL e


compra o bem da seguinte forma: entrada de R$ 30.000,00 e o restante em 36
parcelas postecipadas iguais e consecutivas de R$ 4.000,00. Calcule o valor do
caminhão sabendo que a agencia cobra uma taxa de 9,0% ao ano.

PMT = 4.000,00 n = 36 (mensais) i = 9,0% a a Entrada = 30.000,00

Antes de calcularmos o valor pedido, devemos colocar a taxa no mesmo período das
prestações. Transformando a taxa anual em mensal, fazemos:

i = (1,09)1 / 12 – 1) 100

i = 0,7207% ao mês

Calculando o valor financiado, ou seja, o valor da dívida (PV) sem a entrada.

((1  i) n  1)
PV = PMT
(1  i ) n  i

(1,007207)36  1
PV = 4000 ( )  126.436,85
(1,007207)36  0,007207

O valor do caminhão é: Valor do caminhão = entrada + valor financiado (PV)

Caminhão = R$ 30.000,00 + R$ 126.436,85 Valor do Caminhão = 156.436,85


3) Passando por certa loja, Adélia vê o seguinte anuncio: compre a geladeira MSL
a vista por R$ 2.000,00 ou R$ 300,00 de entrada e mais 12 parcelas mensais,
iguais e consecutivas. Se a taxa de juro (composto) cobrada pela loja é de 2,3%
ao mês, e a primeira parcela vence no próximo mês, determine para a Adélia o
valor das prestações.

Entrada = 300,00 PV = 2000,00 – 300 = 1.700 n = 12 (mensais) i = 2,3% ao mês

(1  i ) n  i
PMT = PV
((1  i ) n  1)

(1,023)12  0,023
PMT = 1700 ( )
(1,023)12  1

PMT = 163,73

4) Podendo dispor de R$ 500,00 em seis parcelas mensais e iguais, o senhor


Antonio deseja saber qual o valor da entrada que terá que efetuar na compra de
uma máquina, cujo valor é de R$ 3.500,00, sabendo que a loja cobra uma taxa
de juro composto de 1,8% ao mês.

PMT = 500,00 i = 1,8% ao mês n = 6 (mensais)

((1  i) n  1)
PV = PMT
(1  i ) n  i

(1,018)6  1
PV = 500 ( )
(1,018)6  0,018

PV = 2.819,72
ENTRADA = VALOR DA MÁQUINA – VALOR FINANCIADO

ENTRADA = 3.500,00 – 2.819,72 ENTRADA = 680,28

5) As condições de pagamento para a compra de um computador na loja MSL é a


seguinte: a taxa (juro composto) vale 14% ao ano, o valor da compra é divido
em uma e mais onze (1 + 11) parcelas mensais iguais e consecutivas, ou seja, a
primeira paga no ato da compra e mais onze. Se o valor do computador é R$
3.400,00, determine o valor de cada parcela.

Temos um caso de renda antecipada, pois a primeira parcela é paga no ato da compra.

PV = 3.400,00 n = 12 (mensais) i = 14% ao ano

Obs: parcelas mensais e taxa ao ano, portanto, transformar taxa ao ano (it) em ao mês
(iq).

iq = ((1+ it)q / t – 1)) 100 iq = ((1,14)1 / 12 – 1) 100 iq = 1,0979% ao mês.

PV (1  i ) n  i
PMT =
(1  i ) ((1  i ) n  1)

3400 (1,010979)12  0,010979


PMT = 
(1,010979) ((1,010979)12  1)

PMT = 300,66

6) Determine o coeficiente de financiamento para os seguintes prazos e taxa de


pagamento:
a) n = 12 (mensais iguais e sucessivas – postecipadas) e i= 2,0% ao mês;
n = 12 i = 2,0% ao mês

(1  i) n  i
CF =
((1  i) n  1)

(1, 02)12  0, 02
CF =
((1, 02)12  1)

CF = 0,09456
b) n = 12 (mensais iguais sucessivas – antecipadas) e i = 2,0% ao mês;
1 (1  i ) n  i
CF =
(1  i ) ((1  i ) n  1)

1 (1,02)12  0,02
CF = 
(1,02) ((1,02)12  1)

CF = 0,092705

c) n = 12 (mensais iguais e sucessivas – postecipadas) ocorrendo a primeira 4


meses após o fechamento do financiamento, ou seja, três meses de carência e i =
2,0% ao mês;
((1  i) n c  i )
CF =
(1  i )n  1

(1,02)(123)  0,02
CF =
((1,02)12  1)

CF = 0,100347

De acordo com os dados da questão anterior, determine o valor das prestações para
uma mercadoria de valor R$ 1.000,00: PMT = PV CF

a) PMT = 1000 0,09456 PMT = 94,56


b) PMT = 1000 0,09275 PMT = 92,75
c) PMT = 1000 0,147763 PMT = 100,47

7) No dia em que nasceu o filho de Antonio, ele resolveu iniciar depósitos


trimestrais de R$ 200,00, até quando seu filho fizesse 18 anos. Três meses após
a natalidade do seu filho, o senhor Antonio procura o banco MSL e assim o faz.
Considerando a uma taxa (composta) média em torno de 1,0% ao mês, calcule o
valor que deverá ter ao final das aplicações.

Os depósitos são trimestrais (iq) e a taxa dada (it) ao mês, logo, teremos que fazer a
transformação da taxa.
iq = ((1+ 1t) q / t – 1) .100 iq = ((1,01) 3 – 1) . 100

iq = 3,0301% ao trimestre

Calculando o número de depósitos: n = 18 x 12 = 216 meses / 3 meses = 72 trimestres,


ou, n = 18 (anos) 4 (trimestres) = 72 trimestres

(1  i ) n  1
FV = PMT
i

(1,030301) 72  1
FV = 200
0,030301

FV = 50.022,15

8) A empresa MSL dispõe de R$ 3.000,00 a cada bimestre para liquidar um


financiamento de R$ 100.000,00. Se a taxa deste é 10% ao ano, calcule em
quantas parcelas:
a) Postecipadas serão necessárias para liquidar o financiamento?

Taxa dada ao ano (it) e parcelas bimestrais (iq)

iq = ((1+ 1t) q / t – 1) 100

iq = ((1,10) 2 / 12 – 1) 100

iq = 1,601187% ao bimestre

PMT (1  i )
ln( )
PMT (1  i )  PV  i
n=
ln(1  i )

3000
ln( )
3000  100000  0,01601187
n=
ln(1,01601187)

n = 48, 032 aproximando teremos: n = 49 parcelas bimestrais.


b) Antecipadas serão necessárias para liquidar o financiamento?

PMT
ln( )
n= PMT  PV  i
ln(1  i )

3000  (1,01601187 )
ln( )
3000  (1,01601187)  100000  0,01601187
n=
ln(1,01601187 )

n = 47 parcelas bimestrais

c) Se houver uma carência de 6 meses: (Neste caso temos três bimestres)

FV = PV (1+i)n

FV = 100000 (1,01601187)3

FV = 104.880,88

PMT
ln( )
n= PMT  PV  i
ln(1  i )

3000
ln( )
3000  100000  0, 01601187
n=
ln(1, 01601187)

n = 48 parcelas bimestrais
9) A empresa MSL deseja adquirir um galpão que atualmente rende R$ 3.000,00
de aluguel mensal. A empresa tem onde aplicar seu dinheiro a 1,2% ao mês e
deseja ter o retorno do capital em 2 anos. Qual o valor máximo que a MSL
poderá comprar o galpão, sabendo que pagará no ato da compra R$ 50.000,00
de luvas?

Podemos entender que o pagamento das luvas seria a entrada. Calculando o valor dos 24
alugueis no presente à taxa de i = 1,2% ao mês, e adicionando às luvas encontraremos o
valor desejado.

((1  i) n  1)
PV = PMT
(1  i ) n  i

((1,012)24  1)
PV = 3000
(1,012)24  0,012

PV = 62.237,99

Valor do galpão = 50.000,00 + 62.237,99

Valor do galpão = 112.237,99

10) Certo imóvel foi vendido em 8 parcelas bimestrais de valores alternados. A


primeira R$ 3.000,00 a segunda R$ 2.000,00 e assim sucessivamente. Calcule o
valor do imóvel sabendo que a taxa da imobiliária é de 14% ao ano.

A taxa dada (it) em ano e as parcelas em bimestres, então teremos que fazer a mudança
de taxa antes de calcularmos o valor do imóvel.

iq = ((1+ 1t) q / t – 1) .100


iq = ((1,14) 2 / 12 – 1) . 100

iq = 2,2078239% a b

Há varias maneiras de se resolver esta questão, sendo uma delas a seguinte:

Vamos imaginar que todas as parcelas são iguais a R$ 2.000,00 e calcular o valor
presente delas (PV1), após este cálculo, iremos calcular o PV2 das quatro parcelas de R$
1.000,00,observando o período entre elas.

((1  i ) n  1)
PV = PMT
(1  i ) n  i

((1,022078239)8  1)
PV1 = 2000
(1,022078239)8  0,022078239

PV1 = 14.520,61

Nesta parte do cálculo temos que a primeira parcela está a um bimestre do fluxo
zero, e a dois do próximo, e assim por diante, portanto, vamos calcular o valor
presente (PV3) das parcelas no fluxo 1 (um), que será o mesmo valor de FV,
posteriormente calculamos o PV2.

Nesta parte no cálculo temos uma renda antecipada.

((1  i ) n  1)
FV = PV3 = PMT (1+i)
(1  i ) n  i

((1,022078239)4  1)
FV = PV3 = 1000 . (1,022078239) .
(1,022078239)4  0,022078239

FV = PV3 = 3.872,25
FV 3872,25
PV2 =   3.788,60
(1  i) n
(1,022078239)1

Adicionando os valores presentes encontrados temos o valor do imóvel a vista:

PV = PV1 + PV2

PV = 14.520,61 + 3.788,60

PV = 18.309,21

11) Determinar a taxa anual de um empréstimo de R$ 25.000,00 que será liquidado


em 18 parcelas trimestrais iguais e sucessivas, cujo valor é R$ 2.485,32, sendo a
primeira ocorrendo um trimestre após a assinatura do empréstimo.

Na apresentação da teoria, foi dito que, para se determinar o valor da taxa, é necessário
fazer os cálculos por tentativa e erro, ou usar calculadora financeira.

Para resolver esta questão será usada apenas a calculadora financeira.

Usando a HP-12c: (uso dos argumentos financeiros):

25000 PV  2485,32 CHS  PMT  18 n i  7,0

Encontramos o valor de 7,0% ao trimestre, devido as parcelas serem trimestrais, mas foi
pedido a taxa anual, portanto:

iq (anual = 12 meses) it (trimestre = 3 meses)

iq = ((1 + i)q / t – 1) . 100

iq = ((1,07)12 / 3 – 1) . 100

iq = 31,0797% ao ano

12) O banco MSL financia R$ 40.000,00 a empresa de transporte AGS, cobrando


uma taxa de 13% ao ano, e acerta que o pagamento será em 12 parcelas
mensais. Este banco cobra uma taxa de comissão de abertura de crédito. Então,
qual será o valor desta taxa cobrada no ato do fechamento do negocio de modo
a auferir ao banco uma rentabilidade de 15% ao ano?
PV = 40.000,00 i = 13% ao ano rentabilidade = 15% ao ano n = 12 parcelas
mensais ( taxas dadas ao ano)

iq = ((1 + i)q / t – 1) 100

i = 13% ao ano i = 15% ao ano

iq = ((1,13)1 / 12 – 1) 100 iq = ((1,15)1 / 12 – 1) 100

iq = 1,023684% ao mês iq = 1,171492% ao mês

Calculando o valor das parcelas a 13% ao ano, ou seja, 1,023684% ao mês:

(1  i) n  i
PMT = PV
((1  i) n  1)

(1, 01023684)12  0, 01023684


PMT = 40000
((1, 01023684)12  1)

PMT = 3.559,27

Calculando o valor presente das parcelas a 15% ao ano, ou seja, 1,171492% ao mês:

((1  i) n  1)
PV = PMT
(1  i) n  i

((1,01171492)12  1)
PV = 3.559,27
(1, 01171492)12  0, 01171492

PV = 39.629,18

Valor da comissão = valor do financiamento – valor descontado a comissão

Valor da comissão = 40.000,00 – 39.629,18

Valor da comissão = R$ 370,82


13) Deseja-se determinar qual o período de carência que se deve dar a um
financiamento de R$ 22.000,00, para uma série de 12 pagamentos mensais de
R$ 2.000,00, a uma taxa de 1,2% ao mês.

Esta questão deverá ser resolvida em duas etapas: a primeira trazendo os valores das
parcelas para o presente (PV2) no fluxo zero, coincidindo com o término da carência.
Neste ponto teremos o valor presente (PV2) igual ao valor futuro (FV) em relação ao
valor presente (PV1) na data do financiamento. Na segunda determinado o período
compreendido entre o PV1 e o FV.

Primeira etapa:

((1  i) n  1)
PV2 = PMT
(1  i) n  i

((1, 012)12  1)
PV2 = 2000
(1, 012)12  0, 012

PV2 = 22.228,29

Segunda etapa:

FV
ln ( )
n= PV
ln(1  i)

22228, 29
ln( )
n= 22000
ln(1, 012)

n = 0,865 meses: aproximando temos 26 dias de carência.


14) A empresa AGS ltda toma R$ 40.000,00 emprestado do Banco MSL com a
promessa de saldar em 24 parcelas iguais e postecipadas. O Banco empresta o
dinheiro a uma taxa de 3% ao mês e mais uma taxa de comissão de 1,5% do
valor do empréstimo. A AGS ltda paga18 parcelas e na data do pagamento da
18ª parcela procura o Banco e pede para renegociar a divida restante e a ela
adicionando mais R$ 20.000,00 de forma que tudo será pago em 12 parcelas
iguais e postecipadas, ou seja, iniciará o pagamento no próximo mês. O Banco
aceita e nas mesmas condições empresta o dinheiro. Com as informações acima,
calcule o valor das prestações nos dois casos e da taxa efetiva do negocio nos
dois casos.
Para o primeiro caso temos:

PV = 40.000 i = 3% a m n = 24 parcelas mensais

(1  i ) n  i
PMT  PV
((1  i ) n  1)
(1, 03) 24  0, 03
PMT  40000
((1, 03) 24  1)
PMT  2.361,90

Para calcular a taxa efetiva fazemos:

PV = 40.000 – 1,5% de 40.000 = 39.400 PMT = 2.361,90 n= 24 mensais

 F  X  Y CLx

Usando a HP-12c: (uso dos argumentos financeiros):

39400 PV  24 n 2361,90 PMT  i  3,14

Taxa efetiva i = 3,14% a m


No segundo empréstimo, temos que calcular a divida não paga, ou seja, as 6
parcelas restantes e adicionar a nova divida. Então, calculamos o valor presente da
divida (6 parcelas não pagas):

((1  i) n  1)
PV  PMT
(1  i ) n  i
((1,03)6  1)
PV  2361,90
(1, 03)6  0, 03
PV  12.794,86

A este valor vamos adicionar o novo empréstimo de valor R$ 20.000,00, portanto, a


divida passa a ser:

PV = 20.000 + 12.794,86 = 32.794,86 n = 12 mensais i = 3,0 % a m

(1  i ) n  i
PMT  PV
((1  i ) n  1)
(1, 03)12  0, 03
PMT  32794,86
((1, 03)12  1)
PMT  3.294, 64

Para calcular a taxa efetiva fazemos:

PV = 32.794,86 – 1,5% de 32.794,86 = 32.302,94

PMT = 3.294,64 n = 12 mensais


 F  X  Y CLx

Usando a HP-12c: (uso dos argumentos financeiros):

32302,94 PV  12 n 3294,64 PMT  i  3,25

Taxa efetiva i = 3,25% a m

Obs: para todo caso que tenha uma divida não paga e há uma renegociação, deve-se
calcular o PV referente às parcelas não pagas. Neste problema os cálculos foram de
serie postecipadas. Mas se a renegociação acontecer no dia do vencimento de uma
parcela não paga, então devemos calcular o PV usando a série antecipada. E para o
novo parcelamento deve-se calcular usando a série apropriada.

15) Determinada mercadoria foi adquirida em 4 pagamentos trimestrais de RR$


6.240,00 cada um. Alternativamente, esta mesma mercadoria poderia ser
adquirida pagando-se 20% de seu valor como entrada e o restante pago em 12
parcelas trimestrais iguais. Sendo de 30% ao ano a taxa da operação, pede-se
determinar o valor da prestação para o caso de postecipadas, antecipada e com
carência de seis meses.

Inicialmente nesta questão devemos fazer a transformação da taxa de i = 36% ao ano


para taxa trimestral e depois trazer para o presente (PV1) os valores das prestações
(pagamentos – PMT), fazendo:

iq  ((1  it ) t  1) 100  ((1,30) 12  1) 100  6,78%at


q 3
((1  i ) n  1)
PV  PMT
(1  i ) n  i
((1, 0678) 4  1)
PV  6240 
(1, 0678) 4  0, 0678
PV  21.241, 60

Calculando o valor das novas parcelas postecipadas, fazemos:

PV = 21.241,60 – 20% de 21.241,60 = 16.993,28

n = 12 trimestrais i = 6,78% a t

(1  i ) n  i
PMT  PV
((1  i ) n  1)
(1, 0678)12  0, 0678
PMT  16993,28
((1, 0678)12  1)
PMT  2.114, 47

Calculando o valor das parcelas no modo antecipado, fazemos:

PV = 21.241,60 – 20% de 21.241,60 = 16.993,28

n = 12 trimestrais (1 + 11) i = 6,78% a t

PV (1  i ) n  i
PMT 
(1  i ) ((1  i ) n  1)
16.993, 28 (1, 0678)12  0, 0678
PMT 
(1, 0678) ((1, 0678)12  1)
PMT  1.980, 21
Calculando o valor das parcelas no modo antecipado, fazemos:

PV = 21.241,60 – 20% de 21.241,60 = 16.993,28

carência = 6 meses = 2 trimestres n = 12 trimestrais i = 6,78% a t

A primeira etapa é calcular o valor da divida no período que termina a carência, e


para isso, temos:

FV = PV (1+i)n

FV = 16993,28 (1,0678)2

FV = 19375,68

O valor futuro passa a ser o valor presente da divida, então, FV = PV1 = 19.375,28

Após calcular o valor da divida ao final da carência, podemos calcular o valor das
parcelas da seguinte forma:

(1  i ) n  i
PMT  PV1
((1  i ) n  1)
(1, 0678)12  0, 0678
PMT  19375,28
((1, 0678)12  1)
PMT  2.410,91

4.5 ATIVIDADES PROPOSTAS


1) A agência de veículos AGS está vendendo seus carros na seguinte forma:
entrada de 10% do valor do carro e pagamentos em 12, 24 ou 36 parcelas com
taxas de juro de 1,2% ao mês, 1,4% ao mês e 1,6% ao mês respectivamente. Se o
preço do carro é R$ 40.000,00, calcule o valor das parcelas quando for:
a) Em 12 parcelas R. R$ 3239,12
b) Em 24 parcelas R. R$ 1776,46
c) Em 36 parcelas R. R$ 1323,26

2) A AGS imóveis está vendendo uma casa nas seguintes condições de pagamento:
a vista ou em 18 prestações trimestrais. Caso a venda seja efetuada a prazo a
taxa cobrada é de 18% ao ano. A casa é avaliada em R$ 200.000,00, portanto,
calcule o valor de cada prestação se:
a) As parcelas forem postecipadas; R. R$ 16.088,51
b) As parcelas forem antecipadas; R. R$ 15.436,37
c) Forem dados R$ 50.000,00 de entrada e as 18 parcelas postecipadas; R. R$
12,066,38
d) Houver uma carência de 6 meses e as as 18 parcelas postecipadas. R. R$
17476,65

3) A loja AGS tem como praxe vender seus artigos recebendo uma entrada de 20%
do valor do bem, e o restante em parcelas mensais iguais e sucessivas, cobrando
uma taxa de 14% ao ano. Desta forma, calcule o valor do coeficiente de
financiamento para:
a) 6 parcelas; R. 0,173125
b) 12 parcelas; R. 0,089399
c) 18 parcelas. R. 0,061529

4) Aproveitando o coeficiente de financiamento (CF) da questão anterior, calcule o


valor das parcelas em cada situação, cujo equipamento tem valor a vista R$
40.000,00. R. a) R$ 5540,00 b) R$ 2.860,00 c) R$
1.968,93

5) A loja MIRC taxa seus produtos a prazo em 1,0% ao mês. Qual o valor da
entrada que será recebida ao vender um equipamento de valor a vista R$
12.800,00 pago em 6 parcelas bimestrais postecipadas sucessivas e iguais de R$
1.725,48. R. R$ 3.138,10

6) Admitindo uma taxa de juro composto de 1,1% ao mês, determine o valor


presente em cada caso:
a) 36 prestações mensais postecipadas, iguais e sucessivas de R$ 1.050,00; R. R$
31.073,95
b) 24 prestações mensais, iguais e sucessivas de R$ 1.850,00 cada, vencendo a
primeira ao final do 3º mês, ou seja, com dois meses de carência; R. R$
37.995,82
c) 18 prestações trimestrais antecipadas, iguais e sucessivas de R$ 1.800,00 cada.
R. R$ 24.869,62

7) A clínica de imagem MSL, pensa em trocar o aparelho de ultrassom usado por


um novo. O preço do aparelho usado é de R$ 20.000,00 e do novo R$ 85.000,00.
A loja AGS, especializada na venda deste tipo de aparelho, aceita o equipamento
usado como entrada e o restante dividido em 18 parcelas mensais, cobrando uma
taxa de 12% ao ano. Calcule o valor das parcelas. R. R$ 3.945,31

8) A loja AGS tem como praxe ao vender seus produtos a prazo, aumentar 20% no
valor a vista e no ato da venda pede 5% do valor do bem como entrada, sendo o
restante parcelado mensalmente em 12 vezes (iguais e consecutivas), cobrando
uma taxa de 15% ao ano. Sendo assim, calcule o valor da taxa efetiva que a loja
cobra. R. 3,3215% a m

9) A loja AGS tem como praxe ao vender seus produtos a prazo, aumentar 20% no
valor a vista e no ato da venda pede 5% do valor do bem como entrada, sendo o
restante parcelado em 12 parcelas mensais (iguais e consecutivas), cobrando
uma taxa de 15% ao ano. Sendo assim, calcule o valor da taxa efetiva que a loja
cobra.

10) A Lan House MV, compra três computadores no valor total de R$ 6.000,00 na
loja de informática MSL, dando uma entrada de R$ 2.000,00 e o restante pago
em 6 parcelas trimestrais consecutivas e iguais, ocorrendo a primeira três meses
após dado a entrada. Sendo a taxa de juro composto de 6,0% ao bimestre,
determine o valor das parcelas. R. R$ 895,24

11) A fazenda Serenata financia a compra de um lote de vacas da raça girolanda no


banco AGS, a uma taxa de 9% ao ano capitalizada mensalmente. Para o
financiamento de R$ 150.000,00, ficou acertado que a fazenda terá uma carência
de dois anos e os 18 pagamentos (postecipados, iguais e consecutivos) serão
semestrais. Sendo assim, calcule o valor das parcelas. R. R$ 14.858,77

12) A loja de eletrodoméstico MIRC tem que adquirir um caminhão baú para fazer o
transporte de mercadorias. A loja financiou na AGS Veículos o valor de R$
148.000,00 em parcelas mensais postecipadas e iguais por 2,5 anos. Ficou
combinado entre a loja e agencia, que seria cobrado uma taxa de 30% a a com
capitalização bimestral. Qual é a taxa efetiva mensal do negocio e qual o valor
das prestações mensais? R. R$ 7.042,37

13) Certa compra cujo valor a vista é $ 2.300,00, foi paga em 8 prestações mensais
iguais e sucessivas postecipadas de $303,24, nesta condição calcule o valor da
taxa.
14) A loja de eletrodomésticos BS anuncia que na compra de um freezer terá uma
entrada de R$ 150,00 e mais seis prestações mensais iguais de R$ 200,00,
vencendo a primeira 60 dias depois da entrada. Sabendo que a taxa de juro é de
16% ao semestre, qual o preço a vista deste bem? R. R$ 1.224,55

15) Qual o valor financiado de um bem a ser pago em 12 prestações mensais de R$


5.000,00 cuja primeira prestação vence daqui a 90 dias, à taxa de 12,49% a t. R.
R$ 43.385,14

16) O senhor Mauro deseja financiar a compra de um imóvel cujo valor é $


80.000,00 e procura o banco MSL que cobra 14% ao ano nos empréstimos. O
financiamento será pago em 24 parcelas bimestrais iguais e consecutivas, com a
primeira paga no ato do fechamento do financiamento, ou seja, 1 + 23.
Determine o valor de cada parcela.

17) Usando o valor da dívida da questão anterior, determine o valor das parcelas se o
banco der um prazo de 6 meses (carência de 5 meses) para iniciar os
pagamentos. R. R$ 4.523,21

18) A livraria MIRC vende uma coleção por R$ 1200,00, a vista ou em 6


pagamentos mensais de R$ 165,00, ocorrendo o primeiro pagamento 1 mês após
a compra. Qual deve ser o valor da entrada admitindo uma taxa de juro de 2,4%
ao mês? R. R$ 288,11

19) Uma empresa anuncia a venda de certo equipamento nas seguintes condições:
R$ 5.000,00 de entrada mais doze prestações trimestrais e iguais a R$ 1.500,00.
Se a taxa de juro compostos é igual a 13,0% ao ano, qual o preço a vista deste
equipamento? R. R$ 19.839,97

20) As fazendas reunidas GADO FORTE, na compra um trator de valor R$


140.000,00, deseja saber em quantas parcelas bimestrais poderá liquidar a divida
se der uma entrada de 32% do valor do bem a juro exponencial efetivo de 2,3%
a m. R. 24

21) Da-se o nome de mutuário a aquela pessoa que financia um imóvel, ou toma um
empréstimo. Em um financiamento com prazo de 36 parcelas mensais, um
mutuário compra um imóvel no valor de R$ 200.000,00 a uma taxa de juro
composto igual a 9% ao ano. Sabendo que ainda falta pagar 14 prestações
(sendo uma hoje e treze a posteriori) determine o valor total devido hoje, para
que ele possa quitar a dívida. R. R$ 84.577,92

22) A loja de eletrodoméstico MIRC está vendendo um aparelho por um preço a


vista igual a R$ 10.000,00 com desconto de 10% ou em dez pagamentos mensais
sem acréscimo, (1 + 9), no valor de R$ 1.000,00. Pergunta-se: qual o valor da
taxa de juro cobrada nessa venda? R. 2,24227% a m

23) A imobiliária MSL vende um terreno cujo valor R$ 300.000,00 com a condição
de 12 prestações trimestrais iguais postecipadas, com 2 anos de carência.
Calcular o valor das prestações, sabendo-se que a taxa do juro é de 20% ao ano.
R. R$ 47.819,94

24) A mineração Metal pode adquirir um caminhão fora de estrada por R$


380.000,00, a vista ou em 24 pagamentos mensais de R$ 13.409,77, ocorrendo o
primeiro pagamento 7 meses após a compra, ou seja, seis meses de carência.
Qual deve ser o valor da entrada admitindo uma taxa de juro de 1,4% ao mês? R.
R$ 169.660,83

25) O senhor Antonio tomou certo valor emprestado na mão do senhor Caio, com a
promessa de liquidar em 18 parcelas mensais iguais e postecipadas de R$
12.400,00, sendo a taxa combinada de 12% ao ano. O senhor Antonio passando
por dificuldade financeira não efetuou nenhum pagamento até o final do 8º mês.
No vencimento da 8ª parcela o devedor procura o credor e propõe liquidar toda
sua dívida (vincenda e vencida). Portanto, qual o valor que o senhor Caio
receberá? R. R$ 219.477,51

26) O senhor Brenno efetua um depósito de R$ 18.000,00 num fundo de


investimento que rende juro de 1,2% ao mês. Ao completar oito meses, decide
retirar sua aplicação em 12 parcelas mensais, iguais e sucessivas, retirando a
primeira 30 dias após a decisão. Admitindo a manutenção da mesma taxa de juro
para todo o período, determinar o valor das parcelas que serão retiradas. R. R$
1.781,72

27) O casal Brenno e Stela, programa uma viagem para Bariloche daqui a nove
meses. Para ter o dinheiro suficiente durante a estadia na estação de esqui,
imaginam iniciar depósitos mensais de R$ 1.200,00 a partir do próximo mês. A
aplicação terá rendimento de 1,4% ao mês. Calcule o valor do montante ao final
dos oito meses? R. R$ 10.083,80

28) A locadora de carros MSL deseja trocar o carro mais velho da sua frota daqui a
um ano. É esperado que o carro novo custe daqui a 12 meses R$ 40.000,00 a
vista, e o carro velho um valor residual de R$ 12.000,00. Admitindo-se que na
compra a concessionária aceite o carro usado como entrada, quanto a locadora
deve a partir de hoje, poupar mensalmente rendendo 2,2% a m, de juro
compostos? R. R$ 2.622,60

29) Uma mercadoria é vendida em 12 prestações mensais de R$ 190,00 ou em 24


prestações mensais de R$ 109,00. Não havendo entrada e que a taxa de juro do
crédito pessoal é de 2,5% a m, pergunta-se: Qual é a melhor opção para o
comprador? R. a primeira opção por apresentar menor valor presente.

30) Um empresário tem seu dinheiro aplicado a 2,0% ao mês e deseja comprar um
imóvel. Qual é a opção mais atrativa: R$ 20.000,00 de entrada e mais 24
prestações mensais de R$ 2.000,00, ou 36 prestações mensais de R$ 1.800,00,
sendo neste caso exigida uma entrada de R$ 12.000,00. R. Por apresentar um
valor presente menor, a primeira opção é a melhor

31) O senhor Wilson está disposto a comprar um barco cujo preço a vista é R$
500.000,00. O estaleiro MSL vende este barco por R$ 200.000,00 de entrada
mais 12 prestações mensais de R$ 30.000,00. Qual é a taxa de juro cobrada neste
financiamento? R. 2,9228% a m

32) A imobiliária Vento Sul coloca a venda um imóvel em 48 prestações mensais


postecipadas e iguais sem entrada de R$ 5.000,00 ou uma entrada paga no ato e
mais 60 prestações bimestrais no valor de R$ 5.000,00. Sabendo que a taxa de
juro em vigor no mercado para operações desse tipo é igual a 20,0% ao ano.
Estime qual deve ser o valor da entrada a ser paga. R. R$ 33.209,69

33) A Mac Tratores anuncia uma promoção: trator MS 4X4 a vista por R$
200.000,00 ou uma entrada e 18 prestações mensais postecipadas de R$
8.000,00 cada, com um período de carência de seis meses para o inicio do
pagamento das prestações. Calcule o valor da entrada sabendo que a taxa de juro
é de 2,0% ao mês. R. R$ 93.500,04

34) A fazenda GADO FORTE, está vendendo uma vaca de puro sangue da raça
NELORE, cujo preço a vista é R$ 20.000,00, ou a prazo em prestações mensais
de R$ 900,00. Se a GADO FORTE cobra juro efetivos de 2,6% a m, em quantas
prestações é possível liquidar a dívida? R. 34

35) A MSL ltda, tomou um empréstimo no valor de R$ 80.000,00 que deve ser
liquidado mediante o pagamento de 20 prestações mensais de R$ 4.600,00.
Determine a taxa efetiva mensal desse financiamento, no regime de juro
compostos, nas seguintes hipóteses:
a)1ª prestação ocorre 30 dias após a liberação do principal; R. 1,3696% a m

b)1ª prestação ocorre na mesma data da liberação do principal. R. 1,5226% a m

36) A transportadora AGS tem duas opções para fazer o seguro dos seus caminhões.
Em qual das agencias de seguro é a mais atrativa:
a) Agencia A, oferece em 12 parcelas mensais postecipadas consecutivas e iguais
de R$ 800,00, ou a vista R$ 8.726,00; R. 1,5% a m
b) Agencia B, oferece em 8 parcelas mensais antecipadas consecutivas e iguais de
R$ 1.152,30 ou a vista R$ 8.726,00. R. 1,2363% a m
A segunda agencia oferece a uma menor taxa, portanto, é a melhor opção.

37) Um equipamento é vendido a vista por R$ 200,00, ou em parcelas mensais


antecipadas consecutivas e iguais. Se a taxa de juro composto é de 18% ao ano
capitalizado bimestralmente, calcule a quantidade de parcelas. R. 15

38) A Santanna Veículos vende o caminhão de carga MS a vista por R$ 180.000,00,


ou 30% como entrada, financiando o saldo em 36 prestações, com 6 meses de
carência. Sabendo-se que a taxa de juro da agência é de 1,5% a m, qual é o valor
das prestações? R. R$ 4.980,85

39) Um imóvel é oferecido na planta ao preço a vista de R$ 100.000,00. A


imobiliária oferece a seguinte proposta de financiamento: 20% do valor em 24
prestações mensais de R$ 1.180,95 e após estes pagamentos o restante da divida
será financiado em parcelas semestrais nos próximos 10 anos. Um comprador
dispõe-se a pagar 24 parcelas de R$ 1.000,00 e a diferença de R$ 180,95
mensais mediante quatro parcelas semestrais postecipadas de igual valor. Se a
taxa de juro cobrada é de 0,8% ao mês, qual deve ser o valor das parcelas
semestrais nos dois casos? R. R$ 26.651,48

40) Tendo comprado uma motocicleta em 24 prestações mensais de R$ 210,00, o


cliente propõe sua substituição para 12 parcelas bimestrais. Qual será o valor
dessa nova prestação considerando uma taxa de juro de 2% ao mês. R. R$
424,20

41) Ao liquidar um empréstimo contratado à taxa de 36,0% ao ano, por meio de 12


pagamentos mensais antecipados de R$ 500,00 cada, o senhor Brenno deseja
saber quanto totalizou os juro pagos no período? R. R$ 768,29

42) O banco MIRC emprestou à rede de lojas de pneu AGS, o valor de R$


50.000,00. No ato do empréstimo o banco fica com 1,5% do valor emprestado a
título de comissão para abertura de crédito. A AGS combina pagar em 24
parcelas bimestrais postecipadas consecutivas e iguais a uma taxa de juro
exponencial de 10% ao ano. Portanto, qual o valor das parcelas e da taxa efetiva
cobrada pelo banco? R. R$ 2.525,64 i = 10,8551% a a

43) A locadora de veículos MIRC comprou um carro na seguinte condição: entrada


de R$ 13.000,00 e mais 24 parcelas de R$ 2.000,00 a uma taxa de juro de 2% ao
mês. Após ter liquidado 8 parcelas, a locadora pretende liquidar a divida no
próximo mês. Portanto, qual o valor do carro e da dívida a ser liquidada? E se a
locadora optar por liquidar a divida quando for pagar a 10ª parcela? R. 9ª parcela
R$ 27.698,53 10ª parcela R$ 26.212,50

44) O laboratório de análises clinica MSL, tomou um empréstimo de R$ 40.000,00


no banco AGS para ser pago em 12 prestações postecipadas iguais e
consecutivas a uma taxa composta de 12% ao ano. Quando do pagamento da
oitava parcela, o laboratório resolve refinanciar a dívida em 12 parcelas mensais
consecutivas e iguais iniciando no ato do refinanciamento. O banco cobra uma
taxa de 14% ao ano para o refinanciamento, sendo assim calcule o valor das
novas prestações. R. R$ 1.537,10

45) O banco financiou R$ 250.000,00 à rede de lojas MIRC, a serem pagas em 24


parcelas antecipadas, cobrando uma taxa de juro composto de 1,2% ao mês. A
MIRC efetuou 10 pagamentos, no dia em que foi efetuar o 11ª solicitou mais um
financiamento de R$ 60.000,00, a ser adicionado ao restante não pago. À mesma
taxa de juro, calcule o valor da nova prestação, se totalizam 18 e agora
postecipadas. R. R$ 13.317,81

46) A fazenda Serenata para aumentar a produção de cachaça terá que repor a
moenda usada por uma nova. Tem duas opções, comprar a vista por R$
20.000,00, ou a prazo, com 30% de entrada e mais 12 prestações mensais de R$
1.300,00. Se a fazenda tem seu dinheiro aplicado a 1,9% ao mês, qual a melhor
opção de compra? R. A compra a prazo é mais vantajosa

47) Uma pessoa deve atualmente 18 prestações mensais de R$ 2.200,00 cada uma.
Com o intuito de adequar esses desembolsos mensais com suas disponibilidades
de caixa, está propondo ao credor a transformação deste fluxo numa série de 8
pagamentos trimestrais, iguais e sucessivos. Para uma taxa de juro de 2,4% ao
mês, determinar o valor de cada prestação trimestral que está sendo proposta. R.
R$ 5.411,68
CAPÍTULO 5

5. SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO

5.1 DEFINIÇÃO BÁSICA

As empresas de um modo geral necessitam ampliar instalações, realizar novos


empreendimentos e pagar obrigações, portanto, necessitam de recursos, e estas são
obrigadas às vezes a tomarem empréstimos, sendo assim, assumem dívidas que são
pagas com juro de forma que variam de acordo com contratos estabelecidos entre as
partes interessadas.

Os financiamentos feitos pelos devedores (mutuários) podem ser restituídos de várias


formas aos credores (mutuantes), estas maneiras podem ser verificadas dentro dos
Sistemas de Amortização de Empréstimos e Financiamentos.

Os Sistemas de Amortização possuem características próprias que basicamente


envolvem amortizações periódicas do principal e encargos financeiros (juro da
operação). Utiliza exclusivamente o critério de juro compostos, ou seja, o juro incide
sobre o saldo devedor apurado em período imediatamente anterior.

Há uma padronização em cada tipo de sistema de amortização, tanto nos desembolsos,


quanto nos reembolsos. Conforme o tipo de sistema pode ter ou não carência, sendo
que, no período de carência, pode-se pagar ou não o juro.

Usa-se certa terminologia nos sistemas de amortização, vejamos:

 Encargos Financeiros – juro da operação que podem ser pré-fixados ou pós–fixados,


constituindo-se custo para o devedor e retorno para o credor;
 Amortização – pagamento do capital emprestado, realizado através das prestações
periódicas, mensais, bimestrais, trimestrais, etc.;
 Saldo Devedor – Representa o valor do principal da dívida, em um determinado
momento, após a dedução das amortizações já efetuadas pelo mutuário;
 Prestação – Amortização mais encargos financeiros (juro e taxas adicionais) devidos
em determinado período de tempo;
 Carência – Diferimento eventualmente acordado no início dos pagamentos do
empréstimo ou financiamento. Registre-se que, os encargos financeiros, dependendo
do estabelecido contratualmente, podem ocorrer após o prazo do diferimento,
juntamente com o principal.

Dentro dos tipos de Sistemas de Amortização, cada um tem sua característica própria,
mas podendo haver algumas pequenas modificações, mas todas obedecendo a regras:
 O valor de cada prestação é formado por duas parcelas, uma delas é a devolução do
principal ou parte dele, denominada Amortização, e a outra parcela é referente ao
Juro, esse que representa o custo do empréstimo; isto é: Prestação = Amortização
+ Juro, portanto, quando falamos de amortização, estamos referindo a uma parte e
não de toda anuidade.
 O valor do juro de cada prestação é sempre calculado sobre o saldo devedor do
empréstimo, aplicando uma determinada taxa de juro. Desta regra pode-se verificar
que:
 No pagamento de cada prestação o devedor paga juro integral sobre o valor do
saldo devedor no início do período que está pagando;
 Após o pagamento da prestação, e no mesmo dia, o devedor deve somente a
parte do capital que ainda não foi amortizado; nesse dia, o juro é zerado;
 Em cada data de pagamento, o valor da prestação deve ser maior ou igual ao
valor do juro devido nessa data;
 Um plano corretamente construído não pode ter nenhuma prestação com valor
menor que o valor do juro calculado sobre o saldo devedor. Portanto, o valor da
primeira prestação será sempre maior que o valor do juro sobre o valor
financiado.

Veremos alguns tipos de sistema de Amortização.

5.2 SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE – SAC

Neste sistema o valor da amortização é igual em todos os períodos, consequentemente o


valor das prestações decresce, ou seja, com a redução do saldo devedor o juro diminui e
o valor da prestação diminui.

Para um financiamento que será quitado em “n” parcelas, o valor da amortização é


calculado da seguinte forma:
PV
Amortização =
n

1.Confeccionar uma tabela para um financiamento de R$ 10.000,00, que deverá ser


quitado em 5 parcelas mensais a uma taxa de juro de 2,0% ao mês, pelo sistemas SAC.

10000
Amortização =  2000
5

2. Usando os mesmos dados do exemplo acima, vejamos o caso em que o devedor


desejar pagar o juro ao final do período. A amortização e as quatro primeiras
prestações continuarão as mesmas, sendo que a última ocorrerá a liquidação do juro.
5.3 SISTEMA FRANCÊS – TABELA PRICE

A característica do Sistema Francês consiste em que as prestações são de mesmo valor


(fixas) em todos os períodos (bimestrais, semestrais e etc). A tabela PRICE é um caso
particular do Sistema Francês, no qual, as prestações são mensais e a taxa é dada em
valor nominal.

O Sistema Price propõe-se a determinar o valor de uma prestação constante, ou seja,


igual, para cada um dos pagamentos em cada vencimento.

O valor de cada prestação pode ser calculado da mesma forma que o usado a fórmula
vista no item 4.2.2, :

(1  i ) n  i
PMT = PV
((1  i ) n  1)
(1  i ) n  i
Onde a expressão é o FATOR DE PARCELAMENTO - FP(i,n) ou FATOR
((1  i ) n  1)
DE FINANCIAMENTO ou COEFICIENTE DE FINANCIAMENTO.

Alerta-se que essas fórmulas são válidas apenas quando os períodos de vencimentos
correspondem ao período da taxa. É comum a sua aplicação por períodos de 30 dias.

1. Seja o caso em que a divida de R$ 10.000,00 será amortização em 5 períodos mensais


a uma taxa de 24% ao ano capitalizada mensalmente.

Resolução: Antes deve-se calcular o valor da taxa ao mês, depois encontrar o valor das
prestações e assim pode-se encontrar o valor do juro e da amortização.

i = 24% ao ano capitalizado mensalmente i = ......% ao mês.

i q/t
i = ((1 + ) -1 ) 100
k

k = 12 q = 1 (mês) t = 1 (mês)

0, 24 1/1
i = (( 1 + )  1) 100
12

i = 2,0% ao mês

(1  i) n  i
PMT = PV
((1  i) n  1)
(1, 02)5  0, 02
PMT = 10000 = 2.121,58
((1, 02)5  1)

Pode-se verificar os valores na tabela abaixo:


2.Vejamos um caso em que o valor do empréstimo seja de R$ 5.000,00, para ser pago
em 12 parcelas mensais, postecipadas e iguais, onde a taxa de juro seja de 19% ao ano
capitalizado mensalmente. Querendo saber quanto pagarei de juro, quanto terei
amortizado, e qual o saldo devedor ao final da 6ª parcela.

Procedimento:

Calculo da taxa mensal: i = 19% ao ano capitalizado mensalmente

q = 1 (mês) t = 1 (mês) k = 12

it q / t
i = ((1 + ) – 1) 100
k

0,19 1/1
i = (( 1 + )  1) 100
12

i = 1,5833 % ao mês

Visto em rendas diferidas, ou seja, em alguns empreendimentos é necessário um


período de carência para o início dos pagamentos.

3.Imagine que a fazenda Serenata compre um lote de vacas da raça Holandesa com a
finalidade de aumentar a produção de leite. Para este tipo de empreendimento
geralmente o primeiro pagamento é feito após um período de carência. Suponha que a
fazenda Serenata faça um empréstimo de R$ 100.000,00 no Banco MSL, com promessa
de pagar em 6 anos, sendo 2 anos de carência e parcelas semestrais, iguais e
consecutivas. A taxa de juro cobrada pelo banco é de 9% ao ano capitalizado
semestralmente. Por serem parcelas iguais e consecutivas e não mensais dizemos que se
trata do Sistema Francês. O gerente da fazenda deseja estar ciente dos valores para
poder planejar os pagamentos.
Resolução: transformar a taxa nominal em efetiva ao semestre

Calculo da taxa mensal: i = 9% ao ano capitalizado semestralmente

q = 6 (meses) t = 6 (meses) k=2

it q / t
i = ((1 + ) – 1) 100
k

0, 09 6/6
i = (( 1 + )  1) 100
2

i = 4,5% ao semestre

Para este caso temos: 6 anos para liquidar a divida, com 2 anos de carência, logo,
sobram 4 anos para as parcelas semestrais, ou seja, serão 8 parcelas semestrais. Os
cálculos deste problema são feitos usando o mesmo processo visto em rendas diferidas.
Primeira parte deve-se encontrar o valor da dívida ao fim da carência (FV). Na segunda
parte, o valor da parcela.
Primeira parte:
FV = PV (1+ i)n FV = 100000 (1,045)4 FV = 119.251,86

Segunda parte:
(1  i) n  i
PMT = PV
((1  i) n  1)
(1, 045)8  0, 045
PMT = 119.251,86 =18.079,73
((1, 045)8  1)
5.4 ATIVIDADES RESOLVIDAS

1) A construtora MSL deseja comprar um terreno que está localizado nas


mediações de certa universidade, com o propósito de construir um prédio de
apartamentos. O prédio está orçado em R$ 800.000,00 e o terreno de valor R$
20.000,00 , valores que poderão ser financiados pelo banco AGS, na modalidade
do Sistema SAC, PRICE. Construa as planilhas para cada modalidade, sendo a
taxa de 10% ao ano capitalizado mensalmente, carência de 3 anos e liquidado
em 6 parcelas anuais e consecutivas. Depois de confeccionadas as planilhas, faça
uma análise de comparação sobre o juro pago em cada modalidade.

Resolução: no caso da carência ser de 3 anos e as parcelas sendo anuais, vamos


transformar a taxa nominal dada em ano (12 meses).

i = 10% ao ano capitalizado mensalmente iq = 12 (meses) it = 1 (mês)

i = 10% ao ano capitalizado mensalmente q = 12 (ano) t = 1 (mês) k = 12

it q / t
i = ((1 + ) – 1) 100
k

0,10 12/1
i = (( 1 + )  1) 100
12

i = 10,47131% ao ano
Carência = 3 anos número de parcelas = 6 (anuais)

Para qualquer um dos dois sistemas deve-se calcular o valor do financiamento após a
carência, ou seja, primeira parte deve-se encontrar o valor da dívida ao fim da carência
(FV), e a segunda parte, o valor das parcelas.

Primeira parte:
FV = PV (1+ i)n
FV = 820000 (1,1047131)3
FV = 1105509,21

Para o sistema PRICE:


Segunda parte:
(1  i) n  i
PMT = PV
((1  i) n  1)
(1,1047131)6  0,1047131
PMT=1105509,21 = 257.348,94
((1,1047131)6  1)

Sistema de Amortização Constante – SAC:


i = 10,47131% ao mês carência = 3 anos número de parcelas = 6 (anuais)

Calculando o valor devido na carência:

FV = PV (1+ i)n
FV = 820000 (1,1047131)3
FV = 1105509,21

110.5509,21
Amortização =  184.251,53
6

Análise comparativa dos dois sistemas:

SISTEMA JURO

PRICE 438.584,45

SAC 405.164,54

Para o caso de 6 períodos através do sistema SACRE se paga mais juro.

2) A transportadora MSL financia a compra de um caminhão na agência MSL. Esta


agência oferece três modalidades de pagamento: Sistema de Amortização
Constante e o Sistema Francês. Em qualquer uma das modalidades é previsto
uma carência de seis meses. No caso do SAC e do Francês, pagamento em 12
meses, com parcelas bimestrais. A taxa desta agência é de 12% ao ano. Se o
valor do bem é de R$ 200.000,00, confeccione as planilhas para os dois sistemas
e responda:
a) Qual o valor amortizado até a terceira parcela nos sistemas: SAC e Francês;
b) Qual o valor do juro pago até a terceira parcela nos sistemas: SAC e Francês;
c) Faça uma análise de comparação sobre o juro pago em cada modalidade.
Resolução: no caso da carência ser de seis meses, o período da taxa em ano e as parcelas
bimestrais, deve-se transformar o período da carência e o período da taxa em bimestre.

Carência: 6 meses = 3 bimestres

i = 12% ao ano q = 2 (bimestre) t = 12 (meses – 1 ano)

i = ((1 + it) q / t – 1) 100

iq = ((1,12)2 / 12 – 1) 100

iq = 1,90676% ao bimestre

O valor financiado de R$ 200.000,00 será corrigido durante a carência:

FV = PV (1 + i)n

FV = 200000 (1,0190676)3

FV = 211.660,09

Sistema de Amortização Constante – SAC

PV 211660,09
Amortização =   35276,68
n 6

Sistema Francês
De posse do valor do montante ao final da carência (FV = PV = 211.660,09) que
será o mesmo valor da divida um período antes de iniciar os pagamentos, deve-se
encontrar o valor da prestação.
(1  i) n  i
PMT = PV
((1  i) n  1)
(1,0190676)6  0,0190676
PMT = 211.660,09 = 37.667,98
((1,0190676)6  1)

a) De acordo com as planilhas dos sistemas SAC e Francês, o valor amortizado até a
terceira parcela é: SAC: 105.830,04 Francês: 108.968,08

b) De acordo com as planilhas dos sistemas SAC e Francês, o valor pago de juro até a
terceira parcela é: SAC: 21.749,72 Francês: 21.831,56

c) Resumindo os valores pagos na tabela abaixo:

SISTEMA JURO

SAC 25.785,57

FRANCÊS 14.347,76

3) O senhor Antonio fez um financiamento de R$ 12.000,00 pelo sistema PRICE, para


pagar em 24 parcelas a uma taxa de 15% ao ano capitalizado mensalmente. Calcule:

a) O valor pago de juro até a 16ª (décima sexta) parcela;


b) O valor amortizado até a 16ª (décima sexta) parcela;

c) O valor devido na data do vencimento da 16ª (décima sexta) parcela;

i = 15% ao ano capitalizado mensalmente q = 1 (mês) t = 1 (mês)

it q / t 0,15 1/1
k = 12 i = ((1 + ) – 1) 100 i = (( 1 + )  1) 100
k 12

i = 1,25 % ao mês

5.5 ATIVIDADES PROPOSTAS

1) A fábrica de biscoito Dona Stela contrai um empréstimo de R$ 50.000,00 a 12% ao


ano para ser pago em quatro anos em prestações trimestrais pelos sistemas: SAC,
Francês. Pede-se:
a) Faça a planilha para cada sistema;
b) Faça o comparativo do total de juro e da prestação paga em cada sistema;

2) A construtora MSL coloca um apartamento de R$ 150.000,00 à venda da seguinte


forma: entrada de 20% do valor do bem, e mais 6 parcelas mensais consecutivas a
uma taxa de 12% ao ano com capitalização mensal. O senhor AGS interessa na
compra e deseja saber quanto pagará de juro ao final se o sistema for:
a) PRICE
b) SAC
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BRIGHAM, E. F.; GAPENSKI, L. C.; EHRHARDT, M. C. Administração


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LAPPONI, Juan Carlos. Matemática Financeira. São Paulo: Lapponi Treinamento e


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MATHIAS, Washington Franco e GOMES, José Maria. Matemática Financeira –


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