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Governo da Venezuela liberta grupo

de opositores presos
Ministro de Comunicação não detalhou os nomes
das pessoas libertadas, mas ressaltou que o
processo ocorreu por meio da Comissão da Verdade
da Assembleia Nacional Constituinte

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas,


Venezuela
Foto: Reuters

"Vocês estão sendo beneficiários dessas medidas, um primeiro


grupo. Nas próximas horas, o país conhecerá os grupos
seguintes que estão sujeitos a esta medida", afirmou ela, diante
do grupo, durante um ato na chancelaria.

A informação foi confirmada na véspera por Caracas e quatro


governadores de oposição que aceitaram se reunir com o
presidente Nicolás Maduro. Após um encontro de duas horas, o
governo se comprometeu com a libertação, disse a líder do
Estado de Táchira, a opositora Laidy Gómez, ao sair da
reunião.

Por sua parte, o ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge


Rodríguez, confirmou que ao meio-dia seriam libertadas
algumas das pessoas que a oposição considera serem "presos
políticos", segundo a promessa de Maduro.

"A partir de amanhã (sexta-feira) ao meio-dia se iniciará o


processo de benefícios para estes venezuelanos que estão
sujeitos à ação da Justiça", declarou Rodríguez no palácio
presidencial de Miraflores após a reunião de Maduro com os
governadores de oposição.

O ministro não especificou quais presos serão libertados, mas


ressaltou que o processo ocorreu por meio da Comissão da
Verdade da chavista Assembleia Nacional.

Os principais rivais Nicolás Maduro nas eleições da Venezuela,


Henri Falcon e Javier Bertucci, rejeitaram a reeleição do
presidente venezuelano e pediram por um novo pleito

Neste sentido, a porta-voz do grupo de governadores indicou


que os libertados não constam em uma lista específica, mas
sairão de uma revisão integral de todos os casos. "Todos os
presos políticos têm a mesma condição e a mesma
necessidade", declarou Laidy, sem nomear nenhum caso em
particular. Os governadores também concordaram em
permanecer em Caracas até que estas libertações sejam
concretizadas, acrescentou ela.

A porta-voz do partido social-democrata opositor Ação


Democrática (AD), destacou que, se as libertações
acontecessem no prazo oferecido pelo governo, os
governadores de oposição aceitariam conversar com o
Executivo de outros assuntos de caráter social, econômico e
político.
"Apresentamos a necessidade de oferecer confiança ao país
para que todos os setores da sociedade venezuelana
comecem a ver esperanças na política que se assume sem
violência, na política que se assume com responsabilidade,
sem complexos, para dar resposta a um povo", argumentou.

A participação dos opositores neste encontro, convocado pelo


próprio Maduro, transgride a posição da aliança de partidos
Mesa da Unidade Democrática (MUD), que se recusou a
participar de um diálogo com o governo.

Os "pontos vermelhos" foram o centro de uma polêmica neste


domingo durante as eleições presidenciais na Venezuela. O
governo de Nicolás Maduro pediu a quem tivesse o 'Carnê da
pátria' - documento necessário para ter acesso a programas
sociais - que passasse nestas tendas para registrar o
comparecimento às urnas

A MUD reiterou que não reconhece a reeleição de Maduro,


assim como parte da comunidade internacional, e que um ato
"mínimo" para retomar as negociações seria "deixar sem efeito
o processo eleitoral de 20 de maio".