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SEGUNDA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO

APELAÇÃO Nº 96993/2016 - CLASSE CNJ - 198 COMARCA DE


RONDONÓPOLIS
RELATORA: DESA. CLARICE CLAUDINO DA SILVA

APELANTE: VIAÇÃO NOVA INTEGRAÇÃO LTDA


APELADOS: ADRIANA CRISTINA DA SILVAE OUTRO(s)

Número do Protocolo: 96993/2016


Data de Julgamento: 16-05-2018

EMENTA

RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE


REPARAÇÃO DE DANO MATERIAIS C/C INDENIZAÇÃO POR DANO
MORAL - BAGAGEM DANIFICADA POR INCÊNDIO NO ÔNIBUS -
DANO MORAL E MATERIAL CONFIGURADOS - SENTENÇA

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Acesso ao documento em: http://servicos.tjmt.jus.br/processos/tribunal/consulta.aspx
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MANTIDA - RECURSO DESPROVIDO.
A jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça já se
firmou no sentido de que deixar o passageiro sem seus respectivos
pertencentes ultrapassa o mero dissabor, cabendo, portanto, dando moral
pela própria demonstração do fato em si, dispensando dilação probatória.
Portanto, o simples fato da passageira ter sua bagagem
totalmente destruída, por si só acarreta o dano moral, haja vista os
transtornos e angústias advindos até a efetiva recomposição dos bens.
Considerando que o montante indenizatório deve atender aos
princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como ao duplo
objetivo das ações desta natureza, o valor fixado a título de indenização por
dano moral em R$ 8.000,00 (oito mil reais) e em R$ 4.000,00 (quatro mil
reais) a título de dano material, mostra-se adequado ao caso concreto.

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RELATORA: DESA. CLARICE CLAUDINO DA SILVA

APELANTE: VIAÇÃO NOVA INTEGRAÇÃO LTDA


APELADOS: ADRIANA CRISTINA DA SILVAE OUTRO(s)

RELATÓRIO
EXMA. SRA. DESA. CLARICE CLAUDINO DA SILVA
Egrégia Câmara:

Trata-se de Recurso de Apelação interposto pela VIAÇÃO


NOVA INTEGRAÇÃO LTDA., em face da sentença proferida pelo Juízo da 4ª Vara
Cível da Comarca de Rondonópolis/MT que, nos autos da Ação de Reparação por Danos
Materiais e Morais movida por ADRIANA CRISTINA DA SILVAE OUTRO, julgou
parcialmente procedentes os pedidos iniciais.
Inconformada, a Apelante defende a inexistência do dano moral,

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ao argumento de que a situação pela qual passou a Apelada consistiu em mero
aborrecimento.
Aduz a inexistência de provas quanto ao dano material suportado
pela Apelada, razão pela qual, pugna pelo seu afastamento.
Alternativamente, requer a redução do quantum indenizatório,
bem como seja determinada a condenação da seguradora solidariamente.
Recurso tempestivo.
Contrarrazões às fls. 237/242.
É o relatório.

Cuiabá, 21 de março de 2018.

Desª. Clarice Claudino da Silva


Relatora

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VOTO
EXMA. SRA. DESA. CLARICE CLAUDINO DA SILVA
(RELATORA)
Egrégia Câmara:
A Apelada Adriana Cristina da Silva ingressou com Ação de
Reparação por Dano material e Indenização por Dano Moral, objetivando ser
indenizada pelos infortúnios pelos quais passou em decorrência do incêndio no ônibus
que a transportava.
Ressai dos autos que, em 29/3/2013, a passageira adquiriu
bilhete de passagem do itinerário Nova Mutum - Rondonópolis e em determinado ponto
da viagem, por volta de zero hora do dia seguinte, um dos pneus traseiro do ônibus
pegou fogo, ocasionou o incêndio do veículo, bem como da bagagem dos passageiros.
A Apelada viajava com sua filha menor, de pouco mais de dois

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anos de idade e comprovou dispor na ocasião de 2 volumes de bagagem, conforme
comprovante de fl. 26.
O juiz de primeiro grau julgou parcialmente procedentes os
pedidos e condenou a empresa de transporte ao pagamento de R$ 8.000,00 (oito mil
reais) a título de dano moral e em R$ 4.000,00 (quatro mil reais) pelo dano material.
Inconformada, a Apelante Viação Nova Integração LTDA.
insurge-se contra o decisum, ao argumento de que o fato ocorrido consistiu em mero
dissabor, o que não enseja dano moral e que não houve comprovação dos danos
materiais alegados, razão pela qual deve ser afastada a condenação imposta, ou,
alternativamente reduzido o quantum.
Sabe-se que o contrato de transporte de pessoas é tipicamente de
resultado, competindo ao transportador conduzir a pessoa incólume ao seu destino,
tomando todas as cautelas necessárias para mantê-la em bom estado e entregá-la no
prazo ajustado ou previsto. É o que se infere do artigo 734, do Código Civil.
Dessa forma, o dever de indenizar é incontroverso, diante da

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situação que configura responsabilidade objetiva.

Ademais, tem-se que o dever de indenizar nasce da conjugação


dos seguintes elementos: i) a comprovação da conduta ilícita praticada pelo agente; ii) o
dano sofrido pela vítima e iii) do nexo de causalidade entre uma e outro. É o que se
infere da combinação dos artigos 186 e 927, do Código Civil de 2002.

Não obstante, verifica-se a compatibilização do caso concreto a


relações de consumo, com previsão no Código de Defesa do Consumidor. Sendo assim,
aplica-se o dispositivo do art. 14, do CDC, o qual prevê que “O fornecedor de serviços
responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos
causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços (...)”.
Assim, tendo o incêndio ocasionado a perda de todos os
pertences que a passageira transportava consigo e sendo inquestionável a
responsabilidade objetiva da empresa de ônibus, não vislumbro qualquer possibilidade
de afastá-la.

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Com efeito, além da prova dos volumes de bagagem que a
Apelada levava, consta das fls. 28/32 a declaração de bagagem danificada, bem como
recibos e notas fiscais de parte dos objetos que se perderam no incêndio, o que afasta a
tese de não comprovação do dano material.
Não fosse isso o bastante, tem-se que o simples fato da
passageira ter sua bagagem totalmente destruída, por si só acarreta o dano moral, haja
vista os transtornos e angústias advindos até a efetiva recomposição dos bens.

Nesse sentido, a jurisprudência dominante do Superior Tribunal


de Justiça já se firmou no sentido de que deixar o passageiro sem seus respectivos
pertencentes ultrapassa o mero dissabor, cabendo, portanto, dando moral pela própria
demonstração do fato em si, dispensando dilação probatória.

É o que se infere do conteúdo divulgado no Informativo de


Jurisprudência n. 244:
O extravio de bagagem em voo nacional que deixou o

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passageiro por dois dias sem seus pertences causa transtornos e


angústias muito além do mero dissabor ou contrariedade,
devendo o transportador indenizar por negligência ou imperícia
na execução do contrato. Assim, no caso, o dano moral se
explica pela própria demonstração do fato em si, dispensando
maior dilação probatória. Resp. 686.384-RS, Rel. Min. Aldir
Passarinho Junior, julgado em 26/4/2005.

Neste sentido, já se pronunciou este E. Tribunal de Justiça:


APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO
POR DANOS MATERIAIS E MORAIS – VIAGEM
INTRAESTADUAL DE ÔNIBUS - EXTRAVIO DE BAGAGEM –
APLICAÇÃO DO CDC – SERVIÇO DE TRANSPORTE –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO TRANSPORTADOR -
FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO – DANO MATERIAL
COMPROVADO – RAZOABILIDADE DOS VALORES DOS
BENS APRESENTADOS PELA AUTORA - DANO MORAL
CONFIGURADO - REDUÇÃO DO QUANTUM
INDENIZATÓRIO – IMPOSSIBILIDADE – VALOR
RAZOÁVEL E PROPORCIONAL – SENTENÇA REFORMADA

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– RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Nos contratos de prestação de transporte terrestre de
passageiros é plenamente aplicável o Código de Defesa do
Consumidor – CDC, tendo em vista que a companhia de
transporte caracteriza-se como típica fornecedora de serviços
(CDC, art. 3º), já o passageiro preenche os requisitos para o
enquadramento no conceito de consumidor, nos termos do art. 2º
da Lei n. 8.078/1990.
2. A responsabilidade do transportador é objetiva, decorrente da
própria natureza da obrigação – que é de resultado -, onde o
transportador tem o dever de conduzir o passageiro até o destino
final com diligência e cuidados necessários a fim de que não
ocorram quaisquer danos, em relação à pessoa ou a sua
bagagem, sendo essa a denominada cláusula de incolumidade
no serviço de transporte.
3. O art. 14 do CDC prevê que o fornecedor de serviços
responde objetivamente pela reparação dos danos causados aos
consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.
4. Com relação ao dano material por extravio de bagagem, a
jurisprudência é pacífica quanto ao seu cabimento, no entanto,
mesmo com a ausência de declaração de bens, o valor apontado
pelo consumidor deve ser razoável e condizer com a realidade
fático-processual.

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5. O extravio de bagagem ultrapassa o mero aborrecimento da


vida diária, sendo cabível a indenização por danos morais.
6. O quantum da indenização por danos morais deve ser fixado
em observância aos princípios da razoabilidade e
proporcionalidade, bem como das circunstâncias da causa,
como a capacidade econômico-financeira das partes e o grau de
lesividade do ato ofensivo.
(Ap 180462/2016, DESA. SERLY MARCONDES ALVES,
QUARTA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em
08/03/2017, Publicado no DJE 10/03/2017)

APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS


MATERIAIS E MORAIS – VIAGEM INTERNACIONAL –
EXTRAVIO DE BAGAGEM – FALHA NA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO – DANO MORAL E MATERIAL CONFIGURADO –
VALOR DO DANO MATERIAL NA INTEGRALIDADE –
AUSÊNCIA DE PAGAMENTO DE SEGURO – DANO MORAL
MANTIDO - RECURSO DE VAGNER GIGLIO
PARCIALMENTE PROVIDO E RECURSO DE TAM LINHAS
AÉREAS S/A DESPROVIDO.

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(...)
O extravio de bagagem ultrapassa o “mero aborrecimento”,
sendo devida a indenização por danos morais, cujo arbitramento
do valor da indenização por danos morais devem ser
considerados o grau de lesividade da conduta ofensiva e a
capacidade econômica da parte pagadora, a fim de se fixar uma
quantia moderada, que não resulte inexpressiva para o causador
do dano.
“A indenização por dano moral deve atender a uma relação de
proporcionalidade, não podendo ser insignificante a ponto de
não cumprir com sua função penalizante, nem ser excessiva a
ponto de desbordar da razão compensatória para a qual foi
predisposta.” (REsp 318379/MG; 3ª Turma; Rela. Ministra
Nancy Andrighi; Julg. 20-09-2001; DJU 04-02-2002, p. 352; in
www.stj.gov.br).

(Ap 133605/2016, DESA. NILZA MARIA PÔSSAS DE


CARVALHO, PRIMEIRA CÂMARA DE DIREITO PRIVADO,
Julgado em 18/04/2017, Publicado no DJE 25/04/2017)

   Dessa forma, diante do conjunto fático-probatório produzido, é


possível reconhecer o evento danoso e a ilicitude da conduta da Apelante, passível de ser

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indenizado por dano moral e material.


Colaciono julgado deste Tribunal de Justiça, em caso análogo:
APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO –
TRANSPORTE COLETIVO DE PASSAGEIRO – INCÊNDIO EM
ÔNIBUS – DENUNCIAÇÃO DA SEGURADORA À LIDE –
INADMISSIBILIDADE – HIPÓTESE DOS AUTOS EM QUE A
DENUNCIAÇÃO NÃO BENEFICIARIA OS AUTORES –
RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA EMPRESA DE
TRANSPORTE EM RELAÇÃO A USUÁRIOS E TERCEIROS
NÃO USUÁRIOS DO SERVIÇO – SITUAÇÃO QUE CAUSOU
PÂNICO AOS USUÁRIOS – QUEIMA DAS BAGAGENS –
DANO MORAL CARACTERIZADO – QUANTUM
INDENIZATÓRIO MANTIDO – VALOR DA CONDENAÇÃO
QUE ATENDE AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA

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PROPORCIONALIDADE – JUROS DE MORA – TERMO
INICIAL – EVENTO DANOSO – SÚMULA Nº 54 DO STJ –
SUCUMBÊNCIA – MODIFICAÇÃO – ART. 21, CAPUT, DO
CPC – RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE
PROVIDO.
(...)
Tratando-se a empresa de ônibus de concessionária de serviço
público, esta responde objetivamente pelos danos causados a
terceiros, usuários ou não-usuários do serviço, prescindindo da
prova da culpa pelo evento ocorrido, decorrendo a
responsabilidade do próprio risco da atividade de transporte.
Dano moral configurado diante do pânico vivenciado pelos
autores, em face do incêndio ocorrido no ônibus, bem como pela
queima de suas bagagens.
Mantém-se o valor fixado a título de indenização, decorrente de

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dano moral, que se mostra adequado e razoável à espécie.


(...)
(Ap 95629/2015, DES. DIRCEU DOS SANTOS, TERCEIRA
CÂMARA DE DIREITO PRIVADO, Julgado em 11/11/2015,
Publicado no DJE 19/11/2015).

No que diz respeito ao quantum indenizatório, o valor da


indenização por danos morais não deve implicar em enriquecimento ilícito da vítima,
tampouco ser irrisório, a ponto de afastar o caráter pedagógico que é inerente à medida.

Nesse contexto, considerando que o montante indenizatório deve


atender aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, bem como ao duplo
objetivo das ações desta natureza, o valor arbitrado a título de indenização por dano
moral de R$ 8.000,00 (oito mil reais) e de R$ 4.000,00 (quatro mil reais) a título de
dano material, se mostra adequado ao caso.

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Considerando que a sentença já declarou a responsabilidade
solidária da seguradora, nos limites da apólice, não há motivo para reforçar tal
conclusão.
Com essas considerações, nego provimento ao recurso e
mantenho inalterada a sentença invectivada.
Deixo de manifestar quanto aos honorários recursais, tendo em
vista a sentença datar do ano de 2015, ocasião em que ainda vigorava o CPC/73.
É como voto.

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ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em epígrafe, a SEGUNDA
CÂMARA DE DIREITO PRIVADO do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso,
sob a Presidência do DES. SEBASTIÃO DE MORAES FILHO, por meio da Câmara
Julgadora, composta pela DESA. CLARICE CLAUDINO DA SILVA(Relatora), DES.
SEBASTIÃO DE MORAES FILHO (1º Vogal) e DESA. MARIA HELENA
GARGAGLIONE PÓVOAS (2ª Vogal), proferiu a seguinte decisão: À
UNANIMIDADE, DESPROVEU O RECURSO.

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DESEMBARGADORA CLARICE CLAUDINO DA SILVA- RELATORA

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