Você está na página 1de 7

1 - MODELOS DE GERAÇÃO DE VIAGENS - determinam a quantidade de viagens

geradas (produzidas e atraídas) em cada zona de tráfego. Ex. Uma combinação típica de
viagens, feita por uma pessoa durante o dia, pode ser do lar para o trabalho, do trabalho
para uma diversão e da diversão para o lar. Neste caso a produção da viagem seria do lar
para o trabalho, enquanto que a atração seria da diversão para casa.

A análise da geração de viagens deve ser feita, levando-se em conta os seus diversos
motivos.
a)Divisão típica com base no lar:
-do lar para o trabalho;
-do lar para as compras;
-do lar para diversos;
-do trabalho para o lar ;
-das compras para o lar;
-de diversos para o lar ;

Fatores que influem na geração de viagem:


• Uso do solo
O uso do solo é um meio conveniente para se classificar as atividades que geram
viagens. Ex. Área onde há grande desenvolvimento no comércio, pode-se esperar maior
geração de viagens do que em uma área não-ocupada.

• OUTROS USOS DO SOLO, também importantes em termos de geração de viagens,


são os usos para fins educacionais ou fins de recreação.
• Estabelecimentos educacionais tais como universidades, faculdades, colégios e escolas
primárias, geram grande quantidade de movimento.
• A medida mais usada é o número de alunos
Outros fatores que influem na geração de viagem:
• RENDA
• PROPRIEDADE DE VEÍCULOS
• NUM. DE RESIDÊNCIA (ÁREA DE OCUPAÇÃO DO SOLO)
• NUM DE PESSOAS EMPREGADAS
• POPULAÇÃO OU DENSIDADE POPULACIONAL
• NUM DE PESSOAS EM IDADE ESCOLAR

VARIÁVEIS CONSIDERADAS NA ATRAÇÃO DE VIAGENS:


• ÁREA DESTINADA À INDUSTRIA, COMÉRCIO E OUTROS
• NUM DE EMPREGOS
• MATRÍCULAS ESCOLARES
• ACESSIBILIDADE

Métodos de previsão de taxas de geração de viagens


GERAÇÃO DE VIAGENS POR FATORES DE EXPANSÃO
Fatores de expansão (ou crescimento) simplificados → para estimar o crescimento de
viagens para zona de tráfego, relacionas e dados coletados nos estudos de tráfego com
dados coletados do uso do solo.

Métodos de previsão de taxas de geração de viagens


Exemplo: Zona de tráfego com 3000 acres de área residencial em expansão, da qual se
origina 6.000 viagens, tendo uma taxa de geração de viagens igual a 2, isto é, 6000
dividido por 3000.
Estimativa de crescimento: Taxa de geração de viagens seria aplicada á área ocupada
prevista para o ano meta, por exemplo 6000 acres: estimativa de crescimento viagens
originadas naquela zona seria 12.000( 6000 x2).

GERAÇÃO DE VIAGENS ATRAVÉS DA ANÁLISE DE CATEGORIAS E


CLASSIFICAÇÃO CRUZADA
A análise por classificação cruzada objetiva classificar os dados das unidades
domiciliares básicas em subgrupos relativamente homogêneos, representando-se cada
subgrupo por uma taxa média de geração de viagens.
• No exemplo a seguir os três fatores mais importantes na produção de viagens foram: o
tamanho da família, o número de carros próprios e a renda média

Exemplo:
1. Um domicilio com duas pessoas que não possuem carro produz: 1,05 viagem; 2. Um
domicílio com três pessoas que possuem um carro produz: 8,2 viagens/dia. Para estimar
produções futuras de viagens para estes subgrupos particulares, multiplica-se o numero
futuro estimado em cada zona por uma taxa apropriada de geração de viagens.

Assim.: É esperado que a zona x contenha: a)duzentos domicílios com três pessoas e um
carro, ano de 2020, .:então estes domicílios produzirão 200x8,2 = 1640 viagens;
b)quarenta domicílios com duas pessoas sem carro, produzirão 40 x 1,05 = 42 viagens,
Dando um total de 1.682 viagens produzias no ano de 2020 na zona x.
A ANÁLISE DE REGRESSÃO LINEAR MÚLTIPLA
A utilização deste método visa construir uma relação linear (ou não) entre o número de
viagens existentes (variável dependente) e os vários fatores que influenciam as viagens
(variáveis independentes).
• MODELOS DE DISTRIBUIÇÃO DE VIAGENS – Segundo Fratar:
a) A distribuição de viagens futuras de uma dada zona de origem é proporcional à
distribuição de viagens existentes da zona;
b) A distribuição destas viagens futuras é modificada pelo fator de crescimento da zona
para a qual estas viagens são atraídas.

3-Modelos de Divisão Modal - definem a distribuição das viagens nos vários modos de
Transporte.
• No caso de transporte a longas distâncias, para cargas, o meio mais procurado é o
rodoviário, o qual movimenta mais de 70 % da produção nacional.
• A ferrovia representa um importante papel econômico, porém poucos Estados ou
regiões possuem densidade de malha ou localização de vias, que permitam o seu uso
competitivo com o transporte rodoviário.
• Embora sejamos um país de extenso litoral, a navegação de cabotagem é insipiente.
No plano hidroviário a maioria dos rios em condições de navegabilidade em grandes
extensões e sem exigência de vultosas obras está situada fora dos principais polos
econômicos.
• O transporte por dutos é pouco utilizado e o aéreo se restringe, praticamente, a
passageiros.
• No caso de áreas urbanas continua o panorama de reduzidas escolhas oferecidas aos
usuários, pois predomina a opção rodoviária por ônibus e automóvel.
• Deste modo são ainda bastante limitadas as alternativas de opção intermodal em nosso
meio. A determinação do número de usuários que optará por certo meio de transporte
deverá indicar:
• a) Qualidade e quantidade dos modos alternativos de transporte;
• b) Número de viagens realizadas por finalidade;
• c) Distribuição espacial das viagens;
• d) Horas de pico;
• e) Tempos e custos de viagens pelos diferentes modos

AINDA:OS FATORES QUE INFLUENCIAM A ESCOLHA MODAL PODEM SER


TAMBÉM:
• CARACTERÍSTICAS DA VIAGEM A SER FEITA: DISTÂNCIA A SER
PERCORRIDA, HORA DO DIA E PROPÓSITO DA VIAGEM;
• CARACTERÍSTICAS DO USUÁRIO: NÍVEL SOCIAL, RENDA E
PROPRIEDADE DE VEÍCULO;
• CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA DE TRANSPORTES: TEMPO DE VIAGEM
ENVOLVIDO, CUSTO, ACESSIBILIDADE, CONFORTO.
4- Modelos de Alocação de Fluxo - fazem a distribuição do fluxo de viagens na rede de
transporte, variáveis como o tempo, custo e nível de serviço das viagens sejam
utilizados como critério na escolha.

Os modelos de alocação são utilizados para fornecer estimativas de fluxos de tráfego em


vias estratégicas com o principal objetivo de disponibilizar uma base de comparação de
sistemas de transportes a médio e longo prazo.
Um primeiro conceito que se encontra subjacente a todos os modelos de atribuição de
tráfego é o do custo de deslocamento. Torna-se, assim, útil utilizar o conceito de custo
generalizado de deslocamento, como sendo uma função dos fatores envolvidos na
decisão.

I. Modelos tudo-ou-nada: O método mais simples de alocar as viagens pela rede é


através da chamada atribuição tudo-ou-nada. Trata-se simplesmente de, para cada par
O-D, determinar o trajeto com o custo inicial mais baixo e carregar esse percurso com
todas as viagens do par. Exemplo: O usuário do sistema de transporte coletivo utiliza a
rota que minimiza seu custo generalizado. Ele já sabe qual é a linha que tem o menor
custo generalizado para chegar até seu destino e, somente espera um ônibus daquela
linha, o que corresponderia a uma alocação do tipo "tudo-ou-nada".