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Fichamento:

O CREPÚSCULO DOS ÍDOLOS


Friedrich Nietzsche

Sentenças e Setas

18.
Quem não sabe colocar sua vontade nas coisas ainda insere nelas ao menos um sentido: isto é, crê
que uma vontade já esteja nelas (princípio da "fé").

37.
Tu corres à frente? Tu fazes isto como pastor? Ou como exceção? Um terceiro caso seria o
desertor... Primeiro caso de consciência.

38.
Tu és autêntico? Ou apenas um ator? Um representante? Ou o próprio representado? Por fim, talvez
tu não passes da imitação de um ator... Segundo caso de consciência.

40.
Tu és alguém que observa? Ou que coloca as mãos à obra? - Ou que desvia o olhar e se põe de
lado?... Terceiro caso de consciência.

41.
Tu queres acompanhar? Ou ir à frente? Ou ir por sua própria conta?... É preciso saber o que se quer
e que se quer. Quarto caso de consciência.

O problema de Sócrates

A presença do sábio, o moralismo, como sintoma da decadência.

O caso de Sócrates e a decadência grega


O imoral representado em Sócrates e o moralismo como autodefesa.

11.
“Os instintos precisam ser combatidos esta é a fórmula da décadence.”

A “Razão” na Filosofia

1.
“Tudo o que os filósofos tiveram nas mãos nos últimos milênios foram múmias conceituais; nada de
efetivamente vital veio de suas mãos. Eles matam, eles empalham, quando adoram, esses senhores
idólatras de conceitos.”

O ‘Ser’ começa com o ‘Eu’. Um erro filosófico. Além de colocar como primícia o mais vazio.

4.
“É assim que eles descobrem seu conceito estupendo de "Deus"... O derradeiro, o mais tênue, o
mais vazio é posto como o primeiro, como causa em si, como ens realissimum...”

As quatro teses:
6.
“Primeira Proposição. Os motivos que fizeram com que se designasse "este" mundo como aparente
fundamentam muito mais sua realidade. - Um outro tipo de realidade é absolutamente
indemonstrável.
Segunda Proposição. As características que foram dadas ao "Ser verdadeiro" das coisas são
características do não-Ser, do Nada. Construiu-se o "mundo verdadeiro" a partir da contradição com
o mundo efetivo: de fato, o mundo verdadeiro é um mundo aparente, à medida que não passa de
uma ilusão ótica de ordem moral.
Terceira Proposição. Criar a fábula de um mundo "diverso" desse não tem sentido algum se
pressupusermos que um instinto de calúnia, de amesquinhamento, de suspeição da vida não exerce
poder sobre nós. Neste último caso, nos vingamos da vida com a fantasmagoria de uma "outra"
vida, de uma vida "melhor".
Quarta Proposição. Cindir o mundo em um "verdadeiro" e um "aparente", seja do modo cristão,
seja do modo kantiano (um cristão pérfido no fim das contas) é apenas uma sugestão da décadence:
um sintoma de vida que decai... O fato de o artista avaliar mais elevadamente a aparência do que a
realidade não é nenhuma objeção contra essa proposição. Pois "a aparência" significa aqui uma vez
mais a realidade; só que sob a forma de uma seleção, de uma intensificação, de uma correção... O
artista trágico não é nenhum pessimista. Ele diz justamente sim a tudo que é digno de questão e
passível mesmo de produzir terror, ele é dionisíaco...”

Como o “mundo verdadeiro” acabou por se tornar fábula

Decorre sobre a concepção de mundo verdadeiro. De meta do sábio, feminilização cristã (promessa)
ao ceticismo. Por fim, Zaratrusta.

6.
Suprimimos o mundo verdadeiro: que mundo nos resta? O mundo aparente, talvez?... Mas não!
Como mundo verdadeiro suprimimos também o aparente!
(Meio-dia; instante da sombra mais curta; fim do erro mais longo; ponto culminante da
humanidade; INCIPIT ZARATUSTRA.)

O mal como contranatureza

1.
“"Se teu olho te escandaliza, arranca-o fora". Por sorte nenhum cristão age segundo este preceito.”