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13/08/2017 Jesus Desceu ao Inferno e Pregou aos Mortos?

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ESTUDOS BÍBLICOS

Jesus Desceu Ao Inferno E Pregou Aos


Mortos?
Por Daniel Conegero

Muita gente tem dúvida se Jesus desceu ao inferno e pregou aos mortos, e não é para menos, já
que os textos bíblicos que tratam este assunto estão entre os mais difíceis de se interpretar.
Como qualquer outro texto difícil da Bíblia, existem diversas interpretações defendidas por
vários teólogos. Porém, devido a algumas interpretações equivocadas sobre este tema, muitas
heresias foram ensinadas ao longo da história da igreja.

Antes de começarmos é preciso saber que a palavra “inferno” é utilizada para traduzir quatro
termos originais, sendo: Sheol, Hades, Gehenna e Tártaro. A palavra tártaro é utilizada apenas
uma vez (2Pe 2:4). Sheol é uma palavra hebraica utilizada com certa frequência no Antigo
Testamento, e o grego Hades traduz o hebraico Sheol na Septuaginta (versão grega do Antigo
Testamento), e também é utilizado no Novo Testamento de forma praticamente equivalente ao
Sheol no Antigo Testamento.

Tanto Sheol quanto Hades podem assumir signi cados diferentes dependendo do contexto,
sendo eles: sepultura, esfera dos mortos (estado desencarnado) e o lugar de punição dos ímpios
após a morte (o inferno em seu estado intermediário).

Já o termo Gehenna é uma adaptação grega de uma palavra hebraica, e é utilizado no Novo
Testamento para se referir ao inferno em seu estado nal, ou seja, o lugar de condenação dos
ímpios e de Satanás e seus anjos após o juízo nal (o lago de fogo). Para saber mais sobre isso,
leia o texto: O Que Signi ca Hades, Seol, Gehenna e Tártaro? (https://estiloadoracao.com/o-que-
signi ca-hades-seol-gehenna-e-tartaro/)

Neste texto nós iremos falar sobre o estado intermediário dos mortos, ou seja, o período de
existência da alma separada do corpo enquanto aguarda a ressurreição para comparecer ao
julgamento nal. Logo, quando utilizarmos a palavra “inferno” não estaremos nos referindo ao
inferno em seu estado nal. Saiba mais sobre o que é o inferno na Bíblia
(https://estiloadoracao.com/o-que-e-o-inferno-na-biblia/).

Basicamente os principais textos bíblicos utilizados nos debates sobre este assunto são:

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Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos,
para levar-nos a Deus; morti cado, na verdade, na carne, mas vivi cado pelo
Espírito;
No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;
Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus
esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é,
oito) almas se salvaram pela água.
(1 Pedro 3:18-20)

Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na
verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo
Deus em espírito.
(1 Pedro 4:6 (https://www.bibliaonline.com.br/acf/1pe/4/6))

Não pretendo fazer uma exposição detalhada sobre o tema, pois o texto caria muito longo e
bastante complexo. Vejamos apenas, bem resumidamente, as diferentes interpretações sobre o
assunto.

Jesus desceu ao inferno para pregar aos mortos


De forma geral, essa interpretação defende que Jesus, entre sua morte e ressurreição, desceu
ao inferno para pregar aos mortos. Dentro dessa visão, existem diferentes interpretações em
relação a quem seriam esses mortos e qual o tipo de pregação.

1. Jesus desceu ao inferno para pregar aos mortos que foram vitimas do Dilúvio e se
arrependeram antes de morrerem (neste caso trazendo salvação).
2. Jesus desceu ao inferno para pregar aos mortos que morreram antes de seu ministério,
dando-lhes oportunidade para arrependimento (neste caso trazendo salvação para os
arrependidos e o juízo para os que não se arrependeram).
3. Jesus desceu ao inferno para pregar aos mortos que morreram no Dilúvio e não creram na
pregação de Noé (neste caso trazendo juízo).

Qualquer uma das três interpretações acima não encontra base Bíblica, porém as piores são as
interpretações que acreditam em uma pregação para salvação (1 e 2). Qualquer ensino que
defenda uma segunda chance após a morte é herético e deve ser rejeitado. A Bíblia claramente
ensina que após a morte só resta ao homem o juízo.

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E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o
juízo.
(Hebreus 9:27)

Jesus desceu ao inferno para libertar os santos do Antigo


Testamento:
Nesta interpretação Jesus teria ido pregar o Evangelho e libertar aos santos do Antigo
Testamento que estavam esperando a consumação da redenção por Jesus para serem levados
ao paraíso. Em outras palavras, os santos do Antigo Testamento morreram na promessa, e Jesus
precisou aparecer a eles para que a promessa fosse cumprida. Essa visão baseia-se em algumas
referências como Salmos 16:10 e Mateus 12:40.

Essa é a interpretação mais conhecida, e já foi defendida em algum momento inclusive por
Lutero, e ainda é a mais aceita por muitos protestantes. Com algumas diferenças, essa teoria
também é a posição do catecismo Católico.

O problema com essa interpretação é que a Bíblia é bastante clara ao a rmar que os santos do
Antigo Testamento em nenhum momento foram para um lugar esperar por uma consumação da
salvação, mas foram estar com Deus (Gn 5:24; Gn 5:24; 2Rs 2:11; Sl 73:23), pois eles também
haviam sido justi cados (Rm 4:3; Hb 11:5).

Jesus desceu ao inferno pregar aos anjos caídos


Esta interpretação acredita que Jesus foi pregar aos anjos caídos, não no sentido de
“evangelizar”, mas de proclamar vitória sobre eles em uma pregação vindicativa. Os textos de
Judas 1:6 e 2 Pedro 2:4, são os mais utilizados na defesa dessa visão, além do texto de 1 Pedro
3:18-20.

A questão aqui é que, em nenhum lugar da Bíblia, encontramos alguma referência sobre Jesus
descendo ao inferno para pregar (mesmo de forma vindicativa) para anjos caídos. Utilizar as
referências de Judas e das Epístolas de Pedro para defender essa ideia é forçar bastante os
textos.

A referência de 1 Pedro, por exemplo, a todo momento está se referindo a pessoas e não a
espíritos malignos, anjos caídos ou demônios. Portanto, o que justi caria no meio do texto ele
mudar radicalmente o foco da escrita?

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Também precisamos considerar que naquela época as pessoas para quem Pedro escreveu não
possuíam uma Bíblia organizada como temos hoje, que possibilitasse um estudo com referências
cruzadas e notas de rodapé. Se Pedro tivesse feito isso, o texto seria praticamente impossível de
ser interpretado por aqueles irmãos.

Jesus desceu ao inferno para tomar as chaves de Satanás


Esta interpretação é bastante semelhante a anterior, e diz que Jesus desceu ao inferno para
proclamar a vitória sobre Satanás e tomar as chaves da morte e do inferno. Essa ideia também
tem raízes em uma interpretação sobre o resgate pago à Satanás na expiação de Cristo.

Essa é uma das interpretações mais absurdas que encontramos por aí. Primeiro, temos que
esclarecer que nunca foi pago resgate algum à Satanás. O resgate foi pago à Deus, o pecado foi
contra Deus, e é a justiça de Deus que exigia tal pagamento. Qualquer coisa diferente disso é
apenas alegoria e falta de Bíblia.

Sobre as tais chaves, a referência mais utilizada é Apocalipse 1:18, onde lemos que Cristo tem a
chave da morte e do Hades. O termo “Hades” está sendo aplicado nesse versículo não no sentido
de inferno, mas como uma referência ao estado de existência desencarnada, isto é, o momento
em que a alma se separa do corpo, sendo o corpo conduzido a sepultura.

Quando o texto diz que Ele tem as chaves da morte e do Hades, quer dizer que Ele tem
autoridade e poder sobre a morte, para que esta não seja um motivo de dano ao salvos, pois Ele
mesmo recebe a alma dos santos no céu, além de que, em sua segunda vinda, Ele ressuscitará os
mortos, que deixarão o estado de existência desencarnada (no contexto o Hades) para
receberem corpos ressuscitados.

Não se pode interpretar esse texto de maneira estritamente literal, com Jesus descendo à um
lugar em que Satanás habita e tomando as chaves da mão dele. Aqui, a referência é a obra de
Cristo na cruz, onde, por sua morte, Ele destruiu aquele que utilizava a morte como uma arma
contra nós (Hb 2:14), ou seja, o diabo, que sempre desejou a morte do homem, tanto física como
espiritual, e se apresentava diante de Deus para nos acusar (Ap 12:10; cf. Zc 3:1,2).

Entenda que Satanás cumpria o papel de acusador, mas não era o responsável em proferir a
sentença. A sentença de morte contra o homem foi pronunciada por Deus quando Adão e Eva
caíram no pecado. Jesus derrotou Satanás na cruz. Foi ali que ele experimentou todo peso da ira
de Deus pelos nossos pecados, dando sua vida para nos libertar da maldição da morte.

Considerando o contexto histórico da passagem de Apocalipse, a declaração de que Jesus é


quem possui as chaves da morte e do Hades representou um grande conforto para aqueles
irmãos do século 1 d.C. que diariamente eram expostos ao martírio.

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Ao saber que o controle sobre a morte está nas mãos de Cristo, eles entendiam que não era
preciso temer a morte, pois se seus corpos caíssem aqui na terra, suas almas estariam com Cristo
no céu, aguardando o dia em que, assim como Cristo ressuscitou, seus corpos também serão
ressuscitados.

Cristo pregou aos mortos enquanto eles ainda estavam vivos


Esta interpretação defende que o Espírito de Cristo, através da vida de Noé e de outros profetas,
pregou aos agora mortos, mas na ocasião vivos, a justiça e o arrependimento.

Qual é a interpretação correta biblicamente?


Como pudemos ver, existem várias interpretações, porém o que temos que considerar é que a
Bíblia apresenta uma estrutura perfeita, e precisa ser interpretada de uma forma coerente com
todo o ensino presente nela, para não causarmos contradições.

Particularmente, acredito que a interpretação mais correta biblicamente, que não isola textos
especí cos para explora-los fora do contexto, é de que Cristo pregou aos mortos quando estes
ainda estavam em vida (última interpretação apresentada acima).

Ao lermos a primeira Epístola de Pedro podemos perceber isso claramente. No capítulo 1, Pedro
a rma categoricamente que o Espírito de Cristo é quem conduzia os profetas em suas
pregações.


Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que
profetizaram da graça que vos foi dada,
Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava
neles, indicava, anteriormente testi cando os sofrimentos que a Cristo haviam
de vir, e a glória que se lhes havia de seguir.
(1 Pedro 1:10,11)

Aplicando esse texto ao capítulo 3:18-20, podemos entender sem di culdade que Cristo, através
de Noé, pregou às pessoas que desobedeceram naquele tempo e que agora são “espíritos em
prisão“, ou seja, condenados ao juízo eterno. De forma mais clara, tais pessoas ouviram a
pregação e a rejeitaram ainda em vida, e agora estão em condenação eterna.

Sobre o texto de 1 Pedro 4:6, o mesmo princípio é válido, isto é, o Evangelho foi pregado
também aos mortos quando eles ainda eram vivos.

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Outro texto bastante utilizado para defender a descida literal de Jesus ao inferno é Atos 2:31,
porém originalmente o texto se refere a sepultura, ou seja, ao “estado de sepultado”
literalmente. Vale lembrar que neste texto o Apóstolo Pedro está citando o Salmo 16:8-11, e
interpreta uma profecia de Davi acerca da ressurreição do Messias. Então ele aponta para o
contraste entre o tumulo de Davi em Jerusalém, e o tumulo de Cristo vazio, porque Deus o
ressuscitou dos mortos.

Quanto ao texto de Efésios 4:9, usa-lo para defender uma descida literal de Jesus ao inferno é
forçar muito a estrutura do próprio texto, e desconsiderar totalmente o contexto e o objetivo da
mensagem que esta sendo passada que se refere ao ministério de Cristo na terra, ao plano de
salvação e a unidade e organização da igreja como corpo de Cristo.

Também não existe uma possibilidade biblicamente aceitável de que Jesus pregou o Evangelho
para quem viveu no Antigo Testamento, para que eles tivessem uma chance de crer. A rmar isso
é a mesma coisa de considerar inúteis todos os profetas levantados por Deus no Antigo
Testamento. Do próprio Noé (https://estiloadoracao.com/quem-foi-noe-conheca-sua-historia/),
o Novo Testamento testi ca que ele foi o “pregoeiro da justiça” (2Pe 2:5), sendo assim, só me
resta concordar com Pedro (https://estiloadoracao.com/historia-do-apostolo-pedro/) e a rmar
que Cristo pregou através do ministério dos profetas.

Sobre a ideia de que Jesus precisou libertar e “alocar” os santos do Antigo Testamento, não
encontro base bíblica alguma para justi car essa teoria. É um raciocínio muito simples. Vamos
considerar Enoque (https://estiloadoracao.com/quem-foi-enoque-na-biblia/) e o Profeta Elias
(https://estiloadoracao.com/historia-do-profeta-elias/). Para que Deus tomaria ambos para si se
não fosse para estar com Ele? Será que Deus os levaria para que eles cassem em um local
temporário esperando uma consumação da redenção?

Bem, a Bíblia é muito clara ao dizer que eles foram estar com Deus. Na trans guração, pelo
estado descrito de Moisés e do próprio Elias, não me parece que eles estavam em qualquer
outro lugar a não ser com o próprio Deus. Outra coisa que devemos considerar, é que nas
passagens que falam sobre o assunto na Bíblia, o sentido de “paraíso” é sinônimo de céu, o
terceiro céu, conforme o Apóstolo Paulo (https://estiloadoracao.com/historia-do-apostolo-
paulo/) indicou em 2 Coríntios 12:2-4.

Também é importante saber que não existe na Bíblia, com referência a Jesus Cristo, a expressão
“desceu ao inferno/hades”. Essa expressão passou a ser utilizada na Con ssão de Fé Apostólica,
talvez por volta do século IV d. C., pois em suas formas mais primitivas essa expressão não era
encontrada.

Na verdade, ela foi utilizada originalmente para substituir a expressão “cruci cado, morto e
sepultado“, o que também estaria correto, porém quando as duas expressões começaram a
aparecer juntas no Credo Apostólico por volta do século VII é que começaram as confusões
teológicas.
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Outra coisa que vale ser lembrada, é que o conceito de um lugar comum, dividido em dois
setores, para onde iam todos os mortos, encontra sua origem na doutrina pagã grega do Hades.
No paganismo grego, todos os mortos cavam em um lugar chamado Hades, e dentro do Hades
havia duas alas: o Tártaro (onde cavam todos os maus), e o Elísios (onde cavam todos os bons).

Como inferno é uma das traduções para tártaro, e paraíso é uma das traduções para elísios,
então já dá para saber a origem de alguns erros de interpretação que originaram doutrinas
estranhas ao ensino Bíblico. A Bíblia claramente ensina que o ímpio quando morre, já está em
tormento enquanto aguarda a condenação eterna no Juízo Final (https://estiloadoracao.com/o-
juizo- nal/) (2 Pe 2:9), e o salvo quando morre vai estar com Deus, aguardando a ressurreição
em corpo glorioso na segunda vinda de Cristo (Fp 1:23).

Mas onde Jesus estava entre sua morte e ressurreição?


A Bíblia não fornece muitos detalhes sobre esse período, mas sabemos com certeza que Ele foi
ao céu (paraíso), o que também concorda com o fato de Ele ter entregado o Seu Espírito ao Pai,
apenas quando tudo foi consumado, ou seja, a expiação de Cristo foi concluída na cruz, e não
cou nenhuma etapa para ser concluída no inferno ou em qualquer outro lugar.


E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
(Lucas 23:43)

E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a


cabeça, entregou o espírito.
(João 19:30)

E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu
espírito. E, havendo dito isto, expirou.
(Lucas 23:46)

Após a cruz, nós sabemos o que realmente importa: Ele ressuscitou!

Texto Relacionado:
Quem eram os lhos de Deus e as lhas dos homens de Gênesis 6?
(https://estiloadoracao.com/os- lhos-de-deus-e-as- lhas-dos-homens-de-genesis-6/)

 Anjos Caídos (https://estiloadoracao.com/tag/anjos-caidos/) Noé (https://estiloadoracao.com/tag/noe/)

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Daniel Conegero é o líder do Projeto Estilo Adoração. Formado pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie, é professor de Teologia e serve em sua congregação local como professor da Escola
Bíblica Dominical.

5 Comentários

Rosielson Pereira O Usuário Diz  10 Meses atrás

Fico admirado com tamanha sabedoria sua, ainda não tinha visto esses tipos de posiciomento e eles tem
fundamento. Tudo para honra e glória de Jesus!!!???

Luís O Usuário Diz  9 Meses atrás

Tanta sabedoria que co arrepiado, principalmente quando diz a maior besteira, que esta ordenado
ao homem morrer uma só vez, e não consegue explicar o porquê de Lázaro e outros,
terem morrido mais de uma vez.

Equipe Estilo Adoração O Usuário Diz  9 Meses atrás

E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.
(Hebreus 9:27)

Quem disse isso foi o escritor da Epístola aos Hebreus, portanto esse é um ensino
divinamente inspirado e deve ser aceito por quem preza e respeita a Palavra de Deus
como inerrante e infalível.

O objetivo do texto não foi explicar o porquê pessoas ressuscitaram ao longo da


História. Este é um tema para outro texto. De qualquer forma, as ressurreições
relatadas na Bíblia aconteceram, sobretudo, para apontar para a obra de Cristo. No
próprio ministério apostólico, por exemplo, pessoas foram ressuscitadas para que a
autoridade do Evangelho que estava sendo pregado fosse evidente. No caso de Lázaro,
o próprio Jesus explicou o porquê ele ressuscitou:

E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de
Deus, para que o Filho de Deus seja glori cado por ela.
João 11:4

Luís O Usuário Diz  10 Meses atrás

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Eu também acho que quando falam de difícil interpretação, é por que uma cueca com batom ca difícil de
explicar. Que é o mesmo de quem não quer dar o braço a torcer, para simplesmente não terem que desmontar a
mentira que foi criada por séculos, e que serviram de base. Construam um edifício o mais alto que for, que se
tirar a base ele todo se desmorona.Mas é esta base fraca, que não querem deixar que se tire. O texto é muito
claro, nada de difícil interpretação, o problema é doutrinário, como no cavalo que tem que colocar aquela
parafernalha, para que siga sempre para frente, sem observar o que passa ao redor. Jamais sereia evangélico,
porque não aceito ser massa de manobra.

Fabio O Usuário Diz  8 Meses atrás

Luís, talvez sem perceber, você também acaba sendo massa de manobra, daqueles que tem pensamentos
contrários à pregação do evangelho.

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