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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ

CENTRO DE ENGENHARIASE CIÊNCIAS EXATAS


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA
CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES

Toledo/PR
2013
2

Bruna Lariane de Medeiros


Cesar Schadeck
Tamara Larissa Wilhelm
Tiago Ferreira
Yohana Torquato dos Santos

PRINCÍPIO DE ARQUIMEDES

Relatório apresentado à disciplina de


Física Geral e Experimental II.
Universidade Estadual do Oeste do
Paraná - Campus de Toledo.

Professor: Dr. Fernando Rodolfo


Espinoza Quiñones

TOLEDO – PARANÁ
2013
3

SUMÁRIO

1. RESUMO ..................................................................................................... 4
2. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 5
3. MATERIAIS E PROCEDIMENTO ................................................................ 9
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................. 11
5. CONCLUSÃO ............................................................................................ 23
6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS .......................................................... 24
7. ANEXOS .................................................................................................... 25
4

1. RESUMO

Para um corpo imerso em um fluido com densidade determinada, existe


uma força contrária à ação da força peso denominada de empuxo, relatada
no princípio de Arquimedes. Para a verificação deste princípio, na prática
laboratorial utilizou-se um cilindro de nylon, uma proveta graduada com
capacidade máxima de 1000 mL e um dinamômetro. Primeiramente mediu-
se o peso real do cilindro e logo após começou-se a imergi-lo no primeiro
fluído, a água, variando 10 vezes a profundidade e conferindo o peso
aparente do cilindro registrado no dinamômetro. Então, esse procedimento
foi repetido para o segundo fluído, o álcool. Assim, através do empuxo
(diferença entre o peso real e o peso aparente) determinou-se a densidade
de cada fluido e do corpo imerso. Portanto, foi possível verificar o princípio
de Arquimedes e a existência da força empuxo, sendo esta contrária a força
peso. Também verificou-se que com essa forças pode-se determinar a
densidade do fluído e do corpo imerso.
5

2. INTRODUÇÃO

Um fluido é uma substância que pode escoar e assumir a forma do


recipiente em que se encontra. A principal característica dos fluidos é que estes
não podem resistir às forças paralelas à sua superfície, pois os mesmos
escorrem, assumindo a forma do recipiente ou se deformando conforme o vetor
força exercido.
O estudo dos fluidos é a base da engenharia hidráulica, um ramo da
engenharia com muitas aplicações praticas. Dentre os princípios e equações
desenvolvidas durante o estudo do comportamento dos fluidos, um dos que se
destaca é o Principio de Arquimedes.
Considerando um corpo cilíndrico de área da base A e altura h,
totalmente imerso em um fluido em equilíbrio cuja densidade é ρ (Figura 1). Por
simetria, as forças laterais se cancelam aos pares, enquanto as forças
aplicadas nas bases superior e inferior geram uma diferença de pressão, onde
na parte inferior é maior que na parte superior que pode ser obtido da Lei de
Stevin.

Figura 1: Corpo no fluido em equilíbrio.

𝑝(𝑧2 ) = 𝑝0 + 𝜌 ∙ 𝑔 ∙ 𝑧2 (1)

𝑝(𝑧1 ) = 𝑝0 + 𝜌 ∙ 𝑔 ∙ 𝑧1 (2)
6

Logo a diferença de pressão é dada pela Equação (3).

∆𝑝 = 𝑝(𝑧2 ) − 𝑝(𝑧1 ) = 𝜌 ∙ 𝑔 ∙ (𝑧2 − 𝑧1 )

∆𝑝 = 𝜌 ∙ 𝑔 ∙ ℎ (3)

Esta diferença de pressão cria uma força superficial resultante exercida


pelo fluido sobre o cilindro (Equação 4).

∆𝐹⃗ = 𝐹⃗2 + 𝐹⃗1 = −𝑝(𝑧2 ) ∙ ∆𝑆⃗2 − 𝑝(𝑧1 ) ∙ ∆𝑆⃗1 (4)

Onde, os vetores áreas são definidos pela Equação 5.

∆𝑆⃗1 = −∆𝑆⃗2 = −𝐴 ∙ 𝑘̂ (5)

Substituindo na Equação 4, obtemos a Equação 6.

∆𝐹⃗ = 𝐹⃗2 + 𝐹⃗1 = [𝑝(𝑧2 ) − 𝑝(𝑧1 )] ∙ 𝐴 ∙ 𝑘̂

∆𝐹 = ∆𝑝 ∙ 𝐴 ∙ 𝑘̂ (6)

Portanto o fluido exerce uma força vertical direcionada para cima,



também conhecida como Empuxo (𝐸⃗⃗ = ∆𝐹⃗). Por conseguinte, a força E , em
termos da densidade do fluido e altura do objeto imerso, é dada pela Equação
7.
𝐸⃗⃗ = ∆𝑝 ∙ 𝐴 ∙ 𝑘̂ = 𝜌 ∙ 𝑔 ∙ ℎ ∙ 𝐴 ∙ 𝑘̂ (7)

Pela Equação 7 pode-se observar que o empuxo é proporcional ao


volume imerso ( V  h  A ) do objeto e à densidade do fluido (  ), o que é
equivalente à massa de fluido deslocada pelo objeto (Equação 8 e 9).

∆𝑀𝑓 = 𝜌 ∙ 𝐴 ∙ ℎ (8)
7

𝐸⃗⃗ = ∆𝑀𝑓 ∙ 𝑔 ∙ 𝑘̂ (9)

Por outro lado, o peso da porção de fluido deslocada é dada pela


Equação 10.

𝑃⃗⃗𝑓 = −∆𝑀𝑓 ∙ 𝑔 ∙ 𝑘̂ (10)

Então, pode-se concluir que a força de empuxo, exercida pelo fluido


sobre o copo imerso, é igual ao peso do fluido deslocado pelo objeto, porém
aplicada no sentido oposto à força peso do fluido (Equação 11).

𝐸⃗⃗ = −𝑃⃗⃗𝑓 (11)

Assim, no caso de um sólido, o empuxo atua sobre o sólido como força


volumétrica aplicada no centro de gravidade do fluido deslocado, porém, a
força peso do sólido continua atuando no centro de gravidade do mesmo. Se a
densidade do sólido for menor que a do fluido, obtém-se que o empuxo é maior
que a do peso, implicando a flutuação do sólido.
Logo, o enunciado de Arquimedes se resume a:
"Um corpo total ou parcialmente imerso num fluido recebe do fluido um
empuxo igual e contrário ao peso da porção de fluido destacada e aplicada no
centro de gravidade da mesma".
O peso aparente (𝑃𝑎 ) de um objeto imerso em fluido é dado pela
diferença entre o peso real do objeto e a força empuxo aplicada sobre o
mesmo, conforme Equação 12.

𝑃𝑎 = 𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙 − 𝐸 (12)

Podendo reescrever a equação 12 segundo a Equação 13.

𝑃𝑎 = 𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙 − 𝜌𝑓 ∙ 𝐴 ∙ 𝑔 ∙ ℎ (13)
8

Este relatório tem por objetivo determinar a densidade da água, do


álcool e do nylon pelo Principio de Arquimedes.
9

3. MATERIAIS E PROCEDIMENTO

3.1. MATERIAIS

Em um tripé, uma garra foi posicionada com um dinamômetro de 2N


prendendo em sua parte inferior um cilindro de nylon com 4,05 cm de diâmetro
e altura 11,10 cm com uma escala graduada em mm na sua superfície lateral e
um gancho na parte superior. Utilizou-se uma proveta de 1000 mL
primeiramente com 700 mL de água e por segundo com 700 mL de álcool.

3.2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Inicialmente ajustou-se o dinamômetro no zero e usando a garra


prendeu-se a carcaça cilíndrica do dinamômetro à haste (Figura 2). Com o
cilindro pendurado no dinamômetro anotou-se o valor do peso real. Depois de
despejar 700 mL de água (parte 1) ou álcool (parte 2) na proveta, colocou-se o
sistema dinamômetro-cilindro dentro dela, soltando a garra lentamente até que
o cilindro ficasse imerso no nível de água desejado, sendo esse nível de 10
mm á 100 mm. Dessa forma, anotou-se em cada medida o peso aparente
medido no dinamômetro e o novo volume de liquido na proveta.
10

Figura 02 - Sistema dinamômetro-cilindro.

Ainda determinou-se o volume de líquido deslocado pelo cilindro


parcialmente mergulhado observando a variação do volume lido na proveta. Já
o empuxo foi calculado em cada escala do cilindro através da Equação 12. Os
valores encontrados foram relatados nas Tabelas 1 e 2.
11

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1. RESULTADOS EXPERIMENTAIS

4.1.1. PARTE 1

A partir das medidas experimentais realizadas durante a prática,


obtiveram-se os valores apresentados na Tabela 1, esses dados são referentes
as dez medidas de peso aparente, volume final da proveta, empuxo da água e
o volume deslocado.

Tabela 1 – Peso aparente do cilindro, empuxo da água e volume


deslocado pelo cilindro de nylon.
Escala no Peso aparente médio Volume final da Empuxo do Volume deslocado
cilindro (m) do cilindro (N) proveta (mL) fluido (N) (m3)(.10-5)
0 ± 0,001 1,64 ± 0,01 700 ± 5 0,00 ± 0,02 0 ± 1,0
0,01 ± 0,001 1,50 ± 0,01 720 ± 5 0,14 ± 0,02 2,0 ± 1,0
0,02 ± 0,001 1,38 ± 0,01 730 ± 5 0,26 ± 0,02 3,0 ± 1,0
0,03 ± 0,001 1,22 ± 0,01 750 ± 5 0,42 ± 0,02 5,0 ± 1,0
0,04 ± 0,001 1,16 ± 0,01 760 ± 5 0,48 ± 0,02 6,0 ± 1,0
0,05 ± 0,001 1,00 ± 0,01 770 ± 5 0,64 ± 0,02 7,0 ± 1,0
0,06 ± 0,001 0,86 ± 0,01 785 ± 5 0,78 ± 0,02 8,0 ± 1,0
0,07 ± 0,001 0,74 ± 0,01 800 ± 5 0,90 ± 0,02 10,0 ± 1,0
0,08 ± 0,001 0,60 ± 0,01 810 ± 5 1,04 ± 0,02 11,0 ± 1,0
0,09 ± 0,001 0,48 ± 0,01 825 ± 5 1,16 ± 0,02 12,5 ± 1,0
0,10 ± 0,001 0,34 ± 0,01 840 ± 5 1,30 ± 0,02 14,0 ± 1,0

4.1.2. PARTE 2

A partir das medidas experimentais realizadas durante a prática,


obtiveram-se os valores apresentados na Tabela 2, esses dados são referentes
12

as dez medidas de peso aparente, volume final da proveta, empuxo do álcool e


o volume deslocado.

Tabela 2 – Peso aparente do cilindro, empuxo do álcool e volume


deslocado pelo cilindro de nylon.
Escala no Peso aparente médio Volume final da Empuxo do Volume deslocado
cilindro (m) do cilindro (N) proveta (mL) fluido (N) (m3) (.10-5)
0 ± 0,001 1,64 ± 0,01 700 ± 5 0,00 ± 0,02 0 ± 1,0
0,01 ± 0,001 1,54 ± 0,01 720 ± 5 0,10 ± 0,02 2,0 ± 1,0
0,02 ± 0,001 1,46 ± 0,01 730 ± 5 0,18 ± 0,02 3,0 ± 1,0
0,03 ± 0,001 1,34 ± 0,01 740 ± 5 0,30 ± 0,02 4,0 ± 1,0
0,04 ± 0,001 1,22 ± 0,01 755 ± 5 0,42 ± 0,02 5,5 ± 1,0
0,05 ± 0,001 1,12 ± 0,01 770 ± 5 0,52 ± 0,02 7,0 ± 1,0
0,06 ± 0,001 1,02 ± 0,01 780 ± 5 0,62 ± 0,02 8,0 ± 1,0
0,07 ± 0,001 0,92 ± 0,01 795 ± 5 0,72 ± 0,02 9,5 ± 1,0
0,08 ± 0,001 0,82 ± 0,01 810 ± 5 0,82 ± 0,02 11,0 ± 1,0
0,09 ± 0,001 0,70 ± 0,01 820 ± 5 0,94 ± 0,02 12,0 ± 1,0
0,10 ± 0,001 0,60 ± 0,01 835 ± 5 1,04 ± 0,02 13,5 ± 1,0

4.2. ANALISE DOS DADOS

4.2.1. PARTE 1

Através dos dados obtidos experimentalmente, usando a Tabela 1,


obteve-se o gráfico do peso aparente contra a altura do cilindro imerso na água
(Figura 3).
13

Figura 3 - Peso aparente versus a altura do cilindro imersa na água.


(Gráfico construído no software Origin Pro 6.0, Copyright © OriginLab
Corporation).

A esse gráfico ajustou-se uma reta do tipo 𝑦 = 𝑎 − 𝑏ℎ, onde, tem-se que:

𝑎 = 𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙
𝑏 = 𝜌𝑓 𝐴𝑔

Onde, 𝜌𝑓 é a densidade do fluido, 𝐴 a área da base do cilindro e 𝑔 a


aceleração da gravidade.
Assim:
𝑏
𝜌𝑓 = (14)
𝐴𝑔

Da reta ajustada, temos que:

𝑃𝑎 = 1,637 − 12,89ℎ
Ou seja:
14

𝑎 = (1,637 ± 0,0098)𝑁
𝑏 = (12,89091 ± 0,16475)𝑁/𝑚

Calculou-se então o valor da densidade da água, bem como seu erro, a


partir da Equação (a) em anexo, considerado a gravidade em Toledo/PR, de
9,81 m/s2, temos:

𝜌á𝑔𝑢𝑎 = 1019,96 ± 12,66 𝑘𝑔/𝑚3

Analisou-se também o gráfico do peso aparente versus o volume de


água deslocado pelo cilindro (Figura 4).

Figura 4 - Peso aparente versus volume de água deslocado pelo


cilindro. (Gráfico construído no software Origin Pro 6.0, Copyright © OriginLab
Corporation).

A esse gráfico ajustou-se uma reta do tipo 𝑦 = 𝑐 − 𝑑𝑣, onde v é a


variação de volume de água na proveta. Tem-se que:
15

𝑐 = 𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙
𝑑 = 𝜌𝑓 𝑔
Assim:

𝑑
𝜌𝑓 = (15)
𝑔

Da reta ajustado, tem-se que:

𝑃𝑎 = 1,677 − 9523,616𝑣

Ou seja:

𝑐 = (1,677 ± 0,01563)𝑁

𝑑 = (9523,616 ± 186,94237)𝑁/𝑚3

Calculou-se então o valor da densidade da água, bem como o erro


associado, a partir da Equação (b) em anexo, considerando a gravidade em
Toledo/PR de 9,81 m/s2, tem-se:

𝜌á𝑔𝑢𝑎 = (970,807 ± 19,056)𝑘𝑔/𝑚3

4.2.2. PARTE 2

Através dos dados obtidos experimentalmente, usando a Tabela 2,


obteve-se o gráfico do peso aparente contra a altura do cilindro imerso no
álcool (Figura 5).
16

Figura 5 - Peso aparente versus a altura do cilindro imersa no álcool.


(Gráfico construído no software Origin Pro 6.0, Copyright © OriginLab
Corporation).

Da mesma forma que na Parte I, determina-se a densidade do álcool


através do coeficiente angular da reta ajustada.
Da reta ajustada, temos que:

𝑃𝑎 = 1,649 − 10,47273ℎ

Ou seja:
𝑎 = (1,649 ± 0,0053)𝑁
𝑏 = (10,47273 ± 0,09071)𝑁/𝑚

Calcula-se então o valor da densidade da água, bem como o erro


associado através da Equação (a) do anexo, considerando a gravidade em
Toledo/PR de 9,81 m/s2, tem-se:
17

𝜌á𝑙𝑐𝑜𝑜𝑙 = (828,688 ± 7,178)𝑘𝑔/𝑚3

Analisou-se também o gráfico do peso aparente versus o volume de


álcool deslocado pelo cilindro (Figura 6).

Figura 6 - Peso aparente versus volume de alcool deslocado pelo


cilindro. (Gráfico construído no software Origin Pro 6.0, Copyright © OriginLab
Corporation).

Da reta ajustada, tem-se que:

𝑃𝑎 = 1,669 − 7925,96108𝑣

Ou seja:
𝑐 = (1,669 ± 0,012)𝑁
𝑑 = (7925,96108 ± 151,70982)𝑁/𝑚3
18

Calculou-se então, o valor da densidade do álcool, bem como o erro


associado, através da Equação (b) do anexo, considerando a gravidade em
Toledo/PR de 9,81 m/s2, tem-se:

𝜌á𝑙𝑐𝑜𝑜𝑙 = (807,947 ± 15,465)𝑘𝑔/𝑚3

Com as equações encontradas na analise de regressão é possível


encontrar para que altura, ou volume, o peso aparente seria zero. Logo:

0 = 𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙 − 𝜌𝑓 𝑣𝑔 (16)

𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙 = 𝜌𝑓 𝑣𝑔

𝜌𝑛 𝑉𝑛 𝑔 = 𝜌𝑓 𝑣𝑔

𝑣
𝜌𝑛 = 𝜌𝑓 (17)
𝐴𝐻

Ou ainda:

0 = 𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙 − 𝜌𝑓 𝐴𝑔ℎ (18)

𝑃𝑟𝑒𝑎𝑙 = 𝜌𝑓 𝐴𝑔ℎ

𝜌𝑛 𝐴𝑔𝐻 = 𝜌𝑓 𝐴𝑔ℎ


𝜌𝑛 = 𝜌𝑓 (19)
𝐻
19

Onde:

𝜌𝑛 = densidade do nylon (kg/m3);

𝜌𝑓 = densidade do fluido (kg/m3);


H = comprimento do cilindro de nylon ;
h = comprimento do cilindro quando o peso aparente é nulo.

O valor ℎ para qual cada reta de regressão encontra o eixo das


coordenadas é dado pelas Equação 20.

𝑎
ℎ= (20)
𝑏

Calculou-se os valores de ℎ , bem como seu erro, através da Equação


(c) do anexo, o valor encontrado para a Figura 3 foi ℎ = (0,127 ± 0,002)𝑚 e
para a Figura 5 foi ℎ = (0,157 ± 0,002)𝑚 .
Relacionando o valor da densidade da água mais preciso que foi de
(1019,96 ± 12,66)𝑘𝑔/𝑚3 , e o comprimento do cilindro para que o peso
aparente fosse nulo, (0,127 ± 0,002)𝑚, foi possível obter a densidade do
nylon. Segue abaixo o calculo da densidade do nylon a partir da Equação 19.

(1019,96 ± 12,66)𝑘𝑔. 𝑚−3 . (0,127 ± 0,002)𝑚


𝜌𝑛𝑦𝑙𝑜𝑛 =
(0,111)𝑚
(129,53 ± 1,61)𝑘𝑔. 𝑚−2
𝜌𝑛𝑦𝑙𝑜𝑛 =
(0,111)𝑚
𝜌𝑛𝑦𝑙𝑜𝑛 = (1166,94 ± 14,50)𝑘𝑔/𝑚3

Do mesmo modo, relacionou-se o valor da densidade do álcool mais


preciso (807,947 ± 15,465) kg/m3 e o comprimento do cilindro para que o peso
aparente fosse nulo, (0,157 ± 0,0019)m, foi possível obter a densidade do
nylon. Segue abaixo o calculo da densidade do nylon a partir da Equação 19.
20

(807,947 ± 15,465)𝑘𝑔/𝑚3 . (0,157 ± 0,0019)𝑚


𝜌𝑛𝑦𝑙𝑜𝑛 =
(0,111)𝑚
(126,848 ± 3,963)𝑘𝑔. 𝑚−2
𝜌𝑛𝑦𝑙𝑜𝑛 =
(0,111)𝑚
𝜌𝑛𝑦𝑙𝑜𝑛 = (1142,77 ± 35,70)𝑘𝑔/𝑚3

4.3. DISCUSSÃO

4.3.1. EMPUXO DA ÁGUA

Percebeu-se que o peso aparente decresce conforme o cilindro é imerso


na água, já o empuxo cresce. Isto acontece, pois o empuxo e o peso aparente
somados equivalem ao peso real do cilindro de nylon, portanto se o cilindro é
colocado na água, quanto maior for a profundidade menor será o peso
aparente, pois o empuxo aumentará, fazendo com que a sua soma seja
constante e igual ao peso real do cilindro de nylon, tornando-os inversamente
proporcionais.

4.3.2. DENSIDADE DA ÁGUA

A partir dos dados obtidos através da altura do cilindro imerso em água


(Tabela 1), foi calculada a densidade da água, resultando em (1019,96 ±
12,66)𝑘𝑔/𝑚3, e analisando os dados oriundos do volume de água deslocado
pelo cilindro, obteve-se a densidade da água de (970,807 ± 19,056)𝑘𝑔/𝑚3 .
De acordo com Portal do Professor, a densidade da água é 1000 kg/m³.
Comparando a densidade obtida pela altura do cilindro imerso e o volume de
água deslocado, percebeu-se que os intervalos dos valores experimentais não
condizem com a literatura. Tal diferença de resultados e erros se deve ao fato
que a água utilizada não era destilada, podendo conter outras substâncias em
suspensão no fluido; devido ao grande diâmetro da proveta e por essa não ser
um instrumento preciso, implicando em maiores erros em medidas exatas e ao
erro de leitura do laboratorista.
21

4.3.3. DENSIDADE DO ÁLCOOL

O mesmo procedimento para determinar a densidade da água, foi


utilizado para a determinação da densidade do álcool.
Através dos dados obtidos usando a altura do cilindro imerso em álcool
(70% álcool etílico), foi possível calcular a densidade do mesmo, sendo de
(828,688 ± 7,178)𝑘𝑔/𝑚3 , e através dos dados relativos ao volume de álcool
deslocado pelo cilindro, resultou em (807,947 ± 15,465)𝑘𝑔/𝑚3 .
De acordo com Quiñones, a densidade do álcool é 800 kg/m 3, sendo
assim o valor encontrado pelo volume deslocado pelo cilindro foi satisfatório,
visto que o valor acrescido ou diminuído do erro compreende o valor
encontrado na literatura. Já a densidade encontrada pela altura do cilindro
submersa em água, não foi condizente com a literatura devido ao fato da falta
de informação do álcool utilizado, não tendo certeza do seu real teor de álcool;
devido ao grande diâmetro da proveta e por essa não ser um instrumento
preciso, implicando em maiores erros em medidas exatas e ao erro de leitura
do laboratorista.

4.3.4. DENSIDADE DO NYLON

 Através da água

A densidade do nylon obtida através do valor de densidade mais preciso


da água foi de (1166,94 ± 14,50) 𝑘𝑔. 𝑚−3. Segundo Quiñones, a densidade do
nylon é de 1200 kg/m3. Portanto, o valor encontrado experimentalmente não foi
satisfatório, apesar de ser próximo, o acréscimo ou decréscimo do intervalo de
erro não abrange o valor da literatura. A não exatidão do valor encontrado para
a densidade do nylon se deve aos erros citados anteriormente para a
densidade da água.
22

 Através do álcool

A densidade do nylon obtida através do valor de densidade mais preciso


do álcool foi de (1142,77 ± 35,70)𝑘𝑔/𝑚3 .
Como citado anteriormente, a densidade do nylon é 1200 kg/m3,
portanto, o valor encontrado experimentalmente não foi satisfatório, apesar de
ser próximo, o acréscimo ou decréscimo do intervalo de erro não abrange o
valor da literatura.
23

5. CONCLUSÃO

Analisando os resultados do experimento, observou-se que a


determinação da densidade da água pelo método da altura do cilindro imerso
na água, obteve-se o valor mais próximo da literatura. Porém, em relação à
determinação da densidade do álcool observou-se que o valor mais próximo da
literatura foi encontrado a partir do método do volume de água deslocado pelo
cilindro. Além disso, observou-se que quando o empuxo cresce o peso
aparente decresce, ou seja, ocorre uma relação linear de proporção inversa
entre o empuxo e o peso aparente.
Constataram-se também divergências em relação à densidade no nylon
quando determinado pela água e pelo álcool, isso pode ter sido causado por
possíveis erros na coleta de dados no laboratório, ou uma propagação de erros
dos instrumentos e métodos utilizados durante o experimento.
Mesmo os erros interferindo nos valores das densidades, tanto da água,
como do álcool e do nylon, observou-se que os valores foram próximos da
literatura, comprovando o Princípio de Arquimedes.
24

6. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

NUSSENZVEIG, M.H.. Curso de física básica 1-mecânica. 3a edição São


Paulo: Edgar Blucher Ltda, 1996.

Portal do Professor. Experimentando a Hidrostática. Disponível em:


http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/recursos/925/palco.swf> Acesso
em: 20/07/2013.

QUIÑONES, F.R.E. Prática V. Principio de Arquimedes. Toledo, 2013.


25

7. ANEXOS

1
𝜌= × (𝑏 ± ∆𝑏) (a)
𝜋.𝑟 2 .𝑔

𝑏+∆𝑏
𝜌= (b)
𝑔

(𝑎 ± ∆𝑎) 𝑎 (𝑎.∆𝑏+𝑏.∆𝑎)
ℎ ± ∆ℎ = = ± (c)
(𝑏 ± ∆𝑏) 𝑏 𝑏2